Bom dia, boa tarde, boa noite. Eu não sei que momento você tá vendo esse conteúdo. Você tá aqui no Juntas Geniosas. A gente tem hoje um convidado que é o Renato Bittencur, doutor em filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, escritor, pesquisador e um dos filósofos brasileiros aí mais atuantes no debate público sobre ética, política, futuro e comportamento. A gente vai falar sobre a a polêmica que Envolveu o patrocínio do Corinthians por uma empresa que é de um grupo, um grupo econômico que ã trabalha conteúdo adulto, trabalha com acompanhantes, pensando, né, que que essa
essa publicidade vai alcançar em milhões de crianças e adolescentes. No segundo bloco, vamos ampliar um pouquinho essa conversa. Vamos falar eh sobre o mercado de conteúdo adulto, vamos falar de prostituição, vamos falar de como essas atividades vem vê transformando a a a Economia da sexualidade, né? E isso é o que divide de verdade as correntes feministas. Nós vamos falar depois no terceiro bloco ainda eh sobre eleições. Então a gente vai eh tentar eh conversar aqui, tentar trazer que a melhor forma da gente escolher um candidato, né? As coisas que a gente não costuma considerar e
que são importantes. Vamos já começar com a primeira pergunta falando aí sobre a questão da publicidade eh do nosso >> Corinthians, >> nosso arremedo de Only Fans aí no no no Corinthians, né? H, e vamos e eh vamos colocar a situação da seguinte maneira, né? A gente teve aí a publicidade de cigar de cigarros sendo restringida na década de 90, proibida nos meios de comunicação e no patrocínio esportivo, né? Teve uma lei 10.167 de 2000 que ã fez essa essa proibição, né? Ã, e a gente sai também disso, né? para uma regulação eh das propagandas
eh das Propagandas de bebida, né? E agora nos últimos anos a gente tem uma explosão das casas de aposta, né, que também são questões aí discutíveis, né, foram bastante debatidas durante a a Copa do Mundo. E aí a gente vê também o as plataformas de conteúdo adulto, né, eh desde 2022, eh, participando aí eh do patrocínio de alguns times, de alguns clubes brasileiros, né? H, a gente tem aí, ã, Vila Nova, times, né, clubes como Vila Nova e Operário, Que já já tiveram esse tipo de patrocínio, até a negociação recente aí com o Corinthians, né?
E e quando a gente fala do Corinthians, gente, a gente fala de uma torcida de 31 milhões de corintianos, 31 milhões de pessoas. É a segunda maior torcida do país, segundo pesquisa da Atlas Intel, divulgada em 2025. A parceria provocou representações aí no CONAR, no Ministério Público. Eh, tem já tem projetos de lei sendo eh construídos Aí para para que essa publicidade esteja mais restrita nesses ambientes esportivos e outros ambientes frequentados por crianças e adolescentes, né? Eh, independente de ser este esta empresa legalizada, estar em conformidade com com os parâmetros eh legais aí de funcionamento,
enfim. H, e aí o debate foi se ampliando, foi se ampliando e mais do que discutir esta empresa específica, este patrocínio específico, né, a gente, eu queria levar A nossa conversa aqui, eu fiz todo esse enunciado compridíssimo, né? Eh, mas mais pra gente se situar aqui e e levar essa conversa para uma discussão mais ampla sobre os limites éticos da publicidade, né? Então eu te pergunto, Renato, na sua visão, qual que deve ser o limite da publicidade quando ela alcança esses públicos vulneráveis, principalmente crianças e adolescentes? Bem, primeiramente eu quero agradecer a oportunidade de participar
desse Encontro com vocês. É um espaço extremamente dinâmico, eh intenso de ideias. Então, é uma alegria estar aqui, tá? >> E mergulhando fundo nessa questão. Eh, a publicidade elas constrói a nível discursivo, a nível semântico, ideológico, na construção de demandas, né? ela orienta o sujeito para objeto de consumo, porque nós, sobretudo na própria sociedade moderna, nós temos diversas eh Possibilidades de estímulos, diversos eh mecanismos para distribuir, né, a nossa atenção. Então, a publicidade trabalha com o mercado da atenção, né? Eh, a grande questão de assim, eu gosto sempre de trazer pontos problemáticos e contraditórios, sem
necessariamente ter uma resposta definida. Mas se por acaso não houvesse publicidade, será que varia a nossa capacidade, né, de adesão com as coisas? Então a publicidade ajuda nesse Trajeto, né, realmente do ponto de vista mercadológico. Bem, eh, como nós estamos lidando com uma situação bastante polêmica, problemática, é claro que a gente precisa falar análise dos pós e contras, mesmo fatores morais envolvidos sem cair no moralismo. O grande, eh, acho que a grande questão é a gente só evitar, né, dentro da própria conjuntura da opinião pública o ruralismo, porque acaba que isso corre o risco da
gente não Compreender a plidade das questões. Eh, mas, por exemplo, toda publicidade que porventura eh deprecia a dignidade humana, que poisifique o ser humano, que estimule eh o discurso de ódio ou a degradação de uma categoria, de um lixo, ela deve ser de fato combatida, né? Então, é um ponto que eh deve sempre ser apresentado. Não importa qual produto, pode ser a venda do automóvel, bebida, comida. E nós sabemos que a própria publicidade por muito tempo, ela Ratificou, eh, incentivou e naturalizou o próprio imaginário racista, sexista, eh, homofóbico da cidade brasileira e cidade global como
todo. Então, o próprio avanço dos costumes e também o fortalecimento desses nichos que muito tempo foram eh marginalizados, oprimidos, levou essa mudança da publicidade, que aliás é até bem uma mudança geral o próprio humor, vem bem. Então, o que antes era naturalizado era considerado comum, agora já é mais bemquista. Então, exigi uma mudança também da forma de você pensar, de fazer narrativa. Lembra, por exemplo, eh, vou fitar de maneira muito imprecisa, mas quando era criança, década de 80, eh, papac e cerveja mesmo, qual é a marca? Eh, aparecia dois caminhoneiros com cerveja no boteco e
ali numa uma garçonete assim com trajes bastante eh sensuais, né? Ela é sediada pro um dos, né, para um dos eh consumidores. Ele passava mão nas suas nádas, né? E isso aí, né, foi algo que na época era, entre aspas, né, aceitável ou não, né, mas a própria propaganda colocou isso em pauta. Tudo bem, ela ah, chama de atrevido, acho uma tapa nele. Mas olha, de toda forma, né, qual a ideia que você coloca, né, que a cerveja ela é um consumo, um produto masculino que permite você Invadir o corpo do outro, que é uma
questão importante, né? O a publicidade ela tem então essa capacidade de violar os limites entre o que que é o real, o que que é o imaginário, o que que é o permitido, o que que não é permitido, né? Eh, então, por mais que existam revelações hoje, CONAR e afins, eh, ainda é muito difícil a gente conseguir discernir exatamente a até onde nós podemos eh avançar. E Renato, pegando como gancho isso que Você falou, eh, a gente tem visto esse modelo de patrocínio eh apontar desde 2022, como a Jus Sara citou, mas por que que
você acha que esse debate explodiu justamente agora? Você acha que é uma mudança de comportamento da sociedade ou é o tamanho do Corinthians que permitiu isso? Ou as duas coisas? Olha, eu acho que são as duas coisas, porque, por exemplo, clubes de maior expressão já usavam os patrocinadores e não houve tanta repercussão, mas aí o Corinthians, Né, realmente, eh, 30 milhões de torcedores só perto pro Flamengo aqui no Brasil, né, >> infelizmente. >> Eu entro aqui com Vascaino, que tem outro outro de torcida, né? Não só em relação uma grande, mas não com Cristian do
Flamengo e também seus problemas históricos aí nas últimas décadas, mas soufre boi e resistente, residente, mas enfim. Eh, claro, o Corinthians a própria visibilidade, Uma coisa que se coloca também é talvez a próprio fato do Corinthians tradicionalmente ele apresentar um projeto de resistência social, cultural, né, a chamada democracia politiana. Então, ou seja, ah, será que agora o país ele está violando essa própria história? É um ponto para expensar, >> mas eh também existe um avanço, né, da própria pauta eh progressista, da pauta includente, da pauta de respeito e Afirmação da dignidade da mulher dentro de
uma visão extremamente racional e crítica. Eh, bem, nós vivemos ao mesmo tempo também uma vivanência na sociedade brasileira, ao mesmo tempo uma uma extrema eh um extremo fortalecimento de pautas, não vou dizer nem conservadoras, mas até mesmo racionárias ou ainda e eh arracionais ou irracionais, né? que até já acontece algumas questões aí sobre a Nossa política, pontos que talvez não eram não eram questões na política, agora fora a todo. Por quê? Porque no fundo no fundo, eh, bom, a sociedade brasileira ela é uma pretória, é uma é um cidoscópio, nós temos todos nichos sociais aqui.
