[Música] Olá pessoal com muito prazer hoje eu trago aqui para vocês esse esse outro presente aqui na área Clínica a professora D Raquel Sartor que vai falar um pouquinho sobre as aplicações no campo da do atendimento Clínico da psicoterapia do de todos os conhecimentos e práticas sobre habilidades sociais Obrigada por aceitar o convite Raquel Então pode cumprimentar Os nossos alunos do curso habilidades sociais depret método aprimar Obrigada Zilda eh obrigada pelo convite é um prazer enorme participar eh espero muito contribuir com os alunos porque realmente o desenvolvimento de habilidades sociais é fundamental na prática Clínica
e fico muito feliz em poder compartilhar Como eu faço com os seus alunos né É realmente é uma demanda muito expressiva e que tá associada eh a a muitos problemas clínicos né que Inicialmente os pacientes nem imaginam e se dão conta mas é muito comum a gente observar a associação entre um sofrimento emocional e baixos repertórios de habilidades sociais então eu quero compartilhar um pouquinho com vocês aqui como eu faço para trabalhar isso no consultório isso e antes dela começar propriamente esse compartilhamento eu gostaria de apresentar a professora D Raquel sertó Sartor que tem uma
história acadêmica Junto a unifev a Universidade de Votuporanga e que tem também um doutorado na Universidade Federal de São Carlos ela fez com o nosso grupo de pesquisa um trabalho lindo depois eu vou pedir para você contar um pouquinho o trabalho e eh atualmente ela é a fundadora e a organizadora do Grupo Elo um grupo de atendimento Clínico de Votuporanga ela fez especialização em psicoterapia junto ao Instituto de Terapia por contingências de reforçamento coordenado pelo professor Dr héli bate então Raquel pode falar um pouquinho então da da do seu doutorado e também do que você
vem fazendo junto à Clínica Elo de Votuporanga juntando uma série de profissionais para um trabalho de qualidade isso é muito legal Zilda né a gente vai vai te ouvindo e vai vendo quanta coisa foi colecionada aí de trabalho ao longo né Eh da trajetória profissional né que eu iniciei em 2004 2005 né com a formatura pela u e logo ingressei no no itcr com a especialização lá com o pessoal do em seguida Já comecei a docência aqui em Votuporanga no Centro Universitário de Votuporanga paralela ao mestrado na época aí na Federal de São Carlos então
aqui na faculdade eu fiquei 10 anos como coordenadora e esse ano completo acho que 17 ou 18 como docente aqui da faculdade nesse meio tempo eh de coordenação de docência ingressei no Doutorado eh com o grupo de pesquisa em habilidades sociais Sob orientação do Professor Almir delprete justamente para estudar as habilidades sociais dos alunos de Psicologia porque enquanto supervisora de estágio que era de clínica em uma das funções né que exercia eh na Instituição eu observava que muitos alunos tinham um excelente desempenho acadêmico excelentes notas né bons alunos mas quando chegava nos atendimentos clínicos apresentavam
Algumas dificuldades que eu entendia que não eram exclusivamente do campo de de falta de conhecimento teórico para entender um caso falta de análise eles tinham um bom repertório de análise um um bom raciocínio Clínico Mas eles tinham Muitas dificuldades com os pacientes e eu percebia que isso afetava os atendimentos pacientes que desistiam com eh com muita frequência alguns casos que enroscava muito e eu comecei a observar uma certa dificuldade Interpessoal desses Estagiários que eu imaginava que podia est afetando os os atendimentos E foi com essa preocupação que eu fui investigar eh isso eh formalmente no
meu projeto de doutorado eh para avaliar o repertório de habilidades sociais dos Estagiários em psicologia e parâmetros eh para mensurar a as intervenções que eles faziam então a avaliação desses alunos a partir eh do Progresso dos casos da avaliação dos pacientes da avaliação dos supervisores Deles então eu fiz uma aviação multimodal do repertório de habilidades sociais não só com aplicação de inventários mas com observações de situações práticas n avaliação por pares e eh a avaliação depois deles eh nos atendimentos e como os pacientes e supervisores os avaliavam assim como o progresso e fizemos uma correlação
estatística aí desses dois parâmetros Então a gente tem retornos muito Interessantes né que vão indicando o quant eh componentes das habilidades sociais são fundamentais para uma boa avaliação dos supervisores dos pacientes pro Progresso dos pacientes né Principalmente a habilidade de empatia como uma habilidade fundamental pro desenvolvimento dos laços pra formação dos vínculos e a gente vai vendo que é uma habilidade que é muito além de algo Clichê que às vezes a gente tem no consultório que é a ideia de nossa como Foi difícil difícil para você isso tudo mais é uma unidade que requer muito
mais eh eh manejos e sutilezas pro paciente se sentir conectado com a gente e a gente com ele e que colabora tanto pro desenvolvimento dos casos né bom primeiro você tá contando aí as dores as dificuldades dos alunos que estão se formando em psicologia E que provavelmente são desses meus alunos também eu tenho certeza que esses meus alunos que entraram agora para um curso De formação em habilidades sociais eles também muitos deles sentem essa dificuldade não só a importância do campo a relevância do campo no trabalho com os pacientes mas também a relevância para eles
e você falou uma coisa muito importante aí sobre empatia que eu gostaria que você repetisse tá E desse um exemplo tá eh o que que eu noto Zilda vou falar agora da da prática como supervisora né às vezes quando eu falo pro eu sempre falo pros alunos nos Atendimentos iniciais a importância deles fazerem um acolhimento empático né olha é importante a gente acolher esse paciente tá chegando com uma série de Sofrimentos de demandas tal então vamos acolher E aí nas supervisões é muito comum a gente ter retorno do tipo eh o paciente colta a demanda
tal e aí aí como é que você acolheu ah eu falei para ele que eu acho que é difícil que eu entendo que é difícil mas e o que mais como é que foi esse acolhimento que mais Como é que você expressou a empatia eh eu falei que foi difícil que eu acho que é difícil tudo mais e e tem um limite aí dessa de estabelecer essa relação empática que eu entendo que vai muito além né da gente expressar uma solidariedade ao sofrimento do paciente Um raciocínio Clínico né uma eh algumas outras habilidades como a
gente já tem um raciocínio Clínico de relacionando eventos inferindo sentimentos desses eventos tendo expressões de Comportamentos não verbais que indiquem a a que que vamos dizer assim que amplifi quem a nossa a nossa sensação sobre aquilo eh eh acho que já falei inferindo os sentimentos Acho que são uma série de componentes que colaboram para realmente eh compartilhar com com o paciente os nossos sentimentos e expressar empatia Então vou dar um exemplo de como faço isso né então o paciente chega com a demanda e eu não vou eh só dizer para Ele nossa que difícil lamento
Realmente acho que é muito difícil tá passando por isso você deve estar sofrendo muito tudo mais não eu vou relacionando as coisas que já é um raciocínio Clínico né de relações entre eventos ambientais e comportamentais e possíveis sentimentos que esse paciente tem então com as poucas informações dos contatos iniciais então por exemplo Nossa imagino que com a mudança de cidade que você teve agora deve est realmente muito difícil eh se Adaptar conhecer outras pessoas né e eh entender o funcionamento da cidade mudanças de cidade geralmente são muito difíceis inicialmente por mais que a gente tenha
muita expectativa de coisas boas que podem acontecer eh a gente fica muito perdida a gente ainda não não sabe nem linha de ônibus por exemplo da cidade a gente tem que aprender tudo sobre essa cidade e Imagino é realmente a gente fica sem chão quando vai para um lugar novo então Eu eu vou dando alguns elementos que ela que ela mesmo acabou de compartilhar comigo sobre essa condição nova que ela tá vou parafraseando aspectos que ela já me descreveu que tá que ela tá meio perdida que ela ainda não sabe se movimentar em algumas alguns
