Para que serve avaliação na escola e qual o papel da coordenação pedagógica na construção de um processo de avaliação formativo e contínuo no cotidiano escolar como assegurar processos que estejam a serviço do acompanhamento das aprendizagem dos Estudantes avaliar para ensinar e aprender é o título do sexto e último capítulo do livro coordenação pedagógica identidade saberes e práticas que foi produzido por nós da comunidade educativa cedac e acaba de ser lançado pela moderna e a fundação Santiana é sobre isso que vamos conversar neste episódio do na escola um podcast para educadoras e educadores nessa segunda temporada
estamos discutindo a atuação da coordenação pedagógica eu só Viviane Anselmo e vou conversar com a Paula Estela e a Simone Azevedo ambas são coordenadoras pedagógicas na comunidade educativa cedac e tem Ampla experiência na formação de coordenadores Simone é coautora desse Capítulo junto com a Laís Oliveira e a Paula fez a revisão desse e de outros capítulos Vamos ouvir a conversa [Música] Olá Paula Olá Simone sejam muito bem-vindas Olá Viviane tudo bem É um prazer tá aqui com você com a Paula para essa conversa tão importante né Olá a todos para todas É também um prazer
estar aqui para poder conversar sobre um tema tão importante esse é um tema fundamental né e Dependendo da forma como ele é colocado ele pode ser visto como um grande problema né para educadores para estudantes é um tema que costuma ser muito polêmico né então eu queria começar com a Simone para dizer que avaliação muitas vezes é vista com medo né pelos estudantes Acho que todos nós aqui temos memória de passar nervoso em dia de prova medo de receber uma nota baixa no boletim de bombar o ano Ou pelo menos já viu isso acontecer com
alguém com irmão colega e pensando agora na perspectiva de que aprender um direito uma nota baixa para a gente usar essa ideia diz respeito ao aluno e a todo o sistema que deveria oferecer as condições para ele aprender como é que é isso podia comentar um pouquinho com a gente aprendizagem como um direito implica a mudarmos um pouco uma perspectiva de avaliação tanto arraigada em nós Viviane como você apontou porque a historicamente Temos no Brasil Um percurso Educacional de uma escola que era para poucos aquela escola lá do século 19 em que apenas as crianças
de famílias em condição social mais abastada podiam frequentar e quando a expansão dessas escolas começou a acontecer o padrão de ensino que se criou para atender as crianças foi baseado na condição daquelas primeiras famílias que já viviam imersas no mundo letrado com acesso a diversos tipos de livros e de outros bens culturais e quando as crianças de classes populares passaram a ser matriculadas nessas escolas havia um descompasso que dificultava muito suas aprendizagens já que elas não tinham repertório cultural que era esperado nem as mesmas condições socioeconômicas que favoreceram as crianças tem sentes as classes privilegiadas
como por exemplo apoio de familiares com escolaridade um ambiente propício para estudo livros disponíveis o acesso obras de arte então o modelo de ensino estabelecido que era predominantemente transmissivo não levava em consideração as diferenças socioeconômicas e nem os pontos de partida isso é muito sério né que era um extremamente discrepantes de cada criança isso prejudicava demais os aprendizagens essas escolas elas tinham um tipo de funcionamento muito rígido então eram comuns os castigos as punições as crianças que não correspondiam as expectativas abandonavam a escola ou eram convidadas a se retirar bom dessa época até aqui o
Brasil passou por muitas transformações econômicas políticas sociais e você pergunta sobre o direito não é no começo do século 20 nós tínhamos movimentos antes né da liderança do Anísio Teixeira gerou um movimento cujo objetivo era lutar abertamente pelo acesso Ampla educação como forma mesmo de reduzir as desigualdades culturais e econômicas Então vem daí educação como um direito de todos nós tivemos inúmeros avanços até aqui hoje temos quase que a totalidade das crianças matriculadas nas escolas então o direito ao acesso à escola nós podemos dizer que foi alcançado e temos então desafio de assegurar cada criança
