Olá, estamos ao vivo. Seja muito bem-vindo, seja também muito bem-vinda a mais uma conversa aberta. Antes de chamar os nossos convidados, só queria lembrar para você acompanhar as notícias do setor aqui no site da BIT. Algumas estão passando aqui embaixo da tela, como você pode ver, o site que a gente atualiza diariamente e também as redes sociais da Bit, incluindo o nosso canal no YouTube, onde estará esta conversa Aberta e mais outros episódios, tá? OK. Então vamos começar. Na conversa aberta de hoje, nós vamos falar sobre a economia criativa na moda. Para isso, nós convidamos
a Alessa, designer e estilista, o André Hidalgo, que é diretor da Casa de Criadores, e o Lúcios Vilar, que é diretor criativo do atelier do mesmo nome, Lúcios Vilá, professor do IED São Paulo e também da Universidade Orto de Montevidel, no Uruguai. Quem conduz essa conversa é o Fernando Pimentel. diretor superintendente da BIT. Você pode participar mandando as suas perguntas pelo chat. Vamos lá, Fernanda, é com você. >> Obrigado, Roberto. Obrigado a todos que vão nos acompanhar em tempo real e aqueles que nos acompanharão posteriormente vendo na gravação. Temos aqui um trio de ouro, porque
nós vamos falar de economia criativa na moda, mas a criatividade está na moda e em tudo que a gente faz. Quem não é criativo não Consegue se desenvolver e criar coisas que possam ser objeto de desejo de todos nós. E hoje teremos aqui histórias para contar de cada um deles. Eh, e a partir de da intervenção individual, nós vamos abrir o bate-papo e, obviamente, a prioridade está para aqueles que estiverem nos assistindo. Eu só faço a instigação quando não tem pergunta. Então, nós vamos dar início com a Alessa, Alessa, com quem eu tive o prazer
de me reunir hoje também tratando De um outro projeto e que é uma representante da moda com muita alegria, com muita com muito talento, com muita boça, não só aqui no Brasil como no mundo. Ela está agora na França e isso mostra bem onde ela está eh zanzando, por assim dizer, levando todo o seu potencial para o planeta. A criatividade brasileira é reconhecida, mas nós temos que fazer dessa criatividade algo que também gere renda, gere faturamento, gere pedido, gere recebimento, que a Gente tem boleto para pagar. Então, Alessa, conta um pouco pra gente da sua
história, o que que você tá fazendo hoje e como é que é a criatividade nesse nosso setor. >> Olha, tô muito feliz de estar aqui com vocês, Fernando, Roberto, né, que a gente tem trocado muitas novidades, né, eh, de tudo que eu tenho feito aqui em Paris. Eh, uma honra também, Lúcio, André, tá aqui com vocês. E eu brinco que realmente assim, eu comecei no Mercado internacional, foi através da BIT, né? Então é muito bom hoje em dia eh fazer as feiras internacionais, a Tranoi, Rosnex aqui em Paris. E nesse ano do Brasil na França,
eu fiz diferente, né? Porque como eu vinha muito e ia Paris, Rio, com o monstruário fazendo exportação às feiras, eh, a gente resolveu se mudar. a minha família toda, eu tenho gêmeos de 7 anos, meu marido, eram tantos eventos que a gente organizou de fazer que a gente se mudou Para pra França. E aqui na França a gente fez assim o que eu nunca imaginei, que foi desfilar no Gran Palé, né? A gente conseguiu colocar uma coleção que foi criada no Cristo Redentor com toda uma cadeia produtiva, indústria criativa, carioca brasileira. E a gente trouxe
essa coleção para cá. Então, ela foi vendida, né, internacionalmente, os pedidos já estão entregues nas nas multimarcas no mundo, né, que compraram. E a gente continua fazendo desfiles com A coleção, apresentações e e tá sendo incrível assim, uma experiência incrível. Eu comecei na moda, eh, não sou formada eh em design de moda, eu sou designer, fiz o mestrado na S Martens em Londres, me formei em desenho eh gráfico de produto na ES no Brasil, mas eu comecei na moda, eu brinco pela parte mais íntima, que foram as calcinhas. Eu brinquei com muito humor quando eu
trabalhava em agências de propaganda, atendia Coca-Cola é, atendia L'Oréal, Trabalhei na mapa, IBDO, Young and Ric Pepsi como diretora de criação e comecei a criar calcinhas com Santo Antônio para casar, santo expedido para causa urgente, calcinhas de perfec da Amélia, calcinha obrigada volte sempre, obrigada pela preferência. Parei no Fashion Rio com essas calcinhas. Fui super fotografada quando a Vera Ficha segurou a calcinha do Santo Antônio e aí foi para todos os jornais no dia seguinte, eh, como uma Heresia, né? Eu que estudei escola de freira a vida inteira, descobri que sou tatara neta do alfa
do Papa, minha família italiana. Entrei na moda através do humor, né? E continuei sempre com muita reverência. desfile eh no Pão de Açúcar, no Cristo Redentor, eh em Supermercado. Então, a reverência acho que é a minha marca e e hoje assim eu fico muito feliz por essa reverência eh ter muito a ver com o Brasil, né, com o Rio de Janeiro, com a criatividade. Então, foi através da criatividade das calcinhas que eu fui parar no J Soares, que ele queria ver aquelas calcinhas e aí passava no mundo inteiro. E aí eu comecei a exportar realmente
assim, fui pro pro Japão, comecei com as calcinhas e com as roupas de Chitão. Eh, comecei a exportar pra Inglaterra na Selfies, na Coletes, que eu lembro que foi super bacana, porque isso inspirou muitos brasileiros. Colete era uma loja em Paris incrível, formadora de opinião Para compradores do mundo todo. Eh, e assim, para mim, as feiras internacionais são muita inspiração. Hoje eu faço um trabalho que eu acho que envolvem muitas outras marcas. Eu fico muito feliz, muitas ONGs. Eu fiz um trabalho no desfile do Cristo Redentor com acessórios de carnaval, eh, sustentável, né, de construir
os acessasias e construir acessórios, trabalhar trabalhados com ONGs também, né, do do Santuário do Cristo. trabalho com equipes sociais também que fazem peças únicas e de repente tem pedidos enormes de 1500 peças de portação e a gente tem que capacitar e ampliar esse poder de criatividade, então tornando realmente a a criação uma economia eh que chega nas pessoas com com a nossa brasilidade, né? Eu acho que o brasileiro ele tem muita inspiração, inspira e hoje em dia tem muito respeito. Eu tô aqui na França fazendo não só as feiras, né, pela BIT, Mas fazendo os
desfiles. E eu brinco que a gente não tem portas abertas, a gente tem portais abertos. assim, é muito bom eh receber eh o carinho, né, do do francês, do mundo, né, porque eu brinco que a França é é uma capital não só eh da moda, né, mas da gastronomia, do vinho, do perfume. E é muito bom a gente interagir com isso tudo. Então, a moda ela chega perto das pessoas e ela é um veículo. As pessoas vestem a camiseta, Né, literalmente quando você fala, passa uma mensagem. Então, acho que é muito importante a gente eh
pensar eh na moda como um veículo de turismo, um veículo de comunicação cultural, eh, e um veículo do nosso país. Sim, eu acredito realmente que a moda seja eh um um cabide eh da da nossa criatividade, da nossa economia, da nossa indústria brasileira, tanto na propaganda, né, que foi quando eu comecei profissionalmente, quanto na música, que agora eh assim Dentro do meu repertório da moda, a gente tem inserido a música, eh os cantores ao vivo, né? Isso aconteceu no Cristo Antorno, Legrampalé. Então eu acho que é a cultura como um todo. Acho que a moda
é cultura assim de forma muito muito claramente vista assim, né? a gente consegue levar a nossa cultura brasileira através da moda pro mundo. E assim, isso me inspira demais e assim eu espero que isso pague sempre os meus Boletos, porque a impressão que eu tenho é que eu não trabalho mais na minha vida assim de de eh gostar tanto do que eu faço, né? E esses encontros, como a gente tá tendo esse encontro agora, eu acho que sempre gera muita, muita inspiração. Eu acho que a moda é inspiração, é encontro. E eu fico muito feliz
da Bit ter me levado para esse universo internacional, porque ele me fez mudar até de país, né, assim, por um momento. Eh, e morar aqui na França é Muito importante para, eh, a gente enxergar o Brasil de uma maneira até mais rica, né? Cada vez que minha família é italiana de Roma e meu pai é romano, por isso eu sou tatara da alfarte do Papa, porque um dos meus tataravózs era o costureiro, o outro era era o cozinheiro. Então assim, eh eu fico muito feliz de poder est representando, né, o Brasil de alguma forma nas
feiras e e fazendo as vendas, né, das coleções. E acho que a Moda é um interlocutor do nosso país muito forte, né? A gente tem muita coisa para mostrar através da moda. >> Maravilha, Alessa. Eu acho que foi uma bela apresentação, uma bela entrada, por assim dizer, >> com um histórico bem bacana. E obrigado pela menção aí e a Bit nessa sua trajetória. >> É que é importante a gente poder atuar promovendo os talentos do Brasil. Já que a gente não tem talento, vamos promover Os talentos que tem. Então, eh, eu agora vou sair um
pouco da área internacional e vou pular pro André Hidalgo. André Hidalgo e dirige a Casa dos Criadores. Eu posso falar quantos anos vocês estão celebrando, hein? André, me ouve? André, André, não tá ouvindo. André, >> eu acho que ele não tá ouvindo. >> Então eu vou mudar, eu vou trocar pro Lúcios até que o André Possa nos ouvir. O Lúcios, eu tive o grande prazer de conhecer o Lúcios eh durante a Premier Vision. >> Sim. Eh, e o Lúcios é um criador de mão cheia do estúdio Lúcios e tem participado de feiras mundo afora, levando
