[Música] Oi, oi, gente. Sejam muito bem-vindos ao meu canal. Eu sou a Leandra e eu conto relatos sobrenaturais aqui todos os dias para vocês. Bom, se você caiu de paraquedas aqui, eu também conto relatos mais curtos no meu TikTok e no meu Instagram. E essas redes sociais estão aqui embaixo na descrição do vídeo. Se por um acaso você tiver aí algum relato para me enviar, os relatos devem ser Enviados pro e-mail, que já fica aqui embaixo na descrição. Bom, como vocês sabem, eu não gosto de enrolar na introdução, então já já vamos para o relato
de hoje. Mas antes, não se esqueça de se inscrever no canal, caso você ainda não seja inscrito, de curtir esse vídeo agora no início, porque ajuda muito a divulgar o vídeo aqui na plataforma e hypar o vídeo se tiver aparecendo aí essa opção para você. Bom, agora sim. recadinhos dados. Vamos ao Nosso primeiro relato dessa coletânia de hoje. E gente, eh, dá tipo um avisozinho, eh, que que é o seguinte, já tô até gaguejando. Esse relato é aquele tipo de relato que ele é grande, então é apenas um relato e um é um vídeo com
apenas um relato, né? E geralmente quando eu gravo coletânea, entre um relato ou outro eu bebo água. Só que aí eu vou ter que começar a fazer isso com mais frequência. Então, nesse aqui, eu vou Ter que fazer algumas pausas para beber água por conta da minha garganta. E eu sei que algumas pessoas vão ficar, mas por que que você não edita e não corta? É porque eu tô tendo que gravar muitos vídeos para porque semana que vem eu tenho um compromisso e eu não vou ter como gravar. Então, para não deixar vocês sem vídeo,
eu tô gravando muitos vídeos. E isso resultou em um problema, um pequeno problema nas minhas cordas vocais. Então, ai, nossa, ontem Inclusive me deu até até febre, eu achei que eu ia ter que ir pro hospital porque, nossa, doeu muito, muito, muito. Eu não sabia que as cordas vocais poderiam causar tanta dor em um corpinho. Então, é isso aí. Eu vou ter que fazer umas pausas para beber água, então, por favor, não se incomodem. E essa questão de às vezes editar, eu tô tentando gravar de forma mais limpa possível para não ter que perder tanto
tempo editando, para vocês não ficarem Sem vídeos, porque gente, é muita coisa, sabe? Eu tenho que, por exemplo, eu tenho que gravar os vídeos que vão ser postados essa semana, que é os vídeos normais, né? E mais os da semana que vem, para vocês não ficarem sem vídeo semana que vem, entende? Então, tipo, é muito vídeo, então eu tenho que ser o mais rápida, eh, e o mais, é tipo isso, mais rápida possível para vocês não ficarem sem vídeo. Então, eu espero a compreensão de vocês. E agora Sim, sem mais enrolações, vamos ao relato que
se chama Eu Maledite de mim mesma. Gente, eu fiquei muito curiosa com esse relato, tipo, eu não li ele, mas eu achei o título interessante, vi que ele era grande, então eu separei porque, tipo assim, como assim? Então, vamos lá. Olá, Leandra, meu nome é Fulana. Peço que não fale, por favor. Tenho 25 anos e antes de tudo gostaria de dizer que adoro seu canal. Conheci há pouco tempo, mas ele já está no meu Coração. Todos os nomes deste relato foram trocados. Sem enrolação, vamos ao que interessa. Eh, aí agora, tipo assim, ela até colocou
aqui, mas eu vou ler para vocês. Tipo assim, eh, Li, agora é só para você, tá? Avisa o pessoal que esse relato contém gatilhos e algumas partes de teor sexual, embora eu tenha omitido palavras mais pesadas para que você possa ler tranquilamente. Bom, agora eh voltando, né, ao relato. Eu nasci no interior do Maranhão, Interior mesmo. Para você entender melhor, imagina aquelas cidadezinhas mostradas em novelas e filmes nacionais ambientados ali no Nordeste. Bom, foi nesse cenário que eu cresci. Na verdade, o lugar onde nasci não poderia nem ser chamado de cidade. Era um vilarejo pobre,
isolado e esquecido. Como todos sabem, em certas partes do país existem pessoas vivendo em extrema pobreza. E eu fui uma dessas pessoas. Eu cresci em um lar com oito irmãos, mas Apenas cinco sobreviveram, pois três morreram de desnutrição. A miséria, ela era tão grande que até o leite materno da minha mãe, entre aspas, faltava em seus seios após os seus partos. Você sabe o que é querer assim comer um bolinho de terra? Isso mesmo, Li. Comer terra, terra batida com água e sal. E não ter nem água e sal em casa. Ai gente, só isso
já me deu vontade de chorar. Sério mesmo. Ai, credo. Eu tô, eu rio assim, é de nervoso porque nossa gente, ó, já v, já vi que o negócio vai ser pesado. Nós já, já começamos de forma pesada, né? Vamos lá. Já pesou o clima. Bom, o que eu vou dizer pode soar absurdo, mas eu escrevo isso ainda hoje com lágrimas nos olhos, tomada pelo ódio que eu sentia daquela situação. Já chegamos a comer ratos e preás que disputavam comida conosco apenas para não morrer de fome. Nós aqui no Brasil costumamos associar cenas como essa a
partes da África, né, ou a países de menor desenvolvimento. Porém, dentro do nosso próprio país, existem realidades tão ou até mais cruéis. Apenas não são divulgadas. Não tínhamos nem o básico. E em 9 anos que eu vivi ali, eu nunca pesei mais de 38 kg. Nossos natais e Ano Novo eram comemorados, entre aspas, apenas brindando com água. E se tivesse? E nada mais. Meu pai era um bom homem, mas já cansado da vida miserável e do sofrimento daquele fim de mundo. E a vida dele éramos nós, né, seus filhos. E ele vivia literalmente para cuidar
de nós. Bom, enquanto a minha mãe era uma mulher desesperada que colocava toda a culpa do eh do sofrimento sobre mim e meus irmãos, e ela só sabia nos bater e beber. E quando eu falo bater, é bater mesmo, de arrancar sangue. Eu tenho um irmão, Josué. Hoje ele é Cego de um olho. E isso aconteceu quando ele tinha apenas 5 anos. Naquele dia, minha mãe tinha passado à tarde no bar. O pouco dinheiro que tínhamos, ela gastava com bebida enquanto nós ficávamos em casa, muitas vezes sem comer. Meu pai, que trabalhava como itinerante nas
roças da região, podia passar dias e até uma semana longe de casa. E nesses períodos, ela se afundava ainda mais no álcool. Nesse dia, quando voltou, completamente embriagada e Possuída, havia algo no olhar dela, algo que não era só a bebida. Ela foi direto até o quarto onde todos nós dormíamos e sem motivo algum, sabe? Sem briga, sem provocação, apenas por puro prazer ou por algo que ela dizia estar mandando fazer. Ela acordou o meu irmãozinho Josué que pera aí, gente. Ela pegou a soda cáustica que meu pai usava para fazer alguns serviços de Marido
de aluguel em bairros mais estruturados ali da região e pingou em seu olho esquerdo, no olho do Josué. Meu Deus! [Música] O grito dele ecoou pela casa e eu nunca esqueci o som de dor e de desespero do meu irmãozinho sendo acordado daquela forma. Eita! Quando meu pai chegou do trabalho e viu o estado do Josué, ela imediatamente começou a representar o Papel de mãe desesperada. falava entre soluços falsos e lágrimas que tinha sido um acidente, que o menino estava brincando e se machucou sozinho. Disse que estava fazendo de tudo para ajudar e que inclusive
