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[música] [música] [música] >> เ >> [música] [música] [música] [música] [música] >> Olá, [música] [música] boa noite. Sejam todos muito bem-vindas e bem-vindos ao nosso encontro de hoje. É uma alegria estar aqui com vocês. Eu me chamo Ana Carolina Silva, sou médica de família e vou ser uma das moderadoras da nossa atividade de hoje, né? nossa web palestra sobre prevenção combinada do HIV, a utilização de PREP e PEP na atenção primária. Essa atividade de hoje, ela integra o conjunto de ações formativas do Ministério da Saúde e é uma parceria entre a coordenação geral De formação e
inovação para o provimento profissional e a coordenação geral de vigilância do HIV e Aides, né? Então essa atividade tá destinada a fortalecer as práticas clínicas na atenção primária à saúde, com foco na ampliação do acesso e na qualificação do cuidado às populações prioritárias. Eh, eu vou estar junto hoje de outras duas colegas que também vão estar comigo nessa moderação e eu vou convidar elas agora para se apresentarem. Oi, gente. Boa noite. Bem-vindos, bem-vindas, bem-vindes. Eu sou eh Mara Vieira, sou médica de família e comunidade. Tô aqui representando a Coordenação Geral de Formação e Inovação pro
SEJETES, que em parceria com a Coordenação Geral de Vigilância do HIV Aides, da SVSA e da UFBA, UNASUS, né? A gente tá promovendo esse primeiro webinário que, como Ana Carolina falou, tá em alinhamento às ações do dezembro Vermelho, que é o mês dedicado nacionalmente para combater estigmas, fortalecer a conscientização sobre prevenção, acolhimento, enfrentamento HIV e demais ISTs. E dentro das ações, como o Carol falou, de que compõe as atividades formativas ofertadas para os médicos do Mais Médicos, né, mas que obviamente vai ficar disponível para todo o público de trabalhadoras e trabalhadores, estudantes, supervisores, tutores e
facilitadores do programa, Gestores em geral. Então, eh, nesse ano de 2025 que o Ministério da Saúde, eh, comemora oficialmente, né, os 40 anos de resposta brasileira à epidemia do HIV Aides, eh, devido à presença, né, e atuação do SUS, da ciência, do, eh, eh, do movimento social. Eh, então a ideia é que esse espaço eh seja para reforçar a importância da expansão do acesso ao diagnóstico oportuno, do cuidado adequado das pessoas vivendo com HIV e da ampliação Eh das estratégias de prevenção combinada, especialmente pra gente na APS. E aí, nesse contexto de superação de desafios,
a gente tem a ampliação da rede de atenção, né, de distribuição da profilaxia, que ainda tava concentrada em alguns serviços especializados e com a portaria nesse ano de setembro, que inclui a APS como parte dessa rede de cuidado para ampliar e capilarizar o acesso, aumentar adesão aos medicamentos e reduzir iniquidades, favorecendo assim O cuidado integral baseado no território com vínculo. Então, a gente entende que esse fortalecimento eh das práticas dos médicos e médicas do programa vai contribuir diretamente com o impacto na qualificação desse cuidado no território. Eh, mas a gente sabe que o acesso ainda
é desigual para algumas pessoas e populações vulnerabilizadas. Então, a gente espera que a oferta na APS possa reduzir barreiras e efetivar Os princípios de equidade, enfrentando também o racismo institucional, já que no recente, né, atualíssimo boletim epidemiológico eh do HIV, do Ministério da Saúde, eh evidencia que em 2024 as pessoas negras representam eh representavam 61,6% dos casos. Então, dito isso, eu queria convidar vocês para eh estarem hoje com nossos dois palestrantes, Vandson e Caroline, e vou passar a palavra aqui para Beatriz também. Então, boa noite e Bom webinário. >> Olá, pessoal ao HIV. a realização
desse webinar, especialmente no mês de dezembro, que como mara a realização desse webinar, especialmente no mês de dezembro, que como Mara já falou anteriormente é um mês de dedicado à conscientização eh sobre o HIV e sobre a IDS. E principalmente nos 40 anos em que nós celebramos a resposta brasileira ao enfrentamento à epidemia. é muito Simbólico e é importante a gente lembrar que a gente tá falando de uma trajetória de 40 anos que foi construída juntamente com a sociedade civil, com a ciência, o Sistema Único de Saúde e também com muita coragem e muita inovação.
Além disso, claro, compromisso principalmente com o enfrentamento, a discriminação e a favor da vida. Lembrar que a PREP, que é a profilaxia pré-exposição, e a PEP, que são ax que é a profilaxia pós exposição, elas são eh estratégias que são Essenciais pra gente reduzir os novos casos de HIV, mas como já foi falado anteriormente, infelizmente elas não chegam para quem elas realmente precisam chegar. Hoje a gente tem o acesso às profilaxias majoritariamente por pessoas brancas com alta escolaridade. E aí a importância da gente trazer essa discussão para atenção primária saúde, que a gente sabe que
é a porta de entrada, que é a porta preferencial ao Sistema Único de Saúde e que tem um Potencial gigante de transformar eh esse acesso às profilaxias. Eh, queria agradecer muito a CJETs por ter topado essa parceria, a Universidade Federal do Maranhão e principalmente a Caroline e Elvandson, que aceitaram prontamente o convite para estar aqui trazendo esse tema que é fundamental. A gente espera que ao final desse encontro mais unidades possam estar prescrevendo eh as profilaxias e a gente fica disponível para qualquer dúvida que vocês tiverem. Muito obrigada. Bom, muito obrigada, Mara e Beatriz. Agora
eu vou apresentar nossos convidados. Hoje nós teremos então dois convidados muito especiais conosco. A Caroline Maçã Mioca, que é médica de família e comunidade e preceptora do programa de residência em MFC da ERGE. Ela vai iniciar a fala falando sobre PEP e depois o Vandson Padilha, que também é médico de família e comunidade, docente da Universidade Federal do Vale do São Francisco, vai trazer pra gente sobre a PREP. Antes da gente começar, eu tenho dois recados importantes para dar para quem tá nos assistindo. O primeiro é que o link para registro da presença, ele tá
fixado nos comentários da nossa transmissão aí no YouTube. Então é necessário clicar no link, fazer um cadastro e para a presença ser computada, registrada, é necessário colocar uma senha. Essa senha ela vai ser fornecida ao longo da nossa web Palestra. Então fiquem atentos que nós vamos divulgar essa senha de quatro números para que vocês possam registrar a presença. Mas antes disso vocês já podem ir fazendo o cadastro e depois esperarem a senha para completar a presença, tá bom? E o meu segundo recado é que no fim da fala dos nossos convidados, a gente vai ter
um tempo para discutir as dúvidas que possam surgir, compartilhar experiências que vocês queiram sobre implantação de PREP E PREP nos municípios. Vai ser muito bom ter experiências de vários lugares do Brasil. Então fiquem à vontade, usem os comentários para colocar suas dúvidas que no final nós vamos discuti-las e vai ser bem importante para enriquecer essa discussão de hoje. Então é isso, eu convido agora a Caroline para começar a fala. Oi, gente, boa noite. Eh, mais uma vez muito obrigada pelo convite. Eu tô muito feliz de estar aqui Hoje, poder compartilhar um pouquinho, eh, espalhar a
palavra da PEP, da PREP, eh, para todo mundo, né? Porque a gente, né, a gente vê ainda um desconhecimento eh sobre a prevenção combinada, sobre a prescrição da PEP, da PREP, e a gente fica pensando em quantas pessoas poderiam ter sido protegidas e não foram eh nesse caminho aí tortuoso. É só para me apresentar novamente. Sou a Caroline, eu sou médica de família e comunidade aqui do Rio de Janeiro. Sou Preceptora do programa de residência médica de medicina de família e comunidade da ERG, Universidade Estadual do Rio de Janeiro e atualmente sou responsável técnica de
uma unidade básica de saúde também aqui do Rio de Janeiro. É, e aí a primeira coisa que eu queria perguntar, né, lógico que a gente não consegue eh fazer uma uma exposição, né, com muita interação, mas eu queria que vocês respondessem aí no chat o que que é sexo seguro, que que vocês Consideram que é um um sexo seguro? Não sei se vocês já pensaram sobre isso, quando a gente pergunta aí pros pacientes, ah, mas você tá fazendo sexo sexo seguro? Que que normalmente a gente orienta, né? A gente orienta principalmente o uso de preservativo.
A gente fala muito do uso preservativo eh interno, externo, com textura mais fino, que agora o Ministério da Saúde lançou. Mas é só isso que é o sexo seguro. É isso Que a gente vai conversar aqui um pouquinho, né? E aí falando um pouquinho também, né? eh do um pouquinho do saída do forno boletim epidemiológico de 2025. Eh, a gente tem notícias bem interessantes, muito muito boas, né, que a gente pode pensar aí sobre HVAID no nosso país, né, o nosso país eh um espelho pro mundo no combate no em educação e saúde sobre HVID.
