[Música] Boa tarde a todos muito obrigado pela presença hoje eu sou Vitório sou responsável da cobertura do setor de energia no ibd do BTG e tenho a honra hoje de convidar para o palco quatro pessoas de grande destaque no setor da energia brasileiro em primeiro lugar Queria convidar o diretor geral [Aplausos] [Música] [Aplausos] Queria convidar o Ricardo Botelho presidente da [Música] Energisa o Augusto presidente da Equatorial e o Lino presidente daev por favor bom o assunto de do painel é transição energética transição energética é um tópico Global hoje em dia mas é um tópico muito
brasileiro é um tópico muito relevante diria por dois motivos primeiro que o Brasil eh tem uma vantagem competitiva gigantesca eh em termos de qualidade de matriz energética e e segundo porque o mercado brasileiro está passando por um processo global de liberalização Então nada melhor do que ter aqui no palco o diretor geral da Anel e os líderes de Três empresas eh muito atuantes no setor de energia e que com mesmo atuando as três no setor elétrico tem estratégias diferentes Então vai ser muito interessante ouvir de cada um dos participantes desse painel como eles abordam o
tema da transição energética no contexto da liberalização elétrica do setor da liberaliza do setor Então queria começar eh com o Ricardo e fazer uma pergunta High Level A pergunta é Qual é a função o papel do consumidor final no contexto da liberalização do setor da energia e de que qual maneira você está a energiza está se preparando para esse movimento Muito obrigado então Vitória um prazer enorme est aqui convite que você me fez equip com essa audiência bem qualific cada aqui ladeado aqui de ceos também bastante importante nosso diretor geral aqui da agência bom eu
diria que ol aqui sobre a nossa Perspectiva da Energisa né Eu acho que olhando pro lado de que a gente é consciente desse papel que a gente tem como Empresa Brasileira né Muito compromissada com o desenvolvimento do país Nós tomamos uma uma decisão né de realmente priorizar né o a questão da transição energética como sendo um tema aonde nós estamos buscando né ser protagonista investir em produtos em soluções energéticas que nos tornem parceiros estratégicos dos nossos clientes eh nessa jornada da transição energética que como você mesmo colocou é uma um assunto global é um assunto
que tá corriqueiro hoje né E o nosso posicionamento ele busca principalmente ser uma empresa centrada no cliente Nós deixamos de chamar eh consumidores nós cham amos hoje de clientes você vê quanto que também a transformação tá mudando eh dentro do das próprias empresas de utilities né E muito mais do que cliente de energia e muito mais até de que um provedor de infraestrutura então nosso posicionamento tá muito nesse nesse ponto e olhando também pelo lado assim de que é um lado eh que nós temos muito forte também de de um DNA eh de inovação a
gente desenvolveu o conceito desenvolveu um portfólio né e a gente chama isso de um portfólio de um ecossistema aonde essas questões do cliente é colocado lá no centro e a gente aproveita para poder eh trazer soluções únicas pros clientes cada vez mais exigentes aí eh de um modo geral eu podia explicar que a visão que a gente tem dessa relação consumidor que as empresas como a nossa decisão de de de de encarar esse desafio né de dessas novas opções ess nov momento que o consumidor tá mudando aqui é de nos transformarmos como se fosse um
Marketplace tá o Marketplace é esse que a gente pode ofertar n soluções dentro desse ecossistema nosso E aí só para dar um exemplo se o sujeito tá lá em uma indústria Siderúrgica no Espírito Santo ele precisa de gás natural nós temos lá essa Oferta se por acaso uma uma agroindústria nós estamos no centro oeste né em regiões onde o o O agronegócio é muito muito potente se lá tem uma indústria que tem resíduos né orgânicos e precisa ter uma solução para esse resíduo orgânico nós podemos transformar esse resíduo orgânico em biogás em biometano tá e
fertilizante atendendo também a solução para ele se por exemplo um pequeno comerciante né precisa fazer uma economia energia a gente pode ofertar para ele um plano né de assinatura solar mesma coisa na questão da da do Mercado Livre Então esse conjunto de coisa pode ficar aqui falando n exemplos né esse conjunto de de soluções é o que a gente tem focado empresarialmente a gente tem olhado para entender Primeiro qual é o job to bidon do cliente que que o cliente precisa tem necessidades implícitas e necessidades não muito implícitas nós temos que perceber isso entender esse
