Так. [Música] เ [Música] เฮ [Música] [Música] เฮ เฮ [Música] [Música] [Música] เ [Música] Boa noite, meu povo. Boa noite aos fantasminhas que estão aí às 9 horas da noite desse dia 24 de março, eh, com mais uma Monday Live no canal Monday Cast. Nessa série de lives que a gente batizou de O Estado do Mundo. Esse é o segundo episódio. A semana passada nós temos o primeiro que foi o estado do mundo um, heresia. E nesse nós vamos com o estado do mundo dois, revolução. Esse conteúdo pesado só para os fortes, né? Já tô vendo
aqui que é o público vai chegando devagarinho aqui. Talvez daqui a pouco a gente chegue pelo menos em duas dúzias de fantasminhas. O campus pode ser que entre, pode ser que não, porque ele tava na estrada, então eu já sabia, falou cedo comigo que ia ter essa situação. Então eu vou seguir aqui sem problema nenhum. Só que a live deve ser um pouco mais curta aqui de costume, porque eu vou falando sozinho, eu fico cansado, né, de falar sozinho. Deixa eu dar boa noite aqui pro pessoal que vem chegando para saber um pouquinho sobre revolução,
o que é e porque é importante para nossas duas últimas lives. Ai, boa noite, seu Geraldo. Geraldo Rodrigues, sempre conosco, Direto de Santos, São Paulo, tá lá morando com Neymar. Boa noite, Gesiel, grande Gesiel. Tá aí a Pri, coitada, cansada ainda da viagem pro curso do livro. Roberto Cardoso, Anderson, sempre conosco. Seu Gcino de Campos, boa noite, seu Gerscino. Então eu antes então de me embrenhar no assunto da live, a Tam Bonete, boa noite. É Rogério, boa noite aí pessoal. Pessoal vai chegando, os fantasminhas vão saindo eh dos seus ectoplasmas e dos seus espectros para
aparecer aí. dar um boa noite. Mas eu vou começando devagarinho, fazendo uma recapitulação da live passada, que nós falamos um pouco eh sobre heresia, o que é heresia no mundo antigo, como que ela funciona na formação do pensamento humano, por que ela é, como tá ali na nossa descrição, a semente da revolução. E esses dois capítulos serão essenciais para que a gente entenda os dois últimos, que serão o estado do mundo três Brasil e o Estado do mundo quatro, guerra, né? A gente pensou em colocar mundo, mas a gente preferiu botar guerra para ficar diferente,
para ficar Brasil e mundo assim ficava parecia muito simpló, muito xixi lento. Então a gente acabou colocando guerra. Hum. A arte de hoje nós temos a morte da princesa de Lambal, que é um quadro do Maxim de Frave de Ferre, né? O cara tem que cuidar para essas pronúncias francesas porque ou o cara parece ignorante ou parece meio [ __ ] né? Não Tem meio termos. Tu fala muito corretamente, o cara parece um boiolão e os caras fala tudo errado, pensa, você é ignorante, né? Eh, mas essa tela demonstra a morte de uma de uma
nobre amiga confidente da rainha Maria Antonieta e que foi torturada para que desse um depoimento, tipo uma, como é que tão fazendo ali? Uma delação premiada, né, contra a monarquia francesa e ela resiste até o final. No final ela é morta, decaptada. Na pintura, ele não a fez decaptada e arrastada pelas ruas da França tem uma morte horrorosa. E no quadro o Maxim, ele pinta essa nobre em meio a uma turba violenta. a imagem aqui do YouTube, não sei se vocês conseguiam perceber, porque tem uns curiosos, umas crianças, pessoal parece meio bravo assim ao redor
dela, mas se vocês repararem lá no fundo, eh, basicamente é uma turma, uma turba irada com ferramentas com foice, pá, facão e tudo mais. Então, você consegue entender bem o que que tá acontecendo, olhando principalmente pro fundo, né, pro cenário no fundo do do quadro. E ela com a pele muito branca, muito alva, um cabelo claro, eh, Representando a permanência da nobreza, mesmo em meio à violência da revolução. Então, é essa que é a tônica do do quadro e que a gente vai voltar nisso ao final. Então, na live passada, como eu falei que eu
vou recapitulando, nós tratamos sobre heresia. O que que é heresia? A heresia, então, de forma resumida, nada mais é do que uma revolta contra a ordem do mundo por causa da consciência do pecado. De novo, o pecado não é fazer o certo e o errado. Eva desobedece o Senhor antes de comer a maçã. Como eu disse, pouca gente para para pensar um pouco sobre isso e fala: "Não, porque antes o homem era bom, puro, não podia fazer nada de errado." E aí ele come maçã, ele começa a pecar. Não, nenhum momento isso é sequer insinuado
nas escrituras. Deus diz para ele, inclusive Deus dá fala para vocês, pode fazer tudo aí menos comer da fruta. Se ele teve que falar isso, é porque o ser humano era capaz de desobedecê-lo, né? Então, se se isso foi se fez necessário e Deus não fala jamais em vão, como nós falamos também sobre nas sobre as escrituras semana passada, não tem nada em vão, não tem nada que não tem objetivo nas escrituras. Eh, se ele precisou disso, é porque realmente o ser humano era capaz de de tomar suas próprias atitudes, de fazer suas escolhas. Então,
tinha o liv o livre arbítrio. Então, ele diz: "Vocês não comam da maçã". Mas a partir da hora que ele come da árvore, do bem e do mal, do fruto do conhecimento, ele passa a ter consciência das coisas e consciência do pecado. Hum. Por que que a gente não fala que os animais pecam, apesar deles fazer todo tipo de atrocidade? Hum. Os animais fazem todo tipo de atrocidade. Eles matam o filho, matam mãe, briga com o irmão, eh, roubam um do outro. Eles fazem guerra entre clãs, principalmente os animais mais evoluídos, eh, os mamíferos, eles
fazem guerras entre clãs. Então eles tem falar: "Ah, porque os animais são puros?" É uma pinoia, né? Em termos de atitude, não. Eles fazem tudo, tudo que o ser humano praticamente faz em termos de crime, né? Acontece também no mundo natural. Mas vocês vem que os animais não têm vergonha do crime cometido. Hum. E isso é porque o que não há nos animais? Não há a consciência do pecado e nem a obsessão pelo pecado. Ou seja, o erro nos animais não se torna um pecado capital. Hum. Então, os animais não pecam por pornografia. Ou seja,
eh, que a gente fala hoje assim, tipo, ah, não foi um um uma verdadeira orgia gastronômica até esse tipo de expressão, né? Ah, um cenário. Se a pessoa fala pornográfico que esses os exageros em relação aos sentidos que o o que o homem se dá ao luxo de de praticar e de insistir nesses eh nesses pecados capitais, ao ponto de criar um embotamento eh da alma e da própria consciência, não ocorre nos animais. Eles fazem essas coisas conforme o necessário. Podem fazer sim por crueldade. A vasta documentação de cães, gatos, macacos que agem por pura
crueldade. Ele não tá com fome, não tá com nada. Ele fica olhando assim, vai lá e faz alguma coisa completamente bizarra. Mas eles não têm consciência, tá? A consciência que nós temos do que é certo e errado, eles fazem porque fazem. É um instinto, deu vontade e depois passou. Então você falou: "Tá, então Henrio, o problema não é fazer, o problema é ter consciência do que é feito". De certa forma, sim, né? De novo, você pode, vocês podem considerar que eu tô esticando demais essa conversa num ponto do absurdo, mas vocês vejam, quem tem filho
pequeno aqui já viram as travessurrias, as pequenas maldades que eles fazem e você em nenhum momento considera que aquilo ali é um pecado gravíssimo. Vocês estão entendendo que a grande questão do que nós consideramos pecado é a consciência de que você tá pecando e a consciência de que é errado? em você, mas também nos outros. E por que que isso é tão importante para entender as heresias e posteriormente as revoluções? A consciência do pecado leva a duas ah atitudes errôneas em relação ao pecado. A correta é a admissão de culpa e a confissão, que seja
a autoconfissão ou a confissão ã diante de um sacerdote. Essa praticamente é a única forma sadia de lidar com o pecado. Se é um pecadílico, você acha que não precisa confessar ou coisa assim diante do sacerdote, você admite: "Não, fiz errado ali. Não devia ter feito isso. Isso estava errado e eu não vou mais fazer. Peço desculpa se eu ofendi alguém, se eu fiz para alguém, não é qualquer coisa errada. Essa é a confissão para o outro, para si mesmo, diante do sacerdote. É a única maneira correta de lidar com pecado. Há duas maneiras errôneas
de lidar com o pecado. Uma é negá-lo. A gente faz muito isso, principalmente numa discussão, quando você sabe que exagerou, mas continua tentando justificar o seu exagero. Então você ofende, você magoa, você agride e depois o que que você faz? Mas eu fiz isso porque tu fez isso. Hum. Esse é o padrão de toda a discussão humana. Vocês, todos os 15 fantasminhas que estão aqui já fizeram isso, né? Todo mundo já fez isso e faz isso cotidianamente. Eh, eu a, né, porque o fulano agiu de outra maneira que exigiu que a minha ação fosse nessa
medida. Então essa é uma forma de agir com pecado. A outra é normalizá-lo, que é a própria heresia, Que é a semente da revolução. Percebam, praticamente toda a revolução busca a normalização de um pecado, né? Já avancei em relação à live eh da semana passada, mas para quem tá aqui, acompanhou semana passada, já entendeu porque a live da semana passada sedimentou o caminho do que vai ser dito agora. É praticamente impossível você entender as revoluções, o que é a revolução, sem entender os conceitos que nós trouxemos na live passada. Se tiver muito pesado, se alguém
quiser que eu explique mais alguma coisa de novo, porque hoje vai ser pesado mesmo. E a gente fez essa série de lives aqui, a gente conceituou isso e vamos até o final, porque é o nosso é a nossa despedida, digamos assim, e a gente acha que vale a pena deixar isso aqui registrado antes de irmos embora. Isso aqui me leva ao meu terceiro ponto da minha listinha, tá? considerações sobre o pecado, sei a heresia, que é uma normalização do pecado através de explicações metafísicas, principalmente. Então, o mundo foi criado assim, assado. Então, determinado pecado, determinado
a determinada atitude antinatural contra a infensa estrutura da realidade é justificada. Porque o mundo, na verdade, foi feito assim, porque quem criou o mundo foi um semideus que não era bom, ele era mau. Então, como o mundo é mau, eu posso fazer isso ou posso fazer aquilo. Então, as heresias do primeiro século eram basicamente justificativas para que você pudesse se deleitar no pecado. As revoluções são, de certa forma a mesma coisa, mas com outros tipos de justificativa. A gente vai chegar lá. Meu terceiro ponto, cristianismo e consciência. a melhora da ordem da estrutura da realidade.