E a gente hoje tem no nosso país 1667962 pessoas vivendo com HIVID no país. Eh, caramba, Carol, quanta gente. Por que que isso tá acontecendo, né? A gente hoje tem tratamentos muito eficazes e que aumentam sobrevida e as pessoas vivem bem com a doença e ao mesmo tempo a gente tem aumento de diagnóstico e a gente tem pessoas que tão se prevenindo mais. Então esse número na Verdade mostra que as pessoas estão vivendo mais, né? e que a gente tá conseguindo dar mais diagnósticos, dar mais acesso a diagnósticos antes da doença evoluir com a AIDS
e com desfechos negativos. Eh, e aí o que a gente vê, né, é que apesar da gente ter 1.679.000 1000 pessoas e 122 pessoas. Vivendo com HIV Wides no país hoje, a gente tem na série histórica, nos últimos 30 anos, eh, a menor mortalidade por aides do Brasil, do país. Na série histórica inteira, a gente tem a menor mortalidade esse ano. E mais do que isso, né? Eh, o boletim mostrou que esse ano a gente conseguiu alcançar essa taxa linda de ser um país livre de transmissão vertical, de transmissão, né, mãe filho. Eh, isso acontece
por uma e ação conjunta de toda a rede, eh, não só a gente da atenção primária, atenção secundária, ministério, assim, a rede inteira trabalhando junto para que isso Aconteça. Eh, me enrollei aqui com slide. O boletim também mostra, né, a epidemiologia, que a proporção de homens e mulheres, né, aumentou. um pouco aumentou significativamente. Então, a gente tem hoje 28 homens notificados a cada 10 mulheres. Como Mara falou, eh, hoje a gente vê que pessoas pretas e pardas eh, são, a maioria dos casos de pessoas vivendo com HIV Aides. 75% das pessoas eh são pessoas com
baixa escolaridade, com ensino fundamental incompleto. Eh, e na categoria, né, por prática sexual, orientação sexual, eh, enquanto a gente tem esse estigma, né, de a homens gays, homens bis, homens que fazem sexo com homem sendo a grande maioria, na verdade são 40 43.3% 3% dos homens. E no sexo feminino, a principal categoria de exposição são mulheres Heterossexuais que eh acabam se descuidando da parte do, né, da prevenção de HIV e STS e se preocupando mais com a prevenção de uma gestação indesejada. Eh, vamos lá. E aí, o que que o boletim diz, né? como que
a gente pode eh melhorar mais ainda esse cenário, né? Porque o que a gente vê é isso, né? A gente vê eh profilaxia sendo aderida, né? e a prevenção sendo Mais aderida por população branca, por população com maior escolaridade, com com maior eh nível socioeconômico. E a gente não tá conseguindo fazer uma equidade muito boa quando a gente fala em prevenção. Eh, então a gente precisa ampliar mais testagem, né? a gente precisa que na atenção primária a gente tenha isso muito bem esclarecido de que eh o teste rápido precisa, né, quando a gente tem oportunidade
de ofertar, precisa Acontecer e precisa ser, né, em momento oportuno. precisa saber quando e como ofertar a PEP prep, entender que apesar, né, de eu ser profissional médica, sou médica de família e comunidade, mas a oferta de PEP PREP não é um ato exclusivo médico. Então, profissionais da enfermagem podem prescrever, profissionais da farmácia podem escrever, podem prescrever. Então, a gente a gente precisa espalhar e não deve ser eh exclusivo para serviços de Infectologia, CTA. Quanto mais locais ofertarem a PEP, a PREP, maior a gente mais oferta de prevenção a gente consegue fazer, né? a gente
precisa continuar trabalhando em conjunto, a gente precisa seguir testando, acompanhando as gestantes paraa gente manter esse status lindo de eh livre de transmissão vertical. E a gente precisa seguir acompanhando nas crianças expostas, fortalecer a prevenção combinada E e aí assim, né? E o que que é a prevenção combinada? Então, eh, a prevenção combinada são várias ações que a gente tem de, eh, prevenção a ISTs, HIV, né, transmissão de HIV. E aí a gente vê que a gente não se se baseia só no uso de preservativo, num consentimento, né? A gente tem várias ações institucionais, várias
ações práticas, várias ações de educação e saúde que combinadas Eh a gente consegue fazer uma melhor prevenção de HIV, AIDS e outras STS. Então, volto aqui a pergunta lá do início da nossa conversa sobre o que que é SECO seguro, né? E aí, eu vi que a galera respondeu bastante coisa interessante, né? Eh, um sexo que não oferece risco para saúde física, mental, eh, né? práticas que reduzem risco de ST, de gravidez, com uso de preservativos, Evitar múltiplos parceiros. Eh, a gente não deve prescrever uma que tal prática sexual eh você tem que ter uma
parceria para ser mais seguro. Importante a gente, né, é isso, fazer uma prevenção combinada para não só orientar o uso de preservativo, né, orientar as imunizações necessárias, por exemplo, da hepatite B em algumas populações, né, hepatite A também. Eh, se você tem uma parceria, conhecer o status urológico da parceria ou das Parcerias, né, testar regulamentos para HIV e outras, eh, o tratamento adequado das pessoas vivendo com HIV e a de pessoas vivendo com HIV. E aí, isso daqui também é muito importante da gente falar, que a gente fala com tranquilidade, segurança e a gente tem
que gritar com mundo que quando a pessoa está tratada com carga viral indetectável, a gente considera que é a pessoa é intransmissível, né? porque ainda há muita eh muitos Mitos, muitas falas eh que antigas, né, que hoje em dia a gente sabe que não são verdades quanto a isso. Eh, então assim, né, pensando, né, na segurança do sexo também, eh, e a infecção do HPV, por exemplo, né, a gente pensa também em fazer preventivo, né, o o preventivo, exame preventivo de câncer do colo do útero, eh, e realizar a PEP e a PREP, quando indicado,
e também fazer um sexo seguro em relação à Gestação indesejada, tendo acesso a métodos eh contraceptivos ou métodos de de concepção quando assim é indicado. Então, né, é muito mais do que orientar, fazer teste e usar preservativo, né? E o que a gente vai fazer? A gente vai fazer também, e aqui, tá, vou voltar aqui o slide, né? Também tá aqui na rodinha da prevenção combinada, fazer redução de danos. A gente não pode prescrever, ter uma parceria. a gente tem que entender, né, fazer o método clínico centrado na Pessoa, entender quais são as práticas da
pessoa e a partir disso orientar qual seria a forma mais segura dela poder viver e e experienciar a sexualidade dela. Eh, e aí quando, né, e agora voltando ao tema em si da aula, mas eu não podia deixar de falar de tudo aquilo antes, porque são coisas muito importantes e que vão embasar tudo que a gente tá falando. Eh, o que que é a profilaxia pós Exposição? Alguém sabe? Alguém nunca ouviu falar sobre o termo? sabe quando prescreve, como prescreve, vão colocando aqui a gente nas perguntas que no final a gente vai eh ter um
momento de discussão, tá? Tá? A baxia pós- exposição, como o nome já diz, né? eh é quando a pessoa se expõe a um em uma situação de risco, em que pode eh ter um risco de de contrair a infecção Pelo HIV. E nesse momento a gente faz eh a profilaxia pós exposição, se ela não tá usando a profilaxia pré-exposição, que aí a gente vai falar um pouquinho mais com o colega. Eh, e aí a gente fala para prescrever o PEP, né? Lembrando que não só profissionais médicos podem prescrever, a gente tem que fazer quatro perguntas
a princípio para entender se realmente tem Indicação de PEP, que a gente no PSDT de PEP, a gente fala dos quatro passos, né? Primeiro, o tipo de material biológico é de risco paraa transmissão. O tipo de exposição de risco, eh, o tipo de exposição é de risco paraa transmissão no HIV? O tempo transcorrido entre exposição e atendimento é inferior a 72 horas. A pessoa exposta não reagente para HIV eh no momento de atendimento. Então são coisas que a gente precisa saber antes De entender, né, para entender se tem ou não a indicação da PEP. Eh,
e aí por que que isso tudo é importante, né? porque ainda existem eh, mais uma vez mitos, desentendimentos sobre eh situações de risco e assim pensamentos preconceituosos até sobre como se transmite HIV. Então, né? Ai, tava na rua, uma pessoa tocou em mim e ela tinha cara de que vivia com HVA e diz: "Eu preciso fazer". Claro que não. Assim, né? Eh, um tipo de exposição de Risco para transmissão. A gente tem, então, a gente tem que fazer essas perguntas antes de entender se a gente tem indicação ou não da PEP. E aí, eh, só
lembrando, né, o que que são os materiais com risco e as exposições de risco. Os materiais de risco, então é sangue, sememen, fluídos vaginais, líquidos de cerosas, líquido aminiódico, lícor, o que não tem risco de transmissão. Lágrima, feeses, urina, vômito, saliva, secreção nasal. Então, ai tem um amigo que eu sei que vive com HIV e ele passou por uma questão, tava chorando, enxuguei a lágrima dele e agora eu tô com medo de tá estar exposto. Não, isso não é uma exposição, isso é um pensamento um pouco amitificado, preconceituoso e a gente precisa fazer uma educação
em saúde. Eh, as exposições, né? Se a gente tem uma exposição eh em pele íntegra ou uma mordedura sem presença de sangue, por Exemplo, não é considerado uma exposição de risco, né? Ao contrário de uma exposição percutânea, por exemplo, com eh no acidente com material biológico, né? Ah, eu sou profissional de saúde, me furei com uma agulha, eh não sei de que qual é a fonte. Aí sim, né? É material de risco com exposição de risco e caiu o líquido amniótico de uma mãe que estava vivendo com HIV sem tratamento, carga viral detectável, tocou ali
na em cima do meu ferimento. OK. Material de risco, exposição de risco. Tudo bem? Eh, e aí sim, né? Mordedura com presença de sangue, né? porque tem a questão, né, de ter feito uma lesão, né, uma pele não íntegra, então também é uma exposição de riscos. E aí, como a gente vai é antes disso, né? E aí eu deixei um slide só para isso, porque, né, como já estão falando aqui no chat, o Atendimento da pessoa com exposição é uma urgência, porque a PEP só pode ser realizada até 72 horas da exposição e na verdade
o quanto antes a gente começar a fazer, melhor. Então assim, eu sei que eh aqui no Rio de Janeiro a gente tem mais eh solidificada essa questão da demanda espontânea, de atendimentos de demanda espontânea. Sei que na peça em outros locais eh não é tão solidificado, são São agendas mais fechadas, mas o paciente chegou falando que teve uma exposição sexual e às vezes vai falar pra gente saúde lá na frente, não vai falar: "Ai, poxa, eu vim fazer um teste rápido, tô preocupado, a gente precisa botar a no consultório, a gente precisa acolher esse paciente
porque eh se a gente deixa para atender em algum outro momento, se a gente deixa para entender quando foi a sua exposição e às vezes tá chegando em 72 horas, é o tempo da gente Perder esse timing, esse delta t para poder ofertar a PEP. Então é uma urgência. Ai, nossa, tá muito cheio, tô com os agendados. É um atendimento que a gente vai precisar pelo menos entender quanto tempo foi e já começar a a movimentar e o atendimento, né, e fazer os testes rápidos enquanto a gente atende outra demanda, atende outro um paciente agendado,
mas é um paciente que precisa ter prioridade porque é uma urgência, tá? lembrar sempre disso. Não Dá para deixar não, já tá muito cheio, volta amanhã que a gente vai te atender. Isso não pode acontecer porque a gente pode perder um tempo e a gente pode eh daqui a pouco a paciente, o paciente ou a paciente voltar eh com um diagnóstico de HIV que a gente poderia ter não dado se a gente tivesse atendido há tempo. Então lembrar disso, tá? até 72 horas, mas o quanto antes, o mais próximo da exposição. Então é uma urgência,
a gente não pode deixar para Depois. Eh, e aí como que a gente vai pensar, né? Eh, se lembram aí dos das quatro perguntinhas que a gente fez? Então, quando a gente vai falar do fluxograma do atendimento, né, o que que a gente vai primeiro eh, tem alguém falando que faltou o som. Tá todo mundo me ouvindo? Silvia na irmã, eh, acho pode ser que tenha algum probleminha no seu som aqui. Tá tudo certinho. Depois você avisa se Conseguiu ouvir de novo. Então, vamos lá. Como que a gente vai fazer então esse atendimento, né? A
pessoa, impossível situação de exposição chegou no para atendimento. A gente entendeu que é uma urgência, né? Tá, tá, chegou, a agenda tá cheia, mas não tem como a gente deixar para atender no dia seguinte. a gente vai conversar com o paciente. Eh, então, as primeiras perguntas, né, dos das quatro perguntas, os quatro quatro passos. Material biológico, houve exposição ao material biológico com risco de transmissão, né? Teve contato com líqu, com semen, com secreção vaginal. Ah, não, foi só porque uma pessoa suada encostou comigo no metrô. Não, então a gente não indica PEP, a gente, né,
faz ali um uma um bom atendimento, método clínico centrado na pessoa, mas não Indica profilaxia. Então tá, então realmente houve exposição a material biológico com risco de transmissão. Eh, qual foi o tipo de exposição, né? Houve uma exposição de risco, então teve eh uma exposição sexual consentida ou não. Eh, houve uma exposição percutânea numa pele não íntegra. Não, não teve. Então a gente volta ali, a PEP continua não indicada, a gente também não precisa Fazer um acompanhamento dessa pessoa. A gente faz orientação em consultório, né? reforça aí a prevenção combinada e eh consegue liberar esse
paciente sem um acompanhamento específico. Agora, essa pessoa respondeu: "Sim, teve uma exposição de risco com material de risco?" Eh, então a gente só vai saber, né, Hélio, que é uma urgência, eh, porque às vezes ele vai falar lá na frente: "Ah, vim fazer testes rápidos, eh, tive uma Exposição sexual. a gente, né, com educação e saúde, os pacientes começam a a chegar falando mesmo, preciso fazer a profilaxia porque tive uma exposição não com sentido. Assim, às vezes a gente chega já a pessoa tendo essa fala, eh, às vezes é uma questão oculta, a pessoa vai
