Olá a todos vocês olá a todas vocês Essa é a rádio Freud mais um capítulo está se iniciando eu sou Leandro dos Santos eu idealizei esse projeto para trazer a psicanálise enfim para quem quer saber para quem tem coragem de saber então vamos lá no capítulo anterior eu comentei de maneira mais aprofundada sobre o complexo de edipo e sobre a virada na obra freudiana que a gente chama Tecnicamente de primeira tópica para segunda tópica né de inconsci pré-consciente e e consciente para ego í e supereco eh eu também deixei claro que o Freud obviamente muito
oculto fazia fazia eh conexões intersecções com outros Campos do saber o exemplo foi a mitologia grega no qual Ele bebe na fonte do complexo de edipo que é um um mito grego que eu acho que vale a pena ler no na íntegra acho muito interessante seja em livros facil de achar ou mesmo na Internet tem muita coisa interessante Provavelmente tem especialistas falando disso nos canais de vídeo eu acho que vale a pena pesquisar sobre o o o complexo Dio agora hoje eu vou me centrar um pouco mais no narcisismo né é interessante Freud era um
sujeito muito curioso na língua portuguesa a gente fala nar cismo não é tão diferente no inglês no alemão só que o Freud pesquisa o mito e ele começa a falar na ismos e todo mundo pergunta Dr FR mas não tá errado isso aqui o o senhor não tá soletrando erado não não não eu prefiro assim sou a melhor mas na verdade tá falando do do mito de Narciso o mito de Narciso se a gente puder também trazer uma versão muito simplificada aqui só para facilitar o raciocínio também sugiro a leitura na íntegra desse mito Narciso
e Eco eram apaixonadas dois Deuses lá e mas eles não podiam ficar ficar juntos e aí sei lá o conselho dos Deuses ou alguma coisa assim disse vocês não podem ficar juntos vocês serão punidos vocês terão que seguir caminhos opostos e o Narciso vai se apaixonar pela primeira imagem que ele encontrar e a eco vai se apaixonar pela primeira voz que se endereçar a ela vamos agora e obedeçam e os dois saem chorando ô meu Deus minha amada meu amado e saem caminhando no mundo e a eco para num penhasco né num precipício gigante diz
por que comigo e aí Claro ela ouve Por que comigo por que comigo ela ouve o eco e ela se apaixona por essa voz então essa deusa é carente vamos dizer assim ela tá presente em todos os grandes espaços em grandes espaços Livres enfim onde Claro naturalmente o som se propaga e volta sobre a forma de eco Essa é a desa Eco o Narciso não é muito diferente ele sai caminhando oh meu Deus eu quero a minha deusa eu não sou ninguém sem ela aquelas coisas né E aí de tanto chorar cansado e com sede
ele chega num Riacho lá num lago e ele vê a água e fala Meu Deus vou tomar essa água quando ele se debruça ele vê a própria imagem dele na água se apaixona por essa imagem cumprindo a profecia do do lá do Concílio de deuses e ele cai dentro da água tentando capturar essa imagem se afoga o lago seca e nasce uma planta chamada Narciso pois bem o que que o Freud retira desse mito que é interessante da parte do Narciso é alguém se apaixonando pela própria imagem ou seja como eu disse no capítulo anterior
o sujeito se apaixona pelo objeto na qual ele investe pulsione toda libido a poção seria vamos dizer uma espécie de linha de trem no qual levaria um trem chamado libido até uma estação chamado objeto simpl muito bem que que isso tem a ver então por exemplo com o complexo de é e o Freud tem um texto muito interessante chamado introdução ao narcisismo mais ou menos dessa época na qual ele diz bom então essa mãe tem esse bebê esse bebê de novo Tecnicamente falando é um objeto para essa mãe ela investe libido nele meu filho sem
isso eu não sou nada você é tudo para mim aquelas coisas né Eh e o bebezinho de alguma maneira também pode Em contrapartida oh meu Deus essa mulher que me dá o seio que me olha tão profundamente que me acalanta que me limpa que me Nina meu Deus eu amo essa mulher essa mulher é tudo para mim então o o o o narcisismo tá presente onde na no endereçamento da nossa libido em relação ao objeto num primeiro momento o objeto é a gente mesmo no caso do Nenzinho ele tira prazer dele ele chupa o dedo
ele morde a a blusinha Ele morde o cobertozinho Ele morde o bico da da mamadeira ele mama a mamadeira todo mundo que delícia Ou seja é humano então a gente direcionar libido para aquilo que é importante para cada um de nós no caso narcis a gente de alguma maneira tenta encontrar um pedaço da gente fora e investe de energia então por que que o Freud nesse texto tá fazendo uso desse mito do Narciso para explicar também a constituição humana Então se a gente voltar pro Capítulo anterior eu falei um pouco de ego e de sug
Então na verdade o o ego pensando pensando freudian m o ego é uma construção de nós mesmos que a gente tenta de alguma maneira repelir o inconsciente o o ID dizer não eu sou sou só o ego porque eu sou o Leandro porque isso porque aquilo esse investimento narcísico é um investimento primário né em si mesmo eu sou ótimo eu sou péssimo tanto faz eu não sou ninguém eu sou tudo pros outros a humanidade um dia ainda vai me reconhecer essas toes que a gente imagina E aí resultado o Freud começa a trazer um um
conceito importante nessa época também que é o conceito de ideal eu gostaria de me deter agora Nisso porque vai ser fundamental pra gente poder avançar então que ideal é esse meu Deus mas que que mas mas da onde que ideal do quê o Freud vai falar dos ideais sociais que a gente vai falar muitos capítulos aqui que isso é muito importante e também vai falar dos ideais vamos dizer muito particulares que dizem do Ego de cada um então Freud inventa dois dois conceitos o ideal de eu e o Eu ideal ideal de ego e ego
ideal por quê se a gente voltar a gente vai entender bom então o ego são as identificações com o pai com mãe com vó com vô com enfim com a classe com você não importa com meu sobrenome com meu nome com o bairro onde eu moro com a minha raça eu sou filho de espanhol portanto a Espanha isso é ego Ok mas Por que que o Freud precisa do ideal de ego e do Ego ideal acho que isso é uma coisa eh fundamental vamos lá quando o bebezinho se identifica ao pai ele está rivalizando com
