[Aplausos] [Música] [Música] Olá tudo bem seja muito bem-vindo muita bem-vinda muito bem-vinda a economia B entrevista número oito Hoje a gente vai falar sobre o setor de impacto sócioambiental eu convidei a Carolina Aranha que tem uma história muito legal mesmo no setor de Impacto socioambiental ela Por Exemplo foi uma das fundadoras da Pipe social que é uma plataforma que eu sou muito fã que reúne informações muito legais sobre os negócios de impacto no Brasil e funciona meio que como uma bússola pro setor que conecta múltiplos Agentes do ecossistema muito interessante o trabalho e além disso
desde 2011 A Carol tá à frente da impactx que é uma consultoria especializada em fomentar o ecossistema de impacto socioambiental no Brasil então você pode ver que ela vai ter bastante história tá E além disso ela já mentou mais de 70 startups tanto em desenvolvimento de modelo de negócio como planejamento estratégico e negociação com investidores também um outro papel importante da Carol e foi aí que eu conheci ela no setor filantrópico também que ela dá apoio a grandes empresas Family Offices institutos Fundações para estruturar fundos de investimento de impacto obviamente também desenvolvimento de projetos de
impacto socioambiental antes disso também ela tem uma carreira longa eh no setor corporativo como executiva de múltiplas empresas por aí E como eu falei eu conheci a Carol há alguns meses no projeto editorial que a economia B participou a gente foi convidado para ajudar na redação de um guia de tendência sobre o setor filantrópico e a Carol foi uma das consultoras que fez parte do projeto então a gente teve muitas trocas e trocas muito ricas por isso que eu chamei ela aqui para falar com a gente hoje então A ideia é bater esse papo sobre
o setor de impacto para a gente entender que momento a gente vive também no Brasil que tem muita coisa acontecendo falar sobre desafios e tendências e claro ouvir um pouco da história da Carol também claro então Carol seja muito bem-vinda aqui ao economia bem entrevista uma alegria enorme te receber aqui maravilhoso O prazer é meu João vai ser ótimo falar com você Carol a Impact impactx existe desde 2011 12 foi isso é né Isso foi isso e ao mesmo tempo que é muito tempo é pouco né a da mesma forma é pouco mas é muito
né Mas o que eu quero dizer é que muita coisa mudou de lá para cá tanto enfim na forma como a gente vive Mas também quando a gente fala do setor de impacto queria te ouvir um pouco a respeito disso eu por exemplo comecei a cobrir eh esg desenvolvimento sustentável Regeneração Impacto a quase 4 anos né então foi bem no início da pandemia que a gente criou a economia B eu tenho uma uma história recente nisso claro né mas eu já vi que a partir dali muitas coisas começaram a mudar e você já tinha 10
anos antes você já tava lá e eu fico às vezes muito com curioso para saber doss dramas e e desafios que existiam lá e se eles foram superados enfim queria que você Contasse um pouco desse paralelo se a gente tá melhor imagino que sim né mas de que forma a gente tá melhor enquanto setor enquanto organização enfim para que a gente consiga de fato fazer o que precisa ser feito né que é resolver os problemas socioambientais que a gente tem sensacional essa pergunta né porque faz parece que faz muito tempo mas faz pouco e ao
mesmo tempo o setor mudou tanto né naquela época ali do 2010 2011 o conceito de negócios de impacto ou de começou com negócios sociais do yunus né entrando no Brasil com esse conceito de que os negócios né não não não são podem não ser feitos só para lucro mas né o lucro e e e também Impacto Social e Ambiental Então logo naquele começo o conceito era muito esfumaçado né e as definições eram muito amplas né então Eh foi super interessante começar eh a a estruturar esse Fundo de Investimento que a gente foi né que na
