o [Música] Olá a todos meu nome é Fernando Fernandes Eu sou médico psiquiatra pesquisador em São Paulo nesse vídeo eu queria compartilhar com vocês uma palestra sobre diagnóstico em Psiquiatria que foi proferida no encontro psicoeducacional da a barata eu comento sobre as particularidades do diagnóstico em Psiquiatria e a importância muito bem se você gosta dos assuntos aqui do canal antes de tudo não deixe de se inscrever e clicar no sino para receber as notificações de novos vídeos Não deixe de curtir se você está na página do Facebook não deixe de curtir e acompanhar a página
Muito obrigado e uma ótima palestra para você olha muito obrigado para diretoria executiva da barata pelo convite ao conselho científico né Por ter me Desligue nada para essa palestra que eu considero um tema muito importante e principalmente Muito obrigado pela presença de todos aqui porque sem vocês na não tem sentido né É muito importante que essa palestra seja no início do trabalho porque a base de tudo em medicina a base de todos os tratamentos de toda a pesquisa de toda educação que o paciente tem que ter a respeito da sua própria patologia começa pelo diagnóstico
sem o diagnóstico mimada é possível tudo que se desenvolve de conhecimento a respeito da psicopatologia da fisiopatologia né da doença assim como das estratégias de tratamento começam com a determinação de um diagnóstico sem diagnóstico então é impossível estudar uma doença e o começo conversando com vocês sobre a importância do diagnóstico em Psiquiatria é mas muito do que eu vou falar aqui é desrespeito a medicina geral não apenas a psiquiatria né olha o primeira a primeira enciclopédia o primeiro grande compêndio médico que se tem na história é o Corpus hipocraticus que se atribui a Hipócrates a
compilação dele mas pouco importa se foi ele ou não que fez o que importa é que esse foi o primeiro Tratado de medicina logo no primeiro Tratado de medicina já haviam pelo menos cinco diagnósticos psiquiátricos é a mania a melancolia que hoje a depressão A Trinity a doença Sagrada que é a epilepsia EA paranoia então desde as origens da Medicina diag diagnósticos psiquiátricos Oi como estão lá né eles são muito importantes e os motivos que fazem eles são importantes são esses que eu falei sem identificar a doença a gente não vai desenvolver estratégias de pesquisa
para conhecer melhor a doença e estratégias terapêuticas pelos nossos pacientes viverem melhor a descrição da do Corpus hipocraticus sobre a melancolia já trazia uma origem fisiopatológica já trazia uma origem orgânica para o quadro de melancolia aí eu vou ler com vocês aqui ó o corpo do homem contém sangue fleuma bile amarela Negra Essa é a natureza do corpo através da Qual a doença e tem saúde tem saúde precisamente quando esses humores são harmônicos em proporção em propriedade em quantidade e sobretudo quando são misturados o homem adoece quando a falta ou excesso de um desses humores
e quando ele se separa no corpo e não se une aos demais alguém pode ler isso aí e fala assim Doutor mas isso aí é tanto quanto fantasioso pelo conhecimento que a gente tem hoje em dia de fato é fala assim nossa como eles eram tolos em acreditar que é melancolia tinha alguma coisa a ver com a bile é vamos ver para o outro ponto de vista e eles já há milhares de anos acreditavam que a melancolia ou a depressão tinha alguma causa orgânica coisa que hoje em dia infelizmente tem gente que ainda dúvida Apesar
de todas as evidências em favor disso então eu costumo olhar a história e ver o que eles têm dispositivo né olha se hoje ainda há pessoas que duvidam que a depressão é uma doença médica de Fato né depressão que ela tem bases fisiológicas EA pessoas até formadores de opinião que duvidam disso os gregos há milhares de anos já sabiam que a depressão tinha uma causa orgânica o mesmo é descrições a depressão existiam de preço descrições da mania existiam e na medicina grega apareceu da Capadócia até descrições do transtorno bipolar existiram e aqui ó ó e
a melancolia é o começo e parte da Mania o desenvolvimento de um estado maníaco é mais um aumento da doença que ele se referia a melancolia do que uma mudança para outro estado essa descrição é a primeira descrição que a gente tem precisa na literatura médica do transtorno bipolar e olha só lá eles já tinham a ideia de que a melancolia EA Mania poderiam ser fases de uma mesma doença Ah então ele só diagnóstico diagnósticos como Mania depressão e transtorno bipolar não com esse nome claro já existiam na medicina grega a importância do diagnóstico vem
