Esses são alguns dos cadernos que desde 2016 eu venho capturando, anotando e escrevendo tudo que eu estudo, aprendo e tento memorizar. Mas repare que aqui nesse peso todo existe um dos maiores problemas que um autodidata pode enfrentar. E o problema é o esquecimento.
Não basta eu anotar todas as coisas que eu desejo aprender em um caderno, pois se eu nunca mais olhar esse caderno ou se eu olhar na primeira semana e nunca mais olhar, se eu perder onde é que tá aquela informação no caderno e ter preguiça de voltar, todos esses problemas me fizeram chegar a uma conclusão de que o simples fato de capturar o que eu tô vendo no vídeo, lendo no livro, que eu estou estudando em um caderno ou em uma mídia física, não é o suficiente para eu memorizar. Tá? Não é o suficiente para que eu faça a manutenção das informações que eu estudo ao longo do tempo.
Exatamente por isso que nesse vídeo aqui eu vou te mostrar o método completo de revisão que eu desenvolvi ao longo desse tempo, que corta no mínimo 70% do tempo de estudos usando janelas de revisão estratégicas que eu vou te explicar daqui a pouco o que são também. Você vai aprender as melhores técnicas para transformar o esquecimento, que é o normal de um estudante amador, em uma supermemória, que é a manutenção do conhecimento aprendido ao longo do tempo. E por último, você vai aprender o que nunca deve ser feito dentro de uma sessão de revisão e em oposição a isso, o que que de fato tem que ser feito.
Mas antes, se você é novo por aqui, nesse canal eu falo sobre autodidatismo. Vi que vários inscritos chegaram recentemente. Então, boas-vindas para você.
Espero que o conteúdo que eu mostro aqui para você seja super útil. O nosso primeiro passo é entender o por que a gente esquece o que estudamos, porque a gente não aprende uma vez e permanece aquele conteúdo ao longo do tempo na sua memória. Ao entender isso, você vai perceber e vai ficar claro, eu acredito daqui a pouco, que é essencial o papel que a revisão tem no seu aprendizado.
Mas preste atenção, porque tem um problema aqui que costuma acontecer, que é uma confusão comum quando o assunto é revisão. Então, ó, as pessoas costumam acreditar que revisar é igual a estudar novamente. Ah, vou revisar o caderno, pega o caderno, começa a abrir.
Vou revisar a apostila, pega apostila e começa a reler. Ou seja, no passado ele leu uma vez e agora vai ler novamente. Isso não é revisão.
Quando você tem esse tipo de pensamento, ele te leva a agir de uma determinada forma, estudar novamente as anotações realizadas, que é o que eu disse. E por isso que é tão essencial você entender como que o esquecimento dos conhecimentos que você adquiriu acontece para que você evite cair nessas mesmas armadilhas no futuro. E para entender isso, eu vou te mostrar o quadro do esquecimento.
Então vamos entender aqui como que tudo começa. Imagine o seguinte, a gente tá numa linha do tempo. Saber disso é importante porque é uma sequência que a gente tá fazendo aqui.
Então olha só as informações. Vamos imaginar um quadradinho sendo um pedaço de dados, tá? Essa informação aqui, ela chega até você pelos seus estímulos sensoriais.
Então, o seu olho, o seu tato, o seu ouvido, a sua mão, etc, etc, etc. O que acontece é que a maior parte dessa informação que chega até você, vamos colocar aqui, 80% dessa informação, ela é esquecida, né? porque ela não é relevante.
Então, ah, o barulho, o cachorro que cantou, a pessoa que gritou, o cheiro que você sentiu, a maior parte dessas informações não são relevantes. Então, essas informações são o quê? São esquecidas.
Mas parte dessa informação, vamos colocar em verdinho aqui, ó, parte dessas informações, vamos dizer, os 20%, elas, de alguma maneira elas serão lembradas. E o que que faz com que uma informação que você tá recebendo dos seus estímulos, dos seus sentidos, o que que faz que uma informação que tá vindo lá do mundo se torne relevante para você? O que faz é a sua atenção, o que puxou a sua atenção, o que chamou a sua atenção.
Então, olha só, quando a informação chega até você, se você não presta muito atenção, ela é esquecida. Quer dizer, então, Adriano, se eu prestar atenção, eu vou lembrar para sempre? Não, por na memória de trabalho, ou seja, a atenção faz com que pedaço da informação seja enviado para cá.