locais da cidade que ela ainda não conhece ninguém então vou parafraseando inferindo possíveis sentimentos dela e amplificando as minhas expressões não verbais para ela Perceber que eu tô ali realmente conectada com ela né então eu acho importante isso que você tá falando Raquel desculpa interromper é porque eu acho importante esse pedaço que não só você demonstra empatia você demonstra que está presente você demonstra que está ouvindo o que ela diz e aí uma habilidade a Raquel tá dizendo aqui para vocês gente uma porção de habilidades que nós poderemos chamar de habilidades terapêuticas Essas são algumas
das que Ela tá colocando essa de estar presente de estar Como suporte e uma habilidade fundamental nesse processo é a paráfrase quando você ouve Realmente você consegue colocar parte do que a outra pessoa falou na sua fala para mostrar pra pessoa que você de fato ouviu o que ela tinha a dizer estava presente ouviu e acolheu o que ela tinha para dizer então muito bom esse pedaço isso então assim fazendo novas perguntas a respeito do assunto né Mas e aí como é que você fez Como é que você se virou lá nossa menina que sa
justa que você passou né imagina deve ter ficado ele morrendo de vergonha nessa hora tudo mais e como é que você se virou o que que você fez e como a pessoa reagiu e E agora como é que você acha que aqui na terapia a gente vai poder ajudar com isso tem coisa hein que a gente vai poder planejar que a gente vai poder eh eh buscar de informações se precisar nós vamos junto pegar um mapa que seja dessa cidade pegar pontos de Informação que você pode ter locais que você pode ter de apoio aí
pessoas nós vamos pensar em alternativas juntas aqui tá então eu isso daí tem tudo a ver né Raquel com aliança terapêutica com Adão ao tratamento veja só para vocês lembrarem o problema era que os alunos muitas vezes perdiam clientes nesse processo uhum porque provavelmente o cliente não se sentia acolhido Não estabelecia essa conexão Essa aliança terapêutica essa confiança de que esse Terapeuta sim vai resolver meu problema então isso tudo que a Raquel tá dizendo é extremamente valioso especialmente nas sessões iniciais de atendimento então um outro ponto que eu também acho importante né Eh pra gente
estabelecer essa conexão que eu comentei dessa questão da Ampliação das expressões não verbais né das expressões faciais alteração de tom de voz é muito comum os alunos terem medo de de expressar as emoções porque a gente tem Muitas e abordagens que às vezes trazem uma ideia de que a gente não pode né então os alunos brincam Ah mas eu não tenho que fazer a Monalisa séria só ouvindo inexpressiva falo eu não dou conta eu entendo que não e que inclusive é uma habilidade terapeutica Nossa que favorece essa conexão com o paciente então eu brinco que
eu sou das Caras e Bocas na sessão né mudo muito as expressões sociais quê não acredito n não é possível que isso aconteceu tudo Mais eu brinco muito né Acho que o senso de humor também é uma coisa importante para sessões eh mas trago muita alteração de expressão eh eh e facial de tom de voz tudo mais que eu acho que isso colabora muito para uma conexão com os pacientes e eu e eu sinceramente não tenho a menor preocupação em relação a isso que muitas vezes os alunos têm né ah mas a gente vai expor
a nossa emoção o paciente vai entender como a gente tá se sentindo eu falo sim é uma e a a Relação terapêutica é uma relação humana né uma relação de vínculos isso e esses vínculos E essa qualidade da interação terapeuta cliente que você tá descrevendo aí é a base das terapias de terceira onda gente Vocês perguntam para mim o tempo todo e a act e a dbt não sei que todas essas terapias a fap de terceira onda elas vêm na esteira de uma ênfase muito grande a isso quequel tá dizendo a qualidade da interação do
do terapeuta com o cliente envolve tudo Isso que ela falou Uhum exatamente Então essas foram um pouquinho as demandas que me levaram pro doutorado né E aí finalizando o doutorado eu passei a me dedicar mais ao consultório e hoje a gente abriu a clínica Elo né a gente nessa clínica eu trouxe uma equipe de ex-alunas que também tiveram uma trajetória acadêmica interessante né que fizeram especializações tem uma colega temos uma colega no grupo que fez o mestrado e doutorado também no grupo eh Da professora Zilda né na Federal de São Carlos a Juliana abraço PR
Juliana isso E hoje nós estamos numa equipe de Oito psicólogas na clínica né temos um médico dois médicos uma dentista na na equipe da Clínica eh e oito psicólogas todas eh analistas do comportamento que compartilh experiências que atende eh paralelamente eh pessoas da família que um atende o outro acompanha então formamos uma equipe de trabalho muito afetiva sobretudo né Muito comprometida Com o nosso trabalho e muito afetiva vem nessa equipe a gente busca discutir os casos oferecer cursos também n presenciais aqui então Eh formamos uma equipe muito eh sobretudo afetiva de trabalho e muito comprometida
com a qualidade dos nossos atendimentos vocês fazem também atendimento online fazemos Hilda fazemos sim isso é importante eu vou deixar o o endereço de vocês porque as pessoas perguntam quem poderia fazer o atendimento x o Y né e a gente Pode sim depois eu deixo com você eh o nosso perfil da Clínica né estamos começando né preciso fizar que nós temos dois meses de funcionamento lá na clínica então estamos começando esse projeto mas está a todo vapor né tanto que estamos aí numa equipe grande eh fizemos a inauguração esses dias então estamos a todo vapor
mas no começo desse projeto que mudou muito a minha vida também eu acho tão bonito isso eu gosto de ver isso que você tá fazendo Raquel Modelo PR os meus alunos pessoas que a gente formou e que estão empreendendo criando condições para ajudar mais pessoas para melhorar a qualidade de vida das pessoas veja pessoal é isso que a gente vem fazendo com o nosso curso habilidades sociais depret meta primore é levar mais conhecimentos para vocês também terem condições de serem empreendedores como a Raquel por exemplo é foi bem legal assim realmente mudou o o o
o o a minha forma de trabalhar a Minha forma de ver o mundo ampliou muito né ampliou muito assim a a a minha relação com o meu trabalho eh depois do doutorado depois dos estudos em habilidades sociais mudou bastante assim porque me conectou de forma diferente com os meus pacientes e e sinceramente o consultório ficou pequeno eu não conseguia mais atender a demanda que vinha eh ficou pequeno e e por isso eu senti muita necessidade de ter um espaço para trabalhar em equipe trazer ex Alunos para atenderem comigo né porque eh para que eu pudesse
de alguma forma acompanhar os trabalhos né trocar ideias dar alguma ajuda uma supervisão Então para que eu mantivesse ali uma uma boa qualidade do trabalho ampliasse oportunidades para para ex-alunos e oferecesse um bom serviço para mais pessoas né então com com essa demanda que aumentou muito é que veio a ideia da construção de um espaço que se concretizou esse ano com a clínica L que Estamos lá hoje nessa equipe enorme de oito profissionais trabalhando em parceria Então realmente foi muito transformador que bom eu fico feliz em ouvir isso mas vamos agora então à parte da
do seu relato gente olha a Raquel fez um trabalho Espetacular de Treinamento presencial dos alunos para todas essas habilidades aí da da avaliação porque um trabalho de doutorado Então ela tem teve todo um cuidado de avaliar o impacto do que ela fez sobre os alos alunos e dos Alunos sobre os clientes e tudo isso deu resultados muito positivos Então ela vem respaldada por uma experiência prática e de pesquisa isso é fundamental e agora ela vai contar um pouquinho pra gente Lembrando que a Raquel não trabalha somente com Clínica Ela já trabalhou também em contexto organizacional
em contexto Educacional Mas hoje ela vai falar pra gente sobre relato de atendimento Clínico po a gente pode combinar mais adiante outras coisas né Raquel sim com certeza Zilda Então hoje eu quero compartilhar um pouquinho com vocês sobre isso essas demandas clínicas e como eu faço eh para desenvolver repertórios de habilidades sociais com os pacientes no consultório o que que eu observo Zilda o que que para mim é um norteador que eu acho que é importante é que os alunos atentarem pra gente pensar um pouquinho enquanto raciocínio Clínico o paciente chega com uma demanda ele