cada estudante o direito à aprendizagem e avaliação tem muita relação com a aprendizagem sabe mas não é essa avaliação a qual você se referiu na pergunta né como um fantasma que as sombra Os estudantes certamente essa avaliação ela vem como uma herança de um modelo de ensino e de uma forma de avaliar autoritária centralizada e excludente até mas uma avaliação formativa né que seja vinculada a práticas de ensino que mirem o sucesso dos Estudantes a avaliação aqui entende como um processo então nós defendemos uma avaliação uma prática de avaliação que seja muito centrada na aprendizagem
uma importante histórico para a gente entender essas marcas que a gente vem carregando até hoje que a gente vai precisando desconstruir para pensar essa prática como a gente vem falando não é à toa tem todo uma trajetória né E aí Paulo o livro ele fala dos objetos e do sujeitos da avaliação ia te perguntar agora como que se estabelece o quê deve ser avaliado e quem avalia ao tipo de avaliação ou de acompanhamento para a gente usar o termo mais próximo da Concepção que a gente explorou bastante no Capítulo e no episódio anterior a ser
feito pelo professor e com a sua turma tem outro pelo CP e outro ainda pela rede de ensino como que esses olhares todos se complementam essa questão é muito relevante Afinal como as autoras do capítulo serve para favorecer a aprendizagem e não para acentuar desigualdade por isso o que deve se avaliado é o que a escola e o professor ou a professora se propõe a ensinar nada além disso embora essa afirmação pareça óbvia nem sempre ela é levada ao pé da letra muitas vezes a avaliação também inclui outros conteúdos outros elementos que não foram exatamente
ensinados e trabalhados ali na escola né e o que a escola e os docentes se propõem a ensinar são definições conteúdos competências habilidades que se baseiam em documentos oficiais como a gente sabe os currículos Nacional como a bncc atualmente estaduais municipais ou mesmo daquela unidade de ensino né E também dessas decisões que são tomadas coletivamente na escola quando se pensa o projeto de ensino aquela instituição ou seja o que sequer ensinar e sujeito se pretende formar em relação ao sujeitos da avaliação mais usual é que os estudantes sejam avaliados mais uma avaliação que se pretenda
Justa e coerente deve incluir também a avaliação do ensino seja feita pelos próprios professores pela coordenação e até pelos estudantes dependendo das condições dos instrumentos que se tem para isso né O que diz respeito a articulação dessas diferentes instâncias de avaliação que você mencionou a do professor a do Coordenador e a da rede de ensino a gente entende que é importante que ela se complementem que elas sejam coordenadas todos os atores educacionais não é só uma responsabilidade dos docentes né E ela deve estar sempre Mirando né sempre olhando a aprendizagem de todos os estudantes para
que nenhum deles fiquem para trás como também é mencionado no capítulo agora eu posso dar alguns exemplos de como esses olhares esse complemento então por exemplo a coordenação desempenha um importante papel para que essa avaliação praticada pelos diferentes atores possam se basear em dados e a partir daí sejam tomadas decisões que estejam alcance de cada um deles do professor do coordenador dos técnicos da secretaria ou da própria secretaria por exemplo o professor ou a professora pode decidir retomar algum conteúdo ou mesmo encontrar nova forma de trabalhar com algum conteúdo que se constate que não foi
suficientemente apropriado pelos estudantes já o coordenador ou a coordenadora pode definir com os professores novos agrupamentos para dar alguns alunos a oportunidade de continuar aprendendo determinados conteúdos que para Eles ainda são importantes que não foram suficientemente assimilados claro que isso vai envolver também aí um diálogo com a gestão da escola e com a criação de algumas condições de espaço e tempo para que isso possa acontecer por exemplo com a formação de agrupamentos que sejam flexíveis né que possam reunir alunos de diferentes turmas e provisórios no sentido de que eles não devem se manter para sempre