já tinha até levado o menino em uma benzedeira, já que na nossa região não havia médico. Mas assim, tudo mentira. A verdade é que ela mesma tinha feito aquilo por puro prazer ou loucura e ainda conseguiu virar a situação para Parecer uma vítima. Bom, e nós nós não podíamos fazer nada. Sempre que o meu pai não estava em casa, ela nos reunia e com aquela expressão diabólica e os olhos cheios de ódio, dizia: "Se alguém contar para o pai de vocês que eu bati, eu juro que quem falou além de apanhar vai amaldiçoar o dia
em que nasceu e vai acabar como Josué ou até pior." Sim, Leandra, ela dizia exatamente isso, palavra por palavra. E além de falar, ela fazia, tá? Éramos cheios de marcas físicas e sentimentais por conta daquela mulher. Não tínhamos parentes próximos naquele fim de mundo. Então, quando meu pai saía para trabalhar, éramos só nós e ela. Cinco crianças eh desnutridas ao extremo e ela uma alcólatra louca e desequilibrada. Nenhum de nós, por sermos crianças, tínhamos coragem de lhe enfrentar, né? até porque ela era adulta. E desde pequena eu já sentia ódio daquela mulher E eu odiava
cada instante que eu precisava passar perto dela. Eu odiava a forma a forma como ela tratava o meu pai e os meus irmãos. Ela era fria, indiferente, incapaz de qualquer gesto de carinho. Sei que pode parecer pesado o que eu vou dizer, mas se eu pudesse escolher nascer sem mãe, eu escolheria sem pensar duas vezes. E bom, por ironia do destino, o ano de 2009 chegou e a minha história de vida tomou outro rumo. Meu amado paizinho, Sim, aquele mesmo que fazia tudo por nós, o único que nos amava naquele lugar, faleceu. Ele morreu de
desnutrição severa, literalmente de fome. Seu corpo não aguentou trabalhar tanto e comer tão pouco. Ai, gente. Bom, sabe onde ele morreu? Na roça tentando colocar. Ai, gente, eu não vou aguentar. Ai, Deus. [Música] Bom, sabe onde ele morreu? eh, na roça tentando. Bom, gente, voltando, eu já já me recompus. Eh, perdão, gente, é que assim, nossa, ai, é muito triste. Enfim, ele morreu, né, e de desnutrição severa, literalmente de fome. Seu corpo não aguentou trabalhar, trabalhar tanto, né, e comer tão pouco. Sabe onde ele morreu? na roça tentando colocar comida na nossa mesa. Ele caiu
ali debaixo do sol e se foi. Morreu com a enchada na mão, ainda tentando dar o melhor para os filhos. Nossa, essa parte aqui, tipo, foi a que mais ai me destruiu. Mas enfim, a partir daí o nosso verdadeiro pesadelo começou, pois a única pessoa que segurava as pontas daquela casa era o meu pai. Nossa mãe nunca nos amou. E quando meu pai estava vivo e se matava de trabalhar, a gente já vivia como bicho. Então, depois que ele morreu sem ninguém para segurar aquela casa, viramos um peso morto para ela. Dois meses foi só
o que durou. Em 60 dias, ela se livrou de todos nós, vendendo os seus próprios filhos. A morte do meu pai foi o que ela precisava para respirar aliviada e livrar-se da responsabilidade e ainda colocar dinheiro no bolso. Os meninos ela entregou para fazendas da região ferramentas para capinar e carregar Peso. Nós meninas fomos parar num posto de gasolina e não era para abastecer carros. Acho que vocês entenderam, né? Postos como aquele onde morávamos no meio do nada. eram vitrines de carne nova, criança, adolescentes, pessoas se oferecendo, tanto faz. Ali pessoas eram negociadas como se
fossem sacos de batata. E em muitos lugares isso ainda hoje acontece, infelizmente. E foi nesse posto de beira de estrada que minha mãe nos expôs para Caminhoneiros vindo de São Paulo, Minas, Rio, gente de todo o canto. Eu tinha 9 anos e era a mais nova entre as meninas. É fácil, olhando de fora, pensar que poderíamos ter impedido o nosso destino, mas nós não conhecíamos nada do mundo. Nossa vida inteira tinha sido aquele vilarejo, então não sabíamos o que era cidade, nem posto de gasolina. Eu vi um pela primeira vez naquele dia, quando eu fui
levada para ser vendida. Minha mãe falava como se estivesse Negociando o gado. Ah, são bem cuidadas, tem os dentes bons, são boas para Paris, sabe limpar casa, não são ariscas e, ó, todas virgens. E eles nos olhavam como se fôssemos apenas mercadoria. Eu e minhas irmãs, por incrível que pareça, estávamos felizes, pois achávamos que estávamos prestes a escapar daquela miséria e nunca mais veríamos aquela mulher. As histórias que ouvíamos sobre São Paulo e as grandes metrópoles eram como Contos de fadas para nós. Cidade grande, cheia de luzes, prédios e oportunidades. Era isso que imaginávamos. E
depois de uma longa negociação com minha mãe, Joel, um caminhoneiro frequentador daquele tipo de local, decidiu que me levaria. Segundo ele, por eu ser um, por eu ser nova e [Música] segundo ele, por eu ser nova e ah não, gente, eu não vou falar isso aqui não. Por eu ser nova e virgem. Eh, Sim, gente, a palavra era bem pior, mas eu não vou falar aqui não. E por isso ele pagou R$ 150 à minha mãe por mim e me levou como sua propriedade. É assim, gente, só um uma uma um esclarecimento aqui. Eu sei
que algumas pessoas podem não gostar quando eu troco as palavras, igual nesse caso, mas assim, gente, não juro para vocês, não é nem porque o YouTube pode banir, porque graças a Deus eu me safo muito nisso. Tipo, o YouTube não tem tanta implicância assim comigo, mas é porque é uma coisa muito escrota e pesada. Eu entendi que ela colocou pra gente entender o o teor disso tudo, mas é muito pesado colocar porque, enfim, sei lá, vai que alguém tá escutando isso e ainda acha legal ouvir essas palavras ou sei lá, tem gente nojenta para tudo
nesse mundo. Então eu prefiro não falar o que esse homem falou em relação a ela, tá? Então, tipo, é por isso. Enfim, ele Pagou R$ 150 à minha mãe por mim e me levou como sua propriedade. Na minha ingenuidade, eu acreditei que seria esposa dele e viveria uma vida melhor em São Paulo. Porém, a realidade que me esperava era muito mais sombria. Eu fui a primeira a ser vendida. Despedi-me das minhas irmãs, que, por sinal, até hoje, com tanto dinheiro, eu não consegui achá-las. Porém, de minha mãe, eu não me despedi. Eu não fiz questão
e nem ela. Sem pensar Duas vezes, eu entrei ali no caminhão de Joel. Durante a viagem, eu fiquei fascinada com o que via. Estradas largas, carros de todos os tamanhos. E quando eu vi um prédio pela primeira vez, eu não consegui nem acreditar. Para mim aquilo assim era o paraíso. Quando chegamos a São Paulo, Joel estacionou o caminão na garagem onde costumava guardá-lo. Pegou o Astra dele e, sem trocar uma palavra, me levou até a minha nova casa. Era um bordel. Joel não era só caminhoneiro, era cafetão. E além de transportar carga, mantinha ali aquele
lugar na capital de São Paulo. Mais tarde, conversando com outras meninas, eu descobri que ele já fazia isso há anos. Aproveitava a miséria de regiões pobres do Nordeste, onde pais e mães vendiam filhos por comida ou dinheiro, e garotas, né, que se ofereciam para fugir da miséria. Então, aproveitava dessa situação para meio que abastecer, entre aspas, o seu Outro negócio, né? E trazia meninas novas para explorarem seu bordel. Meninas novas, leigas, que não sabiam sequer o que era um farol ou uma faixa de pedestre. Ou seja, meninas eh extremamente submissas e fáceis de se manipular.