época era chamavam fundo Virtuoso e foi feito junto com a Vox que é um dos primeiros também do mercado lá atrás e a gente falava bom mas não vai ter pipeline de negócios né as pessoas e os investidores com quem eu conversava fala Poxa o conceito é maravilhoso mas cadê os negócios para investir né E aí esse mercado a gente começava nas a a pensar essas essas empresas ou através da endevor ou através né da artemísia que era forte ou através né de alguns recortes de aceleradoras que que de repente a gente ia caçando esses
negócios mas esse essa esse volume foi crescendo ao longo do tempo e os investidores continuaram com continuavam com o viés Poxa mas Carol não tem isso E aí foi que surgiu a ideia de lançar a Pipe junto com a Mara e com a Lívia para conseguir trazer luz para esses negócios para falar sim existem negócios que estão aí para ter Impacto social ambiental e gerar Lu lucro Então vamos dar luz para eles vamos criar esse pipeline em diversos setores saúde educação né Eh enfim eh economias regenerativas e e tudo que possa gerar Impacto para quê
pra gente conseguir abrir um canal com investidores aceleradoras mentores empresas que querem investir que queiram investir ou colocar dentro da cadeia e foi uma grata surpresa assim quando eu a Maria Lívia a gente foi fazer o primeiro Censo lá atrás a gente falou a acho que a gente consegue aí uns 200 300 negócios talvez E aí qual que foi foi a surpresa quando a gente viu o volume que a gente conseguiu reunir aí na plataforma da Pipe que foi crescendo ao longo desse tempo e que hoje aí quando a gente junta com a quintessa aí
a gente tá falando aí num patamar de 5.000 negócios já mapeados dentro desse setor né ao longo desse tempo então foi uma maturação muito interessante tanto do ponto de vista em números de negócios quanto eh em faturamento que ainda a gente enfim não tá lá mas mas a gente teve uma evolução ao longo do tempo né porque a gente conseguiu mais fundos de investimentos para investir eles acabaram crescendo se desenvolvendo Pivot E aí a gente vê o mercado hoje Bem Mais maduro do que aquela época lá atrás e você vê que o investidor também evoluiu
sua mentalidade Carol ao longo desse tempo porque acho que assim também houve naturalmente uma evolução Mas por outro lado a gente vê que sei lá 99% do mercado financeiro ainda não tá muito preocupado com isso né tem algumas pessoas que a gente acompanha e falam que são ilhas dentro do mercado financeiro né por outro lado por mais que a gente tenha visto essa evolução a gente tem agendas puxando o contrário também né Por exemplo que tem nos Estados Unidos o movimento anti esg a gente tem investidores hoje também cobrando que talvez esses resultados prometidos da
agenda esg não estão vindo né então como como fica isso a gente na minha opinião assim minha opinião o que é não é nada né mas eu acho que enquanto a gente não mudar não fazer o mercado finan entender que as métricas talvez agora sejam outras que a gente tem que talvez abrir um pouco mão de retorno em prol de coisas maiores que a gente a gente vai ficar sempre patinando sabe e eu quando eu paro para ver ler histórias e enfim me atualizar sobre isso eu me pergunto quanto a gente vai seguir patinando em
fazendo cada um né de nós nossa parte mas não conseguindo movimentar grandes redes não sei se você concorda mas é um sentimento que eu tenho é eu concordo e aí a gente tá vendo aí agora a cop se desenrolando né com eso né a gente vai fritar daqui a pouco e as pessoas não chegam num consenso eh e e do ponto de vista de investidor que eu trabalho muito próximo eh realmente é muito frustrante quando a gente vê o volume de investimentos né e de alocados em várias classes de ativos eh e e o volume
que é alocado né Vamos separar assim com dentro desse espectro em negócios né com impacto socioambiental primeiro é importante colocar que dentro desse espectro né de classes de ativos que a gente tem do ponto de vista de investidor a gente tem negócios de impacto de um lado ali né junto primeiro a gente começa com filantropia que é outro bolso mas a gente tem negócios ali com impacto socioambiental que que naturalmente é uma categoria de Venture capital que é uma categoria de mais risco né Eh um pouco mais complexa de você investir apesar de hoje a
