[Música] começa agora mais um Memórias de Nossa gente o quadro que toda semana mostra e põe em evidência a história de pioneiros aqueles personagens que ajudaram a construir a história de Francisco Beltrão um município em pleno desenvolvimento e que chega já aos 100.000 habitantes e nesta semana vamos mostrar um pouco da trajetória do casal Mari e Jovino Paulo Viapiana ele é natural do Rio Grande do Sul ela de Santa Catarina e estão aqui em Francisco Beltrão há mais de 60 anos o Paulo conta alguns causos bem interessantes do tempo de roça da Vida em família
e também de quando trabalhou como árbitro de futebol aqui em Francisco Beltrão é essa entrevista que nós vamos conferir no programa de hoje [Música] a nossa viagem lá de nós morava em sandua Rio Grande do Sul fica uma uma cidade entre meio Passo Fundo e Getúlio Vargas aí e a gente demorou dois dias de caminhão PR vir de lá para cá dois dias daqueles cheol antigão sabe a gente veio tudo estrado de chão não tinha um palmo de asfalto na época que a gente veio morar para cá e a gente veio morar para cá veio
morar no interior e meu pai comprou Terra aí a gente trabalhando na roça desde os 8 anos de idade e a gente ficou dois anos Semir na aula porque tinha que trabalhar Tinha que trabalhar na roça junto com os pais da gente e daí dois anos a gente começou ir na aula na escolinha da comunidade fo morar em Alto Boa Vista que é linha macanhã é conhecido sempre como linha macanhã a nossa Capela lá era a capela São Pedro hoje tem uma igrejinha bonita lá e a gente viveu aí muitos anos aí trabalhei até 22
anos depois mudei de profissão deixei da agricultura e comecei trabalhar de representante comercial até há um ano atrás né aí agora que eu parei e como é que foi essa mudança lá de 1963 até Beltrão dois dias ficar em Chapecó cherê como é que foi isso aí é nós saímos de lá 4 horas da manhã no dia 12 de maio cheg ch cherê já eram umas 10 horas da noite dormimos tudo em cima do caminhão uns no chão assim num posto de gasolina um cheirão de óleo que não dava para aguentar o cheiro 4 horas
da manhã a gente cansado dormindo criança caminhão Roncou lá o motorista acordou todo mundo e E viemos fomos chegar na Água Branca aqui quase à noite demorem dois dias mas tocado dia e noite para para chegar aqui e comigu o que na estrada Paulo na estrada a gente comia a gente comia pão e pão e manteiga Antes de nós sair lá da do lugar que nós morava o padre que nós era agregado o padre lá ele deu um Baldão de manteiga e a mãe fez uma fornada de pão a gente comia pão e manteiga viemos
fazer uma refeição normal três dias depois aqui no meu tio aqui na agua Branca a gente veio aí fazer uma refeição de comer mandioca carne de galinha um feijão E por que essa vinda pro Paraná os teus avós tinham vido para cá em 45 já é meus meus avós tinha vido para cá em 45 e a gente lá o meu pai lá era agregado lá da terra dos Padres né e a terra lá era muito magra para plantar Sabe aquele tempo não tinha dubo que não tem hoje e tal né era muito sofrido né E
daí a mãe veio visitar o avô aqui que ele tava passando no mal lá no ano 60 e se agradou das terras terra boa e tal e o pai veio ver também fomos arrumando as malas lá e acabando vir de morar para cá também né para trabalhar na roça aqui porque aqui era Terra Terra Boa terra fértil né e a infância ali para estudar a linha macanhã como é que era como é que foi n é daí a gente começou a estudar dois anos depois na escolinha da linha macanhã tinha uma escolinha ali na linha
macanhã a gente estudou fez todo o primário e aí na escolinha né da da linha macanhã estudava de manhã e de tarde trabalhava com os pais né levava o que de merenda Na época na época a gente época de milho verde a gente levava milho verde e a época que não tinha milho verde a gente levava batata doce aí o milho verde terminava a safara lá por mês de fevereiro março daí o inverno inteiro tinha batata doce a gente levava batata doce e não era só eu só minha família era todo mundo assim né era
