[Música] to Ave Maria cheia de graça o senhor é convosco bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre Jesus santa Maria mãe de Deus Rai por nós pees agora e na hora em nome do pai e do filho e do Espírito Santo amém queram sentar-se nosso senhor diz no Evangelho da missa bem-aventurados sereis quando vos caluniarem quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim essa bem-aventurança caros fiéis para os nossos olhos tão pouco espirituais essa bem-aventurança nos causa naturalmente um sentimento de temor
temos a impressão que seguir nosso senhor é um Fardo muito pesado temos a impressão que seguir nosso senhor é um Fardo muito pesado repleto de Sofrimentos perseguições injustiças que somente um número muito pequeno de alma seria capaz de suportar por isso muitas vezes temos medo do Progresso espiritual porque temos a impressão que quanto mais progredimos mais sofrimento deveremos suportar no entanto trata--se de um porque no Versículo seguinte nosso senhor acrescenta alegrai-vos e exultai porque será grande a vossa recompensa no céu em outras palavras nós devemos nos alegrar já nesta vida já neste mundo pela recompensa
que nos será concedida na vida eterna o bom católico não vive apenas na expectativa da felicidade do céu ele se alegra desde esta vida desde este mundo por praticar os mandamentos e viver segundo a vontade de Deus essa alegria Cristã no cumprimento dos mandamentos Especialmente quando os mandamentos incluem algum sofrimento alguma renúncia alguma privação enfim essa alegria Cristã no cumprimento dos mandamentos parece ser uma realidade distante da nossa vida na verdade muitas vezes nós experimentamos o contrário o cumprimento dos mandamentos não parece oferecer recompensa nenhuma nessa vida muitas vezes nós comprimos os mandamentos movidos mais
por temor dos castigos do que por desejo de uma alegria genuinamente espiritual em resumo apesar da Promessa de Nosso Senhor nós nem sempre conseguimos encontrar um motivo de alegria Sobrenatural com todo o sofrimento e perseguição que devemos suportar quando cumprimos os mandamentos parece-nos que nesta vida não há nenhuma recompensa apenas a certeza de que deveremos sofrer bastante e por longo tempo uma das principais causas para que nós tenhamos essa falsa impressão de que a procura da felicidade e o cumprimento dos mandamentos são coisas distintas uma das principais causas dessa separação dessa divisão é uma má
doutrina surgida no século 17 que afetou muitas gerações de teólogos católicos ora para essa má doutrina nossas boas ações Nossas ações Virtuosas deveriam ser gratuitas ou seja sem nenhum interesse por recompensa Afinal para essa má doutrina todo o interesse por uma recompensa todo interesse por uma felicidade pessoal seria nada mais do que egoísmo portanto segundo essa má doutrina para que Nossas ações sejam Virtuosas para que não sejam egoístas e sim Virtuosas então não deveríamos desejar nenhuma recompensa nenhuma felicidade pessoal para essa má doutrina nossas boas ações deveri ser puramente gratuitas absolutamente desinteressadas e somente assim
seriam boas isso significa caros fis que quando alguém se põe a praticar as virtudes excluindo todo interesse por recompensa ou felicidade pessoal esse alguém pratica as virtudes unicamente por Dever ou seja segundo essa mentalidade que não é católica uma boa ação para que não seja egoísta essa ação deveria ser praticada unicamente por dever e não em vista da própria felicidade a consequência desse erro quando ele é aplicado na Teologia Moral é que a teia moral Deixa de ser a cência do amor a Deus e se reduz a um código de conduta a um manual de
Conduta que ensina quais seriam os nossos deveres mas que pouco teria a dizer sobre a nossa felicidade ou seja sobre o desejo que Deus infundiu em nossa natureza pela nossa felicidade Eterna no céu então quando a Teologia Moral se reduz a um código de conduta a um manual de Conduta que ensina quais seriam os nossos deveres mas que pouco teria dizer sobre a nossa própria felicidade nesse caso Nós entramos num conflito numa oposição entre a lei moral e a liberdade humana esse conflito entre a lei moral e a nossa liberdade ocorre porque de um lado
está a lei moral da igreja que impõe Quais são os nossos deveres enquanto que do outro lado está a nossa liberdade que procuramos usar para cumprir o restrito necessário da lei a fim de evitar o pecado e nas demais coisas usamos a nossa liberdade para procurar a nossa própria felicidade nessa vida por meio das consolações sensíveis na verdade ainda que jamais tenhamos pensado nisso nós vivemos assim a maioria de nós vive assim na prática caros fiéis na prática nós separamos a lei moral e a liberdade na prática nós separamos o cumprimento dos nossos deveres e