aí todo o design brasileiro nas estampas que eles desenvolvem no estúdio, além de ser professor, eh, que é uma uma profissão nobilíssima. Dizem até, não sei se é verdade, que no Japão o único que não se curva ao imperador é O professor, dada a importância que é dada a essa profissão tão relevante. Lúcios, eh, fala um pouco aí da sua agenda, como é que foi você que tá com uma camisa maneira estampada, então o André também tá. Então, fala um pouco aí desse estúdio, como é que é chegar no mundo, pegar estúdios de com referências
italianas, francesas, inglesas, eh, enfim, de toda a sorte do mundo. E o Brasil tá lá se destacando e você é um dos principais destaques nesse processo. Palavra é sua. >> Obrigado, Fernando. Eu só tenho agradecer a Bit por esse canal. Eu, eh, assim, para mim é muito importante o papel de vocês, até paraa gente que tem margas pequenas, principalmente nessa parte dos estudos. E eu fico super feliz de estar nesse bate-papo com o André, que eu já trabalhei, que é um professor também, um grande mentor. E a Lessa, que eu conheci na na no metrô
junto com a Abri Bacará e a gente tava voltando da Primeira Vision e voltando para Paris e foi super legal. Bom, só para contextualizar, eh, eu comecei trabalhando com Walter Rodrigues e com o Walter eu comecei fazendo toda a direção de desfile e de marca, enfim, tudo que o Walter a gente brincava que eu era quase as duas pernas dele, né, dentro da estrutura ali do atelier. E o Walter me deu uma bagagem muito grande, porque era um dos principais estilistas que a gente tinha De semana de moda. Sem contar que ele já fazia a
coordenação do Inspirar Mais dentro do da CINTECAL. E eu comecei trabalhando com ele também dentro da Sindal. Essa quando você sai de uma, eu sou de Minas Gerais, Uberlândia, quando você sai de Minas Gerais para vir estudar em São Paulo, você não tem essa noção de tudo que você pode fazer. E eu falo isso muito pros meus alunos e para todos os lugares que eu palestro. Eh, muitas vezes quando a gente vai fazer Moda, a gente tem essa perspectiva de ser estilista. Você não tem uma perspectiva ser um designer de botão, você não tem uma
perspectiva de ser um designer de zíper, você não tem uma perspectiva de ser um designer de estamparia. Então eu acho que o campo eh da moda ele é muito grande perto do que as pessoas hoje em dia que querem entrar na moda, elas têm. Então assim, eu minha percepção era ter minha loja lá no shopping com nome estampado e trabalhar E ter isso. E eu acho que o Walter me deu vários caminhos diferentes. Então trabalhando dentro da Sindal, eu tive a chance de entrar em todas as empresas, eh, desde zíper, botão, fio e todas as
coisas. Então, a CTECAL me deu muito esse campo de visitar vários lugares do Brasil e conhecer. E aí dentro fazendo vários projetos para associações, isso me deu credibilidade para trabalhar em outras associações. Então fiz projeto para PEX, fiz projeto pro MDIC, fiz Projeto paraa BIT. Então dentro da Bit a gente fez um projeto pro Dex Brasil paraa parte de importação. Só que aí dentro desse inteirim, trabalhando como consultor e virando professor, eu senti falta de fazer alguma coisa que fosse minha, uma coisa que fosse a minha cara. foi quando eu criei o estúdio de estamparia,
quando foi quando peguei toda essa parte de superfície e aí eu acabei criando o atelier e comecei a comercializar. Nessa época aí só há 15 Anos atrás eu já tava fazendo Rachuelo, já tava fazendo sei já tava fazendo diferentes marcas aqui no Brasil e isso para mim abriu uma grande porta para trabalhar com outros estilistas também. Comei fazer comecei a fazer praticamente todos os meus amigos de semana de moda e continuava trabalhando com a consultoria e continuava dando aula. Comecei dando aula nabi Morumbi, entrei no IED, entrei no Uruguai. No Uruguai eu já dou aula
lá há 10 anos que eu viajo mais ou menos de 20 a 20 dias. e passei por um tempo dentro da Santa Marceline e hoje pego toda a parte de especialização. Sou graduado em moda, sou especializado em design gráfico e tenho a minha o meu mestrado em arquitetura e urbanismo e agora quero ir pro doutorado na parte texto. Então assim, meu campo ele sempre foi à moda, meu interesse sempre foi à moda e eu tenho uma paixão muito grande dentro desses idas e vindas de vários projetos, como que eu passei muito, Participei da da do
curso que a gente fez dentro da casa de criadores com pessoas do Brasil inteiro, que foi muito legal, né, André? Deu uma repercussão muito bacana. Então assim, eh, essa liberdade com o Walter de trabalhar em várias instituições criou a pessoa que hoje eu sou, que eu consigo transitar em vários lugares, tá fazendo diversas coisas e hoje alimentar o meu estúdio que é a parte criativa que eu trabalho. E aí eu consegui dentro da com o apoio Da Bit da PEX, tá dentro das principais feiras. Hoje eu faço parte da Hin Teation, acho que eu sou
o único designer brasileiro que vai paraa Ration. E a high hoje é uma grande feira paraa parte do setor de decoração em casa. Eh, dentro da Hestive, consegui ter contato com marcas de tapete da China, marcas eh do Marrocos, já vendi para Japão. Então, assim, a oportunidade de est dentro desses principais eh feiras eh nos dá essa oportunidade de Você poder trabalhar com quem você quiser. Então, por exemplo, são passado eu consegui vender para Zara, já fiz Kenzo. Então assim, me dá ali a liberdade de eu conseguir trabalhar com diferentes marcas e diferentes pessoas do
mundo inteiro, principalmente do Brasil, até porque a gente tem muita gente que acaba indo dentro dessas feiras e acabam te conhecendo ali. Então hoje eu tô dentro da RINE, dentro da Primiere, mas quero aí trabalhar para Conseguir ter outras feiras internacionais que eu acho que são super importantes para mim, pro meu estúdio e principalmente o mundo inteiro, né? Eu acho que o mundo, como Alessa falou, pra gente, ele é pequeno, porque assim, esse é um portal, como ela mesmo mencionou, a gente tem uma identidade, as pessoas reconhecem a nossa identidade. Eh, eu gosto quando as
pessoas me me perguntam sobre a questão do meu design. Eu já fui convidado pela Bértica para dar uma uma Palestra pros designers da Bélértica, falando sobre toda a minha pesquisa iconográfica em cima das estampas, buscando a a fauna e a flora brasileira. Então eu já entrei online e na central Santo Martins também eu peguei, entrei para alunos que estão fazendo todo o processo de estamparia e eu fui contar um pouco do meu processo, como que eu faço essa pesquisa em cima da botânica brasileira. Então isso para mim é muito interessante porque eu não tô ali
eh só Querendo representar o que é mito, que é iconografia do Brasil, tipo coqueiro, palmeira, banana. Eu faço uma pesquisa muito grande em cima do sererrado, em cima de todas as nossas vegetações e biomas. Então, muito do que é representado dentro do que é da minha parte de estamparia, as pessoas criam uma curiosidade e isso é muito interessante porque começa a virar um storytelling. Então eu tô ali contando não só a minha identidade, mas contando Tudo que a gente tem de interessante no Brasil. Tá sem áudio, Fernando. >> Excelente relato e eu tenho acompanhado aí
nas feiras, quando eu vou, a gente se encontra e sou testemunho ocular das visitações, dos negócios e toda essa referência que você mencionou aí agora nas suas pesquisas. Eh, porque criar não é um uma arte só de um gênio que acorda e se inspirou e criou. Não tem que ter muita inspiração, tem que ter muita Transpiração e muito background para você construir algo que faça sentido e que tenha uma identidade que possa levar a mensagem que o que o criador tá tá querendo levar ao seu consumidor, a sociedade como um todo. Agora, >> e a
Alessa, desculpa, Fernando, a Alessa falou uma coisa muito importante, tipo assim, pra gente eh eh as pessoas pensam assim: "Nossa, estão indo lá, tem esse apoio". Ah, mesmo com apoio, ele não acaba sendo uma viagem barata para um Estúdio que é muito pequeno. Então, assim, você tem passagem, todos os custos. Então, assim, não é um conto um um conto >> muito delicado. É um conto de fatas. Exatamente. Então, assim, a gente tem que realmente ter esse resultado de vendas pra gente conseguir investir na próxima temporada e saber muito bem traçar. Então, não é porque eu
tô ali pensando só na na botânica que eu não faço uma tradução do Que tá acontecendo pelo mundo para chegar isso na estamparia. Então eu olho, tenho uma perspectiva, visito exposições, as marcas para conseguir fazer essa tradução do que a gente tem de mais interessante assim e não perder a identidade, mas eu tenho que pagar o boleto no final do mês, né? Então, dia 30 agora chega o boleto da Premiere Visão, como que eu pago? Então, exatamente isso é importante também, Fernando. >> É isso mesmo. Não tem, não tem essa parte só lúdica, >> tem
a parte da criação, tem a parte do negócio. Exato. >> As coisas não param de pé se não tiverem a rentabilidade adequada. Só para aqueles eh eh muito naí que acham que você que dinheiro brota eh com algum lugar que não é o nosso caso. O têxtil é muito competitivo e muito concorrido mercado. >> Vamos agora para o André. O André, Diretor eh da Casa dos Criadores, que completa 30 anos esse ano. Já falei só isso, nenhum spoiler adicional, porque depois você tem números aí muito interessantes. André, você é a prova viva do que que