chega com uma queixa que não Necessariamente é o que a gente entende que é o o seu problema clínico né porque às vezes ele vem reclamando de coisas que inclusive estão fora do controle dele ele vem se queixando de pessoas por exemplo né como meu chefe se comporta como minha colega de trabalho se comporta como meu marido se comporta como eh outras pessoas do universo se comportam Essa é a queixa dela é o que traz sofrimento né e os sentimentos relacionados a esses a a essas relações Né como as pessoas agem a como as pessoas
at tratam e os sentimentos decorrentes disso então eu me sinto Ansiosa com tantas pressões do meu chefe eu me sinto triste com como meu marido me trata eu me sinto preocupada com determinados problemas financeiros que eu tô passando agora então ela traz contextos de vida Ela traz relações com pessoas e com os ambientes em que ela está e os sentimentos decorrentes dessas relações É muito raro um paciente chegar No consultório e trazer uma queixa organizada em termos comportamentais pra gente Às vezes acontece tá esses dias eu recebi um pacientinho um adolescente fofo que que com
muita clareza assim ah eu preciso de ajuda porque eu tenho dificuldade de conversar com os meus amigos eu tenho dificuldade de fazer perguntas pro professor na sala de aula e aí eu não tinha Nossa isso é bem específico extremamente específico com uma clareza gigante das dificuldades Pessoais dele e o que o que é raro acontecer n é muito difícil o paciente chegar com a com essa clareza de Quais são as dificuldades interpessoais dele né as dificuldades comportamentais dele não ele descreve ele sabe descrever muitas vezes as dificuldades do outro dele é mais difícil né vai
sempre naquela linha do Ah eu sou assim esse é meu jeito tudo mais então isso é um ponto ou dos resultados né Raquel eu não eu não tenho muitos amigos as pessoas Parecem que não gostam muito de mim jogando mais para o resultado do que para o que ele faz isso exato Então os pacientes eles vêm mais atentos a esses resultados como você disse do que com os próprios comportamentos e os processos que geraram esses resultados Eles não têm essa total consciência né do que está acontecendo e o que gera esses resultados pra vida dele
ele não tem essa consciência ainda ele não tem essa clareza Às vezes tem uma certa suspeita Do que pode est acontecendo do que ele tá fazendo tudo mais mas é não necessariamente com uma consciência tão grande e aí é nosso eh e e enxergando os problemas comportamentais Associados à queixa que geralmente se expressam em déficits ou excessos comportamentais então eu gosto muito de organizar o raciocínio Clínico a partir de déficits e excessos comportamentais e muitas vezes nós vamos olhar para esses déficits e excessos que estão Relacionados a défices e excessos de eh eh comportamentos interpessoais
Então vamos lá para eu organizar que que eu tô considerando um excesso comportamental tudo ela quer do jeito dela é controladora é autoritária é agressiva na forma de falar é ríspida com as pessoas eu tô entendendo como excessos comportamentais Um padrão que a pessoa apresenta em alta frequência e que interfere nas suas interações sociais nem sempre esses excessos são do campo Eh das relações das interações interpessoais né são do campo das habilidades sociais mas muitas vezes são então por exemplo um excesso de controle sobre as coisas né ela quer fazer o trabalho até o nível
máximo de qualidade até não ter um erro tudo mais e ela passa as madrugadas trabalhando para não ter um erro no trabalho que ela vai apresentar não dorme mais tudo mais ok eu posso não ter aí um excesso exclusivamente relacionado a uma Interação social mas é muitas vezes esses excessos são eh em termos eh eh comportamentais que se relacionam as interações e eu também vou olhar pros déficits comportamentais que também podem estar Associados às interações interpessoais então é uma pessoa que não consegue eh se comunicar num grupo que não que tem uma dificuldade gigante de
coisas básicas como se apresentar apresentar o que faz eh iniciar uma conversação Eh pedir uma informação expor uma opinião em grupo e expor uma um S ento afetivo por alguém né expor um interesse afetivo eh por alguém então são limitações são déficits que comprometem muito a qualidade das interações interpessoais dela e vai gerando resultados como a gente descreveu de fragilidade de relações interpessoais de muitas vezes isolamento ou relações de ansiedade que ela tá sempre a mercê das decisões de outras pessoas para para Organizar a própria vida então a gente vai tendo esse olhar clínico né
desses comportamentos problemas que muitas vezes ela nem se dá conta que apresenta né e é aí que entra a que entam o desenvolvimento das habilidades sociais no contexto terapêutico porque muito entra antes né né Raquel entra a partir do momento que você consegue fazer a leitura dessas falas iniciais e relacionar isso com questões interpessoais é muitíssimo importante Essa a habilidade analítica do terapeuta inclusive do terapeuta que trabalha com habilidades sociais para fazer essa análise de caso essa formulação da da da queixa a partir do que o cliente traz Mas quem vai fazer a formulação é
você e você vai olhar com o seu olhar eh teórico com seu olhar prático com a o seu respaldo de Formação Então o que a Raquel tá trazendo aqui gente é fundamental pra gente o quanto nós precisamos aplicar todo esse Conhecimento e vocês precisam todo esse conhecimento sobre habilidades sociais na hora de analisar um caso Clínico isso exato então a gente vê que essa leitura do repertório de habilidades sociais ele acaba sendo transversal é ao longo é no decorrer do processo terapêutico nas primeiras sessões eu já tô lá com a antena ligada né eu já
tô lá observando os déficits e os excessos comportamentais em meio a eles tem uma série de déficits e excessos de Habilidades interpessoais n geralmente déficits de habilidades interpessoais tem uma série de dificuldades né E e aí eu já ligo as antenas já a gente já fica de orelhinha em pé Ali e e vai fazendo perguntas que nos ajuda a confirmar as nossas hipóteses ou refutar tá então por exemplo vou dar um exemplo de ontem à noite numa supervisão de caso eh a a a aluna tava contando que atendeu um caso de uma adolescente e E
aí uma adolescente com de problemas Interpessoais na escola tudo mais uma mudança de escola problemas relacionados a essa mudança tal e aí a aluna contou de uma situação que ela comentou e e eu falei como como a menina respondeu eh ela a a a aluna terapeuta tinha feito uma uma brincadeira um comentário meio com uma brincadeira e aí eu perguntei como ela respondeu aí ela não falou nada eu falei ela não riu não como assim uma adolescente que não ri uma adolescente de 15 16 anos que você brinca com isso e Não ri né Eh
eu tenho um dée aí eu tenho uma falta de sxo de humor eu tenho uma rigidez na forma de interagir com certeza isso tá atrapalhando lá as relações interpessoais dela na escola mas tá bom é uma hipótese eu falo que vão me acendendo luzes amarelas né vão ficando balõezinhos aqui de interrogação pra gente investigar então tarefa pra próxima sessão faça outras provocações nesse sentido de brincadeira traga muito senso de humor pra sessão E observa as Reações dela vamos ver se ela se ela brinca se ela sorri e tudo mais né Então pega algumas coisas né
básicas Ali era eh ela tava falando algumas questões de de um padrão estético da n aquele que existe hoje tem uma uma questão de um sofrimento aí relacionado a uma questão estética Então vamos pegar algumas coisas de um padrão estético que tem outros exageros que se comete tudo mais vamos pegar uma coisa bem desse contexto traz vamos ver como ela como ela reage Né Vamos observar o senso de humor dela pode ter sido só um de ruim tava muito tava tensa começo das sessões tudo mais e um dia ruim entristecida e a brincadeira não cbe
ali pode ter sido uma falha nossa né de ter trazido uma brincadeira num momento inoportuno ok a gente sempre traz as coisas como uma hipótese a gente também erra mas teste de novo teste de outras formas teste em outro dia teste com outros assuntos e vamos observar esse repertório de eh eh Senso de humor de brincadeira da paciente vamos observar e olha só Raquel eu acho que é importante isso que você tá falando porque o senso de humor é fundamental nas relações interpessoais muitas vezes é com ele que você ameniza ou quebra um uma xiste
