G1: As narrativas compartilhadas têm o prazer de continuar ouvindo o Professor Paulo Edson. O Paulo Edson estava contando que ele estava em Ilhabela. Sério, começou uma chuva muito forte, ele se escondeu, bateu em uma árvore e tinha um folder no chão.
Ele pegou e leu. Agora ele continua a história sobre o cabide. Bom, esse folder era um pão fresco turístico, e a primeira imagem que tinha nele era o mapa da Ilha, uma cruz e um bauzinho de tesouro.
Aqui é uma ilha onde se escondiam piratas. Não falava "nós", e eu fiquei encafifado: "Nossa, precisamos descobrir o ocorrido no centro da cidade", né? Porque da internet era 96, e isso não era um lugar de internet.
E foi em um café que tinha internet, um Cyber Café, que eu entrei, procurei, gravei "Isabela". Descobri que era Thomas Cavendish. Eu encomendei e descobri que tinha um livro, "Fax Ltda", do ano.
. . preciso dele, relatar a passagem dele, a tentativa da segunda viagem que ele tentou fazer ao redor do mundo em 1591.
E quando ele chegou, o livro. . .
poxa, é isso aí! Eu não tinha nada em português, nada, nada, nada em português. Tinha sobre situações muito, muito superficiais sobre ele, em que eu procurava.
Eu comecei a traduzir o manuscrito dele, em inglês antigo, e senti que a justiça, né, era um resumo pirata e nem tinha tanto esmero assim com a língua, né? O nível de história falou: "Poxa, aparecer tem uma joia na mão, você tem que propor isso com uma citação de mestrado na USP em tradução. " Eu disse que sim, fui lá, atendi.
E aí eu fui. Hoje eu fui para o Urso e conversei com a professora Estela. Ela foi super gente boa.
Olha, esse tipo de trabalho é que o senhor João Milton. . .
o processo de aumento, ele é uma professora, talvez um dos maiores nomes em tradução aqui do Brasil, né? Ele era professor, ele se aposentou. Ele era professor na área de língua inglesa, literatura inglesa, e eu fui conversar com o professor, com o professor João, né?
E eu senti que ele gostou muito da ideia. No início, comecei a fazer as aulas como aluno especial e vamos transformar isso em um projeto, né? Aí ficou um projeto.
Eu lembro que foi um processo muito rápido e, em seis meses, já era aluno regular da USP. Foi um período tão gostoso, Roberto, que eu trabalhava já com tradução. Eu tinha parado de dar aula por um tempo para poder me concentrar na pesquisa, né, que demandava bastante, né?
Mas as traduções que gostei de fazer. . .
produção! Essa é a técnica, né? Eu trabalhava já com isso, né?
Comecei a estudar muito tradução literária porque, basicamente, as disciplinas, os módulos que a gente fazia no mestrado, era basicamente produção literária. Era um campo também. Todos conheciam.
É isso aí! Eu tinha a bolsa da Fapesp e o que acontecia aqui. Paralelamente, continuei trabalhando com a fábrica e as Plus em Sorocaba, que começou a sediar algumas empresas e a operar no Brasil na área de celular, o que era uma época como estudar o mundo celular.
Todo mundo com o seu celular. E o celular tinha apenas algumas funcionalidades, como, por exemplo, o correio de voz, e esses equipamentos que lhe davam correio de voz eram fornecidos por terceiros, a Vivo, né, no caso. E aí, procuraram e disseram: "Olha, a gente precisa de você para fazer tradução para treinamentos.
" Então haveria os engenheiros das empresas que forneciam equipamento para os engenheiros da Vivo. Poxa, Roberto, foi tão legal, porque a manhã era tão boa que, quando tinha a Linda, eu ficava na USP, pesquisando e trabalhando com o mestrado. E, quando eu estava trabalhando, viajando para Brasília, São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte, dando os cursos.
Só que esses cursos, muitas vezes, eram repetidos. O que aconteceu? Chegou uma época em que não tinha necessidade do engenheiro.
Só estava me acompanhando. Eu comecei a dar o curso e equipamentos para os engenheiros da Vivo, mas entendendo todo o momento. Era coxa repetindo, já sabia até a sequência das apostilas e tudo mais, né?
