[Música] mamilos e mamil sejam muito bem-vindos ao nosso espaço de diálogo de peito aberto eu sou a Juv lauer eu sou a Cris Bartes e esse é o mamilos debate a conversa de hoje é como ser rede de apoio para quem enfrenta o câncer de mama qual seria a sua reação se uma mulher próxima a você viesse te contar que tá com câncer de mama você tentaria mudar rápido de assunto ou ficar em Silêncio sem saber o que dizer ou talvez você começasse a falar sem parar dizendo que ela precisa ser forte que rapidinho vai
ficar tudo bem mesmo que o câncer de mama tenha 95% de chances de cura quando detectado no início receber esse diagnóstico continua sendo muito difícil E é difícil também paraa família e amigo dessa mulher já que junto com diagnóstico vem também um estigma muito forte que pode paralisar quem ouve que uma pessoa querida tá enfrentando essa Doença como família companheiros e companheiras amigos colegas de trabalho podem oferecer a ajuda adequada perguntar incomoda ficar compartilhando histórias de cura D força ou só aumenta a ansiedade do paciente como é que a gente pode dar espaço pro medo
e o sofrimento enquanto a gente conserva a perseverancia e a esperança a rede de apoio que se forma ao redor da paciente é fundamental pro tratamento e por isso o programa de hoje é para você que tem Alguma mulher querida passando por um câncer de mama a gente sabe que quem tá enfrentando a batalha mais difícil é ela e a gente quer te ajudar a ser a rede de apoio que ela precisa nesse momento é isso aí vamos juntas [Música] Então vamos lá vamos começar apresentando as nossas convidadas Lúcia tá voltando no mamilos quem é
você na fila do pão sócia do mam exato a que Delícia tá aqui de novo estava com saudades então eu sou Luciana ropes eu sou mãe do Bruno e do Fred mas sou uma mulher completamente capturada pela causa do Câncer né então isso já aconteceu quando da minha atuação como psico oncologista atendendo e ouvindo diferentes Dores desafios até criar o portal hkia em 2003 e em 2009 criar o Instituto H kogia que já há 15 anos atua defendendo informando apoiando E literalmente nesse lugar de representar E da voz e literalmente dar voz né PR pros
desafios dos pacientes com câncer no Brasil então muito bom Binda e estreiando no mamilos Leia seja muito bem-vinda quem é você na fila do pão Ah muito obrigada obada pelo convite eu sou a Leia Silva Tenho 37 anos sou mãe do Anthony e do Mateus sou voluntário com guia né que eu amo ser voluntário com guia não é porque a Lu tá aqui e ela sabe disso e recebi um diagnóstico em 2017 2016 de câncer de mama e outro em 2022 e é isso gente estamos aqui para contar essa história né pra gente como é
que se comporta como é que faz exato vamos começar do começo que eu acho que a gente precisa assim introduzir esse assunto porque a gente acha que todo mundo já tá por dentro mas tem sempre informação pra gente saber então Lu eh conta pra gente como é que é a prevenção O diagnóstico e o tratamento o caminho bom das coisas como que isso acontece quais são as recomendações que a gente tem no Brasil pelo Ministério da Saúde É acho que falando facinho né no meu lugar aqui de de uma profissional que não sou médica né
mas que obviamente sabe sabe de um jeito Lego todas essas informações o que que é muito importante né Eu acho que prevenção é tudo que a gente pode fazer de adoção de hábitos de vida saudável e aí aqui eu tô falando de Combater sedentarismo combater obesidade combater tabagismo uhum toma muito cuidado com dose de álcool muito mesmo e conhecer o nosso histórico de risco familiar com relação ao câncer sabe acho que esses pontos são super importantes Além disso eu tenho que ir ao médico né eu tenho que conhecer minha mama né o famoso autoexame que
sim a gente tem que faler autoexame a gente tem que falar o autoexame falar do autoexame mas o que a gente tá querendo Com ele pensando em nós mulheres é que a gente possa conhecer a nossa mama por meio do toque e por meio da visualização Para quê Para eu poder ser proativa com relação à minha própria saúde caso alguma coisa mude Então isso é super importante eu poder chegar no meu no meu gineco e falar Doutor aí me mamilo não era assim ele deu uma invertidos Sinho aqui não tava aqui eu percebi agora né
de dois meses para cá e isso faz muita diferença né então Obviamente daí durante a consulta médico examina é eu gosto muito disso né a gente se conhece mulher mulheres conhece médico examina o médico Tem sim que durante a consulta fazer o que a gente chama de exame Clínico das mamas e pedir exame então conversando com você se você tem o histórico familiar olha perdi minha mãe eu tive uma avó isso tudo é muito muita informação importante hoje pro médico inclusive mudar e personalizar muito a sua conduta né a Forma como você vai cuidar da
sua mama a partir disso ele pode pedir a mamografia né ele pode pedir outra som se for uma menina mais nova ele pode tomar decisão que ele sabe que é o melhor importante para você Então acho que a gente combina um pouco as duas coisas né No que que só eu posso fazer por mim por fazer um exame de mamografia que a gente sabe que é o único exame que acha pequenininho acho que aqui a gente já entou no desafio né mamografia é para achar a Gente tá literalmente procurando alguma coisa errada né então sim
é o exame que permite achar muito pequenininho o pequenininho a gente ainda tem muitas e muitas chances de cura é um tratamento mais rápido não sei se dá para falar menos frido porque não é fácil ter câncer nunc menos invasivo né você vai tirar às vezes um pedacinho da mama ou você vai fazer e um período menor de químio e rádio né agora se você tá descobrindo realmente numa fase avançada No mínimo a conversa começa com tratamento pro resto da vida né então acho que assim são reflexões bem importantes né pr pra gente aprovar e