o trabalho, do que que é inteligência, do que que a dedicação, do que que a resiliência faz. 30 anos não são 30 dias, 30 anos não são 30 semanas, nem 30 meses, são 30 anos. Não tem coisa diferente. Então a sua história é uma história que a gente Também tem um um acompanhamento longo, né? E e é muito bonita e inspiradora, como tá sendo a fala da Lea, do Lúcios e da e e a sua agora que nós vamos ouvir, mas nós que já conhecemos, temos aí um pouco mais de vantagem sobre aqueles que estão
nos assistindo, pelo menos alguns, outros já te conhecem porque eu sou uma pessoa extremamente conhecida. Então, a palavra sua. >> Ah, obrigado, Fernando. Primeiro agradecer o convite. É sempre um prazer Falar, falar sobre o nosso trabalho, falar sobre a nossa parceria também com a Bit, que tá acompanha a gente desde o começo, como você falou, 30 anos. 30 anos a gente faz o ano que vem, mas a gente já considera 30 anos, né? E também agradecer ao Lúcios aí a a me chamar de professor, quando na verdade o professor aqui é você, né? com todo
esse currículo maravilhoso, incrível. Eh, e só fazendo assim um um pequeno retrospecto, né, desses 30 anos, a Casa de Criadores Surgiu ali em 97, eh, num cenário em que a moda brasileira tava ainda sendo muito, ainda era um pouco conhecida por copiar muito. E eu percebi que estava surgindo uma nova geração de estilistas muito interessantes e interessados em em propor uma moda diferente, uma moda autoral, uma moda própria, uma moda brasileira. Eh, e eles realmente estavam vindo com muita energia. E quando eu identifiquei Esse movimento, eu reuni um grupo desses estilistas e a gente fez
uma primeira edição muito despretenciosa da Casa de Criadores, eh, isso lá em maio de 97 e repercutiu muito e foi muito interessante e a gente entendeu que o mercado tava precisando daquele frescor, tava precisando daquele celeiro de novos talentos. Então, hoje a Casa de Criadores, na verdade, é um é realmente um é uma plataforma que reúne estilistas do Brasil inteiro, que tem em comum o Fato de serem eh criadores eh que t uma moda autoral, né? Então, é um guarda-chuva da moda autoral brasileira. Aí a gente tem pessoas do Brasil inteiro, pessoas de vários perfis,
a gente tem estilistas grandes, estilistas pequenos, estilistas que estão começando, a gente é muito reconhecido, né, por lançar novos talentos. a gente lançou vários nomes. Eh, eu sempre não gosto de falar, mas porque eu esqueço sempre alguns, né? Infelizmente a gente Não lançou a Lea porque, né, enfim, por uma mera casualidade, porque ela teria todo o perfil para fazer casa de criadores, mas a gente lançou, sei lá, André Lima, eh, Boldstrap, Dendeziro, Fábia Bersque, Gustavo Silvestre, Isa Isaac Silva, Jal Vieira, João Pimenta, Juncau, Lebenites, Nalimo, Neria, Noticel que eu tô vestindo uma roupa do Noticel,
que é uma marca de Belo Horizonte, muito Muito bacana. O Rober Donani que tá que é o estilista que tá Há mais tempo com a gente, ele tá com a gente já há mais de 20 anos, Ronaldo Fraga, Senor do Rio, Senor do Ri que é um estilista indígena, que mora na em Manaus, enfim, Vicenta Perrota, Valério Araújo, enfim, uma série aí de nomes de bastante expressão, né, na moda eh brasileira. E aí, ao longo desses 30 anos, a gente foi desenvolvendo uma série de parcerias, né, inclusive com a Bit, a gente já levou eh
durante seis anos seguidos vários estilistas nossos Para participar da Colômbia Tex através do Tex Brasil com eh em parceria com, né, com Apex, com quem a gente tem uma parceria hoje também. Hoje a gente dá uma uma um treinamento pros nossos estilistas através do PEX, que é um programa voltado para exportação da Apex, né? Mas a gente levou esses estilistas paraa Colômbiax durante 6 anos, onde eles interpretavam os tecidos das tecelagens brasileiras ligadas a à ABIT e a gente apresentava o resultado Desse trabalho nessas feira, eh, que é uma feira muito famosa, muito grande, muito
incrível, muito maravilhosa. Eu adorava ir para lá, sempre gostei muito de ir para lá. Enfim, então aí ao longo desse desse de toda essa trajetória, a gente também foi entendendo que o papel, nosso papel também tava muito associado à educação, né? Porque a gente foi com o tempo aprendendo a passar um pouco do nosso conhecimento pros nossos estilistas. Depois a gente entendeu que A gente tinha conhecimento suficiente para replicar isso. E aí na pandemia a gente criou, né, por uma uma série de questões, até por uma necessidade ali daquele momento, a gente criou um instituto
voltado paraa educação, que é o Instituto Casa de Criadores, que deu esse curso que o Lúcios participou, que a gente chamou de qual Moda para Qual Mundo, que é um curso mais que ele foi durou 6 meses, foi aberto, a gente fez Em parceria com Ruelo e ele era aberto a pessoas do Brasil inteiro porque era um curso online, era um curso mais filosófico, né, porque eh não dava para ser técnico eh naquele momento. E foi muito bacana e muito interessante ele ter essa esse esse viés, né, mais filosófico, porque a gente trouxe uma série
de profissionais, uma série de pessoas como Lúcios, J Mombassa, enfim, uma série de pessoas muito de muita expressão nas suas áreas para eh passar Esse conhecimento para esses 300 alunos que foram selecionados por critérios socioeconômicos. Então, eh, óbvio, né, a gente priorizou pessoas em situação de vulnerabilidade, mas tinha todos os perfis, né, de pessoas. Eh, e a gente propôs que esses alunos, eh, fizessem um projeto de coleção que o vencedor, né, eles se reuniram em grupos e o vencedor teve a sua coleção desenvolvida e comercializada pela Rachuelo. Para quem Tá começando, isso é uma coisa
fantástica. que foi uma experiência realmente muito intensa, muito grande. E de lá para cá a gente foi muito se especializando nisso, né, em em promover ações de capacitação profissional. Então, hoje a gente tem uma parceria com o Sebrai São Paulo e com o Sebrai Nacional também, eh, voltada para capacitação de pessoas trans. A gente tem um curso que durante 7 dias, durante o enquanto o Evento Casa de Criadores tá acontecendo, acho que faltou falar isso, a Casa de Criadores é um evento que acontece duas vezes por ano, né, que reúne todos esses estilistas, esses criadores,
todos apresentando ali seu trabalho, seus trabalhos através de desfiles, mas também exposições, palestras, enfim, uma e essas oficinas de capacitação que a gente promove, onde ali durante 7 dias eh esses alunos aprendem a costurar a partir do da Reutilização de materiais, né, a partir do reuso, que é uma questão muito eh discutida hoje em dia, num certo sentido, mas muito pouco colocada em prática de uma forma adequada ainda. Então, se fala muito em sustentabilidade e eu costumo falar que sustentabilidade é uma palavra desgastada, que eu tenho um pouco de quase, entre aspas, implicância, né? Porque
de tão desgastada que ela foi, mas ela é muito necessária, né? A gente, a moda tem um Um lado muito perverso também, né? Com relação ao impacto no meio ambiente. Então, a gente tem desenvolvido também projetos de conscientização dos estilistas, de como ser sustentável. a gente não se vende como um evento sustentável, não é isso? Já existem eventos voltados para isso, mas a gente tem tido uma preocupação muito grande também em desenvolver essa essa questão e passar isso pros nossos estilistas e esse conhecimento também para outras Marcas e outros estilistas. Então, eh, de uma forma
geral, é isso que a gente tem feito. Essa, essa oficina que a gente faz com o Sebrai é muito bacana, porque é uma oficina, no caso do Sebrai, a gente faz para pessoas trans e que é um público também que não é muito visto, né, normalmente pelo sistema de moda de uma forma geral. Então, a Casa de Criadores também tem um pouco essa característica e essa pegada de ter, não é um projeto social, obviamente, porque A gente, os nossos estilistas têm estilistas grandes que vendem muito, com volumes de venda muito grandes e que querem aumentar
isso, porque isso é fundamental para eles manterem as suas marcas. Mas a gente é um espaço também muito democrático e muito plural que abarca vários corpos, né? Aí a gente eh então tem ali, sei lá, temos mais de 10 estilistas trans no nosso lineup, né? a gente é muito aberto e a gente também propõe uma reflexão para que a moda se Repensa, se reveja, eh, e abra, se abra para esses corpos e também padrões de beleza. Então, a gente realmente procura fazer um trabalho muito voltado, né, para para essas questões. Então, o evento também é
bastante reconhecido por isso. E aí eu acredito que, né, ao longo desses 30 anos, a gente conseguiu muitas muitas vitórias, né? Hoje a gente tem apoios governamentais muito fortes, muito intensos, seja das de no secretaria de cultura eh municipal, Estadual, quanto federal, a gente tem apoio da PEX Brasil, a gente tem apoio do MEMP, que é o Ministério do Empreendedorismo da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. Enfim, a gente tem também uma um um suporte muito grande institucional do governo, além de ter o nosso também apoio e parceria com empresas privadas, com tecelagens, com
