Menos de dois meses atrás, eu fiz um vídeo com o nome Prepare-se pra bomba da inteligência artificial na produção musical. Esse vídeo do card aí. E nesse pequeno tempo apareceu a bomba já, uma banda chamada Velvet Sundown.
Esse nome de protetor solar misturado com som vintage charmoso, pelo que tudo indica, é criado 100% por inteligência artificial. Segundo a banda, não é inteligência artificial não, mas eh basta ouvir com ouvidos atentos para perceber. Olha o naipe das fotos que eles estão divulgando, o pseudo Instagram deles, olha o tipo de capa que eles estão usando.
Pega uma capa famosa do Queen, por exemplo, insere a cara dos integrantes lá. Sempre tô colocando aspas porque é tudo prompt, é tudo texto. Também aquela famosa foto dos Beatles atravessando a rua e coloca a cara deles.
Bem descaradão mesmo. Ontem até saiu um vídeo do Felipe Vassão que eu gosto bastante falando, comentando sobre isso. Ele acredita e eu também acredito, eu acho que quase todo mundo, né, que é um teste, velho.
Basicamente um teste. Pode ser o próprio Spotify, pode ser alguma grande gravadora, alguém grande, testando o comportamento das pessoas, a aceitação das pessoas. Eles não iam começar esse teste com Beyonc, Bruno Mars, igual o Felipe Vassão fala lá.
E o negócio é tão descarado, mas tão descarado, olha o nome das músicas, Let It Burn. Se você pegar Let It Be dos Beatles com Burn do The Purple e Somar, por que não, né? O nome do álbum Dust and Silence.
Anotei aqui. Quem não conhece a música Dust in the Wind. E ainda tem a música Dust on the Wind, que é totalmente diferente da Dust in the Wind, né?
E na boa, eu não vou dar play no prompt desses caras não. Nesse momento que eu faço vídeo, nesse exato segundo, tá com mais de 600. 000 ouvintes mensais.
Olha o tanto que o Spotify tá empurrando para as pessoas ouvirem. Isso. É realmente um teste que vai mostrar o que vai acontecer de agora paraa frente, já que a bomba realmente explodiu.
E olha que interessante, né? No espaço de menos de 2 meses que eu fiz o vídeo, já surge um negócio desse e muita gente não vai perceber que é Iar. Muita gente mesmo.
Quem tem o ouvido atento, geralmente treina mais a audição, né? Ou trabalha com mixmas ou é músico, tem já esse hábito. Se a gente parar escutar com calma, dá para notar os traços de a voz com aqueles artefatos meio feios, mas já é um upgrade e tanto do que eu mostrei há menos de dois meses atrás.
E olha que esse vídeo anterior que eu fiz, muita gente errou o teste que eu coloquei lá, se era ou humano. Muita gente errou mesmo. Imagina agora.
Ou seja, colocar uma música dessa galera do protetor solar no churrascão ali, ninguém vai sentir diferença, porque a grande maioria das pessoas não importa com o processo, né? Eu achei muito legal porque nesse vídeo ele ele saiu da bolha aqui do canal, ele saiu do nicho da produção musical e chegou em diversos outros nichos, né? Pessoas que não se importam com música e tal, que é o grande público, né, desse mercado que vem agora, desse mercado sem humanos.
E até separei uns comentários aqui que eu quero analisar de um jeito bem frio, porque minha opinião, quem me conhece já sabe sobre esse processo todo, mas trazendo de um jeito frio, olha como é que esse início da IA ganhando palco, pelo que tudo indica, vai dar bem certo. Não vou divulgar o nome de quem comentou, tá? Tá no vídeo lá que tem uns 2000 comentários.
Se quiser revirar, fica à vontade. Pessoa falou: "Antes de qualquer discurso alarmista". Falou que o meu discurso era alarmista, OK?
É importante explicar como realmente funciona fazer música com inteligência artificial. No Brasil, a gente tem hábitos de transformar tudo em um bicho de sete cabeças e muitas vezes só espalha medo sem base. É a opinião dessa pessoa.
Se fosse medo sem base, menos de dois meses depois, essa banda não estaria bombando no Spotify. Mas tudo bem, a opinião dela. O outro falou, achei interessante, eu sonhei a vida inteira em tornar um diretor de filme, só que era só sonho mesmo, mesmo eu não tendo 50 milhões de dólares para contratar atores, viajar e manter toda a equipe em locação, contratar efeitos visuais, etc.
Agora com os geradores de vídeo, sei que estou perto de fazer o meu filme no máximo nos próximos 3 anos com custo irrisório. Ou seja, é o tipo da pessoa que já aceitou a Iar, aceitou o grande benefício da I. O que importa o humano, a pessoa que dedicou a vida inteira, né?
Investiu tempo, dinheiro, suor para desenvolver essas habilidades e gerou essa grande indústria do audiovisual, digamos assim. Mais uns dois ou três aqui. Cara, eu tinha uma música composta desde 2014, nunca conseguia colocar melodia, harmonia, pois era bem caro.
Eu consegui fazer em 10 minutos e ficou perfeito. Então, a pessoa já tá feliz com fazendo o que ela não tinha dinheiro para pagar um humano para fazer. Esse aqui é um comentário interessante, claro que eu discordo totalmente, mas assim, mostra como é que algumas pessoas podem descontar a coisa na pessoa errada.