contexto novo das necessidades desses clientes e trazer alguma solução para que Ele nos eleja como fornecedor de Eh vamos chamar de de escolha Então essa é a postura que a gente tem adotado nesses últimos anos tá e a gente criou inclusive um conceito né energiza 5D que que é energiza 5D ela é descarbonizada ela é diversificada ela é descentralizada Ela é é democrática e digitalizada tá todos esses conceitos estão dentro dessa proposta e por último eu diria que a gente até para poder tangibilizar isso a gente criou uma marca uma marca separada do negócio mais
tradicional de utility a gente chamou de reenergiza a reenergiza é a nossa proposta de como que a gente vai renovar como a gente vai reformular como que a gente vai repensar a forma de produzir a forma de consumir e a forma de comercializar energia então eu tô muito conv eh Vitório que o cliente terá um papel de destaque um papel cada vez mais ativo nesse processo o cliente hoje não é mais consumidor e deixando de ser esse consumidor que não fazia opção ter várias opções ali vão demandar realmente vários serviços várias coisas diferentes e as
empresas T que estar preparada muito obrigado Ricardo e passando a palavra para Augusto eh a Equatorial como todo mundo sabe comprou do anos atrás uma das maiores e melhores empresas de renováveis a ecoenergia e obviamente Equatorial também eh controla das maiores bases de clientes cativos né do Brasil então a pergunta para o Augusto e como ele consigue digamos extrair valor do fato que controla uma grande plataforma de renováveis e uma grande base de clientes no contexto da liberalização do mercado eh Boa tarde a todos eh primeiro Vitório Obrigado aí pela oportunidade de discutir temas atuais
temas muito importantes e são muito importantes pro futuro do Brasil não é e tem uma oportunidade até com os colegas com o diretor geral aqui discutindo eh como você falou hoje Equatorial nós temos eh nós temos hoje 14 milhões de clientes né quer dizer cliente muito cliente eh nós é uma realidade já se o mercado essa abertura do mercado todo o grupo A agora a partir de Janeiro ele já pode migrar o Grupo B fala-se em 2029 mas eu acho que pela dinâmica das coisas isso deve ser até mais rápido então portanto a gente precisa
se preocupar de uma forma eh muito célere né para atender a isso então o cliente naturalmente você reforça acho que dentro de você você uma coisa que Equatorial tá trabalhando muito é criando uma plataforma para integrar todos esses serviços quer dizer hoje você vende você tá em toda a cadeia você tá na Equatorial está na cadeia da geração da transmissão da distribuição da comercialização estamos no saneamento temos uma planta lá no Amapá é um laboratório uma coisa ainda pequena mas que vai permitir a gente aprender estamos aprendendo muito né eu tô falando da GD tô
falando eh eh da telecomunicação também numa pequena escala então você vê que hoje a gente tem um portfólio bastante interessante com essa visão muito de multi eh multi utility você hoje pode fazer isso e o que que você vai fazer você precisa de alguma maneira criar uma plataforma E isso nós estamos trabalhando intensamente para você justamente criar uma solução num único lugar para cliente e aí Vitório no boj diso traz uma ocupação a gente precisa essa transição é realidade ela tá vindo mas aí Sandoval a gente precisa ter uma preocupação muito como é que a
gente faz essa transição Tá certo desse mercado e esse mercado hoje você tem por exemplo contrato de longo prazo para o mercado liberalizado Tá certo como é que a gente faz isso de uma forma responsável de forma que essa conta não fique com esse cliente que está aqui mas em suma vitória nós estamos nos preparando criando essa plataforma de forma que você faça Facilite se aproxime cada vez mais do cliente e dê uma identidade esses 14 milhões de clientes para que eles eh eles sejam fidis sejem fidedignos a a Equatorial Muito obrigado Augusto e Lino
obviamente falamos agora com os líderes de duas grandes sociedades de distribuição o modelo da de negócio da neve obviamente é diferente é uma empresa verticalizada reservoir toar líder de mercado nesse segmento então do seu ponto de vista tendo eh Considerando o modelo de negócio de Neva como você enxerga as oportunidades eh que se apresenta com a liberalização do mercado e como aeva tá se preparando digamos para navegar essas mudanças Ok Vitor bom primeiro agradecer aqui o convite a presença no painel e cumprimentar meus colegas aqui panelistas eh ao como você colocou pai Neva tem a