Na memória de trabalho, algo precisa acontecer para que essa informação vá para a próxima caixinha aqui. Quando isso não acontece, a informação também é esquecida. Aí você quer entender porque o esquecimento acontece.
A gente já tem dois motivos. não era relevante, então foi esquecida porque você não prestou atenção. Você não fez o trabalho necessário, então a informação também é esquecida.
Adriano, qual é o trabalho necessário? O trabalho necessário é essa codificação que a gente vai ver ao longo do vídeo de hoje. Mas quando você faz essa codificação, a informação ela vai ser enviada aqui pra sua memória de longo prazo.
A sua memória de longo prazo é basicamente o local que essas informações ficam armazenadas por muito e muito tempo. Mas aqui nessa fase a informação também pode ser esquecida. Note essa setinha amarela.
O que que faz a informação ser esquecida? é a falta de uso, a inutilidade de uma informação faz com que ela seja esquecida. Aí você me pergunta: "Como eu faço para essa informação ser útil e permanecer na minha memória por muito mais tempo".
Para isso, você vai precisar fazer esse R aqui, que é a recuperação. Então, a gente tem um círculo virtuoso aqui. Percebe?
A informação que você presta atenção é codificada. Uma vez codificada, ela é recuperada. Esse processo faz com que uma informação fique um dia, depois ela tenha o seu prazo de esquecimento aumentado para uma semana, depois ela aumenta novamente, digamos, para 3s meses ou algo nesse sentido.
E toda vez que você faz essa recuperação, esse prazo tende a aumentar no tempo. Percebeu que existem quatro fatores que contribuem para o seu esquecimento? Se a informação não é relevante, se você não prestou atenção, se você não codificou e se você não fez a prática de recuperação.
Esses quatro fatores fazem com que uma informação que você estudou seja esquecida completamente ou parcialmente. Então, para fazer tudo isso funcionar, a gente vai utilizar um sistema, uma metodologia que você pode repetir em qualquer matéria, em qualquer circunstância. Ele vai funcionar usando essas três etapas aqui em sequência.
Eu coloquei um círculo na frente delas porque eu quero que você imagine que isso é como se fosse um círculo. Primeiro, os períodos, as técnicas, a identificação, aí volta. E aí você consegue ao longo do vídeo entender que existe um ciclo de revisão que você deve fazer ao longo do tempo.
E tudo começa com a etapa número um, que são os períodos. As informações aprendidas permanecem frescas na memória por um período curto e depois vão desaparecendo a cada novo dia. Então, você estudou algo, aprendeu, dormiu, amanhã você já não lembra muito mais.
Daqui uma semana já não lembra quase nada. Daqui um mês você tem uma sensação de familiaridade. Ó, eu já estudei isso antes, mas eu não lembro necessariamente o que que é.
Se alguém me perguntar o que que é isso, o que que é aquilo, defina isso, defina aquilo, eu não vou saber o que que do que que a pessoa tá falando. E a frase que eu coloquei aqui, ó, você pode ser um mestre hoje, mas em um mês pode ter voltado a ser um amador. Beleza?
O que que eu faço? Use diferentes estilos de revisão em diferentes períodos, janelas de revisão estratégica. Então, as janelas de revisão vão te permitir fazer a manutenção estratégica ao longo da sua semana para aquelas informações que você compreendeu.
Eu tô usando três tipos de revisão e eu vou explicar como os três tipos funcionam aqui com exemplos. Vamos aqui pra revisão do tipo um, revisão imediata. Você deve usar essa revisão logo depois de ter estudado.
Então eu estudei hoje, fiz uma anotação, aí eu faço essa revisão imediata. Uma frase que eu parafrasei do Pierre Luigi é assim, ó. O que foi estudado hoje precisa ser revisado hoje.
Aí você pode se perguntar, Adriano, por que que eu deveria usar esse tipo de revisão imediata? Por que que eu não posso aprender algo aqui? Vi uma aula de uma hora, fiz anotação, beleza, tomou água, vou estudar mais outra hora de uma outra matéria, de outro conteúdo.
