Não foi Jesus quem criou o cristianismo, foi Paulo. E ironicamente, este indivíduo nunca conheceu Jesus, nem leu nenhum evangelho. No tempo de sua morte, o evangelho mais antigo, o de Marcos, estava sendo escrito.
O Jesus primitivo não falou contra a vida do modo como Jesus paulino falará. Enquanto os evangelhos tentam engrandecer a vida de um pregador judeu marginal da Galileia, é Paulo quem redefine o sentido da fé. cristã transforma um movimento apocalíptico local numa religião universal e estabelece os pilares teológicos que ainda moldam a moral de muitas pessoas na nossa civilização.
fariseu, cidadão romano, educado na tradição judaica e imerso no mundo das correntes filosóficas helenísticas. Paulo surge como uma figura de transição, alguém que traduz um Messias judeu para o imaginário greco-romano. Mas essa tradução tem um preço, o esvaziamento do Jesus histórico em função de um Cristo teológico.
Mas antes de se tornar o grande apóstolo da fé, Paulo, anteriormente Saulo, foi o seu algz. Segundo o próprio relato, ele perseguia cristãos, aprovava prisões e compactuava com execuções. Era um zeloso defensor da ortodoxia judaica, convencido de que combatia uma heresia perigosa, até que no caminho para Damasco algo acontece, uma visão, uma experiência privada, uma ruptura interior.
Só que não há testemunhas independentes, não há confirmação externa. Há apenas o próprio Paulo narrando o evento que muda tudo e que convenientemente legitima sua nova autoridade. O perseguidor se converte, mas o método permanece.
Isso me lembra terroristas que mudam de lado, mas que mantém a sua atitude de jogar bomba. Antes jogava bomba na esquerda, depois joga bomba na direita, mas o que não muda é a bomba. Neste vídeo veremos como Paulo não foi apenas um convertido, mas um ressentido.
Não apenas um pregador, mas um sujeito doente, no sentido tanto clínico quanto filosófico da palavra, e, acima de tudo, um hábil sofista, capaz de converter contradições em virtudes e fragilidades em sinal de eleição divina. Veremos como com Paulo o cristianismo deixa de ser um movimento ético marginal e se torna uma teologia da culpa. Como a vida concreta perde centralidade, enquanto o pecado, o sacrifício e a obediência ocupam o lugar da responsabilidade moral.
Os maiores problemas do cristianismo, a aversão ao corpo, a demonização do desejo, a glorificação do sofrimento e a substituição da ética pela fé não surgem nos evangelhos, mas ganham forma sistemática nas cartas paulinas. Portanto, já deixe o seu like e fique até o final do vídeo para entender tudo isso. [música] Antes de começar, eu tenho um recado bem rápido para vocês.
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O Jesus de Paulo não ensina, ele morre. E é nessa morte, não na vida que tudo passa a girar. Paulo prega a morte porque ele não era feliz em vida.
Paulo prega a caixidade porque não tinha sorte com a sua libido. Paulo diminui as mulheres porque não tinha acesso a elas. Paulo exorta a submissão porque ele era um submisso.
Paulo introduz no cristianismo que o filósofo Friedrich Niet caracterizou de modo perspicais como ideal aso. Ideal pelo qual o Jesus primitivos que a gente conhece pelos evangelhos, não pareceu tão fascinado quanto Paulo. O ideal asético é a atitude de desprezar a vida, os prazeres, o corpo, os sentidos, as mulheres, o desejo, tudo que é natural em nome de algo inventado, em nome de um além mundo, onde os fracos serão os fortes, os pobres serão os ricos e os infelizes serão os felizes.
Metafísica de advogado de porta de cadeia, que infelizmente fez muito sucesso. Nietzs atribui a causa desse sucesso a o fato de que naquele tempo a maioria das pessoas eram miseráveis, servas, infelizes, pobres e desejavam algum tipo de consolação espiritual. E essa mensagem vem muito a calhar nesse contexto.