E uma das empresas que mais me contrataram, uma conversa lá em Boston, ela disse para mim: "Olha só, nós vamos querer te contratar como instrutor. " Eu disse: "Poxa, mas não sou da área de engenharia. " Tá vendo?
Engenharia passando do meu lado, tirando finas de medo, né? Mas eu não sou da área de eletrônicos. "Só não, mas você tem didática, já trabalha, você já sabe adicionar.
" E isso ele precisa, já conhece bem essa parte do equipamento. E tudo! Em resumo, Roberto, acabei transformando o extrato.
Então, é. . .
o John faz. A gente vai analisar só trechos da Malu, sido cinco esteril, realmente, né? O ponto interessante, ecologicamente falando, é analisar trechos da tradução, e propor a proposta do sangue.
Vai ser feito assim, mas vamos trabalhar com isso. Me ajuda, por favor. Não tinha, não teria a pessoa.
. . Não tinha ninguém melhor do que o João para me ensinar.
E o John era especialista em Shakespeare, nessa linguagem mais rebuscada e antiga do inglês. Bem, ele me ajudou. E ele me ajudou com a tradução.
Me ajuda assim, e eu não tenho nem como agradecer até hoje por essa produção da gente conseguir deixar algo tão fiel no português, mantendo aquele espírito de um pirata. Não consegui, atrás da palavra errada, Corsário, né? Ele tinha carta de Corso para poder tocar as naus espanholas e portuguesas.
Como é que se estabeleceu aqui em Santos? Ele chegou na noite de Natal. Foi uma coisa inacreditável!
Perdeu todo mundo na igreja, né? Aqui diz. .
. Que ir atrás do livro! Tem que ler o livro, é emocionante.
Aí, o Roberto. . .
eu comecei então a trabalhar. O trabalho estava sendo direto com a sua empresa. Eu fui para Boston e, mas, você sabe que.
. . poxa, Roberto, tá na hora de eu sair do Brasil, que minha vida estava muito boa aqui, eu estava gostando muito de trabalhar com eles.
Mas, como uma ideia deles, eu fui ser instrutor de toda a América Latina. Isso já era 2001. Fiquei uma semana em Boston, eu acabei conhecendo todo o equipamento; o que faltava era, só assim, agora, só o último passo para você ser contratado por nós e o salário é excelente.
Mas, aí, um engenheiro que ficou muito amigo meu, o Diogo, falou assim: "Paulo, o trabalho é uma delícia. Os primeiros dois meses é viagem, você conhece gente, você tá lá e para cá, mas chega no terceiro mês e você vai ter uma vontade de ter um lugar. Já não tem mais lugar, você vai viver em hotel".
E aí, eu ia ter que. . .
isso já lhe pôs a vida, não era hora. Eu não queria estar lá. Eu queria fazer na minha base.
Eu era recém-chegado da Inglaterra, não fazia muitos anos. Era, não, não era a hora. Eu pensei: "não, mas profissionalmente é muito bom ter essa experiência, não precisa ficar por causa da vida, mas é só uma experiência boa me mudar para Boston e viajar pela América Latina".
Mas ainda tinha aquela dor no coração de não querer sair. Aí, Roberto, em 2001, eu já fiz agora o teste final. Eu tenho que dar uma aula para eles, qualquer coisa, por meia hora, para ser aprovado finalmente pela comissão de 18 engenheiros.
Eu pude escolher o tema. Poxa, vou dar aula de que é para eles saberem sobre os equipamentos deles. Eu dei uma aula de equipamentos, dos copos, engenheiros e criaram equipamento.
É mais cinco; ia esperar isso que ia fazer, né? A mesma função auxiliar, essa tem que ser aprovada, tá tudo certo. Roberto, olha como que é o destino, né?
Caiu as torres; eu estava prestes a ser contratado, caiu as torres e aconteceu que a bagunça. . .
eles não podiam examinar, não podiam contratar ninguém de fora. E a minha contratação ficou suspensa. E foi uma decepção.
