[Música] sejam bem-vindos a mais um vídeo aula do nosso curso história da educação nesse vídeo Gostaria de retornar alguns elementos discutidos por nós no vídeo anterior na contemporaneidade A análise da educação no Brasil tem tido diversos tipos de abordagens sempre na Perspectiva crítica para contribuição e identificar a verdadeira crise da educação brasileira e seus pressupostos um dos processos de entendimento dessa crise parte pelo entendimento de como se deu Nossa formação então a expansão do ensino e os caminhos que ele tomou se torna mais fácil na medida que a gente volta a olhar e a compreender
Nossa herança cultural nossa economia e a estrutura do poder político veja poder político pensado aqui naquilo que a gente compreende como Estado então pensando nessa herança cultural dos ciclos econômicos e do próprio poder político cabe a gente pensar a nossa história a partir do processo de colonização conforme a borda ot Taíse romoni no seu clássico livro História da Educação no Brasil Então qual foi nosso primeiro ciclo econômico como trata Romanelli é o ciclo da cana de açúcar século 16 até mear do século 18 o que tínhamos a grande propriedade o latifúndio o trabalho escravo era
necessário ao escravo no manejo da cana de açúcar sab ler e escrever não era de interesse do Senhor latifundiário que seu escravo soubesse ler e escrever não não era interesse desses grupos eh que tinham poder político que o escravo soubesse ler e escrever então há de se pensar que esse poder político ele era aberto democrático que incluía não ele era fechado um grupo fechado de pessoas então era um poder político constituído por concessões de terras né lembra da sesmarias Capitanias heredit então inicialmente com as capitanias hereditárias e que se fortalece por meio de um trabalho
escravo e é um trabalho que se dava por meio da violência Então se a gente parte desse pressuposto a educação não é uma educação inclusiva ela excluía parcela da população que era a parcela escravizada Então você tem um segundo ciclo que é o ciclo da mineração século XVI em diante e vai eh em direção ao centro sul do país Então temos nesse momento uma demanda que também eh não precisava de escolarização e não havia interesse desses grupos dominantes no primeiro momento né do latifúndio de formar uma população com domínio da leitura da escrita com relação
à cultura então Vimos que o primeiro movimento educativo se dá com a companhia de Jesus que depois de dois séculos Foi extinta visto que o estado queria assumir o controle nesse o controle Então nesse sentido foi feita uma reforma pelo Marquês de Pombal chamada reforma pombalina tal reforma tinha como objetivo tirar a educação das mãos da igreja e centralizar no estado no processo de padronização do currículo tendo o estado à frente contudo essa reforma pombalina não foi uma reforma Progressista no sentido de incluir esses trabalhadores envolvidos no processo dos ciclos econômicos não foi uma reforma
inclusiva e transformadora após cana de açúcar e mineração temos o ciclo do café Então temos aí uma mudança no perfil do público que é aquele público oriundo na migração europeia e que tem uma perspectiva do trabalho livre já não era trabalho escravo e que já tinham acesso à escola na Itália por exemplo Então muitos já eram ativistas e participavam da confecção de jornais esses trabalhadores livres ao chegarem no Brasil e por ter acesso já ao mínimo de conhecimento começam a reivindicar direitos então nessa transição do café para o processo de de industrialização no governo V
e nós temos um importante manifesto que é o chamado Manifesto dos Pioneiros da educação ou os pioneiros da escola nova da escola nova eles tinham como ponto de partida a defesa de uma escola pública gratuita laica e que pudesse garantir uma educação para todos entre homens e mulheres e de livre acesso eles defendiam o sistema estatal de ensino paut pela Liberdade por uma pedagogia laica contemporânea e uma outra questão relevante a partir dos textos que estão elencados no ava e pensando eh o poder político e essa relação com os ciclos econômicos um autor importante que
o Demerval saviani vai dizer que o estado nunca quis resolver o problema eh Educacional brasileiro porque nunca quis fazer uma política de integração de uma classe trabalhadora né enfim da questão da abolição e ele ainda vai dizer né o Demerval saviani que as elites forjavam e ainda forjam a educação para reproduzir as próprias elites ignorando a partipação e a qualificação do povo e ele ainda vai dizer que o ensino né ele passa mascarar o saber e vai subsidiar o poder e enfatiza que o desapossamento do Povo ou mesmo até a limpidez e que é tão
dispendioso é incerto porque não admitimos a meia educação ou seja o debate trazido poder merval saviani vai no encontro do texto de ronelli que está tudo disponível no ABA que vai no debate do poder político e dos processos econômicos veja quando eh Romanelli eh Analisa os ciclos econômicos é muito dos valores e culturais herdados passaram por demandas dos processos sociais e da própria educação que é de certo modo ditado pelos processos sociais dos ciclos econômicos do desenvolvimento econômico do Brasil Então após a reabertura democrática com a Constituição de 1988 que passa a valorizar aí o
direito universal dos Homens o direito da Cidadania o direito à escola ou seja o direito à educação eh e mais concomitantemente a isso vem o movimento do próprio capital chamado neoliberalismo que diz que o Estado tem que diminuir os gastos o estado gasta demais Então nesse Coste de gastos as políticas públicas das áreas sociais passam ser as mais visadas no caso saúde e educação se No processo histórico como vimos a educação nunca foi uma política de estado eh com a democracia e a cidadã onde diz que a educação é direito de todos e dever do
Estado ela tem acento Central no debate ao mesmo tempo temos a nascente do neoliberalismo onde esse vai dizer que o estado não tem mais que arcar com esse tipo de gastos E aí você tem na democracia um processo crescente de ampliação da rede privada do ensino superior Então esse é um elemento da Educação na contemporaneidade e traz pela nova forma do capitalismo de agir o qual se denomina neoliberalismo que é uma nova razão de ser do Estado mas também dos indivíduos que passam a ser visto como empresas empresário de si mesmos é onde ele transforma
algo antes garantido pelo direito como as políticas sociais Como a educação em algo agora que precisa ser vendido é uma mercadoria Então hoje esse é o dilema que vive a educação brasileira ao mesmo tempo que avançamos no campo dos direitos também se avança em limitar esse direito em dizer que quem tem que tem que ter contenção das despesas Essa é a contradição no campo Educacional na contemporaneidade e que tem gerado grandes debates na cena pública brasileira como por exemplo a reforma do ensino médio sobre a questão do piso salarial dos professores sobre a infraestrutura por
exemplo das escolas e aqui para finalizar lanço uma questão para vocês pensarem até que ponto a economia pensando aqui nos ciclos econômicos trazidos por Romanelli eh pelos quais o Brasil passou influenciou de fato na formação na nossa formação educativa se infuencia de que forma isso ocorre então fica essa questão pra gente discutir pensar e debateremos isso em nossas aulas síncronas eh retomaremos todo esse debate exposto nesses dois vídeoaula nesse processo de história da formação eh da educação no Brasil até mais pessoal um [Música] [Música] abraço a [Música]