origem dela ali no reserve Art Wire que a gente chama de r2w que é a produção verticalizada de energia term elétrica a partir da exploração do gás natural e a conversão em energia mas a transição energética para o desafio vai além só da geração de energia elétrica e a ineva atua não só na energia elétrica mas em outros setores aonde nós estamos contribuindo com descarbonização como fornecimento de gás para setores industriais Transportes e e sistemas isolados Como foi o caso da usina em Roraima então a forma como a eneva eh tá eh lidando com o
problema da transição e as oportunidades é justamente diversificando a nossa oferta para além da monetização do gás via para energia elétrica o que por sinal provê resiliência ao sistema Então por uma necessidade do sistema que tem uma expansão de renováveis muito grande precisa ter um backup precisa ter uma forma de prover resiliência ao sistema E aí a ineva contribui fortemente pro setor mas estamos olhando como eu falei para outras oportunidades de uso do gás natural né e aqui eu elenco três delas que são oportunidades grandes que nós consideramos grandes que nós estamos trabalhando primeira né
sistemas isolados Rame é o maior exemplo temos uma usina de 120 MB lá eh porque funciona com gnl produzido a 1000 km de distância no Campo de Azulão eh temos contratos para substituir utilização de diesel e e de óleo combustível em aplicações industriais no Maranhão e agora estamos entrando também no setor de transporte rodoviário pesado eh tentando implantar para o primeiro corredor azul do Brasil Ali na rota do matupi né até para o porto de Taqui Muito obrigado Lino e diretor geral e o senhor tá liderando anel num momento muito interessante para o setor obviamente
liberalização do mercado transição energética no Brasil e globalmente isso Traz uns desafios desf fos por exemplo de ordem de estabilidade do sistema porque o grande crescimento de GC de geração centralizada geração distribuída e trazem desafio de intermitência desafio de sistema mesmo como o senhor enxerga e essa questão por exemplo considerando a importância de fontes alternativa como gás natural leilões de potência outras alternativas para melhorar a segurança energética do Brasil Obrigado Vitório pela pergunta queria agradecer o convite aqui em nome na pessoa do Dr André Esteves Tier M CEO do grupo BTG pactual também dizer que
é um privilégio aqui tá aqui dividindo esse painel com vocês Vitório Ricardo Augusto e Lino e também dizer que eu me sinto duplamente privilegiado estar na Agência Nacional de Energia Elétrica já é é um grande orgulho na função de Presidente E especialmente no momento que estamos vivendo um momento de grandes e representativas transformações que irão seguramente mudar a vida eh do país da economia e transformar e modernizar mais ainda o setor de energia eh a sua pergunta ela transita sob diversos aspectos me permitam aqui fazer um recorte histórico para poder chegarmos rapidamente neste momento atual
e sinalizar as mudanças que teremos que fazer para o futuro o Brasil ele é um país naturalmente vocacionado para a transição energética quando finalizou-se uma crise de abastecimento na década de 70 o governo do Brasil tomou uma decisão de criar o programa proálcool dali em diante seguiu-se com a exploração das do nosso potencial hidroelétrico era aquela tecnologia que estava disponível juntamente com as usinas termelétricas que fundaram a nossa base de geração hidrotérmica até meados de 2001 quando naquele momento identificou-se a vulnerabilidade do setor elétrico Brasileiro ao abastecimento porque tínhamos uma extrema dependência da das chuvas
da água dos nossos reservatórios houve uma decisão política naquele momento acertada de incentivar fontes renováveis e tivemos o proinfa tivemos a a os subsídios que encontram-se na tarifa de energia elétrica subsidiando o o o custo de transmissão e Distribuição e outros subsídios que vieram depois como por exemplo a geração distribuída E aí nós nos deparamos com um cronograma que o governo fez em 2018 uma portaria ministerial decidiu que gradativamente nós faríamos eh reduziríamos as barreiras para o acesso ao Mercado Livre Mercado Livre Hoje no Brasil tem 35% do nosso consumo eh dedicado ao mercado livre