Agora, existe de fato uma hegemonia conservadora racionária na sociedade. Então, eh, até seria interessante para analisar quem é que de fato eh apresenta uma visão contrária a esse tipo de Publicidade. os núcleos conservadores, reacionários, liberais, progressistas, esquerdistas, diretistas, ou seja, cristãos, ateus, que é que de fato eh apresenta uma visão contrária. E a gente poderia pensar o seguinte, eh, aqui eu vou colocar uma questão que talvez foge um pouco da questão do costume, mas é ter a ideia de de lobby esportivo. Será que talvez não há também interesse de outros clubes contrarem esse patrocínio? Porque
parece que um Patrocínio muito vontoso, né? pode ser muito interessante pro Coit. Então, será que talvez eh não há também uma um uma tentativa de outros cludas sabotarem a possibilidade do Corinthians conseguir uma cocadação com essas cotias? Eu digo isso por quê? Porque aí eu faço aqui uma ponte, me perguntam, com Vasco da Gama. Vasto Gama, ele tudo é certo, ele conseguirá uma vender a saf para eh o genro da Leila Presidente Col do Palmeiras >> do Palmeiras, >> Leira Pereira. >> E e aí tá vendo uma polêmica aqui no Rio porque o Flamengo está
querendo atrapalhar a negociação. Olha aí. Então, ou seja, eh a gente precisa tentar entender também além dos das questões morais e costumes, interesses corporativos contrários a a essa possibilidade do Corinthians assinar esse patrocínio juntoso, né? Eh, Partindo do ponto de vista puramente moral, social, essencial, é claro que é uma grande luta, uma grande luta social, é um grande povo, tá? E vários autores vão colocar isso, né? Eh, a gente tá vivendo de fato hoje um um cenário de disputa de narrativa, disputa o o próprio território das ideias, né, digamos assim, ele é um grande é
um é uma é um agon, uma grande agonística. Então, eh qual vai ser o critério que a gente vai ter que usar para estabelecer A legitimidade, né, a legitimidade da pauta? É, >> e levando em conta também que o Corinthians ele tá passando uma crise financeira, né? Então eu trago aqui até uma máxima que é atribuída ao imperador vespasiano, né? Dinheiro não tem cheiro. >> Uhum. >> Eh, podia ter o seguinte, uma visão um pouco complicado, mas vamos lá. Todo dinheiro que circula no mundo, todo Dinheiro é legítimo. O dinheiro não tem origem moral, né?
Eh, o uso que a gente faz dele é que vai determinar. Então vamosar o seguinte, eh, um dia uma quantia vosa que sei lá, a Polícia Federal ela intercepta de um grupo criminoso, esse dinheiro não vai ser queimado, ele vai voltar pro pra circulação, né? Se o governo do bem pedir, você pode neutralizar com todo com toda a legitimidade que o grupo criminoso Permaneça naquela quantia financeira. Agora aquele dinheiro vai ser utilizado do governo depois ele vai ser tesouro nacional. E até uma questão que a gente pode colocar, vou imaginar que um, independente da motivação,
seja motivação moral ou pragmática, eh que um criminoso doei uma qutia maravilhosa, né, de forma anônima para um clube. Ele é torcedor do clube. Qual é o qual é o apetitivo moral? Corinthians não fez recentemente. O Corinthians fez uma O Corinthians fez uma campanha, uma vaquinha para arrecadar fundos para lidar com sua dívida bilionária. Foram doações anônimas, mas também não eram doações de pessoas famosas. Até o nosso membro do STF é o Dr. Alexandre Moraes, ele fez uma doação para o Corinthians. Então, ou seja, eh, qual o critério que eu vou usar para aceitar uma
doação ou e outra não, né? Qual o critério que vou usar para que nós estamos mercado capitalista, pautado pelo lucro, pautado pela subsistência, pela sobrevivência, qual critério que eu vou usar para que eh tal patrocin seja legítimo e outro não? Levando em conta também que no fundo tudo exploração se a gente for ver mesmo uma empresa supostamente progressista, uma empresa que segue critérios éticos, ela também explora mais valia. Uhum. >> A própria teoria marxista é isso. Tudo é Mais varia. Atão sem isso público mais varia. Ou seja, mais varia não é só no regime no
regime liberal privado, também é público. Então quem é que de fato é bem pago no mundo? Quem é que de fato trabalha de maneira conveniente, justa? que é que de fato recebe o valor adequado dos seus esforços de trabalho. >> É, >> então, por exemplo, o que que a empresa que também explora o trabalhador, explora a natureza e até mesmo pode Seguir critérios antiéticos e morais? O que que legítima para patrocinar e aquela empresa não é? >> Sim. É, >> não é que nunca defenda. Veja bem, defendendo a empresa, né, do contigo adulto. >> Você
tá fazendo a gente pensar, eu acho que é um caminho, né? né? Quer dizer, por que quer dizer, exploração existe de toda forma e e toda forma de exploração está no mercado patrocinando algo, né? É, é uma, é um caminho pra gente pensar essa essa questão. >> Eu acho que um ponto muito importante pra gente falar aqui é que esse eh, Renato, primeiro, boa tarde, viu? Eu tô super feliz de você tá aqui. Eu acho que é o ponto principal de eh que é das crianças estarem expostas a esse conteúdo, né? que a gente tem
um ECA digital agora mais atualizado que que fala que é muito rígido em relação a isso. A pornografia cedo paraa criança Pode causar alguns transtornos, né, e pode eh levar pro para questões eh de gênero ali complicados mais no futuro. E como equilibrar essa liberdade econômica eh sem cair na censura e nem ir paraa permissividade. O que que você acha disso tudo? Ô Paula, então, eh, eu acho que o grande ponto é pensarmos aqui a educação sexual, né? e ela eh deve ser abordada de maneira científica, técnica, sem moralismo, da importância Da educação sexual nas
escolas eh dentro do padrão constitucional e que exista profissionais qualificados que sigam um critério laico, né, de de com essa abordagem justamente para evitar cair qualquer tipo de moralismo, sobretudo na nossa própria hegemonia cristã, né, que infelizmente todo respeito tende na nossa própria para formação cultural, a pressão do ponto de vista moralista e que mistifica mistifica a própria sexualidade quando Ela precisa ser desjuistificada, ela precisa ser pensada de maneira natural e claro, levando conta o nosso a nossa o nosso avanço psicometabólico, né, psicológico. Eh, então acho que o primeiro ponto é esse educação se resolve.
Eh, agora, claro, a gente também criar uma postura eh de pura censura, corre o risco de criar cadeia do do sufocamento e bidinal, né? Porque vamos lá, se você ficar só seceando, cceando, cceando, Corre risco que de você buscar outros caminhos para criar subterfúgios, né? A primeira do primeiro missionismo eh às vezes irracional ele é perigoso. Claro. Mas esse ponto de pauta também importante a gente pensar que ora, o Corinthians um clube de referência eh do não é colocados, vou colocar zero idade porque é, vamos colocar aqui idade da razão até então você vai ter
vários nichos eh etáveis, Né, de torcedores. Agora uma criança não vai ter noção o que que é aquilo, né? um símbolo, né, um símbolo erótico, erógeno. Eh, e uma coisa é o seguinte, uma coisa é o Corinthians divulgar aquela marca, outra coisa se é o consumidor ou torcedor, melhor dizendo, se torcedor vai ter acesso aquele produto da marca, que a gente tem aquela questão também, né, a própria ideia da cerveja, por exemplo, a divulga-se cerveja nos estádios, mas a criança Consuma cerveja, o cigarro foi proibido. Beleza, uma questão que eu coloco para mim é importante.
Eu, por exemplo, eu sou contra, não gosto de cigarro, mas respeito que fuma, desde que seja seu espaço de, né, de de espaço adequado. Mas por que que a gente proíbe esse esse gabo e e permite cerveja? E outras pólicas, se você pegar um carro, dirigir, eh, fumar um cigarro e dirigir, não vai fazer mal nenhum. Você não vai bater o carro porque dirigiu, né, Fazendo com >> é uma fumaça de cigarro, de sem cigarro. Agora aucizado ali e o tempo todo a TV bombardeia o nosso imaginário com alcool, mas não bombarendo, mas cigarro não
pode, entendeu? Então por que que criar esse comissionismo em relação ao cigarro e não a ser virgem pelas beas alcoólicas, sendo que as beas alcoólicas são muito mais, digamos assim, potencialmente perigosas em relação a Condutas inadequadas e também eh a própria perda da nossa continência. A mesma coisa com as betes, né, Renato? mesma coisa com as bets, assim, a gente tem hoje um problema econômico absurdo por conta de bets, famílias aí endividadíssimas e as bets estão aí também fazendo maior sucesso. >> Dá a impressão de quem é o poder econômico, que quem tem mais consegue
ganhar mais, né, com isso assim, porque tem é isso. A sensação é que eles vão Indo eh e vão testando assim a nossa sensibilidade para isso, assim. E e tem algumas o limite acaba sendo o quanto a sociedade aceita e o quanto esse dinheiro é útil, né? Talvez eh no no na relação de mercado ali, né? Talvez seja alguma coisa nesse sentido. >> E muitas vezes a tentativa de legislação dessas propagandas, ela fica muito superficial, que é um exemplo do cigarro, por exemplo, que coloca-se aquela imagem atrás do maço, como se Aquilo eh trouxesse alguma
motivação para parar de fumar. A mesma coisa as bets agora acho que vai ter uma >> É, eu queria jogue com responsabilidade que que >> que de acho é jogar com responsabilidade. >> Tem uma outra frase que eles colocaram agora, né? Jog é jogar não é investimento. Jogo no investimento. Jogo não é investimento. Que frase é essa, né? >> Tem a questão de, ah, mas esses essas plataformas são para maiores de 18 anos, tá? Mas de verdade só maiores 18 anos acessam? Não, né? Não. E eu acho inocente a gente acreditar que a a criança
que vai ver a marca ou o adolescente que vai ver a marca não vai não vai se interessar em saber o que que é aquilo, né? Aí é que tá a questão, né? >> Principalmente agora que você >> é essa discussão toda, provavelmente criança e adolescente tá tendo acesso, Né? Essa discussão toda vai ter não o nosso podcast aqui, mas toda a discussão que tá na mídia, né? De falando sobre >> inclusive isso tá beneficiando, isso tá beneficiando mais ainda a propaganda da marca, né? a momento, frase, dia. Falem mal, mas falem de mim, né?
