[Música] Olá sejam bem-vindos à aula 2 em fisioterapia em gerontologia eu sou Rafael Linhares ofisa do Idoso e Hoje vamos falar sobre equilíbrio em idosos os principais tópicos da nossa aula de hoje são uma introdução sobre balance em idosos com a definição quedas não tem como a gente falar de balance e equilíbrio em idosos sem falar do impacto que as quedas tem e da importância de trabalharmos a estabilidade postural de pessoas idosas E aí eu trago uma retomada da síndrome geriátrica da instabilidade Postural e a importância do equilíbrio né E aí o equilíbrio no contexto
de trocas posturais transferências e principalmente no deslocamento a nossa introdução é sobre balance mas o que é de fato balance né Eu trouxe para vocês aqui a definição que é a melhor e mais completa que eu encontrei para compartilhar está disponível na funcionalidade envelhecimento de 2019 da Mônica Ferracini balance é uma habilidade cognitiva motora complexa resultante da Integração de múltiplos processos sensório perceptores para estabilizar o centro de massa na posição parada em movimento e durante transições posturais de acordo com as demandas do ambiente só em cima dessa definição a gente já poderia elaborar a aula
inteira mas vamos lá por partes uma habilidade cognitivo motora a gente tem aqui então a primeira demanda de fato importante para entendermos o que é o balance começa com cognição né porque o movimento começa com a tomada de decisão com a iniciativa de me movimentar e o levantar né Por exemplo começa com a escolha de sair da posição sentada e vivenciar verticalidade então é uma habilidade cognitiva motora porque eu penso eu decido me movimentar a partir disso são acionadas áreas cerebrais pré-motoras aonde o movimento torna-se possível através de uma programação por isso a tomada de
decisão traz um planejamento e um ajuste corporal para vivenciar uma nova posição uma transição por isso motora e é complexo porque no sistema nervoso central que está íntegro sem lesão sem nenhum tipo de processo neurodegenerativo Isso tudo acontece automaticamente e com o processo de envelhecimento a possibilidade de fazer todo esse passo a passo fica um pouco mais lentificada mas não quer dizer que eles sejam incapazes resultante da Integração de múltiplos processos a gente só consegue depois que toma a decisão planeja E se prepara para se movimentar realizar isso de forma segura efetiva se a gente
sente o ambiente e se a gente percebe o nosso corpo por isso sensório perceptores a maneira com que eu vou me movimentar que seja para ficar de pé e parado depende totalmente do feedback que eu vou ter da sensação que eu tenho do meu corpo dos meus músculos das minhas articulações no espaço e da posição que o meu corpo está no ambiente aonde eu me encontro a partir daí eu consigo estabilizar o meu centro de massa na posição parada por exemplo ou me movimentar Lembrando que esse movimento essa perda e retomada de Equilíbrio acontece para
a gente andar né na execução da marcha para mudar de posição para fazer uma troca Postural e principalmente para reagir as demandas do um ambiente pode ser imprevisível muitas vezes a gente precisa se adaptar uma perturbação que não estava esperando e até essa habilidade de corresponder de forma segura ao imprevisível ao imprevisto nessa flexibilidade se ajeitar faz parte do balance então não dá para falar de Equilíbrio puramente né a gente tem que entender tudo que tá por trás do balance que é essa interação complexa de todas essas habilidades partindo dessa introdução então na definição de
balance a gente pode afirmar que a integração desses múltiplos sistemas tem que acontecer ao mesmo tempo como eu falei tudo o que acontece a partir da tomada de decisão de se movimentar é importante o processamento cognitivo para que eu tenha autonomia de tomar as minhas próprias decisões meu processamento cognitivo precisa estar íntegro eu preciso lúcido eu preciso ter discernimento para entender e para tomar até a iniciativa de tomar a decisão de me movimentar E aí a gente tem outra questão além da cognição né que precisa estar preservada do ponto de vista da tomada de decisão