E aqui eu já o terceiro e meu quarto anotação é o seguinte. Talvez vocês já perceberam, tá, que é muito difícil falar em revolução no mundo antigo, né? Se você perceber as grandes ah as grandes convulsões sociais do império romano, elas nada a ver não tem nada a ver com movimentos revolucionários. São diz não porque deu determinado tempo, dada ideia foi introduzida no império e a sociedade teve uma revolução que quis mudar isso ou mudar aquilo. Hum. você tinha mudanças administrativas do Império Romano, como foram eh os ídos do Júlio César, mas que era eminentemente
práticas de poder, como tinha qualquer outro império. Hum. você tinha aquelas expansões, né, aquelas contrações do Império Romano quando ele, eh, por volta Do ano ali 69, você tem o ano dos quatro imperadores, uma grande convulsão social. Depois de aproximadamente 110 anos, eh, do golpe do Júlio César, você tem uma grande convulsão social no ano dos quatro imperadores. Eh, você tem a guerra eh em Israel, hum, com o Vespasiano massacrando aquela revolução, ele volta, estabiliza o império e as coisas mudam de certa forma na administração, na forma ã dos guardas pretorianos de analisarem a situação
de estabilidade do império. Eh, eles entendem que não dá para ficar tendo imperador frouxo, festeiro e que só quer saber de bacana igual igual o Nero. E passam a escolher imperadores com um aspecto muito mais viril, como foi Trajano, como foi o próprio Vespasiano, que foi o Galuba, que foi morto no na convulsão dos quatro imperadores. Então muda a ideia do que que é o imperador perfeito, justamente porque o que levou eles à convulsão do ano dos quatro imperadores foi o Nero, que era um bosta. Hum. Então eles não não queriam mais passar por aquilo
ali. E funciona. Eh, depois da grande expansão do império que chega no a 117 contra Jano, de novo, há umas há uma noção clara de que o império ficou grande demais, pesado demais, que não havia legiões suficientes para manter a estabilidade do Império Romano. Então, o próximo imperador, que é o Adriano, Resolve eh reduzir o império, sair das pontas, digamos assim, reforçar os limes. Para quem não sabe que são os limes, eram as a as linhas de defesa do império, tipo uns muros mesmo, né? Literalmente muros fortificados. Eh, nem sempre com muro, mas com fortalezas
e e cercas até vegetais para determinar onde que os bárbaros deveriam vir até ali. Se quisesse fazer comércio, tudo deveria ser ali, porque dali em diante eles não podiam passar sem que isso fosse considerado uma agressão. Então eu tô contando isso por quê? Porque essas são as movimentações importantes do império mais conhecido do mundo. Então era era assim que a coisa funcionava. sempre tinha um motivo prático paraa mudança da realidade da administração, da administração pública. Não havia uma ideia que entrava na sociedade de alguma forma que alterava a maneira da massa de pensar e que
isso ocasionava uma derrubada de toda a ordem institucional para pela substituição de uma ordem que prometia ser melhor, né, e de até chegar ao ponto de alterar a natureza do homem. como é o comunismo, como é o fascismo. Os homens, eh, enfim, estarão unidos pelo progresso da humanidade. Isso é o fascismo. Os homens, enfim, estarão unidos pela igualdade, né? Então, Promessas de que uma nova ordem institucional seria até suficiente paraa alteração da natureza do homem. E por que que eu tô falando dessa questão que no mundo antigo não tinha isso? que não só no mundo
antigo. Vocês já viram de quantas eh verdadeiras revoluções que nós conhecemos fora do mundo ocidental? São poucas, né? A mente vem mais facilmente a revolução comunista na China, mas de uma China que na década de 30 através tava extremamente ocidentalizada e que tinha muitas missões de de jesuítas e e de outras congregações, ao ponto de quase todos os revolucionários estudaram em escol em escolas de padres, né? Então também é difícil desligar completamente a China do que estava acontecendo na China naquela década de de 30, principalmente no pré Segunda Guerra. Shangai era talvez a metrópole mais
ocidentalizada do do Oriente. Mas é muito difícil então a gente falar em revolução fora do Ocidente, fora do mundo cristão. Por que isso? Hum. Essa é uma grande, essa é uma grande questão. Tem um autor que é o Delfiore, Joaquim Delfiore, que ele praticamente na idade média se debruçou sobre isso. Ele ele é considerado um herege, mas apesar das heresias dele, ele percebe que há um embrião revolucionário. Não vou tratar aqui obra do Elfiour, porque além de extremamente polêmica, ela é extremamente complexa. Dá para falar 300 lives de 2 horas sobre a obra dele, mas
ele é um dos primeiros pensadores que percebem esse embrião revolucionário do cristianismo. E qual que é o embrião revolucionário do cristianismo? é um reforço além da cultura judaico-cristã, mas muito além do judaísmo, da estrutura da realidade. E aqui também volta o que a gente falou na live passada, como professor que tem pessoal, né, da o ateu, agnóstico, ah, porque o Cristo foi um grande professor, né? Essa é uma merda quando eles falam isso, dá vontade de morrer, né? Mas tudo bem. Apesar disso, tem sim a parte que o Cristo eh fez às vezes de um
grande professor. E enquanto professor, praticamente ele vem reforçar toda a estrutura da realidade conferida pelo Senhor desde a criação. E nós falamos inclusive sobre o casamento na live passada, que eu não vou falar tudo de novo, mas por quê? O casamento é a Pedra angular da estrutura da realidade humana. Ele é a pedra angular da família, do casamento, de criar um menino, de criar uma menina, de cuidar dos idosos. O progresso social mesmo, quando eu digo de progresso mesmo, tô falando de melhora de qualidade de vida, de um cuidar do outro, ah, de um buscar
água enquanto o outro faz a comida, enquanto o outro cuida das crianças, né? É isso que a gente busca até hoje. O que as grandes famílias faziam no passado, é o que a gente faz hoje através do estado. Hum. Então, a pedra angular da vida natural e saudável do homem é a família. E o Cristo começa praticamente a pregação dele num casamento. Hum. Eh, é justo dizer que no mundo ocidental, no mundo cristão, essa noção, essa dicotomia entre estrutura da realidade e consciência do pecado e que cria uma revolta contra a própria, contra a autoimagem,
contra mim mesmo e contra a minha sociedade, é muito maior, porque as outras sociedades não têm essa mitologia da criação do mundo tão tão bem delimitada, tão precisa, tão pormenorizada e depois com o próprio Deus homem vindo e fala: "Ó, isso aí tudo é verdade, vocês têm que fazer isso, tá? Vocês tm que fazer isso, fazer aquilo, fazer isso, fazer." Isso é uma faceta do cristianismo, hum, e que se constrói Muito bem preenchendo algumas arestas da filosofia da filosofia grega. Você tem um modo de pensar muito típico do Ocidente e que é complementado, né, pela
questão cristã. E isso cria naquele que não aceita, naquele que não aceita essa estrutura, naquele que não aceita o próprio Cristo, um espírito eminentemente revolucionário. Vejam, meus caros, quantos revolucionários que vocês conhecem, hum, que acredita em Deus, que acredita no Cristo, que acredita nas Escrituras. Isso não é dizer que é impossível que um revolucionário seja cristão, mas ou ele é completamente ateu, ou ele é cristão com ressalvas, ou ele não entendeu alguma coisa, ele tá no erro mesmo. Hum. Mas ao mesmo tempo, o revolucionário, ele costuma ser alguém criado no ambiente ocidental e cristão, mesmo
