Gravando. Beleza? Então, damos início à sessão de apresentação da defensa de doutorado da candidata Silvia Alessandra Augusto Duarte, tá? O tema é intitulado análise do sombreamento no consumo energético residencial. A candidata tem entre 40 e 60 minutos para fazer a apresentação e depois de inarguição pelos membros da banca. Então, com a palavra se ouvir. >> Gente, bom dia. Muito obrigada Por poder fazer parte da banca. Eh, o meu trabalho é sobre a análise do sombreamento do consumo energético residencial. Aí eu vou começar agora aqui esse trabalho. Ele tá organizado em cinco partes. Uma introdução bem
rápida, a apresentação do método, o estudo de caso, os resultados e as conclusões. Ã, a gente para começar, eu tenho um contexto aqui de adençamentos urbanos, Né? Eh, que tão cada vez mais complexos, cada vez mais adensados e, por fim, cada vez mais verticalizados. Hã, bom, os ardençamentos eles têm, gente, tem alguém com microfone aberto que tá fazendo um barulho. Eu espero que não seja o meu. Obrigada. Bom, os eh esses adensamentos, né, esse esses aglomeramentos aglomerações urbanas, elas estão muito complexas em todos os níveis, né? H, Quantidade de gente, transportes, questões habitacionais, questões serviços
e esses adençamentos espalhados aí pelo planeta, né, eles estão dentro de regimes climáticos diferentes. cada regime climático, a gente tem uma necessidade eh de conforto ambiental para as pessoas, né? Conforto térmico e luminoso principalmente. Mas eh essas necessidades elas quando não são supridas pelos projetos de arquitetura e engenharia, ela essas necessidades, as pessoas buscam modificar isso, melhorar, né, usando aparelhos. E aí a gente usa energia elétrica para isso. Ah, acontece que essas demandas energéticas ela acabam sendo muito afetadas também, não só pelo clima e o conforto ou desconforto, mas por esses arranjos morfológicos Eh que
tão por aí. Eh, uma questão da verticalização intensa, intensiva e e agrupada é que essa verticalização ela muda a dinâmica térmica das cidades, né? Ela afeta o microclima das cidades, ela muda esses acessos para insolação e luz natural. Eh, a verticalização ela muda o regime de ventos e também muda a questão do sombreamento. Lá nas minhas pesquisas bibliográficas, Né? O que que o que que a gente já sabe que esse sombreamento mútuo ele existe em tecidos urbanos que são muito densos? Ou seja, os edifícios, as edificações, elas sombreiam as outras edificações constantemente, né? E esse
sombreamento mútuo, ele acaba afetando o conforto térmico e luminoso e o microclima eh dessa área urbana que tá sendo estudado. Eh, o que que a gente não sabe exatamente é quanto um sombreamento, o Sombreamento de um edifício muito alto gera no consumo de eletricidade desses edifícios que são vizinhos. H, para essa tese, o conjunto, um edifício muito alto, é um edifício que ele é muito mais alto do que esse conjunto e ele tem 30 pavimentos. Eu tenho uma ilustração aqui inicial eh aqui na nossa latitude 23, no dia, no soltão ao meio-dia, a gente não
tem sombra entre edifícios, né? Conforme o os o ano vai passando, em março, a gente tem esse sombreamento entre edifícios, mas ele ainda é menor. E quando chega no inverno e é o tempo máximo de sombreamento que a gente teria, mas muitos edifícios eles ficam sombreados por muitas horas, por muito tempo, né? Se a gente notar nessa ilustração aqui, por exemplo, esse edifício aqui adjacente, é esse que tá muito alto, ele passa a mais da metade do ano totalmente Sombreado e no verão ele passa um tempo, até mesmo no verão, um tempo considerável sombreado. E
os outros e essa edifício muito alto, ele traz uma sombra gigantesca. Ele atinge aqui cinco edifícios no inverno, né, quando a gente tá no pico aí do inverno. Então isso tudo modifica o comportamento das pessoas e modifica essas relações que tem de consumo de eletricidade. Então, a minha pergunta de pesquisa é: Em que medida o sombreamento gerado por edifícios muito altos influencia o consumo de eletricidade pra climatização e pra iluminação artificial das edificações que são adjacentes? Embora essa sombra alcance um raio muito grande, né, um um polígono de sombra muito muito grande em edifícios muito
altos, a meu interesse é quem tá mais perto ali em volta. Então, eu tenho a primeira hipótese, eh, as edificações, Os edifícios adjacentes aos muito altos apresentam maior consumo de eletricidade para iluminação artificial. Como segunda hipótese, as edificações adjacentes a edifícios muito altos apresentam menor consumo para climatização. E a climatização, eu tô falando aqui de resfriamento e de aquecimento. E a hipótese três, eh, que a sobre distribuição vertical e o sombreamento Dos edifícios muito altos afeta de maneira diferente as unidades habitacionais em diferentes pavimentos. Hã, qual é a minha justificativa aqui? As relevâncias. Eu tenho
uma lacuna de conhecimento que poucos estudos investigam o efeito do sombreamento desses edifícios muito altos sobre consumo de eletricidade em edificações adjacentes. Ã, eu tenho um, eu também tenho um gap na literatura Internacional porque ela é insuficiente pro Brasil. A maioria dos das dos estudos que são feitos sobreamento, eles são feitos para climas frios e temperados, que não é o caso aqui. Eh, a gente tem poucos lugares de clima frio, né, e temperado. Aqui a maioria é clima quente e úmido e quente e seco. A legislação urbanística, ela desconsidera totalmente esses efeitos energéticos. Porque os
parâmetros urbanísticos Clássicos aí são coeficiente de aproveitamento, taxa de ocupação, recuos são parâmetros geométricos, né? eles não captam efeitos diretos ou indiretos sobre as outras edificações. E a contribuição de que eh evidências quantitativas em tecidos urbanos reais de clima quente e úmido, porque os os estudos são sempre, a maioria deles é eh é feita em tecidos urbanos hipotéticos, inventados, eh super Homogêneos. Aqui não é a cidade real. A cidade real ela é bem misturada, né? Ela é bem variada. Bom, então eu tô propondo como método, estratégia de método aqui a simulação computacional. Por quê? Porque
na na simulação eu consigo controlar as variáveis, eu consigo analisar cenários e sensibilidade entre cenários, eu consigo reprodução eh fácil disso e eu tenho isso validado Na literatura há mais de 20 anos. Muitos autores têm feito estudos sobre consumo ou mesmo de sombreamento eh por computação, né, por simulação. Então, eu fiz um uma eu fiz sete eu tô propondo sete passos na minha metodologia, que primeiro eu vou coletar todos esses dados urbanos, mapas, eh dados climatológicos, dados das edificações, se já tiver. Depois eu vou extrair essas informações. Eh, localização dos edifícios nas quadras, dimensões de
rua, a distância entre prédios. para no terceiro passo definir os casos, a definição dos edifícios referenciais, que são aqueles muito altos, que teriam mais que 30 pavimentos, e dos adjacentes, ã, eu tô buscando aqui estudar edifícios residenciais, então às vezes você tem um edifício referencial muito alto, mas em volta dele são edifícios comerciais ou Muito baixos e e não era o foco aqui. Depois eu, definidos esses casos, eu passo pra modelagem geométrica. Ã, a modelagem geométrica proposta aqui é feita no Sketup com o Energ Plus, na verdade ao contrário, né? No Energy Plus usando SketchUp.
Eh, e nessa modelagem o edifício é simplificado, né? Esses adornos, essas coisas não entram nessa modelagem. E eu tô considerando aqui para para essa Pesquisa que cada pavimento é uma zona térmica. Eu não tô analisando cada apartamento, mas cada pavimento como uma zona térmica. Eh, ele modelado, esse edifício modelado, eu entro com no meu quinto passo, que são configurar as propriedades térmicas, pisos, paredes, coberturas. Eh, e eu fiz essa modelagem conforme a NBR15 575, Que é a nossa famosa norma de desempenho das edificações habitacionais, que dá esses parâmetros eh por catálogo. Eu vou entrar mais
fundo depois nisso. sete points para resfriamento e para aquecimento, que são as temperaturas pedidas lá na norma de desempenho para quando eu ten eu tô avisando aqui pro pro Energy Plus que quando a temperatura interna for menor que 18º, ele tem que ligar o aquecimento e fazer esse cálculo. ou Quando for maior que 26º, ele tem que ligar o resfriamento e fazer esse cálculo para mim. E quando a iluminação for menor que 200 luxs, esses esses três números eles estão eles são da norma, tá? Eh, eles são da norma. Bom, a sexta etapa é fazer
a simulação dos quatro cenários. Então, eu vou ter um cenário isolado com a sombra de todos os edifícios que estão em volta, o referencial e os outros, né, os vizinhos todos do que eu tiver Estudando. No cenário três, eu tenho eh todos os edifícios, exceto o referencial. Eu quero saber como isso se comporta antes dele ter sido construído, sem a presença dele, né? E num quarto cenário, esse referencial com 15 pavimentos. Eh, porque eu quero saber qual é o comportamento dos edifícios também quando esse referencial tem a média dos outros, né? E por fim, o
sétimo passo eh organizar todos esses resultados que Vieram do Energy Plus. Eu eu preciso fazer uma comparação por metro quadrado aí por ano, por cenário, por pavimento e por posição, né? O que eh o relatório do Energy Plus é um é uma lista de ponto e vírgula. Então isso tem que ser passado para um Excel, para um outro programa que faça tipo de tabulação para poder a pessoa enxergar melhor os os resultados. Então aqui ainda no método, né, a gente, eu peguei, a proposta é pegar todos esses dados urbanos, dados climatológicos, extrair as informações, escolher
os casos, fazer a modelagem geométrica. Ah, as propriedades térmicas, elas também vêm do catálogo de eficiência energética, da normativa do procel para eficiência energética. Aqui é um ilustrativo, né? Eh, porque Nesse catálogo a gente tem as configurações aí de vedações e coberturas que são mais comuns no país. Ã, também os os dados que tem que fazer a configuração. E eu queria explicar um pouco melhor aqui os cenários agora visualmente, né? Porque o cenário isolado ele ele é um cenário de controle, né? O cenário isolado é um cenário que é o parâmetro para todos os outros,
né? como esse Edifício se comporta se ele não tivesse vizinho nenhum, se ele tivesse lá solto no mundo. Então o cenário dois é o edifício adjacente que tá aqui em amarelo e os vizinhos dele que estão em roxo. No energo, né? eh objeto de sombreamento, o edifício referencial, que é esse maior de todos aqui. No cenário três, eu tiro esse edifício e no cenário quatro, eu reduzo a altura Desse edifício para 15 pavimentos, né? Eh, porque no cenário três eu quero saber o efeito sem esse edifício e no quatro o efeito com edifício na média
e depois eu vou partir para resultados que eu faço gráficos e tudo mais. Bom, agora para Santos, eh, pro meu estudo de caso, né? Eh, eu escolhi Santos porque eu moro aqui. Esse isso, essa verticalização aconteceu aqui Na minha janela, né? Eu moro no mesmo apartamento há quase 20 anos. E daqui da onde eu moro, eu vi muita coisa sendo construída assim. Eh, eu acho que nesses 15 anos eu vi muito mais sendo construído do que nos outros 30 que eu morei aqui antes, né? Eh, eu passei um pequeno período fórum. Então, assim, a cidade
ela tem hoje 400 um pouco mais que 415.000 habitantes, segundo os dados do IBGE. Ela até diminuiu um pouquinho a população, né? Ela nunca passou desses 420.000. Aí é uma cidade que tá tem uma área insular que é onde todo mundo mora assim, 99% das pessoas moram na área insular, embora ela tenha uma área continental ainda muito extensa, mas pouco ocupada em alguns poucos bairros. Na ilha, a densidade de densidade de demográfica é de mais de 10.000 pessoas por quilômetro quad, ou seja, é muito densa. É um, se for contar Só a área da ilha
e a população que vive na ilha, é uma das cidades mais densas do estado de São Paulo. Ela é mais densa até que a própria capital, né? 67% das pessoas em Santos vivem em apartamento, segundo o IBGE. Eh, na verdade, o IBGE conta empilhamentos, né? empenhamento e aqui em Santos tem uma situação de casa sobreposta. Eh, mas pro IBG dividir o terreno é apartamento, né? Então, 67% das pessoas Vivem nessa situação de apartamento, o que dá e 61% dos edifícios que foram aprovados entre 2012 e 2023 tem mais que 15 pavimentos. H, e olhando aí
historicamente o que que foi acontecendo, eh, a gente tem aí um período de verticalização como segunda residência, que era um Turismo balneário até os anos 70, entre os anos 40 e os anos 70. Depois, ã, há uma expansão para o miolo da ilha, principalmente com edificações de terre ou mais três pavimentos. né? E na orla continua essa essa as construções de edificações que são bem mais altas, né? Só que em 98 o a lei municipal eliminou o limite de altura, né? Esse o os edifícios passaram a ser Regulados basicamente por coeficiente de aproveitamento, taxa de
ocupação e os recusos. E o que que aconteceu na cidade é que basicamente quem regula a altura eh dessas dessas construções novas é aeronáutica, porque uma boa parte da ilha tá no cone de aproximação do aeroporto de Santos Guarujá, que não permite eh determinadas alturas quanto mais perto lá do da pista, né? Então, ã, basicamente o que aconteceu em alguns Bairros da cidade, essa verticalização com essas torres de mais de 120 m explodiu, porque eles gostam de construir muito alta, né? E e onde podia ser construído praia. Mas eh a Pompeia é esse bairro aqui
da foto, né? é um bairro tradicional assim da cidade, né? E é um bairro que para mim ele é muito representativo disso, porque ele teve todas essas essas Etapas aí de verticalização e são bem visíveis para quem anda na rua. Então eu queria destacar aqui, aqui onde tá o mouse, esse é o edifício Olímpia, que foi um dos primeiros edifícios que foram construídos em Santos. Ele tem terre e mais C. E ele tá ao lado desse grande edifício que é o edifício Unlimited, né, que só de embasamento ele tem térreo mais quatro e mais cinco,
né, porque tem a área da piscina aqui. E ele foi entregue em 2016. Ele faz, ele foi um desses prédios que vieram aí com esse, com essa liberação do limite de altura. Esses outros edifícios aqui que onde tô passando mous, eles foram construídos aí nos anos 60, 70. Esse aqui é mais novinho, é dos anos 90, né? Eh, e aqui no fundo a gente vê essas grandes torres, né, que são os condomínios. Tá faltando alguns aqui na foto, já tem mais prédio aqui no pé do Morro. E aí a gente vê que ã a o
bairro ele é bem verticalizado, né? Ele ficou bem verticalizado e eu tenho grandes torres aqui misturadas em edifícios que tem aí em média, né? Eh, 12 pavimentos. Bom, então eu apliquei meu método aqui eh para Santos, né? fiz a coleta de todos os dados urbanos. O que me ajudou muito aqui foi o cadastro imobiliário que tava que já tava disponível Aqui nesse cadastro imobiliário. Eh, a gente tem informações sobre a o endereço, quando foi construído, a área do lote, o coeficiente de aproveitamento, se é vertical, que tipo de, né, residencial, se é vertical e quantos
pavimentos tem aqui. Os mapas urbanos da cidade, várias informações foram coletadas direto na internet, no portal do Santos Mapeada. Eu colotei os dados de temperatura e insolação, Né? Quanto a temperatura? Eu queria só fazer uma uma situação, explicar uma situação que Santos até que tem temperaturas amenas, embora a gente acho que passe muito calor, né, comparado a outros lugares mais quentes, mas nós temos aqui 12% de horas que estão abaixo de 18º no ano e 19% de horas acima de 26º no ano. E isso é bem concentrado aqui no verão, né? E essas horas e
