O banco master para mim não é um caso que começou em novembro, né? Olha, tem um banqueiro aí que tá primeiro vivendo de forma muito extravagante, mas além disso começaram a surgir algumas informações sobre o a tentativa que eles fizeram de vender títulos, letras financeiras paraa Caixa Econômica. Já cheguei a conversar com Daniel Vorcaro e ele foi bastante claro. O plano dele era vender 1 bilhão de reais para caixa. >> Como é que chegam essas informações? Porque também pode ter gente mal intencionada, vai te falar: "Ó, tem um furo aí para você e vai, pô,
como é que você checa isso aí?" >> Cara, muita coisa a gente fica sabendo que a gente não pode publicar. Tem um monte de coisa que eu ouvi e eu não vou escrever. O seu interesse é chegar no mais próximo possível do fato. >> Consegue fazer um paralelo entre o caso Master e o caso Odebrech? O que que Esses dois casos ajudam a contar sobre o Brasil? >> Odebrecht chegou a fazer um organograma que espelhava o organograma do governo. Então eles conquistavam o presidente dobre que tá com o presidente do Brasil. O forcaro de uma
outra forma fez parecido. Tinha R 580 milhões de reais só de gastos com consultorias. Quando a coisa fica muito grande, você não vai achar um culpado só. >> Como é que você contaria hoje o que que É essa história do Banco Master? >> É, de vez em quando eu faço isso, alguém me pergunta: "O que que é essa história do Banco Master? Que que vai acontecer, né? Se a CPI do master vai ser criada. É isso. Não tem nem na metade da história não tá contado ainda. Sim, sim, sim. Tá começando mais um Marketmaker. Seja
bem-vindo ao podcast da família investidora brasileira. Eu sou Thiago Salomão e olha, eu tô muito honrado em apresentar esse episódio de Hoje porque temos não um, mas dois convidados especiais, um desse lado da bancada e um do outro lado da bancada. A gente importou da cidade maravilhosa. Trouxemos lá do Rio de Janeiro Malu Gaspar, uma jornalista com 30 anos de carreira, já fez vários trabalhos incríveis, não só no jornalismo, mas também com livros, né? Sempre recomendo, já foi muito citado aqui no podcast, a organização contando a história do Debres e o mais recente, o Tudo
ou Nada, Contando a história do Ikke Batista. Mas a Malu também tem sido uma figura fundamental no jornalismo, contando os trazendo novidades dia assim dia também sobre o caso do Banco Master, algo que a gente vem falando aqui e bastante no podcast. Então o episódio de hoje é para se atualizar, obviamente sobre um dos escândalos mais recentes do nosso mercado, mas também é até como brasileiro. E aí eu repasso o que muitos ouvintes nossos me falaram, Malu, quando Eu falei que ia te trazer aqui. É um obrigado que a gente quer dizer pelo porque a
gente sabe a coragem que tem que ter eh à disposição, que todo dia tem que ter coisa nova. Eu imagino que deve ter muita gente infeliz com você nesse tempo, então deve ter que enfrentar muita coisa e muita gente, assim como eu, deve ter aquela curiosidade de, pô, mas como é que é um jornalismo investigativo, como é que trabalhar isso tudo? Então a gente não Só vai se atualizar, mas também quer saber um pouco dos bastidores de uma jornalista investigativa. Então bem-vindo ao Marketmers, Malu. >> Oi Thaago. Oi Greco. Obrigada por me terem aqui. Não
sei se eu vou poder te contar tudo isso aí que você quer falar. >> Você vai contar o que você pode contar. A gente sabe que, >> mas vamos lá. >> E bom, ela já falou do greco, vocês já viram na tamb greco, meu querido, Fundador do Curioso Mercado, canal que, pô, para quem não conhece, Curioso Mercado, acho um absurdo. A gente já fala um tempão de fazer um episódio em colab. >> Verdade. >> E, pô, quando é que a gente vai se juntar para fazer um episódio? Pô, quando a Malu ia vir aqui, eu
falei: "Não, tem que trazer o greco". Porque além do trabalho espetacular que vocês fazem Curioso Mercado, vocês fizeram um Vídeo sobre o a organização. >> Sim. >> Que aí já fica a dica. O livro é muito bom, mas ele é longo. Então, para pros apressados tem o documentário, mas vale a pena a leitura e acompanhar o vídeo que o Curioso Mercado faz com tudo que eles fazem lá é com muito carinho. É quase que eu não gosto do termo perfeccionista, mas vocês beram ali ao perfeccionismo de não deixar nenhuma aresta ali e tem feito um
trabalho Incrível. Parabéns também importado, né? Veio lá do sul aqui para São Paulo. Então, >> sim, especialmente pro episódio. >> Pô, que honra, que honra. Obrigado, honra minha, cara. Eu que agradeço o convite, sou um grande fã. É, do Market Makers, da Malu Gaspar, então nem se fala, né? O vídeo da Elbr foi feito com base no livro, né? Então foi cara uma uma honra enorme mesmo tá aqui. >> Que da hora. Que da hora. Só quando eu Conheci o greco foi legal que você tinha acabado de fazer um vídeo sobre o safra maior lá,
o >> o Edmon. >> Uhum. >> Eu falei: "Como é que você fez esse vídeo? O cara ficou muito bom". Ele falou: "Ué". Eu peguei o livro, eu li o livro, montei o roteiro, peguei as imagens e fiz o vídeo. Falei: "Pô, mas demorou >> como se fosse simples". >> É, mas demorou quanto tempo isso? Ah, três semanas, quase um mês. Eu falei: "Nossa, ficou um mês inteiro para fazer uma dedicação, mas ficou assim incrível assim, ficou faça mais, por favor, né?" E depois daquele papo, muita coisa rolou. >> Antes do podcast começar, né? Não
existe almoço grátis, nem podcast grátis, então temos que dar o recado dos nossos patrocinadores. Primeiro, o Supercof que tá aqui com a gente. E bom, eh, já sou Um um adepto ao Supercof e ele tá aqui para ajudar a todos nós aqui a ter uma leitura de contexto, uma clareza para interpretar informações antes de decidir. Superf se conecta muito bem com esse contexto, como parte da rotina de quem precisa estar mentalmente presente para entender melhor o cenário e tomar decisões mais conscientes. Então, se você quer levar esse ritual pra sua rotina, o Supercof liberou um
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Eu eu confesso que eu me diverti, Malu, lendo todos os textos que você publicou desde o dia 18 de novembro, que foi o dia que a fraude na venda de títulos ao BRB levou à prisão de Daniel Vorcaro e outras seis pessoas, né? Eh, Vorcaro, presidente do Banco Master. E de lá para cá, seu blog no Globo tá quase que todo dia tendo um conteúdo novo. Eh, antes da gente falar do que tá acontecendo agora, eu queria saber como é que foi o como é que foi esse início da sua do seu trabalho ali, até
pra gente entender um pouco da do da profissão jornalista com um caso desse. Como é que é feito esse match entre estar acontecendo alguma coisa e você começar a repercutir e de repente já Virou uma extensão do seu dia a dia. Todo dia você tem que falar alguma coisa sobre o Banco Master. >> Bom, o Banco Master para mim não é um caso que começou em novembro, né? Assim, se você olhar o blog mais para trás, for na busca, você vai achar uma das primeiras matérias que eu fiz sobre o master em julho de 2024.
Eu já vinha ouvindo, né? Algumas pessoas já vinham comentando, o o master já era alvo de muito comentário no mercado eh sobre eh Suspeitas de que o balanço pudesse estar inflado. A gente convia, converso com muita gente, não só no mercado financeiro, mas também em Brasília, né? Desde que eu fiz o livro do I até antes, eu trabalhei na exame durante um tempo e e nesse nessa época eu conheci muita gente do meio empresarial, daí que vem a minha minha relação aí com gente da economia e já vinham me alertando, olha, tem um banqueiro aí
que tá primeiro vivendo de forma eh muito extravagante, Muito além do que costuma ser até mesmo para padrões de Faria Lima. Fica de olho nesse cara, né? tinha sempre esses comentários, as festas, eh os eventos, tá gastando dinheiro demais até para um banqueiro que tá indo bem e tal. Mas além disso, começaram a surgir algumas informações e a primeira vez que eu escrevi uma matéria foi com base numa informação que veio de Brasília sobre o a tentativa que eles fizeram de vender títulos, letras financeiras paraa Caixa Econômica. Uh, >> a caixa nem se fala mais
caixa econômica. Falar Caixa Econômica é uma coisa datada hoje. Não fala Caixa econômica. >> É tipo Vale do Rio Doce também. >> É, exatamente. O cara já sabe o ano que você nasceu, porque tá falando Caixa Econômica Federal. Mas aí eh eram gerentes da a história era eh a Caixa, eles o o Vorcário tentou vender um lote de R$ 500 milhões deais em letras Financeiras com CDI a 120 a a 125 rendimento a 125% do CDI. E eh os gerentes da Caixa responsáveis por aquela área do investimento foram contra e fizeram um parecer bastante razoável,
muito ilustrativo sobre os riscos de se aplicar tanto dinheiro num banco, não só pelo valor que tava sendo aplicado, como pelo tipo de banco. Esse valor a gente nunca investiu para esse tipo de banco, a gente não tem como. E o o texto para mim foi muito muito pedagógico, porque Os caras fizeram realmente o mergulho no balanço e foram desde olha esses ativos não tm explicação até e os sócios deles são investigados. O um dos sócios que na época era o Maurício Quadrado é investigado em outras operações, já foi acusado de lavagem de dinheiro, tem
tantos processos na CVM, isso é um risco reputacional para nós. Foram contra a compra dessas letras financeiras e foram exonerados dos seus cargos, >> né? >> Só até deixar aqui registrado, né? O o Daniel Cunha foram os dois especialistas do da Caixa e estão sem cargo até hoje. >> Eles são funcionários da Caixa. Como é que funciona, né? Ele é o sujeito é concursado, mas ele tem um cargo comissionado. Ele ganha >> eh um extra para fazer uma função de confiança, de gerência e tal. Eles perderam esse cargo e não retomaram Mais. Continuão numa espécie
de geladeira lá. Mas depois que a gente publicou essa matéria, eh, o o processo realmente foi suspenso. E nessa época eu até cheguei a conversar com o Daniel Vorcaro e ele foi bastante claro. O plano dele era vender 1 bilhão deais para caixa. E aí, pesquisando, eu fui ver que eles estavam vendendo realmente eh letras financeiras para vários eh para vários fundos de pensão estaduais. Eu até comentei sobre isso na na Globo News hoje mesmo, porque a gente tava falando das investigações sobre os fundos de pensão e quando eu fui olhar já tinha sido já
tinham sido vendidos 720 milhões em letras financeiras pro Rio na época. Depois foram vendidos mais, hoje tá em 1 bilhão o valor eh de aplicado pelo Fundo Rio Previdência no Nu, no nas letras do Master, tinha Mapá, tinha várias cidades do interior de São Paulo. E aí quando a gente foi falar com quando eu fui fazer uma conversa com Ele, ele explicou, foi bastante claro, a gente tem teve uma restrição do Banco Central no final de 2023, né? praticamente eh o banco eh congelou a possibilidade dele comprar precatórios, disse: "Olha, você tem tantos precatórios no
seu balanço, eh, não dá, você precisa aumentar o capital de verdade, entre aspas, né, que você tem um capital e ampliar seu capital, seu laço para você poder ter tanto precatório. Então, ele tinha que tirar Dinheiro de algum lugar que não fosse precatório, que não fossem os os que ele já tinha no balanço. >> É, porque o balanço do master, ele não era um balanço de um banco tradicional, né? Ele tinha muitos ativos que, embora ele tivesse lá um valor, né, eu posso ter 10 bilhões em precatório, mas se você quiser vender amanhã o precatório,
você não vai vender por 10 bilhões. Um mecanismo no balanço que era muito curioso, que era um negócio chamado Pré-precatório. Você já ouviu falar nisso? pré-precatório é um título que ele já ganhou ali a primeira instância, segunda instância, talvez, talvez esteja explicando meio grosso modo, mas o título não tá não tá em fase de execução ainda. Ele já, ele já caminhou, ele já teve ali umas vitórias na justiça, mas não é garantido ainda que ele vai ganhar. Ninguém assinou um papel e te deu o cheque para você descontar. >> Prérecatório. >> Aí virou um pré-precatório
e com isso eles e estimaram o valor no balanço que acho que era de 8 bi, não me lembro na época. E aí você começa a olhar o balanço assim, eu não, gente, eu sou jornalista, já tem aquela velha piada, jornalista não sabe fazer conta, é jornalista de humanas, né? Então, mas dava para ver mesmo assim dava para ver. Os gerentes da Caixa viram que tinha alguma coisa estranha ali. Não podemos botar 500 milhões com vistas a botar Mais 500 num investimento dessa natureza. Não dá. E ali eu comecei, isso começou a me chamar atenção,
a gente depois fez eh matéria sobre os investimentos dos fundos de pensão, a gente começou a acompanhar e naturalmente quando é assim, né, Thago Greco, eh vocês de alguma forma vivem um pouco essa realidade, as pessoas começam a te procurar, começam te mandar mensagem, começam a dar informação e eu fui prestando. Eu tenho, eu não trabalho Sozinha, né? tem uma equipe que me ajuda muito. Inclusive nessa cobertura do M nós estudamos tudo junto, eu, Rafael, Moraes Moro e Johanna. são dois repórteres excelentes que trabalham comigo e a gente eh seguiu isso muito lendo, vendo os
documentos e tal e as pessoas começaram a mandar informação. Então, eh a gente, eu cheguei a fazer também reportagens antes sobre a divisão que tinha no Banco Central a respeito de liquidar o master, não liquidar solução De mercado, não ter solução. Quando o BRB anunciou a compra do máster, eu fiz um artigo pro Globo dizendo que aquel essa seria uma esse caso, essa situação, a situação do master seria o maior desafio do Gabriel Galípulo no Banco Central. Acredito que tá provado que é, né, assim, hoje é a maior missão dele, é desatar esse nó. >>
Então eu fui seguindo de modo que quando come aconteceu a operação e o banco foi liquidado, Tem sempre a surpresa. Não sabia que ia ter operação, tem a surpresa, pô, aconteceu, né? todo mundo e muita gente me ligando, pô, finalmente. Eh, então, mas eu sabia o que fazer, né? Aquele caso que você sabe, pô, já sei o que que é isso aqui, vamos apurar, vamos seguir, vamos para tal lado, vamos procurar tais pessoas. Eu sabia o que fazer porque eu entendi o que que tava acontecendo. Então, é meio essa minha história com master. E e