e com a liberalização iniciada no dia primeiro de Janeiro todos os consumidores do grupo a farão são elegíveis para o mercado livre e aqui para quem não tá ambientado com o setor elétrico seriam aqueles consumidores que em média tem uma conta de energia elétrica em torno de r$ 1.000 isso é um mundo bastante grande Considerando o que nós tínhamos no passado mas ainda muito pequeno com relação à nossa base de consumidores se não me falha a memória nós temos 180 1000 consumidores do grupo A e em torno de próximo 90 milhões de consumidores globais assim
seria a base de clientes do Brasil se não estamos com 90 milhões estamos muito perto disso e aqui abre-se um oceano de oportunidades para não apenas as distribuidoras e aqui eu coloco nesse ambiente as comercializadoras porque por força de legislação uma distribuidora de energia não pode comercializar energia elétrica é claro que existe os braços da distribuidora que ela pratica e exerce essa operação e aqui a gente percebe a seguinte possibilidade na medida que a energia elétrica para o Mercado Livre ela é livre o comprador ele pode direcionar suas compras sobre alguns drives de decisão o
primeiro deles o preço óbvio se busca claro que haja uma eficiência no preço e é o que se tem percebido eh a com os consumidores que migram para o Mercado Livre uma vez que ele é desonerado do pagamento de diversos encargos setoriais e também podem se colocar outras componentes como por exemplo eh critérios de governança Social e Ambiental ou seja o cliente o o cliente escolhe de quem ele quer comprar considera atributos preço e outras oportunidades o que também abre uma um grande leque de oportunidade para o o mercado e aí colocar em que ambiente
anel se envolve anel é a agência reguladora que regula os serviços Associados aos monopólios naturais serviços de Distribuição e transmissão e também atividades eh liberalizadas que nós colocaríamos a geração e e a comercialização de energia eh a anel exatamente tendo em mente esse planejamento do governo que já se sabia que nós teríamos uma grande quantidade de consumidores que acessaram o Mercado Livre ela iniciou um conjunto de regulamentações nós regulamos os critérios de entrada e saída da comercialização porque nós tínhamos eh a possibilidade de operações muito alavancadas ou seja pequenas comercial adoras poderiam assumir riscos muito
grandes na comercialização então nós primeiro colocamos critérios de entrada e saída ou seja grandes comercializadores por Óbvio podem assumir grandes operações pequenos comercializadores tem que crescer para se tornar grande e aí fazerem grandes operações então regulament o o acesso e entrada regulament o comercializador varegista regulament a as garantias que estão em período sombra Ou seja a Nel está preparando está com a regulamentação preparada para esse maravilhoso o mundo novo que chega e aí por fim e eu por isso que eu digo que a sua pergunta foi muito Ampla aqui para situar o o Lino na
na Perspectiva da renova da desse ambiente de transição energética as hidroelétricas e a geração termelétrica gás natural elas são irmãs siamesas das fontes consideradas renováveis por qu são essas Fontes que dão segurança estabilidade para que as operações ocorram uma vez que as fontes renováveis solar e as eólicas elas possuem uma variabilidade que ainda não permite que tenhamos E aí quiçá diria se nós realmente precisaríamos ter uma uma uma geração que seja sem 100% eh renovável há a necessidade sim de trazermos maior segurança e sem dúvida alguma o gás natural ele tem uma importância muito grande
primeiro porque desenvolvemos as nossas fontes e temos que explorá-las com sustentabilidade e as nossas hidroelétricas é que também dão sustentabilidade para esse ambiente ou seja todas as fontes permitirão que o nosso setor permaneça cada vez mais renovável E possamos não estarmos aqui falando de transição energética mas de transformação energética porque a transição o Brasil já alcançou alguns anos muito obrigado eh Dr soval pegando o gancho do desse último comentário queria passar a palavra novamente para o Lino porque o o mercado de gás brasileiro é muito interessante até trabalhando com uma das pessoas aqui o ano
