muito bem pessoal vamos agora falar do encontro que é um dos mais importantes de toda a trajetória do caio fernando abreu é um dos mais marcantes aqui também das antologias de contos ele chama linda uma história horrível vamos ainda conta narrada em terceira pessoa ele envolve uma atmosfera de mistério subentendidos num diálogo entre mãe e filho fizeram questão do sul entende dessas coisas que ficam por ser dicas e acabam não sendo a gente já viu isso no ponto anterior chamado para uma venda à partida então a gente tem essa idéia né daquilo que fica por
dizer aquilo ficou em suspense isso lembra um pouco do estilo de ana cristina césar também nessas coisas que ficam no ar é interessante a gente perceber também mas é isso então envolve uma atmosfera de mistério sobre atendidos um diálogo entre mãe e filho são os personagens principais desse conto mãe e filho que não são nomeados tá bom o protagonista aparece sem aviso para visitar a mãe depois de muito tempo sem vê lá o encontro é marcado pela decadência dos personagens em consonância com o ambiente é interessante observar como ambiente interfere na interpretação é direto sendo
compra e até dois anos da própria situação dos personagens certo a gente poderia ver que o ambiente é um reflexo daquilo que é a personagem que vive nesse ambiente ou seja a mãe certo então se a casa velha decadente assim também é a personagem mãe o que surpreende é que o filho também apresenta esses traços de decadência que a gente vai vendo isso com um pouco mais de clareza agora o número contudo observa o tapete gasto antigamente púrpura depois apenas vermelho mais tarde rosa cada vez mais claro agora que coxa certo observa que a gente
tem toda essa atmosfera né de decadência na descrição do ambiente e também a gente vai ver isso depois nos próprios personagens bom há uma certa dificuldade na expressão do afeto entre os dois certo essa coisa dada a dificuldade de comunicar nerds terminar sentimentos a gente já viu isso e outros contos do caio vai ficar bem claro aqui olha só avisou que vinha ela responde seu velho jeito azedo que antigamente ele não compreende mas agora tantos anos depois aprender a traduzir como que saudade seja bem vindo que bom que você ou qualquer coisa assim mas carinhosa
embora e nabil certo o negócio não avisou que vinha parece algo do tipo ai que bom que você vê é esse jeito né meio rude de dizer que bom né tv enfim saudade é legal então é isso existe uma dificuldade na expressão do feto né na comunicação entre esses personagens como a gente já viu também outras narrativas acontece algo semelhante bom a cadela é vai aparecer agora chama linda ela tem realmente um um nome que não condiz com a aparência e percebe também uma ironia nessa nomenclatura a cadela chama linda e é uma delas argumenta
doente cega velha com pelo caindo tá aonde vai perceber que a própria cadela linda também ela acaba mediando um pouco dessas características que a gente vai atribuir os personagens não é só o cenário casa mas também na casa que a gente vai ver com 1 xícara quebrada é o assento da cadeira está rasgado o vídeo está quebrado em uma série de coisas assim no cenário foi indicando essa decadência mas a própria cadela linda também indica o que está acontecendo com a mãe ea gente vai ver que surpreendentemente também com um filho a observar ea cadela
ironicamente chamada linda surge também decreta quer dizer velha né enfim parece que caminhando em direção à morte a cadela se enrolou nas pernas dele ganha do baixinho sair linda ela gritou ameaçando com um pontapé na cara ela puxou o de lado e ela rio sob ameaça ela respeita coitada quase cega uma inútil estar lenta só sabe dormir comer cagar esperando a morte então a gente percebe que essa idéia da cadela estar só a dormir comer e cagar esperando a morte certo então isso poderia ser também colocado como analogia o que está acontecendo a vida da
própria mulher da própria personagem aqui que é a mãe do do protagonista como em outros contos de caio fernando abreu parece que há algo então o que precisa ser dito mas tudo fica em suspense a situação é tão viciante que o protagonista pensa em fugir pra sempre mas nunca mais é a morte de qualquer um dos dois teve medo e desejou-lhe vergonha dormir pediu é muito tarde eu não devia ter vindo assim sem avisar mas ela não tem telefone ela sentou à frente dele o hobby abril se por entre as cores roxa se viu inúmeras
