Desde que a gente nasce, a gente tem como referência nossos pais. E a gente, via de regra, espera que esses pais sejam maduros, nos ensinem, nos formem, deem um lastro para que a gente possa crescer enquanto ser humano, enquanto cidadão. Não é assim?
É. Agora é sempre assim, não? Às vezes a gente acontece de ter pais imaturos.
E aí, o que é que a gente faz quando os modelos de referência da gente deviveram ser maduros, mas não são? Eu sou Marcos Lacerda, psicólogo, e esse é o tema do nós da questão responde de hoje. Vamos juntos.
Independentemente de você ter pais imaturos ou não, você não vai deixar o Dia das Mães passar batido, né? Não, não vai. E olha, tem uma coisa que você não vai errar no presente, é se você der um presente da Insider.
Olha essa camisa que eu tô usando, como combinou com esse meu casaquinho. Combina com tudo. E as roupas da Insider tem um estilo que agrada a todo mundo.
E não é só esse tipo de camisa que eu tô vestindo, não. Saias, vestidos, blusas, roupa íntima, meias, o que você imaginar. tem de tudo.
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Que tal? Ah, você tá preocupado com tamanho porque sua mãe tem que provar roupa. Esqueça.
No site da Insider você tem todas as medidas. Ah, mas eu não sei a medida de minha mãe. Pera lá, né?
No mínimo você vai no guarda-roupa dela, pega uma roupa que ela gosta, pega uma fita métrica e você vai saber as medidas pra roupa de sua mãe. Aí você deve ser daqueles chatos, né, que vai dizer: "E se ela não gostar? " Aí ela troca.
E trocar na Insider também é algo super simples, rápido e fácil. Imatura ou não, sua mãe merece presentes Insider. Usa o cupom nós da questão que de cara você já ganha 15%.
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Vaiá lá, dê uma conferida. E agora para ajudar na nossa reflexão sobre pais imaturos, eu vou ler uma questão que um seguidor me mandou e ele diz o seguinte: "Marcos, o que fazer quando se percebe que seus pais são imaturos? Como lidar com pessoas que você precisa respeitar, mas que não são lá aquele bom exemplo?
Olha, perceber que os pais da gente são figuras imaturas é uma percepção desafiadora. Exige força psíquica e alguma coragem, alguma maturidade para isso. Sabe por quê?
Porque, como eu comecei dizendo, a gente idealiza sempre figura paterna e materna como os grandes heróis. aqueles que vão nos salvar, nos proteger. E às vezes quando a gente se dá conta de que há uma certa imaturidade ou até uma fragilidade ou as limitações mesmo dos nossos pais, isso pode ser muito frustrante, pode dar muita raiva e até muita culpa.
Culpa por est julgando nossos pais. É muito raramente a gente consegue julgar pai e mãe sem sentir culpado, né? É, faz parte.
Mas a primeira atitude saudável que você precisa ter é se dar conta que maturidade nem tem a ver com idade, nem tem a ver com parentalidade. Sim, em teoria, um pai e uma mãe deveriam ser pessoas maduras, já que se propuseram a ter outro ser humano na vida, né? Mas isso não garante, tá?
Então, começar a realizar isso na sua cabeça já é um bom caminho. Em outras palavras, o que eu tô querendo dizer é que é preciso que você comece a humanizar os seus pais, porque independentemente da idade ou deles serem seus pais, eles são humanos, eles têm uma história de vida, eles passaram por traumas, eles também tiveram pai e mãe, eles tiveram toda uma história antes de você. E a gente enquanto filho tende a desconsiderar que os pais da gente tem uma história, como a gente desconsidera também que pai e mãe tem vida sexual, como é que eu nasci, né?
Não dá. Aí realmente não dá. Mas a gente desconsidera isso.
E passar a considerar é super importante, porque a gente precisa depois de uma certa idade humanizar esse pai e essa mãe. E isso nos leva ao segundo ponto que você que me escreveu parece confundir. Você diz como respeitar.
É preciso separar idealização de respeito. Para eu respeitar meu pai e minha mãe, eles não precisam corresponder à minha idealização. Ou seja, respeitar não significa concordar com tudo que eles dizem, nem tomar como espelho tudo que eles fazem.
Absolutamente isso não significa respeitar. Respeitar nesse caso é reconhecer que, independentemente da maturidade deles, eles merecem respeito enquanto seres humanos e enquanto pessoas que dentro das limitações que tiveram ou que têm, fizeram o que puderam por você que é filho ou filha. Agora, repito, respeitar pai e mãe não significa submissão cega, como também não significa concordar, nem compactuar com atitudes que são imaturas ou que muitas vezes são prejudiciais, inclusive.