o pai natural então ele diz bom vou ser igual ao meu pai para ganhar minha mãe quando ele tenta ser igual ao pai ele começa a vamos dizer se analisar eu sou melhor que o meu pai ou eu sou inferior a meu pai me dez eu não tô conseguindo certa vez um um menininho acho que ele tinha 2 anos sei lá e eu estava na praia eu eu conheço essa pessoa até hoje ela obviamente não se lembra disso Eu tava com esse menininho sentado deitado na rede ele sentado na minha barriga e ele mexendo na
minha barba ele mexia me esticava os pelos fazia assim eu falei você tá gostando da barba Fulano ele falou eu tô falei você quer ter barba quando você crescer o olhinho dele ele falou quero ter barba até aqui então olha que interessante né ele não quer ter barba igual a mim ele quer ter mais barba do que eu provavelmente não não era meu papel ali mas muito provavelmente ele diz as mulheres gosta de barba porque o pai dele tinha a barba Então olha que interessante se identificou um traço do pai e ao se identificar ao
traço do pai ele diz bom então é assim que que eu quero ser só que o Freud não entende porque que esse quero ser se transforma dentro da cabeça da pessoa em devo ser aí nós precisamos dos conceitos de Eu ideal e ideal de eu ou seja esses dois conceitos nos mostram que a gente também inventa um eu que a gente acha que é verdade um eu que a gente tende a selecionar tudo que for ruim a gente joga fora tudo que for bom a gente guarda Freud chama esse fenômeno de splitting Então os defeitos
a gente esquece Puxa que coisa não me lembro Nossa é verdade e as virtudes a gente valoriza Às vezes a gente até pode valorizar um defeito Se for interessante se for se for interessante Ah eu sou meio Trapalhão quebro tudo eu já falo isso antes de quebrar as coisas então malandramente eu sei como fazer o que importa para nós aqui é que esse ideal de personalidade tá sempre em jogo Eu imagino que eu sou esse Eu ideal e por sua vez eu tenho uma relação com esse ideal de eu que eu inventei eu me cobro
Freud se pergunta mas meu Deus mas por que que isso vira uma cobrança aí ele precisa do conceito que ele já tava desenvolvendo chamado superg eu queria eu queria investir agora tempo nisso porque é fundamental definirmos uma coisa voltando na tradução não é não é super Ego não nem super eu seria super eu na verdade Uber Uber it em alemão a pronúncia obviamente não é essa Uber significa acima de então por exemplo se a gente pegar os países Brasil Argentina Uruguai Estados Unidos de alguma maneira Ele estão subordinados pelo menos eticamente a ONU seria Organização
das Nações Unidas a a ONU seria uma instituição criada Claro pelo aliás pelos próprios país para pairar de maneira Supra acima dos países para eventualmente intervir Ei não vamos exagerar isso aqui tá certo isso aqui tá errado o super eu seria então uma instituição psíquica né claro uma Instância psíquica dentro da cabeça da gente que seria Supra por quê ela estaria fiscalizando a nossa vida muito bem Nossa Leandro que interessante que sacada do Freud legal Mas da onde o superg vem aí o Freud a partir do termo ideal Esse é um termo muito fundamental ele
se pergunta sobre os ideais sociais Então vamos lá os ideais sociais isso é facílimo de achar V vou pegar só cinco casamento é um ideal social sucesso em qualquer campo é o ideal social família é um ideal social ã eh a ência aprender nossa vida esse cara Estudou muito um ideal social o corpo um corpo bonito a beleza um corpo que se adeca aos padrões de belez daquela comunidade é um ideal daquela comunidade por não né a gente vê fotos é interessante né na um país da África as mulheres usam uma argola que deixa o
pescoço mais comprido naquela comunidade é belíssimo é um ideal se alguma menina falar eu não vou usar isso no pescoço você tá louca você tem que usar Você não quer ficar bonita aqui pros meninos etc então o resultado os ideais eles de alguma maneira eles estão pairando no ar a todo momento a mídia traz isso as tradições as transmissões culturais a família vários vários exemplos eles chegam até a criança ou bebê enfim ou adolescente eles chegam ó melhor você ser assim ó é um jeito de eles acabam se misturando pela via da cobrança com o
ideal de eu e o Eu ideal por exemplo eu sou Leandro Alves Rodrigues dos Santos eu poderia ter ouvido quando criança Leandro os santos São a melhor família que existe na cidade de tal ou poderia ser o contrário Leandro Nossa os santos Meu Deus que hisória é uma pena cara você faz parte desse desse grupo seleto de canalhas são ideais são Eh vamos dizer assim construções gramaticais claro que tentam dar conta de diversos fenômenos que não se sustentam a gente sabe disso quem tá me ouvindo Já tá pensando tem um monte de toliss isso sim
tem um monte de toliss mas o super euu o superg não sabe disso ele fagocita os ideais sociais e insere né enxerta eu brinco um processo de enxerto enxerta na cabeça da pessoa eu sou assim eu deveria ser assado eu sou assado eu deveria ser assim assim e aí o que que acontece o sug passa a ser uma Instância ao se alimentar da moral dos bons costumes do direito da Medicina da Psicologia das leis vira o que na cabeça da pessoa um juiz um juiz que vai cobrar da pessoa mas Leandro cobrar o quê ué
Ela não falou que ela é de um jeito e deveria ser de outro se ela falou deveria eu vou cobrar dela resultado o ego não consegue alcançar não consegue eh performar desse jeito esperado ele fala ele sucumbe e o que a pessoa sente Culpa É muito raro alguém chegar num consultório de psicanálise sem culpa e a culpa se se se a gente for lá no dicionário mesmo tudo bem Tá lá na letra c é aquilo que você sente depois que você fez algo moralmente questionável juridicamente ou pelas tradições meu Deus do céu você fez algo
tá errado sinta culpa ah meu Deus eu sou estou culpado Freud não não achava que era só isso ele falou você pode ter feito tudo isso mas é muito comum você sentir culpa por ter desejado fazer então se nós retroceder pro Capítulo interior no qual eu digo que o ID que o isso é um receptáculo de vontades de Desejo de agressividade então o resultado quando a gente quer enviar essa agressividade direção a um objeto sei lá por exemplo um ser humano eu tenho ódio desse ser humano socialmente isso não é permitido só o amor é
