Olá, seja muito bem-vindo a mais um episódio do Entrelinhas. Hoje, ó, estamos aqui num lugar especial, você já viu? Estamos aqui no iFood, uma das principais empresas do Brasil. Dá para falar que é uma empresa de tecnologia, mas o Diego vai explicar isso aqui melhor. Antes da gente entrar no papo, se inscreve aqui no canal, curte os outros vídeos e manda para mais pessoas. Vamos fazer esse movimento crescer Bastante. Hoje eu tô aqui com Diego Barreto. Diego, muito obrigado por ter participado desse desse bate-papo aqui no Entre List. Obrigado por ter vindo a a nossa
casa. Ah, um prazer, cara. Um lugar super inspirador aqui. Muito legal poder estar aqui no iFood. Ah, e a ideia aqui é a gente falar um pouquinho sobre a a tua trajetória, a tua jornada, mas também falar muito sobre o que normalmente a gente não vê nos números, né? Assim, a ideia do Entrelinhas é Descobrir o que tá por trás das grandes empresas, por trás das grandes decisões. E esse vai ser o nosso papo a partir de agora. Boa, cara. Primeiro eu queria tentar entender um pouquinho contigo assim, você começou a tua carreira aqui no
no iFood, vamos colocar assim, como um CFO, né? E aí agora você assumiu essa cadeira, né? Já há um tempo de CEO. Que que muda na tua visão? Como é que você como é que você fez essa virada? Eu sei que essa veia empreendedora tá contigo Há muito tempo, mas como é que foi essa mudança de cabeça de CFO para CEO de uma das empresas mais incríveis no Brasil hoje, né? Então tem muita gente dizendo que vocês Mercado Livre e no Bank são as três magníficas, vamos dizer assim, né? Ficou legal essa chamada que um
dia fizeram, mas como é que foi essa virada, cara? Eh, acho que primeiro assim, a a esses 8 anos de iFood até aqui são 8 anos em que eu vivo dentro de uma cultura que a gente cobra muito a Ambidestria, essa capacidade que você tem de fazer duas coisas que souam contraditórias ao mesmo tempo. Então, toda vez que alguém me pergunta assim, cara, como é que um CFO vira CEO? É, é via de regra, as pessoas têm o viés do típico CFO, o que não é a realidade aqui dentro do iFood. Então, eu vou te
dar um exemplo. Eh, aqui dentro do iFood, numa cadeira de de finanças, a pessoa tem que entender que ela vai olhar para um negócio grande e vai discutir Otimização. Eu vou olhar para um negócio pequeno e vai discutir pro do Market Fit, o cara de finanças. Uhum. Uhum. Então, via de regra, não é isso que você encontra por aí. A grande prova para mim disso, além de conhecer muitas pessoas e falar sobre isso, é que as ligações que eu recebia historicamente era, cara, como é que vocês fazem aí? Vocês t um comitê de inovação e
aí vocês avaliam com TIR e VPL? Para pensar, você tá fazendo um negócio no PowerPoint, uma Premissa, uma hipótese tentando resolver um problema e você calcula tir vento. Não tem nada para podercial para poder fazer qualquer coisa. Meu Deus. Então a nossa cabeça aqui dentro, independente da sua posição, ela é talhada para poder rotacionarem pr diferentes ângulos diferentes, né? Então acho que esse é o primeiro ponto. O segundo que eu sempre conjuguei aqui também a cadeira de estratégia. Aham. Então, estratégia sempre teve comigo aqui ao longo desse Tempo. E aí acho que o que o
que valida essa jornada toda é o fato de que eu sempre fui o CFO que sabia ter a dureza, sabia ter a incisão daquilo que era muito claro e óbvio, mas sabia também ter a flexibilidade daquilo que era uma visão, daquilo que precisava nos levar para um próximo patamar. E acho que é esse equilíbrio que ao longo do tempo me traz para essa posição de hoje. E eu acho que isso é é legal, você falou isso, porque assim tem coisas na Companhia que a gente tem que proteger, tem que proteger os números, tem que proteger
a eficiência, tem que proteger a capacidade de fazer mais com menos, mas ao mesmo tempo tem que construir o futuro, né? Então essa esse equilíbrio dessa minestria é bem legal. Ex. É, deixa eu te dar mais um exemplo aqui, porque eu acho isso muito legal. É, é, é toda vez que eu falo isso, em especial as pessoas de finanças, elas elas ficam meio ressabiadas. Eh, aqui, cara, o mais Comum quando a gente faz um MNI é integrar uma empresa 3 anos depois. Toda vez que eu falo isso, a primeira reação de uma pessoa de finança,
fala assim: "Mas, mas e a sinergia de custo e os sistemas e um único time de sei lá, de pipa trabalhando pras duas empresas?" Falo, cara, a cabeça tá no lugar errado. Uhum. Quando você faz um MNA, a cabeça deveria estar em crescimento, exceto se o motivo era totalmente diferente desse, né? A Cabeça tem crescimento. E para crescer o que você precisa é de duas, três integraçõezinhas. Você não precisa parar a empresa inteira e gerar um ruído enorme. Então você fala assim, mas você vai se preocupar com isso? Claro, no momento certo. Sim. Agora, olha
só, se eu pego uma empresa que tá sendo adquirida e faço ela inteira parar para poder fazer esse movimento, olha o tamanho do ruído que eu gero. Você perde e você perde um bom tempo de Crescimento, né? Total. Então esse é um bom exemplo dessa cabeça que a gente desenvolve aqui dentro. Bom, pegando esse esse teu gancho assim de, né, proteger, mas ao mesmo tempo criar a visão, construir o futuro. A pessoa que é de finanças, normalmente ela, o a área de finança, tem muito dado, né? Tem muita informação, tem, mas às vezes esses dados
eles ficam ali meio que na retaguarda e não viram insightes pra companhia, né? Aqui vocês têm uma cabeça E você escreveu um livro sobre isso, né? Sobre o cientista, sobre a ciência por trás dos números, n? O que que o que que você, como é que você viu essa coisa assim de transformar o iFood nesse lugar que olha muito para dados, que olha muito paraa informação, que transforma dado em ciência, insemite e como isso vira insumo paraa inovação? Boa, cara. Acho que primeira coisa é a gente questiona muito as regras que a gente aprende ao
longo da vida. Eh, a gente Empresa vai descobrindo regras que vem de consultorias, de frameworks que tenta aplicar para todo mundo. Exato. E aí, é claro que aquilo tem valor, mas o ponto é, se você não tiver capacidade de responder alguns porquês, na prática, você tá só seguindo o que todo mundo tá seguindo e aí você não tá criando nenhuma vantagem competitiva. O caso de dados específico, o raciocínio foi o seguinte: olha, por que que uma área ou outra ou outra deveria ter muito acesso A dado? Não tem uma resposta para isso. Você tentar achar
