Muitas pessoas sonham em descobrir o que há além do nosso planeta. Que tipo de mistérios podem estar escondidos em mundos que ainda não conhecemos? Mas o que muitos não param para pensar é que mesmo aqui na terra temos áreas totalmente desconhecidas e mistérios que nunca foram desvendados.
A verdade é que conhecemos apenas cerca de 5 por cento dos nossos oceanos e muitas vezes somos surpreendidos com novas envolvendo o fundo do mar, as criaturas e mistérios que se escondem por lá. Eu sou Donato de Paula, narrador do Mistérios do Mundo e hoje você vai conhecer um pouco sobre a fossa das Marianas, o ponto mais profundo de todos os oceanos. Se você gostar do vídeo, não se esqueça de deixar o like, se inscrever no canal Mistérios do Mundo e ativar as notificações.
Localizada a leste das ilhas Marianas, no Oceano Pacífico, a Fossa possui incríveis 11 mil e 34 metros de profundidade. Para que você tenha uma ideia do que representa esse valor tenha em mente que o Monte Everest, o pico mais alto do planeta, possui 8. 850 metros de altitude.
A fossa das Marianas foi explorada pela primeira vez em janeiro de 1960. Na ocasião, os mergulhadores Dom Walsh e Jacques Picard atingiram uma profundidade de 10. 916 metros a bordo do batiscafo Trieste.
O mesmo ponto foi alcançado pelo submarino automatizado Kaiko, construído pelos japoneses. Infelizmente, não há registros visuais deste evento por conta da estrutura dos veículos submersíveis que precisaram ter suas janelas quase totalmente suprimida para que pudessem suportar a pressão absurda. A fossa teve importância gigantesca no rumo da história da biologia marinha.
Isso porque em 1985, o oceanógrafo Robert Ballard utilizou veículos automatizados para comprovar que havia vida no oceano após a chamada camada batipelágica. Essa camada, compreendida entre os 1000 e 4 mil metros abaixo da superfície era tida anteriormente como o limite da vida marinha. Abaixo disso, acreditava-se que nenhuma criatura poderia sobreviver.
As imagens de Ballard, no entanto, comprovaram que alguns animais marinhos se desenvolveram e se adaptaram perfeitamente a vida nas profundezas. Além da contribuição direta para a biologia, essa descoberta mudou a forma como entendemos a evolução da vida em nosso planeta. Depois do primeiro passo dado por Ballard, a ciência comprovou que algumas criaturas marinhas já existiam milhões de anos antes das primeiras formas de vida terrestres.
Mais recentemente, em 2012, o famoso cineasta James Cameron chamou a atenção do mundo inteiro ao se tornar a primeira pessoa a descer sozinha até o fundo da fossa das Marianas. Para esse feito, James utilizou um veículo submersível semelhante aos dos primeiros exploradores, e conseguiu gravar algumas imagens de alta resolução das profundezas do oceano, contribuindo para o estudo desta área do nosso planeta, que é menos conhecida pela ciência do que a superfície de Marte. Fossas abissais, como são conhecidas as formações deste tipo, são geradas a partir da colisão entre duas placas tectônicas em um movimento semelhante, porém oposto ao que acontece na formação de vales ou cânions.
No caso da fossa das Marianas, as placas envolvidas foram as do Oceano Pacífico e das Filipinas, que se chocaram há mais ou menos 50 milhões de anos. E como as placas continuam se movendo desde então, não seria novidade se ao passar dos próximos milhares de anos, a profundidade na região se tornar ainda maior. Apesar de todas as explorações feitas na região ao longo da história, catalogar todas as espécies que vivem por lá é uma tarefa muito difícil, e por isso provavelmente existem milhares de animais com características únicas que os cientistas ainda não conhecem.
O vídeo de hoje vai ficando por aqui. Conte o que achou nos comentários! Até a próxima!