empresas que estão ali nos apoiando, apoiando o nosso trabalho e principalmente apoiando o trabalho dos Estilistas, né? porque tudo que a gente faz é para dar foco e luz e trazer, né, eh, o trabalho desses estilistas como o, né, o nosso principal ativo são os estilistas e o trabalho deles. Então, acho que resumidamente o que a gente tem feito aí ao longo desses 30 anos é isso. É, é muito difícil falar de tanta coisa, né, assim, resumir e tudo, mas acho que resumidamente é isso que a gente tem feito e pro futuro a gente vai
investir cada vez mais eh em pesquisas, né, Pesquisas voltadas para sustentabilidade, voltadas para novos materiais, né, para para essas questões, pesquisas de novos materiais, novas eh eh eh fibras, fibras naturais, tingimentos. a gente tem feito um trabalho e a gente tem um projeto muito bacana que em breve iremos divulgar, um projeto muito grandioso voltado para isso também, eh onde a gente, a nossa ideia é fazer com que eh este projeto gere uma uma um conhecimento eh que a Gente possa passar não só para outros estilistas e macramas, mas principalmente para as próximas gerações, né? Porque
se a gente não começar a pensar seriamente no impacto que a gente tá aí tá falando do nosso caso, né, da moda, né, mas se a gente não pensar seriamente nos impactos que a moda eh é capaz de promover no mundo, né, tanto positivos quanto negativos, eh essa é uma balança que ainda precisa ser equilibrada porque por enquanto é mais Negativo em alguns aspectos do que positivo. Então, eu acredito que a gente vai eh cada vez mais desenvolver projetos nesse sentido, olhando pro futuro, olhando para tentar ter um mundo melhor, né, com que, né, com
que todo mundo que trabalha com moda também eh tenha se beneficie, né, desses projetos. Então, resumidamente, é isso. >> Hum. Eu não tô te escutando, >> Fernando, >> vocês estão travando meu microfone aí, Roberto, vocês estão cortando a minha palavra. Muito bom. Vocês deram um belo giro, cada um contando a sua experiência, experiências diferentes, coincidem, cruzaram os caminhos, mas é muito, digamos assim, motivador poder ter eh conhecimento de tantas atividades e de tantas iniciativas e de tantas possibilidades e de tantas realizações. Nós já temos perguntas da nossa audiência e como eu falei, a Prioridade é
da audiência. Aqui nós seguimos aquilo que as pessoas têm desejo de saber. Então, Roberto, por favor, pode engatar aí com com os nossos convidados as perguntas. >> Vamos lá. Antes de fazer a primeira pergunta, só queria lembrar, o André comentou muito bem aí sobre um projeto que a Casa de Criadores tem em parceria com Sebrai. >> Não escuto o Roberto também. Vocês escutam? >> Não tá me ouvindo. Não tá me ouvindo, André? >> Eu ouço o Roberto. Eu ouço o Roberto. >> Eu também. É o André. Então, e eu ia falar exatamente, >> eu vou
sair, vou voltar de novo, então, porque eu não tô escutando, tá? >> OK. Eu tava falando exatamente dele. Então, aproveitando que ele vai sair, tem um artigo do André, de autoria dele, na última edição da nossa revista Beach Review, em que ele detalha melhor sobre esse projeto que ele comentou eh com em parceria com o Sebrai. E também pro André, chegou um comentário parabenizando e desejando vida longa paraa Casa de Criadores, que como ele anunciou vai fazer 30 anos no ano que vem. Ok, vamos às perguntas, então. Leandro, por favor, coloca pra gente aí a
primeira pergunta. Considerando a fragmentação da cadeia têxtil, quem de fato detém o poder de Orquestrar outros elos para que a economia criativa deixe de ser nicho e se torne desenvolvimento de coleções. Quem começa? Vamos lá, quem vai falar? Alessa, tava conteado, eu não consegui escutar, não tem como fazer para mim. >> Você tá me ouvindo, Alessa, >> tô escutando, mas tá com um pouco >> Ah, tá. Vou tentar repetir para você. Considerando que a cadeia tê é fragmentada, É quem de fato tem o poder de orquestrar outros elos para que a economia criativa deixe de
ser um nicho e se torne padrão de desenvolvimento de coleções. Talvez ela não tenha entendido, Lúcio, se você quiser começar. Silv não tá muito chiado, tá muito chiado. Se puder escrever, manda mensagem na hora que você >> será que ela não visualiza? Eu >> acho que ela não visualiza. Eu vou pedir pro Leandro, se puder, por favor, joga a pergunta no chat, tá? enquanto isso paraa Lsa poder ler e aí a gente passa para alguém responder essa questão. Então >> o E para mim assim é uma é uma provocação porque ninguém detém esse poder sozinho,
né? Difícil você conseguir, né, André? Eu acho que é uma, como ele mencionou, é uma Fragmentação muito grande, né? E e assim, quando a gente fala de moda, é mundial, difícil você falar quem detém hoje em dia. Antigamente a gente poderia até falar, se você olha pelo pelo histórico da da moda, a gente poderia falar da tinturaria, a gente poderia falar dos tecidos, até porque eram pessoas que eram dependentes de certos mercados, mas hoje em dia quem consegue, né, no meio de tantas informações visuais, desfiles, Eh, semanas de moda, é muita coisa. Então assim, é
muito fragmentado mesmo. >> Eu nem sei se é necessário, na verdade, né? Assim, é claro que é legal ter um norte, uma orientação. A BIT pode cumprir num certo sentido esse papel também, eh, ou outras instituições que já existem, né, outras associações ou o próprio governo, né? É complexo isso mesmo, né? Porque o que a gente vê hoje em dia realmente é eh, por exemplo, na França tem um sindicato que organiza ali Os desfiles e toda e todo o segmento, né? Enfim, existem eh países que t uma organização um pouco maior nesse sentido. O Brasil
ainda é um pouco, a moda brasileira ainda é relativamente jovem, vai, digamos assim, né? Claro, ela ela tem temos estilistas incríveis já há bastante tempo, mas ela enquanto organização, enquanto semana de moda, a semana de moda que é o São Paulo Fashion Week, ela tem tem 30 anos também, né? 30, 31 anos. É muito pouco tempo eh para Que a moda se organize de uma forma eh eh adequada, digamos assim. Mas eu também, como eu disse antes, eu não sei se isso é tão necessário assim, porque o mercado ele também vai se regulando, né? E
as pessoas vão e e os estilistas acabam tendo que ser muito criativos também para lidar com o que eles têm em mãos. E essa criatividade às vezes resulta em propostas inovadoras, em pesquisas inovadoras, né? Então assim, acho difícil que alguém conseguisse Mediar tudo isso mesmo. Se fosse existir uma associação, eu acredito que a Bit seria uma das que encabeçaria isso. Algumas associações que já existem, mas na verdade também já fazem um pouco esse trabalho, né? Eu acho que já desenvolvem um pouco esse trabalho. O que a BIT faz, por exemplo, para eh promover a moda
brasileira, tanto no Brasil quanto fora do Brasil, né? A Alessa tá lá em Paris agora, queria eu estar lá em Paris, né? assim, levando o nome do Brasil e e esse Apoio é fundamental, né? Esse apoio da Bit, da Apex, do programa Tex Brasil é fundamental para que essas marcas possam crescer eh e exportar, né? Então, eu acho que eh cada vez mais iniciativas que existirem nesse sentido são muito bem-vindas. Eu não sei se um dia a gente vai chegar nesse ponto de ter alguém organizando isso e se realmente isso é necessário, mas quanto mais
iniciativas houverem nesse sentido, né, eh, voltadas paraa economia criativa, para a promoção De coleções e do trabalho de estilistas e em última análise de promover a moda brasileira fora do Brasil, no Brasil e fora do Brasil, porque ela também precisa ser divulgada no Brasil, né? Se a gente for olhar aí as os influenciadores eh de moda, a maior parte tão ali divulgando marcas gringas, marcas internacionais, né? Então assim, é um trabalho ainda muito grande que a gente precisa fazer e a gente precisa sim se unir enquanto cadeia. A cadeia Talvez não seja tão unida quanto
deveria ser, eh, ou quanto poderia ser também, né? Mas assim, é que é difícil, é complexo mesmo, né? Então, nesse sentido, eu acho que a [ __ ] faz um trabalho pioneiro e muito bacana em unir, pelo menos grande parte dessa cadeia e promovendo moda brasileira fora. Não sei se eu respondi exatamente o que a pessoa queria saber, mas eu acho que é isso, assim, não não eh essas iniciativas é que são que a gente tem Que cada vez mais eh apoiar, né? >> Sim. Eu acho também assim, eu não se eu também não não
entendi muito como eu posso responder a pergunta, mas eu acho que eh a gente tem muitas iniciativas, né, nacionais e internacionais. Eh, na parte internacional eh eu faço parte do comitê gestor, né, da Tex Brasil. Então, assim, eu me sinto muito responsável por orientar, capacitar, inspirar. E, eh, minha marca vai fazer 25 anos ano que vem também. Assim, eu Até me surpreendo quando eu eu vejo, acho que 20 anos é muito. E e eu já vi assim indústria texto eh de seda pura, eh quando a gente começava no Brasil a fazer e agora não tem
mais, eu tenho que importar. Então assim, eu acho que a gente tem uma uma maneira muito criativa de desenvolver produto, desenvolver divulgação, a essa parte também não só de feiras internacionais, mas também de imagem de marcas internacionais, né, André? Você Falando, queria eu estar em Paris, você pode estar em Paris, né? as marcas que estão com você podem estar em Paris e não precisa eh ser talvez de uma forma que já exista, pode ser de uma outra forma, né? O mundo tá muito muito globalizado. A gente tenta falar de internacionalização de marcas, né? Eh, e