eles já duram enquanto aquele conteúdo ainda estiver sendo necessário para aquele grupo de alunos né diretor ou a diretora podem se apoiar nos dados da avaliação da sua escola de todas as turmas né sistematizados para conversar com os familiares com os responsáveis ou mesmo com a secretaria de educação né e a secretaria de educação por sua vez os técnicos da secretaria podem a partir das Produções que foram construídas dos processos construídos em uma determinada escola que pratica a avaliação dessa forma que estamos aqui sugerindo recomendando é que isso também possa ser compartilhado com outras escolas
e possa dessa forma atingir uma quantidade maior de alunos esse beneficiariam Então esse ensino né mais comprometido com a aprendizagem de todos bom e ouvindo esses exemplos porque eles ajudam a ampliar o olhar para esse processo que avaliação acho que a gente precisa ampliar mesmo e aí esse tema que aparece no livro também que a gente sabe que tem uma pressão em torno dele que é o tema da avaliação externa queria perguntar para Simone se é possível qualificar a discussão sobre os resultados dessas avaliações externas de maneira formativa e articular elas com outras formas de
avaliação e Instrumentos que a gente sabe que esse é um tema recorrente uma preocupação e que muitas vezes essa pressão recai sobre a coordenação pedagógica né e sim para as duas perguntas é verdade que existe uma pressão por bons resultados que recai sobre a gestão escolar e a figura da coordenação pedagógica precisa responder por isso também mas é justo que ela também responda é justo porque a coordenação pedagógica é uma figura Central na escola porque nós a entendermos como articuladora das aprendizagens a gente fala sobre isso no livro inteiro e nesse capítulo também aqui como
uma forma de ressaltar essa importância da Coordenação ela é a principal parceira das professoras e dos professores mas ela também parceira e também é um elo com as equipes de secretaria como a Paula comentou na pergunta que você fez para ela agora a pouco então a avaliação externa ela tem a sua importância e ela pode ser fruto de muitas reflexões no coletivo da escola né mas ela não dá conta de olhar tudo que é necessário a concepção de avaliação que defendemos a barca também as análises que as avaliações externas possibilitam e vai além ela na
verdade a profunda a análise no interior da escola essa concepção se alinha com a proposta de uma escola democrática inclusive em que os profissionais trabalham de maneira colaborativa e organizam a gestão para qualidade das aprendizagens de todas e de todos é uma escola em que o acompanhamento das aprendizagens é feito com frequência e com muita intencionalidade com o uso de variados tipos de instrumentos de coletas de dados para avaliação e reflexões antes da equipe docente que conta também com diferentes tipos de instrumentos de acompanhamento das aprendizagens é uma escola em que se avalia para dar
continuidade ao seu projeto de ensino ou se necessário modificá-lo em favor das necessidades de cada grupo de estudante e quando eu falo aqui de cada grupo é cada grupo mesmo como a Paula comentou também pode ser de cada turma pode ser de cada ano escolar porque cada uma tem suas especificidades Assim como cada estudante também então as avaliações internas nessa perspectiva formativa e contínua permitem não só analisar o estado de conhecimento dos Estudantes mas também reorientar os processos de ensino que devem ser sempre organizados e reorganizados para promover novas aprendizagens e é a coordenação pedagógica
que tem um lugar privilegiado como articuladora de toda essa engrenagem toda essa engrenagem que a Paula comentou faz parte da da coordenação pedagógica alinhar é a coordenação que em parceria com a direção precisa criar condições para que a equipe docente tenha espaços para analisar continuamente tantos processos de ensino quanto os instrumentos que utiliza legal você falar desse trabalho colaborativo que é algo que vem aparecendo em todas as conversas que aparecem muito no livro né como algo tão importante para a gente e essa atuação dos diferentes atores nessa engrenagem né que acho que vai dando sentido
para todo esse processo e tirando essa pressão que a gente falou né E aí queria continuar com você Simone para a gente falar dos diversos tipos de avaliação né a gente tem avaliação diagnóstica a formativa acumulativa ou final e autoavaliação no livro A gente fala de uma concepção de avaliação formativa apareceu na fala de vocês duas né O que que isso quer dizer exatamente avaliação formativa como eu já mencionei né Nós defendemos nesse capítulo no livro inteiro e na nossa prática uma prática de avaliação que deixa de ser centrada para se sentar na aprendizagem né