falar: "Não, só quero falar em consultório, né? a gente tem que tentar acolher e entender o que que tá acontecendo, porque às vezes realmente No acesso eh com outros vizinhos conhecidos no ali no ambiente, a gente não vai ter como eh a pessoa vai pode ficar inibida de falar, né, o que que aconteceu. É, mas voltando aqui, né? Então, foi uma exposição com material biológico com risco de transmissão e uma exposição, um tipo de exposição também de risco. A gente vai pra terceira pergunta. O atendimento foi dentro de 72 horas após exposição? Eh, muitas vezes
acontece de não ser, né? Ah, não, foi há uma semana atrás, foi no final de semana, já é sexta-feira, só que eu só consegui vir aqui hoje. E aí assim, falta uma educação em saúde dessa urgência de 172 horas. Às vezes a pessoa passa desse timing porque não sabe que ele tem, né? Sabe que existe alguma profilaxia, sabe que existe alguma coisa que precisa ser feita, eu não sabe exatamente, né, como chegar e tudo mais. Eh, dentro, então, Se for dentro das 72 horas, ótimo, a gente consegue seguir o fluxograma. Se não for na 7
72 horas, aí a gente não tem mais como indicar PEP, a gente faz o acompanhamento sorológico da pessoa exposta. Mas sim, foi dentro das 72 horas direitinho. A pessoa chegou a tempo da gente fazer a PEP, a gente vai perguntar sobre a pessoa exposta, né? Então a gente vai ver se a pessoa exposta é tem um exame de HIV positivo ou reagente, Porque gente, se a pessoa já tiver o exame de HIV positivo, a gente tem que tratar, né? Não adianta mais fazer a profilaxia. Por isso que é tão importante que as unidades todas estejam
eh com acesso a testes rápidos, né? pra gente poder fazer isso no mesmo momento, porque a partir do momento que a gente pede exame para depois lá fazer no laboratório, depois voltar, a gente perde esse timing, né? A gente perde às Vezes o timing de um diagnóstico, a gente perde um timing de uma profilaxia, o teste rápido sai rápido assim, meia hora. Então é importante que a gente tenha testes rápidos nas unidades. Eh, então a gente vai fazer isso, né? a gente vai testar. Deu reagente, infelizmente a pessoa eh não vai fazer a PEP, a
gente vai fazer o encaminhamento e o acompanhamento da pessoa, né? eh conforme sua necessidade. Agora não, a pessoa tá eh com teste Rápido, né, com com um statusológico negativo. Aí a gente vai, o que não tá lá nas quatro perguntinhas, mas é muito importante, vai agora vai agora ver a pessoa fonte. às vezes, né, acontece principalmente em acidente de material biológico, né, que aí profissional de saúde já leva junto o paciente com eh que, né, o paciente, sei lá, tá na odonto aí vai fazer um tratamento cirúrgico, tá dando ponto, se fura e aí já
vai logo Com o paciente e os dois lá testam logo. Por quê? Se o a pessoa fonte tiver o exame de HIV positivo ou reagente, a gente precisa iniciar a profilaxia. Agora, se a pessoa não teve eh o teste reagente, quer dizer que a gente não precisa fazer a profilaxia, não. Por isso que é muito importante no momento de exposição, se a pessoa puder levar, né, eh, a pessoa fonte junto, porque a gente precisa Entender, a pessoa fonte tá com teste negativo, mas nesses últimos 30 dias ela teve exposições risco. Então, mesmo assim a gente
tem indicação de fazer a PEP. Eh, é muito comum que as pessoas cheguem sem saber eh o estado sorológico da pessoa ou às vezes sem, né, ter nenhum contato da pessoa para poder perguntar ou não ter uma abertura para isso. Então a gente acaba eh muitas vezes fazendo por ser um estado sorológico Desconhecido, mas se eh ocorrer do da pessoa fonte chegar junto com a pessoa que foi exposta, é importante a gente perguntar, teste os dois? Se os dois vierem negativos, ainda assim precisa dessa pergunta que normalmente a gente esquece de fazer, mas que é
importante. Se teve, a pessoa fonte teve alguma exposição nos últimos 30 dias, a gente também tem eh indicação de PEP. Agora não, pessoa fonte não teve exposição de risco, ótimo. A gente não recomenda PEP E a gente não precisa fazer acompanhamento e como a gente faz, né? Esse é o esquema preferencial. Carol, preciso saber de cabeça quais são as medicações. É bom que saiba, né? Porque é meu esquema preferencial, mas eh quando a gente vai lá fazer a prescrição no ciclon, eh é só marcar o X ali no esquema preferencial. Em alguns casos, em uso
de algumas medicações, em gestantes, vai mudar um pouco eh o Esquema. Mas assim, né? O PCDT tem lá tudo de escritinho. Então vamos ali pro esampo preferencial. Hoje a gente faz o a PEP com tenofovir eiloviludina que é um comprimido com as duas medicações e doutravi. Então a pessoa vai tomar dois comprimidos durante quanto tempo? Tá aí, né? Durante 28 dias, durante 4 semanas. eh efeitos adversos, assim, o que mais acontece é é náuseas, o mal-estar Que a gente pode ir contornando, né, e principalmente nas primeiras tomadas, eh, que a gente consegue ir contornando. E
é importante que faça pelos 28 dias. Terminados 28 dias, a gente vai testar novamente. Vou passar aqui o slide que a gente vai ver agora como que a gente vai acompanhar esse paciente, né? Então vamos lá. Quais são os exames complementares que a gente precisa fazer Nesse acompanhamento da PEP? A gente faz, né, assim que a gente entende que a pessoa é uma pessoa exposta, que a gente precisa fazer a PEP, né? Primeiro a gente vai fazer o teste de HIV, o teste rápido, né, que vai ser o que vai eh dizer pra gente se
a gente vai precisar ou não para escrever a PEP, a PEP, desculpa. A gente fez aí a prescrição no primeiro atendimento. Então, a gente pede uma creatinina se a pessoa tiver um alto Risco de doença renal ou história prévia de doença renal, a glicemia em jejum, se a pessoa tiver eh tiver diabetes méitos. E o hemograma, se for um esquema alternativo, com a com a ZT, com azedovina. Depois disso, né, a gente pede também e aí já para investigar efeitos adversos, né, a cretinina, TJGP, né, a outas, que para ver se não vai ter alguma
hepatitoxicidade, a milase, a glicemia e o hemograma, né, mas aí o teste não Seria para um diagnóstico, né, pré paraa gente saber se vai prescrever ou não, mas não precisa pro acompanhamento, né? Como eu falei, o teste de HIV a gente vai fazer quatro semanas depois. E aí, uma coisa que todo mundo esquece é que essa pessoa tem indicação de fazer eh 12 semanas depois do início da PEP também novo teste. E aí a partir disso, a partir do depois dessa 12ª semana, eh a partir do tipo de exposição sexual que ela tem, do dos
Seus hábitos e tudo mais, aí a gente vai cada um ter um um uma frequência de testagem preconizada. Mas é isso, assim, de exames, principalmente esses daqui, principalmente não, né? São esses que a gente precisa. Ah, preciso pedir colesterol total livre HDL, V, LDL, vitamina D, não é assim que o que que tem evidência? Creatinina, TGO, TGP, amelase, Glicemia, hemograma e o teste nesse período zero 4 semanas, 12 semanas. E aí depois terminou os 28, os 28 dias, a gente vai seguir esse paciente, né? Então a gente completa aí os 28 dias de tratamento, paciente
volta, a gente testa de novo, né? Já vai olhar também esses exames e a gente vai entender, né? se essa pessoa foi uma exposição eh pontual ou se essa pessoa tem indicação da PREP, que o o Watson vai falar eh daqui a pouquinho. E quem tem, né, está em situação de vulnerabilidade, situação de exposição, a gente vai ter a indicação de começar a profilaxia pré-exposição, que tem sido fundamental pra gente, né, um item fundamental pra gente fazer essa prevenção combinada. E aí, caso a pessoa tenha indicação de PREP, terminado, o a PEP já pode, né,
a gente vai fazer o teste de novo em quatro semanas, a gente termina e a gente já pode ir mandar na PREP nesse mesmo atendimento. E aí eu Vou deixar pro colega falar um pouquinho mais sobre isso. Era isso, né? O que eu usei de bibliografia foi principalmente o boletim epidemiológico 2025 saído do forno e o PSDT de STS e o de PEP que estão muito bons e muito sucintos, já com todas as informações ali compiladas pra gente poder fazer uma boa prática médica e e enfermagem farmacêutica e lembrar que não é só médico que
prescreve, que atende paciente que Precisa, né, que tem exposição que precisa usar PEP. É isso, gente. Esse daqui é o meu e-mail de contato. Muito obrigada mais uma vez pela por você estar aqui e muito obrigada pelo convite. >> Caroline. Muito obrigada pela sua apresentação. Você sistematizou de maneira muito clara o atendimento a PEP e eu acho que isso é muito importante. como você falou, é uma urgência, então é importante que esse Conhecimento esteja a medular. >> Exatamente. >> Então, muito obrigada pela sua exposição. Eh, antes do Vandson começar, eu gostaria de lembrar para quem
tá assistindo eh sobre o registro da presença. Então, o link ele tá fixado aí nos comentários da nossa transmissão pelo YouTube. Então, vocês podem preencher esse esse link, se registrar e colocarem a senha. A senha para registro da presença é 5579. Então, repetindo, a senha para registrar sua presença nessa web palestra é 5579. Então, acessem o link, coloquem a senha e preencham até o final do encontro para ficar computada a presença de vocês aqui hoje. Então, vamos seguir com a apresentação. Agora o Vandson tá com a fala. Fique à vontade. Ligar o microfone, né, importante.
Boa noite, pessoal. Eh, me apresentando mais uma vez. Pessoal já me apresentou, mas meu nome é Vanderson Padilha. Geralmente O pessoal me conhece como Padilha. Sou médico de família e comunidade aqui de de Petrolina, no sertão de de Pernambuco e tô atualmente como docente da Universidade Federal do Vale do São Francisco, supervisor do programa Mais Médicos, facilitador também do curso de especialização aí de MFC do Mais Médicos, enfim, algumas algumas atividades aí que a gente vem desenvolvendo. Fazer minha minha audiodescrição, né, Para quem não tá vendo no momento. Eu sou um homem negro de barba
escura, barba fechada, cabelos cacheados escuros também. Tô usando uma camisa de botão, eh, meio que quadriculada, né, com em tons de marrom. Ah, então vamos lá. A Carol já iniciou aí conversando um pouco com a gente sobre sobre a importância do da gente implementar a os cuidados de prevenção combinada dentro da atenção primária à saúde, né? a gente lembrar que nós somos a principal porta de Entrada do Sistema Único de Saúde e a gente vai conseguir garantir uma ampliação do acesso a esse tipo de serviço, né? Como o pessoal já tava falando ali no início,
a essas esses tipos de essas profilaxias, né? E a PREP, que eu vou adentrar um pouco mais, elas já estão disponíveis no SUS há algum tempo. A PREP especificamente, ela tá disponível aí desde o finalzinho de 2017, início de 2018. Eh, mas no início só nos serviços especializados, né? Serviço de atenção especializada, SA, CTAs. E mais recentemente, na verdade nem tão recente assim, porque foi em setembro de 2021, ah, essa política ela foi ampliada paraa atenção primária saúde. Então, desde 2021, os profissionais médicos podem prescrever na atenção primária à saúde. Depois de um tempo, essa
prescrição, como como a Carol já colocou, foi ampliada também para profissionais da enfermagem, depois para profissionais farmacêuticos E e no momento a gente tem esses três perfis de profissionais que podem fazer esse tipo de prescrição, né? Eu vi que tinha tido pergunta no no chat aí perguntando se o psicólogo poderia prescrever. No momento não, né? No momento queem a gente tem eh com autorização para essa prescrição, são os profissionais da medicina, enfermagem e psic ô medicina, enfermagem e farmácia. Tá bom? Então vamos lá pra gente dar seguimento. Essa parte inicial eu vou Passar um pouco
mais rápido porque a Carol já falou muito bem sobre isso, né? Eh, mas dando uma uma entrada, uma fala rápida sobre o cená atual, cenário atual que a gente tem de HIV no Brasil, a gente teve em 2022 cerca de 1 milhão de pessoas vivendo com HIV Aides no Brasil. O esse bolin epidemiológico mais recente que a Carol trouxe, ele mostra inclusive foi a primeira vez que a gente conseguiu compilar dados aí desde o início da da epidemia lá no final da década de 80, Início da década de 90 até hoje, né? a gente tem
aí um um acumulado de mais de 1.600.000 pessoas diagnosticadas com HIV aí no Brasil nesse período. Mas atualmente, atualmente não, né, nesse dado de 2022, a gente tem um dado mostrando que cerca de 101.000 pessoas no Brasil desconhecem a sua sorologia, né? A gente tem mais de 100.000 pessoas no Brasil que vivem com HIV e que não sabem da sua condição. E aí a gente vai ver um pouquinho mais adiante a Importância que a gente tem de de que as pessoas conheçam suaologia, né, até para que consigam iniciar o seu tratamento no momento oportuno, para
que a gente consiga evitar a evolução do da infecção pelo HIV para o para aides, né, para o adoecimento. A gente precisa ter bem claro na nossa mente isso, para que a gente consiga orientar nossos colegas de de das unidades de saúde, os colegas da ACS, os colegas, né, da recepção, enfim, que Todo mundo saiba essa diferença para que a gente consiga difundir essas informações, porque hoje a gente tem um problema muito grande ainda com desconhecimento acerca do do HIV Aides. Então, primeira informação aí que a gente precisa fixar na mente é isso, né? HIV
e Aides são coisas diferentes. O HIV é o vírus, a Aides é o adoecimento. A gente sabe que nem todo mundo que vive com HIV vai desenvolver a aides. Com o tratamento que a gente tem hoje em dia, Né, efetivo, a gente consegue evitar que a maioria das pessoas que t HIV evoluam para aides. Então é importante que a gente consiga fazer esses diagnósticos precocemente para conseguir evitar, né, esse adoecimento, complicações, mortalidade, enfim. A gente tem um dado aí, eu tenho aqui embaixo a gente vendo que a taxa de mortalidade ela caiu nos últimos anos,
apesar da gente ter visto nesse último boleto epidemiológico, um relativo Aumento do dos casos de HIV. esse relativo aumento, ele não não a gente não pode considerá-lo como um fracasso ou como um problema, né? Eh, porque esse relativo aumento a gente pode relacionar com a gente tá conseguindo testar mais, a gente teve uma disponibilidade de testes rápidos muito maiores nos últimos anos e isso acabou fazendo com que a gente diagnosticasse mais. Isso é importante por tudo isso que eu acabei de falar. Além disso, a gente tem Pessoas que estão vivendo mais tempo com o HIV.