aí quando eu vejo aqui aqui em Paris eu conheço tantas marcas brasileiras que eu que no Brasil eu não conhecia, sabe? E que viraram meus parceiros conhecendo Aqui, né? Então assim, eu acho que tem um envolvimento enorme eh têxtil de cadeia de produção, né? Eu acho que a gente tem que falar eh como o Lúcio falou também, a nossa cadeia de produção é é muito rica a quem faz o botão, quem faz etiquetinha de metal, quem faz o nosso tag, a embalagem e todo mundo tem que tá eh eh sendo celebrado, né? Então eu acho
muito importante em cada desfile que a gente faz, em cada feira de moda que a gente faz, a gente tá contemplando Toda a cadeia produtiva que envolve também a a a BIT, que leva a gente para esse campo internacional e que esse campo internacional eh de forma incrível traz um respeito enorme dentro do nosso país, né? Quando a gente sai do país e mostra o nosso trabalho fora do Brasil, como a marca é respeitada e como todo mundo que a gente não faz nada sozinho na moda, nada. É, é impossível fazer sozinho, né? Acho que
é uma das profissões que precisam mais que a Indústria eh diversa, né? Então assim, é muito bom a gente poder contar de cada um que costurou, de cada um que fez o botão, que fez o zíper, que fez, né, tudo, incluindo a equipe. Você vê a equipe da Bit, né, assim, eh, o quanto eu já aprendi e o quanto hoje me inspira para criar novos formatos, né, e novas conexões aqui na França e no Brasil, para que a gente conseguir consiga ter o respeito e a imagem que vai gerar venda, Né? Acho que tem isso
também. eh que é super importante. Então, assim, a gente fala do de Brasil fora do nosso país e a gente enxerga muito melhor como a gente tá, né, a nossa situação, os eventos de moda, como eles poderiam estar fora do país, né? Quando eu vejo o Lúcios eh no Instituto Europeu de Design, que que eu adoro, que tava comigo no desfile do Cristo Redentor, que eu fiz agora, que foi um um desfile colaborativo em relação à Cadeia produtiva, né? Eu fiz a direção toda do desfile, mas várias marcas estavam lá comigo, inclusive Instituto Europeu de
Design. Então, assim, a gente pode levar a parte acadêmica também, né? Eh, e os estudantes também para mostrar o trabalho deles fora do país. Não precisa ser, eu acho que estrutura que a gente já tem. A gente pode criar novas situações. E aí eu queria convidar você, André, para vir para Paris. Sim, de alguma Forma a gente vai dar um jeito. >> Já virou missão. >> Já virou missão. Lúcio já veio. Lúcio já conheceu no metrô de Paris, então já tá aqui também. Já tô visualizando você aqui também, Lúcio. Já tô aqui já, ó, criando
em cima dessa dessa história. >> E o André tem >> para começar. >> É isso, >> Roberto, temos mais perguntas. >> Vamos lá. André vai. Lúcios também. Alessa, mas voltem, tá? >> Tá. >> Não, a gente quer ir sempre para voltar, para voltar melhor. >> Isso. Vai e volta. >> É sobre, é sobre isso. >> É muito bom poder voltar. O melhor de tudo é voltar, gente. O melhor de tudo é voltar. >> Tem tanto trabalho aqui para fazer, >> muita coisa boa para fazer. >> Eh, só complementando ainda essa questão Que a gente tava
discutindo, Jorge comentou lá no YouTube que falta, na opinião dele, falta apoio de governantes para que o setor consiga fazer essa transformação. >> Vamos outra pergunta. Ah, outra pergunta do Jorge. É essa, esse comentário aí. Outra pergunta agora. Qual a melhor definição e contextualização sobre o conceito do berço ao berço? Pergunta o Márcio Polosse. O que seria? Tchã tchan tchan tchan. Quem vai responder? Gente, >> acho que é para voltar pro beço, hein, Al? Eu tô até, botei até o óculos, gente. Eu botei até o óculos porque eu tô contextualização. >> Esse nosso público é
cabeçudo, né? >> É sobre o conceito. >> Do berço ao berço. >> Gente, isso aqui tá ligado diretamente à agenda da sustentabilidade e é aquela temática do produto ser criado já Pensando no seu final, não é? criar e deixar solto depois na natureza. Então isso é um assunto que tem ganhado uma uma dinâmica muito grande, inclusive interferido no design, interferido nas matérias primas. Eh, você que está na França, houve um momento aí eh que no parlamento francês foi proposto eh que não se tivesse mais misturas de fibras na composição dos tecidos e malhas, porque as
misturas acabavam de uma certa maneira dificultando o processo de Reciclagem. Então você tem a reciclagem mecânica, reciclagem química, você tem vários tipos de reciclagem, vários, quatro, cinco. Eh, nós estamos bem desenvolvidos aqui no Brasil na reciclagem do algodão, que é parte mais mecânica, mas essa é a ideia, quer dizer, o conceito de que o produto já nasce, mas com o seu fim eh definido. E aí os criadores têm uma nova, um novo desafio. Não é só a o caimento, não é só o style, não é só eh a modelagem, é Também algo que ao ser
construído, já se imagine ele no seu fim do ciclo de vida. >> Sim. >> E ele ele tem a o be do beo ao beo, ele é um puxando para paraa academia, né? É um termo do cradle to cradle, né? Eh, quando a gente pensa no produto circular, que ele não vire resíduo, né? Então, ele tenha todo o processo de circulidade, ele não chega na questão do lixo, né? Ele ele sempre vai ser Circular, né? Ele vai passar por todas as vases e vai continuar tendo o seu ciclo de vida. Aí >> é >> e
você alça com as suas coleções, etc. Há uma, por exemplo, o mundo consome em torno de 134 milhões de toneladas de fibras. Dessas 134 milhões de ton 78, 80 é poliéster, 25 milhões é algodão e depois todo o restante, as outras 25, 30 milhões de toneladas, é passa por poliamida, passa por linho, passa por Rami, juta eh, e, e viscose, liocel, tencel e tudo mais. Então, há uma concentração de fibras sintéticas. Eh, >> sim, essa é uma questão realmente assim, eu vejo nas feiras cada vez mais, né, são eh 25 anos de marca, eu tenho,
eu comecei exportando, então tem 25 anos de salão de moda internacional e realmente usava só fibra natural e a estamparia era só sobre seda pura. Eu trabalhava só seda pura. Era um outro momento, né? A gente conseguia fazer eh uma exportação De em quantidade, com uma qualidade, uma sofisticação. A gente tinha preço, eh, conseguia botar um markup, eh, bacana e tal. Hoje um produto, eh, que é exposto na Tranoia, na Rosnext, as feiras que eu faço em Paris, eh é sempre é sem não tem nenhum cliente que não pergunte se é fibra natural. Primeiro porque
na Europa, eh, como a gente faz um produto muito pro verão europeu, a fibra sintética, ela ela ela causa vários, eh, desconfortos, assim, o europeu, ele Gosta do toque, a questão também da do da respiração, né, do tecido. Então eles gostam muito de fibra natural, mas a fibra natural ela sairia para um valor que aí é uma marca que é no caso da minha marca, né? Eu mesmo que eu não posso ter, é aquela coisa assim, você não pode ter um produto barato. Se ele for barato, o no caso do meu cliente ele não vai
comprar, né? Então, o euro está alto, a gente consegue fazer Um markup bom e consegue vender para uma loja que tenha um o mesmo ticket médio, né, de produto. Agora, eh, mesmo assim, eu tenho produtos com fibra natural e sintética. A sintética ela dura muito mais, então ela tem um ciclo de vida maior, que também é é uma questão eh de durabilidade. Eh, eu tenho peças assim de acervo de seda que que guardadas se destruíram e sintéticas que que se mantiveram. Então, Tem várias questões assim, né? Não. Sim. E >> vai me dand >> Não,
não. Eu tô em reunião aqui, pessoal. 1 hora da manhã o pessoal, as crianças são acordadas. Então assim, eu não sei, tem uma questão aqui na Europa que é fibra natural, eh, mas o preço da fibra natural realmente ele é é na cadeia produtiva hoje em dia é muito mais difícil de conseguir, muito mais Difícil. No Brasil a gente tinha uma estamparia, por exemplo, no uma estamparia e uma fábrica de tecido na natural no Rio, que era minha maior fornecedora, que não faz mais, né? Então a gente acaba tendo que importar. Eu prefiro que o
meu produto seja todo made em Brasil, né, originalmente. Então acabo que eu que eu importo um tecido. Então é é difícil, é uma questão mesmo, assim que eu acho que o mundo todo tá passando Por isso e e os nossos clientes eles cobram muito o conforto, né? Então quando eu coloco até uma uma às vezes assim a gente tem muita muito eu trabalho com muitos fornecedores textos, né? E quando a gente encontra eh um produto com toque maravilhoso e que tem um um preço melhor, que que vai chegar o produto, né, de repente vendido lá
na em Dubai, que a gente consegue fazer um produto que tem um preço eh que tudo tem a ver com preço de Mercado, né, no final pessoa vai olhar, fala: "Eu gostei, quanto custa? Posso? Não posso?" Então, eh, a gente acaba tendo o toque na última feira que eu fiz, que foi agora, eh, a gente vendeu em setembro para entregar em fevereiro, os clientes tocaram num numa fibra sintética e tinham certeza que era seda. Eu tive que avisar: "Olha, não é seda pura". Ela falou: "Não, mas o toque tá gostoso. Eu tenho certeza que no
verão Meus clientes vão gostar." e tá na loja dela, que é uma loja linda em São Germã, em Santo Tropê, numa cadeia de 15 lojas, tem lugares incríveis. Então, assim, eh, a tecnologia tá avançando e tá deixando todo mundo em dúvida. Você já não sabe mais o que que é pelo toque, você não sabe mais qual é a composição do tecido. Até eu que conhecia a seda pura e fazia só seda pura, às vezes eu toco, falo, não é Possível que é que é sintético, né? >> E você tem muita variação hoje em dia, né,