É quase que como uma passagem do que a gente já viveu e aí tô relacionando com aquela sua primeira pergunta lá do começo uma passagem sempre mais na aprendizagem das Crianças essa defesa tá em consonância com que grandes autores pesquisadores apontam sobre o tema ao longo dos anos então acho que é bacana a gente comentar Viviane que tudo isso que a gente está conversando aqui que foi sistematizado de certa forma no livro que ainda pesquisa de muita gente que aprofundou que ainda Profunda o trabalho nesse tema no Brasil a gente tem alguns Você tá só
alguns tal ciprianoquese temos o professor ocimar a lavar da França tem o Charles radie que é uma referência também assim como Felipe perrenou que é um pesquisador suíço e uma pesquisadora espanhola também e o seu Martins todos eles em diferentes trabalhos eles falam da emergência de uma avaliação verdadeiramente formativa e que que significa isso né Acho que essa pergunta que você faz é bastante importante o radid define a concepção de avaliação formativa como Aquela que deve apresentar três características ela deve ser informativa ela deve ajudar os estudantes e ela deve ter uma função reguladora mas
nós gostamos muito também de como perrenu define aqui eu vou ler até eu tô aqui com o livro avaliação da Excelência a regulação das aprendizagens entre duas lógicas ele diz assim ó é formativa toda avaliação que ajuda o aluno a aprender a se desenvolver ou melhor que participa da regulação das aprendizagens e do desenvolvimento no sentido de um projeto educativo então uma primeira parada que eu queria fazer aqui para responder a sua pergunta é essa quando falamos de avaliação como um processo estamos falando de um conjunto de ações por isso falamos de avaliação processual e
contínua ou falamos um processo avaliativo formativo ele ele tem de abarcar essas três características que eu disse e que o radicoloque que eu retorno né Que deve ser informativa deve ajudar os estudantes e deve ter uma função reguladora informativa no sentido mais amplo que o de informar ela trata de ajudar o estudante a tomar consciência das suas dificuldades necessidades que encontra e reconhecer e corrigir ele próprio seus erros concomitantemente a isso também elucida a professor ou professora avaliador sobre os efeitos reais em termos de aprendizagem da sua ação de ensino e tendo tanto trabalho de
aprendizagem do Estudante como o trabalho da professora ou do professor avaliação formativa avisa uma melhor regulação e ela confere a avaliação uma função corretiva também essa regulação parte da premissa de que cada um no seu próprio nível tem mais condições de fazer ajuste então estudante nas suas atividades de aprendizagem e os docentes no apoio a essas aprendizagens esse tipo de avaliação processual tem sempre Evidente a meta que é colocar avaliação a serviço dos Estudantes ela Abarca a articulação com outros tipos de avaliação que você comentou a avaliação diagnóstica que é bastante comum nas redes de
ensino e talvez as escolas já tem bastante consciência dela a avaliação cumulativa ou somativa que é aquela avaliação pautada pelos instrumentos que conhecemos mais como provas e acho que para finalizar aqui só diria que elas não são excludentes esses dois tipos de avaliação tanto a diagnóstica como acumulativo elas fazem parte de um processo maior e que a gente chama e certamente aqui apoiadas nesses autores que eu citei é um processo né então elas fazem parte de um processo maior que a avaliação formativa e contínua Então aproveita agora para perguntar para Paula né então quando a
gente fala em diagnóstico a gente pensa em uma sondagem Inicial por exemplo que serve um ponto de referência para alfabetização né são exemplo bastante conhecido mas nessa visão de uma avaliação permanente integrada ao ensino Com tudo o esquecimento estava comentando agora na resposta dela faz sentido a gente pensar no diagnóstico com uma etapa única basta lembrar que a Simone falou que há Várias Vários vestimentos várias modalidades várias avaliações que estão Integradas num processo avaliativo com esse caráter formativo né Ou seja que esteja a serviço das aprendizagens da regulação do ensino a sondagem Inicial ou qualquer