passado descobri que o consumo per cápita brasileiro de gás era marginalmente acima do consum consumo de gás per cápita de Cuba realmente confesso que não sabia disso lembra Ricardo e 1 séo da Argentina que produz gás mas 1/3 do México que quase não produz gás 1/1 da Europa 1º eh dos Estados Unidos Então pergunta para o Lin o seguinte ou seja claramente intuitivamente existe uma demanda eh latente digamos para gás no Brasil no contexto também de uma liberalização gradual do mercado de gás e do ponto de vista da oferta também aumentam as possibilidades Porque existe
no Brasil tem gás onshore obviamente eneva Líder nisso tem gás doméstico offshore que obviamente que tá que demanda infraestrutura que está sendo construída tem vários terminais de l& já em operação Tem gás argentino vaca muerta eh bom Tem gás boliviano mas isso realmente tá diminuindo então Eh como se posiciona eneva no contexto de um país que demanda mais gás no acontece na liberalização também do mercado de gás e no aumento de oferta digamos de no número de opções disponíveis digamos para quem quiser consumir gás Ok Vitório obrigado pela pergunta a uma pergunta bem Ampla mas
acho que assim primeiro o consumo Realmente é muito baixo per capita de gás no Brasil porque nunca foram criadas condições para que houvesse né consumo de gás primeiro eh para exploração de óleo e gás no Brasil foi detida por um monopólio estatal durante muito tempo aonde o objetivo era buscar os líquidos né se encontrasse gás na verdade você abandonava é um produto muito mais difícil de monetizar e o que você buscava até início desse século era só é só o o óleo depois a própria infraestrutura de monetização de gás ela é quase inexistente no país
e mais uma vez estava na mão de um único agente Mas a forma como a gente enxerga o mercado né o Brasil é um país enorme dimensões continentais mas dá para dividir basicamente em dois mercados tem o mercado que tá conectado ao Grid ou seja o pequeno Grid e pode de transporte de gás que existe no Brasil que é o gasoduto pela Costa e um que vai até a Bolívia né e o mercado desconectado do Grid então grande parte dessa oferta que você comentou seja o gás offshore seja o gás importado gnl da maioria dos
terminais brasileiros ou da Argentina ou da Bolívia Ele atende ao mercado on Grid né e o mercado offgrid que é o norte do país e uma parte grande do centro-oeste onde por sinal tá um dos grandes motores do país que é O agronegócio Esse é o mercado que nós chamamos de offgrid então Se alguém quiser consumir gás nesse mercado a única forma é através eh de gnl transportado em pequena escala que é é uma divisão de negócio da Neva foi criada em 2018 e a qual a gente vem crescendo com sucesso ao longo do tempo
então a partir da das nossas próprias reservas E dos nossos esforços exploratórios em bacias de novas fronteiras no norte e e e no futuro breve no centro-oeste do país na bacia do Paraná eh a nossa intenção aproveitar essas reservas e atender esse consumidor que tá off Grid e na parte do on Grid a gente vê sim uma competição maior mas o que a gente vê que a ineva vai ser capaz de ofertar é flexibilidade para esse mercado porque no rub Sergipe nós Temos tanto a a capacidade de ofertar através de uma infraestrutura que tá amortizada
por um projeto termelétrico Âncora que eh amortiza aquela infraestrutura então nós temos um fsru né que é um um navio regasificadora eu posso retirar gás da malha gerar na term elétrica e oferecer para a pld mas cobrar o valor dessa opção para quem eu tô dando flexibilidade então paraa forma como a gente pretende abordar esse mercado ongrid que vai ter cada vez mais ofertantes e mais consumidores é sendo o agente que vende essa opção de flexibilidade porque os contratos de gás eles têm multas muito pesadas na ultrapassagem de retirada ou de injeção Então existe um
valor a ser capturado em oferecer flexibilidade nesse mercado hrid muito Obrigado Lino e para terminar no assunto do gás eh o Ricardo até mencionou a a entrada da Energisa no setor de gás eh como todos sabem no ano passado a energiza comprou um controle da empresa de distribuição do gás do espírito de gás do Espírito Santo a pergunta é nos explica nos lembra o racional desse movimento e qual qual é a ambição digamos na energiza nesse segmento específico antes de fazer o mechan eh nosso adviso era o Vitório muito bom não combinei isso não tá
