[Música] Ah, natureza. Quem não tem saudade de quando vivíamos em comunhão com a natureza? Quem não sente falta do canto dos pássaros, da brisa fresca da manhã e dos banhos de rio?
Quem não sente falta dos mosquitos, dos bichos peçonhentos e do perigo iminente de ser comido por uma onça? Quem não morre de saudade de morrer de amidalite porque ainda não tem penicilina ou porque o posto médico mais próximo fica a quilômetros de distância. Quem não sente falta de literalmente fazer as necessidades biológicas no mato?
Ninguém, né? Mas durante anos, Rousse e o seu bom selvagem, com a ajuda dos artistas do romantismo brasileiro, que retratavam o homem natural como ser perfeito e superior ao homem civilizado, o mundo vai caminhando para uma paganização, ou seja, coloca a natureza em um patamar superior ao homem. Não que isso seja uma ideia nova, o paganismo pré-cristão já sacralizava a natureza e fazia sacrifícios humanos para acalmar os seus deuses.
O ser humano sempre foi o maior inimigo dos adoradores da natureza. Mas será que isso aconteceu sem trocadilhos naturalmente? Quem poderia estar interessado em patrocinar ideias que são contrárias à nossa própria existência?
Não é antinatural que alguns seres humanos preguem o ódio ao próprio ser humano? No primeiro episódio especial sobre o Máfia Verde, o livro de Lourenzo Carrasco, Silvia Palácios e Geraldo Luiz Lino, falamos um pouco das origens dessas ideias. Conhecemos Maltos, que construiu as bases do pensamento ambientalista.
Também mostramos as ideias de pensadores como Vladimir Vernadski, que foram cancelados, ainda que a sua teoria sobre a biosfera e a anosfera sejam no mínimo dignas de atenção. Nesse vídeo agora falaremos de outras forças por trás desse movimento que se transformou em uma verdadeira máfia verde. No meio das tábuas de a menos verdures, cercado de troncos cobertos de flores, alteiam-se os tetos da altiva nação.
São muitos seus filhos nos ânimos fortes, temíveis na guerra que indensas cortes assombram das matas a imensa extensão. O poeta Gonçalves Dias foi um dos expoentes da tradição literária conhecida como indianismo. Influenciado pelas ideias do filósofo iluminista Jean- Jaques Rousseau, descreveu o índio como um bom selvagem.
Essa idealização do índio e da natureza permanece na cultura até hoje. Mas como toda idealização, ela é totalmente falsa. Essa visão dominou a cultura e a educação brasileira durante muito tempo, mas nada se compara o que aconteceu a partir das celebrações dos 500 anos do descobrimento do Brasil no ano 2000 e da América em 1994.
Aproveitando a data, os ambientalistas começaram a requentar a história do Bom Selvagem. Nessa época se intensificou a narrativa de que o índio representava o homem natural. O homem branco seria então o ganancioso, malvadão, que só teria vindo à América ou mais especificamente ao Brasil para roubar as riquezas e causar dor.
Os livros de história contam que fomos descobertos no ano de 1500, mas esse é um conceito que já não faz mais tanto sentido e por isso vem sendo revisto. A revisão histórica que nós temos que fazer é remover esse termo descoberta e descobridores pelo termo invasores, conquistadores e colonizadores. Segundo Carrasco, essa foi uma campanha articulada por oligarquias internacionais para deliberadamente destruir a autoestima das nações iberoamericanas para que, pela culpa, pensasse que são incapazes de lidar com seus próprios problemas, aceitando uma recolonização disfarçada sob a bandeira da globalização, um fenômeno histórico inevitável.
Segundo eles, os estados nacionais deveriam compartilhar a sua soberania em benefício de uma estrutura de governo mundial. Essa sim apta a controlar os problemas ambientais, incluindo os povos originários, como eles gostam de chamar. A Amazônia seria então um patrimônio da humanidade, não um recurso natural sujeito à soberania brasileira.
Ou em português, claro, depois de explorar todas as suas riquezas e se desenvolverem graças a isso, os oligarcas agora querem explorar as nossas. É uma divisão justa, como aquele desenho do pica-pau, sabe? Um para você, um para mim, dois para você, um, dois para mim, três para você, um, dois, três para mim.
Quatro para você, 1 2 3 4 para mim, cinco para você um, três 4 cinco para mim. Prontinho, tudo dividido meio a meio. [Aplausos] O que é meu é meu, o que é seu é nosso.
Um dos maiores avanços nesse sentido foi justamente a Rio 92, conferência organizada pela ONU ocorrida no Brasil no ano de 1992. Claro, ali já se anunciava uma nova ordem mundial. É, eles usavam exatamente essa expressão, tá?