avaliação feita no início de um período de um ano letivo por exemplo é muito útil Se os seus resultados forem analisados E se eles reverterem indecisões diretrizes para o ensino daqueles sujeito que foram avaliados para reorganização dos processos de ensino como a Simone mencionou agora pouco assim essa primeira avaliação seria apenas uma primeira etapa de um processo em que ensino e aprendizagem predominam e com certa frequência se para para fazer um acompanhamento do que já pode ser apropriado pelos estudantes e também um balanço do que ainda precisa ser objeto de um investimento didático do que
ainda Precisa Continuar a ser ensinado abordado né Agora se a avaliação diagnóstica é feita de forma isolada sem continuidade sem que os dados que ela produz sejam utilizados para guiar o ensino tanto de forma individual quanto de forma coletiva ela perde seu sentido porque deixa de estar a serviço da aprendizagem Então vamos fazer uma comparação que talvez ajude a entender isso que eu tô falando né entendida dessa forma isolada relação diagnóstica se parece mais como uma foto um retrato de um momento do que como um filme que registra uma dinâmica um movimento no caso o
movimento de ensinar e do aprender que é sempre peculiar complexo e desafiador todos os capítulos do livro nós temos uma sessão chamada mão na massa a proposta desse último mão na massa refletir sobre o papel articulador da coordenação pedagógica no processo avaliativo formativo e contínuo de acompanhar os aprendizagens para retroalimentar a ação pedagógica que é isso que a gente está conversando aqui né E lá é apresentado um exemplo de plano de acompanhamento com instrumentos de registro e coleta de dados que podem ajudar coordenação pedagógica no cotidiano escolar pode contar um pouquinho pra gente Simone sobre
esse mão na massa qual que é a proposta que a gente traz Posso sim fazer um resuminho aqui para todo mundo ficar com vontade de ler se tiver ouvindo Antes de ler o livro vamos como referência um caso de uma escola em que uma coordenadora dos anos iniciais do Ensino Fundamental desenvolveu uma série de ações formativas com a equipe docente do primeiro ano um objetivo de acompanhar as aprendizagens das crianças e criar condições favoráveis para a formação dessa equipe né então o como ela definiu esse plano que a gente Tomou como exemplo explica como ela
definiu o objeto de análise daquele período e aqui eu também faço uma parada porque é bem importante dizer que a coordenação ela não consegue acompanhar tudo sempre é necessário fazer escolhas nesse percurso no ano de trabalho né Em cada ano de trabalho escolhas intencionais para que seu trabalho seja possível se não de verdade ela fica sobrecarregada essa coordenadora então definiu o trabalho com a construção em matemática tá com a construção de cálculos do campo aditivo e problemas também desse Campo depois ela organizou etapas de trabalho que com primeiro a retomada e o aprofundamento dos estudos
sobre o tema com essa equipe ela definiu uma sequência de atividades e analisou as Produções das Crianças uma etapa extremamente importante e às vezes até Nova em alguns contextos de algumas escolas que permite realmente compreender como as crianças estão pensando e o que de fato elas estão aprendendo depois vem uma etapa de análise de instrumentos de acompanhamento das aprendizagens então a também aqui no capítulo alguns exemplos desses instrumentos que podem ser interessante para as coordenações aqui que nos ouvem a partir desse processo a equipe planejou novas intervenções ou seja voltou olhar para o ensino e
voltou analisar novas Produções das crianças tem um planejamento bem específico para apoiar uma das professoras que precisavam então ali algumas referências que podem inspirar o trabalho sim das coordenações de vários segmentos e por fim tem uma referência do compartilhamento dessas análises com a direção da escola que tem o objetivo tanto de documentar essa prática quanto de apoiar a tomada de decisões para que as crianças aprendam cada vez mais todo esse trabalho tem no cerne né da Concepção Como apoiar mais as crianças para aquelas aprendam o que elas têm direito de aprender muita coisa bacana né