um porquê das coisas, não tem. Então, a nossa premissa qual foi primeiro? Eh, criar um datalake em que todo mundo pudesse acessar 100% das informações. Uhum. Toda vez que eu falo isso, alguém fala: "Mas e a privacidade?" É óbvio que eu tomo cuidado com isso. Isso é facilmente resolvido, gente. Isso não tá longe ser um problema. Então, essa é uma primeira Premissa. A segunda premissa era: por que que algumas pessoas acessam mais informações do que outras? E a resposta é muito simples, é porque aquelas pessoas foram preparadas para isso. Uhum. Então o que que a
gente fez aqui? A gente reconfigurou as pessoas do iFood para isso também. A gente fez um trabalho muito forte para que todos passassem a trabalhar com SQL. Então, olha que interessante. Na hora que a informação tá disponível para todo mundo E você tem um ferramental na sua mão, a mágica acontece. Não, não tem segredo. Então, você não é melhor de Excel do que eu porque você é melhor do que eu. É porque você se propôs a aprender isso e a treinar isso, certo? Então, na hora que você para a empresa para poder ser boa em
SQL, a consequência natural vai ser essa. Sim. Então, por que tô te contando esses detalhes? Porque esses detalhes eles mudam radicalmente a forma como a empresa passa a operar dali pra Frente. Ou seja, de onde vem ótimas análises, estudos, correlações, hipóteses, baseado em dados aqui nossos de todas as áreas. Uhum. Eu consigo te dar exemplo do RH Uhum. que é uma área que historicamente ninguém vai falar sobre isso. E não é assim, ah, o seu RH é data Ding, não, não, não, não. De criação de produto, de construção de coisas que não são típicas virem
de uma área de RH. Então, todas as áreas aqui elas têm esse potencial. E aí a gente Chega no último, na última fase. A última fase é: você tem que gerar um incentivo e você tem que dar o feedback, correto? Sim. Se isso acontece, vai rolar. Não tem como não rolar. E quanto mais as pessoas conhecem sobre o negócio, quanto mais elas têm acesso à informação, mais criativo também fica o ambiente, n? Mais insites, insumos sai dali, né? Sabe por quê? Porque eu costumo dizer, você para de ter a conversa do corredor, é porque ela
se Torna real. Então não é que assim, eu chego e falo, Júnior, cara, você não acha que eu não sei o que, não sei o quê, não tem ideia. É assim, Júnior, eu entrei lá, eu fiz isso aqui, eu vi isso, eu correlacionei, aí tem uma análise mais complexa que eu não tenho capacidade. Eu pedi para uma pessoa me ajudar aqui, olha isso, olha a diferença que tem de ficar tendo papinho sobre o que você acha de determinado elemento. Então, é isso, é, isso é incrível. E Acho que tem uma outra coisa aqui que assim
é é óbvio que o iFood se especializou muito nessa coisa de dados, né? Assim, quem é cliente do iFood, acho que todo mundo tá nos assistindo aqui deve ser cliente do iFood, você entra ali, você sabe exatamente, você percebe exatamente essa coisa, o que você gosta de comer nos horários. Então você você é acionado pelo iFood naquele horário que você sempre come, não? Então tem tá claro que existe muita informação ali. Agora você também do outro lado do do aplicativo tem um ser humano que tá pedindo essa comida. O quanto que vocês ainda t aqui
dentro assim, apesar dos dados, o quanto esse olhar pro humano, se tentar identificar essa coisa que o número não mostra, o quanto que isso ainda tá na tomada de decisão de vocês aqui dentro, ó. Eh, eu diria que e eh o humano ele e o olhar humano ele serve aqui em dois momentos. Tem um momento que é o momento de iterar hipóteses. Uhum. Né? Será que Será que Será que Opa, descobri isso. Será que Opa, descobri mais uma coisa? Então o humano ele é muito presente nesse momento em você criar inúmeras hipóteses e testar e
ver aquele primeiro resultado. Onde é que a gente passa a deixar de ter o olhar humano? No momento em que isso vira uma realidade e o modelo passa a gerar insightes para que eu possa tomar uma decisão final. Então o que que a gente tem no final? Você tem um começo Com o humano, você tem todo um meio do caminho com a máquina, com os algoritmos e você tem o humano numa última camada dizendo: "É, isso aqui faz sentido pra direita ou pra esquerda". Mas depois isso volta de novo para dentro do algoritmo e o
humano sai de novo. Valida. Exato. Então o olhar humano ele continua existindo, mas ele é em gates, né? Você vê no passado, assim, há muito tempo atrás, eh eh você ia para uma reunião e alguém falava: "Não, eu tenho Eu tenho experiência com isso". Uhum. Uhum. Tipo, essa frase ela não existe dentro do Food, não existe essa frase. A a o o ponto é, eu preciso ver isso nos números. Se se eu não vi isso nos números, das duas uma ou eu não gereveria criar hipóteses para eu poder enxergar isso, né? E ter em cima
disso. Ou desculpa, isso é o que você acha. É, não é o que de fato acontece. Exatamente. E e você acha que com base nesse nessa nessa nessa conexão de dados Mais o treinamento das pessoas, né, mais os algoritmos que vocês têm e usam e a gente vai falar isso daqui pra frente, é o iFood hoje já dá para dizer que o iFood é uma tech company. Você assim, vocês se enxergam desse jeito. Nós somos uma uma empresa de de tecnologia que por acaso atua nesse segmento de de delivery de eh eu eu ol eu
diria que a gente tá mais hoje para ser já uma IA company do que uma Tech Company. Então, deixa eu falar como é que eu conceituo isso. Para Mim, o que define o que uma empresa é a alavanca que a permite tomar decisões, orientar a direção dela e no final fazer o valor dela acontecer. Então, algumas pessoas vão falar assim: "Pô, a minha empresa é uma empresa de logística. O que que is que tá por trás? Você criou um ativo que te permite um, tomar decisões, dois, direcionar e três, gerar o resultado." Então, essa é
uma empresa de logística, independente de qualquer outra coisa. No nosso caso, veja, Primeiro mais 50% das pessoas que trabalham aqui são pessoas de tecita. Uhum. 50%. Então, mais de 50%. Então, esse é o primeiro ponto. Ou seja, tá, a empresa como um todo, ela é uma empresa que tem, você pensa assim, se você quebrar os outros 50% entre marketing, operação, comercial, imenso. Exatamente. Assim, a relação é uma relação muito diferente. Então, esse é o primeiro ponto. Segundo, 100% das áreas do iFood tem suas estruturas de tech e data. 100%. Uhum. Então assim, ah, o marketing,
o marketing, o branding, o branding, people, people, todo mundo. Então, o que que isso quer dizer? Que a engrenagem de cada uma das áreas, ela tá calcada nisso. Então, na hora que eu pego essas duas coisas e combino, isso me permite chegar num num próximo passo que é os modelos de proprietários. A gente tem hoje mais aqui mais de 150 modelos proprietários. Se eu desligar os modelos do WiFood, o Wifood a empresa Não funciona. Não existe. Não existe. A empresa para de uma hora para outra se eu desligar os modelos de A. Por isso que
