Boa tarde a todas todos os participantes do 17º Congresso Brasileiro de assistente sociais o cbas em especial participantes da plenária simultânea serviço social na luta pela terra no direito à cidade e na questão ambiental no Brasil sintam-se acolhides pois estamos iniciando os trabalhos dessa tarde eu sou mais Lis garibote rusa assistente social professora do departamento de Serviço social da Universidade Federal de Santa Catarina coordenadora do gtp que estão agrária Urbano e ambiental e serviço social da bets sou uma mulher branca olhos e cabelos castanhos que são lisos e estão abaixo dos ombros Estou vestindo uma
blusa vermelho forte e tenho um lenço colorido ao meu fundo tem uma prateleira de livros e ao centro à direita um quadro com cartaz dos 80 Anos do serviço social no Brasil e abaixo uma impressora e a esquerda o cantinho de um armário de madeira na dinâmica desta plenária nós teremos um primeiro momento para ouvirmos as contribuições das palestrantes que terão 40 minutos cada para na sequência abrirmos o debate por outros 40 minutos as perguntas poderão ser feitas pelo chat e organizaremos elas em blocos de três sugerimos que aquelas aqueles que desejarem fazer perguntas Escreva
uma Palavra Pergunta antes para facilitar a identificação das questões no chat dito isso tem alegria de receber e apresentar nossas convidadas as professoras Joana Valente e Tânia Diniz desde já agradecemos o aceite de vocês para estarem conosco nesta tarde sejam bem-vindas e eu começo apresentando a professora Joana que será a primeira a trazer suas contribuições para nossa tarde Professora Joana Valente é do Pará é doutor em Serviço Social pela UFRJ docente da faculdade do programa de pós-graduação em serviço social da federal do Pará coordenadora do grupo de estudos e pesquisas cidade habitação e espaço humano
o gep e atual coordenadora junta da área de serviço social da Capes no período de 2018 a 2022 bem-vinda Joana fica à vontade e você tem 40 minutos aí para suas Contribuições então boa tarde primeiro eu gostaria de fazer a minha descrição Eu sou uma mulher branca eu uso um óculos né tem um cabelo castanho escuro que está na na altura do ombro eu uso uma blusa branca e um colar vermelho ao fundo eu tenho uma parede com cores que imitam um tijolinho bem então eu gostaria de iniciar essa nossa tarde né dando boa tarde
a todas as pessoas participantes do Congresso Brasileiro de Assistentes sociais esse que é o maior encontro da categoria E eu encontro onde nós renovamos as nossas energias para o trabalho profissional e para as lutas das quais não podemos abrir mão pelo projeto profissional que temos construído em favor da classe trabalhadora e contra todas as formas de opressão inicialmente eu gostaria de agradecer o convite da organização do evento do cefeis do cress da BEP e da inesse e um Particular agradecimento ao professor Rodrigo Teixeira que me fez o convite para participar desta vez também tem a
alegria em dividi-la com a professora tem a Diniz companheira do gpp da abep do gtp de questões agrária Urbana ambiental e serviço social e também de companheira de atividades acadêmicas de extensão que temos feito né na formação continuada de assistente sociais sobre o trabalho social na habitação Também faço uma saudação a professora Mais usa e a professora mauricleia Soares que estão é trabalhando honestamente faça uma saudação especial e as assistentes sociais que participam deste congresso aos profissionais das demais áreas que estejam participando aos e as docentes pesquisadores e pesquisadoras e também de ciências de graduação
e pós-graduação gostaria de fazer um agradecimento especial ao meu orientando Leonardo Miranda da UFPA que me ajudou na colaboração de alguns dados Desta palestra gostaria de iniciar né também sinalizar que a professora tanha Diniz e eu nós fizemos uma divisão da discussão da ementa né que foi proposta pelo evento para evitar repetições e também nós temos tempo para aprofundar é as temáticas do evento da emenda eu vou trabalhar a primeira parte dos fundamentos né e Tânia vai discutir é o serviço social na relação agrária Urbana e ambiental bem então eu inicio dizendo Né que o
serviço social brasileiro se Ancora em uma perspectiva teórica crítica e dialética que busca aprender os processos da vida social como uma totalidade de complexos por esse motivo a discussão sobre a luta pela terra o direito à cidade e a questão ambiental que é o tema da mesa no Brasil possuem imediações próprias a sociabilidade burguesa em sua relação contraditória entre o capital e o trabalho Isto é Possuem imediações referentes a lógica constituinte do modo de produção capitalista que conforme assinala harve tem a busca do lucro como seu objetivo direto e socialmente assim nas diretrizes curriculares da
abepss está o núcleo da fundamentação para o aprofundamento do estudo das contradições da ordem burguesa particularmente a apreensão sobre a questão social em termos teóricos e Históricos a medida que essas diretrizes se assentam na Perspectiva do método do materialismo histórico e dialético ela nos dá sustentação teórica para avançar na apreensão do conjunto das contradições sociais escritas na particularidade histórica da vida social essa base de sustentação permitiu que o serviço social brasileiro avançasse na discussões sobre a questão agrária Urbana e ambiental Apresentando uma radical crítica aos processos de apropriação do território a destrutividade ambiental e a
expropriação dos produtores diretos os trabalhadores assalariados em formas cada vez mais precarizadas processo este que Avança continuadamente para os povos e comunidades tradicionais a fundamentação teórica sobre a questão agrária Urbana e ambiental é da maior importância para o trabalho profissional do assistente social e equipes de Trabalho social inseridas em políticas fundiárias urbanas habitacionais e ambientais assim se retualiza o desafio de aprendermos a materialidade desculpa as modalidades de acumulação do Capital Esse é o processo destrutivo da natureza e da alta exploração da força de trabalho também aprender os rebatimentos na vida concreta de pessoas que morando
no campo ou na cidade São atravessadas pelas contradições próprias da ordem burguesa também é importante que nós Deixemos Claro qual posicionamento do serviço social brasileiro no apoio as formas de luta pela terra pelo direito à cidade e na defesa da vida bem A análise sobre a questão da terra não pode ser feita sem apreensão dos fundamentos sócios históricos a disputa histórica pela terra pela classe dominante sempre foi feito com expropriações violentas e sangrentas é uma disputa desigual que se renova no tempo e no espaço a teoria Marciana nos dá o caminho para a apreensão desse
processo da desigualdade no uso e ocupação da terra mas contribuiu para a explicação desses fundamentos quando demonstra que existe uma unidade dialética da relação humanidade e natureza na obra a ideologia alemã Marx e em deus demonstram que toda a produção material da vida humana é mediada pelo trabalho que é a relação inalimável entre homem e natureza ou como afirmam os autores Enquanto existirem homens história da natureza e história dos homens se consolarão mutuamente Então o que nos interessa destacar é que para a satisfação de suas necessidades a humanidade carece da relação com a natureza pela
mediação do Trabalho em qualquer sociedade Entretanto a ordem burguesa instaura uma divisão do trabalho onde Como diz Marx a sociedade inteira tem que se sentir nas duas classes dos proprietários e dos Trabalhadores sem propriedades ou nos dizeres de lefevre a divisão social do trabalho passa a ser orientada para o atendimento das exigências do mercado nesta sociedade ocorre a separação do Produtor dos meios de produção estes que passam a ser controlados pela burguesia segundo Marx ocorre um processo de separação do trabalhador da propriedade das condições de seu trabalho a separação do produtor de seus meios de
produção é uma questão Central que mar se discute como o processo de alienação base da propriedade privada que se dá no processo de trabalho no resultado do processo de trabalho mas não somente Como diz Marx na medida em que o trabalho alienado ali no homem um a natureza e dor assim mesmo a sua função ativa própria a sua atividade Vital aliena do homem o gênero que ele faz da vida do gênero o meio de vida individual Desse ponto de vista dos fundamentos a teoria Marciana vai tratar da necessidade imperiosa de resgate da relação humanidade e
natureza na produção da vida humana na sua forma complexa recuperando o conjunto das objetivações humanas recuperação esta que somente pode ser feita e Oposição a ordem burguesa com a recuperação do trabalho humanizado e coletivo que se volte para a satisfação da necessidades humanas Valorizando o gênero humano como elemento de igualdade mais respeitando a diferença dos seres humanos o serviço social brasileiro reafirma este Esse princípio de sociabilidade humana para o enfrentamento das demandas postas ao trabalho profissional em equipe de trabalho social que envolvam as políticas Urbana agrárias e ambientais sinteticamente a sociedade capitalista se assenta conforme
aponta professores Isabel Cardoso na exploração da força de trabalho na apropriação privada da riqueza socialmente gerada pelo trabalho no processo exponencial de valorização do valor no desenvolvimento contínuo e predatório das forças produtivas na expropriação sempre Renovada da terra e outros meios de vida dos trabalhadores através da propriedade privada da Terra e da natureza na expropriação do direito garantidores da reprodução social e sustentados tem Políticas e recursos públicos na dominação predatória da natureza e em diferentes formas de opressão e dominação de gênero e de raça a relação humanidade e natureza é cada vez mais tensionada pelos
crescentes conflitos de classe em várias escalas pois o capital avança para a apropriação dos territórios com a necessária a destruição da natureza e a desarticulação dos modos de vida seja em área urbanas como área rurais A exemplo Das Comunidades tradicionais conforme assinalam Araújo e Silva ganha relevo o caráter qualitativamente superior da destrutividade ambiental levada a termo pela atividade humana a partir da Revolução Industrial notadamente com o uso de combustíveis fósseis os impactos desse processo teriam se acelerado e aprofundado consideravelmente desde meados do século 20 alterando as condições naturais da reprodução de vida na Terra Conforme
assinala David harve o capital avança mediante um processo de mobilidade geográfica para todas as regiões possíveis do mundo em busca de produção de mercadorias visando o lucro Não importando Qual mercadoria será produzida reproduzindo as contradições Da Lógica da desigualdade social entre o capital e trabalho uma das modalidades de busca de lucro pelo capital tem sido o processo de exploração dos recursos naturais pela Lógica da financialização da natureza particularmente nos países da América Latina reatualizando os processos de colonização e do racismo baseado na exploração da força de trabalho e Destruição da natureza as professoras Araújo e
graça Silva que são especialistas no estudo da questão ambiental lembram que os estados nacionais de base Ultra Liberal tem contribuído com o Desenvolvimento tanto da exploração do trabalho e espoliação dos bens naturais quanto da intensa mercantilização financeira da natureza segundo as autoras Nesse contexto as corporações transnacionais de grande porte controlam os recursos naturais por processos especulativos mediante certificações créditos ações e títulos os recursos naturais são transformados em commodities onde produtos como trigo o arroz minério de ferro especialmente Lítio tem seu valor de troca definidos em escala Global sendo os preços dessas mercadorias determinados pelo mercado
financeiro a partir de bolsas de mercadorias e bolsa de valores entre outros Além disso Continua as autoras são criados ativos financeiros referentes a bens e serviços ambientais com a separação de bens naturais a exemplo da terra do ar da biodiversidade e dos serviços ambientais como a emissão de carbono e a disseminação de sementes Entre outros monerar chama atenção para o fato de que o mercado de carbono é uma das expressões da modalidade da financialização da natureza por esse mecanismo as empresas de grande porte mediante a certificações podem continuar poluindo por essas transações afirmam Araújo Silva
as grandes empresas que desejam manter o nível de poluição acima do estabelecido podem comprar uma cota de Outra empresa que tenham o menor nível de poluição ambiental adquirir assim um crédito ou um direito de poluir em síntese como disjuntoras empresas lucram com especulação dos créditos adquiridos enquanto exercem o direito de poluir ao mesmo tempo em que países altamente poluidores também compram este direito Bárbara homem destaca que por trás do discurso e prática da economia verde estão os interesses capitalistas pela demanda de Combustíveis fósseis recursos minerais e biológicos e para tal o capital cria soluções práticas
para ampliação dos lucros das empresas e avança para apropriação da Terra em escala planetária e essa proteção coloca cada vez mais em risco a produção de alimentos para os seres humanos ampliando a insegurança alimentar não é à toa que as empresas multinacionais a exemplo da Monsanto procter e Gamble chevron best Big Energy Big Farma Big Food Big Time controlar as cadeias de produção e a informação tecnológica e genética sobre método de produção Como a energia a biomassa sementes água e Terra enquanto isso os pequenos agricultores e os trabalhadores rurais que efetivamente protegem a floresta tem
menor poder de decisão nas instâncias globais para defender seus interesses Oliveira vai destacar o papel do estado e dos organismos internacionais para Formulação dos acordos internacionais como a copy que foi a conferência das Nações Unidas sobre a mudança de clima de 2021 na defesa dos interesses das grandes empresas capitalistas um exemplo concreto do papel do estado na acomodação dos interesses capitalistas é o plano de recuperação verde da Amazônia Legal de responsabilidade dos governos dos Estados da Amazônia brasileira o referido plano é a expressão ideológica do papel do estado na defesa da natureza Quando na verdade
esconde os interesses do grande capital o plano teria sido criado para impedir o desmatamento legal e diminuir a ereção de gases do efeito estufa prever o plano a utilização de novas tecnologias para produzir soluções sustentáveis na floresta mediante investimentos infraestrutura verde e serviços básicos o plano resulta de um consórcio interestadual de desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal formado por seus nove estados o Acre o Amapá o Amazonas Mato Grosso Maranhão Pará Rondônia Roraima e Tocantins por trás dos objetivos declarados do referido plano de combater o desmatamento legal dentre outros esconde-se mais uma estratégia do estado na