inadequada é com ele que você enfrenta algumas situações de uma maneira mais leve o adolescente é muito sensível a questões de autoestima mas se ele leva na numa boa no bom humor ele consegue ldar melhor com isso Então Olha o quanto é importante você Estar atento para habilidades que não foram diretamente alvo da queixa mas que aparecem durante a interação e que o terapeuta antenado vai começando a perceber isso que eu quis dizer para vocês no módulo c quando eu falei sobre o planejamento e a importância da avaliação ser contínua você tá o tempo todo
avaliando eu eu até sugeri Raquel que mas Cada sessão você tem um registro o que você observou o que que você vai Retomar o que você que novos déficits interpessoais apareceram é isso que a Raquel tá ilustrando agora nes gente exato exato porque às vezes não é nem só não isso nos ajuda não só paraa próxima sessão porque tá ali fresquinha em uma semana a gente lembra tudo mais mas pra gente ter depois um olhar longitudinal né como é que foi o desenvolvimento e o progresso desse paciente ao longo da terapia O que eram as
queixas iniciais O que eram os temas Centrais das sessões no início como isso foi se transformando se refinando se aprimorando esses registros nos ajudam a ter esse mapeamento né com certeza então eu entendo dessa forma Zilda que essa avaliação ela vai acontecendo o tempo todo né ela vai sendo ela vai sendo transversal ao longo das sessões eu não tenho um momento de avaliação né as coisas agora agora me fala uma coisa você identificou o a dificuldade em relação ao humor como é que você propôs Ou você você costuma trabalhar para promover essa esse senso de
humor esse senso de eh como é que eu faço de leveza até diante das interações Então imagina eh talvez você tem exemplos práticos seria bem legal paraos meus alunos que você dissesse que técnicas que procedimentos você utilizou para isso isso esse caso de verdade foi um caso que a gente começou a discutir ontem à noite tá então isso tá em processo isso tá em planejamento mas vou colocar umas Situações hipotéticas aí de como provavelmente eu faria esse não foi ainda como eu fiz esse é como eu pretendo fazer né que é o caso que tá
ah tá ótimo mas já vale né pessoal isso mas então vamos lá então primeira coisa é iso é a gente voltar a avariar se de fato vai se confundir porque real a gente também não sabia no episódio tá então eu acho que isso é importante senão a gente se apega ali a um episódio e já for já eh eh enrijece uma hipótese E tudo mais que pode tá equivocado na nossa parte então reavalia cria outras situações observa e vê se esse padrão vai sendo consistente eu acho que é um ponto importante um outro ponto observa
isso em outras situações busca informações sobre Como isso acontece em outras situações e na escola e na sua família como que é n pra gente ver se se esse padrão é generalizado em outras situações e se realmente pode est em interferindo lá beleza confirmamos as Nossas hipóteses observamos que realmente é muito séria Muito malh humorada e que isso para um adolescente pode ser parte de um grave problema porque como a Zilda disse é isso né o sxo de humor ele colabora paraa resolução de problemas imagina quando a gente erra com alguma coisa a gente precisa
trazer essa leveza a gente é sei lá tropeça e cai no páo fazer o quê Vou sair chutando material vou ter que rir eu tenho que brincar eu tenho que ter o Mínimo senso de humor ali para lidar com a situação isso me ajuda é para resolver alguns problemas então vou partir do do do princípio que sim é um problema que ela apresenta e vamos precisar ajudar com relação a isso então uma estratégia que eu gosto muito é de observação dos pacientes que os pacientes comecem a observar relações ao redor e outros modelos de outras
pessoas então por exemplo será que esse seu padrão Estético é um problema para todos que apresentam vamos lá por exemplo Sei lá ela é baixinha eh será que isso que você tá considerando um problema né que é um que foge a um padrão estético que mulheres bonitas são altas e tudo mais eh temos outras baixinhas por aí vamos olhar PR as outras baixinhas da escola se não é possível você não é a única baixinha da escola como é que são as outras baixinhas e como elas lidam com isso eh ah vamos lá ah não sei
nunca Prestei atenção vamos observar As baixinhas da escola né aí Coloca ela para observar outras pessoas vamos ver como elas lidam provavelmente elas ah elas elas TM um nossa tem até fulana que tem um apelido né com sobre isso e como é que ela lida com isso ah ela não gosta mas no fim ela ela releva Ela ri tudo mais nossa Então olha só ela transforma isso que poderia ser um problema muitas vezes até numa forma de interação e entrosamento porque pelo apelido e pelo Senso de humor ela vincula né ela ela ela brinca com
isso traz uma leveza para isso e o que poderia ser um problema para ela não não aceitar não gostar dar piadinha né ah eh as baixinhas são bravas As baixinhas Ela traz você chor cuidado é bravo mesmo hein ó que qualquer hora eu te pego aqui não sei e traz para um senso de humor que vincula né então eu vou buscando outros modelos Que ela possa ter no convívio social né vou buscando outras referências mulheres Por exemplo eh da mídia atriz eh blogueiras né que hoje elas são mais das blogueiras que das atrizes que também
são baixinhas e que são referências de beleza de autoestima de autoconfiança de autoafirmação então eu vou ampliando modelos interpessoais e estéticos além de dando modelos e treinando esse repertório na clínica Ah mas Fulano me falou isso eu não gostei como a gente pode responder como a gente pode agir a ela vai dar um exemplo Nossa mas desse Jeito até eu ia ficar com medo de você não aí eu não ia levar brincadeira aí eu fiquei com medo agora você foi agressiva você ficou brava de verdade não vamos falar o que você quer impor esse limite
e tudo mais mas de uma forma leve que não amedronte ou que traga pro senso de humor Então vou desenvolvendo e vou trazendo essas essas E essas ampliações de repertório paraa sessão isso daí é muito interessante que você tá falando porque não é o terapeuta que diz você Vai fazer assim gente eu queria muito enfatizar isso uhum o cliente vai construindo o terapeuta vai ajudando o cliente a construir alternativas ele não chega ó quando alguém fizer uma piadinha com você você fala isso isso não pode você tem que partir do Repertório da da outra pessoa
vamos ver as várias alternativas e a própria pessoa pode descobrindo que algumas que ele próprio produziu são melhores ou podem ser ligeiramente elaboradas porque estão Numa direção legal ele pode testar se dá certo não é então tudo isso vai sendo fruto da interação teraputa Clin isso é muito legal ISO e eu gosto muito né dessa ideia de ampliação de repertório Então vem observar como outras pessoas fazem vamos vamos ampliar as nossas referências que ideia é essa que sua mulher alta é bonita vamos achar outras mulheres bonitas na mídia né que estão por aí aparecendo que
são modelos de autoafirmação para ela então a ideia de Ampliar as referências e referências de pessoas que ela admira que ela acha que são desenvolt são as referências dela não as minhas porque podem servir de modelos para ela e aí ela vai trazendo as situações e a gente vai avaliando os impactos disso de como ela de como ela tá fazendo de como ela pode fazer a gente vai meio que a gente abre né para ela enxergar outras coisas no mundo e depois vai ajudando ela a refinar esse repertó na medida em que a gente vai
Consequencial e interagindo ali com ela né então Eh eu entendo que a gente vai na linha de refinar repertórios Então eu queria fazer um desafio aqui pros meus alunos até agora a Raquel deu várias alternativas de intervenção terapêutica o Como eu faço dela é bastante rico e ela já deu várias alternativas de estratégias de técnicas de procedimentos como a gente enfatizou para vocês Então o meu desafio para vocês é quem vai selecionar um trechinho Dessa entrevista eh pegando uma das estratégias algum trecho que vocês acharam bem bacanas da do trabalho aqui que a gente tá