desde as origens então da Medicina nas artes muito Possivelmente talvez a primeira descrição na arte ocidental do transtorno bipolar está no antigo testamento e o quadro apresentado pelo Rei Saul nesse quadro aí que eu tô mostrando para vocês é o Davi né futuro Rei Davi tocando harpa para acalmar é um quadro depressivo do Reis AL hih Oi tudo bem Qual é o objetivo de um diagnóstico o objetivo do diagnóstico é um apenas identificar condições mórbidas doenças ou transtornos que acometem um paciente é só esse o objetivo do Diagnóstico como eu vou falar para vocês muitas
das críticas a respeito do diagnóstico psiquiátrico acontecem porque pessoas atribuem o diagnóstico uma função que ele não tem e critica por isso então vamos Identificar qual a função para que que serve o diagnóstico o diagnóstico serve para identificar uma condição mórbida doença ou transtorno que acomete um paciente para identificar o que que nós usamos nós temos que buscar especificidades particularidades que permitam a identificação da doença é um diagnóstico não tem como objetivo descrever um transtorno ele não tem como objetivo descrever todas as facetas acometidas por um transtorno ele tem o objetivo de identificar e vou
dar um exemplo para vocês quando a gente faz a faculdade de medicina parece que metade do curso nós vemos duas doenças que são hipertensão e diabetes a gente vê tanto que parece que metade desse algum médico aqui pode pode pode me complementar mas parece que é porque a gente do 1º ao 6º ano da faculdade a gente ouvir todos não tem um ano que a gente no estúdio hipertensão e diabetes doenças muito muito complexas muito usar convite mente por exemplo que uma pessoa diabética pode ter são vão desde o coração rim retina cérebro e até
o aparelho músculo-esquelético é a minha esposa tá aqui por exemplo era ela é Ortopedista e especialista em cirurgia do pé e grande parte do trabalho dela é trabalhar com pessoas que têm o pé acometido por conta do diabetes as pessoas ficam cegas por causa do diabetes pessoas têm infarto em decorrência do diabetes pessoas têm doenças vasculares graves em decorrência do diabetes Mas como é feito o diagnóstico do diabetes e olha eu não vou entrar em detalhes porque isso Muda todo ano porque os diagnósticos e os critérios vão sendo atualizados mas em geral é pela glicemia
do sangue esses tem lá os as condições tem que ser feito em jejum não sei quantas vezes etc mas o diagnóstico de uma doença e imensamente complexa como é que faz pela glicemia pelo açúcar no sangue da pessoa Vocês entenderam que o diagnóstico ele não precisa ser uma coisa abrangente que explica doença o diagnóstico ele precisa ser algo preciso para identificar a doença entender a doença é outra coisa não é o diagnóstico Ok mesma coisa para pressão alta pressão alta é uma doença extremamente complexa a hipertensão no entanto como é que se faz o diagnóstico
algumas medidas de pressão em condições adequadas e está feito o diagnóstico bom então o diagnóstico é para identificar a doença ou transtorno não é para descrever a doença ou transtorno é muito bem quais dados são usados em medicina para se fazer o diagnóstico primeiro sintomas e sinais sintomas são que paciente relata sinais é o que a gente observa e a história Clínica precisa escolher uma boa história clínica para se fazer o diagnóstico em medicina os exames complementares eles são fundamentais para se fazer o diagnóstico o e outras coisas complementares fatores de risco e história familiar
porque história familiar porque muitas doenças Elas têm um fundo genético então a história familiar pode ajudar a gente a rastrear a doença né e os fatores de risco por exemplo um uma pessoa que tem um trabalho que está exposto ao agente químico por exemplo que é anticancerígeno que pode induzir uma determinada doença pulmonar por exemplo Esse é um fator de risco a gente tem que levar em consideração na hora de fazer o diagnóstico não por acaso eu coloquei em cores diferentes o que tá em verde é determinante para o diagnóstico né que são sinais e