Da mesma forma, hoje em países com muita pobreza, como no Brasil, o cristianismo faz muito sucesso. Segundo Paulo, a humanidade está radicalmente corrompida. O pecado não é um erro ocasional, mas uma condição ontológica.
O ser humano nasce culpado, nasce em dívida, nasce condenado. Essa ideia não vem de Jesus, vem de Paulo. Em sua obra O anticristo, que eu tenho um vídeo aqui no canal sobre ela, que é um dos meus favoritos.
É um vídeo bem caprichado, vai tá aqui em cima para você assistir. Niet escreve o seguinte a respeito de Paulo. A boa nova foi imediatamente seguida pela pior de todas, a de Paulo.
Em Paulo se incorpora o tipo contrário ao portador da boa nova, o gênio em matéria de ódio, na visão do ódio, na implacável lógica do ódio. O que não sacrificou ao ódio esse desangelista? Antes de tudo, o redentor, ele o pregou a sua cruz.
A vida, o exemplo, a doutrina, a morte, o sentido e o direito de todo o evangelho. Nada mais restou quando esse falsário, inspirado pelo ódio, percebeu o que apenas ele podia [música] necessitar. Não a realidade, não a verdade histórica.
E mais uma vez o instinto sacerdotal do judeu perpetrou o mesmo enorme crime contra a história. Simplesmente riscou ontem, o ante-ontem do cristianismo, inventando para si uma história do cristianismo inicial, mas ainda falseou a história de Israel mais uma vez para que ela aparecesse como pré-história do seu ato. Todos os profetas falaram do seu redentor.
Depois, a igreja falseou até a história da humanidade, tornando-a pré-história do cristianismo. No fundo, ele não tinha necessidade da vida do redentor, precisava da morte na cruz e alguma coisa mais. ver como honesto um Paulo, que tinha seu lar no principal centro do Iluminismo histórico, quando ele faz de uma alucinação a prova de que o Redentor ainda vive, ou mesmo dar crédito ao relato de que teve essa alucinação, seria uma autêntica tolice.
Por parte de um psicólogo, Paulo quis os fins, portanto quis também os meios. O que ele mesmo não acreditava, acreditavam os idiotas aos quais lançou a sua doutrina. Sua necessidade era o poder.
Com Paulo, o sacerdote quis novamente chegar ao poder. Ele tinha utilidade apenas para conceitos, doutrinas, símbolos com o qual são tiranizadas as massas, são formados os rebanhos. A invenção de Paulo, seu meio para a tirania sacerdotal, para a formação de rebanho, a fé na imortalidade, ou seja, a doutrina do juízo.
A salvação, portanto, não é alcançada por justiça, ética ou transformação concreta do mundo, mas por crença. Crer um sacrifício ocorreu. Crer alguém morreu em seu lugar.
Crer o sangue de outro resolve a culpa que você nunca escolheu ter. Aqui a moral deixa de ser responsabilidade e se torna submissão. Paulo substitui o agir pelo crer, substitui a ética pela fé e transforma desobediência em virtude, desde que se chame obediência a Deus.
Se você tá gostando do vídeo e se ele tá te fazendo aprender mais sobre a história do cristianismo e a filosofia crítica a essa doutrina, deixa o seu like porque é muito importante para que o algoritmo distribua esse vídeo para mais pessoas interessadas nesse tipo de estudo. Não é coincidência que seja Paulo quem afirma que a mulher deve se calar, que o corpo é uma prisão, que o desejo é suspeito, que o mundo já no maligno. Veja só o que ele escreve em Efésios 5, versículos 21 a 33.
Moral doméstica sede submissos uns aos outros no temor de Cristo. As mulheres o sejam a seus maridos como ao Senhor. Porque o homem é a cabeça da mulher como Cristo é a cabeça da igreja e o Salvador do corpo.