Fernando? É interessante destacar, por exemplo, vou falar da da cadeia texil, né? Na Primeira visião, hoje, grande parte dos fornecedores que a gente tem lá, quando você visita, porque são pessoas do mundo inteiro, eles têm suas certificações dentro da da das entradas, né? Então você vê até em volta do dos stands eles começam a ter a questão da certificação. Hoje a Certificação ela é um uma coisa muito importante, principalmente pra gente do setor, até como uma confirmação, porque é ele que a gente vai entender esse design de matéria, evitar esses esses blends impossíveis de separar,
esses tingimentos químicos. Então eles que de uma certa forma a gente vai olhar e vai identificar, né? Hoje, por exemplo, dentro da Primere, eu levo todos os meus tecidos, todas as minhas tampas em base de algodão orgânico. Ah, até meu papel Da solapa, ele é reciclado também. Então eu sempre penso nisso, né? Meu, o atelê o dia que ele morrer, ele tudo morre, tudo vai se degradar junto comigo também. Então assim, eu sempre penso nessa questão da sustentabilidade, até porque o meu olhar ali dentro da Primiere, que hoje é uma das principais feiras que a
gente tem no mundo, e não falo isso pela Premiere, mas falo pela H textil também, a questão da sustentabilidade é muito forte. Então, Quando você vê dentro dos participantes, >> isso é uma coisa muito importante. Ela não não é mais um diferencial, ela é uma coisa muito obrigatória. Então, você vai visitar algum fornecedor, seja de qualquer país, ele tem alguma certificação, algum produto que seja rastreável. Eu tô trabalhando com uma marca de Hong Kong, por exemplo, que tudo todos os produtos deles são rastreáveis, todos. Então assim, ah, eu acho que vários países eles estão muito
À frente do que a gente tá vendo o que tá acontecendo no Brasil. Então, eu vendo Japão, China, Hong Kong, vendo Coreia do Sul. Então assim, tem muita gente tá muito à frente nessa questão da sustentabilidade e isso que o André falou da rentabilidade, que também é uma coisa muito importante pra gente hoje em dia na moda. >> É, >> eu tenho feito algumas provocações com grandes indústrias têxteis que são Próximas da gente. Eh, quando a gente fala de sustentabilidade, de novos, matérias primas, de fibras naturais, eu acho que o grande desafio e para que
a sustentabilidade passe a fazer sentido, o grande desafio é a escala, né? Como escalar isso, >> né? Sim, tipo, não adianta você ter uma iniciativa que pode ser super bacana, que pode iniciar ali como uma pesquisa e que tá restrita a um grupo muito pequeno de pessoas e você vai ter acesso, Enquanto um estilista pequeno, muito pouca gente vai ter acesso à aquele produto ou aquele tecido. Eh, então cabe, acho que aos grandes, eh, ter este desafio de tornar isso escalável, né, para que isso possa inclusive baratear ao longo do tempo, né, porque você tem
uma fibra maravilhosa, incrível, mas que custa uma fortuna, uma fábula. E tem porque ela custa caro por uma razão, porque teve toda uma pesquisa ali, porque é difícil extrair aquela fibra, Enfim. Então, eu acho que a a escalabilidade é que talvez seja a grande chave dessa questão para o futuro, né? E a e cabe aos grandes eh financiarem isso, né, de uma certa num certo sentido e buscarem soluções tecnológicas que sejam capazes de dar conta dessa demanda. Olha, existem hoje, só para meter minha colher de pau nesse mingal, o algodão brasileiro, por exemplo, ele é
85% Certificado. Ele é rastreável na sua maioria, é um algodão de sequeiro, ou seja, não usa água eh de irrigação, >> tá? tá se reduzindo enormemente a aplicação de produtos químicos, porque é uma cultura delicada, com pesquisas com a rap, com as grandes empresas que atendem o setor, eh, novas tecnologias, o plantio Regenerativo, etc. Então, além disso, na prancheta, mas ainda não chegou a mercado em escala industrial, nós temos aí um desenvolvimento da área da fibra da banana. A banana depois que você colhe, você tem lá aquele tronco, mas tem que construir o ecossistema. Você
tem pesquisas na área de bagaço de cana, você tem, por incrível que pareça, eh produtos voltados para pet feito com a tosa, eh, dos animais, os pelos que tem. Então você tem muita coisa andando no Mundo. Eh, e eu acho que nós temos o Brasil uma oportunidade ímpar, que poucos países têm, porque nós somos um líder na agricultura, de unir mais a cadeia do agro com a ideia industrial e na área têxtil a gente ter a capacidade de desenvolver produtos que sejam escaláveis, com custo competitivo e que atendam esses requisitos da agenda sustentabilidade. Sustentabilidade não
é eh sou sustentável, é todo dia. É uma jornada longuíssima, >> começando por nós mesmos. Então é uma jornada que vai depender eh de mercado, de regulação e de tecnologia o tempo todo. >> Sim. >> Então eu acho que o Brasil tá avançando numa série de agendas, tá? A questão das fibras, preço de fibra é realmente um mercado mais massivo faz diferença, tá? Por outro lado, tem a questão dos microplásticos, da contaminação dos oceanos. Há quem Diga que a gente carrega um cartão de de crédito de plástico dentro da gente pelos resíduos que a gente
acaba absorvendo e muitas vezes não é na produção, é na no cuidado da roupa, na lavagem. Então, e essa é uma agenda eterna e, portanto, esse CRle to CRle ou berço do berço ao berço cada vez mais vai impor na criação das pressões dos produtos matérias primas que tenham perspectiva de agora a gente tem que saber assim, tem uma hora que não dá Para reciclar, que as propriedades dos materiais acabam, não tem jeito, >> ele se encerra. E aí nós vamos ver o que que nós vamos fazer, se é energia, que que vai ser outras
aplicações. Então isso tudo é um um caminho sem volta, mas não é um caminho de baixo investimento e não é um caminho rápido. >> Ó, tem um documentário que acabou de sair na Netflix que eu recomendo, que chama Detox de Plástico, que é muito incrível, que fala muito sobre isso. Vocês vão ficar meio impressionados porque tem microplástico nesse momento dentro dos nossos corpos. >> Sim, falei, tem um, dizem aí que temos um cartão de crédito em plástico dentro dos nossos corpos circulando por aí, entre outras coisas. >> Roberto, mais perguntas? >> Vamos, vamos. Já a
gente já tá avançando no horário, então eu acho que caminhar para pro fechamento. A tá lá de madrugada é criançada. É, >> então a gente vai agora para uma pergunta interessante que a gente falou aqui em futuro, tecnologia. Vamos falar um pouco de na moda. Leandro, coloca pra gente, por favor, como a indústria txil brasileira pode integrar IA na criação e produção sobre demanda, mantendo criatividade e adaptando fábricas e trabalhadores às novas exigências. É há nas nossas vidas, né? Complexo isso, bastante complexo, né? Hoje mesmo eu acabei de eu tô a gente Tem uma parceria
com o movimento Sou de algodão, né, falando aí de algodão. Eh, e a gente tem um um concurso que chama Desafio Sou de algodão mais Casa de Criadores, onde alunos de faculdade de moda de todo o Brasil apresentam projetos de coleção feitas com, né, a partir do com roupas a partir do algodão. É, e eu tô avaliando esses projetos e alguns desses projetos vieram com a gente pede fotos, né, que a pessoa desenvolva um look e que mande fotos Desse look, porque num primeiro momento essa avaliação é feita toda online, depois é que a gente
pede para enviar a roupa. E assim, a gente tem recebido vários projetos, não muitos ainda, mas vários projetos feitos por IA. E a gente como agir, né? Até que ponto eh esse estilista, esse esse não é nem estilista ainda, é um aluno de faculdade de moda, né? Eh, até que ponto ele é o autor daquela daquela obra, daquela daquele projeto, daquela roupa, né? Então, Claro, eu tô dando aqui um exemplo bem pequeno, né? do uso de IA, perto de tudo que a IA numa velocidade assustadora tem se tornado, né? E obviamente eu tô falando de
foto, de imagem, de projeto de croqui, tudo feito por IAT, o projeto inteiro, incluindo o texto, né? Então, mas eu tô falando de uma coisa muito específica agora. É claro que eu acho que ela pode, o IA pode ter sim eh, ser benéfico e é em vários aspectos, né? ele pode eh eh te te facilitar a sua vida, Né? Eu acho que ele tem ser tem que ser feito para facilitar a vida. Agora, ele não pode ser o criador, porque senão a gente acaba com o estilista, né? A gente acaba aí com uma série de
de enfim, eu não sei o que que vai ser, eu não tenho uma resposta para isso porque tem sido numa velocidade muito grande, né? E eu não sei o que vai ser, mas eu acho que a gente logo logo vai ter que pensar em regular isso também, em regulamentar isso, né? Então, no nosso Caso específico, a gente já pensou em reformular o regulamento pro próximo eh pro próximo concurso que a gente fizer, né? Porque a gente vai ter que cada vez mais ir se adaptando com essa velocidade e e com essa voracidade que a IA