para aquecimento são Concentradas aqui no inverno. Então, eu tenho aqui minha carta solar, eu tenho um tempo de insolação média aqui que eh em setembro é mais um pouco mais nebuloso, mas é uma uma exceção pequena. E dados de radiação solar. E esses dados estão todos nesse arquivo climático, que foi que eu usei para fazer as simulações. Bom, e extraindo essas informações, né, eu mapei aqui na Pompeia, todos esses Pontos amarelos são edificações que t mais que 20 pavimentos, né? Algumas são comerciais, a maioria delas é residencial. Tem uma que era residencial e virou agora
era comercial agora. residencial. Eh, a Pompeia é um bairro bem adensado. A gente olha aqui nesse mapa de figura fundo, tudo que tá escuro, preto, são as edificações. A gente vê que não tem quase área livre. Eh, dá para ver que as ruas estão bem marcadas aqui. Tem uma Pracinha pequenininha aqui. H, e tem uma outra praça em frente à igreja aqui, mas é menor ainda, né? Mas você vê que as edificações ocupam muito do lote, né? Ela é bem compacta, ela é bem densa, né? Tem quarteirões aí que tem até 500 eh domicílios por
hectare. E aí eu pulo aqui pra altura dos imóveis, né? Quanto mais vermelho, mais alto são esses imóveis. E analisando o coeficiente de Aproveitamento bruto, a surpresa é a seguinte. né? Esses esses edifícios que têm muita altura, que estão aqui, né? Eles têm coeficiente bruto muito maior do que seria permitido por lei, porque aqui eh tem uma série de exceções aí nas questão de área construída, né? Então, faz com que esses edifícios sejam mais altos ainda do que eles poderiam ser por lei, né? Dadas essas exceções, eu escolhi aqui os três edifícios eh que são
mais altos, Que estão numa situação mais interessante aqui pro estudo, que é o edifício A, é um edifício de miolo, de quadra, o edifício B, que é um edifício de esquina e o edifício C, que é um edifício que tá em frente à praia, que foi aquele que eu mostrei lá no começo. começo da explanação no bairro, né? E eu fiz um estudo de sobre a menta, do do quanto a sombra deles atinge, né, em determinados horários. Eh, a sombra é um negócio muito interessante, mas ele é super dinâmico, né? Então, a gente tem que
fotografar alguns momentos como exemplo. Então, eu gosto de fotografar os seguintes momentos. em dezembro, que é a sombra mais curta, né? Eh, logo de manhã, 8 horas da manhã, depois no meio-dia e às 4 da tarde, a gente vê que ele tem uma sombra eh extensa, né? Bastante extensa, chega até O final do quarteirão aí de manhã. Quando eu passo aqui para época de primavera e outono, a gente já vê que a sombra muda de posição e ela já se estende ainda mais. E no inverno, logo de manhã, essa sombra é tão extensa que ela
chega lá na água, na linha da água na praia, né? E a sombra é tão extensa que esses edifícios aqui eles vão sobrepondo uma sombra em cima da outra, né? Eh, Dá para ver isso bem aqui à tarde, 4 da tarde em junho, que a extensão da sombra aqui do meu edifício B, ele chega no outro bairro, né? Bom, então como implantação, eu tenho aqui meu edifício A cercado por esses adjacentes que eu marquei aqui em verde, o edifício B, o com seus adjacentes aqui. Eh, aqui no edifício B eu tenho dois hotéis aqui, então
por isso que eu não tenho mais edifícios marcados aqui, né, Que eu queria os residenciais e o edifício C, que é aquele da foto lá no começo da em frente à praia, com os edifícios que estão vizinhos a ele. Ã, com isso eu tenho 12 edifícios adjacentes, quatro baixos, tem até seis pavimentos, cinco médios e três que são altos, que tem mais que 15 pavimentos. Eh, eu fiz a modelagem geométrica de cada um desses edifícios. Vocês podem ver que eles são muito diferentes entre Si, né? Eh, eh, eles são bem o padrão da época que
eles foram construídos, né? Por exemplo, o edifício dois, ele tem o terreo ocupado. O edifício três já não tem o terre ocupado, mas é um edifício de menor altura. O edifício quatro, ele tem o terre ocupado com garagem, o que não entrou na minha conta aqui. Eu só eh eu só contabilizei o que fosse área residencial. O edifício tem eh o térrio desocupado, terro com garagem, né? Mas é pilotia livre, mas ele é um blocão compacto. E o edifício seis é um edifício de 25 pavimentos que eu tenho terre e mais quatro de garagem aqui,
né? Ou seja, ele isso aqui sozinho cobriria qualquer um desses edifícios aqui menores. E o edifício 10, que vai aparecer bastante aí pra frente, ele tem terre umas 14 ou 15, eh, que tá bem ao lado do meu estudo de Caso C lá. E o 11, que é o edifício Olímpia, que é aquele que eu mostrei amarelinho lá da do começo da foto, né, que é o TR mais 5. Ã, como propriedades térmicas para esses edifícios todos, eu coloquei argamassa, bloco e argamassa, uma pintura externa que me deu uma transmitância térmica aqui de 248 e
laje maciça, né? Eh, como eu tô estudando o efeito de sombreamento, Todas as características dos edifícios tinham que ser iguais, tá? Os set points são aqueles da normativa e o arquivo climático, ele que eu usei, ele usa, ele tá no período de 2009 até 2023. Os arquivos climáticos eles tem tido tem saído com um período de 15 anos. Bom, e aí eu fui pros cenários de simulação, que me deu essa linha de baixo aqui do contexto, né, os edifícios adjacentes nos seus contextos aí. E aí Eu fiz a simulação dos quatro cenários. Bom, como resultados,
eh, eu fiz, eu peguei todos aqueles resultados, transformei em planilhas eh de Excel para e normalizei isso tudo em kilwh por met² por ano para poder ter base de comparação entre as os edifícios, né? E aí logo de cara a gente já vê algumas coisas que são assim que saltam os olhos. Por exemplo, aqui na no meu eixo X, eu tenho os edifícios, né? E no eixo Y eu tenho kw met² e cada cor aqui é um cenário. Então o azul claro é o cenário isolado, o cenário um, o laranja é o cenário dois, cenário
três e cenário quatro pro rosa. alguns edifícios isolado, por exemplo, o edifício oito, eles consomem muito muito eh muita eletricidade, né, para resfriar no no total. Edifício três também consome muito. O edifício um fica mais ou menos Equalizado aí, né? O edifício dois é uma exceção, ele quando tá sombreado ele consome mais do que quando ele tá isolado. E aí quando eu vou analisar os números, eu vejo que em média o edifício quando tá isolado, ele consome em eletricidade 19 kWh por m² por ano, mas quando ele tá sombreado isso passa para 13. E aí
eu tenho em média uma redução de 30% no total do consumo dessa edificação. Quando eu eu vou comparar o cenário Dois, que é o sombreado todos, né, sem o referencial, eh esse edifício referencial ele contribui com a redução de 5% do meu do consumo, né, na média. E quando eu comparo o cenário quatro com o cenário dois, eh, aí eu tenho uma questão do efeito do gabarito, né? Porque no cenário dois, o referencial ele tem a altura máxima dele total e aqui no quatro ele tem 15 pavimentos. Então essa redução para 15 Pavimentos, o efeito
médio é de 6 - 6%, né? E aí quando eu vou dar um zoom nessa contribuição isolada de do edifício referencial nos outros, né, nos seus adjacentes, a gente vê que isso é muito variado, chegando até 28% de redução de consumo, que é o edifício 10, aquele que tá bem do lado do edifício que tá em frente à praia. Esse edifício ele ele agora ele é Sombreado para sempre. Eh, antes nesse lugar tinha um supermercado, tinha na parte mais alta dele tinha cinco pavimentos, ele passou até 39, né, de sombra ali, fazendo sombra nele. Então,
esse efeito ele é bem, o edifício referencial faz bastante efeito, mais em alguns edifícios, né? Eh, o edifício 7, o 10 e o 12, eles eh o referencial tem bastante influência no consumo deles, né? Eh, o referencial adiciona assombreamento onde os vizinhos Não cobriam no edifício 1, 3, 6, 7, 9, 10, 11, 12, a maioria deles. E o referencial sobre o adjacente tem pouco tempo de sombra. ou o efeito é sazonal, principalmente no inverno, é o edifício 2, 4 5 e o oito. Quando eu olho usos finais, quando eu vou separar por uso final, esse
consumo também ainda na média, né, eu tenho um aumento de 17% na iluminação e uma redução de 46% no sombreamento. O aquecimento ele tem um consumo muito pequeno. A gente olha aqui na tabela que ele não chega a 1 kwh/ m² e ele é bem sazonal mesmo. Ele aparece de vez em quando no inverno, né? Então eu eu me ative mais a iluminação e resfriamento que tem essas eh cargas maiores, né? e eles que modificam mesmo o balanço eh energético das edificações. Ã, então assim, do cenário um pro cenário dois, a iluminação aumenta eh aumenta
Razoavelmente do e nos outros cenários sombreados ela continua aumentando. Ela aumenta menos, mas aumenta. Mas no resfriamento esse consumo ele sempre é menor, né, do que no uso quando a gente tá olhando o cenário um. Quando eu tô olhando isso por pavimento, eu vejo aqui no meu gráfico, no eixo X, eu tenho os pavimentos e no Yu tenho a variação desse consumo, né? Eh, quando eu olho o meu gráfico, a Iluminação, ela tem um aumento aqui nos pavimentos eh mais baixos e depois conforme os pavimentos como conforme eu vou subindo os pavimentos, o consumo da
iluminação vai caindo, o aquecimento se mantém mais ou menos igual, começa a cair lá depois do pavimento 15. E o resfriamento ele ele tem suas variações, mas ele tem uma baixa de consumo considerável aí, né? Tem picos Até de -8 kW h por ano. Então eu vejo aqui que os pavimentos inferiores eles são mais afetados. Eh, eles têm mais consumo para iluminação e menos para resfriamento. Os pavimentos superiores eles são menos afetados porque eles saem desse polígono de sombreamento e eles aumentam o consumo para resfriamento e iluminação não muda muito. E os pavimentos médios, que
é aí do 7 até o 14, Eles têm uma situação intermediária, né? Ele diminui o consumo para iluminação, aumenta para resfriamento, mas não são, não é nada drástico como é nos pavimentos inferiores. Eu analisei pela altura dos adjacentes também, né? Eh, como eu expliquei lá na mais para trás um pouco, eu tenho edifícios que são pequenos, médios e outros maiores, né? Que tem mais do que 15 pavimentos. Então, eh, quando eu analiso por altura, quanto os edifícios de maior altura eles tiveram mais redução do que os edifícios de menor altura, né? Eh, e a posição
média também ficou a intermediária entre os resultados. Eh, isso se deve questão de iluminação, balanço, iluminação, resfriamento. Quando eu vou analisar as métricas geométricas, que que eu tô analisando aqui? A altura do edifício em relação à largura da rua, Né? Eh, ou veja esse gráfico aqui, eu tenho no eixo X a razão e no Y a variação do consumo em porcentagem. Cada ponto desse é um edifício que tá identificado pelo número dele aqui ao lado. E cada cor é uma posição, é oeste, sudoeste, sul, sudeste e leste, né? Eh, dos 12 edifícios que eu analisei,
11 tão abaixo aqui do zero, ou seja, elas eles tiveram redução do consumo, com exceção do edifício dois, né? E aqui não tem uma relação linear, né? Eh, Independente da razão HW, os consumos eles vão se posicionando aí, né? não tem um uma linha regular, né? Eh, a gente vê que na mesma faixa de consumo, por exemplo, aqui no razão 1,5, eles têm consumos bastante diversos, né? Então isso não é uma relação que eu possa eh ter como métrica. E a distância entre o até o edifício referencial aconteceu a mesma coisa, né? Eu tenho aqui
no eixo X a distância até o edifício referencial desse meu Edifício adjacente. 11 edifícios tiveram uma variação de consumo negativa, ou seja, estão consumindo menos independente da da distância deles, com exceção do edifício dois, né? Então, a distância e também não tenho relação linear aqui, os pontos estão totalmente dispersos. Eh, mesma, na mesma faixa de distância, por exemplo, 10 m, eu tenho variações de consumos de consumo diferentes, né? Então, a distância também não é um algo Que explique o comportamento energético de um uma edificação. E aí eu fui exmiçar um pouco mais, eu fiz por
produção relativa em graus em relação ao edifício referencial. Então aqui no eixo X eu tenho eh os graus, né? Eh aqui é leste, 90º a leste, 180 sul e aqui 270º oeste. Cada ponto aqui é uma edificação que tá tá sinalizada o número dele, né? Qual qual é edifício adjacente? 11 tão aqui nas negativas, né? E o edifício dois, de novo, ele aparece com aumento de consumo. Eh, o que eu posso notar aqui é que quanto mais próximo do Sul, essa redução ela vai sendo maior, né? Mas, eh, o caso atípico dois, e aí quando
eu fui esmiçar o dois, eh, o que que acontece? O edifício dois é um edifício de térrio mais três, com o térrio ocupado por habitação, diferente dos outros que são eh ocupados com garagem. O edifício dois, ele é Habitacional e ele tá cercado. Eh, logo do lado dele tem o edifício um, que tem 12 pavimentos, que faz de sombra nele praticamente o dia inteiro. Só o edifício um em cima do dois já é o que mais causa sombra nele. E em volta dele eu tenho outros edifícios que são maiores que ele, ou no eh ou
tem comprimento ou tem largura, mas eh eles eles são maiores, né, que o edifício dois. E o edifício referencial Ele é muitíssimo mais alto que esse edifício dois, né? Então o quando ele tá, ele já é cercado de sombra em todos os momentos, assim, e o edifício referencial, na verdade ele acrescenta pouquíssima sombra nele eh durante o ano, né, nesse número que ele tem agora nessa nessa altura. Então ele é o entorno que domina, né? Bom, e aí eu resolvi fazer uma análise exploratória adicional aí dos cenários, Que eu tô chamando de cenário C, né?
Porque eu peguei, eu peguei os dados e fiz como eles são hoje. Tecido urbano real. O o cenário cinco já seria uma extrapolação que eu tô colocando esse edifício referencial com 150 m de altura, que dá próximo aí de 50 pavimentos. que é o permitido aqui para essa zona dentro da legislação lá da aeronáutica, né? E aí quando eu comparo o cenário quatro, Que é o referencial com 15 cenário dois, que é o meu referencial na altura dele, 33 ou 39, né? Depend o cenário cinco, que eu tenho aí perto de 50 pavimentos, eu vi
que a variação no consumo ela foi 1% menor, né? Então, em algum momento aí entre 15 e 39, eu já tive uma saturação do efeito do sombreamento, né? Eh, isso é fato, porque de 12 edifícios, oito tiveram variação menor que 2%. Então, é uma variação muito pequena. Eh, Uma pessoa vai pegar a conta de luz e ela não vai perceber 1% a mais na conta de luz dela, né, a conta de energia. Só se for uma pessoa muito atenta. Então, eh, esse salto aí do cenário 4 pro 2, ele tem uma redução média de 30%
no consumo de eletricidade, mas do cenário 2 pro 5 é só 1%. O caso, eu tenho duis casos aqui que valem a pena comentar. Três, na verdade, é o edifício seis, que ele reduziu ainda mais o consumo para resfriamento. Por Quê? O edifício seis é aquele edifício que tem 25 pavimentos, né? Então hoje ele é sombreado por um de 33, mas nesse cenário ele passa ser assombreado por um de 50. Ou seja, é o dobro ainda do tamanho dele. Então, toda a face leste dele fica assombreada a maior parte do tempo, o que vai levar
esse consumo menor para resfriamento, né, no caso aí. E o edifício oito, ele tem um acréscimo no consumo de energia, porque ele passa mais tempo sendo Sombreado no inverno pelo edifício referencial, quando ele tem 150 m. E eu também posso contar aqui o edifício dois, aquela exceção, né, que até então ele era uma exceção. O edifício dois, nesse cenário, ele reduz o consumo. Aí sim, porque ele passa a ser sombreado eh por mais tempo à tarde no cenário cinco, coisa que não acontecia antes, né? O tempo dele era reduzidíssimo. Bom, como síntese dos resultados, eu
tenho aí um uma redução de 46% no Resfriamento, 17% na iluminação artificial e no saldo aí - 30% no meu consumo geral, né? A posição importa mais eh do que a distância. Quanto mais um sul, a redução é maior. Esse efeito varia sim por pavimento. Os pavimentos mais baixos, eles tiveram o consumo mais afetado. É, se eu aumento esse gabarito, é, eu tenho uma variação muito pequena, ou seja, eu já tive um Ah, esqueci a palavra, eu já tive um ai desculpa, daqui a pouco eu lembro. E o edifício referencial, ele não vai agir sozinho.
