[Música] os últimos 20 anos a produção de alimentos no Brasil cresceu para as mais variadas culturas e criações de animais em 2021 por exemplo a inbrap divulgou números que colocam o país com a maior exportação mundial de soja do planeta foram 91 milhões de toneladas é o terceiro maior produtor de milho com 105 milhões de toneladas e feijão com 3 milhões mais de 1/3 da produção mundial de açúcar é gerado aqui e o maior volume de carne bovina exportada do mundo é do Brasil país que abriga 16% do rebanho Mundial mas com números tão altos
porque ainda existem cerca de 33 milhões de brasileiros passando fome e qual seria a solução o programa de hoje busca mostrar alternativas no arquivo a de hoje nós vamos conhecer juntos sobre a agroecologia Você sabe o que é [Música] é possível a gente produzir alimentos com respeito ao meio ambiente e alimentar o povo né então assim o que que é agroecologia produzir alimentos saudáveis para alimentar o povo agroecologia é o o homem e a mulher se relacionar com a natureza de uma outra forma né de conviver com ela porque nós somos parte da natureza tendo
o princípio da do respeito a aos demais seres da natureza mas com foco na produção de alimentos no Cuidado da biodiversidade no Cuidado da semente das águas das florestas a agroecologia como ciência é um modelo de produção que prea pelo conhecimento científico mas que busca ficar bem longe de agrotóxicos e fertilizantes sintéticos desenvolvidos a partir das tecnologias criadas durante a segunda guerra mundial ele é um conceito que foi agregando as diferentes necessidades as diferentes dimensões de todos esses sujeitos sociais envolvidos nessa luta né nessa nessa caminhada então para a a segurança alimentar nutricional para nós
pro Brasil ela é a realização de um direito humano que é o direito à alimentação aonde todas as pessoas têm o direito de estarem Livres da Fome tendo acesso à alimentação saudável e quando você pega esse conceito de alimentação saudável nós não estamos falando simplesmente de uma composição ideal de nutrientes nós estamos falando de um saudável Muito Mais amplo que expressa a cultura alimentar o patrimônio alimentar os modos de produzir os modos de consumir alimentos e é uma trajetória de vida né é um alimento que desde a terra da semente da mão que trabalha essa
terra que trabalha a semente até depois do nosso prato é uma uma uma trajetória de vida e agroecologia expressa isso uma estratégia eh fundamental para a superação da fome mas não qualquer fome né Não qualquer superação na verdade mas falando de uma comida né que é uma comida de verdade né uma comida limpa de veneno limpa também de sangue né e o que que isso quer dizer que é uma comida que é produzida pela Agricultura Familiar pela reforma agrária sem a violência né da expulsão dos povos do campo floresta e Águas né dos povos de
terreiro dos povos quilombolas dos povos indígenas eh É nesse tipo de de processo de de de construção da comida que chega no prato das pessoas é que a gente acredita e a gente aposta e não é uma aposta qualquer né é que a gente defende né Nós acreditamos no movimento agroecológico que Agro Ecologia tem como alimentar as pessoas e a melhor forma de entender isso é conversar cara a cara com quem vive a realidade na prática é o caso do seu José que vive em Magé no Rio de Janeiro já na chegada ele nos mostra
as sementes que guarda com muito orgulho são as chamadas sementes crioulas que não sofreram interferência da indústria e são passadas de geração para geração me mostra que a semente do milho veio de Sergipe e o feijão do Rio Grande do Sul Seu José também produz Mel bananas Aim e outras culturas Esse é o tipo de agricultura que eu quero praticar porque eu sei que eu tô me alimentando com uma agricultura saudável e sei que a gente vai est também partilhando com a sociedade né com as pessoas a partir dos produtos que a gente comercializa também
uma um alimento saudável alimento sem nenhum risco pra vida das pessoas eu eu via meu pai trabalhando lá no interior da Paraíba década de 70 Ainda me lembro disso ele trabalhando com milho e feijão e fava né e aqui a gente tá trazendo essas sementes criola pra gente poder adaptar a região Então esse milho que a gente tá produzindo hoje aí já é um milho já de semente criola não é mais aquele aquele híbrido isso a gente já aboliu saiu da vida da gente e agora a gente trabalha em semente criola nosso objetivo montar um
banco de semente para que a gente possa socializar aí com com os outros agricultores José nos explica que produzir alimentos agroecológicos é acima de tudo um trabalho de educação ele aprendeu muitas coisas mas a relação de troca de conhecimentos entre os produtores é fundamental porque assim tem tá na na cultura dos nossos agricultores a questão do do dos chamados defensivos agrícolas que o pessoal chama de de remédio mas que não é remédio é veneno e as sementes híbridas entendeu então tá sendo um processo de transição então a tá mostrando que o milho que a gente