Então, a gente ter mais pessoas vivendo com HIV significa que a gente tá conseguindo, eh, nesse momento inicial lidar bem e a gente precisa com o decorrer do tempo, trabalhando com essas com essas estratégias de prevenção, reduzir esses índices aí nos nos próximos anos. Então, como a Carol já falou, a gente tem uma maior maioria do do dos usuários, das pessoas que estão vivendo com HIV Aides Hoje, tão aí nesse espectro de jovens de 20 a 29 anos, principalmente homens, a gente teve um crescimento de índice entre pessoas com mais de 50 anos, o que
reflete esse envelhecimento aí da população vivendo com HIV a diz que não tá morrendo jovem. A gente tem tido um impacto importante entre gays e bissexuais e outros homens que fazem sexo com homens, né? Eu sou um homem gay e eu sei o quanto que isso afeta a nossa a nossa comunidade e o quanto que a Gente precisa trabalhar para pra gente garantir que as situações de vulnerabilidade que a nossa comunidade vivencia não influencia nesse processo de adoecimento. A gente precisa compreender que o HIV ele acaba afetando, infelizmente, pessoas que estão em situações maiores de
vulnerabilidade. E aí vão entrar, né, homens gay, bissexuais, outros homens que fazem sexo com homens. Se a gente for ver aqui no nosso próximo slide, eh, Pessoas negras. Então, pessoas negras, elas também têm índices maiores de HIV. Entre os homens que vivem com HIV, 59,7% são negros. Entre as mulheres que vivem com HIV, mais de 60% são negras. A gente tem travestis e mulheres trans enfrentando risco elevado. Então, assim, todas essas questões de vulnerabilidade social acabam aumentando os riscos de do HIV. Tá? Então, pobreza, racismo, transfobia, violência, acesso desigual à saúde, tudo isso acaba influenciando
Nesse processo. Territórios periféricos, contextos de estigma também concentram maior risco e é nesses locais que a gente tá atuando. Então, por isso a importância da gente estar ciente disso e trabalhando isso dentro da atenção primária à saúde, tá? Porque é justamente onde a gente está, que principalmente para quem tá atuando em territórios mais periféricos, territórios mais isolados, tá com uma vulnerabilidade maior, com índices Socioeconômicos piores, com escolaridades menores, a gente precisa reforçar isso. Não sei se vocês, não sei se vocês conhecem essa meta 95, 95, a gente tinha uma meta estabelecida aí pela ONU para
o enfrentamento do HIVS. até 2020, que era do 90, e que depois de 2020 até 2030 a gente tem trabalhado com essa meta 95, onde a gente tem alguns objetivos de que 95% das pessoas que vivem com HIV Precisam conhecer seu statusológico, então a gente precisa testar mais, tá? 95% das pessoas que sabem que vivem com HIV iniciam o seu tratamento antiretroviral. Então a gente precisa fazer buscativa, né, para que essa galera que sabe que tem HIV faça o seu tratamento e que 95% das pessoas que estão em tratamento atingam a carga viral indetectável. Então
essa é uma meta que a gente precisa atingir eh que foi estabelecida para diversos países. O Brasil ele tá dentro desse desse desse acordo e a ideia é que a gente consiga atingir essa meta aí até 2030. atenção primária é um é um ponto importante da rede para ajudar a gente a atingir essa meta, né? A Carol colocou aí várias vezes a meta que a gente conseguiu atingir recentemente de de ser certificado como um país livre da transmissão vertical do HIV. A gente tem outros pontos aí para avançar, tá? Lembrando que a gente é referência
Mundial no tratamento das pessoas vivendo com com HIV AIDS. Aqui são um pouco de de como tem tem se dado essa evolução do 95 95, tá? Ah, a gente tem ampliado aí no decorrer do tempo a quantidade de pessoas que vivem com HIV aides sabendo de sourologia, mas a gente teve uma queda aí dessas pessoas que vivem com HIV Aides fazendo o tratamento. Então a gente precisa ampliar essa buscativa, garantir que essas pessoas retomem tratamento ou que Elas iniciem seu tratamento pra gente conseguir avançar nesse processo, tá bom? H, em supressão viral, a gente vem
mantendo-se estável. Aí quanto mais a gente ampliar, obviamente, melhor. Aqui, só reforçando a imagem da da mandala da prevenção combinada. Carol já falou muito bem disso, né? Só para eu mostrar aqui para vocês que a gente vai se deter nesse ponto aqui da mandala de prevenção combinada que é a PREP. Lembrando que o acompanhamento da PREP, ele se dá dentro desse esquema todo de prevenção combinada. Então, quando a gente tá acompanhando um paciente em PREP, a ideia é que a gente consiga garantir que além da PREP, o paciente ele consiga conhecer e utilizar o máximo
de estratégias de prevenção possíveis, né? Eu consigo, costumo dizer para eles assim que quanto mais estratégias de prevenção a gente conseguir utilizar, menor a chance de adquirir algum tipo de ST. E aí, pensando nesses métodos de prevenção, né, existe sempre aquele estigma, ah, a gente vai fornecer prep, vai estimular a galera a não usar camisinha, enfim, tem todo toda essa essa conversa o tempo todo. Ah, o que a gente tem que pensar é que a gente precisa ampliar os os métodos de prevenção, né? Quanto mais métodos de prevenção a gente tiver, menor as chances de
de a gente aumentar os casos De de HIV. a gente tem diversos diversos exemplos aí super exitosos de locais aonde a PREP ela ela foi ampliada e que teve uma redução importante da incidência de de HIV. São Paulo é um município que conseguiu implementar de forma muito efetiva a PREP e que mostrou dados importantíssimos de queda. Eu não tenho os dados aqui agora, se não me engano, teve uma redução superior a 50% da incidência de de HIV. a gente pode dar uma verificada nisso depois, mas mas É isso, assim, a gente precisa lembrar que principalmente
nós que estamos que estamos atuando na atenção primária à saúde, que somos ou vamos ser médicos e médicas de família e comunidade, a gente precisa lembrar do método clínico centrado na pessoa. A gente precisa garantir que para cada pessoa ela vai ter o seu melhor método de prevenção. É aquele que se adequa às necessidades sexuais e de proteção de cada indivíduo, tá? A gente sabe que, por mais que a Gente oriente o uso do preservativo, continua existindo pessoas que não utilizam o preservativo, independente de campanha, de qualquer coisa. A gente ampliar as possibilidades de prevenção.