conduzindo dessa aula e postar só o trechinho bem curtinho só para dizer aqui A Raquel falou de três p não sei é vocês que vão colocar e me marquem marquem Raquel também vou deixar o e-mail dela para ela ver que vocês estão reagindo à aula dela para eu ver que vocês estão identificando os Procedimentos e técnicos que a gente ensinou ao longo do curso vamos lá esse é o desafio tá minha gente mas não acabou ainda não vamos lá Raquel vamos lá então assim e aí tem um outro caso que eu queria compartilhar com vocês
que esse foi só um parêntese de uma de um um pontinho né um comentário de uma supervisão de ontem né Tava fresquinha aqui foi ontem à noite acabei lembrando agora mas eu queria compartilhar com vocês um caso que foi muito marcante eh Que eu atendi sobre a necessidade de ampliação de repertório social assim esse caso foi muito foi muito forte a necessidade de eh de de ensino e de um treinamento dessas habilidades e que envolvia mais especialmente a habilidade assertiva né do campo das habilidades assertivas e de defesa de direitos foi uma paciente que me
procurou com um nível de ansiedade muito significativo um sofrimento emocional muito grande um nível de estress altíssimo e ela tinha Tido um problema há um tempo atrás de paralisia da face por uma por alguns dias ela teve uma paralisia facial e quando ela procurou o médico o médico descreveu que el fez uma bateria de exames e e não indicou nenhum problema orgânico né ela não tinha nenhum problema neurológico nenhum problema orgânico e o médico eh encaminhou ela paraa terapia alegando que eram problemas emocionais né um alto nível de stress de ansiedade e e que ela
devia Procurar uma terapia então eu achei muito muito simbólico porque olha como os níveis de ansiedade e estress eles podem afetar e eh nosso corpo né chegam a e eu já tive pacientes que tinham dificuldade de abrir a boca de tanta tensão muscular e de de eh bruxismo né relacionado à tensão muscular precisavam fazer fisioterapia para conseguir voltar a abrir a boca de tanto nível de estés de ficar mordendo os dentes então paralisia facial esse não é o primeiro Caso depois ho de um tempo eu tive um outro caso que veio por paralisia facial uma
série de complicações muito sérias orgânicas que a gente não imaginam associadas eh a a a repertórios de habilidades sociais assim né o quanto na base temos um déficit grande de habilidades sociais Então essa paciente chega com essas queixas né Eh encaminhada por um médico e e dizendo desse sofrimento de ansiedade de nveis de estress e tudo mais e quando eh eh eh Eu começo a conhecer um pouco da história dela eu vou me deparando com uma pessoa com padrão absolutamente passivo muito passivo assim eh um um Claro decorrente da sua história de vida né uma
história em que ela teve poucas oportunidades de se expressar poucas oportunidades familiares de de de ser eh eh autorizada a falar sobre o que pensava sobre o que sentia desde criança quando reclamava de alguma coisa ou expressava alguma emoção eh era punida Tanto verbal quanto fisicamente né mas muito punida verbalmente com coisas do tipo ah e eh criança não criança não tem que reclamar tem que agradecer e pronto tudo que a gente faz ainda reclama então além de tudo ela tinha ela trazia um sentimento de culpa muito grande sobre quando ela expressava Uma emoção negativa
Porque ela tinha a regra né que se formou pelas relações familiares e sociais dela de que ela tem que ser grata pelas coisas que tem não pode Reclamar então quando ela expressa um sentimento negativo ela se sente muito culpada e ingrata reclamando tudo mas isso gerava um problema muito grande pra gente no atendimento porque ela não se permitia reclamar ela não me contava os problemas porque do ponto de vista dela ela tava reclamando então eu via que era um caso muito complicado muito sério trazendo um sofrimento inclusive físico para ela mas ela não me contava
problemas então ela Me contava tudo do campo do tá bom não mas é assim mesmo não eu faço passo por tal e tal coisa em casa mas você vê né meu marido é tão bom ele me ajuda com isso ele me ajuda com aquilo eh eh me conta de situações do trabalho fala não mas eu dou conta menina mas não não nossa Graças a Deus eu tenho esse trabalho que bom que eu tenho esse trabalho porque você vê né tá tanto desemprego agora e não ainda bem que eu pude ter esse trabalho e que eu
pude Então era muito difícil era muito difícil acessar os problemas porque ela nem ela nem me contava exatamente ela nem me deixava entrar e aí ao longo do processo eu fui me dando conta que tinha a ver com isso assim com regras que foram criadas eh de uma maneira muito coercitiva de que se ela reclamasse ela seria punida e severamente punida às vezes com com surras né com com com com surras realmente que levava eh com situações em que ela eh eh teve uma Situação de uma mudança de casa e tudo mais e que um
dos Pais eh deixou ela eh ela reclamou de uma situação na casa os pais se separaram ela reclamou de uma situação na casa do pai o pai falou então vai ficar com a tua mãe pronto porque você só reclama e a mãe era muito Severa fisicamente batia muito então ela tinha muito medo de se queixar das coisas por essa história então veio na vida to história triste né Muito TR história drástica é uma história é uma História trágica assim é muito triste chega Nessa idade adulta com uma condição paupérrima de reclamar sobre os próprios direitos
né reclamar no sentido de eh eh eh eh reivindicar sobre os próprios direitos ela não não tinha essa condição e essa capacidade de reivindicar coisas eh que eram inclusive direitos e acabava se submetendo a relações muito abusivas e muito injustas com ela né e e ela ficava e eu eu brincava com ela que ela Tinha a regra de eh eh sofrer ficar quieta e Levantar a mão pro céu e agradecer né por tudo por exemplo coisas que vinham de abusos ela ela agradecia né então por exemplo aumentava o trabalho aumentava as horas de trabalho dela
sem aumentar remunera a ação sem aumentar ela tinham que por exemplo fazer uma hora extra no sábado na empresa onde ela trabalhava sem ganhar hora extra sem poder descontar essa hora de trabalho Depois tudo mais e ela levantava a mão pro céu mas você vê que bom eu tenho um bom trabalho eles Confiam em mim né eles me deixam ir lá no eles escolhem a mim e não as outras Olha que privilégio sou eu que vou sou eu que vou trabalhar de graça no sábado sem poder sem poder tirar essa hora depois e ela via
tudo como presentes Assim como eh eh benefícios ela não se dava conta do Quanto isso a colocava numa condição extremamente abusiva extremamente Abusiva então era uma paciente que estava numa mesma empresa há muitos anos eh ela nunca tinha tido um aumento salarial eh ela tava sem férias há 5 anos eh ela não tirava férias no máximo ela tirava de três a qu Dias eh seguidos assim quando ela tirava quatro dias seguidos de de pegando sábado e domingo então por exemplo Uma quinta sexta sábado e e ela fazia isso uma vez por ano uma vez no
semestre para ela eh ela tinha muito medo de fazer isso de tirar Esses dias eh então uma série de abusos de assédios mesmo que ela sofria e que ela não reclamava ela não reclamava ela não se pronunciava e muito pelo contrário Mas você vê que bom é porque eu sou importante pra empresa eu não posso ficar fora o setor não não funciona sem mim né o setor não vai sem mim então olha como eu sou importante eu não posso reclamar porque se eu reclamo eu sou ula dos lugares que proteção e uma situação Dev V
dele né dessa seção Dos pais que ele teve esse período na casa do pai reclamou de algumas coisas eh que eu nem imagino que tenham sido grandes reivindicações porque tava longe de ser o perfil dela e por muito pouco o pai disse tá vendo não dá certo mesmo não você tem que ficar lá com a tua mãe volta pra casa dela e ponto né E ela traz isso para ela não conseguindo na ingenuidade de uma criança adolescente se dá conta né Eh eh do quanto era um abuso do pai fazer isso isso quanto não Tinha