aproveitar para desmistificar PR as pessoas e eu gosto muito de falar que sim no mundo do Câncer tem muito as notícias boas e ache a pequenininha é uma delas né então a mamografia é o que permite que isso aconteça sabe não dá muito mais pra gente ter Ah não vou fazer porque dói ai assim é olha depilar Dói mais exato exato e a gente faz todo mês tatuagem dói mais exato até ten neném parto normal tem neném dói Nossa mas muito louca Então assim Leia como foi para você essa parte de Diagnóstico porque você era
super novinha né eu rebi o diagnóstico eu tinha 28 anos faltava 25 dias pro meu aniversário de 29 anos eu já tinha aí quase 4 anos eh buscando o diagnóstico né eu tinha tive o desafio de ver o câncer crescendo na minha mama e eu tive que ir atrás por quase 4 anos Atrás de mé O que que você viu na sua mama e o que que os médicos falavam quando uma menina chega lá e fala fala tem algo errado aqui Bom e começou em 2013 eu fazendo um alto exame porque minha mãe já tinha
tido câncer no colo do útero então sempre fui desde então comecei a ficar muito ligada nisso e eu fazia preventivo né e no banho Tava fazendo ali o auto exame das mamas E aí eu senti um carocinho bem pequenininho Aí eu procurei um o o a UBS né o posto de saúde tentei marcar um ginecologista e o ginecologista era para 3 meses e não podia esperar esses TRS meses né E aí eu fui tentando aquele famoso encaixe que a gente vai lá todo dia de manhã tentar eh ver se alguém desistiu da vaga pra gente
conseguir E aí numa dessas eu consegui passei ele me examinou e e viu que tinha um nódulo realmente passou uma ultrassom eu não consegui fazer ultra pelo suso eu paguei e me encaminhou pro Mologista o mologista geralmente fala que a gente tem que passar cada se meses mas eu só consegui Essa vaga pro mologista um ano depois dess saída ao ginecologista então entre o o olha tem mesmo um nódulo e em quem poderia resolver foi um ano de espera foi um ano de espera que quando eu cheguei é eu não não tive uma atenção Não
fui nem examinada Só olhou minha ultrassom e falou manda qualquer coisa para cá como qualquer coisa ele falou você não tem Nada você é muito nova qualquer coisa querem mandar para cá você é muito jovem ficou com o sistema de mand erado mandar errado é você é muito nova isso é um cisto isso não é nada e não nem me tocou aí Ah volta daqui a se meses pra gente ver aí nisso voltei fiz outra outro exame de ultrassom das mamas voltei não fo não não passaram-se seis meses foi nove quase quase um anos de
novo 9ve a 10 meses Voltei aí já era outro médico Ah você não tem nada isso é É um gordura gura Isso é uma gordura um nódulo de gordura nódulo de gordura nódulo de gordura você não tem nada você é muito nova ter câncer o terceiro méd mesmo que você falando do histórico da sua mãe sim e E aí examinar também não não porque bom não você é muito jovem muito jovem e aí o terceiro Falou depois de um ano de novo falou eu aí já tava já tinha tomado a minha mamãe já tinha recebi
as bolinhas aumentando Sim aument tava com linfonodos aqui altíssimo do céu e a pessoa não te encosta em você eu tirava foto e dava para ver dava para ver o nódulo enorme e ele falou assim eu falei Doutor tá crescendo Isso não é um câncer já quando já contei isso ele falou o médico é aqui sou eu quando eu peguei Finalmente eu consegui passar com mologista que me examinasse que pedisse biópsia que eu até o teu o diagnóstico que para mim foi um alívio você sabe que uma coisa do Exemplo da da Leia que é
interessante assim a gente não falou idade da mamografia né então hoje mulheres com mais de 50 anos sem nada né então quando a gente fala de mamografia de rastreamento é quando eu tô fazendo sem sentir nada né então toda mulher a partir de 50 anos pode fazer a mamografia no SUS a gente tem uma lei que se a mulher quiser fazer a partir dos 40 ela pode né mas mesmo pela pela regra do SUS se uma o que que Eles dizem que se a mulher tem sinal e sintoma ela tem que ser examinada e tem
que ser encaminhada para exame então mesmo no caso da Leia ela tinha que ser ela tinha que ter sido melhor atendida é a gente A V mas inclusive com esse olhar pro câncer de mama a gente não pode deixar de fazer dois recortes nessa nessa trajetória da lei que a primeira é ser mulher e a segunda é ser uma mulher negra que tem um recorte racial nisso não são todas as mulheres que são Ouvidas né e não e elas não são ouvidas em todos os lugares Isso é uma realidade então Eh para mulheres eh em
qualquer estado de saúde quando ela chega no hospital e ela fala que tem alguma coisa e assim a gente tem toda essa questão de da classe médica né de o médico sou eu né então assim eu acho que muitas pessoas já Ouviram isso muitas mulheres e homens de classes sociais inferiores também e as pessoas mais ainda né no na dificuldade de acesso e ainda na Dificuldade do Cuidado então não é de se estranhar Infelizmente essa história e eu acho que é por isso que mais uma vez a gente precisa ganhar autonomia de conhecer o próprio
corpo ela reconhecia né então ela sabe que tinha algo errado e o diagnóstico no seu caso chega numa comprovação de uma atestado de sanidade né Eu não sou doida não estou criando uma coisa e assim infelizmente a gente tem estatísticas de câncer de mama muito Abaixo dos 50 anos quase metade do câncer de mama no Brasil é inferior ao tempo recomendado para pra mamografia mas aí a gente tem oação das mamas a gente com no caso de câncer na família tem outro tipo de protocolo acho que a a não mas acho que o que a
Luciana falou é importante é assim não importa a idade que você tem se aparecer um nódulo já é indicação de mamografia não importa a idade a mogia a partir do 50 é só assim não Tem motivo algum tá tudo certo na minha vida de qualquer maneira você vai fazer a mamografia a partir dos 50 e vou te contar uma coisa há 10 anos que a meta pro Ministério da Saúde de mamografia PR as mulheres mais de 50 anos é tentar fazer 70% da faixa etária dessa faixa etária a gente não passa de 30 a 10