tem uma outra observação importante a cognição não tá apenas relacionado à memória né existem vários tipos de cognição e de domínios cognitivos que interferem na nossa mobilidade então por exemplo além da Lucidez e dessa questão de tomada de decisão iniciativa tem a memória do movimento né A gente só vivencia com segurança movimentos que a gente aprendeu e se existe uma memória motora é desses movimentos a gente consegue executá-los de forma automática muitas vezes inclusive na ausência da cognição de tomadas de decisão por isso que é importante a fisioterapia para pessoas inclusive com alterações cognitivas mas
prosseguindo restrições biomecânicas né O que são restrições biomecânicas existem componentes músculos esqueléticos que com o decorrer do processo de envelhecimento podem ocorrer com as pessoas idosas e isso diminui a chance de elas terem um equilíbrio e trabalhar o balance em todas a sua em toda a sua complexidade de forma segura por exemplo é pessoas que durante o processo de envelhecimento desenvolvem processos patológicos degenerativos ou até inflamatórios como artrite artrose por exemplo nas articulações isso aumenta a dor que aumenta que diminui a sua amplitude de movimento e aí os graus de liberdade do corpo estão mais
restringidos E essas são alterações biomecânicas que dificultam a nossa mobilidade estratégia sensoriais a maneira com que eu sinto o meu pé no chão por exemplo a minha sensibilidade tátil em contato com o solo vai interferir a maneira com que eu vou me movimentar na maneira com que eu vou manter a minha postura mediante o próprio desafio da gravidade Então as estratégias sensoriais não só de táteis né de sentir o solo por exemplo mas também o que eu enxergo né eu me movimento diferente de acordo com aquilo que eu enxergo aquilo que eu escuto né por
isso que é importante sempre a gente fazer também rastreia sensorial nos idosos é através de testes de rastreio para ver se eles enxergam né É bem ou se Talvez seja conveniente consultar ali um profissional Oftalmológico para ver se tem algum ajuste a fazer nas lentes corretivas aparelhos auditivos Nossa hoje já tem muitos estudos falando que a perda auditiva aumenta a chance das pessoas terem Alzheimer então e aí que é um processamento cognitivo né uma falha no processamento cognitivo que começou por uma questão sensorial Olha que importante a orientação do nosso corpo no espaço como eu
falei também na definição de balance a maneira com que eu percebo o meu corpo no espaço interfere na maneira com que eu me movimento e me mantém o meu equilíbrio seguro então todas as patologias que interferem na percepção do próprio corpo interferem no equilíbrio percebem que nunca vai ser só o equilíbrio tem sempre algo associado e estratégias motoras né Como que o meu corpo reage ao desafio a perturbação aponto de me proteger de uma queda por exemplo né então para evitar quedas é preciso estimular o controle postural em idosos é disso que a gente vai
falar na aula de hoje então em outras palavras do que eu já Resumindo slide anterior precisamos de cognição para tomar decisões apropriadas para dividir a nossa atenção para múltiplas tarefas para aprender para se adaptar situações inesperadas que perturbem o nosso cotidiano todos os dias para aprender inclusive e repetir e dar continuidade aquilo que for treinado na fisioterapia isso tudo são habilidades cognitivas por isso precisamos de cognição Lembrando que dá cognição parte também a nossa autonomia as restrições biomecânicas né o controle dos graus de liberdade do nosso corpo o quanto de força muscular a gente tem
em cada músculo e de forma Global em grandes grupos musculares né para trabalhar com os idosos a gente tem que sempre pensar de forma abrangente a amplitude de movimento quais articulações apresentam limitações para que a gente saiba e já Conte com essas limitações na hora de trabalhar num processo de reabilitação por exemplo com idosos muito frágeis a gente sabe que talvez não dê para ganhar certas amplitudes mas dá para a gente focar em aumentar a força para manter as amplitudes que ele tem para que através de amplitudes um pouco melhores ele por exemplo se desafiar
ponto de levantar né os membros inferiores com segurança para dar um passo sem arrastar o pé no chão para que consiga levantar e subir um degrau por exemplo Lembrando que subir descer degraus são atividades complexas porque demandam porque são muitas demandas né biomecânicas e cognitivas Olha como tudo está conectado para falar de balance E aí outras questões né biomecânicas que alteram a maneira com que os idosos se movimentam e mantém o equilíbrio edemas e deformidades e tudo isso a gente consegue trabalhar na fisioterapia principalmente os edemas né a deformidades já instaladas a gente pode trabalhar