deixa eu eh Assim aí fazendo essa releitura que eu te disse do dia 18 paraa frente, parece até uma série de do Netflix onde cada episódio tem uma coisa nova, você fala: "Meu Deus, não é possível". É assim também na produção, porque assim, você vai lá dia 18, foi isso >> aí teve a o o os especialistas da Caixa que perderam o os cargos, né? Aí no dia 19 a justiça do Distrito Federal viu indícios robustos de uma organização criminosa com divisão de tarefas eh que Teria provocado um prejuízo de mais de 10 B. Aí
você fala: "Caramba, 10 bi". Aí vai do FGC já havia mandado 38 alertas ao Banco Central sobre os problemas do master. Aí vai indo, né? O presidente do BRB que já sabia dos problemas continua injetando recursos no má pô, mas não é possível. aí até chegar no nos dias de hoje, né, com o com o ministro Dias Astófoli, né, tomando para si a investigação e, enfim, aí é também assim no seu dia a dia >> demais. Por isso que é tão legal fazer jornalismo, porque você tá dentro da história, né? É muito >> Mas aí
como é que chegam essas informações? Como é que é feito um filtro? Porque também pode ter gente mal intencionar, vai te falar: "Ó, tem um furo aí para você". E vai, pô, como é que você checa isso aí, >> cara? por ação, né? Aí é que vem a coisa. É, é curioso você me perguntar isso porque isso é uma coisa que é o que Mais me perguntam nas conversas. Como é que você faz? Como é que você sabe, se a pessoa tem um interesse, não tem? Bom, gente, eu acho importante que as pessoas saibam eh
que o jornalismo ele tem um método. Não é assim, eu cheguei, eu olhei, eu conversei, eu escrevi o que eu quis minha cabeça. Não é assim que funciona. A gente tem um método, uma forma de apurar as informações, né? para você treinado nisso pra faculdade, quais são os tipos de fonte à quais você pode Recorrer? Quem você deve falar? Você tem sempre um uma espécie de classificação da fonte. Bom, essa fonte viu que ela tá dizendo que ela viu é uma fonte na na faculdade a gente até aprende. Fonte zero, fonte um. A fonte zero
é aquela que estava no fato. A fonte um ouviu falar do fato, tem essa aulinha na faculdade de jornalismo e aos poucos você também vai fazendo a sua própria classificação de fontes, né? Você sabe com quem você pode falar, quem tava na Cena, você procura quem tava na cena. Tem muita coisa da iniciativa da gente, né, de procurar. Você lê o cenário e fala: "Bom, aqui então isso tem um pouco da experiência também, né? Você sabe que o master procurou o fundo de pensão, você sabe que o master tinha uma discussão sobre ele no Banco
Central, aí você sabe eh quais eram as ligações políticas, porque você já tinha ouvido falar e você começa a pensar onde você vai procurar a informação. Mas nesse Caso tinha muito documento, documento público, tinha no caso da operação, principalmente tinha os documentos da operação. Aí você tem que achar o documento, chegar no documento antes da concorrência. Aí também você tem que ter fontes que te ajudem a chegar nesses documentos. Pensa que eu trabalho num blog, então se eu chegar antes da concorrência, 40 minutos antes publicar, já é um já é um avanço, já corri. Então
tudo também tem a ver com a dinâmica do Seu trabalho. >> Mas você perguntou sobre os interesses das pessoas. A apuração ela serve para isso. Você cruza, cruza, cruza informação, pergunta todo tipo de detalhe. Eu pergunto muito detalhe, porque eu acho que no detalhe você consegue ver se a pessoa sabe o que ela está falando ou não e te dá e a opção de cruzar essa informação com a outra pessoa. Então, se tem uma cena, se tem um assunto, um relato de uma reunião ou Uma informação sobre uma viagem, seja o que for, você pergunta
para um, depois você pergunta pro outro e daí você checa. Você tem jeitos também de perguntar para que a pessoa não perceba. Você não vai falar assim: "Olha, o fulano me falou que aconteceu isso, isso você confirma. Não é assim. >> Como é que foi isso, né? Você tem que ter um jeito de chegar na informação que cada um desenvolve o seu. Mas a mas enquanto você eh não tiver segurança de Que dado dado a quantidade de pessoas que te contou aquele fato ou eh e os lugares onde elas estavam, a posição em que elas
estavam e o tipo de detalhe que elas te deram. E outra coisa, muita coisa a gente fica sabendo que a gente não pode publicar, não, não tá seguro para publicar. Então, eh, de tudo que eu publiquei, tem um monte de coisa que eu ouvi e eu não vou escrever >> porque eu tenho responsabilidade, não dá para escrever determinadas coisas. >> E aí eu acho que com isso você consegue filtrar os interesses, porque interesse todo mundo tem, as pessoas têm interesses, né? Isso faz parte do trabalho. Em tudo que você vai viver, você vai saber que
as pessoas que estão falando com você, elas têm interesses. O seu interesse é chegar no mais próximo possível do fato, >> né? Livro da Odebrecht, por exemplo, eu ouvi 120 pessoas e eu fiz um trabalho na época, depois a gente, eu sei que a Gente vai falar sobre isso, mas eh a gente checava, eu tinha uma checadora que trabalhava comigo e tinha um processo de apuração que também eu fiz uma estratégia. tem isso também. Você tem que fazer uma estratégia de apuração. No caso do livro, eu comecei pela pelas histórias mais antigas e fui para
até chegar nas histórias mais recentes, porque eu tinha inclusive fontes que estavam muito velhinhas. É, inclusive isso. Eu precisava organizar o Meu trabalho de forma que eu aproveitasse o máximo possível eh das pessoas, mas também para que eu pudesse entender o contexto, saber quem é quem, onde que eu vou me movimentar, com quem, para quem que eu pergunto o quê, né? Eu tava entrando no universo. O caso master é a mesma coisa. Tem muita conversa que você faz que não é uma conversa para escrever, não é uma entrevista. >> Uhum. >> Às vezes não é
nem em off. É tipo, Fulano, eu preciso ir aí para você me explicar o que que é precatório, >> pré-precatório. >> Como é que eu vou fazer uma entrevista com alguém se eu não sei o que é isso, né? E às vezes você sabe, mas você não sabe por que no balanço não tá registrado errado. Como é que eu leio isso? O que que é um pré-precatório? Eu não sabia. Daí liga para advogado, pergunta: "Ah, entendi isso. E esse número tá correto?" Bom, se você for considerar que não sei, aí você começa conversar com gente
de mercado que sabe quem vendeu o precatório para quem. Nada disso eu escrevi, mas só uma sua convicção. Você entende onde você tá se movendo justamente porque tem muito interessum, >> né? Eu não posso ficar. >> E e quem é leitor eh do tanto dos seus livros quanto do seu blog percebe esse essa essa quantidade de detalhes. Acho que até ajuda muito, né? Acho que é a Leitura do organização, ela traz ali uma quantidade de detalhes que não só ajuda, né, quem tá lendo a visualizar melhor o fato, mas também traz muito mais profundidade até
para alguém que vem a contas argumentar, cara, não, pera aí, não tenho. Ela realmente pegou a informação corretíssima ali, né? pegou o detalhe, a quantidade de pessoas que falaram com ela, o número exato, a resposta que a pessoa deu pro que foi dito. Então isso acaba trazendo muito Mais credibilidade e >> para eu ter certeza do que eu tô fazendo. >> Porque eu imagino que muita gente vem te contra e te contrapor mesmo, falar: "Pô, isso é mentira, fake news, tá errado." Não, você tem que tá muito bem municiada. Não basta só ser honesta, tem
que parecer honesta, entendeu? Na hora de explicar pra pessoa conseguir trazer isso tudo >> e tem que contar também. Eu acho que tem Uma coisa que faz diferença. Eu gosto de ouvir as histórias, entendeu? Então você tá falando: "Ah, novela". Gente, eu quero saber. Lembra que antes, eh, o dia anterior da operação, eh, o master anunciou que tava vendendo, que tava fazendo uma venda para ficor para investidores do mercado árabe. >> Eu enquanto eu não conseguia parar de ligar pra gente que árabe é esse? Que que tá acontecendo? Por que vocês não falam quem é
o árabe? >> É. E tinha um release dizendo que era a fic tava comprando. E você perguntava: "Mas e esse investidor árabe? Não podemos revelar. Por que que revela um e não revela o outro, né? Você fica, eu não conseguia parar de que árabe seria? Não, não tem árabe. E você fica, eu eu me envolvo com as histórias e acho que isso ajuda a contar de uma forma >> que é a forma saborosa de saber, né? tem a coisa, o a o aspecto da informação relevante, isso é de interesse público, Mas por que que precisa
ser chato, né? É é fascinante você ver como essas pessoas se movem, como são no fundo, né, Thaago, eh são as pessoas que operam o poder no Brasil, né? Durante um tempo, o cara tava no centro dos do poder. Eu quero saber como esse cara funcionou. Isso explica o nosso país. >> Uhum. Então, para mim, eu, cara, se eu puder te contar o detalhe da roupa, da tudo que você puder imaginar, eu vou te contar, da meia, da cueca, tudo que você Puder imaginar, eu vou contar, porque eu acho que tudo isso compõe, eu quero
que a pessoa leia o livro, a matéria, como se ela tivesse vendo um filme. >> E eu quero que ela entenda, porque esse caso é muito difícil também, né? muito difícil para as pessoas não mais entender o CDB, o 125%, o pré-precatório, se o Banco Central foi ou não foi. Eh, tudo isso é muito difícil de entender pro leigo, né? Então é um esforço, nem Sempre a gente consegue, mas esse é o que é o que a gente busca, né? >> Ô Greco, desculpa, tava monopolizando aqui. >> Não, imagina, entra aí na na conversa. Mas
é esse ponto que a Malu trouxe, eu é parecido com a gente lá no Curioso, porque parte muito da curiosidade, né, de ir atrás, de ir atrás da resposta, querer saber mais, né? Então tu começa a pesquisar, pesquisar, pesquisar e chega num ponto que, cara, tem um gap ali que Tu não consegue entender muito bem, aí que tu vai atrás de alguém, entrevista alguém, né? Então, é, e como vocês estavam falando também, o nível de detalhe, né, o tava relendo o livro da Odebrech, cara, é impressionante o nível de detalhe que chega e no final
do dia é uma história eh tanto da empresa, mas tu tu vê que tem pessoas por trás, uma família. E é uma história de Brasil, né? O cara quer entender como o Brasil funciona, tem que ler esse livro. >> Conta o Brasil. Assim, acho que é uma das coisas que você consegue entender >> claramente o o Brasil. Isso. Posso trazer mais uma pergunta aqui? Tô porque >> a gente tem um grupo de assinantes >> e o pessoal do M3 Club é uma comunidade de investidores, mas não tem só investidores sem pessoas no mercado. E uma
das pessoas é o Vira Presta. Eu Vira Presta foi diretora financeira da Eletrobras durante a privatização da Eletrobras, né? Então mandar um beijão Para Elvira. E ela fez uma pergunta, na verdade ela fez duas, eu vou pegar só a segunda parte, depois eu volto pr pra primeira pergunta, que ela queria saber, na sua opinião, quando eu falei que você vinha, falou: "Pô, ela consegue fazer um paralelo entre o caso Master e o caso Odebrech? O que que esses dois casos ajudam a contar sobre o Brasil?" Eu enquanto quando ela mandou essa pergunta, eu fiquei pensando
em muita Coisa, mas antes eu queria ouvir. >> Tem muita semelhança. Claro, cada um eh tem um nicho de atuação, né? Então não dá para dizer que uma empreiteira é igual a um banco. E aí a Odebrecht teve aí no mercado ao longo de décadas, né? >> Mas tem uma coisa que é muito eh marcante nos dois, que é a questão da influência, da compra de influência. Se vocês forem se lembrar, Odebrest, ela foi ao ao que que eu chamava de estado da arte, nesse ramo de eles têm tinham Até uma expressão influenciar e ser
influenciado, né? Eles tinham uma uma teologia ali, um um compêndio de livro sobre como era a tecnologia empresarial de Bresch, em que eles falavam isso. Eh, você tem que influenciar, você tem que ter acesso às pessoas. Eh, se dizia ali que o estado não era, o governo não era um ente, o governo era feito de pessoas em você, então você tinha que estar com essas pessoas. E a Odebrecht chegou a fazer um organograma que espelhava o Organograma do governo. Cada um tinha eh dentro das suas metas anuais a missão de, conforme a sua, seu ponto
na hierarquia, conquistar o cliente. E o cliente, como a gente sabe, não é o governo, são as pessoas. Uhum. >> Então eles conquistavam o os presidentes dobre, que tá com o presidente do Brasil e assim e assim ia ia se desdobrando o organograma. O Forcaro de uma outra forma fez parecido. Ele entendeu aonde ele tinha que ter influência para Conseguir o que ele queria e ele saiu fazendo essas o que ele mesmo chamava de networking, né? a gente viu as entrevistas dele falando em networking. Aí networking e networking com evento jurídico, networking com evento de
todo tipo e onde ele encontrava as pessoas, mas não só, né? Ele patrocinava as pessoas, ele ele fazia eh se se fazia eh eh receber, eles fazziam apresentar paraas pessoas. E a gente tá vendo aí no balanço de 2024 tinha 580 milhões de Reais só de gastos com consultorias. Consultoria é um gasto no balanço genérico que costuma ser pequeno, né? Uhum. Uhum. >> Em em bancos e tal, que pequeno em relação ao resto. É um gasto muito alto, cara. meio bilhão de reais em consultorias que a gente vê que foi para advogados, que foi para
parentes de ministros, que foi para consultorias eh variadas de todo tipo que onde ele é onde ele acomodou ali esses gastos para Fazer basicamente isso, tomar conta do organograma de Brasília. Então, nesse sentido, os dois trabalhavam com influência, né? Aí você vai dizer o Brescht fazia ativos reais. O master tinha muita coisa que não parou de pé depois. >> Uhum. >> Pode ser. Mas também a Odebrest dependia tanto do governo que chegou uma hora que ela desmoronou por isso, né? Então, claro, ela tinha ativos reais, mas o que Ali que teria ficado de pé se
não fosse o governo, né? E o negócio da empreiteira é muito dependente de governo. E não é no Brasil, né? Na época eu tava fazendo o livro do Adebrecht, eu li vários livros sobre empreiteiras americanas e era tudo assim. Tem um maravilhoso, eu sei que você vai me pedir para indicar livros, mas eu vou indicando assim outra que chama Friends in High Places, que é a história de uma da Bectel, uma uma construtora eh Americana que fez também já teve seu escândalo, né? E aí uso a reflexão é sempre a mesma. em todo mundo você