anos ou seja tá fio de mulher com mais de 50 anos que não tá fazendo a mamografia esse para mim assim cada vez que eu olho pra cidade eu falo meu Deus Né a gente fica pensando né às vezes assim Claro que tem que olhar pra mulher mais nova mas a mulher mais velha não tá se cuidando sabe Então temos que olhar com muita atenção para isso também muita atenção essa a gente falou um pouco na introdução sobre se cuidar né e a mulher ela é muito sobrecarregada isso E aí tem muito esse tá cuidando
de todos e não tem tempo para olhar si mesma e e eu acho que no pior cenário se você tiver doente você não Consegue cuidar de ninguém então assim todas as atribuições vão cair quando uma mulher fica doente a gente entend um pouquinho aqui nesse primeiro momento da conversa sobre o que olhar e a gente entender um pouco que olha né tem o padrão ouro e aí filha tem tudo quanto é coisa aqui para baixo cuidado da saúde é um desafio [Música] esse ano elefante Pomarola e Lisa se juntaram para criar a rede Rosa Conversas
que nos conectam O objetivo dessa iniciativa é promover a conscientização sobre a importância do Cuidado Com a saúde feminina especialmente em relação ao câncer de mama isso enquanto fortalece o apoio mú entre as mulheres a rede Rosa surge como um espaço de diálogo que bua pautas de Outubro Rosa ao cotidiano das mulheres ampliando discussões sobre prevenção diagnóstico e acolhimento elefante Pomarola e Lisa estão presente em Diversos momentos prezando sempre pela qualidade e confiança e aqui não podia ser diferente por isso estão promovendo essa conversa que é tão acolhedora e importante é igual você para mim
Cris a gente tá sempre juntas na alegria nos perrengues a gente conversa muito aqui no mamilos para incentivar as mulheres a se unirem para enfrentar os desafios que a vida nos coloca por que não inclusive os desafios de saúde É claro a gente precisa se abrir pro cuidado a gente tá Sempre tão acostumada a dar que é preciso aprender a receber e apoio Sué completo com informação de qualidade acesse o Hub de informação que elefante Pomarola e Lisa prepararam especialmente pra gente O link tá aqui no episódio Juntas somos mais [Música] fortes e agora nesse
segundo bloco A gente quer conversar um pouco sobre as redes de apoio né que foi a gente precisa entender como é que dá para ser Parceira nesse momento lé eu sei que não existe um manual de reação porque cada ser humano reage a qualquer coisa da vida de uma forma diferente quanto mais aá um evento tão extremo como esse eh conta um pouquinho como foi que você recebeu essa notícia bom o resultado da minha biópsia era um resultado muito aguardado tanto por mim quanto pela minha família e no dia primeo de novembro de 2016 eu
peguei esse resultado dessa biópsia antes mesmo de De voltar ao mastologista eu abri e eu li tava lá positivo paraa malignidade já tava um câncer eh em grau três Uhum E eu olhei aquele resultado e por incrível que eu pareça eu respirei aliviada foi um alívio porque eu tava provando também que eu não era louca é claro que eu não queria um Resultado positivo Mas eu sabia que era um Resultado positivo não é que esse resultado te dá chance de lutar entende então assim bom agora vai parar de Piorar porque você tava vendo piorar sem
Horizonte então para você foi exatamente foi vamos lutar agora eu vou ser cuidada agora eu vou ser tratada o que realmente aconteceu o difícil foi chegar até lá uhum quando eu cheguei lá eu fui bem tratada eu recebi o fui acolhida eu recebi o diagnóstico e dia primeiro de novembro dia 10 de dezembro eu tava fazendo minha primeira quimioterapia já passei num no oncologista já tava fazendo minha primeira químio eh fiz o Primeira cirurgia não primeira as quimioterapia para diminuir o tumor depois eu fiz a a a cirurgia Leia Deixa eu te perguntar nesse momento
zero qual que foi a sua a o seu comportamento Você já saiu contando buscando uma rede de apoio ou você preferiu se fechar e dar um tempo e não querer que muitas pessoas soubessem E por que que você fez determinada escolha de falar ou de não falar eh a primeira pessoa que me ligou né que ela sabia que eu ia pegar foi a Minha mãe eu contei para ela ela ficou muda no telefone aí cheguei ela chorou e O engraçado é que sempre o paciente Eu já ouvi relatos de outras meninas que tem que acalmar
o Familiar eles ficam desesperados e a minha filha vai morrer minha filha vai morrer a eles ficam desesperados então para acalmar eles eu mantive toda força possível para acalmar queria te perguntar Luciana eh ao longo desse Tempo acompanhando tantas mulheres Qual o comportamento que você mais tem visto a pessoa querer que pouquíssimas pessoas saibam ou a pessoa sair para contar para o maior número de pessoas possível para montar uma rede de apoio e e o comportamento muda de acordo com a idade mulheres mais jovens TM uma opção mulheres mais velhas TM outra opção como que
é a a mulher lida com essa informação mediante todo mundo que ela conhece é eu acho que eu começo te Respondendo de trás para frente sem dúvida nenhuma eu acho que esse comportamento vai mudar de acordo com várias questões acho que a idade onde ela mora eh dependendo do de como ela tá até mesmo de de rede de apoio né dependendo do momento Acho que até de trabalho que ela tá sabe assim tem várias questões aí que podem influenciar nessa decisão do contto eu não conto a gente entrevistou uma enfermeira lá do de Barretos que
ela Não contou para ninguém ela é enfermeira do hospital de Barretos de câncer ela tratava o dia inteiro paciente de câncer ela fez o tratamento ninguém lá no hospital Sabia ninguém sabia nada ninguém na casa dela ninguém e aí porque eu acho que assim uma coisa que eu sinto que é igual e é muito diferente aqui do caso da Leia é que o susto é muito grande então assim diante do você está com câncer tudo que a gente escuta de de de de palavrinhas estigmatizantes Relacionadas a câncer que passam na nossa cabeça ainda né Apesar