para não piorar né então isso é muito importante também a prevenção dos agravos e as alterações posturais inerentes do envelhecimento Tem coisas que mudam mesmo no nosso corpo conforme a gente envelhece e quando a gente sabe quais são a gente tem como preparar as pessoas idosas para terem mais reserva né para terem mais chance de continuar Independentes mesmo com as alterações naturais do envelhecimento o subcomponentes biomecânicos da estabilidade postural em idosos como eu coloquei aqui nessa imagem são muito complexos esses pontos são alguns aspectos principais para a gente se atentar mas eu coloquei essa imagem
aqui para mostrar para vocês que muitas vezes e a gente precisa mesmo de construir a imagem do Idoso frágil aquilo que a gente espera do paciente idoso não é real né Então essa imagem né que o idoso tinha até da própria identificação ali das pessoas idosas da sociedade que antes era um velhinho curvado com uma bengala precisa desaparecer né do nosso Imaginário a gente tem que trabalhar agora aqui com essa nova identificação que as pessoas que foi inclusive ajustado recentemente em todos os lugares placas vão ser substituídas essa imagem do idoso curvado de bengala não
representa mais o envelhecimento ativo e sim os 60 mais né o idoso ativo e funcional Então a gente tem sempre trabalhar com essa imagem né para conseguir ser respeitoso com as demandas do envelhecimento dos nossos pacientes sobre estratégia sensoriais elas precisam estar disponíveis então como eu falei avaliar seu idoso enxerga se ele escuta se ele sente o solo e existem instrumentos para fazer essas avaliações E aí sabendo que elas estão disponíveis elas são precisas né através dos Testes a gente consegue quantificar por exemplo num teste de esteliometria na sensibilidade da planta dos pés o quanto
desabamento do Arco que é natural do envelhecimento por exemplo interfere na maneira como que o idoso sente o solo porque essa sensação do solo vai aumentar muito a chance dele cair então a gente pode através a constatação de que a sensibilidade tátil nesse caso está disponível Qual é a precisão né De que forma ela é interage e conversa com o ambiente de forma efetiva para esse idoso ser funcional né para ele não cair a organização disso tudo então a integração né eu coloco organização mais integração da tarefa e o ambiente não é só andar por
andar né é sentir o solo é entender que aqui naquele solo é a temperatura qual que é porque naquela temperatura para andar daquele solo ritmo de caminhada é diferente e como muitas vezes a gente não faz ideia né de como os nossos pacientes idosos como as pessoas idosas sentem né e percebem o ambiente isso interfere na maneira com que ele se organizam e a integração da tarefa que ele vai realizar com o ambiente onde ele está parte da percepção né que ele tem como eu falei lá o primeiro slide lá de definição a percepção e
a sensação orientação no espaço também preciso saber preciso perceber Qual é a posição das minhas articulações qual a posição do meu corpo no ambiente onde eu estou como é meu corpo na verticalidade ou seja de pé é seguro ou não isso me causa um medo o medo é uma emoção que me causa uma perturbação e essa perturbação interfere no meu equilíbrio Qual é o meu alinhamento postural meu alinhamento corporal no repouso ele é um bom alinhamento ou ele já tem muitas vezes por questões músculo esqueléticas é um desalinhamento que aumenta a chance de eu ter
por exemplo uma instabilidade postral ou de não reagir com tanta habilidade mediante a um desafio inesperado E aí trabalhar com compressão de morbidade que eu falei na primeira aula a importância da gente entender que não vai dar para evitar todas as doenças em todo mundo então jogar mais para o final a vida inclusive Problemas como as quedas né que são fazem parte da síndrome geriátrica da instabilidade postural saber quais são as estratégias motoras que o nosso corpo tem de se adequar movimentos coordenados trabalhar movimentos sincrônicos ou seja né Não adianta só se movimentar é preciso
se movimentar com qualidade isso vem de uma habilidade bem treinada E aí tem tudo a ver com fisioterapia treinar movimento treinar o idoso para conduzir o andador por exemplo envolve coordenação de membros inferiores superiores Associados a aprendizagem daquele gesto a unidade andador é difícil para caramba a gente está acostumada é natural para a gente andar livre né quando a gente coloca ali um dispositivo especialmente para pessoas idosas a gente precisa ensinar né reaprender Essa nova caminhada que talvez seja uma fase mas que é naquele momento o melhor estágio funcional possível e não pelo desafio que