linhas da pele papel de seda amassado ela apertou os olhos espiando a cara dele enquanto toma um gole de café que foi perguntou lenta e esse era o tom que indicavam abertura por um novo jeito mas ele tossiu baixou os olhos para estamparia de losangos a toalha é da história vermelha verde plástico frio velhos morangos nada mãe não foi nada deu saudade só isso de repente me deu tanta saudade da senhora de tudo então observa que tem um comportamento estranho né ele é que é a mulher vai percebendo primeira visita de surpresa sem motivo aparente
hoje é que parece que deve haver algum motivo para a visita em seguida então a gente percebe né que ele se comporta com os pés com saudades ou na saudade antecipada de alguma coisa que vai ficar para trás neco se estivesse se despedindo alguma coisa do gênero então tem algo importante é ser dito aqui e vamos adiante a mãe estranha a visita do filho depois de tanto tempo fica sugerido que devia haver algum motivo para ele está ali repare que a doença a morte ea solidão são constantes são constantemente sugeridas ao longo do diálogo então
quer dizer que o senhor vê visitar muito bem ele fechou esquerdo na palma da mão quente é da mão manchada dela mãe deu saudade saudade sabiazinho aparece aqui faz mais ou menos eu podia morrer aqui dentro sozinho deus me livre ela nem ficar sabendo só se fosse pelo jornal se desce no jornal quem se importa com caco velho um cigarro o seu forte na primeira tragada também mora sua mãe se eu morresse ninguém ficar sabendo e não ia dar no jornal bom então a gente pode perceber que essa sensação é de solidão no personagem se
eu morresse em ficar sabendo ou seja solidão e angústia também em relação à a morte parece que existe algo aqui né ele tosse né e aí vão aparecendo os sinais e sinais eles vão ser colocados com com mais clareza agora ao longo das próximas linhas do conto que a gente vai analisar observa nas entrelinhas do conto podemos ver não apenas a crise das personagens mais uma atmosfera de decadência também o contexto social e político em que vivem o brasil da redemocratização em que os militares deixam o país com saldo de endividamento em relação à desigualdade
social sem interessante refletir na pessoal o conto aqui tá no contexto dos anos 80 que a gente tem ali né a redemocratização lenta gradual e restrito olha que legal né os militares então agora fazendo essa benesse de entregar de novo o país né ao poder civil sendo que claro agora é conveniente entregar depois que sugaram tudo né endividaram é o brasil o seu projecto é desenvolvimentista à custa de grande endividamento colocando também economia uma situação de colapso na inflacionário como a gente sabe que esses frutos aí vão ser colhidos ali durante o período sarney como
a gente sabe na sequência então esse pano de fundo é política econômica ele aparece aqui através de uma manchete no jornal que a gente vai ver agora na seqüência a olha só manchadas de gordura nas paredes da cozinha a pequena janela basculante vidro quebrado no fundo do vidro ela colocar uma folha de jornal o país mergulha no caos na doença e na miséria ele leu e sentou na cadeira de plástico rasgado então a gente tem esse contexto aqui também de turbulências né políticas econômicas bom não só o país está mergulhado nessa crise a gente fizer
uma leitura atenta do corpo percebe né o universo do protagonista está mergulhado em crise certo em nenhum momento é explicitado que o protagonista é portador do vírus hiv e irmãs os sintomas vão aparecendo ao longo da narrativa então fique atento com isso não está explícito no conto é que o personagem é soropositivo que ele tenha hiv certo está explicitado isso por outro lado há fortes indicações diz o texto certo porque a gente vai percebendo os sintomas ali ó vai ver agora está magro né a perder o cabelo certo tá com uma tosse constante lanchas vão