Mas, mais do que decepção, foi um grande alívio, Roberto, porque eu sabia que ia continuar trabalhando com eles aqui e esporadicamente. E foi o que aconteceu: eu consegui ir trabalhando com eles; eu ajudei na implantação do sistema de correio de voz, praticamente todos os equipamentos da Vivo no Brasil, porque os cursos eram com muita gente do nordeste e norte; era uma base em Brasília. Eu fui para Brasília mais duas ou três vezes, né?
Em São Paulo, principalmente, e a gente implantou a Vivo. Assim, umas coisas que tá contra. Eu conheço, tem uma coisa muito grande, inacreditável.
Cara, você vai ver, o equipamento tem o tamanho de uma geladeira, mais ou menos. Ir lá, tem recado de voz; tinha recado de voz de 4 milhões de pessoas. É uma coisa muito maluca.
É uma coisa. . .
nossa! De recados aqui de 4 milhões de pessoas estava lá na minha frente. O valor do Tatuapé, Tatuapé São Paulo, é o prédio grande que um amigo tinha na época.
Nika foi para o céu! Aí, Roberto, eu tive que adquirir uma outra habilidade: fazer tradução simultânea. E isso não existe em Sorocaba.
Então, sempre que tinha tradução simultânea aqui na cidade, sempre me contratava. Eu lembro que tinha dia que eu trabalhava numa fábrica de trator, no outro ia trabalhar numa fábrica de colchão; a outra estava no tratamento de marketing para uma empresa de molas, sabe? Assim, eu comecei a ter um conhecimento.
Antes de que a gente. . .
eu tinha que estudar, não usou. Eu fui tradutor de um simpósio sobre cogumelo; era uma aventura. Cada hora era o tema diferente, dos mais diversos possíveis.
E aí, foi quando a UNIP se instalou. Eu ia ser um, se precisasse, professor, com mestrado, que também era raro você encontrar na área de língua inglesa. Eu lembro que eu comecei o curso de inglês, além de língua inglesa, de letras aqui na UNIP.
Eu fui dos primeiros setores dentro do quadro e comecei a trabalhar na USP. E foi você. .
. eu não lembro, foi você que me avisou que teria concurso na Uniso. Eu não sei onde, não lembro agora, quando nós nos encontramos, se você me ligou, mas não lembro.
Você que me avisou que eu tinha que dar uma palestra. Dall'inizio, pouco tempo antes, só porque, além disso, lembre-se, uma palestra no ocupada, foi muito divertida. Eu lembro de ti, aluno, sozinha, mas ele é ladrão!
Ladrão de roupa de ladrão, cem anos de perdão. Eu lembro super bem disso, né? Essa perda de alguém.
. . fazer uma observação dessa, o que os espanhóis roubavam da América Latina e Alegre roubava.
Foi, então, logo. . .
televisor, como eu fiz o concurso em 2002. E aí, eu cortei, então, né? Esse lugar que a gente gosta tanto, né?
Que tá passando tanta transformação e participando junto com isso, né? No dia, Roberto, então agora para continuar, né, a parte da minha parte acadêmica. Agora, você não vai voltar no caminho, deixe, né?
Eu quero sim, ou não? Conta para você falar um dia. Mas, então, você fala aí.
Mas eu quero só que você conte, né? Como que foi seu processo de transformação da dissertação de mestrado no livro e como que surgiu a ideia ou sugestão de alguém e qual foi o processo de hoje, eu pensava em ter isso, uma versão. Editorial comercial já desde o começo, na verdade.
Por isso que o John e trabalhar com 33 da União nossas inteirinho. Isso precisa chegar ao grande público. Aí o João concordou, me ajudou.
Eu fiz a edição, eu fiz uma pequena, uma macio. E, claro, a diferença da dissertação que não tem a parte teórica, né? Porque não sei, não é de interesse do público.
Então fiz uma pequena introdução histórica. Você fez apresentação para mim, vocês vão fazer apresentação muito legal. E depois eu fiz uma versão lado a lado.
Então a pessoa abre o livro, é o e-book. Não é bom que tenha toda a tradução. Depois sim, a parte em inglês, mas um livro impresso, você ou alguém que tem interesse em acompanhar o inglês, né?
Que é muito peculiar. O inglês é em inglês, não é inglesa. Transição é um olhinho; ele é moderno-ingles.
Na verdade, é um pré-inglês moderno. A transmissão tem inglês moderno e médio, né? O violento.
