Eis-me aqui. >> Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro? Deus proverá para si o cordeiro, meu filho.
>> A gente vai se debruçar sobre a lição sete, intitulada uma prova de fé, a entrega de Isaque. >> E pra gente começar com o coração no lugar certo, irmãos, eu quero ler o nosso texto áureo, >> por favor. Ele tá lá no livro de Gênesis, capítulo 22, versículo 2.
A palavra do Senhor diz assim: "E disse: "Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de moriá e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas que eu te direi. " >> Forte demais ouvir isso, né? A forma como Deus detalha: "Teu filho, teu único filho.
" >> Pois é. Isso nos leva direto paraa nossa verdade prática de hoje, que é a confiança absoluta. >> Exatamente.
Porque a gente precisa destacar que a fé de Abraão era tão profunda, mas tão profunda, que ele foi capaz de declarar o impossível ao seu filho. Ele disse que Deus proverá para si o cordeiro. >> Amém.
O objetivo do nosso encontro, irmãos, é caminhar passo a passo com o patriarca rumo ao monte Moriá. nossa leitura bíblica em classe que tá em Gênesis 22 do versículo 1 ao 11. >> E é bom a gente dividir essa narrativa cronologicamente, sabe?
Pra gente conseguir emperão de cada momento desse relato. >> Boa ideia. Vamos olhar pro início da jornada.
Lá nos primeiros cinco versículos, nós vemos a chamada divina no versículo 2 e a obediência imediata de Abraão no versículo 3. >> É. E nota que ele levanta de madrugada, né?
Ele mesmo ao barda o jumento, ele fende a lenha pro fogo. >> Ele não terceiriza isso. Ele não manda os servos cortarem a lenha.
E aí, terceiro dia, o versículo 4ro diz que ele vê o lugar de longe. >> Nossa, esse terceiro dia é muito significativo. E logo depois ele libera aquela profecia de fé pros servos.
Lá no versículo 5. >> Verdade. Ele diz: "Fiquem aqui.
Eu e o moço iremos até ali e havendo adorado, tornaremos a voz". Ele fala no plural: "Tornaremos". Isso é espetacular.
>> Mas, irmãos, imaginem comigo a agonia dessa jornada. Pensem bem, são três dias de caminhada em absoluto silêncio. >> Três dias é muito tempo para pensar, né?
>> Demais. Como um pai suporta o peso de cada passo sabendo que aguarda ele lá no topo do monte. Eu fico me perguntando, não seria esse o momento em que a nossa carne mais grita contra a vontade de Deus?
E é aí que entra o peso físico e espiritual dessa subida. Lá no versículo 6, porque Isaque carrega a lenha pesada do holocausto. >> A imagem dos dois subindo assim é de arrepiar.
>> E então vem aquela pergunta que olha, corta o coração de qualquer um. O versículo 7 relata Isaque perguntando: "Pai, onde está o cordeiro? " >> Nossa, eu imagino nó na garganta de Abraão nessa hora.
>> Pois é. Mas a resposta dele no versículo 8 é de uma submissão total. Deus proverá.
E a partir daí o texto cria um suspense teológico enorme. >> Sim. A edificação do altar, a amarração de Isaque nos versículos 9 e 10 até chegar no clímax, né?
Exato. O clímax absoluto. No versículo 11, quando o anjo do Senhor brada lá dos céus, Abraão, Abraão, e interrompe o sacrifício.
>> Que alívio, irmãos, que intervenção. É, e o interessante é que a gente precisa olhar pro contexto todo, porque, irmãos, pensem comigo, Abraão já tinha deixado a sua terra natal. Ele deixou os parentes, caminhou pro desconhecido, mas, ã, aquilo era o abandono do passado, sabe?
Sim, perfeitamente. >> Agora, o Todo-Poderoso pede uma resolução inimaginável. Ele não tá pedindo passado.
Ele tá pedindo que Abraão abandone o futuro, o sacrifício do filho da promessa. >> E o objetivo de Deus, aí a gente vê claro no texto, era colocar o patriarca à prova máxima. Aí eu lanço uma provocação para quem nos ouve agora, para nossa igreja invisível, meus irmãos, como é que a nossa mente humana processa um Deus que nos dá uma promessa viva, um milagre absoluto e depois pede que a gente entregue essa mesmíssima promessa no altar de sacrifício?
Tópico um da lição >> que fala exatamente sobre como Abraão tem a sua fé provada, né? >> Isso. O tópico um tem três subtópicos vitais.
O primeiro é que Deus manda Abraão sacrificar Isaque e o segundo muito importante é que Abraão obedece sem questionar. A palavra chave da nossa lição aqui é fé. >> Sem dúvida.
Ele não argumenta com o Senhor, ele não pede mais prazo, né? Ele simplesmente acata a soberania divina. >> Mas a a gente não pode cair no erro de achar que ele era um superhomem inatingível.
E aí entra o nosso subtópico três. Abraão não era perfeito. >> De jeito nenhum.