é iniciar inclusive simplesmente desistir de tentar né então trabalhar adequação para escrever dispositivo quando necessário mas sempre pensando que isso envolve coordenação sincronia seletividade da ativação muscular quando o tempo postura né com estabilidade a gente tem movimento de qualidade através do movimento de qualidade a gente tem controle deste movimento e uma habilidade que leva uma ação né E essa ação tem que levar a participação E aí a gente para fazer isso precisa estabilizar a primeira parte proximal né do nosso corpo depois a parte distal né E para ter habilidade para interagir com o ambiente né
E aí antecipar também né porque para se movimentar primeiro a gente se prepara e depois que tá se movimentando precisa também reagir por isso antecipação e reação aqui eu trouxe essa imagem para a gente lembrar que algumas alterações de são esperadas em idosos decorrente do próprio processo né diminuição da velocidade de marcha inclusive é hoje considerado Quase que o novo sinal Vital né já tem estudos falando sobre o quanto avaliação correta da velocidade da caminhada pode aumentar a qualidade de vida dos idosos né então o quanto o ritmo e a intensidade da atividade que ele
realiza para se movimentar para andar é importante marca é um marcador importante para que a gente inclusive os fisioterapeutas possam contextualizar um pouco melhor a importância do exercício e aí para isso a gente precisa entender Quais são as alterações de marcha possíveis nessa população e aí para falar de forma prática sobre balance funcionalidade eu trouxe também afirmativa de que para ter bom equilíbrio a gente precisa sempre vivenciar posturas E aí quando eu falo vivenciar posturas vocês imaginam desde o idoso que viaja sozinho e que independente até aquele idoso acamado tá o que a gente tem
em comum é a prioridade de permanecer em movimento em todas as fases da vida independente das nossas doenças Mas para ser funcionais dentro da realidade possível a gente precisa vivenciar posturas experiências de posturas que nos desafiam E aí isso de forma adaptada Então a gente tem para manter postura algum passo algum passo a passo que nunca falha é sempre o mesmo em qualquer situação de troca Postural e de estabilidade postural primeiro a gente tem uma linha a gente tem um momento né Aonde a linha de gravidade alcança a base de suporte para levantar por exemplo
né que eu trouxe nessa imagem do lado passo a passo do ato de se levantar da cadeira para vocês verem como é complexo e porque esse exercício e essa avaliação é muito utilizada trazer ontologia inclusive para fazer teste de funcionalidade mesmo na avaliação porque olha como é complexo né a linha de gravidade ultrapassa a primeira alcança a base de suporte depois ela ultrapassa essa base de suporte que é a ultrapassagem que gera de fato a perturbação a instabilidade e essa instabilidade gera este movimento e por isso né que a gente não fala mais em equilíbrio
estático né a gente aprende muito Na graduação que ele estático dinâmico na verdade é sempre um processo dinâmico por mais que não haja movimento grandes movimentos alma oscilação corporal Então a gente tem que trabalhar sempre com a ideia de dinâmico e este movimento que começa né para ultrapassagem da linha de gravidade que já era uma estabilidade termina numa troca postural ou seja numa mudança de uma postura para outra e aí se a gente analisar né aqui passo a passo o ato de levantar da cadeira a gente tem essa inclinação anterior aonde o tronco vem para
frente com centro de massa ainda dentro da base de apoio formada pelo assento da cadeira e pelos próprios pés o deslocamento vertical né o movimento ascendente do tronco a transferência da parte superior do tronco para o corpo aonde existe essa ultrapassagem né que eu falei é permitindo elevação do corpo quando o quadril se afasta do assento aí a gente tem o deslocamento angular do joelho que aí vem com a extensão do quadril e dos joelhos para se mover né para mover o corpo para vertical e o centro de massa está dentro da base de apoio