a busca livre da nossa própria felicidade por exemplo basta considerar que muitos católicos procuram assistir à missa apenas aos domingos e Dias Santos porque apenas nesses dias a missa seria de preceito ou seja apenas nesses dias haveria um dever de se assistir à missa nos Demais dias não havendo nenhum dever esses católicos procuram guardar o seu tempo para si investindo naquilo que eles julgam mais oportuno para encontrar a própria felicidade em outras palavras para as para muitos católicos está fora de questão procurar assistir a missa mais vezes na semana dentro das próprias possibilidades simplesmente porque
a missa durante a semana não é um dever outro exemplo o estudo da doutrina católica muito católicos não se importam em estudar a doutrina católica simplesmente porque eles não estão inscritos nem na catequese da primeira comunhão nem na catequese do crisma ou seja eles não se sentem obrigados a estudar para eles não existe o dever de aprofundar os seus conhecimentos de doutrina católica em outras palavras esses se consideram livres para empregar o seu tempo a fim de procurar o próprio lazer o próprio entretenimento porque não existe nenhuma obrigação nenhum mandamento que os obrigue a conhecer
a doutrina para além daquilo que já aprenderam na catequese da Infância e da adolescência um último exemplo a abstinência de carne à sextas-feiras do ano muitos católicos sequer cogitam a possibilidade de fazer mais vezes ao longo do ano alguma Penitência voluntária por exemplo a quaresma de São Miguel e muitas vezes comutam a abstinência de carne por qualquer outra obra de Misericórdia quando não se sentem dispostos a fazer aquele sacrifício aproveitando-se assim dessa liberdade que a norma atual permite em outras palavras muitos católicos cumprem apenas o estrito necessário do dever e não se sentem Na necessidade
de praticar mais vezes a mortificação simplesmente porque não existe nenhuma obrigação nenhum mandamento que os obrigue a fazer mais Penitência do que o pouco que costumam fazer portanto caros fiéis em cada um desses exemplos nós vemos na prática uma separação entre a lei moral e a liberdade por um lado a lei moral nós cumprimos porque é um dever é algo que deve ser feito sobre pena de pecado e so pena da nossa condenação por outro lado a nossa liberdade começa quando termina a nossa obrigação quando terminam os nossos deveres sendo que nós empregamos essa liberdade
para procurar nesta vida a nossa felicidade por meio das consolações sensíveis ora essa mentalidade nada católica mas que se infiltrou na teologia católica há vários séculos enfim essa mentalidade nada católica nos conduz a uma conclusão inevitável um católico imbuído dessa mentalidade tem a tendência a considerar os seus deveres Morais como um obstáculo para o uso pleno da sua liberdade e a realização da sua felicidade mais que isso a tendência desse católico é sobretudo de cair numa certa frustração num certo desânimo no cumprimento dos seus deveres Morais Porque tais deveres parecem oprimir parecem pressionar a sua
natureza humana e a sua liberdade em outras palavras se não fosse a lei moral Se não fossem os mandamentos nós seríamos ainda mais livres e poderíamos buscar ainda mais prazer nesta vida é por causa dessa mentalidade péssima que surge uma divisão e praticamente uma disputa entre os Católicos de um lado estão os rigorista aqueles católicos que têm uma certa facilidade para cumprir os deveres Morais que tem mais disciplina de vida e são partidários de um aumento na carga de obrigações de um católico por exemplo defendendo a obrigatoriedade das disciplinas antigas do jejum quaresmal ou do
jejum Eucarístico por outro lado estão os liberais ou seja aqueles católicos que tem uma maior compaixão para com o próximo considerando as dificuldades da maioria dos católicos para praticar os deveres Morais e por isso são partidários de uma diminuição na carga de obrigações de um católico por exemplo defendendo que podemos fazer livremente a comutação da abstinência de carne às sextas-feiras ou então que podemos cumprir o preceito dominical na missa vespertina de sábado uma vez que atualmente isso é permitido ora essa disputa entre rigorista e liberais não faz o menor sentido enquanto cada partido procura provar