de eu falar da gente saber que existem as boas not na cabeça de todas as pessoas eu vou morrer né vou passar por dor por sofrimento todas as questões ali Elas se materializam na hora tanto que a gente é comum a gente ouvir até dos médicos assim que na primeira consulta que às vezes assim você El ele até pergunta se realmente ouviu tudo que eu falei né a Gente vem acompanhando assim histórias onde as pessoas esperam um pouco para contar sabe eu vou te contar um pouco até da nossa experiência no onco até para buscar
ajuda no onco é mais numa fase já de tratamento sabe porque diante ali do diagnóstico do Câncer de mam Às vezes você vai você vai ter que esperar um pouco dependendo do estágio da da sua doença Então não é não é assim acabei de receber amanhã você já começa a tratar não né Tem mais exame para fazer mais Exame para fazer mais exame para fazer né daí sim o médico tem ali toda uma uma uma um histórico mais completo a respeito de quem é você que que câncer é esse né a história do do nome
do apelido que a gente tanto fala né que tem que saber o nominho certo da doença dependendo de outras questões né se é suso é plano de saúde tem que fechar o quadro do tratamento ideal que pode ser uma cirurgia que pode ser uma químio porque às vezes hoje hoje você faz Químio sim para diminuir o tamanho do tumor para fazer uma cirurgia Menorzinha né então tem todas essas questões Então tudo isso né vai caindo a ficha muitas vezes você tem que conversar em casa porque a sua casa vai ter que ser reorganizada né então
muitas vezes é isso então assim conta um pouquinho ali pro meu núcleo mais próximo porque se eu vou fazer uma cirurgia quanto tempo eu vou ficar mais quietinha em casa se eu tenho filho Pequeno se eu tenho que buscar filho na escola sabe Então vai Já de cara mexer com a sua rotina Então o que eu percebo é Conto primeiro aqui no meu núcleo menorzinho e depois isso vai se expandindo aos poucos Leo você contou primeiro pra sua mãe como foi contar pro seu filho ele é tinha 8 anos na época né falei para ele
que a mamãe ia passar para um tratamento aí ele perguntou se eu ia morrer porque na cabecinha dele câncer Quem tem câncer é que ia morrer na cabecinha dele na época Hoje ele entende bem melhor eh e aí ele chorou pediu para mim não morrer foi foi bem complicado durante o tratamento ele teve que ficar com o pai dele em Minas porque eu não tava em em condições de cuidar dele e não tinham a minha mãe tinha que cuidar de mim né E como que ia ser o cuidado ele tinha 8 anos era uma uma
criança ainda e querendo ou não ele era muito dependente De mim então ele ficou esse período de tratamento lá com o pai dele e para ele foi muito muito sofrido ele me ligava todos os dias quando ele me viu careca ele falou que ia raspar a cabecinha dele falou mãe vou raspar também o meu porque aí só vai crescer o meu cabelo qu quando da senhora crescer e foi para ele foi foi bem complicado porque na cabeça de uma criança na cabeça dele eu ia não ele não ia mais ter mãe uhum né foi foi
bem difícil Ô Lu Eu já ouvi que mulheres mais velhas tem muita dificuldade de contar PR os filhos e mulheres mais novas TM muita dificuldade de contar pra mãe uhum como que fica essa relação delicada entre duas pessoas que tem uma muitas vezes uma conexão muito forte que é eu não vou contar Para não preocupar é eu não vou contar para minha filha achar que vai ficar óf como mãe e filha se encontram e se desencontram em momentos de como esse muito muito muito real Às Vezes acontece até na consulta né quando a mãe é
mais idosinha do filho tá ali atrás assim do médico falando não conta não conta sabe assim já ouvi isso inúmeras vezes e assim até mesmo quando eu ainda era psicóloga né essa história você acaba querendo instituir quase que sabe uma coisa meio Tabu né uma coisa de um silêncio ali que vai ser extremamente prejudicial para toda a família né então mínimo você tá chegando num lugar onde tá escrito Oncologia né você tá chegando No lugar onde tá escrito quimioterapia No mínimo você sabe o que você tá fazendo ali né olha é é duro é e
eu acho que a grande saída é realmente passar por cima dessa talvez de uma possível sensação de proteção né para uma conversa muito Franca e transparente né de det a grande defesa é que o diálogo a conversa é muito mais positiva do que a gente seguir aí num possível eh né pacto de silêncio que vai ser extremamente dolorido para todo mundo né Então filha vai ter que entender que sim pro provavelmente a mãe vai precisar de ajuda né mãe vai vai ter que entender que vai ser uma fase onde o ajuda da filha vai ser
muito importante sabe então acabam sendo encontros extremamente positivos também mas precisa realmente passar por essa fase de entender que é é o momento de muito mais aceitar qualquer ajuda do que né achar que tem que ser a toda poderosa para mais uma vez dar conta de tudo né Não precisa literalmente não precisa é é uma fase onde toda ajuda é muito bem-vinda toda ajuda é muito bem-vinda aí quando você fala toda ajuda eu fico pensando que uma das ajudas que a gente pode dar e deveria est muito atenta para dar é lida com Seu bicho
antes né a gente que é o rede de apoio né então assim não tem como a notícia de que uma pessoa que você ama muito ter câncer não vai te mobilizar então reconhecer a nossa humanidade vai lidar com medo vai Lidar com tristeza com raiva com tudo então assim se você não lidar com o que você tá sentindo não tem como você oferecer apoio assim a gente eu vejo na nossa relação algumas vezes não só uma eu joguei o meu bicho nela da minha ansiedade da minha tristeza da minha preocupação do meu medo por alguma
situação que ela tava passando e de não conseguir dar apoio Porque pô é o que você falou você tem que ficar calma para acalmar a sua mãe então para você como Psicóloga dá uma luz como que a gente por que caminhos a gente vai para para não atrapalhar perfeito isso que você falou é que eu acho que essa reflexão de dar o passinho para trás ela não vai acontecer né acho que vale aqui um recado para que isso aconteça de forma consciente tanto não acontece que às vezes o problema tá lá instalado e a gente