gente não necessariamente tem que investir ter que investir se expor ao risco direto esses negócios mas a gente tem Plata PL formas onde o ticket é mais baixo atenua o risco onde você investe em muitos através de fundos por exemplo mas não deixa de ser uma categoria eh bem específica de Venture capital de risco onde as pessoas al logam no máximo se ela for muito Arrojado 2 3% do patrimônio dela né mas em todo caso a gente tem todo o resto os 97 Os 95% que tão em outras classes de ativos que por exemplo que
podem estar super alocadas em em petróleo em armas em enfim em em em em em alocações investimentos que não necessariamente Tragam trazem Impacto positivo mas muito negativo Então eu acho que a primeira questão do ponto de vista eh de awareness né de acordar esses investidores é bom o que que seu dinheiro está nutrindo dentro desse seu espectro que você de alocações né onde você aloca seu dinheiro o que que você tá querendo nutrir isto posto eh tem uma barreira aí de complexidade eh muito grande que eles colocam porque quando a gente fala de um certo
patamar eh de dinheiro para cima geralmente você tem lá os gestores do seu dinheiro né quem vai alocar esse dinheiro quem que vai te recomendar para você fazer os investimentos esta estes gestores hoje no meu ponto de vista é um grande Blocker dentro do processo né de alocar em negócios que sejam mais sustentáveis investimentos mais sustentáveis porque simplesmente eles não são capacitados eles não entendem e o mecanismo eh de premiação né e de cobrança do mercado desses gestores é muito perverso porque eles são cobrados Só através de métrica de retorno ponto então são são eu
eu no meu ponto de vista são eh questões que São relativamente pequenas mas muito importantes como é que você muda o mandato dos gestores como é que você capacita os gestores porque muitas vezes até o investidor fala Putz eu gostaria e ele é né desmotivado pelo gestor que eu não entendo direito não é capacitado para tal e não é cobrado por isso né então eu vejo isso como um grande desafio pra gente conseguir alocar investimentos e negócios mais sustentáveis Mas eu sou mais otimista por outro lado porque eu acho que tem outras forças como por
exemplo essas novas gerações né então a maior parte dessas novas gerações né dos meus clientes acabam sendo novas gerações e mulheres né que é interessante que tem esse essa força eh e essa e esse mindset para conseguir alocar e pedir as mudanças principalmente com o dinheiro onde é que eles colocam os o o dinheiro e nos próximos 30 anos vão ser vai ser a maior transferência de renda e de de dinheiro para essa nova geração são trilhões e trilhões indo para essa nova geração que é mais ligada em sustentabilidade e Impacto e que cobra uma
questão eh Uma postura mais séria com relação a isd enfim e e e e com essa mentalidade Então eu tenho essa eh eh eu tenho que ser otimista por natureza Então eu acho que eu me apego muito Nessas questões Além disso quando a gente vê uma Comunidade Europeia por exemplo desde o covid fazendo planos de né de resgate de países atrelados a metas né de descarbonização quando a gente vê nos Estados Unidos anti inflation act que é né desde o plano Marshall aí o maior plano de né de Distribuição e de crédito e de dinheiro
sendo injetado no mercado para fazer a transição para economia verde então Eh esses são três fatores que eu me que eu me apego muito apesar de toda essa essa avalanche antid essa questão da polarização dos republicanos que usam né a força do Lobby e e uma uma máquina muito potente nos Estados Unidos para desacreditar essa onda verde eu tenho eu eu sou eu sou otimista com que vem por aí senão a gente vai fritar com certeza e você acha Carol que essa agenda que hoje é muito forte nos Estados Unidos mesmo né Desse movim ento
anti esg você acha que ele pode ser exportado por exemplo eu tava agora em recentemente em Málaga no di de Impact summit Global Impact summit e teve uma palestrante E se eu não me engano ela era da Rockfeller foundation ou de alguma outra Fundação grande de Nova York ela era de Nova York chegou lá pro evento e ela tava já algun alguns dias semanas na Europa ela falou que ela ficou Surpreendida de não ter visto esse debate por lá que tá muito em intenso nos Estados Unidos né as pessoas questionando o SG muitas vezes por