E eu fui uma dessas. O lugar era repugnante no fundo de um corredor e na frente havia um bar que era usado para atrair clientes. Então era o bar, você passava por um corredor e lá no fundo era, né, o Prostíbulo. Depois de beber, quem quisesse algo a mais, só precisava seguir até o final do corredor, virar na primeira porta à direita e escolher quem queria. O espaço era pequeno, mofado, sujo. Homens entravam fedendo a cachaça, alguns até vomitados, e escolhiam uma de nós. Os quartos eram cubículos com um colchão ali jogado no chão, uma
pia e uma privada. Não havia banheiro de verdade, Era apenas literalmente uma pia e uma privada para despejar o resto de dignidade que nos sobrava. O quarto era simplesmente, como eu disse, uma pia, uma privada e um colchão no chão de cimento. Na parede, uma placa que dizia rapidinha, R$ 15, nada mais, sem higiene, sem preservativo, sem nada. Eu estou contando isso para que vocês entendam o quão degradante era aquele lugar. Depois dos atendimentos, todas nós dormíamos nesses mesmos quartos apertados. quatro quartos para 12 garotas na mesma situação. Para tomar banho, precisávamos sair da casa
e usar um chuveiro improvisado com água fria que ficava do lado de fora. Enfim, depois de explicar como era o local, eu vou contar como foi a minha vida ali. Quando Joel me deixou lá, eu fui recebida por Aline, a menina mais experiente do local. Ela me mostrou Aquele ambiente horrível e me apresentou às outras meninas que me receberam com solidariedade. Afinal, não fazia sentido maltratar quem vivia o mesmo pesadelo. Aline me contou quanto ganhávamos por atendimento, que era R$ 5, pois dos R$ 15 que custava o atendimento, 10 já ia para Joel. Joel. E
não, Leandra, você não leu errado. Para aqueles homens desprezíveis, os nossos corpos valiam Apenas R$ 5. E detalhe, como éramos praticamente escravas, não podíamos sair dali. Aquele pouco dinheiro que recebíamos servia apenas para comprar comida e itens básicos de higiene de Joel, que nos vendia pelo triplo do valor a qual ele pagava no mercado. Ou seja, além dele ficar com R$ 10, ela ainda elas ainda gastavam dinheiro comprando coisas dele. No final das contas, o dinheiro ia todo para ele. Gente passada. Para você ter uma ideia ali, uma amiga minha naquele lugar, a Yasmin, passou
um período inteiro sem que nenhum homem a escolhesse. O motivo? Seu último cliente havia agredido com tanta brutalidade que deixou o corpo dela coberto de hematomas. Sim, aqueles bêbados que vinham atrás de nós também nos batiam, como vou relatar mais adiante. Sem clientes, Yasmin ficou sem dinheiro para comprar comida e nem mesmo os seus itens básicos de higiene ela conseguia Comprar. Lembro de uma vez em que ela estava naqueles dias e por não ter absorvente, acabou usando a parte marrom e áspera do fim do rolo de papel higiênico para tentar estancar o sangramento. E aquilo,
nessa situação, me marcou profundamente. Nós fazíamos o que podíamos para ajudá-la, mas até isso nos era negado. Mesmo que quiséssemos dividir comida ou qualquer outra coisa, Joel não nos Permitia. E se descobrisse, sofreria eh sofreríamos as consequências. Joel até dizia: "Aqui tem que trabalhar. Se não trabalha, não come e por mim que morra sem sangue. Trago outra nova rapidinho, né, se uma morrer." E nós compadecidas tentávamos ajudar Yasmin escondido, né, na calada da noite, tentando lhe dar eh tentando lhe dar naqueles dias difíceis o mínimo de companheirismo e dignidade possível naquele inferno. Elas, como eu,
uma menina de 9 anos, vendida como mercadoria pela própria mãe, não tinha escolha a não ser aceitar aquela situação. Eu lembro-me também do meu primeiro atendimento quando eu ainda era virgem. Muitas mulheres perderam sua eh sua virgindade com alguém que amava ou pelo menos gostavam. Só que eu não, eu perdi a minha virgindade com Celso. Sim, eu até me lembro do nome do do nome dele. Celso. Esse nome é esse nome nunca sairá Da minha memória. Joel não fez nem rodeios ou leilões ali para vender a minha virgindade, como vemos normalmente. Ele a deu para
um bêbado qualquer por apenas R$ 15. Naquele dia, eu estava com outras meninas naquela sala. As mais velhas tentavam me proteger, escondendo-me atrás delas para que eu não enfrentasse o mesmo sofrimento que elas tiveram tão jovem. Mas Celso, mesmo bêbado, fedendo A urina seca, me viu atrás de Aline, a minha maior protetora naquele local. Daí ele me escolheu, mesmo com Aline tentando convencê-lo de que ela era melhor, né? E ela fazia isso para me proteger, tá? eh, me proteger e tals, mas mesmo assim ele insistiu e como eu era propriedade, né, não havia o que
fazer. Eu tenho certeza que toda a região lucrava para manter aquele lugar e também o silêncio do nosso sofrimento. Celso então me pegou no colo, me levou Até aquele quarto. Ele estava babando de tão bêbado e tava todo urinado, sem sequer colocar um preservativo. Ele nem conseguia, nem tinha. e consumou o ato. Sly, esse foi o meu passaporte de boas-vindas a São Paulo. Eu passei 6 anos naquele lugar, dos meus 9 aos 15 anos e aquele foi o meu mundo. Com o tempo, eu me acostumei com aquela rotina. As mulheres ali se tornaram minha família
e o constante vai e vem de homens bêbados e fedendo já não me Assustava mais. Eu fazia o meu trabalho, ganhava os meus R$ 5, que nunca mudaram durante todos aqueles anos e depois saía do quarto. Eu que havia sido recebida por Aline anos atrás, quando cheguei inocente ali do Maranhão, agora acolhi as novas meninas que chegavam. E bom, antes de continuar, quero deixar claro que éramos escravas ali. Não tínhamos o direito de sair sozinhas. A nossa vida era confinada aquele lugar. E Se saíssemos, era sempre acompanhadas por Joel ou algum de seus compassos. E
quando alguma de nós estava velha, entre aspas, demais, ali para Joel, ele simplesmente sumia com a menina sem dar explicações. Bom, minha vida se resumia ao medo do dia em que Joel iria me buscar quando me achasse velha demais, para me levar Deus sabe para onde. Às vezes pensamos que o tráfico de mulheres é só fora do país, mas não é Bem assim que funciona. dentro do nosso país, mulheres são traficadas todos os dias bem debaixo dos nossos olhos. Nós ali não tínhamos nem RG para vocês terem noção. Então assim, se a pessoa não existe,
né, se ela não tem RG, se ela não tá registrada, não tem como você procurar uma pessoa que não existe. Então, nossa, isso é muito complexo, muito mesmo, porque ao mesmo tempo que a gente pensa, por que que ninguém vê isso? É porque ninguém às vezes nem sabe Que isso existe. Isso é muito bizarro. Mas enfim, apesar de tudo, a vida entre as meninas era de apoio mútuo. Todas vinham de lugares parecidos com os mesmos princípios. Joel não era bobo. Ele sabia escolher com cuidado quem trazia de suas viagens de negócio, né? Ele ele sabia