E tem umas coisas muito interessantes aí de três linguístico, mesmo, não só histórico. Mas eu pensei que para comer, sim, uma versão comercial e interesse é basicamente histórico, mesmo, né? Então fiz uma introdução histórica e pus ele lado a lado.
Tá, é mais para saber se processo. Então, mas, na verdade, quando o Paulo pediu, né, como você pediu para fazer abertura, eu não tinha tempo. Eu estava lá envolvendo lá com a Reitoria; é uma loucura.
Então falei: "Bom, eu consegui ler o livro e fazer abertura. Tem que sair de Sorocaba, que aqui eu não consigo. " O dia a dia, as pessoas, inter-relações.
Aí tu estava chegando um feriado, aí eu vou. Aí fui, liguei para um amigo meu que tinha uma casa em Juquehy e, assim, sem pensar duas vezes, fui embora. Porque aí, mas nem sabia direito o que tinha no livro, né?
Você tinha falado para mim mais ou menos. Aí quando eu chego, leio a história e, pelo menos, espero um pouquinho. Eu estou no local, né, que ocorreu tudo isso.
É assim, abismado. Aí o que eu fiz? Eu quis ir até Ilhabela porque eu estava em Juqueí, isso só Sebastião, né?
Aí eu falei: "Eu quero passar para Ilhabela porque eu quero ficar nesses locais. " Eu fui, vi lá os canhões, tudo, atravessei e perguntei. Eu fui na pracinha e tinha um bar.
Acaba em deixe, eu fazendo, acredito. Aí eu cheguei, perguntei para as mocinhas. Só não sabiam, não sabia.
Aí ela foi; mas tinha uma moça aqui da prefeitura, que ela sabe tudo sobre a comida. Aí que eu fui lá conversar com ela. Aí contei de você e contei; mostrei para ela porque eu estou cismada.
Daí você prometeu fazer uma palestra, não é? Mas não acho que não tem mais. Se fez em Santos, né?
A respeito. Então, mas em Santos eu dei um curso. Comecei a dar todas as férias de pirataria.
Sim, eu não gostaria lá no Rio, dia do zero a asma. Palestras, palestras periódicas e sempre casa cheia. Porque o Santista são muito interessados.
E depois, o dele mesmo, Google. Poxa, o cara super gente boa, Rodrigo, acho que ele. Rodrigo, não?
Ele falou: "Então, curso de pirataria do Brasil. " Eu não curso de dois fins de semanas. Era muito legal, muito legal.
Foi uma experiência muito interessante, você contar para Santista a história da cidade deles. É tão agora. É importante que podia dar para ir a pé, ela também contagia.
Então, eu ia trazer hoje. Ler nessa, na limpeza, você me livre. Uma delícia de ler também, uma limpeza, assim, rapidinho.
E acabei escrevendo na fila, né? Na fila da balsa que, na hora de sair, eu não conseguia sair da ilha, estava cheia de gente, né? Imagine.
Bom, então, eu acabei no carro, dentro do carro, que eu escrevi mesmo, delícia. Então, agora você deve, começou a falar assim um dia. Então, continua agora.
Bom dia. Os sinais da vida que foram sinais do universo. Estou com amigo meu, Paulo.
Paulo Othon, ele mora lá em elas, foi a Bia e o Polo, nem lembro. Foi um leões, a gente conversa lá. Eu moro lá e meu amigo Evandro é o caseiro no sítio.
Ele conhece uma trilha por dentro do Morro de Ipanema. A gente sempre gosta dos florais, né? Ele conhece tudo lá dentro que é mateiro e sabe tudo isso.
Tenta aí, a gente vai passar por um espaço, ele vai entrar dentro da Mata de Ipanema sem precisar entrar por dentro. A gente passa. Clássica, tô: "Opa, vamos explorar, né?
" Ela, floresta maravilhosa, né? Ele foi rolando, um cara super gente boa, é um cara super simples. É o caseiro do sítio, uma pessoa, nossa, espetáculo.
E ele fazendo, nos levando, a gente foi andando pelas trilhas e fala. Uma hora, aí tu assim: "Olha aqui, o Adolfo Frioli. Não, do nosso foi depois, é doador.