a comida era muito básica pra gente no interior né e a gente não tinha energia elétrica a gente usava aqueles lampiãozinho com querosene ah depois a gente conseguiu comprar um Liquinho daquele de pendurar já era uma já era uma um grande avanço né e a gente comprava a gente comia Basicamente aquilo que produzia a gente produzia arroz socava no pilão ia no moinho com milho plantava trigo pr pra farinha pro pão criava porco criava galinha vaca de leite a gente comprava somente o sal o açúcar e a crene era únicos coisa que a gente comprava
na cidade e o que que produzia e vendia aqui na cidade a gente a gente produzia o básico nosso que a gente produzia lá era milho ah feijão e trigo e daí meus pais como eles eram assim de origem italiana e plantavam de tudo eles plantavam verdura e a gente vinha vender na cidade aí vender radite vender cve vender repolho vender mandioca batata doce temperinho Verde fazer os temperinho e a gente daí vinha eu vinha a cavalo minha irmã vinha a pé ovos criava galinha viha aquelas ceston de ovo para vender na cidade então a
gente sempre tinha o dinheirinho que meus pais tinha mais sempre tinha o dinheirinho que a gente vinha vendendo a cidade e já levava as compra as compras que precisava em casa a mãe fazia listinha e a gente levava o básico pra casa e a Mari lá de 13 tilhas para Francisco Beltrão mar como é que foi essa vinda para cá é eu casei e daí vim morar para cá daí criei meus filhos aqui né uma cidade de 7000 habitantes vem para uma cidade grande como Francisco o que que foi isso Conta um pouco mim foi
muito estranho porque lá tão pequeninho aqui tão grande então eu ficava perdida nessa cidade Mas depois foi acostumando acostumando hoje já faz 28 anos que tô morando aqui e criei meus filhos são tudo grande já e tem meus netos né tenho quatro filho tenho três netos e estão tudo por perto os filharada aos bailes da época era com candeiro Lampião que nem eu falei a gente colocava um um Lampião em cada canto da da sala e os músicos eram gaiteiro ficava de pé batendo o pezinho assim e tocando e um cara com pandeiro do lado
aquele pandeirinho pam pam pam noite inteira era os bailes mas era muito divertido era vinha gente de outras comunidades tudo no interior ali n fazia um baile vinha todo mundo né era era uma maravilha os bailes né Às vezes a gente fazia baile até em Galpão aberto sabe lá tinha um um galpão da igreja e era aberto assim a gente fazia baile e dava Bailão né mas não chegava a dar briga também né às vezes dava às vezes dava aquele tempo existia uma rivalidade entre as comunidades sabe a gente a Rapaziada era tudo grupinho hoje
vai num baile se mistura todas as comunidades daquele tempo não aliha São Paulo vinha um grupinho lá 10 20 ficava no grupo deles os nossos ficavam no grupo deles Água Branca vinha ficava no grupinho deles então às vezes se desentendiam por causa de uma namorada o cara piscava pra mulher do outro alguma coisa ali e já se pavam no soco e daí brigavam bastante gente só que nossa comunidade aí era tudo gring gaiada ninguém andava armado sabe a briga era só no soco é só no tapa mesmo sabe no outro dia tava tudo tudo de
bem de novo Agora vamos contar aí da desse imposto estradal que que é esse imposto é foi quando que nós chegamos aqui no Paraná logo Começou Sabe aquele tempo a prefeitura quando nós chegamos a morar aqui no Paraná o prefeito era o esalco Euclides esalco aí depois dele veio o Denis schares e tinha um tal de imposto estradal a gente pagava um Incra porque quando nós viemos não tinha escrituras terra título de posse depois veio escritura né E tinha a gente tinha que trabalhar para pra estrada não sei que arrumar Estrada braça o imposto estradal
cada ano cada Família tinha que dar sete dias de trabalho na estrada aí eles ponhava Capataz lá no nomeavam alguém da comunidade esse e esse cara fazia a lista de quem ia né daí a gente trabalhava sete dias um monte de gente uns com uma junta de boi fazia as valetas no lado os outros arrancando pé P jogando no baranco tampando o buraco a gente tinha que trabalhar sete dias na estrada eu trabalhei muito no picão muitos anos no picão daí que depois que todo mundo trabalhava e tal eles iam na prefeitura vinha um bilhetinho