porque se ele trouxesse alguém que tivesse um pouco mais de conhecimento, sabia que talvez poderia dar um fim naquilo dali, né? Mas enfim, com isso esclarecido, sigo com o meu Relato. Deixa eu só beber uma água. Como eu disse, eu já estava naquele lugar há 6 anos e conhecia bem o perfil das pessoas que frequentavam o lugar. Até que um dia algo diferente aconteceu. Era 24 de outubro de 2015, o dia em que minha vida mudou. Eu estava naquela sala de sempre esperando o próximo homem bêbado que viria escolher uma de nós para aliviar sua
vontade. Então chegou um homem chamado Raul. Ele não era como os outros. Não era um Bêbado mijado e não tinha roupas sujas de gracha e nem exalava cheiro de bebida. Pelo contrário, era um homem elegante, bem arrumado, e ele não agia como os outros, que já chegava ali nos tocando. Raul passava por nós avaliando, observando ele com um olhar diferente, quase medindo cada uma de nós. Eu nem tentei me mostrar porque os homens que eu conhecia gostavam de carne fresca nova, se é que vocês me entendem. Para aqueles desgraçados, quanto mais jovem, melhor. Era essa
ali a lógica de Joel e da maioria das pessoas que frequentavam o lugar. Então, eu fiquei quieta no meu canto ali parada. Depois de olhar todas nós, Raul parou bem na minha frente e disse: "Vamos, menina, você é a escolhida". Eu fiquei surpresa, mas, de certa forma, fiquei feliz por ser a escolhida por aquele homem tão diferente, elegante e bonito, sabe? Então, fomos para o Quarto. Quando chegamos eu comecei a me despir, como sempre fazia, mas Raul me pediu para parar. Eu fiquei sem entender e perguntei: "Ué, como assim? Você não vai me usar?" E
aí ele respondeu: "Menina, eu não estou aqui para isso. Você acha mesmo que um homem como eu viria a um lugar como esse para se divertir?" Eu fiquei em silêncio porque no fundo eu sabia realmente que aquilo não fazia sentido. Um homem daqueles não iria a um lugar como o que eu vivia, só Para estar com uma barata como eu era, sabe? Então eu perguntei: "O que você vai fazer? Me bater? O que você quer comigo?" Porque assim, Leandra, como eu disse lá em cima, haviam homens que pagavam apenas para bater na gente, sabe? Socos,
murros. E Joel sempre dizia: "Se elas não conseguirem trabalhar no dia seguinte, você pagará 30 vezes mais o valor combinado". Então assim, ele recebia a mais pros homens baterem nas meninas, entendeu? Enfim, eu Mesma tinha um cliente que se chamava Artur, que me chamava pelo nome da esposa dele e ele gostava de me bater até começar a sair sangue. E quando isso acontecia, ele parava, chorava. pedia perdão e me dava chocolates. Credo que doentinho, ele batia nela achando que tava batendo na esposa. Enfim, esse era o nível das pessoas daquele lugar. Mas continuando, Raul respondeu:
"Não, menina, eu não quero te bater nem nada disso. Eu quero te fazer uma proposta." E aí eu perguntei: "Qual proposta?" Ele respondeu: "Sabe que eu te escolhi? Porque entre todas você é que tem mais ódio no olhar. E gente com ódio é capaz de fazer qualquer coisa para mudar a realidade a qual vive. E sem Leandra, eu tinha muito ódio da minha vida. Eu odiava tudo aquilo. Odiava minha mãe, odiava a morte do meu pai e eu odiava aquela vida de escrava. Eu odiava eh eu odiava apanhar daqueles bêbados nojentos. Mas acima de tudo
eu odiava não ser ninguém. Eu odiava ser como a minha mãe, uma pessoa sem valor, um lixo. Eu sempre odiei a miséria que marcou os meus 15 anos de vida, mas principalmente eu odiava ser pobre. Bom, após o meu desabafo, ela mesmo botou Kakak, eu achei engraçado. Então assim, após o meu desabafo, vamos continuar. Aquele homem prosseguiu dizendo: "Quando vi todo esse ódio evidente no seu olhar, impossível de disfarçar, soube que você Era a pessoa certa para o que eu preciso. Agora basta saber se você também se considera a pessoa certa para a proposta que
eu vou fazer ou prefere continuar e continuar aqui deitando com bêbados nesse colchão fedendo a urina." Ao ouvir isso, eu senti ainda mais raiva da minha realidade, jogada ali na minha cara de forma tão dura. Então perguntei: "Qual é a proposta?" Raul respondeu: "Olha, eu também sou cafetão, igual ao Joel, mas eu não sou Desse tipo repugnante. Comigo você será livre para ir e vir e nunca mais precisará se deitar com esse tipo de gente. O trabalho que eu tenho para você é mais profissional, mais higiênico e mais lucrativo, se é que me entende. E
digno, e assim e mais digno também, né? perto do que você passa aqui todo dia. Você terá sua casa, sua vida, mas trabalhar para eh trabalhará para mim. E aí, o que me diz? Bom, depois de ouvir tudo, Pensei comigo mesmo. Bom, já faço tudo isso que ele falou, né? Eu já estou acostumada a me deitar com homens, mas com essa proposta seria livre e poderia ser diferente da minha mãe, poderia crescer, ser rica, ser uma outra pessoa. Então eu aceitei a proposta e depois que disse a Raul que aceitava, ele sorriu levemente e disse
que viria me buscar em dois dias e saiu do quarto. Ao sair do quarto com Raul, as meninas correramme, né, para me perguntar como Tinha sido, pois pra elas também era diferente ver alguém daquele tipo naquele lugar. Mas eu escondi a verdade. Disse que tinha sido ótimo e que Raul era um bom cliente. Apesar assim delas serem como minha família, eu tinha medo de contar e acabar, né, a minha saída daquele inferno não dando certo, sabe, por algum motivo. Então eu preferi guardar essa informação só para mim. Então, realmente, dois dias depois, Raul voltou e
me comprou do Crápula do Joel. Sim, eu fui vendida novamente. Deixa eu só ajeitar a câmera aqui e bebeu uma aguinha. Então sim, ela foi vendida novamente. Bom, e Raul até hoje eh nunca me contou por quanto Joel me vendeu, mesmo eu tendo perguntado muito a ele. Ele sabe que se me contar só me destruirei ainda mais do que eu já sou destruída. Bom, depois de ser vendida pela segunda vez na vida, Raul de fato e me tirou daquele lugar. Foi o tempo de eu me despedir das Meninas ali com lágrimas nos olhos, pegar os
poucos trapos que eu chamava de roupa, olhar bem nos olhos de Joel e mentalmente amaldiçoar ele toda a sua geração a partir dali. E aí saímos em direção a Campinas, no interior de São Paulo. E foi a primeira vez que eu andei de avião. Fiquei encantada e feliz. E Raul, mesmo sem sorrir, parecia muito contente com a minha felicidade. Ao chegar em Campinas, ele me deixou num hotel, me deu um celular e eu nunca Tinha tido um. Com o número dele, falou que logo voltaria para me levar à minha nova casa. Fiquei naquele hotel toda
feliz, com tudo pago por Raul. Nunca tinha ficado no hotel antes, então para mim aquilo era assim o maior luxo da minha vida. Depois de quatro dias ali, Raul voltou para me buscar. Ele perguntou se eu tinha RG e eu disse que não, que eu só tinha a minha certidão de nascimento, a qual minha mãe havia entregado para Joel no dia da minha Primeira venda, a mesma que Joel havia entregado a ele na minha segunda venda. Então Raul me levou a um poupatempo ali perto, onde tirei o meu RG. Fiquei mais alguns dias no hotel