vai ter, né, o tipo de negócio que precisa do governo. No caso, o banco também precisa de regulação. O banco precisa eh eh o banco precisa acompanhar a regulação. O banco tem que acompanhar as taxas de juros, os bancos têm milhares de interfaces com o governo. Agora são é um setor muito regulado, mas do jeito dele ele arrumou um jeito de contornar Essa regulação ocupando as brechas do sistema. O que que era usar o FGC, por exemplo? Ele usava o FGC e ele mesmo admitiu no depoimento. Era dizer toda vez eh que um alguém perguntava
pro assessor de investimento que também tava ganhando comissões muito maiores do que as do mercado, ah, mas se eu botar dinheiro nesse banco, ele quebrar, não tem problema. O FGC te cobre. E assim as pessoas compravam. >> Então ele aproveitou as brechas do Sistema. Nesse sentido, eles são muito parecidos. uma um é uma versão 3.0, vamos dizer, eh, em outros sentidos, não. Assim, acho que no caso da Odebrecht eles tinham uma uma sofisticação nessa coisa de valorizar a relação de longo prazo, que eu acho que ele não se preocupou muito com isso, senão ele não
teria ido tão rapidamente de pra parede, ele teria talvez sido um pouco mais cauteloso, ele não foi. Então, nisso tem uma diferença. Eu acho Que são essas as comparações, assim, no fundo, os dois eh basearam o seu negócio >> em influência. Cada um tinha seu vendia. Ele vai dizer: "Eu tenho um banco, eu tinha um banco, eu vendi CDB". Sim, mas o que movia a sua máquina era influência e nos dois casos era isso. >> Mas eu acho que o nível de sofisticação, no caso do Odebrecht era muito maior, né? >> Incrível, né? tinham um
software Próprio, eh, compraram um banco, operavam com quatro camadas de offshore, >> o departamento de operações estruturadas, >> estruturadas, >> né? Então, nesse sentido, acho que o o do Vorcar é um pouco mais rudimentar assim, né? >> Pois é, mas aí >> eu acho que é porque não tava ninguém prestando atenção, não tinha necessidade, né? As frenteiras são Visadas ao longo das décadas, né? >> E era e era o gigantismo também, né? O debrest era gigante. Quanto que eles pagaram em propina ao longo de anos, né? >> É, me lembro que no livro em 2013
chegou a 730 milhões de dólares, né? >> 730 milhões de dólares só no exterior, né? >> Só no exterior. >> No total deu 3.8 bi de propina de dólares. >> E quando o departamento foi criado Começou com 60 milhões, né? Foi escalando. 2009 já era 250. Tanto que eles entraram décadas, né, greco. É isso que eu tô falando. Eles eram sofisticados e se preocuparam em não ser pegos. E eles e o erro deles foi achar que eles não seriam pegos, né? Exatamente. >> O VP também achava que ele não seria pego, mas ele não tomou
providências para não ser pego. É diferente. >> O que me assusta um pouco Entre Master e Odebrash é que assim, não que eu concorde com isso, mas muita gente usa o argumento do nada, destruíram a economia brasileira com porque, pô, Debrech era gigantesca e tudo mais. Eh, assim, é que ela fazia coisas, né? ela construía no Brasil, no mundo, afora, o master, o master era um banco que não era bem um banco, né? Não tinha operação de crédito, tinha uns ativos ali, né? Que tava muito nos fundos que investia, Aquela coisa nebulosos, pré precatórios, precatórios,
>> consignado. >> É, e assim era aquela coisa que você ficava, por que que o master existe, né? Odebre você consegue maiores construí, mas por que que o master, o que que o master tá fazendo para justificar? Aí eu pego a frase daquele artigo que você escreveu no finalzinho do mês agora, né? Nenhuma grande fraude sobrevive sem muitos cúmplices. Então o o que me Assusta um pouco no caso do master, um pouco é não é não é pouco, é bastante, é ele ter surgido de uma maneira meio artificial, rápida. Logo, 10 anos depois da gente
ter vivido que talvez teria sido o maior caso de corrupção do Brasil, falar: "Meu Deus, aprendemos a lição, não vamos repetir isso". E a gente parece que repetiu. Aí eu volto pra primeira parte da pergunta de Vira Presta, que ela perguntou assim: "Após o desmonte da Lava-Jato, a corrupção voltou com força. Somos o país a impunidade, o crime continua compensando? Malu, você que contou a história do ER, tá contando agora a história do Master. Como é que você vê isso? >> É meio desanimador, na verdade, né, quando a gente vê essa sequência de fatos, né?
Eu acho que a gente aprendeu algumas lições e não aprendemos várias outras, né? Quando você fala: "Ah, Nenhuma fraude sobrevive sem muitos cúmplices". Eh, eu penso, eu aprendi isso já desde a época do Ikke Batista. Nada. Quando a coisa fica muito grande, você não vai achar um culpado só, porque muitas pessoas ali ou deixaram passar ou eh ou de propósito, ou porque não queriam se envolver, né? Você tem sempre aquele sujeito que tá vendo a coisa acontecer, mas pensar: "Ai, não vem com isso para cima de mim, não, deixa, deixa passar". E você tem a
corrupção de Verdade, né? E acho que eh você tocou num ela toca num ponto importante, né? Nós tivemos um grande episódio de corrupção que foi muito lastrado nisso, né? A gente chegou onde chegou lá atrás na Lava-Jato porque muita foi, houve a conivência de muitas pessoas, mas a gente eu acho que a gente eh aprendeu a identificar, a gente entendeu que a corrupção é um problema, eh, que não vai passar, né? né? Eu acho que eh o que houve ali foi um uma discussão sobre eh Processo, né? Os o caso de corrupção, os casos de
corrupção, eles ninguém negou que eles existiam. O dinheiro voltou. Eh, muitas empresas, vou vou pegar o lado cheio do copo, muitas empresas passaram a adotar processos de compliance depois disso. Todas, nem todas, mas eh as empresas aprenderam que você não pode se dar o luxo de ficar eh na mão de um, sei lá, de um processo judicial que você não sabe para onde vai, você precisa ter compliance. o Melhor é evitar o risco. Eh, não sei se todas, mas eu vejo com as pessoas que eu converso que muita gente aprendeu essa lição. Então, isso eu
acho que eh ficou assim de legado. Acho que o brasileiro entendeu aonde acho que foi importante pra gente entender eh o tamanho do buraco que a gente tá. >> Uhum. >> O problema é que a gente não saiu do buraco. Pelo contrário, né? depois da Lava-Jato, já escrevi isso várias vezes, Ficou um discurso de, por um lado, já escrevi isso tantas vezes em artigos, eh passou a ser comum usar o discurso contra a criminalização da política para justificar os políticos que cometem crimes. Isso virou um recurso retórico, né? Eh, isso é um problema, mas eu
acho que não, a gente, se a gente for olhar assim de 5 anos para trás e tal, a gente sempre vai ficar um pouco decepcionado, porque a história ela anda pra frente e ela anda mais da dois passos para trás. Ela anda mais um pouquinho pra frente, depois ela anda mais dois passos para trás. Hoje eu tenho essa cara de menina, mas eu tenho 30 anos de jornalismo e eu consigo ver o que mudou. Muitas vezes a gente olha assim no dia a dia, a gente olha e fala assim: "Poxa, parece que eu tô nos
anos 80". Tem dia que você acorda meio desanimada, fala: "Ai, alguns momentos da ao longo da história pensei: "Nossa, que retrocesso". Depois eu pensei, não, não é um retrocesso, porque Nós estamos aqui cobrindo isso. A gente tá falando, é claro que a gente preferia que não tivesse acontecido isso, mas a gente vive num país como o Brasil, que tem todas essas mazelas que tem mesmo. Existe um problema que tem que ser discutido a sério pela sociedade, que é o gigantismo do judiciário. Eu tô vindo agora da cobertura da posse do Faquim, tava na na TV
agora comentando sobre isso. E ele admite isso. Foi muito importante ver o presidente do Supremo Tribunal Federal falar que, olha, o judiciário precisa eh de autocorreção, de autocontenção, precisa eh entender que tá na hora de olhar para si próprio. Era uma coisa que faltava. A Lavajato passou o o judiciário passou em colum. Nós temos que eh olhar para isso com calma. Essa discussão do código de ética, ela pode ser meio assim, ah, é um código de ética, quem que vai cumprir o código de ética, mas esse debate precisa ser feito de alguma forma. Então, acho
Que eh muita gente inclusive fala: "Ah, já existem leis que os juízes não não cumprem". Nesse caso específico, né, que a gente tem falado, já existem códigos que os juízes eh ignoram. Então vamos botar esse esse ponto em pauta, vamos tentar fazer trazer isso a porque não tem outro jeito, né? A democracia é um sistema imperfeito, não tem outra outra forma da gente fazer. E é o que a e o Brasil é um país cheio de problemas, né? E eu acho que a polarização política Também atrapalha muito, né? É difícil você hoje fazer uma discussão
sobre isso sem cair no maniqueísmo. Você fala isso porque você é de extrema direita, você fala isso porque você é de esquerda. Isso não contribui. Então nós Mas não tem, a gente tem que lidar com isso, né? >> É que só pelo exercício de reler seus artigos. Eh, são tantos episódios envolvendo que eu nem entro no que quando a gente fala de fraude, quando a gente fala de crime, Mas tem coisas que eu nem sei se entra na esfera jurídica do do crime ou não, mas é totalmente imoral, né, totalmente antiético. E a gente vê
isso acontecer, né, como no tanto o caso do do escritório da esposa do Alexandre de Moraes, a quantia que ela recebeu, pô, pode estar tudo dentro da lei, mas será que alguém realmente acredita que não levantou suspeita o Dias Tofol pegar o avião junto com o advogado para ver o jogo da final da Libertadores horas Depois, sabe? É o o que me o que aflige é o ah o quão escancarado isso fica. E e quando você falou do Faquim e toda essa essa autocorreção, o o problema é o autocorreção, né? Porque eles mesmos vão ter
que se corrigir como é que vai ser essa correção, né? Então, >> e eles vão fazer isso, a gente não sabe, né? >> Pois é. Pois é. Então, é é complexo assim. É, é, eh, eu, eu não Gosto daquela coisa do, o, o pessimista sempre parece muito mais inteligente do que o otimista, né? Eu não gosto muito daquela visão pessimista, porque parece que ele inteligência, >> mas otimismo demais também não é bom. É, é, precisa ter um pouco de >> É, é incrível assim, é complexo. Eu tava, Greco, eu tava até vendo aqui, né, no
canal de vocês, o vídeo documentário do da Odebrash tá com 899.000 visualizações. >> Sim, >> mas o vídeo mais visto do canal foi como funciona a lavagem de dinheiro, né, que 1.600.000 visualizações. Então assim, >> turma, turma gosta desse tema, né? É um tema que acaba pegando, né? É, >> enfim, é aquele >> em breve vai ter do Master, né? Só que a gente tá esperando porque toda hora sai uma notícia nova, né? >> Você vai ter que fazer mais de um, >> vai ter que ir fazendo por episódios, Né? >> Porque é uma novela,
né? Cada >> como foi. >> É, >> depois faz o que aconte. >> A gente tá compilando tudo e daí daqui a pouco surge mais uma bomba. A gente tá esperando por enquanto. >> Eh, Greco, não sei se você tem uma pergunta para Malu, mas eu tinha uma para você, cara. É, >> sim. Nessa nessa jornada aí de ser curioso, né, e estudando tudo, tem alguma conclusão que você tira e depois vou querer ouvir sua opinião, Malu, sobre isso que uma das perguntas que mandaram, um assinante mandou, qual a solução pra sociedade? Que que a
sociedade poderia ter? Porque ele citou, né, o organização, o master e oike, né, pegando os seus três >> trabalhos. E eu não sei se vocês já fizeram algum vídeo sobre o ik. Certamente >> então também vocês já cobriram isso. Vocês conseguem identificar alguma coisa de [ __ ] sociedade precisava fazer isso? >> Uhum. >> Tem alguma coisa que vocês conseguem identificar de solução? >> Cara, é difícil, né? Muito difícil essa resposta, né? Tem um livro que é bom que é como as nações fracassam. >> Ah, sim. >> Né? Por que as nações fracassam? Que é
Que é muito bom. Que mais ou menos inclusive deu o prêmio Nobel de economia pro autor >> Sim. que fala sobre algumas sociedades que deram certo e outras que não. Em resumo, é tudo eh eh em torno de uma de um ambiente institucional, né, um marcabolso institucional, né, que faz com que algumas sociedades sejam mais corruptas e outras não. Então assim, eh, é muito complexo, né, tanto mudar essa questão institucional, Eh, porque envolve pessoas, né, envolve, eh, incentivos, eh, diferentes e tal. Eh, então é é uma questão, acho que muito complexa e que leva muito
tempo para ser resolvida, sabe? Eu me lembro que tu falou antes também, pô, quando deu a Lava-Jato e o Marcelo Debrech foi preso e o Lula foi preso, eu pensei: "Putz, acho que agora vai, né? Finalmente esse país vai pra frente." E aí passa 10 anos, a gente tá aqui discutindo um outro eh escândalo. E Aí 10 anos antes da Lava-Jato, teve um mensalão também, então a cada 10 anos tem um escândalo novo, né? Então é é muito complicado assim, cara. Não, não saberia dizer. E você, maluco? >> É, você tava falando, eu tava lembrando
que agora eu tirei férias. Vocês estavam me zoando aqui antes de começar o programa, né? Você tirou férias? Tirei, gente. Tirei. Trabalhei nas férias, mas tirei. Eu tava lendo um livro que eu já tinha lido há muito tempo atrás, que eu Levei para viagem porque eu fui a Buenos Aires e eu adoro um livro que se chama O Atroz Encanto de Ser argentino, que é um ensaio, não é uma delícia esse livro? Então eu me falaram tão bem nesse livro, eu comprei antes de ir pra Argentina, só que eu acabei cancelando a viagem, ainda não
li. Eu preciso ler quando compro Argentina. Muito tempo quando saiu lá em 2002 e achei incrível. E aí levei para ler e na verdade eu também não li na viagem, mas lioo de volta e tinha um Trecho, não sei se eu vou saber repetir com precisão, mas eh resume isso que você tá falando que tem a ver. Eu sempre tenho essa sensação que o a o que a gente vive hoje, toda essa essa barafunda tem a ver com a forma como o país foi formado mesmo, como as pessoas eh se relacionam com as instituições da