ele compan exato. Ela por isso que ela é e o resultado vem disso. Uhum. Então não é que eu tenho um modelo aqui ou um negócio ali. Não, não, não, não, não. O meu resultado vem disso. Sim. Então você pega, por exemplo, o meu antifraude hoje ele não é terceiro, ele é um modelo interno nosso e ele bate todas os benchmarks que existe no Brasil. Todos. tem tanto dado quanto vocês têm sobre o próprio negócio. Exatamente. Esse é o ponto. E aí você chegou numa conclusão que é muito importante. O problema é que toda vez
que você vai fora e busca uma solução, seja ela qual for, e para que pro, ela é uma solução na média. Uhum. Certo? O teu banco, ele tem para você um banco na média, certo? Porque ele é feito para você, para mim, para várias outras pessoas. Ele é uma média. Por isso que Você entra lá e sei lá, tem operação de câmbio e talvez você não faça câmbio, né? Eh, o que eu tenho aqui é a capacidade de criar para mim. Porque eu tenho informação. Então você pega, por exemplo, eh, a minha fintec hoje, que
ela, por exemplo, ela é um banco, na prática, né? a gente chama de fintec, que é o nome mais moderno, mas ela é um banco. Exatamente. O iFood Pago, ele tem hoje uma carteira que desembolsa por mês mais de R$ 100 Milhões deais de crédito. R milhõesa. R 100 milhões deais por um perfil que no Brasil pouquíssima gente dá dinheiro, que é o pequeno comerciante. É o cara que tem pouco histórico, tem o o tempo de vida da da da do negócio dele é curto e via de regra, ele não tem crédito para ele. Sabe
qual que é o prazo médio da minha carteira? 18 meses. 18 meses é o prazo médio de um empréstimo meu. 18 meses. Eu te desafio a procurar quem dá pro SNB Brasileiro no mar aberto 18 meses. Sabe qual é a minha de implência? 7%. Não. E e isso é isso é conecta muito o que você falou aqui. Se se eu sou o banco da farmácia, do supermercado, da loja, não sei o quê, eu sou na média, né? Você comeu o banco do restaurante, você sabe 100% que Exatamente. Exatamente. Aí você fala: "Um dia você quer
ser o do pet shop?" Eu posso, se eu tiver dado para isso. E esse é um exemplo do porque que eu sou Uma empresa de IA, porque a minha decisão, eu falei sobre a a orientação, a decisão, ela tá baseada neste elemento de dado. Então eu eu vou só para para deixar mais clara a questão do crédito. O meu modelo de crédito, a as variáveis financeiras, né? a receita, o lucro, elas são o menor componente do meu modelo. O meu modelo de crédito tem como maior componente questões operacionais. Uhum. Então, ele tem a capacidade de
olhar para um Restaurante e dizer por causa do comportamento de cancelamento, por causa do comportamento de ruptura, por causa do comportamento de número de turnos, por causa do comportamento de correlação de inflação com preço, por causa disso, diso daquilo, ele é um bom restaurante ou não? Então você você o teu modelo de a mais ou menos meio que ele conecta pontos que outros outros bancos não conectariam porque tem não tem tanta informação. Examente. Volto pra questão Da importância do dado. Isso, exatamente. E aí você fala assim, falou: "Mas um um um banco também tem?" Não,
um banco não tem. O que ele tem, cara, é algo muito restrito, é transacional. Você tem o desempenho do restaurante, você sabe exatamente porque se ele tá crescendo, se ele não tá te pedindo mais, tá pedindo mais. Exatamente, cara. Isso é muito legal. E e acho que isso vai encontro nesse nesse nessa criação do que eu tô vendo. Tô olhando para uma Parede aqui, pessoal. Tem uma escrito ecossistema aqui. E aí aqui você falou do banco, né? O banco do iFood, o iFood Pago. Eh, o iFood ele ele nasceu como uma empresa de delivery de
comida, né? O nome diz isso, mas o iFood virou categoria, né? Lá em casa, quando a gente vai pedir qualquer coisa que nós vamos jantar hoje, vamos jantar iood, né? Virou tipo Bombril cotoné. Vocês criaram uma categoria e essa categoria se expandiu para além do food, né? Hã, Hoje tem farmácia, pet shop, supermercado. Eh, o iFood é realmente hoje essa esse ecossistema, não só de empresas, de soluções, mas também de produto. Daqui a pouco qualquer coisa que eu quiser vai estar no iFood. É, eh, sim. E isso quer dizer produto, eh, eu vou exagerar aqui
no conceito de internet, né? Eu não tenho a pretensão de ser a loja física. Sim. eu não tenho a pretensão de ter o meu estoque. Então, acho que esse é um primeiro ponto, Porque eh é comum que as pessoas comecem a olhar e falar: "Hum, o próximo passo é esse não é meu passo." A gente não considera, a gente nunca discutiu esse tema aqui dentro. Então ele tá descartado. Para nós tem uma questão de você ir entrando na rotina de uma pessoa, na rotina de uma comunidade, leia-se, de um bairro, né? De um de um
centro específico que pessoas ali convivem. Quer dizer o seguinte, por que que a gente começou pelo Food Deliver? Porque o Food Delivery ele tem a maior frequência sim e a maior quantidade de ocasiões. Comparado com qualquer outro momento seu de compra, a comida é o maior deles é 90 por mês. Uhum. Então o Food Deliver ele foi importante para quê? Para me dar dado. Uhum. Ou seja, se o Júnior tivesse aqui comprando farmácia, ele estaria consumindo muito menos do que comida. Então eu te entendo melhor por isso. Exato. No momento que eu te entendo mais,
a as adjascências São um crescimento natural. Então, o que que a gente fez e em 2021? A gente começou o nosso negócio de mercado. Uhum. Depois o nosso negócio de farmácia, depois o negócio de bebida e conveniência e depois o negócio de pet shop. Então a gente andou inicialmente nessas quatro adjacências. Que que a gente foi descobrindo? Um monte de coisa. A farmácia ela é mais próxima do que eu já precisava em termos de ativo logístico. O supermercado é muito mais Distante, tem uma questão operacional que é muito mais complexa. Eh, gerenciar estoque num pet
shop é infinitamente mais fácil do que gerenciar estoque de uma farm de uma, desculpa, farmácia não, de um de um supermercado. Então, a gente aprendeu muito ao longo desses anos. Enquanto a gente aprendia isso, no Food Deliver, a gente foi criando um programa de loyalty, que é o clube, que permite a gente tá mais próximo dessa jornada diária de consumo do do consumidor. Ainda que fosse no restaurante, né, ou seja, na comida, você conseguia ter uma frequência dele muito mais alta. Por isso você vai entrando e entendendo ele cada vez mais, onde ele trabalha, onde
