8:47 Olha quando a gente diz o seguinte ah existe a chamada venda do olho aí a primeira vista Pode parecer assim será que aquele negócio roubavam partes do corpo para vender um vendia Rin outro vendia não sei o que será que é isso bom não é bem isso venda do olho tem uma outra configuração nós pedimos a Professora Doutora núria Lopes que é professora da PUC de São Paulo para conversar um pouco conosco D núa Obrigado aqui por atender o jornal Nova Brasil Eu que agradeço doutora doutora Então esse primeiro passo o que que popularmente
se chama de venda do olho é um escaneamento da Iris do olho da pessoa é felizmente não é venda de órgãos como a gente estava falando né é o escaneamento da Íris Esse é um projeto que tá causando burburinho aqui no Brasil já foi foco né de de fiscalização tá sendo foco agora de fiscalização da autoridade Nacional de Proteção de dados a npd e é um desses projetos audaciosos de tecnologia essa empresa tem como sócio aí o sunan altman da Open ai por exemplo e o que eles querem é escanear a Iris das pessoas para
criar uma identidade digital ou seja uma prova né uma fé de vida dizer que aquela pessoa é um ser humano um ser humano único ou seja provar que você é você mesmo dentro do ambiente digital então para isso eles estão coletando Iris e dando em troca tokens né que equivalem aí na cotação atual a mais ou menos R 700 mas são tokens digitais também agora dout núria eh a gente tá cada vez mais digitalizando por exemplo eh nos aeroportos especialmente aeroporto eu acho que agora a gente falou do aeroporto de eh aqui de campinas vin
copos para qualquer pessoa então agora tem um escaneamento facial tanto para tripulante como para passageiro fica mais fácil já tá quer para que eu chegue lá e possa passar eles têm um arquivo do meu rosto para coincidir com o que tá lá no né com o que tá no seu arquivo quer dizer e a gente tá partindo então para fazer essa identificação através do escaneamento só da Íris e não do rosto todo da pessoa é pois é essa é uma tecnologia um pouco mais sofisticada mas tanto a biometria facial quanto a biometria da Íris acabam
sendo formas de autenticação de identidade que são formas mais inclusivas né Se a gente for pensar em outros modelos como a gente autentica a nossa identidade digitalmente muita gente tem ali ah confirme o seu e-mail ou o token ali bancário que depende do seu celular eh essas são formas que exigem que a pessoa tenha e-mail que a pessoa tenha celular que a pessoa tem algum dispositivo eletrônico então acaba né apesar de serem formas menos invasivas dos nossos dados né porque não lida ali com dados pessoais sensíveis como é né a nossa feição como é a
nossa a nossa Íris ali é menos inclusivo porque exige que você tenha todo esse equipamento então não abrange toda a população então quando a gente fala de reconhecimento facial acaba sendo usado em aeroportos acaba sendo usado para segurança pública isso no Brasil deveria estar mais em discussão né a discussão ainda é muito pontual aqui mas na Europa causa muito burburinho paraa segurança pública e começa a ser muito utilizado Ah para todos os projetos que TM muita capilaridade no país então Eh o que essa empresa faz é sofisticar um pouco mais a tecnologia trazer para Iris
e o que eles querem é que essa identidade seja Global mas a gente já tem visto aqui no Brasil você lembrou bem dos aeroportos para qualquer Condomínio a gente tem visto até uma popularização eh muito grande desses reconhecimentos faciais aí acho que cabe a gente se perguntar né qual onde a gente vai querer esse nível de segurança e esse nível de utilização dos nossos dados pessoais agora dout núria essa identificação Global ela já existe na forma do passaporte né o passaporte é uma é uma identidade Global você entra em qualquer país do mundo você vai
lá mostra o passaporte faz a rede tudo passap para você poder entrar e sair mas tá na mão do Estado assim como por exemplo não é do seu tempo Doutora mas do meu tempo a gente tirava carteira de identidade aí eu tinha a carteira sei onde tá a minha carteira eu tinha uma carteira de identidade então logicamente também é uma forma n de de saber se eu sou eu mesmo mostro lá a carteira tá com a identidade Qual é o RG por aí a fora agora o que também chama atenção é o seguinte nesse caso
específico da ires não é o estado que faz esse arquivo mas sim uma empresa privada é isso bom primeiro Obrigada pelo não é da minha idade já começ ex ISS como passaporte mas um passaporte global e um passaporte que pode ser usado em diversos serviços então não tá na mão do Estado tá na mão das empresas da tecnologia e a gente vai ver essa migração de poder a gente já tá vendo né mas a gente vai continuar vendo essa migração de poder de de acesso à informação porque informação é poder a gente vai ver essa
migração do estado para grandes empresas de tecnologia que podem ali vezes até oferecer mais confiança né A gente vai ver ali os documentos que essa empresa por exemplo entregou ali para autoridade Nacional de Proteção de dados parece que já entregou a gente não não tem acesso mas vamos ver o que que eles apresentam em termos de segurança em termos de Transparência o importante é na ao meu ver é que nós seja como cidadãos ou como consumidores que a gente tenha acesso a essa informação a gente tenha isso de forma transparente de forma simples e que
a gente consiga compreender e ter algum nível de controle sobre o que é feito com os nossos dados pessoais acho que isso que é importante sem dúvida po Ana luí por favor Bom dia doutora eh eu vi que alguns países proibiram essa prática porque alegaram não ter transparência sobre o procedimento e repassados aos recrutados na lei Existe alguma proibição de troca de um de no caso aqui escanear Iris é em troca de um valor como a senhora citou ou Existe alguma exigência de Transparência para realizar algum tipo de procedimento desse exige qualquer tratamento de dados
pessoais quando eu falo de dados pessoais eu tenho sempre que dá transparência pro titular ou seja pra pessoa que é a dona desse dado pessoal aqui a gente não tem a vedação proibição de troca desse dado né de de compartilhar esse dado em troca de algum valor e essa discussão vai começar a ser feita aqui no Brasil porque a gente tem um projeto de lei que fala de monetização de dados esse projeto é um projeto que tem ali uma linha de pensamento muito Americana a gente estava falando agora né da eleição do trump tem uma
linha de pensamento muito americana para eles os americanos é muito natural se as empresas usam os nossos dados e ganham dinheiro com isso se eles monetizam de né de alguma forma dentro dos seus modelos de negócio os nossos dados pessoais eles acham justo que as pessoas recebam um valor uma parte pela utilização desses dados só que aqui no Brasil a gente tem a nossa legislação muito ali pautada na Europa que é uma legislação que entende que dado pessoal né a proteção dos nossos dados pessoais é um direito humano um direito fund mental e que portanto
não dá para falar de troca por dinheiro então acho que essa vai ser uma discussão belíssima a gente vê né na na universidade na academia na pesquisa essas discussões acaloradas mas agora eu tô muito curiosa para ver na prática né como é que as pessoas vão reagir a isso e como é que elas vão querer eh encarar esse tema seja no Congresso seja na realidade no mercado entrou a empresa americana aqui ofereceu 53 tokens e tinha fila tá certo vamos acompanhar vamos acompanhar D núria muito obrigado por atender aqui o jornal Nova Brasil Eu que
agradeço uma ótima manhã muito obrigada D núria Lopes que é Doutora em teoria e filosofia de direito pela PUC de São Paulo tá aí portanto isso é um assunto que vai avançar bastante imagine escanear a ir e vender os dados tirados pela is é uma coisa pra gente pensar