É muito importante nesse sentido. É importante a gente lembrar que existem diversos tipos de práticas sexuais também, né? Ah, a gente não restringir o nosso pensamento de prática sexual apenas ao sexo penetrativo, apenas a penetração pênis vagina, a gente lembrar Que existem práticas sexuais. Tem gente que tem, né, que utiliza mãos no sexo, que utiliza brinquedo, vibrador, dildo, gente que tem múltiplos ou múltiplas parcerias, gente que, enfim, né, sexo oral, as infinidades de possibilidades de práticas sexuais precisam estar na nossa cabeça quando a gente vai trabalhar com saúde sexual, até para que a gente consiga
orientar da forma mais adequada cada um dos usuários que chega pra gente e lembrar que nenhuma Intervenção de proteção ela é suficiente de forma isolada. E aí, por isso a gente tem que trabalhar com a prevenção combinada, como a gente já tava falando, né, a importância da APS nesse processo de ampliação da PREP, ah, já foi falado algumas vezes aqui, mas a gente lembrar, gente, infelizmente, apesar da PREP já tá aí desde 2017, 18, né, mas efetivamente desde 2018 a gente tem ampliado a quantidade de pessoas que têm Acesso à PREP, que tem usado a
PREP, mas esse uso ele ainda tá concentrado em homens brancos, escolarizados, né? Eh, que geralmente não é a população mais vulnerável, não é não é a população que que tem um risco maior de contrair o HIV, né? No local mesmo onde eu trabalho, a gente vê isso assim, né? Dificilmente chegam chegam um outro perfil populacional. A gente tem tentado trabalhar isso, Tentado atrair profissionais do sexo para para o uso da PREP, né? pessoas trans, pessoas, né, de de bairros mais periféricos. A gente precisa garantir que essas outras pessoas que tm nível de escolaridade menor, que
tem uma vulnerabilidade maior, também tem o acesso à PREP. Então, a gente precisa ampliar isso na APS, porque se isso tiver disponível em todas as unidades de saúde de saúde, né, a gente que tá capilarizado aí no território, a gente Vai conseguir atingir cada vez mais pessoas. Então, tem barreira estrutural, estigma, medo de julgamento. Diversas pessoas chegam para mim dizendo: "Ah, eu não vou no CTA. Não vou no local do meu município onde faz a testagem porque eu tenho medo de alguém me ver entrando lá, achar que eu tenho HIV ou achar que eu tô
fazendo coisa errada, enfim, né? A gente precisa a garantir que as pessoas cheguem no nosso serviço evitando esse tipo de de julgamento. A gente ainda tem Uma oferta limitada fora dos grandes centros. Eh, vocês entrando aí no site do ministério conseguem visualizar quais são os municípios que ofertam PREP, mas infelizmente ainda não são todos os municípios do país que ofertam a PREP. Então, a gente precisa também dar uma ampliada nesse nesse processo. Tem ampliado bastante. A gente tinha uma limitação apenas as capitais, né? Isso tem se interiorizado, mas precisa interiorizar ainda mais. Sim, de baixo
eu já falei, mas vamos lá. Os dois principais materiais de referência que eu vou que a gente vai utilizar, que a gente tá utilizando aqui na apresentação, é o PCDT de PREP, o mesmo que, aliás, não, Carol usou o PCDT da PEP, mas a gente tem um PCDT específico da PREP e a gente tem um guia rápido que para ajudar aí nesse processo de implementação da PREP na atenção primária à saúde. O Ministério tem lançado diversos guias ajudando nesse Processo. Tem um guia falando aí sobre a Telep, né, sobre como ofertar através da telemedicina. da
Prep tem guias. Ontem, ontem saiu um guia eh para paraa oferta da PREP extramuro, né, de como a gente conseguir ir paraa comunidade, para outros locais, consultório na rua, CAPS, né, saúde prisional, para que a gente consiga acessar esses esses outros locais. Então, a gente tem outros guias, tem guia voltado para para o acesso à PREP, paraa população trans. Então, tem Vários materiais do Ministério da Saúde que podem ajudar a gente aí nesse processo. E aí, indo pra nossa prática, né? Como é que eu sei quem é o usuário, quem é a pessoa que chega
ali para mim e que ela tá elegível para usar PREP? Então, vamos lá. Primeira coisa, a gente precisa considerar as práticas e parcerias sexuais, a dinâmica social, o contexto que cada uma pessoa vive, eh, para saber se ela tá em vulnerabilidade ou não Paraa infecção pelo pelo HIV. Então, vou fazer essa avaliação que a gente que tá na atenção primária à saúde consegue fazer, né, de forma de forma melhor do que ninguém, porque a gente tá ali dentro do território, a gente conhece a comunidade, a gente conhece as fofocas da comunidade, né? Quantas vezes a
gente não sabe quem tá fazendo isso, quem tá fazendo aquilo, quem tá saindo com fulano, com ciclano, isso acaba chegando na gente. E isso é uma coisa Importante pra gente, esse processo nosso de longitudinalidade, de conhecimento do território, pra gente conseguir identificar essa população elegível. Então, uma das coisas que torna aquela pessoa elegível, solicitação ou desejo de usar PREP, tá? Então, se a pessoa chega pra gente desejando usar PREP, ela de cara já é uma pessoa eh elegível para o uso de PREP, a não ser que ela tenha contraindicações. A gente vai falar das Contraindicações
já já. Se é uma pessoa que tem uma que tem uma repetição de práticas sexuais, sejam elas anais ou vaginais com penetração sem uso ou com uso irregular e preservativo, então aquela pessoa que não usa camisinha com frequência ou que, né, uma vez ou outra acaba não usando, lembrando que uma, né, um episódio só ele pode transmitir o HIV. Pessoa que tem uma frequência maior de relações sexuais com parcerias Eventuais, ela vai est elegível pro uso da PREP. Ah, quantidade e diversidade de parcerias sexuais, pessoa que tem histórico de vários episódios de ISTs, né, ou
alguns episódios aí durante o ano. É uma pessoa que a gente também vai olhar paraa pessoa e dizer: "Olha, conheça a PREP, tem interesse de usar, pode ser uma estratégia mais para prevenção". Enfim, pessoa que busca repetidamente a PEP. Então, a Carol falou ali agora a pouco sobre a Possibilidade de uso da PEP, mas se a gente vê aquele usuário que frequentemente tá buscando a PEP para fazer o uso, é uma pessoa que a gente tem que ficar de olho ofertar, né, eh, a PREP para que faça o uso. Ã, pessoas que vivem com HIV
com carga viral detectável estariam elegíveis. Lembrando que se o parceiro tem carga viral indetectável, esse parceiro não transmite. Em tese, essa pessoa, ela não precisaria usar PREP, tá? Mas isso não é Um impeditivo. Lembrando que o nosso processo de cuidado, ele precisa ser individual. Então, ah, digamos que eu vivo com uma pessoa que tem HIV e, ah, então não vou usar PREP, não vou usar proteção porque ele tá indável, né? Eu acabo jogando a responsabilidade do cuidado para outra pessoa, né? Eu responsabilizo a outra pessoa por se cuidar, por tomar o remédio para me proteger
e lembrar que eu que preciso pensar na minha própria proteção. Não Posso delegar responsabilidade de de proteção e cuidado para outras pessoas. Então essa pessoa que vive com um parceiro com HIV indetectável, caso deseja utilizar a PREP, também pode fazer o uso da da medicação. Pessoas que trocam sexo por dinheiro, objeto de valor, droga, que fazem programa, são acompanhantes, né, que estão em situação de prostituição. Todas essas pessoas elas estão elegíveis aí ao uso da PREP. Pessoas que fazem prática De sexo com uso de substâncias químicas, né? o chamado KX, que seria aí pessoas que
utilizam as drogas, geralmente drogas que muitas vezes são utilizadas para ajudar durante a prática sexual, para estímulo, enfim, pessoas que fazem compartilhamento de agulhas, seringas ou outros equipamentos para injetar drogas, pessoas que têm parcerias com situação desconhecida pro HIV, que apresentem qualquer um desses fatores acimas. Então, todas essas pessoas elas estão Elegíveis aí para o uso da PREP. Lembrando, o que é a PREP, né? Acabou que eu fui falando desde o início, não especifiquei o que é essa famosa PREP. Prep é a profilaxia pré-exposição ao HIV. É uma medicação que a pessoa utiliza com uma
certa frequência antes da exposição para evitar de se contaminar com o HIV. É um comprimido que a pessoa pode tomar diariamente. Eu vou explicar, tem uma outra forma de usar também, mas habitualmente o uso é Diário e a pessoa toma todos os dias e aí tá protegida contra o HIV. Eu costumo comparar e fazendo comparativo da PREP e da PEP com o anticoncepcional, né? A PREP é como se fosse um anticoncepcional, né? O anticoncepcional a pessoa toma todo dia para evitar a gravidez. A prep é uma medicação que a pessoa toma todo dia para evitar
o HIV, né? Ah, e a PEP é como se fosse a pílula do dia seguinte, só que ao invés de evitar uma gravidez, vai evitar o HIV e Aí dura 28 dias. Só pra gente entender um pouquinho do do que é que a gente tá falando. Vamos dar seguimento aqui. A gente teve uma expansão aí recentemente aí também da PREP para adolescentes, tá? Ah, a gente teve nos dados que a gente vai tá vendo, a gente tá vendo um aumento de casos entre jovens de 15 a 24 anos. Por conta disso, a a Prep, que
antes ela tava disponível para pessoas acima de 18 anos, foi ampliada e hoje pessoas a Acima de 15 anos já podem fazer o uso da PREP, desde que tenham mais de 35 kg. Hã, e a gente não precisa revelar isso pro pai, pra mãe. O código de ética médica, ele veda ao profissional médico revelar segredo profissional e mesmo para pacientes menores de idade, para seus pais responsáveis, desde que o de que esse menor ele tem a capacidade de avaliar seu problema, conduzir, enfim. Então a gente, a pessoa que tem ali 15, 16 anos, 17, quer
usar PREP e busca a Gente, a gente pode iniciar, não precisa de autorização dos pais nem de nada do tipo. Durante a concepção, a gestação e o aleitamento, os estudos demonstraram que é seguro. Então, digamos que aquela pessoa ali deseja engravidar, mas o parceiro tem HIV, a parceira tem HIV e a pessoa tá tá ali, né, querendo se proteger, evitar de contrair o HIV, inclusive para evitar de passar isso para paraa oferta. Essa pessoa ela pode Fazer uso da PREP, sim, não tem contraindicação. E a critério de exclusão, quem é aquele paciente que não pode
utilizar a PREP? H, então, se a pessoa, a gente fez ali um teste de HIV e o teste deu reagente, então se a pessoa já tem HIV, ela não vai usar a PREP, né? Essa pessoa, ela vai ter a indicação de já fazer o tratamento antiretroviral para tratar o HIV. Ou aquela pessoa, aquela pessoa que ela tem alguma injúria renal, que ela Tenha já um clearance de creatinina estimado abaixo de 60 ml por minuto, essa pessoa ela também não vai ser não vai poder fazer o uso da da PREP, tá? A PREP ela é uma
combinação de duas medicações, que é entrecitabina e o tenofovir. E o tenofovir, ele pode ser nefrotóxico por essa por por conta disso a gente não indica a o uso da medicação por quem tem um clearance de creatinina abaixo de 60 ml por minuto. Essa nefrotoxicidade ela é Rara, tá? a gente tem menos de 1% da população que usa PREP tendo algum problema renal por conta da PREP, mas é importante que a gente fique de olho. Vocês vão ver que nos exames de acompanhamento a gente vai acompanhar a creatinina também por conta disso, né? E aí
o que que a gente faz no primeiro encontro clínico? A gente identificou aqui, viu os critérios de elegibilidade, viu quem é que pode, quem não pode, depois que a gente identificou aquela Pessoa que pode e eu vou ter ali minha primeira consulta. Primeira consulta, lembrar de ter uma abordagem franca. sem julgamento sobre saúde sexual, né? Lembra que a gente vai estar ali conversar sobre saúde sexual, que a pessoa fique à vontade, se senta à vontade para conversar. a gente não pode ter um atendimento, né, com julgamento moralizante, nem nada do tipo. O nosso papel ali
é um papel de cuidado, lembrar sempre disso. Então, nesse primeiro Contato, identificar quais são as principais práticas sexuais para que a gente consiga dar aquelas orientações de acordo com o que a gente conversou agora a pouco, identificar se essa pessoa faz o uso ou não do preservativo, quais são os motivos, né? Às vezes a gente consegue dar alguma orientação diferente para para incentivar esse uso, ã, identificar se houve alguma exposição a menos de 72 horas. Então, a pessoa chegou para mim para iniciar a PREP e aí Eu converso com ela, pergunto quando foi a última
exposição, né? Quando foi a última relação sem camisinha. A pessoa me diz: "Foi ontem, que é que eu vou fazer?" ao invés de iniciar a PREP, como a pessoa ainda tá dentro da forma de infecção aguda do HIV, se tiver uma suspeita de infecção aguda nesse momento aí de janela imunológica, eu solicito carga viral e aguardo um pouquinho para para iniciar o HIV, né? Eu vejo que tem um risco ali muito Grande dessa pessoa tá com HIV. Eu não inicio a PREP nesse momento, solicito a carga viral e aguardo para repensar isso no momento posterior.