sintomas história Clínica exames complementares o que está em azul ajuda a gente na direção do diagnóstico O que é o que a história familiar e os fatores de risco o ok muito bem em Psiquiatria Muda alguma coisa muda psiquiatria é uma especialidade da Medicina e todo especialidade tem as suas particularidades em Psiquiatria sinais e sintomas são importantes muito mais os sintomas e - os sinais sinais o médico observa observa a pessoa pode estar com uma Face que denota exaltação raiva tristeza né pode então a gente observa a pessoa pode estar muito quieta com a psicomotricidade
diminuída a pessoa pode estar meio agitada batendo o pé Mexendo nos dedos mexendo no cabelo isso a gente observa são sinais mas não são tão importantes assim muito mais importante só que os sintomas é o que paciente relata daí que a interação entre o médico eo paciente em Psiquiatria ela tem que ser muito boa médico-paciente tem que ter bastante sintonia muitos passe o fazem as informações de forma adequada muitos pacientes até porque eles não tem informação para isso não precisam saber disso às vezes eles não sabem qual informação trazer aí vai do diálogo com o
médico para extrair as informações de forma adequada do paciente muitos pacientes querem trazer todas as informações da vida principalmente uma primeira consulta e às vezes o médico tem que falar um Calma isso a gente conversa outro momento deixa eu direcionar um pouco a conversa já outras são extremamente calados e o médico tem que fazer força para tirar as informações o fato é que essa sintonia tem que acontecer porque porque o sintoma são fundamentais para se fazer o diagnóstico cês vão ver aqui instante isso porque disso história Clínica é fundamental fundamental o modo com que o
paciente se apresenta para a gente é muito importante mas tão importante ou mais é história desse paciente algo que eu vou falar que ao longo da palestra que é é muito comum que acontece no tratamento dos transtornos de humor é o seguinte o paciente vem ao médico buscar um médico em depressão o médico faz diagnóstico de depressão porque está vendo paciente naquele momento mas colhendo a história de vida do paciente nós vemos que ele já teve muitas crises do transtorno bipolar crises maníacas então o diagnóstico não é depressão a gente vem da história do paciente
muda o diagnóstico por isso que é decisivo a história do paciente é fundamental para fazer o diagnóstico em Psiquiatria 8b e os exames complementares história familiar é importante claro vocês sabem que um paciente bipolar muitas vezes tem caso de transtorno bipolar na família fatores de risco são importantes sim por exemplo um paciente que abusa de estimulantes por exemplo são fator de risco para desencadear uma crise maníaca por exemplo precisa Oi gente olha a cor que eu coloquei eu coloquei em azul numa cor diferente porque porque ele não é decisivo para se fazer o diagnóstico é
só uma dúvida muito comum diagnósticos não só nos transtornos do humor em Psiquiatria eles geralmente nos exames complementares eles não encontram uma confirmação e nem uma refutação que que eu quero dizer com isso o exame complementar ele não determina o diagnóstico da pessoa a gente não precisa de um exame complementar para confirmar o diagnóstico por isso que o diagnóstico em Psiquiatria a gente diz com diagnóstico Clínico vai dar avaliação do médico fazer um diagnóstico se alguém pode perguntar por Fernando mais ir para que que serve os exames complementares o meu médico pede por exemplo exames
complementares para mim né exames de sangue exames de imagem serve para várias coisas mas não para confirmar o diagnóstico O diagnóstico é Clínico Quais são os motivos por exemplo um paciente que tem depressão por exemplo ele pode ter também e por tiroidismo principalmente nas mulheres isso é bastante comum então a gente precisa investigar a gente é médico a gente vai investigar doenças clínicas também é um outro um outro exemplo um paciente que começa um transtorno bipolar por exemplo 50 anos Isso é comum não não é comum e o paciente apresenta por exemplo sinais que ele
pode ter uma doença neurológica degenerativa Então a gente vai pedir um exame de imagem para excluir uma causa orgânica para os sintomas que ele está apresentando Então os exames ajudam muito eles são necessários absolutamente mas não para definir o diagnóstico não se faz o diagnóstico com exames se alguém pode falar sim totalmente existe pesquisa nesse sentido da gente encontrar exames que possam fazer o diagnóstico das doenças pediátricas Olha é o que mais investe no mundo nos Estados Unidos as pesquisas que vão nessa linha de encontrar sinais físicos que possam fazer o diagnóstico essas pesquisas são