>> É um pouco por aí. Deixa eu, deixa eu aproveitar fazer minha pergunta agora pro, pro Renato. Renato, já que a gente tá falando aqui de marcas e futebol, Quando uma marca escolhe o futebol, o ambiente frequentado por famílias e acompanhado por milhões de crianças e adolescentes, mulheres, enfim, tá apenas comprando espaço publicitário, também passa a influenciar os valores culturais. E diante desse cenário, você considera esse tipo de patrocínio adequado? Mas daí eu vou fazer também um um adendo dessa pergunta. Quando a Mark escolhe o futebol, ela ela pensa ainda num ambiente machista, o futebol
como um Ambiente ainda majoritariamente para alcançar homens como essa aqui que a gente tá conversando? Olha, eu creio que sim, porque por mais que nós tenhamos eh o grande avanço em relação à visibilidade do futebol feminino não quer ter no Brasil, né? Mas as próprias mídias em geral a gente sentiva o futebol feminino. Então fala-se tanto sobre representatividade e Abertura, mas vamos pegar aqui os grandes canais transmitem os campeonatos femininos eh tempo real, dão visibilidade? Não, não dá, >> não dá. As mulheres que jogam futebol no Brasil ganham salário ou? Não. >> Então, então, eh,
acaba que no fundo que eu acho assim terrível, porque, por exemplo, eh, o futebol feminino, seleção feminina do Brasil, ela tem muito mais potencial criativo que a seleção Masculina. enraizamento, né? Enrazamento social, em razamento com os clubes, mesmo que as jogadoras jogam interior, elas eh aqui vejo como é tá uma costura, uma costura de de pertencimento muito mais poderosa que a seleção brasileira, seleção brasileira, mas todo respeito, mas é um arremedo de de jogadores que não tem identidade e não é porque só jogo exterior. Hoje a seleção brasileira masculina não é mais um fim, é
um meio para o fim. Ou seja, os caras estão lá Para quê? para fazer viabilidade e posterior, né? Mas >> Uhum. >> poucos jogadores vão jogar com a FIBA, né? Isso aí se repete. Eu posso colocar desde 2000, desde 98, tá? É fato, sobretudo levando em conta que grandes empresas elas eh elas digitam lobby sobre a CBF. É o fato, a CBF ela não tem autonomia financeira, não tem autonomia política. Eh, temos a história polêmica de 98 do Ronaldo Fenômeno, né, que para bom sabe muito bem que não tinha condições de jogar em posto. como
agora teve a questão do é um grande jogador que está decadência mais que respeito, mas é não tinha condição de julgar é funência das bets que nósamos queria o garoto para das bets e então olha aí >> e aí foi colocada a questão das bets o cara tá falando, tá falando algum comentário, eu acho que das bets muito mais perigosa Que essa do que essa empresa de conteúdo adulto, nito mais perigosa, porque o conteúdo adulto eh faz parte da uma demanda que não vão ser vão ser realistas, né? da própria te imaginário do ser humano.
E de repente aqui até mesmo de questões de gênero. Agora a aposta ela anda no copo ir racional. Eu trago aqui por exemplo um grande escritor e que escreveu também uma obra sobre o tema, né, Dostsk, o jogador, né? Sabemos Historicamente que uns jogos, jogos de azar, eles criam uma dependência terrível e eles sim destróem as famílias. eles estão em famílias. Então, por exemplo, nós temos casos terríveis de pessoas utilizando bolsa família ou recursos públicos, né, eh, de suporte ou até mesmo o salário para apostar em Bets. Isso é muito mais terrível. Isso é muito
mais terrível pra economia nacional e pra economia popular. Uhum. >> Porque não é capital produtivo. Então, o vício emitou ou vício no cigo são terríveis. Opção são terríveis. o vício não rico ou vício bete porque são terríveis. Agora, eh o o a orientação da pessoa para buscar o consumo adulto é muito menos terrível, entende? Então eh acaba que acaba que nós eh entramos às vezes numa hierarquização diferente, né? Então, as bets são muito mais perigosas para cidade. Isso quero dizer, elas são de fato o grande nível público da nação. Porque não é capor produtivo, gera
Emprego, pode gerar, mas não gera emprego que gera uma indústria de alimentos, que aliás a bebida alcólica é alimento também de alguma forma faz parte desse critério, né? Eh, cigarros, tudo bem, eh, é muito menos útil do que do ponto de vista, ponto de vista comum do que o alimento, do que a roupa, mas gera emprego. Até interessante, tá? que eu falar com esse cata dele, a Sousa Cruz, ela investe massivamente em políticas públicas em inclusão de Diversidade. Ou seja, o produto em si é péssimo. O produto é péssimo, mas uma questão talvez eu vou
dizer que é verdadeira, eh, que é, ou seja, bem intencionada, marketing social, que muita gente fala que marketing social também é falso, né? Ele é artificial, ele é movido por interesses corporativos, ou seja, eu faço bem não porque o bem é bom, mas porque vende. >> Uhum. É, isso é muito comum. Mercado cooperativo, você faz um bem pela Visibilidade, ou seja, não é porque você tem de fato compromisso é, mas é porque vende. E foi tá muito bem apresentado aqui. Eh, vamos ajudar situação hipotética, cara, que o patrocínio não vá paraa frente. A empresa é
com a visibilidade, ela conseguiu gerar um sogar publicitário. >> Sim. >> De repente, de fato, nem havia interesse dela se tornar patrocinadora do Corinthians. Ela usou o Corinthians como Referência, ou seja, quem funciona foi o Corinthians, talvez. Porque talvez a própria empresa tenha lucrado com isso. A marca visibilidade, né? Uma grande peça publicitária, factoide, pode colocar assim, o corrente foi usado com referência, né, multitudinária. E essa essa marca, né, de conta do adulto vai agora mais, vai continuar vendendo conteúdo, porque ela já tem seu nicho, né, e que vai aumentar a partir daí porque vaiar
a curiosidade, A curiosidade do cidadão, do cidadão comum, da pessoa comum. Exato. >> A estratégia é muito mais profunda, né? >> É, a gente tem que ver o próximo passo dela agora, né? >> É. E não esquecendo, né, trazendo aqui o que você falou da Souza Cruz, que eles também criaram essa eh esse projeto do respeito às minas para não colocar a marca no uniforme das meninas e e colocar eh eh falar desse projeto, né? Mas é aí a mesma coisa. Até onde isso é Para beneficiar as mulheres de verdade ou se é um cala
boca, se é uma coisa mascarar a polêmica toda. >> É, eu não digo nem para mascarar a polêmica, porque isso também é bom pro Corinthians, que se o Corinthians tá em ascensão, outros outros patrocinadores estão vendo isso, né? Se se o Corinthians tá na mídia, outros patrocinadores estão vendo. Eh, mas até para para poder eh tornar aceitável essa vultuosidade que foi esse patrocínio Dessa empresa, né? Acho que é, acho que é um pouco por aí, né? mais outros patrocinadores vão se interessar nesse tipo de de modelo de de ação e reação. Sim. >> E vão
vão querer também, né? Não na camiseta, mas em outras >> outros tipos de publicidade, né? No futebol, no na no no programa de televisão. Sim. >> Né? Para ter esse tipo de reação, né? Porque o importante é o choque e reação Do das pessoas, né? >> Sim. >> Hum. Isso tem sido um ativo, né? é legal >> pra sociedade hoje em dia. >> Bom, agora é o seguinte, a gente nesse primeiro bloco a gente discutiu os limites da publicidade, agora a gente vai falar do próprio mercado de conteúdo adulto, né? Eh, primeiro falamos aí do
limite da publicidade relacionada a esse mercado. Agora vamos falar do próprio mercado da produção em si, do que ela Representa na sociedade, né? H, a gente tem um um movimento aí toda essa transformação que houve, né, no no consumo desse tipo de conteúdo adulto, enfim, eh, da economia do sexo, do erotismo e tudo mais, ã, toda evolução que teve vem dividindo o próprio feminismo, né, como a gente já citou aí no começo do programa. Então, a gente tem, por um lado, autoras feministas como a Andreia Dorkin, Ctherine McKinon, que são preeminentes aí nessa nessa nesse
campo de estudo, que defendem que a pornografia continua reproduzindo eh objetificação da mulher, relações de poder eh entre gêneros eh que não são relações eh saudáveis, enfim. E aí a gente tem, por outro lado, né, a Gale Rubbing, que é uma é uma pesquisadora também, e produtoras ligadas a esse mercado, ã, sustentando, defendendo que quando existe autonomia, Consentimento, controle sobre a produção, eh, por parte das mulheres, né, esse trabalho também pode representar a liberdade econômica e sexual, sexual. H, na pesquisa científica, assim, não existe um consenso, né? Mas a gente tem eh uma universidade na
Austrália, eh, acho que é Monast University, na Austrália, ã, trazendo, eh, experiências diversas entre as mulheres, ã, bastante Distintas, né, com a pornografia. Algumas têm eh relacionado esse conteúdo com autoconhecimento, com autoestima, outras e autonomia sexual, outras têm relacionado a experiências mais desagradáveis, conflitos éticos, insatisfação com o próprio corpo, né, a partir ã aí da da representação que todo esse conteúdo traz na sociedade, eh, e impactos negativos também nas relações afetivas, né? H, então assim, é uma coisa muito Complexa que depende, o contato das mulheres com esse conteúdo depende eh e da própria sociedade depende