permitido o nome disso é hipocrisia porque dentro da gente existe o ódio existe agressividade e eu quero que o outro seja meu objeto O problema é que o outro não vai ser então eu fico frustrado que eu sinto raiva out odeio o outro então eu amo o outro quando ele me interessa quando ele serve ao Meu Ego tá ótimo eu amo essa pessoa mais ou menos o que acontece com as nossas amizades as amizades servem ao ego por isso que quem faz análise via de regra muda as amizades via de regra e aquele seu amigo
nossa nunca mais ouv Óbvio só era interessante aliás para ambos e Freud chama de uma relação assexuada não necessariamente tem sexo entre os amigos não necessariamente e ele se se per amigos a vida toda por quê Porque é interessante pro ego dos dois via de regra os dois confirmam aquilo que é interessante confirmar tanto que o ditado comum Diz pro amigo que é amigo fala a verdade pra gente às vezes eu quero ser legal com o outro eu quero agradar o ego do outro isso claro não precisa nem dizer tem consequências tem desdobramentos então essa
agressividade né Freud tem texto sobre isso Lacan também tem um texto muito interessante essa agressividade fica reprimida e ela pode sair para fora de alguma maneira Às vezes a cultura a própria sociedade fornece meos para isso Ou ela pode voltar para dentro de si e aí nós temos coisas mais complicadas a depressão tem a ver com culpa e também com agressividade a melancolia eu diria que as doenças que chamamos de psicossomáticas também sujeito que tem gastrite que tem meu Deus do céu Aquilo é agressividade contra si mesmo e aí o Freud chega num conceito muito
interessante pensando superu mas como que a pessoa vai fazer algo ruim contra ela sim chama-se masoquismo Freud começa a se dar conta a perceber que as pessoas têm um prazer masoquista de infligir dor ou sofrimento ou enfim fracasso a si mesmo então o superg é uma uma Instância muito interessante porque ele é parte inconsciente e parte consciente que a gente nem sabe como entrou dentro da gente mas tá dentro da gente operando Esse é um dos efeitos interessantes da da análise que é aliviar a relação do paciente com o superg ele pode fazer análise 1000
anos superg vai est dentro dele ele tem que mudar a relação com o superg exemplo clássico fácil Nossa esse exemplo é fácil fazer dieta e ir na academia todo mundo passa por ai meu Deus tô gordo tô mole tô sedentário tudo bem vai na academia é bom faz bem Aí ele vai lá na academia Se informa vai na nutricionista Sei lá eu pega na internet aí ele ele inventa um ideal para ele a partir de segunda-feira vou ser um novo homem ou uma nova mulher eu vou comer agrião com gelo e vou na academia sete
dias por semana se ela tiver Fechada no domingo eu vou andar 6 horas no domingo para emagrecer não precisa nem de dizer que você não consegue viver com agrião com gelo só agrião e gelo é bem difícil e também não consegue fazer exercício físico todos os dias incluindo domingo resultado você e construiu você inventou um ideal altíssimo para você o que vai acontecer não vai conseguir vai sucumbir vai vai fracassar vai porque é inatingível que que vai acontecer vai se cobrar aí vai vai lá no analista e fala o qu eu sou um bosta não
consigo vou morrer uma baleia vou morrer de do do do sedentarismo o o analista vai tentar se guiar pelo bom senso né bom senso é uma coisa muito importante mas será que você não engordou em tantos anos será que não é um processo mais lento Você vai aos poucos mudando os hábitos se disciplinando dá trabalho mesmo não não eu quero isso em dois meses Esse é o ideal a paixão que sentimos pelo pelo amante ou pela amante também é ideal por isso que ela não se sust o filho é um ideal quando eu atendia crianças
mais jovem agora parei crianças de idade cronológica eu sempre pedia PR os pais virem antes sem a criança não mas eu tenho que levar não não não não traga o Paulinho por favor vem vocês quando eles chegavam eu tentava entender porque que eles estavam me procurando eles Falavam do Paulinho não tinha nada a ver com o Paulinho que ia vir na semana que vem nada a ver nunca porque eles falam de um Paulinho que é um ideal positivo ou negativo às vezes negativo tanto faz tá dentro da deles por isso que a gente não se
reconhece quando vê nossa mãe nosso pai falando da gente para outra pessoa sem perceber que a gente tá ouvindo nossa ele pensa isso de mim nossa mas eu não imaginava Claro aí fica a pergunta né bom então Leandro se os ideais estão tão presentes dentro da gente o superg se alimenta eles por que que a gente mantém isso ué se é tão ruim a gente não precisaria manter Opa Calma Vamos lá quando o Freud ainda tava lá no além do do desculpa no princípio do prazer no princípio da realidade ele vi que isso não se
dava conta porque ele fala Poxa então é só o o sujeito só vai buscar princípio do prazer e vai fugir da realidade falou não tem um coisa masoquista o sujeito parece que gosta de sofrer ele escreve um texto maravilhoso chamado além do princípio do Prazer texto interessantíssimo que eu recomendo a todos no qual ele diz pera aí se o sujeito é motivado pelo princípio do prazer no meu consultório tá acontecendo uma coisa estranha aí porque o cara vem da Guerra né Freud escreve esse texto no meio das duas guerras o cara vem da guerra e
ele não para de falar das coisas horríveis que ele viu na guerra o Freud pergunta ué Talvez ele devesse falar uma vez e não falar Nunca mais tentar esquecer aquilo não o sujeito não para de falar daquilo então Freud tem uma aposta aí de que tem algo dentro da gente que leva a destruição que leva uma coisa ruim e aí voltando a pulsão se vocês se relembrarem semana passada eu falei da pulsão a gente tem uma pulsão de vida né que Freud conecta a eros erótico e uma pulsão de morte que Freud conecta ao Deus
tanatos tanto que naquele filme Os Vingadores da da da Marvel tem um bandidão lá chamado thanos é o Deus da Morte que é o que acontece no filme ele de fato ele mina as pessoas então Freud diz bom então dentro da gente não tem só a vida só a beleza tem a morte também a guerra tá aqui para explicar naturalmente Freud foi muito influenciado pela guerra por Hitler nem fala mas ele dizia Poxa vida então o ser humano não é tão bonzinho então se ele tem vida e morte dentro dele Pode ser que o sug