motivos ideológicos e tal e ela ficou muito surpresa de não ver aquilo na Europa e no Brasil eu sei lá eu tô aqui em Valência tô aqui na Europa também mas não vejo que é um movimento parecido como esse nos Estados Unidos você acha que pode chegar tua opinião pessoal assim ou é algo que é muito próprio deles assim até pelo tamanho do mercado e tudo olha eu não tenho dúvida de que assim é muito forte eu fiquei muito chocada numa nas últimas as vezes que eu fui para os Estados Unidos de sentir esse embate
eh e que é muito provocado pelo principalmente né pelo quando a gente Analisa os vetores dessa dessas discussões eh vem muito dessa pauta republicana de estados que dependem de óleo e gás e que tem muito dinheiro para Lobby eh e trabalhar nas máquinas de comunicação nas nas mídias sociais eh com um discurso anti isd né porque obviamente eles viram por exemplo grandes eh Titans aí da indústria como a Black Rock eh desinvestidura questão de antid falando que vai trazer né perda de de de empregos que a transição tem que ser mais lenta só que o
M não acomoda uma transição mais lenta né Eh a gente precisa tomar decisões mais drásticas dentro dessa agenda de descarbonização né outra outra questão que que que pega acaba pegando eh muito essa pauta antid que realmente a gente tem um desafio com relação às métricas né então a gente não não tá comparando banana com banana por exemplo quando a gente fala de um plano de descarbonização Putz eu invisto numa descarbonização ou em educação S eh de de ensinos fundamentais É muito difícil você tomar essa decisão essa medição porque nem tudo se se limita à mesma
métrica e a gente tem que ter um olhar de outputs e outcomes que muitas vezes são mais complexos na análise de um investimento na análise de projetos Enfim então Eh realmente eh esse Ant SD joga muito com essa questão de métricas Apesar eh da gente nunca ter uma ter um padrão somente dessas métricas no mundo que eu nem acho que é saudável eu não acho que vai ser mas eu vejo muitas muita conversão de grandes eh do task force por exemplo Financial disclosures eh e e de outros tipos de métrica migrando pra gente ter alguns
consensos no mercado de padronização de medição pra gente conseguir ter falar comparar mais banana com banana dentro desse setor né Eu acho que isso é um dos grandes ofensores dessa briga ESD supostamente né com dados a gente não po pode enfim fica mais difícil de questionar dados em realidade Apesar que hoje em dia tudo é questionado né mesmo com dados gritantes na nossa cara mas muito bom adorei tua tua fala eh voltando agora nos negócios de impacto Carol eh não é novidade é nítido que paraa imensa maioria né paraa maioria dos negócios o grande desafio
é o financiamento né para você atingir um determinado patamar em que aí o negócio consiga digamos andar sozinho eu até encontrei uma entrevista que você deu pro alpa que é um site muito legal de jornalismo de que cobre o setor de impacto muito bem é de 2019 a entrevista até por isso que eu que eu trouxe que já se passaram aí Alguns anos e aí você falava ali que praticamente 40% desses negócios de impacto necessitam de muito pouco para conseguir dar os primeiros passos dentro daquilo que a gente chama de vale da morte das startups
que aquele período de até 5 anos né me corrija se eu tiver errado que a empresa tem que sobreviver ver para enfim atravessar esse Vale Então você fala que precisam de 200.000 para conseguir criar um MVP colocar o time contratar time colocar um projeto no ar etc e tal e por outro lado você diz que tem os Fundos hoje existem né isso em 2019 tem capital para locar Mas eles buscam investimento de 5 milhões 10 20 milhões então ou seja muitas muitas boas ideias podem acabar est est estarem morrendo se perdendo por aí porque não