" Eu encontrei uma peça de pedra. Quando eu levei para o Adolfo, Adolfo, terminar vizinho do Paulo, Adolfo. Olha, acho que o Adolfo mora até hoje lá, acredito que sim, né?
Ele me disse que era uma machadinha indígena. Vamos, por ou, vamos chatinho dias na chassi do meio do caminho. Só, Paulo, a gente fez um bocado de uma delícia de paciente.
A doutora Marta cometi, voltou a mulher, levando, fez para a gente uma comida caipira deliciosa. Foi um dia delicioso! PayPal, lance: eu embora voltar para Sorocaba, quero, vamos passar, vou tomar um café com Adolfo.
Eu quero perguntar essa machadinha porque ele só falou não tinha visto. Eu fui na casa do Adolfo, o Adolfo super simpático, gente boa. Ele mostrou acervo dele.
O Adolfo é história da cidade, forma humana, né? Roberto, acima do, fui, olha, é uma coisa naquele. Fala quem não sabe a priori o grande historiador sorocabano.
Tá bem, continuar o Adolfo. Nos respeita a pedra com o Evandro arranjou. Vem aqui ver nossa!
Roberto é uma peça única, talhada nas pontas. Eu pensava que você, Machadinho, tivesse mais, não é? Só fosse mais elaborada, é uma peça só.
Eles usaram, né, para quebrar, lascar, né? Sem nossa, quero saber que os índios viviam aqui. Vai ser pesquisar índio, investigando Anchieta, né?
Mas claro que eu achei que ele tinha nada a ver com isso. Foi sinta catequização, e eu tinha acabado o mestrado, né? Comecei um pouco mais as obras, mais aprofundar a história do Anchieta e pensei: "Poxa, difícil para poder catequizar.
Entupir, né? " Foi aí que eu comecei a analisar os textos dele, comparando português e, sem saber Tupi, se não fazer um curso de Tupi. Aí eu fui estudar Tupi.
Quando fui lá, o maior tupinólogo do Brasil, o seu último lugar, tem a custo de Tupi da USP, né? É o estado com o Rafael. Olha certinho que eu escrevi, eu, Navarro, simplesmente por foco.
Exatamente, introdução este artigo como era difícil você achar equivalentes, né, na língua espanhola, em português ou português no YouTube. E ver, nossa, isso merece um estudo mais aprofundado. Aí eu fui conversar com John Lennon, tô pensando em fazer isso, isso.
Faça conta de doutorado! Bem, para resumir, né? Eu fiz um ano de Tupi com Eduardo e comecei a trabalhar com as traduções, com os textos de Anchieta e as dificuldades que ele tinha.
Como é que você vai lá, sábado e domingo, índio, não separar os dias? Eu não tinha nome para os dias! Bem, você fala, não cai em tentação de um conceito tão de não-índios, né, ocidentais, não é?
De cristãos e tudo mais. E eu comecei a analisar esses problemas, os óbices que o Anchieta teve. E aí rendeu a minha dissertação de mestrado.
Mas, além disso, eu comecei a ter contato com a tribo no Jaraguá, aquilo que era região de Jaraguá. Jaraguá e Guarani, é pequeno. Pesquisar mais isso por muita gente boa.
Vai conhecer a música dos Guaranis. Fiquei encantado com as ruas, os cânticos Guaranis. Pensei: "Poxa, isso pode ser uma inspiração para mim fazer CD, música eletrônica, misturando a coisa mais étnica, né?
" E o que até um tempo atrás chamavam de "groen music", né? E por que não os Muse com a arte? Arte nossa!
Arte nossa do Brasil, genuinamente brasileira, né? É a música indígena. Consegui várias gravações da FUNAI.
Em resumo, me rendeu um CD. Eu acabei no doutorado, gravei um CD que eu tinha composto. As músicas só, quem foi?
Foi com um pessoal espetacular, são meus irmãos musicais. A de Jundiaí, o Maurício Pires me ajudou. O título do CD é "Terra Sem Mal".
"Terra Sem Mal" é o paraíso, para o sítio. É Maurício do que Maurício Gorelli e o pico, Brayner, que são da banda Raízes Rasta, a banda de reggae em João Pessoa. Levando em regra tinha os outros músicos amigos aqui, o Adriano Honey, o Adriano, o Ney e o Andrezinho, né?
