Oi, oi! Como é que vocês estão? Espero que vocês estejam bem e começando mais um vídeo aqui no canal com esse tema que eu tinha que trazer, porque a gente precisa falar sobre ansiedade e sobre depressão.
Por incrível que pareça, eu já sabia que eu ia gravar esse vídeo com esse tema, mas eu não imaginava que antes de gravar o vídeo eu ia ter uma crise de ansiedade. Então, assim, eu vou contar para vocês um pouquinho como é que foi. Não é de hoje, mas como é que foi minha primeira crise de ansiedade, como é que eu descobri que eu tinha ansiedade, como é que eu fui diagnosticada com ansiedade generalizada e com a depressão.
Então eu vou contar um pouquinho como é que foi tudo e eu sei que a gente precisa falar disso, sabe? E quantas pessoas agora, principalmente na quarentena, estão morrendo, porque estão com depressão, estão com ansiedade. Quantas pessoas descobriram que têm ansiedade e depressão?
Então isso é um assunto que eu bato na tecla e digo com toda certeza do mundo que vocês, mesmo quem não tenha, mesmo quem não tem problema nenhum, procurem se informar, porque uma pessoa que está do seu lado, uma pessoa da sua família, uma pessoa próxima de você pode ter. Eu posso dizer que é bem complicado, é muito difícil para quem passa e para quem está junto também lidar com isso. Então eu vou contar um pouquinho para vocês como é que foi minha história e como é que eu descobri que eu tinha ansiedade generalizada.
Vamos lá! Bom, eu fui diagnosticada no ano passado, 2019, no mês de junho. Eu lembro que foi mês de junho porque eu lembro exatamente, é porque foi uma coisa que mudou completamente minha vida.
A minha vida, tanto no lado profissional quanto no lado pessoal, foi uma revira-volta, assim, então eu lembro por causa disso. Mas vamos lá! Antes disso, antes de procurar ajuda, aconteceram algumas coisas que eu ficava meio assim.
Todo mundo falava que eu passava mal e todo mundo falava que era porque eu era muito ansiosa, que eu não estava com nada, mas eu nunca acreditei. Por incrível que pareça, por mais que eu seja enfermeira e que eu sabia da existência dos sintomas físicos da ansiedade, eu não queria acreditar. Eu realmente não acreditava que aquilo podia estar acontecendo comigo e que os sintomas físicos da ansiedade eram realmente tão perigosos assim.
Então, reais. É porque a gente acha que não, que às vezes tem aqueles comentários de que é frescura, de que nem é tudo isso. É tudo isso, sim!
É muito complicado. Então eu vou contar aí como é que foi minha primeira crise, a crise mais forte, para poder conseguir buscar ajuda e entender que eu precisava de ajuda e procurar um psiquiatra. Então, assim, o primeiro dia da crise mais forte foi o seguinte: eu lembro que eu fui dormir e estava com muita dor de cabeça e com vontade de vomitar, sabe?
Mas eu achei que era uma enxaqueca comum, porque eu estava na TPM. Então eu achei que era normal, eu tinha muita enxaqueca quando estava na TPM. Então eu ia tomar um remédio e ia ficar tudo bem.
E foi isso que eu fiz: tomei um remédio e fui dormir. Até então, estava tudo bem. E de madrugada eu acordei, acordei normal, e fui no banheiro.
Eu lembro exatamente quando eu cheguei no banheiro que fui lavar a mão e olhei no espelho. Quando eu olhei no espelho, meu maxilar enrijeceu, sabe? Eu vi que tinha alguma coisa estranha.
Então eu comecei a ter dificuldade para falar e eu fui tentar falar, porque eu vi que estava diferente e eu não estava conseguindo. Aí a boca começou a ficar seca. Então, foi esse o maxilar enrijecido, a boca ficando seca, e aí eu comecei a entrar em desespero, né?
E quem tem ansiedade sabe que quando os sintomas começam, mais desesperado você fica, mais ansioso você fica. E aí é uma bola de neve e você só piora. Pior se não tiver alguém ali para lhe acalmar.
Você realmente vai piorar, vai ter os sintomas de um piorar muito. Então, assim, quando começaram esses dois sintomas, eu comecei a ficar desesperada. E aí, meus braços ficaram dormentes.