Por que que eu não posso fazer isso? Bom, você pode, mas existem inimigos da memorização que vão prejudicar essa esse conhecimento que você adquiriu. Olha só, o primeiro inimigo é achar que você entendeu quando você não entendeu.
Então você pode até achar que o que você viu na aula fez sentido, que é interessante, que você aprendeu, mas quando você é testado, você não consegue resolver o problema. Você não consegue relembrar o conceito, a circunstância, o tema. Você não consegue provar por meio de escrita que você de fato aprendeu o conteúdo.
E percebe o problema? Quando você não consegue provar, quer dizer que você de fato não aprendeu. Você acha que aprendeu.
Inimigo dois, o conhecimento na sua cabeça está errado. Então, por algum motivo, quando alguém explicou algo, quando você leu algo, você compreendeu aquela informação de maneira equivocada. você errou.
Mas quando você faz uma revisão, você consegue perceber o erro. Por quê? Porque normalmente uma revisão vai mostrar ali a parte correta da coisa.
E o inimigo três é o conhecimento. Na sua cabeça tá incompleto. Então é o problema do Sol Can, né?
o inventor lá da Canademy, ele falava que ele tinha um problema com o ensino normal de estudos, porque os estudantes passavam ano após ano com gaps de 30, 40, 50% do currículo pré-definido um ano atrás e mesmo assim os professores e as escolas deixavam esses alunos passarem de ano com esses gaps enormes. Aí quando eles chegavam no ensino superior, o gap era tão grande que eles não conseguiam performar. Então, para resolver esses três problemas, os três inimigos da memorização, a gente faz uma revisão imediata.
Como que você vai fazer? Você vai usar uma técnica chamada recordação ativa. Para usar essa técnica, você vai usar esses quatro passos aqui.
São passos simples, tá? Primeiro você vai acabar de estudar, você vai pegar um papel de rascunho e uma caneta e você vai tirar os materiais do seu campo de visão. Se você tiver duas mesas, você sai dessa mesa e vai para uma outra para fazer esse exercício.
Você vai escrever de maneira livre o que você acredita ter estudado no dia. Agora, preste atenção que isso aqui é importante. Busque escrever sentenças completas.
Caso não consiga, escreva palavras relacionadas. O importante aqui é você aceitar um desconforto para produzir esse conteúdo. Você vai escrever mesmo.
Eu estudei sobre divisão hoje. Aí eu coloquei ali, a divisão tem esses elementos, a divisão tem essas propriedades, a divisão é feita usando esse ou aquele. Eu tive dificuldade com esse tipo de divisão ou eu não consegui entender esse ponto.
Eu ficou muito claro para mim aquele outro ponto. E você vai escrevendo até você acreditar que você finalizou a produção de tudo aquilo que você aprendeu ou entendeu no dia. Como é uma revisão imediata, o intuito aqui é que você gaste pouco tempo, de 5 a 10 minutos.
E o processo é mais ou menos assim: eu assisti uma aula, eu estudei uma sessão de estudos, agora eu tô numa pós-sessão de estudos, eu tô ali no momento de fazer um apanhado geral do que eu aprendi. A revisão do tipo dois é a revisão diária. Essa revisão diária, ela vai para além do que você acabou de estudar, ela vai para um escopo mais geral.
Primeiro, é um hábito de revisão diário. É o tipo de revisão mais importante, pois é com esse tipo que vai acontecer a manutenção dos conhecimentos estudados ontem, há um mês atrás ou há 5 anos atrás. Como exemplo, eu trouxe esse Ank aqui, que é um flash card, que eu vou explicar daqui a pouco no vídeo.
Eu quero que você note que aqui embaixo eu tenho quatro botões, tá vendo? Esses botões estão representando o prazo onde esse card vai ser mostrado para mim novamente. Isso quer dizer o quê?
Que se quando a pergunta apareceu para mim, eu tiver respondido corretamente e eu falar: "Pô, muito fácil". E eu clicar aqui em fácil, esse card só vai aparecer para mim novamente daqui a 9 anos. É isso que eu quero dizer quando eu falo sobre manutenção da memória.
É o tipo de conhecimento que vai permanecer e vai envelhecer com você, vai acompanhar você ao longo de toda a sua vida. E como eu mostrei agora a pouco, a maneira como você vai fazer isso é usando essa técnica chamada flash cards. Eu preciso que você entenda que flash card, eu vou te explicar daqui a pouco o que que é e como fazer, mas ele tem uma peculiaridade.
