[música] A floresta vive. Estamos prontos para ouvir suas histórias. E é aqui que mora Encantaria, no que só é revelado quando prestamos atenção.
[música] Trago no DNA essa responsabilidade com o cajuba, com o cacau. Já desde criança a gente vive, respira isso. Empreender foi um caminho de sobrevivência.
>> Meu nome é Thís Cocama. E vou guiar vocês e meu amigo Brook por essa imersão na Amazônia Paraense. Vamos [música] conhecer gente que protege a mata e dela gera desenvolvimento sem ferir seu coração.
>> Quando a gente fala de tecnologia, a gente nunca pensa na floresta, por exemplo, né? E a floresta, ela é uma das coisas mais tecnológicas que existe. >> Homens e mulheres que transformam trabalho em arte.
>> A gente fala muito em design. E a madeira é sempre vista como um item de luxo, mas que para isso a gente vai extrair mais coisas da natureza. Nós não precisamos de algo novo.
A gente precisa que o novo seja o nosso olhar sobre o que a gente já tem. [música] >> E fazendo a floresta sua parceira, erguendo não somente seu sustento, mas também [música] deixando um legado inovador para o território onde vivem e para os que ainda estão por vir. A costura para mim foi transformador.
Não sabia que que a costura poderia transformar minha vida e movimentar a economia da cidade. >> Porque se tem pequeno negócio, tem futuro. [música] E a Baitetuba, ela sempre foi conhecida como um polo da carpintaria amazônica, tanto pela construção das embarcações, [música] quanto das residências, né, das palafitas, que são as residências de Beirinha, a beira dos rios ali, né?
E meu pai, que era um jovem lá no no rio Bacuri, sem muitas [música] perspectivas, criou cinco filhos e hoje é uma [música] referência para nós. Então, essa história é a história também de muitas famílias amazônidas. E [música] e o design das águas, ele é inspirado em tudo isso.
[música] O amor, eu acho que ele é realmente o principal norteador das nossas tomadas de decisão. Como eu vi ali a minha mãe muito mal, muito devastada pelo luto e as minhas irmãs muito, muito apavoradas com o futuro, com a insegurança, [música] já que a gente tinha perdido o nosso pai, que era o porto seguro de fato nosso. Aí eu [música] fiquei, não, eu vou ter que vai, eu vou ter que crescer.
Quando a gente voltou para cá, pro Tauaré, que é um [música] território que é a herança do do meu avô materno, que era um homem do cacau, aí esse resgate também chamou a gente. A gente tem dois grandes territórios aqui em Belra. A gente tem Flona, que é a floresta nacional do Itapajós, e tem uma área [música] de preservação ambiental.
Então, é um território que é praticamente floresta e que carrega essa história desse povo que plantou e que desenvolveu, entendeu? E que hoje a gente herdou dessa herança biológica. [música] Sempre me inspirou muito a vegetação, a fauna e [música] a cultura marajoara também, né?
O carimbó é muito alegre, né? Carimbó é resistência e eu gosto muito da cor do carimbó, das saias, das [música] estampas. A influência que eu trago disso é alegria, alegria nas minhas peças, cores vibrantes.
Então, veio disso [música] aqui, né, da nossa natureza, do Marajó, da Amazônia. [música] Quando se fala em carpitaria, [música] pelo menos para mim, eu imagino desmatamento, derrubada de árvores. Como que você conseguiu incluir a [música] sustentabilidade nesse negócio?
>> É comum na construção de de [música] de embarcações e o acúmulo de resíduos de madeira. E é exatamente neste ponto que nós atuamos. >> [música] >> Nós reaproveitamos as madeiras descartadas, né, desse dessa produção para elaborar móveis de design autoral e que é executado [música] pelos próprios mestres da carpetaria tradicional.
>> Como que as suas raízes interferem no seu negócio atualmente? A [música] gente se inspirou na tradição e na cultura do cacau para desenvolver os nossos produtos, para falar a nossa história, para montar essa narrativa [música] do da Cacauaré, fortalecendo essa toda essa cosmovisão do cacau, ele [música] espiritual, ele como alimento, ele como um produto gourmet importante [música] que sustenta, né, muitas famílias. O cacau na Amazônia ele tem um [música] um papel de prover subsistência de milhares de pessoas.