a ver com o repertório dela mas o do pai né enfim eh e aí E e essa série de cargas e sobrecargas que ela passava no trabalho não só no trabalho mas na vida né então na casa tudo por conta dela né uma e eh uma baixíssima divisão de tarefas com com o marido em todos os lugares que ela passava era dessa forma tanto que ela começa a abrir mão de lugares e de convivências porque ela sempre trazia para ela as demandas então a vou fazer um almoço com as amigas né Eu sou chamada para
um para um para um almoço com um grupinho de trabalho quem lava a louça é ela quem passa o pano é ela que as amigas estão conversando e quem tá fazendo o serviço é sempre ela mas ela tá feliz porque ela foi convidada então como eu fui Olha que bom eu fui convidada então então era era bem difícil assim el wau Nossa que caso olha até onde pode ir minha gente a questão da falta de assertividade os desdobramentos da falta de assertividade É claro que isso daí tem a ver com uma série de outros problemas
de outras tendências aí comportamentais de perfeccionismo disso daquilo Mas a gente não pode descartar a hipótese de que a falta de assertividade Esteja também contribuindo para tudo isso é como se a pessoa dissesse eu tenho que fazer ainda mais do que eu tô fazendo e essa esse é um caso bem que você tá relatando é um caso bem típico e que é muito comum a pessoa fica dependente de aprovação Dependente emocionalmente de outras pessoas e dependente de mostrar um certo padrão comportamental que ela fica presa a ele ela fica numa total inflexibilidade de pensar que
poderia ser diferente que outras alternativas como seria diferente exato exatamente Zilda então e aí teve uma situação que foi muito importante para ela começar a a a a a a a me ouvi um pouquinho com relação às injustiças que ela vivia que foi quando Foi eh ela teve acesso na Empresa que ela trabalhava eh ela eh como ela Fazia tudo né ela era um faz tudo ela pegava coisas de outros setores tudo que passava para ela el ela fazia ela respondia ela entregava tudo mais e aí Numa dessas ela pegou a documentação de uma funcionária
recém contratada para conferir a documentação dessa funcionária tudo mais e aí quando ela pega essa documentação ela se dá conta que uma funcionária recém-contratada ganhava mais do que o Dobro que ela tava ganhando fazia o quinto do serviço dela porque tava recém chegado fazia um quinto do serviço del com o a carga horária de trabalho da moça era muito mais flexível porque ela ficava lá imagina né Eh eh quase 12 horas seguidas no trabalho dela a moça fazia os horários e aí inicialmente Ela ficou com raiva da moça né tipo não a moça só tá
fazendo do que é de direito dela né A moça tá tá ali contratada A moça tá certinha em fazer As coisas dessa forma e aí ela foi se dando conta das injustiças e do nível de de sobrecarga que ela tava por não conseguir colocar limites Então a partir desse momento que ela teve acesso eh ela se deu ela começou a se dar conta do que ela estava vivendo de como as coisas podem ser diferentes e e e limites PR agora Raquel uma pergunta você acha que ela teria dado conta se ela não estivesse em terapia
é muito provavelmente não é muito provavelmente Não assim provavelmente ela teria ido no caminho de ficar com raiva da moça de tentar boicotar a moça tudo mais né de pôr defeitos na moça porque era o padrão dela assim então eh eh ela ela ela tinha como base o que ela fazia Então o que eu tô fazendo é o bom é o certo é o e quando as pessoas fazem menos fazem diferente elas que são incompetentes elas que são descompromissadas elas que não levam um trabalho a sério eu tenho que fazer tanto porque os outros não
Fazem direito os trabalho O trabalho deles n Eu tenho que fazer tanto porque imagina fulana dá hora de trabalho ela vai embora um absurdo onde já se viu embora quanto D hora de trabalho aí como ela vai embora eu tenho que fazer o trabalho dela porque imagina da hora da hora do almoço ela sai para almoçar ela chav absurdo a pessoa cumprir o horário de trabalho éem gente eh eh só para chamar a atenção de vocês que muitas pessoas vivem anos e anos e anos às Vezes uma vida inteira sob Esse regime absurdo de coerção
de exploração e elas não abrem os olhos elas continuam dormindo por quê Porque dá muito trabalho também mexer nisso dá muito trabalho alterar tudo isso ela já se adaptou a essa situação isso é a zona de conforto dela só que é uma zona de conforto que mexe com a sua integridade física moral intelectual pic e eu falo assim Zilda Outro dia eu comentei isso inclusive em sala de aula assim né Eh eh Eu eu falo que não é nem uma zona de conforto é uma zona de segurança porque é confortável não é né ela tava
num sofrimento gigante É um sofrimento gigante então confortável não podemos né Não entendo o que seja mas é seguro porque n no passado ela tem um histórico de que fazer diferente ela era muito bonita ela foi bonita controle é a zona em que ela controla Ela tá no manejo da situação ela supõe que esteja no manejo da situação fazendo tudo isso exatamente Então é uma por pior que seja é onde ela tem um determinado nível de controle é onde ela conhece é onde ela tem segurança mudar gera um medo Gigante pela História Dela fazer diferente
disso gera um medo gigante né então e se eu falo alguma coisa e perco o meu trabalho e se eu deixo de ficar até de noite perco o meu trabalho E se eu perco o meu trabalho como é que vai ficar minha relação com o meu marido porque a gente divide as despesas da casa como é que Meu marido vai ficar o que que ele vai achar então desconfigura tudo para ela o que hoje é o que traz uma mínima segurança para ela então é extremamente difícil extremamente E aí como eu fiz fala pode falar
Z antes dela falar como ela fez pare um pouquinho você que tá assistindo como você faria nós vamos ouvir a Raquel agora mas seria bem interessante esse exercício pausa o vídeo e pensa o que você faria depois compare com o que a Raquel vai Contar Tá bom vamos continuar Então vamos lá então como eu fiz então e eh ao longo das sessões eu fui descrevendo com ela essa série de acúmulo de atividades que ela tinha essa sobrecarga e como isso refleti sobre os estados emocionais dela né então eu era sempre muito descritiva de quantas coisas
ela fazia E aí teve uma situação que eu pedi para ela listar todas as funções que ela tinha no trabalho e em casa tudo que eram das obrigações dela tudo que ela Fazia na rotina que eram formais dela ou de coisas que ela ia pegando que ia que caam no colo dela tudo mais que ela me listasse tudo que ela fazia no trabalho e tudo que ela fazia em casa pedi para ela fazer isso como uma tarefa de casa para me levar na próxima sessão zild dela chegou com listas e listas sem listas de coisas
que ela fazia que eram das obrigações dela E aí comecei a pedir para ela listar coisas por exemplo o que que o marido fazia em casa aí a listinha Do marido era assim e a listinha delas folhas dela né de tudo que ela fazia a ela tinha acesso como ela pegou a documentação dessa nova funcionária ela tinha acesso à descrição de cargo dessa nova funcionária do que cabia essa nova funcionária fazer E aí eu pedi para ela ficar observadora do quanto a nova funcionária fazia essas tarefas que eram da descrição de cargo dela e se
essa funcionária tava fazendo coisas além dessa descrição de cargo então gente Observa né vamos ver se ela tá fazendo as coisas que são do campo dela do que é da área de trabalho dela ou se ela tá ou se ela faz de tudo um pouco também tudo mais assim como você porque ela fazer ISS Sa mas na empresa é assim todo mundo tem que fazer de tudo um pouco todo mundo porque senão a empresa não vai porque senão a gente tem que vestir a camisa da empresa tudo mais né esse tipo de discurso super corporativo
típico das das empresas né E aí então vamos observar essa colega de trabalho o que que ela está fazendo além da função dela aí ela veio numa outra sessão super frustrada porque a moça ficava no setor dela fazendo o trabalho dela a moça não saía da sala dela né e e e fazia as coisas que eram da competência ali do setor dela ganhando duas vezes e meia o salário dela então ela começou a ter muita clareza muita discriminação do quanto ela tava eh eh numa numa relação eh extremamente Abusiva vai de sobrecarga muito muito muito