Eh, essa avaliação, ela exige escala urbana sempre, né? Eh, por que que eu fiz questão de colocar isso aqui? Para todas as avaliações que eu fiz de eficiência energética, os edifícios foram eh simulados ou estudados isoladamente. E nesses tecidos urbanos densos, isso não é a realidade. Então, a Gente tem que contar o entorno. Sim. Bom, finalizando, eh, as hipóteses, né? Eh, sim, para primeira hipótese, eh, a iluminação artificial, ela aumenta sim, né? É um efeito distribuído ao longo do ano, ela aumenta em 17%, considerando cenário um, cenário dois. A climatização, sim, tem o consumo afetado,
né? Ele ela aumenta eh aumenta-se o consumo para resfriamento em 40 aumenta reduzido o Consumo de resfriamento em 46% na média, mas isso é concentrado no verão, naquelas 19% de de tempo acima de 26º. E a sim, temos efeitos na distribuição vertical, né? pavimentos mais baixos, eles vão começar a consumir mais em iluminação e menos em resfriamento. E os pavimentos eh mais altos, menos eh em resfriamento e o pavimento médio fica aí no meio do caminho. Como contribuições eh evidências, eu Tenho evidências quantitativas tecido urbano real de clima quente e úmido. a demonstração que a
razão HW e a distância isolados não são suficientes para prever efeitos energéticos de sombreamento. O sombreamento ele redistribui sim o consumo de eletricidade entre os usos finais. Eh, a gente não pode enxergar isso como um número final global. É interessante fatiar aí o resultado. O edifício deve ser analisado como parte Do sistema urbano e não mais isolado, pelo menos na escala do quarteirão, no mínimo. E eh eu tenho aqui evidências para começar a fazer revisão desses critérios urbanísticos como limitações, né? Eu coloquei os parâmetros construtivos e operacionais todos iguais para todos os edifícios, porque se
eu fosse colocar eh as características construtivas de cada Prédio, isso eu ia desviar do efeito do sombreamento. Eu não tenho cargas de ocupação, ou seja, eu não tô contando aqui com eletrodoméstico, chuveiro elétrico, porque isso seria influenciado pelos hábitos de consumo dos ocupantes e não é o caso aqui. Eu tô enxergando edificações, né? E eu tenho resultados para o clima quente e úmido. Eh, esses resultados não se replicam para um clima temperal. E como trabalhos futuros, eu proponho Aqui a aplicação em outros climas, em outros tipos, em padrões de usos diferente, eh, institucionais, eh, comerciais,
eh, como trabalho futuro também, incorporação de dados reais de consumo para validação disso que eu tô apresentando aqui, a análise de sombramento em cenários climáticos futuros. Tem bastante gente que trabalha com esses arquivos climáticos aí pensando em futuro, eh, se Aumentasse a temperatura mais ou se diminuísse e tal, um ano, um ano aí que não existe, mas um cenário que se apresenta aí e propor como trabalho futuro a proporção de instrumentos normativos que sejam integrados aos aos padrões geométricos aí que a gente tem como parâmetros para aprovação de projetos. Eh, eu termino aqui. Obrigada. >>
Obrigado, Silvia. Bom, foi praticamente Na metade, né? 50 minutos de apresentação. Então, então agora damos início à segunda etapa, né? Então, eu quero agradecer novamente a a presença dos dos membros da banca, né? E como é tradição, a gente dá a palavra para o membro que vem mais de longe, né, que seria o professor José. Então, professor José, por favor, seus seus comentários. >> Bom, bom dia a a todos e todas. Agradeço imensamente o convite, né? o trabalho tão desafiador e tão eh dentro do seu tempo como esse da Silvia, eh merece eh um destaque,
né? Porque eh nem sempre as pesquisas elas eh são tão eh adequadas, né, ao que tá acontecendo, né, em termos sociais. Eh, e aqui em Santos, a discussão sobre a verticalização tem ganhado muito espaço nos últimos tempos em função Desse processo que a Silvia escreveu. Portanto, é é um trabalho extremamente necessário, né? E eu agradeço ao professor Luís e a própria Silvia a oportunidade de estar contribuindo, né? Eh, e, eh, com certeza esse trabalho vai ser mais um trabalho importante num imenso eh deserto de informações sobre essa questão, né, eh, no nosso país e em
especial na nossa região, né, como a própria Silvia demonstrou, eh, Com a sua investigação sobre eh o referencial al, né, eh, teórico que ela expôs, aliás, essa parte do trabalho dela é digna eh de de destaque, né? Eh, portanto, é um trabalho extremamente pertinente, é um trabalho eh que com certeza vai ser muito lido e e suscitar muita discussão, né, principalmente aqui. Eh, eu eh vou eu fui lendo a tese e fui destacando eh algumas questões. Então eu pretendo fazer uma um pente fino em tudo que eu que eu li, né? Nem tudo é arguição.
Algumas eh coisas que eu eh pontuei aqui são comentários mesmo, né? Eh, mas eh eu queria para tornar mais dinâmica a conversa aqui, quando eu fizer alguma pergunta, eu acho que a Silvia pode tem a liberdade de me interromper e responder na hora se ela achar apropriado, tá? Eh, De geral mesmo, eu gostaria de eh de apenas de pontuar eh poucas questões assim eh que que eu acho que merecem realmente eh destaque, né? Eu acho que a primeira, talvez, e o grande, a grande contribuição, eh, da Silvia, né, principalmente para mim, que sou da área
de planejamento urbano, eh, é essa desmistificação dos índices urbanísticos como sistema de controle dos impactos, pelo menos ambientais, né, eh, nas cidades, né? Esse sistema ele Foi ele na verdade ele é uma transposição de experiências estrangeiras especialmente vindas da América do Norte, né? Eh, o padrão Chicago, Nova York, ao longo do século XX, né? Eh, influenciou demais o o mundo inteiro em termos de ordenamento urbanístico. E aqui não foi diferente, né? o nosso primeiro plano diretor de 68, quando introduziu o coeficiente de Aproveitamento taxa de ocupação, de alguma forma as leis que o antecederam de
já de leve usavam eh eh contribuições desse sistema eh vamos dizer assim internacional, mas de origem americana, para supostamente tentar controlar lá o processo de construção na cidade, né? Eh, e talvez uma das coisas mais interessantes seja essa eh desmistificação da relação eh entre largura do logradoro e eh altura, né, Das edificações, que é uma coisa que nasce eh da verdade em Nova York, né, que a parte inicial da >> car a A gente não tá te ouvindo. Meu áudio >> tá muito baixo. Eu acho que talvez se você chegar o microfone um pouco mais
perto. >> Eh, >> agora tá bom. >> Eh, melhorou meu áudio? >> Sim. >> Ah, eu mexi aqui na configuração. Eh, vocês perderam muito do que eu falei, >> não? Só a última frase. >> Ah, tá. Eh, esse esse essa relação entre largura da via e altura, né, nasce em Nova York do por conta da verticalização do centro lá de do do downtown de Manrata e vira o famoso efeito mastaba, né, que os analistas urbanos da época Apontaram, né, porque a partir daí a legislação novaorquina e mundo afora isso começou a acontecer, né, começou a
exigir que conforme o edifício crescer, se ele fosse eh a a fachada eh frontal fosse se afastando do alinhamento do lote, né, para trás, né? E por exemplo, em São Paulo, no Rio de Janeiro mesmo, a gente tem eh muitos exemplos de edifícios que são construídos com essa com esse efeito. E aqui em Santos, curiosamente, Eh nos anos 40 vigorou algo semelhante, embora não fosse permitido verticalizar muito. Eh, mas se vocês olharem com cuidado, alguns edifícios no centro do Santos ainda têm um pouco dos resquícios dessa dessa normativa. Portanto, página virada, né, essa história de
tentar controlar eh até porque eh lá em Nova York eh o sol na rua era algo muito precioso, a latitude é completamente Diferente, é uma cidade extremamente fria, né? E aqui eh é o contrário, né? a gente agradece quando o sol se esconde na maior parte do ano. Eh, embora haja outros eh eh outras questões de ordem sanitária que são extremamente importantes, né? Por exemplo, eu morei, ou bem a subjetividade, mas eu morei num edifício eh a duas quadras da praia, que os quartos eram todos voltados pro sul, portanto eles não tinham insolação praticamente em
nenhum momento. E os Edifícios que o confrontavam nos dois lados, eles impediam que o pouco sol que penetra no início da manhã e no final da tarde nessa orientação penetrasse e a gente tinha que ter o o armário embutido aberto o ano inteiro praticamente porque embolorava tudo, roupa de couro, então a gente não podia nem ter em casa porque embolorava, né? Então assim, só dou dando um exemplo de que a questão do consumo energético não é a o único efeito do sombreamento, né? Tem outros efeitos que inclusive afetam a saúde humana. De todo modo, eh,
é uma contribuição relevante, porque somando a ao trabalho eh eh do da década de 2000, da Alexandra Prata, que é sobre ventilação, né, começa a fechar um quadro que eu acho que é bastante bastante interessante, né? Eh, e dá mesmo vontade de ver o o o trabalho da eh dela atualizado para hoje para comparar um pouco os achados Da Silv. Eh, bom, agora indo aqui pelas minhas anotações, eh, eu queria fazer uma pequena sugestão eh pro nome do trabalho, né? Eu senti falta, sinceramente, eh, de de ter, eh, mesmo que seja em nível de subtítulo,
uma menção a Santos, né? Eu acho que valeria a pena, porque o nome da tese, eh, né, eh, ela, eh, não caracteriza geograficamente o estudo de caso principal, né? Então, eu acho que valeria a pena eh colocar no Título a menção a Santos. Eh, e nesse aspecto, né, a a Silvia aborda o que há de especial no caso de Santos, né? Eh, eu, a a única coisa que eu tenho a lamentar é que não deu tempo da Silvia utilizar informações do estudo do do da produção imobiliária, né? que é um trabalho maravilhoso elaborado pelo arquiteto
Diogo Damáio da Prefeitura de Santos, que tá inclusive disponível no >> Santos na no site da prefeitura. >> Prefeitura, né? É porque ele tem um achado que é importante que eh elefica >> Carrice de novo. Tá longe do microfone. >> Alô, tá me ouvindo? Sim, >> ele desmesifica um pouco essa história da cidade mais verticalizada do Brasil ao concluir que 30% e das unidades tipo apartamento estão em edifício sem elevador, né? E esse eh o que que nos indica isso? Cruzando com os o achado da Silvia de que os Efeitos do sombreamento são mais perniciosos
dos andares baixos. Eh, é possível a gente eh inferir que a os predinhos são as maiores vítimas, né? As casas, então nem se fala, mas os predinhos e as casas são as maiores vítimas desse sombreamento, né? Eh, e aí não só na questão do consumo eh com a iluminação, mas eh em outros aspectos, como eu acabei de mencionar, a questão do bolor e tal. Eh, portanto, eh, isso nos indica que a legislação na Necessidade de criar regras gerais, né, por meio de coeficientes e índices e tal, ela não encontra uma forma de proteger esses eh
essas vítimas preferenciais do processo de verticalização, né? Eh, bom, eh, mais uma na página 22, quando ela é uma das primeiras vezes, se não for a primeira vez que ela menciona a questão da densidade, né, no primeiro parágrafo, eu eu sugiro apenas, nem que seja em uma nota de rodapé ou uma explicação muito Rápida, eh de de eh diferenciar o que que é densidade construtiva do que densidade residencial e densidade demográfica, Porque as pessoas fazem uma baita confusão desses três conceitos, né? E aí, na verdade, no estudo da Silvia, o que nos importa é a
densidade construtiva, né? É ela que de fato afeta, né? Eh, e eu acho que para quem lê a tese ajuda um pouco entender melhor, né? Eh, porque eh as coisas não caminham eh da eh par e Passo, né? Ou seja, o fato de você ter maior densidade construtiva não significa que você tem maior densidade demográfica. Embora a zona da orla, que é a mais verticalizada, tenha uma das maiores densidades da da cidade, só comparável à região ali das palafitas, né? Eh, ela eh você pegar outras áreas da cidade com eh com densidade alta, por exemplo,
o bairro do Campo Grande, que é mais no miolo da zona leste de Santos, que tem menos verticalização, ele é, eu Acho que se não me fal memória, ele é o mais denso eh em termos demográficos de Santos. Eh, então valia a pena fazer essa distinção, tá? Eh, e, eh, na página 24, eh, quando ela menciona eh a os dados cadastrais, eh, da, da, da prefeitura, >> eh ela menciona 40.000 edificações. Eu não entendi bem isso porque, Pelo que eu lembro, tem mais de 200.000 domicílios, né? Então são 40.000 edificações, eh, prédios construídos. >> Ah,
tá, entendi. >> Porque o registro imobiliário é assim, você tem um número de edificações e nessa uma edificação você pode ter 200 unidades. São 200 registros diferentes. >> Perfeito, né? >> Tá, entendi. Perfeito. Agora >> então o número de edificações não é o mesmo que o número de imóveis, >> tá, >> né? >> É, é legal então deixar isso bem claro aí, né? >> Tá. Eh, e na página 25, quando ela vai falando dos estudos e tal e menciona a ausência de estudos aqui em Santos, queria apenas apontuar que tem um o trabalho de um
um orientando meu que é o do Rafael Ambrósio, que ele trata dos aqui da Unissantos, né, que ele trata dos impactos ambientais, eh, da verticalização, embora ele ele não tenha feito um estudo quantitativo, é um estudo qualitativo, né? É interessante porque ele chama muita atenção paraa questão dos embasamentos, que é uma questão que a Silvia identificou com clareza, né, no na tese dela, né? Inclusive, ele faz uma Ele usa uma modelagem eh das alunas da graduação da Uni Santos na época da revisão da lei de 2018. que foi a que talvez tenha liberado, aberto a
porteira para uma verticalização mais intensa ainda do que a permitida desde 98, né? Foi quando houve uma redução brutal mesmo de recursos, né? E e os prédios ficaram muito mais parrudos, né? Inclusive eh nenhum desses três edifícios aí são desse período, né? Esses três edifícios são período Anteriores, né? Então, por se a Silvia tivesse ido pra ponta da praia, onde os efeitos dessa eh mudança aí normativa tão sendo mais marcantes, eh talvez tivesse sido interessante comparar também, né? Porque a gente tá vendo coisas eh gigantescas em termos em termos de densidade construtiva lá. Então, Carrício,
mas assim, a no meu ponto de vista, o problema é que a Prefeitura ela não cumpre a questão do do coeficiente de aproveitamento do terreno, né? Porque eles têm mais exceções do que regra. Tanto é que tem >> justamente >> edifício aí que tem 15 de CA, quanto, na verdade o CA máximo é seis. >> Sim. Então >> tem um tem um trabalho maravilhoso. >> Isso é bem furado assim da parte deles, né? Fazem questão de ter furado o Negócio. Então não tem não. Eu acho que o recu ele porque o construtor vai construindo pendurado
no recu. Isso é fato, né? O recu no final das contas é o o menos pior. O pior é o caso do CA. É, mas eh então >> o recuo ele vai garantir algumas coisas, mas se o se for furado, tudo que o recu garantiu não vai servir mais. >> É quando eu menciono o recu, Silv, eu não não menciono o recu da lei, sabe? >> Eu menciono eh bom, no primeiro no caso Dos embasamentos, o recu da lei de fato ele é pouco exigente, principalmente quando você tem um prédio menor do lado ou uma
casa. Mas nos andares tipos, o maior problema eh passou a ser a não o não cômputo de parte significativa das varandas no coeficiente de aproveitamento e na taxa de ocupação. >> Taxa de ocupação, >> porque são do duas exceções paralelas, né? Então, de fato, esses eh tem um trabalho maravilhoso da arquiteta Marina Barros da prefeitura. é uma tese de doutorado da UFBC, tá? Que foi definida em 2024. Eu fui da banca dela, que ela fez um um estudo histórico de como a legislação urbanística de Santos foi aumentando as exceções até o limite do possível, que
justifica esse dobro do do coeficiente de aproveitamento real, né? É isso que realmente a gente vê nesse padrão de 2018 em diante, né? Eh, bom, na página 27, eh, você fala que o consumo médio de Santos é 30% superior à média nacional. Eu acho que tá faltando a fonte dessa informação. Seria bom incluir a fonte, tá? >> Tá. Eh, deixa eu ver aqui. Eh, na página 48, a, a, a, o meu PDF aqui, a, a definição da da do texto da figura 12 paraa publicação final, Sugiro dar uma melhorada. eu tive um pouco de dificuldade,
eu consegui ler, claro, aumentando, estourando o zoom no computador, mas se der para melhorar um pouco a definição da imagem do texto, figura 12, tá? Eh, deixa eu ver aqui. Eh, ah, uma coisa também digna de nota que eu acho que merecia um comentário, embora não seja o foco, evidentemente, Do seu trabalho, é que somente na página 64 você faz uma menção a o quanto a verticalização afeta os espaços públicos, né? Bom, você mesma mencionou o quão ridículo é o quão ridícula é a oferta de espaços públicos no bairro, né? Aquelas duas praças, a a
praça da igreja, né? E a e a praça >> José Barb >> José Barbalho, né? >> Eh, e na verdade o grande espaço público que Tem é o Jardim da Praia, né? Então ele não é um espaço equidistante a todo mundo que mora do bairro. Quanto mais você vai se distanciando da praia, mais dificuldade de se acesso você tem e tal. E na verdade eh, o sombreamento só afeta, pelo que a gente viu, né, nas suas imagens e no nas suas eh no no seu na aplicação do seu método. O sombreamento só vai afetar no