A gente sabe, né, olhando o histórico dele que ele falhou. Ele falhou feio no Egito quando mentiu que Sara era irmã dele por medo de morrer. Ele falhou no caso de Agar tentando dar uma ajuda a Deus.
>> Exato. O nascimento de Ismael trouxe muita dor de cabeça, né? >> Muita.
Mas a questão central aqui, irmãos, é que a confiança de Abraão em Deus foi forjada. Ela foi aperfeiçoada na bigorna das aflições. O apóstolo Paulo fala disso em Romanos, capítulo 4, versículos 20 a 22.
>> E como Paulo explica isso pra gente? >> Bom, a lente teológica que é fantástica, a palavra grega original usada lá paraa fé é pistes. E sabe, não é apenas um sentimento vago, não é cruzar os dedos.
Verdade. As pessoas banalizaram muito a palavra fé hoje dia, né? >> Banalizaram.
Mas pistes é uma persuasão muito firme, é uma entrega pessoal, uma lealdade profunda. É uma conduta inteira inspirada pela confiança na verdade de Deus. >> Nossa, isso nos dá uma base maravilhosa pra nossa aplicação prática desse tópico.
Porque, igreja, a nossa fé não nasce pronta. >> Amém. Não nasce mesmo.
>> Assim como Abraão, sabe? que os nossos fracassos do passado não impedem Deus de forjar uma pistes inabalável em nós hoje. Os tombos que levamos antes servem como lições para obediência no presente.
>> Glória a Deus. E essa obediência testada gera frutos, que é exatamente o tema do tópico dois, a promessa confirmada. Exato.
E o subtópico um deixa claro: Abraão não negou seu único filho. Ele estava tão cheio dessa persuasão firme que o autor de Hebreus, do capítulo 11, versículo 19, nos diz algo revelador. Abraão creu que Deus era poderoso até para ressuscitar Isaque dos mortos.
>> É uma fé na ressurreição antes mesmo de existir qualquer ressurreição registrada, né? É maravilhoso. E o subtópico dois nos mostra que Deus viu a obediência de Abraão.
No limite do sacrifício, o Senhor intervém. O gesto é aceito como prova definitiva de lealdade. >> E aí as promessas são renovadas lá em Gênesis capítulo 22 versículos 15 a 18, a promessa de que ele seria uma grande nação, que é o nosso subtópico três.
A promessa se cumpriu, >> se cumpriu cabalmente. E esse cumprimento, irmãos, se expande profeticamente pro Novo Testamento, porque o povo judeu nasce dessa lealdade, culminando no nosso descendente perfeito, Senhor Jesus Cristo. >> Aleluia.
Hebreus, capítulo 2, versículos 16 a 18 explica que Cristo se fez semelhante à descendência de Abraão. Jesus é o sumo sacerdote que espiou os nossos pecados e a socorre os que são tentados. >> Bom, minha irmã, eu preciso levantar um questionamento aqui, uma dúvida assim intelectual e espiritual que muitos irmãos na congregação devem ter agora.
>> Pode falar. Bom, se o Senhor é onisciente e nós sabemos que ele é, ele já conhecia o coração de Abraão desde a fundação do mundo. Então, por que exigir que ele fosse até o último segundo de erguer o cutelo lá no alto do monte Moriã?
Para que essa encenação toda? >> Olha, essa é uma pergunta profunda, mas a resposta ilumina tudo. A prova não era para informar a Deus.
Como você bem disse, ele é onisciente. A prova foi desenhada para solidificar a fé no próprio Abraão. >> Ah, para ele mesmo descobrir o que era capaz.
Exatamente. Nós não conhecemos a força da nossa própria fé até que ela seja provada no fogo. E claro, a prova também serviu para deixar um testemunho encarnado, um memorial para todas as gerações futuras, inclusive nós aqui hoje.
>> Verdade, faz todo sentido. Tópico três. Abraão ofereceu seu único filho.
>> Subtópico um agora. Isaque, o filho obediente. >> Pois é, eu quero desmistificar uma visão muito comum aqui, irmãos.
A gente vê ilustrações infantis, né, que mostram Isaque como uma crencinha pequena em defesa. Mas não é bem assim, né? >> De forma alguma.
Historicamente e teologicamente, Isaac era um jovem forte. A prova viva disso é que ele carregou um feixe de lenha enorme, morro acima, suficiente para um holocausto. >> Uma criança não faria isso, >> não mesmo.
E Abraão já era bem iduso. Se Isaque quisesse, ele poderia ter resistido. Ele poderia ter empurrado o Pai e fugido.
Mas, ah, a Bíblia diz em Gênesis 22, versículo 9, que ele se deixou amarrar. Isso mostra uma fé inabalável do próprio Isaque, uma submissão voluntária impressionante. >> E avançando um pouco no tempo, o subtópico dois trata de um evento muito triste, que é a morte de Sara.
[roncando] E irmãos, Sara tem uma relevância teológica tão imensa que ela é a única mulher em toda a Bíblia até a idade do seu falecimento revelada. >> É mesmo? 127 anos.