tem tomado conta das nossas vidas, né? Olha, eu vou falar uma coisa que uma marca importante aqui do nosso Sportsware saiu recentemente, eu não vou ficar citando nomes, mas saiu na grande mídia, aliás, teve naquele evento do shopping Em Guatemi. Estou contratando mais engenheiros de dados e analistas do que propriamente eh não é o design, mas de que outras contratações, porque ele tá analisando o mercado de uma maneira em tempo real, instantâneo, para poder trabalhar as propostas de coleção e entender o que o consumidor tá querendo, o que não tá querendo, para onde ele tá
indo, para onde não tá indo e para ter reações Rápidas. E isso é até importante paraa sustentabilidade, porque quanto mais assertivo for o seu processo eh de criação e de apresentação das coleções, menos erros terá e consequentemente menos sobras e menos liquidação, porque eh muitas vezes você propõe, não é o caso da Lestra, não é o caso do Luz que trabalho com escala menor, mas o fato é o cara propõe e às vezes sobra e quando sobra 30% sobra, 35% sobra e vai mararcação. E muitas vezes o consumidor Acaba comprando até sem precisar porque achou
que tá barato, tá? Então a tecnologia pode nos ajudar muito nessa assertividade da agenda de sustentabilidade. Mas eh enfim, eu acho que a IA tá aí, tem muitos debates eh do pro bem e pro mal, porque a questão não é a IA. A questão que que nós vamos fazer com a IA? A questão não é o revólver, é quem usa o revólver, né? >> Esse é o problema. O problema pode estar aí. É, mas aí somos nós, né? Somos seres Humanos, né? Eh, a energia nuclear tanto gera energia limpa como serve para fazer a bomba
atômica. Então, e aí? Então, é o homem. >> O André tava falando da questão do projeto e muitos dos meus alunos fazem a inscrição do do do projeto. E eu sempre falo em sala de aula, né? Porque até em sala de aula a gente tem muito dessa questão da inteligência artificial, né? muitos dos trabalhos que a gente recebe, não só das imagens, mas textos, enfim, Todas as coisas. Eu até falo para eles, né, que a própria IA entrega o que eles fizeram de cópia, né, porque a gente consegue reconhecer ali em cima dessas questões. Mas
eu sempre menciono em sala de aula que a IA ela não pode ser uma extensão criativa, né? Eh, ela pode ser uma extensão criativa, ela não pode ser autora, a autora tem que ser eles, né? Então, eles que têm que ser o autor dos próprios projetos. Eles podem utilizar ela como extensão para entender um pouco De um tema, para pesquisar um pouco de mais coisas, mas eles têm que ser o autor desse projeto. Então eles têm que saber como utilizar essa ferramenta da melhor forma. E aí eu penso assim, dentro de um de um atelierê,
a gente pode utilizar para entender caimento de tecido, a gente pode aplicar isso numa ficha técnica, a gente pode trabalhar com escala de cor em real, sabe assim? a gente tem sugestões de têtil, então assim, a gente pode utilizar para várias Coisas dentro de um atelierê e principalmente como o Pimentel falou, a inteligência artificial como inteligência operacional, né? Então quando a gente vai infestar lá um tecido e a gente vai fazer todo aquele encaixe de modelagem, aí faria isso com uma facilidade na com a mão nas costas, né? porque ela diminuiria esse gasto que a
gente tem. Então ela ajutaria muito dentro dessa dessa parte operacional dentro de previsão de demanda, controle De qualidade. Então assim, tem várias coisas e que eu acho que é importante. Então acho que a gente tem que saber como lidar com a IA da melhor forma, não somente em sala de aula, mas também dentro de uma empresa. Isso pode ser desde uma empresa de escala muito grande, como Pimental falou, como numa pequena também. Claro que para mim, eh, eu vejo a IA como uma ferramenta para eu utilizar dentro do meu trabalho. Todos, vai ser autor, Hein,
Lu. Todos nós estamos usando e pode ser micro, pequeno, médio ou grande, >> completamente. >> Tá, gente, para respeitar o fuso horário da Alessa, nós estamos caminhando aqui pro encerramento, porque ela já tá com já tá com sono, tá? E tem tem a família ali gravitando ao redor. A família invadiu, aí eu fechei a porta aqui. >> Tá bom. Mas eh não, eu acho que a gente Pode, a conversa excepcional é uma das melhores eh conversas abertas que a gente já fez, do meu ponto de vista. Muito feliz de estar aqui com vocês falando de
um tema eh de criação de mercado, de desenvolvimento. Eh, aqui foi feita uma pergunta, quem é que vai comandar esse processo? Eu hoje tava conversando um pouco sobre o poder das bigtecs e dessas plataformas. Elas estão, o mercado tá cada vez mais na nuvem. Eu tô simplificando, mas há Uma preocupação inclusive com os pequenos negócios. A sobrevivência dos pequenos negócios dado o poder de penetração de você comprar tudo online e com preços especiais, preços dinâmicos. Há uma discussão sobre isso também. no mundo de uma forma geral, não vai acabar, o comércio não acabam, mas são
mudanças de paradigma que afetam bastante o nosso futuro. Então, eh, com esse perfil, com essa ideia desse nosso debate, eu vou pedir a cada um, eh, para Fazer seus suas considerações finais sobre essa questão da criatividade, o mercado e o Brasil. Acho que o Brasil é um país criativo, mas nós temos que fazer essa criatividade, gerar, não nos o colocar para trás. Em 2010, a Coreia tinha o dobro da nossa renda per cápta. Hoje ela tem quatro vezes mais da nossa renda per cápta. Vindo pro América do Sul, em 2010, o Uruguai tinha 22% a
mais da nossa renda per cápita. Hoje, 15, 16 anos depois, ela tem, ele tem o Dobro da nossa renda per capita. Então nós temos que fazer essa criatividade virar riqueza. Riqueza e bem distribuída e bem trabalhada para que a gente seja uma sociedade melhor, mais desenvolvida e mais harmônica. E vocês são artistas criadores. E eu sou um operário naquela colmeia. Eu sou ali aquela abelhazinha operária que sai para buscar lá os mantimentos, mas também dentro meor limitação eu sou um criador de alguma coisa. Espero que boa. Então vamos lá, Alessa, depois Lúcio, depois, eh, André,
considerações finais. >> É, eu acho que dentro dessa criatividade que a gente fala, nessa economia criativa, eh é o é o brasileiro entender que a gente tem o mundo para como consumidor, né? Eu acho que hoje também a gente, eu passei por tantas cotações de euro, né? E hoje em dia a gente, eu estando aqui em Paris, eu chego quase a sete, então assim como eu pude trazer toda a minha família para viver também Aqui e enxergar o nosso país de outra maneira. Às vezes você saindo um pouco do país, você olha de uma outra
maneira e toda vez que eu volto eu fico mais apaixonada. Eu acho que essa paixão que a gente tem que gerar internacionalmente para que a gente consiga também fazer a exportação. Para mim, a exportação na minha marca sempre funcionou como fluxo de caixa, né? Acho que toda maneira eh a toda a gestão da disputação sempre me ajudou muito, não só viivamente, mas Economicamente. Então assim, a economia criativa para mim nesse mercado internacional é muito importante. Foi por isso uma decisão de passar esse esse período, né, que a França olhou o Brasil, o Brasil olhou a
França, que eu acredito que seja uma capital eh da moda eh e de uma expertise muito muito delicada em vários segmentos, né? Acho que o Brasil também, o que eu vejo, né, eh, num produto internacional, toda uma capacitação, um controle de qualidade, Um a salvar fer, né, a gente tem a joada viva, mas tem que ter o salvar fer eh na qualidade do produto, no relacionamento, nos encontros. Então, eu acho que é uma valorização que tem que existir em relação ao produto, à criatividade e à economia. Então, por isso que aqui esse encontro para mim
é muito valioso, né? O Fernando me conhece desde que eu comecei. A gente vai fazer 25 anos aí juntos, porque foi na formação que que eu me entendi na moda, né? Eh, feliz de Ter encontrado Lúcios no metrô. Foi uma uma super apresentação que a Adriana me deu um presente. Eu eu assim amo Estamparia, né? Meu trabalho é sobre estamparia solar carioca. Então, vê o com as cores dele e, né, com aqueles tecidos, aquelas amostras também é muito inspiração. Quero muito você junto comigo aqui, Lúcios, assim, eh, de outras maneiras aqui, não, não só em
feira de moda, né? e André também nós assim eh eh toda essa Sua inspiração em em fazer esses encontros, né, de criadores na passarela, eh, e talvez inspirar para que eles tenham o mundo como como consumidores dessa passarela, né? De repente a gente pode estar aí junto fazendo eh junto com a Bit fazendo uma história nova, eh me usando como interlocutora disso tudo num lugar que eu me sinto muito bem recebida. A gente aqui tem respeito, tem carinho, tem portais abertos na França, na Itália, na Inglaterra, onde eu fiz o meu mestrado na Martins. Então
assim, eh, eu quero ser é um canal, sabe, aberto para para que a gente possa eh com a imagem que o Brasil tem, que tá muito muito bem, conseguir exportar e fazer da criatividade uma boa economia paraa nossa cadeia produtiva. brasileira. Eu acho que merece uma indústria que merece crescer, merece fraturar desde a pessoa que tá ali eh fazendo o comecinho da do tecido, o Comecinho do aviamento, o começo de tudo que a gente acha que às vezes a pessoa não tem visibilidade, né? tão bacana colocar no desfile uma visibilidade também para essa cadeia produtiva