escuta às vezes dos pacientes assim sumiu todo mundo sumiu todo mundo e se você vai tentar entender o porque Você sumiu a a questão mas eu eu não sei não sei o que eu faço se eu tiver perto né E se eu chorar né E se ela começou a chorar e si sabe E aí é isso Por conta desses Isis eu vou lá e me tranco e sumo O que é absurdamente pior que daí a paciente fica lá né super chateada tentando estruturar sua rede de apoio enf e sentindo que algum dos amigos desapareceram então
super concordo com o que você tá falando assim se der para para para pensar um pouquinho né eu tô Pertinho de uma pessoa que eu amo muito e eu também tô tô com dor eu também tô com medo de de perder eu também tô com medo de vê-la sofrendo Qual que é o meu limite até onde que eu vou o que que é tolerável para mim né Tem gente que é isso mesmo não adianta falar ai eu vou me enfiar lá na quimioterapia com ela chega lá passa mais mal do que paciente né não vai
PR láo ajuda quem nada atrapalha né ex exato Mas de repente pode se oferecer para buscar os filhos Na escola exato pode pode sei lá fazer uma comprinha no supermercado daquela semana que tá tudo mais atrapalhado sabe então se existe esse né Essa autoavaliação com relação aos limites as dores onde tá pegando né vai vai Sem dúvida nenhuma ser mais fácil e perguntar né a gente já falou em vários programas que é assim você não tem obrigação de saber eu acho que várias vezes a gente se coloca nesse lugar né de assim de tentar adivinhar
o Que a pessoa precisa ex exato se eu não perguntar como o que você precisa Como eu posso estar aqui para você o que você quer Você quer um abraço você quer que a gente dê risada você quer o que que você quer você quer falar do Câncer ou não exato porque é isso né Tem gente que não quer falar do expli eu queria que você falasse um pouquinho sobre o que você esperava das pessoas quando você contou para ela porque é difícil a gente não fazer uma projeção Né você quando você conta algo para
alguém mais ou menos tem um desejo que você gostaria que fosse atendido quando você contou pras pessoas como você esperava que elas reagissem bom eu sabia que todo mundo ia ficar muito assustado né Já mas que todo mundo já esperava esse esse diagnóstico porque eu me preparei ali quase 4 anos para ser diagnóstico junto com a minha família e junto com meus amigos é at todo mundo Sofrendo com é todo mundo então quando recebi o diagnóstico foi mais o susto de ah confirmou mas agora vai tratar eh as pessoas de fora Principalmente quando eu fiquei
Carequinha e não tava não tinha sobrancelha a a reação deles que mais me deixava chateada era aquela cara de Ai que sabe que D Coitada Coitadinha tão novinha ou então ai menina ai que que doença maldita fulano de tal teve e morreu e isso eu falar para você morreu PR que Falar que morreu numa doença que você tá tratando ou Doença maldita ou o que você fez para pegar câncer não é o que que você fez de errado que que você fez de errado para pegar culpa você não fez não resou o suficiente tá tendo
muito culpar sua religião culpar sua fé Ah você tá aí porque você tá Deus tá te castigando por causa sei o quê ou ou na melhor das hipóteses né é uma provação filha fica tranquila que é uma provação Deus não dá carga maior do que a gente pode aguentar Por que que o olhar de pena é tão ruim porque a pessoa tá te condenando ela tá tirando todas as suas possibilidades de vida ela tá te olhando como se você estivesse morta e a partir do momento que você recebe o diagnóstico de câncer a pessoa não
te Olha como a a Leia eu já recebi várias assim a a Leia do câncer que tem câncer né Na época vira soen vira é a Leia do Câncer a menina que tá com câncer nunca é a Leia filha da Eloí mãe do dos meninos não é então a pessoa Às vezes ela que nem a Lu falou a gente não quer falar do Câncer a gente quer rir a gente quer se divertir eu fui aprender a dançar certanejo Universitário durante o meu tratamento eu não queria falar de câncer uhum só tem esse assunto só tem
esse assunto a pessoa Ah não eu não quero saber eu quero saber lá quando for tratar vou fazer aqui a rádio tdo bonitinho mas alguém te perguntou o que você precisa tipo assim que que você quer você quer Que pergunte ou quer que não pergunte você quer sair para esparecer Ou você quer alguém para te abraçar quando você quer chorar alguém te perguntou não muito tinha gente que olhava para mim aí ent já chora eu falo tipo porque ela tá dando conta da da demanda dela a pessoa ficou triste de te ver aí MTE um
abraço el me abraçou aí eu calma calma vai dar tudo certo eu eu me senti acolhida eu tinha que acolher quem vi me ver eu entendo muito Quem prefere não contar porque uma coisa é lidar com a doença outra coisa é lidar com as pessoas a respeito da doença então assim eu não acho que isso é uma escolha covarde ou uma escolha uma fuga uma fuga eu acho que lidar com as pessoas é difícil e já vai te exigir muita energia lidar com a doença tem toda uma escala tem um monte de coisa um monte
de compromisso tem que est muito bem pesadinho né porque assim o peso de você enfrentar sozinha é doído Demais né agora é isso que mal acompanhado exato você pode selecionar algumas pessoas e não Tod acho que sozinha sozinha é muito cruel é muito cruel assim para todos os sentidos ISO que a gente tá conversando aqui assim faz sentido e faz diferença sim você ter uma rede de apoio né E aí é por isso que a gente resolveu fazer porque para você ser rede de apoio você não pode dificultar ainda mais o tratamento né Eu acho
que tem uma ã a gente fala Sobre não saber lidar e se ausentar e eu queria trazer esse dado aqui porque é impossível falar de rede de apoio sem falar do dado da Sociedade Brasileira de de Mastologia que que fez uma pesquisa mostrando um dado que é devastador que 70% dos homens abandonam as companheiras pouco tempo depois do diagnóstico eu queria te perguntar ao longo desse tempo eu sei que você já acompanhou mulheres abandonadas e homens que abandonam ao que você acredita esse Comportamento Por que que os homens vão embora ai eu eu acho porque