Tá lá em Gênesis, capítulo 23, versículo 1. E o nosso subtópico três fala justamente da atitude de Abraão nesse luto. Ele foi muito humilde e sincero.
>> Foi um luto vivido com integridade, né? Ele precisava de um lugar para sepultar Sara. E os filhos de Eti, os ititas, que eram donos da terra, ofereceram a cova de Macpela de graça como uma doação mesmo por respeito a ele.
>> Qualquer um na hora da dor poderia simplesmente aceitar e agradecer, né? Mas abra um não, >> não. Ele recusa a doação polidamente.
Ele faz questão absoluta de comprar o terreno pelo preço justo. Pesando a prata diante de testemunhas, ele honrou a esposa até o fim e garantiu que o primeiro pedaço da terra fosse legalmente dele, blindando a descendência de problemas futuros. >> E me traz uma aplicação prática vital pra igreja.
Porque, meus amados, existe a fé que sobe à montanha. Sabe aquela fé milagre estrondoso, por sacrifício extraordinário. Mas também existe a fé que desce ao vale do luto, a fé do cotidiano, de lidar com a morte, com a compra de um terreno de forma digna, honesta e justa perante os homens.
Abraão foi aprovado nas duas. >> Glória a Deus. E isso nos leva à síntese dessa nossa lição abençoada de hoje, caminhando para conclusão, a gente pode resumir esse estudo em três pedras angolares.
>> Quais seriam elas pros irmãos anotarem? >> A primeira pedra é a prova, né, que é aquele pedido impensável que desafia a nossa lógica. A segunda é a lealdade, a obediência rigorosa, rápida, sem negociação.
E a terceira é a entrega, >> a entrega total de pai e filho. >> Isso. Pai e filho inteiramente submissos à soberania de Deus.
Nenhum dos dois tentou reter nada. >> É lindo demais. E qual é o eco disso para nós hoje, igreja?
O exemplo de Abraão e Isaque nos desafia a viver com coragem, a viver com santidade. A jornada cristã, amados, não é isenta de provações, de jeito nenhum, >> não é? O próprio Senhor Jesus Cristo nos alertou sobre isso.
E eu quero recitar aqui com muito encorajamento pastoral o que Jesus disse no Evangelho de João, capítulo 16, versículo 33. Ele disse: "Tenho-vos dito isso para que em mim tenhais paz. No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.
>> Amém. Ele venceu o mundo. E eu quero deixar um pensamento final muito provocativo, um momento de reflexão silencioso para os irmãos levarem para casa.
>> Amém. Fala com a igreja. Meus amados, quando o Senhor pedir que nós coloquemos o nosso Isaque no altar, ou seja, aquela bênção, aquele ministério ou aquele sonho que nós mais amamos na vida, teremos a coragem de amarrá-lo?
>> É, será que teremos? >> Será que vamos confiar que a provisão de Deus pode até não ter o formato que nós esperamos, irmãos, mas será exatamente o que nós precisamos pra eternidade? Pensem nisso durante essa semana.
Que o Senhor abençoe a sua vida, a sua casa e a sua fé. >> Vamos direto ao ponto nesta revisão da lição sete, focando nas respostas de cada pergunta. Olha só esse mapa.
Ele traça cinco marcos de fé da jornada de Abraão até o descanso final. A primeira pergunta traz um desafio gigante, né? O que exatamente Deus exigiu do patriarca?
A resposta é de cair o queixo. Ele deveria sacrificar Isaque, seu único filho, lá em Moriar. Passando pro segundo marco da lição, será que rolou alguma hesitação ou barganha diante desse pedido tão difícil?
Pior que não. Obedecer de imediato provou que ele era literalmente um homem de fé na essência. >> No terceiro passo, a gente busca entender o que Abraão disse aos ajudantes, que comprovou sua confiança total.
A resposta da lição é que ele mandou os servos esperarem, garantindo que ambos adorariam e voltariam depois. Essa frase é um absurdo de fé. Os ao plural tornaremos mostra a certeza de que o menino sobreviveria.
Essa obediência toda no Monte Moriá acabou preparando o cenário direitinho pro sacrifício supremo de Cristo. O que nos leva à quarta pergunta: por era teologicamente necessário que Jesus nascesse dessa descendência? A resposta foca no propósito de Jesus como sumo sacerdote perfeito, dividido em três pontos principais.
Ele precisava ser misericordioso, espiar os nossos pecados de vez e, claro, socorrer quem enfrenta tentações. Chegando no último marco, a quinta pergunta quer saber o lugar exato onde Sara, a matriarca, faleceu. A resposta é Kiriati Arba ou Hebron.
Isso acabou fincando as raízes da família na terra prometida. A lição faz questão de separar muito bem a cidade local, Hebron, de toda a região da Canaã. Para fechar essa explicação, quais passos de fé sem questionar essa baita jornada exige da gente hoje?
Eis-me aqui.