e trazer a cultura brasileira, né, na moda. Eu acho que a cultura, a música, o turismo, né, porque no fundo o turista vai pro Brasil e compra um vestido que pode estar ou na sua loja no Brasil ou numa multimarca internacional. Então, assim, eu acho que é toda uma gestão eh De que não é uma única, né? são são muitas mãos, são milhares de mãos. Então assim, espero que esse esse nosso debate tenha inspirado. Espero que a gente nós que estamos aqui online que a gente possa assim presencialmente dar uma continuidade ao que a gente
falou aqui. >> Maravilha, Alessa. Muito obrigado. >> Obrigado. >> Bom, Pimentel, obrigado pelo convite. Obrigado toda a turma da BIT, que eu Conheço muita gente ali, sei a importância do papel. de todo mundo ali. A Bit hoje, acho que como eu já trabalhei lá dentro há 10 anos atrás, é claro que tudo muda, né? A equipe muda, mas eh tudo que vocês fazem lá dentro de uma importância enorme. Eu acho que esse tema ele é um tema a longo prazo, né? Eu acho que a ideia, a economia criativa, ela vem para transformar as ideias em
valor, né? E esse produto além de preço, né? né? Então acho que a gente é um é um Um debate muito importante. Eu já participei de diversos palestras, enfim, coisas relacionadas à economic ativa, mas eu acho que para finalizar aqui, eu vi uma pergunta ali no YouTube falando da questão dos editais, eh, de o quanto o governo poderia apoiar mais. Eh, eu me formei em eh eu comecei a faculdade em 2004, eu me formei em 2008 e não havia muita coisa dentro desses campos de editais e desfiles, projetos. Ah, e eu vejo que em 2026
há muita Coisa. Uma coisa que eu sempre falo em sala de aula, eh, não só em sala de aula, em todas as palestras que eu vou pelo Brasil, é fiquem conectados, as associações. A BIT hoje faz um projeto muito lindo, assim, eh, não somente com a questão dos das feiras internacionais, da questão da da das importações e tudo, mas assim, eles têm uma pesquisa de mercado muito grande. Eu lembro quando eu fui fazer o meu mestrado, eh, todos os associados eles recebem relatórios, Isso, mensais, semestrais, que são muito importantes. E a Lilian abriu esse, eh,
eh, eh, esse portal da bit de inteligência para mim pimental, sem noção como isso foi importante pro meu mestrado. E meu mestrado ele tingiu uma nota muito grande exatamente pela pesquisa embasada que vocês fazem. Então, assim, não são somente as as feiras, mas é uma coisa que eu sempre eh menciono é o guardar todos esses dados da indústria brasileira. E isso é muito Importante para que isso fique isso paraa posteridade, não somente para as pessoas atuais, mas pros próximos estilistas, os próximos estudantes e todas as coisas. Então, quando eu recebi, eu tive a chance de
entrar lá no portal de inteligência e ver todos aqueles dados, isso para mim foi muito bacana, não só como professor, mas também como uma pessoa que tá aí dentro da BIT, como não só funcionário, mas também com dentro dos projetos. Então Assim, tem missões, tem a a todas as partes das feiras e não só a BID, tem a BEST, tem a Ctecal, a o Sebrai faz isso, o próprio a casa de criadores tem todos os projetos também. Então assim, hoje tem muita coisa, então assim, tem vários novos institutos no mercado oferecendo cursos, especializações, desfiles, capacitações.
Eu faço parte do Instituto Focus Textil também. Então assim, hoje a gente, o mercado ele tem uma abertura muito grande, então eu acho que vale Muito para as pessoas ficarem conectadas, porque eu nunca vi o mercado tão forte, principalmente nessa questão da capacitação, pensando em temas como sustentabilidade, precificação, importação, internacionalização, enfim, eu acho que diferente do que 20 anos atrás, e o André tá aqui também para confirmar, eh, a indústria mudou muito e a gente quer deixar muito para paraas próximas gerações. Eu acho que a gente tá muito interessado nisso de olhar para Essas pessoas
que estão vindo e mostrando pera lá tem uma história, mas vocês precisam aprender tudo para não praticar os mesmos erros que a gente praticou. Então acho que isso que vale. Olhem a para mim o canal eh do Instagram da Bit é a melhor forma de comunicação para vocês saberem de todas as atividades. Então sigam a Bit. Eu como eu eu tô melhor que o Pimentel divulgando a Bit hoje. Sigam a Bit até para vocês verem >> todas as ações colocam dentro do Instagram da Bit, tanto as missões. E aí também vai lá no site newsletter,
newsletter também, não só as palestras como essa que a gente tá tendo hoje, que tá sendo super bacana, mas eles compartilham com vocês todas as próximas ações, tanto missões quanto as internacionalizações. E eu acho que vale super a pena. Como eu mencionei, não é barato, mas é super válido. E você tem a chance, se você tem um produto que ele Tem uma uma história, uma identidade, preço, você consegue entrar em qualquer mercado. >> Perfeito, Lúcios, muito bom sua fala. Não, eu queria só reforçar antes de passar pro André. Eh, é relevante participar de uma atividade
associativa, sindicato, porque o ecossistema está grande. Ele criticou >> o o o André comentou as semanas de moda, essa semana passada no Rio tivemos o relançamento do Rio Fashion Week. Ou Seja, o Brasil tem um ecossistema interessante. Claro que nós temos um monte de problemas, taxa de juros, eh, e custos, eh, isso não existe, tá? Mas existe um ecossistema montado, o sistema S, eh, o sistema SENAI de formação de pessoas, outros institutos. Então tem uma, e isso não tá concentrado só no eixo Rio São Paulo, Belo Horizonte, isso tá esparramado no Brasil, em vários polos
produtivos. Então, quando você tá ligado a uma associação, sindicato, seja De que segmento for, e você tem esse capacidade de se receber informações que podem te despertar para possibilidades novas e no mínimo te instigar, perguntar e alguma coisa mais. Quem tem boa informação já tem um bom passo dado para atingir objetivos eh que precisam ser atingidos a partir do seu planejamento, a partir do seu eh da sua proposta de trabalho. André, com você, >> tá? Não, eu vou só faler, na verdade, um apanhado do que tudo, né, tudo que foi Dito aqui é é muita
foi muita coisa, foi muito produtivo, muito bacana esse papo. Fiquei muito feliz de ter sido convidado. E pegando o gancho aí do Lúcio, sigam também a Casa de Criadores, por favor, nas nossas redes. Eh, eh, e é isso. A gente tem a criatividade, a gente tem e a indústria, a gente tem capacidade técnica, capacidade criativa. A gente precisa de apoio, especialmente os pequenos, a gente precisa de apoio das instituições, a gente precisa de Apoio do governo. Eu lembro que uma vez há muitos anos atrás, eu não sei se o Fernando tava, não me lembro, que
a gente foi pra Brasília, quando Fernando Henrique era o presidente, a BIT levou a gente pra Brasília pra gente justamente falar sobre isso, falar sobre a moda brasileira, falar sobre a importância. No fim o encontro eh foi bacana, mas não não trouxe talvez os desdobramentos que a gente precisava naquele momento, né? E talvez o momento seja agora, né? Talvez O governo agora tenha que começar a olhar pro segmento de uma forma muito mais eh abrangente, né? Eu lembro quando eu fui paraa Colômbia, que eu fiz seis vezes seguidas, né, para Colômbia Tex, eu ficava impressionado
como a roupa era barata lá e eu comprava muita coisa. E por que que era barata? Porque aí um dia eu perguntei: "Mas por que a roupa aqui é tão barata, né?" É porque o governo apoia o segmento texto, né? Então cobra menos impostos e uma série de de ações e Atitudes que o governo toma lá. Tanto que essa feira Colômbia Tex é uma enormidade, então a gente tinha que ter isso aqui no Brasil também. Então, acho que a gente tem que cada vez mais batalhar e lutar para que instituições, governos, eh, passem a olhar
através dos editais, como o Lúcios falou, já existem vários, mas também programas, ações, né, enfim, que que todos os o as esferas do governo, tanto municipal, quanto estadual, quanto federal, tem Condições e já desenvolvem trabalhos nesse sentido, mas a gente tem que cada vez mais cobrar isso dele. eles, né, para que a gente possa fazer com que a moda brasileira seja devidamente reconhecida na sua grandiosidade, na sua criatividade, em tudo que a gente eh oferece, em tudo que os criadores oferecem de uma forma tão eh generosa e tão criativa mesmo. Então, acho que é isso,
resumindo, é isso, para não me estender muito também, agradecer o Convite. Foi incrível conversar com pessoas tão maravilhosas que eu admiro muito e que a gente se encontra muito pouco. Espero que eu encontre, eu te aviso, tá? E é isso. Obrigado. >> É isso aí, pessoal. Excelente. Foi muito boa a conversa. Tivemos 1 hora 34 minutos de de bom papo e poderíamos ter mais ainda, mas eh tem tudo tem que terminar para ter um gostinho de quero mais depois. Então eh eu agradeço aos nossos convidados, Alessa, Lúcios e André. Agradeço ao Roberto, agradeço ao Leandro,
agradeço a toda a equipe da BIT e agradeço a você, eh, internauta, que nos acompanhou até agora e aqueles que vierem a assistir a o programa, eh, após, através da gravação que fica no YouTube, né, Roberto? no YouTube. >> Sim, fica no YouTube. Isso, >> no YouTube que tá lá o acervo e pode assistir e discutir e fazer perguntas, inclusive mandar perguntas que a gente Endereça aos nossos convidados. Então, uma boa noite a todos. Eh, foi ótimo e até uma próxima ocasião para que a gente possa aprender mais com os criadores do nosso Brasil. Valeu,
pessoal. >> Obrigado. >> Obrigado, pessoal. Obrigado. Ciao. Tchau.