tá produzindo é um milho que dá um dá umas espigas boas que é um milho comercializável né é um milho saboroso Ou seja que é um milho propício para para você comercializar você não vai ter problema e as outras as outras culturas né eh aos poucos é que a gente vai tentando e aprofundando com o nosso pessoal E falando em educação Qual a diferença entre agroecologia e agricultura orgânica embora frequentemente confundidos apresentam diferenças importantes a agroecologia promove a diversificação de culturas e o manejo de pragas e doenças enfatiza a sustentabilidade social ambiental e econômica valoriza
a participação ativa das Comunidades rurais e movimentos sociais e além disso promove a agricultura familiar camponesa também incentiva o uso de técnicas adaptadas localmente já a agricultura orgânica segue regras critérios e regulamentações específicas para a obtenção daquele Celo orgânico é necessário atender aos padrões estabelecidos como a ausência de agrotóxicos e uso de práticas específicas de manejo a agroecologia também busca a justiça social o fortalecimento das Comunidades rurais e o respeito às condições de trabalho no campo valoriza a produção autosustentável permitindo aos agricultores desenvolver seus próprios insumos como adubos sementes e produtos para o José viver
de agroecologia é um modo de vida e o campo dá muitas lições Olha a vida do campo ensina PR as pessoas da cidade que no campo você vive com mais em sintonia com a natureza em sintonia com a natureza você passa ter um equilíbrio mais até mesmo né você consegue olhar pro céu n Principalmente quando tá assim uma noite de lua de lua cheia quando você tá no meio do campo assim que você e as estrelas e você sente assim a plantação né com orvalho e aí você sente aquele cheiro né aí você vê assim
não vale a pena produzir vale a pena produzir porque porque essa sintonia do homem com a natureza ela é muito rica né então nos dá equilíbrio morar nesse lugar para mim é um presente de Deus é um presente de Deus porque assim a gente tem a possibilidade de cultivar a terra da terra tirar o alimento um alimento saudável praticando a agricultura da vida né em detrimento da agricultura da Morte né que é aquela que é produzida pela questão dos agrotox no nosso caso não é isso cercado pela natureza né aqui as montanhas muita água muito
Verde ainda conseguimos ainda preservar isso e assim com um grupo de agricultores né produzindo muitos ainda em processo de adaptação ainda né nessa questão agroecológica mas nós aqui tratamos agroecologia integralmente voltando ao Rio de Janeiro elizabeta recine explica a urgência de buscar aprimorar esse modelo que vai acima de tudo impactar a vida dos mais pobres e desenvolver a segurança alimentar pra população quando nós produzimos e consumimos alimentos aonde todas as riquezas desse processo são riquezas que são compartilhadas e não concentradas são riquezas que preservam que que respeitam a natureza que recuperam biomas que protegem a
biodiversidade então é um conceito absolutamente eh essencial vamos dizer assim a expressão verdadeira da garantia da segurança alimentar e nutricional no Brasil da maneira como nós estamos construindo essa história é a expressão da transição agroecológica né de mostrar viabilidade mais a ros faz parte da associação florira agroecológica no Rio Grande do Sul que surgiu de uma inicitiva de incentivar produtores a abastecer a própria mesa e comercializar o que é produzido de forma agroecológica muito mais que só um jeito de produzir né Ele é um jeito de viver na roça né é uma é uma uma
Filosofia de vida a agroecologia além da gente produzir de forma harmônica com a natureza né utilizando os recursos naturais não utilizando nada de produtos químicos né também se preocupa em estabelecer novas relações entre os seres humanos né relações mais harmônicas né sem violência sem opressão sem machismo né sem nenhum tipo de violência nem opressão e também se preocupa né com a questão social que é quem vai poder se beneficiar né ou se alimentar desses alimentos que a gente produz de forma agroecológica né então tem tem a questão também da emancipação política que é muito importante
não todas as pessoas que realizam agroecologia está subentendido que elas elas entendem de todo o processo ao qual elas fazem parte né não é uma pessoa que sabe mais nem outra que sabe menos mas todos são sujeitos de aprender juntos e esse é um É vamos dizer assim é um exemplo de de coletividade de ação coletiva que dá certo né então a agroecologia sendo feita na prática porque é isso né Essa dimensão da coletividade do compartilhamento de saberes né de de da gente saber que por exemplo assim a produção de um agricultor pode ajudar na