mas vem cáa eu acho que assim a gente não tem Bala de Prata na transição energética né Vitório assim a gente olha todas as opções foi falado aqui diversas por diversas pessoas quer dizer e o gás natural Talvez seja o elemento que tem um papel muito importante nesse curto prazo tá se fala que de é compositivo de transição mas eu acho que tem uma transição longa aqui eh pela frente então a gente precisa ter essa vamos chamar coisa que a gente já pode aqui no Brasil já considerar né uma beness né Tem uma essa diversidade
Ampla de fontes energéticas né e o gás natural Talvez ele nesse nesse momento ele vai ajudar também naquilo que foi comentado aqui pelo Sandoval foi falado mais cedo até também pelo pelo Esteves que é fazer com que essa maravilhosa engrenagem que a gente tem que é o sistema integrado nacional com essas fontes energéticas que são as mais competitivas do mundo né possam funcionar melhor se não tiver a segurança né de ter gás natural ter uma termelétrica a gente não vai poder atingir os patamares que já são assim talvez líderes do mundo né 85 90% lembrando
até pessoal que eh no dia 30 de janeiro o ons postou um um post na mídia social dizendo que às 11:40 da manhã 11:40 da manhã o BR gerou tá em termos de fonte Solar centralizada 30% da demanda se você considerar que ele só mede a geração centralizada E não coloca a geração distribuída porque na geração centralizada nós temos 27 esses 30% da 27 mais menos GW e de de atendimento da carga mas temos mais outros 27 de geração distribuída então naquele dia provavelmente nós tínhamos entre 50 ou 60% eh de de vamos chamar assim
de geração atendidas por fontes renováveis solar só solar né você colocar o eólico hidroelétrico quer dizer nós temos hoje uma coisa que o mundo inteiro tá esperando acontecer daqui a 10 ou 15 anos essa é a grande novidade né o Brasil tá na frente nisso agora voltando aqui nosso papel nessa história tá eu acho que tem um outro ponto que eu queria destacar que nós olhamos a questão do gás natural como uma extensão da nossa expertise na área de distribuição nós somos um Leia de distribuição que vai completar em 2025 120 anos de estrada então
nós entendemos bastante desse negócio de distribuição que que que é atender cliente saber comprar lidar aqui com Sandoval fazer todo esse trabalho que é intenso lidar com a sociedade né é um negócio muito intensivo e capital nós entendemos que não podíamos aportar essa expertise lá no gás também é uma indústria que tá talvez a na distribui ião de gás o equivalente com o setor elétrico há 20 anos atrás em termos de regulação em termos de sofisticação de mercado tá no processo de liberalização então nós vimos também isso e nós entendemos também algumas complementariedades dentro dessa
história do ecossistema primeiro ponto é a questão do do biometano tá que a gente falou que temos o interesse estamos desenvolvendo o projeto estamos fazendo uma expertise toda técnica para trazer eh essa tecnologia em escala né fazendo isso várias vezes e o biometano traz também uma possibilidade de completar que o Lino falou que é essa questão da interiorização do gás né Então em vez de levar também um gasoduto até lá que é muito eu posso a gente pode gerar em Sistemas isolados gás né proveniente do agronegócio e até se fala que é existe o pral
caipira né um volume gigantesco de matéria orgânica que o Brasil é líder mundial hoje né em termos de produção agrícola transformando Aquilo em fertilizante transformando aquilo em em biometano Então esse também foi um outro aspecto que nos uniu nesse momento a gente tá muito focado em tornar esse gás um exemplo benchmark do setor ela é pequenininha embora uma da já não é tão pequenininha assim ela teve no ano passado fatura um ibit de mais ou menos 210 milhões nós estamos com 83.000 clientes lá Estamos crescendo eh mas ainda é um negócio pequeno relativamente à distribuição
de energia elétrica né mas a gente quer fazer esse negócio creser tornando ele um negócio bem sustentável e e e capaz de gerar bastante resultado aqui obrigado Ricardo Augusto queria ouvir a a sua visão sobre dois temas eh aqui ter sendo consciente do tempo Primeiro a Equatorial fez um movimento muito muito bem sucedido em transmissão acertando muito Ponto de entrada ponto de saída etc Então queria ouvir um pouco a sua visão com respeito à oportunidade que transmissão representa para Equatorial e digamos para o país como tudo e segundo queria um pouco ouvir a sua opinião