início da manhã e no final da tarde, eh, no inverno, né? Eh, mas tem uma discussão Que tá pipocando, que eu não sei se você já ouviu, Silvia, eh, porque tá em discussão essa questão dos edifícios em desaprumo, né? Eh, a prefeitura tá tentando ajudar os proprietários, síndicos e tal. E eu, como eu converso muito com o pessoal da prefeitura, estou sabendo que já está correndo uma discussão de substituição para incorporação por edifícios mais altos de alguns edifícios em Desaprumo. Eu não duvido nada que nos próximos anos Haja oferta, tá? Como acontece em Balneário Camburiu,
que tem prédio de mais 15 andares sendo demolido na orla, né? Eh, aqui, como é uma verticalização mais cristalizada, mais antiga, eh, a gente sempre achou isso impossível acontecer, mas eu não estou achando impossível, não. Então, o seu trabalho é importante para mostrar que se for generalizado essa super verticalização, o, a, os jardins da praia eh vão ser sim Afetados, pelo menos no inverno, né? E a areia também, a faixa de areia também, né? Então você, principalmente agora na apresentação, você mostrou uma imagem muito muito bacana sobre isso. Então, >> agora no inverno o jardim
da praia fica assombreado quase todo o tempo. >> Quase todo o tempo. É a faixa de areia que não, né? É, a faixa de areia é mais no final do dia, mais depois das 3 da tarde >> e até umas 9 horas, mais ou menos. Mas essa questão da substituição, Carrisso, é uma questão de tempo. É uma questão de tempo. É >> porque em São Paulo já se demole prédio de 10 andares que são novos, prédios que tinham 10 anos construído, >> não eram coisas assim eh que tavam abandonadas ou tinham problema. Não, simplesmente o
prédio não, eu quero agora construir um negócio aqui. Bom, conseguimos. Temos a discussão para Depois. Mas é legal você fazer, se você puder na revisão, fazer uma menção a isso, porque o seu, o seu trabalho contribui pra gente ajustar a legislação, entendeu? No futuro ele vai ser essencial. Eh, bom, eu só queria mencionar que a tabela um na página 65 é excelente, tá? poucas teses doutorado, eu vi que conseguiu fazer uma síntese das do referencial tão organizada e tão elucidativa, Tá? Você tá muito de parabéns por isso. >> Obrigada. Eh, quanto ao método, agora entrando
na questão do método, né, que é excelente, né, eh, e, e foi, eu acho que ele foi muito satisfatório para dar conta das hipóteses levantadas, né? Eh, portanto, ele é um método adequado para o desafio que você se propôs. Eh, eu só tenho a uma lamentação a fazer, né, que eh na isso não é culpa sua, porque você Escolheu o bairro da Pompeia e foi buscar os edifícios mais altos do bairro, né, nesse período aí de intensificação da da verticalização. é o fato de só ter um um único edifício dos eh não referenciais, dos edifícios
de entorno que tem aquele clássico embasamento quadradão embaixo, né? Eu não lembro mais de cabeça se é o edifício seis. >> É o seis. >> É o seis, né? >> É que ele é um dos mais novos, né? É, >> ele é mais ou menos da época desses que tem 30 aí, >> porque esse modelo é um dos mais generalizados na nesse processo de de 98 para cá, né, principalmente da década de 2000 para cá. Eh, e esse embasamento a gente, quando eu tava na prefeitura, a gente tentou mudar a lei para evitar o escalonamento,
né? Na verdade, a gente pôs um artigo Que eh eh na definição da arquitetura do edifício, você era proibido escalonar, né? O contrário do efeito mastaba que eu mencionei no começo da minha fala. E mas fomos bombardeados e, enfim, não foi pra frente, né? Eh, mas de todo modo, eh, eh, é interessante ver como é que se comporta esses casos, principalmente com relação aos edifícios vizinhos, né? Eh, >> eh, Bom, eh, você faz uma menção no na página 83, alguns instrumentos urbanísticos do Estatuto da Cidade, né, como por exemplo, a transferência do direito de construir,
né? Eu só queria pontuar que, de fato, assim a a maioria deles só passou a funcionar muito tardiamente e ainda assim de formas insuficientes e em especial a transferência do direito construir nunca funcionou em Santos, nunca. Não tem um caso sequer de Transferência de direito de construir registrado na prefeitura, tá? Eh, a outra questão, eh, na figura 23, na página 85, quando você, eh, mostra um skyline da Horla da Praia bem legal, né, eh valeria a pena também fazer uma menção ao caráter fragmentado e e heterogêo da verticalização, né? O professor Silvio Macedo, falecido professor
Silvio Macedo da Faú, quando teve aqui numa oficina Eh no começo da década passada, eh ele fez um sobrevoo de helicóptero na cidade e ele cunhou uma expressão muito interessante quando ele se referiu ao processo de verticalização de Santos. Ele falou que Santos estava passando por um um processo de moemização, ou seja, >> moemização, >> é de eh transformação da do da dos bairros da HA numa moema, no bairro de Moema de São Paulo, né? Ou seja, nós, o que caracteriza a nossa verticalização Após 98 é que ela é fragmentada, porque ela ocorre de de
acordo com as oportunidades do mercado imobiliário de incorporar, de demolir o estoque anterior, né, e substituir e e não obedece a nenhum tipo de regramento em termos de desenho urbano, nem nada, né? E eu acho que essa figura 23 da página 85, ela é a chave para, embora não seja o o foco do seu trabalho, mas eh mencionar essa questão de paisagem mesmo, que é talvez uma das questões que Mais incomode a sociedade hoje eh em função desse estágio que a gente tá passando de verticalização, tá? Eh, na página 88, eh, no item 4.3, três,
quando você a aplica o método, né? Eh, seria interessante comentar também quando você menciona a zona de proteção do aeródromo, isso que você mencionou na sua apresentação, né, que nos três casos eles estão fora da área de maior restrição, aquela dos 49 M, né, que na prática é 45 por causa da cota de nível do terreno da base aérea. Eh, eu acho que era valeria a pena mencionar isso que você mencionou na apresentação para deixar isso mais claro, né? Eh, a figura 24 da página 89, página seguinte, eh ela é que é muito legal, né,
que você também colocou aí na sua apresentação, eh, que tem, eh, várias plantas temáticas e tal do bairro também. Eu acho que ela precisa ser comentada, né? Cada figurinha daquela que compõe a figura, eu acho que merece um um um comentário seu no trabalho, né? Seria interessante que isso ocorresse, tá? Eh, quanto à página 91, eh, quando você menciona o filtro do do que você usa no cadastro, na planilha do cadastro imobiliário, eh eh agora na sua apresentação ficou, você mostrou a planilha Excel e aí eu Reconheci qual é a a planilha, né? Eh, eu
só queria eh eh destacar uma coisa que é importante, tá? Eh, essa informação de número de pavimentos, eh, que é, eu acho que é tá escrito andar, né, na planilha, ela é desigual, >> sim. >> E ela e não é não tem continuidade e e tem uma lacuna enorme no conjunto dos edifícios, tá? Então, na hora de aplicar o filtro, muita coisa poderá ficar de fora, porque nem todos os imóveis Eh tem essa informação, né? Lamentavelmente, né? É um problema cadastral que grave que a prefeitura tem, tá? Eh, deixa eu ver aqui. Tô quase acabando
aqui. Eh, ah, na bom, uma dúvida que eu tenho desde o começo, quando você começou a falar, mas a partir da página 98, eh, eh, por que que você considera o aquecimento, né, a questão do Aquecimento, porque na verdade ninguém que eu saiba, usa aquecimento aqui em Santos, né? Aliás, esse é um problema sério que a gente tem no Brasil. tirando o sul, né, em que é comum você ter lareira e aquecedouro e tal, eh, latitudes como a nossa, quando tá um dia como hoje, né, friozinho, as nossas construções são extremamente ruins em termos de
conforto térmico numa situação de frio intenso, né? Eh, mas ninguém, na verdade é que ninguém usa aquecimento. São raras pessoas que eu que eu conheço que tem um aquecedor em casa. Ou seja, eh, imagino que o o o programa tem essa facilidade, você acabou usando, mas na prática os resultados que a gente vê eles são mais ou menos, né? É porque o o então a a questão era climatização. A climatização podia poderia ser resfriamento ou aquecimento. >> Uhum. >> Eu esperava que não fosse ter consumo nenhum de aquecimento, na verdade, ele apareceu, só que ele
é cinco, ele não chega a 5% do consumo total. E aí eu achei que não valia a pena esmiçar esse 5%, que como você disse, a a gente quase não tem isso aqui. E a norma ela pede 18º, 18º ainda não tá frio para ligar um aquecedor, >> né? >> Eh, é que a a norma é elástica, né? Eh, Na verdade isso tinha que ser uns 15º, mas só que quem mora no Tocantins, quando faz 18º é frio para caramba, né? Porque para eles é o normal é 30 e poucos, >> né? Essa época agora
faz 35º no Tocantins. Então a norma tem que atender um país gigante, né? ela não vai pro setor. Eh, então ele, eu considerei o aquecimento, mas depois eu nem desenvolvi análise sobre ele, porque eu achei que esse 5% Eh não era nem 5% do consumo total, né? >> Uhum. >> Foi por isso. É um realmente é uma facilidade do programa >> Hum, >> eh contar isso aí. Eu eu não tava nem esperando que isso fosse acontecer, que ele fosse aparecer. É, eu quando conversei com você sobre o seu trabalho, eu também não imaginava isso. Eh,
eu, a minha avó era argentina, sabe? Ela ela era de Buenos Aires e ela morava Na Vila Matias. Tinha uma casa que meu avô construiu e tal, e ela tinha uma lareira em casa. Eu lembro disso até hoje, porque eu ia visitar a minha avó. >> Ela trouxe isso com ela, né? ela trouxe com ela. E meu pai morreu nessa casa, né, eh, há uns quase 20 anos atrás e eu nunca vi essa lareira ligada na minha vida. Eh, bom, >> é porque em Buenos Aires o verão é bem Quente, mas o inverno é bem
frio. >> O inverno é de lascada. Eh, a página, página 106, né, eu acho que tem o maior achado do seu trabalho, na minha opinião, né? que é o maior número de horas com necessidade de iluminação artificial, né, que se distribui pelo ano todo, né, ao contrário da refrigeração, que é mais concentrada nos meses mais quentes, né, embora você tenha feito ah corretamente a A menção ao fato de que o consumo energético para refrigeração é muito muito mais intensivo do que o consumo energético para iluminação. É óbvio. Pergunta que eu lhe faço, né? Eh, não
tô pedindo para você fazer isso na revisão, não, que isso daí deve deve dar trabalho. Mas só curiosidade minha, seria possível de mencionar essa diferença >> em >> entre hora ou >> é entre quilo hora? Num caso hipotético? >> Sim, seria. Seria, >> seria >> legal, porque esse eu acho que é o maior achado do seu trabalho, tá? Desmistifica um pouco essa coisa do consumo energético, a gente entender como ele se comporta ao longo do ano e tal, porque isso é uma coisa geral, né? Independe da é muito da posição do da geometria e Tal,
né? Eh, bom, na página 108, que fica mais claro essa questão da dos do efeito da falta eh de insolação nos pavimentos inferiores, né? Eh, eu só queria te mencionar um uma coisa que eu acho que você não toca nesse assunto no seu trabalho, mas que talvez merecesse alguma menção ainda que de esbarrão, sabe? Que é a questão da Valorização imobiliária, né? Eh, eu lembro bem que eu logo o meu primeiro apartamento que eu que eu tive na minha vida era um prédinho sem elevador de de eh terreo mais do e quando eu fui comprar,
o apartamento eh mais eh valorizado era o apartamento do térrio, por incrível que pareça. Morava no primeiro andar, né? O do terro valia mais porque você não sobe escada, né? E o menos valorizado era o mais alto. Quando você põe elevador, a coisa Muda radicalmente, né? E o porquê disso, o seu trabalho explica porquê, né? Além da vista, né? Né? O fato de você eh livrar a sua vista acima do 15º, 17º, 20º andar e ter uma vista maravilhosa e ventilação disponível, coisa que você não tem nos pavimentos inferiores, isso atribui o maior valor, né?
Então, se você entrar em qualquer plão de venda, eh, de lançamento imobiliário e for fazer uma oferta, né, por um uma unidade Habitacional, você vai ver que varia. E muitas vezes quando você chega no plantel de venda, já não tem os andares mais altos, né? Aos quem foi os investidores mais rápidos já compraram os os pavimentos mais altos que são os mais >> valorizados. Então, o seu trabalho dá uma um é um elemento importante para explicar essa valorização, tá? Então, valia a pena uma menção, porque isso eu acho que É um dado muito importante numa
cidade em que o acesso a à habitação tá ficando cada vez mais impossíveis, né? Eh, deixa eu ver aqui. Eh, não, eu de modo geral, eu acabei a minha a a as minhas contribuições. Eh, eu queria só eh tá quase aqui nos 40 minutos, me desculpar se eu me estendiamente importante, né? Eh, tô sendo repetitivo, mas vale a pena ser repetitivo, porque ele abre uma um caminho, né? Eu achei Muito bacana no final você ter introduzido uma sessão sobre o que pode vir pela frente, né? Os caminhos que podem ser trilhados a partir da sua
pesquisa, né? O que vale a pena explorar no futuro. Isso é muito legal, né? eh fazer uma prospecção em termos de pesquisa e tal. E de fato o seu trabalho eu acho que desbrava um caminho, né? E e ele vai ser ele, eu tenho a absoluta certeza que ele vai eh circular muito, não só nos meios Técnicos, mas eh por quem se interessa por esse tema que é candente aqui na nossa cidade. Eh, você tá super de parabéns, Silvia, e o professor Luiz também. Era isso que eu tinha para falar. Obrigado, professor, bom, eu anotei
aqui, né, mas eu eu acho que você também anotou, né, porque são contribuições muito muito relevantes, hein? >> Anotei. >> Bom, tá bom. Então, eh, obrigado, professor Jé. Então, dando continuidade na na nos comentários dos membros, né? O próximo seria o professor Ricardo. Ah, demora um pouquinho para entrar aqui esse. Ah, obrigado, professor Luiz, pela eh pelo convite. Obrigado, professora Silvia, também pelo convite. Eh, agradeço a a participação nessa nessa defesa e e tem algumas contribuições, talvez, para Dar. Eh, eu notei algumas coisas, mas a a primeira primeiro, parabéns, Silvia, o trabalho tá muito tá
maravilhoso. Eh, eu gostei enormemente. Eh, eu sou um paulistano que eu não sou de Santos, mas os paulistanos mais antigos e quase são adotados pela cidade de Santos porque é o nosso, é a nossa ida lá de final de semana na praia. E e eu andei Muito, gosto de andar muito aqui para pro Santo São Vicente e e me chama muita atenção a me chamou muita atenção a verticalização que ocorreu nos últimos nos últimos anos, né? E curiosamente eu vou eu eu vou pegar um gancho aqui do professor José, a questão da moemização, né? Ah,
eh, uma pergunta, você que vive aí, ah, quer dizer, houve muito, muitos elogios da, da verticalização e comenta-se, comentou-se inclusive o que pode Acontecer em Santos com eh seguindo o que aconteceu em Camburiu. Mas ah, e como é que fica o a o transporte, o de veículos, Silvia, como é que é é possível andar no bairro e na hora do rush? Como é que ficou? Eh, porque a eu tenho uma colega nossa, professora, que que vive e é moema também, mas ela falou que muitos muitas pessoas do bairro eles deixam o veículo estacionado fora do
bairro e vão a pé pegar porque não não consegue andar. >> Então, professor, eh, isso não é o escopo do desse trabalho, né? Eu vou responder para você aqui o que acontece. >> É uma curiosidade. É, >> é, eu moro no bairro do lado, né? >> Aqui em Santos, eh, a gente faz muita coisa a pé, né? Porque os bairros eles são, >> quase todos os bairros são meio que autossuficientes assim, né? Então, a gente anda muito a pé, mas quando tem que sair de carro, >> né? Em determinados horários não dá mais. determinadas vias,
essas vias que tem escola, universidade, esse horário de pico aí ficou intransitável, >> né? A companhia de trânsito >> andou mexendo aí no tempo dos semáforos e tal, melhorou um pouco, mas como toda cidade rica tem carro demais, né? E transporte público de menos. >> É, é. >> Então, dependendo do Não, e isso eu acho Que é uma questão ruim assim, né? Eh, tem todo o esforço aqui de fazer um VLT, mas ele não vai atingir todos os lugares, né? E essa cidade é cristalizada. Ela e esse desenho urbano da cidade tem mais de 100
anos, assim, ele começou há mais de 100 anos, né? >> Hum. >> Eh, então assim, tem essa questão, as pessoas procuram fazer as coisas perto do seu bairro, né? né? E o pessoal aqui em SAS é bem barrista mesmo. É, eu moro No Marapé com muito orgulho, moro na Pompeia com muito orgulho, no Boqueirão e tal, e a pessoa casa e não sai do bairro, sabe? Mas quando tem que sair assim, eh, evita-se sair no horário do rush porque é como uma grande metrópole, né? As ruas são estreitas aqui. A gente não tem grandes avenidas
como tem em São Paulo, né? >> Eu tenho uma amiga que ela voltou para Santos, né? E ela foi morar na Ponta da Praia, que Era o bairro que ela sempre morou. E ela fala, ela falou para mim várias vezes, eu demoro mais para sair da ponta da praia e chegar no Gonzaga, que é onde ela trabalha, do que eu morava, ela morava lá na Barrafunda e trabalhava na Paulista, porque ela pegava uma baita avenidona lá e pronto, bum, chegava na Paulista. Aqui não tem essa baita avenida, né? Então >> tá bom, agradeço. Apesar de
a gente vive, a gente vive bem, apesar disso, >> não tá bom. Apesar de a minha pergunta não tá diretamente relacionada com o escopo, mas tem alguma relação no sentido que a ver, eh, essa verticalização e o estudo do sombreamento que você se propôs a fazer e fez com muita propriedade, com bastante brilho, eh, influencia também nessa pergunta que eu fiz, que foi um pouquinho eh foi uma curiosidade, mas aí a gente se pergunta também, né? Ah, até que ponto Isso vale a pena, né? Mas enfim. Ah, bom, o de de uma maneira geral, né?