tem acesso a esse Capital esse recurso que fica circulando E aí até me lembro que a gente entrevistou o sanjai purohit Né pro pro Instituto Beja eh esse relatório de tendências que a gente fez e uma fala dele me marcou muito que ele falou dos philanthropy sweethearts né que são os queridinhos da filantropia então muitas vezes eh e aqui a gente não Fala especificamente de filantropia mas o recurso acaba circulando entre quem já Sei lá talvez já esteja bem posicionado talvez não precisasse tanto e aí esses negócios em GES que estão começando agora ficam uma
reféns da própria sorte digamos assim né então eu queria te perguntar se Isso mudou né passaram-se aí 4 anos você acha que hoje Isso tá mais amadurecido se a gente ainda tá sofrendo com o mesmo problema enfim eu queria ter essa tua visão passar dos 4 anos dessa Fala aí que que eu achei muito boa inclusive não maravilhoso é Infelizmente o que que acontece né João quando a gente tá falando de negócios de impacto eh são startups né Principalmente nessa fase inicial são startups que estão tentando provar o modelo de negócio deles né então Eh
que que acontece Eles estão numa fase inicial de muito teste potenciais pivotagem onde ele existe exige um um consumo ali de Capital que o o é de muito risco né e e de muito risco e quando a gente fala desses tickets mais baixos O que é interessante notar é que nesta fase dos negócios eles eles vão acionar da de quem é family friends and fools a gente fala de trefs né então a família amigos né ou idiotas numa tradução uma tradução mais aberta enfim que que eh que se dispõe a a colocar dinheiro empréstimo nesse
tipo de negócio com tanto risco e é por isso que é tão difícil você acessar esse tipo de Capital nessa fase inicial de lá para cá eh melhorou Melhorou melhorou em que sentido bom a gente tem aí algumas eh algumas aceler as abrindo linhas de de né de crédito de empréstimos de mútuos simples mútuos conversíveis né geralmente nessa fase é muito difícil eles eles pagarem esses juros altos então também é é muito complicado eles conseguirem eh pagar ter um fluxo de caixa que permita essas esses empréstimos então assim a situação continua bem difícil eh o
que eu acho que mudou é que eh os os empreendedores eles estão mais duros eles estão pensando de uma forma menos artesanal que eu via eh no começo eh com soluções né e as e as pessoas apaixonadas muito pela solução e não por resolver o problema e parece parece pequena essa diferença mas ela é muito grande porque quando você é apaixonado pela solução você não se permite pivotar você não se permite escalar mas quando você se apaixona por resolver o problema a sua a sua amplitude né de possibilidades e de se multiplica Então esse esse
nesse sentido eu vejo uma maturidade desses investidores até do ponto de vista mesmo etário a gente vê aí eh empreendedores sociais entrando Depois de muita experiência eh e muitos outros eh enfim eh passagens por grandes empresas enfim querendo empreender agora com uma experiência mais madura então eles já vêm com negócios que estejam mais eh eh maduros e mais sofisticados para poder receber um tipo de de empréstimo e de investimento que seja mais consistente além disso a gente vê também a maturidade de alguns eh institutos abrindo também eh empréstimos eh para negócios de impacto que é
uma das coisas que eu acredito bastante né porque o dinheiro filantrópico capital filantrópico também deveria estar aí né para poder favorecer junto com diversos tipos de veículos e de blended finance venture philanthropy né alguns colchões de The risking para esse tipo de de negócio se ele tá resolvendo um problema que é a natureza que é a missão desse Instituto e Fundação que quando a gente fala também de maturidade e dessas desse mercado desse setor eh uma coisa que a gente não tinha lá atrás era institutos colocando dinheiro e abrindo empréstimos fomento e e e e
e mentoria desses tipos de negócios de impacto socioambiental e agora sim e Carol que conselho dica caminho você daria para esse empreendedor que tá nesse Vale da Morte agora tá ali pensando em como vai pagar o boleto amanhã cedo meu Deus e os boletos chegam né eu conheço muito depois de de tá enfim a tantos anos mentorando tantas empresas eu sei que o os boletos chegam que não é fácil mas assim tem que ter resiliência e tem que se apaixonar pela solução do problema e não pela pela sua solução né porque aí eu acho que