democracia. E ele fala ali sobre Argentina, um raciocínio que tem muito, que eu acho que tem muito, se aplica muito à gente, que ele diz que a Colonização argentina, tendo vindo de da Espanha e dos ibéricos ali, é uma colonização, é uma a noção de democracia. Deixa eu ver se eu vou saber repetir. Mas basicamente dizia dizia respeito a eh no na nesses lugares as pessoas são mais importantes do que as instituições. Então o sentido de república da coisa pública é você você eh você do da da liberdade pessoal. Acho que é isso. Eu preciso
ter a o o governo precisa funcionar, a democracia, o Governo precisa existir para que eu prospere acima de todas as outras pessoas. Uhum. >> E na na cultura anglo-saxã, o as pessoas precisam ah é o conceito de liberdade individual. Você tem que ter liberdade individual porque você precisa se sobre para você poder sobrepor outras pessoas. E o conceito de liberdade individual é você tem que ter liberdade individual para que ninguém se sobreponha a ninguém, para que as instituições se Sobreponham a todos os outras pessoas. E nesse sentido, bom, a gente tá vendo o que tá
acontecendo nos Estados Unidos. Ainda assim, a gente vê uma discussão institucional o mais séria. Lá tem um ataque muito forte às instituições, mas as mas toda a discussão se dá no do plano institucional, né? você tem uma tentativa justamente de desfazer isso, mas é uma cultura que vem de uma de uma de uma de um princípio que faz toda a diferença. Se você t se cada um é livre Para que as instituições para que todos possam preservar as instituições, né, o conceito de liberdade, de de de república, de democracia, tem a ver com isso aqui
é o contrário. Então, se todo mundo vale mais, se um vale mais do que o outro, essa é a discussão no caso aqui, né? Inclusive um trecho do discurso do Faquim era esse lá citou lá um jurista para um jurista italiano para dizer não ex ninguém pode estar acima da lei >> Uhum >> eu acho que essa no fundo é sempre essa a discussão. Eu posso mais porque que o compadri afinal é isso. É eu poder mais que os outros e me valer de um sistema que não tá disponível para todos para que eu possa
prevalecer, >> tirar vantagem. Isso aí é complicado porque é a nossa, tá na raiz da nossa da nossa formação. Como é que você vai? É, >> isso é um embate de gerações, é uma revolução que sei lá se dá na escola. Eu Sempre aposto mais nas próximas gerações. Não sei se eu tô uma vez falei isso num num encontro, vamos focar no futuro, vamos apostar na demografia, porque é isso, mas gente educada, essas gerações mais jovens que estão mais preocupados com a sustentabilidade. Esse é o copo cheio, né? >> O vazio, é o outro que
a gente tá falando aqui. >> Ah, a gente trouxe o foi o primeiro episódio de 2026 ou o último de 2025, Malu. >> Hum. que a gente trouxe o Fábio Barbosa aqui, foi presidente do Banco Real >> e ele trouxe até um contraponto. Muita gente fala: "Ah, essa geração mais nova, geração mimimi, geração não sei o quê". Ele vê de uma maneira muito diferente, fala: "Não, essa geração mais nova, eles são muito melhores do que nós, eles são muito mais preocupados, muito mais conscientes. >> Então ele vê de uma maneira mais Otimista. Isso vai resolver
o Brasil? Não sei, mas ele ele tenta ver de uma maneira mais otimista isso. Maluco, quero voltar um pouquinho lá na profissão jornalista. investigativo, porque aqui no Marketmers a gente fala principalmente com investidores e na sua grande maioria investidores de empresas, de ações. Então a gente tenta ir pegando características, né, o que o que que um bom investidor de ações faz, né? Então a gente lê Warren Buffetten Grahan, todos Esses caras para ir pegando ali as características. E o próprio Buffet e principalmente o Charlie Munger, o parceiro dele que faleceu anos atrás, eles faziam muito
paralelo do jornalismo com o analista, porque no final do dia o analista ele tem muita coisa que o jornalista também tem que ter, né? E até proporcionalmente muito menor, né? Mas a minha própria carreira eu comecei como jornalista e hoje eu sou analista, né? Então, e o no final do dia, a apuração, o que você tem que estudar, eh, tem muita similaridade ali, pelo menos o e o senso crítico que você tem que ter dito tudo isso. O, quais são as características que um bom analista, um bom jornalista investigativo tem que ter? O que que
o que que faz uma pessoa ser um bom jornalista de apurar essas informações que não caem no release que a a assessoria manda e tem que apurar, tem Que ter o acesso, tem que ser rápido, tem que ser preciso checar, enfim. Como é que você faria as características de um jornalista? >> Falando, eu tô tentando pensar rápido para dar uma resposta bem organizada, né? Não pode ser anális. >> Mas assim, primeiro, eu sempre digo isso quando eu falo para estudantes e eu acho que isso é fundamental para qualquer jornalista. Você tem que ter uma curiosidade
genuína, vontade de Realmente entender o que tá falando. Não é perguntar já esperando uma resposta, não é perguntar já sabendo, já querendo, já querendo escrever o que você quer, né? Isso é muito comum. E eu sempre ouço isso assim, eh, quando você conversa com pessoas que falam com jornalistas e muitas, eu, muitas vezes eu acabo procurando pessoas que não gostam de falar com jornalistas, não querem falar com jornalistas. Muitas vezes, eu ouvia Isso mais no começo, hoje eu não ouço mais tanto, mas dizem assim: "Ah, vocês procuram a gente para já vocês já estão com
a pauta pronta, né?" Isso era uma coisa que eu ouvia muito quando era nova, porque se falava muito isso. Eh, os repórteres jovens devem ouvir isso também. Eh, e nunca foi assim para mim, de fato, nunca foi. Acho que eu realmente eu vou atrás. É claro que você tem algumas pressuposições. Você vai falar com alguém, né? Mas eh ouvir o que A pessoa quer dizer, isso faz muita diferença, porque se você prestar atenção, você vai pegar informações que não estavam claras ou talvez outras pessoas não tenham visto. Muitas vezes dois, três repórteres fazem a mesma
entrevista e o resultado é completamente diferente, porque você precisa, primeiro tem a visão de cada um e segundo tem que prestar atenção. Então, curiosidade, ceticismo, né? Você não não pode nunca eh aceitar o que te falam pelo valor de Face, né? Não, não é uma coisa que que é prudente, não é prudente na vida. Isso significa você eh rebater tudo que te falam? Não. Mas toda a informação você tem que colocar em contexto, em perspectiva. Será que foi isso mesmo? É isso que ele tá falando faz sentido? Quem sabe se eu ouvi uma outra pessoa?
Eh, e isso que ele falou é curioso. Vou perguntar para mais alguém. É, eh, eu acho que isso também não ter preguiça, né? Porque dá muito trabalho apurar, dá Muito trabalho. E no caso dos analistas, eu acho que tem um trabalho de leitura e estudo que não tem jeito. Os jornalistas também, assim, eu quando eu me me enfio num num tema, eu leio tudo que tem para ler. Eu procuro todas as pessoas possíveis de procurar para entender o que tá acontecendo. Eu quero mapear. Eu faço muito isso, Thiago. Eu mapeio todas as pessoas. que podem
me ajudar, que podem me dar informação. Então, por exemplo, quando Eu saí da, eu morava em Brasília, quando eu fui pro Rio, tem 20 anos, eu trabalhava na Veja e a oportunidade que apareceu, eu queria mudar pro Rio, eu tava casada na época, meu marido foi pro para Brasília, nem tava casada depois que eu casei, mas a gente estava morando junto. E eu vim para pro Rio de Janeiro e eu queria muito mudar pro Rio e eu procurei um emprego, o emprego que apareceu foi a Exame. Vista Exame. Fui ser eh chefe da sucursal do
Rio da Revista Exame. >> Uhum. >> E eu não sabia nada de economia. >> E aí eu vim lendo as revistas exame do mundo do do de todos os anos. Fiz uma pilha, li tudo, eu li o valor, eu estudava tudo. Eu falei: "Como eu vou cobrir isso?" E aí vem o método. Que que eu fiz? Primeiro, lendo tudo aquilo, eu listei todas as pessoas que eu achava que poderiam ser fonte de informação. Todas as empresas que tinham. Eu fiz uma Planilha, eu comecei a ligar para todas elas. Eu tô aqui no Rio, eu cheguei,
eu quero conhecer, eu quero saber o que que vamos não sei o quê. E aí já lendo o jornal, eu já vi umas pautas possíveis para também não tomar o tempo da pessoa à toa. Eu fiz um trabalho que assim, dá trabalho para caramba, construir uma agenda. Daí eu fui entendendo o quem era quem, com que tipo de informação eu ia trabalhar, o que que era interessante pro leitor, que que não era. Isso é mais Ou menos o que um analista faz. Ele olha aquela empresa e fala, tem lá tantos gerentes, diretor de R, pessoas
do setor. Se você tá no varejo, você vai falar com as redes de varejo. E isso é um método. Primeiro, isso eu faço com tudo. No livro do Odebrecht é a mesma coisa. Como é que eu vou fazer esse livro? Isso é um outro outro capítulo, mas eu também fiz uma planilha com no caso, eu primeiro eh tabulei e organizei todas as delações premiadas e e a gente Contratou, a editora contratou o Duda, um querido pesquisador que me ajudou muito, passou três meses fazendo uma planilha com tipo tags de tudo que era falado em todos
os depoimentos. Então, se eu quisesse saber quantas vezes eh o Marcelo Odebrecht falou em departamento de operações ou quantas vezes ele citou o apelido todo feio, ia tá lá, porque cada depoimento tinha um assunto e as pessoas citadas o ano, não sei o quê. Então, eh, se você não faz isso, você Não entende o cenário. Com o cenário feito, você consegue entender quais são as perguntas. Você tá entendendo? E aí tem um pouco da da experiência, né? E tem um pouco também que eu acho que o greco deve ver isso. Você de tanto ver história,
de tanto ler, de tanto, você começa a antecipar os capítulos. Então, por exemplo, >> esse cara agora tá nessa situação, ele só pode est procurando tal fulano no departamento tal para conseguir, porque Só tem isso para ele agora. Aí eu já fulano, departamento tal, tá acontecendo isso. Às vezes você acerta, é comum de você acertar porque você começa a aprender a ler o cenário. >> Uhum. E outra coisa, tem uma, eu acho que tem uma coisa que é muito comum, eh, tanto no mercado como no jornalismo, você se, eh, tem, não é comum, é um
risco, vou refazer a frase, é um risco grande que a gente tem que sempre procurar evitar, se acomodar com aquelas Com aquele com aquela dinâmica. você se acomoda com as pessoas, você passa a a confiar nas pessoas e aí daqui a pouco você deixa de fazer pergunta, será aquela, mas é isso mesmo? Mas pera aí, vamos checar isso, vamos conferir. E aí você perde, né? Assim, acho que isso é um risco que sempre existe. Então, para falar aí do caso do I, do caso do master, tem uma coisa estranha, não tem? Por que que as
pessoas param de ver a coisa Estranha? Tá gastando demais, tá fazendo promessa que não tá cumprindo? Por que que as pessoas deixam de olhar para isso? Porque elas começam a achar, sei lá, a ter uma relação com aquela pessoa, elas começam, a pessoa entra na paisagem e elas deixam de se espantar com determinadas coisas. Então você nunca pode perder a capacidade de se indignar e de se espantar. senão não serve. Não tem como investigar uma coisa sem se espantar, sem se indignar, sem Você e sem muita vontade, porque dá muito trabalho, muito. Eu adorei quando
você falou da curiosidade genuína, porque meu sócio até meou aqui quando se alguém vai me perguntar algo sobre market makers, eu vou falar que é é o que a gente faz é genuío, >> é curiosidade genuína, porque a gente tem esse tesão mesmo de querer, tanto que aqui é pauta zero e a gente vai perguntar, >> parece simples, né? Parece simples, Tipo, ai ah você tá falando. Não é difícil. Tem gente que é curiosa, muita gente é curiosa, mas aquela curiosidade que você quer realmente ouvir o que a pessoa quer falar para você chegar num
lugar, >> você não tá com a coisa pronta, você quer realmente descobrir a verdade. A pessoa que tá te dando uma entrevista, ela consegue ver que você tá realmente ouvindo. E isso explica muito a história de porque que uma mesma matéria, um Mesmo entrevistado falando com diferentes entrevistadores, o resultado é diferente porque é o saber ouvir >> analistas também, né? Eu a minha vida no IKE, na época que eu fazia o livro do IK, eu convivi com vários analistas. Você consegue ver aquele que é brilhante porque ele não se conforma com as respostas que dão
para ele e aquele que, ah, tá tudo certo, o cara falou, né? Tem aquela coisa, ah, a fonte falou, tá falado. Não, a fonte falou, >> é importante, cada fonte tem o seu grau de confiança, mas bora checar, não custa. >> E o lado do ceticismo, nossa, isso tem total similaridade com o mundo do investidor, porque se você, a gente tem aqui o nosso fundo de ações, então a gente investe em empresas. Se você vai conversar com o CEO de uma empresa, o fundador de uma empresa, o fundador por si só é um cara apaixonado
pelo que faz. Então ele já vai te contar uma história Muito linda. O CEO da empresa, então ele é treinado para te convencer que a empresa é boa, né? Então não é nem que ele vai contar a verdade, ele vai esconder tudo que ele puder esconder. Por isso que o trabalho do analista, ele tem que ser uma pessoa naturalmente cética. Tem uma história no livro do Ike agora você tá falando, eu me lembrei que eu acho que é um exemplo bom e que tem a ver com um cara, um gestor de banco, um dono de
banco, que recebeu um período Naquela época, né, em períodos bem próximos, o Ike Batista e o Marcelo Devrete. Chegou o Aike Batista para falar do Essa história tá no livro. Eu adoro essa história porque chegou o ik Batista para falar sobre a OSX, que ia fazer não sei quantos navios, acho que 30 e poucos navios para atender a Petrobras, um negócio mega, não sei o quê, e que o estaleiro estaria pronto em não sei quanto tempo. E foi falando e o cara, nossa, mas você vai conseguir Fazer isso em quanto tempo? Vou, porque aqui aquelas
aquelas palavras que ele falava é execução, é não sei o quê, tinha as os as expressões que ele usava e tal, é 360º e não sei que lá. Visão 360 ficava lindo, né, no PowerPoint, mas na vida real era meio e falou e saiu animado, fulano, compre as ações da OSX, era antes do IPO. Naquele mesmo período esse sujeito se encontrou com o Marcelo Odebreste. E aí, pô, dificuldade? Fazer uma estaleira no Brasil é muito ruim, a Mão de obra é uma porcaria, sei que lá, eu não consigo ter gente para soldar os navios e