produção do outro a forma como um produz os con que um traz as sementes são partilhadas os insumos são produzidos de forma coletiva e para Rosi o sucesso da agroecologia se dá muito pelo esforço das mulheres no que eu tenho acompanhado assim as nossas mulheres são as que primeiro fazem agroecologia na prática né porque elas estão sempre preocupadas com o alimento que vai na mesa porque é construído socialmente que a mulher que faz a comida né então isso é uma preocupação então tão inerente ainda e que a gente quer mudar também isso né que também
a essa divisão sexual do trabalho seja superada E então a preocupação com a semente vem muito disso né a mulher é uma é um ser que cria um novo ser né gera um novo ser carrega dentro de si um novo ser e por isso então ela se preocupa primeiro com essa questão né e a semente criola é é a possibilidade da gente fazer agroecologia na prática sem semente criola não há como a gente fazer agroecologia que a semente que tá no mercado ela vem condicionada a um pacote químico e a semente criola ela possibilita que
a gente possa escolher o modelo de produção né ela se adapta às condições da terra então quando a gente tá fazendo agroecologia no início às vezes a gente encontra um solo que não tá Ah muito fértil precisa recuperar esse solo e a semente criola vai se adaptando a essas condições e vai produzindo né e também nos dá a chance de manter essa semente né indiferente da semente comprada a semente criola a gente pode manter né por muitos mos anos a Rosi teve a oportunidade de mostrar trocar e vender o que produz na feira dos Sabores
e saberes no Rio de Janeiro o evento aconteceu recentemente em paralelo ao 12º Congresso Brasileiro de agroecologia são lições bonitas que agroproductos [Música] eles ajudam projetos de solidariedade como a cozinha [Música] solidária o aumento da produtividade Agrícola no Brasil nas últimas décadas se desenvolveu por meio de muitas inovações tecnológicas focadas no agronegócio mas não suficientes para sair da ideia de mercado e lucro para uma ideia de Distribuição e acesso à alimentação este cenário nos faz olhar para a etapa seguinte do sistema alimentar porque os alimentos produzidos não chegam a toda a população quais os entraves
para que alcancem a mesa de todas as pessoas pra gente produzir um alimento limpo não basta eu substituir uma prática né ah não uso tóxico uso bioinsumos mas não é só disso que se trata se eu tô fazendo isso dentro de uma área em que houve uma havia uma população né Eh um povo indígena era uma área né de um povo indígena de demarcação eh Será que de fato Esse alemento é agroecológico será que se esse alimento é produzido sob alguma forma de violência de violência doméstica né de coersão eh entre instituições e entidade será
que esse esse elemento é realmente agroecológico então outras perspectivas começaram a embasar e e a pautar O que é né agrec olia na na sua essência principal e a partir daí outros princípios agrecol nóg foram eh incluídos nessa perspectiva então a gente entende né então a gente falou da da parte científica da parte prática e aí entra entra o movimento social né então a agroecologia começou a permear ou pautar outros princípios que são fundamentais éticas né do do ponto de vista ético e político para eh transformar a prática e a ciência que a gente vem
produz solidariedade é um valor que ele é presente na humanidade faz parte da humanidade mas ele tá tá sendo cada vez mais secundarizada em cima no de um único valor que é o valor financeiro Então solidariedade é um valor econômico e a economia solidária ela é exatamente uma forma que precisa ser promovida na sociedade porque a solidariedade ela deve ser um valor permanente não só num na hora da crise na hora da crise ela apareceu com muita força só que a política pública ela deveria exatamente incentivar isso que faz parte mesmo da natureza humana né
a o ser humano é um é é um ser gregário e solidário ele ele é cooperativo ele não é competitivo então Eh toda a lógica da agroecologia ela ela leva a exatamente a fortalecer essa potência que existe no ser humano na relação entre seres humanos e na relação com a natureza ao contrário do agronegócio que é é uma agricultura Que prima pela competitividade Esso faz parte do discurso né você precisa ser competitivo para sobreviver é a luta de todos contra todos a falta de acesso regular a uma Alimentação adequada por grande parte da população brasileira