em locais onde eles não são majoritariamente cristãos. Por exemplo, quando você pega um poupote, ele estudou na França, tá? Eh, por que que isso é tão importante? pra gente de novo se embrenhar na revolução, entender como é que é o pensamento Revolucionário, porque todo revolucionário ele parte do pressuposto, hum, de que há algo nessa estrutura da realidade que deve ser modificada por algo especial. E esse algo especial tende a ser o revolucionário no que o de Carvalho chamava de moral arbitrária. Eu sou tão melhor, eu sou tão bom que meus pensamentos e minhas ações, obviamente
são boas e elas são capazes de mudar o mundo para melhor. Porque o mundo não só não é perfeito, como ele me oprime, porque eu tenho consciência dos erros do mundo. Então, quando Eva e Adão comem o fruto proibido, eles passam a ver coisas naturais como um problema, a nudez. A nudez tava lá, tava o tempo todo lá, eles estavam peladão o tempo todinho. Eles comem a maçã e uma coisa que não tinha problema nenhum passa a ser um problema. Hum. Qual que é o problema exatamente? Se eles tiveram vergonha, que é uma espécie de
de vaidade, né? Ou se foi por causa da luxúria, que é um outro pecado capital, a gente não sabe, mas simplesmente audez leva algumas coisas. Então você tem vergonha, né? Por causa que todo mundo é natural do ser humano. Então todos os pecados capitais são eh naturais na questão do impulso e não do exagero e não da entrega ao pecado. Mas todos fazem parte da natureza humana, da, né, da natureza biológica até do ser humano. Então eles se vê peladões, eles pensam: "Olha, isso aqui não tá bom, eu tô, eu vejo um problema nisso, mas
é eu vejo um problema nisso." E o pecado original continua em todos os homens. E o que que acontece conosco hoje? Nós estamos transitando eh em qualquer cidade e a gente vê um mendigo todo sujo com a garrafa de cachaça eh largado numa calçada. E a gente pensa: "Por que que esse cara tá aqui desgraçado?" Né? Não, tu tem que ter piedade, tu tem que dar de comer para ele. Uma coisa que a gente já falou aqui mil vezes. Sim, claro, porque esse é o esforço contrário, porque tu não pensa isso a primeira vez. Pensa,
pensa, tu primeira coisa que tu pensa é outra. E aí que tá. Quando a gente fica insatisfeito com as coisas erradas do mundo, nós temos as reações possíveis que eu mencionei anteriormente. Agora eu tô falando já de realidade moderna, não da questão Abstrata. Eu posso me confessar que eu pensei essa besteira, porque eu não sei o que tá acontecendo com aquela pessoa. Hum. Eu não sei o o que se passa com ele, por que ele chegou nesse ponto, qual é se ele passou frio, se ele passou fome, que desgraça que tá acontecendo com esse cidadão.
Então, a primeira coisa eh eu tendo consciência do meu pensamento e das minhas atitudes, que eu faço a autoconfissão, né? E se eu chegar a agir errado, eh, erroneamente, que eu faça até a minha conção com sacerdote. Mas fora isso, eh, o ser humano tende a agir de maneira equivocada e qualquer. ou normaliza isso e diz: "Não, todo mundo pode ficar na rua, fazer o que bem entender e o tempo que quiser, como quiser, que também a gente sabe que não há verdade, porque isso passa a prejudicar meus outros irmãos, pessoal que tá trabalhando, pessoal
que limpa a calçada, ah, o pessoal do comércio, eh, se tem um bar, um restaurante ali, a gente sabe que vai espantar os clientes, tem até questão de higiene onde começa a juntar o monde mendigo, né? fica resto de comida, os caras são tem uma higiene extremamente precária para eu não falar outra coisa. Então não posso normalizar a coisa, o erro. E quem que faz isso? Vocês sabem quem que faz isso aqui no Brasil, né? Tem um pessoal lá em São Paulo, lá na Cracolândia, que faz isso. Eles não querem nem saber se aquilo ali
tá prejudicando a cidade, se tá prejudicando o comércio, se trazem Segurança para as mulheres, se traz segurança para as crianças, porque a realidade do mundo também é violenta. Então, uma maneira é essa, querer normalizar e outra é fingir que eu tô certo, como ignorando a miséria, tanto de um quanto de outro. Não, não, eu não quero nem saber. Bota esse vagabundo para trabalhar, tira ele dali, nem que seja baixo de pancada, bota ele para andar 7 km como uma viatura no cabo, igual fizeram em Itajaí aqui em Santa Catarina, que tinha gente velha, idoso, alejado.
Fizeram todo mundo sair andando igual o Treay of Tears lá no nos Estados Unidos com os índios. Fizeram os caras andar 7 km, cidade afora, com as viaturas na no cabo dos caras. plena madrugada, tá? E depois ficar justificando, ficava lá comandante, coronel, o que for, justificando. Não, mas ninguém aguenta mais esses meigos. A gente fez certo. Não, vocês não fizeram certo. É claro que vocês não fizeram certo. Hum. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Custava, se queria realmente tirar eles dali, já saber para onde que vai levar os caras, botar
eles tudo dentro de um ônibus lá da prefeitura. Prefeitura deve ter um monte de ônibus. Enfiava tudo eles dentro. levava para algum Lugar. Hum. Quer dizer, se tiver mesmo que remover, eu também não sou totalmente contra quando a coisa vira bagunça, tem que ser feito alguma coisa, mas vocês já viram como criou um dilema aqui comigo mesmo ter que lidar com o erro e com o problema na sociedade. Tudo isso é por causa da da danada da Eva que comeu a maçã. E o Adão que foi no embalo e que nós temos isso que se
chama pecado original. Para quem nunca tinha entendido bem direito, isso é é isso, né? É essa a nossa necessidade de lidar com a natureza humana. A partir de então nós temos que lidar com a natureza humana e a gente não consegue mais fechar os olhos. Nós não conseguimos mais viver que nem o Chipanzé e o Bonobo. Não dá. Não adianta querer por quê? Não dá. Eh, tem mais uma coisa. Então, como eu falei, então eu vou vou avançando aqui. Eu espero terminar essa live com 1 hora, tá? Eu tenho 25 minutos aqui de novo. Gente,
se vocês estão achando alguma coisa que falta, que querem perguntar os meus 20 fantasminhas, fiquem à vontade. Então, o que é revolução? Vou dizer para vocês o que é revolução. A revolução é a orgia de todos os pecados. Quando a sociedade ferve ao ponto de toda a estrutura da realidade Ser recusada por uma grande parcela daquela mesma sociedade, os homens entram em ebulição e você tem a revolução. Hum. E isso parece-me mais comum, para não dizer outra coisa, no ocidente cristão do que em qualquer outro lugar, justamente pela consciência do pecado, que algo deve ser
feito em relação a isso. Hum. Que o grande problema do revolucionário é que ele toma o caminho errado, como eu já expliquei ali anteriormente. Hum. Eles não buscam uma solução com a consciência de que na busca da solução você pode estar errando também. Eles não buscam autoconfissão. Quem aqui foi aluno do professor Olá de Carvalho ou assistiu muitos vídeos do professor, vocês vão lembrar que ele tinha uma dica para uma vida saudável. Talvez era a principal dica do professor Olava. Exerça a auto a autoconfissão o tempo todo, o dia todo, em todos os momentos. Hum.