muito do contexto, do tipo de conteúdo que tá sendo consumido, da experiência individual de cada um, né? Eh, bom, feito outro enunciado longuíssimo, que acho que esses temas pedem uma contextualização maior, uma introdução um pouco mais eh consistente, acho que a Paulinha faz um um encaminhamento aí contigo, Renato. >> É, então, quando é que esse conteúdo pode empoderar a mulher ou então eh continuar explorando, né? Então, a eh essas plataformas, no seu ponto de vista, eh elas tão tão fazendo esse movimento de empoderamento mesmo ou elas estão reforçando essa eh essa essa exploração da mulher
no seu ponto de vista? >> Bem, pois é, essa questão é bastante problemática. Eh, e assim eu tenho muito Cuidado em relação à exposição pela questão de lugar de fala e também pela pela ideia da autonomia, né? Mas vamos lá. Eh, vocês vão pensar de uma ampla que é tudo tudo é muito complicado, sempre todas as coisas é complicada. Eh, qual a diferença em relação, por exemplo, a outras formas de visibilidade? por exemplo, eh, uma atriz que, por exemplo, eh, posamento uma revista ou ainda que até pela própria dinâmica do filme ou doel, Ela precisa
expor a noix, né, com o limite entre o dramático e o apelativo paraa audiência, entendeu? >> Uhum. Eh, e assim le em conta o seguinte, que a gente tá vivendo uma situação hoje econômica do mundo que de precarização, de degradação, de perda de autonomia em relação à nossa própria liberdade, muitas pessoas estão felizes em relação ao seu próprio posto de trabalho. Então, eh, se porventura essa pessoa, né, ela consegue Rentabilizar bem com aquele conteúdo, será que ela vai ficar muito mais feliz do que fazendo um trabalho considerado exaustivo de 8 horas por dia ou até
mais? Olha, um grande debate escala 6.1, né, que a gente não consegue superar, levando em conta a questão eleitoral e interesses corporativos. Eh, é complicado. >> Ô, Renato, desculpa te interromper, não faz a gente querer sair correndo para Olifans, cara, produzir conteúdo, pelo Amor de Deus. Desculpa, eu tinha que falar porque tava de tá difícil mesmo. Desculpa você. >> Até porque uma das categorias uma das uma das categorias mais acessadas são de mulheres maduras. Então tem a gente tem mercado. A gente tem mercado. Tem mercado. Vamos pensar que a gente tem mercado. Vamos lá. Vai
lá, Renato. Não, >> assim, é é uma questão problemática de fato, né? Eh, O seguinte, vou passar em forma mais rigorosa. Claro, eh, o professor, o professor, o professor a nível profissional, ele não é obstificado sexualmente no sent ele tá vendendo, ele tá produzindo lá o conhe conteúdo dele, suas ideias, vendendo suas aulas, sendo pago. OK. Mas ele é explorado de uma forma, explorado pela empresa, né? Ou seja, a escola, faculdade, universidade, é explorado também de tal forma. E levando em conta Que hoje a gente tá vendo até uma crise, né, da educação, a crise
da narrativa, a crise da legitimidade do saber, né? Eh, sou um professor muito bem pago que vai considerar que ele é satisfeito, né? Que ó, eu me sinto realizado aqui nesse nessa minha extinção. Grande questão econômica. Por exemplo, seventura eu ganho mais do que o normal, eu fico feliz. Então, infelizmente é verdade, o capital, o dinheiro, ele cria esse esse Impacto eh moral nas pessoas. Se você ganha mais, a exploração ela é considerada menos impactante. >> Uhum. >> É, se uma pessoa ganha R$ 1.000 para fazer um serviço, que é o padrão, e outra ganha
30.000, tô exagerando aqui, quem ganhar R 30.000 tá feliz. É verdade. Eh, ela vai a tentar tranquilamente, talvez submeter a situações degradantes, porque compensa a o a exaustão Psicofísica dela. >> Entendi. >> É, antigamente jogador de futebol os caras ganhavam, vamos colocar assim, 30, isso metiam situações muito mais a gente agora o cara ganha milhão. O que que o que que mudou, né? que que me deu agora que por que que o jogador atual ele tem muito menos postura eh de enfretamento do que 30 anos atrás, mudou a sociedade, qual foi a questão, né? Então,
o capital ele mexe com a nossa subimidade, né? Eh, E vou pensar o seguinte, quem é que de fato o sonho de todo mundo é ter uma vida decente, financeiramente falando de acesso ao bem de consumo. Eh, claro, a facilidade pode gerar euforia e pode gerar consumismo. Qualquer coisa muito cara da minha própria formação. Eh, o consumismo ele por si só ele é exagerado, né? Já é um é uma perda da pinência, continência do gosto, prazer, baseado já na perda do equilíbrio entre a boa fluição das coisas. Mas As pessoas hoje estão vivendo um uma
crise, a vida é difícil, a insegurança pública, eh tentativa de realizar projetos de vida, ter uma um conforto e uma possibilidade, uma vida de estabilidade. Quem é que hoje tem a vida de longo prazo? aqui centos, por exemplo, quem é que tem uma vida de longo prazo, um projeto de vida de longo prazo, >> quem tem recurso, >> pois dizer, olha, eu tenho planejamento De 5 anos, 10 anos, 15 anos, tudo >> é fractal. >> É, >> então eh, para muitas pessoas às vezes não tá razoável a exposição do corpo, que o corpo é vida
também, energia, né, de alguma forma é muito mais razoável eh reta prisar, ganhando bem do que se exaurir no suposto trabalho, um trabalho eh moralmente decente. >> Uhum. Ou seja, quero dizer o seguinte, o trabalho, o trabalho de uma numa loja, Na fábrica, moralmente decente, mas é indecente por quê? Porque é exploração, >> porque a séde moral, sexual também existe nas empresas. Então, eh, o que a gente tem que pensar também, claro, né, sempre essa ideia da autonomia, será que de fato a pessoa sente à vontade com aquele conteúdo e se ela gosta daquele produz
>> Uhum. >> Sei lá, pro narcisismo, pro exegonismo ou mesmo pro prazer estético? É, tava Pensando, nisso, >> sabe? Sabia se ter desejado. >> Sim, >> gente, é complicado. É, eu tenho muito foro para mim colocar isso, mas eh é tipo pensar as variáveis, né? É claro, respeito claro, existe sim o fetichismo, a fetização, a mercantilização, mas tudo é mercantilizado, >> tudo mercantilizado. Ah, por exemplo, a própria apresentadora de TV é mercantilizada Porque ela vai vender um produto aquela Royal, depois ela vai vender o produto lá do banco, vai fazer a campanha do banco. O
banco, já dizia, né? Não sei se lembra o Bret, né? que pior do que você eh roubar um banco é criar um banco. Olha aí, gente. Eh, olha a nossa polêmica aí o tempo todo, os poemas contábeis, né? Eh, é banco que explora o carburador, que explora, passa os juros, os exormitantes, né? o dividado tem uma sociedade extremamente dividada E não é só dívida moral, dívida moral de menos e a dívida econômica, que essa sim que é que é a mais terrível, porque ela que vai prestando você vai te levar a a uma vida de
pressão, de exaustão, bornout. >> Sim. >> E Renato, eh uma parte do feminismo, ela entende que a exposição consentida do corpo pode ser uma expressão de autonomia. E outra parte afirma que essa escolha Continua condicionada por desigualdade econômica e cultural. E na sua, no seu ponto de vista e na sua avaliação, eh, a exposição feminina na prostituição e na na produção de conteúdo adulto, ela representa hoje mais empoderamento ou continua ainda reproduzindo formas de opressão do gênero? Que que é para você aí? Ou é as du ou são as duas coisas. >> As duas coisas
aqui, tá? >> Depende do ponto de vista. >> Tá tudo junto misturado. >> É, eu queria fazer um >> um complemento, tá tudo junto, entendeu? Você pode, você pode encontrar eh sim, infelizmente exploração, posificação, reificação, mas também pode ser eh uma forma de expressão no eu. Esse eu que a gente não sabe nem o que que é, mas, né, existe aí alguma coisa por trás, existe algo que se expressa, >> depende do lado que você tá é poético, é Uma questão poética, >> tá? é um grande um passe, porque pode ser, pode ser talvez. É,
é, e assim, e claro, é terrível porque existe coloração. Sim. Agora, vamos lá. Eh, se for algo regulado, se for algo que que permita a a devida, quem sabe espontaneidade, autonomia da pessoa que produz, que vou vou explicar outro caso aqui. Jogo de [ __ ] proibido. Por que que a Bet é permitida? >> Uhum. Cassino é proibido. E por que que a Bet é proibido? Perdão, Cina é proibido. Por que a Bet é permitido por aí? Qual é o critério? Então, >> né? Você tem qualquer país avançado do mundo a nível econômico da Europa
especial, você tem cassino. Brasil não tem cassino. Por quê? Porque 47 uma questão moralista. Eh, uma questão moralista o cassino aprendido no Brasil. Não tá, tem jogo por causa do destino. Você tem vários jogos aí, você tem uma série de coisas. Por que que não pode? Acho que é algo parecido. Eh, por ventora, vou imaginar que uma pessoa, uma mulher, né, um homem também, vou quebrar aqui que de resolvam entrar no mercado da prostituição. Por necessidade, o prazer pode ser, quem sabe o prazer, pode ser prazer também. Eh, tem até um filme eh do Bunel,
tudo bem, Que é um filme polêmico que a gente tem que pensar aqui, né? Eh, até que ponto seria velocínio ou não, que é esqueci o nome, é cocaria deve. Eh, a bela da tarde. A bela da tarde. >> É uma >> trabalho da Ju. Hum. >> Uma mulher belíssima, né? Eh, a própria estética filha belíssima, ela tem um casamento de fadonho com seu marido e de repente ela resolve, né? Não por fin necessidade Financeira, mas por prazer, ela resolve eh adentrar no mercado, assim o sistema da proteção. Ah, o filme cinco das poes, né?