tem sido um dos principais desafios enfrentados pela sociedade ao longo dos últimos anos o país havia saído do mapa da fome da Organização das Nações Unidas em 2014 por meio de estratégias de segurança alimentar e nutricional aplicadas desde meados da década de 1990 mas voltou a figurar o cenário obtendo um especial agravamento ao longo da pandemia de covid-19 em 2022 segundo inquérito sobre insegurança alimentar mais de 33 milhões de pessoas não tem garantido do que comer conforme o estudo mais da metade 58,7 da população brasileira convive com a insegurança alimentar em algum grau leve moderado
ou grave o retorno do conia é o retorno de num momento muito complexo do país não só porque nós temos milhões de pessoas em situação de fome mais da metade da população brasileira com diferentes níveis de insegurança alimentar mas o Brasil tá muito mais complexo o mundo tá muito mais complexo então é uma retomada necessária é uma retomada desafiadora mas também é uma retomada aonde é muito Evidente o quanto a sociedade civil brasileira tá comprometida e tem todas as condições de fazer nos as políticas públ Av n e a gente realmente pensar que é viável
e possível retomar os avanços que foram perdidos num outro patamar o desafio de erradicar a fome e dar condições mais dignas de vida ao povo que vive no campo é uma preocupação do governo federal o ministro Paulo Teixeira do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar afirma que é preciso e o papel do estado brasileiro nesta pauta Todas aquelas políticas foram desarticuladas E aí o Brasil voltou pro mapa da fome e tem uma segundo paradoxo é o Brasil é um exportador de grãos para alimentar o mundo e tem gente no mapa da fome e tem
um terceiro paradoxo que uma parte dos brasileiros passaram a se alimentar mal com ultra processados o que gera muito problemas de saúde portanto a nossa missão é soberania alimentar produzir alimentos para alimentar adequadamente o povo brasileiro ter um sistema alimentar resiliente sustentável includente e é por isso que a agricultura familiar é muito importante presidente Lula recriou o MDA vinculou O Incra anater Conab CEAGESP seasa e assim nós estamos fazendo um programa de aumentar a produção de alimentos para chegar na mesa do povo brasileiro e também fazer essa transição para uma agricultura agroecológica nós temos que
ter uma agricultura que ajude a restaurar os biomas de tal sorte com que nós possamos enfrentar essa crise climática e reverter todos os fenômenos nós estamos vivendo hoje que os mais pobres é que sofrem com essa crise climática olhar no Brasil de um lado muitos agricultores que querem migrar para uma agricultura agroecológica de base sustentável uma agricultura que produz orgânicos né abandonando os agrotóxicos né e usando técnicas agrícolas sustentáveis né e é um movimento que envolve muitos agricultores mas envolve também consumidores muitos consumidores já não querem mais produtos com agrotóxicos né já são exigentes Eles
já conhecem os efeitos pra saúde desses produtos com agrotóxico e por essa razão esse movimento é um movimento que não vai [Música] parar a agroecologia é uma abordagem essencial para combater problemas ambientais sociais e políticos mas para isso é preciso muita força as lutas sociais é o que faz com que a história ande pra frente então eh o a a agricultura camponesa Agricultura Familiar povos indígenas povos de comunidades tradicionais eles historicamente são eh violentados foram violentados continuam sendo violentados e eh em nome de uma suposta modernidade de uma agricultura moderna e que esses agricultores Ou
eles eh assumem essa modernidade Ou eles não terão espaço no mundo moderno por Jun são capazes de competir e tudo então eles é um tipo de agricultura sempre considerada atrasada então a importância dos movimentos é exatamente dar a volta Nesse discurso e fazer a luta na exatamente demonstrando que é essa agricultura agricultura que alimenta essa agricultura é a agricultura que preserva o meio ambiente é a agricultura que preserva a cultura né é a agricultura que tá preocupada com os valores que fazem com que a sociedade elas ela ela tem perspectiva de futuro e pensar em
o futuro sem o lugar para a solidariedade não passa pela cabeça de quem pratica agroecologia no Rio de Janeiro pertinho dos Arcos da Lapa existe uma turma que não mede esforços para fazer o bem a cozinha solidária ajuda a matar a fome de quem não tem nada ou melhor de quem só tem as ruas para existir é um olhar de amor ao próximo sem julgamentos alimentar quem vive nas calçadas traz a dignidade humana nessa marmita né Quais são os ingredientes hoje amor primeiro lugar né que as nossas ciras sempre falam do amor que é o