dos pés e a recuperação para estabilização que a última parte é um movimento para trás do tronco mas tem ação completa do corpo ou dentro daquilo que é possível através da amplitude de movimento disponível para que o corpo vivencia a estabilidade na posição vertical é exatamente essa mesma ordem até para mudar de posição no leito pessoal é sempre esse espaço né esse passo a passo e aí através dessa análise de movimento a gente consegue sempre entender em qual estágio deste processo os nossos pacientes mais frágeis por exemplo precisam de mais ajuda Lembrando que o ciclo
de movimento começa com a escolha né com a decisão de se movimentar a programação do movimento a execução deste movimento sobre a influência do ambiente e a reação tudo aquilo que a gente pode fazer para corrigir e melhorar esse movimento depois que ele começou que seria a reação durante a nossa tarefa algumas alterações possíveis que os idosos relatam aqui eu trouxe para vocês exatamente o que eles falam do jeitinho que eles falam com as palavras deles porque nenhum idoso vai chegar para a gente falar assim ah eu estou um risco de queda devido a falta
de força dos meus quadríceps né ou então Eu estou um desabamento na fasecêntrica do movimento não o que que eles falam estou com desequilíbrio falta de segurança medo de cair falta de firmeza nas pernas normalmente o que que é a legenda né para isso traduzindo esse desequilíbrio que eles relatam nada mais é do que a instabilidade postural para permanecer em pé ou para se movimentar ou para mudar de posição para se locomover a falta de segurança eles manifestam como falta de firmeza para andar ou para fazer alguma desses movimentos que eu falei e aí geralmente
está relacionado também com a percepção que ele tem do próprio desempenho às vezes não é falta de força em si mas por desuso muscular ou inatividade prolongada ele tem uma sensação de falta de força o que deixa ele inseguro como a sensação de alta eficácia inferior ao que ele de fato possui medo de cair como eu falei o medo é uma emoção que interfere na maneira com que a gente se E aí pode aumentar a chance e o medo da gente cair de fato que é uma interação emocional com o meio e os desafios que
o ambiente proporciona pauta de firmeza nas pernas geralmente aí é bem clássico mesmo é a diminuição de força muscular em grandes grupos musculares então a gente pode classificar né em poucas palavras que o balance em idosos têm etapas né E aí possibilidades onde o idoso precisa manter postura através da estabilidade postural mudar de postura quando ele muda de posição e se locomover se deslocando através da caminhada e aí a gente traz um conceito de fisioterapia e gerontologia importante para continuar essa discussão mobilidade que envolve participação do idoso com sua rotina inclusive rotina de cuidados Independência
para realizar suas atividades Ele precisa disso pessoal para ter qualidade de vida e adaptação dos ambientes e dos estímulos para que o movimento aconteça ou seja não adianta a gente trabalhar equilíbrio e todos esses componentes que eu falei que o idoso precisa para ter equilíbrio a gente precisa também proporcionar um ambiente adaptado e acessível Aonde esse movimento seja seguro e se for seguro é possível e se é possível o idoso cria o hábito de realizar inclusive na ausência sempre que for seguro Claro do terapeuta e dos cuidadores prosseguindo falando sobre quedas como sempre não tem
como falar de equilíbrio em idosos sem falar sobre a síndrome de geriátrica da instabilidade postural queda em idosos pessoal queda de uma forma geral tem uma definição muito clara que eu vou ler para vocês é o deslocamento não intencional do corpo para um nível inferior a sua posição inicial com incapacidade de correção postural em tempo hábil ocorre por fatores intrínsecos e extrínsecos porque é uma questão multifatorial essa definição era sbg Sociedade Brasileira de geriatria gerontologia através dela a gente consegue ver que queda não é só quando idoso vai ao chão e se machuca queda é
o quase cair é o tropeço é o desabamento é a queda amparada tudo isso que faz com que ele parta de uma posição inicial e termine em outra inferior a posição inicial sem que haja uma correção postural em tempo de evitar e se deslocamento já é considerado queda o que muitas vezes muitas pessoas não sabem inclusive fisioterapeutas que quase cair também é cair e quando a gente vivencia o quase cair muitas vezes é muito provável que o idoso apresenta uma queda em breve Ou seja eu quase cair é um sinal muito claro de alerta de