Mas é até porque nosso público geral, mas eh apresenta prevalências que são ali do ponto de vista moral. Mas ora, vamos lá. Ela ela buscou naquele tipo de prática novos estímulos paraa vida dela. >> Uhum. >> Tá. Então, no ponto de vista aqui, cara, Por favor, eh, não há possibilidade por grafia infantil, eh, poição infantil, o baruto tem que ser criminalizado. Agora, uma pessoa adulta que dentro da razoabilidade já possui autonomia de decisão e um certo critério de escolha de conduta de vida, abertura de horizontes, por que não poderia fazer isso? >> Sim, >> né?
É claro, é mais uma vez volta sempre a questão, ah, é exploração, tudo Exploração no mundo, infelizmente. Operário explorado, explorado, professor explorado, né? Só que não explorado são é a grande nata da política, né? Porque de fato ali você vai encontrar, né, assim, algo irreal para nos realidade e grandes figuras do poder, né, poder judiciário e alguns poder executivo também. Agora, ou seja, nem% da população, 90 99% da população brasileira é explorada. É, eu queria só por um contraponto aqui Ou dizer um um outro aspecto dessa questão é que na verdade assim, a gente tá
falando de performance de gênero, né, de como isso é. A Valesca Zanelo tem um estudo que fala sobre eh roteiro de gênero. Então, quando a gente nasce, a gente é vista como a gente é educada como a a desej, a mulher é educada como desejável e o homem é o desejante, o viril e tal. Eu acho que a gente queria mais ou menos discutir esse ponto assim, né? Se isso eh se esse empoderamento que Traz paraa mulher, ele tá reforçando esse roteiro de gênero, porque a mulher ainda é a desejável e ela não eh não
se muda as relações nesse contexto, né? Porque ela tá reproduzindo o material do jeito que ele é aceito, do que ele é consumido no dia de hoje, né? ou se realmente é uma eh é uma uma emancipação até paraas performances de gênos que hoje a gente já eh percebe e se nota que é que é diferente, que a gente precisa mudar e evoluir, né? A a pergunta é da Glausa na sequência, né, que a Glauusa faria. Acho que tem um pouco a ver sobre o >> Sim, eu ia falar isso, inclusive ele falou das pesquisas,
a gente se deparou com o relatório da Pornh Hub de 2024, eh, que mostra que entre as categorias mais consumidas no mundo, eh, estão as relacionadas às mulheres com aparência juvenil, mulheres maduras, pornografia, eh sexo anal e animações, eh, eróticas japonesas. Eh, aí a gente eh Discutiu aqui algumas questões que gostaria de eh passar para você eh responder para fazer a nossa complementar a nossa reflexão aqui. Eh, o que que esse padrão de consumo revela sobre a construção do desejo contemporâneo? Essas preferências apenas refletem fantasias eh já existentes ou também influenciam a maneira como os
homens e mulheres passaram a a compreender a sexualidade, eh, o poder e as relações de gênero. >> Só quando a gente fala de animação erótica japonesa, é bom a gente colocar aqui, são várias categorias de várias sexualidades ali e expressadas nessa nessa categoria de animação herótica japonesa, mas sobretudo das mulheres muito jovens, né? uma neutização ali do do eh do visual e tal, que na minha opinião moralista ou não, né, coloque-se bem, eh é um pouco preocupante, né? Você tá reforçando ali uma uma questão meio ligada à pedofilia, talvez, né? >> Mas enfim, continua, Renato,
continua daí, passa a bola. >> Não, esse tema bichinoso. Eh, eu diria fantasia mesmo, né? Porque vamos lá, o próprio imaginário do homem ocidental historicamente, eh, não é só uma questão de poder, aprendo, poder fálico, poder físico, também tem a questão da do imaginário. Eh, muitos, muitos homens, né, eles têm esse fetiche, né, digamos assim, pela jovenzinha, assim, posso ser Jovenzinha porque pelo discurso tradicional, a própria literatura se reforçado, né, a própria a própria sociabilidade com tudo, né? Então é algo bastante complicado. >> É, mas mas uma das categorias mais acessadas são de mulheres maduras
também. Vamos, >> mas é que ele tá acho que ele tá falando da coisa do oriental, né, que é a garota do ginásio uniformezinho, Entende? >> Colegial. A colegial. >> Colegial. E e mas em relação, por exemplo, até outros segmentos e outros nichos e outros grupos sociais, eh, bom, há muito tempo houve uma certa vergonha, né, de você, talvez até pela sociedade patriarcal de você conseguir, né, eh, expressar seu alibo, seus bustos. Ora, se agora existe, quer lá, uma certa eh Privacidade, uma certa liberdade, olha, é um caminho muito mais razoável para você dar conta
das suas demandas, porque, por exemplo, é realmente, vamos lá, que o Manoler goste de pornografia, gosta de conteúdo erótico, não importa-se, né, qual seja a configuração dentro, claro, né, da razoabilidade, ou seja, né, que sejam com adultos, que seja que não seja nada degradante o estilo físico, que não seja algo que humilha a pessoa, Mas por exemplo, a á gosta de, por exemplo, uma mulher que gosta de consumir conteúdo heterossexual ou tão consexual. Ora, entende? Liberdade, deu eh assim, talvez ela encontre agora na própria facilidade virtual, a Calão encontraria 20 anos atrás, 30 anos atrás,
40 anos atrás, são poucas amarras, né, de uma sociedade extremamente repressora. Tanto que, por exemplo, é assim, eu não tenho dados para isso, tá? Mas, por exemplo, quem é Que consume mais produtos eróticos, eh, server, produtos estimulantes, digamos assim, né? Estímulos fálicos, se lá o que for, né? Eh, assim, não tem dados para isso, não tem informações precisas, mas é um grande mercado. Então, por exemplo, eh, imagina só a pessoa cerciar a sua música pro prazer por critérios morais nesse aspecto, que é assim, seria algo legítimo, né? Eh, agora, claro, é sempre problemático quando existe
ainda essa Tendência de você erotizar fora da da idade adequada os corpos das pessoas, né, crianças, eh, outras etnias, tando, por exemplo, eh, a própria sociedade brasileira, n, a própria fé coloca isso casa grandzalo, né, eh, por que que existiu cham os fetiche para chamar boat, né, como né? Por quê? Subind a o Brasil colônia, né? A ideia do senhor senhor de terra, senhor de escravos, se considerar dono do corpo do outro, da mulher, né? E aí, Ou seja, toda sorte de opressões. Em relação à própria questão da cultura japonesa, nós temos um caso icônico
na no teatro e na ópera, o Madame Butterfly, que foi musicado por Cultime, né? Butterfly, obviamente uma jovem de 15 anos, uma geixa, né? E aí nós temos toda a polêmica em torno disso, né, que nem todas as gixas eram, digamos assim, prostitutas, né, mas eh há essa há esse esse ponto E ela é abandonada por ele, né, na história. Por quê? Porque ele considera que ele quer casar com uma esposa verdadeiramente americana. Rec-se claramente na ópera. E sendo que na própria ópera nos temos o que? acodamento do Bfly, né, dos 15 aos 18 anos,
quando ela adquiriu plano maturidade e atratidade da vida. Ela ama aquele idiota né, o Pickerton, uma um capitão da maria americana, marinha mercante americana, um capitão de Canária, né, que até interessante para representar isso. Isso é uma crítica ao próprio ocidentalismo. Isso isso tem 1904, né? Olha aí. Eh, mas é é o é fruto da própria da própria do próprio imaginário do ocidente do Ocidente Rainte, colonialismo. Quantas quantas barbáries foram cometidas pelos britânicos, belgas, portugueses, para Deus também, né? Alemães, franceses, espanhóis, italianos e todos os povos colonialistas na África E na Ásia, né? Reificando e
eh diminuindo a humanidade dessas pessoas. É pra gente pensar. Então, só tem um de reflete na nossa cultura. >> Você acha que reflete a nossa cultura e não o contrário assim? Ou as duas coisas, reflete a nossa cultura, reflete esses desejos, essas coisas todas, né? Ou ou ã acaba, de uma certa maneira impactando mais do que refletindo esses desejos, reproduzindo modelos que têm sido os mesmos há milhares de anos. >> É dialético isso, professora. também genético. Quem, por exemplo, carnaval, tive um caso aqui bem a questão da enfermeira, coisa aqui, né? Eh, a vifice da
enfermeira, né, da pessoa, do homem, né, eh sempre cuidado com uma enfermeira, assim, esteticamente bonita, tudo mais. Eh, e assim, há uma desconstrução dessa imagem, porque isso é questão histórica, né? Porque há uma leitura de que as enfermeiras antes da profissonização, Elas eram prostitutas, né, que acompanhavam as tropas, né, nas guerras. Então havia uma ambivalência, né, ou uma não separação correta precisa entre as funções. E aí a própria Flores Net a Anell Brasil, então ela com a própria cienticidade da profissão começaram a romper com esses paradigmas estúpidos. Mas é uma visão machista no tempo graçou,