Então, começou aquela sensação de morte, porque eu achei que eu estava tendo um AVC, e aquilo era muito real na minha cabeça, porque como é que eu estava bem e, de repente, meu corpo começa a adormecer? Então foi descendo dos braços para as pernas, ficando dormente. E aí o desespero bate.
Isso era de madrugada. Saí do banheiro, eu lembro que saí acordando todo mundo porque eu precisava ir para o hospital e eu dizia convicta de que eu ia morrer. Assim, eu lembro que na época a gente não estava com carro e tinha um vizinho nosso que fazia trabalho como motorista de aplicativo.
E aí a gente chamou ele, ligou e falou: "Vamos levar ela lá porque ela está passando mal e tudo". A gente foi. E eu lembro que no caminho para o hospital, e eu lembro que bem perto, assim, da casa que eu estava no hospital, e eu lembro que no caminho estava parecendo muito longo, sabe?
E eu só que na cabeça, de que eu ia morrer, realmente, que eu não ia chegar viva no hospital, que ia acontecer alguma coisa. Já tinham falado: "Se acalma, você só está nervosa". Mas é lógico que eu não ia acreditar, como é que eu estou nervosa?
Nervosismo dá isso? Nervosismo a gente fica com o corpo dormente? Não fica?
Eu não acreditava nisso. E aí foi quando eu cheguei no hospital e eu nunca nem paguei o beijo. Nem nada disso.
Nem pensa em nada. Eu só queria um médico. Eu só queria ser atendida, descobrir o que é que eu tinha, que eu queria, na verdade, salvar minha vida, né?
E aí que eu cheguei. Tem umas escadas, assim, sabe? Na chegada do hospital, tem umas escadas, e eu lembro que aí minhas pernas travaram.
É, realmente travaram, e eu não conseguia andar. Sabe quando você tá no sonho que você quer correr e não consegue? Era essa a sensação que eu tinha.
Então, tem um corrimão. As escadas têm um corrimão, e eu puxava, puxava o corrimão para poder subir as escadas, tentar andar. E aí eu vi: não, realmente, isso não é ansiedade, isso é outra coisa.
E aí eu entrei no hospital desesperada, procurando um médico. Eu saí, passei na frente de todo mundo, não vi prioridade, não vi nada. Eu entrei na sala e só disse: "Eu preciso, tô passando mal, eu vou morrer e eu preciso ser atendida.
" E aí eu lembro que a pessoa que me atendeu na triagem disse: "Ó, eu tô vendo sua pressão está normal, os seus batimentos estão um pouco acelerados. " E ela disse isso no começo, e aí, depois de um tempo, a gente conversando, ela tentando me acalmar, porque eles viram que era uma crise de ansiedade, eles tentando me acalmar. Eu era desse: "Ó, só esses segundos que a gente tá aqui conversando, seus batimentos já diminuíram, já tá voltando ao normal.
Isso aqui é só uma crise de ansiedade. " Eu disse: "Então, não é? Vocês não querem me ajudar?
Então, eu vou morrer aqui e ninguém vai descobrir o que eu tenho. " E aí o médico me avaliou e pediu todos os exames para descartar qualquer outro tipo de coisa. O que, quem te pedi, né?
Mas ele também falou que eu estava muito nervosa. Mas lógico que eu não aceitava e achava a médica péssima e não vai descobrir o que eu tenho. Enfim, e aí eu lembro que ele pediu um eletro e eu fui fazer o eletro.
Eu tremia tanto, chorava muito e eu temia tanto que a enfermeira que foi fazer isso disse: "Eu não tenho condições de fazer. Se você não parar de tremer, você precisa parar para eu poder te ajudar, para poder fazer o exame, porque senão a gente não vai fazer. " E aí, fininha, acabou que depois de muito tempo tentando, ela conseguiu fazer o eletro e deu tudo normal.
O raio-x também tudo normal. E aí eu fui, ele me deu as medicações, os calmantes, e eu fui e dei uma melhorada. Mas assim, eu cheguei em casa depois disso, já era de manhã, quando eu fui melhorar mesmo, para ter segurança, um pouquinho de segurança para voltar para casa.