que ele vai na sexta à noite, onde ele encontra os amigos, etc. Quando essas outras categorias ficaram mais concretas, aí a gente começou a aproximar. Então, a gente começou a testar farmácia no clube eh em agosto do ano passado. Uhum. É o crescimento mais Exponencial da história do iFood. É um negócio inacreditável. Por quê? Porque as pessoas estão acostumadas, elas conhecem a mecânica, elas, enfim. E aí as farmácias vêm fazendo um trabalho muito bom ao mesmo tempo. Então a gente conecta isso, as coisas vão acontecendo. Supermercado, mesma coisa, tá indo muito bem, mas é um
negócio mais difícil porque a operação no offline, ela é mais complexa, né? você precisa trabalhar isso com mais complexidade. Então a Gente vai andando aqui ao longo do tempo. Onde é que tá a cabeça? A cabeça, Júnior, tá na conveniência. Uhum. Né? Então alguém já falaria assim: "Ah, um dia você vai competir com o Shop Center, com a Magalu, com o Mell". Não, não acho. Acho que são propostas de valor diferente, ainda que você possa estar entregando a mesma coisa. Então, por exemplo, a gente tá, a gente tá testando shopping há um ano. Shopping leia-se,
qualquer produto que vende dentro de um Shopping. Por quê? Minha logística já tá lá, eu já tenho ali acordos com os shoppings para poder organizar. Exatamente. Então, enfim, tá tudo certo ali. Então, a gente começou a testar isso, cara. Vai super legal. É pequenininho ainda e a gente não tá fazendo força nenhuma. Você tá competindo com quem? Acho que com ninguém. Uhum. Por quê? Porque veja, eu vou conseguir oferecer uma experiência de shopping quando você quer comprar uma Camiseta? Óbvio que não, né? Você vai comprar essa camiseta sua pela primeira vez, você precisa ver se
cai bem. Exato. Aí você vai para um para uma outra questão, você fala: "Puta, não, eu já compro essa há muito tempo, eu vou comprar a mesma. Ótimo, você precisa agora não, tanto faz depois." Ah, então talvez você vai comprar no na Dafit, talvez vai comprar no Magalu. Agora, você precisa dela pros próximos 30 minutos, é aí que eu começo a entrar Nessa história. Então eu eu a a proposta nossa no final é uma proposta que fala com conveniência muito regionalizada. Então o M eventualmente vai te oferecer essa camiseta vindo de uma cidade a 200
km distância. Essa não é a minha proposta de valorar aqui na no raio de 5 10 km. Exato. E e quando você fala disso, né, de expandir pra farmácia, mercado, experimentando shopping, é o iFood, eu acho que eu até vi uma entrevista tua sobre isso, o iFood e e Você consegue enxergar o iFood sendo um grande canal de vendas? Você dá para dizer que ele é um grande canal com, sei lá, 60, quantos? 60 milhões de pessoas. 60 milhões de pessoas. 60 milhões de pessoas que tão o tempo todo com o smartphone na mão, que
você tem o dado dela o tempo todo, que tem um poder aquisitivo que é mais alto. É, é um grande canal. E iso o que que que eu posso vender nesse canal além de tudo isso que você contou? É, cara, é isso, Assim, o iFood é um grande canal de vendas que é uma grande ferramenta em especial pro pequeno comerciante, né? Porque o grande, ele em última instância ele tem o a capacidade, né? exemplo, das farmácias tem ótimos canais de venda direto online e elas vão ter essa capacidade, elas conseguem fazer isso. Alguma delas tem
60 milhões de clientes, né? Eu concordo, mas acho que é onde eu quero dizer assim, no final o grande valor tá para quem não consegue eh criar Colocar recurso para criar. Exato, né? Eh, então, pros pequenos comerciantes, tem sido um grande tem sido uma grande ferramenta para quê? Para, cara, para poder inovar. Então eu vou te dar um exemplo aqui. Pensa numa padaria eh que você passa todo dia lá e e come lá um café, toma um café e come uma tapioca e depois vai para Starts. Uhum. Eh, aquela padaria provavelmente ela tem lá uma
estufa com uma pizza que as pessoas via de regra passam lá em algum momento do Dia, talvez como uma fatia. Sim. Quando você chega em casa e você fala: "Vamos comer uma pizza hoje", não é daquela padaria que você lembra, correto? Você pensa numa pizzaria, né? Aí você pensa em alguém que você gosta lá e pede. Mas para para pensar, por que que essa mesma padaria ela não pode ter uma loja chamada pizzaria e vender aquela mesma pizza naquela mesma loja, naquele mesmo lugar, aquela mesma pizza da estufa. Sim. O fato, e aí eu tô
contando História real de um comerciante entender isso e criar essa alternativa, ele eventualmente acaba caindo na sua pesquisa e você fala: "Opa, achei uma pizzaria aqui". Você pede, você nem sabe que tá saindo de lá, você nem sabe, mas você acaba comprando em algum momento. Essa é a beleza. É um canhão de vendas com flexibilidade que permite as pessoas serem criativas. Isso é incrível porque, sei lá, você tem um restaurante que só funciona das 11 às 3 da tarde, Mas ele tem que ele ter um pão todo ocioso de cozinha, né? Aquele no lugar pode
virar esse essa pizzaria, pode virar uma hamburgueria, pode virar e tudo isso dentro do iood, que o iood dá para ele um cliente que não tá mais naquele horário. Exato. Não, isso é muito legal. E essa essa essa visão que você colocou, acho que a gente conhece algumas empresas, conheço uma empresa que ela tem, ela é de, você olha para ela, ela é de uma coisa, mas no iFood Ela é de 10 coisas diferentes, materializa bem essa trans agora, Diego, eh, qual foi o processo assim para criar aí o iFood como essa Love Brand, assim,
o iFood virou uma uma marca queridinha, né, assim, então e é difícil fazer isso, né, cara? É um inferno. É muito difícil fazer isso. Eh, você acha que isso é uma é uma estratégia que se faz? Não, vou criar uma marca que as pessoas gostem ou isso é consequência de um bom trabalho e aí as pessoas passam a gostar? É, ó, eh, Primeira coisa e criar uma marca num negócio nosso como uma Love It Brand é um inferno. É. E por quê? Porque a marca não é só o que você parece ser, ela é o
que você é também. E dentro desse e passa a experiência que você tem como consumidor, certo? Cara, eu tenho um negócio que eu não controlo a operação do restaurante e não controla do entregador. Se o entregador tiver fazendo uma rota e ele quiser parar para abastecer a moto dela, dele e isso vai Levar 5, 10 minutos, atrasou o teu pedido. E cara, eu não, eu não interfiro nisso. Então o que eu quero dizer é você conseguir chegar nisso nessas condições é 10 vezes pior ainda. E aí você ainda coloca uma pimenta aí que eu sou
um bizante de conveniência. Não é que eu tenho um dia para resolver um eventual problema que acontece. Eu tenho 30 minutos de janela para resolver tudo. Uhum. Então é muito difícil. De onde vem isso? Acho que primeiro dentro da nossa Cultura tem um elemento que que é o sonhar grande. Uhum. Então tudo que a gente faz aqui dentro ele precisa partir de um olhar que é como é que eu faço algo que ninguém nunca fez. Como é que eu faço? A gente não parte de um Excel que você pega a fórmula e arrasta pra frente.