só que tem hoje não lance ordinário, o mais masculino tem hoje vem enfermiro de maneira sexualizada, né? Então há um debate hoje para acabar com isso. E aqui é legítimo, é fundamental. Um carnaval, por exemplo, no carnaval você encontrar eh essa abertura. A própria mulher muitas vezes assim, sem qualquer crítica aqui, mas é o fato, é o fenômeno, né? eh a o próprio carnaval, outras cerimônias, outras eventualidades, eh, demonstrando essa fetização da da profissão ou das atividades. A Professora também muito tempo, tá? Existe também da própria professora ser serada, a professora de educação física, professora
de natação, a professora do primário, né? Então isso faz parte do imaginário, faz parte assim, mas não é um sentido que deve ser naturalizado, mas é muito difícil construir isso. Há já uma construção, mas mas ainda tá no no tá presente no né, nesse consciente social. >> Certo? Legal, gente. Agora a gente vai mudar de assunto. Vamos pro terceiro bloco. Eh, a gente tá em ano de eleições e a gente quer aqui, não é, fazer uma uma defesa de nada, né, relacionada às eleições, mas eh tentar de uma certa forma refletir sobre como a gente
escolhe um candidato, quais são os melhores caminhos pra gente fazer uma escolha consciente, né, quais são as nossas responsabilidades como eleitores, enfim. Eh, e a gente tem algumas Questões que acho que o Renato pode, como eh alguém doutorado em filosofia, pode ajudar muita gente. eh questões ali que são utilizadas desde de discursos, né, que são utilizadas desde Aristóteles, né, a gente tem eh um festival na na na política de retórica, de retórica pela simples retórica, né, sem um um conteúdo eh que seja consistente, mas uma retórica que vende. Nós temos um conceito importante aí sendo
aplicado aos montes quando a Gente fala de política nas redes sociais, que são as chamadas falácias, que a gente pode entender aqui pelas narrativas, né, que é que o pessoal eh a palavra que o pessoal gosta bastante de usar narrativas, né, que a falácia ela ela toma muito grosso modo aqui falando, ela toma o o o a parte pelo todo. Então ela, você vai abordar um assunto, você pega um aspecto daquele assunto, eh, e vira uma lacração em cima do assunto como um todo, mas aquele assunto não é Abordado na sua totalidade e e você
pega um meme construído dessa forma, ele é carregado de desinformação, de incompletude, muitas vezes até de conteúdo eh inadequado, que não é verdadeiro, enfim. Eh, então tem tem várias coisas ali no discurso político que a gente precisa aprender a identificar, né? H, e a gente tem também uma falta de de conhecimento sobre onde a gente tem que procurar informações sobre a as ações Políticas, sobre o nosso candidato, sobre os partidos políticos. A gente não, enfim, informações que são confiáveis, que são eh independentes, né? não são só fontes que a gente chama aqui de chapa branca,
eh, oficialescas e e institucionais, >> eh, que só vão falar, eh, bem de si mesmas, né? Eh, mas enfim, e e a gente vai envolver aqui o Renato em toda essa discussão, uma discussão que a gente precisa eh Trabalhar pra gente escolher bem o nosso o nosso político, o nosso senador, o nosso deputado, o nosso presidente, nosso governador, enfim. Bom, vamos lá. H, tudo isto posto, o que que a gente eh pode perguntar aí pro Renato já logo de cara, né? Eh, e quais são as falácias e os recursos retóricos que aparecem com mais frequência
nas campanhas eleitorais? E como um eleitor comum pode reconhecer esses recursos? Eh, ou quando o candidato tá representando ali uma análise consistente, um plano de ação consistente, um uma postura eh de verdade ética com relação aos conteúdos que ele tá divulgando pro seu eleitor. >> Olha, essa questão muito importante, levando em conta, mais um ano decisório pro Brasil e pro seu futuro, né? >> Sim. sobretudo e conta das interferências imperialistas na nossa política interna e externa, né? E Sobretudo também levando em conta que temos sabotadores do nosso projeto de país, né? E aqui dependente de
qualquer visão política, qualquer visão de espectro, né? >> Sim. Eh, e é uma pena que grupos que poderiam apresentar uma postura de defesa da soberania nacional está por agora justamente marcar território, não lutar contra o imperialismo, que é um imperialismo pela forma, né? Eh, bem, Primeiro ponto, eh, eu acho que sempre importante a gente debater o estado laico lá cidade do estado. Infelizmente esse ponto ele não causa impacto na na grande sociedade, na no todo social, com sua própria estrutura eh que é uma religiosa e conservadora. É lamentável, porque os nosso debate se diz que
um critério laico, eh, vários pontos que são sapfúdios, que são melhores, eles não atriaram em questão. A gente deveria bater o projeto De, né, um projeto nacional de inclusão, de social sustentável, de ambientalismo, de pleno emprego, direitos humanos. E isso muitas vezes é colocado fora fora de ponta. Por quê? Porque é vacina artigo dos costumes, né? Olha aí que os costumes estão extremamente alimentados para essa pauta moralista religiosa. E aí é um grande perigo. Eh, o que não deve graçar, acho que o nosso cenário é isso, eh, e sobretudo a o Compromisso com o todo
social, porque eh é algo da interessante, né? Eh, por mais que você tenha lá o seu espectro, você tenha o seu lixo, você vai gobernar para todos, para todas, não para o seu próprio segmento, né? E aí outra coisa importante tem que ter tem tem que ser destacado, precisado aqui vocês, eh, a separação, que que de fato cada um pode fazer? Porque, por exemplo, eh >> separação, desculpa, Renato, separação, Não entendi o que você falou. Separação do quê? >> Não, algo muito importante tem que ser pensado hoje, tem que ser sempre esclarecido para para as
massas, é. De fato, quem é quem? Por exemplo, o que que o vereador pode fazer? O deputado pode fazer >> porque no imaginário as pessoas pensam que, por exemplo, o presidente da república tem poder absoluto, não é? >> Uhum. >> Ele não é bom par nem é ditador. Configuração presidente Duda, não é nem ditador, nem bom partista. O algão ou seja, ele tem um um poder limitado. O presidente é o que menos que manda de fato, o poder de fato no Brasil está no poder legislativo. >> Sim, >> né? C deputados e senadores. Então, ou
seja, é lá que tem bastor de poder. Então, o que mais você precisa hoje como presidente é terbilidade, ou seja, você Trabalha no campo possível. O presidente da república trabalha no campo possível, é diálogo com a decessão. Então, infelizmente tem o tempo todo, com bem e com mal, né? Ou seja, no sentido aqui mesmo de eh ah, eu poderia ser mais, não tem como. Não tem como. Por quê? Porque o Congresso bloqueia. Então não sei que a não ser que nós queiramos o quê que ele tenha um uma um arro autoritário. A autoritário se vtim
porque o congresso Foi roubal. Ou seja, olha como é que é o CBO. Foi uma combadilma foi foi vítima de um golpe parlamentar, né, provado inclusive, né? E ela na sua própria sabedoria política, ela ficou assim uma costura de a enfrentou, né, bastante bri aquela canalice toda moraista e extremamente estacanha, né, daquele público, daquele aquele que daquela tanto do Congresso, deputados qu também senadores, Mas infelizmente eh um projeto progressista foi cerciado, >> mas mas o a própria mídia toda, a mídia corporativa Veja, Mônica, e também hoje uma coisa muito complicada, a própria dificuldade da gente
mensurar o queador é falso com o Advento inteligência artificial, com a própria mídia eh virtu virtual, ou seja, as grandes cadeias, as grandes mídias continuam poderosas, mas nós Temos agora o quê? a contestação da própria ideia de verdade, a o descrescimento da ciência, o descreencimento da razão. Tanto, por exemplo, v nos Estados Unidos, presidente Trump, ele tem um canal próprio divulgação, ele cria uma massa de seguidores. >> Ele cria uma massa de seguidoras no Brasil também. Eh, você vai encontrar eh tribulante da da sistema direita que tem car pro Próprio divulgação e os seus seguidores
acreditam piormente naquilo ali como verdade. Eu pod até dizer, acreditam mesmo ou querem acreditar naquilo? Porque isso é um outro debate muito importante, que é a ideia, né, de que eu não quero ser contestado, eu prefiro acreditar. Eu quero acreditar que meu presidente, eh, é verdadeiro ainda que duas evidências sejam postas. >> Renato, a gente tá, desculpa Interromper, mas assim, a gente tá falando aqui pela tua, pelo teu pela tua fala, eh, de pessoas que já t um espectro definido, que já tem seu praticamente já tem seu candidato, né? Eh, essa pergunta que eu fiz
aqui, ela é muito para auxiliar quem realmente precisa pensar, quem não tem um candidato, quem quer uma grande massa de eleitores que define no final das contas o resultado do pleito, né? Eh, como que ela vai identificar? Você falou aí da Dificuldade de identificar o conteúdo falso, conteúdo verdadeiro, como que ela vai identificar? Eh, qual é eh de fato quais são esses recursos que tão ali eh escondidos que que realmente dificultam essa identificação do que é verdade, do que não é? Eh, qual é a cilada que ela tem que fugir? Essa é é basicamente isso.