leve cada um né pela via da exigência eh eh descontrolada né pela via da exigência do Impossível leve a pessoa a uma a uma autodestruição o que a gente vê no cotidiano a pessoa se sabota a pessoa causa o seu próprio fracasso a pessoa boicota o tratamento boicota as relações boicota o trabalho parece incrível você fala meu Deus mas você tá jogando contra você Exatamente isso fica uma coisa compulsiva a pessoa não se dá conta disso e ao não se dar conta disso ela permanece nessa situação sofrendo e sentindo culpa a culpa leva a depressão
então a depressão não é um fenômeno biológico que tá te faltando lítio você precisa tomar lítio vou no Psiquiatra tomar um remédio eu vou melhorar da depressão não é isso depressão é de vinda da culpa do seu ego ter sido insuficiente ou ter sentido aqué de um ideal que você mesmo inventou muito bem É só os ideais da gente que a gente inventa não a gente compra pra gente os ideais do outro família é o melhor exemplo eu tenho que ser caminhoneiro como meu pai eu tenho que ser médico como meu pai mas por que
que você tem que ser médico por que que você tem que ser caminhoneiro uma vez uma colega contou um exemplo interessante de um rapaz que era filho de um médico professor universitário pesquisad ador mestrada doutorado aquelas coisas e ele ficou a vida inteira tentando Ah vou estudar medicina não não não consegui vou pro mestrado um dia ele falou para ela eu sou infeliz eu quero fazer outra coisa ela falou o quê não sei e ele não volta nunca mais lá no consultório dela um dia ele volta 5 anos depois ouvi te agradecer mas mas por
que você sumiu você não falou mais nada nem nem respondeu meu telefonema Não eu fui atrás do que eu queria eu sou caminhoneiro hoje sou super feliz aí vocês podem estar pensando bom e o pai ele lamento é isso que ele tem que ter coragem de falar eu não vou ser o ideal que você espera Ah mas aí seu pai vai deixar de te amar é o preço que se paga então a sociedade ela não ela não veicula os ideais de graça ela ela joga no ar para você aderir E aí a sociedade vai falar
Opa legal o grupo vai falar então a família é só um grupo mas nós temos outros grupos muito mais amplos muito mais amplos do que a família quando o Brasil tá jogando uma Copa do Mundo nós somos um grupo só que a gente acha que o Brasil vai ser sempre campeão meu Deus tudo é Esso é o ideal hoje não é mais real há um tempo atrás talvez até isso se comprovasse Ok o Brasil de fato era superior em futebol hoje não é mais apenas mais uma seleção mas na época da copa do mundo a
gente percebe um grande número de pessoas idealizando Então para que que a gente idealiza uma coisa para tornar essa coisa mais especial mais importante e portanto o meu ego vai se beneficiar disso então o psiquismo humano né a partir do Freud né a a a partir da compreensão do Freud ele precisa ele precisa ser repensado ele não pode ser tomado de maneira ingênua vocês estão percebendo que essas coisas se amarram essas coisas se conectam E aí tira um pouco daquele olhar ingênuo sobre a pessoa Coitada como ela sofre não por que que ela erigiu por
que ela inventou um ideal tão alto meu Deus do céu Por que que ela tá sustentando o ideal da família dela ou o ideal do país dela nós brasileiros né tem isso né Por quê Por que que a gente fica tão tomado quando a gente é colocado para baixo né você chega nos Estados Unidos você não é mais brasileiro você é Latino e a gente sabe que Latino é igual a algo inferior ah meu Deus eu sou Latino não sou Latino eu falo português a pessoa começa a se defender disso ou idealiza outras coisas porque
no outro país é tudo perfeito é um paraíso sabe que não é vou casar com outra mulher vou casar com outro homem vou mudar de cidade são ideais que a gente vai inventando para não ter que lidar com a dureza da vida então a idealização ela tem um ela tem uma razão de ser né a a filha do Freud a Ana Freud ela tem um livro interessante chamado eg e os mecanismos de defesa Nos quais ela postula que o ego de alguma maneira na na lida com a realidade ele tenta se defender né então a
idealização seria um dos mais óbvios né eu idealizo as coisas depois fico chorando porque a coisa da realidade não coincidiu com a idealização mas mas é isso mesmo e a coisa da realidade ela é real é isso aí que aconteceu a sua idealização que precisa ser questionada né e a Ana Freud cita mais alguns né A A negação Esso é o mais Óbvio Eu nego falo não não quero ver não tô vendo mas tá toa cara não não é interessante Pro Meu Ego ver a projeção eu projeto em outras pessoas aquilo que é meu geralmente
é o projeto que é ruim óbvio né Eu sempre brinco né se se algo irrita muito no outro é seu pode procurar que é seu não é do outro quando você resolve dentro de você o outro para de te irritar você vê coincidência Claro a gente joga no outro uma coisa que é da gente ah formação reativa também essa é mais interessante né eu demonstro o contrário demonstro a invés de ódio demonstro amor ao invés de amor eu demonstro ódio isso é muito comum né quem foi criança sabe sabe quem Estudava na escola eu não
gosto dessa menina eu não gosto desse menino aí todo mundo é gosta assim tá apaixonado ou seja o grupo sabe é oo contrário do que você tá dizendo Então vale a pena pesquisar esse livro é só é é só um exemplo mas a troco de que esse ego se defenderia tanto para se manter forte para continuar lutando no processo de tentar adequar a realidade no que eu penso Então eu penso tal coisa eu vou se a realidade não coincide eu vou eu vou dar um jeito eu vou com a ela e ela vai se encaixar
no que eu penso super infantil projeto 4 5 anos de idade ainda ainda é pré-primário não chegou nem no ensino fundamental ainda a vida não é isso então o Freud dizia que um processo de análise é uma coisa que de alguma maneira ajuda a pessoa a amadurecer e eu concordo porque ela passa Claro a lidar com as coisas do que nós também chamamos de realidade aqui mas enfim com uma vida cotidiana ela passa a lidar de uma outra forma por narcisico narcisico ela passa a abrir mão se ela aguentar análise né Se ela não ficar