A gente não parte de olhar pro pro concorrente e falar: "Como é que esse cara tá fazendo?" Esse não é proibido esse olhar aqui dentro. Não é não olhar e não aprender com Concorrente. É sobre não sonhar com isso. Uhum. Então a marca ela partiu de um dia que a gente olhou e falou: "Como é que eu faço também a marca uma marca icônica?" A a pergunta que a gente se fez foi essa. E a resposta é: tem a mínima ideia. Agora a gente tem que fazer. E aí o trabalho começa aí, né? Então esse
foi o primeiro ponto. O segundo ponto é execução é importante. É, mas mais importante ainda do que execução é Teste. Então teste não é um negócio que via de regra você faz numa área de branding. Aqui é Uhum. Aliás, aqui a empresa inteira tem que ser assim. Então, a gente testa muito, a gente aprende muito. Eu vou te dar um exemplo que, para nós foi um dos grandes exemplos que deu muito certo. A gente na Copa de 2000 20, não, 20 não é 26, 22, 22, perdão. 26 é a próxima. Na Copa de 2022 a
gente falou: "Cara, como é que eu Faço para ser muito diferente nessa Copa?" O que que todo mundo faz? contrata alguém famoso. Uhum. Vai na televisão e aluga um monte de espaço e conjuga essas duas coisas. Uhum. É muito legal isso, mas todo mundo faz isso desde sempre, certo? A gente falou: "Cara, pera aí. E se a gente apostar em alguém que é bacana e eu pegar o meu tráfego e der para ele?" Uhum. Foi o que aconteceu com a Casa TV. Mas olha que loucura. Olha Que eu quando eu falo em sonh eu não
posso repetir aquela fórmula conhecida, ainda que ela seja muito legal, mas ela vai dar todo mundo faz isso. Vou chegar no mesmo lugar. Olha o que a gente fez. A gente foi atrás de um cara que tem um de um talento que já despontava, mas ainda era um nicho, né? Um nicho de quando você pensa numa copa que tá desde uma pessoa de 80 anos até uma de 10 anos de idade assistindo. Exatamente. A gente falou: "Cara, e se eu pegar esse cara e Apostar nele?" E aí a resposta de alguém foi o a exposição
não vai ser a mais alta possível e se eu der para ele a minha exposição? Uhum. Então, por exemplo, a gente foi pro Hour of Home e foi colocar veja a copa no iFood no Cé. É, foi muito legal isso, cara. É assim, para para pensar uma pessoa com a cabeça um pouco mais quadrada, ela ia dizer: "Ah, você está dando para ele o seu valor, não tá cobrando nada por isso". Uhum. Essa é a cabeça pequena de quem Não sonha grande. Uhum. Cara, o resultado foi animal. Extraordinário. Animal. Animal. Animal. Animal. Que a gente
repetiu, aliás, agora na na na nas Olimpíadas com ele, que foi também espetacular. O time aqui dentro já tá testando outras coisas. A gente vai continuar com o Casé porque ele é sensacional. Só que vai chegar em algum momento que pode ser que todo mundo queira estar lá. E aí eu vou falar e agora preciso achar outro outro caso. De novo, a nossa intenção é tá lá porque ele é espetacular e fala muito com quem a gente é. Sim. Mas a gente começou a testar outras coisas já. Então, por exemplo, ah, eu não sei se
você conhece um produto que tá ainda começando, tá nesse momento também, que chama Kings League. Aham. Cara, a gente é quem tá trazendo isso agora pro Brasil e sendo o principal parceiro deles. Legal. E vamos dar também um um um um esforço de de de de de de de audiência vindo de nós Enorme. A Copa do Mundo Feminina a gente transmitiu dentro do nosso app, aliás, foi um case de cane e e foi foi Leão de Ouro em Cane. Então, então assim, o o o a quantidade de testes que a gente fez ao longo do
tempo, a gente faz ao longo do tempo, ele é grande o suficiente para nos permitir achar algumas coisas e aí depois é execução, aí é executar com maestria. E quando você acerta numa coisa dessa, você constrói mais conexão da marca com com outro lado, né? Sendo Porque é muito inerente meu, eu não fui lá e paguei por um momento. É. E é diferente, né? Assim, as pessoas quando olham para uma empresa inovadora diferente, né, assim como vocês são e algumas outras são, ess elas esperam o diferente. Elas não esperam alguma coisa que todo mundo faz,
né? Todo mundo. Ah, eu digo que tem uma frente falar uma frase que a gente fala que o paladar do regride, né? Então, uma vez que você experimenta uma coisa melhor, aquilo é o Que todo mundo espera a partir dali, né? Eu escuto, aliás, de muita de muita empresa tradicional de dizendo várias vezes assim, falei assim, ó, depois que o iFood entrega as coisas em 15 minutos, em 20 minutos, ninguém tá pronto mais para esperar 2 horas para ser atendido. Então isso redesenha a experiência em todas as áreas, né, em todas as frentes. Cara, agora
você falou muito de experimentação. Experimentação, quando uma empresa tá ficando muito grande, a Tendência é que tudo, né, no mundo normal, tudo fica mais engessado, tudo fica mais difícil de fazer. Como é que é, como é que é essa história dos jet skis que vocês criaram aqui? Conta um pouquinho disso que é super legal essa, essa analogia do jet ski, do transatlântico. Acho que isso é muito legal e ajuda as pessoas a entenderem que talvez você não precisa fazer tudo de uma vez só, uma guinada, mas testar a água primeiro. Total, cara, assim, eu Concordo
com a sua frase e de novo, eu acho que a pergunta é por quê, né? Por que que isso acontece? E para nós assim, o motivo ele é muito claro. O motivo é cultura. Uhum. Você perde cultura, né? Você começa a virar uma empresa que vai contratando por currículo. Aí você começa, cara, quantas vezes eu não vi isso acontecer em empresas assim, ah, eu preciso contratar uma tal pessoa. Ol, ela tem que ter feito faculdade, de preferência nessas três faculdades, Trabalhado nessas empresas. assim, é um raciocínio tão errado, assim, é tão fácil você desmontar esse
raciocínio para mostrar porque que ele é completamente errado, mas é essa que a média, isso que a média faz, todo mundo colocou nessa caixinha e todo mundo busca nessa todo mundo segue. Então acho que o primeiro ponto antes de chegar na tua pergunta é: você só perde isso se você perder sua cultura. Uhum. Aí eu vou para um segundo ponto que é Eh todo mundo, por natureza acha que tem cultura. Então você olha no espelho e fala: "Cara, eu sou um cara legal. Ah, eu sou um cara legal. Eu sou um cara bonito. Ah, eu