ainda existe muita dificuldade por parte do homem de lidar com uma situação que é completamente nova difícil entendeu é duro porque assim nada disso vai justificar Ah porque eu não sei lidar e vou embora né Não dá não dá para entender mas mas eu acho que passa sim passa por por por sabe por eu não dou conta dessa nova mulher que tá na minha frente eu não sei Lidar eu não sei tocar eu não sei ajudar sabe eu acho que tem um pedaço importantíssimo né Não acho que faz sentido a gente só sabe taca pedra
e falar assim ah homem é um horror mesmo abandonou mesmo eu acho que não eu acho que é um problema nosso enquanto sociedade de trazer são criados para cuidar M nesse lugar ele não se cuida nem ele se cuida gente é só a gente olhar pra dificuldade que é fazer com que os homens vão ao médico para ele se Cuidar né e a hora que inverte e ele tem alguém ali do lado dele que provavelmente era quem fazia tudo né completamente ativa responsável cuidadora também de tudo ele ele ele não dá conta quando o jogo
virou queridinha ele não dá conta porque ele não sabe cuidar como foi para você eu tinha um relacionamento na época eh quando eu fui fazer a biópsia a pessoa tava comigo mas eu recebi o diagnóstico uma Semana depois a pessoa sumiu terminou por mensagem ficou sabendo ficou tá terminou quanto tempo que vocês estavam juntos 2 anos e Ele só mandou mensagem falando não consigo mas aí só viu é muito louco essa opção de poder não conta né eu não consigo que é é muito o único caso que homem abandona mais mulher do que na gravidez
é no diagnóstico de câncer que também é eu não dou conta disso eu não Sei cuidar eu não conheço a mulher então assim são situações de fragilidade e aí eu acho que também tem esse essa questão Nossa de tá sempre dando conta de tudo quando você efetivamente não vai dar que aí os pratinhos caem o cara tem a opção de ir embora Isso é isso é muito louco porque a mulher nunca vai embora ela nunca tem opção de ir super sabe que a Jussara a Ju né A Ju é uma paciente que tá sempre com
a gente chama supervivente e ela ainda inventou esse Nome para ela de supervivente ela com muita frequência tem trazido do desafio dela ter ficado muito nesse lugar né imagina sou supervivente dou conta n dela precisar pedir ajuda pedir cuidado falou agora presta atenção em mim sabe e não só marido assim não só para relacionamento mas para filhos pros amigos para todo mundo que tá ao redor por conta muitas vezes desse lugar né ajuda conta vai ajuda conta exato Então mas a Ana Cláudia Arantes Arantes é Ana Cláudia Quintana Arantes ela fala desse desse aprendizado que
é necessário mesmo para todos nós faz parte da jornada da vida de aprender a ser cuidado porque a gente aprende pequenininho a cuidar isso é um ensinamento que vai indo ao longo da vida agora aprender a depender numa sociedade em que é muito valorizado autonomia e Independência é toda uma outra arte que você precisa desenvolver e ela fala eu acho lindo fala de como a mãe dela era uma pessoa gostosa de Cuidar e que ela sabia ser cuidada e que ela tinha prazer no ser cuidada e fazia a pessoa que estava cuidando se sentir muito
bem É então eu acho que que seria interessante a gente perguntar isso também você conseguia pedir ajuda quando você precisava você aprendeu não e até hoje eu tenho uma certa dificuldade para isso como eu sempre sou a que cuida uhum a que tá ali a que resolve os problemas a que tá ali para tudo eu tive uma certa dificuldade em me deixar em permitir ser Cuidada porque Como assim eu preciso não dou conta eu sou forte e isso é algo que eu até já falei pra Lu que me deixou muito mal depois de anos pós
o tratamento por quê eu carreguei essa carga né de ai eu eu consigo eu sou forte eu e E aí mais pessoas você é forte você é forte você é Gu e aí chegou uma hora que eu desabei eu desabei por não pedir ajuda e foi a primeira vez que eu pedi ajuda foi a primeira vez para quem que você pediu Ajuda eu pedi ajuda pra minha mãe porque eu entrei eh Tava tendo um crise de ansiedade e fui diagnosticada com com depressão eu fiquei cinco dias dentro do meu quarto trancada não fazia nada não
saía não nada e aí teve uma hora que eu falei não isso não isso não tá legal isso não tá normal que tá acontecendo comigo aí eu tive falei mãe vem para cá eu não tô legal eu preciso da sua ajuda e foi a primeira vez minha minha filha porque Você não falou isso antes porque aquela coisa como assim a pessoa forte a pessoa a pessoa não sei o quê Como assim ela não ela tá precisando de ajuda Então o meu tratamento todo eu fui muito tranquila fui muito firme foi muito forte como dizem mas
isso ao longo prazo cobra um preço al sim e aí hoje eu entendo que sim eh tem até um certo Tabu ah psiquiatra é para doido ai psicólogo não sei o qu não hoje não hoje eu sei que eu preciso sim que eu passo sim que Eu tô medicada sim para poder ficar tranquila até um certo tempo atrás eu Contasse a minha história eu ia chorar eu ia est aqui debulhando em lágrimas por quê Porque isso aí me trazia uma dor muito grande e eu não sabia o porque toda vez que eu contava eu chorava
aí a minha PSA falou ISO dói isso dói e aí hoje eu tô tranquila tô me cuidando pedir ajuda e isso foi muito importante para mim foi um divisor assim na minha vida muito grande e é muito bom tá aqui Dizendo que hoje sim hoje hoje eu consigo pedir ajuda olha você pode me ajudar eu não aguento e eu dizer não você pode fazer não que eu aceitava tudo sabe o que a gente ouviu da Ana Paula chungar eh isso que ela tava lutando pelo direito de ser frágil eu achei tão bonito eu acho que
pra mulher é essa frase não é tão porque olha h não é eu consigo é tá doendo para tipo é muito difícil para mim fazer esse tratamento Você pode ir comigo para segurar a minha mão super entende não dou conta você não precisa dar conta tá tudo bem eu acho que de novo não dá para falar isso sem ter um recorte racial porque as mulheres negras elas são embrutecido longo de 500 anos de história aguentam ah elas aguentam Olha como cuida da casa dos filhos são chefe de família são mais fortes sentem menos dor o