sobre o movimento que você já mencionou anteriormente a entrada no setor de saneamento se puder comentar um pouco a estratégia da Equatorial nesses dois temas é Vitório obrigado pela pergunta você vê que o mercado tá muito dinâmico E o planejamento estratégico você tem que est sempre revisando né uma empresa como Equatorial uma empresa que vai fazer agora 20 anos empresa muito ativa no mercado eh ela na verdade ela fica justamente buscando oportunidades né não é crescer por crescer mas justamente identificar oportunidades lá em 2016 2017 Nós entramos num leilão foi um leilão Fantástico nós naquele
momento até em função das renováveis você não tinha como escoar essa energia Tá certo você tinha muitas Fontes não tinha como escoar e os leilões estavam dando vazios né S lembra bem dessa oportunidade você tinha planta mas você não tinha como escar naquele momento nós identificamos a oportunidade fizemos um projeto bastante audacioso entramos na no segmento quer dizer até então a gente tinha muito a tradição no segmento de distribuição entramos no segmento de transmissão fizemos um Foi um belo negócio que nós entregamos 18 meses antes da entrega então facilitou o escoamento dessa dessa reunião dessa
energia de lá para cá a gente continua fazendo isso certo continuamos justamente olhando os leilões naturalmente tem taxas de retornos que não nos nos atendem e entendemos por filosofia que às vezes não fazer o negócio é o melhor negócio tá Vitório mas a gente tá atento tá olhando a gente faz reengenharia dos projetos para ver a oportunidade e temos justamente continuamos olhando esse segmento eh você perguntou também sobre a questão da do do saneamento O saneamento também dentro dessa de todo esse contexto de buscar oportunidades né a gente enxerga que o saneamento ele é ele
é uma grande Avenida de crescimento se nós olharmos hoje você tem 100 milhões de pessoas nesse país que não tem água potável nós temos 70 milhões de pessoas que não tem 70 milhões que não tem água temos 100 milhões que não tem esgoto e hoje os números aí oficiais dizem que que são necessários r00 bilhões de reais para você universalizar então quando você analisa a trajetória de um Equatorial ela realmente ela tem sido um Player importante no segmento de transição no segmento de distribuição ela tem trazido eh eficiência no seu processo e nós entendemos que
esse setor tão importante que o setor de saneamento a Equatorial também vai poder aportar vai poder ajudar a sociedade então com isso você vai eh nós entendemos que é uma bela Avenida de crescimento tem muito a ver com o varejo Tá certo nós temos uma unidade pequena no Amapá como se diz é o setor elétrico eu diria há 30 anos atrás Ok H 30 anos atrás mas dá para você ter sinergias né o processo cliente é o mesmo o poder de pagamento do cliente Você Sabe às vezes o cliente pode pagar uma conta de r$
1 mas se você botar r$ 1 a mais ele não Pag Então você vai ter que mitigar isso então Vitória estamos muito felizes né estamos atentos para essas oportunidades tanto em transmissão como também no saneamento olhando as oportunidades que porventura venham e que fazam sentido né que Tragam retorno pros nossos investidores Muito obrigado Augusto e agora vou terminar com a pergunta mais difícil para o diretor geral Sandoval é o Senhor tem um trabalho bem difícil porque por um lado existe uma necessidade política mas não só política né de eh eh hum conter as tarifas na
medida possível por outro lado existe a necessidade de viabilizar investimentos que aumente a confiabilidade do sistema e existem eh iniciativas que do ponto de vista regulatório que estão sendo tomadas nesse sentido Então qual é como como enxerga a O Rol a função Dael Nesse contexto e que que está acontecendo para compatibilizar de novo a necessidade de modicidade tarifária por um lado e a necessidade de investimento parao outro bem essa pergunta ela ela é difícil mas ela é fácil de responder porque a a melhor resposta para esse tipo de pergunta é a transparência e a agência
ao longo desses anos nós temos tentado fazer uma regul técnica e econômica que manté a previsibilidade que assegure os investimentos no país e que Atraia cada vez mais players para o setor porque o setor precisa a energia elétrica é a mola principal das das sociedades modernas e o Brasil cresceu muito ao longo desses últimos anos nos últimos 25 anos de reestruturação do setor elétrico com a criação da Agência Nacional de Energia do operador nacional da Câmara de comercialização Nós criamos esse arcabouo regulatório legal ele criou as condições para os investimentos razão pela qual nós temos