Nessa nova ordem, os estados soberanos se submeteriam a rigorosas regras de proteção do meio ambiente determinadas por uma autoridade estrangeira eleita por burocratas em Nova York ou em Genebra. A rigor, as riquezas naturais do planeta seriam controladas por essa tal autoridade. Conferência das Nações Unidas recebeu 3.
000 delegados oficiais, 400 representantes de organizações intergovernamentais e mais de 100 chefes de estado. Fato inédito em toda a história da ONU. No Rio Centro, eles negociaram convenções e medidas que poderão ter força de lei.
Com muita força de pressão, os 35. 000 representantes das organizações não governamentais presentes no fórum global firmaram mais de 30 tratados alternativos. Foi também a primeira vez que as organizações não governamentais foram chamadas a se articularem globalmente, o que resultou numa agenda própria de discussões e no encontro de lideranças mundiais com pesquisadores na busca de alternativas reais para preservação e conservação do meio ambiente.
Claro que é apenas uma coincidência o fato de que isso tiraria do Brasil o poder de decisão sobre os seus recursos e o entregaria para as potências e suas oligarquias. O golpe tá aí, cai quem quer, né? E a gente caiu como patinhos.
A primeira implicação prática da Rio 92 foi a criação da reserva Ianomami, uma área de 90. 000 km² no coração da Amazônia. Toda essa área foi, na prática internacionalizada, uma vez que a soberania do Estado brasileiro passou a ser compartilhada e limitada pela interferência do aparato ambientalista indigenista internacional.
É uma área do tamanho da Hungria, uma terra maior que os países baixos e a Suíça somados. É muito território. De 92 para cá, na Terra e Anom, índios passam necessidades básicas.
Ou seja, se é um povo que não se beneficiou com a demarcação, foi justamente os povos indígenas. Mas as ONGs não se importam. Eles têm que manter os índios como num zoológico, sem acesso aos cuidados básicos para não influenciar a sua cultura.
Claro, é apenas uma coincidência que essa área se localize na Amazônia, a mais importante fronteira mineral do mundo, com as maiores reservas de biodiversidade, água doce e florestas tropicais. Nessa mesma época, na década de 90, também começaram a aparecer organizações terroristas revolucionárias por toda a América Latina. O exército zapatista de libertação nacional, Sender Luminoso, Asfarc, o movimento revolucionário Tupacam Amaru.
Foi nesse contexto também que as redes da teologia da libertação formaram a liderança do movimento dos trabalhadores rurais sem terra e suas ramificações, como a via campesina, o movimento dos atingidos por barragens e outros grupos do gênero. Enquanto essas organizações atuavam por dentro, uma versão moderna da lenda negra começou a aparecer através da mídia do aparato educacional do governo, já infiltrado pela ideologia maltusiana. Essa lenda diz que a experiência do descobrimento e das grandes navegações só trouxeram ocupação, ganância, genocídio e devastação da natureza.
Aqui o próprio Lorenzo nos explica melhor o que seria essa lenda negra. La leyenda negra fue básicamente una cuestión que se elaboras coloniales, Holanda, Inglaterra e França, não para colocar la península ibérica especialmente España de Felipe I Carlos V, no como la civilización que aplastes indígenas en planeta es una cu engra francia colonialismo nunca se mur in ingleses mcur con indenas no ves holandes mistur con indígenas no ves franceses mistur con indígenas una cosoriador es historiador del imperio britico no arnold La humanid alg va alcanzar la idea de una fraternidad universal va a ser gracias a los portugueses que supieron convivir con las comunidades indígenas. Portugal y España inclusive hicieron como política del laz de razas.
El mestizagis es un patrimonio cultural península ibérica. Entonces vino un ataque a esa política decir que España y Portugal hab destruo las poblaciones indígenas cuando fue al revés. Então é engraçado que hoje, eles estacando los países ibéricos, no de Iberoamérica, como haber realizado esse genocídio, não incluso la conquista de México, Cortés es el primero que hace el mestiza con con la malinche, no es marina, es una noble y tiene primer mexicano que después va a tener Mart et la política negar totalmente la obra civilizadora ibérica no se encarnó en las propias poblaciones esempit la historia que platicar aquella idea de que tú eres lo que crees de tu propia historia.
Nos acredit que nuestra cultura está levantada sobre um genocídio indígena, então merecemos mesmo um destino colonial. Entonces, todo isso se genera, não basicamente como uma maniobra colonialista. Es decir, eh vamos a volver a enfatizar que este continente está constituído sobre um rio de sangre, de sangre indígena.