então Eh como aí aí o que azilda né apontou que eu acho super importante a gente quer a gente quer a gente então D uma solução então como a gente quer vamos falar pra pessoa que ela tem que fazer o que que eu queria que ela fizesse que ela marcasse uma reunião com esse chefe e realinhar aí os direitos de férias que ela tinha atrasado eh eh uma revisão do salário dele dos atrasados de aumento que ela Não teve ao longo desses anos que ela fizesse que ela passasse um pente nas funções dela tudo mais
eu queria uma reunião queria ir lá fazer uma reunião com esse chefe chance dela fazer isso tenum zero zer zer zer então eu cheguei a propor né então como a a Zilda Falou às vezes a gente quer falar pro paciente como o paciente tem que fazer não funciona não adianta eu cheguei a falar você precisa marcar uma reunião tudo mais a minha zero não funciona ela não Vai chance zero por mim eu queria ir lá fazer essa reunião por ela mas também não posso porque é uma habilidade que ela precisa exatamente fazer dessa forma funcionou
zero ela foi totalmente contra marcar uma reunião com esse chefe tudo mais nem pensar então o que que a gente começou a fazer então ok então não vamos fazer desse jeito mas vamos pegar as coisas mais fora do teu trabalho as mais distantes as mais de longe do teu trabalho e você vai começar a dizer não Imagina acha que eu vou falar não vamos lá fulana de quem que é para fal Então como você vai dizer se não se você não quer dizer eu não vou fazer porque ela não queria falar não vou fazer como
você pode dizer não sem usar a palavra não vamos lá como aí pensa pensa pensa assim eu posso dizer pra pessoa que é melhor ela ver com o Fulano porque isso é mais do setor do fulano do que do meu ótimo maravilhoso então vamos ter clareza de tudo isso que você faz que pacote que é Do João Que pacote que é do Zé que pacote que é do Joaquim porque nós vamos começar devolver esses pacotes para quem é de direito não é teu esses pacotes nós vamos começar a fazer essas devoluções Para quem para quem
tem que resolver esses pacotes e assim ela foi se encorajando né E foi começando no começo com muito medo uma outra coisa que eu fiz foi pegar aquela vivência da se eu não me engano do do primeiro do primeiro livro do relações Interpessoais trabalho em grupo do sabe da capinha preta Z não vou lembrar pega ele aí para mim aqui ó Tem a parte das vivências isso só que eu tenho a versão antiga dele né eu tenho aquela que é cheia de dedinhos né a versão original eu tenho a versão original eu tenho a primeira
eh e nesse livrinho se eu não me engano é nesse tem uma tabelinha tem uma listinha dos direitos interpessoais né então o direito de errar o direito de Ficar sozinho o direito de ficar em silêncio o direito de mudar de opinião o direito de diver girir do grupo tem uma série de direitos interpessoais E aí eu recortei levei para ela perguntei quais desses direitos ela exercitava no dia a dia dela no trabalho com o marido nenhum nenhum né Não então nós vamos começar Então vamos olhar qual desses direitos você se sente mais Ferida por Não
exercitar Qual mais te dói Qual mais te faz falta tudo mais era o direito de Ficar em silêncio porque o silêncio representava o ficar sozinha um pouco ficar sem fazer nada um pouco ela ela não exercitava isso oi perdão ficar consigo própria tomar contato com ela exato ela não ela não tinha tempo para isso ela era tão comprometida em resolver as demandas dos outros que ela não tinha tempo de ficar sozinha eh então aí a gente começou a partir dessa listinha de direitos começar a selecionar os direitos que mais AF Feriam para ela e que
ela abria a mão para ela começar a exercitar um a um e aí a gente começou por isso ela reservar um temp tempinho do dia dela alguns minutinhos do dia dela que fosse 15 minutos 10 minutos para ela ficar no quarto sozinha um pouquinho em silêncio sozinha e foi fácil ela fazer isso né o marido não aceitava ele ia lá que que tá acontecendo por que que você tá aqui não tá tudo bem Eu só quero ficar um pouquinho sozinha Oi mas você não acabou A janta Oi mas você não fez tal coisa era incrível
como as pessoas não davam direito para ela de fazer isso E aí ela foi vendo o tamanho tamanho da tarefa que ela tinha o tamanho da empreitada de estabelecer limites de ser assertiva de reivindicar os próprios direitos e assim a gente foi fazendo E aí ela foi lá no trabalho eh devolvendo esses pacotinhos lá no trabalho mas foi muito interessante porque lá no trabalho pra surpresa dela eh e minha e também porque Eu achava que era um ambiente extremamente hostil coercitivo que ela não quando ela foi devolvendo as pessoas foram pegando de volta os os
pacotes deles né porque não é exatamente que as pessoas só empurravam para ela ela tava ela tava sindo com conta dela ela tava subindo por conta dela então não é que as pessoas faziam isso corretivamente com ela tem que pegar V pegar não as pessoas passavam no setor ol tal coisa Ah Fulano é fulana tal Coisa você sabe onde que eu faço não vem aqui dá aqui que eu te ajudo não sei o qu a pessoa deixava por conta dela E nem chegava no setor que precisava resolver e como ela tava muitos anos né empresa
ela conhecia de tudo um pouco e E aí ela virava ponto de referência a vai lá da fulana que ela ajuda e assim foi E aí na medida que ela começou a devolver pros setores ninguém reivindicou isso não teve um ó nossa agora ela não tá fazendo ela não teve problema e aí ela ficava Mais brava ainda porque ela se deu conta de quanto tempo ela carregou tanta pedra totalmente desnecessária aí ela ia pra sessão com muita raiva de si mesma assim Nosa eu sou botá eu sou uma Idi essa essa é a ira construtiva
não é é o momento em que você ficar indignado você ficar com raiva pode ser o motor para você mudar as coisas se a gente não se indignar com injustiça a gente nunca ia lutar contra injustiça mais ou menos isso que ela começou a fazer então gente Quando a gente fala sentimentos negativos por exemplo a raiva é negativo Depende a construtiva é a forma como eu lido com a é diferente isso exatamente Então ela foi entrando nesse processo de se dar conta de quantas coisas ela fazia e porque ela mesmo foi ao longo desse trabalho
assumindo Claro que tem tudo a ver com a história dela com a história de vida dela familiar os problemas que ela passou na adolescência tudo mais tem Tudo a ver com isso mas não era um ambiente coercitivo do trabalho e assim ela foi e aí foi interessante que chegou Olha como a coisa vai ampliando né chegou um ponto dela começar a ficar incomodada porque o trabalho dela e e ela começou a ter momentos de óo no trabalho e aí ela ficava com porque ela não sabia fazer ela não sabia ficar parada Então ela começou Ai
meu Deus mas tá estranho aí eu tô sempr acredita que eu eu voltei com a almoça hora que eu Voltei com almoço eu ch que não tinha nada para fazer porque ainda não tinha chegado a demanda que o outro precisava mandar tudo mais e aí como é que você vai usar esse tempo então aí eu já queria não você não vai fazer coisas de outro setor você não vai pegar teus pacotes de volta né você vai ficar lá Deus se não chegou serviço você vai fazer outra coisa lá ela mas aí eu vou fazer eu
vou fazer o que eu falava mal de todo mundo fazendo que eu vou olhar WhatsApp eu vou olhar a internet eu acho um absurdo as pessoas fazerem isso então aí ela começou a descrever esse eh eh isso assim que ela começava a fazer coisas que antes ela reclamava ela achava ruim das pessoas fazendo que ela falava mal das pessoas fazendo E aí ela começou a se incomodar com isso não tá vendo é natural é um tempo de descanso o trabalho não vai ser um trabalho o tempo todo trabalhando você vai ter pequenos intervalos não é
responsabilidade sua se Essa demanda não chegou então e nesse período ela teve a oportunidade de repensar esses trabalhos coisas que ela gostaria de ter desenvolvido que ela não teve oportunidade ao longo da vida começou a repensar a chance de fazer alguns trabalhos artesanais para vender que ela era muito habilidosa numa área então ela começou a repensar a profissão se estar naquela empresa que ela tava era realmente o que ela queria pra vida dela tudo mais então você vê aonde foi Parar assim né ela começou a replanejar a vida profissional dela a partir disso eu não