te amplia o espectro de uma forma muito interessante uma uma terceira questão que que ajuda muito é o quanto você consegue escalar seu negócio porque os negócios mais sexis eh para serem investidos são aqueles que escalam porque os nossos problemas são gigantes Então você sempre tem que ser eh pensar na escala e geralmente como é que isso você não faz de escolado de uma tecnologia né que isso propõe você a escalonar e esse essa sua resolução de problemas né E então é é muito importante você entender que tipos de tecnologia você consegue para poder catapultar
essa sua solução de problemas né Eh e uma última questão que eu acho que é importante é entender essas dinâmicas de investimento do mercado entender você entender a falar o financeiro né tanto com investidores né quanto bancos Fundos enfim é super importante e é super relevante nessa fase de captação então a gente vê que quem se dá bem É quem realmente consegue falar esse idioma entender uma dinâmica E deste mercado de muito simples muito conversível Quais são as vantagens Quais são as desvantagens e o que que isso pode impactar dentro da sua empresa nesse seu
crescimento enfim isso também ajuda bastante muito não desistam e não desistam é adorei isso de eh se apaixonar pelo problema e não pela solução porque eu acho que isso é muito verdade mesmo né porque você sei lá o empreendedor tem uma ideia ele cria ele acha que é aqui aquilo e ele tá tão apaixonado e cego na em certa forma por aquilo que talvez ele perca de olhar para outros lados pensar sobre sobre aquilo de outra de outra forma sobre outra perspectiva Então acho que isso é muito simples né uma ótima frase essa vou acabar
talvez até usando no título da matéria porque ela ela é curta mas ela diz muito né e uma dica que eu quero dar já que você falou isso agora de eh nomenclaturas entender a dinâmica como isso é tratado que é muita é muito desafiador para muita gente né essas questões de mecanismos de investimento entender como funciona o investimento os investidores e tal e aí eu quero dar a dica de um relatório que vocês produziram em parceria com o Ice que eu tava dando uma olhada nele hoje que é o foreign Impact que é um guia
para famílias e family Offices sobre investimento de impacto socioambiental porque ainda que ele seja voltado pro digamos pro investidor eu acho que se você é empreendedor e tá de olho nesse mercado é uma leitura muito rica dá para você entender bastante ali os mecanismos entender o que que é isso entender com quem você tá falando acho que é super importante também então gostei muito do material parabenizo aí também a equipe que fez que tá bem bem interessante passei um bom tempo lendo ele hoje aqui maravilhoso esse esse esse material enfim você tirou da minha boca
porque realmente é um material riquíssimo onde a gente sistematizou aí os aprendizados ao longo do tempo para conseguir eh ajudar aí tanto investidores quanto empreendedores sim ele tá super rico bem visual também né tem uns infográficos bem interessantes tem cases enfim tá Tá super super super rico e super interessante recomendo bastante vou deixar o material linkado aqui junto com o programa e Carol a gente tá meio que indo pra parte final da entrevista eu queria te perguntar antes de de verdade pra reta final sobre a n Impacto né que é a estratégia Nacional da economia
de impacto que foi teve um decreto atualizado esse ano pelo Governo Federal que implementou uma série de in ativas que prometem fazer bastante barulho fazer muita coisa acontecer no setor de impacto nos próximos anos aí como um todo e eu queria te perguntar um pouco tua visão a respeito disso e já emendar uma outra pergunta que eu tava agora recentemente no web summit E lá eu entrevistei um empreendedor de impacto da bioeconomia da Amazônia uma história muito curiosa aliás porque ele é português e hoje ele mora numa comunidade kilamba no Pará e tem um negócio