sou um cara bonito. Tenho cultura? Eu tenho cultura. Todo mundo acha isso. Todo mundo quando olha no espelho tem um pouco desse caráter. Eh, a gente não acredita nisso. Então, primeiro assim, todo o nosso processo aqui dentro, ele é desenhado para que a probabilidade de eu ter a melhor pessoa Possível dada da minha cultura aconteça. Então, eu vou te dar um exemplo. Eu sei que você perguntou de jet ski, mas é que tudo começa aqui. Claro, claro. Cultura que a cultura é ponto inicial de porque se eu te mostrar o meu a o que eu
faço, você vai você não vai conseguir replicar porque tem uma premissa antes, sabe? Então, eh, vou te dar um exemplo aqui de contratação. Eh, todo mundo aqui a partir de uma posição de gerente R, depois que ele recebe a oferta, eu ligo. Uhum. Eu falo: "Tô te ligando para dizer porque que você não deveria vir, porque eu não vou admitir determinadas coisas aqui dentro e eu vou te contar quais são." Uhum. O que que é isso? Isso, cara, é você dizer: "Eu tenho uma cultura e é sua obrigação respeitá-la." Não importa se o teu currículo
tá nessa nessa faculdade, nesse lugar. Não me interessa, é sua obrigação. No nesse processo aqui, a gente tem um negócio chamado bar razer, Né? Toda vez que você, como dono da vaga, chega na pessoa final, alguém de fora da sua área vem só para fazer uma entrevista de cultura e a decisão de contratal não é dessa pessoa, não é sua, porque tá valendo a cultura. Então, mas olha que legal o incentivo. No dia que você começa a fazer isso, aí você traz uma pessoa, ficou lá dois meses tentando contratar, chegou, aí eu vou lá e
falo: "Não". Você fala: "Pô, começar de novo". Aí, aí eu vem fal: "Não, de Novo." O que que você começa a fazer? Você começa a acertar para poder não acontecer mais isso. Então, se esforça para fazer, cara, isso é muito importante. Por quê? Porque agora eu chego no jet ski. O que que é o jet ski? O jet ski nada é mais do que a capacidade de pouquíssimas pessoas juntas acessarem toda a minha base de dados, acessarem pequenos componentes do meu app, por exemplo, para poder testar hipóteses. Uhum. E essas hipóteses, elas Precisam ter respostas
entre uma e duas semanas. Por que entre uma e duas semanas? Porque assim eu te obrigo fazer da forma mais simples possível, mais simples, mais barato, mais eficiente, tudo. Qual é o grande problema? A gente no Brasil, Júnior, a gente foi ensinado, tanto na academia quanto na maioria das empresas que estão aqui no Brasil a trabalhar com metodologia de projeto. Uhum. E metodologia de projeto, ela ela funciona assim, ó, eu tive uma ideia, Por que a gente não faz tal coisa? Aí você faz um PPT lindo, faz um cronograma, aprova isso em 37 comitês e
depois começa a colocar dinheiro para ir seguindo naquele cronograma de brinque projeto já pressupõe ter orçamento, né? E aí errado. Isso total. E aí você chega no final, aí você bota profissionais e fala: "Ih, as pessoas não gostaram". É, o que que é o jet ski? Primeiro, o jet ski é uma, quando eu eu eu te obrigo a fazer coisa entre uma e duas semanas, Pequenos times e com os ativos estão aqui para você, não existe restrição para você usar o ativo. O que que eu crio? Eu crio a necessidade de você pensar com metodologia
de produto e não de projeto. Metologia de produto, o que que você faz? Você tem um problema, você não sabe qual é a solução. Você abre 10, 20 hipóteses, testa, prende, testa, prende, testa, prende, testa, aprende, até que você um dia chegue na solução. Uhum. E você só pode escalar em termos Do que você precisa depois que você chega no momento que você fala: "Agora eu tenho um certo nível de segurança." Então, o que que é legal dessa metodologia? que ela abre pra empresa inteira fazer isso. Aí alguém fala assim: "Pô, mas se uma pessoa
só ficar fazendo isso? Esse é o problema da falta de cultura. Porque alguém que não entende a sua cultura pode achar que você vai ficar fazendo só isso. Uhum. Alguém que Entende a cultura sabe que não, não é não é assim, gente. Vamos ter bom senso. Eu tenho coisas para fazer dentro de uma primeira obrigação minha. Agora eu posso me dedicar a outras coisas também. Aí de novo a pessoa vem e fala: "Mas e se a pessoa errar? É para isso que serve feedback. E se a pessoa errar, é por isso que ela não entendeu
sua cultura, então ela não deveria ficar aqui. Errar não o teste, errar no sentido desse balanço, né? O errar no teste faz parte Do processo de totalmente parte. Mas você entende assim, tudo no final volta paraa cultura. O que que as empresas vão fazendo? As empresas não mantém a cultura funcionando. Aí elas começam a criar é o comitê, a política. Quem vai trabalhar com inovação, essas oito pessoas. Uhum. Quem trabalha com inovação no iFood é a empresa inteira. Eu brinco que inovação é igual diversidade. Se você fala que você tem a salinha da diversidade, tá
tudo errado, Porque a empresa não é diversa. Você tem a salinha da inovação, tá tudo errado, não funciona. Total. Exatamente. Muito legal essa essa visão e e explica bem os experimentos. Agora, diz uma coisa, Diego, eh, o iFood, ele tem um elemento social muito relevante, né? Assim, o Food são quantos entregadores? Quase 400. São quase 400000. Quase 400.000 pessoas que fazem a sua renda no iFood, né? É, então ele tem esse viés social importante. E o que que, como que vocês Olham para isso? Como que você olha para essa 400.000 empregos ainda que indiretos? Ah,
e versus esse processo de expansão, já são 15 cidades. Eh, vocês vão levar mais isso por mais pro interior. Conta um pouco dessa visão, dessa responsabilidade social, cara. a assim e acho que tem duas formas de olhar para isso. É, tem uma primeira que é uma forma humana, e deveria ser um olhar muito individual seu. Uhum. E tem uma Outra um outro olhar que é um olhar do ecossistema, que aí deveria ser um olhar da empresa. Veja, do lado humano é você individualmente nunca deveria olhar para isso e falar: "Vou fazer de qualquer jeito, vou
tirar o que é bom para mim". Cara, é tão, é tão pequeno isso que você não deveria querer ter uma pessoa dessa com você aqui. Então, acho que primeiro assim, a gente cobra das pessoas um olhar muito individual antes, que é, cara, você não consegue olhar para isso, Entender os problemas que existem no Brasil e a sua responsabilidade de ajudar a resolvê-los para que vire. E aí vamos pra segunda etapa, negócio. Uhum. Então são esses dois componentes. Quando eu olho pro segundo aqui, que é ecossistema, é esse negócio só funciona assim. Uhum. Então eu não