que a necessidade de uma intervenção E aí eu sempre trago aqui esses slide e quase cair também a cair né quase cair também a queda porque perdeu o equilíbrio porque tropeçar porque cair de forma amparada porque até rezar sem controle que essa falta controle na fase excêntrica que eu falei não é natural e precisa ser investigado existe a correlação da queda né perdão das doenças algumas doenças que os idosos normalmente apresentam com o risco de cair né E aí a gente tem algumas doenças que aumentam as chances dos idosos caírem por motivos específicos como por
exemplo diabetes a diabetes ocasiona uma diminuição na sensibilidade da planta dos pés com essa diminuição o idoso não sente o solo como deveria e ao não sentir o solo como deveria aumenta a chance dele cair déficit sensoriais ou seja o idoso que tem perda da cuidar de visual né visão sem óculos ou idoso que tá com óculos desajustado idoso que precisa de óculos e não utiliza perda auditiva tudo isso reduz a percepção que o idoso tem do ambiente aumenta muito a chance dele vivenciar uma queda e as condições neurológicas né AVC alterações cognitivas como o
Alzheimer e outros transtornos Parkinson né a própria doença de Parkinson traz ali o congelamento do movimento a instabilidade postal e outras condições a festinação que aumenta muito a chance dos idosos caírem além da própria fraqueza rigidez e falha de sequenciamento na mobilidade percebam que a idade aumenta né vulnerabilidade dos idosos vivenciaram em tudo isso porque são doenças mais comumente observado em pessoas idosas mas que não é a idade e traz as doenças e por isso a queda a idade aumenta a chance de ter as doenças que aumentam muito a chance de trazer em problemas relacionados
à queda por isso que a gente precisa separar porque senão a gente não vai saber qual é a demanda que cada um cada idoso tem Qual é o tipo de abordagem que a gente deve fazer em cada caso se a gente não sabe qual é a particularidade né pessoa com diabetes tem mais chance de cair porque que não é igual da pessoa com Alzheimer por exemplo porque as alterações diferentes e isso precisa ser falado E aí eu trouxe inclusive também a correlação das alterações do corpo com o risco de cair nos idosos Então a gente
tem por exemplo a osteoporose como um fator de risco muito alto para aumentar a chance de cair que a diminuição da Márcia óssea da massa óssea Então por ser uma doença silenciosa muitas pessoas por osteoporose caem e tem fraturas Severa as pessoas idosas que tem osteoporose tem um prognóstico de recuperação mediante a fraturas graves muito mais reservado do que idosos não frágeis por exemplo artrose é que aí já é um desgaste da cartilagem articular causa dor rigidez redução de movimento totalmente diferente da condição da osteoporose né que tá relacionado meio realmente ali a diminuição da
massa óssea que é totalmente diferente por exemplo da condição da inatividade do comportamento sedentário dos idosos que traz esse desuso global de musculatura por um tempo prolongado aumenta a chance do Idoso cair por falta de de hábito de se movimentar que é uma coisa totalmente reversível E aí a gente tem um grande problema né que é o impacto da queda na vida das pessoas idosas e das famílias É principalmente associada aos machucados né Então as lacerações que podem acontecer são problemas né machucados Dolorosos que aumentam a chance inclusive dele cair mais uma vez traumas graves
né então traumatismo cranianos fraturas de quadril fêmur ombro punho irmão lesão medular né são problemas que podem acontecer com idosos que tem histórico de quedas e aí mediante a esses traumas muitas vezes ele muda totalmente de perfil idoso que cai faz um TSE um traumatismo crânio cefálico vira um paciente neurológico né aí já tem as questões naturais do envelhecimento que trazem vulnerabilidade mas os agravos as sequelas ali do quadro neurológico então é tudo isso aumenta aí o próximo problema que é a dependência e através de hospitalização que leva uma inatividade prolongada que leva a imobilidade
muitas vezes até institucionalização aumenta inclusive o índice de aumentar cada vez mais né sair na atividade Se for para um lugar por exemplo onde não tem o hábito de criar boas rotinas boas práticas de movimento e aumenta Inclusive a chance de óbito porque idosos que caem tem mais chances de cair mais uma vez e aí através desses problemas né de várias quedas consecutivas eles param de se movimentar Mas de que forma então né considerando que balance é tão completo nós fisioterapeutas podemos atuar tanto na prevenção das quedas e dos problemas da instabilidade postural quanto da