Ah, verifico aí o histórico e fator de risco dessa pessoa paraa doença renal. Então, se essa pessoa tem hipertensão, diabetes méito, se faz uso de alguma outra medicação nefrotóxica, se tem uma idade maior do que 50 anos, uma história recente de injúria renal, então se essa pessoa tem algum histórico, fator de Risco paraa doença renal, peço a creatinina e aguardo, né, dou um standby aí para ver se inicio ou não essa medicação. E vou fazer também durante esse primeiro encontro a testagem e o tratamento de outrass. Então vou testar para sífiles, testar pra hepatite B,
testar paraa hepatite C. Lembrando que a gente tá fazendo um esquema aí de prevenção combinada, né? Vou orientar sobre a prevenção Combinada. Então, na na consulta eu costumo apresentar essa mandala de prevenção combinada nesse primeiro encontro, mostrar todas aquelas possibilidades, né, do preservativo, da vacinação, do da testagem regular, da redução de danos. Então, a gente conversar sobre tudo isso para que a pessoa tenha ciência que existem outras possibilidades de prevenção para além do Preservativo e para além da PREP que a gente vai iniciar. Orientar sobre os possíveis efeitos colaterais da PREP. Na grande maioria das
pessoas, a gente não tem nenhum efeito colateral, tá? Menos de 10% aí das pessoas podem ter efeitos colaterais e aí seriam, geralmente é mais efeito gastrointestinal, então náusea, flatulência, diarreia, esse é o mais comum. Pode ter cefaleia também. Pode ter edema, muito raro, né? Edema. Eu nunca vi nenhum paciente com edema, Mas a a literatura diz que pode acontecer. Cefaleia, já vi dois ou três. Os mais comuns que a gente costuma ver são casos de náusea, de e de diarreia mesmo, que em geral vão melhorar aí nos primeiros dias. Então as pessoas que têm esses
efeitos colaterais costumam dizer: "Ó, doutor, eu tive ali no primeiro dia, segundo, terceiro, depois passou, não senti mais nada". né? Aqueles que duram mais tempo dizem que durou uma, duas semanas e depois melhoram. Isso é grande Síma. 99,9% dos casos acabam relatando isso pra gente, né? E aí eu vou orientar sobre como iniciar e como ou quando interromper o uso da prep. A gente vai falar direitinho já já sobre isso. Vou fazer exame físico guiado pelas práticas sexuais. Então, fazer ali uma avaliação genital, identificar, né, se tem ali uma verruga, um sinal de HPV, algum
codiloma, algum ferimento para que a gente possa tratar também. E aí eu já Posso vendo que não teve nada disso, não tem injúria renal, a pessoa não tem HIV, não tem nenhuma contraindicação. Nessa minha primeira consulta eu já posso iniciar a PREP. A orientação é que eu tente iniciar o mais precocemente possível, tá? justamente para não perder esse paciente. Às vezes são pacientes que vai e depois não retorna porque a gente demorou demais de iniciar a PREP. Ou nesse período que a gente aguarda, a pessoa acaba se expondo, né, e Contraindo o HIV. Então, quanto
antes eu inicio mais cedo aquela pessoa tá protegida. E aí eu inicio a prep, prescrevo aí a medicação para 30 dias e agendo o retorno aí para cerca de 30 dias. Geralmente um pouquinho antes dos 30, né? Porque é para dar tempo de a gente para para não ter risco da pessoa ficar sem medicação. Esse daqui eu acho que eu fiz, ficou bem ficou pequeno aqui o o slide, mas só para para reforçar aqui, são alguns Elementos importantes paraa primeira consulta, pensando em exame laboratorial. Então a gente vai ter as testagens, então teste para HIV,
sípratite B e hepatite C. A gente vai identificar aí outras STS. O PCDT ele indica que a gente faça aí com uma certa regularidade também testagem para Clamídia e Gonococo, mas a gente sabe que, infelizmente, não é todo município que tem acesso, nem sempre a gente vai conseguir, isso não é impeditivo pra Gente iniciar a PREP, tá? Ela é uma recomendação, mas não é uma coisa que é obrigatória. E a gente vai solicitar a função renal nessa primeira consulta. Lembrando que a gente não precisa aguardar o resultado da creatinina para iniciar a PREP. Geralmente a
gente vai nessa primeira consulta fazer os testes rápidos, solicita ali o exame de creatinina e o antiHBS pra gente garantir que aquela pessoa tá vacinada ou não para pra hepatite B. E essa Pessoa vai trazer o resultado desses exames daqui a 30 dias na nossa consulta de retorno. Nesse período ela já vai estar usando a PREP, tá bom? Vou conversar e tentar identificar também se essa pessoa tá com vacinação já, se já tá vacinada para hepatite B, paraa hepatite A, para HPV, né? Vou avaliar a história de fratura patológica. Ah, o Tenofolv ele pode aí
ter uma relação com com perda da densidade Óssea, porém o que os estudos demonstra que não tem essa pessoa, ela não tem histórico de fratura patológica, não tem nenhuma situação do tipo, a gente não precisa estar pedindo densitometria para todo mundo, a não ser que a pessoa ela já tenha algum histórico, alguma algum fator de risco para que a gente faça essa investigação, tá bom? Em geral, os pacientes que buscam a gente são jovens, né? Apesar da gente precisar tentar ampliar isso para para pessoas de outras Faixas etárias também, mas em geral a gente não
vai ter necessidade de de investigar isso. E aí, como é que eu faço essa prescrição? Então, a gente vai precisar eh tá, o som tá falhando, mas acho que é só para algumas pessoas, né? Tá, então a gente, como é que a gente vai fazer essa prescrição? A gente vai precisar preencher dois formulários. Na verdade, na primeira consulta são dois Formulários, porque a gente tem um formulário de cadastro e uma ficha de atendimento que estão disponíveis nesse site aí, a.ides.gov.br, na aba de documentos. Então, esse aqui é o site. Lá do lado aqui, ó, onde
eu tô apontando, tem a aba documentos. Você clica na aba de documentos, vai descendo e vai encontrar aqui embaixo as fichas paraa prep, que vai ter tanto a ficha de cadastro quanto a ficha de atendimento. Ah, tem as Opções tanto de você pegar a ficha para imprimir, em preencher a mão, como tem a opção digitável que você consegue digitar na própria ficha para já imprimir com com tudo aí, com todos os dados que você que você precisa. E aí, as fichas são essas, tá? A gente, eu mostrei lá menorzinho aqui, tá um pouquinho maior. Esse
é o formulário de cadastro. vai ter os dados pessoais da pessoa, né? Nome, CPF, cartão SUS, nome da mãe, data de nascimento, enfim. E E como essa ficha aqui é de cadastro, ela vai ser principalmente essa questão do dos dados pessoais mesmo. Na ficha de atendimento é que a gente vai precisar colocar algumas informações clínicas ali da nossa conversa, né? se essa pessoa ela já participou, se ela, aliás, se essa pessoa ela já trocou sexo por dinheiro, se fez uso de droga injetável, se fez uso de substância psicoativa durante o sexo, né, nesse último período,
a pessoa que já tá em Acompanhamento, eu vou, ah, falhou aqui, vou indicar aqui como é que ela tá fazendo o uso dessa medicação. Enfim, ele ele é fácil de preencher, é autoinstrutivo, né? Só é você ir mexendo aí que você consegue identificar. Nesse primeiro momento, como eu falei, uma das coisas que a gente vai precisar identificar é se a pessoa tem HIV ou não. Então, é possível a gente utilizar o próprio auto teste de HIV, não sei se Todo mundo já conhece, mas aquele que a pessoa consegue retirar gratuitamente ou comprar na farmácia e
ele é feito por meio de fluido oral ou sangue. própria pessoa se testa em casa mesmo, pode ser utilizada paraa primeira dispensação da préia oral no contexto de teleendimento, tá bom? na forma presencial também pode, mas é é preferível que a gente utilize o teste rápido, mas se a gente só tiver o autoteste, vai ser o autoteste mesmo, porque a gente precisa garantir o acesso Dessa pessoa. Lembrando que depois que essa pessoa passou na consulta com a gente, que a gente fez toda essa avaliação, deu essas orientações, né, entregou a documentação, a pessoa tem até
7 dias para realizar o teste. Ah, tem apo tem até 7 dias depois dessa realização do teste para retirar a PREP na unidade dispensadora de medicamentos, né? Em cada município vai ter o local aí onde pode ser retirado. A gente consegue visualizar isso no próprio site do Ministério da Saúde, quais são os locais, os municípios e os locais em cada município onde essa medicação pode ser retirada. nos casos em que a pessoa ela demorar, né, a pessoa veio na consulta comigo, eu orientei, ó, você tem até 7 dias para passar lá para pegar a medicação.
Digamos que a pessoa não conseguiu, não retirou, enfim, chegou lá depois dos 7 dias, esse teste ele pode ser repetido para para que a medicação seja liberada, tá? Lógico que não pode Também a pessoa ir lá depois de 2, 3, 4, 5 meses. Aí precisa passar na nova consulta. Mas se passou um pouquinho aí do prazo e essa testagem pode ser feita no próprio local onde a pessoa retira a medicação. Lembrando de quais seriam os sinais e sintomas de infecção aguda pelo HIV, né? Lembra que eu falei agora a pouco que se a pessoa veio
paraa consulta, teve uma exposição a menos de 30 dias, né? Ah, e mais de 72 horas. Então, não dá mais Para usar a PEP, mas ainda tá dentro da janela imunológica. E ela tiver esses sinais, sintomas de infção aguda pelo HIV, eu vou pedir a carga viral e aguardar um pouquinho. Quais seriam os sinais de sintomas? Febre, malestar, cefaleia, fadiga, faringite, exantema, linfadenopatia cervical, submandibular, axilar, mialgia, artralgia, úlceras mucocutâneas, hepates, plenomegalia. Então, tendo esses sinais, a gente dá uma guardada para verificar se a pessoa Realmente não tem não tem HIV. E quais são as orientações
que eu vou dar para conseguir para conseguir iniciar essa prep, né? Como é que a gente inicia a pessoa? Ela vai iniciar com dois comprimidos. Agora que eu tô vendo que nessa apresentação toda eu não coloquei o nome da medicação, mas é fácil de achar. Entrecitabina é conenofobia, é um comprimido só. de entrecitabina com tenofobvi. Na própria ficha lá de Atendimento tem tem o nome da medicação. Mas enfim, a gente inicia com dois comprimidos. Então, no primeiro dia a pessoa vai tomar dois comprimidos da medicação e depois a pessoa segue tomando um comprimido ao dia,
preferencialmente sempre no mesmo horário. Essa orientação de ser sempre no mesmo horário é principalmente para para evitar que a pessoa esqueça, tá? Mas se a pessoa tá fazendo o uso diário, o importante é que ela tome todos os Dias. pessoa é ruim de memória, um dia toma de manhã, outro dia toma de noite. Tomando é o que é o que é importante pra gente, tá? Ah, a gente vai ver que tem um outro tipo de uso que é a prepanda. Nesse caso não, a gente tem que respeitar o horário direitinho, mas no uso diário dá
para tomar no horário que a pessoa lembrar. O tempo que leva pra pessoa alcançar a proteção. Então, a pessoa iniciou hoje com os dois comprimidos. Se for pra sexo anal ou sexo vaginal insertivo, ou seja, a pessoa que tá penetrando na vagina, essa pessoa que tá fazendo sexo analtivo, ela tá protegida a partir de 2 horas do uso. Então, tomou os dois comprimidos, depois de 2 horas essa pessoa já tá protegida. para o sexo vaginal receptivo, ou seja, aquela pessoa que tem vagina e que tá recebendo, né, que tá sendo penetrada, ela só vai estar
protegida a partir de 7 dias de uso. Uma Observação para mulheres trans, travestis ou outras pessoas que estejam em uso de hormônio à base de estradiol, a gente só tem proteção também a partir de 7 dias de uso, independente da prática sexual que essa pessoa esteja fazendo, tá bom? e não tem contraindicação da PREP para quem tá usando hormônio. Então, chegou uma pessoa trans para você, ela usa hormônio, enfim, não tem interação medicamentosa, não tem contraindicação, A pessoa pode usar a PREP normalmente. Outra coisa importante que acabei de lembrar que eu não coloquei, não existe
interação medicamentosa da PREP com álcool, nem com outras drogas. Então, a pessoa ela não precisa parar de usar a PREP no dia que vai beber ou porque tá usando alguma outra substância. Pelo contrário, né, nessas situações, em geral, a pessoa tá mais vulnerável. Então, aí é que a pessoa tem que tá em uso da da PREP, tem que estar protegida Realmente. É inclusive uma das estratégias que a gente tem de redução de danos. E para parar, né, às vezes a pessoa pergunta: "Ah, tô começando agora, como é que eu vou, como é que eu vou
parar de de usar? Eu, aliás, eu posso parar de usar quando? Como é que faz?" Então, se a pessoa deseja parar de usar, ela pode. Só tem que tomar alguns cuidados, né? Lembrar que quando a pessoa parar de usar depois de um tempo não vai estar Mais protegida. É a mesma coisa que quem tá usando anticoncepcional e que quando para de usar, né, volta a ter o risco de de engravidar. Nesse caso, parou de usar a prep, volta a ter o risco de de HIV. Eita, tem uma galera dizendo que tá sem áudio. Tá sem
áudio mesmo ou voltou? Confirmem aí para mim. Ali disse que tá normal o áudio. Tá, então vou vou dar seguimento. Eu acho que é só para algumas pessoas que devem Ter cortado. Então vamos lá. Ah, me perdi também. Onde é que eu tava voltando? Hum. Sim. Ã, como é que eu vou interromper? Então, se a pessoa ela pratica isso ao sexo analo vaginal insertivo, né? a pessoa é o ativo da o ativa da relação ali que tá é quem tá penetrando. A pessoa depois que teve a exposição, ela tem que garantir que vai usar por
pelo menos mais dois dias ah a medicação. Eu costumo dizer, ó, você tem que garantir Que você vai ter medicação no organismo por pelo menos mais dois dias depois do sexo. Então isso para pessoas que praticam sexo analo vaginal insertivo, né? Para quem penetra ali no sexo vaginal, para quem é penetrado ou penetrada no sexo vaginal, a pessoa ela precisa usar por pelo menos 7 dias depois da prática sexual para garantir que vai estar protegida. E para mulheres trans, travestis ou pessoas que usam hormônio à base de estradiol também a Mesma coisa. Tem que usar
pelo menos 7 dias depois da prática para poder para poder garantir que tá protegido, que tá protegida. E se a pessoa esquecer de tomar? Na hora que lembrar toma. Doutor, eu tomo todo dia de manhã. Ah, só lembrei de noite. Que que eu faço? Toma. Na hora que lembrar, toma a medicação. Se quando a pessoa lembrar, já passou 24 horas, toma só um comprimido do dia mesmo e depois segue tomando normal. Doutor, esqueci de Tomar ontem, só lembrei hoje. Tomo dois hoje? Não, não precisa. Hoje tomo só um e sigo tomando normalmente nos outros dias,
tá? A não ser que a pessoa passe dois, três, qu dias sem tomar. Aí quando voltar é como se tivesse voltando do início. Aí reinicia com dois comprimidos e segue tomando um comprimido ao dia. Lembrar que para pessoas que nasceram com pênis e que não estejam usando estradiol, tem evidência de que a pessoa continua protegida se tiver tomando, se Tiver tomado pelo menos quatro doses semanais. Já para quem nasceu com vagina ou para aquelas pessoas que nasceram com pênis e estão usando estradiol, a proteção ela só é mantida se tiver pelo menos seis doses semanais.