posso não olhar dessa forma. Então, eh eh o que que a gente ao longo do tempo foi aprendendo? A gente foi aprendendo o como fazer isso se equilibrar, certo? Né? Então, por exemplo, quando a gente começou, os entregadores não tinham um seguro. Uhum. Né? E por quê? Por inocência. Nossa, gente, vamos trabalhar e tal, não sei o quê. Que legal, tô gerando aqui a renda para ele. Pera aí. E se um dia ele se machuca, como é que ele faz a renda dele? seguro. Nó fos a primeira empresa do mundo a modelar isso e colocar
em operação. Isso em 2019 lá. Putz, muito, Muito tempo atrás. A gente não tinha nenhum ano de operação logística. Logística começou em 2018 no iFood. Então ali a gente começou a mexer nisso. Aí a gente chegou num um outro momento que foi cara renda, quem são os entregadores? E aí a gente começou a entender mais. Olha de novo a importância do dado. Isso aí a gente chegou numa conclusão que é a realidade que existe até hoje e vai continuar existindo que é não existe um Entregador, existem três entregadores. Tem um entregador que fala: "Eu vou
me dedicar a esse tipo de trabalho. Não é só no iFood, mas eu vou me dedicar a isso." Ele é entregador por por natur isso. E ele fala: "Vou fazer isso". E aí ele trabalha todo dia suas 6, 8 horas por dia, 5 se dias por semana. Tem uma segunda categoria que fala: "Cara, eu não me dedico a isso, mas às vezes no mês aperta". Uhum. E você vê isso claramente assim nos no Comportamento dele, sabe? O cara recebe o salário onde ele recebeu. Aí ele vem ali no dia 20, ele fala: "Hum, apertou a
conta de energia, eu não vou ter o dinheiro". Aí ele trabalha 2 horas no sábado, 4 horas no domingo, dois finais de semana, faz aquela renda. ele para de trabalhar, paga a continha dele e segue a vida de um outro jeito. E tem um terceiro que ele entra por um longo período enquanto, provavelmente, provavelmente não, porque a gente tem Essa informação, enquanto ele eh tá entre um algo e outra coisa. Então, por exemplo, ele perdeu emprego, é, ele gosta de ser garçom, ele perdeu emprego, ele fala: "Vou fazer isso aqui um tempinho, depois eu volto
quando eu achar e a a outra posição de garçom". Então, primeira coisa, a gente descobriu isso. Quando você descobre isso, muda tudo. Muda tudo. Muda tudo. Então, por exemplo, para essas, para esses dois primeiros aqui, o que eu preciso Garantir é um ganho mínimo por rota. Uhum. Por quê? Porque ele vai fazer algumas poucas rotas. Então, toda vez que você lê em alguma matéria de jornal que me deixa extremamente triste, extremamente triste, um jornal fazer uma matéria colocando um dado assim: entregador ganhou R$ 50 no mês, R$ 100 no mês para mudar essas categorias. É
claro. É claro. Assim, é tão triste ver alguém escrevendo isso, cara. É triste. Por quê? porque ele não tá ajudando na Discussão, ele tá atrapalhando a discussão. É isso vai acontecer mesmo. O cara ficou lá duas, 3 horas, ficou dois, três dias e pronto. Esses aqui da primeira categoria aí eu preciso ganha, eu preciso, eu preciso garantir o ganho absoluto. Então hoje quem se dedica aqui dentro do iFood nessa primeira categoria, ele ganha líquido da despesa da moto ou da bicicleta dois salários mínimos. Sabe quem ganha dois salários mínimos no Brasil? 30% da população só.
Todo o restante ganha menos do que isso. Menos. Então, cara, é um é tem um valor muito grande. Então, aqui teve um outro ponto de desenvolvimento. Onde é que a gente tá agora? A gente tá entrando numa nova seara, que é a seara da velocidade. Então, o que a gente fez nos últimos dois anos? A gente aprendeu um monte, desenvolveu muita tecnologia nossa para poder entender como um entregador se comporta na rua. Uhum. em termos de velocidade. Então, primeiro, se ele Acelera e freia muito, dois, se ele respeita o limite de velocidade e três, se
ele faz movimentos que não faz sentido. Por exemplo, eu consigo capturar se ele empina a moto. Que que a gente passou a fazer nesses últimos seis meses? Comunicar. Cara, quase que uma educação de trânsito, ali, cara, tem um problema aí, você tá fazendo isso, você vai se machucar, não faça isso e tal. O que que a gente agora vai evoluir? A gente vai Evoluir para criar um incentivo, ó. Você vai ter um benefício. Ah, que legal. Se você se comportar bem no trânsito. Uhum. Uhum. Aí tem uma pergunta que é lá no limite, você deveria
quase que ter uma carteira e dar pontos? Acho que não. Uhum. Mas é uma discussão para ter lá na frente. O que eu espero é resolver boa parte de questões de segurança agora criando um incentivo muito claro, inclusive econômico, inclusive. Então, eh, e aí eu termino, eh, eh, Júnior, Para dizer o seguinte: além disso tudo, a gente anda muito no entorno do entregador. Então, por exemplo, uma das coisas que a gente faz aqui, eu não sei se você sabe disso, nós somos o maior formador de ensino médio do Brasil. Então, o governo brasileiro, o estado
brasileiro, depois que você passou do ensino médio, a a sua idade, você ainda pode voltar a estudar para poder fazer a prova e tirar. Isso chama enseja, é o nome do programa. O maior formador do Brasil no ensejo se chama iFood. Mais do que qualquer escola, ONG, empresa, qualquer coisa que você quiser colocar aqui, não existe outro formador. Todo ano a gente forma pelo menos 5.000 entregadores aqui dentro. Que legal. Sabe hoje quantos entregadores do iood são formados no ensino médio? 75%. Que legal, cara. Não sabia dessa dessa frente de de incentivar a educação. Então,
de cada 10 que se formam no ensino médio, quatro. vão pra faculdade. Uhum. Eles continuam progredindo. Então aí entra um outro componente aqui que é um componente que fala de negócio, mas que fala também de perspectiva, que é se ele quiser outra coisa, eu quero dar essa perspectiva. Desses aqui, sabe quantos ficam de cada 10? Nove. Que legal. Porque ele quer ficar aqui. Uhum. Porque ele tem a flexibilidade. Eu sempre falo pr as pessoas, né? falou: "Cara, a pessoa que trabalha na sua casa, Provavelmente ela não leva os filhos na creche." Sim, porque ela tem
que sair muito cedo para chegar na sua casa. Ela tem, o horário que ela precisa, o nosso modelo de trabalho permite. Sim. Se ele quiser. Sim. Se tiver passando agora um jogo de futebol e você quiser assistir, você não pode. Você tá aqui, ó, agora comigo. Ele pode encostar a moto, encostar num bar, pedir um cafezinho e assistir. Uhum. Entende? Então assim, para nós, Júnior, o o essa visão, ela é Uma visão que já é realidade, a gente precisa continuar evoluindo ela, mas e a grande evolução dela tá em a gente ter um um arcabolso