Você pode fazer ele de uma maneira, como eu vou te mostrar aqui, simples, mas você pode também complicar. Se você quiser um vídeo específico sobre flashcards, escreva aqui, comente aqui que eu faço um aprofundando nas regras de criação de flashcards. Então, eu trouxe alguns exemplos de flashcards para que seja mais fácil de você fazer aquilo.
Primeira coisa, tem uma regra que eu não vou aprofundar aqui, mas é a regra da simplicidade dos flash cards. O flash card precisa ser simples, precisa ser vapt vupt, precisa ser algo passivo de ser revisado em menos de um minuto. Um exemplo aqui, ó.
Quantas fases tem a mitose? Você tem que pensar, refletir e chegar numa conclusão. Quatro fases.
Beleza, Adriano? Eu não sei que são quatro fases, mas olha só, quando você tiver que revisar isso daqui, você vai pegar um papel e vai falar: "Mitose, o que que eu lembro de mitose? Lembro disso, lembro daquilo?
Blá blá blá blá blá blá. " Ah, são quatro fases. Então, é a partir do brainstorm que você vai chegar na resposta.
A pergunta dois, quais são as fases da mitose? prófase, metáfase, enáfase, telófase, entende? Então ele te pede um pouco de reflexão e te pede também um pouco da resposta.
Depois, como memorizar a ordem das operações? Aí tem aqui o mnemônico, pendas, parênteses, expoente, multiplicação, divisão, adição e subtração. Beleza?
tipo dois de flash card, flashcard de comparação. Então aqui tem flash card super simples, mas aí ainda você encontra categorias ou maneiras, estilos de flash card. Então ó, qual é a diferença entre permutação e combinação?
Permutação, a ordem importa e combinação, a ordem não importa. Você vai comparar coisas, você vai se questionar sobre coisas diferentes. Tipo três, flash card de aplicação.
Aí vai ter uma pergunta, resolva isso daqui. Aí você vai ter que resolver, tá? Então, isolar o X, fazer a distribuição, etc, etc.
Pode ser uma matemática financeira, pode ser a aplicação de uma regra gramatical em uma frase, em uma sentença, um encontro de certas classes gramaticais dado uma sentença. E aí a resposta vai ser todas as classes que estão ali aparecendo naquele parágrafo. Percebe?
Essa aí é a maneira como você faz e cria múltiplos flashcards e revisa todos os dias. Agora você tá vendo todos os meus baralhos de flash cards. Vou pegar aqui o de matemática para você ver, ó.
Eu tô todo dia revisando ele. Eu reviso ele no primeiro bloco do da sessão de estudos e eu reviso em média 18 cards por dia. Demora ali entre 10 e 30 minutos.
Se eu clicar aqui em estudar agora, você vai perceber que aparecem vários cards aqui e eu vou ter que colocar ali o que que eu acho deles. Mas aí eu vou voltar para não atrapalhar os meus estudos. Se eu for ali em psicologia, eu vou encontrar outros tipos de flashcards que eu vou precisar refletir, pensar e escrever.
Esse daqui é um tipo de flash card que ele vai esconder partes da imagem e depois ele vai me perguntar qual que é essa em vermelho e aí ele vai me mostrar. Se eu tiver acertado eu aperto fácil, se eu tiver errado, eu aperto de novo. E por aí vai.
Saber diferentes tipos de flashcard vai te ajudar a testar diferentes ângulos do seu conhecimento. Então, o mesmo conhecimento pode ser acertado de diferentes maneiras, o que vai te ajudar a ativar a variabilidade do seu conhecimento. Ou seja, um domínio conceitual de um assunto não é suficiente porque você ainda precisa de um domínio contextual.
a maneira como você vai usar, dado certas circunstâncias e você consegue praticar isso através dos flashcards. O tipo três de revisão é a revisão semanal. Essa daqui é a revisão que a maior parte dos estudantes, que eu já expliquei isso daqui, até mesmo em consultoria, eles não usam.
Não sei por, mas a maior parte dos estudantes detesta e evita fazer uma revisão semanal. Mas eu vou te explicar. Essa daqui é uma revisão aérea, uma revisão por cima.