modalidade de parceria público-privada que envolve o endividamento dos estados nacionais na lógica da finalização da economia visto que os recursos para financiar a carteira de projeto do Privê serão Públicos e privados externos e internos e captados por meio do mecanismo financeiro de consórcio sendo que o fundo brasileiro para a biodiversidade funbio é o agente financeiro do mecanismo fundo este pactuado em dezembro de 2019 por ocasião da Copa 25 enquanto isso avança O agronegócio no país que corresponde a 25.5% do pedido brasileiro com o total apoio do governo atual que flexibiliza as obrigações sócio orientadas empresas
a bancada Ruralista defende aprovação dos projetos de lei chamado de combo da Morte incluindo pele do veneno que diminui o controle no processo de avaliação de agrotóxicos pela Anvisa e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente além dos peles 4907 e 191 2020 que estabelece o barco temporal para demarcação de terras indígenas e a legalização da exploração dos Minérios nesses territórios sempre é bom lembrar que como parte dessa engrenagem verifica-se que o Brasil é um Dos países com maior consumo de agrotóxicos do mundo em todo mundo segundo Observatório do agronegócio no Brasil do ano de 2022
durante o período mais avançado da pandemia o governo federal avaliou as atividades das mineradoras como essenciais através da portaria 135 do ministério das minas e energias e do Decreto 10.329 de 2020 Nesse contexto no ano de 2020 o faturamento total do setor extrativo mineral brasileiro foi de 209 Bilhões o que corresponde ao aumento de 36% em comparação aos 153 bilhões faturados no ano de 2019 os impactos sócio ambientais da mineração nos territórios são Avassaladores com destaque para aqueles que incidem diretamente na saúde e no trabalho das populações também na fauna fora dados da Fundação Oswaldo
Cruz em parceria com a ONG wwwf Brasil demonstram que a exploração ilegal de minerais tem provocado uma Série de problemas para etnias que vivem em regiões impactadas pela mineração como a contaminação de rios peixes e pessoas por mercúrio além de ampliar os conflitos pela posse da terra parte considerável desta populações apresentam níveis de mercúrio acima de limites Seguros entre as consequências da contaminação pelo metal estão a má formação de bebês doenças neurológicas problemas de visão e audição e problemas de Neurodesenvolvimento além disso cerca de 11 mil 11 quase 12 mil quilômetros quadrados de Floresta Amazônica
foi desmatada pela mineração entre 2005 e 2015 ao longo de 2019 o desmatamento causado pela atividade mineradora registrou recordes e avanços e avançou sobre a área de conservação para um ano de 2021 a mineração devastou 125 km quadrado a maior marca desde o início da série histórica do sistema uma alta de 62% em relação ao 2018 ano da eleição do atual presidente da república as atividades da agropecuária em especial bovina e da extração da madeira contribuem fortemente para o desmatamento de acordo com o monitor da floresta do planeta cerca de 400 milhões de árvores foram
derrubadas na Amazônia brasileira apenas entre o período de Primeiro de Janeiro a 15 de setembro de 2022 embora o desmatamento não seja recente houve forte ampliação no atual Governo Essas atividades demonstram a força do Capital na disputa violenta desigual pelo domínio e controle das terras com ampliação dos conflitos de terras que atingem trabalhadores e trabalhadoras rurais agricultores e agricultoras familiares comunidades indígenas quilombolas ribeirinhas extrativistas e outros povos do campo da floresta e das Águas dados levantados pela CPT apontam o agravamento da violência no campo entre 2011 e 2015 foram registrados [Música] 6.737 conflitos no campo
envolvendo margem Três e Meio milhões de pessoas no período seguinte de 2016 a 2021 esses números subiram a 10 mil 384 conflitos que atingiram cinco e meio milhões de pessoas a violência pelo domínio da terra leva a morte de indígenas trabalhadores sem terra parceiros quilombolas quebradeiras de coco de babaçu e assentados O que se pode observar é que o desenvolvimento do Capital reproduz e atualiza a desigualdade social enquanto em 2020 durante a pandemia Global aumentou o número de bilionários no Brasil houve o aumento da insegurança alimentar 33 milhões de brasileiros e brasileiras passam fome apenas
quatro entre 10 famílias consegue acesso pleno a alimentação no país a mesma tendência de produção do lucro Pelo capital visto no processo de mercantilização da natureza é verificada na atualização no processo de produção e reprodução social do espaço ampliando a desigualdade no acesso à Terra pela dinâmica da lógica das cidades de mercadorias assim a tendência do capital é urbanização do território global para atender os fluxos da produção capitalista pelo processo de produção Distribuição e e consumo de mercadorias como dirá David Por isso a produção dos territórios urbanos e rurais expressa a necessidades da produção e
reprodução do lucro quanto mais as cidades estiverem vinculadas aos fluxos produtivos mas irão receber infraestrutura física e social para responder às necessidades do Capital com a manutenção da estrutura de classes racista e da desigualdade social por sua vez o estado que tem papel chave na urbanização privilegia o financiamento aos setores Das situações dominantes do Capital em detrimento ao trabalho através dos produtos da produção das infraestruturas físicas como os sistemas Aéreos Ferroviários rodoviários ecoviários que sustentam a circulação do Capital conforme rápido enquanto isso as pequenas cidade brasileiras particularmente Acho que são menos atrativas ao capital recebem
pouco ou Nenhum serviço público A exemplo das cidades no interior da Amazônia Questiona-se portanto Porque nas áreas rurais a menos investimentos em políticas públicas sobre a ótica do Capital Qual a necessidade de escolas para trabalhadores rurais indígenas quilombolas e ribeirinhos para que oferecer hospitais com alta infraestrutura física em pequenas localidades Por que precisam de atendimento de políticas habitacionais saneamento ambiental e transporte Adequado indígenas ribeirinhos quilombolas Trabalhadores Rurais se não vendem sua força de trabalho diretamente ao capitão a medida que seus territórios forem incorporados a dinâmica produtiva gradativamente Os territórios irão receber o mínimo de atendimento
como parte do processo de reprodução social empobrecida da força de trabalho assim a partir dos fundamentos da teoria social Marciana sobre o processo de alienação vinculada a divisão do Trabalho concorda-se com a afirmação de Carlos de que na cidade a separação homem natureza atomização das relações e as desigualdades sociais se mostram de forma eloquente a propriedade privada da terra condiciona o acesso à moradia e as condições de vida em geral como expressão da produção da riqueza e da pobreza na mesma direção dirás qualitativa e quantitativamente as condições necessárias ao desenvolvimento Do capitalismo e por isso
ocupa o papel de comando na divisão social do trabalho importa enfatizar que a lógica do modo de produção capitalista se espraia como tendência Universal e avança em diferentes territorialidades para a produção do lucro Como já foi dito havendo a necessidade de aprendermos a particularidade histórica brasileira e as diferenciações regionais na produção da desigualdade da vida social Isso porque enquanto 125 mil empresas do setor imobiliário totalizaram no ano de 2019 288 bilhões de lucro as cidades são capturadas como mercadorias onde a maioria dos trabalhadores trabalhadoras na maioria pretos e pretas como será tratado daqui a pouco
não possui acesso a terra para fins de moradia ocupando as cidades e construindo suas moradias de maneira que podem quando podem e como podem reproduzir De acordo com a comissão posterior da terra mais de 180 mil pessoas vivem em situação de rua e 570 570 mil estou ameaçadas de despejo de suas moradias e mais de 90 mil famílias estão acampadas lutando pela terra em São Paulo houve um aumento de 31% da população de Rua Segundo o Observatório de Emoções o que pode estar vinculado ao aumento das ocorrências de despejos e remoções além do aumento dos
preços dos imóveis e aluguéis o desemprego o seu emprego Dentre outros o IBGE apontou em 2019 que 21.6 por cento da população brasileira residia em domicílios nos quais havia ao menos uma inadequação domiciliar segundo IBGE Isso significa que ao menos 45 milhões de pessoas res tem 14 milhões de domicílios enfrentam algum tipo de restrição ao direito à moradia adequada em seus elementos de acessibilidade Econômica habitabilidade ou segurança da Posse O Brasil possui índices altíssimos de inadequação Habitacional com destaque Para a inadequação por carência de infraestrutura como a coleta de lixo abastecimento de água por rede
geral e ausência de esgotamento sanitário ou rede coletora é ou pluvial nas residências com famílias de menor renda segundo os dados da pinagem contínua sendo que a precariedade no acesso ao esgotamento sanitário alcança 56,2% das famílias mais pobre pobres O que é um dado muito grave nos territórios populares são produzidas Também as resistências de luta pela Terra as resistências não use ocupação dos espaços urbanos e rurais marcado pela moradia na maioria carente de infraestrutura Como já foi dito e serviços urbanos conforme diz maricato a habitação dos trabalhadores não é um problema para o capital e
a maior parte das vezes nem para o estado Por isso os bairros de moradia dos trabalhadores e trabalhadoras são construídos por eles mesmos nos seus horários de descanso se Registramos o avanço do Capital sobre Os territórios também registramos as inúmeras formas de resistências vistas em diferentes escalas pelo sindicatos pelos movimentos sociais do movimento negro mulheres pessoas LGBT quem é mais indígenas quilombolas ribeirinhos camponeses e camponesas agriculturas e agricultoras familiares resistências dos moradores na luta contra a segregação espacial lutas pelo direito à Terra território e socioambientais e Camponeses e camponeses toda a movimentação de resistência interessa
ao serviço social repudiando com todas as nossas forças no atual momento político as práticas fascistas que impulsionam a morte a violência e o obscurantismo ligado ao conhecimento importante estarmos atentos e atentas às resistências do modo de viver e produzir espaço é importante estarmos atentos e atentas Às necessidades humanas que devem ser objeto de luta dos movimentos sociais dos pesquisadores e pesquisadoras e dos diferentes profissionais que atendem as pessoas nos diversos espaços desse país conforme Trindade Júnior é importante estarmos atentos as mediações históricas e as diferentes temporalidades existentes na diferentes formas urbanas do Brasil assim é
importante recuperarmos os processos de contradições de lutas sociais da luta de Classes em presença na produção do espaço urbano pelo sujeito que vive a cidade para um serviço social os estudos eu trabalho profissional precisam atentar para a relação da questão social Por demais questões Urbana agrária a disputa pela terra a questão ambiental gênero a questão racial e a questão étnica como uma totalidade em movimento pensar como a urbanização modela a vida das pessoas da classe trabalhadora e todos os que sofrem qualquer tipo de Dominação nos Espaços urbanos e rurais Mas também como são produzidas as
resistências nos diferentes territórios do Brasil são importantes as resistências dos movimentos que fazem a crítica a propriedade privada e ao uso da ocupação do solo como Movimento Sem Terra no campo e na cidade para finalizar eu gostaria de sinalizar que quando tratamos da unidade dialética da questão agrária Urbana e ambiental nos parece importante pensar o trabalho Profissional articulando as mediações entre as situações singulares e as determinações universais da ordem burguesa em diferentes particularidades históricas por isso a interpretação teórica sobre as mediações que envolvem o trabalho profissional devem atentar para a questão da divisão do trabalho
da alienação da apropriação privada dos meios de produção tendo em vista que essas determinações atravessam a vida cotidiana queiramos ou Não e atravessam todas as formas de dominação e opressão mas também nos interessa pensar como já foi dito nas várias formas de luta social o Brasil é enorme e as desigualdade social estão espraiadas em diferentes territorialidades temos que atentar para a vida concreta no dia a dia nas grandes médias e pequenas cidades atentar para os espaços que interação com a floresta e o rio conforme nos aponta Trindade Júnior A exemplo das cidades da floresta Conforme
dos membros Isabel Cardoso as formas de uso da cidade revelam os modos de reprodução da vida através do modo de apropriação do espaço é através da análise da dinâmica territorial das formas do Morar do tipo de fruição do tempo livre como lazer as formas do trabalho das formas de apropriação da renda e da riqueza socialmente gerada dos padrões de acesso às inovações tecnológicas dos mais diferentes tipos que se incorporam a vida cotidiana do Tipo de acesso ao serviço de saneamento básico do tipo de deslocamentos habituais e do transporte necessários das formas de acesso aos equipamentos
públicos que garantem a proteção social e a segurança pública ou seja é através do conjunto dessas formas e modo de organização da vida que podemos avaliar a real dinâmica de produção e reprodução de nossas cidades e das formas de uso e ocupação do seu espaço assim o projeto profissional do serviço social Se vincula a Luta ampliada pelo Direito à cidade finalizo com trecho de David Harvey que articula o direito à cidade ao atendimento das necessidades humanas recuperando então aquilo que eu falava no começo sobre a relação da unidade dialética entre humanidade e natureza e na
teoria Marciana eu entendo que o direito à cidade significa o direito de todos nós a criarmos cidades que satisfaçam a necessidades humanas as nossas Necessidades o direito à cidade não é o direito de ter as migalhas que caem das Mesas do riscos todos devemos ter os mesmos direitos de construir o diferentes tipos de cidades que nós queremos que existam o direito à cidade não é simplesmente o direito é o que já existe na cidade mas o direito que transformar a cidade em algo radicalmente diferente assim nessa Luta pelo Direito à cidade haverá também uma luta