assim que a gente tinha cumprido a obrigação da gente a gente tinha pago o imposto né E quem não pagasse imposto tinha que pagar em dinheiro né e depois quando que ganhou de novo o cantel na na na depois do depois do Deni foi ele começou a comprar máquina e tal foi extinto esse esse imposto sabe acabou morrendo mas eu trabalhei até meus 14 15 anos no picão na estrada sete dias uma semana inteirinha assim uma vez no ano cada ano aí pro mês de maio assim a gente tinha que trabalhar Mari você já há
8 10 anos juntos eh como que ia morar nesse bairro aqui tu sempre morou nesse bairro como é que é é Sempre morei por aqui e agora faz 7 anos que eu moro aqui nessa casa e tal mas é bom demorar aqui porque é tudo perto né é Farmácia perto é mercado é posto então é um bairro maravilhoso aqui na Vila Nova muito bom demorar aqui e aqui também é um bairro onde tem muitos Pioneiros ainda hoje né hum verdade bastante gente [Música] Olá eu sou a Camila da Camila Borges ama da íntima Você já
conhece a nossa loja Então vem comigo conhecer nós atendemos na Avenida Jú Sis Cavaleiro 390 dentro da galeria Avenida na sala 1 trabalhamos com a moda praia completa para toda a família desde o tamanho bebê até o 54 Trabalhamos também com a linha Fitness modeladores e a laner a gente tem para todos os gostos desde o básico a até o sensual e para completar temos um cantinho sexy super discreto aguardando você vem nos fazer uma visita estamos te esperando você já conhece a negra imóveis de madeira se você não conhece está perdendo tempo mesas cadeiras
molduras roupeiros camas de madeira tudo você vai encontrar aqui parcelamos sem juros em até 10 vezes para você venha nos visitar estamos na rua 1039 em frente ao Parque de [Música] Exposições Francisco Beltrão está linda com o natal da Alegria a decoração as luzes nunca estiveram tão bonitas os shows e as apresentações diárias estão emocionando o público é tanta beleza vim admirar o nosso Natal da Alegria e o Papai Noel sabe que nos olhos de nossas crianças está uma franisco cada vez melhor vem viver de perto essa magia Prefeitura de Francisco Beltrão o melhor daqui
é a nossa gente eu jogava o vardano sabe eu joguei Comecei a jogar vardano com 16 parei os 33 porque nós tinha um time na linha macã tá de Guatambu mais antigo aí conhece o Guatambu da linha macanhã e daí eu comecei na arbitragem arbitragem foi um Marco importante na vida da gente sabe uma experiência boa que a gente teve a gente conhece bem as pessoas e né então o ponto forte da gente era o varsano sabe a gente ganhava mais dinheiro na liga no Regional né no Regional era forte na época os primeiros anos
né de regional foi morrendo mas o varsano foi crescendo né o varsano Inclusive a gente nas finais no campo da União aí ponhava 1500 2.000 pessoas qualquer joguinho né enchi o estádio enchi o estáo e a gente começou na arbitragem não tinha auxiliar tinha que só no juiz apitar lá na bara bonita lá no qum 20 lá no que bebe era só um juiz sem Bandeira sem nada sabe um cara da comunidade vinha a pegar a gente levava lá fazia o jogo e depois trazia de volta né Depois que foi melhorando e modernizou um pouco
Daí eles escalavam um árbitro e dois dois auxiliares né daí ficou bom demais né daí ficou fácil né e o varzeano aqui teve grandes jogadores sabe a gente conheceu grandes jogadores no varzeano eu tive o prazer sabe hoje eu vou assistir o varzeano eu vejo uma molecada que ah assim parece que eles jogam sem amor ao futebol a gente quando que assistia Pingo de Ouro jogar Olaria da linha Piedade Marcenaria União Ipiranga do jacaré Progresso gente era uma maravilha era uma coisa fora de sério próprio de São Cristóvão na Água Branca jogadores de raça uma
coreria né hoje tanto é que hoje o barzano é um joguinho assim que nem torcida não leva mais no campo que os os guri de hoje a meninada de hoje eles querem tudo moleque Tudo querem só saber de de de de chuteira diferente pentear cabelo cabelo pintado eles querem mais aparecer do que jogar bola e tu gosta tanto de futebol que chegava a vir assistir jogos a cavalo né eu comecei a assistir jogos do União em 1966 aquela época aí quando era 66 68 Eu me recordo já do goleiro Paulinho schuartz Lauro os mais antigos