as que mais investe então existem pesquisas se caminhou muito nesse conhecimento mas ainda o diagnóstico é essencialmente Clínico dos transtornos psiquiátricos em geral e dos transtornos do humor em particular Então olha lá o diagnóstico é essencialmente clínico e não há testes para gente confirmar o diagnóstico Ok e não há sintomas patognomônico daqui que que é isso patognomônico é uma o que que é só um pato um gnomo o que que é isso de sintomas patognomônicos são assim Olha aquele sintoma que o paciente apresente determina que ele tem uma determinada doença não existe isso e não
existe o diagnóstico sempre é feita por um quadro em geral um quadro complexo uma série de sintomas tem que ser colecionados Associados para gente se fazer o diagnóstico em Psiquiatria E por que que eu digo isso tem muita gente que faz isso eu não sei até que Pontos as informações disponíveis na internet na mídia leiga levam a isso sabe um sintoma que você faz um diagnóstico assim na hora pois é para transtorno bipolar a você gastar muito Às vezes você pega e compra de forma exagerada parece que você responde sim para essa pergunta é bipolar
só que se a gente vai ver os dados de endividamento do povo brasileiro então mais da metade do Brasil é bipolar né Se for pensar assim tem um outro tem outro comportamento que muita gente associa a um diagnóstico que é o comportamento da automutilação por exemplo um jovem ou uma pessoa qualquer que se tenham um ato autolesivo automaticamente o diagnóstico Qual é o nem vou falar vocês falam modelar em Tá vendo como é tá vendo começo que vocês vão falar isso aí the Border E aí na verdade nunca a gente pode fazer um diagnóstico baseado
em um sintoma uma queixa sempre é um quadro complexo para se fazer o diagnóstico o ou seja o diagnóstico quando a gente fala que é síndrome que é isso que a gente quer dizer um conjunto de sintomas que vai se fazer o diagnóstico agora Quais são os motivos pelos quais a gente deve fazer o diagnóstico O diagnóstico é importante o diagnóstico ele terá implicações clínicas e terapêuticas e prognósticas você sabendo seu diagnóstico adequado você sabe como é que é o curso da sua doença você sabe os cuidados e possíveis limitações que você vai ter quando
eu falo isso eu não digo com pessimismo uma possível limitação por exemplo se o diagnóstico for transtorno bipolar noitada a gente vai ter que evitar a gente vai ter que você vai ter que respeitar mais o ciclo sono-vigília do que outras pessoas que não tem um diagnóstico por isso podem desencadear crises então quando eu digo limitação eu não tô querendo dizer não sentido negativo a gente sempre tem que pensar assim o melhor que eu posso fazer por mim da da minha condição da gente tem que saber a nossa condição daí que vem o diagnóstico então
quando eu digo limitação eu acho muito importante essa mudança mental de perspectiva no paciente quando a gente é tem uma alimentação essa palavra ela é muito incômoda para gente ninguém quer ter limitação né mas veja por um outro ângulo pensa assim é o que eu posso fazer de melhor por mim dado que eu tenho uma determinada condição eu vou respeitar meu ciclo sono-vigília vou perder uma noitada ou talvez eu vá para uma festa eu posso até curtir a festa mas tem que ser um dia não vou curtir até hoje em dia as peças eu fui
a gente eu fiquei sabendo que os jovens a festa acaba a festa não acaba na madrugada tem um café da manhã também Eles saem para tomar um café da manhã junto até essa cada dez da manhã né então com um jovem por exemplo bipolar tem uma limitação que ele não vai poder fazer isso mas ele vai curtir a festa fica com os amigos até um determinado horário volta dorme bem em torno no dia seguinte dorme bem depois restauro o ciclo sono-vigília Talvez uma vez por semana dependendo do caso isso não seja problema mas como ele
com o limite alimentam tem da alimentação dessa forma você fazer o melhor por você mesmo da sua condição Ok tem implicações terapêuticas ou tratamento por exemplo de um paciente depressivo que tem diagnóstico de depressão é diferente de um tratamento de um depressivo que tem o diagnóstico de transtorno bipolar então a implicações terapêuticas então pelo que a gente pode ver muita coisa já vem com o diagnóstico já vem orientada muita coisa do nosso comportamento o que que a gente esperava o prognóstico da doença do nosso futuro seja no futuro recente ou no futuro pede o prazo