São três irmãos. Fazemos uma cozinha que era baixo, bateria, guitarra, músicas espetaculares que eles têm. Trocavam com esses, o Maurício, aquilo, produzir tecladista em Jundiaí, e o Piru fez o vocal, né?
Tem coisa que eu ganhei aqui. E aí, quem quiser ver, assistir a "Terra Sem Mal", você consegue achar no YouTube, tá? 2005, só jogar lá "Terra Sem Mal Paulo Edson" e aparece já.
E aí surgiu esse, e também dessa pesquisa, fazer livro, é literatura e música. Deixa eu perguntar uma coisa para você: você nada aqui dentro do livro? Tem um dos capítulos que ele trata de teatro, que são os autos, né?
E então, o que você tem a dizer sobre isso, sobre o teatro, catequização? Eu acho que a coisa mais sincrética que existe dentro da obra do Anchieta são os teatros. E, porém, o Nhanga ao lado da Virgem Maria, aquela que parece o São Tomé.
Aí aparece o Tupã, depois vêm os soldados romanos tudo na mesma peça. É tudo na mesma peça. E toda a peça é encenada, algumas delas são em três outras línguas.
É uma das peças em espanhol, em português e em Tupi, mas boa parte das peças estão em Tupi. É uma coisa muito, muito, muito maluca, né? Se você pensar, você por esse.
. . acho que é o resumo do sincretismo que o Anchieta faz, né?
É isso que a minha tese foi, essa. Ele criou uma outra aceitação. Ele cala a boca e acabou criando uma outra aceitação pelo fato de levantar e apropriar-se dessas identidades sobrenaturais, os rios e as entidades sobrenaturais cristãs.
Ele colocando todo mundo no mesmo palco, né? E sempre com o dólar por trás, dogma cristão, né? Por trás disso aí é algo que, na verdade, é uma outra aceitação.
Roberto, que ele criou outra aceitação, basicamente. Eu digo: uma outra cena foi criada através do que? Da tradução ou da dificuldade, ou da impossibilidade da tradução?
Essa tristeza se cria assim. É, a minha tese, tem muito legal isso, né? E aí a intenção dele, utilizando o teatro.
E aí a intenção era pedagógica, né? Ela era pedagógica em termos de você catequizar, Ingrid, tornar o índio cristão. Só que o Roberto, tive uma aula com o pôster, muito bom, né?
Não tô lembrando o primeiro nome dele lá em só um dos módulos que eu fiz foi em história na USP, né? Que era exatamente sobre a catequização, dorme com um aspecto mais histórico, né? Ele disse: "Fiz um movimento assim, olha, você pode conscientizar o índio de todas as características do catolicismo, mas para você fazer isso virar fé, você tem que fazer isso".
E assim tem um movimento, assim, mas o movimento de virar a fé nos ensina. Aí. O Anchieta, ele deixa nas entrelinhas essa decepção dele, e que ele conseguiu destruir, mas ele não conseguiu cativar.
Não consigo trazer o índio para dentro realmente do que é, até Acre. E eu não era uma era, uma era um ensinamento; ficou muito na casca. Ele deixa em algumas cartas isso bem claro, sabe?
O Anchieta deslizes é que tinha que ser um movimento não de fora para dentro, mas sim de dentro. Não é uma coisa que fosse se desenvolver dentro. Mas um índio não se imagina a realidade que o índio vivia; era uma coisa tão diversa do que, né, que o europeu vivia.
O índio vivia basicamente coisas para reconciliar os homens. Isso quebrou uma missão tão árdua e, de certa forma, inflexível. Bexiga, é na banda, uma pausa de novo, né?
Fazer o que, né? Tem que dar umas pausas. E depois, Paulo vai falar a respeito do Cáucaso, né, carro, crônicas, o Talk bom, e depois as regras dragão, tá?
Então, na verdade, nós temos o quarto e último bloco. Agora, ele vai ter que sintetizar, tem muita história para contar ainda, né, mas ele vai acabar deixando no bloco para nós fecharmos esta conversa tão agradável por Paulo Edson. Então, até daqui a pouco.
Obrigado!