Eh, >> eu não encontrei no seu trabalho erros de português. Tá maravilhoso. Nossa, não é o que eu não é o que eu tô acostumado a ver nas defesas. Nossa, não encontrei. E uma lógica assim, eh, uma lógica perfeita. do começo ao fim, tudo tem causa e efeito, eh, tudo muito concatenado. Então, parabenizoa novamente por esse esse cuidado que você teve de escrever. Muito Bom, tá? Eh, >> obrigada. >> Com relação ao resumo, tá perfeito. Você colocou todos os dados, ao meu ver, eh, da sua tese, tá muito bom. E ah, eu queria te perguntar
uma coisinha que, como eu não sou daí, né? O que que ah, já tô entrando na introdução, né? O que que significa efeito ilha de calor? >> Então, professor, tem uns estudos já antigos, né? Essa história do Ilha de Calor é bem antiga. Começou em Londres, Lá em 1850 e poucos, que alguém percebeu que essas áreas que eram mais construídas e mais eh urbanizadas, elas tinham temperaturas diferentes do que o entorno, o campo, né, a temperatura de campo. >> Eh, trazendo isso para para hoje, né, que que acontece? esses essas edificações elas jogam calor no
ambiente, né? E muitas vezes a atmosfera, o ela não tem tempo de renovar Esse essas temperaturas, né, esse ar, porque a temperatura do ar ela aumenta e ela nunca diminui. >> Hum. >> Mesmo quando chega à noite. Então, é um efeito. >> Ah, aliás, você escreveu isso. É, eu vi, eu lembro. É um efeito de uma urbanização densa com materiais que jogam calor pro ambiente, >> tá? >> E agora máquinas, né? Que em 1800 e pouco não tínhamos essas esse quantidade de máquinas jogando calor no ambiente. >> Sim, sim, sim. Tá, obrigado. Ah, com relação
à pergunta hipótese e pesquisa, perfeito. Achei excelente. Eh, tá muito bem eh escolhida. A justificativa também fantástica, né? Eh, eh, e me chamou atenção também o que você escreveu, que o consumo médio de eletricidade a instantes é 30% superior à média Nacional. >> Eh, eh, isso aqui me chamou bastante atenção nisso aí. Eh, e aí que você fala que a necessidade de aprimorar os critérios de planejamento urbano, uso do solo, também se justifica essa pesquisa. Perfeito. Os objetivos também estão muito claros. Eu gostei muito. Eh, eu, isso é o que eu sempre falo com meus
alunos, né? Quer dizer, objetivos claros e depois as conclusões eh tem que tá eh ligadas, né? E e você Fez isso perfeitamente, tá? Então, modelar o cenário, simular o sombreamento e discutir as implicações. Perfeito. H, me chamou muita atenção também a eh esse estudo sobre então o sobre aumamento provocado por edifícios altos e o consumo de eletricidade para climatização e iluminação artificial no nos edifícios Adjacentes, tá? Eh, obviamente você escolheu esse tema, porque é sempre assim, o problema de pesquisa é algo que que chama a atenção do pesquisador e é algo normalmente assim, algo que
a pessoa quer comentar, quer melhorar e tal, né? E e eu li, entendi assim, mas eu queria assim uma opinião sua, o o que que te dói, entre aspas, né? o o por que que você escolheu esse problema Doamento, né, em sei lá, em relação a outras coisas. Eu vi também que você o seu mestrado você trabalhou com isso, né? Mas tem algo que te chamou muita atenção para você trabalhar com esse tema na tese? >> Então, aí é a Silvia Arquiteta, né? É a questão, o que me dói aqui, eu acho que é o
que dói muito nas pessoas que moram em Santos, é a questão da eh a paisagem, porque a gente já tem uma paisagem na Orla, por exemplo, que ela já foi >> eh já tá edificada há muitos anos e de repente você tem esses palitos saindo aí, né? eh, que são muito discrepantes, porque eles não não é um prédio um pouco mais alto, são prédios muito mais altos. Eles têm três vezes o tamanho do que já tá edificado. >> E em Santos, o que dói muito em Santos é que a gente não tem aqui uma área
eh ao contrário, vou reformular a frase. O que Dói no santista é que não existem bairros de casas e bairros de prédio. Em qualquer lugar desta cidade você está sujeito a um prédio desse do teu lado. >> Uhum. >> Então isso é muito comum, né? É, as pessoas mudam porque, ah, vai começar a construir um prédio aqui. Aqui, né, na quadra de trás daqui que eu moro, >> tinha um, era um conjunto de dois edifícios de três pavimentos que foi demolido e agora tem um de 20. E nas Costas desse estão construindo, já deve tá
daqui a um ano deve acabar essa obra, um de 50 pavimentos. >> Nossa. Então é assim, áreas que são consolidadas, elas estão ganhando esses palitos aí e a gente não tem critério, né? Eh, porque assim, como deu para ver aí na pesquisa, até um certo nível, nesta latitude, o sombramento não é uma coisa horrorosa. Quando chega no inverno, você vai ter Umas horas a mais de de sombreamento, né? um incidente, mas eh devido à posição do sol e tal, isso não é muito duradouro, né? Você fica com a questão do mofo, mas aí eu tô
na beira da praia, enfim. Eh, mas quando a gente sobe um edifício muito mais alto, isso desregula tudo. E eu não tenho bairro dos prédios, eu eu não tenho o bairro das casas, eu tenho tudo misturado e a qualquer momento isso pode acontecer nas suas costas. Então, o Pessoal e eu >> e eu também, né? Eh, a questão da paisagem é muito interessante assim e a questão de você não tem a segurança, ah, eu quero morar numa casa, então vou morar no bairro de casa, porque em Santos tudo é muito perto, não tem um bairro
longe, né? Todos os bairros são bem servidos de infraestrutura. É ótimo. Enquanto você falava, eu me lembrava, eu me lembrei um pouco do que se faz em Paris, por exemplo, que é Proibido mexer no centro, no centro velho. Você existe uma Paris moderna, mas é é outra, né, para não mexe na Paris antiga, né? >> Sim. >> Eu acho assim muito, eu acho isso é um processo civilizatório muito bom. Nós não temos isso, né? Eu acho que então eu que que andei muito por Santos desde pequeno, criança, sinceramente algumas vezes eu Eu não tô eu
me reconheço uma outra cidade do que aquela que eu do que eu visitava, né? >> Sim, sim. >> Enfim. Eh, mas então entendi e isso tem todo tem tudo a ver com esse crescimento que eu até diria um tanto aleatório, sei lá, ou aleatório, não, nos eh é eh eh é questão imobiliária, né? Eu eh retorno financeiro, tal. E isso mexe Obviamente com o sombreamento dos edifícios muito altos, né? o consumo de eletricidade, climatização e e assim por diante, né? Ah, agora uma coisa só que eu para mim achei um pouquinho estranho só, mas eh
não vejo o problema. Você quando cita alguma a alguma fonte com que tem mais de um autores, você escreve assim: "Segundo fulano, ecoautores." Eu tô acostumado assim, segundo fulano, né? Eh, não sei eh, se mudou se, enfim, não sei. É aqui pela pela pelas regras aqui do nosso nosso manual de apresentação de dissertações, ele manda fazer assim. Mas então eu é uma curiosidade minha, por que você usa? >> É porque é uma expressão latina, mas eu tô escrevendo em português, né? Então, em coautores também é correto. Pessoa, o autor, o primeiro autor e os seus
coautores. >> Sim, eu não vi nenhum problema. Só tô Dizendo que eu achei assim diferente. Mas perfeito, tá bom. Ah, você sabia que na USP antigamente você podia apresentar o seu texto em português eh, e latim também? Nossa, >> faz muito tempo isso, obviamente, mas já foi já foi essa época. Ah, bom, hã, eh, o que o professor, eh, falou, a, eh, o professor José, ah, a figura 12, ah, eu achei fantástico da sua dissertação, mas, eh, eu concordo com ele que seria é Muito importante, valeria a pena eh refazer, porque eu acho que você
deve ter copiado, colado ou ou só depois talvez do inglês passar português, mas se você eh é apenas uma sugestão, vai ganhar muito pro seu pro seu trabalho, porque, aliás, os seus gráficos, as suas figuras, né, são muito tão muito boas, tá? Então essa aqui eu acho que valeria a pena, se você tiver um tempo, melhorar um pouquinho. >> É, a figura 12, ela foi traduzida, ela é De um artigo científico, né? Esse artigo ele é referencial e na hora que eu fui traduzir, mas na hora que vai para PDF ele perde qualidade. Mas eu
eu vou refazer, >> tá? Ah, bom, a estudos brasileiros, a tabela um, eh, enquanto eu lia, eu tava lendo o seu, a sua parte do referencial teórico, né? Ah, e eu vi muito, muita informação, mas muita Informação e falei: "Meu Deus, como é que eu vou guardar tudo isso?" E eu eu tô acostumado aqui com os nossos alunos que eles dão informação e tchau e bção, né? E eu falei: "Nossa, eu eu vou sugerir para ela fazer uma tabela de síntese, né?" Nossa, quando eu cheguei na página 65, eu fiquei eh fiquei assim maravilhada de
ver uma síntese excelente, né? Essa tabela um. Eh, enfim, eh, parabéns. Eu concordo também com o professor José que falou, ã, Eh, fez esse comentário, porque a gente tem uma noção, né? pelo menos para paraa cabeça de engenheiro, né? Eh, pra gente vai estudando os casos e tudo mais. E afinal para tomar uma decisão, a gente eh a gente gosta dessa síntese e a sua tabela um tá fabulosa. Ã, então, parabéns. Achei também que o o a essa parte de eh da revisão eh teórica também, você fez uma síntese muito boa, você explicações de de
efeitos de iluminação do sol, isso, enfim. Eh, e eu Sou engenheiro civil, a gente estudou um pouco isso, mas não como os arquitetos. E eu fiquei muito comprazido de ver toda essa parte teórica que eh ajudou enormemente a depois a entender o seu texto e e dar a devida importância ao seu estudo do sombreamento e como ele afeta o consumo energético eh nas eh edificações lindeiras, né, próximas. Bom, hã, aí você fala que você e na com relação ao método, né, você Fala que fez uma simulações computacionais e colocou esses três cenários. Achei muito bem,
muito bem escolhidos. Ah, e no final da sua apresentação, você comentou que você não colocou eh consumos de chuveiros, outras coisas aí, equipamentos, equipamentos, >> é porque realmente eh não não entraria no no escopo do trabalho. Claro, porque o que que o que que o programa e isso Que eu queria te perguntar, porque você me achei muito curioso, como é que o programa ele eh ele ele faz esse esse levantamento em quilw horas ah somente de iluminação e de aquecimento. Quais são os parâmetros que ele utiliza para fazer? Porque é claro, você viu lá que
se a iluminação tiver menos que 200 luxs, aí e a gente a norma da BNT diz Que precisa de iluminação, precisa aumentar a iluminação, óbvio. Então o que que esse programa faz? Ele ele usa esse mínimo para calcular a o consumo de energia. Seria isso? E como é que e também tá relacionado à área, né? Não tá? Eu queria entender um pouquinho como é que o programa esse eh que você utilizou, ele faz esse né, de dizer: "Olha, eh precisa um consumo disso ou daquilo". >> Então esse programa que eu utilizei é o NG Plus,
ele foi desenvolvido pelo departamento de energia dos Estados Unidos. Na verdade, o departamento de energia, ele comissionou algumas universidades para criarem programas de previsão de consumo de energético, né? Isso aqui não mede só eletricidade, a gente consuma energético, gás também, eletricidade, cavão, gal, sei lá, >> tá? Eh, inicialmente ele foi desenvolvido para edificações comerciais, mas como foi dando certo o Uso eh e caiu na academia, né, as pessoas começaram a usar para fazer outras simulações. Eh, esse programa ele é bem extenso. Eh, e lá a gente coloca, a gente desenvolve essa geometria e quando vai
colocar os parâmetros, né, é que a gente avisa pro, eh, é como se a gente escrevesse uma página de instruções pro programa. Hum. >> Então, a gente abre uma aba, por exemplo, abra aba da iluminação. Eu quero que você ligue a iluminação quando tiver menos que 200 looks. Eh, eh, isso é um é um comando, né? Eu posso dar um outro comando, assim, a iluminação vai tá sempre ligada. Ele vai calcular isso para mim. >> Hum. por quilh por ano. Ah, eu quero que a lâmpada tenha um consumo de 5 kh, por exemplo, eh, a
lâmpada tem 200 W, ele me permite eh colocar o parâmetro que eu precisar ali, né? >> Ah, >> e para, é claro, >> para refrigeração é a mesma coisa. Eu posso avisar o programa que ele tem que ser ligado eh até em horário mesmo. Ah, eu quero que ligue do meio-dia às 2 da tarde ele faz. Eu quero que você Eu quero que o programa eh calcule com um equipamento que tem um coeficiente de performance ruim, tipo um, né, e um ar condicionado janela ou um split ou um central. E por aí vai. Então eu
que dou as linhas porque ele já tem os ele faz as perguntas para mim e eu vou avisando para ele o que que eu quero. Então é bom fazer um planejamento antes de ir pro programa, né, porque ele é muito extenso. >> E será que ele faz também um um uma análise de fator de demanda da, por exemplo, da iluminação? >> O fator de demanda, o que que o senhor quer dizer? E quando a gente faz um Projeto elétrico, né, de uma uma residência, de um do que for, né, a gente calcula a potência, >>
potência de iluminação, potência de motores, potência de aquecimento, tal, e a gente tem um valor máximo. Então, o máximo ele pode consumir isso. Porém, existe existem vários fatores de demanda, ou seja, nilamente todas as lâmpadas de uma edificação vão estar ligadas ao mesmo tempo, né? Então, a própria NBR de de da 8800, ele acho Que comenta essa parte de fator de demanda. Então, minha pergunta, será que esse programa faz isso ou ele ou ele considera esses 200 looks na área total do apartamento? Não, eu que dou os pontos de iluminação. >> Ah, ótimo. >> E
eu posso configurar cada ponto diferentemente. >> Tá perfeito. Tá ótimo. Ah, OK. >> Ah, que, aliás, foi o que foi feito aqui No trabalho, tá? A, >> certo? >> A a programação da iluminação, ela foi feita para tá ligada de dia, né? Não, de noite, quando a gente já acende a luz normalmente ele não tá contando o consumo, tá? Ele tá contando essa lâmpada durante o dia, que é quando teoricamente eu tenho luz natural e na teoria eu não preciso acender uma lâmpada. >> Tá, entendi. Perfeito. Ah, uma, deixa eu ver na página. Eh, eu
concordo com o professor também, eh, José, que ele com na página 89 você, eh, apresentou várias figuras e e eu concordo com ele que valeria a pena você eh você apenas você faz uma chamada na página 28, no a última frase, a figura 24 apresenta características do bairro, mas acho que valeria a pena um comentário Individualizado, né? Eh, >> talvez assim, eh, isso acontece comigo, mas eu já vi que às vezes acontece com outras pessoas que quando vai explicar alguma coisa, eh, ele acha que a pessoa sabe o que a gente tem aqui no aqui
atrás, né? uma formação. Nem sempre o leitor eh o que se interessa pela sua tese, eh que tem uma formação eh inteira de arquitetura, né? >> Eu às vezes tem uma formação bem menos, No caso do engenheiro civil, que tem arquitetura. Eu tive um uma disciplina um ano inteiro sobre arquitetura, mas nem de longe é o o que vocês têm na durante o o durante o período de formação. Então eu acho que valia a pena uns comentários. Você por você fez um um na Sant você faz umas eh mostra lá o bairro da Pompeia, comentar
o trajetória solar, mas acho que uma um valeria a pena uma de de desmembrar essa essas figuras. Acho que ganharia. É apenas uma Sugestão, não é não é nada que seja >> eh mandatório assim, entendeu? É apenas para melhorar na minha visão, tá? H eh, eh, um segundinho só. Eh, eu achei excelente as figuras eh 26, 27 e 28 também estão fantásticas, tá? O, deixa eu ver aquela que você mostra os edifícios. A 26, a localização. Ótimo. Tá muito bem. Essa 27 aqui tá fabulosa. Você conseguiu eh não com fotos, né, mas pelo pelo que
o programa apresentou, a localização dos edifícios e o sombreamento, mas tá muito didático, muito muito explicativo, né? E a figura 28 também com a essas sombras. E achei esse esse programa que você usou assim fabuloso, tá? Muito bom. Excelente. A modelagem também eu entendi que você Usou o Sketup para coordenadas e o Energy Plus para eh a geometria dos edifícios, né? Ah, a modelagem da figura 29, falei, né? Ah, a simulação, os resultados. H, é curioso também, eu gostei também do do que você fez o cenário utilizando um edifício com eh com 150 m de
altura, né? Porque apesar de você dizer que não tem, mas você também falou no final que esse Efeito de cambio é uma questão de tempo, né? Então você já se adiantou nessa análise do que pode ocorrer um cenário, né? Quando se estuda a o sombreamento a partir de um edifício com 150 m de altura, né? E também, curiosamente, o resultado que você teve, que não afeta tanto, né? Ah, >> é, a saturação já tinha sido antes, né? >> Isso, isso. Deixa eu ver aqui na página 102, 101, 102. Eh, essa tabela seis também tá excelente,
tá muito muito explicativa o o cenário de consumo, né, dos vários edifícios nos diferentes cenários. Isso aqui eh para mim tá eu achei fabuloso e entendi muito bem. E os gráficos, né? Ah, esses gráficos também falam por si, né? Eh, de muito visual o os o as análises que foram feitas, né? e não há o que discutir, né, como como dizem lá, contra fatos não há argumentos, né? Então, eh ficaram muito Boas, tá? Eh, essas eh essas figuras, esses gráficos. Ah, depois a aqueles eh consumid certo o você fez uma uma comparação, acho que foi