e as implicações terapêuticas isso é mais com o médico o teu terapeuta mas Obviamente você está envolvido e outros motivos gente agora que diz mais respeito ao médico uniformização da linguagem médica não dá para eu chamar alguma coisa bipolar aqui um médico nos Estados Unidos chamar de outra coisa de bipolar gente tem que chamar a mesma coisa houve um estudo muito famoso na literatura médica que comparou diagnóstico de esquizofrenia e transtorno bipolar nos Estados Unidos e no Reino Unido em no Reino Unido e em Nova York que são culturas muito parecidas para um até a
mesma língua mesmo assim a diferença de Diagnósticos era muito grande como que você vai desenvolver a medicina assim não dá então é preciso ter critérios diagnósticos objetivos e para fazer o diagnóstico para que haja concordância se eu não tenho critérios diagnósticos bem definidos para as doenças e transtornos não tem como comparar os estudos não tem como a gente estudar de forma epidemiológica da doença Ah e não teria como a gente fazer se encontra aqui ele se encontra a gente tá focando no que a focando no que pacientes com depressão e transtorno bipolar Eles precisam saber
para ter uma qualidade de vida melhor se a gente não tivesse modo de fazer esse diagnóstico preciso nem para educar o paciente a gente teria condição são muitos são os motivos que pelos quais a gente deve fazer um diagnóstico adequado em Psiquiatria é mas vamos tomar cuidado também né Quais são os motivos pelos quais a gente tem que ter cuidado a gente tem que ter muita responsabilidade e se fazer um diagnóstico vamos lá o primeiro o julgamento clínico é determinante para o diagnóstico não tem exame Então vai ser o julgamento Clínico do médico que vai
determinar se o paciente tem uma doença um transtorno ou não isso precisa ter muito cuidado a pessoa que está tem muito treinamento experiência para fazer isso de forma adequada para fazer esse julgamento Clínico de forma adequada exige conhecimento e experiência Justamente por isso quem está sujeito ao viés de observação e interpretação dos sintomas no fundo esses três itens que eu coloquei aqui são Um só né O médico precisa ser treinado ter experiência porque porque ele vai identificar se determinada conduta determinado comportamento sentimento o pensamento é um sintoma ou não alguns comportamentos pensamentos eles são normais
uma determinada circunstância mas não são normais em outra circunstância né professor Ricardo moreno por exemplo fundador do grupo das vezes ele brinca né a determinadas situações que um comportamento pouco mais extrovertido é normal ele falou assim olha se todo mundo que fica muito alegre muito agitado fala muito interage muito no carnaval a gente for fazer diagnóstico no mínimo e pô Mania Todo mundo vai ter né uma festa enfim as circunstâncias em que comportamentos são normais outras não e cabe o julgamento clínico é isso por isso que é importante é a confiança sua no médico eu
garanto que muitas vezes vocês na conversa com o médico de vocês ou com psicólogo e fala assim Olha isso aí tá um pouquinho fugindo do normal só não doutor eu acho que não acho que é justificável e entra se nesse debate é muito a ver saudável né por isso que a experiência é bastante ela é necessária para se fazer um bom diagnóstico excesso tomar cuidado com isso o diagnóstico errôneo implica riscos diagnóstico errado mais que existem transtornos do humor é um paciente bipolar ser diagnosticado só como um depressão unipolar isso implica risco porque um paciente
depressivo vai ser tratado invariavelmente com antidepressivos e o antidepressivo isoladamente no transtorno bipolar pode implicar vários riscos é aumento da oscilação do humor risco de suicídio agitação irritabilidade várias coisas podem acontecer por causa que um diagnóstico do parte de um diagnóstico errado né E esse aqui também é importante a gente não pode patologizar comportamentos muitas vezes a pessoa está tendo um comportamento vamos ver normal crucificado compreensível que a gente não pode tornar isso doença exemplo um paciente que tá em luto e hoje em dia as pessoas entram em luto quando morre o pet quando morre