conhece o Lauro zagueiro Ah quem mais que jogava aí e o jogava o melhor jogador que eu vi jogar em Franco até hoje que era o Juquinha era médio volante era no meio de campo ele jogava no meio de campo o Juquinha podia vir um balão podia vir o jeito que viesse a bola ele matava no peito apanhava no chão e saía saía tocando quem conheceu o Juquinha jogava futebol se fosse hoje o Juquinha jogava em qualquer time do Brasil e o Juquinha jogava pro unão e eu saía da linha macanhã a cavala nascia um
cavalo branco vinha do campo do nião aquele tempo não tinha carro quase eu dava sete oito carro na frente do campo todo mundo ia a pé eu amaravati dentro do estádio anilado e um poste lá uma cerca eu amarrava o cavalo assistia o jogo pegava o cavalo e ia embora eu Não perdia um jogo do união não perdi um jogo do União Eu me recordo de muitos times que eu assisti ali sabe Ah uma vez veio o time de Perdigão de Videira tinha um negão centroavante assim veio aí marcou dois gol sabe o nome dele
er era ah torado os mais antigos você sabe uma mágua daquele homem ele marcou dois gol em nós aqui eu tive o prazer de assistir em Francisco Beltrão o luí Felipe escolar jogar e o Caxias veio fazer um amistoso com união aqui no sábado à tarde o Caxias tinha umas camisa meia roxa uma camisas me empataram 0 a 0 mas o luí Felipe era pauleira tinha um goleirão altão sabe um goleiro grandão eles tinham bom PR caramba e o jogo foi amistoso mas terminou 0 a 0 Z Eu nunca perdi um jogo do União assisti
o Grêmio jogar em Beltrão quando oão entrou também na primeira divisão depois com o Atlético Paranaense Curitiba Paraná Clube Eu nunca perdi um jogo do União só que depois a gente vinha já de carro de bicicleta né mas lá pelo ano 60 até 72 73 a gente vinha a cavalo e as venas vinham em 45 não era eu sozinho que vinha vinha em 45 pias da cavala assisti o jogo Pois é Paulo os anos lá por 78 sem energia como é que era não tinha geladeira não tinha chuveiro como que era Paulo é geladeira a
gente ah água gelada jamais a gente tomava porque não tinha não tinha geladeira não tinha energia a gente só tinha os liquinhos em casa né a crene e acostumava a crene na Copa de 70 Nós vinha assisti a copa a pé um montão de gente lá vinha porque o a maioria dos jogos era domingo de tarde Nós vinha aqui na rodoviária de Beltrão que é ali no prédio listão do lado uma casaron de madeira tinha uma televisão grande assim sabe era um chuvisco que às vezes tu não via a bola né mas Nós vinha assistir
a copa do mundo a gente veio assistir aí né E daí foi passando o tempo por lá por 75 77 teve um morador da Comunidade Nossa lá que que era bem de vida tinha um chiqueirão grande lá sabe cara bem ele pegou a luz sabe pegou a luz daí ele pegou uma televisão comprou a televisão ele tinha uma sala meia grande assim no domingo à tarde nós enchia de piada lá para assistir o jogo todo domingo nós sentava no chão no sofá nas cadeiras uns ficavam de pé uns ficavam na janela de lado de fora
eu indo para dentro para poder assistir jogos né hoje a gente tem televisão em casa a gente nem assiste jogo alimentação na época era tudo lá praticamente produziu na na colônia a gente produzia a alimentação da gente a gente comprava aqui na cidade querosene pro lampião sal para salgar a comida e o açúcar o resto era tudo da roça o arroz era descascado no pilão os mais antigos sabem o que é Pilão a gente descascava o arroz no pilão trigo a gente plantava trigo I no o milho a gente levava no moinho também para fazer
para fazer farinha né E a mãe criava galinha a gente criava galinha criava porco fazia queijo a comida era basicamente tudo do interior tudo que a gente produzia Paulo vamos voltar na linha macanhã falando do por o Guatambu e aqueles velho banho de sanga também é a gente quando que morava lá no interior quando veio no começo a gente não tinha chuveiro não tinha banheiro lá fora tinha umas patent assim os antigos conhecem por privada por patente e o banho que a gente tomava era banho de sanga tinha uma sanga o Riozinho que passava assim
no fundo do lote e daí primeiro ia Os piá tomar banho lá se lavar depois ia as Menin i a mãe né então o banho era banho de sanga quando chovia a gente Gava o banho se era muito frio a gente ia lá e dizia PR os pais que tinha tomado banho e lavava só os pés e vinha pra casa né então banho de sangue era isso depois com o tempo veio aqueles latão duns 20 l assim que a gente pendurava daí ponhava lá na patente lá fora e enchia de água e daí tinha um