Entonces aí viene toda essa campanha este cancelamento, não? configura essa essa leyenda negra Vencia frente a ese fato vene emigrcia paes bajos sur norte de Fran Suiza y los países bajos incluso en la revolución gloriosa de 1680 Inglaterra al poder es la casa de Orange y lo que ellos partido venciano. Entonces, quando falamos de método veneciano aquele método que entra exatamente nestes elementos culturais.
yo poderte convencer lo que yo quiero seas, el yo quererte convencer de que acredites que eres entonces generas una cultura para hacero eso lo que podemos llamar método veneciano que era vencia vencia era publica os livros que se conocia não se conoc de ciência ou não ciência tal era venécia que que tenía el control desse processo. Isso muito importante. Isso claro que vai passar, por exemplo, todo esse método vai passar a al poder angloandés e de se va a fomentar exatamente los livros de la leyenda negra.
Antes das navegações, as oligarquias venezianas dominavam a economia e a política na Europa. Portugal e Espanha começaram a quebrar esse monopólio, abrindo novas rotas comerciais pro comércio mundial. O mundo tava passando por um enfraquecimento do cristianismo e pelo renascimento que plantariam as sementes do Iluminismo.
Nessa época, o homem começa a tomar o lugar de Deus como centro da existência. Para combater os ibéricos, os oligarcas de Veneza até defendiam abertamente a pirataria. As leis também sofreram mudanças nessa época.
Segundo o direito natural clássico defendido desde os gregos, no mundo existe uma moral única e verdadeira que serve a todos os seres humanos. Com o surgimento do direito natural moderno de Michel de Montain, o homem é quem decide o que é e o que não é moral, de acordo com as leis da natureza. O direito natural humano é colocado assim no mesmo nível da dignidade que o de uma onça ou de uma árvore ou até de uma pedra.
E daí surge a figura do homem natural ideal, o bom selvagem. A economia também estava mudando. No século X7 foi criada Companhia Holandesa das Índias Orientais, que buscava enfraquecer o poder econômico e político ibérico.
Ela é considerada por muitos o embrião do que chamamos hoje do sistema financeiro internacional. foi a primeira bolsa de valores e esteve envolvida em diversas fraudes contábeis durante a sua história. O seu valor de mercado atualizado ultrapassa 8,2 trilhões de dólares, um número aproximado à soma da Microsoft, da Apple e da Nvidia, as três empresas mais valiosas em 2024.
A Companhia Holandesa das Índias Orientais foi uma das principais ferramentas dos oligopólios para conter a expansão do mundo ibérico. Hoje, vejam só, a Holanda, Noruega e Inglaterra tem grande presença na Amazônia através das ONGs. Segundo o dossiê apresentado no Senado para abertura da CPI das ONGs, a comprovação, por exemplo, que uma ONG holandesa comprou na cidade de Coari, no coração do Amazonas, cerca de 4.
000 km² de terra. 1 démo da superfície do seu próprio país. Curioso é que Coari tem grandes reservas de gás e petróleo e não por acaso uma das maiores petroleiras do mundo é controlada por holandeses.
Mas isso tudo é claro uma grande coincidência. Vai ver, eles só queriam preservar a área alinha azul. Sei lá.
Por muito tempo, o Brasil e o mundo t comprado a ideia de que somos o resultado de uma invasão sangrenta que veio para destruir os pobres indiozinhos que viviam em um paraíso na Terra. Toda essa narrativa, que acontece também em toda a Iberoamérica e nos Estados Unidos, apenas serve a um propósito, nos fazer esquecer a nossa própria história. Houve sangue, injustiças, perseguições e exploração?
Claro que sim, como há em todo o empreendimento humano dessa magnitude. Não tem como, o ser humano é caído. Mas também houve coragem, sacrifício, amor ao próximo, assimilação de culturas.
O Brasil é um país missigenado e sempre se orgulhou disso. Osvaldrade diz em seu poema Erro de português: "Quando o português chegou debaixo de uma bruta chuva, vestiu um índio. Que pena!
Se fosse numa manha de sol, o índio tinha despido o português. Oswald seria hoje, no máximo, um twititeiro razoável. Afinal, o português não só vestiu o índio, ao vesti-lo também o ensinou a não praticar o infanticídio, o canibalismo, o apresentou ferramentas que facilitaram suas vidas e o salvou da, vamos usar uma palavra moderna, insegurança alimentar e o apresentou Jesus Cristo, tá?
que no meu caso isso é importante, mas se você não acredita tudo bem. O demônio é o rei das meias verdades. Tá na hora da gente iluminar a parte da história que eles querem esconder.
Tá na hora da gente retomar o Brasil, voltar a conhecer a nossa história e aprender com os erros, mas também com os acertos. Acabar com essa síndrome de vira lata e parar de acreditar que a gente é incapaz de gerir a nossa própria vida. Isso é que os oligarcas modernos do globalismo que estão aí agora no COP 30 querem que você acredite para que o brasileiro entregue de bandeja todos os seus recursos sem reclamar e ainda agradecendo.
Ai vai salvar o planeta. Tá mais do que na hora do brasileiro dar um novo grito de independência e redescobrir o Brasil. Oh.