não sei o quê. O cara reclamou. O maior emprenteiro do Brasil tava ali suando para conseguir construir um estaleiro. O cara só fez perguntas simples, mas dá, mas pode? Ele olhou e falou assim: "Tem alguma coisa errada aqui". Que que ele fez? fez um short na na OSX, na OGX e ganhou dinheiro, rios de dinheiro. >> Tomou uma decisão baseada no pô, alguém Aí tá errando. >> É exato. >> E só complementando no lance do analista também que eu você deve ter convivido com muita gente aqui do mercado financeiro. Existe uma preocupação, e eu faço
até assim com a mão, porque até aquela coisa meio requintada de você estar errado. O analista morre de medo de estar errado, principalmente o analista que não tem o skin the game, né? não tá ali investindo não. Eu eu Acredito que o skin the game ajuda muito você a >> agir contra o mercado porque você tem interesse naquilo, porque se você tiver certo, a probabilidade de você ganhar é muito maior porque do que fazer o que todo mundo tá fazendo, né? Comprar o que ninguém quer comprar, se der certo, tende a se valorizar muito mais
do que comprar o que tá todo mundo comprando. Mas o analista, ele tem um medo de tá errado até pelo ambiente que ele tá, né? Tem uma frase muito famosa do Peter Lint, né? O o se você perde dinheiro com a acho que ele fala Microsoft, não tem problema, né? Porque Microsoft >> é IBM, todo mundo perde. O problema é você perder com outra empresa bem menor e o cara vai falar: "Por que que você não comprou IBM?" Era tão óbvio. >> E então >> ninguém tá ninguém quer tá errado sozinho, né? >> Exato. E
aí isso mantém aquela que eu Brinco que é aquela análise eco, né? Porque alguém falou alguma coisa sobre determinada empresa, sobre a a OGX, e aí esse aqui ouve fala: "Pô, para ele tá falando isso, tá certo, né?" E aí vai só repetindo, vai repetindo e parece que tá todo mundo falando, mas na verdade é uma opinião só >> que ecoa. E no próprio livro que você escreveu conta a história do analista que desde o início era céu em OGX, né? estava vendido e tava recomendando a Venda e esse cara foi >> segurou, mas foi
pressionado até, >> mas foi perseguir assim um escrutínio pessoal >> corajoso >> que que acaba sendo até difícil de explicar porque é isso, ele não tinha o skin the game, ele não tá, ele não tava nem ganhando com aquilo, né? Então é aquela pessoa não se conformava que aquilo não fazia sentido, né? >> Mas ele sofreu e sofreu bastante, né? >> Mas nesse caso tem o mecanismo da bolha também, né? Acho que o caso do master também tem um pouco isso, assim, a coisa de todo mundo querer ganhar com aquele fenômeno, né? No caso do
master não era era não era exatamente uma bolha, mas todo mundo tava comprando CDBs do Master que rendiam para caramba e garantidos, né? >> É, tá garantido. É o FGC, tudo >> é o FGC, são as altas comissões, todo mundo ganhando. Eh, tava tudo ali, eh, Meio que uma coisa retroalimentando a outra, né? Então, e o que era exatamente isso. Eu também fui ler bastante sobre entrevista e fiz uma entrevista muito boa com o Alexandre Shakeman sobre isso paraas páginas amarelas na época. Eu tava tão interessada com no negócio das bolhas e tal que eu
pedi para entrevistá-lo, ficou muito legal ele explicando que o mecanismo das bolhas chama muito de irracionalidade e aquela crença de que você sempre vai conseguir Sair antes do outro, antes da coisa quebrar. E às vezes não dá para, é impossível prever isso, né? Alguém vai dançar no final do do jogo, né? >> Exato. Eu acho que é o soros que fala que é o melhor momento da bolha é bem no final, porque é a hora que sobe tão rápido, tá todo mundo ganhando que ninguém pensa em sair. >> Bem ou mal, a gente viveu um
pouco disso agora nesse dia que a gente tá gravando. O é uma segunda-feira, na sexta-feira a Prata caiu 25%. No momento que eu eu vi uma live na quinta-feira que o apresentador da live falou assim: "Olha, quem não tem ouro e prata na carteira não entendeu o que tá acontecendo no mundo". >> Marcou o topo não, pode ser que foi só uma correção e vai voltar a subir, mas é aquele fenômeno do tá todo mundo ganhando tanto que dá aquela sensação de bem-estar, né? Que eu tô lucrando. >> É fazer parte, né? Da manada, né?
A Lógica da manada, né? Tem muito isso mesmo. >> Par. Ô, Malu, por onde você passou na sua trajetória profissional? Eu comecei, bom, eu estudei na USP, eh, sou de São Paulo, tô há 20 anos no Rio, mas eu sou daqui. Eh, saí da USP, fui pra Folha de São Paulo, comecei trabalhando em cidades, já cobri ali, fiz muita coisa, fiz economia, fiz geral, repórter quando tá começando faz ronda, polícia, delegacia, tudo, >> mas eh fiquei mais na cobertura de cidades, então já comecei cobrindo gestão Maluf, Pirta, etc. grande. >> É, lembram? Nossa, eu sou
paulista. >> Muita gente não lembra daquelas coisas que você conhece bem, né? Mas o Pita não foi um prefeito Pita, é tudo. Depois virei, fiz e fui correspondente da Folha naquele programa que eles têm de bolsa para jovens, jovens talentos. Fui para Nova York, voltei para Brasília, tudo pela Folha, depois fui pra Veja em 2001, Fui pra Veja. Em 2005 fui pro Rio de Janeiro para trabalhar no exame e depois 2010 Veja de novo no Rio. 2015 eu fui para Piauí. Eu ten uns ciclos assim meio de cinco em cinco. É. >> E depois eh
2021 >> saí da Piauí e fui pro pro Globo. Fiz na Piauí o Foro de Teresina que foi uma experiência espetacular. Morro de saudade foi maravilhoso, que também acho que fez muita diferença para mim na minha carreira. E desde 2021 tô no Globo, mas hoje eu sou uma pessoa de três empregos, né? Eu trabalho no Globo, trabalho na CBN e trabalho na Globo News. Então essa sou eu. >> Puxado, né? >> É. >> E nesses >> ainda escrevi dois livros no meu tive dois filhos. >> Escreve dois lives. Como consegue, né, cara? gestão de tempo.
>> É porque a habilidade de fazer uma Apuração hard news, como você faz, e escrever um livro é quase como uma pessoa ser boa fazendo day trade e investindo no longo prazo. São duas habilidades completamente diferentes. >> Examente diferente. >> Nessa sua trajetória como jornalista, eu queria que você fizesse um paralelo da cobertura jornalística e até do da profissão jornalista nesse momento. 25, 26, que a gente tá vendo com a cobertura no máster 10 anos Atrás, no caso da da Odebrecht e até um pouco antes, né, nesses talvez nessa nesses três grandes eventos, eh, como
é que você vê tanto a a percepção da sociedade pro jornalista, o trabalho do jornalista em si, né, do se é mais fácil, mais difícil, da concorrência ou até da talvez a gente vive num momento de maior repressão ou medo do que vai falar, enfim, como é que você vê o seu trabalho aí nessa evolução? >> Olha, mudou muito. Acho que eh bom, tem o que é bom e o que é ruim nessas mudanças, né? Quando a gente quando eu comecei no jornalismo, era tudo mais difícil, não tinha tecnologia, eh, tanta tecnologia pra gente, eu
acho que a tecnologia é essencial pra gente poder trabalhar com mais rapidez, não daria para fazer tudo que eu faço se não tivesse celular, por exemplo, eu vivo dentro de um celular. Uhum. >> Eh, então isso era bem mais difícil de Fazer matérias, mas por outro lado também, como não tinha celular, você tinha tempo para você, né? Tinha tempo para ler, tinha tempo pro permite também você estudar. Mas eu acho que assim, eh, ficou mais desafiador com o tempo. Nunca foi fácil ser jornalista. Eh, antes eu acho que tinha eh o mercado era maior também,
né? você tinha um mercado maior para jornalistas de redação. Hoje você tem um mercado bem diverso, mas muito eh eh distribuído em variadas. Hoje você pode ser jornalista no YouTube, no Instagram, nas redes sociais. Você produz conteúdo eh jornalístico, às vezes sem ser jornalista, em vários lugares. Eu não encaro isso exatamente como uma concorrência, mas mudou a forma. você tem que se atualizar. Então, quando eu comecei, não tinha internet, não tinha, eu não tinha obrigação de estar em todos os veículos. Hoje eu tenho, se eu quiser ser relevante, eu preciso estar em Muitas plataformas, eu
preciso falar com muita gente, eu preciso apresentar o conteúdo de todas as formas possíveis. Eu gravo às vezes vídeo pro Instagram, eu faço rádio, faço blog, eu fiz podcast. Você tem que se virar para fazer o máximo de coisas possível. E acho que hoje uma coisa que é muito desafiadora, não só pro jornalista, para todo mundo que lida com opinião e acho que em qualquer mercado, é essa profusão de opiniões nas redes sociais é Desafiador. A polarização para nós é complicada, né? o jornalista tá sempre lidando com isso. Isso virou parte do nosso cenário. A
gente tem que aprender a navegar nesse nesse panorama e isso dificulta às vezes, especialmente para quem tá fazendo política, né? Isso é mais eh você tem que se orientar melhor nessa nessa nessa nessa nessa tormenta que é a política no Brasil, né? A gente já teve épocas mais desafiadoras. A época da pandemia foi muito difícil, Muito muito difícil. Hoje eu nem acho que tá tão difícil. Hoje você consegue juntar a parte boa da tecnologia com o fato de que a gente se desloca. A gente tem, né, você tem a imprensa já teve muito sobre ataque,
né? No governo Bolsonaro a gente teve muito sobre ataque. Eh, nos governos passados também a gente já teve bastante sobataque. Então, eu acho que isso é a gente teve que se aprender a fazer isso. Então, não acho que é uma coisa de Agora. com o tempo foi virando isso. A imprensa, por exemplo, escrevendo o livro sobre Odebrecht, a gente vê que a imprensa sempre foi atacada, não é de agora que a imprensa é atacada. Então essa não é exatamente a dificuldade de ser jornalista. tava vendo o livro sobre o o assistindo o filme do Seor
HSH recentemente, não sei se vocês viram esse documentário, recomendo muito. >> É a história do Seor H, que é o maior repórter em investigativo em atividade Eh no mundo. para mim assim, é o cara que revelou os massacres do Vietnã, de Milai, e como ele trabalha, assim, é muito legal de ver como ele como ele trabalhava. E desde e é muito impressionante ver que desde que ele revelou os massacres de Milai, depois ele trabalhou na cobertura do Watergate e outro dia mesmo ele tava revelando a as a o pessoal torturado lá em Abugrab, eh sempre
vai ter alguém para dizer que o seu trabalho não tá correto, que você Eh e tá sendo mentiroso ou sempre vai existir isso, porque aquela a tática de matar o mensageiro, isso não é novo. Não é novo. O que é, o que ficou mais difícil é que o ruído é maior, né? Você tem mais vozes falando. Hoje todo mundo que pega uma rede social, tá, tem uma opinião, eh, pode te atacar diretamente ou pode falar alguma coisa. Quer dizer, a coisa ficou mais ruidosa. >> Uhum. Eu não acho que é novo. Faz, Inclusive, faz parte
do nosso trabalho. Se você não quer eh eh lidar com isso, não dá para ser jornalista. Muito menos nessa arena que a gente tá investigativo. Ele falava isso, ele ia. Eu eu eu achei admirável assim o cara defender o próprio trabalho primeiro, eh mostrar porque ele fez determinadas coisas, a certeza que ele tinha das apurações dele, mas enfrentar essa tua meta com serenidade de saber que você fez o seu trabalho porque você tem uma Missão. Isso é uma coisa também, Thiago, que com o tempo eu fui aprendendo a pensar. O uma vez me perguntaram isso,
até o Marcelo Taz me perguntou isso uma vez no programa. você eh me citou essa frase da eh da hum, escrevi isso outro dia, esqueci. Depois eu te falo da quem que fez, não sei se a Virgínia o ouve, depois eu pego aqui. Fala que o jornalista é moral. O jornalismo ele tem que ser moral, você tem que ter uma diferença. É, é inescapável ao Jornalismo essa coisa da distinção entre o certo e o errado. E a primeira vez que eu ouvi isso, eu falei: "Ah, mas isso não parece meio poeril, né? O certo e
o errado. O jornalista é um ser moral. Hoje eu não vejo assim. Hoje eu vejo que você eh eu encaro isso assim. Você tem que ter um senso de missão. Você tem que saber para que que você tá ali, porque é uma profissão difícil. como é a profissão do médico, a do advogado, é uma dificuldade específica, é uma Particularidade da profissão. Você se expõe, você fala, você eh você tem que você muitas vezes tem que dar opinião. Nem todo mundo tem que dar opinião. No meu caso, aconteceu isso, né? A medida que você vai evoluindo,
as pessoas vão pedindo para você estar em várias plataformas, você pode escolher, não dá. Eh, e você só faz isso se você tiver um senso, um senso moral, uma vontade de contribuir para alguma coisa, para Alguém, a vontade de fazer diferença. Eu tenho muita vontade de fazer diferença. Eu não passo 3 anos escrevendo um livro como da Odebrest se eu não quiser ajudar a compreender a história do Brasil, entendeu? A minha ambição é essa, não é? Ah, nossa, sei lá, ganhar rio de dinheiro. Não é isso a minha ambição. Minha ambição é explicar o Brasil,
é viver a história do Brasil, é ajudar, contribuir para entender onde que a gente tá. Muitas vezes eu não ajudo Nada, né? Você me perguntou, você me perguntou aí, ah, não, eh, temos solução. Eu não sei se a gente tem solução, mas eu quero ajudar a mostrar o que que a gente é de verdade, porque eu acho que aí se a gente não conseguir se olhar no espelho de verdade, aí não tem solução. Então, eu eu acho que essa que a essa que é a beleza do jornalismo. Isso não muda. O jornal o same hsh
nos anos 60 na no Vietnã foi lá. É fascinante essa história. Você me Perguntou sobre fontes. O cara contando da de das coberturas do Pentágono. Tinha lá as coletivas de imprensa durante a guerra. O Pentágono ia lá, fazia os seus briefes, a imprensa anotava. Ele achava chato e almoçar com os jornalist, os outros jornalistas. Ele tinha sido reservista, ele entrava no refeitório do Pentágono e ficava lá conversando com os caras. Até que alguém falou para ele: "Pô, aquele Vinim massacre". Hã? Ah, não é assim. Assim você, é o que eu Tô te falando, você tem
