mas eu queria fazer a pergunta sobre o governo brasileiro a senhora V coerência do governo brasileiro eh lidando com esse Esse aspecto eh específico Professor Lembrando que o Brasil eh dos Bricks é o único país que tem votado consistentemente contra a Rússia nas resoluções eh da ONU o embaixador o atual Embaixador brasileiro eh na Ucrânia usa inclusive dizendo que moralmente o Brasil está ao lado da Ucrânia ele tem falado isso a senhora acha coerente eh essa posição eh do presidente a posição da diplomacia brasileira nesse momento sim Sérgio acho que a posição do Brasil é
uma posição bastante consistente como você mesmo falou o Brasil é o único país dos Bricks pelo menos da formação convencional dos Bricks né a gente não tá falando dos Bricks expandidos mas é o único país dos Bricks que Vota contra a Rússia e Salvo engano só não votou contra a Rússia né que não foi não não foi uma votação contra a Rússia mas só não só votou desfavorável à exclusão da Rússia do Conselho de direitos humanos Salv Essa foi a única votação em que o Brasil eh eh foi foi desfavorável Mas voltando ao ponto eu
acho que a posição do Brasil é uma posição consistente o presidente Lula falou de tradição eh o Brasil e a diplomacia brasileira tem essa tradição de buscar se apresentar como uma terceira parte confiável né como um um negociador confiável entre as partes pelig gerantes entre as partes intenção eh o Brasil fez isso por exemplo na tentativa de negociar o acordo dos Estados Unidos Irã e Turquia eh vem circulando na América Latina e acho que isso também tem circulado na diplomacia brasileira a possibilidade do Brasil e dos países da América Latina assumirem uma posição de um
não alinhamento ativo ou seja ativo no sentido de se posicionar perante a busca pela pelo encerramento do conflito de se posicionar pela defesa dos Direitos Humanos de se posicionar favoravelmente à paz mas ainda assim ter autonomia para por exemplo estabelecer relações econômicas com a Rússia com a Ucrânia na medida em que essas relações econômicas são importantes por exemplo paraa economia brasileira eh e eu acho que quando o presidente Lula fala que os dois lados precisam estar na mesa de negociação para que eh um cessar fogo e um acordo de paz vem acontecer eh não é
nenhuma fala é absurda muito pelo contrário me parece que é o senso comum né Para que um acordo de paz seja duradouro ou seja para que ele não seja um simples interreg numa simples pausa no conflito para uma retomada futura né para uma retomada daqui a um mês dois meses um ano 2 anos esses dois lados precisam estar razoavelmente satisfeitos em relação a esse acordo né e não chamar o Putin por exemplo o Brasil foi criticado eh eh sobre essa sobre essa fala de não chamar o Putin eh afastar o Putin ou isolar o Putin
é simplesmente encurralar ele colocar ele numa posição de que ele se sinta confortável ele se sinta compelido digamos assim a colocar todas as cartas a colocar todas as fichas para um eh eh para um aumento das tensões no conflito né então acho que esses dois lados precisam ser chamados à mesa de negociações o Brasil e a China tentaram eh um um um um acordo a Finlândia também vem fazendo isso agora à frente da osce a Indonésia também tem uma um um um um possível acordo de paz recentemente eu tava num evento na Finlândia em que
se avançou essa possibilidade de acordo embaixador da Ucrânia embaixador da Rússia tavam lá então assim eu acho que não existe a possibilidade de um acordo sem as duas partes e eu acho que a posição brasileira é a posição mais acertada e a posição que deveria ser o senso comum quando não é e não só que os as duas partes estejam para fechar o raciocínio mas de que esse acordo possa ser um acordo eh negociado de forma multilateral com a participação da Europa a participação dos Estados Unidos talvez a participação eh de um outro país do
Sul Global a participação certamente da China Só que eu acho que isso vai ser inviabilizado pelo trump porque me parece que ele quer o grande protagonismo na negociação de um possível acordo ele não vai dividir o protagonismo dele com enfim qualquer outro país ou qualquer outra liderança política