mais essencial uma comida digna que é Serro é uma comida que as pessoas não experimentam né Elas experimentam tem que tá um tempero certo para doar que doa com todo essa solidariedade esse laço de solidariedade ele é por amor mas hoje a gente tem chuchu a gente tem vaca tolada Então arroz feijão agroecológico Então vai ser uma quentinha bem legal pra população aqui da Lap quem nos apresenta como funciona é o Guto que ajuda não somente nessa mas em outras cozinhas do movimento aqui todos são comprometidos com a boa vontade e saem cedo de casa
para colocar a cozinha para funcionar então a cozinha ela funciona da seguinte forma a parte da parceria com a sociedade civil né pessoas que são voluntárias aqui dentro junto com nossos militantes de doação então é muito importante é mesmo que a pandemia deu uma amizada as pessoas continuarem doando ainda pro projeto das cozinhas solidárias projeto nacional hoje são mais de 50 cozinhas solidárias por todo o Brasil aqui no Rio de Janeiro a gente tem dois e tá abrindo mais uma cozinha no morro do céu lá em Niterói então é importante a participação de todos e
todas pra gente continuar nessa campanha de solidariedade na segunda-feira servimos 1000 quentinhas 800 na porta aqui da cozinha da Lapa e 200 quentinhas para servir em volta aqui da região do centro do Rio de Janeiro hoje vamos servir 500 quentinhas aqui na porta tem a parceria junto com a Conab né vi paa e o MPA e é importante a gente dizer que os alimentos que são preparados essas marmitas são todos assim de uma qualidade é é muito boa são todos orgânicos e produzidos pelos pequenos produtores né isso isso mesmo aqui a cozinha da Lapa ela
vai ser precursora nesse sentido eh porque a gente faz a parceria aqui com o MPA e todos os alimentos servidos aqui na Cozinha desde 2021 né são alimentos produzidos sem venenos s o mais importante né então a gente leva comida saudável PR as pessoas que não TM acesso ontem mesmo aqui na Praça Tiradentes no Rio de Janeiro a gente fez uma ação de sacolão solidário junto com o MPA né de alimentos que que de hortalicas e algumas alguns legumes Então a nossa ideia né o alimento saudável é na beira do fogão há um calor de
mais de 40 G que a Jovita se dedica à causa ela se sente realizada com o que faz a gente não tá dando esmola não pega uma quentinha aqui eu vou ofere ali não a gente faz a comida com muito amor com muito carinho para entregar o povo da rua porque o povo a gente somos povo as pessoas que vive ali também é povo né porque não tem uma dignidade de uma casa de um lar Às vezes perdeu o trabalho às vezes foi despejada às vezes não teve condições de pagar que seja um miserável não
é porque às vezes a a vida é muito dura é muito cruel paraas pessoas humilde engal a gente eu faço duas cozinha uma no Sapê outra no Morro do Céu já tem 9 anos de luta aqui dentro do movimento e eu gosto muito do trabalho que eu faço aqui a cozinha do Rio eu venho ajudar participar junto com as minhas amiga com o povo né que lida comigo é uma coisa gratificante porque a gente é um trabalho que a gente faz com amor com muito carinho servi o almoço dá pras pessoas que necessita que precisa
porque a gente não pode ver só o nosso lado a gente tem que ver o lado das pessoas mais pobre ainda do que a gente gente mais oprimida ainda do que a gente então esse papel da cozinha solidária é um papel muito lindo é um trabalho que muita gente aí deveria fazer que não faz e a gente abraçamos esse serviço as cozinhas solidárias tem um enorme potencial político e social quem está aqui tem um maior conhecimento das realidades locais e isso é uma grande vantagem as ações apesar de em menor escala reúnem condições de chegar
em comunidades vulneráveis e periféricas cozinhas solidárias ou comunitárias podem ser um poderoso meio de combate à fome mas é preciso mencionar que as cozinhas podem ser um importante espaço de conscientização e mobilização tem um papel muito importante não só em reduzir o impacto do difícil acesso ao alimento mas também pelo exemplo conscientizar a sociedade a nossa luta não é as mar de rosa é com muito esforço é com muita luta com muito sofrimento mas a gente não desiste Eu sou uma mulher que eu não desiste uma mulher quando eu falei que eu vou entrar para
movimento quando eu entrei é para ganhar não para perder é muito importante é muito lindo o nosso trabalho gente se vocês ver como é que o trabalho nosso da gente tá aqui nessa quintura fazendo com comida fazendo as coisas para a pouquinho arrumar tudo servir o povo aí fora que tudo fresco tudo com carinho tudo com amor não tem dinheiro não tem preço que paga o nosso trabalho e quase todos os ingredientes necessários para fazer as marmitas das cozinhas são gerados pelo MPA o movimento dos pequenos agricultores Aliás foi para cá que vieram alimentos produzidos