É onde você vai dar uma olhada geral no seu aprendizado para ver se está tudo nos conformes e o seu projeto está ou não tá avançando. Ou seja, ele tá avançando, tá travado ou tá retrocedendo. Eu criei um sisteminha rápido para você fazer isso daqui toda semana para levar ali menos de 30 minutos.
Beleza? Como que você vai fazer? Primeiro, tenha metas claras toda a semana e avalie ela na revisão semanal.
Então você vai, por exemplo, no domingo escrever as metas e quando chegar na sexta-feira você vai reler as metas e vai falar: "Bati a meta ou não bati? " Depois olhe o seu calendário e veja se algum compromisso da semana que acabou ou da semana antes dessa não avançou e anote que precisa ser feito. Aqui é o quê?
Você abre o calendário, ah, isso daqui era para mim fazer e eu não fiz. Aí você captura, escreve no seu planejamento para você fazer na próxima semana. E o três é analisar os objetivos um a um e usar as cinco perguntas chave da reflexão ativa.
Você vai ter objetivos, beleza? Que que você vai fazer com seus objetivos? Vai refletir.
Lembra que eu falei que você tem que fazer um planejamento da sua semana? E nesse planejamento você vai escrever as metas e agora é hora de refletir sobre eles. Como que você vai fazer?
Conquistei o que eu queria conquistar? Sim. Não e por quê?
Ah, eu queria ter avançado meu projeto de matemática. Conseguia? Não consegui, queria ter avançado meu projeto de contabilidade.
Consegui, não consegui. Queria ter avançado meu processo de meu projeto de Python. Python com Excel.
Consegui não consegui. E por quê? Que que aconteceu depois?
Onde eu fracassei nessa semana? Ah, eu era para estudar de tanto a tantas horas. Por preguiça não estudei porque não era forçado, porque não tinha prova, porque eu não fiz.
Beleza? Onde eu tive sucesso essa semana? Nossa, eu acordei cedo por algum motivo e consegui fazer duas horas de estudo de manhã.
E aí quando deu a noite, que era outro horário de estudar, eu estudei também e consegui pegar 5 horas em um dia só para estudar e avancei demais no meu projeto. Beleza? Quatro.
O que eu vou parar de fazer na próxima semana? Eu reparei que eu tô anotando demais. Eu tô transcrevendo as aulas e eu nunca olho as anotações.
Eu tenho que parar de fazer isso e começar a praticar a recuperação, o que leva a gente pra última, porque eu vou começar a fazer na próxima semana. Você vai começar a fazer a prática de recuperação. Ah, não, vou começar a fazer o mapa mental.
Ah, não, vou começar a tá entendendo uma coisa, tá? uma coisa para ficar fácil e você não desistir. Agora a gente entra na etapa dois, mas antes eu quero te fazer um convite.
Eu criei um treinamento chamado formulabilidade de estudos e lá eu explico métodos, sistemas e templates de como que você faz para memorizar com menos anotações e menos exercícios. Eu acredito que o aprendizado pode ser dividido em três grandes etapas: a produtividade, a compreensão e a memorização. Na produtividade, eu te ensino a planejar os seus projetos de aprendizado, a estabelecer as suas metas de desenvolvimento de competência e como que você vai chegar até essas metas.
Depois eu te ensino a criar um projeto de aprendizado do zero para que em três meses mais ou menos você consiga bater aquele projeto. Depois em compreensão, eu te ensino a usar técnicas de anotações e outras estratégias para compreender um assunto, mesmo aqueles mais difíceis, do zero até o nível que você esteja satisfeito. E depois que você se organizou e se planejou, estudou e entendeu a informação, a gente precisa manter essa informação na nossa memória.
E para fazer isso, eu vou te ensinar estratégias de memorização natural e estratégias de memorização artificial. E assim a gente encerra ali o currículo do treinamento. Eu fiz um vídeo explicando em mais detalhes como ele funciona e você pode assistir clicando aqui no link da descrição ou do comentário fixado.
Então, se você quiser se tornar um auto de data em 2025, conheça o Fórmula habilidades de estudos. Mas voltando, agora a gente está na etapa dois. E a etapa dois é interessante porque é basicamente um resumo de todas as técnicas que eu vou te explicar nesse vídeo.