Essa era era talvez a dica mais preciosa para uma vida saudável, hum, para uma vida plena, como é a palavra que é da meio da moda, né? Mas a dica mais importante para uma vida plena que o professor Olá deixou para seus alunos foi essa: Exerçam a autoconfissão constantemente. Por quê? Porque é a melhor maneira de lidar com o pecado. Hum. Mas o revolucionário não vai fazer isso e não e não faz isso [Música] quando a ganância dos poderosos, dos banqueiros, dos administradores públicos, viram motivo de condenação pela turba enfurecida, que é o caso da
Revolução Francesa, né? surgem as propostas mais absurdas possíveis. Eh, mas o que que tá no fundo dessas propostas? A solução da ganância e da vaidade do outro. Então, o primeiro motivo, hum, era a miséria, a grande crise que passava a sociedade francesa naquele ano de 1788 para 1789. Teve um inverno muito rigoroso, teve uma quebra de safra. Eh, aquele filme, acho que é os três mosqueteiros, né? Ele de certa forma retrata isso. Eles falam: "Ó, não tem pão, os campos estão não sei o que, Páatá e tal." Eles tm umas conversas nesse sentido, porque de
fato isso aconteceu. Isso ã do ponto de vista histórico é perfeito. Então, tem uma quebra de safra. As pessoas estavam com fome, estavam passando muitas dificuldades e no centro de tudo você tinha o palácio de Versa ali, né? Tipo, pô, os os caras moravam daquele jeito, né? E aí tem o palácio também, os palácios lá no centro, tinha toda a nobreza francesa que vivia da eh naquela opulência toda, com aqueles palácios. O clero vivia muito bem também. Eh, e os revolucionários conseguiram manipular os camponeses, ah, o a o os getetos de eh de Paris, de
maneira que eles fossem, né, apoiar aquela revolução, porque a culpa do o erro, sabe, da ganância, da opulância, da vaidade e dos nobres é que tava causando todo eh todo o problema deles, né? Então, tu tás prejudicado, tu tá prejudicado por causa do pecado do outro e é assim que tu convence alguém, uma turba a fazer a revolução. E isso soma com outras coisas, né? Então, a ganância, inveja, sede, sede de poder, né? Que é vaidade também, Eh, é luxúria, né? é uma ondas tenerebrosas de de estupro de violência, porque a violência ela é ela
não deixa de ser um tipo de de luxúria. Tanto que as coisas acabam se confundindo aí eh e tem todo esse fenômeno literário aí que as mulher adoram porque eh é inevitável é a questão da violência e da luxúria são inseparáveis. Mas então a revolução, como eu falei, ela é orgia de todos os pecados. E aqui eu vou falar uma coisa para vocês que também fica como ã como uma das pedras mais uma um dos uma das dos pilares mais importantes do que a gente tem para falar para vocês nessa live aqui. O estado do
mundo dois, revolução. Os pecados capitais são um fechamento em si mesmo, é um em si mesesmamento. Então, até a gente tratou aqui na no Clube de Leitura dos Clássicos, quando nós falamos aí sobre essa semana o em busca do sentido do Vctor Franco Frankel, que o aulo com o professor Silvio Grimaldo, que existe, né, uma tendência moderna a se a a se isolar, né? Então você fica ali vendo rios, que é um negócio que tu tem prazer sozinho, tá? Eh, tu fica fazendo sozinho isso, tu t fica tendo prazer sozinho, rindo sozinho ali, né? Também
acontece com a questão da pornografia, também acontece com a preguiça, que tu fica ali sozinho morrendo na cama, tu não faz nada por ninguém. Mas existe uma outra faceta de todos os pecados capitais, que é o ódio do outro. Quando você tá entregue a qualquer um desses atos que embotam os sentidos que você faz para você mesmo e pensando só em você, surge um não só um distanciamento, esse é o efeito mais imediato, mas propriamente um ódio do outro. H quantos casos que vocês conhecem do namorado que era obsecado por uma namorada e acabou matando
ela? Ah, vocês já viram como é que age uma criança quando você não deixa ela comer alguma coisa? Né? Geralmente os adultos costumam controlar melhor esse impulso. Mas eu digo para vocês, quem geralmente tem problema de peso e até obesidade, vocês já viram o humor que eles ficam quando tá na hora do almoço e você diz: "Não, a gente vai parar no próximo posto, vamos andar mais uma horinha". Hum. Pessoa tem raiva de quem ah impede ela de se autossaciar. E a vaidade é o dilema da bruxa. Na verdade, alguém aí já viu o filme
da Branca de Neve? Deve ser horroroso, né? Eu vi uns trechos na na no Instagram assim, um minuto, dois aqui. Meu Deus do céu, deve ser pior que morrer, né? Mas enfim, a vaidade não é simplesmente você querer ser bonito, é você querer ser mais bonito que o outro e você tem raiva do outro. Mulherada aí sabe como é que é quando chega alguém com vestido mais bonito na festa, né? Rola tudo aqueles olhares assim, né? Aquele olhar de aquele olhar de puro ódio assim, né? Ah. A vaidade é isso também, é, é uma raiva
do outro. A soberba é de você ser mais inteligente, você ser mais capaz que o outro, mais rico que o outro, né? E não adianta você ser muito, muito rico. Existe uma raiva do outro que é mais rico para aquele ou que é mais inteligente para aquele que sofre do pecado da soberba. Vocês devem ter aquela amiga ou aquele amigo que absolutamente dele tudo é melhor. Então, eh, você diz que fez alguma coisa ou comprou alguma coisa, ó, Comprei um uma viagem para Cancum. Aí ele vai dizer, bah, até tava olhando uma viagem para Cancum,
mas eh ouvi falar que é muito ruim, eu vou comprar outra viagem para outro lugar. E te fala assim na tampa que tua viagem é ruim, assim, pô, que você tava economizando o ano inteiro para fazer a viagem e tal. Porque ele sempre tem que ter uma coisa melhor que a sua. Hum. E é uma coisa meio incontrolável. Não é que aquela pessoa te odeie, a gente pensa: "Ah, ele é invejoso, tal". Não, é um impulso humano isso, né? Todos os impulsos relacionados aos pecados capitais, eles, de maneira, como eu falei, imediata, são para satisfação
pessoal, mas com efeito colateral eles geram a raiva do outro. Hum. Talvez nenhum eh pecado é mais eh objetivo nessa relação do que a inveja, né? Que a inveja é é deles é o que é voltada pro outro. Hum. Mas é porque você não conseguiu uma satisfação pessoal. Você não conseguiu essa satisfação pessoal, pelo menos não naquela medida que o outro conseguiu e você tem a inveja. E a inveja, quem diz que não tem ou não sentiu ou que está imunes dentro da inveja, é um completo mentiroso. Hum. É porque a inveja ela é ela
é tão abjeta que a gente tem muita vergonha, né? A gente tem muita vergonha de admitir que sente inveja, mas ela é voltada pro Outro. E qual é o pecado pai de todas as revoluções senão a inveja? Repare então que os pecados capitais estão presentes em todas as revoluções de uma maneira generalizada, mas que a coroa dos sentimentos que geram a revolução eh é a inveja, né? Então, o que é revolução? Já defini para vocês, nada mais é do que o convencimento de uma grande massa, de que os sentimentos mais eh mesquinhos deles, né, são
justificados por causa do pecado do outro, né? Você apaga os seus porque eles são justificáveis, porque o outro também pecou. E eu vou consertar o mundo. Como que eu conserto o mundo? Acabando com o pecado do outro, como se não existisse em primeiro lugar o meu próprio pecado, né? E acaba a quaresma. O, um detalhe aqui que é importante, então a gente pra gente avançando, eh, por que da sucessão de revoluções no mundo moderno? Nós temos algumas explicações para essas, né? Mas eu Eu tenho que as duas principais são hum a comunicação de massa, então