pelo seu José que conhecemos no bloco anterior hoje o movimento em todas as regiões do Brasil em mais de 17 estados e a nossa principal função n Qual a missão do MPA né a missão do MPA é organizar produção de alimentos para poder alimentar o povo Essa é nossa missão é organizar produção de alimentos fazer a transição do modelo de agricultura baseada nos agrotox nos fertilizantes químicos PR produção sem veneno para poder chegar na cidade Nós acreditamos e lutamos de que é e não só possí é necessário fazer mudança do modelo de produção de alimentos
baseada nos agrotox fertilizantes para modelo sustentável sem agrotóxico agroecológico Porque grande parte da população brasileira tá uma parte não tem não tem comida né os dados oficiais falam de 33 milhões de pessoas passando fome a gente quer produzir alimentos para alimentar essas pessoas e também tem outra parte da população que tá adoecendo em função do seu padrão alimentar em função de de ultra processado de muito alimento agrotóxico a nossa missão é produzir alimentos para abastecer a cidade para alimentar o povo brasileiro para que a gente tenha uma vida de qualidade a partir da alimentação esses
movimentos eles têm um Horizonte pro de futuro Horizonte de uma sociedade harmonizada com a natureza entre ela mesma e sabendo que a agricultura camponesa ela faz parte do Futuro né Então essa reafirmação do campesinato é um é uma das coisas assim que eu mais tenho admiração no no movimento dos pequenos agricultores porque tem isso como uma afirmação e fazendo com que isso seja compreendido pelo conjunto da sociedade Por que agroecologia tem que estar na boca das pessoas na hora de almoçar né Na hora de tomar o café ou quando você sabe que não tem isso
na sua casa e o qual é a importância da agroecologia para mudar esse quadro né então a agroecologia na boca do povo também é esse de fazer o debate cotidiano e que a agroecologia faça parte da da do da rotina das pessoas da conversa das pessoas que as pessoas entendam o que que é agroecologia e o que que ela afeta diretamente na Perspectiva afetuosa né de na construção de uma nova sociedade a partir de sistemas agroalimentares mais justos e mais [Música] Democráticos é no bairro de Santa Teresa que um lindo casarão do século XVI chama
a atenção de quem passa lá funciona o Raízes do Brasil um ambiente acolhedor cercado por muito verde e decorado com um estilo rústico que lembra o campo Às quartas e sábados o Raízes do Brasil oferece uma feirinha agroecológica com frutas verduras e legumes frescos durante a semana os consumidores também podem comprar na lojinha são produtos naturais e artesanais como arroz feijão café milho chocolates geleias bebidas entre outros itens Às vezes a gente não tem um supermercado e talvez ainda bem que a gente não tenha um supermercado mas a gente ten um raízes e eu compro
Tod as coisas do Arroz ao feijão a farinha a hortaliça eu compro no raízes diariamente a gente tem um arroz maravilhoso né que as vezes as pessoas e às vezes aquela é a e a reclamação natural da sociedade Urbana né ih eu encontrei uma lagarta na salada né nada mais saudável do que encontrar uma lagarta na sal então quando eu encontro uma lagarta eu digo Opa maravilha aqui não tem agrotóxico é o primeiro indicador né de que aquele produto é um produto saudável às vezes eu viajo e não consigo ter acesso a determinadas comidas que
eu tenho na minha casa todo dia Eu faço compra aqui na quarta e no sábado e eu venho aqui fazer as compras e E aí eu passo a semana me alimentando exatamente dessas verduras né quando a gente viaja às vezes eu viajo a trabalho curso seminário eu passo a função orgânica muda completamente minha transpiração é outra a minha forma de falar é outra e meu intestino funciona completamente diferente ele muda completamente então não só pela questão orgânica mas também pela questão cultural é de F fundamental importância que a gente consuma determinados produtos e produtos saudáveis
e isso é importantíssimo no meu dia a dia os clientes também podem desfrutar de um café camponês Tudo é produzido pelos produtores que praticam a agroecologia O Henrique é consciente de que apoiar a agroecologia como consumidor leva a proposta a um outro patamar resgatar o nome raiz resgatar as raízes que o Brasil tem dentro do processo agroecológico é deita importância fundamental eh duis duas questões que pertencem Isso aí Uma é desnaturalizar a própria comida essa ideia de que a natureza dá tudo e a natureza te oferece tudo ela tem que ser eh contornada de alguma