que querer ouvir, você tem que tá e procurar as pessoas, não é quem mandaram falar com você, é quem tem a informação que você tá buscando. E o cara assim mudou a história do dos Estados Unidos. É uma pessoa que com o trabalho dele mudou a história dos Estados Unidos. Esse é o jornalismo que para mim não muda, entendeu? O resto é ruído. >> Para quem ficou curioso, que nem eu, já busquei aqui em Busca da verdade o Documentário Netflix. >> É, tá no Netflix, foi lançado agora recente, 19 de dezembro de 2025. >> Lindo,
é lindo. >> Então já fica a dica cultural. >> Anotei. >> É, já tá anotado aí. Eh, Greco, tem tem alguma pergunta? pergunta. >> Manda aí, porque eu tô, eu queria pegar um pouco da opinião da Madu sobre >> Banco Master, mas >> entra aí no papo. >> Boa, eu queria ver com ela eh quais são os elementos, Malu, de uma boa história na tua opinião. Que aquela história que tu bate o olho e pensa: "Nossa, aqui tem que fazer um livro, né?" Tipo, foi o Debrech, foi o Iike. >> É, nos dois casos foi
isso, eram histórias. No caso do IK, foi, eu tava cobrindo aquele caso, eh, todo mundo tava vendo que o Ike tava em decadência e havia uma perplexidade muito grande no Brasil. Como isso foi possível? Era o Nosso mito. Sétimo homem mais rico do Brasil, do do mundo. Sétimo homem mais rico do mundo. Eh, Midas brasileiro, aquela imagem do cara bem-sucedido e e de repente não tinha nada, né, assim, ou não tinha óleo, eh, os investidores quebrando e as pessoas como como e eu tinha ficado cobrindo aquilo pelo exame ao longo de anos. Eu tinha todos
os bloquinhos de 10, sei lá quantos anos que eu cobri o de 2007 a 2014, 7 anos de bloco, tinha uma Estante na minha na minha. Eu falei assim, eu sei contar essa história e eu sei e eu acho que isso vai ajudar a gente a entender um período do Brasil, que foi um período inacreditável, né? O Brasil era rico, o Brasil tava decolando na capa da economies. É como se tivesse aberto uma janela no tempo e aí assim, portal, portal mágico para o desenvolvimento. Ele pulou >> e deu tudo errado. E por que que
deu tudo errado? Aquilo era uma história e Tinha esses elementos. O cara tinha uma Ferrari na sala, era uma personalidade exuberante, era uma figura única. Então tinha as duas coisas, era uma história humana espetacular. que me dava a chance de ajudar a explicar o Brasil. Não vale a pena passar dois anos fazendo um livro se você não tiver uma ambição desse tanto, senão não vai dar certo. E quando eu comecei a fazer o livro do Odebrecht, a mesma coisa. Eu Ainda pensei, pô, Marcelo Odebrecht é bem diferente do Ike, né? O Ike botava uma Ferrari
na sala, dava 20 entrevistas. Marcelo Odebrecht era um cara fechado, introspectiva. Falei: "Ai, meu Deus, como é que eu vou fazer uma história interessante sobre isso, né? Não vai ficar chato uma história de uma empresa?" E aí fiz uma reportagem para Piauí sobre a Odebrch em que eu entendi que havia ali uma história de pai e filho. >> Falei: "Cara, isso isso é universal, é uma história de uma empresa, mas é uma história do Brasil. São décadas, gerações. Tem o Norberto, tem o Emílio, tem o Marcelo. É uma história de gente. Todas as pessoas que
se envolveram com aquela empresa encaravam a empresa como se fosse uma grande família. Tinha até uma parada meio assim, a, não é, a toa que chamava T, a tecnologia empresarial. Eles eram muito vidrados e empenhados, engajados naquilo. Mas existia uma História de um pai e um filho que tentavam conquistar o poder e os presidentes da República. Era uma oportunidade. Eu não posso perder essa oportunidade de mergulhar na história dessa família e ao mesmo tempo ajudar a compreender o Brasil. Isso é sensacional. Aí você já vai me perguntar o M. A mesma coisa. Mas eu não
sei se eu tenho saúde para escrever outro livro. Não, gente, é muita coisa. >> Foi tr anos. >> É, oike foi um ano e meio, mas eu tinha blocos e blocos, tinha muito material, eu tive que organizar material >> e era uma vantagem que o I era uma história realmente não contada, né? Ninguém tinha contado a história daquele jeito. Então eu já eu tinha muito tava muito na frente a Odebrecht, ao contrário, a história estava muito contada. Uhum. >> E eu tinha que voltar para trás e Reconstituir tudo de um jeito único, que era a
história desse pai e desse filho e por que essa história ajudou a definir um período do Brasil. E tem um lance também na sua na sua obra, Malu, que é vai além da apuração, né, que é o a maneira de contar, que acaba sendo muito envolvente, porque eu li primeiro oike, depois a organização >> e o Ike, assim até tem alguns elementos meio caricatos até na história do Ike, Que talvez isso facilite um pouco ali o processo de eh de produção, né? O próprio própria figura do I permite que você seja um pouco mais eh
mais desinibido ali. O The Bresh não é aquela coisa eh muito mais dura, rígida. >> Uhum. >> Cheio de tentáculos, né? Brasil, outros governos, outra. Então assim, >> muito mais complexo, muitas camadas, muitas pessoas. Então assim, é algo que e as duas Histórias são envolventes, assim, a maneira como é contada, eu confesso que a organização dava até raiva a ler, porque você ficava, porque eu li com o o atraso temporal, né? Então eu li uns dois anos atrás e boa parte das coisas estão voltam ali, né? Muita coisa. A gente revivendo esses casos de corrupção,
você fica: "Meu Deus, olha tudo que aconteceu, isso tá contado, tá aqui e a gente tá de novo aqui." >> O livro chega a dar uma raiva mesmo, né? >> Chega >> e até a gente deixa, >> gente, desculpa, >> não é fundamental. Acho que é importante. Acho que é tem vários trabalhos que contam muito sobre a história do Brasil sem ser aula de história do Brasil, né? Mas eu eu sempre recomendo pras pessoas eh o tem aquele documentário no Globo Play que é o vale escrito. >> Sim. Espetacular. Excelente. >> Narrado pelo Pedro Bial.
Enfim, parece que vai ter a segunda temporada agora, né? Enfim, >> explica o Brasil também. >> Aquilo explica principalmente o Rio de Janeiro, mas fala muito sobre o Brasil, assim. né? Então são coisas que nós como brasileiros, né, sejamos nós jornalistas, empreendedores, contadores de história, A gente tem obrigação de saber isso, porque é o que nos explica, é o que diz o que somos. >> É, inclusive a a o esse vídeo foi um dos mais longos que a gente fez, foi 45 minutos e ficou muita coisa de fora de >> porque não dava, >> você
entendeu o meu problema, né? 540 páginas de livro. que cara tem que ler esse livro. Todo mundo tá vendo. >> Realmente vale muito a pena. Vale muito a pena. >> Tipo, assiste o vídeo, mas depois vai lá. >> Não, não tem como ver o vídeo, não querer ler o livro depois, né? Enfim. >> Eh, eu ia perguntar sobre a Ah, Malu, pergunta meio chata, mas eh porque eu não sei quantas pessoas devem me perguntar isso para você, né? Mas vem Banco Master, >> mas o que que tá ac? Tô meio perdido quando alguém vem te
perguntar isso aí, como é que você não tô querendo já te Dar ideia de escrever um livro, mas como é que você contaria hoje o que que é essa história do Banco Master, né? Contando para alguém que não sintonizou tanto aí o noticiário de vez em quando eu faço isso, alguém me pergunta: "O que que é essa história do Banco Master?" Eu tento explicar da forma mais simples possível, porque na prática é um banco que descobri, que que vendeu produtos financeiros, né, investimentos num rendimento acima do mercado, em teoria Deveria ter entregue esses investimentos, pagar
o CDB. Você quando compra um investimento, você compra lá um fundo que no prazo de um ano vai te dar 125% de rendimento, rendimento acima dos juros. É, vai te dar, sei lá, 13%, 14%, depende. Eh, e nesse prazo o cara tem que te entregar. Que que ele fez com o seu dinheiro? Comprou ativos que não cobririam isso. Como que ele vai te entregar o lucro? Ele vai comprar os Ativos, vender outros, vender acima do preço e o lucro que ele vai fazer vai ser suficiente para te pagar e pagar todo mundo. Ele comprou uns
ativos ruins, propositalmente ou não, alguns propositalmente, outros não, e botou no balanço dele um monte de ativo ruim. E o dinheiro foi sendo gasto em outras coisas que hoje a gente vê quais são. E aí quando chegou na hora de pagar deu ruim, não tinha o dinheiro. >> Cadê o dinheiro? >> É. E ao longo do tempo as pessoas quem via isso e podia fazer o negócio parar não fez, né? vário, como a gente falou aí, vários cúmplices, várias etapas poderiam ter vários eh órgãos, pessoas, autoridades, eh o próprio, talvez o próprio mercado, outros bancos,
>> auditorias, você tem uma 100 um 100 número de personagens aí dessa história que poderia ter ajudado a interromper. Foi exatamente isso que eu escrevi na na coluna da semana passada, uma Quantidade. Eu até escrevi isso na coluna. Se cada um tivesse feito o seu serviço, em algum momento alguém tinha parado esse sujeito, esse banco, esse sistema. Não foi feito, né? Al, várias pessoas deixaram de fazer o seu serviço em vários momentos e a coisa cresceu como bola de neve, porque ao mesmo tempo tinha muita gente ganhando, né? as comissões muito altas, eh, os contratos
milionários, o acesso que ele tinha ao Congresso e ao Executivo. E isso levou essa bola de neve que nós temos hoje. Resultado, na hora que chegou a hora de pagar, não tinha o dinheiro para pagar. Ele começou a buscar socorro, não conseguiu socorro a tempo, quebrou, foi liquidado e hoje é um escândalo financeiro. E só pegar uma informação que acho que saiu ontem isso aqui, no dia da liquidação, né, o Master tinha 4,8 milhões em caixa. >> Em caixa, >> pois é. >> E 48,6 milhões para pagar só de CDB nesse dia. Então já tava
ali, é com o cobertor, nem não dá nem para dizer um cobertor curto, né? Tava com guardanapo ali no lugar do coberto. >> Tava completamente desguarnecido. >> É. Não. E tem umas bizarrice também, né, maluc? Eu tava vendo tua entrevista na Rádio Gaúcha semana passada e que tinha uma empresa de de túnel de vento, né, para para festas 149 milhões na empresa de túnel de vento. >> Como é que ninguém bate o olho no balanço e questiona, tipo, pô, isso aqui vale tudo isso mesmo, né? Então, >> e as pessoas se questionavam, né? Muitas vezes
eu ouvi isso, mas não sei, eles davam respostas que ou mirabolantes ou sei lá, o negócio foi indo 449 milhões e essa empresa fez o quê? Comprou produtos do master produtos, né? >> Então é a bicicleta, né? Vai realimentar. >> E além disso ele também ostentando muito, né? Que nem acho que foi esses dias que tu soltou o do Goofstam G700 dele, que é mais de R00 milhões deais milhões deais num único avião, né? que ele tinha outros também, né? Então assim, >> então >> e e aí >> sinais exteriores, né? Tem coisas que dá
para ver, né? Você não vê se você >> lemb um pouco o caso do ED Marc de Ferreira, né? Que fez a casa mais cara do Brasil também. E mas tu pensava assim, cara, o Banco Santos não é tão relevante assim, a ponto dele ter uma casa do outro lado da rua do safra, né? Que era mais de R$ 100 milhões deais. Tipo, >> se é um Moreira Sales da vida, um safro, tô até OK, os caras os caras são gigantes, mas o cara do Banco Santos, o Banco Master, né, não tem uma relevância tão
grande, né, no mercado. E e Malu, é, A gente já fez um paralelo entre, é, o os seus outros dois livros com o Master, né? Então, Odebrash, Empresas do Ike e Master. Mas olhando pro CPF, não pro CNPJ, o que que você poderia falar da pessoa Vorcaro fazendo esse paralelos? Porque eu eu acho que até nisso tudo eh eu eu acho que ele tem até um histórico menor do que, quer dizer, eu não acho, né? Basta ver o o a trajetória dele dentro do mercado setor bancário, né? Não, não tem a mesma trajetória que teve
o ikike. Por mais que você possa questionar o Ike, há muito tempo ali ele tentava empreender. Inclusive, quando você falou de pai e filho, lembrei muito o Ike quando deu uma entrevista pra gente aqui, eu senti nele uma pessoa que parece que no final do dia ele sempre buscou a aprovação do pai, o Eliésar. >> Uhum. que foi um foi presidente da Vale, um super eh construtor e parece que o Ike nunca teve aquela bênção dele a tudo Que fazia. Então ele buscou sempre essa aprovação e na relação pai e filho na Odebrecht também é
muito forte, mas no caso do Ike também, mas enfim, o que dá para ver ali de ponto em comum ou se não tem ponto em comum, enfim, até olhar mais pro CPF e não pro CNPJ. Olha, não me aprofundei tanto assim na história do Vorcaro para saber detalhes da vida dele, mas eu acho que tem essa ambição, né? Visível que era uma pessoa ambiciosa. Acho que era um bom vendedor, né? Todo mundo fala isso. Inclusive, quem me falou isso outro dia, acho que põe num programa, se você tivesse com ele, não, quem que me falou
isso, gente? Não tô me lembrando, mas ouvi isso. Eh, se tivesse numa mesa com ele aqui, mesmo diante de todas as dificuldades, meia hora ele te vendia um CDB, uma pessoa gentil, muito convincente, muito articulado, né? E acho que soube aproveitar as brechas que ofereceram Para ele muito e com uma noção de risco um pouco diferente da média do das pessoas, né? Assim, muita gente nessa situação em que ele se viu não teria ido tão longe, né? Acho que tem um apetite para risco fora do normal, né? Muito além do da média do mercado que
levou essa situação, né? Porque >> você precisa, >> o cara agressivo, né? >> É, tem uma agressividade nos negócios. Os três tem, os três têm, na verdade, Mas eu acho que talvez nesse caso, dado o que a gente tá vendo agora, né, que não tinha lastro, então agressividade desproporcional, né, ao tamanho. Oike também não tinha tanto laço, mas eu acho que tinha eh tinha esse histórico, tinha o que é bem era bem agressivo também, um cara bem ousado, bem, >> eu espero não ser mal interpretado, mas dos três eu tive interação com o Ikike. Eh,
o, acho que uma coisa que tem no Ike É que você, aquela coisa do da curiosidade genuína, mas eu acho que oke genuinamente acreditava que ia dar certo e talvez em algum momento que ele percebeu, principalmente com a GX, que não ia dar certo e acho que começou a ter os problemas, mas ele por todo o tempo ele realmente ele e ele passava essa energia, né? Aí eu vou até trazer um exemplo claro no episódio que a gente fez aqui foi ano retrasado, então tudo Já tinha acontecido com ele e ele me tira assim do