que o seu lado é o mais justo na verdade os dois partidos são duas faes do mesmo erro o erro de separar a lei moral da nossa felicidade o erro de compreender a lei moral como algo contrário à nossa liberdade pessoal a nossa felicidade pessoal mas então qual é a solução para o nosso conflito para resolver esse conflito nós precisamos retornar ao erro que está no princípio de todos esses equívocos não nos esqueçamos que segundo uma má doutrina uma ação seria boa e virtuosa somente quando ela fosse gratu Ou seja quando não hesse nenhum interesse
por recompensa quando não houvesse nenhuma busca por uma felicidade pessoal em outras palavras segundo essa má doutrina para que uma ação fosse boa e virtuosa Nós deveríamos fazê-la por mera obrigação sem visar nela a nossa felicidade pessoal Então esse é o erro caros fiéis o erro de separar os mandamentos e a nossa felicidade o erro de procurar a própria felicidade fora dos nossos deveres Morais e de cumprir os mandamentos por mera obrigação e nada mais apenas para evitar o pecado e a condenação eterna Isso significa que a solução para esse problema a solução católica consiste
justamente em unir os mandamentos e a nossa felicidade pessoal porque é justamente a lei Divina que pode nos fazer plenamente felizes não apenas na eternidade mas já nesta vida na verdade nós não devemos procurar a nossa felicidade fora dos mandamentos e fora das virtudes porque nós cumprimos os mandamentos e praticamos as virtudes justamente para remover o nosso fundo de orgul o nosso egoísmo e assim participar da própria bondade de Deus que é o sumo bem então os mandamentos e as virtudes não são regras arbitrárias não são meras formalidades não são meros deveres os mandamentos e
as virtudes são o itinerário da nossa felicidade por por meio dos mandamentos e das virtudes nós renunciamos ao nosso fundo de Orgulho e participamos da Bondade do próprio Deus que é o sumo bem quanto mais nós avançamos no cumprimento dos mandamentos e na prática das virtudes mais nós somos transfigurados pela caridade mais o fogo da caridade nos devora e nos e nos torna mais semelhantes ao próprio Deus isso quer dizer que quanto mais amamos a Deus mais nós somos transfigurados pelo próprio Deus e mais nós encontramos na posse do sumo bem a nossa própria felicidade
se não compreendemos que a nossa felicidade consiste no cumprimento dos mandamentos e na prática das virtudes nesse caso a nossa vida católica será sempre um fardo pois ainda somos escravos das desordens das nossas paixões ainda estamos Cegos de Orgulho e por isso cumprimos o estrito necessário dos mandamentos e das virtudes para procurar uma pretensa felicidade fora dos nossos deveres Morais Além disso não é raro que procuremos cometer deliberadamente pecados graves com uma certa frequência porque não conseguimos viver a nossa vida longe de certas desordens especialmente contra o sexto mandamento Isto é contra a castidade criamos
assim uma dualidade em nossa vida espiritual queremos morrer confortados pelos sacramentos e revestidos do escapulário mas aceitamos viver os nossos dias não vai e vem entre o estado de graça e o estado de Pecado porque não nos sentimos plenamente cumprindo os mandamentos e praticando as virtudes então saibamos bem caros fiéis nós nunca nos curaremos das Quedas frequentes dos pecados graves Especialmente nos pecados contra o sexto mandamento contra a castidade enquanto não nos convencermos com a luz da Graça que somente a virtude pode nos fazer plenamente feliz porque é a virtude que nos torna semelhantes a
Deus já nesta vida é a virtude que nos faz participar da Bondade do próprio Deus já nessa vida para tanto é necessário combater o nosso fundo de orgulho o nosso amor próprio desordenado as nossas paixões desordenadas isso quer dizer que não é a a virtude que nos torna infelizes ou frustrados e sim a nossa falta de constância na virtude essa falta de constância faz com que o retorno para a virtude seja sempre penoso seja sempre difícil seja sempre Custoso como no caso de uma construção na qual os pedreiros assentam os tijolos durante o dia e
removem durante a noite o trabalho dessa construção ao invés de diminuir dia após dia apenas aumenta Porque é necessário recomeçar sempre de novo todos os dias portanto caros fiéis saibamos encontrar na nossa vida católica a nossa plena felicidade como diz o salmista os preceitos do senhor são retos deleitam o coração o Mandamento do Senhor é luminoso esclarece os olhos sem isso sem pensar na nossa própria felicidade sem considerar que os mandamentos e as virtudes são o nosso único caminho para a felicidade então nós vagarem sempre pelo mundo procurando nos vícios o que não soubemos encontrar
na virtude em nome do pai e do filho e do Espírito Santo amém [Música] ia poka [Música]