até o documento ficar pronto. Raul me acompanhou para buscar o RG e logo depois abriu a minha primeira conta bancária junto comigo e foi ali que eu realmente comecei a minha vida. Depois disso, Raul levou a a minha primeira casa onde eu moraria sozinha. E ao Contrário do que vocês possam imaginar, não era uma mansão, nem uma casa sofisticada. Era um imóvel simples, um tipo uma kitnet, uma cozinha americana, um quarto, um banheiro e ficava ali numa região comum de Campinas. Sabe aquelas casas que já vem ali mobiliadas com básico para alugar? Pois era uma
dessas, confortável, porém discreta e comum. Após me entregar a chave, Raul sentou ali na minha cama, naquela casa nova, e disse: "Menina, já te dei duas das três Coisas que eu prometi: liberdade e dignidade. Agora falta a terceira: Lucro, dinheiro. Mas isso eu não posso te dar. Você precisa conquistar." Eu, já sabendo o que teria que fazer, perguntei onde atenderia os clientes, se seria em casa ou em outro lugar. Então ele respondeu: "Menina, quando eu disse que eu não sou como Joel, acho que você não entendeu. Aqui não tem atendimento domiciliar. Você vai até o
cliente no lugar marcado e atenderá da melhor forma Possível e você vai receber bem por isso." E eu fiquei ainda mais feliz porque aí aquela casa era minha, sabe? Só minha. Meu chuveiro de água quente, minha cama, tudo meu pela primeira vez. Depois disso, Raul disse que me daria tudo que estivesse ao alcance dele, mas que queria em troca a minha lealdade e sigilo. No começo, eu não entendi muito bem, mas não disse nada, pois estava feliz demais para para questionar. E ele completou: "Curta bastante sua casa. Assim que eu tiver um trabalho para você,
eu te aviso." Ah, eu esqueci de falar que Raul também me deixou uma quantia, cerca de uns R$.200, R$ 200 para eu me manter naquele mês. Entregou o meu RG e disse que agora eu era dona de mim e livre para fazer o que eu quisesse. Então assim, muitos até podem pensar, por que eu não fui embora buscar uma vida nova longe de tudo isso? Mas assim, diga, digam o que quiserem. O que uma Garota de 15 anos faria, gente? Onde eu viveria? Eu não conhecia nada além da casa da minha mãe, o bordel lá
do Joel. Eu nunca tive um lugar só meu até aquele momento. Eu não ia jogar tudo fora para me aventurar sozinha por aí. Então assim, é é plausível, né, gente? Não tem nem o que, acho que não tem nem o que questionar em relação a isso, né? Mas enfim, passaram-se ali 12 dias desde a minha última conversa pessoal com o Raul. E foi quando ele me mandou uma Mensagem pelo WhatsApp dizendo que no dia seguinte viria me buscar para o meu primeiro trabalho. No dia seguinte, Raul apareceu na minha casa e explicou como funcionaria. E
aí ele disse o seguinte: "Menina, chegou a hora de trabalhar, né? E antes de você começar a trabalhar comigo, eu quero deixar uma coisa clara. A partir de hoje, eu não vou te dar mais nenhum centavo. Você vai viver do seu próprio trabalho. O aluguel da casa é 900 por mês e todo dia 15 você deposita esse valor e eu faço o pagamento. Cada atendimento que você fizer, você receberá inicialmente R$ 400 por hora. Comigo não existe serviços tradicionais. Os meus clientes me procuram porque ofereço garotas diferentes, garotas sem medo da vida, de estômago forte
como você. E uma última instrução, você verá coisas que talvez nunca esqueça trabalhando comigo, mas não me faça me arrepender de ter tirado daquele Inferno, pois você será bem paga para isso. E aí Raul me perguntou pela última vez: "Você realmente deseja fazer isso? pois essa é a sua última chance de desistir. Nossos clientes não são convencionais, mas pagam bem pelos nossos serviços. E antes de responder, eu perguntei porque o serviço que fazíamos era tão diferente e ele preferiu não responder, dizendo que queria ver a minha reação e saber se eu estava pronta para aquilo.
E Reforçou: "Você vai querer continuar?" E eu respondi que sim. Raul então me enviou pelo WhatsApp o endereço, o nome do cliente e o horário do atendimento. O serviço pago antecipadamente tinha duração de 2 horas, mas o cliente poderia pagar a mais caso quisesse prolongar. O encontro seria dois dias depois ali dessa nossa conversa. No dia do meu primeiro trabalho, eu estava feliz. Afinal, eu ganharia R$ 800 Em uma única noite, quase o valor do meu aluguel ali de um mês inteiro. Um valor que eu acho que eu nunca tinha conseguido em quase 6 anos
lá com Joel. Mas junto com a felicidade, eu senti um pouco de apreensão. Depois das palavras de Raul, eu tinha medo do que me esperava para ganhar esse dinheiro. Raul então me ensinou a pedir um Uber, que naquela época era novidade no Brasil. Eu pedi o carro e segui para o destino combinado. A casa ficava em um bairro nobre de Campinas. Cheguei e fui recebida ali por um senhor de uns 60 anos, vestido com um terno preto tradicional. Ele me chamou para entrar, acomodou-se no sofá e disse para eu esperar, pois logo iríamos para o
local do atendimento. Pouco depois, ele pegou o carro e seguimos juntos. Saímos da cidade em direção a uma das cidades vizinhas que eu prefiro não Mencionar por segurança. E chegamos a uma igreja que parecia evangélica. Meu Deus, onde isso vai dar, gente? Aquelas igrejas grandes de bairro. O homem me convidou a entrar e eu aceitei, embora com certo receio. Mesmo sendo leiga, eu sabia o que era uma igreja evangélica e pensei comigo. Que tipo de pessoa teria coragem de fazer algo assim em um lugar sagrado? Mas, né, eu tava ali pelo dinheiro e sexo, eu
já tinha feito várias vezes em Lugares piores. Ao menos aquele homem pelo menos tava limpo, né? Pensei comigo. Então eu pensei que fosse, sei lá, o diferencial dos serviços de Raul, atender clientes com fetiches específicos. Mas a situação ela assim era bem mais complexa do que eu esperava. O homem, meu Deus, o homem se apresentou como pastor daquela igreja. Entramos e o local parecia uma igreja normal. Bancos, cadeiras, altar, tudo como nas igrejas Evangélicas comuns. Mas ao lado do altar havia uma porta pela qual entramos. Ele então disse: "Vou deixar você aqui até o pessoal
chegar". E aí eu na minha cabeça, né, pensei: "Que pessoal?" Mas não disse nada, né? confiando que Raul não me venderia para passar eh assim, não me venderia para pessoas que pudessem me fazer mal, pois ele teria gastado tanto comigo, né? Então assim, não fazia sentido alguém me matar ali, sabe? Então eu fiquei tranquilo em Relação a isso. Entrei na sala assim, já tomada pelo medo, né? Mas entrei. E no final dela havia outra porta pintada da mesma cor da parede, só que sem maçaneta. Uma daquelas portas invisíveis que se abrem com o clique estilo