Então, para você lidar melhor com pais imaturos, eu vou lhe dar três posturas que você pode adotar na sua vida que vão lhe ajudar muito. A primeira postura é a aceitação lúcida. O que é isso?
reconhecer a imaturidade, as limitações dos seus pais e não passar a vida tentando mudá-los, porque há pessoas que passam a vida inteira tentando educar os pais, tentando fazer esses pais se tornarem pessoas mais maduras. Isso além de infrutífero, impede muitas vezes que você viva um amor que poderia ter sido vivido dentro de limitações. São as limitações possíveis, porque parta do seguinte princípio: imaturo, como quer que seja seus pais, eles quiseram fazer alguma coisa por você, a não ser com raras exceções, aonde você pode ter pais com perturbações mentais severas, que aí tem um realmente um gosto, um prazer em prejudicar, em danificar os filhos.
Mas tirando isso, por mais que os pais errem, eles tentaram acertar, né? Há que se considerar isso, pelo menos. Então, aceite lucidamente, sem ficar tentando educar seus pais.
A segunda postura é a autoproteção emocional. O que é isso? É que você pode escutar seus pais com respeito, com tranquilidade, com paciência, sobretudo com paciência.
Mas isso não quer dizer que você precisa seguir, fazer ou repetir os comportamentos deles. Você pode manter uma distância emocional. Eu posso perfeitamente ouvir quem quer que seja e manter distanciamentos emocionais dentro de mim e sobretudo não repetir o que eu não acredito e o que não faz sentido para mim.
A terceira postura é assumir uma autonomia afetiva. Isso significa que você deve começar procurar esses exemplos de maturidade em outro lugar. Pode ser em professores, pode ser em pais de amigos, pode ser num psicólogo, pode ser até na literatura.
Até a literatura às vezes ela nos ajuda como referencial de maturidade. Ou seja, você vai ter que construir por você mesmo e não através dos seus pais a sua maturidade emocional. E tem uma coisa interessante nisso.
Às vezes tem pessoas que acabam sendo convocadas a serem os primeiros a romperem uma sequência de gerações imaturas e se tornam o primeiro polo de maturidade daquela família. É interessante, mas isso acontece. Às vezes você tem uma imaturidade geracional que é passada de geração para geração e às vezes aparece alguém que diz: "Não, eu vou romper com essa maldição".
E aí essa pessoa se torna o primeiro núcleo desta família a ter maturidade e foi construir esse seu próprio amadurecimento fora buscando outras referências, já que não tinha um pai e uma mãe suficientemente sólido para isso. E por fim, se você tem pais imaturos, é importante você conseguir exercitar a compaixão. Não para tolerar o intolerável ou aceitar o inaceitável, não é isso não.
Mas é porque, embora você se sinta muito frustrado ou frustrada, os seus pais muitas vezes não tiveram amor, oportunidade, não tiveram uma série de coisas que você nos dias atuais consegue perceber. É tão comum eu ouvi relatos de pais que apanhavam de cabo de vassoura, de colher de pau, de fio de cobre. Eu já ouvi tanto esse tipo de relato de pessoas bem mais antigas, né?
Hoje em dia isso já não acontece mais dessa forma, nem com esta frequência. E às vezes são tantas dores que essas pessoas passaram que depois que elas se tornam pais e mães, elas não conseguem ser muito diferente disso. Eu assisti recentemente um filme muito lindo, muito tocante sobre a vida de Neymar Mato Grosso.
Tá em cartaz nos cinemas. Quem puder assistir, assista. O filme é muito emocionante.
Ini teve um pai profundamente violento, profundamente agressivo e profundamente imaturo, porque havia uma profunda imaturidade naquele homem que fazia parte da aeronáutica e que não aceitava aquela criança artista mais delicado, era inaceitável para ele. Mas aquilo tudo era traduzido naquele pai na forma de um ódio muito grande, de uma imaturidade tremenda. Não, não justifica as coisas que ele fez com Nei Mato Grosso.
Não justifica. Mas no final da vida, Ney Mato Grosso pôde olhar para ele e dizer: "Papai, o passado é passado, eu tô aqui, tá tudo bem, porque no final da vida ele se torna mais maduro e diz: "Meu filho, eu errei muito com você". Ele disse: "Papai, o que foi?
" Foi. Em outras palavras, papai, eu fui buscar minha maturidade em outro lugar e lhe perdoo: "Tá tudo bem, o senhor não tem outra coisa para dar, né? Tudo bem.
Eu fui embora e encontrei em outro lugar o que o Senhor não podia me dar. Então a gente fica por aqui, tá tudo bem? Morra em paz.
" Em outras palavras, era mais ou menos isso que ele tava dizendo. Então isso fala de compaixão. É.
Os pais às vezes não são superheróis, não são o ideal que a TV mostra, mas são o que podiam ser. E quanto a você, filho, cuidado, um dia você talvez também seja pai ou mãe. E aí?
Aí eu vou acertar tudo. Eu vou encerrar dizendo: pense nisso. Tchau, até a próxima.