de impacto E eu perguntei para ele a respeito disso também ele falou que o grande desafio ele tava muito com o pé no chão assim é com que esses recursos cheguem na ponta final né porque a gente tá falando de movimentos e enfim transferência de renda que você falou novos Fundos enfim um monte de coisa acontecendo mas na prática muitas vezes o dinheiro não chega onde tem que chegar né então eu queria pegar um pouco da tua visão a respeito de como você vê o n Impacto né O Brasil é sendo entrando numa nova fase
né em sua política especialmente ambiental né pro mundo mundo assim com algumas contradições É verdade mas muito diferente do que vemha acontecendo e o n Impacto enfim tem traz bastante notícia boa né que a gente pode esperar mas eu queria ouvir a tua visão de quem tá isso vivendo isso mais intensamente mais de perto sim a gente tá muito otimista aí depois de um tempo aí relativamente parado aí no governo essa questão do foco em negócios com impacto socioambiental agora a gente vê uma agenda de um governo que quer pelo menos enfim compartilha e e
tenta se posicionar como eh um um um um uma liderança dentro desse desse setor né de de impacto social e e ambiental então a gente volta a trabalhar com bastante intensidade aí junto com o governo para essas pautas conseguirem fluir paraa a gente conseguir ter um ecossistema Mais maduro que favoreça esse tipo de negócio então tô bem otimista com relação a isso e com relação a a o investidor né que tá lá no meio da Amazônia é interessante conheço alguns gringos ali que estão no meio da da Amazônia mesmo tentando fazer o negócio virar o
que é é é é muito admirável né Realmente é muito é muito difícil chegar lá na ponta eu já tive em algumas missões aí pela Amazônia eh junto com algumas aceleradoras e empresas tentando selecionar negócios para eh e para investir e realmente o que a gente tem são e é são caracterizados por negócios que são muito artesanais ainda né eles eles difícil escala a infraestrutura da Amazônia é difícil tem problemas né a gente tá discutindo Amazônia 4.0 mas a gente ali não tenha 1.0 de infraestrutura básica pro negócio conseguir ser ser bem sucedido né então
mas eu sou otimista com que vem aí eu acho que tem muita gente boa competente pensando em em construir essa essa infraestrutura né pro capital conseguir chegar a negócios que estejam mais maduros e prontos para conseguir escalar realmente fazer a diferença ali na Amazônia né e agora e agora com esse com esse novo plano do governo com essa nova novo posicionamento com os novos commitments aí para de descarbonização eh o Brasil tem que aproveitar para surfar essa onda eh de muito país querendo entrar com recurso no Brasil eh e a gente é super eh assim
se a gente conseguir aproveitar essa chance e conseguir surfar essa onda do lítio da desb ização do crédito de carbono dos mercados eh da Agricultura sustentável Eu acho que a gente tem uma grande chance aí de de fazer uma uma história diferente pro nosso país é uma questão de conseguir aproveitar isso de uma maneira inteligente é verdade é uma janela histórica talvez única né quando a gente pensa em G20 que o Brasil vai ter presidência e depois cop 30 no Brasil né são dois eventos dois momentos muito únicos que eu outro dia até falei aí
numa entrevista alguém que eu tava conversando que talvez a gente tem agora a chance de caminhar para ser o o Brasil do futuro que a gente escuta né há décadas assim que o país do futuro e tal eu acho que a gente tem hoje algo mais concreto né sendo um pouco otimista aí para para quem sabe enxergar isso acontecendo Carol tenho mais duas perguntas a gente passou um pouco do tempo mas a conversa tá boa não tem problema eh eu queria te perguntar a respeito de tendências O que que você enxerga no setor de impacto
que vai eu não sei algo que tá em transformação algo que você vê que vai mudar que as pessoas deveriam prestar mais atenção e talvez não estejam olhando o que te chama atenção a respeito disso é eu acho que nesse setor eh a gente tem algumas fases né tiveram fases onde o setor Educacional né para negócios de impacto e Impacto dentro de rede pública tava muito em Volga a gente teve grandes ações e grandes articulações de atores do mercado para poder fazer valer hoje a gente vê a implementação eh desses negócios e a escala desses