a imprensa, hum, então a comunicação de massa que começa com a prensa e o surgimento do Estado moderno. Hum. o Estado moderno, que é uma é uma evolução começa, hum, grosso modo, no século XI, mas que passa a ser teorizado no século X, principalmente com Jean Budan na França, né? E que nada mais é que o fim das alianças plurais. Se nós temos uma live só sobre isso, que é construindo comunidades, acho que é outra única live que que foi uma série, tem capítulo um e dois. O que que são as alianças plurais? São alianças
diversas na sociedade que uma não obedece a outra. Então o clero tinha um tipo de autoridade pela qual o estado não podia passar por cima, porque na verdade nem existia estado, existia ali um senhor feudal que tinha algumas determinações ali nas terras dele e naquele país tinha algumas outras determinações que o senhor feudal obedecia que vinham do rei, mas não se misturavam com o clero, nem com da corporação de ofício, né? E tinha a corporação de ofício dos bares, dos restaurantes que decidiam quem que podia trabalhar, como trabalhar, como que empregava, que salário que podia
botar, que tipos de alimentos podiam servir. E o rei não podia dizer nada sobre isso. O clero também não podia dizer nada sobre isso. Era como se nós tivéssemos muitos sistemas legais dentro da mesma sociedade. Essa é uma sociedade natural, onde você não tem um poder único que pode ditar tudo para todos. depois dos aí é daí que surge a tal da monarquia absolutista. E você pensa, pô, mas escuta, o imperator lá na Roma, né, os outros reis do passado não eram absolutistas? Sim, alguns foram. Alguns foram dominavam todos os setores, todas as facetas da
sociedade. Então, é óbvio que tinha monarquias assim extremamente centralizadas e com rei que ditava tudo naquela sociedade, mas não na idade média. Então, quando tem uma mudança na Idade Média para um rei que tem muito poder, que não respeita mais essas outras alianças plurais e paralelas ao rei, o pessoal chama de monarquia absolutista, porque agora o rei ele tem o poder de império e de ditar leis dentro daquele estado. E a partir daqui tu fala verdadeiramente num estado. Sem isso, os grupos de eram só grupos de maluco como lá no primeiro século, que ficavam nas
cavern e sei lá, é homem com homem, mulher com mulher, comendo grilo, mato, pareceu o pessoal da UFSK, Mas sei lá, era só um grupo de maluco, tinha importância nenhuma. Agora, com o surgimento do Estado moderno, há a capacidade de um grupo desse convencer uma galera e tomar o poder. Primeiro que eles conseguem convencer muita gente com base na comunicação de massa. Isso é panfletar, entregar livros. E depois de convencer muita gente, tomando o poder, hum, do estado, eles conseguem, né, tocar a pauta revolucionária e aí surgem as ideologias. Grosso modo, a diferença entre uma
heresia e uma ideologia é que a heresia tá na caverna. Hum. Ela é ela tá em algum ambiente esotérico que o pessoal tá fazendo macumba em algum porão assim. Agora, quando a macumba vai pra universidade institucionalizada, vira tese e chega no poder, você não chama mais de heresia, você chama de revolução ou ideologia ou de progressismo. Hum. Mas não deixou de ser a macumba, que a gente chamava de heresia antes, de maneira nenhuma. Aborto é macumba, veganismo é macumba, né? Eh, pauta identitária é macumba. Tá? Tudo isso é o que é. Mas o mundo moderno,
ele primeiro cria os mecanismos De convencimento que hoje tá aí a TV principalmente, né? O principal ainda é a TV. Eh, a internet é mais bagunçada, ela não consegue ser tão efetiva para isso. Ela mais, ela gera mais câmera de eco a internet do que convencimento. Mas a TV gera convencimento. Uma matéria jornalística de hoje no município de São Paulo morreram 127 pessoas de Covid. O hospital pa pá esteve lotado e os familiares fizeram filas para reconhecer os cadáveres. Termina a matéria jornalista muito sério. Passo pra próxima pauta. Senão é óbvio que isso aí tá
acontecendo. Estou convencido. Então ten que usar máscara. O jornalismo tem uma capacidade única de fazer isso, né? O problema é fala: "Tá, então vamos acabar com o jornalismo, não adianta, porque o problema é onde o jornalismo estuda." E o Olavo dizia: "Enquanto os comunistas tiverem universidade, eles terão tudo, porque eles têm o mecanismo de transformar macumba em ideologia, tá? O mecanismo de transformar macumba em tese, ideologia, jornalismo e política de estado é a universidade. Então entram lá, tá? As meninas aqui que mulherada, né? Tá a Pri, boa noite, Ana. A Valente para Ana Paula também.
Boa noite, Ana Paulo. Já dei boa noite para Ana Paula? Acho que também não, né? Só adicionado para PRIC já tava aí. Boa noite Anas. Eh, se a gente entra aqui na universidade com a tese mais estapafúrdia que a gente tem aí de alguma idolatria que a gente criou, tá? E que aí tem um rito, tá? Tem algum rito muito bizarro que a gente tem. Eh, onde nós podemos transformar isso em uma coisa decente que vira tese, ideologia, jornalismo e política de estado é só na universidade, né? Enquanto isso não tiver publicado com forma de
tese, não funciona, tá? E olha só, o Estado moderno ele uniformizou essa coisa de uma maneira que ele ã ele dominou também, ele trouxe para esse guarda-chuva de domínio absolutista dele também a universidade. Existe a liberdade, o reitor, tudo, tudo balela. Eles dependem de dinheiro público, né? Eles dependem de dinheiro público. Então, eh, é uma coisa inseparável. E também a, por mais que a Universidade Federal, estadual, ela tenha uma autonomia, ela respeita diretrizes do MEC e as leis do país. Então aquela universidade totalmente independente que nós tínhamos na Idade Média, que era verdadeiramente um país
praticamente dentro de outro, isso acabou há muito tempo. Subiberdade não existe mais, né? Mas observem como o que nós chamamos de revolução é totalmente dependente de um estado. Hum. Não existe revolução sem estado. Então aqui a gente começa a descobrir o que que é revolução e por que a revolução é tão comum, não só possível, mas tão comum no pós século XVI. Anteriormente se falava muito pouco de revolução. Você tem revolução gloriosa, revolução de aves em Portugal, acho que é 1315, 1385 a de aves e 1688 a na Inglaterra, né? Tinha uma série de movimentos
revolucionários no século XVI, na medida em que surgiu a panfletagem e os estados se organizavam, né? os reinados se organizavam em estados, né? Assim que se torna possível a revolução, como a gente conhece hoje, elas começam a pipocar o tempo todo e todas elas, né, fundamentadas única e exclusivamente, hum, macumba, normalização do pecado. Então, se na Revolução Francesa tinha aquele negócio de fraternidade, igualdade. Então, você falava isso para um romano, ele ia se cagar de rir. Você chegar lá no império chinês e dizer assim, ó, pra imperatriz Wetian, Wetian, nós temos aqui um lema, fraternidade,
igualdade. Ela vai falar: "Olha, tu pega isso aqui, pega esses palitinhos aqui também e faz o que tu quiser com isso aqui". Hum. Isso aí nunca enganou ninguém porque é um negócio que não não existe. Mas as pessoas como que lidavam com o pecado na antiguidade? Tipo, uma coisa não existe, faz parte da natureza. Quem pode mais chora menos e pronto, acabou. né? Essa perda da inocência em relação ao pecado e essa necessidade de consertar o mundo, felizmente, porque tem toda a evolução do mundo cristão ocidental, né? Então, felizmente essa consciência do pecado é muito
típica do cristão, né? Mas junto com a consciência do pecado, vem também a obsessão pelo pecado e a tentativa de normalização do pecado. Hum. Eh, só para explicar para vocês uma coisinha sobre estado moderno, eh, ele também é extremamente dependente, tá? o surgimento do Estado moderno, ele é extremamente dependente, ah, das revoluções protestantes, hum, no século X, 16 e 17, né? Sempre, eu já falei aqui várias vezes nas nossas lives que pro Kissinger tem todos os defeitos dele, mas dificilmente alguém estudou mais o tema estado, diplomacia, o que é o poder do que o Kissinger.