dando desculpa esfarrapada para interromper ela aguenta ela passa a aguentar esses abalos narcísicos que a gente leva a todo momento né então eu vou investir a minha libido ali com certeza absoluta eu vou ter um retorno desse investimento pode não acontecer nada disso esse projeto vai dar certo com certeza ninguém sabe como é que a gente sabe do que vai acontecer o que não vai a gente não sabe E aí quem consegue de novo suportar uma análise a tendência é desinflar esse Ego e ter uma outra relação com esse narcisismo né vocês devem estar percebendo
que não bate muito com o que é falado na mídia sobre narcisismo mãe narcisista meio que um vilão do cinema não é bem isso né é a gente achar que a gente é o centro do mundo e que as as coisas do mundo o outro as coisas da realidade estão a a ao nosso ao nosso dispor né eu que vou eleger o que vai o que não vai o que é bom o que é ruim o que é feio o que é bonito a vida obviamente não não é assim agora eu queria dar uma uma
avançada nessa coisa do superg Especialmente no consultório né já que eu falei tanto de culpa e a culpa Claro perdão tem relação com os ideais e também eh com essa performance insuficiente do Ego Então vamos tentar entender um pouco como isso chega no consultório de um psicanalista a pessoa vê de regra ela não chega falando disso exatamente naturalmente isso está presente no ar mas ela chega falando de uma dificuldade qualquer ó tenho uma dificuldade no trabalho meu deus do céu né eu preciso falar em público sei lá por exemplo preciso apresentar nas reuniões os powerp
lá apresentar os os os projetos eu sou o líder eu não consigo fico vermelho eu gaguejo eu cheguei até desmaiar bom o que que tem a ver isso com psicanálise porque eu poderia dizer não basta você treinar você arrumar um Coach né um treinador que vai tein falar em público e você vai desmistificar quando você vê isso Acabou psicanalista não pensa assim psicanalista entende essa dificuldade dele circunstancial como sintoma de alguma coisa como um símbolo de alguma coisa porque quando a gente fala sintoma a gente fala o sintoma leva uma doença então o psicanalista Pensa
nessa doença ou um símbolo no sentido de simbolizar algo no sentido de e é de uma outra coisa que se trata Beleza então o psicanalista poderia perguntar Ah me conta um pouco como é que é na sua empresa O que que você faz aquelas coisas mas por que que você fala para quem você fala ah pros diretores é pro boarding lá blá blá monte de jeito importante toda semana eu tenho que apresentar e eles fazem o qu o que que eles que que eles pensam eles eles eles te dizem o quê parece simples parece às
vezes até banal né nossa mas é só fazer pergunta assim é que por meio dessas perguntas o sujeito Claro o paciente não vai se dar conta que ele tá revisitando essa cena que para ele é muito piogênica e ele está nomeando ele está pondo em palavras parece pouco mas não é por quê ele fala para mim Ok eu tô perguntando para ele ele me escuta não é surdo me ouve Claro Puxa vida que interessante isso se repete na sua vida toda reunião é a mesma coisa tal mas você acha que é o mesmo elemento São
perguntas que eu tô fazendo ele vai responder para mim ele vai me ouvir mas ele também vai se ouvir essa é a coisa mais interessante da análise ele começa a se ouvir sobre aquele Episódio Então sei lá por exemplo eu pergunto para ele mas em qual momento aí você começa a sentir essas coisa Ah não sei tem um momento que eles ficam quietos não sei Leandro parece que eu tô sendo julgado eu destaco essa frase e jogo em outra cena jogo em outro papel Branco eles estão olhando para mim parece que estão me julgando eu
me sinto julgado eu mostro esse texto para ele diz olha que interessante que você falou ah me olha tô sendo julgado te evoca alguma coisa isso te faz lembrar de alguma outra cena aí a pessoa fica branca Nossa Leandro você falou agora tô lembrado minha mãe quando ela me dava bronca meu pai ficava lá da sala olhando para mim e minha mãe me enchendo no saco porque eu brigava com o meu irmão e a minha mãe falava um monte no meu ouvido meu pai não falava nada ele ficava quieto lá da sala da poltrona me
olhando aí Claro o analista brinca né de bom humor Ah parece que ele estava a julgando É isso mesmo Leandro meu Deus do céu mas eu era uma criança hoje eu tenho 35 anos é interessante ele pensar como ele tá trazendo essa cena pro dia de hoje por quê quando a gente vai fazendo asas perguntas inv chando o PowerPoint dele tá certo Tá OK tá bom o trabalho não tá bom os dados fiz tudo bonitinho tô só apresentando pras pessoas e e as pessoas os diretores estão ali perguntando mas por isso porque aquilo Ah então
tá legal bom então gente até a semana que vem ele transforma aquele Episódio numa coisa ansiogênico vai se repetir h de eterno ah o tempo cura eu não acredito Ah ele vai ficar mais velho ele vai aprender não acredito ele vai continuar repeti E aí o Freud nesse texto além do princípio do Prazer ele vai dizer o sujeito repete para ter um prazer masoquista então no caso desse rapaz hipotético acabei de inventar eu vou trabalhar Claro esse pai na poltrona que será que ele tava pensando porque que a mãe a mãe falava alto pro pai
ouvir Será que a mãe queria que o pai falasse alguma coisa a gente vai analisar decompor em pequenas partes a tendência que voltando para esse passado entre aspas ele vai tratar lá o passado e vai afetar esse presente de hoje vai chegar uma hora que ele nem vai falar mais de reunião e eu vou perguntar e as reuniões qual qual reunião Leandro as reuniões que você falava que você ficava vermelho que você gaguejava chegou desmar eu falei isso quando a pessoa de fato de fato ultrapassa isso então são elementos são índices que o psicanalista leva
em consideração para vamos dizer assim pesar como é que tá indo né o o o andamento do do processo do daquele tratamento analítico a libido dele já não tá mais nisso já pode estar em outras coisas e ele vai avançando E aí ele quer falar de outras coisas é o paciente que para de faltar no começo paciente falta não quer vir Esquece isso é resistência depois que essa Resistência é quebrada o sujeito quer vir toda vez duas vezes por semana o cara nunca falta eu tiro férias a pessoa fica louca da vida mas eu tenho