negócios como a letros por exemplo como a geek no passado enfim eh eu vejo agora uma uma uma tendência muito forte da gente conseguir surfar a onda dentro da descarbonização e novas soluções principalmente para agricultura sustentável eh medição de crédito de carbono hã e e todas as tecnologias e infraestrutura para isso dar certo né E aí e e e conseguir fazer com que essas cadeias trabalhem pela descarbonização então eu vejo muito investimento entrando de fora muitos Fundos robustos sendo eh entrando no Brasil e sendo estruturados dentro do Brasil eh como uma como uma uma boa
tendência aí outra questão eh O saneamento também essas questões de infraestrutura eh né básica do Brasil eh também tem um potencial aí para negócios eh de impacto que que estejam olhando essa questão de infraestrutura saneamento eh altern ativas de energia que eu acho que pode ser bem bem interessante também muito bom Carol última pergunta dica cultural O que que você tem lido ouvido assistido seja sobre Impacto ou não que você gostaria de compartilhar que seja legal que seja uma dica pra gente acabar de Nossa que bacana gente eu tenho eu tenho lido tanta coisa legal
assim eh agora eu tô lendo the some of Us da heer Magi que é uma super ativista e Americana que faz um advoca maravilhoso falando do problema do racismo que é que é super interessante eh e enfim e e tenho também meu eu sou eu adoro literatura clássica então para trazer eu acho que ela ela quando ela é uma literatura de clássica de qualidade ela consegue nos passar muitas lições mesmo no atual né então eu tenho lido aí tostoi felicidade conjugal tostoi inclusive que foi o o causador aí dizem né do da separação da Sandy
e da da da Sand enfim mas enfim eu eu sou uma fã de literatura clássica eh lendo Ana careline e enfim que eu que é uma bandeira que eu levanto porque eu acho que tem pr pra gente é que a gente fica tão obsecado que nesse setor e a gente realmente gosta um apaixonado eu acho que a gente também ampliar nossa cabeça pr pra literatura clássica também eu acho que traz oxigenaçao Com certeza nosso é bom né um pouco de respiro eh de tanta de tanta coisa nos deixando tão cheio de coisas na cabeça Carol
algo mais que você queira acrescentar que eu não te perguntei que você acha importante compartilhar eu acho que assim a gente eu acho que a gente que trabalha nesse setor né João eu acho que é importante a gente manter sempre o otimismo e não deixar nos paralisar né porque o que a gente vê no dia a dia às vezes pode ser tão paralisante né as notícias a todo lado chegando que são negativas enfim né e ainda agora nesse mundo que a gente vê guerras né surgindo e tanto preconceito e tanta polarização eu acho que a
gente tem que se manter aí eh fiel e indo com a resiliência e com otimismo pra gente conseguir fazer um mundo melhor aí e não nos deixar paralisar aí por isso totalmente da minha parte aqui seguir contando boas histórias né trazendo gente para falar sobre que nem a gente teve hoje né com conversas propositivas que mostrem caminhos né pra gente enfrentar os problemas e de repente cada pessoa que ouve isso trazer uma mais para ouvir a gente já tem uma vitória acho que é uma forma que eu levo o meu trabalho como um Jornalista independente
né de um veículo pequeno que conta boas histórias a gente tem muito esse foco de trazer coisas boas né e contar apresentar caminhos Porque como você falou noticiário em geral já é bem compleo né cota de falar coisas negativas a gente deixa pr pra grande imprensa que faz isso melhor que nós então vamos seguir contando as boas histórias é isso João parabéns sensacional esse seu trabalho aí parabéns por toda essa essa sua visão que é tão necessária aí nesse nosso mundo boa sorte para você foi um prazer muito obrigado Carol grande prazer te agradeço muito
pela entrevista e até a próxima pessoal a gente volta no próximo [Aplausos] programa [Música] [Música] B