chuveirinho embaixo e daí veio uma torneira daí a gente já conseguia ponhar água quente e deixar fechadinha a torneira Né tava a torneira fechadinha e quando ia tomar banho abria e vinha aquela água quente era um que no luxo que a gente tinha né e o campo de futebol do que Patu é a gente era só tinha os potreiros lá para jogar futebol a linha macanhã é um lugar dobrado terras dobrad não tinha assim um plano de fazer um campo no lugar plo daí tinha um tal de Germano chave ele tinha o lugar mais pleno
ele tinha um poteiro assim meio plano e tinha um capoeira tipo Matinho assim e a gente reuniu num sábado e vamos lá lá todo mundo da comunidade fazer um campo arrancar aqueles toquinhos que tinha lá daquelas árvores cortar aquelas e tinha uma árvore grande sabe uma árvore grossa assim mais uma baita de uma árvore que ia ficar na ponta esquerda mas dentro do campo uns 10 m dentro do campo do escanteio e da lateral também e aquela árvore o nome dela era Guatambu quem os colonos que moram na roa eles sabem o que que é
Guatambu né é uma madeira muito dura muito forte e daí a gente conseguiu arrancar tudo os toc limpar fazer o campo da comunidade mas a árvore não consegui arrancar daí nós não sabia o nome do time que nós ia começar a jogar com água branca com linha São Paulo fazia amistoso né com própri os Marista aqui no seminário que já tinha Eles já tinha um time e a gente fazia amistoso com eles daí resolvemos vamos panhar o nome da árvore nome Guatambu daí ficou Guatambu da linha macã Ficou ali muito tempo a gente só fazia
m torneio e tal ali e d Quando que o João aruda foi correr uma eleição que já era no ano 70 e alguma coisa aí ele prometeu um campo Daí pegamos o terreno da igreja e fizemos um campo e foi feito um campo na comunidade e a gente já começou a entrar em campeonato disputem muitos campeonatos na L macanhã era uma rivalidade com a Marcenaria união com jacaré né a gente disputou muitos campeonatos com o nome da da da de Guatambu da linha por isso Guatambu por Vim vender galinha lá da linha macanhã só no
centro de Deão é a gente como a gente trabalhava na roça lá e eu era um dos mais novo então a mãe plantava verdura fazia queijo e Nós vinha vender na Cidade Nós vinha a cavalo vender galinha vender ovos vender verdura vender laranja vender mandioca e daí a gente apanhava as galinhas assim amarrada em cima do cavalo uma cada lado né amarrava as pelas dela e vinha vinha vinha vinha vender em Beltrão ah Beltrão por exemplo aqui na Vila Nova só tinha a Rua Londrina aqui tinha o coser que tinha uma bodega mais antigo sabe
quem é o coser e o Mascarelo David Mascarelo tinha uma casa de comércio a aí da Vila Nova e o Hilário goldon já tinha aqui Hilário goldoni já já tinha uma bodega aqui a Vila Nova aqui onde é que nós moramos Aqui para baixo aqui era só um maric casal puro Maricá só tinha e a Rua União da Vitória não era ali ainda era Rua Londrina só ali foi feito muitos anos depois aqui para baixo da minha casa aqui aqui na perto do Parque por aqui era um banhadão era só banhado e potreiro e inclusive
nos primeiros tempos lá on lá onde é que hoje é o o ponte Supermercado ali ó só tinha um dentista aí que era o balast pro lado de baixo e tinha que passar dentro da sanguinha Ali nem ponte não tinha os primeiros tempos né e a e a gente eu falei primeiro que ia no campo do União assistir jogo a cavalo e eu tinha que ir pela Avenida até no centro para ir no campo que não tinha aquela ainda aquela rua que sobe na Policlínica Rua veladora meu Lauro velo vindo da linha macanhã só só
tinha uma estrada que vinha da linha macã aí passava perto do chiqueirão do pensa ainda que tem a faculdade a Unipar lá embaixo né ali Era uns banhada tinha um banhadão grande e um chiqueirão de porco do penso ali sabe e a gente vinha ali e e aqui tinha que vir na Avenida até no centro para depois cair pro lado do campo do União aí e daí a gente vinha vender verdura na cidade depois a gente vinha de carroça né mas quando vinha cavalo ainda a gente vendia bem em Beltrão o kango já existia tinha