Que que é importante a gente saber isso? Se chega aquele paciente pra gente que diz que esqueceu um dia, né, um, dois dias, a gente saber se a pessoa continua protegida ou não. Lógico que a orientação, mesmo sabendo Disso daqui, é que a pessoa continue usando diariamente, né, pra gente reduzir aí os riscos de uma contaminação. Isso aqui tudo que eu vim falando era para o esquema de uso da Prep diária, mas existe uma outra forma de utilizar a PREP que a gente chama de PREP sob demanda. O que é essa PREP sobre demanda? É
uma estratégia onde a pessoa ela faz uso da PREP apenas quando ela for ter relação sexual, tá? Então quando É que pode ser indicado? Não é todo mundo que pode fazer o uso da prepanda. Então quem vai poder fazer? Pessoas que nasceram com pênis e que não estão usando hormônios à base de estradiol, então geralmente homensis. Ah, podem fazer uso. Isso por quê? Porque a concentração da medicação na mucosa vaginal, ela é um pouco diferente, ela demora um pouco mais ali para atingir uma concentração adequada na vagina. Então, pessoas com vagina não Podem fazer uso
da prep sobre demanda. pessoas que estão usando estradiol também, né? Ainda não tem estudos muito muito robustos, mas mas existe uma uma orientação que possivelmente existe uma interação aí da do estradiol com a medicação, isso pode acabar acabar alterando aí a resposta. Então a pessoa ela precisa ser uma pessoa que faz sexo menos de três dias na semana e que consegue se programar para tomar a medicação com pelo menos 2 horas de Intercedência. senão não não não tem efetividade. Então, mulheres sis, mulheres trans ou travestes que estejam usando hormônio à base de estradiol, precisam fazer
o uso da prep diária. Não tem, não tem como fazer o uso da PREP sob demanda, tá bom? A mesma coisa para aquelas pessoas que não conseguem se programar para usar a prepoas de antecedência. E aí, como é o esquema da prep sobre demanda, a pessoa tomaria, Né? Eh, vou ter uma relação hoje à noite, né, ou daqui a 2 horas, enfim. A pessoa toma dois comprimidos de 2 a 24 horas antes do sexo, depois toma um comprimido 24 horas depois da primeira tomada e outro comprimido 24 horas depois da segunda tomada. Então, esquema 2
+ 1 + 1, tá bom? Pode, esse esquema da exposição de de da pré sobre demanda, ele pode ser prolongado, né? Ah, então a pessoa toma dois comprimidos duas a 24 horas antes De iniciar a exposição e aí segue tomando um comprimido ao dia durante todos os dias em que tá tendo em que tá tendo exposição e depois que acabou a exposição toma mais um comprimido de 24 horas e outras 24 horas outro comprimido. Eu vi uma uma analogia do do Ronaldo Zonta, né, que é que é um médico de família lá de Florianópolis falando,
né, que é como se a pessoa ativasse a PREP e desativasse, né, ele costuma explicar assim. Então, para você ativar A prep, você toma dois comprimidos aí antes, fica tomando um comprimido ao dia, né? Tá ativada. Para você desativar, você tem que tomar o comprimido por mais dois dias depois da última relação, tá? Então, lembrando que mesmo no uso sobre demanda, a regularidade de consulta e de exame laboratorial é a mesma de quem tá fazendo uso da PREP diária. Vou já falar da regularidade de consultas, mas habitualmente a primeira consulta, o Primeiro retorno é com
30 dias. Depois disso, a gente fica acompanhando o paciente a cada 4 meses. Tem um site que ajuda a gente para avaliar a interação medicamentosa. Então, se a pessoa tá em uso de alguma outra medicação, a gente pode entrar nesse site aí, interaçõeshiv.esped.org.ar, R, ah, onde a gente consegue colocar aqui o nome da PREP junto com o nome das outras medicações e o site vai indicar Pra gente se tem alguma interação ou não. Na verdade, esse site ele serve pra gente identificar interações de todos os antiretrovirais, né, aí usados no tratamento da HIV e da
PREP. Então, a gente pode utilizar esse site para identificar se tem alguma interação ou não. E aí o segmento da pessoa em uso de PREP, né? a gente fez lá a primeira consulta, deu todas aquelas orientações, iniciou a PREP, né, por 30 dias e pediu Pra pessoa retornar depois de 30 dias. E aí eu vou avaliar se teve adesão ao tratamento, né, se apresentou algum efeito colateral muito ruim, perguntar a pessoa como é que foi, como é que ela se sentiu, identificar, aliás, verificar o resultado dos exames que a gente solicitou lá no início. Geralmente
a gente só vai precisar ter pedido lá no início creatinina e antihb. Além disso, a gente pede VDRL, se a pessoa já teve sífiles, né? Porque a gente precisa Ficar acompanhando com VDRL, mas senão geralmente vai ser creatinina e anti HBS que a gente pede lá no início e os testes rápidos que a gente faz na própria consulta. Verificar se tem sinais ou sintomas de IST da última consulta para cá ou de infecção aguda pelo pelo HIV, né? né? Conversar com a pessoa como é que foram as práticas sexuais aí nesse período, repetir testes rápidos
de acordo com o necessário. Lembrando que se a pessoa tiver Imunizada para hepatite B, a gente não precisa repetir o exame. A gente vai verificar isso a partir do do anti HBS. E se a pessoa teve sífiles prévia, a gente vai acompanhar com VDRL. Não adianta a gente ficar fazendo teste rápido, porque pode ser que ali tenha a cicatriz forológica, então não faz muito sentido pra gente acompanhar com teste rápido. Passado isso, tando tando aqui tudo OK, o nosso acompanhamento ele pode ser Feito quadrimestralmente, né? Então a cada 4 meses a gente vai ver esse
paciente, pelo menos aí no período inicial, OK? Aqui é um quadrinho que tem lá no próprio PCDT da PREP, onde vai mostrando a periodicidade do que que a gente tem que ir fazendo, tá? Então, quadrimestralmente, em cada consulta, vou avaliar sinais e sintomas de infecção aguda de HIV, avaliar o peso da pessoa, se teve efeitos adversos, se tá Tendo uma adesão adequada, avaliar as exposições de risco que essa pessoa possa ter tido ou não, ah, dispensar, né, ver se foi dispensada a medicação ou não adequadamente e ver se a pessoa vai continuar ou não a
prep. Vou geralmente repetir os testes rápidos de acordo com o que é necessário ou não, e fazer o monitoramento da da função renal. Esse esse esse exame de creatinina, ele pode ser a cada seis ou 12 meses. Se a pessoa não tem nenhum fator de risco, a pessoa, Lembrando daqueles fatores de risco que eu falei em relação à função renal, né? Se a pessoa não tem nenhum fator de risco, a gente só precisa fazer essa creatinina e repetir essa creatinina uma vez por ano. Se a pessoa tem fatores de risco, a gente repete a cada
6 meses essa creatinina, tá? E aí, sugestão, como a gente vai precisar repetir a creatinina a cada se meses, para quem a gente vai precisar monitorar, a gente não faz os retornos quadrimestralmente, A gente faz trimestralmente, porque três com três, né, a gente vai conseguir encaixar aí o tempo de pedir a creatinina com o tempo de retorno do paciente. E aí uma atualização que a gente teve, se não me engano, não lembro se foi esse ano, ano passado, mas é recente, eh para as pessoas que estão em uso de prepar pelo menos um ano. E
nesse um ano foi tudo OK, a pessoa não faltou nenhuma consulta, tá continuando tudo Direitinho, a gente pode fazer as nossas consultas a cada seis meses, né? Isso ajuda a ampliar esso, a gente, né, abre vagas para que outras pessoas também consigam fazer esse esse acompanhamento. Lembrando que tudo isso que eu tô falando pode ser feito acompanhamento tanto pelo profissional médico como pelo profissional da enfermagem como pelo profissional farmacêutico. Isso aqui é um fluxogramazinho que que ele é do Telesaúde. Então você encontra Fácil, botar lá telesaúde, PREP, no Google você vai encontrar que ele é
um resumo de tudo isso aqui que a gente já falou do fluxo que a gente deve seguir. Então a pessoa tem mais de de 15 anos sem doença renal e peso acima de 35 kg, teve relação sexual anal vaginal nos últimos 6 meses? Se sim, tem o risco aumentado de exposição ao HIV? E aí tem os indicativos aqui. Se não, não precisa usar prep. Se sim, realiza os testes rápidos. O teste de HIV deu reagente. Se sim, a gente vai fazer o tratamento, né? Não vai iniciar a prévia. Se não, aí segue aqui, eu verifico.