Ele começa o livro dele, a nova a ordem mundial, exatamente em 1648, com a paz da Vestfalha. Por quê? Porque depois da guerra dos 30 anos, que é uma guerra confessional na Alemanha, né, talvez a guerra mais violenta de todos os tempos em termos de mortos e destruição, é uma coisa completamente grotesca. Os caras simplesmente destruiu tudo. Assim, quando eles não conseguiam mais guerrear, eles começaram só a destruir tudo. Mas numa escala que pra época, que era o mundo medieval, que não tinha tanque de guerra, não tinha essas coisas, era difícil acreditar. Eh, e é
uma guerra confessionional. E quando a guerra termina, que eles vão fazer as pazes, de um lado você tem os reis, eh, os duques, os eleitores do Sacro Império Romano Germânico, que era Sabesburgo, né, e os e os seus eleitores, que eram católicos e com a coroa reconhecida pelo Papa, né? E eles iam negociar com alguém que tinha poder também para negociar. E no outro lado tinha um protestante, um príncipe protestante. Tá, como que a gente faz? Eu não posso negociar contigo. Tu não tem autoridade nenhuma. Os protestantes subiam nas stamanca, piravam, né? Mas não, mas
não dá, não dá. É questão, não é nem de princípio. Ser, gente, era uma questão de estrutura legal da época. Como que um rei vai fazer um acordo com outro que não é rei? Aí ele diz: "Não, mas eu sou rei, eu só sou protestante". E eles chegam para resolver o dilema o seguinte: "Não, tu é um chefe de estado. Como assim chefe de estado?" Ninguém é chefe de estado na época não. Ó lá, ó. Eu sou reconhecido pelo rei, como rei, pelos senhores feudais, todo mundo lá na Saxônia. Então eu represento a Saxônia. Então
boa ideia assim a gente soluciona esse dilema, né? O rei, o Rabsburgo, ele não representava estado nenhum. Ele era o rei, nem que ele não fosse rei de nada. Se ele não tivesse nenhum território, ele continuaria sendo rei, exilado, assim, porque ele era rei. Era uma coisa que ninguém tirava dele, igual, sabe, igual o um bispo. O bispo não precisa ter alguma coisa. Pode ser um cardeal lá em Roma aposentado, ele continua sendo que ele é. Essa era a ideia. Então, o rei podia ter muitas terras, ele podia perder um pouco de guerra numa numa
perder um pouco de terra numa guerra, pegar mais, né? Podia juntar com outro outro território que morria o rei não tinha sucessor, ele juntava com aquele, passava a ser rei de dois territórios, né? Era rei. Pronto. Então, o acordo não era entre territórios, entre estados. Os acordos eram entre monarcas. E ali nesse momento fala: "Olha, se agora nós temos uma ordem que os reis não são mais todos reis, pelo menos do ponto de vista católico, reconhecidos pelo papa, nós temos que criar outra coisa". E eles passam a tratar dessa questão que a gente tem como
dada hoje, que é o tal do estado. Que que é o estado? Aí vem aquelas definições, ah, território, população, governo. Não, acho que governo não faz parte. Pode ter uma nação que não tem governo, que o governo caiu. Ah, é? Tá. E território, os tiroles é a maior nação sem território da Europa. Pode acabar com eles, exterminar eles. Eles não são ninguém, né? Eh, eles estão espalhados umas quatro, cinco cidades da Alemanha, maior parte na Áustria, uma parte no no tirol da Itália, no Tirol do Sul, né? Os curdos lá na Síria, eles moram no
território, eles são uma nação, eles são um povo, às vezes tem cultura própria, língua própria, eles têm um governo deles ali, que seja regional, mas eles estão dentro de outro país. Então você consegue levantar várias questões, você observa que o estado na verdade é poder pelo poder e por isso que ele é um ente tão revolucionário. Seria o poder pelo poder. Eu também quero. E digo mais, se ele é o poder, pelo poder eu também quero. Onde que reside todo Poder? Você sabe me dizer? Nos exércitos. né? O poder reside nos exércitos e a revolução
depende dos exércitos, não mais das pessoas. Eh, lógico, sempre pressou das armas, mas num exército que fica tão poderoso porque ele é centralizado e tem os os recursos, que se torna quase impossível uma revolução verdadeiramente popular, como chama lá na revolução popular, popular. Nesse livrinho aqui do Burk, que todo mundo gosta de citar, Reflections on the Revolution in France, do Edmund Burk, ele diz o seguinte, ele escreve esse livro em 1790, percebo, 1790, a primeira publicação, ele diz: Na fraqueza de um tipo de autoridade e na oscilação de todas, os oficiais de um exército permanecerão
em motim e divididos em facções. Até que um general muito popular que compreende a arte de conciliar a soldadesca e que possui um verdadeiro espírito de comando, atrairá os olhos de todos os Homens para ele. Os exércitos irão obedecê-lo por questões pessoais, mesmo, carisma, né? Não há outra maneira de assegurar a ordem nesse estado de coisas. Quer dizer, é pelo carisma e só alguém, eles vão seguir alguém que tenha capacidade de atrair esse a soldadesca, como ele chama. Mas no momento que isso acontecer, a pessoa que comandar os exércitos é o seu mestre, tá? O
mestre é seu rei e o mestre das assembleias e será o mestre de toda a república. Senhor escreveu em 1790. Em 1799 sobe o poder Napoleão. Bona parte. Hum. Ele não tinha bola de cristal. Hum. seu ciclo, de certa forma, de toda sociedade revolucionária e mais ainda dentro de um estado revolucionário, onde o exército é um exército permanente, é um exército que recebe salário, um exército que tá ali formado o tempo todo. Então, vejam, quando o Hugo Chaves tomou poder na Venezuela, o que que ele fez? Ele consolidou o poder dele sobre o exército brasileiro.
Quando o Brasil esteve ameaçado pelo comunismo em 1964, as pessoas foram paraas ruas pedir a intervenção de quem? do exército brasileiro. Eh, em 2022, quando os bolsonaristas, conservadores, direitistas e afins ficaram desesperados, tá, com o que estava acontecendo, com as eleições, o resultado e tudo mais, o que que o que que fizeram? Foram para as portas dos quartéis pedir essa ordem, né? pedir essa ordem, pedir que alguém e essa questão do general passou pela cabeça do pessoal. Vocês lembram o pessoal gritava: "General Freire Gomez, general, a ideia era muito clara. Deve haver alguém com capacidade
de liderar a soldadesca, porque a soldadesca, em última análise, é o estado. E a revolução se faz através do Estado, se não faz de outra maneira. Como isso vai ser o tema da última live, né? Isso vai ser o tema da última live. Qual que é o a tônica da contra revolução americana nesse mundo de aumento da força do estado? Que também acontecia na Inglaterra e principalmente nos Estados Unidos. E havia em curso uma revolução estatal no Estados Unidos por pura inveja, porque os americanos prosperavam muito já naqueles anos. E depois de uma guerra muito
violenta, que foi a guerra dos 7 anos, a Inglaterra gastou demais com os Estados Unidos. de após ter gastado demais com Estados Unidos, os ingleses pensam o seguinte: veja, eles prosperam, eles ficam ricos, eles têm terras imensas, eles têm toda a bonança das Américas, mas nós gastamos para defendê-los. era verdade. Inglaterra gastou muito, se endividou muito. Então agora eles têm que pagar por isso e pagar caro. Mas junto com os custos, vieram diversas determinações que que passavam a regulamentar o comércio, a emissão de selos, né, o famoso imposto do selo, a emissão de documentos oficiais,
o selo das escrituras, porque a gente paga, né, até hoje um dos grandes motivos da evolução foi o selo das escrituras de compra e venda de terra. Os processos judiciais que precisavam dos das autenticações para quem é do direito, mas é jovem. Até na década de 70, 80, os processos eram cobrados por autenticação das páginas, carimbava na ponta, dava aquela assinaturinha e aquilo ali era pago, uma espécie de imposto do se revolução estatal chegava nos Estados Unidos, é uma contrrevolução. E qual que é a proposta da contrrevolução daqueles esses sim verdadeiros gênios da política? Cara,