comércio na kango pra gente vender mas eu não podia ir na kango porque o cavalo não passava a ponte tinha uma ponte coberta com tabuinha aí e o cavalo chegava ali e dava para trás e não passava a ponte pena para cada ponte tinha uma casa de comércio grande do penso fiorin do penso então a gente sempre vendia pro lado de cá e só tinha aquela ponte na cidade não tinha outra ponte para para atravessar ali e daí un o pai e a mãe gostaram assim de de vender verdura foram plantando melancia mandioca batata a
gente vinha de carroça gente vinha muitas ve vinha de carroça da linha macã saí de lá 4 5 hor da manhã de carroça aqui em Beltrão vend nós vin em dois trazia comid para pros bois comida para pros bois uma ba para pedir água e dar água pros bois e voltava de noite para casa Você já conhece a negra imóveis de madeira se você não conhece está perdendo tempo mesas cadeiras molduras roupeiros camas de madeira tudo você vai encontrar aqui parcelamos sem juros em até 10 vezes para você venha nos visitar estamos na Rua Peru
1039 em frente ao parque de exposições Francisco Beltrão está linda com o natal da Alegria a decoração as luzes nunca estiveram tão bonitas os shows e as apresentações diárias estão emocionando o público é tanta beleza vim admirar o nosso Natal da Alegria e o Papai Noel sabe que nos olhos de nossas crianças está uma Francisco Beltrão cada vez melhor vem viver de perto essa magia Prefeitura de Francisco Beltrão o melhor daqui é a Nossa gente mármores e granitos Marmoraria granbell acabamentos em geral revestimento de escada churrasqueiras soleiras capelas túmulos e lápides Revestimento de móveis sob
medida para bancadas pias e lavatórios Gran Bell na Rua María 765 próximo a cetran em Francisco Beltrão fone 3523 4965 Avenida de Beltrão não tinha um palmo de calçamento quando a gente vinha ali ah depois que eles fizeram a praça sabe porque a praça era um baranca a praça era um baito num baranco que nem dava para ir na praça de abaixaram a praça Avenida de Beltrão [Música] Ah era um se chovesse eraa um lamaçal que enterrava tudo o pé da gente sabe então a gente vinha de carroça na na Avenida ali onde que é
a Farmácia Avenida hoje ali embaixo ali tinha um posto de gasolina bem no meio da rua aqui onde é que era onde é que é a Caixa Econômica hoje era o babinski era o depósito de banana tinha uma casona de madeira assim de dois andares pintado de óleo queimado e daí tinha as portas abert assim cheio de banana que a banana naquela época era era amadurecida no lá dentro no chão não era estufa igual hoje e a gente ia lá comprar aquelas bananas solta caía do caixo que era bem mais barato então a gente sempre
passava daí e comprava banana do né para levar para casa também né então a gente conheceu conheceu o Beltrão assim né belron tinha vários Hotel Hotel tinha vários Hotel tudo Hotel de madeira grande sabe porque aquele tempo o pessoal vinha de ônibus de outros lugares e aqui para ir para do vizinho para ir pra frente tinha que pousar porque né Então tinha vários Hotel grande em Beltrão né cinema tinha também não é cinema cinema a gente começou ir no cinema já era assim mais criado já tinha Unos 14 15 anos né daí a gente começou
no Cine Cacique o cine Cacique ali encostadinho onde é que é o Bradesco hoje aí ó em frente à praça ali ocine Cacique então a gente quase todo domingo à noite nós vinha nós ia jogar futebol em volta ou reunir um grupinho Nós vinha assistir filme às vezes até dia de semana eu nunca esqueço aquele aquele filme do Pelé nós viemos nós já era grande né quando passou Pelé bom de bola nós viemos assistir filme do mazarope a gente Não perdia um quando dava no rádio Ah segunda-feira vai ter segunda-feira não tinha filme mas dissesse
que quarta-feira ter filme do mazarope nós se reuni 7 o de lá e vinha assistir o filme no mazarope ali sabe então era bom assistir filme no no Cine Cassi que e eu era assim eh no domingo à noite que nós parava de jogo Nós ficava um grupo aí e daí eu já era meio grandão assim mas eu tinha 15 16 anos e eles não muitas vezes não queriam deixar eu entrar porque o filme era proibido até 18 anos até isso tinha na época né e de gente aproveitava quando tinha uma fila bastante gente assim