na página 103, comparando o cenário 1 com o cenário dois, houve uma redução média de 5,82 kmh por m²/ ano, o que corresponde a crítica a menos do consumo de eletricidade, né? Isso aqui é fabuloso, tá? é um achado assim que eu eh muito bom. Eh, porque a hora que, como o Professor anterior, o professor José falou, esse trabalho eh com certeza ele vai ser muito discutido, muito divulgado e utilizado, hein? Utilizado na eh para fazer os planejamentos eh eh urbanos, né? E e aí tem uma coisa que você mostra que não é um uma
simplesmente uma hipótese, mas é um é um eh eh é o que você constatou, né? Contrafatos não argumentos, né? Ah, a tabela certo também achei excelente dos vários cenários, né? a compara, a Variação do consumo. Eh, e eu acho que assim, na meu ponto de vista, os melhores, o que mais gostei foram os da página 105, gráfico do eh deixa eu ver. É, é esse aqui muito também >> é conta fatos no argumentos assim, eh, isso é de uma lógica, né, uma clareza assim que que salta os olhos, né? Ã, deixa eu ver aqui a
questão também dos pavimentos Inferiores, né? Eh, é intuitivo, né? Mas eh você provou, você provou a o problema dos andares super inferiores, né? Porém, ah, eu concordo com o professor José que realmente os andares as superiores estão o maior valor, né? Não há nem o que concordar, a gente vê, né? Porém, eu quero só fazer um comentário. Eh, eu moro também num edifício, no 14º andar, e nós tivemos um problema na caixa d'água que eh vazou, Entrou nos elevadores. Nós ficamos uma semana sem elevadores porque as placas são importadas, né? Olha só. E a gente
é fantástico isso. O Brasil tem essas coisas, né? E eu tive que subir mais. Ainda bem que eu tenho uma casa em outro lugar, mas para quando Mas eu tive que subir desses cinco vezes, eh, não foi fácil. E e aí comentários de pessoas aqui, né, dizendo, será que vale a pena ter um andar tão morar num andar tão alto visto Eh do ponto de vista que o professor José falou, a vista, a eh a ventilação, tudo mais, mas é um outro problema que é do povo, né, que a gente não dá manutenção das coisas
e de repente nós vamos ter que subir dizer 19, 20, 30 andares a pé. Será que isso é >> não é viável? >> Não é viável, né? Enfim. E de qualquer forma, eu eu já me eu já me programei. Ah, se eu tiver que vender esse e comprar outro apartamento, no máximo até O sexto ou sétimo. >> É, professora, quando esses prédios começaram a sair, eu fiz uma postagem numa rede social da época, né? nem essas que a gente usa agora. >> E aí eu eu perguntei assim, eu falei: "Gente, tá bom, você quer construir
mais alto, mas assim, a cidade tem uma infraestrutura para segurança disso, meu bombeiro tá tá sabendo que isso aqui vai subir e ele tem equipamento para tirar alguém de lá Se precisar, né? Eh, como que fica essa questão aí de do carro, né? Porque o carro já existe, ele só vai mudar de lugar. Porque quando eu trago um edifício mais alto, eu tô trazendo mais unidades, eu tô trazendo mais visitas, né? E as visitas não põe o carro na garagem, elas deixam carro na rua. >> Exato. >> Então assim, tem outras implicações, tem muitas implicações
assim, né? Nossa, mas eu eu levei uma saraivada de vaias, né? Ah, mas isso não é coisa para se preocupar. Eu falei: "É sim, ah, ah, >> é sim, porque na hora que falta energia e falta o elevador, como aconteceu, o senhor tá contando isso aí, eu me lembro de uma vez que eu estava, eu fui até a prefeitura, fui trabalhar e eu tava grávida, tipo 7 meses já." >> E aí cheguei lá, não tinha elevador >> e aí eu fiquei assim, cara, eu vou subir essa escada, eu vou para casa e eu não posso
ir para casa, né? Porque dali para Frente qualquer momento era momento. E eu resolvi subir a escada, só que eu não subi seis andares, eu subi 12.Então >> porque por causa da altura do pé direito, né? >> Então é isso, acontece essas coisas às vezes. >> É. E você, esse comentário seu me fez lembrar um uma palestra que eu assisti, mas não do ponto de vista de arquitetura, do ponto de vista de análise de segurança de estrutura, né? Falando de prédio alto, né? Aí o palestrante falou: "Será que existe um e nem problema urbanístico, né,
de legislação urbanística, mas ele fez o seguinte comentário: será que existe uma altura máxima para um edifício? Aí foi aquele burburinho, aquela discussão tal. Então ele só lembrou o seguinte: qual é a altura máxima que um bombeiro consegue apagar um fogo? Será que a gente não deve levar isso em consideração? Enfim, e eu não vou também falar isso porque vai dar vai acontecer o que aconteceu com vai dar fala fala, imagina os prédios de Dubai, né? Enfim, mas eh é a realidade, né? Ah, bem, eh, continuando aqui, ah, com relação outra, então, uma coisa fabulosa
que você fez eh nas considerações finais é esse link, né, trazer para o seu texto o que você escreveu no Início. Então, essa tese se propôs a fazer tal coisa como objetivo tal, e isso foi alcançado com tal e tal coisa. Isso ser fabuloso, tá? Fantástico. E e também concordo com o professor José a respeito do dos trabalhos futuros, tá? Eh, bem, eh, quando a gente tá numa banca de mestrado, a gente incentiva o mestrando eh nos trabalhos futuros fazer o doutorado para você. Eu não sei o que que eu vou te incentivar, mas porque
os seus trabalhos futuros são fabulosos, Né? Quem sabe um orientado seu ou um póstdoc, não sei, mas fabuloso. E eu fiquei até um pouco sem jeito porque eu não tenho muito o que corrigir no seu texto, não, tá? Eu tenho só que elogiar e como eu te disse, parabenizo pelo pela sua clareza de ideias, pelo seu português excelente e enfim, eh, e é o que eu teria que comentar, tá? Eu só tenho que parabenizar, agradecer o convite, o professor Luís, o seu convite, mas do ponto de vista meu de Engenheiro civil, que trabalhei muito com
obra, que fiz projetos, trabalhei com prefeituras, eh, mas não do ponto de vista arquitetônico, né, mas, eh, fabuloso. E uma coisa que eu aprendi, eu aprendi também numa construtora que eu trabalhei, é a questão da interdisciplinaridade, mesmo antes de da FBC ser fundada, que é uma faculdade em especial interdisciplinar, mas o diretor da da o O o dono da consultora, quando ia discutir os problemas de cada prédio, ele chamava paraa reunião o engenheiro, o o arquiteto que projetou, o engenheiro da obra, o engenheiro geral, mas chamava também o o mestre, chamava o contador, o advogado,
eh, enfim, eh porque existem muitas coisas que entram com assunto que não é um assunto só de arquitetura, não é um assunto só de de engenharia e não é um assunto só de legislação, são todos, né? Isso você eh isso deu para ver que você eh engloba tudo isso também. E enfim, eh eu só tenho que te parabenizar, eu gostei muito do seu trabalho, tá? >> E obrigado. E e assim, fiquei muito contente, com o prazer de estudar o seu trabalho e e agradeço o convite, tá? Obrigado, parabéns. >> Obrigado, tá? >> Obrigado, Ricardo, né?
que também me fez lembrar, né, aquela história do do elevador que você Falou, hein, >> que as pessoas achando não é só ter gerador, o que o elevador funciona com gerador, mas no Brasil não é bem assim, né? >> Não é, não é, >> é não. E na nossa universidade então, né, que nós temos, acho que eu diria que uns 40% dos elevadores não funcionam, né? Mais ou menos. E tem gerador. E tem gerador. Mas o elevador não funciona. >> É, >> eu lembro, eu lembro uma vez que tinha que tirar um cadeirante e professor
lá do 10o andar >> e nossa, que que desafio. E a cadeira era elétrica ainda. >> Hum. >> Então imagina carregar carregar ele, carregar a cadeira, né? Nossa, foi um toda uma novelha, né? >> É. E esses esses elevadores hoje eles são modernos. tem boa tecnologia, mas as placas não são nacionais. Em geral, elas Vêm da China, né? E se o o a empresa que dá manutenção, ele não tiver umas plantas sobressalentes, ele vai ter que importar, né? >> Messes, meses de importação. >> Tá bom. Bom, obrigado, Ricardo, pelas considerações, né? Muito, muito pertinentes. Então,
agora eu dou a palavra ao professor Federico, por favor. Tudo bem? Tá me ouvindo, né? Estava com problemas técnicos. Bom, primeiro, né? Agradeço aí a a Luís, a Silvia pela pelo convite. Já tive tive a ocasião de estar aí nesse examen de qualificação e e você ver, né? é o enorme avanço e acho que a sua contribuição é enorme, como ia ressaltar o professor Ricardo, professor José. E aí eu o que vou quero é falar para melhorar pegando o fóleo, né, de que você ainda tem, porque se passa o tempo aí já vai Passando assuntos
e vai ficando para trás e agora dá para melhorar um pouco, né, já que existe a oportunidade de trabalhar numa versão final na UVFA FABC. Bom, então eu vou começar assim por alguns detalhes. Eh, mais ou menos já sintetizei de forma escrita aqui. Primeiro sobre o título, eh, que você colocou na análise de sombreamento no consumo energético residencial, mas o foco como cidade de Santos, eu sugiro aí talvez colocar eh na cidade de Santos, São Paulo, para que o leitor que ou quem vai ler já saiba ter o título que já é sobre um assunto
da cidade de Santos, né, que ser o objeto de trabalho. Aí vejam com seu orientador se se é necessário, mas para mim ficaria muito melhor, né? Porque está muito genérico, né? Análise de sombramento no consumo energético residencial e energético engloba muito, né? Combustíveis, fis, uso de gás natural e você está Trabalhando mais com energia elétrica, né? Então, consumo de energia elétrica residencial, talvez. Eh, não sei. Eh, me parece que tem que trabalhar alguma coisa no título. Tá bom? Bom, depois aí, eh, mais para baixo você fala: "Tha-se apresentado o programa de pós-graduação da Universidade Federal
do ABC e pós-graduação em energia da Universidade Federal do ABC. Bom, são as coisas iniciais. E bom, aí você procurou um provérbio bem interessante, né, que acho que reflete tudo o que você escreveu e o que acontece. Todas as flores do amanhã estão contidas nas sementes de hoje. Provérbio chinês. É isso aí, né? Eh, todo porque aí eu vou falar várias coisas que tudo o que acontece, né, em Santos aqui é isso, a tomada de decisão de hoje, eh, que seria a semente, né, e depois vamos ver as flores que vão ser recolhidas. Então, muito
bem escolhido. Como você já sabia esse provérbio? Você gosta da cultura chinesa? É, então esse provérbio, ele tá me acompanhando faz um tempo, viu? Eh, >> algumas leituras eh de algumas leituras anteriores. >> Eu acho isso interessante porque é o >> é um mais poético do que o que planta, como é? Planta vento e tempestade, né? Aqui pode ser que você planteas boas também. Bom, bom, agora vou eh tem muita coisa que eu não vou falar e que está aí no próprio texto em PDF que eu vou mandar para você com minhas observações. E são
algumas questões, né? Por exemplo, na página 20, aí professor eh Ricardo ressaltou na página 20 você fala que não há consenso em torno da definição de edifício alto. E me chamou atenção, né? E e de fato, né, não existe, né, uma definição. E aí você Tomou como para a pesquisa edifícios com mais de 30 pavimentos. E por que que não há ainda uma definição assim de de já vocês falaram, né, professor Ricardo mencionou até onde chegue o acesso dos bombeiros, porque então deveria existir um limite, né? Eh, já estamos vendo, já observou o professor eh
Luiz, eh, existem dificuldades e aí mencionaram também, né, a experiência de falta de energia Elétrica. E eu moro também num prédio, no sexto andar, bem próximo aí ao museu do Ipiranga, na no Parque do Ipiranga aqui em São Paulo, cheio de turistas, né, que chegam a ver a bandeira do Brasil, a a casa do grito, tudo. E e aqui houve e em em dois em três anos dois apagões da Eno e justamente em outubro, novembro, mais ou menos nessa época do ano que começa a chover, ventania Eu já tive a a grata, entre aspas, experiência
de passar dois apagões da N de quase 4 dias de duração. E aí e e eu moro no sexto andar, o outro professor Ricardo falou no 12º, no 14º e and até o sexto andare era que tudo começa, não funciona, a bomba de água aí no primeiro dia tranquilo. Aí você tem ainda bateria do celular, bateria do tablet e coisas assim, né? eh lâmpadas assim de com bateria, mas aí você acha que já já vai chegar a energia, já vai Chegar a energia e não funciona nada. Ainda tem água na caixa aí de do prédio,
mas ao dia seguinte, passas horas, já não tem nada. A água falta, a bomba não funciona nem nada. Aí todo a pé e aí tinha água lá embaixo, né, no reservatório inferior carregar em balde para eu fiz como 10, 12 viagens por dia, mas até o sexto andar, né, carregando água. E aí você olha na frente tudo com energia, como fica como uma espécie de ilha de sacrifício. E você olha que todo O entorno está com energia e só você foi o castigado. E foi duas vezes. E aí já conversei com alunos aí na na
energia que eu ensino na tanto na gravação, na pós. Muitos alunos já passaram por essa experiência e parece que vai ser frequente, né? Então, e e esseício alto, bom, pelo menos ainda eu tenho força, né? Mas imagina pessoas já que não pode, tinha um monte de pessoas assim de 80, 85, 90 anos que moravam ainda mais a 11º 10º andar. Aí era mais triste ainda a Situação. E aí então essa questão de edifício alto, eu vou ressaltar que já vou adiantando que na parte final da discussão final aí você acha que deveria enfatizar muita coisa,
porque é é justamente que você se debruçou muito tempo nesse tema e e o aluno de doutorado deve ter já uma opinião crítica, né? E é o momento de você refletir sobre tudo o que você trabalhou e ressaltar na discussão final desse seu ponto de vista, da sua experiência. E é O momento de escrever tudo isso, porque você depois perde o impulso, começa a fazer outras atividades e até se vai ficando para trás e você não consegue. Aí por retomar esse esse tema na discussão final sobre a definição de edifício alto, o que que é
no final de contas. Aí você 10 eh 30 andares mais 30 é altíssimo, né? E e acho que é um tema que deveria ser já discutido porque leva muitas questões, né? eh especulação imobiliária, Eh ou seja, as pessoas mais adinheiradas começam a ocupar os locais mais de de pessoas mais pobres, só que tem condições, enfim, isso esse é uma coisa mundial, está acontecendo no mundo todo. Se você lê notícias da Espanha, da do litoral da do Mediterrâneo, de Costa de de Porto Rico, quase todas as praias foram vendidas por ações, né, a a compradores americanos
e as pessoas pescadores, tudo estão fugindo para o interior porque já não tem mais espaço e Tudo ficou com pessoas que só chegam de férias, né? E em Santos também tem isso, né? que muito muita coisa é de férias de de paulistanos, de outras pessoas do interior e ocupam. Claro que tem moradores, mas se você vai conhece o litoral sul aqui de São Paulo, é, tem muita coisa assim, eh, que fica só construída e e para ser ocupada do verão, né? E depois abandona. Tem tem muita coisa a ser refletida. Que que você fala sobre
esse tema do da Questão da que não existe definição de edifício alto? >> Então o é que assim não existe uma definição de edifício alto sacramentada aí porque ela se baseia muito na altura dos edifícios que estão em volta. Então, num lugar que eu tenho casas, que tem um pavimento ou dois, eu construo um prédio de 10, ele é um edifício muito alto. Um lugar que eu tenho muitos edifícios de 10, eu construo um de 30, Esse de 30 passa a ser o edifício muito alto. A média é 10, né? E coitado do cara que
ficou lá na casinha, né? Eh, e em alguns lugares do mundo tem edifícios que t mais que 500 m de altura, né? Eh, a título de comparação aí, a cidade de São Paulo tá 800 m do nível do mar, né? Ou seja, eu tenho um prédio que praticamente chega em São Paulo. Eh, eu compactuo dessa dessa definição que um edifício eh alto, né, ele ele é muito maior do Que os que estão em volta dele, porque o dia que tiver tudo com 50 pavimentos, >> eu não tenho mais edifício alto, né? Todos têm 50. Então
eu compactuo disso que um edifício alto ele tem um ele é mais ele é muito mais alto do que a média dos edifícios ao redor dele. >> Certo? Bom, eu acho que aí você tem um tema muito interessante de ser explorado, não só como artigo acadêmico, pode ser até como artigo assim de jornalístico, tipo da revista Piauí, Coisas assim, né? de levar a discussão esse tema de que que alto e aqui no entorno da de São Paulo, estado de São Paulo, primeiro lugar, mas acho que todo em todo lugar estão com esse problema, né? e
as questões de energia e apagões. Aí você tem com seu orientador um tema bem interessante de ser explorado sobre o que que é, final de contas edifício alto, que que define isso, que as normas, que que está detrás disso. Então, bom, bom, o professor Ricardo já Mencionou, me chamou atenção também sobre o uso de coautores e não tal ali. Então isso já está consagrado pelas normas da ABNT de usar, utilizar coautores e coautores, porque eu continuo lendo, né, quase todos. É a primeira vez que veio uma um uma eh um trabalho acadêmico com utilizando e
