vou falar de uma outra perda que faz parte de um um contexto econômico que parece que o mundo vive mais o Brasil também né maior intensidade eh que tem a ver com o desemprego né o aumento do desemprego porque quando nós estamos no nosso trabalho observem como que nós direcionamos a nossa energia a nossa libido pro trabalho O trabalho Para muitos é quase o seu sentido de viver Muitas pessoas não encontram satisfação se não for no trabalho O trabalho é tudo que dá sentido a vida dessas pessoas ou para grande parte dessas pessoas e Quando
essas pessoas perdem Quando alguém perde o trabalho naquele momento essa perda o desemprego né o ser despedido ou a a empresa que fechou a empresa que faliu mas a real situação do desemprego é vivido por muitos como uma espécie de luto quase como uma uma perda real como se tivesse perdido um ente querido em que a consequência desse processo naturalmente caminha para melancolia porque no processo de de desligamento em que ela se ver na situação do desemprego ela se questiona o que que ela poderia ter feito que ela não fez por que que ela não
fez melhor o trabalho dela Por que que ela não relacionou melhor com as pessoas eh se ela podia ter feito alguma coisa para evitar E aí ela entra nesse processo autodepreciativo em que não só ela vive o luto essa esse esse essa essa perda desse simbólico como na sequência ela ela entra muitas vezes nesse processo melancólico de se sentir incapaz de se sentir eh né uma pessoa eh alguns usam o termo com bastante frequência é comum a gente ouvi isso na clínica psicanalítica impostores a gente não se sentir preparado pro trabalho que realiza de não
se sentir que ele é uma pessoa realmente profissional como poderia ser que nunca fez as coisas com tanta eh riqueza com tantos detalhes E aí começa todo esse processo depreciativo E como que esse processo depreciativo em grande parte ele persegue essa pessoa inclusive nas próximas tentativas de uma realocação no mercado numa próxima tentativa eh com novas entrevistas Porque ela acha que de fato ela foi despedida porque ela não presta porque ela não é boa o suficiente porque ela realmente e ela nem nem era digna de ocupar aquele cargo que ela ocupava Então ela passa a
ter vergonha de falar dessa função que ela ocupava ela passa a ter vergonha de falar desse lugar do desemprego porque quando ela perde o trabalho quando ela vivencia a situação do desemprego ela vive um processo não só do empobrecimento financeiro mas praticamente esse empobrecimento do eu esse empobrecimento né da da da da sua própria autoestima esse rebaixamento da autoestima que nós falamos então quando ela se depara com esse esvaziamento do eu ela ela se sente indigna de ocupar novas posições Ela se acha que ela não é merecedora de um de Uma nova oportunidade ela acha
que se ela entrar que ela não vai se dar bem e que se ela entra e ainda consegue por algum motivo esse esse esse novo trabalho essa realocação essa nova posição ela normalmente ela vivencia um período de grande estresse de Muita ansiedade por conta dessa perda recente que ela teve que não foi totalmente superada esse esse luto que não foi vivenciado essa dificuldade de lidar com essa perda que para ela representa tá quase que uma cisão né um esvaziamento do Eu até que ela se sente novamente capaz até que ela consiga se sentir novamente apta
para ocupar uma nova posição um novo desafio nós falamos de luto falamos de perda falamos de melancolia Mas esquecemos que existem tantas perdas a à nossa volta as perdas fazem quase que parte da vida de dos seres humanos e a gente se esquece que eh quantas pessoas Quantos pacientes quantos analisandos se adentram dentro da Clínica com com essa essa questão eu não sou capaz Eu nunca me sinto plenamente bom naquilo que eu faço o tempo todo eu sofro críticas e eu acho que essa crítica faz sentido porque eu não faço as coisas direito eu demor
eu poderia ser diferente e ela concorda com esse processo do do esvaziamento do eu com essa atitude autodepreciativa inclusive ela reforça isso