pra gente se enfiar no meio dar o ingresso e El nem olharem na cara da gente pra gente poder entrar o primeiro filme que eu vim assistir em Beltrão Eu nunca eu não sabia o que era filme né aí os meus colegas me levaram e eu era piazão cheguei no filme no cinema Cacique entrei à direita porque tinha em cima també não I em cima entrei à direita sentei no segunda fila no primeiro banco eu nunca esqueço o nome do filme Madona de tiro era o nome era nossa senhora de centro nome do filme aí
ass cinema lotado lotado e aí atrás ficava gente de pedra aí quando que enchia de gente só tinha isso para fazer em Beltrão não tinha televisão poucos dias televisão não tinha nada né então todo mundo no domingo à noite ia no cinema né cinema enchia tinha um casal pertinho de mim assim de pé e daí o rapaz mas já tava uma hora de filme mais ou menos o rapaz falou assim guri Tu não quer que eu te pague te dou um dinheirinho para você me dar o lugar para para minha minha namorada sentar eu falei
para ele assim quanto você me dá te dou quatro Cruzeiro mas eu tinha pago um cruzeiro para entrar Imagine quanto era quatro Cruzeiro desconfiei com o cara mas falei para ele tá tudo bem ele chegou me deu dinheiro ponhei no bolso né ponhei no bolso levantei dei o lugar fui lá no Claro lá fora ver se era realmente quatro Cruzeiro daí era quatro Cruzeiro ele me pagou quatro vezes o valor do ingresso do filme para deixar a moça a namorada dele sentar daí saíram n combinamos de se encontrar ali fora todo mundo quer dizer I
em 78 né daí eles falaram Ah não é verdade digo não tá aqui o dinheiro tá aqui o dinheiro aí falaram então vamos gastar o dinheiro digo vamos viemos aqui no bar do roceto tinha o bar dooc sair da cidade aqui perto Sanderson e comemos pastel e tomemos gasoso e se divertimos os R 4 que eu ganhei lá para dar o lugar no filme Pois é quanta coisa divertida na época né Paulo Sim a gente tinha todas as dificuldade trabalhava que nem louco sofria para ganhar dinheiro mas era divertido e a gente não tinha preocupação
a gente saía aí da linha macanhã ia no moinho de trigo lá no jacaré nos zer era aqu uns alemão que tinha Moinho lá ou então lá na no Marmeleiro no D libra e a gente ia a cavalo ia voltava nada era difícil né Eu morei morei no interior Aí na linha São Paulo depois que eu já era casado e tinha uns colega meus uns gurizão aí sabe 17 18 anos eles vinham na aula tinha Milton Tomé que morava pra frente da linha São Paulo uns 4 km eles vinham a pé um grupo deles estudar
noite no Mário de Andrade eles passavam lá 5 horas 4 horas da tarde eles passavam para vir estudar no Maro de Andrade moça rapaz e voltavam 1 hora da manhã chovendo levava o calçado na mão não tinha calçamento não tinha nada tudo estrado de chão né e e tu veio hoje as crianças aqui dentro da cidade duas quadras já tem que ir de vão tem que ir de lotação não vão eu às vezes conto que a pessoal vinha da linha São Paulo aqui estudar P tu macho que não é verdade é coisa incrível né como
é que as coisas mudaram hoje é uma facilidade em tudo né na alimentação em tudo né e mas só quem viveu a nossa época sabe né como é como é que tudo era difícil e a gente quando que era no domingo que não tinha futebol não tinha nada a gente ia tomar banho no rio tinha o rio Marmeleiro que passava aí ia tomar bho no no rio achar gavirova aticum era tão divertido né ah Beltrão é tudo de bom né E para ti vamos voltar lá na tua cidade como foi a tua infância lá ah
na minha infância foi boa tinha bastante irmão né todo mundo estudava o colégio não era longe Era perto é uma cidade pequena mas uma cidade bem boa demorar também bem diferente da Francisco Beltrão da época bem diferente Nossa bem diferente né por causo Olha quantas pessoas tinha lá e quantas pessoas tinha aqui né então meu Deus para mim aqui quando eu VM eu disse aqui é o fim do mundo eu se eu sair de casa não vou mais me achar nessa cidade portanto que me perdi né quando eu vim morar para cá eu fui procurar
serviço aqui em Beltrão e daí só me lembrava da catani porque eu morava aquela época na rua da Catan ali né daí eu perguntava PR as pessoas que passaram na rua para onde que onde que é a Catan daí me explicavam né daí a única referência que eu tinha para achar minha casa porque me perdia vim para Vila Nova da Vila não você tem que andar mais para lá e tal para poder me achar em casa daí achava catana achava casa e era assim depois agora também olha quantos anos né já que eu tô aqui