coautores. Então seria legal ver isso se a ABNT aceita, tá bom? E aí você várias, né, várias vezes se Utilizou com autores. >> Sim. >> Bom, cham atenção sobre isso. Bom, depois aí na na página 23 aqui fala sobre lâmpadas, né? Na página 23 fala eh bem antes de quando você começa a falar de santos parênteses mais vertical para si nesse parágrafo. Aí você fala, desculpa aí, tá cader fala que eh os dados do proco, as lâmpadas Fluorescentes são as mais utilizadas, 45%, seguidos por LED, 37%, enquanto as lâmpadas incandescentes ainda representa 18%. Mas as
lâmpadas incandescentes já não encontra essa informação >> ela como >> você não encontra nem lá no no mercadoentes, mas aí fala 18% ainda. >> É a pesquisa do Procel, essa pesquisa de >> É isso mesmo. Essa pesquisa ela saiu em 2019, né? E ela saiu depois dessa proibição da venda das lâmpadas encandescentes. Então eles ainda estão contando um estoque remanescente aí, que é o que as pessoas declaram que tem em casa, né? Eh, eu acho que hoje esse estoque de não tem pesquisa mais nova, depois eles não lançaram mais nenhuma pesquisa dessa, né, que é
o o uso e posse dos aparelhos de aparelhos Elétricos e eletrodomésticos, coisas assim. Eh, não. E hoje com certeza as a o estoque da lâmpada LED, que é o que se tem no mercado, praticamente 100% das do que tá na prateleira do mercado hoje é lâmpada LED, placa LED, não sei que LED. Então, a fluorescente e a incandescente com certeza depois de 8 anos aí da pesquisa, ela já diminuiu muito o >> Aham. >> o a presença, né, nas residências. Tal Vez talvez vha a pena pesquisar algum relatório mais atual, né, de 2025 da do
processo, talvez se existe algum estudo, porque já >> não, ele ainda não tem, professor. >> Não tem, né? Por lei já tente. Diz, é, dizem as fontes, as minhas fontes, que o processo tá preparando aí para refazer essa pesquisa, porque depois da pandemia mudou muita coisa, né? E o dado já tá muito furado, mas é o que tem mais novo nesse sentido, >> certo? Aí acho que você pode pôr uma nota de rodapé nessa informação, mencionando isso, né, de que ainda não existe uma pesquisa atualizada >> e mas assim por observações, né? E e é
possível pensar que mais é o uso de lâmpadas LED na atualidade. Bom, vê aí uma nota de rodapé, acho que resolve porque senão várias pessoas que são na área de engenharia elétrica, >> eh, é só engenheiro eletricista, né? Então, percebe essas coisas e se se vai Ler alguém, né, dessa área. Tá bom? Bom, na na página 25 encontrei uma um bem no segundo parágrafo você fala o tecido urbano santista tem como característica a compacidade, ou seja, compacidade é a ocupação, altíssima densidade, né? Significa isso, compacidade, compartar, compactar, né? >> Ele é compacto, né? Ele é
ele é um blocão, né? É, então é é outro é outro tema que você pode levar lá na discussão final. Por que que tem que ser isso? Por Falta de espaço, por Claro, é uma ilha, né? Você falou que na ainda em continente tem espaço, como que se vai solucionar isso? Eh, e várias cidades estarão passando pelo mesmo problema, né, de compacidade, de reduzir as áreas de avenidas, fica asfalto, prédios. E outro tema interessante esse que falei sobre a altura e que um emprego, aí a questão de compacidade, né? e outra acho que vale a
pena discutir. Bom, na página 27 você fala de o consumo aqui em Santos, quando você fala na justificativa, na página 27, você fala que o consumo médio de de eletricidade é 30% superior à média nacional em Santos. Só que aí não menciona nenhuma fonte. De onde será que você é é assim mesmo, 30% superior a média. Então, esses são dados do anuário Estatístico do de energia do estado de São Paulo, que tem por município, né, o o consumo de eletricidade por município, por região, por fonte, eles separam tudo. E aí isso foi uma comparação com
o os estudos da EPE, a empresa de pesquisa energética, né, que tem os dados no balanço energético anual. >> Acho que aí coloca a fonte, ficou assim, sem nenhuma base assim de onde que você tirou, >> tá? >> Tá bom. Uma coisa que eu já tinha mencionado na na no no exame de qualificação, é na página 28, no bem no final que você fala, a metodologia não emprega coleta de dados em campo, nemções físicas ou entrevistas. Bom, aí nessa época você mencionou que era bastante, né, complicado fazer isso, já que requer elaborar questionários, ir aí
e encontrar pessoas, mas eu coloquei bem no final quando você fala sugestões De futuros trabalhos para futuros trabalhos, deixei registrado isso, né, de aí tem um tema interessante de alguém da área de outras áreas, sociologia, urbanismo, não sei, de fazer esse trabalho, né, de ir e perguntar mesmo às pessoas, conversar com pessoas que moram em não só em prédios, também em moradias terras com conversar com os síndicos, o que que há, qual que é a sua versão? elaborar questionários, né, perguntando, conversar, pesquisar mesmo com pessoas, Porque o trabalho, claro, foi feito por simulação, eh, longe,
né, do da percepção de de uma de os que moram mesmo, né? E e eu aqui converso por num prédio aqui que eu moro no sexto andar e como eu falei eh fica em torno do parque de Ipiranga e existe uma lei do património histórico, né, que é tombado como patrimônio histórico esta área e ninguém pode construir e prédio, edificações mais de quatro andares e a 400 m. Aí onde eu onde eu moro, ninguém Pode construir eh eh quatro quarteirões de distância, nada superior a quatro andares. Então por aí eu tenho essa essa vantagem, né,
de morar próximo ao parque, ao museu de Ipiranga, mas eu vejo mesmo no mesmo prédio, você aqui não sofre muito de sombreamento. Olho aqui a quatro quarteirões, enormes prédios de 30 andares, tudo, mas ninguém conseguiu construir nada aqui. Então eu recebo o sol está voltava para leste, todas as manhãs chega o sol agora no Inverno aquece, né? Mas mas converso com as pessoas que moram embaixo no primeiro, segundo andar, nenhuma recebe sol. E aí então você vê que mesmo estando assim isolado e a o sofrimento, entre aspas, é diferente para quem mora lá em cima.
E e mesmo que moram lá no último andar. Eles se queixam da chuva, da época da chuva que entra, às vezes tem um vazamento. Então você vê que a percepção das assim Pessoal das pessoas morando num mesmo prédio é diferente. Você concluiu, né, aí umas conclusões que já verificadas em outros países, os prédios de menor altura e casas, terras sofrem nas consequências. Eu acho que muita coisa interessantíssima sairia perguntando as pessoas em campo. Eu quando fiz meu doutorado fiz na área rural e fiz aí trabalho na Amazônia, no interior do Piauí, na Catinga. O trabalho
da minha tese era de Fotovoltaica, né? E conversei com muitas pessoas assim e e conversas assim diretas. surgem tantas e riquíssimas informações, histórias pessoais e isso acho que é um tema de tese bem interessante, né? Ou dissertação, tese e coloquei isso em trabalhos como sugestão. Tá bom? >> E por que eh por que que você não conseguiu fazer a coleta de dados em campo? pelo menos algum prédio, já que você >> Então, o senhor tinha sugerido isso na qualificação e eu juro que eu fui atrás, mas isso é difícil, gente. Os zeladores conversam, os proprietários
não querem conversar, né? >> Ah, tá. >> Eh, >> então assim, por exemplo, né? Acessibilidade a a conversa, né? >> Sim. E aí eu tinha pouco tempo, né? Eh, e depois eu descobri que tem umas técnicas de abordagem, né, para esse Tipo de pesquisa. Eh, não adianta eu, porque primeiro eu fui falar com os porteiros, né? Primeiro eu falei com os porteiros e tal, aí eu consegui falar com alguns zeladores, mas aí eu comecei a perguntar dos moradores, ah não, ah, porque tem muita gente idosa aqui, muita gente passa dia fora também, ainda trabalha fora,
né? Então as pessoas não têm muita confiança para ficar dando informação, mesmo que não sejam coisas pessoais. E aí tinha Essa questão do tempo, né? Então eu e na sua pesquisa, você verificou, >> você verificou na sua pesquisa se alguém já fez isso aí em algum local do Brasil ou do mundo assim de ou está assim em aberto essa questão de entrevista? É, acho que é um tema interessante, né? Para >> Então, teve um trabalho, >> teve um trabalho científico que eu li que tinha uma questão de entrevistas, mas era no espaço público, >> né?
>> Eles entrevistaram várias pessoas em praças ou ruas, né? eh, e perguntava o que que as pessoas, por que que elas mudavam de calçada, por que elas ficavam paradas em tal lugar, porque mas nada referente à educação do Sim. >> Ou seja, que aí existe um vazio, né, de trabalho científico e de de conversa mesmo, né, com os moradores. Acho que alguém pode pegar depois um tema. >> Bom, na página 30, bem no final, >> né, >> pode falar. Eh, então esse edifício, esse aqui que eu tô apontando que ele tinha vista livre, né? A
a lateral dele tá pro leste, ele tinha vista livre quando isso aqui era um supermercado, né? O zelador falou para mim que muita gente saiu do prédio porque ou não queria ter vizinho ou começou a ficar morrendo de frio. É porque aqui no inverno vem frio, né? na beira da praia. >> O vento vem de sul. Aí ele falou: "Ah, eh, o pessoal que morava aqui pro pro lado do mercado, muita gente saiu, vendeu o apartamento e os que eram de temporada continuaram temporada, a pessoa só aparece no verão, não mudou nada para eles." Mas
eu achei isso interessante, assim, teve um movimento >> eh de insatisfeitos, né? >> Sim. depois que apareceu essa torre do lado, porque ninguém eles estavam esperando Mais um prédio, não um prédio muito alto. >> Aham. Bom, aí você tem o já o convite, né, para encontrar alguém que se interesse por esse tema e levantar aí trabalho de campo, fazer trabalho de campo, não é? Santos mesmo, né? Bom, bom, na página 30, bem no final, aí está falando da radiação solar e você fala que na escala das construções a transferência de calor por radiação pode ser
dividida em radiação solar directa, Onda curta, e radiação solar difusa, onda curta. E aí fala de onda longa, onda e essa informação está aí no Lambers aí do Lutra e Pereira. Porque que que eu saiba, eu estudo eh energia solar e radiação directa. Como poderia ser onda curta? Onda curta são mais de ondas assim de rádio, onda de rádio, né, FM? E e eu acho que você tem que verificar, né, por que está essa aí radiação solar directa à onda curta e radiação solar Difusa onda curta. são a radiação solar é um espectro eletromagnético que
engloba desde desde comprimentos de onda em quilômetros até comprimentos de onda em em nano, ou seja, ondas assim de e aí é uma enorme, um espectro. Verifica isso aí dessa questão de nessa página 30 e 31. Aí você colocou a referência lá embaixo, Lers, Dutra e Pereira 2014. Não sei se é mesmo, né? Mas desde meu Ponto de vista está errado, né? Ou ou ou tal não ser que tenha outro fundamento. Como que eu vou falar? Radiação solar directa de onda curta e e difusa de onda curta. Bom, vê vê isso aí, tá bom? essa
questão de e agora vamos já vou adiantar um pouco para avançar, senão vamos ficar muito tempo. Na página 56 você fala aí de pesquisas no mundo, né? E e vários outros pesquisadores de outros países já verificaram, né, e eh Questões mais ou menos que você conseguiu também ver no Santos. por em Santos, por exemplo, reduzir o aumento da temperatura. E acho que essa parte também merece ser discutida novamente na parte da discussão que eu disse aí bem na página 56, primeiro, no terceiro parágrafo, você fala: "O sombreamento pode reduzir as cargas de resfriamento térmico no
verão e aumentar as cargas de aquecimento no Inverno. Para mim foi interessante esse tema, né, que acaba diminuindo o uso de energia elétrica para resfriamento, né, já que eh a sombra, as pessoas sempre procuram sombra, né, na época de calor e justamente um prédio está aí sombreando e tem me parece que é um tema bem interessante isso já foi verificado em outros países e te levam ao tema de de começar a aproveitar isso, né? Aí você fala bem mais na frente, na página 106, 107, 109 sobre a o consumo anual distribuído com eh eh métodos
variáveis para construir, né, edifícios com alturas adequadas, que talvez pode ser aproveitado, né, essa questão com em países tropicais. países quentes, você fala que e de fato, né, diminui, né, o consumo de de energia elétrica para ventilação. E isso aí, como que você acha de Santos? É, é isso de fato mesmo diminui o sombreamento reduz esse consumo. A pesquisa mostrou isso, né? Eh, a literatura fala muito de edifícios que têm eh desses edifícios de sombramento múo, né? fala muito não, alguns casos da literatura falam desses edifícios em sombriamento muito. Eh, um deles tem um foco
inclusive nas questões da simulação, quando esse esse sombreamento é super estimado ou Subestimado. Normalmente o caso lá era Miami, né? Miami é latitude 25 norte. Ah, esse eles mostraram que foi super estimado esse efeito, mas aqui pela minha percepção, eu acho que tá bem dentro do resultado que eu tive. E o e tem os estudos que falam de sombreamento falam muito assim de Dispositivos de sombreamento como todos, como marquises, né? coisas eh quebra-sol, coisas que vaam sombra, eh que são elementos do próprio edifício, fazendo sombra nele. Só que esses estudos eles são sempre isolados, eles
não estão contando o contexto. E e quando a gente tá com muito adensamento, é, não posso ignorar o contexto, porque às vezes eu nem preciso mais daquele quebra-sol. Eu só preciso de uma janela boa para ventilar, porque o prédio que Tá lá já vai fazer esse sombreamento para mim, né? Não preciso de outros eh dispositivos. Só que em compensação aí aumenta o uso de energia elétrica para iluminação. Bom, mas o tema de sombreamento acho que também é é necessário discutir com maior ênfase lá na parte final, né, discussão, porque você vê que atualmente não já
ninguém aprova aquele horário de verão, né, porque o uso de lâmpadas e led diminuiu de fato o consumo nocturno nos Horários de pico e o pico actual de carga de energia elétrica está eh no verão, na tarde, entre meiodia duas tr por causa do uso de ar condicionado. Então ligam ligam muitas unidades de ar condicionado e consomem grande quantidade de energia e atualmente o pico está nesses horários, só que já existe eh gerações fotovoltaica, tanto distribuída como em áreas de usinas fotovoltaicas e nesse horário Também gera maior quantidade de energia. Então existe uma compensação, né,
na energia gasta ar ar condicionado e energia gerada nesses horários. Então por isso que um dos motivos pelo qual já não é necessário o horário de verão é um desses que mudou o pico e e aí justamente os prédios mesmo sombream e em regiões tropicais. Não sei que que falarão os arquitetos urbanistas sobre esse tema, né, de crescimento por sombreamento, Sobre aproveitar isso, né? Bom, acho que é um tema que merece ser discutido com maior ênfase na discussão final. Tá bom? Bom, vou vou fazer aí depois um passo. Você escreveu muito bem com essa, gostei
muito muito da parte de de esboço urbanístico santista na página 76 para a frente. Aí você se deu trabalho de levantar o histórico. É muito legal essa parte que às vezes um vá para Santos, conheço alguma coisa, mas se levantou muitas das coisas interessantíssimas, Né? e dá para escrever algum artigo sobre esse tema de espaço urbano santista, crescimento. E uma das conclusões bem interessantes, assim que merece também outra vez destacar lá nas discussões, está na página 85, quando você fala uma questão super importante nos momentos atuais que diz e deixa ver aí as mudanças nas
legislações refletem a flexibilização e adaptação das demand das demandas, né? Página 85. Vou encontrar exatamente Está aí na página 85. Vem no segundo parágrafo que as mudanças nas legislações refletem a flexibilização e adaptação às demandas ao longo dos anos. E tem um tema importante, né? Quem que faz as mudanças das legislações? Você vê aqui em casos de São Paulo que mudaram muito em torno do da distância às estações do dos metrôs de trem e prévio estão sendo construídos em torno já bem próximo às estações, né? Porque mudaram a legislação e e dá para agora Constróem
até aqueles eh tipo estúdios, né, de 20 m² lá próximo à estação Butantada. Eu vi aí uns documentários boas, estudantes que moram em aí em quartinhos de 20 m² e que praticamente ficam aí sem espaço. Mas tudo foi por causa da mudança da legislação, né? E quem que muda essa legislação? É a questão política, né? Quem que está no poder, quem que mexe aí loves, né? Construção, uma série até já vimos por notícias aqui em São Paulo até o crime organizado já está utilizando isso de de compra de aquisição de imóveis para lavagem de ativos.