Qual é a cilada que ela tem que evitar, que ela tem que identificar, entendeu? Porque, por exemplo, eu eu eu tenho dificuldade de aceitar eh engolir Eh quando alguém vem com pautas genéricas para cima de mim, né? Quando ele fala, eu vou mudar a segurança pública, eu vou mudar a saúde, eu vou não pera aí. Você vai mudar o quê? Como? Quando? Porque você presidente, você tem um escopo, o estado tem outro, né? O o vereador tem outro. Como que a gente vai orientar essas pessoas a fazer essa essa essa essa diferenciação, a fazer a
ter esse pensamento crítico, né? Esse esse seria O o caminho assim que eu queria que você nos ajudasse nesse sentido. >> E eu posso fazer um um complemento aqui? Eu acho que não é só quem tá indeciso, quem não tem ainda uma posição. Acho que quem também tem uma posição sair do seu do seu quadrado algoritmo. Porque isso que ele tá falando, se você ficar consumindo o algoritmo X, >> você não vai ter acesso ao algoritmo Y. E é isso que a gente tá tentando quebrar esse padrão aqui. Fal, olha, tudo bem, Eu até tenho
uma posição, mas eu preciso olhar o outro lado para justamente criar esse esse pensamento crítico. >> Mas é muita gente que tá ali, de repente não sabe que existe um um um recurso por trás de todo esse discurso por por trás de tudo isso que que tá ali naquele canal do presidente, entendeu? Tem muita gente que tá ali desavisada. Eu acho que é eu acho que é isso que a gente precisa. Queria dar um exemplo aqui, né? por exemplo, alguns candidatos que Trazem o tema da corrupção, por exemplo, ah, estou indignado com a corrupção e
tudo mais. Eh, outros que falam de esperança, de patriotismo, mas aí na hora de apresentar um projeto de fato, não apresenta, né? Então, eh, acho que seria importante a gente dizer assim como como diferenciar, né? o que o que notar nesses discursos, como a Jusara pediu, assim, pra gente entender o que que é uma falácia ou uma eh uma um pânico moral, por exemplo, né? Muito Trazido pelas questões eh religiosas também. E o que é de fato político, né? O que que é o que o que o o político vai poder fazer pelo cidadão, né?
Então essa questão, olha, eh, a gente tem que pensar a própria ideia de suidade massas, né? Homem massa, porque um homem comum, nome médio, assim, categorias filosóficas da RC, próprio Niet, talvez, ele vai seguir critérios de baixa frequência. Infelizmente, é verdade. O homem comum, Ele tá preocupado o quê? Com uma sobrevivência imediata, né? Então, eh, ele não tem uma confissão de ciência política. falando não entende da questão separação de poderes, constitucionalidade. Grande parte das pessoas, inclusive nem sabe que que é, qual a importância para instituição, qual a importância do próprio STF, entende? por mais que
tenha alguns problemas e que a gente possa criticar, né, mas é fundamental que Exista, né, um poder eh judiciário autônomo, que existam instituições autônomas, as pessoas não compreendem bem tudo isso. Então, ou seja, eh, aí eu diria o seguinte, a própria função do brasileiro, o Brasil é um país que deve ser democrático. Brasil ele não tem uma uma democracia ainda realmente consolidada. Vamos pensar o seguinte, a nossa tirar daqui o império, né? Brasil época velha foi uma foi um governo autoritário. Vargas foi uma assim, apesar de todos seus avanços e cilacionais, uma forma governo autoritária.
O Brasil teve de 45 a 64. É uma de fato uma democracia ainda assimativa, já que metade população votava e é uma cidade ainda extremamente desigual depois de todo militar. Então assim, a democracia no Brasil foi o quê? de 88 para agora, ainda assim, Eh, não considero de 2016 a 22 democracia, né? Levando em conta que tivemos fatores aí que levaram a erupção da extrema direita no Brasil com, né, de fato com hegemonia. Então, o Brasil ele ainda tem uma dificuldade assim terrível de uma educação democrática plena. Uma questão de formação, até hoje é a
extrema direita repete que Paulo Freira é ocupado pela decadência da educação brasileira. Paulo Franin foi aplicado no Brasil, Né? Eh, o método dele não foi aplicado como foi aplicado em outros países. Então, ou seja, eh, aí vem a questão dos do discurso espetaculoso, espetacular, né, que gera em segmentos sociais, é um pânico moral, eh, um factoide, simbolaco, da realidade. Vamos lá. Eh, existem na no ponto de vista religioso, alguns segmentos religiosos, eles exigem que o sacerdote não interfira na formação da opinião do fiel, fiel leitor. Outras igrejas fazem Questão que o sacerdote imponha ponto de
vista, por quê? Cristo está conectado com uma pauta de tal político. Geralmente são os políticos de traços conservadores ronários, né? Então, eh, é algo muito complicado, porque, por exemplo, será que eu consigo, eu tenho condições, eu tenho condições e legais de ir numa igreja que faz catequese, que faz ela mais cerebral e proibir que o pastor, padre, eu vou até dar um forma Genérica aqui, eu vou conseguir proibir que aquele líder religioso não promova discursos eh tendenciosos para um tal grupo político, tal candidato. né? E a religião é o ponto metal do Brasil, a formação
que do Brasil passa pela religião, né? Eh, o segmento assim mais intelectualizado e o porta espectro é muito mais limitado, né? Uma pessoa mais esclarecida, com mais estofo, ela vai conseguir pontuar. Eh, ela vai ser muito Bem que é pânico moral, ou seja, que o próprio debate contra compão é moralista. Rad tem um combate com opção extraordinário, mas a própria eh a própria estrutura moral da sociedade, ela leva essa ideia que a culpa da corrupção, cta corrupção, da corrupção. O prosa coloca isso muito bem essas obras, né? Eh, o problema é corrupção. Então, no Brasil
é o quê? É evasão fiscal, eh, relúcia fiscal, é isso que Vai causar a perda da nossa arrecadação. >> Uhum. fatores fundamentais e a gente então tem uma visão moralista da esfera pública que causa a nossa verdadeira degradação e a mídia reforça também que vende, né? Porque você fazer um discurso de pedal uso vende, vende muito, né? Audiência. Agora a razão não vende, a razão em si, se é algo terrível falar, mas a a razão é um estilo de alta frequência, ela alcança um lixo que não é pautado pelos afetos mais cuidosos. os Afetosos vendem,
né? >> Sim. Oi. >> E aproveitando essa linha de pensamento que eu tipo tentei, desculpa, quase te cortei duas vezes, mas aproveitando essa linha de pensamento, se você e e para ajudar a nossa nossa audiência aqui, né, para falar de todos os eleitores, eh se você tivesse que montar um checklist mínimo para qualquer eleitor, eh o que você poderia, eh, colocar eh que esse eleitor eh procurasse o que o que Valeria a pena ele pesquisar? Claro que nos canais eh de referência, né? Eh, para esse candidato poder fazer uma escolha mais consciente, a gente conseguiria
fazer um checklist mínimo aí para ajudar a nossa audiência a ir por esse caminho para para criar motivar um pensamento mais críticos? >> Eu acho que e só complementando, acho que a gente fala muito do poder executivo, né? Mas aí eh acho que é importante a gente falar dos deputados, Dos deputados estaduais, federais e tudo, porque eles têm uma importância muito grande, né? E às vezes a gente dá uma a gente negligencia esse voto, né? Vota às vezes nem lembra do que, enfim, né? >> A gente tem que pensar que é uma uma engrenagem completa,
é uma coisa, é uma roda que gira com todos eles, né? a gente precisa realmente pensar em todas as na hierarquia toda. Então, eh essa questão também é poxa, Tudo aqui muito importante. Eh, eu diria o seguinte, primeiramente a gente buscar, tentar sempre buscar notícias, informações oficiais, né, do TSE, dos partidos, eh, evitar um pouquinho de tipo de especulação e informações que não sejam, mas é que tá as pessoas comuns, inclus comuns, todo respeito, não é querer ter uma postura elitista, mas é porque de fato é verdade, as pessoas não buscam as informações com clareza
e precisão as claras distintas, Segundo Decartes, né, se critérios passionais ou essa ideia do Fit Manader. Mas em relação também até com a temas, eu acho que tem que pautar, que tem que pautar a eleição é pleno emprego, né? aumentos de renda, eh triputação, os mais ricos, eh direitos humanos e civis, eh a própria ideia de defesa, né, do das instituições públicas, toda a postura que Se coloca, né, contra a ideia de um estado, não o estado forte mínimo, mas o estado o estado bem-estar, ela é perigosa. Então, ou seja, a gente precisa sempre ter
essa visão progressista do estado, né, que o estado é fundamental, grande vereador, né? Eh, e sobretudo brincando aqui, né, nunca acreditar no tipo para ver, né, como se diz, porque é claro, né, as relações passionais da comunicabilidade elas levam a gente a seguir tendências que Não são reais. E esse é um grande perigo, né? Porque hoje a chegou isso agora e é o grande paradoxo. A gente tem muita comunicação, muita informação, mas pouca formação, pouca cultura. Mas aí vem essa questão básica. Eh, nós não temos educação política nas escolas de forma plena. >> Eu política
educação partidária éamente essa noção do que que é representatividade, o que que é o poder, o que que é a voz social, o que que é Democracia. E Renato, para terminar as perguntas aqui, na sua opinião, então existe o bom eleitor? Olha, bom eletrôniste. Eh, tá bem assim, não tem nem bom nem maquia são critérios de poder, critérios de força, são jogos, é um jogo, entendeu? É um grande jogo. Eh, é claro que converia numa cidade, a seria do tá dizendo aqui, uma esfera Pública aberta ouveria uma cidade pautada por critérios nacionais de elegibilidade, né?
Só que estadamente assim, não tem como negar, não tem como negar. O o debate def pública brasileiro é diferente do alemão. Olha a Alemanha poss nazismo, mas ela teve um projeto educacional, né, de elasticidade social, de tentar depurar durante toda sua estrutura histórica, autoritária, conservadora, para criar uma sociedade tolerante, plural, mesmo Com todas as falhas, com com a Europa e sim de alto, né? O Brasil não, o Brasil ele eh não é ser crítico do Brasil, mas é uma questão histórica, uma questão histórica. Nós não temos ainda uma plena maturidade democrática, sabe? É um fato.