contra o capital Nós temos que nos Questionar o que é mais importante o valor dos bancos é o valor da humanidade a única forma que temos de Em algum momento nos tornarmos capazes de exercer nosso direito à cidade é o problema da absorção do acidente capitalista nós temos que socializar o excedente do Capital nós temos que usá-lo para atender necessidades sociais chegamos a um ponto em que não se não podemos mais aceitar o que disse Margarete de que não há alternativa e Que devemos dizer que deve haver uma alternativa deve haver uma alternativa para o
capitalismo em geral e nós podemos começar a nos aproximar dessa alternativa percebendo o direito à cidade como uma exigência Popular Internacional e eu espero que possamos todos nós nos unir nessa missão fechar aspas faço as minhas as palavras de David harvem e convido a todas a todas e todos a seguirmos na luta contra o capital para uma sociedade Anticapitalista anti-racista contra o patriarcado e anti homofóbica seguimos na luta muito obrigada e eu agradeço a atenção Obrigada professora Joana nós que lhe agradecemos né suas importantes contribuições e provocações certamente nos desacomodam e exigem reflexões que resultem
em Passos concretos do nosso cotidiano profissional na direção da transformação dessa realidade para que ainda a Humanidade possa sobreviver ou então estaremos fadados não só a classe trabalhadora mas tudo a humanidade né a destruição a eliminação nós queremos a ir registrar para todos os participantes que a gente teve alguns problemas é com a plataforma é muita gente acessando Talvez Mas que tem toda uma equipe técnica dando forte a isso e que a gente está vai dar continuidade aqui a plenária Porque a gente tem aí pelo suporte técnico a garantia também de que não tá vendo
aí prejuízos e que a gente pode dar sequência e ao nosso debate nessa tarde tá então qualquer coisa tem uma equipe técnica aqui atrás da plataforma Tem um pessoal acompanhando chat e eles vão nos orientar bom agora eu tenho a satisfação de convidar a Professora Tânia Diniz para quem eu passo de imediato a palavra e aproveito para apresentá-la Professora Tânia tá aí conosco se achegue aqui na nossa tela vamos aí aguardar a Professora Tânia chegando a Tânia não tá vindo lá de São Paulo não tá pronto Tânia também tá guardando aí para entrar na tela
só um minutinho aqui que é a nossa o nosso momento aqui o nosso tempo talvez da transmissão né já tá entrando Michele aí nosso apoio técnico pode colocar a Professora Tânia que tá no aguardo aí na tela eu lembro a todos todas é todos que logo depois da fala da Professora Tânia nós daremos início ao debate e que as questões as contribuições os comentários estão sendo coletados pelo chat da plataforma Dodge nós vamos dar prioridade as perguntas e as perguntas né especialmente no Contexto de poder dialogar com as palestrantes por isso a gente sugere que
aqueles e aquelas que desejarem fazer perguntas Escreva uma palavra Pergunta antes para facilitar Nossa identificação no chat mais um minutinho aí a Professora Tânia também aguarda nós aguardamos enquanto isso né a gente vai trazendo aqui alguns comentários a fala da professora Joana Valente trouxe para nós uma dimensão bastante ampliada numa Perspectiva de totalidade na leitura crítica e de análise para essa realidade que nós vemos é uma realidade é extremamente aviltada pelos interesses do capital é cuja exploração cujas formas de opressão é passam o campo a cidade o espaço Agrário né Então traz aqui uma perspectiva
que é de articulação indissociável Entre esses espaços asseguradas as particularidades que Existem na conformação é desses lugares também segundos interesses do Capital né então é uma fala bastante forte que traz dados que evidenciam todo um processo Integrado de destruição ao mesmo tempo que de busca extrema forte intensa radical é por um por uma produção de excedentes que vão se acumulados nas mãos de poucos né Isso vai passar por exemplo que a professora Joana nos traz em relação a aos créditos De carbono e a como por este exemplo dos créditos de carbono a gente percebe que
tudo nesta sociedade vira mercadoria os corpos viram mercadoria mas o ar que respiramos também vira mercadoria né então nós temos aí um quadro geral apontado pela professora Joana valente que nos situa o tamanho desafio é que temos ao viver essa realidade mas também é as possibilidades que temos De transformá-la essa transformação perpassa por um processo acima de tudo coletivo e é um processo coletivo que exigir e nós muita articulação muito organização e luta que tenham carreguem consigo uma Praxis capitalista antirracista E é todas as demais né perspectivas transversalidades das lutas que nós como assistentes sociais
apontamos a partir do nosso projeto Ético político Nós ainda estamos aguardando pergunto a professora Joana se quer retomar Alguma coisa Alguma questão seria melhor esperar o debate né seria mais interessante se de repente a gente pode ver se a Tânia já pode entrar e podemos parar de repente um pouquinho e voltar quando tiver Ok não sei Aí você nós estamos aqui no aguardo do feedback da Equipe técnica Michele que parece que caiu não retornou vamos ver temos a informação aí de aguardar uns minutinhos para que a equipe técnica possa conseguir colocar a Professora Tânia Diniz
na nossa sala de transmissão só mais alguns minutos pessoal na plataforma a estar manifestando de que voltou a Melhorar a transmissão ainda que pareça que ela melhore logo já trave novamente Professora Tânia recebemos então conseguiu entrar na sala que bom Boa tarde é uma grande alegria poder receber já lhe apresento e vou passar a palavra imediatamente né depois desse tempo nosso aqui na sala que foi um tempo também de um respiro Professora Tânia que é docente do curso De graduação em serviço social e da pós-graduação em serviço social e políticas sociais ambos da Universidade Federal
de São Paulo Unifesp vice líder do grupo de estudos e pesquisas metropolitanas em política social e serviço social um Maps compõem a coordenação do núcleo Baixada Santista do Observatório das metrópoles desenvolve pesquisas na área urbana e Habitacional é a atual vice-presidente da Federação Internacional de Trabalhadores sociais na região América Latina e Caribe na gestão que iniciou em 2020 vai a 2024 e também compõem a coordenação ampliada do gtp questão agrária Urbana e ambiental e serviço social da abepss Professora Tânia seja bem-vinda a senhora tem 40 minutos para fazer a sua fala e após suas fala
a gente vai abrir para o debate desta plenária obrigada obrigada mãe Elis eu quero iniciar dando o meu boa tarde A todas todos e todos aqui presentes vou fazer minha aula descrição Eu sou uma mulher branca tem o cabelos curtos pretos com algumas mechas Estou vestindo uma blusa cor vinho estou aqui no meu escritório onde eu trabalho no meu lado direito os meus livros né e os óculos e estou de brinco s bom Quero iniciar agradecendo o convite das nossas Organizações cefes abeps e Ernesto para participar desta mesa nomeada serviço social na luta pela terra
no direito à cidade e na questão ambiental no Brasil que compõem as plenárias simultâneas do 17º cbas junto com a professora Joana valente que acabou de nos brindar com uma belíssima exposição amiga e companheira de longa data nos debates e pesquisas sobre o tema em questão Cumprimento também minhas companheiras de mesa que também estudam o tema mas Lusa e mauricleia Soares cumprimento nossas intérpretes de libras e a todas todos e todos presentes aqui nesta tarde assistente sociais profissionais de outras áreas estudantes da graduação e pós-graduação de todo o Brasil espero que possamos fazer um bom
debate nesta tarde quero dizer também que as reflexões que apresentarei são expressões de estudos coletivos Realizados no âmbito do grupo temático de pesquisa o gtp questão agrária Urbana e ambiental e serviço social Nos quais temos como premissa que as relações sociais estruturadoras e reprodutoras dos espaços Urbano Agrário e do ambiente tem suas raízes nas relações sociais capitalistas tomando Yamamoto como referência sobre esta premissa revela-se um processo social Global da sociedade Com suas tendências e normatividades com vistas a manutenção do sistema do Capital ou seja as relações sociais e suas temporalidades históricas devem ser analisadas sobre
uma perspectiva de totalidade indissociáveis do desenvolvimento do Brasil nos Marcos de sua inserção subordinada e dependente a ordem capitalista sobre as representações ideais da burguesia desde o período colonial e escravista até os Dias atuais invocamos aqui as particularidades históricas que revelam como o desenvolvimento do país em que o moderno se constrói por meio do arcaico forzam relações patrimonialistas e racistas assentadas na escravidão e alimentadas por privilégios de classe e heranças colonialistas e escravistas que revelam no cenário atual um quadro de extrema desigualdade sócio-racial seja na super exploração do trabalho seja na regressão Dos direitos sociais
e trabalhistas ressalto aqui que me referenciam muito nessas reflexões em amamoto e também Endurance né que vem estudando sobre esse tema são constrangimentos históricos que fazem crescer a pobreza e a miséria aprofundando desigualdades entre o desenvolvimento econômico e o desenvolvimento social alisando parte significativa da população brasileira de conquista Civilizatórias oriundas da riqueza socialmente produzida o que me leva um segundo registro a socializar com vocês a materialidade da produção e reprodução social nos Marcos das relações sociais e formas de propriedades e estrutura fundiária estabelecidas no Brasil que legitima estas desigualdades que são sociais e raciais desigualdades
que se aprofundam nas hierarquizações construídas na Escravização de Corpos negros trazidos cativos da África para o uso da força de trabalho desde 1.550 até a lei Eusébio de Queiroz que proibiu o tráfego negreiro e o tráfico negreiro e na esfoliação da terra bem natural de uso coletivo dos povos indígenas Tornada mercadoria pela lei de terras ambas as leis de 1850 as determinações né de lugares para brancos e negros na sociedade brasileira Em síntese a sociedade brasileira e suas dinâmicas Urbana agrária e ambiental que articulam o progresso sobre a ordem capitalista ainda que sobre heranças escravistas
e racializadas expressam a forma de desenvolvimento assumido pelo estado brasileiro no Brasil cuja lógica interna tem raízes no período colonial agroexportador na dependência da economia brasileira com capital internacional nos processos Tardios de industrialização e na super exploração da força de trabalho na raiz autoritária de Privilégio de classe e concentração de riqueza e nas várias formas de discriminação e violência as relações de opressão são construídas na cidade no campo e nas Floresta nas formas difíceis do uso e ocupação da terra e são constitutivas das dimensões de classe gênero e raça e retualizam a manutenção da Ordem
do Capital que encontra legitimidade nos estreitos Limites daqueles que dela se beneficiam restando aos demais a imposição violenta dos meios coercitivos e a intensificação dos mecanismos explicitamente ideológicos que encobrem e justificam a ordem social existente segundo uma reflexão de Mauro iases de 2019 nesses tempos de mundialização do Capital o que se observa é a incapacidade do capital de enfrentar as situações de crises atuais são crises que resultam dos meios que o capital tem Recorrido para ultrapassar os limites que eles são imanentes explorando as duas forças de onde jorra toda riqueza a terra e o trabalhador
vivemos tempos de valorização sem fim e sem limites do Capital portador de juros que se valoriza sem sair da esfera dos mercados de títulos e ativos fictícios para conter as crises e para a continuidade do processo de acumulação estabilidade Econômica o estado Brasileiro oferece ao capital possibilidades de lucro pela Via das privatizações e abre a ele setores protegidos socialmente atento às pressões dos mercados que impõe políticas de austeridade pelo medo do não pagamento da dívida com esses mecanismos o estado brasileiro ao contribuir com o processo de valorização e reprodução do Capital nas suas diferentes personas
o capital Industrial o capital bancário o capital Financeiro repetindo aqui uma fala de Elaine Bering gera um grau de exploração com consequências incontornáveis para a maioria da população seja pela coerção nas relações de opressão e exploração sexuais e raciais seja por meio do Consenso nos discursos ideológicos na defesa da legitimidade do sistema ou seja Nas questões de cunho econômico político e social as relações sociais Capitalistas refletem a permanência Da Lógica da colonização da escravidão da propriedade privada do capitalismo dependente e periférico na personificação dos coronéis nos empresários nos banqueiros e nos caciques políticos que forjam
esse estado que segundo Marx é a forma pela qual os indivíduos de uma classe dominante fazem valer seus interesses comuns nesse processo nenhuma saída da crise se Desenha para o capital no plano mundial as condições de reprodução social das classes populares estão ameaçadas assistimos hoje é um Largo processo de desmonte das políticas sociais destinadas a reprodução social dos e das trabalhadores e trabalhadoras as exigências normativas neoliberais defendem o mercado a privatização e o empreendedorismo competitivo abandonam a concepção de democracia e de um tecido social participativo Diminui a proteção social e reduzem o serviços públicos as
particularidades desse processo evidenciam consequências diferentes para homens e mulheres brancos e brancas negros e negras constituindo uma indissociabilidade das relações sociais de classe raça e gênero no Brasil quando se colocam todos esses elementos apontados anteriormente dentro de uma totalidade histórico social concreta Quando se estabelece um projeto político profissional com nítida a direção social orientando o exercício profissional quando o conhecimento necessário para capturar o cotidiano na história e nas suas contradições é apropriado para construir críticas radicais fundamentos da estrutura da sociedade capitalista brasileira são constituídos Campos Nos quais se constroem as articulações políticas nesse sentido quero
pontuar algumas Dimensões do que estou denominando compromisso político do trabalho de assistente sociais primeiro a importância de elaborações de análises críticas das expressões da questão social e das respostas institucionais é fundamental identificar as mediações que sejam capazes de reverter tendências e contratendências nas respostas políticas e que garantam recompenham e ampliam direitos é fundamental entendermos o Quadro social no qual nos movemos pois só com conhecimento conseguiremos identificar os limites que nos são impostos pelo sistema capitalista atual que produz processos de desigualdade social e econômica intensos e acreditar nas possibilidades que temos de transformar a realidade isso