racismo científico foi lá e chancelou essas coisas durante muito tempo então é Difícil para qualquer mulher mas ainda é mais difícil PR as mulheres negras e paraas pessoas que TM pras mulheres que TM um diagnóstico de câncer elas elas ganham somente duas opções de personagem ou a guerreira ou coitado não tem meio termo ou a pessoa te Olha como uma incapaz Coitada exato ô ela vai ti lar com uma guerreira vai dar tudo certo você consegue não chora não vamos lá Bora correr a meia Maratona os dois personagens são muito aprisionador são muito limitados diante
de uma experiência que é multifacetada uma mudança de vida uma mudança da forma como você olha pra vida então Então eu acho que de eh das mulheres que eu tive a oportunidade ao longo de tanto tempo falando sobre isso de conhecer os dois personagens são muito ruins e qualquer um que vem chancela esses dois personagens tá dificultando essa mulher a sair do lugar de não pedir ajuda e Nenhum desse vocês gostam né não nenhum nenhum assim eu ten tem uma uma certa rebelião Zinha com o termo guerreira muito assim fem muito enas guerreira com Vitor
não sou não armadura é é esse termo guerreira parece que a gente não pode expor em nenhum momento a nossa fragilidade como é que pede ajuda se eu tô te chamando de guerreira se eu tô falando que você aguenta ou quando você vai pedir ajuda a sua voz não importa Você vai chorar não não chora Você é forte você vem seru um câncer como você vai perder para para isso para vaiar por causa do cabelo vai chorar por causa de de de um relacionamento a partir do momento você recebe o diagnóstico só o cabelo você
recebe o diagnóstico de câncer você nunca mais vai poder chorar você nunca mais vai poder sofrer por qualquer outro tipo de coisa porque você venceu o câncer Então você outra dor não vai Existir além daquilo você não pode ter outra dor sublimou dor é uma coisa que tá no passado tá no passado eu não posso sentir mais dor porque eu venci porque Deus me deu a oportunidade de vencer porque você tá viva e isso é uma é uma enorme que joga pra paciente Como assim eu não eu não não posso sofrer porque quebrei a unha
não posso sofrer porque o meu cabelo ficou uma droga eu não posso fazer nada eu não posso eu só posso ser grç agora você você é Ingrata Olha que ingratidão a Deus assim nossa como assim então você o oposto disso é a coitadinha quem que vai quer ficar no trabalho com uma coitadinha né porque ou é a guerreira ou é a coitada aí a coitada voltou do tratamento tá pronta para trabalhar mas imagina que a gente vai passar um desafio para você Coitada E aí se a gente não vai passar um desafio no no final
do dia pode ser hoje pode ser amanhã pode ser daqui seis Meses você vai embora embora tambm V Pois é o que que você vê de eh na sua prática de como que o trabalho tá acolhendo ou não as mulheres com diagnóstico um monte de desafio aí também muitos muitos muitos a gente tem já estudo científico da Dra lul andeiro mostrando que são altíssimas as taxas de dificuldade das mulheres conseguirem retornar ao trabalho porque tem que elas têm o direito de entrar no auxílio doença né que é aquele aquele Período que você se afasta hoje
esse esse esse esse afastamento ele tá até diminuindo um pouco porque a gente tá tá conseguindo ver entre as pacientes né que tem que consegue dar uma negociada no trabalho isso tá começando a acontecer um pouquinho mas entre aquelas que acabam se afastando na hora que ela quer retornar ela não consegue se recolocar né Don Leia exato conta pra gente foi bem difícil eu voltar ao mercado de trabalho quando eu recebi Diagnóstico eu já tava desempregada porque eu tava empreendendo E aí para eu voltar foram 5 anos para eu voltar a ser CLT foram 5
anos eh tentando e toda vez que eu participava participava de alguma entrevista de de de trabalho chegava lá tal aí falava assim ah mas por que tanto tempo fora do mercado de trabalho aí eu conta que você teve é aí eu contei aí eu contava Aí do nada chegava a recrutadora ai a Vaga foi cancelada e não foi uma vez foram várias vezes nesses nesses cinco e é o desafio de uma empresa conseguir contratar Sim com todas as questões de de regime CLT plano de saúde benefícios de você realmente pôr na sua carteira né alguém
que teve câncer pode voltar a ter câncer né então assim temos aí uma um Ponto Central para prestar atenção n porque hoje mulheres estão cada vez mais vivas vivendo bem curadas ou convivendo com a doença e ativas e Prontas para trabalhar para voltar pro mercado de trabalho a gente vai ter que olhar para para essa legislação Sem dúvida nenhuma e trabalhar cada vez mais a consciência das empresas eu já tive oportunidade de conversar com mulheres que inclusive diferentes cargos dentro de eh corporações recebem o diagnóstico e assim você não é necessariamente amiga daquelas pessoas mas
elas convivem com você grande parte do dia de novo quo não conto né E aí é o conto não conto é a Rea a primeira pessoa que você vai falar geralmente é o chefe uhum geralmente ele é um homem uhum né É bem diferente contar isso para uma mulher e contar isso para um chefe homem né conversando com as mulheres a respeito disso tem o cara não sabe o que falar e e depois tem os colegas e também os subordinados eu tive a oportunidade de conhecer uma mulher ela é engraçadíssima ela uma mulher muito irônica
e ela falou que quando ela voltou ao trabalho ficava Todo M fugindo dela que ninguém sab o que falar não tinha um Que bom que você tá de volta ou você tá de volta mesmo não tinha nada e ela era muito ativa uma mulher que fala muito e ela chegava não tinha ninguém todo mundo tava no Café espalha rodinha total e aí ela falou assim ah que que eu vou fazer e ela falou que um dia era um lugar grande pelo jeito aberto com várias baas ela chegou encostou numa baia e falou gente tá Quente