Olha o comentário dessa pessoa ali. Tem uns erros de português que eu vou corrigir aqui falando. Acho o seguinte, não adianta fazer tudo por ser humano, porque os escreveu arranhadores deve ser arranjadores que ganham dinheiro.
O custo para um cantor gravar pela IA é muito mais barato. Então super aprovado. Então a pessoa já tá com raiva do músico, o arranjador que ela, essa pessoa tá totalmente desinformada.
Se tem uma uma pessoa que não ganha a grana, é o arranjador, talvez tá querendo falar das gravadoras, né? Então o cara que tá lá ralando, fazendo o arranjo, que tem que cobrar um valor justo, a pessoa não acha que vale aquilo e falar: "Ó, tô nem aí para você, que bom que você vai perder profissão, já que a IA vai fazer agora sem custo nenhum". Então, as pessoas já aprovaram, muitas pessoas já aprovaram.
Obviamente os comentários nesse vídeo de quem já eu já vejo por aqui no canal, quem já é público, quem tá na no no universo da produção musical são comentários mais profundos e que de fato eu concordo assim, mas esse aqui, independente de concordar, é um tipo de comentário que mostra que esses testes vão dar certo. Não é alarmista. O meu discurso aqui não é alarmista.
Como eu disse no vídeo anterior, prepare-se. Vai mudar, não tem o que fazer. Pode regular aqui, regular ali, mas vai mudar.
A indústria, quem bota dinheiro pra coisa funcionar, não tá nem aí pro tal do processo. Quais músicos estão envolvidos, quem que tá filmando, quem que tá fazendo roteiro, não tá nem aí. O negócio é ganhar o máximo de dinheiro possível com menor custo.
É muito mais barato você ganhar dinheiro sem envolver ninguém. Paga uma mensalidade do Suno, sai socando essas músicas nas plataformas digitais. Se eles mesmos fizerem isso, eles não precisam da aprovação deles mesmo, né?
Tenta fazer uma música no SUN e subir no Spotify, não vai rolar, não vai dar certo, eles não vão aprovar. Então você que acha que tá bombando aí, criando com iá, sinto muito, você também será substituído. Essa sua pseudocriação, que não tem nada de criação, quem tá criando é baseado em plágios, né?
É a Iá, não é você. Muitas pessoas comentaram também nesse vídeo que é uma evolução normal igual foi quando surgiu o MID, mas não. O Mid liberou uma ferramenta.
Por exemplo, eu toco teclado, eu consigo tocar vários instrumentos, claro que não é a mesma coisa, mas usando o som de vários instrumentos, mas precisa de humano para tocar aquilo. A Iá não, a IA substitui também o humano. É como se fosse um míia que pensa: "Ah, você vai tocar?
Não precisa, não precisa tocar. Eu toco para você. Ah, mas eu vou pensar, mas a criação vai surgir de mim.
Não, não precisa pensar não. Vou te dar ideias para você escolher. Só que quando a IA escolhe para você, você tem a ilusão que tá escolhendo, na verdade, né?
Ela vai achando seus padrões ali e eu realmente vejo aí um mercado que vai surgir depois da banda do protetor solar meio manipulador mesmo, entendeu? Alarmista demais. Não tô nem aí para esse tipo de comentário.
Eu sugiro que você que tá assistindo aí se informe, mantenha, independente da sua profissão, se informe bastante para acompanhar o seu tempo. A gente não sabe o que vai acontecer, mas uma coisa que eu realmente não tenho dúvida, porque é uma pessoa que não se importa com música, por exemplo, vai ficar perdendo tempo procurando qual música gosta. Às vezes vai ter um relógio ali no braço que já vai captar o tipo de sensação que a pessoa tá ali, né?
O momento que ela tá no dia, se tá em baixa, se tá em alta. já sugere músicas, já cria músicas para ela baseado em músicas que ela gosta. As plataformas digitais já fazem isso, né?
Sugere músicas a partir de do que você escutou, mas ela pode criar a partir do que você escutou. Isso vira um universo gigantesco. Aí vem aqueles comentários: "Mas vão surgir novas profissões".
É, vai durar dois meses, daqui dois meses já não é necessário, tem que surgir outras profissões. Eu não vejo isso com bons olhos. Achei melhor expor a minha opinião do que ficar em cima do muro, tipo, ah, tá tudo bem, eu tô analisando?
Não, eu tô preocupado. Eu acho que todo mundo deve ficar preocupado. Se você acha que tem a ver só com a música, espera.
Espera um, dois anos e depois volta aqui para comentar, tá bom? E para quem gosta de usar o cerebrinho, daqui a pouco, daqui um mês, dois, eu vou postar uma série aqui como produzir um single usando só o nosso cerebrinho humano, nosso ouvidinho humano. Vai ser bem divertido.
Para não perder, não deixa de inscrever no canal e também tem um grupo do WhatsApp na descrição do vídeo. Você pode entrar lá. Eu sempre aviso quando cai vídeo novo aqui no canal, porque o YouTube ele só avisa quando ele acha que é importante.
Mesmo você clicando no sininho, ativando tudo, às vezes o YouTube fala assim: "Ah, não, não vou mostrar não, porque sei lá porquê". É isso. Valeu demais.