que tirar férias sou humano é é eu tirar férias e a pessoa a no consultório O porteiro me fala ou veio várias pessoas aqui isso porque eu avisei ó vou tirar férias três semanas por favor não adianta eu falei pro consciente no inconsciente ela quer tá Alin ela quer ela não é boba o ser humano não é bobo ele sabe o que é bom Poxa isso aqui tá me ajudando Então resultado a psicanálise já se autoc comprova quando a psicanálise acontece que também não é fácil precisa ter uma boa relação transferencial tudo que eu falo
para esse paciente hipotético tem o peso porque ele me considera Muito provavelmente meu silêncio talvez não sei possa remeter a esse pai também silencioso porque a gente não sabe o que esse pai silencioso estaria pensando nem essa mãe gritando enchendo o saco dele do irmão lá sei lá eu não sabe que o irmão tava pensando também então o tratamento psicanalítico é um tratamento feito a partir do encontro entre o analista e o paciente os ideais vão estar presentes aí nesse sentido tem um detalhe muito importante que eu vou falar várias vezes a primeira vai ser
agora o analista precisa ser muito bem analisado senão ele traz os ideais dele para jogar em cima do paciente Eu por exemplo adoro futebol uma vez um menininho falou senhor é são paulino né Dr Leandro senhor tá na cara né o senhor foi criado em apartamento senhor jogou bola no carpete tua avó que te criou porque tua mãe e teu pai trabalhava e você vestia chuteira e chutava na sala sozinho num num evento fora do consultório eu já ia já ia me posicionar no consultório eu tive que encarnar esse personagem é Por que você acha
isso me conta um pouco mais agora na vida cotidiana aqui Aqui é Corinthians mano Sai fora você tá completamente equivocado mas eu não posso levar o Corinthians para cima dele ele acha que eu sou são paulino ele precisa que eu seja são paulino para na análise andar ele precisa depositar em mim esses conteúdos aí vamos dizer assim para que ele tenha um personagem que possa fazer análise andar e o manejo do analista é justamente isso por isso que a gente chama de manejo transferencial ou uma questão política ou uma questão existencial sobre a morte por
exemplo sobre o suicídio isso é um termo muito importante como é que a gente faz com alguém que quer tirar a própria vida enfim e eu posso discordar radicalmente disso ou posso concordar também eventualmente de algum ponto de vista eu não tenho esse direito de misturar as minhas coisas com as coisas do paciente a gente tá ali para tratar das coisas do paciente então Eh o primeiro ponto que a gente tem que deixar claro na formação de um analista é a própria análise em resumo lidar com o seu próprio inconsciente isso vai muitos anos eu
mesmo fiz mais de 10 anos de análise uma duas e três vezes por semana e foi muito É isso que me permite enfim estar com os meus pacientes e claro lutar para não se misturar com eles porque a gente acaba convergindo aí em termos de de ideais Né É complicado isso é esvaziar os ideais é uma coisa muito difícil a gente também considera isso um Um Bom índice de uma análise que é a relativização dos ideais né porque a gente a gente chega na análise com ego inflado cheio de ideais um super ego rígido forte
cobrador que vai te cobrar esses ideais e aí a gente precisa relativizar precisa abrir abrir mão então Freud nesse texto ele fala Puxa vida então será que o sujeito cria eh eh eh vamos dizer assim possibilidades para que a coisa ocorra na realidade e ele extraia um prazer por vezes masoquista sim sim é exatamente isso então não posso ser cúmplice disso eu tenho que levar o paciente a perceber que tem outras coisas Pera aí pera per pera pera tem tem tem mais coisas não não não não é só isso não não é bem assim por
que não claro isso não sutileza isso isso na arte de eh enfim lidar com esses conscientes que não são Claro aprovados socialmente mas que ali dentro do consultório eles têm que aparecer e por uma questão ética eles aparecem dentro do consultório e ficam dentro do consultório Essa é a questão estão E aí o sujeito que faz análise ele ele se sente bem por isso puxa ali eu posso falar qualquer coisa a gente chama isso de associação livre você é livre para falar qualquer coisa Posso pensar sobre essas coisas não vou não vou não vou me
prejudicar com isso uma coisa interessante uma coisa bem bem distinta o que o Freud inventou né um encontro entre duas pessoas mediado pela palavra com uma questão ética através com uma questão H assim é é Sutil essa questão do do sigilo enfim e aí a o tratamento Claro se se Desenrola bom voltando Então à questão dos dos ideais do superg ainda tem coisas ainda paraa gente pensar aqui a nesse capítulo ainda bom então a gente eh eh pode perceber que o superg cobra ideais né da da pessoa a pessoa de alguma maneira se submete a
isso e por vezes por vezes eh masoquista ela se oferece para esse superg e permanece sofrendo com isso isso claro atrapalha a própria vida né a pessoa pode virar uma chata às vezes a pessoa também pode virar uma pessoa repetitiva que só fala a mesma coisa meu Deus do céu né e E com isso ela mina ela interfere nos encontros nos bons encontros com as pessoas nos bons encontros da vida então o interessante eu sempre brinco os meus pacientes comigo pode fala aqui Não fala só aqui não fala lá fora aqui tudo bemand já falei
20 vezes não se preocupa eu ganho para isso fica tranquilo eu sou treinado eu aguento fala para mim porque isso é é engraçado isso é um fenômeno comum na análise o sujeito começa a se escutar isso é bom Hum isso muito bom só que ele começa a se escutar ele começa a se cansar do aqu elele ou fala Putz Leandro falei 60 vezes essa coisa para você eu já não aguento mais isso é um bom sinal isso é um bom sinal Porque tá meio na cara que a coisa vai mudar tem coisa boa vindo aí
por quê a repetição ela de alguma maneira ela nos nos previne do encontro com o novo Olha que interessante né eu resisto Isto é um novo eu sempre brinco eh que quando Muda alguma coisa na vi da gente Sei lá o sistema eh bancário lá o o site do Banco né a gente reclama muda o sistema operacional do computador a gente reclama muda tal coisa no documento falar meu Deus mas que saco tem que fazer isso tem que fazer aquilo então por mais que a gente seja aberto ao novo no fundo a gente resiste ao