requer um treino permanente porque outros mecanismos trabalham no sentido de impedir que tenhamos uma compreensão real dos Fatos e acontecimentos a mídia Trabalha a partir de interesses nítidos de manutenção do instituído e a imagem manipulada as notícias recortadas são maneiras de impedir e deturpar essa compreensão temos na atualidade uma gritante situação de desigualdade social no Brasil em que a média de rendimento dos 10% mais ricos e aproximadamente 25 vezes maior do que a dos 40% mais pobres cujo salário não chega a um salário mínimo E que 55 milhões de pessoas aproximadamente 30% da população brasileira
vivem com renda abaixo de um salário mínimo mensal e 35 milhões de pessoas vivem com renda abaixo de meio salário mínimo mensal em outras palavras a riqueza socialmente produzida por todos é privadamente apropriada por poucos e esta desigualdade da distribuição faz persistir situações de pobreza e de desigualdades econômicas e sociais Essas pesquisas também nos mostram que a desigualdade social tem características regionais as quais se somam outras informações que refletem o agravamento das condições de acesso às políticas públicas atravessadas pelas dimensões de raça cor e sexo por exemplo a diferenças regionais na distribuição da população brasileira
por raça e cor na região sul 76,8% da população se declarou Branca 18,7% parda e 3,8% preta de forma diversa na região norte 72,35% da população se declarou parda 19,5% branca e 7% preta são dados do IBGE há um crescimento relativo da ocupação informal no Brasil desde 2016 em 2018 os dados registram que 34,6 de pessoas declaradas brancas estavam em ocupações informais enquanto entre as pessoas declaradas pretas e pardas este índice alcança 47,3% e os piores resultados estão nas regiões norte e Nordeste cujo índice de pessoas pretas e pardas no mercado informal atinge 60%. o
que com a duna com os dados sobre o rendimento familiar importante determinante para identificar a capacidade do acesso à alimentação das famílias 25% dos domicílios das regiões norte nordeste Vivem com rendimentos abaixo de um quarto do salário mínimo comparado com 10% das regiões Sul Sudeste e centro-oeste segundo a rede pensar de 2021 sobre os rendimentos cerca de 1,4 milhões de adultos compõem a categoria de 1% super ricos no Brasil capturando de 8,3% dos rendimentos brutos totais enquanto 71,2 milhões de pessoas recebem menos da Metade do que é recebido por esse 1% ou seja 13,9% de
todos os rendimentos em 2018 o rendimento médio mensal das pessoas ocupadas brancas foi 73,9% superior ao das pardas e pretas apesar de a população preta e parda ser maioria no Brasil 55,8 esse grupo em 2018 representou apenas 27,7% das pessoas quando se consideram os 10% da população com os maiores Rendimentos ou seja são informações que ilustram o que Clóvis Moura aponta como um longo processo vivido pelas pessoas negras no Brasil situações de subemprego desemprego e marginalização Crescente de peneiramente compressão que as expulsam para a periferia da produção capitalista do espaço na formação da cidades a
integração das pessoas negras na urbanização e industrialização se fez sobre o que o Autor denominou em biologia da barragem compulsoriamente colocando negro a margem do desenvolvimento seja onde foi o maior o grau de marginalização como ocorreu em São Paulo seja onde tenha sido integrado sobre uma economia da miséria A exemplo dos estados da região Nordeste como Bahia Pernambuco Sergipe afirma ainda o autor por tudo isso compreendemos porque até hoje especialmente nas grandes cidades as favelas os cortiços mocambos e Alagadiços são ocupados pelas populações negras ou mestiças de um cruzamento direto com o negro são áreas
das cidades que demarcam uma desigualdade social que A negação da cidade Nas condições de vida na distribuição espacial e nas características individuais dos domicílios no acesso a serviços para uma força de trabalho cuja reprodução não inclui a moradia Essas são as condições de sobrevivência sem coleta de lixo 12,5% de negros contra 6% da população branca sem abastecimento de água por rede geral quase 18% contra 11% da população branca e sem esgotamento sanitário por rede coletora ou pluvial 42,8% contra 26,5 diante da crise Global da sociedade contemporânea alimentada no ideário do capitalismo neoliberal empreendedorista e rentista
que tem no estado as garantias da taxa média de lucro e as possibilidades da acumulação do Capital Vemos novas formas de dominação e de práticas conservadoras que Retornam com outro perfil pela via de construções ideológicas que interditam a política que deslocam reflexões conceituais que questionam a ordem capitalista para uma pauta de comportamentos e costumes E aí eu falo do de uma segunda dimensão que a apreensão das determinações sociais econômicas e políticas que compõem a História da formação social e econômica brasileira que vai nos apontar as contradições que estão na base das desigualdades e antagonismos que
constituem a questão social no Brasil a história nos revela as expropriações de terra que se impõem as ocupações e ausência da reforma agrária as migrações internas Campo cidade em busca de melhores condições de vida e de trabalho a expulsão dos indígenas de suas terras O apagamento e embranquecimento da população negra temas da realidade social que alimentam os movimentos sociais nas suas lutas e formas de resistência manifestações sociais que emergem do Campo da cidade e das florestas mas a história também nos aponta os movimentos repressivos a organização dos aparelhos do estado para criminalizar e oprimir orientados
por valores heterônimos patriarcais racistas e patrimonialistas A coexistência planetária entre a riqueza e o popurismo mostra uma realidade que deve ser pensada a partir de suas contradições no âmbito do capitalismo a pobreza social é relativa cultural histórica e gradual Isso significa que pode variar entre os países em diferentes momentos de um mesmo país como também variar na sua graduação em um mesmo momento na segunda década do Século 21 essas contradições aprofundam a pauperização Dos trabalhadores e portanto a reprodução das desigualdades sociais em consequência o que observamos hoje são as manifestações da pobreza serem apartadas de
suas determinações trata-se de uma armadilha teórica e ideológica porque desistorecida e descontextualiza a problemática que Funda a existência da questão social deslocando seu enfrentamento para o nível dos fenômenos a ela coletados alimentando a desqualificação do Trabalho e a criminalização dos movimentos sociais o consentimento e adesão dos trabalhadores tornam-se objetivo das empresas Para viabilizar um projeto que é desenhado e concebido segundo os fundamentos exclusivos do Capital são formas de opressão e de dominação que se manifestam por meio de diferentes estratégias que além de criminalizarem astigmatizam restringe e reprimem as ações dos movimentos sociais Isso acontece com
os movimentos de mulheres lgbtqia mais indígenas quilombolas e negros ocorre com os trabalhadores e trabalhadores urbanos e urbanas de inúmeras categorias que ao realizarem manifestações públicas tem se deparado com dois tipos de argumentos reiteradamente utilizados primeiro contrapondo a população em geral ao exercício da manifestação apontando-a como constrangedora do Direito de ir e vir causadora de empecilhos a vida social e ameaçadora a vida e a saúde em segundo lugar acusam-se os manifestantes de causarem prejuízos financeiros a população em função das dificuldades que produzem ao tráfego contabilizando o número de veículos parados num determinado tempo portanto devemos
entender dialeticamente os fenômenos que emergem das relações sociais capitalistas desde sua Singularidade no contexto da acumulação capitalista no Brasil até como expressões das lutas de classes no seu sentido mais geral e um terceiro aspecto diz sobre atuação na direção do fortalecimento da Liberdade democrática tendo em vista a conquista do Poder como eliminação da alienação econômica e política e a efetivação dos mecanismos para o acesso às políticas sociais aos direitos e a justiça social Rompendo com uma visão particular da Lei no Brasil a lei obedece a uma lógica de classe o desafio é desenhar uma agenda
política e articular alianças estratégicas que venham ao encontro do que defendemos trata-se de idealizar um projeto de sociedade buscar no cotidiano de Nossas ações as condições de concretizar isso significa compreender que as mudanças têm que ser contínuas e permanentes e Que os limites que existem são mutáveis isso significa entender que nem o estado nem o governo que está no poder hoje nem a sociedade e as instituições que fazem parte dela são homogêneas ao contrário são espaços de confronto e de conflitos que tem que ser enfrentados vivemos na atualidade mudanças importantes no mundo do trabalho no
esgotamento de um arranjo sócio político no âmbito da Ordem do capital e o desenho de formas atualizadas da acumulação capitalista e Produtividade o que vem revertendo a Passos largos na precarização intensa das condições de trabalho as políticas sociais como uma das mediações para os direitos não tem no horizonte a igualdade de condições mas a igualdade de oportunidade não se preocupa em combater a pobreza e não atuam na redução das desigualdades sociais tornam-se hoje focalizadas numa defesa da racionalização dos gastos sociais e Pertence à justiça no atendimento aos mais necessitados sem deixar de exigir a contrapartida
dos mesmos deste modo o trabalho exercido no campo do serviço social Deve ser pautado pela garantia dos direitos a todos os cidadãos pela transformação das necessidades sociais em demandas a serem atendidas pelo estado pelo acesso às condições de vida necessárias não só para sobreviver mas para viver tendo asseguradas condições políticas Materiais e mentais isso deverá ser realizado sobre uma perspectiva de classe por meio de ações de caráter sócio educativo de caráter organizativo e de mobilização popular de assessoria supervisão e formação no planejamento na gestão e na coordenação E aí aponta um quarto uma quarta dimensão
para o trabalho o exercício cotidiano da participação coletiva que tem apresentado dificuldades que vão do esvaziamento das responsabilidades Públicas do estado de desqualificação das instâncias de representação coletivas de fragmentação do espaço público e de despolitização da política segunda segundo Raquel rachelles e não tira a importância dos fóruns plenárias audiências públicas mesas de consertação redes e outras formas de articulação para democratização dos espaços públicos essas reflexões sobre o tema da participação nos impõe considerá-lo nas Suas contradições ou seja não se trata de discutir as perdas que se opõe as conquistas de espaços participativos mas sim de
adenciar um debate que conduza as reflexões a partir das lutas sociais que envolvem a sociedade como um todo e que depende para sua compreensão e explicação da pauta de reivindicações que direciona as ações dessa mesma sociedade testes que convergem para descaracterizar a construção de consensos promovida pela hegemonia Neoliberal e requer a intervenção concertada dos diferentes sujeitos coletivos nas iniciativas de resistência numa perspectiva de totalidade ameaça a democracia e a liberdade não vem da falta de institucionalização das formas de organização nem tão pouco da ausência de mecanismos de disputas e de conquistas de direitos são outros
os obstáculos a democracia social decorrem da despolitização provocada pela fragmentação das lutas e do Encolhimento do espaço público cedendo lugar pragmaticamente a uma política de pequenos grupos sentados em questões parciais e cotidianas articulados em torno de impactos sociais e de interesses singulares segundo a semeo contra o pragmatismo e o conservadorismo contra o esvaziamento e a transformação da política em espetáculo colocam-se a resistência e o compromisso profissional por trabalho liberdade e direitos e na particularidade do nosso Debate da atuação do serviço social pela defesa do acesso aos direitos sociais que contemplam a diversidade social Econômica da
população brasileira nas cidades nos campos e nas florestas no apoio aos movimentos sociais na luta contra mercantilização da terra na defesa pela terra para morar e da Terra para plantar E aí vamos ao a última dimensão aqui indicada para o serviço social e o seu trabalho como a direção social dada o Conhecimento e debates sobre experiências contra hegemônicas desenvolvidas pelos movimentos sociais e profissionais comprometidos como danças sociais assim como a autogestão o corporativismo entre outros é fundamental para ampliar alternativas mesmo no contexto capitalista as políticas sociais implementadas no Brasil resultaram no contexto Urbano desigual e
precário no contexto Agrário que responde prioritariamente aos Interesses da industrialização e circulação do Capital desprezando as necessidades sociais dos trabalhadores nas florestas devastadas com a população indígena expropriada das terras torna-se fundamental se ocupar de uma crítica e de uma proposição alternativas a respeito de mudanças Profundas da recente era conservadora no Brasil Expressa em alterações Diversas nas legislações e aqui eu vou citar algumas do campo Urbano como a nova lei do saneamento a nova lei de regularização fundiária o desmonte da política de habitação ameaça de instalação dos mercados de água as ameaças de desmonte das indústrias
de base e do crédito para as atividades produtivas as desfigurações políticas e redução do espaço público no reforço da ideologia do favor e do clientelismo Estimuladores de competições e do enaltecimento da filantropia e do voluntariado finalizo afirmando que é preciso pois atuar nas contradições reforçando que Joana já nos disse dar visibilidade a outras formas de use ocupação da terra acolher as demandas sociais do segmentos oprimidos formular estratégias de enfrentamento a essa estrutura da sociedade capitalista Junto com sujeitos coletivos como movimentos sociais sindicais ONGs fóruns e redes que sim surgem contrapõe formulam uma concepção de bem
comum constitutiva de uma outra sociabilidade coletiva consolidarismo de classe anti capitalista e com isso eu finalizo minha fala nessa tarde e tomara que dê certo que a gente faça um debate aos minutos que nos restam aqui muito obrigada muito obrigada Tânia As contribuições que você traz para nós nos colocam muitas indagações sobre essa realidade que vivemos os dados quantitativos da vida nessa sociedade e daqueles que mais são afetados por essa sociabilidade é que é uma sociabilidade extremamente racista violenta que tem feito couro com conservadorismo Numa perspectiva fascista são Dados que nos incitam nos instigam a