vale a pena dar uma olhadinha lá na mão na massa e por falar em colocar a mão na massa na escola também traz experiências práticas vivências de educadoras e educadores que colocam a mão na massa todos os dias esse é o quadro direto da escola direto da escola no episódio de hoje vamos conhecer a experiência da Graça Abrantes coordenadora pedagógica da Emef Maria Vieira de Souza em São João do Rio do Peixe na Paraíba graça participou da formação do programa alfabetização como foco uma parceria da sociedade com Itaú Social e contou para a gente como
que ela faz no cotidiano esse acompanhamento das aprendizagens de alunos e professores na nossa escola eu enquanto coordenadora pedagógica juntamente com minhas equipes e professores nós percebemos que avaliação ela não pode ser pontual essa avaliação ela deve ser continua obedecendo a todo percurso que o aluno faz então quinzenalmente eu me reúno com os professores do Ensino Fundamental um ensino fundamental 2 para que a gente possa discutir Qual o percurso trilhado pelos alunos durante aplicação determinados conteúdos de determinadas sequências didáticas então inicialmente a gente faz aquele teste diagnóstico e trabalha a partir dos resultados para que
avaliação seja uma avaliação formativa Para que a gente possa perceber de onde surgem essas dificuldades na aprendizagem o problema está centrado na metodologia do professor então diante desses resultados práticos e concretos se eu enquanto coordenadora pedagógica Vou traçar novas alternativas viáveis e executíveis para que os alunos possam desenvolver uma aprendizagem de forma linear de forma plena então avaliação ocorre como espiral na Perspectiva da Jussara Hoffmann é uma Garrido pimenta na Perspectiva dessa avaliação ser uma ação reflexão e Ação então avaliação ela não pode ser pontual ela deve obedecer a critérios e Primar pela qualidade da
educação e melhoria da aprendizagem dos alunos um exemplo prático disso é agora no início do ano e a gente sabe todo esse percurso pandêmico A gente sempre faz esses testes diagnósticos na perspectiva de que o aluno possa dizer qual a sua concepção de aprendizagem ele possa escrever produzir textos não apenas responder questionários mas ele possa se auto avaliar Então esse é um exemplo prático é a auto avaliação aplicada no contexto escolar a experiência da Graça traz elementos importantes do que a gente foi falando né ao longo da nossa conversa Paula simones gostariam de comentar um
pouquinho fala dela eu acho muito significativo depoimento da coordenadora graça porque ela menciona a avaliação contínua da qual já estávamos falando e também fala bastante da sua função como coordenadora pedagógica de colaborar com os professores e com as professoras para que aprendizagem dos Estudantes aconteça Paulo eu concordo muito com você a fala da Graça elucida muito que a gente conversou aqui o que tá no livro e eu acho que eu vou fazer um destaque aí para quando ela fala ela mais de uma vez né do respeito ao percurso das crianças e a partir desse percurso
que é muito bem analisado pelo que deu para a gente compreender eles reorganizam então o ensino vai muito ao encontro do que a gente veio conversando assim ah muito bom fechar assim então com esse relato da Graça que acha que vai concretizando do que a gente conversou e a gente tá encerrando mais antes eu queria que vocês deixassem alguma dica de leitura filme vídeo enfim algo que vocês tenham tido contato recentemente que gostariam de compartilhar com a gente Paula Começando por você minha dica é de um livro de poesia ele se chama a vida submarina
foi escrito por Ana Martins Marques e publicado pela companhia das Letras é o livro de estreia dessa poeta mineira é Nossa contemporânea e que tem feito muito sucesso em seus poemas percebe-se muitas sensibilidade e também momento incrível para observar tudo que nos rodeia para ela um bom poema convida a ver o mundo de forma mais complexa e a reescrever a compreensão que temos dele a compreensão que temos da linguagem dos outros e de nós mesmos ou seja um bom poema tem o potencial de oferecer ao mundo o que ele mais parece precisar Auto compreensão toma
liberdade de ler para vocês um poema breve do livro que estou indicando trapézio uma vez vendo um número de circo apenas razoável à noite numa praça do interior pede susto ao quais fortes Lua passa foi que eu me dei conta de que nunca houve um trapezista que não estivesse apaixona todos os poemas são de amor Ah que lindo jeito de encerrar você Simone hoje eu vou fazer a indicação do livro do Cipriano Carlos Luchesi chama avaliação da aprendizagem componente do ato pedagógico é um livro extremamente importante traz uma pesquisa muito profunda que ele faz há
