Os dois maiores planetas do nosso Sistema Solar na mesma visão de telescópio. A catástrofe é iminente. Se Júpiter e Saturno de repente colidissem, Em 21 de dezembro de 2020, Júpiter e Saturno estiveram mais próximos do que nos últimos 400 anos.
Esse evento lendário recebeu um nome épico, Foi possível ver os dois planetas na mesma visão do telescópio. Eles apareceram como uma única estrela no céu. Mas estavam muito longe de uma colisão astronômica.
Se os dois gigantes gasosos chegassem um pouco mais perto, não seria a primeira vez que Júpiter enfrentaria outro planeta. Adivinha só quem ganhou essa batalha. Pois é.
Tanto Júpiter quanto Saturno são quase inteiramente gasosos, formados por hidrogênio e hélio. E embora tenham núcleos sólidos, não há transição nítida entre as camadas. Júpiter teria algumas boas vantagens.
É cerca de três vezes mais massivo que Saturno, com quase o dobro do volume. E se move mais rápido também. A velocidade de rotação de Júpiter atinge 13 km/s, enquanto Saturno gira um pouco abaixo de 10 km/s.
Mas Saturno tem um curinga para essa jogada. Dentro de seus dois anéis, há pelo menos 150 luas e pequenas luas. Se os planetas se aproximassem, a forte atração gravitacional de Júpiter faria essas luas, rochas, poeira e gelo voarem em direção a ele.
Um pouco disso acabaria despedaçado. Foi o que aconteceu quando o cometa Shoemaker-Levy 9 colidiu com Júpiter em 1994. Originalmente, o cometa tinha quase 2 km de largura.
No momento em que topou com Júpiter, a gravidade do planeta o despedaçou. Esses fragmentos colidiram com Júpiter com a força de 300 milhões de bombas atômicas. E isso aqueceu a atmosfera de Júpiter a quase 40.
000°C. Titã, a maior lua de Saturno, é mais de duas mil vezes maior que esse cometa. Então a força dele colidindo sozinho com Júpiter seria enorme.
Se Júpiter e Saturno colidissem, suas atmosferas se misturariam. Isso aumentaria as temperaturas nas camadas superiores da atmosfera do gigante gasoso. Ficaria tão quente que Júpiter experimentaria uma reação química, ganhando mais ferro, silicatos e até água.
Júpiter absorveria Saturno. Ou a maior parte. Cientistas da Universidade Sun Yat-Sen, na China, reconstituiram o que aconteceu quando um enorme embrião planetário, cerca de dez vezes maior que a Terra, colidiu com Júpiter há quatro bilhões e meio de anos.
O impacto foi tão grande que destruiu o núcleo compacto original de Júpiter. Isso formou um núcleo mais diluído composto por uma mistura densa de hidrogênio líquido-metálico e hélio. Mas se Júpiter colidisse com Saturno, seria dez vezes mais potente.
Grandes quantidades de material se espalhariam no espaço. E então todo esse material se juntaria em um único objeto planetário. Nós o chamaríamos de Novo Júpiter ou Jupiturnus.
E talvez esse novo planeta causaria mais problemas no Sistema Solar do que podemos imaginar. Júpiter é chamado de "estrela fracassada", porque seu tamanho e composição são semelhantes a uma anã marrom. Mas Jupiturnus seria mais massivo e teria maior pressão interna.
Se a temperatura fosse alta o suficiente, isso poderia causar fusão nuclear em seu interior. Então Jupiturnus poderia se tornar uma estrela. O impacto de ter duas estrelas em nossa vizinhança seria enorme.
Poderia até significar o fim da vida na Terra. Mas não se preocupe com isso agora. Se esses dois planetas se fundissem, Jupiturnus teria uma massa 30% maior que Júpiter.
Para a fusão nuclear acontecer, o planeta precisaria atingir a massa de 75 Júpiteres. Assim, a vida na Terra continuaria. Mas seria um show espetacular com toneladas de gás e detritos.
Talvez tudo isso fosse iluminado pelo Sol, dando um belo e brilhante final para Saturno como o conhecíamos. Pelo menos desta vez, Júpiter não se enfureceu e engoliu todos os planetas do nosso Sistema Solar, incluindo a Terra. Bom, isso é história para outro "E se?
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