terno a canetinha da Não era uma caneta, na verdade era um canudinho da Super Can. >> Super Can. Eu vi esse episódio. >> Você lembra disso, cara? Foi um corte >> do nada, né? >> Assim, deu uma audiência absurda. E o que eu recebi de mensagem do cara? Como faz para investir na super cana do Ikke? Eu falei: "Meu Deus, >> ele é muito persuasivo, né? Mas, mas Você não quer nem ler o prospecto, não sei. Vocês já não aprenderam que não dá para investir só pelo discurso com o próprio White, mas >> ele é
muito bom vendedor. >> Sim, ele e quando eu fui pro Rio, >> fiz questão de jantar com Ike e foi assim uma experiência muito curiosa assim, porque você aí você vê um pouco ele desmontado, mas nunca tá desmontado, né? No meio do jantar ele me, eu falei de uma dor no joelho que eu Tava, ele trouxe um PowerPoint para mostrar um produto, juro para você. E eu quase que tava tomando o negócio para curar meu joelho, assim, eu falei: "Não, cara, realmente >> o que que ele te vendeu?" Não entendi. >> Era não, era um
era um produto que ele tinha a base de algumas coisas naturais ali, que >> é assim que tem uns patita, não sei que é patita. >> É, eu Mas assim, ele no meio do jantar Falou: "Não, o que você precisa é desse mineral, traz o PowerPoint". Mostrou o PowerPoint no meio do Mr. Lan lá. Daí você entrou de sócio para poder curar o seu jogo. Foi isso. >> Corta cena, viramos sócio. Não, foi assim, mas ele é um cara é impressionantemente confiante assim. >> É autoconfian. Acho ele, os dois têm muita autoconfiança, eu acho. >>
Sim. É incrível. Malu, não sei se você Tem uma última pergunta, Greco. Eu tenho só mais uma última pergunta. Eu quero que você aproveite esse espaço para mandar uma mensagem pros brasileiros. Meu pai para você. para quem você quiser. Mas assim, o o ponto é eh eu vivi uma boa parte da minha carreira profissional como jornalista e sei o que a sociedade ou como a sociedade começou a pegar um bod expiatório ali e pega uma birra de do trabalho do jornalista. Eu sou aquele cara chato que fala: "Pô, eu Mando lá um algum artigo seu
e o cara, pô, mas não dá para ler, tem que assinar o Globo." Falei: "Ué, assina. Ah, não, manda o print". mandar uma mensagem, então assinem o Globo, você reclama, não é? Que muita gente reclama do sucateamento do jornalismo, mas não assina um jornal para >> Não, o jornalismo exige de o famoso jornalismo de qualidade exige recurso, né, gente? existe, ex, >> mas queria que você falasse um pouco da para passar uma mensagem pras pessoas, enfim, deixar aqui o microfone aberto para você, eh, para quem até não conhecia o seu trabalho e lá no eh,
tanto no Globo quanto no Instagram, já vi até aqui que tá bem grande o perfil, não sei se cresceu muito >> durante esse processo, >> mas enfim, microfone aberto para ti. Bom, sobre o jornalismo, eu sou acho que a pessoa, talvez, eu não sei se eu a Mais adequada ou a menos para falar, porque eu sou muito apaixonada pelo que eu faço e eu acredito realmente que o jornalismo ele tem poder para mudar a sociedade. Se eu não acreditasse, eu não faria o que eu faço. E eu acho que a imprensa, como qualquer instituição, ela
tem eh ela tem seus seus momentos, né? E a mas nunca deixou de ser relevante, nunca deixou de ser importante para o Brasil, para qualquer sociedade civilizada ter Uma imprensa forte. Tem momentos em que só isso eh tá disponível. Então, eu acho que a gente tem que aprender eh a lidar com isso numa democracia. Você tava falando aqui de programas que você fez e que você foi muito criticado, né? >> Ah, no caso da entrevista, é, a gente falou fora do ar, né, da entrevista do José Dirceu, que enfim, até a entrevista aí ao ar,
muita gente de maneira não muito simpática, falando: "Por que que você está entrevistando esse homem, Sendo que você é um canal do mercado financeiro?" É, eu acho que as a gente precisa, ainda mais que a gente tá num ano eleitoral, né? a gente vai ter que se confrontar com debates duros, visões muito diferentes de Brasil e sempre nesses momentos eh aflora uma certa agressividade. E eu não acho realmente, Thiago, que é uma particularidade só nossa, só dos jornalistas. Todo mundo tá que tá nisso, tá envolvido. A gente vê a eleição municipal, como é que foi
em 2024, foi difícil para todo mundo. Aquilo ali tava soberbando as pessoas. Então, acho que a gente deveria tentar fazer um exercício assim, talvez seja o exercício mais importante do ano, tentar se distanciar e como eu tô falando em curiosidade genuína, ouvir realmente o que as outras pessoas falam. Pode ser útil, né? Não, eu sei que é difícil, todo mundo tem os seus os seus vieses, todo mundo já tem suas opiniões, mas num ano como esse, Mais até do que em outros, eu acho que tá na hora da gente abrir os ouvidos, abrir a mente
e começar a ouvir o que as pessoas têm para dizer. Não significa concordar, não significa seguir, eh, ninguém é obrigado a concordar com nada, mas e e sim, ler mais a imprensa profissional. E isso é importante, é difícil para mim falar porque eu sou jornalista, né? Fica difícil a pessoa olhar, falar: "Claro que você vai dizer isso, >> mas eu realmente acredito que não tem outro jeito da gente eh voltar a patamares de civilidade desejáveis numa república, sabe? a gente precisa disso. O que a gente tá vendo nesse caso do Banco Master, eh, se a
gente não tivesse uma imprensa forte, a gente poderia ver o até que saiu no seu blog dos influenciadores que iam ser pagos para falar, para defender >> o Banco Master >> e talvez as vozes contrárias ao master, Por serem atuarem em polos ou pequenos grupos, talvez não iam ter a reverberação que tá tendo o seu trabalho dentro do de instituições fortes, né, consolidadas, né, o o Globo, a CNN, o Globo CBN, desculpa, o Globo News. Eh, isso acaba tendo um um estofo, né, que ajuda também a >> Não, porque o jornalismo profissional ele faz isso,
sabe? ele vai estar sempre aqui. Não interessa eh quem tá mandando, quem tá deixando de mandar, ele vai Estar sempre aqui. E é por isso que eu que por um lado eu acho que teve muita muita mudança, mas ao mesmo tempo existem essas pessoas que fazem jornalismo profissional. Mas é importante que as pessoas entendam que o jornalismo profissional, primeiro, tem o payall, ele custa dinheiro, mas não é só disso que eu tô falando, ele exige e e isso que eu tô que eu que eu acho importante as pessoas saberem, ele exige um método, ele exige
uma técnica, ele Exige preparo. Não tô dizendo que cada um não possa ter seu Instagram, lógico, pelo amor de Deus, todo mundo tem que poder falar tudo, né? Essa ideia de que hoje cada um é dono do seu próprio veículo, eu acho fascinante. Agora você paraa sua eh eh como é que se diz em inglês? seria literacidade, seria pro seu aprendizado, como é que você vai ler o seu o mundo, saber diferenciar quem são seus interlocutores. E por mais que se diga: "Ah, não tem, não preciso Pagar, porque eu tô vendo fulaninho no no Instagram,
não sei quem no YouTube, custa dinheiro." O greco tá aqui, ele sabe quantos meses você passou apurando seus vídeos, não é isso? >> Ah, muitos. Então, eh, sabe, três semanas para fazer um vídeo, ler um livro, ligar para pessoas, juntar informação, isso custa tempo, custa dinheiro para entregar uma coisa de qualidade. Então, claro que há erros, muita gente erra em todos os os as Profissões erram, mas o que fica é a contribuição que a gente dá. E eu acho que no geral o jornalismo brasileiro e e você pode comparar com outros países, é um jornalismo
muito muito independente, é um jornalismo muito diverso. Você não precisa ler só uma uma um jornal, um veículo, um site, você tem 1000 opções. Mas tem diferença, tem diferença na na informação profissional e na informação de na coisa da opinião. Você pode ver tudo, mas entenda que tem uma diferença No tratamento daquela informação e isso vale para você. >> Vale para você aprender como é que você lida com o seu filho na criação dos seus filhos. Vale para você fazer um investimento melhor. Vale para você lidar com a sua carreira, vale para você votar. É
importante. Então não despreze isso porque isso vai fazer diferença. >> Muito bom. Muito bom. >> Excelente. >> Quer soltar uma última pergunta aí? Eu Queria só perguntar pra Malu se em termos de repercussão eh essa cobertura do Banco Master tá sendo a maior, uma das maiores da tua carreira ou teve outros eh outras matérias que tu se lembra que foi Odebrecht? Sei que foi bastante também, mas >> não acho que agora mais porque eu tô em muitos lugares, né? Eu tô na TV, eu tô no rádio, eu tô no Twitter teve a uma época ali
do do das matérias do do Globo, que tava todo mundo falando no Twitter, né, e falando, pô, como uma lua é corajosa, né, tá dando luz nesse problema bizarro, né? Enfim. É, e foi foi acho que foi a cobertura que eu mais que mais teve repercussão, que mais foi falada assim, com certeza >> que está tendo repercuss porque não acabou, maluco. >> Não acabou, sabe-se lá quando acabará, né? >> É, na até na entrevista da Gaúcha tu Falou que eh isso é só a ponta do iceberg, né? Tem mais uns 80%. A gente tava falando
isso hoje no no estúdio I sobre que que vai acontecer, né? se a CPI do master vai ser criada, se não vai ser criada. Eh, muito difícil saber essa altura, mas eu acho que a a o jornalismo e a polícia e as investigações eh são vão ser muito importantes para as revelações que existem, porque que que são necessárias ainda, que podem vir a Acontecer, porque eh é muito difícil quando você tá num ambiente que tá todo mundo de alguma forma enredado ali, né? a existe a tendência do acordão, né? Então isso é, a gente precisa
da imprensa mais uma vez. >> Uhum. >> Então acho que é isso, cara. Vamos continuar trabalhando. Não tem nem é isso. Não tem nem na metade da história não tá contada ainda. Mas você pode fazer seus vídeos grego. É, vai ter que Ser uma série. >> É meu, vai dividindo, vai dividindo em capítulos. Vai ter. >> É o único jeito, porque >> não tem como. Se você for esperar esse caso acabar para fazer o vídeo, você não vai >> cada semana uma coisa nova, né? >> É. Você vai ter que divid em capítulos. >> Não,
aquela do do contrato da escritório de advocacia, R$9 milhões deais, eu fiquei apavorado. >> Apavorado >> 3,6 milhões por mês. >> Por mês durante 36. >> O Márcio Tomás Basso ganhava 20 milhões da Odebrecht e era o o melhor de todos, né? E ela que a Viviane ao que se sabe não é uma, >> eu acho que é o contrário, >> maiores mais alto que que já se tem notícia, não conheço tenha vindo à tona por hora trabalhada também, né? >> Ah, com certeza. >> Não, e o escopo super amplo, né? Mega vago, muito estranho.
>> Enfim, eu fico imaginando como é que deve ser em eventos sociais, né? Sei lá, vai no churrasco de alguém lá, aí chega malu, porque se a gente chega já só fala disso, imagina. É verdade. >> Ah, mas eu saio muito com jornalista. Jornalista já também não quer falar de trabalho. Entendi. Pode virar uma profissão nova, vai ser arroz de festa de falar do Corinthians, gente. Por que Não? >> Não, o Corinthians aqui é >> é >> é aqui tem a ditadura do ditadura alv verde aqui para falar de futebol. >> Então vamos falar da
fictor, >> não? Ah, deixa para ela. Vamos pro YouTube. >> Aí, ó. Podé falar esse assunto? >> Hoje me perguntaram sobre a Victor, falou: "Pô, eu falei: "Não, é que a tem que ver quem vai queimar o filme de Quem, né? Porque o Palmeiras tá jogando tão mal essas de ano que até tá ficando até fio para ficar ficar na camisa do Palmeiras. É, é isso, é isso, >> Malu. Mas eu vamos pro ping-pong porque eu sei que jornalismo não para e você daqui a pouco tem que voltar pro Rio para trabalhar, mas tem perguntas
especiais aqui no Pingpong e são sempre as mesmas para todos os convidados. Você também vai responder, Greco. Então, >> se prepare. Eh, vou começar com Não, ah, Mas é melhor assim. É melhor se preparar por uma semana ou não se preparar, porque aí você já responde de bate pronto. Eu sempre pergunto, um livro de mercado, >> você escreveu um livro técnico? É, pode ser um livro técnico, porque aí não não necessariamente precisa ser de mercado, mas se quiser falar um livro de mercado que você leu, >> um livro técnico, eu não sei falar de livro
técnico, nem livro de mercado, mas Tem dois livros que eu acho muito legais para quem tá no mercado, que um que eu li e reli e mastiguei ele todinho para fazer o livro do Odebrest, que se chama Covil de ladrões ou Dan of the, não sei se vocês já leram, é um livro reportagem sobre o estouro da bolha em 2000, em 1982. que deu origem, que é a história que deu origem a aquele filme com Michael Douglas. Ai meu Deus, sumiu bem agora. Wall Street >> Wall Street Poder e Cob. Isso, exatamente. Esse livro foi
muito importante para mim na minha formação como jornalista e eu acho que todo mundo que tá no mercado financeiro eh deveria ler para entender como são formadas as bolhas, como funciona. É justamente esse o grande tema do livro, né? Ele e ele faz um negócio greco muito parecido com o que eu fiz. Aliás, eu imitei ele. Ele pega as delações premiadas desse caso, o pessoal que tava preso, ele refaz o Caminho de tudo, ele refaz, ele reconta toda aquela história, ele volta nas pessoas que contaram as histórias e ele entrevista todas as outras pessoas que
estão citadas ali e ele reconstrói aquela história a partir de uma visão mais completa. >> Uhum. >> Eu, e esse livro para mim é exemplar de como fazer >> como é que é o nome dele em inglês? É Dan of the tá >> COV ladrões. É na, mas a versão em português é acho que se eu não me engano é da Record. Eu não sei, >> né? Que eu joguei aqui na >> Mas tem em português covil de ladrões. >> É que quando eu joguei na na Amazon aqui, ele ele deu uma uma série. >>
É John Stuart. Achei aqui a versão John Stuart. James Stuart. >> James Stuart. É espetacular esse livro. Depois eu ainda li um outro dele só sobre como contar histórias. em que eu Aprendi demais. How to tell, ah, esqueci, mas James Stuart, eh, os dois, você lê como contar uma história também é muito interessante, como fazer uma narrativa eh eh ser atraente, por que ele fazia determinadas escolhas de de texto, de construção de texto. Eu aprendi muito com esse cara, James Stewart. E tem um outro que eu amo, que se chama O homem que roubou Portugal.