reabilitação em pessoas idosas primeiro passo prevenção né E somente a partir do rastreio de quem tem risco de cair a intervenção pontual para essa população a gente consegue de fato evitar as quedas então a prevenção começa no rastreio a gente precisa antes de começar antes de qualquer coisa saber quem tem risco de cair e para isso existem alguns instrumentos muitos eu trouxe alguns deles aqui poucos tem o sppp que avalia vários componentes né do da funcionalidade entre eles o equilíbrio dinâmico o equilíbrio parado a mobilidade a capacidade funcional em testes de vivenciar posturas de caminhada
e de sentar e levantar o mini best teste que é mais sensível de fato para o medo para o risco perdão de cair ele avalia estratégias de proteção ou quanto elas estão preservadas no idoso YouTubers que é bem utilizada a gente aprende Na graduação aplica no estágio que vê foi criado para ver mobilidade mas que é bem sensível também para equilíbrio risco de quedas e capacidade funcional esses instrumentos com certeza devem sempre estar presentes na avaliação do fisioterapeuta que atua exclusivamente com idosos E aí a gente tem algumas orientações importantes para fazer tanto para as
famílias quanto para os outros profissionais que cuidam desses nossos pacientes e também dos cuidadores né a importância de realizar boas transferências de mostrar para família inclusive que o idoso precisa ajudar que precisa participar né que ele seja parte de uma experiência segura de mudar de posição né Isso precisa é tá muito claro para família porque tem muita família que tem medo de manusear idoso porque acho que ele vai cair e acaba deixando idoso na cadeira de rodas o tempo todo isso gera um problema ainda maior então mostrar que a transferência boa transferência parte de um
bom posicionamento tomar cuidado com lacerações né que são os machucados que eu falei pensar que no leito também tem demandas né de manter o melhor posicionamento possível com recomendação de mudança de decúbito de duas em duas horas registrada é um movimento o horário que foi feito a mudança do decúbito para que seja dado continuidade e respeitar a rotina principalmente Lembrando que esses posicionamentos no leito amenizam né a evolução dos critérios da síndrome da imobilidade evitam agravos cutâneos né que inclusive é um dos critérios que são as lesões por pressão Azul ceras né melhora padrão respiratório
então vivências posturais de lateralizações no leito também é melhor a nível de consciência dos idosos a condição respiratória Então o jeito que eles respiram bons posicionamentos inclusive fora do leitos inclusive para idosos é com imobilidade é possível retirar os do leito inclusive é necessário a gente precisa entender explicar para família Qual é a melhor deslocamento possível lembra qual que é o melhor deslocamento possível pessoal cada um se desloca de um jeito mas o que é incomum o que todo mundo precisa ter independência né realizar um deslocamento né exercer a mobilidade de uma forma segura o
mais independente possível adaptando conforme a necessidade e o que que é adaptar conforme a necessidade tem pessoas que precisam de um andador para andar então adaptar o andador ajustar o dispositivo ensinar aos dispositivo mostrar os riscos ambientais porque mudam a partir do momento que o idoso começa a andar com dispositivo muitos profissionais falam de tirar o tapete né Ah tem que tirar o tapete para o idoso não cair Isso é óbvio né tirar o tapete para todo mundo não só para o idoso mas é muito além fisioterapeuta em gerontologia precisa enxergar muito além do tapete
ele precisa enxergar que mesmo sem tapete se não houver força por exemplo e amplitude de movimento funcionais de Tríplice flexão de quadril de joelho de tornozelo esse idoso não vai levantar o pé e Vai tropeçar mesmo que não houver um tapete então retirar o tapete é importante mas trabalhar O que precisa para que ele tropece para que ele não não tropece mesmo na ausência do tapete é tão importante quanto orientações para família né e cuidadores principalmente para evitar as quedas e se por acaso não foi possível evitar comunicar sempre e encaminhar né para avaliações complementares