só tem um jeito de combater a revolução para que ninguém prenda. Fala baixinho. Desmantelar o estado. Essa é anarquista. Não. Os Estados Unidos conseguiram quase se livrar completamente das revoluções nos últimos 250 anos. tiveram uma foi por causa questão da da escravidão, né, propriamente não foi um movimento revolucionário que tomou o país, muito antes, pelo contrário, foram duas obsessões quase de ordem, né? Norte de um de um tipo, sul do outro. Eu vejo muitos perfis comunistas falando, é, em 1930, o primeiro negro se formou na Universidade Soviética, enquanto os Estados Unidos não podia sentar no
ônibus. Mentira, mentira. O primeiro negro a frequentar uma universidade nos Estados Unidos foi em 1799. Ele não chegou a se formar, mas se eu não me engano, antes de 1810 já tinha negros formados nos Estados Unidos. Você tinha juízes negros em 1830, 100 anos antes do que na União Soviética. O problema é que o norte era um país e o sul era outro. E o então eram realidades tão diferentes que aquilo uma hora ficou insustentável, né? Aquela aquelas ordens jurídicas tão diferentes dentro do mesmo país, não tinha como continuar. E a você tem a guerra
da secção, mas a grande sacada dos Americanos foi enfraquecer o estado ao ponto que você não tem a revolução. Ou seja, hoje se você toma o estado americano, o governo federal, você não consegue tomar o país. Não consegue. Se você tomar o governo de um estado americano, você não consegue nem tomar os condados, porque os xerifes não são, eles não são subservientes ao delegado estadual. O xerife do condado não obedece ninguém, né? O que acontece é que tem jurisdição. Claro, se o crime é federal, vem a Polícia Federal, né? Mas é porque a o crime
é federal. Eh, então você tem eleição dos delegados dos condados, eleição eh de juízes, eleição de governadores. Os estados têm Câmara alta e Câmara Baixa, muitos deles. Então, você tem o Senado do Texas, Assembleia do Texas, o Texas ele se toca como um país. Hum. Carolina do Norte também, Carolina do Sul, se eu não me engano, também. Eu acho que sim. Acho que as duas Carolinas têm Senado. Eh, então se você dominar um estado desse americano, não quer dizer quase nada. Hum. Você dominar o governo federal também não. E isso que a situação piorou muito
nos últimos 200 anos. Esse poder do governo federal sobre os estados comados ainda já foi muito menor no passado. Eu chegava a falar pro Campos o seguinte: "Campos, tu sabe que a eleição do Biden vai influenciar mais eu aqui em Santa Catarina do que um cara no condado de Maricopa no Arizona?" Hum. Eh, o cara do condado lá de Lindsburgo, onde eles eh faz o Jack Daniels lá, eles estão na lei seca até hoje. Pô, fabric tem lei seca? Tem, tem lei seca. Você só pode beber em casa bebidas de baixo teouro alcoólico nos restaurantes,
não pode beber na rua. Os mercados não podem ver bebida alcoólica só em liquor store. Ele tem uma lei seca bem rígida ali em L porco. Mas assim, o os caras estão vivendo como eles viviam em 1927. Sabe, a influencer W é praticamente zero. A cidade tá quase em extinção lá, não tem faculdade, não tem nada. Eh, onda migratória não tem. A economia deles, lógico, que sofre, principalmente a industrialização, porque eles tinham muita coisa de madeira no passado. Com a desstrialização, claro que sofreram, mas o modo de vida deles é é minimamente alterado, tá? Por
quê? É porque o estado é fraco. Quem tem uma noção mais ou menos clara disso? Eh, quem tem a noção mais ou menos clara disso é o Felipe de Orlã de Bragança. O federalismo é uma espécie de enfraquecimento do Estado central. Um governo com eleição distrital, Código Penal por estados, tá? que a questão financeira da organização financeira dos estados e das regiões dos estados fosse mais independente a do governo central, tudo isso seria o enfraquecimento do Estado central, enfraquecimento inclusive dos estados perante os municípios e os distritos para que você não tenha o problema da
revolução. Ou seja, se uma sociedade for extremamente progressista lá no Rio de Janeiro e quiser ensinar ideologia de dinheiro na escola deles e os votantes lá provarem isso, isso não é revolução, é uma influência progressista nefasta. É, mas pode acontecer em todos os tempos, em qualquer em qualquer lugar. O que é a revolução propriamente dita é a tomada organizada das diversidades, mesmo sem violência. Você perceba, não tô falando de revolução só que tem que ser violenta e que empurrem para nós um sistema de ensino que ninguém aqui votou, tá? Foi um grupo, sim, um grupo
lá de 100, 200, 300 acadêmicos que decidiram tomar o poder, no caso, através da universidade do MEC, para fazer uma alteração na estrutura da realidade, inclusive no modo de vida das pessoas, porque Eles, por terem um sistema de vida desviado e que lhes causa constrangimento, que é macumba, eles querem impor isso pro resto da sociedade como forma de espiar os próprios pecados, né? Eu não serei ruim sozinho, eu não sou ruim, né? E eu vou mostrar isso para vocês, impondo o meu comportamento a todos vocês. Hum. Que é a folhinha do Adão e Eva. Hum.
Esses, essas ideologias não são mais nada mais que um tampão da vergonha. E um tampão da vergonha capaz de tomar o Estado e a força dos exércitos para fazer o que tem que fazer é o ápice, eh, né? é o ápice da revolução. Eu falei para vocês, então, que a revolução é é orgia dos pecados, né? Eu quero que depois vocês olhem de novo a capa da nossa live da morte da da princesa de de lambalho ali, de lambalho. Que que vocês percebem então agora depois, né, desse nosso dessa nossa conversa que já vai chegando
1 hora1? Que toda aquela turba furiosa, ela tá meio que nas sombras assim, né? Na penumbra, ela ela é suja, ela é deformada, né? Então você vê que as pessoas têm umas feições meio exageradas. ser um um uma técnica, um recurso muito utilizado, eh, principalmente na renascença, nas suas pinturas. Então, quem é representa o mal ou a deformação do pecado, aparece isso nas suas, eh, nos seus traços físicos, né? Então, eles estão sujos com as ferramentas, tal. Isso não denota só a pobreza, porque quem tá na maior situação de pobreza ali é a morta. Mas
ela é o quê? O protótipo da Eva antes do pecado, né? Ela tá nua, né? No meio do mundo, que é todo problemático. Mas isso não importa mais. Isso não importa mais, porque ela ao se deixar conspurcar pelo pecado, ela tem um o limpa no meio de toda aquela sujeira do mundo. O pecado não chega nela porque ela não se deixou. quando ela se recusa a acusar a monarquia, ela não se deixa levar, ou seja, pelo medo, pela inveja, pela ganância, por nada disso. Então, ela morre limpa. Então, ele ela é retratado no meio desse
caos da revolução, ela tá ali, Né, em colume, digamos assim, que eu digo, o, ela foi inclusive decaptada, mas o pintor não quis retratá-la dessa maneira. Ele a retratou limpa, com os cabelos dourados, sem medo do pecado e nua diante de todo mundo. A única pessoa ali que não é feia é ela, que tá morta e nua. Hum. Eh, essa é a é o grande dilema da revolução, tá? que vai levar a gente pros dois últimos capítulos, que a gente vai falar sobre Brasil, o que que acontece no Brasil hoje e o que acontece no
mundo hoje. Hum. O que que é a contrrevolução? Isso vai ficar principalmente pro último episódio que a gente vai falar de mundo, vai falar Brasil, vai falar sobre tudo. O que que é a raiz, hum dos problemas revolucionários do progressismo hoje, né? No que que esse essas gnoses se transmutam na modernidade? E quando eu chamo modernidade, eu não uso o 1789, que é a divisão típica da história. Eu, para mim, a partir da renascença, a gente já trata de modernidade que de quando os estados começam a tomar forma e surge a tal da imprensa, né?