Como a Igreja está sujeita a Cristo, estejam as mulheres em tudo sujeitas aos seus maridos. E vós, maridos, amai vossas mulheres, como Cristo amou a igreja e se entregou por ela, a fim de purificá-la com o banho da água e santificá-la pela palavra, para apresentar a si mesmo a igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim, também os maridos devem amar suas próprias mulheres como a seus próprios corpos.
Quem ama sua mulher ama-se a si mesmo, pois ninguém jamais quis mal a sua própria carne. Antes alimenta e dela cuida, como também faz Cristo com a igreja, porque somos membros do seu corpo. Por isso, deixará o homem seu pai e sua mãe, e se ligará a sua mulher, e serão ambos uma só carne.
É grande este mistério. Refiro-me à relação entre Cristo e sua igreja. Em resumo, cada um de vós ame a sua mulher como a si mesmo e a mulher respeite o seu marido.
A teologia paulina é uma espiritualização da culpa e uma patologização da carne. O sofrimento deixa de ser um problema a ser resolvido e passa a ser um valor. A dor se torna pedagógica.
A submissão sagrada, a obediência libertação, uma contradição que só funciona quando a razão é silenciada. E é aqui que Paulo se distancia radicalmente de qualquer projeto humanista. Em vez de autonomia, dependência.
Em vez de dignidade, indignidade redimida. Em vez de emancipação, espera. Espera pelo juízo.
Espera pelo fim dos tempos, espera pela intervenção divina. Paulo não constrói um mundo melhor. Ele piora esse.
Paulo nunca devia ter chegado perto de uma pena e de um papiro. Mas quem foi esse indivíduo realmente? Do ponto de vista histórico, quase tudo que sabemos sobre Paulo vem do próprio Paulo.
Só sabemos, por exemplo, que ele vem de Tarso por causa do livro dos Atos. Suas cartas não são testemunhos neutros, mas textos apologéticos escritos para corrigir, controlar e impor autoridade sobre comunidades que frequentemente discordavam dele. Paulo se apresenta como apóstolo, mesmo tendo sido rejeitado por parte dos seguidores originais de Jesus.
Ele não recebe sua autoridade de homens, diz ele, mas de uma revelação privada. Ah, então tá. Obrigado por informar Paulo.
Antes dessa experiência, ele perseguia cristãos. Depois dela passou a perseguir pagãos. O que não mudou a atitude de perseguir, de julgar e de condenar.
Como eu disse anteriormente, foi a bomba. As posições ideológicas mudaram de um extremo ao outro, mas a bomba continuou. E aqui você precisa parar e se perguntar por que que eu devia acreditar nisso?
Uma visão no deserto que pode muito bem ter sido um surto psicótico, uma crise de histeria ou outra patologia psicológica. Faremos disso logo à frente. Em suma, uma experiência subjetiva, uma certeza íntima que Paulo elevou à doutrina universal, tendo conhecimento de diferentes escolas filosóficas do mundo helênico, que, por sinal, ridicularizavam e riam de sua cara quando ele tentava pregar o cristianismo, digamos, pros discípulos históicos ou pros discípulos de Epicuro.
Paulo faz uma salada metafísica conveniente com seus intuitos. Veja só o que me contou o historiador ateu Richard Carrier sobre isso em uma entrevista. Certamente Paulo é muito alfabetizado.
O que significa que ele fez escola grega, todo o caminho até o que chamaríamos de nível de pós-graduação. Não tem como você fazer isso sem ter uma grande exposição à filosofia, um principalmente, na verdade, aristotelianismo, mas também platonismo e estoicismo. Esses são como os três grandes.
Epicurismo também era popular, mas não era popular entre as pessoas religiosas porque estava associado ao ateísmo, certo? Então, quando você lê Pol, PL tem muitos elementos que você pode ver eco, muito estoicismo, o aristotelianismo e platonismo. A tendência parece ser jogar Aristóteles e estoicismo e ir cheio de platonismo assim quando quando você começa a ver escritos cristãos no século II e certamente no quarto, eles estão todos no platonismo.