aparecendo na pele isso tudo vai sendo escrito aqui certo e ainda nós temos depois em ao longo diálogo e perceber que a mãe vai fazer uma referência a uma doença certo que anda preocupando as pessoas aparecem surge uma doença nova e mais pestes ela fala certo ou seja também tem a ver com aquele contestamos 80 ali em que a gente vai ter a conclusão dessa grande preocupação com hiv doença que matou muita gente uma doença que né ainda continua nessa sendo é bastante é complicado né a gente sabe que houve grandes avanços para o século
21 no tratamento na administração aí esse paciente soropositivo mas enfim na época tudo era muito novo e ainda muito mais assustador certo também deve reforçar a idéia de que nos anos 80 existe aquele conceito de grupo de risco né hoje em dia não existe mais mas enfim o personagem vai ver agora em seguida que tem uma forte sugestão também da homossexualidade sugestão de novo assim como está explícito que o cara é hiv positivo não está explícito que ele seja homossexual no conto embora há indicativos muito fortes disso no conto com a gente vai ver na
seqüência a uma relação do personagem com um rapaz que vai ser mencionado agora na sequência nas próximas linhas do conto tá e aí então esse seria o que na época chamavam de grupo de risco ou seja né pela natureza das relações sexuais e isso acabava era mais fácil né a que se contraísse o hiv entre homossexuais é pela questão do céu o jornal por exemplo então se considerava que isso era um grupo de risco então seja homossexual assim como aqueles que usavam drogas injetáveis eram considerados então aqueles do grupo de risco hoje em dia se
consciente não é mais usado até porque né a gente pode falar na verdade hoje em atitude de risco né e não grupos de risco hoje é é a um forte trabalho é de também de esclarecimento que acabou surtindo efeito em parte né a respeito da idéia de métodos não só contraceptivos mais preservativos né ou seja o sexo é com prevenção mas enfim amigos essa é uma questão que está colocada aqui no ponto certo a questão das doenças sexualmente transmissíveis questão mais especificamente do hiv mas de maneira implícita implícita ficar atento para isso vamos adiante então
com a leitura do conto olha só vejo um diálogo então é entre mãe e filho está mais magro ela observou parecia preocupado muito mais magro cabelo ele disse passou a mão pela cabeça quase raspada ea barba três dias meu cabelo meu filho realidade quase 40 anos apagou-se gato silva e essa taxa de cachorro cigarro em poluição levantou os olhos pela primeira vez olhar direto nos olhos dela ela também leva direto nos olhos deve ter desmaiado por trás das lentes dos óculos subitamente muito atentos ele pensou é agora essa contra mão quase falou mas ela ficou
primeiro desviou os olhos para baixo da mesa segurou com cuidado a cadela argumenta ea trouxe até o congo mas vai tudo bem a mãe trabalha ele fez que sim ela acariciou as orelhas em pelo da cadela depois olhou outra vez direto pra eles saúde diz que tem as doenças novas por aí vem na tv uma espécie graças a deus ele cortou ascendendo outro cigarro nas mãos tremiam um pouco ea dona alzira filho observa que no diálogo é que vai acontecendo surgir os os sintomas aqueles que a gente comentou anteriormente nem tosse perda de cabelos mas
o personagem parece que tem algo a dizer e é ele observa é que a mãe talvez pudesse agora trazendo o assunto das doenças alguma coisa do gênero ele pensou cara é agora que vou falar né ele pensou é agora nessa contramão aqui a gente fez uma referência zinha lhe colocou entre colocou um asterisco porque a gente tem uma referência na verdade intertextual a um poema de ana cristina césar isso já tinha sido citado há no nosso vídeo de introdução aos contos né dos diálogos que o caio fernando abreu estabelece com outras linguagens com outras literaturas
da forte relação também com ana cristina césar então olha só agora é agora nessa contramão isso é um verso de um poema chamado mocidade independente da ana cristina sucesso tá legal então ele faz uma referência zinha que ana cristina nesse conto mas dando continuidade é só ele então pensou agora né que surgiu o assunto vamos lá vou falar quase falou ou seja falar da doença mas ela pescou primeiro diz ver os olhos para baixo da mesa segurou com cuidado a cada lançamento ea trouxe até o colo então parece que ela né de uma deixa ele