gaveta. Era algo sofisticado e quem projetou realmente não queria que aquela porta fosse descoberta porque era quase imperceptível. Bom, quando o senhor abriu a tal porta, eu deparei-me com uma escada que descia Para o subsolo da igreja. Lá embaixo havia uma sala estranha, chão de porcelanato branco e uma mesa enorme no centro com cerca de 30 lugares e nada mais. Ele me levou até um dos lugares e pediu que eu esperasse ali até o seu retorno. Ele subiu às escadas e demorou cerca de meia hora para voltar acompanhado de mais 20 pessoas. Trouxeram um galo,
um bezerro e um bode. Sentaram-se à mesa, homens e mulheres, todos com cerca ali de 40 anos ou mais, E antes de se acomodarem, começaram a se despir por completo, ficando totalmente nus. E o Senhor que me contratou me pediu para que eu ficasse nua também. E assim fizemos. Todos estávamos nquele ambiente. O homem que me contratou levantou-se e subiu para a parte eh para a parte de cima, ainda nu, enquanto eu e as outras pessoas ficamos sentados em silêncio. Poucos minutos depois, ele voltou carregando uma faca, cigarros, velas, Bebidas e três objetos que pareciam
flechas. Desceu e formou um triângulo com velas vermelhas ali no centro da mesa de madeira rústica. Depois apagou as luzes e acendeu as velas. Então ele pediu para que eu me deitasse no centro daquele triângulo de velas e eu, assim meio relutante, mas obedeci. As pessoas então se levantaram e por cerca de 5 minutos entoaram um cântico em uma língua desconhecida. Era um som Grave e assustadoramente sincronizado. [Música] Depois, o homem fincou uma flecha em cada ponta do triângulo com a cabeça para baixo e colocou uma garrafa de bebida ao lado de cada uma das
flechas. E aí a parte que me envolvia começou. Ele me pediu para subir na mesa e me deitar dentro daquele triângulo. E após eu me deitar, ele entrou no triângulo comigo e ficou em pé em cima de mim, com os pés um de cada lado do Meu corpo. Uma das pessoas lhe entregou o galo e ele cortou a garganta do animal sobre o meu corpo, deixando o sangue escorrer por todo o meu corpo. Separou a cabeça do galo ali de seu corpo e afincou numa das flechas. Ele repetiu o mesmo com o bezerro e com
o bode. Então, acendeu um cigarro e colocou na boca dos animais, somente ali na nas cabeças, né, que estavam empaladas naquelas flechas. Ei, eu juro, a boca daqueles animais se mexia, sabe? Aqueles animais decaptados Estavam fumando. Até os olhos se moviam. E enquanto isso acontecia, as bebidas colocadas ali ao lado daqueles animais meio que fermentavam igual refrigerante quente, de até escorrer pela boca da garrafa. E essa foi a primeira vez que eu vi eh garrafas de pinga fermentarem daquela forma. Bom, após isso, uma por uma daquelas pessoas tiveram um contato íntimo comigo, sabe? com o
meu corpo ali coberto de sangue. Eu estava extremamente ensanguentada dentro Daquele triângulo e vigiada por aquelas cabeças fumantes que pareciam gostar do que viam. Eu não estava mais em mim desde o momento que eu deitei naquele triângulo. Eu sentia uma euforia, uma alegria estranha. Embora a minha consciência estivesse presente, eu não tinha controle sobre mim. Eu gargalhava, eu me esfregava naquele sangue. Era um prazer que eu não reconhecia como meu, sabe? E acho que o ser para a qual o sacrifício Era oferecido me possuiu, pois sabia que se eu permanecesse consciente, eu fugiria dali. Então,
quando o ritual terminou, as luzes foram acesas, o homem me entregou uma toalha e disse: "Vá, menina, tem um banheiro com chuveiro quente para você se lavar ali no canto. Depois de se lavar, pegue o seu e o seu Uber e vaiá embora. Seu pagamento já foi feito a Raul". E assim fiz, né? Tomei meu banho, lavei tudo aquilo, né? E fui embora. Chegando em casa, eu liguei desesperada para Raul, xingando de todos os nomes possíveis que vocês possam imaginar. Eh, já ele riu sarcasticamente na ligação e disse que eu havia aceitado aquele trabalho e
que o dinheiro já estava na minha conta. Após desligar, eu não consegui dormir pensando no quão estranho e perturbador tudo aquilo foi. Mas o dinheiro, né, estava na minha conta. R$ 16.600 por 4 horas de trabalho, entre aspas, pois Além das duas horas combinadas, eu fiquei mais duas. Li, eu senti nojo do que eu vivi e do que eu fiz. Aquele sangue, né, sobre o meu corpo, tudo aquilo era demais para mim. Mas no fundo eu tinha ainda mais nojo de ser como a minha mãe, sabe? Pobre, perdida e dominada pela bebida. Se aquela fosse
a forma mais fácil de ter dinheiro, eu nunca mais passar a necessidade também e principalmente não ser como a minha mãe. Então, assim que Seja. Então, para mim estava tudo bem antes ser desse jeito, dessa vida, do que ser como a minha mãe, né? E naquela época eu até pensei comigo mesma. Eles não me bateram como Artur fazia, não me machucaram e só usaram o que pagaram para usar o meu corpo. Era doloroso, era, mas ao menos havia um limite. Então, no dia seguinte, com a cabeça mais fria, chamei Raul para conversar e pedi que
ele fosse honesto comigo sobre o que ele realmente fazia. E eu não Aceitaria continuar se ele escondesse a verdade. E deixei claro que ele poderia até me matar se fosse necessário, para quitar a dívida de tudo que já tinha me dado. Raul então respondeu: "Bom, se você não fugiu ontem, é porque é forte o suficiente para esse trabalho. E como você mesma disse, é justo que eu te explique como que você vai lidar. Eu sou cafetão, mas não um cafetão comum. Eu gerencio meninas para um tipo específico de atendimento. Na minha empresa Atendemos aqueles que
ninguém quer atender, especialmente cultos e rituais, se é que você me entende. Se alguém precisar de uma acompanhante para um ritual, sou eu quem essa pessoa vai procurar. Mas calma, minhas meninas não são submetidas a nada que possa machucá-las. Vocês não são a oferenda do ritual, só contribuem para que ele aconteça de forma certa. com todos os elementos que devem ter e isso inclui o trabalho de Vocês. Vocês são parte do ritual, uma espécie de complemento para que o sacrifício seja completo. E só isso, de forma e é só isso, de forma simples. Vamos dizer
que uma religião seita, seja o que for, precisa ali de algumas meretrizes para que o ritual seja completo. E meninas comuns não aguentariam ver o que ocorre nesses sacrifícios. Por isso eles me contratam, pois sabe que as meninas a qual eu agencio sabem exatamente o que irão Fazer ali. Bom, Sly, esse era e ainda é o meu trabalho. Uma acompanhante especializada em atender culto e seitas, rituais e afins. Ao contrário do que muitos imaginam, esse nicho é bem maior do que se pensa. Existem várias meninas e meninos que trabalham exclusivamente nisso. É algo extremamente lucrativo