anos sobre o tema conceitualiza a avaliação formativa como um processo contínuo traz exemplos do que são instrumentos de coleta de dados para avaliação instrumentos de acompanhamento das aprendizagens então eu super recomendo essa leitura saiu pela Editora Cortez Acho que em 2011 mas é super atual Obrigada Simone Obrigada Paula pelas dicas eu vou pegar carona e aproveitar para dar uma dica também duas na verdade de autoria das nossas convidadas de hoje não poderia deixar de trazer então o primeiro né A primeira dica é um livro digital que publicamos no início desse ano chamado Equidade na alfabetização
atento para os que mais precisam de autoria da Paula é um material que a gente tem usado nas formações porque auxilia a professoras educadoras em geral na reflexão e desenvolvimento de uma prática pedagógica que atende as necessidades específicas de cada estudante na efetiva aprendizagem da escrita então tem tudo a ver com que a gente falou foi produzido no contexto de uma parceria estabelecida entre a comunidade educativa cedac Instituto gesto e a secretaria de educação de Porto Alegre e a outra dica é um artigo da Simone que foi escrito alguns anos mas que continua super atual
o título tem tudo a ver com o tema da nossa discussão de hoje chama o acompanhamento das aprendizagem dos Estudantes e os bons usos da avaliação a necessidade de documentário do percurso com instrumentos adequados que foi feito no contexto de uma parceria Nossa com o Itaú Social e está disponível no nosso site e também na área de publicações Então vale a pena conferir essas duas publicações ficam muito bacanas e aí a gente vai chegando ao final do último episódio do na escola um podcast para educadores educadores gostaria de agradecer imensamente a vocês Paulo e Simone
pela participação por essa conversa boa e importante e que fechou de forma preciosa essa série de discussões tão interessantes que tivemos por aqui obrigada Vivi Obrigada Paula pela parceria aí nessa produção que foi intensa mas que ficou muito bonita espero que contribua bastante as reflexões nas escolas do nosso país Tá bom eu também agradeço a oportunidade de participar dessa conversa com a Simone com a Vivi foi um prazer tratar de um tema tão importante quanto avaliação e mais ainda do papel da coordenação pedagógica para que avaliação esteja de fato a serviço da aprendizagem de todos
os estudantes obrigada mais uma vez [Música] e que pena chegamos ao fim dessa temporada Esse foi o décimo terceiro episódio do podcast e o último dessa série que foi totalmente dedicado aos coordenadores pedagógicos se você ainda não ouviu os programas da primeira temporada em que falamos do papel da direção volta lá para ouvir que vale a pena é só dar uma olhadinha aqui mesmo na playlist do nosso Spotify e não deixe de compartilhar também com outras educadores e educadoras que podem se beneficiar dessas reflexões aproveito para agradecer a todas as pessoas que passaram por aqui
no nosso podcast nossas autoras entrevistadas mas também quem participou do quadro direto da escola trazendo aqui de forma tão generosa um pouco das suas práticas Quero agradecer também a escola estadual Alfredo Chaves daqui de São Paulo capital que nos recebeu para captar os áudios que usamos lá no primeiro episódio também os nossos parceiros da fundação Santa Eliana e da Editora moderna e toda a equipe envolvida nessa produção a Carolina Glicério o Cleiton Melo e a Denise o Fernando Sampaio aqui na captação Felipe seriacop nas artes e domenicamente pela edição e sonorização lembro que o livro
coordenação pedagógica a identidade saberes e práticas está disponível para download gratuito no site moderna.com.br/modernamigos ou comunidade educativa.org.br na área de publicações o na escola é um projeto da comunidade educativa cedac em parceria com a moderna e a fundação Santa Juliana com discussões trazidas do livro coordenação pedagógica identidade saberes e práticas aproveita para seguir nosso canal no Spotify para receber o aviso de novos programas ou acesse o YouTube da moderna nós vamos colocar os links aqui na descrição