aqui players privados que acreditam no setor de distribuição no setor de geração no setor de comercialização e no setor de transmissão exemplos muito eh vigorosos que foram trazidos aqui temos exemplos do próprio BTG que em um primeiro momento em investia em empresas e hoje tem braços diretos em atividades finalísticas no setor de energia elétrica no país banqueiro não não investe dinheiro sem ter retorno e segurança então se nós temos eh um banco Investindo um não vários é porque o setor traz segurança e essa segurança que nós trazemos e nós queremos agora o país é carente
de investimentos aqui tanto a energia como Equatorial operam em mercados eh que têm desafios sociais muito grandes que tiveram uma eletrificação tardia o Piauí até hoje tem consumidores que não t acesso à energia elétrica o Acre Rondônia Mato Grosso Mato Grosso do Sul Então temos muito a fazer e esses últimos consumidores são os que são cada vez mais difíceis difíceis de serem conectados Além disso além do básico que é ter acesso à energia elétrica o consumidor hoje de energia elétrica no Brasil ele aceita faltas momentâneas de energia que não sejam recorrentes mas principalmente ele é
intolerante com a demora no estabelecimento do reestabelecimento Isso significa que nós precisaremos encontrar essa equação e a equação ela precisa do engajamento da liderança e da vontade política e tenho a grata satisfação de dizer que todas as conversas que tenho tido com o Ministro Alexandre Silveira todas elas são no sentido de racionalizar o custo da energia elétrica ao consumidor final do Brasil em todas as perspectivas reduzir subsídios e alocar eficientemente o custo discutir como todos estão acompanhando as discussões sobre a fixação da tarifa de Taipu Então eu acho que esse é o momento que nós
precisamos eh ter a percepção de que não serão não são mais necessários tantos subsídios na conta de energia elétrica R 38 bilhões de reais estão hoje em subsídio para os consumidores de energia elétrica nós fizemos um cálculo que nos últimos 10 anos nós tivemos temos em valores atualizados 250 bilhões de reais em subsídios na conta de energia elétrica é o equivalente a todo o faturamento do segmento de distribuição em um ano essa quantidade de de de subsídios ela é suficiente e eu fiz um eu tinha visto um cálculo que R8 milhões de reais 8 bilhões
de reais é é o é o suficiente para manter um programa de creches durante um ano com 1 milhão de crianças Então veja o que é que nós podemos transformar e quais as ações que a anel tem feito e aqui trazer um número também muito importante a conta de energia elétrica ela tem quatro componentes basicamente para não complicar muito distribuição transmissão geração e encargos setoriais basicamente encargos setoriais são políticas públicas se nós fizermos um recorte dos últimos 13 anos o o segmento de distribuição de energia elétrica cresceu em torno de 94% o IPCA 117 e
o GPM 123 Esse é o único segmento que a anel tem o braço para operar porque ela regula técnica e economicamente transmissão precisamos interligar o país ainda assim cresceu acima do do IPCA um pouco abaixo do GPM o a geração da mesma forma é o crescimento da carga também temos que contratar e quem decide isso é o planejamento do setor então cresceu um pouco acima da do custo de transmissão mas ainda abaixo do IGPM os encargos setoriais eles cresceram Absurdos 270 por. o ou seja três vezes mais do que o custo de Distribuição e como
é que anel combate como é que anel combate isso políticas públicas são feitas pelo congresso nacional é que são a o poder legítimo para discutir esses temas o que anel faz é dar transparências nós Desde o ano passado criamos uma ferramenta que todos podem acessar chamada subsidi metet está na página da Anel e todos podem checar e o número aprovado para 2024 provisoriamente R 38 bilhões deais então é discussão com a sociedade transparência e como eu já disse nesse momento agora temos a liderança do Ministro Alexandre Silveira que empunhou essa bandeira e vai discutir com
a sociedade brasileira a real necessidade de nós termos uma energia elétrica barata acessível e que possa assegurar igualdade social desenvolvimento regional do PA Muito obrigado diretor geral queria aproveitar para agradecer a presença dos palestrante e dos Senhores que nos acompanharam Muito [Aplausos] obrigado