até os dias de hoje, pois não é todo mundo que tem estômago para ver certas coisas. E vocês acham que Raul me deu casa, dignidade, Liberdade, porque ele é bonzinho? Claro que não. Para mim receber eh R$ 400 ali por hora, Raul cobrava R$ 1.000, R$.200 por hora. E como eu sei disso? Bom, em 10 anos nessa profissão, eu vivi de tudo, desde banhos de sangue até rituais com cadáveres em cemitérios. E para falar a verdade, o banho de sangue e as orgias são as partes menos perturbadoras dessa minha profissão. Eu já fiz cada tipo
de coisa que eu prefiro não relatar para você não Vomitar lendo esse relato. Eu já fiz de tudo, mas hoje eu não passo sufocos. Eu me considero uma pessoa rica, diferente da minha mãe, que me vendeu por R$ 150 para morrer como escrava, ou então de alguma DST naquele bordel nojento. Mudei de estado, comprei minha casa, meu sítio e vivo bem com tudo que eu sempre sonhei. Eu trabalho esporadicamente ali com Raul ainda, mas hoje também tenho os meus próprios clientes espalhados pelo país. Em 10 anos de profissão, eu construí a minha própria cartela, né,
ali de clientes. Esse mercado ele é muito grande e muito lucrativo. Tudo na vida tem um preço e esse é o preço que eu pago até hoje por não ser como a minha mãe. Muitos de vocês, ouvindo a minha história, teriam ódio de Raul, assim como de Joel. Mas pensem comigo, Raul me vendia, sim, porém foi ele que me tirou daquele lugar. Se não fosse Raul, eu não sei nem se eu estaria viva ou se já Teria sumido, como tantas outras na mão de Joel. Minha vida toda foi um inferno e pessoas como eu se
apegam em pequenos laços de empatia e humanidade para se sentir felizes, mesmo que seja por pouco tempo. Apesar de tudo que passei, a maior alegria que eu tenho é não ser mais como ela, minha mãe. Não vivo na miséria. Hoje tenho dinheiro, vivo bem. Mesmo com os meus demônios, eu vivo bem. Uma vez uma amiga do ramo até me disse uma frase que nunca saiu da minha Cabeça. A cada cliente que atendemos, nós levamos algo deles e isso é verdade. Porém, há cerca de um ano, eu estava passeando no shopping, quando uma senhora de coque
grisalho, Sim, essas mesmo ali do círculo de oração que revela até o CPF, ela me abordou, nem me cumprimentou nem nada, ela só me abordou e já chegou dizendo: "Naquele dia, naquela sala, há 9 anos atrás, o que te fez gargalhar ainda te acompanha. Deus tem um propósito para sua vida, mas o Livre arbítrio é seu. Eu fiquei incrédula. Como aquela mulher em outro estado tão distante sabia daquela parte da minha história. Eu encontrei ela por acaso no shopping e o que ela falou tinha acontecido há 9 anos atrás. Como isso seria possível? Então ela
me perguntou se eu queria ouvir algo da parte de Deus e eu respondi que sim. Ela começou a falar sobre a minha vida pessoal, coisas que só eu sabia. E ali no meio do shopping, Eu comecei a chorar. Ela me convidou para ir à sua igreja e eu, que sou traumatizada por causa de tudo que eu já vivi envolvendo religiões, relutei, mas acabei aceitando. Ao contrário do que muitos pensam, eu nunca atendi famosos e eu atendo pessoas comum. O Senhor que te dá bom dia na padaria, o padre da igrejinha do interior, o pastor, o
pai de santo da caridade, a vizinha amorosa, a vovó do bairro, pessoas que à primeira vista parecem boas, bondosas, Exemplares, sabe? Mas que na calada da noite praticam rituais para benefício próprio, tão sórdidos e nojentos que até o próprio diabo do vida, sabe? rituais de morte mesmo na boca do cemitério. Mas li uma coisa que você fala é verdade. Todas as religiões têm seus lados bons e ruins e não podemos generalizar. Minha vida nesse ramo tão específico começou numa igreja evangélica com aquele ritual macabro e hoje está se findando, eh, se findando em outra Totalmente
diferente, cheia de Deus, onde eu me sinto feliz. Eu fui à igreja daquela senhora e estou sendo transformada. Ela está sendo a mãe que eu nunca tive. Ela me disse que aquela foi a primeira vez que ela foi a um shopping, pois ela sentia que precisava falar comigo. Mesmo sem nunca ter me visto, ela sabia que era comigo que ela precisava falar. E com ela eu aprendi que o amor de que assim com ela, né, eu aprendi o que é o amor de uma mãe. Através daquela senhora, eu aprendi que eu estava sendo a maledite
de mim mesma, pois eu estava desgraçando a minha vida, tentando provar algo que não tinha que ser provado, sabe? Eu estava tentando provar para mim mesma que eu era uma pessoa boa, diferente da minha mãe. Ah, entendi. É realmente, realmente. Aquela igreja é o melhor lugar do mundo para mim. É um local simples, mas acolhedor. E é assim que eu me sinto lá. Pela primeira vez na vida, me sinto Feliz de verdade e por completo. E hoje, Li, eu tenho uma mãe do coração que nesses um ano, eh, mesmo eu fraquejando, nunca desistiu de mim.
e também um pai muito amoroso também, que é o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Eu estou em uma luta espiritual constante para me libertar de tudo que passei, porque como a minha amiga disse, eh, carreguei muita coisa ruim durante esses 10 anos. Não está fácil, mas aquelas pessoas que me acolheram como filha cuidam de mim e do Meu espírito. Ainda estou me libertando da minha vida antiga, saindo e saindo aos poucos, né? Pois vendo tudo que eu já vi sair de uma vez pode gerar alard e conhecendo essas pessoas como eu conheço, essa é
a pior coisa que poderia me acontecer. Bom, antes de terminar o meu relato, eu eh eu gostaria de deixar dois alertas. O primeiro para as mamães que assistem seu canal, por favor, amem seus filhos, cuidem deles para que não precisem passar pelo que eu passei, para Que não se tornem eh para que não se tornem como eu, que fiz de tudo para não ser igual à minha mãe. E segundo, para aquelas pessoas que, como eu, são do Nordeste, eu me orgulho muito disso. Vocês vivem numa terra maravilhosa. Não abandonem suas raízes por causa do que
os outros falam de São Paulo, por favor. São Paulo tem tudo, sim, mas é uma terra vazia. É raro encontrar pessoas que realmente querem ajudar e quando chegamos somos leigos e fáceis de Manipular. Se está ruim com a sua família, imagine sem ela. Pensem nisso. Hoje eu não posso ter eh hoje não posso ter filhos, pois após tantas pílulas do dia seguinte dada a mim por Joel, causou em mim um dano irreversível, danificando o meu útero e os ovários ali por completo. Porém, assim que eu estiver 100% livre disso tudo, eu pretendo adotar um bebê
e ser como minha mãezinha do coração é para mim. Eh, assim, e ser como minha mãezinha do coração é para Mim, para ele, né? Para criança, um refúgio, um abrigo. Eh, enfim, Leandra, esse foi o meu relato e obrigada ali. Amo seu canal e adoro como você respeita todas as religiões. Manda um beijo pros seus gatinhos por mim, especialmente pro sapeca do Bruninho. Pode deixar. Ele tá perdido pela casa neste momento. Acho que ele está tirando a sonequinha da manhã dele. Mas assim que eu veho eu vou mandar o beijinho, sim. Ó, um beijo, tá?