legal que a gente vem conversando com o governo bastante com o ministro Marinho, que é o ministro do do do trabalho. E a gente tá animado que a gente vai dar passos. Às vezes as pessoas olham e falam: "Parece ter um conflito, gente. Nós estamos conversando e negociar, essas coisas é complexo demais. As duas partes estão aprendendo Muito, mas a gente tá animado. E eu quis te fazer essa pergunta por isso, porque eu eu acompanho bem de perto e quando eu vejo essas notícias que que parecem estranhas, eu falei: "Cara, isso não acontece lá. Eu
eu tô tô tô tô lá perto, tô consigo enxergar, ver que vocês são super cuidadosos, seria até uma questão de de de contraestratégia não fazer o que vocês fazem pros entregadores, pras pessoas que são parceiras, né? Toal. Ô Júnior, Eu eu uma vez por mês, um dia inteiro por mês, eu fico com restaurante. Antes de chegar aqui, eu tava com 500 restaurantes. Um dia por mês eu fico inteiro, eu fico com entregador, um dia inteiro por mês com consumidor e um dia por mês com outros públicos que de alguma forma se relacionam. Eu gasto, se
você pensar que o dia, o mês tem 22 dias úteis, eu gasto, cara, 15, 20% do mês estando participando, fazendo uma Entrega, indo para um restaurante, operando o sistema do iFood no restaurante. A gente é muito sério com isso, cara. Muito sério. E por uma razão muito simples, porque o lado humano do Diego não admite algo diferente. E porque do lado de negócio o negócio sentido, faz sentido. Tá correto. Ó, três, três pontos rápidos aqui pra gente avançar. Eh, já te perguntei aqui isso do do iFood. canal. Então, pô, cara, além disso, as oportunidades que
Nasceram, né, no meio dessa história toda, tem um iFood de benefício, tem um iFood de banco, vem mais alguma outra coisa desse tipo ainda pela frente? Cara, o que tá o que vem muito forte agora, que a gente começou há uns se meses atrás é o ifood salão. É estar presente no salão. A gente conseguiu criar uma um produto que a gente deu o nome de maquinona. Aham. Que é a junção de uma maquininha com um CRM com os dados que eu tenho dos 60 milhões, Obviamente, respeitando LGPD sempre. E isso permite ao restaurante lá
no offline é as promoções, isso e fazer para para gerar o tráfego offline. Ótimo. Mais uma coisa. Ah, internacionalização zero. É, esse não tá no foco agora. Não, não, não faz sentido. Não. Estratégia arte de você definir opções e dizer não pro resto. Então, sei lá, assim como eu disse para você, eu não tenho interesse em ter minha loja, meu estoque, meu Isso. Não tenho também interesse na internacionalização. Esse é um papel da Pros e buscar globalmente. Legal. E o iFood em algum momento você acha que o iFood vira poderia ser talvez o primeiro super
app, né? Tem todo tant tanto esse conceito desde os chineses do super app. E o iFood tem essa vocação para ser o lugar onde eu resolvo tudo. Além de tudo que eu posso receber em casa, posso comprar ali minha passagem aérea que tá tá aqui dentro do desse mesmo Guarda-chuva, posso ali eh alugar um carro. Faz sentido pensar nessa maneira, ó. Eh, eu quem decide isso é a cultura do consumidor. Uhum. Por isso que todo mundo que assim, há 5 anos atrás, todo mundo falava de superep, né? Todo mundo queria ser um superep. E aí
eu sempre perguntei pras pessoas, onde é que você viu no Ocidente um superep? E não tem. Por uma razão simples, porque o consumidor, a cultura do consumidor, ela Pode mudar, ela pode. É, se ela mudar, viabiliza. Eu prefiro ver essa resposta de um jeito diferente. Eu acho que o iFood ele será um multiepp. É. o significa que eu vou ter vários apps diferentes, alguns meus, outros não meus, que vão se integrar e vão criar um e e vão criando, portanto, esse ecossistema de multiapps. Se você pensar no ehat na China, ele é mais um multiapp
do que um super app, um miniama. Exatamente. Exatamente. Então, acredito Muito nisso. Eh, acho que esse isso é algo que a gente deve começar a ver, talvez até o final desse ano. Ah, tá. A primeira grande experiência do nosso Muliap. Legal. E por fim, a última última pergunta falando do de futuro. Se você tivesse olhando ali naquela câmera e do lado de lá tivesse o Diego de 2030, que que você queria que o Diego de 2030 te contasse sobre o futuro do iFood? Cara, ele me contasse como é que os agents vão ser a vão
poder substituir um Smartphone ou um app como a principal interface de relacionamento com uma pessoa. Essa é a minha grande curiosidade. Legal. Que legal. É porque hoje hoje o teu cliente tá aqui, né? Então assim, qualquer coisa que venha para aqui depois vai ser fundamental para você. Tem sucesso examente. Exatamente. Eu brinco, né? Assim, no passado a te dar um íã de geladeira, tinha um valor. Você põe o íã e você tava o tempo todo abrindo a geladeira. Hoje cada vez você abre menos, portanto a interface mudou, né? É. Então é muito parecido. Exatamente. Agora
qual qual é essa próxima interface? É um agente, se é como é que vai se dar relação relacionamento de marcas Uhum. com o agente, porque você enxerga só o agente, não as marcas. E aí, eu acho que essa é a grande discussão e por isso que a gente tá testando aqui vários agentes, porque a gente quer descobrir essa resposta antes. Muito bom pessoal, Acabei de falar aqui com o Diego Barreto. Diego, muito obrigado por poder ter participado aqui do Entrelinhas. Ó, já peço para você se preparar para mandar essa esse bate-papo, essa conversa para mais
pessoas. Tem muita lição, muito aprendizado aqui de como se constrói uma empresa com cultura, com uso de tecnologia, com um mindset de aprendizado contínuo, que é difícil para as empresas, né? Quando elas as empresas têm uma tendência a ficarem muito Grandes e aí acharam que sabe todas as respostas e aí esse é o começo do fim, né? Então o que a gente viu aqui com o Diego é exatamente oposto disso. Então se inscreva aqui, deixe seu comentário, mande para mais pessoas e volte para assistir os próximos vídeos. Diego, muito obrigado. Valeu demais pelo po. Fico
feliz de você poder nos receber aqui na sua casa. Obrigado. Sempre bem-vindos. [Música] [Música] Valeu, Yeah.