falar mas ao mesmo tempo parece que ela não quer ouvir ou pelo menos ele interpreta assim tanto que ela ainda faz aquela pergunta como quem já pressupõem a resposta mas vai tudo bem tudo mãe trabalho ciência tudo bem né saúde a graça de deus e vejam fazendo aqui de novo né um reforço início assim ó disse que tem umas doenças novas por aí é legal então já comentou aqui sobre a questão da forte sugestão do hiv e aqui como como tema deste encontro ok vamos continuar então diante das perguntas da mulher o protagonista se esquivou
de revelar a verdade assim a relação da mãe com o filho tudo pode ser percebido embora nada seja dito não ao enfrentamento da realidade isso inclui a própria homossexualidade do rapaz que aparece surge e da e não explicitadas no controlo é só o veto ela perguntou de repente e foi baixando os olhos até encaixar em outra vez direto nos olhos dele está lá a mãe vivendo a vida dele ela voltou a olhar para o teto tão atencioso betts me levou para jantar abriu a porta do carro nem parecia coisa de cinema puxou a cadeira do
restaurante para assentar nunca ninguém tinha feito isso roberto gostou da senhora gostou tanto que fechou os dedos assim fechados passou os pêlos do próprio braço as memórias distância ele disse que a senhora era muito chique chique e uma velha grossa esclerosada ela riu vaidosa manchada no cabelo branco suspirou tão bonito mostrar um filme aquilo é que é moço fino eu falei pra cozinha bem na cara do pedro retomar como indireta mesa diz bem ao bem assim quem não tem berço a gente vê logo na cara não adianta ostentar a escrita que nem o beto aquela
calça rasgada dinha quem é dizer que era um moço assim tão fim de tênis voltou a olhar dentro dos olhos dele isso é que é amigo meu filho até meio parecido contigo eu fiquei pensando parecem irmãos mesma altura mesmo jeito mesmo a gente já não se faz um tempo mãe ela lembrou um pouco apertando a cabeça da cadela contra mesmo linda abrir os olhos esbranquiçados embora sega também parecia olhar para eles ficaram se olhando assim um tempo quase insuportável entre a fumaça dos cigarros cinzeiros cheios se xícaras bases os 3 ele a mãe linda e
porque mãe avó e minha mãe é tão difícil repetiu e não disse mais nada observa aqui nessa cena é que ela começa a falar do beto e ela fala como se soubesse no fundo a natureza da relação dos dois certo ela vai falando tanto que ela é eu faço aquele olhar insinuante assim do tipo ela olha ela abaixa a cabeça e olha fundo nos olhos dele do tipo eu sei né da sua relação com o beto isso tudo fica sugerido nada disso fica explicitado no conto a gente tem uma forte sugestão então da relação homossexual
do protagonista com um personagem chamado beto fica evidente também essa solidão do personal quando ela fala do beto ele já fica nostálgico e depois e e em um primeiro momento ele já está vivendo a vida dele né depois ele ficar nostálgico e depois ele diz a gente já não se via faz algum tempo mãe interessante também as referências que ela faz alberto é como se ela gostasse do beto comum como uma sogra gosta de um genro é mais ou menos isso mais ou menos está implícito tatu sugerido que fique bem claro é implícito observa que
ela meio que faz uma comparação implícita entre o beto certo e o pedro ken é o pedro que aparece o pedro marinho marido de rosinha que pelas inferências que a gente faz ao longo do conteúdo seria que a filha dela irmã do protagonista certo então olha só a eu disse pra cozinha na cara do pedro alberto sim é que é legal ou seja não é que nem o pedro mariz delsin o beto é provavelmente companheiro do narrador era uma pessoa educada finné tratava ela com deferência com cortesia certo então a gente percebe é que temas
assim uma forte sugestão de uma relação é homossexual entre o protagonista um personagem chamado beto mas observa solidão do personagem ao dizer que está vivendo a vida dele a gente não se faz um tempo a mãe pergunta por que ele é amanhã é muito difícil explicar tá legal interessante também aqui esse jogo constante nessa triangulação entre mãe filho e linda a cadela né porque aqui há a cadela cega nela mesmo assim ela parece que procura vez assim também a mãe né como si mesmo cega entre aspas certo ela procura enxergar ou ela vê as coisas