o gato o cachorro e o particularmente não entendo muito disso não ela não faz parte da minha vivência Apesar de eu ser mais jovem que muita gente aqui é seu comportamento de uma geração mais recente né fazer luto por causa do cachorro né Acho que antigamente quando o cachorro morre a preocupação como é que eu me desfaço dele né a gente as pessoas sentem mais isso mais apegada sou bichinho eu não posso usar o meu julgamento para jogar pessoa peras se você entrou em luta por causa de um cachorro que morreu do papagaio periquito você
só pode entrar em depressão porque isso não é normal não é o comportamento de hoje é compreensível é normal então a gente não pode usar o nosso viés para jogar isso bom Então olha só eu falei para vocês motivos pelos quais o diagnóstico é absolutamente importante e cuidados que nós temos que ter ao se fazer o diagnóstico diagnóstico tem que ser feito de forma precisa e correta olha uma coisa que eu não gosto de ouvir e eu vou falar pra vocês porque é dizer assim olha muita calma a gente não pode ter pressa em fazer
um diagnóstico vão interpretar isso direito eu acho que a gente não pode ser apressado em fazer o diagnóstico mas a gente tem que fazer o diagnóstico o mais precocemente possível eu quero concorda comigo se eu tiver tendo uma dor no peito irradiando para o braço esquerdo começar a ficar mais ofegante duvido que eu vou falar para o médico olha não seja apressado em fazer o diagnóstico aí porque né porque infarto um diagnóstico muito grave então não seja a calma e fazer o diagnóstico vamos esperar ninguém para fazer isso é né É porque eu tô falando
isso porque como relação ao transtorno bipolar a gente ouve falar isso às vezes não transtorno bipolar é um diagnóstico muito sério a gente tem que esperar para fazer não pode se fazer eu já ouvi dizer assim não posso fazer uma primeira consulta sabe eu já vi muitas coisas não a gente não pode fazer o diagnóstico de forma errônea não pode fazer o diagnóstico de forma apressada sem ter dados para isso mais uma vez que os dados estão coletados né que o quadro se configurou tem que ser feito o diagnóstico e o paciente tem que ser
comunicado do diagnóstico sim o quanto antes por vários motivos que a gente conversou aqui um diagnóstico correto protege o paciente ajuda o paciente e as crenças erradas a respeito do diagnóstico psiquiátrico essa Essas são bem legais a gente discutir primeiro confundir o diagnóstico com a psicopatologia Como eu vou mostrar para vocês gente e que eu já falei o diagnóstico ele tem que ser preciso ele não tem a pretensão de explicar a doença quem explica doença a psicopatologia clínica da doença não diagnóstico outra crítica errôneo achar que o diagnóstico é um conceito Raso por não descrever
a complexidade do sujeito Deus do céu o diagnóstico ele não tem a pretensão nem de escrever a doença muito menos a complexidade do sujeito aí o Saci termos né como rotular a pessoa esse quadro que eu gosto de mostrar é de um livro famoso que ele mostra várias camadas do transtorno depressivo não é é que nem o Shrek né lembra aquela cena do Shrek que ele fala que o outro é que nem uma cebola como é fedido eu tinha cebola não tem muitas camadas a doença tem muitas camadas tenho sintomas nucleares da doença como humor
deprimido e desprazer tenho sintomas que são usados para se fazer o diagnóstico e tem os sintomas que configuram todo o quadro clínico diagnóstico ele tá ser preciso para e não precisa de escrever a doença estão erro então se critica o diagnóstico por isso bobagem a formular diagnóstico é rotular o paciente Não de jeito nenhum o diagnóstico não explica nem a complexidade da doença muito menos a complexidade do sujeito então isso aí é uma uma crítica que a gente tem que superar né critérios diagnósticos são rígidos demais a gente ouvi dizer muito isso mentira os critérios
diagnósticos Eles são revisados de tempo em tempo eles mudam ao longo do tempo por exemplo se daqui alguns anos descobrir em um gene ou um exame que possa identificar a depressão já muda toda a critério diagnóstico ou agora a gente vai ter que fazer o exame muito bem gente essa primeira parte então eu quis falar sobre a importância do diagnóstico agora nessa segunda parte eu quero discutir com vocês os limites entre o normal eo patológico Tá OK agora é a hora que eu vou fazer um corte [Música]