[Música] olá olá pessoal sejam bem-vindos Esse é o segundo vídeo sobre clivagem mas nele nós vamos falar na verdade sobre sentenças relativas porque antes de falarmos sobre o fenômeno da pseudo clivagem nós vamos precisar entender como funciona um subtipo específico de sentença relativa no vídeo anterior nós falamos sobre a clivagem e falamos sobre três tipos de sentenças clivadas as clivadas básicas as invertidas e as sem cópula as clivadas básicas têm uma estrutura como inum em que nós temos a cópula o verbo ser o elemento clivado que em um é o sintagma nominal João depois a
forma q e depois disso o restante da sentença foi João que assaltou o Banco isso sentença clivada clivada básica em que o elemento clivado é João e algo importante é que na sentença clivada tanto na básica quanto na invertida e na sem cópula esse elemento q é invariável portanto se nós tivermos uma sentença como dois que é muito parecida com um foi João Quem utor banco A única diferença é que nós temos quem ao invés de que isso parece uma clivagem e pode até ser considerado clivagem um sentido amplo Mas isso não é especificamente uma
sentença clivada é uma sentença de um outro tipo que nós vamos chamar de pseudo clivagem é uma sentença pseudo clivada para a gente entender o que que é uma sentença pseudo clivada primeiro nós precisamos entender o que são as relativas livres e as sentenças relativas podem ser classificadas de acordo com alguns critérios e um dos critérios de possível classificação acaba identificando as sentenças relativas que T núcleo nominal e as sentenças relativas Livres Então vamos primeiro entender o que é uma sentença relativa com núcleo nominal que é o caso mais geral o caso mais representativo das
relativas para depois entendermos o que que seria uma relativa livre então uma relativa com núcleo nominal a gente pode identificar a partir de uma sentença como três que não tem uma sentença relativa ainda nós temos uma sentença sem relativa o livro ainda não chegou em que nós temos aí o livro como um sintagma nominal exercendo a função de sujeito mas nós podemos expandir esse sintagma nominal a partir do acréscimo de modificadores vários como adjetivos sintagmas preposicionais e também podemos acrescentar uma sentença relativa modificando esse SN nós teríamos então uma sentença como o livro que João
comprou ainda não chegou nessa sentença Agora toda a sequência o livro que João comprou é o sujeito do verbo chegou e é um sintagma nominal só que dentro desse sintagma nominal nós temos uma sentença relativa que João comprou então nós temos um núcleo nominal livro e temos a relativa modificando esse núcleo nominal isso então é uma relativa com núcleo nominal para outro exemplo em quatro eu ajudei a vizinha que sofreu um acidente nós temos aí a vizinha que sofreu um acidente como um sintagma nominal que é complemento do verbo ajudei e dentro desse sintagma nominal
nós temos uma relativa que sofreu um acidente ao ponto de que nós temos vizinha como núcleo nominal e que sofreu um acidente como a relativa que modifica esse núcleo nominal para mais um exemplo em cinco Paulo visitou o local em que Church nasceu ou podemos ter no lugar de em que onde o local onde O Church nasceu e nessa sentença nós temos local como o núcleo nominal e em que Church nasceu como a relativa que modifica esse núcleo nominal na versão em que nós temos onde ao invés de em que iniciando a relativa nós temos
exatamente a mesma coisa uma relativa modificando o nome Essa é a situação mais normal mais corriqueira e mais mais típica das sentenças relativas só que é possível existir também sentenças relativas em que o núcleo nominal está ausente em que um pronome relativo acaba substituindo o próprio núcleo nominal e fazendo com que ele seja dispensável nesse caso nós vamos ter relativos que não são apenas o q nós vamos ter relativos com mais personalidade digamos assim como quem o que quando onde que são relativos que possuem traços semânticos mais específicos mais delimitados do que apenas o q
se nós voltarmos pro exemplo três em que nós temos o livro que João comprou que é um SN com uma sentença relativa nós podemos criar uma versão desse dado dessa sentença com uma relativa livre trocando toda a sequência o livro que por algo como o que o que João comprou ainda não chegou então o que João comprou é o sujeito do verbo chegou é uma relativa porque é uma oração iniciada por pronome relativo mas nós não temos o núcleo nominal modificado a interpretação dessa sentença acaba sendo alguma coisa do tipo a coisa que João comprou
mas nós não temos aí o núcleo nominal modificado nós podemos pegar a sentença quatro eu ajudei a vizinha que sofreu uma acidente e a sequência a vizinha que pode ser substituído apenas pelo relativo quem eu ajudei quem sofreu um acidente no sentido de a pessoa que sofreu um acidente a sentença oito então tem na posição de complemento do verbo ajudei uma sentença relativa livre a mesma coisa acontece em cinco Paulo visitou o local em que Church nasceu nós podemos ter ao invés de o local em que apenas o relativo onde Paulo visitou onde Church nasceu
em 10 uma sentença como Maria anotou a hora em que o acidente aconteceu nós podemos ter ao invés de a hora em que quando Maria anotou quando o acidente aconteceu notem aqui que essa oração corresponde ao objeto direto de anotou quando o acidente aconteceu é o elemento anotado Então ela anotou a hora a informação temporal é que ela anotou ela pode ter anotado isso imediatamente quando o acidente aconteceu out até no dia seguinte nós não estamos falando que Maria anotou algo e essa anotação foi no momento em que o acidente aconteceu não a anotação foi
a informação sobre quando o acidente aconteceu então isso aí é uma relativa na função nominal na função de objeto direto e essa relativa é uma relativa livre porque ela tem a cabeça relativa mas não tem a cabeça nominal o núcleo nominal modificado a algo semelhante também acontece em 12 nós podemos ter Maria viu a pessoa Com que João almoçou e podemos trocar tudo isso por com quem a Maria viu com quem João almoçou em que notem esse quem aí Está Em substituição ao núcleo nominal mas está preposicionado porque a informação aí é de companhia e
esse elemento corresponde a um adjunto do verbo almoçar mas mas toda relativa aí é objeto do verbo vi então basicamente uma sentença relativa livre é uma sentença que tem uma estrutura de relativa mas ela funciona como se fosse o próprio sintagma nominal porque ela não está modificando um elemento nominal prévio ela é encabeçada por um pronome relativo que já tem alguma propriedade mais específica como por exemplo quem que já possui o traço mais humano o que que já possui um traço mais objeto o quando que já possui um traço mais tempo temporal o onde que
já possui um traço mais locativo etc com base nessa informação nessa diferença entre sentenças relativas livres e as com núcleo nominal no próximo vídeo nós vamos ver o que são as sentenças pseudo e vamos ver o papel que as sentenças relativas Livres t nas sentenças cadas nós ficamos por aqui até a próxima e Deus abençoe vocês