de um modo não é parcial a respeito do filho é isso mas adiante então amigos a verdade que não é dita é que o rapaz aqui possivelmente então homossexual soropositivo está agora sozinho abandonado por todos se eu morresse ninguém ficar sabendo já tinha dito né é inclusive por beto provavelmente seu ex namorado a mulher levanta abruptamente o diálogo sincero quando a mãe se retira o rapaz fica só com sua doença e com a cadela linda com quem partilha a sensação de estar morrendo vejo um por um foi abrindo os botões na camisa acendeu a luz
do abajur para que ela ficasse mais clara quando sem camisa e começou a acariciar as manchas púrpura da cor antiga do tapete da escada agora que corre espalhadas em baixo dos pêlos do peito na ponta dos dedos trocou o pescoço do lado direito inclinará inclinando a cabeça como se aparece uma semente no escuro depois fui dobrando os joelhos até o chão deus pensou antes de estender a outra mão para tocar o pêlo da cadela quase cega cheio de manchas rosadas e coisas do tapete gasto da escada e mais da pele do seu peito em baixo
dos pêlos crespos escuros macios ainda sou linda você é tão linda linda vejo o pessoal que nesse último momento aqui então a gente tem é o desfecho do conto com o personagem se identificando com a cadela linda você é tão linda linda essa brincadeira com as palavras né do substantivo próprio linda né com o adjetivo linda né linda você é tão linda linda mas a gente tem essa comoção dele né afagando aquele ses já decrépito já doente já moribundo como se tivesse também se acariciando assim mesmo assim como ele está mesmo tocando mesmo no pescoço
tocando na pele e percebendo as manchas percebendo os sinais da morte os sinais da doença nele e na casa dela quando ele diz linda você é tão linda linda né por mais paradoxal que isso seja é como se a gente tivesse sentimento de compaixão de auto compaixão também como se a gente estivesse falando sobre a própria vida é sobre a precariedade a fragilidade ea beleza da vida uma linguagem bastante poética que é bem cara turística né nos textos do caio fernando abreu agora que a gente já fez a leitura do conto como um todo né
a gente também pode chegar a epígrafe tá lá no início do conto epígrafe mas acho que fica fica legal a gente ter feito a leitura toda do corpo a perceber o sentido dela né o caipira boca trabalha muito com as epígrafes são essas situações que dão início ao texto né na abertura do texto aparece uma situação e essa situação pode ser uma poesia pode ser um trecho de uma canção e pode ser é uma estrofe de um poema enfim essa situação pode ser uma frase por simplesmente essas situações elas têm referência na reverberando diretamente no
significado do que a gente vai lá em seguida iniciou uma epígrafe né uma citação de abertura que acaba já nos trazendo uma situação não é alguma alguma mensagem a respeito do que vai ser lido adiante e perfeitamente as epígrafes aqui funciona mesmo como uma espécie de índice do que a gente vai dando sequência no ponto linda história horrível a epígrafe do conto é na verdade um trechinho aqui dá da música da canção só as mães são felizes do caso certo diz ali você nunca ouviu falar em maldição nunca vi um milagre nunca chorou sozinha no
banheiro sujo nem nunca quis ver a face de deus certo é nessa canção de cazuza as mães são seres acima dos pecados e baixistas cometidas pelos filhos ficam alheios à verdade o caso me dá um depoimento sobre essa canção explicando que ele queria colocar a mãe num pedestal que dizer mas não não deveriam saber né da das baixas cometidas pelos filhos né não deveriam jamais saber de de todo o submundo aqui é freqüentado pelos jovens né pelas enfim pelos pelas fantasias pelas pornografias pelas violências por tudo isso que envolve esse universo né do filho a
mãe deveria ser poupada disso tudo é é seria o sentido da letra do caso ele usa imagens fortes ao longo dessa letra e aqui a gente tem um trechinho é você nunca ouviu falar em maldição nunca viu um milagre nunca chorou sozinha no banheiro sujo nem nunca quis ver a face de deus aqui então a referência a mãe do protagonista né que parece né não não enxergar ou pelo menos é como se ela deve ser poupada de ver tudo o que está acontecendo com a degradação mesmo está acontecendo com o filho o personagem protagonista de
linda uma história horrível certo pessoal - esse importantíssimo ponto aqui ficam por aqui amigos voltamos na sequência com mais