Então você vê que essa questão de mudanças nas legislações engloba muita discussão. Acho bem interessante discutir isso mais para frente, né? Porque que mudou tudo isso em Santos? Claro, você fala da aeronáutica, mas quem permitiu assim reduzir os espaços. Aí você mostra Historicamente, né? Que que você acha sobre esse tema? >> É uma pressão do mercado imobiliário e é descarado assim, eles nem disfarçam isso. Eu não vou falar mais não porque senão vou ser presa, mas é uma pressão do mercado imobiliário assim. E assim, a construção civil ela não se limita a construir prédio. Eu
acho que eles não entendem isso, né? Reformar também é construção civil, né? Construir melhor também é construção civil. Construção Civil, assim, eh, em outros lugares, como o professor Ricardo citou na Europa, Barcelona, né, que eu já tive duas vezes em Barcelona, em Paris, em Londres, as pessoas não podem construir, eh, elas têm uma limitação de construção lá nos bairros e isso é meio que para sempre. Eh, aqui não, aqui tudo pode mudar a qualquer momento. Isso que tá errado. Então, ela muda tudo por pressão do mercado imobiliário, né? >> Isso aí. O que eu gostaria
que você escreva aí aí na discussão final sua opinião, né? O que que você achou sobre esses anos de pesquisa, extraiu e que fique, né, essa discussão. Bom, eu vou passar várias coisas. Parabéns pela sua análise. Foi se debruçou nas simulações, muitas conclusões que já foram ressaltad pelo professor José, eh, também professor Ricardo. E eu só deixo aí na página 107, na bem no final depois do gráfico De gráfico três, você fecha aí, né? De modo geral, foi foi observado que as maiores variações concentram-se nos pavimentos mais baixos dos edifícios adjacentes. E esse tema você
deveria também ressaltar na no que estou falando na no tema de discussão final, porque a afinal de contas são mais afectados os que moram embaixo, né? Os de que não por acaso as coberturas são procuradas por milionários, né? O Neymar, por exemplo, Cobertura, grandes jogadores de futebol, sei lá, todos os grandes pessoas que comem muito dinheiro, né, em Camburiu, em Santa Catarina, todo o litoral, as partes altas ocupados por pessoas que até têm acesso com helicóptero, e embaixo quem que fica? Então, esse tema é necessário discutir, né? E e isso se verifica não só em
Santos, já foi verificado no mundo todo, os mais afectados, os que moram lá embaixo. E aí Eh eh ressaltar esse tema, né? Bom, e e a e quando incremento de altura, vai aumentando a altura, mas também tem limites, né, que não não vai até 30 andares. E como em caso de apagão, em caso de falta de energia elétrica, será que o seu é o limite? Fazendo uma trocadilha, né? O céu é o limite, não, né? Então existem limites físicos de de bombeiros. Eu faço parte daqui do grupo de bombeiros em meu prédio e também da
UFABC. Já fui fazer treinamento de bombeiro e veio a dificuldade enorme, né, para uso das mangueiras e hidrantes de retirar pessoas. E a falou o professor Luís Ras, o cadeirante do nono andar para baixo. E será que até hoje vai isso? E e então é bom. Bom, terminando, então você trouxe muitas coisas que levam ao temas, né, de mudança, mudanças de legislação, ventrificação, Eh, a altura de de prédios, a aos afectados que moram embaixo, eh, o gasto de energia elétrica diminui com a ventilação, né, mas aumenta com a uso de lâmpadas, enfim, é monte de
coisas que acho que se trouxe e parabéns pelo tema. E bom, aí vou mandar o texto depois com outras que estão mais coisas aí, senão vou ficar muito tempo, tá bom? Obrigado aí. Sim. Obrigado, professor. Eu que agradeço, professor. >> Obrigado, professor Federico. Então, agora eu dou a palavra à professora Patrícia. >> Bom dia, pessoal. Obrigada aí, Silvia e Ross pelo convite, né? Já tive de participar da qualificação e como Federica, né? Eh, vê aí a melhoria que teve no trabalho aí, parabéns aí pelo pelo desenvolvimento também. Muito bom tá aí na banca, conhecer o
professor José Marques, professor estar aqui com o professor Federico também é sempre uma oportunidade de aprendizado, né? Eh, o bom da gente ficar por último é que sobra bast, né? Então assim, eu da mesma forma que os professores, depois eu mando o documento, mas realmente não tem muita coisa assim do texto de A única coisa assim que me chamou um pouco de atenção lá na hipótese ainda tá como uma interrogação, como se ainda fosse fazer, né? Então eu acho que na defesa, na Dissertação, na tese final, ela já tem que vir com a conclusão, já
não é mais uma pergunta, a pergunta já foi respondida, né? E aí você no na no final, na conclusão, você faz a discussão lá no nos últimos análises, né? E e na apresentação você fez muito bem desse paralelo, né? Então a tese respondeu o que eu tinha, o que era a minha hipótese de de pesquisa, né? Então, acho que você precisa refazer esse texto, porque ela já tem que Aparecer lá que foi respondida lá no começo, tá? É, é uma sugestão. Eh, e em relação às referências, eu assim, eu recomendo que você olhe a BNT,
se a BNT permite colocar dessa forma como você colocou aqui, até para não dar problema depois a hora que for pra biblioteca, a biblioteca pode te devolver por conta disso. É só algumas coisas que a biblioteca, a, o pessoal a hora que recebe olha, né? Eles olham se tem o agradecimento da CAP, se você Colocou lá em português, em inglês, OK, né? Eles vão olhar se tem capa contra capa, vai aqueles formato lá e e eles olham alguma coisa de referência também. Então, só confirmar se tem se a BNT já consolidou isso e, OK, eu
também confesso que eu nunca tinha visto desse nesse formato, tá? Eh, e aí no sentido de contribuir aí pegando um pouco do gancho da última fala do do professor Federico aí do dessa questão do do da do que ele quer Ver escrito na sua conclusão, né, do do da da conclusão do do que você analisou, do que a sua pesquisa contribuiu, né? Aí eu acho que por você estar dentro de um programa, né, de energia interdisciplinar, eu acho que vale a pena você dar um uma cutucada mesmo que você diz: "Eu não quero mais falar,
senão de uma presa aqui falando tanto, tal". Mas eh eu acho que vale a pena dizer e fazer uma crítica, né? De que não cabe mais. Se a gente quiser Realmente enfrentar crises climáticas, transição energética, né? Não cabe mais fazer projetos que não tenham uma visão interdisciplinar, porque o que acontece, né? O às vezes o o engenheiro civil faz o projeto, manda pro engenheiro eletricista que faz a parte elétrica, ele não tá questionando, né? Então assim, colocar essa questão de que os projetos desde o plano diretor da prefeitura não pode ser um módulo, tem que
ser algo Realmente técnico direcionado, né? Então quem toma a decisão não não pode ser. É óbvio que aí tem outros fatores que a gente não entraria, mas a gente tem que dizer, né, na na tese que o plano diretor ele tem que ser interdisciplinar, né, tem que ter uma equipe interdisciplinar para para ser ouvida, né, não pode ser uma decisão de um engenheiro civil, de um de um eletricista ou de um arquiteto ou de um ambiente. Tem que ser uma um uma questão Realmente técnica. Então acho que vale a pena depois com as suas análises
para finalizar dessa necessidade desse desse plano integrado, né, de desse planejamento integrado para as tomadas de decisões, porque senão vai acontecer isso que tá acontecendo. E daqui o que acho que o professor José Marques falou, professor Gaspar também falou, depende de quem tá no poder, ele toma uma decisão ou outra. E não pode ser assim, né? eh no país, por exemplo, pode. Então, eu acho que vale a pena trazer essa questão da interdisciplinaridade, né, na conclusão, né, de que o plano tem que ter uma equipe interdisciplinar para decidir. E aí assim, veio a hora que
você me falou dessa questão de que se o bombeiro tem que tá, né, eh, ciente do que ele vai ter que enfrentar no caso de um incêndio, né, isso também é grave, né? E e eu acho que tem que ser que sim ressaltado, porque de fato a hora que Você eu não tinha pensado nisso, veja, eu sou engenheiro eletricista e não pensei nisso, né? Então se eu tomo só uma decisão, eu não tô pensando nisso. Mas agora que você falou, eu fiquei pensando: "Meu Deus, como tira as pessoas? É, não, pode ser com helicóptero, pode
ser com uma série coisa, tá? Mas é um risco que será que vale realmente a pena? Será que não teria que ter o aval também de de, né, de de como que a gente vai fazer essa e E essa operação aqui, né? Então acho que são coisas que do do ponto de vista interdisciplinar que você concluiu, você trouxe as aulas dos professores também, que pode te ajudar também a fechar e um pouco eh melhor essa sua conclusão aí, né? E aí outra coisa que me chamou atenção também nas discussões, que a hora que você disse
assim: "Ah, mas era só 5% e a pouco eu achei que não valia a pena eh explorar", tá? Eh, eu talvez assim, agora não vale explorar, mas você Identificou, vale colocar lá nos trabalhos futuros, né? Porque assim, se você pensar que o país passa 3, 4 meses no horário de verão para economizar 2, 3% de energia, 5% faz a diferença, sim, muito significativa, né? Então eu acho que vale a pena colocar ali no no trabalho futuro uma investigação, né? Acho que não sei quem foi que falou para você fazer um cálculo aí em relação à
à Megab, tá? Então, eh, eu acho que vale a pena trazer esse texto e faria faria faz A diferença sim, porque isso é uma economia enorme. É óbvio que se a gente tá falando de um só edifício, não vai fazer a diferença, mas você pensa de, você falou que já tem um monte de outros prédios construídos aí no pé desse morro aí, né? Então, a o acúmulo disso vai fazendo a diferença, né? Tá? Então eu acho que vale a pena trazer, tá bom? Então, eh, das coisas assim, tem algumas coisas que eu anotei do objetivo,
né, que que talvez colocar ele mais seg Precisa colocar o objetivo geral desta pesquisa, né, já começa de logo. Investigar a relação entre sombriamento. Eu fiquei pensando dos objetivos específicos, eles estão bem sucintos, né? Três coisinhas parece que é bem simples o que você fez, mas por dentro da de cada um daqueles três específicos tem um mundo, né? e e ele ficou bem suscinto ali, né? Dá essa sensação de simplicidade, mas ao mesmo tempo tem aí eu fiquei pensando, será que não vale a Pena colocar mais aí, estudar, aprender o software, fazer as simulações, tudo,
né? Até para poder um pouco valorizar. Lógico que depois vai ler a sua tese, vai ver, todo o trabalho que teve. Eu eu falei: "Poxa, será que não vale a pena descrever mais e tal", né? Eh, mas de repente acho que não. Eu acho que a sua tese por si depois mostra, né? Então eu acho que pode ficar tranquilo nessa direção, tá? Eh, o professor Federico falou agora da questão do artigo, né? Você sabe que para homologar o título precisa de ter um artigo publicado em revista, né? Então eu acho que eh tem vai ter
que trabalhar nisso, né? O Guilherme, que foi orientado do professor Federico também, tá até mandando para uma revista aí do Paraná, né? Aí ele tá indo bem nessa linha da arquitetura, né, da importância da arquitetura e de dos sistemas fotovoltaicos, ser entendido pelos arquitetos e aparecer nas propostas do Arquiteto, como, né, includeu, ele fala de ensinar na graduação e tudo mais, né? Então, acho que talvez seja uma revista que também você pode colocar, né, o no o seu trabalho, depois você dá uma olhadinha aí, tá? Mas assim, não pode descuidar disso porque precisa disso paraa
homologação da da do seu diploma, né? Então assim, eh, foi um trabalho muito legal. Eu achei assim realmente um aprendizado aí, como o professor disse, Né, cois coisas que a gente, né, eh, acaba trazendo aí de novidade. Eh, aí um pouco só ressaltar, Silvia, né, foi uma aluna que ajudou bastante a FBC. Aí ela trabalhou no num projeto, né, de certificação de um de um prédio da UFBC, né, orientando o pessoal da prefeitura. Então acho que ela também trouxe essa contribuição aí durante o doutorado dela, então deixar isso isso registrado também, né? foi pro pessoal
da Prefeitura, pro pessoal que tava envolvido, orientou aluno de TG, né, nesse desenvolvimento. Então, eu acho que do ponto de vista da formação como doutora, né, eu acho que que tá foi bem completa a Silvia, né, foi um doutorado durante uma pandemia, né, que teve as suas dificuldades, mas quando mesmo durante esse período a gente a universidade precisou, a Silvia veio aqui, ajudou, ensinou, né? Então eu acho que isso é muito importante, né? O que a CAPS realmente tá cobrando bastante é a formação do do do dicente, né? E eu acho que a que a
Silvia ela conseguiu, né, trazer essa, né, ter essa abrangência aí e finalizar com esse trabalho aí que ficou bastante bacana, né? Então, parabéns aí a Silva, parabéns a Luís Riastos aí pelo pelo trabalho. >> Obrigada, Patrícia. Eh, foi um doutorado e tanto. Dava para fazer um diário com isso aqui. É o objetivo, viu, Silvia? Eu eu Inclusive eu tô pensando assim, né, no na era da do chat GPT da inteligência artificial, o que é fazer um doutorado, né? Será que um doutorado agora não teria que mudar? De repente o docente, é óbvio, teria a pessoa
candidata, teria uma bolsa, né, equivalente a um salário e ficaria 10 anos dentro de uma universidade ensinando, lecionando, fazendo projeto, desenvolvendo para de fato ser, porque hoje, né, nessa era do chattando Muitas vezes o que é realmente o editismo dentro desse desse momento, né? Mas assim, aí você falou, foi um diário, é objetivo, né? Então assim, ter o diário é o objetivo. O problema é o aluno sair sem ter o diário, né, que eu acho que é mais complicado. Parabéns. >> Obrigada, Patrícia. Eh, então, a história do doutorado está acompanhando aí desde sempre, né? Você
e o Luís, eu acho que estavam mais próximos aí. E eu, mais uma vez, eu tô no olho do furacão Quando no meio da minha formação, né? Quando eu tava saindo aí no quarto ano da faculdade, apareceu intensamente a história do AutoCAD, né? Eh, e isso foi um um bac assim, né? essa ferramenta que todo mundo desenhava a mão, os trabalhos nunca estavam completos porque a gente desenhava a mão, a gente não tinha tempo para terminar trabalho. Eu me lembro que o professor Fábio Serrano, o Zé, o Zé Carrice vai, lembra bem dele, ele ele
um trabalho de urbanismo, ele deu 9,5 pro Meu grupo e ele não me deu 10 porque eu trabalho não tava andanquinho. Eu falei assim: "Gente, a pessoa apresenta o melhor trabalho da turma e não ganha 10 por causa do nanquim, né?" Mas não tinha como, né? Talvez se eu tivesse desenhado o computador eu teria ganho até aquele 10, né? Talvez. Não sei. E hoje, de novo, eu tá aqui no meio do furacão, no meio de tantas mudanças, né? eh eh de da forma de estudar, da Maneira que as pessoas se comunicam, dos entendimentos, da velocidade
das coisas, assim, né? E também eu, gente, eu tenho uma lista de outras questões aqui que não tão lá na discussão, no trabalhos finais, né? coisas que eu identifiquei de da formação, da falta que de livros, que chegou uma época que parou de as pessoas pararam de escrever e editar, né, e publicar livros, porque tudo tá na internet e o que tá na internet é meio Terra sem dono, assim, as pessoas simplesmente copiam, né? Então tem uma questão de formação aí, eh, uma questão do tempo da formação, né? 5 anos dentro da faculdade. Hoje em
dia é uma coisa bem questionável. A gente precisa formar gente mais rápido. Aí tem a questão dos professores, né? Tá, eu tenho um professor que tá no mercado, que ele não é valorizado porque tá no mercado. Aí eu tenho professor que é professor de carreira, não é valorizado porque ele é Professor de carreira. E aí tá, tem que resolver esse negócio, né? Eh, bom, mil coisas aqui, né, de formação interdisciplinar. Eu não vejo há muitos anos as coisas dentro de caixinhas, mas eu acho que elas conversam, conversam muito entre si, assim, é porque aqui nesse
caso eu tenho que fazer um recorte e eu tentei fazer um recorte bem objetivo do que eu queria estudar para não ficar perdido, né? Mas tem muitas outras Coisas aqui que tão aí, né, pra gente resolver. E o legal é discutir tudo, né, com quem tá interessado, eh, fazer essas discussões para ver onde a gente pode avançar na melhor maneira para todo mundo. Bom, eu gostaria de agradecer aos professores, né, pela disposição aí da banca, eh, ter tido esse tempo de ler o trabalho. Patrícia e Federico, que estavam na qualificação, né? Eh, e professor Luiz,
que me orientou, Professor Ricardo e Carris que estão aqui fazendo parte da banca. Obrigado. >> Obrigado, Silvia. Obrigado aos professores, né, pelas contribuições. Olha, eu fiquei tomando nota aqui de algumas coisas, né? Realmente tem muita coisa que a gente deve dar uma uma O problema é tempo, né? tem a gente tem um limite de tempo, né, se não me engano, é 90 dias, né, para para fazer as alterações. Algumas a gente vai precisar revisar de novo Algumas referências, né? Então, mas mas dá para fazer o a questão é que o tema da Silvia é muito
interessante, é muito atual, né? E apenas o pontapé, quando você começa a falar de sombra, de prédio alto, sempre alguém tem uma história, né? Meu vizinho aconteceu isso, eu vejo que no no quarteiro do lado está acontecendo isso. Então tem muita coisa que está acontecendo agora e vai evoluir, né? E como como foi mencionado, né, nos temas De trabalhos futuros, cada um deles pode dar outra tese, né? Então a gente tem que limitar muito bem o escopo, né? até onde que a gente consegue falar nesse doutorado sem começar a entrar em outra tese, né? Porque
aí já já perdemos o foco, né? Mas se realmente a gente vai fazer algumas algumas melhoras no teste, né? Até de enviar a a versão final lá para a biblioteca. Bom, eu não quero me estender muito, né? Já passamos do do horário previsto, né? Eh, então damos início à terceira fase, né? Nessa terceira fase apenas os membros da banca se reúnem, né? Discutem sobre o seu trabalho. Então eu peço licença a Silvia, né, e aos convidados, o Fábio e o Vítor, né, que nos de licença alguns minutinhos, a gente conversa aqui entre nós, tá bom?
E depois eu te chamo lá pelo pelo WhatsApp, tá bom? >> Tá bom. Tá bom. Até mais. Oi, Luiz. para a gravação.