E aí eu fui e voltei para casa, mas eu não dormia mais, porque eu tirava pequenos cochilos e acordava com falta de ar e com o coração em taquicardia, né? Com o coração acelerado. Então, eu acordava assim várias vezes, depois desse dia, durante os outros dias.
Eu acordava várias vezes achando realmente que eu estava morrendo. Então, eu vivia à base de remédios. Aí, depois dessa crise, quando eu entrei em contato com o psiquiatra, ele me informou, me deu o diagnóstico de que eu estava com ansiedade generalizada e que eu também estava com depressão.
E aí ele passou as medicações e tem um período de adaptação. A gente tem aquele período que os sintomas pioram, nessa adaptação os sintomas pioram. Então, foram assim, uns 15 dias desses sintomas bem fortes mesmo, e que era todo dia, é aonde que eu ia morrer, e de que estava acontecendo, algo comigo.
E aí, depois disso, depois que eu conversei com o psiquiatra e ele me deu esse diagnóstico, me deu as medicações que eu precisava e me encaminhou para fazer terapia. Ele me encaminhou para esse assunto com psicólogo. E assim, as sessões com a psicóloga, eu digo para vocês: quem puder, faça, mesmo que você não tenha nenhum sintoma, mesmo que você não tenha nada.
É muito bom. As sessões de terapia me ajudaram, foi um divisor de águas mesmo, sabe? Me ajudaram bastante, porque eu conheci coisas sobre mim que eu não sabia.
Eu entendi realmente o que estava acontecendo e o que estava causando tudo aquilo. Porque a gente sente, mas a gente não sabe o porquê daquilo. Bom, então entendi o que estava causando, o que eu precisava ajustar na minha vida, sabe?
Mas também entendi que isso é uma coisa que eu ia ter que aprender a conviver. E eu tô aqui, tô aprendendo ainda, continuo aprendendo. Eu continuo tomando uma medicação até hoje.
Lógico que as doses são bem menores e não é tanta medicação quanto eu tomava no começo, mas eu continuo tomando. Parei as sessões de terapia, não recomendo. Eu parei agora na academia, mas vou voltar, porque assim, nessa quarentena, acho que todo mundo, os índices de ansiedade aumentaram muito, né?
E comigo não foi diferente. Eu fiz o tratamento no começo, bom, e ficou tudo bem. Eu não tinha mais crise nenhuma.
Passei um tempo sem ter nada, tomando a medicação todos os dias, mas sem sintoma algum. E quando fui na quarentena, começou a voltar, e eu fiquei desesperada de novo, né? Porque com medo de acontecer tudo de novo, mas realmente as coisas que acontecem, né?
O que estava acontecendo no mundo e o que estava acontecendo na minha vida, contribuíram para isso. Bom, então eu tive essa recaída agora na quarentena, mas vou voltar. Marquei consulta, vou voltar para o psiquiatra, vou voltar na consulta com a psicóloga.
E assim a gente vai. Convivendo, e eu queria trazer esse relato para vocês porque eu sei que muita gente não acredita ou não conhece, ou às vezes passa por isso também e sabe como é difícil, sabe como é complicado. Se você não, não faça como eu, de deixar pequenos sintomas irem evoluindo, evoluindo, evoluindo, e acabar numa crise forte como eu tive.
Se você sente alguma coisa, se você está se sentindo pressionado, está achando que pode ter ansiedade, está achando que pode estar com depressão, procure ajuda. Não deixe chegar no ápice, porque isso acaba com a sua vida. Não deixe, de verdade.
Eu queria muito trazer isso a vocês porque eu sei que, de alguma forma, o meu relato vai ajudar muita gente. Vou trazer outros vídeos aqui explicando mais sobre ansiedade, sobre depressão, o que é que eu tomo. Se vocês quiserem saber mais alguma coisa, pergunta aí como é que é.
Se vocês também têm isso, conhecem alguém que tem, se querem que eu traga dicas de como eu lido com a minha crise, quando eu estou, quando eu tenho crise de ansiedade, como é que eu faço. E se você gostou desse tema, deixa um curtir aí para eu trazer mais sobre isso. Se inscreve aí no canal, compartilha com os amigos, porque eu sei que tem bastante gente que está interessada nesse tema, que está procurando saber mais.
Então, se inscreve, curte, e eu vou trazer mais vídeos sobre isso, tá bom? Beijo para vocês!