refletir e também assumir uma responsabilidade no sentido de dar Passos concretos no nosso cotidiano profissional como assistente sociais diante de uma necessidade urgente de modificar Essa realidade o que só se faz coletivamente é bom nós vamos Abrir já o bloco de debates Nós temos duas questões que já chegaram aí pelo chat a primeira questão é da Luana Silva que nos pergunta as procriação da terra e exploração da classe trabalhadora são fundamentais para o capital o neoliberalismo a desresponsabilização do estado e a precarização do ensino só avançam professora Joana Professora Tânia vocês podem Comentar sobre isso
nós temos também a questão da Michele Guedes que coloca para Professora Tânia para professora Joana que ela gostaria de saber mais qual a importância do serviço social frente a questão ambiental no Brasil bloco ainda nós vamos trabalhar com a questão do Leonardo Miranda que nos aponta a necessidade se vocês puderem de falar Um pouco sobre como as pesquisas têm se tornado um dos caminhos importantes para o fortalecimento das lutas em favor da classe trabalhadora e na luta pela terra com esse bloco de três questões nós passamos para as palestrantes pode ser professora Joana e depois
Professora Tânia pode ser nesse bloco depois no segundo bloco coloco aí para os participantes né um convite para que apresentem as suas questões que vão para os outros blocos e Dizendo que é dentro das possibilidades se vocês lembrarem coloquem antes a questão a palavra pergunta para que a gente possa ir localizar mais facilmente obrigada então muito obrigada pela pergunta da Luana né que é como já foi dito e tanto eu falei como a Professora Tânia a questão da Terra e do Trabalho São centrais são elementos centrais Quando nós vamos buscar essa fundamentação de como a
ordem burguesa ela se ela se Ela se apropria expropria né E ela ela aliena o pela mediação do trabalho é tanto o processo de produção do próprio trabalhador né alienação durante o processo de trabalho o resultado e em relação em geral então o tema dos fundamentos esse tema essa essa centralidade da terra e trabalho e capital São centrais como o núcleo de não só de quem trabalha na área da questão Urbana agrária ou ambiental é no trabalho em geral né entender esse Trabalho em geral nos interessa porque nós temos que recuperar esse trabalho como eu
falei precisamos recuperar o trabalho humanizado o trabalho coletivo cuja produção ela seja uma produção coletiva para para a sociedade né para satisfação de necessidade então como eu falei Esse é um tema que nos interessa interessa muito aos serviço social e o serviço social brasileiro como eu falei né que tem a diretriz curriculares ela não dão Essa possibilidade de ter um método dialético como essa essa interpretação radical e o serviço social brasileiro então avança para essa apreensão cada vez mais inclusive pelo trabalho do gpp de questões agrária Urbana ambiental que já foi falado aqui então esse
gtp avança nesses fundamentos e ele não interessa só como eu falei para quem trabalha em políticas agrárias né urbanas ou ambientais interessa ao trabalhador em geral mas Como a Luana comenta né todo o processo de expropriação da terra exploração da classe trabalhadora ela vai ser amparada pelo Estado Mas então o Estado cumpre um papel importante nessa nesse atendimento como diz o volantes da organização dos interesses da classe dominante então o Estado vai se atualizando Como já foi falado na palestra de ontem né de uma dimensão neoliberal outra neoliberal outra conservadora como a gente estava Vivenciando
nesse momento no mundo e particularmente no Brasil então o Estado vai acomodar os interesses de classe o capital vai avançando no seu processo de busca busca como diz o rabo de busca de uma de o fim de uma crise que o capital não resolve não resolverá né o capital é um sistema de crises e o estado vai acomodando esses interesses do Capital nessa quadra do neoliberalismo luta na liberalismo o capital vai achar todas as formas de continuar as procriação da Terra como eu falei e a exploração da classe trabalhadora como já desde ontem nesse congresso
em todos os quadrantes do mundo né trabalhador cada vez mais vai ficando numa situação é insustentável Esperamos que essa movimentação de organização política ocorra é avance no mundo inteiro né É E aí você coloca da precarização do ensino é muito importante para o capital que é classe trabalhadora não tenha condições de aprender esses fundamentos que nós Falamos aqui né de que de que é o próprio trabalho que produz a riqueza né pelo pela exploração do mais valor isso tem que ser controlado e já é controlado pela alienação mas o estado vai colaborando para que para
que para que a trabalhadora não tem essa percepção do ensino como você coloca ela é uma das possibilidades Aliás o próprio ensino a própria educação é mercadoria né não é de hoje mas agora o processo de mercantilização do ensino que já era Muito forte tanto no ensino médio Na graduação avança para pós-graduação que eu não tenho como falar disso aqui né pelo trabalho que fizemos é na Caps né mas eu seja a pré-carização do ensino ela tanto tanto é uma resposta do capital para para lucrar né eu ensino como também pelo processo de precarização do
ensino é uma forma de controlar e de impedir essa organização é política dos trabalhadores sobre a questão do serviço social na Questão ambiental de novo vou falar do gtp de questões agrária humana ambiental quando nós participamos do gtp e tem várias professoras Inclusive a professora Maria Elisa Professora Tânia e outras companheiras que são do gpp fizemos vários levantamentos de como é que o serviço social brasileiro vencendo da questão ambiental quando nós estudamos as três ênfase de questão agrária Urbana ambiental o maior estudo é do urbano Evidentemente né pela própria história da industrialização do Brasil em
relação com a questão social depois a questão agrária a questão ambiental ela se coloca como o número em número menor de estudos tanto no cbas no ipas o que não significa que não tenha uma qualidade de Pesquisas inclusive você tem já pesquisadores da área que vem fazendo uma leitura da questão ambiental pela radicalidade dos fundamentos então o serviço social brasileiro já vem Avançando nisso mas é preciso avançar mais como eu dizia nos levantamentos que nós fizemos parafuso para o trabalho para o assistente social ou para o serviço social O que é a questão ambiental é
muito fragmentado muito misturado com educação ambiental né com trabalho de acomodação das famílias em no caso de políticas habitacionais e quer dizer o trabalho social de controle da classe trabalhadora que recebe os Empreendimentos imobiliários então ainda é muito fragmentado mas o que coloca Michele Guedes quer que é da maior importância para o serviço social avançar na questão ambiental porque não se trata de separar uma questão como eu dizia nós temos que articular a questão ambiental a questão da terra a questão do trabalho a questão é do racismo a questão da LGBT da questão da homofobia
né na questão ética ela não podemos separar então a questão ambiental ela é Da maior importância por aquilo que eu falava no início da palestra né como vai dizer Marx Enquanto Tiver estiverem existiríamos pela mediação do trabalho humanidade e natureza então se nós não tratarmos desse alimento como uma Dimensão em articulação e não fragmentado da questão ambiental separado não é uma questão ambiental que se separa da sociedade né Ela é articulado então Nós pensamos mergulhar nos fundamentos da questão ambiental e Nós chegaremos na nos mesmos fundamentos da ordem burguesa pelo processo de crítica né então
é da uma importância ao serviço social brasileiro avançar e já vem avançando consideravelmente e parece que a nossa área tem crescido bastante e esse tempo inclusive dois pesquisadores graça Silva como uma das professoras da nossa área que tem avançado mas não somente né eu tenho que falar rapidinho por causa do tempo né É sobre a questão do Leonardo Leonardo pede para comentar sobre a importância da pesquisa né como é que as pesquisas têm se tornado um caminho importante para fortalecimento das lutas em favor da classe trabalhadora luta pela terra como nós falamos no início da
palestra né o serviço social brasileiro ele tem uma herança uma herança de um projeto profissional que se assenta em uma teoria né que ela nos coloca a premência de apreensão de totalidade da vida Social pela via do método né e o método dialético não se desasticula da teoria então pelo caminho da teoria né a pesquisa ela nos dá essa possibilidade de aprender a vida a contradição que se dá na vida social a pesquisa tem essa tarefa de recuperar da realidade esse movimento da contradição que se coloca quer dizer o capital avança sobre a classe trabalhadora
sobre a terra né e a pesquisa Tem essa possibilidade de Demonstrar o que nem o estado nem a classe dominante irá demonstrar daí a importância do pensamento ser crítico e dialético nós mantemos as Universidades né As instituições é pública de ensino como as instruções que mergulham nessa nessa apreensão e trazem a recuperação dessa contradição para animar as lutas porque do ponto de vista do Estado burguês e da classe dominante os dados todos serão maquiados inclusive pelas agências Multilaterais né que tem a tarefa de ideologizar os dados então a pesquisa ela se coloca como a tarefa
importante basta olhar aí só no caso do serviço social as teses dissertações no caso do trabalho de conclusão de curso a riqueza de dados que esta área apresenta Aliás a nossa área é muito rica né não dá para falar nisso mas nós temos um leque de Interpretação da vida social muito importante então é importante recuperar As pesquisas que os nossos diretórios do CNPQ Fazemos o nosso professores os discentes de graduação de pós-graduação esses dados como um dado que de Apoio às Lutas dos movimentos sociais né Então seria mais ou menos essa essa três comentários que
a maioria pediu e eu passaria para Tânia então Joana eu acho que você falou né abordou o que eu também falaria né Eu acho que eu vou acrescentar algumas poucas coisas vou começar com essa Pergunta do Leonardo né e a partir do que você falou o quanto que é importante a gente investigar a realidade né para o exercício cotidiano do e a efetivação do nosso projeto profissional e eu tenho ultimamente refletido muito sobre como nós da Universidade que vimos pesquisando e Joana citou né as diferentes Produções trabalho de conclusão de curso dissertações mestrados as Produções
em geral O que tem me desafiado nos últimos tempos é como a gente faz chegar essa produção a classe trabalhadora ao sujeitos com os quais nós trabalhamos eu eu vejo um pouco né quando o Leonardo Levanta para o fortalecimento das lutas né Eu acho que é primeiro reafirmo né O que Joana disse que é o a direção teórica na lista analítica e metódica da pesquisa então não estamos falando de qualquer direção de qualquer pesquisa mas estamos falando de todo uma Intencionalidade nesse processo de investigar a realidade então portanto estamos sim nesta investigação assumindo um lado
né olhando para essa para essa realidade e eu acho que a gente tem que vamos desafiar e como esse conhecimento é acessado pela população com a qual nós trabalhamos eu acho que esse é um elemento é importante né na quando traz aqui na sua pergunta né no Fortalecimento das lutas em favor da classe trabalhadora né o tanto que a gente tem que caminhar para desconstruir isso que que Joana também afirmou né esse movimento e ideológico que é construído pelo capital e por todos os seus organismos correlatos mecanismos dos quais ele ele vai buscar né de
velar de impedir o acesso da informação do conhecimento e né quando a gente olha para nossa Realidade Conforme falamos Joana e eu né nas nossas falas a permanência de relações do favor relações meritocráticas né as heranças colonialistas escravistas que vão se reproduzir a dificuldade né de segmentos da classe trabalhadora que vive dianamente uma super exploração de identificar nesta super exploração as relações de poder racistas xenofóbicas tudo isso né Eu vejo como Compõem esse processo de investigar a realidade devolver para a população essas essa esse conhecimento né que nós produzimos e que eu concordo com Joana
a produção no serviço social né na atualidade absolutamente rica forte diversa né reproduzindo né e alimentando a direção social da nossa profissão então o lugar da pesquisa é fundamental mas é fundamental nessa nessa direção tem tem Direção tem lado e tem muitos desafios para gente continuar avançando na produção do conhecimento é o outro elemento a outra pergunta né da Luana sobre as propriação da terra exploração da classe trabalhadora né fundamentais para o capital eu daria alguns dados né eu fiquei aqui pensando o tanto que é importante para o capital né esses dois elementos a expropriação
e a exploração né a permanência dessas duas dimensões que Marques já aponta no Capital em vários outros textos e que a gente identifica no cotidiano hoje né Na continuidade dos processos no sistema do Capital eu vou trazer exemplos por exemplo vou dizer das emoções dos dados que hoje nos chocam da luta né da campanha combate à remoção né Aos despejos nós estamos hoje né eu busquei aqui atualizar os dados rapidamente estamos hoje com quase 143 mil pessoas que foram removidas de suas casas e de suas terras Durante a pandemia e existem mais de 274 mil
pessoas que já estão ameaçadas e que portanto a campanha tá buscando trabalhar impedir e ao mesmo tempo a gente vê o funcionamento do nosso judiciário funcionamento das nossas leis né Por exemplo com projetos de vender as nossas praias com ações de de vender zeiss né então vejam como olhando para a política urbana por exemplo e pensando as conquistas históricas que já Tivemos e ao mesmo tempo o projeto do Capital nesta na sua perversidade vem desconstruindo aquilo que a gente disse né Joane eu foram conquistas civilizatórias a partir da riqueza socialmente produzida não teve nenhuma relação
de favor nem nada foram lutas conquistas enfrentamentos e que a gente tá vendo hoje uma regressão absolutamente Perversa uma regressão que está matando né O que a gente tá vendo né a importância dos serviços social na questão ambiental eu acho também concordo E aí a gente faz parte do gtp temos essa direção de análise de discussões e eu acho que a gente está avançando a Passos largos saindo de uma discussão ingênua né abstrata do debate ambiental e entrando em pesquisas por exemplo eu tenho uma orientanda no mestrado que ela ela tá Discutindo ela discutiu no
trabalho de conclusão de curso Brumadinho o papel da né da a questão da terra na relação com as mineradoras Então esse é o debate né Eu acho que vai desde a educação sócio ambiental mas hoje o serviço social na defesa dos direitos ele vai ampliando o seu campo de trabalho seu campo de investigação para a áreas né para demandas que há poucos anos atrás a gente sequer imaginava que seria um campo nosso E aí com bastante Sabedoria com bastante densidade o serviço social tem avançado nessa direção e que mais a pergunta da Marcela né das