forma para mostrar que isso não existe se não for com o movimento político a natureza não permanece se não houver um movimento político a permanência da natureza né então a ideia de agroecologia de você manter as raízes que são nossas né todas essas verduras essas frutas eh todos esses produtos que vai do feijão a cachaça né nada mais significativo pra gente e e não esquecer o processo de escravização no Brasil que passa pela cana de açúcar é uma raiz importante que a gente tem que tá o tempo todo lembrando é de sua importância para você
constituir uma sociedade consciente crítica e voltada para alimentação saudável e aqui eu pude ter um encontro de conterrâneos a Andresa me apresentou o local e explica os significados sergipana de Porto da Folha está no Rio há 3 anos ajudando a construir o espaço mas também levando de volta a sua terra os aprendizados daqui Andresa O que é o Raízes do Brasil o Raízes do Brasil é um espaço que traz para dentro da cidade o debate sobre a importância da alimentação saudável quando a gente fala de alimentação saudável a gente tá falando de alimentos que é
produzido de forma agre ecológica por camponeses camponesas mas também em hortas urbanas que é com a utilização de adubos que a gente chama de bioinsumos que é a base de vida de nutrientes mas também que levea em consideração o que os Camponeses têm no território né o que ele tem disponível que pode converter pra produção sem uso agressivo de eh fertilizantes e agrotóxicos que contamina não só os alimentos mas também o solo as pessoas então o raisis do Brasil ele surge com essa proposta do movimento pequenos Agricultores de ter um espaço na cidade para trazer
a produção dos Camponeses e das camponesas e a partir daqui abrir o debate sobre a importância da alimentação saudável o Raízes do Brasil surge como uma proposta do Movimento dos pequenos agricultores de abastecer a cidade com alimentos mas traz também uma dimensão de conscientizar sobre a importância da agroecologia Então esse espaço ele traz um pouco do que a gente tem né movimento e as nossas relações são muito místicas e muito colorida porque a gente entende que é isso né a festividade da das cores das pessoas a diversidade a diversidade de gente a biodiversidade de alimentos
de animais e então esse espaço ele traz um pouco essa perspectiva e vem dando cara e todo mundo que vem vem trazendo um pouquinho do que é e a gente vai dando essa identidade né Ele é um espaço que é pro camponês é um espaço que é pra Juventude é um espaço que é pra mulher negra para LGBT é um espaço que tem que ter a diversidade que a gente entende que o nosso mundo ele precisa [Música] acolher a agroecologia desenvolve meios rurais sustentáveis promove o conhecimento científico e também divulga os saberes tradicionais e isso
faz bem para muita gente e entendendo que a agroecologia é um meio de conhecimento por não reunir acadêmicos com os produtores de todo o Brasil além de movimentos sociais o povo ribeirinho indígenas quilombolas e lideranças femininas e políticas todos o mesmo espaço para discutir o que tem tem sido estudado nas universidades mas também as experiências do campo no Rio de Janeiro mais de 5.000 pessoas participaram recentemente do 12º Congresso Brasileiro de agroecologia a Fundição Progresso e outros espaços do centro do Rio tiveram uma programação diversa durante quro Dias oportunidade para pessoas como a adriela de
Pimenteiras no Piauí trocar conhecimento sobre o tema eu sou de Pimenteiras Piauí é de uma localidade comunidade chamada Serra do saco novo eu estou aqui hoje apresentando a minha experiência juntamente com a minha família né Nós temos quintal agroecológico quintal produtivo eh nós temos mais assim plantas medicinais mas nós plantamos tudo diversos né plantas frutíferas as plantas nativas mas focamos mais nas medicinais Porque a partir delas nós produzimos o os medicamentos naturais que são xaropes Garrafadas tinturas e também a produção Ela tanto é para nosso alimento né pra família como também para vendas ao lado
de adriela outra nordestina só que de Codó no Maranhão Maria José faz parte das quebradeiras de coco babaçu Nossa Associação nós trabalhamos com 38 mulheres né que trabalha e quebrando coco eh fazendo carvão outras faz bolo biscoitos mesocarpo nessa feira a gente trouxe o mesocarpo que é um produto que serve para desnutrição alimentação e é um antibiótico natural a gente trouxe aqui para cá o biscoito do mesocarpo né amanteigado que é feito com povilho ou com trigo para quê que é uma alimentação saudável que ajuda a desnutrição dos filhos da gente sendo que criança elas
não gosta de comer uma comida saudável e é uma uma massa e que você pode estar introduzindo no no Vit na alimentação que seu filho mais gosta no chocolate fazer um bolo então ele vai comer uma comida saudável que vai ajudar na instrução sem rejeitar agrologia ela veio para abrir um leque de conhecimento pequeno agricultor e a gente uma vida mais digna né requer renda a gente vê aqui pela asa né ela que curtiu nossas viagem pra gente est trocando ideias e Conhecendo novos eh projetos companheiros da Agricultura Familiar e as sementes crioulas tiveram um