Então, então o platonismo meio que venceu como o mais popular. Eles viram isso como sua coisa favorita. E você vê isso no livro de Justin Mart, onde ele fala sobre como ele foi para todas as escolas, odiava todos eles e depois acabou um cristão.
E ele passa por isso, ele diz: "Você sabe, o platonismo era o que mais se aproximava da verdade, mas quando você voltar para P, a coisa mais popular era pegar pedaços de todas as filosofias, como você sentiu que fazia sentido para você e então meio que construir seu próprio. " E então eu acho que Paul, a razão pela qual vemos todos esses diferentes influências filosóficas em P, é porque ele foi educado nesse sistema e escolheu as coisas que ele achava que faziam sentido para ele. Primeiro Coríntios 15 entra em toda uma metafísica do corpo da ressurreição.
Tudo isso, como algumas pessoas dizem que é platônico, na verdade é aristotélico. E então tudo o que ele diz sobre o pneuma, o Espírito Santo que está certo fora do estoicismo. Teologia históica tinha essa ideia de um fluido penetrante.
Este pneuma há um tipo real de éter que estava em tudo. Está em todos os lugares que você apenas flutua. Tudo está nele.
E foi através do Numa. Que Deus foi capaz de sentir as coisas e afetar as coisas. Então o Numa era como a ferramenta de Deus.
Ou e agora Paulo pode ter herdado isso dos judeus antes dele, que também já foram fortemente influenciados, fortemente influenciado por todas essas filosofias. Filo é muito platônico. Ele ele prefere o platonismo claramente, mas há muitos outros judeus que estão sendo influenciados por essas coisas.
Antes de Paul, então, toda a ideia de Paulo sobre o Espírito Santo pode vir de professores judeus anteriores, mas se isso acontecer, eles foram influenciados pelo ensino histórico. >> Paulo transforma sua experiência pessoal numa verdade cósmica e exige que o mundo se curve diante dela. O filósofo francês Michelle Onfrey expressa muito bem a atitude paulina em seu tratado de ateologia.
On Frei comenta uma passagem de Paulo e faz um diagnóstico tão psicologicamente preciso que deixaria Nietzsche orgulhoso. A vida inflige a Paulo de Tarso uma impotência sexual ou uma libido problemática. Reação, ele se dá a ilusão de liberdade, autonomia e independência, acreditando livrar-se do que o determina.
Depois afirma que aquilo que se impõe a ele é escolhido e decidido por ele com plena consciência. Incapaz de levar a bom termo uma vida sexual [música] digna desse nome, Paulo decreta nula e insignificante qualquer forma de sexualidade para ele, certamente, mas para o resto do mundo. Desejo de ser como todo o mundo, exigindo do mundo que o imite, donde essa energia em querer dobrar a humanidade toda a regra de seus próprios determinismos.
E mais à frente ele comenta uma passagem de Paulo. Comprazo-me nas fraquezas, nos insultos, nas opressões, nas perseguições, nas angústias por Cristo, pois quando sou fraco é então que sou forte. Isso está na segunda epístola aos Coríntios.
E aí, Onrei comenta própria confissão da lógica de compensação em que se encontra o histérico abatido no caminho de Damasco. A partir de sua fisiologia degradada, Paulo milita por um mundo que se assemelha a ele. Seu ódio a si mesmo transforma-se num vigoroso ódio ao mundo e ao que constitui seu interesse.
vida, o amor, o desejo, o prazer, as sensações, o corpo, a carne, o júbilo, a liberdade, a independência, a autonomia. O masoquismo de Paulo não é mistério nenhum. Ele coloca sua vida inteira sob o signo dos aborrecimentos, vai ao encontro das dificuldades, gosta dos problemas, alegra-se com eles, deseja-os, aspira a eles, cria-os.
Veja o que ele próprio escreveu na primeira epístola aos Coríntios: "Mortifico meu corpo e o arrasto em escravidão. " Ou seja, ele literalmente verbalizou isso. O cristianismo que triunfa no império romano não é o cristianismo das comunidades judaicas da Palestina, é o cristianismo paulino, metafísico, sacrificial, moralmente repressivo e perfeitamente adaptável ao poder.