medidas do atual governo que mais favoreceu o capital em relação da terra eu acho que a gente já né de alguma forma já disse inclusive pela isso que tá né sendo pautado de as próprias terras da União né que a gente historicamente vem defendendo para ser Espaços de produção de moradia de habitação de interesse social e a o que está se fazendo hoje é vendendo terras da União inclusive para o capital internacional Então você tem um movimento de esfoliação e de expropriação pelo estado brasileiro que não parou desde 1850 Então acho que o que Joana
e eu dissemos nas nossas falas a importância da história na Perspectiva da totalidade a importância de olhar na singularidades Das temporalidades históricas mas na perspectiva de uma construção de totalidade que não é abstrata nos impulsiona para entender pare passo esse processo desse estado brasileiro desse estado capitalista brasileiro eu acho que é isso né mas ele já daqui Mas ele significa né do tempo e eu passo para você que era acompanhando vocês nessa roda de conversa me segurando aqui para não Falar né mas aí o nosso bastidor tava segurando também o meu microfone porque eu tava
aqui ó ligadona perguntas super importantes certamente essa plenária tá sendo uma das plenárias mais ricas nesse debate dos últimos vários anos da nossa história de CBA Foi uma pena que nós tivemos algumas falhas técnicas mas a gente já segura para o pessoal que nós estamos no trabalho de que essa Plenária vá para o YouTube é vocês Fiquem tranquilas tranquilos Porque apesar de ter falhado na plataforma é no stream ele não falhou então ela vai conseguir estar completa com as falas especialmente da professora Joana que foi uma das falas mais prejudicadas ali no início né então
acho que é uma plenária Histórica no debate e as questões que estão vindo são questões super importantes para a gente se colocar a caminho de uma reflexão Bastante profunda E que nos levam compromisso para além da reflexão tem que ser uma reflexão que nos leve a um compromisso de uma práxis de mudança nessa realidade e essa tarde aí está nos trazendo para isso vocês viram que eu fiquei muito à vontade inclusive peguei um chimarrão aí deu uma chimarreada com vocês e agora então a gente passa por um segundo bloco de debates A Professora Tânia já
foi trazendo Algumas respostas para pergunta da Marcela Alves que tava nesse bloco porque ele já foi aparecendo aqui no nosso chat Então ela já trouxe alguns elementos que era em relação as medidas do atual governo que mais favoreceu o capital em relação à terra mas se a professora Joana quiser fazer algum comentário já que né antes não fez então pode tomar essa questão nesse então segundo bloco eu coloco também a questão da Vanessa Galvão Que Pergunta se vocês acreditam que as unidades de conservação de Uso Sustentável se apresentam como alternativas viáveis de sustentabilidade e de
resistência ao capital o Denilton Silva pergunta para vocês em relação ao retorno dos trabalhos das equipes extensionistas rurais apontando que ele é fundamental na perspectiva de garantir o acesso aos direitos sociais para a população do campo se vocês podem comentar um pouco sobre isso e a Adriana Abreu Faz uma pergunta dirigida à Professora Tânia ela pergunta se a senhora considera que as mudanças em diversas leis tenham como alvo apropriação e facilitação de aquisição de terras na Amazônia é as demais perguntas nós abriremos um próximo bloco fácil para vocês agora da prefeitura Tânia e depois na
sequência para a professora Joana conforme a nossa combinação Mas eu acho que eu fiz aqui uma pequena confusão Eu tava lendo todas as perguntas aí já vi que você já cortou Então você me fala se por acaso eu avançar em alguma pergunta do outro bloco Tá mas já sinalizei foi a única que você avançou mas foi perfeita no debate tá então só foi aquela que eu finalizei Então tá bom eu eu vou eu vou tentar também ser breve né para primeiro assim eu acho que sobre a pergunta que Vanessa Galvão nos faz é sobre as
unidades de conservação né eu avalio né que todas as ações que puderem se construir numa perspectiva anticapitalista ainda que saibamos dos limites imensos destas mesmas ações nesta sociedade capitalista de classes né que vivemos eu acho que elas são válidas sabe E aí eu o que é interessante talvez Aqui né ligando alguma outra pergunta que eu vi abaixo né Porque que a gente ainda tem tão pouca produção na questão ambiental né Eu acho que essas questões hoje nos chamam né Essas o exercício de olhar para esta realidade fora dos limites da cidades mas numa perspectiva de
totalidade que eu acho que foi esse o caminho que a gente Joana eu uma lista também né a partir do nosso gtp a gente vem Reiterando esse é o exercício que a gente vem fazendo né de a gente olhar para cidade para o campo e para Floresta numa totalidade numa perspectiva histórico social de totalidade né E isso né nos impulsionam também a pensar pesquisas mesmo que desde a cidades né e eu acho que esse é um elemento também de reflexão né Joana Porque que a grande maioria das pesquisas elas acabam sendo no campo Urbano né
[Música] as cidades as Universidades né a nossa intervenção profissional a maioria a nossa a maioria de trabalhadores a gente está na cidades né E isso acaba produzindo esses esses números né mas o que o que eu tô querendo dizer aqui é que a gente se desafia que a gente deve se desafiar a sair dos muros da cidade ainda que morando na cidade estudando na cidade Como é que a gente olha para além dos muros das cidades né E aí isso nos leva a ampliar né o escopo na pesquisa ambiental ampliar as análises de mecanismos alternativos
diante da devastação ambiental diante das questões ambientais que se colocam para nós hoje ampliar o nosso diálogo com a população originária com a população indígena sabe são elementos que acho que para mim se Colocam aí como um desafio a gente acabou de ter o seminário internacional com os povos indígenas em que a gente teve assistentes sociais indígenas falando do seu trabalho e falando dos Desafios que os povos indígenas vivem cotidianamente né Eu acho que a gente tem que avançar cada vez mais nesse nesse processo para poder pensar né os direitos sociais numa perspectiva Ampla E
aí nesse sentido eu dialogo também com Denilton quando ele Diz O Retorno dos trabalhos das equipes extecionistas rurais né a possibilidade de trabalhar com essa com a população do campo e uma população que vem que vem sendo expulsa né que vem sendo tensionada migrar para a cidades né com o aumento das commoditas com as monoculturas com a indústria no campo mesmo né E a gente tem também tem que buscar tem que ir atrás tem que estudar tem que entender tem que se aproximar Dos movimentos rurais né tem que estudar junto por exemplo com o MST
sabe eu acho que são várias as possibilidades que se colocam para nós haja Vista o nosso perfil investigativo indagador né o nosso perfil que não aceita a realidade pela perspectiva do fenômeno em si mas o nosso perfil que quer saber o porquê que quer buscar explicações né que o que nos move é a pergunta são as perguntas né o que para que Porque como né bom a Adriana pergunta se eu Considero que as mudanças em diversas leis tenham como alvo apropriação e facilitação de aquisição de terras na Amazônia na Amazônia olha Adriana eu acho que
o debate da Amazônia né [Música] sem sem eu diria no primeiro momento e aí é minha culpa né a culpa acaba né Joana acaba sendo muito mais estudado nas universidades das regiões norte nordeste do que Sul e Sudeste é eu acho Que isso é uma meia culpa é muito grande né porque eu vejo que a sua pergunta nos leva nesse lugar que a gente está defendendo que a perspectiva da totalidade não dá para pensar a gente tava aqui por exemplo a pouco a Maeli estava de cachecol de casaco de né A Joana de roupa leve
Eu com roupa mediana mauricleia de vestido de nós estamos olhando para exatamente o que tá sendo provocado por tudo que tá Ocorrendo na Amazônia né essas mudanças climáticas tudo isso que tá ocorrendo não dá para gente naturalizar não dá para gente somente constatar e não dá para gente ficar dependendo somente né da como é que eu vou dizer dos grandes acordos né Eu acho que a gente tem um desafio aí a frente também de trazer de dar visibilidade de trazer esse debate de fazer as relações de novo Campo cidade florestas para que a gente Consiga
fazer enfrentamentos porque a fragmentação do Real a fragmentação da realidade A ideologização Nessa fragmentação ela é muito intense e muito mais rápida do que a gente está conseguindo reverter esse processo né as redes sociais a velocidade das redes sociais é muito maior do que a gente consegue fazer o debate nas comunidades nos territórios populares né então é mais um desafio sim né E essas legislações que estão vindo Com certeza é sim para facilitar aquisições de terras em todo e qualquer lugar para os empreendedores do capital para a venda né tudo que é possível vender tudo
que é possível valorar tudo que é possível transformar em capital é isso que o capital tá atrás né bom que mais acho que é isso acho que é isso Joana acho que você pode sim então eu quero primeiro compartilhar bastante do que tem a Disney e reiterar Como diz o professor Otaviano aquele maravilhoso texto sobre a construção das categorias né Reiter ser obstinado naquilo que o intelectual precisa ter né como nitidez de que uma apreensão de uma realidade se faz por um processo teórico né e a perspectiva de totalidade que eu volto a dizer o
serviço social brasileiro se Ancora né em uma perspectiva de totalidade ela nos dá uma riqueza muito grande como área de Conhecimento e profissão onde é que eu moro na Amazônia eu moro eu moro no Norte no nordeste no centro-oeste no sul no sudeste eu tenho uma vivência se enrolar de um trabalho né profissional Mas como que eu percebo essa singularidade com a tendência do capital de avançar para produzir lucro e produzir mercadorias né expropriando se apropriando produzindo a pobreza produzindo riqueza acho que essa essa herança do serviço social é mais ou Menos a nossa a
nossa lente né o método ele vai nos dando essa lente radical de apreensão de processo com isso isso nos ajuda aqui a professora tenha falou né nada pode escapar de uma percepção radical da questão agrária humana ambiental articulado com a questão social né porque eu tô falando isso porque várias questões que foram perguntadas elas elas passam por essa por essa por essa pergunta né da Marcela por exemplo que a pessoa tenha já já Já falou no caso para pensar a terra no Brasil nós tem que fazer a recuperação histórica desse país né quando a terra
ela vai ser ela vai ser cativa e todos os processos que o governo brasileiro vem fazendo historicamente é uma expropriação é uma colaboração com a expressão em relação aos trabalhadores eu falar por exemplo na produção das cidades e os trabalhadores disputam essa terra disputam os piores lugares disputa os espaços pela com as piores lugares Sem infraestrutura então quer dizer essa o estado ele continuamente vai apoiar o capital e o capital vai se atualizar não tem por recente Como já foi dito aqui O agronegócio foi dito na palestra de ontem né O agronegócio é um dos
maiores produções de riqueza desse país então evidentemente que esse governo ele vai ele vai colaborar com essa com essa com essa produção né do Capital pelo agronegócio pela flexibilização das leis né com a questão da De fazer de conta que o desmatamento não está acontecendo né diminuindo as possibilidades da Anvisa certo então acho que o governo ele ele colabora com esse tipo de de apreensão do Capital a pergunta da Vanessa né que aqui também concordam com Tânia né e me parece que nós temos sempre que pensar como uma unidade dialética dos processos né que você
pode caminhar o elemento positivo e O negativo e os contrários numa comunidade Dialética Então as unidade de conservação Ela tem os aspectos positivos Embora tenha seus limites e elas elas podem ter algum grau de sustentabilidade sim mas dentro da ordem burguesa nós podemos aprender o que que as unidades de conservação podem podem colaborar com os povos comunidades tradicionais com as comunidades de pescadores né mas não não será terá limite dentro de burguês então a diferença de que são Produzidas podem contribuir com os passos futuros da sociedade que nós que nós queremos construir então provavelmente quando
a Vanessa fala então algumas experiências elas podem ser resistências ao capital mas por uma sociedade que queremos construir porque dentro da ordem burguesa terá limite porque serão Ilhas né serão serão isoladas como conservação que dentro de um processo maior não é avassador né a destruição da natureza né da da fala da Flora das pessoas é um processo iminente eu assisti uma palestra do professor Michel Levino dentro do evento da juípp é e é bem preocupante né quando se coloca qual é o futuro da humanidade né como vai dizer Marx né é a humanidade ela a
natureza a humanidade não existe cena natureza Então temos uma possibilidade de Assim como o ser social foi se auto colocou de uma natureza inorgânica orgânica o ser social não poderemos poderemos sumir né é da face Da terra Então esse tema não é um tema menor é um tema radical que nos interessa então unidade de conservação é importante mas vai ter limite dentro do quadro da ordem também a professora tem destacou um pouco que pergunto Benito né sobre o retorno do trabalho das equipes extensionistas rurais nós que trabalhamos nas universidades e também não comentou tivemos muitos
avanços dos direitos do trabalho por movimentos sociais ainda das Comunidades eclesias De base depois Associação de Moradores centros comunitários que vai avançando no movimento de reforma Urbana nós tivemos inúmeras experiências de participação social de base democrática né e inclusive de natureza mais radical avançamos muito né e agora quando a gente quando avanço da liberalismo quando avança a nossa inclusive nos próprios dentro das Universidades os projetos de extensão são mais limitados pela própria conjuntura de uma exigência De professores darem aula de pesquisar de produzir tem uma diminuição em geral no trabalho de extensão mostra uma distensão
continua ser inclusive dentro das Universidades de uma forma de resistência né da Universidade estender essa produção do conhecimento dialogando com a pergunta do Leonardo mas também a gente pensa não é Denilton que não é qualquer extensão que nós queremos nós queremos também pensar uma extensão que pensa a perspectiva de atualidade seu Trabalho com mulheres Você trabalha com quebradeiras de babaçu seu trabalho com indígena seu trabalho com com ribeirinhos seu trabalho com com os trabalhadores rurais eu o projeto ele o projeto tem que ser sempre um projeto que pense aí uma situação política e humana vinculando