Ah, eu tenho do >> Você já leu esse livro também? É a História de uma grande fraude. >> Um sujeito que, olha, se nós estamos falando aqui desse caso, você não sabe nada, meu filho. Em 1916, um sujeito convenceu o Banco da Inglaterra a imprimir moeda portuguesa e inondou Angola de moeda portuguesa, causou uma inflação em Portugal, imprimiu moeda, não é que ele falsificou moeda, ele aplicou um golpe e conseguiu convencer a casa da moeda inglesa, que que imprimia a moeda portuguesa na Época. E os caras imprimiram moeda real e deram na mão dele. Você
tá pensando o quê, né? O negócio, a história das fraudes, ela é pródiga. >> Sensacional. E você, Grego, suas recomendações de leitura? >> De mercado, >> uma de mercado e uma tema livre. Como a Malu já falou dois aqui, já não sei se vai ter mais >> de mercado. Eu gosto muito de One Up on Wall Street. Peter Lynch. >> Peter Lynch. E um que é de mercado, mas é história no geral, a biografia do Edmon Safra. Eu acho muito boa. >> Ah, é o >> a jornada de um banqueiro. >> Sim, >> achei que
ficou muito bom. >> É, e o seu vídeo ficou muito bom também no >> É, é, foi, mas livro lê. >> É excelente. Acho que tu vai gostar. >> Foi, foi o Racional parecido com o da Debrecha. Tava lendo o livro, falei: "Putz, aqui tem que ter um vídeo. >> Você >> aí do Debrech?" Mesma coisa. Você já leu a do Luiz César? >> Ainda não. Nós recebemos lá e tá >> leia. E Van Santana você lê? >> Sim, >> Van Santana espetacular, né? >> Ivan Santana veio aqui no comecinho do Market Makers >> e
minha última aí ao Rio, eu jantei com ele. >> Aí no final do jantar ele falou: "Você tem que me chamar para um novo podcast". [ __ ] mas é lógico que eu te chamar. Tem muita história boa, né? >> É impossível não ser fã do IV Santos. Ele conta muito bem as histórias boa. Cada livro sensacional. O cara era de Mercado e também foi roteirista do carga pesada, tipo, a história muito interessante, criou o quadro. Não, o cara incrível. É, Ivan Santana vai voltar aqui em breve. Eh, que mais tem no fing? Ah, o
eu pedi para você um livro para não ler. >> Um livro para não ler é difícil para mim, mas eu não leio autoajuda. Não rola. Não leia autoajuda. Boa. Verdade. Essa jogou jogou fácil porque essa aí é >> Você tem algum aí, Greco? Um nome? >> Cara, eu tenho um velho que é do Sef Golden, que é tribos. Eu li justamente como a gente é criador de conteúdo, tem essa questão de criar audiência e criar comunidade, mas eu achei o livro horrível. Péssimo. Parece que tá sempre no na introdução, sabe? >> Ele não vai, ele
não desenvolve, é muito raso, uns umas coisas muito clichê, sabe? Só chavão. Mas no geral ele é um cara que eu gosto também. Mas desse Livro ele pecu. >> Uma música. E por que essa música, Madu Gaspar? >> Uma música. >> Uma música. >> Não lembrava de nenhuma música. Eu não lembrava você ter colocado no >> Então, então vai ser no improviso. >> Ah, então tá. Como a gente tá no carnaval, como é que chama aquela música da B Carvalho? A gente se fala no olhar, no Olhar. Eu só ouço essa música, meu filho, eu
não tô podendo. E João Gomes, que eu tô fascinada com João Gomes, meu meu >> tão >> crush, >> João Gomes. >> Minha, meus gostos não estão muito, né, internacionais. Eu tô super bom suco de Brasil, >> menina. Eu tô vidrado nessa música da Bert Carvalho por causa do carnaval. >> É só essa na minha cabeça. >> E você, meu amigo greco, cara, fui pego de surpresa, né? >> Eu não lembrava que tinha esse negócio de música para falar. >> Pois é, desculpa. Às vezes acontece quando deixa a pauta comigo, eu sempre me f envergonhado
da Time do Pink Floyd. >> Ó, foi lá. O cara caprichou. Gosto muito dessa. Solo é muito bom. >> Aquelas My Way, né? >> My Way é a música mais citada aqui. >> Sério? Aí, ó. Tá vendo? E assim, vem do vem do CEO de empresa ao gestor malucão, >> ao da todo mundo, todo mundo adora My Way. >> Eh, eu tenho, eu queria escrever um texto sobre ela para entender o que fascina. E a música da Bet Carvalho é água de chuva no mar para quem quiser pergua de perfeito. >> Tem uma outra música
que eu amo da Lauren Hill que chama Tio Zion. Conhece essa música? >> Olha, certamente se for famosa já ouvi. >> A senhora dela com o filho dela, como ela decidiu ter o filho dela. É linda, linda, linda. >> De nome eu não me recordo. Falou de música, música com com filho. Eu tô na fase de eu sempre ouvi eh hardcore, né? Eu sou um rock lá da Califórnia e a gente sempre via esses roqueiros falando sobre protesto, sobre não sei o quê. E o último álbum do Gold Finger, a última música é ele cantando
Yesterday I drop You on the College. Tipo, ontem eu deixei você no colegial, no na faculdade. Eu falei: "Caramba, meus ídolos estão ficando muito velhos. Tá deixando o filho na faculdade, tipo." E ele conta de uma musiquinha muito tudo vai ficar bem. Se você precisar de mim, eu tô aqui e tal. Falei, é linda a música, mas eu fiquei, caramba, os caras são da antiga. >> Então essa aí se você vê a é bem. >> É, eu que não tenho filho ainda, fiquei Emocionado, imagina. É, é fofa. Eh, um convidado que vocês gostariam de ver
aqui no Market Makers. Essa eu mandei, né? >> Essa você mandou. >> Ah, então não tem como >> Daniel Vorcaro, manda ver. >> Sabe que ele quase veio? A gente trabalhava no Aia, >> no pré. tava acontecendo ano passado, a gente trabalhava ali no Malzone, o nosso Escritório e o escritório do Master ficava lá. >> E aí nessas coisas assim de falar e um amigo em comum falou: "Vocês querem falar com o porcaro? Toma aqui a assessoria e tal". Tava marcado. E a gente ficou: "Meu, ele não vai vir porque tá tá começando a ficar
muito. >> Foi quando isso? >> Acho que foi perto daquela matéria da Piauí que fizeram o perfil dele. Uhum. >> No momento que já tava começando. >> Especta. Matéria também muito boa. >> E aí horas antes a assessora falou: "Ó, tá tá acontecendo muita coisa, vamos esperar um pouquinho". Aí acabou não rolando, mas quase que tivemos vorcado. >> Por pouco. >> Ia ser um ia ser um papo interessante, aquele Eu gosto muito desse desafio. >> É que agora tá muito tá acho que tá muito até e sensível até demais para falar. >> Sei. >> Mas
é aquele desafio do por que que eu vou falar nesse papo ia ser muito bom. E você tem alguma mais fácil aí, Greco? Porque a Malu já passou um aqui meio difícil. >> É, eu tenho um que queria muito ver, mas é quase impossível nas ginarras. >> Olha, esse aí já tentei muito. Eu recebi diversos nãos, o não educado, o não. Não, uma hora vai, uma hora vai, >> hora vai, né? >> Seria, seria bacana. Mas >> ele ou o Daniel Dantas, eu gostaria de ver que também não vem, né? É difícil, mas deixa anotado
aqui. Vai que ele ouve aí e pensa: "Poxa, >> esse Salomão parece legal". Vou vou falar. >> Vamos lá falar. >> E para fechar, a maior gentileza que já fizeram na vida de vocês, Malu Gasparo, qual foi a maior gentileza? >> Gente, você sabe que é muito difícil achar isso, mas eu fiquei pensando, bom, Eu já, eu, por sorte muitas, muitas pessoas legais na minha vida, mas eu acho que é legal contar uma gentileza de trabalho que eu fiquei me lembrando de quando eu tava em Nova York, menina. 25 anos tentando descobrir um caso lá
do Pita, se ele tinha feito algum negócio com uma empresa. Vocês vocês não vão lembrar disso, tinha uns cabos subterrâneos em São Paulo >> e tinha uma acusação de corrupção contra ele. Metro era o nome da empresa. Nem Sei se existe essa empresa, nem me lembro o que que deu, mas o a gentileza valeu. Eu sem saber o que fazer, como é que as pessoas me davam, o jornalismo tem isso, né? D é Gincana, te dava uma missão. O que que eu faço? Eu liguei, eu vi que tinha uma matéria sobre a Metroad no New
York, New York Post. Liguei pra redação do New York Post, pediu para falar com o repórter que fez aquela matéria e falei: "Me ajuda". Ele falou: "Vou te ajudar. Que que você precisa Saber?" Aí eu falei: "Olha, eu tô cobrindo isso. Eu não sei o que que eu faço, não sei que lá". Falou: "Ó, você vai na na rua tal, tem lá a corte, não sei que lá, o tribunal, não sei quê". Você vai entrar no computador e vai procurar todas as ações trabalhistas dessa empresa e lá você vai botar tal e tal nome e
você vai procurar todos os caras que estão processando dessa empresa. Eu tenho certeza que você vai achar um fulano assim, assim, assim, Você liga para ele. Eu fiz, cara, o cara não me conhecia, uma brasileira, ligou para uma redação, que que eu faço? E o sujeito aí depois ele marcou um café comigo e foi muito legal. Esqueci o nome dele. Era um repórter das antigas que falou: "Coitada dessa menina, né?" >> Foi >> foi muito, cara. Foi uma gentileza, foi uma generosidade. E e eu já, cara, eu já tive muitos jornalistas eh mais experientes do
que eu, que me deram muitas dicas boas. Eu tenho muita, eu não sei se é sorte, né? Acho que é sorte ou sei lá, consigo achar as pessoas que vão me ajudar. Eu só eu só eu tive experiências ruins na carreira, mas eu tive ajuda de muita gente. Eu sou grata a muita gente, muita apareceram vários desses na minha vida, mas esse aí >> que da hora. >> Eu achei muito, muito, foi muito inacreditável assim, >> é muito louco. Como poucos minutos da vida dele que fizeram uma diferença absurda. Mas o vou ver, eu nem
lembro mais o nome dele, mas eu lembro da cara dele, porque depois eu tomei um café com ele. Falei: "Vamos tom, pô, que preciso te agradecer". Aí encontramos, trocamos ideia uma uma outra vez, depois eu fui embora, nem me despedi. Eh, mas e aí eu também assim descobri, entrevistei de Sujeito, mas não foi nenhum grande furo, mas o cara me deu um conselho que eu usei pra vida. >> Uhum. Procure ações trabalhistas da pessoa que você tá investigando. Procure quem tá processando, o que que tá acontecendo, qual é o contexto. Ele deu aquele conselho, eu
tinha 25 anos, falei: "Ô, me deu uma lição, né? >> Foi muito legal esse cara. >> Você me fez lembrar disso, Thiago Salomão. >> Que bom! Então, ó, já trouxe uma >> desengatilhou alguma coisa aí. Vai ter >> Vamos ver se >> eu tô tão foliana hoje acreditando no mundo, né? No Brasil, né? Amanhã você me conta o que você sonhou essa noite, porque agora deve ter destravado tanta coisa. Você deve ter um sonho muito louco essa noite. >> E você, greco? >> Cara, foi a maior gentileza foi os meus Sócios Mateus, Augusto e André
terem topado criar o curioso mercado comigo, né? Largaram seus empregos, né? Acreditaram nessa nesse sonho que, pô, no início lá era tudo mato, né? Não tinha nada. Então isso achou uma uma baita gentileza. E aí hoje o negócio tá andando, graças a Deus, né? Tá crescendo e tal. Mas é, mas olhando para trás, tu vê, né, que foi uma, tomaram risco, né, de ir junto, Tipo, >> o Augusto, por exemplo, largou o emprego dele na Tramontina, né? Então, assim, tu troca o certo pelo duvidoso, né? Tipo, as pessoas nem entende o que que é o
nosso negócio. Como é que você ganha dinheiro? explicar pra mãe dele, pra avó, né? Ah, vou largar Tramontino. Então isso eu agradeço muito a eles. >> O Augusto que é o jogador de médic, >> não é o André? >> André jogador de médico, largou o emprego também para pro curioso. >> Muito bom. E bom, e parabéns pelo trabalho que vocês fazem lá. >> Obrigado, meu amigo. >> Invejável e espero que mais pessoas conheçam e foi muito legal ter feito essa colab. A primeira >> primeira de muitas, >> primeira de muitas. Malu, espero que você tenha
gostado da experiência, porque acho que você tem Conteúdo para voltar aqui e contar mais algumas histórias. A gente mal falou, >> a gente mal falou de organização, me pede para falar, eu saio falando, né? >> Mas obrigado demais. Espero que vocês tenham gostado. >> Gostei muito. Obrigada, gente. >> Valeu. Você que viu o episódio até o final, joinha no vídeo, se inscreve no canal. Toda terça, quinta e domingo às 18 horas eu tô aqui no YouTube ou na sua plataforma de podcast. Lembrando, Marketmakers tem outros programas. Segunda-feira tem Risco Brasil. Quarta-feira tem o Second Level,
sábado tem o Crypton Never Zips, tem conteúdo a Vera para todos vocês, para todos os gostos. Até a próxima e tchau.