novo e e o tratamento analítico o encontro com analista ele ele é uma recorrência de encontro com o novo porque o analista apresenta novas hipóteses o analista apresenta eh novos ângulos o analista apresenta talvez novas possibilidades o analista não concorda com muita coisa mas será que é tudo isso mesmo Mas será que foi tão importante Nossa mas tu marcou tanto será isso tudo é novo porque a tendência especialmente nas amizades ah não vou no analista vou falar com meu amigo não seu amigo vai confirmar o que você quer ouvir e vai misturar com as coisas
dele não vai trazer algo novo bem difícil quando traz é algo que chama muita atenção o analista é um exercício contínuo de pensar né Às vezes o paciente tá só falando coisa chata toda sessão quando abre AB não hoje me diga algo bom por favor o que que tá bom na tua vida E aí a pessoa pega de surpresa ela vai ter que responder ou ela vai falar de algo bom eu vou perguntar mas por que você nunca fala disso ou pior ainda ela vai falar não tem nada bom meu Deus do céu é mais
grave do que eu imaginava por que que você acha que não tem nada bom então o Freud ele ele acha que o novo ele exige um dispêndio psíquico da gente olha que interessante o novo existe da gente por isso que a gente fica curioso pelo novo Claro mas também resistente a gente fica meio dúbio então fazer análise ela também gera alguma resistência porque você vai pensar em novas hipóteses eh é comum como paciente posso falar da minha própria análise a gente quer convencer o analista eu sofri muito eu ninguém sofreu tanto quanto eu Deixa eu
te explicar porque eu sou muito legal né P só vou te mostrar como eu sou legal analista lá em silêncio Meu Deus esse cara não fala nada não é isso ele tá ajudando ele tá te ajudando a esvaziar essa Eh vamos dizer assim essas essas coisas que no fundo advém do Ego essas essas coisas tóxicas essas tolices que a gente fica tentando segurar tentando reter né o Freud ele ele usa uma metáfora tão interessante num certo texto lá que ele fala que a análise ela tem a ver com a escultura e não com a pintura
ele ele pega um ditado italiano chamado via de levar e via de porre levar Pôr pôr e tirar em português né então ele fala que a pintura você tem que pôr Claro o quadro tá lá né a tela tem que pôr tinta lá jogar tinta senão você não vai ver nada e A escultura é o contrário por exemplo pega a pedra de sabão lá sei lá e vai com com os instrumentos Ali vai batendo vai assoprando vai batendo vai assoprando você tira um monte de pedra fica tudo no chão lá o pó etc os os
fragmentos Quando você vê tem uma imagem aí meu Deus o cara esculpiu um anjo mas mas era um bloco de pedra assim ele tirou para que todos nós pudéssemos ver o Anjo hipoteticamente então o Freud acha que a análise é tirar Leandro se é tirar por que que é bom uma boa pergunta né porque eu vou no médico ele põe é isso aqui faça isso eu sei o que é melhor para você eu vou na religião aceita a Deus vou no espiritismo é o espírito vou no evangélico é o demônio assim suiv vou no Coríntios
é o Corinthians é o melhor isso é pôr Por que que a análise é tirar porque o analista não põe algo dele ele tira de você por meio de perguntas mas como assim mas será que Mas o que você acha Mas me conta Mas qual que é a sua impressão na sua hipótese se repete porque ele vai tirando cois e ao tirar essas coisas é curioso né a gente sente mais leve Então essa talvez seja inclusive até uma lição do Freud pra vida da gente a gente precisa tirar coisas da nossa vida a gente tende
a pôr a a a concentrar coisas né na mídia é comum a gente Verê os acumuladores pessoal Vai acumulando eu vou usar um dia eu vou ver mas você não vai joga fora não Deixa eu guardar nunca se sabe como também tem o contrário disso que hoje seria a essas teorias que tem sobre o minimalismo uma coisa minimalista ou seja vamos deixar o mínimo possível talvez no fundo o tratamento analítico seja isso uma opção pelo minimalismo no sentido de vamos reduzir um pouco vamos enxugar um pouco isso e vamos de fato para aquilo que interessa
Então esse por sinal é um momento no qual nós analistas assim grosso modo né Tem várias teorias so ISS mas vou citar uma é o momento de passagem ao Divan você não entra no consultório e já deita no Divan você fica na poltrona com analista frente a frente mas fala mais mas como assim mas me diga me explica a hora que isso é mais ou menos vazado que a gente a gente chega se queixando do outro sempre a culpa é sempre do outro quando você começa a se queixar de si mesmo mas meu Deus por
eu fiz isso mas caramba mas a troco de que que eu deixei isso acontecer quando você começa a se centrar em si mesmo a libido Tá nas suas questões o analista fala deita aqui e você sai do campo visual e o analista continua com a voz dele que é uma experiência angustiante deitar no Divan não é uma experiência fácil portanto quem consegue deitar no divão e suportar né que não é fácil ele fica fica muito mais forte quando ele sai do Divan suporta fácil as coisas da vida lida com a palavra de uma outra forma
lida com a palavra eh que intermedeia as relações né claro de uma outra forma de uma outra de uma outra maneira é muito interessante curioso né A análise nos deixa mais fortes nesse sentido é é é bastante interessante é claro que o Divan também obviamente favorece a resistência às vezes pode inclusive até inviabilizar uma análise existe essa possibilidade também Mas o que o Freud acaba descobrindo que não foi a intenção dele Inicial com o Divan ele mesmo falava Ah não gosto de ficar olhando 8 horas 10 horas para uma pra cara das pessoas Ô põ
elas no Divan mas ele atirou no lugar e caiu no outro a bala né puxa hoje Qualquer psicanalista acha que é importante essa experiência o sujeito pode fazer análise sem deitar no Divan Claro logicamente pode ficar anos na na poltrona Isso é uma experiência interessantíssima hoje em dia com tratamento virtual puxa a experiência tá me demonstrando que funciona eh super bem não é o Divan em si mas eu tô só comentando como Divan tem a ver com com vamos dizer assim uma passagem para uma experiência ainda mais profunda ainda mais densa né o Divan é