né as necessidades humanas vinculando O que é ordem burguesa fragmenta desde o século 19 né quando a ordem burguesa fragmenta as áreas de Conhecimento né fragmenta as lutas então para a gente pensar que esse projeto de retorno a valorização da extensão dialogando que a gente falava é pensar esse projeto de radical superação de defesa de direitos também um objetivo radical mas pensando um debate de fundamento crítico a ordem vou passar aqui eu não sei se a pergunta vai até da questão da terra como meio Universal Essa entrou no próximo bloco próximo bloco Então pessoal retomando
aqui só para a gente se organizar nós temos ainda seis questões eu tenho feito três questões em cada bloco Então a partir desse momento a gente Considerando o nosso horário né e o limite aí do horário da sessão nós vamos encerrar porque as próximas seis questões também já tem conteúdo bem interessante que vocês possam continuar se comunicando aí pelo chat fazendo seus Comentários as suas contribuições Lembrando que as contribuições do chat são super importantes porque a gente também vai se localizando Quem são os nossos pares que tem discutido Onde estão então também aproveitem desse chat
para se comunicar para dizer onde vocês estão o que vocês têm feito né Enquanto isso a gente vai abrir esses últimos dois blocos aí com as contribuições né as últimas questões Nós temos deixa eu retomar aqui o meu chat nós temos uma questão é que é da Adriana Silva em que ela pergunta só um minutinho aqui [Música] é se uma das duas professoras ou as professoras poderiam falar um pouco sobre a terra enquanto meio universal de produção então Joana naquilo que você ia iniciar então inicia nesse bloco né Retoma nesse bloco A Terra enquanto meio
universal de produção é a Larissa Teixeira ela pergunta por que ainda pouca discussão em relação à questão sócio ambiental tanto a nível de nossas entidades representativas quanto profissionalmente mesmo sendo uma temática tão urgente imperativa e por último nesse bloco da Isabela Correia é a questão que elas nos aponta que ela gostaria de saber como você Professora Joana e Professora Tânia avaliam a dinâmica dos movimentos sociais na luta pela terra e moradia na atual conjuntura sócio política do Brasil Então são essas três questões para esse bloco e depois nós abriremos o último repasso agora para professora
Joana e daí a Tânia e no último nós invertemos novamente pode ser bem a pergunta que não tá identificado aqui né sobre a questão da da terra Enquanto é meio universal de produção de certo modo também nós já falamos né tanto eu quanto a Tânia mas eu vou tentar sintetizar um pouco quando a gente vai discutir do ponto de vista ontológico né a produção do ser social a questão da terra ela é um elemento fundamental para a produção da vida né quando nós Pensamos a satisfação de necessidades humanas e o ato o ato de comer
beber vestir morar não há como separar esses elementos da dimensão Universal da produção da vida humana em qualquer quadrante em qualquer tempo histórico porque isso se trata a produção do ser social em termos ontológicos né mas como vai dizer a teoria mais que ela vai dizer mas na ordem burguês Aliás ele vai dizer na sociedade ele precisa capital essa essa questão da Terra sempre foi uma um elemento de disputa por exemplo se a gente pensa no feudalismo o servo ele era um servo que ele era equivalente Vamos dizer a terra né havia uma produção de
satisfação de necessidades mas dentro de uma lógica de dominação porque se trata de sociedades classistas pretéritos ao capital mas na ordem burguesa a como vai dizer Márcia a primeira divisão do trabalho a divisão capicidade né trabalho manual trabalho intelectual pela alienação Então essa alienação separa o produtor dos seus meios de produção e a terra ela é um desses meios de produção que são Separados do Produtor isso vai avançando né para o tempo espaços diferenciados da ordem burguesa então recuperar essa relação é uma tarefa da humanidade por isso que não é Deus alemã dizer essa divisão
Campo cidade ela tem que ser resolvida porque não pode ser o campo o atrasado que produz um alimento que produz um alimento o alimento ele é um alimento humano Então esse o alimento ele não tem que ser que ser um alimento à produção De mercadorias que passa por cadeias é um alimento para produzir a vida então a recuperação da terra é o elemento que nos interessa como já foi dito aqui né uma terra alegativa ela é cativa porque ela precisa ser aprisionada para os interesses do capital e isso vai sendo é atualizado Então essa recuperação
da terra ela nos interessa porque nós precisamos dela para a vida a produção do alimento humano ainda que haja diferenciação de tempo espaço então nós Precisamos recuperar essa relação da humanidade natureza como eu falei e a Terra é um elemento Central é o elemento Central para produção de uma sociedade é que que seja finalizado a propriedade privada da Terra isso tem que ser resolvido né a humanidade precisa resolver isso existe a gente pensa que no caso da Amazônia o ribeirinhos os ribeirinhos os indígenas né os quilombolas precisam viver na terra mas eles são tensionados Né
a água o uso da água né Elas hidroelétricas a terra ela é intencionada porque embaixo da terra está a mineração está a produção da riqueza para produção né da produção Distribuição e consumo de mercadorias então isso tem que ser recuperado para satisfação de necessidades é humanas a Larissa fala da da questão socioambiental né como Professora Tânia já falou parece nos Parece que o serviço social brasileiro e os próprios gtps da beps vem tratando de buscar as mediações é uma tarefa do GPS buscar as mediações entre os gtps me parece que o serviço social vem avançando
bastante então a sua questão né ela tem sido pautada tem sido pautada pela pela categoria tem sido pautada pelo conjunto de certas creche tem sido passado pelo gtp da BEP então a gente espera inclusive como debate como esse pelo exterminados que a gente vem Fazendo né que a gente avança Você tem razão é uma temática urgente e imperativa e mais ainda pelos dados que nós colocamos ele Tânia por período recente um avanço né pela destruição da natureza de uma formação toda então ele parece que as entidades vem avançado espera continuar né Estamos fazendo isso aqui
né e esperamos continuar no debate com os outros gtps outros pesquisadores agora uma coisa que eu pensei quando isso a pergunta é que o serviço social Brasileiro dentro das três ênfas da questão Urbana grande ambiental teve maior peso de pesquisa pela própria relação com a demanda histórica do trabalho do trabalho do assistente social nas políticas urbanas que teve a viver com a industrialização né a relação do a questão da questão social na Gênese da profissão no Brasil articulada industrialização né e a industrialização foi nos Espaços né Urbanos né então daí a demanda pelo trabalho foi
daí mas a medida que a gente falta a gente avança então esperamos continuar a pergunta da Isabela né Como avaliar a dinâmica do movimento social na luta pela terra e moradia na construtora atual nos parecem aquilo que nós falarmos na palestra né Toda a resistência é importante toda a resistência interessa ao serviço social porque porque a contradição da Viva a Resistência ela tá viva a contradição ela está na realidade por isso que nós defendemos o método em Marx com unhas e dentes e garras Porque o método é uma relação de sujeito objeto a contradição está
lá assim como tem o avanço do Capital também tem as resistências e como é que nós vamos capturando essas os movimentos que estão presentes no caso da do movimento indígena movimento pela terra dos Trabalhadores Rurais como é que se coloca né como é que esse Movimento dialoga com os movimentos sociais aquele que eu citava o MST que debate à propriedade privada inclusive como a gente se incorpora as pautas do movimento que precisam debater para dar privada mas não podemos também é pensar em movimentos fragmentar existe os movimentos sociais né e muitos deles são fragmentados como
é que a gente discute a questão indígena com a questão do Movimento Sem Terra é uma luta só quer dizer tem parte tem diferenciações Particulares aquilo que nós temos particularidades de tempo e espaço Mas como é que a gente vincula porque o processo de acumulação ele avança Então como é que eu dialogo a luta pela terra e moradia do MST por exemplo mtst com a luta dos indígenas quilombolas ribeirinhas Então acho que essa que é a nossa talvez a nossa pauta mais importante hoje essa articulação da luta porque a lógica da tendência do capital é
uma só que vai sendo diferenciado na Territualidade as lutas singularidades em particularidades históricas devem ser articular na luta na nossa cidade anti capitalista a gente homofóbica antipatiar dialogando com todas as lutas acho que seria mais ou menos isso eu vou eu vou acrescentar alguma coisa porque eu acho que é Joana contemplou bem essa relação da terra né para o capital eu acho que [Música] E a forma de atuar do estado brasileiro com relação à terra é um exemplo nítido né dessa importância do ponto de vista da valorização do Capital né mas eu queria falar um
pouquinho mais na verdade com relação a pergunta dos movimentos sociais eu avalio que aí também né dando segmento as reflexões que Joana faz aí também tem um desafio para nós né porque primeiro eu acho que a invisibilidade que é construída na luta Dos movimentos sociais eles não aparecem nas mídias né eles não aparecem quando eles fazem estão nas ruas por exemplo fazendo algum tipo de manifestação É muito raro e muito difícil ter a reportagem sobre isso né É quase que um pacto né de invisibilidade de silêncio na luta dos movimentos sociais né esse por um
lado e por um outro e aí eu vou eu vou dizer a partir por exemplo dos movimentos urbanos né na luta por Moradia o movimento que o Estado faz para dividir o processo que o estado assume para dividir o movimento né a organização institucional exigida para poder ter acesso a possibilidade de recursos a desenvolvimento de projetos né então você tem um movimento de moradia que agrega centenas de famílias e que no diálogo com estado ele tem que se posicionar sei lá 200 famílias 200 famílias então tô Dando um exemplo aqui meio aleatório mas eu acho
que vai nesta linha né dando exemplo nesta linha que Joana ponta né da fragmentação das lutas dos movimentos sociais e como muitas vezes essa fragmentação é alimentada quase sempre alimentada pelo Estado e muitas vezes nós profissionais ingenuamente ou não estamos ali também colaborando e contribuindo com essa fragmentação né não questionando exigência não refletindo Junto com os movimentos sociais estas exigências institucionais cumprindo a legislação e lembrem-se na minha fala eu falei eu disse algo né que a lei aqui no Brasil ela tem o sentido de classe né ela a gente supõe a lei para uma perspectiva
de igualdade mas no Brasil ela tem uma direção de classe né então acho que esta relação com os movimentos sociais na luta pela terra e pela moradia tá nos requerendo [Música] Estudos posicionamentos políticos enfrentamentos metodológicos dinâmicos né nesse cotidiano inclusive para poder identificar a partir da Luta dos movimentos o que dá emergindo de novo sabe para que a gente também possa estar junto dele porque está porque tem movimentos que estão construindo um novo a partir do velho sabe formas de gestão formas de organização formas de Participação formas de enfrentamento estão sendo construídas e que a
gente tem que conhecer também para somar forças né que eu vejo isso como muito importante acho que era isso mas ele já tá aqui dando para você zoar da presença né Nós vamos para o último guarda graça como diz nós vamos para o último debate o último bloco e antes de passar as palavras do último bloco Gostaria de Dizer para vocês Tânia Joana o quanto Que as mensagens no chat estão apontando para esse importantíssimo debate para o papel fundamental das reflexões que você tem apresentado nessa tarde para nós e o quanto essa tarde tem sido
também um momento de trocas mesmo que aqui pelo chat numa plenária virtual agradeço aí todas as contribuições né aquilo que todos os colegas também estão colocando aí pelo chat enquanto comentários enquanto reflexões que nos Formam e deixo aqui o meu beijo para Elisa benedetto né que colocou lá saudades pelo chat então também saudades de ti eles a nossa presidente do creas do Rio Grande do Sul com isso eu vou trazer as últimas três questões tá E aí eu vou também solicitar para professora Joana ir para Professora Tânia é que façam também nesse bloco as suas
considerações finais nesse bloco nós vamos iniciar pela Professora Tânia e depois seguir pela Joana invertendo a ordem do que fizemos no bloco anterior Tá bom então nós vamos aqui para questão da Roberta Cavalcante a Roberta aponta acredito que a categoria profissional precisa discutir urgentemente a questão agrária a luta pela terra não há como pensar um novo projeto de sociedade sem pensar no campo no campo vejam poucas discussões se vocês puderem Comentar é a Selma Carneiro é a ponta uma questão para ambas professoras dizendo Quais as perspectivas dos programas de habitação de interesse social Nesse contexto
de agravamento das desigualdades socioeconômicas e raciais e por último o Leonardo Miranda nos dizendo na luta pela terra está luta pelo acesso também é o solo urbano diante de todos os desmontes nas políticas como as pesquisas e atuação profissional Fortalecem a luta por um espaço para moradia adequada então com essas três questões nós fechamos o último bloco de debates passo então para Tânia e na sequência já fica com a palavra Joana sim obrigada mãe Elis eu concordo Roberta com a sua afirmação e eu acho que também no decorrer aqui das nossas reflexões a gente trouxe
isso a gente precisa sim estudar né o campo estudar essa relação da produção no campo Joana fez menção né A questão do alimento no campo a relação com a cidade toda né são vários os elementos aí que nos que nos desafio que a gente se já discutiu algum dia na vida a gente acabou fortalecendo a luta Urbana e os estudos urbanos pelo menos aqui na região onde eu estou exercendo a docência e eu me vejo aqui desafiada a fazer isso é necessário discutir a questão agrária a luta pela Terra entender a são Campos cidade entender
como esta relação interfere no processo de reprodução do trabalhador da trabalhadora né na cidade né no contexto do assalariamento todos esses esses movimentos né para de análise da realidade acho que a gente volta ao início né Esta é a nossa realidade é uma realidade em que estas dimensões se cruzam né não há e a gente tem hoje né Cidades que não tem mais as cidades vão se quando urbando as áreas pele urbanas a presença de povos originários muito próximos da cidade os quilombos Então esta organização societária precisa ser olhada nas suas contradições nos seus desafios