Eh, mas é o seguinte, não é que o povo escolha mal? O povo não escolhe mal. A questão é que não existe talvez ainda uma uma força centrípeta da cidade para enfrentar, né, assim, no tipo de Narrativa que na no fundo é o quê? É ventoreiro e interesse, a interesse familiar, né, como tá gostando agora, né? Eh, sabem muito bem a que interessa a que interessa as eh o tarifá? Você tá prejudicando o próprio mercado brasileiro. Interessa uma família política, né, que levando conta os próprios crimes contra a república, eh, né, precisa de alguma forma
ter um alento para evitar maiores punições. Então, ou seja, eh, são figuras Criminosas, né, que colocam o bem pessoal egoísta acima da nossa soberania. Ou seja, eh nós temos muita coisa resolver o Brasil. Tem prestar contas ditadura, tem que prestar contas com a escravidão, tem que prestar contas, né, com seu passado de, né, de exploração sexual, de exploração dos índios, né, por aí vai. >> Tá certo, gente? Acho que esse episódio, né, Principalmente esse bloco final, deixa claro que a gente eh o pensamento crítico, ele é fundamental, né, eh, para tomar qualquer decisão. Ah, e
a gente deixa claro aqui também que a democracia não depende só de bons candidatos, depende eh de eleitores preparados, de eleitores que tenham um mínimo aí de ah no mínimo um conhecimento sobre o seu candidato, né? Seja qual for o espectro político, enfim, mas que tenha eh que não aceite Eh como verdade qualquer coisa que se diga, >> mas que tenham um conhecimento sobre trajetória política, sobre ações políticas. Eu acho isso bem importante. Ã, bacana. Só pra gente fechar aqui, vamos fazer um exercício um pouco mais divertido, né? Eh, eu acho que tudo de tudo
que a gente falou aqui, eh, a gente eh eh pôde eh deu a entender de que a gente produz um conteúdo de campanha no mínimo discutível, né? Mas para além do Discutivo, a gente também tem as bizarr e as coisas que estão na nossa na nossa mente desde que a gente começou a acompanhar eh campanha política na TV quando era criança, né? Então eu queria fazer uma pergunta para todas aqui, inclusive você, Renato, começo com você. O que que de mais bizarro, de mais engraçado, de mais divertido, eh, você lembra de uma campanha política brasileira?
Olha Só, eu diria muitas coisas. Sinceramente, eu gosto de ver com política, desde desde minha infância, porque assim, tem aquela coisa, ah, é chato, eu sempre gostei, eu vi assim e não tem como negar, tá? Eh, até como uma coisa humorística, porque já vi essa coisa, sabe? Eh, comecei a comprar na década de 80, o processo de democratização. >> Aliás, a década de 80 foi pródig nisso que você tá falando, né? Foi foram as Melhores campanhas nesse sentido, né? >> Uhum. Não, e assim é é espetaculoso porque a campanha eleitoral ela é espetaculosa, né? faz
parte mesmo de uma da postura do imaginário. Eh, por exemplo, eu achava muito engraçado direito da Enes, professor Enes, por exemplo, e eu não concordo assim com o político dele, mas é uma figura que tinha um projeto de Paris, tinha um projeto, mas ele usava e até porque tinha pouco tempo de fala também, mas Aquele todo aquele discurso, né, eh, quase autoritário, idososo, ele tentava transmitir eh uma ideia, né, mínima, porque não tinha muito tempo daquele daquele formato, ou seja, ele gerava o que então o quê? o factoide em cima da própria forma dele ser.
Temos vários casos curiosos. É o próprio, por exemplo, o próprio Tirir Rica, né, que vi falando mal da política, mas ele próprio continua perpulando porque é conveniente Financeiramente, né, é muito bem, foge procis, olha aí, >> é >> casos eh, sobretudo na no chamado centrão, né? O centrão sim é pródigo em relação a em relação à à produção de estilos caricatos que vendem. você explica o público mais uma vez o público muitas vezes ele é segmentado pelo interesse imediato. Deixa eu sacar aqui um caso também, um já falecido Lucanda, presidente do Vasco, muito tempo, ele
colocava claramente que ia ele queria se candidatar não para ser deputado federal, para defender o interesse assim, >> interesse do Vasco e foi várias vezes. ele quase que um vasco um flenguista falomasino, ou seja, um cara que acreditando que ele entrando lá em Brasília poderia ajudar o Vasco a, né, a se manter na G na época era uma situação muito melhor Então assim, tem vários casos assim eh você vai encontrar de de o uso da imagem espiraculosa estriônica para tá de ser divertido. Por um lado é divertido, mas por outro lado também isso verte a
própria ideia da, né, da responsabilidade da fala, né, responsabilidade da imagem pública para transmitir a seriedade da daquele daquele ritual político do voto, tá? >> Sim. Eh, eu eu vou muito pelo lado musical, né? Então, as minhas principais Memórias eh eu gosto de música, quem me conhece sabe que eu gosto de cantar, inclusive, adoro um karquê. Eh, mas eu vou eu vou muito por esse por esse caminho e as minhas memórias de de campanha política são muito musicais, né? Então eu lembro, todo mundo lembra do jingle do Imael, né? Imael democrata cristão. >> Eh, o
próprio jingle do Lula, né? A gente canta sem perceber, enfim. Eh, tinha um que marcou muito, eh, que foi Uma, na verdade, foi um remake de um, de um jingle antigo que foi da própria campanha do do Jâio aqui em São Paulo, né, que era do Varre Vassourinha, que era uma marchinha de carnaval. Varre Barre Vassourinha, aquilo não sai da minha cabeça. >> E aquilo virou uma marca, né? Porque tinha uns broches que a gente punha uns broches nas vassourinhos, era coisa coisa louca, né? E e aí a gente vê o a publicidade como uma
como uma coisa Genial, né? Ali nas campéas políticas era uma coisa de gênio, realmente, né? Aí tinha o Guilherme e a FIF Domingos, que era o juntos chegaremos lá, né? Com símbolos, né? Que a gente repetia e virou piada, brincadeira e coisa corriqueira entre as pessoas, enfim. Então, a minha memória é basicamente essa essa musical. E vocês, meninas, que que vocês o o Renato matou metade das de vocês aí? Não, eu ia eu ia trazer o o Tiririca pela uma questão de da Palhaçada, né, da política, porque às vezes é engraçado e pode ser muito
perigoso, né? Eu acho que hoje as pessoas estão eh capturando que esse discurso fácil vende, como o Renato comentou, >> e estão usando isso para fazer coisas inimagináveis na política, né? Então assim, ser eleito deputados serem eleitos uma, duas, várias vezes. E quando você vai ver o histórico dele, como também a Jusara comentou, que é Importante de estudar o histórico do candidato que você vai votar, como ele vota, as pessoas não sabem, né? Elas se baseiam numa numa frase de efeito da internet e falam: "Ah, esse é o cara, esse é o meu político preferido".
Então eu acho que é mais pela assentatividade de todos os palhaços na política, com muito respeito aos palhaços de verdade. E >> então Tiririca é um palhaço de verdade. >> Não, então dos outros dos outros Palhaços outros palhaços, né, que a gente tá ofendendo os palhaços, chamando de políticos, né? Então é isso. >> É, é, >> eu ia fazer uma mistura aí do Emael, que eu lembro quando a gente faz fez essa pergunta, eu lembrei do Emael, Democrata Cristão, que é de 85. >> E a gente e ele não teve relevância toda pra gente lembrar
tanto do de >> Pois é, mas assim, a gente não sabia que a gente era feliz naquela época, né? Porque o Democrata Cristão foi só piorando. E aí eu lembrei do da da do Dingon também da do Tiikica que era pior que tá aqui. Então tá no slogan. É, >> fica pior que fica. É verdade. >> Os meus, o Renato falou, né, que eu ia falar do Eneas, né, que é inconfundível e muito forte. E daí aqui pensei rapidamente, eu não lembro do nome dele, mas ele falava sempre do Erotrem. Vocês lembram dele? Level. >>
Levi Fidelix. Fidé, >> que ele ficou tentando ser presidente, né? Ele não tentava ser deputado. Eh, ele queria ser presidente, não era? E ele sempre só falava do Eotrem. A vida inteira era o antigo padre Kelson, né? >> A vida inteira ele só quis, ele só quis ser presidente. Ele só queria fazer o aerotrem. Ele não falava mais nada, né? Passava a propaganda dele era o aerotrem, assim, eu vou fazer o aerotrem. Então é incrível, né? A pessoa Passou a vida inteira batendo na mesma tecla, morreu já, né? E e não conseguiu nada, né? >>
É. >> Dinheiro pro partido ele conseguiu, né? Mas ele mesmo não fez nada. >> Pois é. Ei, gente, a gente tá chegando ao final de mais um Juntas engenhosas. Renata, eu quero agradecer muito a tua presença. A gente sabe que hoje hoje foi tudo conturbado aqui pra gente gravar. Super obrigada pela tua contribuição, Foi fantástica, meninas. Obrigada. >> Posso fazer um adendo aqui da minha frase? Minha frase é citações da Gláusa. Vamos lá. >> É, por falar em empoderamento, vou peguei uma frase que eu acho que retrata os três blocos, tá? que a gente falou
de empoderamento feminino em tempos em que voto, falou de eleição também, em tempos em que voto feminino tá sendo questionado, né? Então eu trouxe uma frase da Coco Chanel que fala o Seguinte: >> "O mais corajoso dos atos ainda é pensar com a própria cabeça." >> Muito bom. Muito bom. Bacana. >> Obrigada, Renato. >> Obrigada, Renato. >> Para você que ficou com a gente aí até agora. Vamos lá. Vamos fazer o nosso >> nosso brinde dequinha para mim. >> Renato, brinda daí. >> Natúde. >> Saúde, gente. >> Saúde. >> Bacana. เฮ