né 28 anos já então agora eu conheço tudo né não me perco mais lugar nenhum de Beltrão em compensação agora trías já também né voltando lá já não conheço mais ninguém é é outra cidade né é outra cidade já porque agora também já cresceu um pouco né agora tá com 9.000 né habitante daquela época e agora né Tá certo Paulo tem coisas assim que a gente para e pensa que S muito antigo em Beltrão por exemplo o colégio glória quando nós viemos em Beltrão já existia nós viemos em 61 62 nós viemos Colégio Glória era
Colégio das irmãs não era Colégio Glória Colégio das irmãs é então tem coisas que a gente a gente passa aí se lemb ó isso aqui do tempo que né que a gente conheceu o Beltrão aqui Ah ainda existe né Ah outras outras que tem ainda por exemplo onde é que era tal de krni vsk tinha uma bodega ali que sobe na Policlínica na Rua Palmas bem na esquina ali não sei o que que é agora pode olhar aqui no que quer subir um Morão aí da Policlínica ali ó Aquela casa já existia aquela aí de
material que tem ali já era loja do krasniy né então tem coisas que ficaram em Beltrão né que assim que são bem antigas de Beltrão né e e a gente lembra quando começaram a fazer o prédio listão também né nossa senhora um prédio desse tamanho pegando uma quadra de terra que até hoje é um shopping praticamente ali em frente da praça né um monte de loja e tal né E ali eu conheci não tinha nada também né que foi feito bem depois né farmácia em Beltrão quando nós chegamos em Beltrão farmácia tinha o mío que
era farmacêutico talvez não é os de hoje talvez esse que tem hoje é os filhos deles né er era farmacêutico e tinha farmácia serana do que conhec acho que é mazaro ele é acho que é né É mazaro acho que é eu acho que é ele é é aí na esquina ali farmácia Serrana era a farmácia que tinha em Beltrão né E ali no na esquina em frente a praça ali onde é que hoje ah eu acho que tem material de caça e pesca aí aí que era do do soranço Ali né aí tinha uma
sorveteria do Marques tinha uma casa de madeira assim uma bodega de madeira com esquina tinha escada de um lado escada no outro pra gente subir tinha sorveteria do Marques aí quando a gente vinha para Beltrão aqui nós dava jeito de passar al com a carroça amarel cavalo e chupar sorvete tinha um sorvete bom aí sabe e embaixo aí tinha a churascaria do ai não tô lembrado o nome do cara da churrascaria que tinha embaixo ali do sorano embaixo aí tinha churascaria a gente vendia verdura para ele também e em cima ali onde que hoje é
lotérica mais ou menos foi penhado o primeiro banco em me o Banco Mercantil né Banco Mercantil foi o primeiro banco Foi colocado aí né É também é do meu tempo Mas então tá bom Paulo TV belão aí agradece aí a a ti e a Mari né Por esse bate-papo né Nós Que agradecemos pela oportunidade nós fos né de contar um pouco da história deste casal há anos em Francisco Beltrão né Uhum é sair lá de tão longe né sandua no Rio Grande do Sul né pra gente a gente PR nós nós filhos foi prejuízo nós
vi pro Paraná porque anduva não tinha nada a gente todo mundo quem se criou e tal tinha que estudar fora estudar em Porto Alegre se a gente tivesse ficado lá a gente teria estudado teria ido para fora estudar também né então como a gente veio Paraná aqui só trabalha na roça só trabalhar só trabalhar não teve oportunidade de estudar pais conseguiram dar pros filhos comprar terras sim sim sim eles conseguiram dar volta por cima né que que a gente comprou um terreno lá ficou devendo daí pagou e tal e depois muitos anos o pai comprou
outro terreno né de trabalhar né mas para nós se nós tivesse ficado lá a gente sempre fala os irmãos se a gente tivesse ficado lá a gente teria estudado né [Música] gend [Música] Esse foi mais um Memórias de Nossa gente o programa que toda semana mostra para você aqui na tela da TV Beltrão um pouco da trajetória e da contribuição que Pioneiros deram pro desenvolvimento do nosso município nós sempre buscamos trazer aqui boas histórias e bons causos para você que nos acompanhou nesta semana meu muito obrigado e até a próxima maim [Música]