Eu dividi essa tabela em momento e técnica. Então, digamos que você acabou de estudar, que que você vai fazer? Você vai fazer uma revisão imediata.
E qual técnica você vai usar? A recordação ativa. Fazer uma tabela dessa é importante porque, digamos que daqui um mês você veja um vídeo meu onde eu explico uma técnica melhor para fazer uma revisão imediata.
Você pode vir na tabela e fazer uma substituição ou pelo menos experimentar essa nova técnica aqui nesse momento. Depois a gente tem a revisão diária usando flash cards. Depois a revisão semanal usando duas coisas: o autoteste e a identificação de fraquezas.
Uma vez que você saiba quais são as técnicas que você vai precisar implementar e como que você pode comutar essas técnicas ao longo do tempo, a gente vai pra etapa três desse método. A etapa três é a identificação. Que que vai acontecer aqui?
Dentro da sua revisão semanal, você vai precisar identificar os problemas que precisam ser resolvidos e escrever pelo menos uma próxima ação para resolvê-los. Então aqui é uma tentativa de identificar um problema e definir pelo menos uma coisa que você vai fazer para resolver esse problema. Não necessariamente precisa resolver 100%, mas pelo menos avançar ele.
E aqui eu entro com a teoria de estudos que eu tô usando há algum tempo, mas é claro, eu fiz questão de colocar aqui um asterisco. Só existem três tipos de problemas para autodidatas. Tipo um, reconhecer e não recuperar, esquecer o que estudou ou errou.
É aquilo que eu falei anteriormente, você reconhece o que você acabou de estudar, mas você não consegue recuperar. Se eu te der uma folha em branco e te perguntar coisas relacionadas à suas anotações, você não vai conseguir escrever nada, entendeu? Esse é o problema.
A solução é dá um passo para trás. Eu fiz um vídeo aqui no canal, se eu não me engano, o último vídeo que eu postei, onde eu falo sobre como aprender coisas difíceis. Lá dentro eu explico essa técnica de dar um passo para trás.
Eu recomendo fortemente que você assista esse vídeo. O tipo dois acontece quando você esquece mesmo o que você estudou. Lembra do quadro?
Quando você estudou algo e fez a codificação, essa informação tá ali na sua memória. Mas se você não fazer a prática de recuperação, ela vai enfraquecer. Então, a gente precisa o quê?
Fortalecer essas memórias. E para fazer esse fortalecimento, a gente executa algumas práticas de recuperação em conjunto com a revisão do material base. Então você pode separar uns 10 minutos, 20 minutos e dividir mesmo no seu cronômetro um tempo paraa prática de recuperação e logo depois você faz a revisão do material base.
O problema do tipo três é quando você erra uma informação, você de fato aprendeu de maneira equivocada. A solução aqui é muito fácil. você precisa descobrir o que que é o certo daquela questão e depois você treina em vários ângulos diferentes.
Por exemplo, em matemática, que eu tô estudando com mais frequência hoje em dia, o que eu faço quando eu percebo que em um tipo de questão eu tô tendo muita dificuldade, eu busco alguns exercícios sobre aquele tópico em específico e começo a fazer uma revisão espaçada com esses tipos diferentes de exercícios. Eu tô tentando treinar ângulos diferentes de solucionar aquele problema. E aí eu me familiarizo de uma maneira e também ganho domínio sobre aquele tópico que é muito difícil para mim por algum motivo.
E falando de assuntos difíceis, muitos estudantes não conseguem avançar os seus projetos de aprendizado porque eles ficam empacados com a dificuldade do assunto. E você vai perceber que quando a gente fica assim, a gente acaba consumindo os mesmos materiais de formas repetidas. Então você vai assistir uma playlist de matemática e depois você vai ver outra playlist, aí você vai ver um outro curso, aí você lê um livro e você nunca consegue avançar, seguir em frente na sua jornada de aprendizado.
E por isso eu fiz esse vídeo aqui, onde eu explico o método que eu utilizo quando eu encontro um assunto muito difícil. Eu não fico imerso em conteúdo nessas partes. Eu uso o meu cérebro para forçar as informações a fazerem sentido na minha cabeça.
Por esse vídeo eu fico por aqui. Eu espero que ele tenha sido super útil. Agradeço pela sua atenção.
Te vejo na próxima. Ciao. Ciao.