a gente sabe como eu falei que quedas podem ter desdobramentos drásticos então precisam sempre ser investigados e monitorados é sobre mobilidade com Independência mas também com segurança né pensando em deslocamento E aí eu trago para vocês uma reflexão sobre o rótulo né na gerontologia existem infelizmente muitos rótulos os idosos têm algumas características que eles têm não convencionou-se que alguns idosos têm algumas características que de tanto a gente ouvir que eles têm acabou entrando no nosso no nosso inconsciente né então por exemplo o idoso cai dor né Essa essa fala vem repleta de estigma né vem
repleta de preconceito e inclusive Isso precisa ser atualizado na literatura científica existe um termo para classificar o idoso que cai né de fato como idoso caidor mas e aí a gente precisa buscar assim com essa palavra-chave essa literatura a gente precisa se acostumar na hora de se comunicar com idoso a evitar esse tipo de nomenclatura porque o caidor é um rótulo né você é um caidor isso é quase uma sentença né a gente precisa ter sensibilidade para substituir esse tipo de nomenclatura por exemplo para o idoso com histórico de quedas com risco de cair ele
Comunica a mesma coisa mas com muito mais leveza né A partir do momento que você fala para o idoso que ele é caidor não parece uma coisa que não dá para mudar e aí a gente precisa enquanto profissional da Saúde lembrar que somos comunicadores também E a nossa comunicação para trabalhar com pessoas idosas especialmente precisa ser sensível e aí não dá para chamar os idosos de caedores a gente precisa ter responsabilidade né porque aquilo vai para um lugar lembra que o medo de cair aumenta a chance dele cair é o idoso que já vivenciou a
queda o que quase cai provavelmente vai cair mais do que aquele que nunca passou por essa experiência e se você reforça o que ele tem de ruim né que esse déficit essa necessidade de melhorar a estabilidade postural você tá colocando esse rótulo mesmo né de Ah o idoso Então vamos evitar sempre que possível inclusive com a família é por mais que a gente Leia né encontra isso na literatura começar a usar outras nomenclaturas para se comunicar eu acho que a comunicação é uma maneira da gente acolher também né isso faz muito sentido inclusive para a
família e aí eu trago aqui para finalizar essa aula uma sensibilização sobre o significado que as pequenas coisas têm que pequenas coisas né a gente que lutou tanto para envelhecer Trago essa frase aqui para falar que após tantos esforços para prolongar a vida humana seria lamentável não oferecermos condições para viver com dignidade a gente lutou tanto a medicina evoluiu tanto para deixar a gente viver mais né E aí a gente vai viver como né E aí através da fisioterapia a gente melhora demais a qualidade de vida dessas pessoas e dessa vida né que vai ter
longevidade Quem tem sorte Vai envelhecer E aí eu trago para encerrar uma reflexão sobre a funcionalidade sobre a gente lembrar que reabilitar é tornar possível através da fisioterapia o movimento que leva a uma ação e essa ação pode ser qualquer ação né o significativo para o idoso tem que ser uma ação que que traga autonomia Independência segurança interação participação e felicidade e aí pode ser um abraço né porque para abraçar a gente precisa de um vínculo afetivo né para nos motivar a gente precisa ter mobilidade nos braços para segurar bem firme alguém que a gente
ama a gente precisa ter força nas pernas para se sustentar durante um abraço a gente precisa ter controle de tronco para se ajustar a gente precisa ter estabilidade postural para manter manter-se firme durante todo o abraço e principalmente a gente precisa ter autonomia para querer se expressar e para querer abraçar todos esses componentes tão importantes do abraço estão disponíveis para nós para nós estimularmos através da fisioterapia então eu gostaria que para finalizar essa aula a gente tivesse a consciência de que para treinar equilíbrio em idosos a gente precisa ir com a fisioterapia muito além do
equilíbrio a gente precisa contemplar o indivíduos de uma forma Global sabendo todos os componentes que estão por trás da manutenção da estabilidade postural mas também proporcionar e lembrar que a gente está aqui para trazer movimento que leva uma ação que promove tudo isso que tá aqui principalmente felicidade aqui estão as referências dessa aula estamos à disposição quem tiver dúvida manda para nós pelo Instagram ou aqui pela plataforma Muito obrigado e até a próxima aula