Paulo, o advogado de porta de cadeia. Paulo, o parceiro de tiranos. Um cristianismo que ensina a obedecer autoridades, a aceitar hierarquias, a temer o inferno, como na famosa passagem de uma das cartas aos Tessalonicenses e a esperar recompensas num outro mundo, enquanto esse aqui permanece apenas uma peregrinação provisória e injusta.
Onfre escreve mais adiante: "Paulo, o masoquista, expõe as ideias com as quais o cristianismo um dia triunfa". Ou seja, o elogio da fruição em ser submisso, obediente, passivo, escravo dos poderosos, sob o pretexto falacioso de que todo poder vem de Deus e de que toda situação social, de pobre, de modesto e de humilde procede de um querer celeste, de uma decisão divina. Deus bom, misericordioso, etc.
, que era a doença dos doentes, a pobreza dos pobres, a tortura dos torturados, a submissão dos empregados. Aos romanos que ele louva, ensina muito oportunamente, no seio do império, a obediência aos magistrados, aos funcionários, ao imperador. Convida cada um a entregar o que é de seu dever, os impostos e as taxas aos recebedores, o temor ao exército, à polícia, aos dignitários.
A honra aos senadores, aos ministros, ao príncipe. A igreja instaura uma parceria com o Estado que lhe permitirá, desde sua origem, estar sempre do lado dos tiranos, dos ditadores e dos autocratas. Paulo venceu.
Jesus talvez tenha sido perdido no processo. Para o ateu e o cético, Paulo não é um mensageiro divino, mas um teólogo fajuta, um brilhante advogado de porta de cadeia, um ressentido perigoso e profundamente humano. Alguém que ao tentar explicar o sofrimento, acabou sacralizando-o.
Alguém que, em suas cartas aos Coríntios e a Timóteo, despreza e desaconselha a filosofia e o pensamento crítico. Provavelmente Paulo foi além de tudo um doente no sentido clínico mesmo. Onrei comenta que o estrionismo ou exibicionismo moral, cerca de 30 anos de teatralização de um personagem imaginário eleito por Deus, escolhido por ele para transformar o planeta.
Toda essa crise é idêntica à ilustração de um manual de psiquiatria. Capítulo das neuroses, sessão das histerias. Eis uma verdadeira histeria de conversão.
A brutalidade ideológica, a intolerância intelectual, o culto da saúde ruim, o ódio ao corpo jubiloso, o desprezo às mulheres, o prazer na dor que se inflige a si mesmo, a desconsideração deste mundo por um além de pacotilha. Freud vê a origem da histeria na luta contra angústias de origem sexual recalcadas e sua realização parcial sob a forma de uma conversão no sentido psicanalítico, mas o outro sentido também convém. Quantas de nossas culpas, medos e repressões ainda falam com a voz de Paulo: "Não permita que o eco distante desse sujeito problemático atormente seus pensamentos e sua visão de si mesmo.
Está tudo bem ser um ser humano com medos. desejos, impulsos, fantasias e pensamentos intrusivos. Não tem nada de errado em fazer sexo, em usar preservativo, em não se submeter ao que soa injusto.
Ninguém é perfeito e não existe inferno. Tenha por si mesmo o respeito que Paulo não teve por ele, [música] nem por ninguém. Não importa quantas igrejas do seu bairro disseminem a cegueira milenar sobre o caráter desse indivíduo.
Você agora tem as ferramentas para questionar isso e pensar por si mesmo. O mundo do progresso, do humanismo e da ética está cada vez mais curado do dano causado por Paulo, Agostinho e tantos outros espíritos doentes do ideal aso. Se você concorda que esse questionamento é muito importante, deixe o seu like no vídeo e se inscreva no canal para podermos contribuir com essa cura através de poderosas doses de razão três vezes por semana.
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