sei se ela saiu porque aí ela parou a terapia ela teve um um problema financeiro ela precisou eh ajudar uma pessoa da família que tava passando por um problema e ela precisou parar a terapia e eu não tive exatamente certeza se ela migrou de profissão ou não mas foi muito marcante o caso dela e necessária essa ampliação de repertório muito interessante mesmo porque veja Você trabalhou basicamente assertividade sim e assertividade mudou a vida dela sim é isso mesmo gente olha e ela não teria conseguido fazer isso sem apoio terapêutico e eh era muito bonitinha ela
falava assim às vezes eu fico imaginando às vezes acontece uma situação de trabalho eu fico pensando Ai que que a Raquel ia falar meu Deus aí eu fiz tal coisa e Nossa como é que ela que que ela ia me falar disso que eu fiz Será que eu acertei Será que eu errei não sei el ela Fala que ficava ensaiando no banheiro que o marido começou a estranhar porque enquanto ela tava tomando banho ela ficava ensaiando como que ela ia falar com as pessoas ela fic se fulano de tal coisa vou falar para ele não
olha isso aqui é de setor de tal Fulano Você pode procurar ele se eu falar assim não vai dar muito certo que ela ficava ensaios ensaios ensaios sozinha em casa e às vezes as pessoas Flag gravam ela fazendo isso e achavam que a terapia tava Enlouquecendo ela foi muito foi muito engraçado foi muito legal assim essa parte do caso dela é as pessoas não fazem por mal mas é lógico cada pessoa busca o que é melhor para para si se tem uma outra pessoa que assume uma tarefa por que que eu vou fazer as pessoas
começam a fazer E aí a questão da divisão dos limites somos nós que temos estabelecer oses então a o o relato da Raquel mostra muito bem aspectos que vocês vão ver sobre diferentes nuances Sobre diferentes maneiras aí mas que a assertividade tá em jogo e que é importante ser Trabalhada na terapia ou pode estar muito importante se a pessoa tá num grupo de habilidades sociais também você pode descobrir isso mas muito provavelmente um caso tão grave quanto esse precisaria realmente de um atendimento e de consultório um atendimento individual e foi muito interessante Zilda porque mexeu
inclusive muito com a autoestima dela Uma da uma das falas dela que foi muito interessante foi que ela foi numa confraternização do trabalho e ela falou assim Raquel eu não servi dessa vez eu não servi eu sentei e você não vai acreditar a fulana me serviu que era tipo de uma chefe dela aí ela tava se achando assim porque pela primeira vez em muitos anos da empresa ela não trabalhou na festa e é isso não é que ela era escalada para trabalhar ela chegava e começava a servir a organizar Mesa a arrastar mesa a a
a cortar as coisas ela falou eu cheguei e eu sentei e você não vai acreditar a fulana me serviu foi lá me levou um pedaço de bola ela tava se achando e olha por coisas tão simples que nunca na vida ela tinha tido oportunidade de viver de experimentar e tudo mais que ela não abria espaço para viver isso bem isso muito bom Raquel Quero Agradecer demais o seu relato você enriqueceu bastante aqui o nosso curso com esse momento eu Tenho certeza que o pessoal que tá assistindo Tá curtindo bastante não lemb não esqueça o desafio
que eu fiz lá atrás tá eu faço questão de ver depois e eh eu quero então Eh convidar você para se despedir aqui da minha turminha Zilda eu quero agradecer muito né a participação poder compartilhar e como a gente usa as estratégias das habilidades sociais pros atendimentos né Eh convidar todos a seguir a nossa Clínica Nova nas redes sociais né depois a Zilda Compartilha o link com vocês dizer que tô à disposição e que é um prazer imenso né para mim realmente participar eu enquanto professora né enquanto supervisora de estágio é é genuinamente um prazer
compartilhar Como eu faço no consultório assim porque eu entendo que a minha função é uma função social que temos né sobretudo de compartilhar conhecimentos de ensinar a a a psicologia tá num momento muito importante da nossa profissão com uma Demanda muito grande e nós precisamos de profissionais qualificados comprometidos né que tem e firmeza clareza no que tá fazendo pra gente realmente prestar um bom serviço social né Um bom serviço para pra população para que inclusive pro bem da nossa profissão claro que para a população que nos procura demandando essa ajuda mas também pra nossa profissão
porque tá sendo muito requisitada tá sendo muito olhada né E também muito avaliada e é momento da Gente né Eh eh eh firmar a nossa profissão aí como uma profissão muito importante da área da saúde né fortalecer essa profissão e e e consagrar a psicologia como uma profissão muito importante paraa área da saúde como ela vem tendo esse mérito esse crédito que a gente tá vivendo nesse momento que eu acho que a gente nunca viveu né ao longo eh eh dos anos de de profissão que tenho tô Envolvida com a psicologia né formada em Psicologia
cerca de 20 anos acho que nunca tivemos um momento tão expressivo de demanda da psicologia e eu falo que a gente agora precisa mostrar que veio oferecer um bom trabalho então eu me sinto realmente muito feliz por poder compartilhar né as coisas que aprendi ao longo da minha trajetória acadêmica para for a nossa profissão e prestar um bom atendimento pra comunidade que nos procura E isso também incluindo Claro a formação em habilidades sociais quer Dizer é uma formação que agrega muito a essa capacidade de ampliar a prática profissional com segurança de ampliar a ajuda e
o isso que a Raquel falou de a gente contribuir para uma convivência melhor das outras pessoas também se r P pra gente e cada um de nós pode melhorar a sua qualidade de convivência quando ajuda outras pessoas também a melhorarem a qualidade de convivência Então acho que aí a questão das habilidades sociais fala nisso Raquel qual foi a importância Das habilidades sociais e todo esse seu processo ah Zilda Com certeza foi imenso né porque eu acho que me ampliou muito a forma de olhar pros atendimentos clínicos assim me ajudou a desenvolver habilidades minhas pessoais né
paraas interações interpessoais particulares da minha vida privada mas também com os pacientes me ampliou muito habilidades terapêuticas né a habilidade de empatia ampliou muito o meu olhar sobre empatia a habilidade de Assertividade o como fazer né o como ser assertiva né sem extrapolar um limite da agressividade a ter clareza dos critérios de competência social para sempre avaliar a forma como eu tô fazendo né então me ajudou muito muito muito a estabelecer a a a me expor né Eh apesar de ser professora eh eu sempre dei aula dei supervisão falo com naturalidade em público mas é
muito diferente do ter que do ter que vender um trabalho do ter que eh me expor Profissionalmente no sentido de oferecer um serviço né oferecer uma parceria oferecer o meu trabalho de psicóloga é muito diferente isso me incomodava muito inicialmente is eu achava estranho porque eu sempre tive uma relação em que eu sou professor as pessoas vem até mim tá tudo feito tá tudo certo e aí a partir de um momento que eu quis ingressar pro consultório eu precisava dessa habilidade de me expor de oferecer um serviço e isso para mim era muito Novo então
nossa ajudou demais assim tanto a a habilidades pessoais quanto a profissionais né de vínculo com os pacientes de assertividade de estabelecer limites em paz de adolescentes que é meu desafio estabelecer limites em pais de crianças e tudo mais às vezes a gente tem que ser firme pegar firme é muito difícil atender Criança e Adolescente porque a gente tem que lidar junto com os pais e estabelecer uma série de limites aí com Eles e ao mesmo tempo conquistar a confiança deles então foi muito muito eh enriquecedor pro meu trabalho não tenho dúvida nenhuma né mas é
isso é para além do trabalho é pra vida é pra vida com certeza Ok então muito obrigada Raquel e eu quero que a gente continui assim como a Raquel impactando vidas impactando relacionamento tornando as pessoas melhores contribuindo paraa autoestima contribuindo pra saúde mental das pessoas que a gente atende é isso que eu Quero é Como eu faço que a gente quer levar para vocês fazerem com maior segurança e buscando sempre impactar positivamente a vida dos clientes é isso gente muito muito obrigada Raquel Valeu demais Obrigada Zilda obrigada a todos por acompanhar um beijo e est
à disposição de [Música] vocês Y