Teve relação sexual nas últimas 72 horas de risco. Se sim, eu faço a PEP, né? Não vou iniciar a PREP. Se não teve relação nos últimos 30 dias e tá tendo algum fator de risco, né? Sinais de alarme para para HIV. Se não, já posso prescrever a PREP. Se sim, eu vou pedir lá a carga viral e aguardar para poder iniciar, né, a prepacinação, Que é importante da gente acompanhar, verificar se a pessoa tá vacinada para hepatite B. Então, sempre pedi o anti HBS para verificar se essa pessoa já tá imunizada ou não. Se não
tiver, orientar a vacina. E aí, quem tá em uso de PREP, ah, tem o direito e tem, né, e é indicado que faça o uso da vacina de HPV e de hepatite A. Essas vacinas elas estão liberadas para quem faz uso de PREP, tá? Estão dentro aí do calendário vacinal para as pessoas que fazem uso de PREP. E aí a gente pode prescrever a vacina do HPV para pessoas aí de 15 a 45 anos, são três doses. E a vacina de hepatite A a gente pode prescrever para todo mundo, independente da da idade, são duas
doses, tá? Lembrando que se a pessoa já teve hepatite A, ela já tá imunizada. Não precisaria a gente fazer a vacina de hepatite A. Isso daqui é uma ficha. Deixa eu ver se eu coloquei aqui do lado. Não, ficou faltando um pedacinho aqui. Mas isso daqui é a ficha De para solicitar a vacina, para prescrição dessas vacinas. Tá lá no mesmo site, no mesmo local daquelas outras fichas que eu mostrei antes, aquele site azt.gov.br. BR. E aí é a ficha de o formulário de prescrição de imunizantes. Você só vai marcar aqui, ó, HPV, hepatite A,
indicar que é porque tá em uso de prep, preencher os dados da pessoa e seus dados aqui embaixo e pronto, né? a a pessoa já pode fazer a sua vacinação. Lembrando da questão da nossa comunicação clínica, nosso cuidado centrado na pessoa, a gente lembrar que a gente não pode fazer uma abordagem moralizante, tentar utilizar uma linguagem que não seja estigmatizante, apoiar a autonomia dessa pessoa, conversar francamente, né, sobre as práticas, o contexto em que ela vive, para que a gente consiga construir esse plano aí de cuidado de forma compartilhada com com essa pessoa. Ó, ficou
aqui na outra página, eu repeti. É isso aqui, ó. aqui mostrando de novo o formulário da vacina e aqui disponível naquele mesmo site na aba documentos. E é isso. Tentei dar uma corrida para não ficar muito longo porque a gente tá já à noite, né? Mas vamos lá, a gente vai dar seguimento e acho que agora o pessoal vai abrir para as perguntas, não sei. Acho que é isso. Obrigado, pessoal. E tá meu meu contato aí pelo pelo Instagram para quem quiser entrar em contato. >> Anderson, muito obrigada pela sua fala. Esse olhar interseccional que
você trouxe paraa PREP é bem importante, né, em casa com o que foi falado lá no início da nossa web palestra, que é objetivo que cada profissional que tá aqui hoje possa ser um agente de diminuição de iniquidades, né, no nosso território e mais ainda falando de PREP e PEP, né, esse olhar de de diversificar A nossa oferta conforme as vulnerabilidades. E então agora nós temos mais ou menos 15 minutos aí, uns 12 a 15 minutos para algumas perguntas. E nós tivemos algumas perguntas interessantes que eu vou começar aqui a trazer para vocês. Eh, primeiro
para Vanderson, eh, a gente teve a pergunta da Iona Amaral, que eu acho que casa um pouco com esse último slide que você trouxe sobre o cuidado centrado na pessoa, né? Ela trouxe assim: "Paciente com parceria HIV positivo, qual a melhor conduta, como orientar esse casal, né? Se você puder falar um pouquinho disso pra gente, aí depois eu tenho perguntas paraa Caroline também. Eu eu acho que é isso mesmo, assim, a gente pensar no no nesse método, né, no nosso famoso método clínico centrado na pessoa. A gente precisa, cada casal é um casal, então não
tem como ter uma fórmula mágica de que de como todos os casais a gente vai Lidar. Eu não entendi se a pergunta é: "Ah, o parceiro tem HIV e a outra pessoa não sabe ou não?" Não, mas eu acho que que é isso, assim, se a pessoa se o parceiro ele tá indctável, se a pessoa ela tá indável, ela ela não transmite, né? A gente tem legalmente também, a pessoa tem direito ao sigilo, então ela não é não tem obrigatoriedade de revelar ou não sua sorologia para o parceiro. Caso deseje revelar e e queira a
ajuda do profissional médico, a gente tá ali Para ajudar nesse processo, né? Já passei por essa situação algumas vezes do parceiro querer trazer a a parceria para consulta, para revelar em conjunto ali a a sorologia. A gente pode ajudar nesse processo, né? Depois de saber desse processo, é identificar o parceiro que não tem HIV, deseja fazer uso da PREP, não deseja eh a gente informar quais são as possibilidades, informar tudo isso que a gente tá conversando para que a gente consiga combinar, né, Pactuar mesmo esse esse cuidado para que cada um consiga decidir de forma
responsável aí esse esse cuidado continuado. >> Legal. Essa avaliação de risco, ela é compartilhada, né? Não é só avaliação de risco do profissional, mas como a pessoa se sente em relação à sua própria segurança. >> Uhum. >> Trê isso. Eh, tivemos uma outra pergunta aqui que tem a ver com o que Caroline Falou lá no começo da fala dela, que foi o Hélio, né? Ele trouxe como saberemos que o paciente está com essa urgência, né? se tratando de PEP, normalmente só se abre com médico na triagem. E aí eu até gostaria de complementar, porque realmente
tem a ver com o que você falou, as realidades eh de fluxo de atendimento nas unidades de saúde da família são muito diversas no Brasil e, né, temos demanda espontânea, Temos demanda programada, assim, eu queria que você trouxesse um pouco de estratégias para que essas essas pessoas pudessem ser acolhidas, né, assim, como envolver a equipe nesse cuidado para que a gente não deixe passar essas urgências, né, que não chegam dentro do consultório médico. >> Eh, é bastante difícil falar assim numa estratégia que funcione como numa estratégia que funcione para todas As realidades, é claro, né?
Eh, mas entendendo o trabalho como equipe, né, como uma equipe saúde da família, um trabalho que não seja médico centrado, é fundamental que todos os componentes da equipe estejam preparados para fazer esse acolhimento, né? a gente fala, a gente fala muito assim na que acolhimento não é atendimento. Então o acolher, o entender pode deve ser feito pelos agentes Comunitários de saúde, né? né? Às vezes, eh, a gente tem os ambientes de de acolhimento e o primeiro, né, o primeiro contato do paciente na unidade de vez cheio, unidades, né, que eventualmente conhecem os agentes comunitários, a
gente conhecem os os vizinhos, estão lá para atendimento também. Então, às vezes, é um olhar que precisa ter do agente de saúde que tá ali na frente. eh entender que a pessoa tá um pouco mais Eh desconfortável de falar o que que aconteceu, que não tá tangenciando ali o assunto de ter esse olhar, levar para um lugar mais reservado, conversar, às vezes até fazer uma orientação assim para poder passar pro profissional que tá em atendimento eh um pouco mais refinado, né, essa questão do tempo, essa questão se foi uma exposição se não foi eh, assim,
de maneira geral, uma estratégia é essa. É, ou se isso não for possível, né? Se se o Paciente tiver essa essa dificuldade de falar mesmo em um lugar mais sigiloso pro agente comunitário da gente mesmo às vezes parar o atendimento, tem o agente comunitário sinalizar, a gente mesmo parar o atendimento, né? Passar e chamar o paciente para entender se é uma urgência, se é assim. E aí a gente consegue mesmo num fluxo grande de atendimentos que às vezes acontece as demandas programadas, demandas eh demandas livres e tudo mais, de vez no Horário que pega ali
no final do turno, a gente já querendo ir embora e tudo mais, a gente pegar o paciente e entender assim até, né, fazer ali as quatro perguntinhas, os quatro passos rapidinho assim, se foi uma exposição mesmo, se teve eh exposição, contato com material, se tem mais de 72 horas. Beleza, a gente vai precisar fazer um teste rápido, mas não precisa ser com a surgência toda, porque já se passaram as 72 horas, não foi uma exposição de Risco, a gente precisa fazer mais uma orientação, uma testagem. Então, se esse contato com com o agente comunitário já
não é tão exitoso, cabe a gente que tá em atendimento também ter essa conversa inicial que não leva 5 minutos pra gente entender se precisa mesmo passar essa pessoa na frente, se é uma urgência mesmo ou se não. >> Perfeito, obrigada. E tem a ver com que Vandson falou. também, né, de de promover essa educação e saúde dentro da Nossa equipe, né, assim, então as as pessoas da equipe terem clareza das ofertas, né, da carta de serviços que é possível ofertar ali na unidade. Uma perguntinha que veio aqui no final, e aí vocês ficam à
vontade para ver quem que responde. Eh, a Silvia pediu para falar um pouco sobre a profilaxia da hepatite B com imunoglobulina em grupo de risco. Eu tô entendendo que ela eh eh quer saber talvez um pouco mais sobre essas outras profilaxias que Podem ter diante de uma exposição de risco para além do HIV. Acho que pode pincelar sobre o assunto, né, que não é o tema da nossa web palestra, mas são dúvidas que surgem aqui no finalzinho de quem tá realmente vendo. Então é legal responder. >> Então eh quer falar, Carol? >> Não, pode falar,
>> tá? Eh, essa profilaxia que a gente não faz para todo mundo. Ah, trans camisinha, vai fazer a profilaxia para Hepatite B. Na verdade, issoia uma profilaxia mais voltada para quem teve relação com alguém sabidamente portador da hepatite B ou paraa situação de exposição a material biológico potencialmente contaminado. Ah, bebê, né, recém-nascido, filho de mãe com hepatite B. Tem algumas situações específicas em que essa profilaxia vai ser feita e é feita com a imunoglobulina, associada já com a vacinação. Eh, o ideal é que seja feito Nas primeiras 24 horas essa imunoglobulina aí já nas primeiras
24 horas após exposição e a gente já dá segmento com a vacinação. Lembrando que isso é feito para quem não está vacinado, né? Então, como o ideal era que nossa população inteira estivesse vacinada, ah, o ideal é que a gente não não precise disso. Então, a gente precisa incentivar essa vacinação para não para não precisar, né? Eh, lembrando também complementando o Anderson, é que A vacinação faz parte da prevenção combinada, né, e faz parte do calendário da criança, do adolescente, do adulto, do idoso. Então, é de suma importância que a gente tenha também coordene esse
cuidado, a gente faça essa avaliação de caderneta e eh oriente a vacinação mesmo fora de casos de exposição. >> Ótimo, Carol. essa última fala sua casa até com a última pergunta que eu vou trazer aqui pra gente pra gente finalizar, que >> foi a Ariane, eh, ela trouxe assim uma pergunta sobre aquela pessoa que fica no meio dos fluxos, digamos assim. Então, ela trouxe >> por quanto tempo devemos acompanhar uma pessoa que teve uma exposição de risco para HIV, mas passou das 72 horas? Eh, não tem eh eh mais um tempo hábil para PEP, mas
eh oportunizando o atendimento dessa pessoa, o que que entra nessa avaliação assim de maneira mais sistematizada? >> É assim, depois que passou o delta T, infelizmente que a gente tem para fazer testagem, né? testar eh fazer um teste rápido, de preferência no momento do atendimento mesmo, pra gente já identificar se eh essa pessoa teve a exposição, mas tem entender o estatusológico dela, né, se já é um teste positivo para tratamento. eh verificar também eh as questões de risco, orientar, né, a o sexo seguro, a Prevenção, né, aquela mandada da prevenção e retestar eh em geral
três a quatro semanas depois. >> Perfeito. Tem a mandala ali como um guia, né? >> Sim, né? Quando se perder ali nos fluxos, a Mandala pode trazer essa essa carta disponível, né, de ofertas. >> Uhum. >> Então, eu queria agradecer novamente Carol e Vanderson pela palestra de vocês, pela clareza, pela generosidade Em compartilhar esse conhecimento tão importante paraa atenção primária, que tem tudo a ver com os atributos da atenção primária, né, e da saúde da família que a gente quer construir nos territórios. Eu agradeço também a todo mundo que acompanhou aqui até o final, que
deixou sua pergunta, que deixou seu comentário pela participação ativa. E eu gostaria de lembrar que o link da presença permanece disponível nos comentários, né? É importante inserir a Senha 5579 para que a presença seja registrada. E essa esse link pode ser respondido até meia hora após o final a finalização aqui da nossa web palestra. Então eu desejo a todos vocês uma excelente continuação da semana, que esse conteúdo fortaleça ainda mais a atuação de cada profissional que tá presente aqui hoje na promoção da saúde dos nossos territórios com esse olhar interseccional paraas nossas Vulnerabilidades. É isso,
gente. Boa noite, até a próxima atividade. >> Boa noite. >> Boa noite, pessoal. [música] Até mais. >> [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] >> เฮ [música] [música] [música] เฮ [música] [música] [música] เฮ [música] [música] [música] >> [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] >> เฮ [música] [música] [música] [música] เฮ [música] [música] [música] >> [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]