destaque importante por aqui na feira nacional dos saberes e Sabores da agroecologia durante o congresso participantes puderam ter um momento de espiritualidade cada produtor que sentiu o desejo da comunhão entre irmãos pode aproveitar a presença do padre Josafa Siqueira da Arquidiocese do Rio de Janeiro ele conduziu um momento de fé e significado a gente fica pensando o quanto o Papa Francisco né em siica laudato sui tinha razão né quando ele falava que é importante resgatar essas experiências né que ainda que seja pequenas elas são potenci né e é isso É Que Nós aprendemos o evangelho
de Jesus né a semente Zinha pequena mas que é por detrás da pequenez ela conserva uma potencialidade né a semente do Grão de Mostarda a semente do Palm lato a semente do eucalipto né são sementes muito pequeninhas mas elas conservam uma potencialidade enorme para depois tornarem árvores grandes então quando a gente vê uma experiência como essa nós agradecemos muito a Deus a possibilidade de a sociedade e civil se manifestar nessas formas mais alternativas né de poder recuperar essa relação do homem com a natureza o congresso também deu espaço ao fica Eco segundo festival internacional de
cinema agroecológico eu conversei com a organizadora Dagmar TGA que explicou qual é o lugar do cinema dentro do contexto da agroecologia a gente recebeu 215 filmes e foram selecionados 31 né desses da amra principal especial e a gente tem desde ficção animação documentários experimental né então eh São temas variados Né desde eh meio ambiente a questão de gênero o racismo estrutural né Eh agroecologia eh os agrotóxicos né Eh enfim toda essa Gama dessa biodiversidade que a gente vive que é a nossa sociedade Congresso Brasileiro de arcologia é um lugar de fala importante demais né Eu
acho que é um dos maiores que existe hoje na atualidade assim mundialmente falando e essas esses lugares de fala são importantes mas eles se convergem São 26 lugares que falam né que as pessoas trocam saberes trocam informações e se convergem a criatividade ela é impressionante né cada um no seu aspecto nessa sua narrativa cinematográfica eh que traz essa arte que envolve né são filmes musicais São filmes que trabalham a ficção a dureza do dia a dia né como agora tá passando né é pureza a gente precisa saber o que é injustiça quem é o injustiçado
ou injustiçada quem pratica essas injustiça Então tudo isso é troca e saberes que a gente precisa entender tanto a crianças adolescent jovem adultos né A melhoridade então isso é importante e creio que o fica ele Ele veio para ficar acho que como a Dira fala Dira Paz ficar que veio para ficar e pelos sinais que tem dado a agroecologia também veio para ficar e o congresso reforça um legado primeiro um legado para dentro do próprio movimento um legado para dentro do movimento agroecológico porque ele é um movimento que vai se conectando com outros movimentos ele
vai bebendo na fonte de outros movimentos e se enriquecendo com eles ao mesmo tempo ele vai sendo con ido e incorporado por outros movimentos nós vivemos num país que o racismo estrutural ele não deixa nós nos desvincular do nosso passado Colonial a gente precisa se desvincular a isso as lutas antirracistas são fundamentais e a gente sabe que construir a agroecologia sem a gente superar o racismo também a gente fica bloqueado mas da mesma forma o movimento antiracista eles se enriquecem quando incorporam e compreendem uma outra perspectiva de ver a agricultura ver a alimentação defender tradições
alimentares Então esse tipo de conexão eu diria que é o principal legado é um legado de construção de acumulação de forças na sociedade acho que esse é o grande legado mas a gente acredita nessa nessa ciência democrática nessa ciência emancipatória que que é construída com Os territórios com as pessoas com as comunidades né o conhecimento ele é né nessa perspectiva or horizontalizada da ecologia de saberes então para nós eh eh chegar que é o momento de a gente registrar todo esse trabalho anterior de articulação de experiências né territoriais e eu diria que com esse programa
podemos aprender que a agroecologia tem o rosto do povo brasileiro representado aqui por pessoas que dedicam a vida a uma causa o Humberto o Paulo o Guto o seu José mas principalmente as mulheres que tem na sua identidade uma força que vem dos desafios da vida A Jovita a rosielle a Fernanda a Dagmar E a Andresa ensinam que é preciso não [Música] desistir [Música] [Música] k k