e a gente tem que fazer muita pesquisa muita investigação e muita devolutiva do que a gente tá produzindo né Com relação à questão da Selma eu acho que a gente Tem um desafio aí pela frente né a gente teve um processo intenso com muitas críticas com o programa habitacional né que foi esvaziado dos seus recursos que em 2019 teve 0,0% de recursos alocado no orçamento em 2020 ou 21 0,01% ou seja nitidamente o estado brasileiro se posicionou a não produzir habitação de interesse social né Inclusive sem recursos para o trabalho social terceirização do trabalho social
enfim foram muitos deslocamentos ocorridos nesses últimos anos com relação aos programas de habitação de interesse social Mas isso não em desmotivado os movimentos sociais que tem continuada atuar trabalhar discutir propor propor novas formas agora algo que a gente também tem certeza e temos que lutar não há como as famílias oriundas das classes Trabalhadoras com baixo poder aquisitivo ter acesso a moradia no Brasil não há se não houver subsídio do Estado né então o corte de subsídios para o acesso as moradia É você sim empurrar as famílias para áreas precárias para as palafitas áreas precárias mocambus
alagadiços ou para as ruas como a gente está vendo hoje que na maioria das cidades do Brasil né então é um agravamento intenso que a gente tem que né se organizar para enfrentar porque Há movimentos nesse enfrentamento né É E aí o Leonardo né Que pergunta diante de todos os desmontes das políticas como as pesquisas podem fortalecer a luta por um espaço de moradia adequada Leonardo eu diria de novo que eu disse a pouco eu acho que a gente tem que pesquisar e tornar nossas pesquisas públicas e eu acho que torná-las públicas hoje eu tô
muito nesse lugar tô muito nessa né torná-las públicas hoje é publicar em revistas livros mas é mais eu acho Que a gente tem que ir para as áreas onde a gente trabalha e falar disso eu vou dizer rapidamente eu Fiz parte de uma experiência há pouco que isso ocorreu uma pesquisa que foi feita numa área precária aqui em São Paulo um trabalho de conclusão de curso cuja apresentação foi feita na própria área onde a pesquisa foi desenvolvida para as mulheres que foram entrevistadas nesta pesquisa e o lugar estava cheio de moradores de famílias Deste lugar
ou seja não só por aqueles e aquelas que foram entrevistados e mais diretamente envolvidos mas por pessoas da área que tiveram a possibilidade de ouvir falar da sua própria área Mas além porque essa é a responsabilidade desse investigador da investigadora né é das reflexões feitas a partir dos dados levantados é transformar os dados em informações para a população e foi isso que foi feito então acho que é tornar é a fortalecer a luta a gente tem que Buscar as mais diferentes estratégias se tem uma Existem várias para a gente poder fazer né quero dizer é
que agradecer o convite estou muito feliz de ter participar desta tarde junto com Joana junto com a mãe Elis junto com a mauricleia né é agradecer ao ser festa abeps e anéis pelo convite e ter tido a oportunidade de trocar com vocês de refletir com vocês e tenho certeza que várias das perguntas que vocês trouxeram Então me Desafiando né continuidade preciso estudar mais preciso investigar mais preciso ler mais E é isso que é bom no debate né que a gente acaba identificando também nossos próprios limites do conhecimento e nos interrogando né Vamos avançar nesse conhecimento
que precisa e é isso Boa tarde a todas a todos e todos então a pergunta da Roberta eu começo a comentando né rapidamente pelo tempo exatamente com que a Tânia acabou de Falar né as perguntas acabam nos colocando também a pensar né nosso lugar de pesquisadores que têm limites inclusive por recurso do lugar que nós temos nas capitais né e inclusive o pouco recurso que a gente tem para estender por exemplo o caso do Pará tem 144 municípios em distâncias não só a distância geográfica como acesso a água pela água então muito difícil que a
gente consiga Ter essa percepção dessa realidade dessa dessas diferentes temporalidades do que se passa na vivência mas é ou seja mas novos tem razão nós precisamos avançar no conhecimento dos módulos de vida né desses diferentes modos de vida nós temos um professor na UFPA que para nós é uma referência bem importante que o professor Sancler Trindade Júnior né que ele fala da Urbano diversidade disse ó a Amazônia tem uma Urbano diversidade não só que é pouco conhecida e uma Pesquisa que a gente fez sobre municípios peruano mostrava isso como tem diferenciações que nos escapa ao
conhecimento dos pesquisadores muito mais do governo Eu sou filha de uma de uma família minha mãe nasceu na floresta nasceu Ribeirinha e eu faço uma comparação desses modos de vida muito diferente do tempo ainda com uma relação com com o dia né o horário da noite o horário do alimento ainda muito movimentado pela pela natureza não Seja uma pessoa Acho que ele tem uma vivência muito próxima mas que ainda que tem essas particularidades dessa vivência a dimensão do Capital tá lá então esse essa troca que eu falava que a gente tem que presta atenção ou
seja qual é essa essa o circuito superior da economia e esse circuito inferior da economia desses diferentes espaços que nós temos que recuperar Então me parece que nós temos que Nos colocar essa tarefa dessa percepção do território das vivências no território que foi falado por mim e pela Tânia nos coloca para essa percepção desse tipo de vida que que pense num diferentes territórios do Brasil Qual é a satisfação de necessidades e volto a pergunta Inicial né como eles são satisfeitas as necessidades aquilo que eu falava Sofia de uma mulher Ribeirinha que no Rio que eu
visito a minha família vai ter as casas dos Comerciantes que do ponto de vista arquitetura dentro da floresta é casa de moradia nas latas toda equipada com banheiro com a caixa d'água e os trabalhadores e os pescadores vão ter uma casa que não tem parente que não tem banheiro Então a desigualdade ela está lá em qualquer lugar né na floresta no campo e na cidade então como é que a gente se apropria desses diferentes circuitos da economia né o superior e Inferior e coloca a resposta de políticas colabora com a proposição de políticas públicas né
que sejam diferenciadas mas que atendam elementos universais né nas particularidades Então você tem razão é sobre a questão da Habitação interesse social concordo com a Tânia não é possível nós temos que valorizar a política de habitação até já falou o governo federal e intimamente tem né que a gente não pode comentar muito é pela Questão da eleição né é diminuiu muitos gastos para habitação de interesse social do programa Minha Casa Minha Vida ela uma nova lógica do programa Verde casa verde amarela um recurso do trabalho social né uma minimização de recursos desse trabalho social mas
ao mesmo tempo nós temos que pensar que é conjuntura ela se altera né Nós temos uma conjuntura enquanto Esperamos que a construtora se altera nós apostamos na leitura crítica da Movimentos sociais né pela pela pela recuperação da terra mas nós também numa unidade dialética valorizamos as políticas habitacionais nos interessa trabalhar com a política de habitação interesse social e o serviço social brasileiro já aí já avançou bastante eu acho que nos interessa recuperar o que o serviço social brasileiro já avançou e nos apropriarmos para a conjuntura que nós esperamos que siga né recuperar todos os Avanços
que nós tivemos dessa política aí evidentemente é atualizar para o que vem pela frente a nossa própria capacitação sobre Nossa capacitação como trabalhadores e equipe de trabalho social tem muita coisa interessante que já foi pesquisado inclusive pelo conjunto de creche Pelas universidades que nós podemos nos apropriar incluindo aquilo que você coloca né a desigualdade socioeconômica desigualdade ter força na questão racial Na dimensão de gênero né na descrição da sexualidade Então nós vamos atualizando nós incorporamos e que já foi avançado e atualizamos as lutas recentes para essa política nos preparemos para avançar é o trabalho com
habitação interesse social Esperamos que a gente possa retornar com força aí né mas evidentemente com luta né o que Leonardo coloca certo modo nós já falamos mas eu queria fazer um Destaque Da pergunta do Leonardo Além das pesquisas que tenha fala que nós temos que fazer o esforço de retornar apresentar os trabalhos em onde nós pesquisamos devolver esse trabalho mas também importante nós nós mantermos a qualificação do trabalho profissional porque na área da Habitação na área da questão agrária na área ambiental como qualquer espaço aos profissional nós estamos em disputo né o serviço social está
em Disputa pelo nosso código de ética pelo projeto ético estamos em disputa onde este vermos né E aí no caso da do espaço de moradia tá falando nós estamos disputando como é que uma demanda por exemplo de participação social que chega para nós né conservadora uma participação instrumental como é que a gente ampliar esses espaços de discussão da participação da Cidadania e da Democracia então então também a pesquisa nos ajuda mas o próprio trabalho Profissional e se ele também é qualificado ele também ajuda na discussão da moradia adequada então conhecer é importante E aí eu
queria fazer só uma duas coisinhas né como que os reais assistentes sociais que trabalham nas equipes de trabalho social podem acessar o material que está na página do cefeis né Tem um material riquíssimo que já foi preparado pelo cfs como subsídio ao trabalho profissional Como usar as assistentes sociais podem acessar a página da veps e o gtp de questões agrária ou banda ambiental também como uma qualificação nesse coordenado tá perguntando como é que um trabalho foi profissional pode acessar o que o gtp levantou como uma resposta e aí nem na luta pelo trabalho do profissional
que se volte aos interesses da classe trabalhadora com essa dimensões que nós já falamos aqui né mesmo nos espaços de contradição desse Estado que é o próprio da profissão e por último queria fazer um convite né que nós estamos aí com nós estamos aí com um projeto de extensão né que é em parceria com os grupos anotei aqui esse eu não erro nenhum com lemospa urbanos da UERJ e o Maps da Unifesp né que a professora tem participa tem feito um curso de como essa com uma dessas possibilidades da Universidade estender o que a gente
vem Fazendo com toda essa fundamentação e como pensando essa articulação entre a teoria método ética política e ao operacionalidade do trabalho social então a gente faz um convite nós já fechamos as inscrições porque para nossa alegria né Tânia o a inscrição ela a gente abre o curso de extensão ele fecha rapidinho mas nós temos um projeto de extensão que deverá seguir para o ano que vem então a gente Convida os trabalhadores né para para participar Desse curso e uma das nossas resultados que a gente espera desse curso elaborar uma cartilha para o trabalho social naquilo
que foi cobrado aqui né como é que retorna então a gente tá pensando de fazer uma cartilha não com só com elemento operativo mas como um retorno ao trabalho profissional que esteja na escuta né que dia logo que o movimentos sociais e continuamos a nossa área profissão nos manter vivos né Nós temos uma herança e ela nos interessa nós não Queremos abrir mão se precariza o nosso trabalho se precarismo se nós nos pregarizamos como Trabalhadores em geral ou as assistentes sociais a nossa a nossa luta ela tem que se manter viva então a gente está
na disputa na luta então eu finalizo agradecendo a confiança da Coordenação como eu já falei muito muito boa as perguntas né que chegaram pelo chat as perguntas mexem com a gente também nos tira do nosso nosso lugar Para também nos fortalecer para avançar na nossa pesquisa agradeço a coordenadora a professora mais a professora que está nos Bastidores as pessoas que trabalharam na tradução lá a Michele da que está aí nos Bastidores então muito obrigada pela pela oportunidade e seguimos juntos juntos na luta obrigada Obrigada Tânia Obrigada Joana né esse momento Essa tarde foi muito especial
e antes de encerrar essa plenária virtual Eu também gostaria de deixar um convite muito muito especial para que a gente possa se encontrar no 18º em pés no Rio de Janeiro que vai acontecer de 14 a 17 de Dezembro desse ano e que vai ter boa parte da programação de forma presencial inclusive as sessões de apresentação oral de trabalhos as mesmas temáticas então meu convite é para que possamos estar juntos lá no Rio de Janeiro para continuar esse debate iniciado Nesta tarde para que a gente possa continuar lá de forma presencial temos inclusive teremos Inclusive
a socialização preliminar de um levantamento da área feito pelo gtp pela coordenação ampliada do gtp questão agrária Urbana ambiental e serviço social e acho que é um momento também que que vai ser um Marco histórico né na nossa área Porque como as professoras Tânia e Joana apontaram a gente tem visto percebido um crescente nessa Discussão porque também a realidade tem apontado de cada vez de uma forma mais Evidente a necessidade desse debate Então acho que no Rio de Janeiro presencialmente a gente vai ter qualitativo também na área e eu queria para ir finalizando agradecendo muito
a contribuição das professoras Joana Valente Tânia Diniz é o chat na plataforma doit é foi muito muito circulado né a importância das contribuições que vocês trouxeram Que vocês nos brindaram né foram reflexões fundamentais nessa tarde de feriado no Brasil agradeço Inclusive a grande contribuição da professora mauricleia Soares do cfs que ficou nos Bastidores na função da relatoria coletando e organizando as questões para o nosso debate registro e Agradeço também a importante contribuição das intérpretes de libras Silvia Nara Fagundes Domingues e Antônia Aparecida Lopes que viabilizaram Acessibilidade para Asi os colegas com deficiência auditiva tendemos que
em parte dessa tarde Elas acabaram acabou caindo a conexão delas mas a gente conseguiu assegurar com o mesmo com essas dificuldades essa acessibilidade a partir do trabalho da Silvia e da Antônia muito obrigada E agradeço o apoio da Michele Guedes da alvo eventos que ficou no apoio técnico viabilizando a estrutura dessa plenária e superando aí os apertos comuns aos Eventos virtuais por último agradeço os participantes que acompanharam mais essa atividade do décimo sétimo CBA digo não esqueçam de acompanhar o restante da programação do cbas que está muito rica gratidão a todos todas pelo compartilhamento deste
momento e um até breve nos encontramos