angustiante por si só bom agora finalizando o o capítulo de hoje eh Ainda tentando amarrar né o o ego o id e o sug eh nas relações assim de maneira geral tô tentando aqui colocar em palavras aqui de de forma acessível nas relações de maneira geral a gente tem uma confusão de línguas a gente tem um mal entendido porque aquilo que eu falo o que eu falo são palavras que saíram da minha boca endereçada a qualquer pessoa elas não são tomadas literalmente pelas pessoas elas são interpretadas pelas pessoas ou seja você fala uma coisa que
não necessariamente a pessoa vai ouvir e compreender como você espera sei lá e-mail né Às vezes a gente recebe e-mail de pessoas que você não entende o que a pessoa tá querendo dizer no e-mail você tem que ligar pra pessoa mandar um WhatsApp escrever que que é para fazer eu não tô eu não tô entendendo a pessoa não se dá conta também claro que ela falou de uma maneira escreveu nesse caso de uma maneira muito dela ok ok mas a comunicação não se fechou né então é emissor destinatário mensagem aquela coisa que a gente aprender
na escola para psicanálise Não é bem assim porque a significação isso é muito interessante a significação que é dada às palavras que vem do outro escrita falada não importa o cinema no teatro é muito particular de cada um por exemplo o analista fala pouco Justamente por isso porque ele não acredita ele não parte dessa hipótese de que ele falando muito ele vai ajudar Ah então deixa eu te explicar o que tá acontecendo não a gente fala pouco mas você não fala nada na verdade a gente fala o que é preciso s certos momentos a gente
fala pra pessoa ouvir por exemplo Às vezes a pessoa fala assim mas sabe Leandro eu não queria prejudicar aquela pessoa e Eu repito você não queria prejudicar não não não queria aí a pessoa fica pensando no que saiu da minha boca não quer dizer não não pera pera não não não é bem assim eu não quero que você pense que Ou seja eu não sou um parceiro eh linguístico ali porque pra gente as palavras são representantes de inconsciente então no laço social existe a presença do inconsciente o inconsciente de dois de três de quatro de
10.000 não importa as palavras nada mais são do que representantes de uma coisa que é o nosso psiquismo amarrando com o que a gente viu hoje são representantes dos ideais Então os ideais sociais eles eh se perpetuam Claro dentro do nosso psiquismo porque eles são falados são escritos né claro são lembrados Óbvio Mas enfim eles são falados eu vou dar eu vou dar um exemplo clássico assim só agora alguns anos atrás que eu descobri uma coisa a família da minha mãe descendente de italianos italiano especialmente meu avô tal eles não foram alfabetizados em português Eles
foram aprendendo então quando alguém engasgava a pessoa recebia um tapa e a pessoa dizia sombras eu não entendia sombras de sombra sombras sombras sombras eh Reza para sombrais sombrais ah passou né é uma superstição para tentar ajudar a pessoa que tá tocino depois de um tempo eu descobri que o italiano ele não consegue falar são ele fala vai na padaria e compra um pom então pra língua Italiana São é som Então não é sombras é é são braas eu passei uma vida toda tentando entender nem imaginei que falasse de um santo porque se se a
pessoa falar Santo Bras eu entenderia ah Bras estação do BR Bras foi um santo sou um Bras não eu não entendia Esse é exemp Eu nunca falei isso para ninguém e aí depois de um dia por meio do humor acabei achando falei puxa italiano não consegue falar tio etc então o resultado eu dei a significação que eu podia dar que era nenhuma eu não entendia eu repetia sombras sombras mas não fazia sentido nenhum para mim muito bem isso afeta muitas invenções humanas como é que a gente pensa educação como é que a gente pensa a
palavra por exemplo no audio Visual na mídia no teatro no cinema Nas artes como é que a gente pode pensar se a palavra Claro tem uma significação comum compartilhada por todos tá lá no dicionário perfeito mas a significação é muito particular de cada um por isso que o analista veio fazendo perguntas que parecem bobas Ah meu pai era um homem forte aí o analista pergunta mas como assim forte explica para mim u é forte você não sabe não não não Mas explica para mim porque é forte para ele Talvez não coincida com o forte do
dicionário porque forte é uma palavra ou ele ouviu ou ele Sei lá talvez tenha inventado a partir de uma interpretação dele de uma significação dele eh eh envolvendo o pai sendo assim o Freud até fala num certo texto depois o Jax Lacan psicanalista que eu gosto muito eu sempre repito isso ele faz um avanço violento a gente precisa da linguística para entender isso então resultado essa confusão de línguas pode ser compreendida ou pode ser melhor investigada com auxílio da da da linguística que é a ciência que trata disso dessa significação que a gente dá dessa
interpretação dessa relação muito íntima que cada um tem com as palavras é só perceber um bebê e uma mãe ele fala umas balbucia umas coisas que você não entende nada e a mãe fala ele tá com fome mas meu Deus mas como você sabe que ele tá com fome ele tá com fome dá mamadeira para ele não importa que ele esteja com fome ou não ela nomeou ele tá com fome né uma vez vi uma piadinha muito interessante duas crianças uma pergunta para outra você sabe o que é pullover que não pullover é algo que
a minha mãe põe em mim quando ela tá com frio então o resultado desde criança até a criança conseguir ter a própria linguagem ela passa por essa língua do outro essa língua que não é dela ela também vai ter que se adaptar no fundo uma questão egóica então nosso uso com as palavras eh muda quando a gente faz análise o o Lacan chamava de palavra vazia e palavra plena a gente chega no Zum zumzum no mimimi palavra plena mas depois de algum tempo de análise a gente não ouve mais falar dessa palavra vazia essa coisa
banal a gente chega na palavra plena que o que os chistes otimamente definem é o papo reto a gente passa a ter mais papo reto com a gente mesmo e com o outro desnecessário dizer que a vida muda essa é rádio Freud eu sou Leandro dos Santos