Muito obrigada. eh, por esse relato, por Compartilhar com a gente. Gente, que relato. Olha, eh eu acho que eu nunca, acho, não tenho certeza, eu nunca contei aqui no canal um relato tão tocante como esse. E eu fico assim extremamente lisongeada de ver que as pessoas têm confiança de me mandar um relato desse, porque gente, que loucura, tipo, que loucura mesmo. E ai gente, são tantos pontos assim que eu acho que eu ficaria aqui horas e horas comentando com vocês os pontos desse Relato. É, então assim, eu acho que eu vou indo por partes, por
coisas que é assim me chamaram muito atenção. É lógico que eu com certeza vou esquecer alguma coisa, porque esse relato foi muito pesado, eu tive que parar algumas vezes e depois gravar, então às vezes a gente se perde um pouco. Então assim, é esse primeiro ponto que ela disse sobre a pobreza do lugar que ela veio. E é muito interessante isso que ela falou e pontuar, porque se vocês forem fazer Assim uma cronologia, dar uma analisada nessa questão de tempo, não tem muito tempo que tudo isso aconteceu na vida dela, porque se quando ela estava
em 2015, né, ela foi assim, é, não, ela é, foi no ano de 2015, né, se não me falha a memória, mas ali é quando ela foi lá paraa outra casa e tudo mais. Então assim, isso não é uma história que se passou, por exemplo, nos anos ai 80, 90, então foi há muitos anos atrás, não é uma história de certa forma recente, né? Ela é uma menina jovem ainda, bem jovem. Então assim, é de certa forma uma história muito recente. Então para vocês verem que não tem muito tempo que isso aconteceu e até hoje,
gente, tem muitas partes aqui no Brasil que a gente não faz ideia da pobreza que é o lugar. igual. É até muito interessante porque domingo passado, né, eu tava conversando isso com a minha tia, ela na minha mãe, porque a gente que é dessa região aqui Da onde que eu moro, por exemplo, eu sou do Espírito Santo e aqui tem pobreza, tem tem situações bem complicadas. Então assim, a gente que é daqui ou às vezes as pessoas que são de regiões assim que assim, a gente vê a pobreza, a gente vê pessoas passando fome, vê
eh favela, enfim, a gente vê esse tipo de coisa, mas gente, tem lugar no Brasil que é de você chorar, de chorar mesmo. Por isso que eu fiquei muito tocada, porque é muito bizarro a gente nos dias de hoje Ainda ter pessoas nessas situações. É, é extremamente triste. Então eu tô falando isso para que nenhuma pessoa ache que ela estava, sei lá, aumentando ou mentindo em relação a isso, porque gente, realmente existem muitos lugares ainda que a pobreza é extrema, extrema, e realmente as crianças elas são vendidas assim, isso ela não tá aumentando. E eu
falo isso porque eu tenho os tios que são caminhoneiros e eu já escutei histórias. Eh, teve uma vez, tem muitos anos disso, que teve um tio meu que, tipo, ele tava num posto e simplesmente a mãe queria. Aí ele até falou assim: "Não, minha senhora, eu não é não sou assim não, né? Tipo assim, eu não sou um pedófilo, sabe?" Eh, aí ele falou: "Não, eu tenho a minha vida certinha. Eu tenho e eu tenho uma filha". Inclusive falou: "Eu tenho uma filha da idade dessa filha, dessa dessa criança aí, tipo, sabe o que que
a mãe virou?" Não, mas você pode Levar ela como uma empregada, gente, juro, tipo, como uma empregada. Então, assim, isso acontece muito pro lado do Nordeste. Realmente acontece. É uma coisa assim que as pessoas até deveriam muito ver isso, mas é ai é complicado. Então assim, ai são muitos pontos. Isso que ela falou e já imaginava que esse tipo de coisa acontecia, acontece, porque realmente tem muitas tem muitos rituais, muitas coisas assim desse tipo que é necessário essa energia sexual. Vocês estão entendendo o que eu tô querendo dizer? E muitas das vezes não pode ter
tipo dor, tá ligado? Eu tenho assim, eu tenho mais ou menos uma noção disso por conta de umas histórias que eu já escutei. Então assim, não de ver no YouTube, tipo, história de gente mesmo me contando. Então tem que ter uma energia sexual e tal, tem todo um negócio por trás e então a pessoa meio que tem que consentir, sabe? Então eles vão e pagam pessoas para fazer isso. Eh, E sabe como que eu sei disso, gente? Isso é muito doido, porque eu eu sou est assim, eu era esteticista, né? minha formação. E aí eu
atendia muitas garotas de programa que elas adoram se cuidar e tals, estão certíssimas, tem que se cuidar mesmo e investir, né, Gor Nicolibus fala, elas eh eu trabalho com a minha imagem, então tipo assim, elas sempre se eh iam muito, né? Então atendia muito a garota de programa e aí elas me contavam. Então, tipo assim, Gente, é muitas coisas bizarras assim, entendeu? eh, realmente fazer sexo dentro de cemitério e, enfim, gente, tem muitas coisas assim que acontecem. Então, realmente, esse tipo de coisa existe. E, enfim, eh, ai, são várias coisas aqui que dá para pontuar
e eu espero assim que a galera dos comentários eh não fiquem muito de julgamento. É uma história muito difícil. Eu fico imaginando ela ali com nove aninhos sendo vendida. É uma pessoa Que foi pro mundo, né? eh, sem saber como era a vida, porque querendo ou não, gente, a nossa base ali, tudo que a gente aprende antes de começar a vida adulta, geralmente é passado pelo pai, pela mãe, pelas pessoas que a gente convive. Então, ela muito nova, foi vendida, cara. Tipo, então acho que não tem nenhum o que a gente julgar. Ela foi inserida
ali e agora ela mesmo, né, com a ajuda dessa senhora, tá querendo sair disso. E assim, acho que ela tá super Certa. E eu espero que vocês tenham eh controle aí nos comentários com os dedinhos nervosos comentando, porque é uma história muito delicada. Eu acho ainda que ela depois de passar por tudo que ela passou, ela é uma pessoa até bem sã das ideias, porque eu imagino, né, que sei lá, é muito perturbador passar por tudo isso. E sabe um ponto que, tipo, eu fiquei pensando muito lá no início que ela falou que mesmo hoje
ela tendo dinheiro, ela não consegue achar As irmãs dela. Eh, infelizmente eu acho que a probabilidade das irmãs dela estarem mortas é muito grande. Eu sei que é um assunto um pouco delicado, mas por que que eu tô falando isso? É porque eu já ouvi histórias também que assim, gente, esse mundo de prostituição é uma coisa muito nojenta. Então, quanto mais nova a menina for, mais valor, infelizmente, ela tem. Então, tem muitos casos que quando vem uma mulher assim velha, entre aspas, pra Idade que eles querem e tals, é geralmente é usada para outro fim,
tipo tráfico de órgãos e por aí vai, entendeu? Então, infelizmente, isso pode ter sido o destino de uma das irmãs dela por conta da idade. Ela não especificou, mas se ela era mais nova e tinha 9 anos quando tudo aconteceu, provavelmente as outras irmãs deviam ter ali, tipo 12, 13, 14, 15 por aí, sabe? Então, infelizmente esse pode ter sido o fim, mas espero que não. Eu só é só um Achismo meu. Eu espero que com avanço aí da internet, da tecnologia, você possa encontrar elas, né? Porque a cada dia que passa as coisas vão
se modernizando mais. Tem as redes sociais, eh tem até um banco de dados hoje em dia que você pode mandar o seu tipo sanguíneo e ver se você acha alguém que tá nesse banco de dados. Então tem várias formas, né? Então assim, espero de coração que você encontre, que esteja todo mundo bem. Eh, os seus irmãos também, os homens, né? Não sei o que se sucedeu, mas eu espero de coração que um dia você ou encontre eles ou pelo menos fique sabendo o que que aconteceu, porque deve ser angustiante você se separar de toda a
sua família e não saber o que rolou com todo mundo. Mas enfim, como eu disse, eu ficaria horas aqui comentando esse relato, mas eu não vou fazer isso, né? E é isso, gente. Muito obrigado também a todos que ficaram até o final do vídeo, ó. Um grande beijo a todos. Tchau tchau E eu vejo vocês no próximo vídeo.