Nesse momento aqui a gente tem um problema que precisa ser identificado, Muito bem identificado, para que a gente trate das soluções. Eu já vou indo para vocês aqui sobre a questão sobre esse problema. E vocês lembram que teve um povo lá no passado que cismou, que queria um rei, né? E se vocês verem os avisos que foram dados a esse povo no primeiro livro de Samuel, capítulo 8, vocês ficam perplexos. Completa dirigente perplexo. Eu vou fazer a leitura para vocês aqui, tá? E depois eu farei mais uns comentários. Deixa eu puxar aqui o capítulo oito,
deixar prontinho para fazer a leitura. Deixa eu ver se sobrou mais alguma coisa. Como eu já vou fazer a leitura aqui, eu só quero ver, gente, eh, antes que vocês me abandonem, estamos chegando ao final da saga, a metade dessa saga aqui, mas, Né? Eu acho que é isso. Dos termos que eu tinha aqui para seguir até o final, eu acho que foram todos devidamente cumpridos. Eh, eu vou começar no versículo 3, eh, vou até o final, mas vou começar no versículo três para economizar um pouco de tempo. Mas antes de eu fazer a leitura
do desse desse capítulo do livro de Samuel, eu só queria ressaltar para vocês uma coisa, que o o talvez o grande tema do Velho Testamento é o povo que traz a promessa e que falava com Deus. Hum. Ah, pô, mas Israel, aquele que briga com Deus. Olha, se ele briga com Deus, é porque ele falava com Deus. Você não tem como brigar com alguém que não quer saber de você, né? Eu não consigo brigar com alguém que eu não conheço. Israel brigava com Deus porque conhecia Deus. E ele era o povo escolhido, hã, para carregar
essa promessa até a vinda do Cristo. Mas tem uma questão de exclusividade aqui, que é os judeus são Meio chavinistas em relação a isso, mas essa é a verdade. A verdade das Escrituras, a gente não pode com eh com com essa com essa verdade que eles foram os escolhidos. E se eles foram escolhidos, é porque eles sabiam como Deus queria que eles vivessem. Deus passou para eles as escrituras. Deus passou para eles a mitologia da criação, como que o mundo foi criado, por que foi criado. Deus passou tudo isso para eles. E isso implicou numa
questão eh que é que os judeus viviam de maneira diferente de todos os seus vizinhos. Vocês sabem que no mundo antigo tinha sacrifício humano. Não tem sacrifício humano no nas tribos de Judá. Não tem sacrifício humano em Israel. E daí também que o o pedido sacrifício de Isaque é tão tão dramático, porque é contra tudo que eles acreditavam. Mas assim, ó, como eles falavam com Deus, se Deus pediu isso, tem que ser feito, né? Há o impedimento no último momento, mas fica duas lições ali, tá? Ficam duas lições Ali. Uma que o que Deus vai
prover o cordeiro, tá? que não é necessário o sacrifício humano, porque Deus vai prover o cordeiro, né? E que Deus não quer isso do seu povo já imediatamente, né? Eu não quero isso, não é o que Deus quer, né? Esse é só um exemplo. Mas quando se fala das oferendas, quando se fala do dos ídolos, quando se fala do que pode comer, o que pode não comer, da lei que a mesma questão do direito do dos juízes, Levítico, para eles, tudo diferenciava muito eles do modo de vida, de todos os outros povos ali do Oriente
próximo do Levante e que inclusive os próprios romanos eh perceberam imediat Exatamente. Tá, ao chegarem lá, que os judeus eram um povo que não se misturava com nenhum dos dos demais pelo modo de vida diferente. Hum. Então, o que que acontece aqui em Samuel? Como supostamente eles estavam se desviando do caminho dos seus antepassados, a sociedade estava pecando demais. Seja sempre a questão essa, né? Todo mundo peca. Isso não pode acontecer, mas como assim tem pecado, Né? S absurdo. Isso tem que ser resolvido. Eu vou baixar um decreto, fazer uma nota de repúdio, uma nota
de repúdio duríssima contra o pecado, né? Mas aqui eles têm outra ideia. Eles falam assim, ó, ó, Samuel, a gente precisa de um rei, cara. Coisa tá virando bagunça. Ninguém mais respeita nossos nossos vétios. Ninguém, ninguém mais quer saber de como que eles viviam, como que eles faziam. Então, a gente precisa de um rei aí que bota ordem nesse negócio e se desenrola o drama de Samuel com o Senhor sobre essa questão. E aqui então que eu vou fazer a leitura dessa ideia altamente revolucionária que eles tiveram lá na na época. E pior, pior, a
ideia não era só revolucionária para consertar o pecado dos outros, porque eles não tinham, vejam bem, eles eram ah, eles eram fariseus ali já, né? Não, porque os outros estão pecando, ninguém obedece ninguém. Então, olha só, a revolução vem sempre para curar o pecado do outro. Mas pior, eles pediram o estado, eles pediram um rei. Vocês estão entendendo o drama, né, Do Samuel? e do nosso Senhor com o pedido de Israel. Agora, muitas vezes, eu tenho certeza que vocês já se bateram com isso aqui, já leram em algum momento, já viram eh lives aí de
pessoal intelectual conversando, ah, o problema da monarquia, o problema do rei e tal, mas essa é uma perspectiva diferente, eu tenho certeza. E eu sigo então do versículo 3, capítulo oavo, livro de Samuel, primeiro livro de Samuel. Os filhos de Samuel, porém, não seguiram as suas pisadas, mas deixaram-se arrastar pela cobiça, recebendo presentes e violando o direito. Todos os anciãos de Israel vieram em grupo ter com Samuel em Ramá, e disseram-lhe: "Pisadas, dá-nos um rei que nos governe como o tem todas as nações." Estas palavras dá-nos um rei que nos governe e desagradaram a Samuel,
que se pôs em oração diante do Senhor. O Senhor disse-lhe: "Ouve a voz do povo em tudo que te disseram. Não é a ti que eles rejeitam, mas a mim, pois já não querem que eu contigo, como sempre o tem feito comigo. Desde o dia em que os tirei do Egito até o presente, abandonam-me para servir a deuses estranhos. Atende-os agora, mas declara-lhes solenemente, dando-lhes a conhecer os direitos do rei que reinará sobre eles. Samuel transmitiu todas as palavras do Senhor ao povo que reclamava o rei. Eis, disse ele, como vos há de Tratar o
vosso rei. Tomará os vossos filhos para os seus carros e sua cavalaria, ou para correr diante do seu carro? fará deles chefes de 1000 e chefes de 50. Os empregarás em suas lavouras, em suas colheitas, na fabricação de suas armas de guerra e de seus carros. Fará de vossas filhas suas perfumistas, cozinheiras e padeiras. Tomará também o melhor de vossos campos, de vossas vinhas e de vossos olivais, e os dará aos seus servos. Tomará também o dízimo de vossas semeaduras e de vossas vinhas, para dá-los aos seus eunúcucos e aos seus servos. Tomará também vossos
servos e vossas servas, vossos melhores bois e vossos jumentos para empregá-las no seu trabalho. Tomará ainda o dízimo de vossos rebanhos e vós mesmos sereis seus escravos. E no dia em que clamardes ao Senhor por causa do rei que vós mesmos escolhestes, o Senhor não vos ouvirá. O povo recusou ouvir a voz de Samuel. Não! Disseram eles. É preciso que tenhamos um rei. Queremos ser como todas as outras nações. Nosso rei nos julgará, marchará à nossa frente e será nosso chefe na guerra." Samuel ouviu todas as palavras do povo e referiu-os ao Senhor. E respondeu-lhe
o Senhor: "Ouve-os. Dá-lhes um rei. Samuel disse aos israelitas: "Volte cada um para a sua cidade." São as palavras da salvação. Eh, percebo, tá, Que na sua sabedoria eterna, infinita, inalcançável, tudo que eu falei, ah, aqui é resumido praticamente em uma sentença. O que é revolução? Tá? Não é a ti que eles rejeitam, mas a mim, pois já não querem que eu reine sobre eles. Vocês lembram quando eu perguntei para vocês aqui se vocês conheçam alguém que é devoto, cristão, né? na missa, que gosta, estuda as escrituras, que não é alguém, né, que seja revolucionário,
alguém que tenha todas qualidades, falei e não sa e seja um revolucionário e pelo contrário, alguém que não seja nada disso e não seja um revolucionário, o que o senhor diz não é a ti que eles rejeitam, mas a mim. né? Nada mais é a revolução do que uma revolta contra a estrutura da realidade que desde os tempos imemoriais Deus tá repetindo: "Foi assim que foi feito o mundo. É isso que vocês têm que fazer. É assim que será até o fim dos tempos. Eu dei o meu filho unigênito para que vocês não se obsequem
pelo pecado, como os judeus foram obsecados pelo pecado. Os pecados de vocês estão remidos. Eu abri as portas dos céus para vocês E os revolucionários continuam fazendo como os sábios da casa de Samuel, rejeitando o Senhor, que ainda confirma, que é muito interessante, né? eh que ele vai escolher até a profissão das tuas filhas, que é justamente o destino dos revolucionários da União Soviética, da Alemanha oriental, da Coreia do Norte. Pessoal, nem a profissão das suas filhas, né? Né? Quer cuidar da casa, que é cuidar do do rebanho. Na época, né? As profissões da época
cuidar da eh da moagem dos grãos, que era cuidar da família, né? Cuidar da família e dos negócios da família. Nem isso elas vão poder fazer, né? Vai acabar que elas terão que trabalhar para servir o estado, para servir o rei, que é o que todos nós de certa forma fazemos hoje, né? Principalmente os funcionários públicos, que às vezes eh ainda as profissões que dão camisa no Brasil. Mas gente, eu espero que vocês tenham gostado dessa live sobre o que é a revolução, qual origem da revolução e para onde ela nos leva. A próxima live
será o estado do mundo 3 Brasil. Fiquem conosco. Essa é a última Série de lives da da Monday Live. Não quer dizer que o canal Mondaycast acaba. Nós continuaremos firmes e fortes. Pensaremos em outras coisas. Estaremos aqui sempre falando do APAs que essa semana tem tudo de nós estarmos lá quinta-feira em Camburiu para acertar algumas coisas, quem sabe fechar a data, colocarmos ingresso à venda. chamarmos as nossas grandes voluntárias para ajudar lá, né? E é isso, gente. Muito obrigado pela companhia. Fiquem com Deus. Até semana que vem. Vamosrando aqui.