Abrimos os olhos. É manhã na floresta amazônica. E o que já é por sua própria natureza grandioso ganha novos sentidos a partir do olhar de pessoas [música] que t a natureza empreendedora dentro de si.
>> Hoje a gente tem o produto dentro do nosso portfólio que é o da Mata [música] Energy Shot, que ele é um produto que tem seis superalimentos aqui da floresta amazônica. Ele é o pioneiro dentro da nossa linha hoje. >> Elas sabem observar, [música] escutar, cuidar.
>> Então, se não tem floresta, não existe sou da mata. [música] valorizar e devolver a mata, o que é oferecido de forma generosa. [música] >> Usar uma matériapra que que é vista como resíduo para que ela passe a ser a matéria-pra [música] de algo novo, inovador e valorizando a nossa tradicionalidade é muito importante.
Então, toda a estética das peças, ela tá impregnada de toda a vivência [música] e cultura da comunidade da carpintaria. Eles contam histórias sobre o tempo através de lendas. [música] >> Compartilhar essas histórias é um dos nossos objetivos, é uma perspectiva de futuro, fazer [música] com que toda essa potência de pessoas, de profissionais que constróem tudo [música] isso possa ser compartilhado.
Não é só falar de uma profissão, né? É falar de de vitória, é falar de [música] de sobrevivência e de uma forma muito bela. >> [música] >> preservam e repassam aprendizados ancestrais passados de geração em geração.
[música] Através da moda é que a gente expressa todo o nosso orgulho, todo o nosso amor pela nossa terra e a nossa cultura, né? A nossa cultura, a nossa ancestralidade, através dos nossos grafismos, dos elementos da natureza. Então, é a nossa forma de expressar todo esse amor e levar mundo aa e tudo isso que a gente tem, né?
O [música] nosso produto ele ele foi construído em conjunto com dois cientistas [música] amazônidas, né, que carregam uma grande experiência de de estudo aplicado aos ingredientes naturais da floresta. E aí a gente olhou pra Amazônia e a gente queria [música] que os produtos eles ofertassem principalmente energia e imunidade pro consumidor. Então a gente olhou para 40 ingredientes da sócio biodiversidade e aí a gente [música] chegou no filtro de seis superalimentos que é açaí, cupulate, guaraná de maoés, camo acerola e jambu.
A [música] ciência ela permitiu a gente descobrir que o nosso produto, ele tem 80% de capacidade antioxidante. Então [música] ele é o aliado perfeito, eu diria, para quem quer se precaver e se se tornar, né, mais forte do ponto de vista de imunidade, [música] do ponto de vista de disposição, para poder ter longevidade na vida. >> Cheirinho de floresta.
>> É, >> qual que é a diferença do [música] cacau cerimonial para o chocolate que a gente encontra nas prateleiras dos supermercados? Então o cacau cerimonial [música] ele é uma massa pura. Então aí a diferença é basicamente a pureza.
A gente faz essa diversidade toda de produtos para mostrar que é possível uma cadeia bem diversa com o único produto cacau, teobroma, né? Alimento dos deuses para os indígen porque exatamente isso, dá para fazer muita coisa. A gente que vai fazer roof to back, que é da raiz a barra, né?
A gente pensa desde o solo, desde a raiz até a barra. envolvendo impacto social, turismo, toda uma cadeia de valor que fortaleça o pertencimento e o protagonismo do território. >> O pequeno negócio é incrível, né?
Ele preocupa o meio ambiente, com as pessoas. Esse cacau sim faz bem pras pessoas. >> Com certeza.
Absoluta. Tem que manter ele vivo. >> Assim é a Amazônia.
Um conto vivo, tecido de fauna, flora e pessoas. poder ter [música] o orgulho de dizer, estamos representando, né, uma comunidade criando móveis em madeira, né, com uma pegada [música] toda muito, muito pessoal e que não é preciso derrubar nenhuma árvore para isso. >> Então, acho que bioeconomia é muito disso, a gente aproveitar esses recursos sem esquecer [música] das pessoas e da natureza, uma forma inteligente de troca.
E nós, ouvindo esse chamado, somos convidados a levar adiante e preservar suas lendas [música] e sua existência. E oupacque.