hoje né e tirou o cabelo e começou a se abanar E aí ela tava sem cabeleira todo mundo ol falou assim a gente vai ter que lidar com isso né vamos falar né exato então assim vamos falar acho que a Sher é do que era do Facebook também traz uma lição no caso do luto né quando ela volta após a morte do marido dela também ninguém sabia lidar e ela reuniu tudo a gente vai falar sobre isso então é é difícil exigir da pessoa que ela também Tome essa iniciativa né É mas como dá pra
gente facilitar Sem dúvida nenuma Como que Como como que o RH o chefe os colaboradores podem podem ser uma boa rede de apoio o que que é invasivo e o que que é abandono eu acho que tem que se mostrar à disposição para sabe no mínimo dá o sinal ó tô aqui à sua disposição para conversar com você sobre a sua volta saber sobre como você tá acho que de novo na mesma linha do que você falou do Pergunte é mostre que você tá à disposição para sabe então pode até ser pode até falar mesmo
tipo ó eu não sei o que que é melhor para você nesse momento me conta né De que forma como é que tá a tua vida mexeu na rotina não mexeu você tá inteira mesmo sabe a gente vai ter algumas mudanças daqui paraa frente ou não então acho que precisa se colocar enquanto que a gente segue no No Silêncio no Tabu do do fugir é muito pior né Tem empresas hoje criando Políticas de como que a empresa cuida de um paciente com câncer sabe eu tive oportunidade de de participar de uma e foi muito curiosa
ela pediu minha ajuda porque ela era ela era diretora do RH ela sabia Pelo relatório do plano de saúde que ela tinha seis pessoas com câncer na empresa ela não sabia quem era olha isso E aí a gente foi a gente fez lá um bate-papo online ela começou a apresentar ela falou ó trouxe aqui a Luciana pra gente conversar era muito um Papo meio parecido com que a gente tá fazendo aqui assim o que falar o que não falar né conversando abertamente sobre o câncer e ela apresentou a política da empresa falou preciso que vocês
saibam que a gente faz um complemento de salário caso a pessoa entre no auxílio doença a gente libera tal dia para fazer exame ela tava apresentando a política toda bonitinha e aí no nosso papo três levantaram a mão Ah então sou eu queria contar para vocês né tá tudo bem Tinham Dois que eram eram pessoas da família né porque então quando tem o plano assim estendendo pro familiar mas olha o tamanho do do desafio né assim de contar mesmo abertamente no trabalho em termos de política para você poder abraçar realidades diferentes Porque a gente já
falou em licença maternidade por exemplo tem que envolte é um sofrimento voltar e a pessoa tá muito dividida e vai ficar os primeiros anos da criança querendo um outro ritmo De trabalho não sei o quê e tem quem volte com sangue nos olhos querendo muito voltar a trabalhar então se você cria uma uma política que é igual para todo mundo como que você vai dar conta da variedade de experiências que existem entende então assim o seu chefe vai ter que conversar com você e falar como estamos você quer receber mais desafio você quer Eh eh
e jogar num pouco mais fácil agora tipo até onde a gente pode cobrar porque a gente viu isso naquele Naquele grupo que a gente fez com mulheres com câncer que é eu não posso dar um feedback negativo para uma pessoa que já tá acabou de lidar com grande trauma na vida você vai ser chefe dela como né meu bem como que a gente vai fazer isso entendeu então eu acho que esse esse lugar de de ter uma conexão humana honesta genuína em que você coloca ó a realidade do momento que a empresa tá passando esse
time aqui essas pessoas aqui a gente tem isso isso isso Isso aqui no nosso prato Como que tá a sua realidade aí você vai me trazer de uma forma aberta como tá eu quero eu quero te manter aqui né Eu quero que você f como que a gente vai fazer isso funcionar né por outro lado eu preciso você minimamente né Funcionando aqui dentro e onde você quer ficar eu acho que a gente não pode e dar a entender que essa conversa é fácil não imina ah é só perguntar Ah é só falar que é assim
ou que é assado porque do lado de cá Seja o chefe seja o amigo seja o irmão ele também tá lidando com a própria fragilidade e com a própria dor e eu acho que a gente também tem que falar isso que quando você vai conversar com uma pessoa e que você vai oferecer suporte para ela se ela se abrir com você Pode ser que você chore Pode ser que você também se emocione não é sobre você também não é normal né is exato você não é o protagonista dessa história não é sobre você mas Aquilo
que lhe é dito também te atinge né então assim é um encontro de dois humanos ninguém sabe a resposta e e conversa não é fácil a ideia desse programa é mostrar que não conversar é mais difícil ainda sim ISO né Sil piora ausência é pior né então indo pelo contrário tentar conversar né ajuda e estar presente ajuda mesmo se for em silêncio à vezes tem essa questão vai trazer o café né às vezes é trazer um chazinho às vezes é trazer um Bombom eu tô aqui qualquer coisa me chama que tem é legal a gente
citar alguns exemplos práticos do que que é isso aí que você tá falando né Eu acho que quando a gente extrapola a família vai pros amigos né é a família que a gente escolhe são as pessoas que a gente eu acho que até em alguns casos conta primeiro porque vai te ajudar a pensar como é que você vai falar com a família exato né porque a família é isso Você você já tá meu Deus vou matar minha mãe De preocupação já vou chegar lá com o negócio resolvido mas você tem que contar para uma outra
pessoa como é que foram as suas relações de amizade quem ficou Quem fez a diferença e como fez a diferença olha na época como eu falei eu fui fazer aulas de dança que o que me ajudou muito e aí tinha um pessoal que quando eles só descobriram quando eu fiquei careca a eu contei falei que tava me ajudando muito e a forma deles ajudar durante as químia Eu só conseguia tomar água de coco não conseguia comer nada aí levavam coco levava fruta que eu gostava não levava passava o final de semana comigo iam lá evitavam
falar sobre o câncer então foi eu fui muito bem acolhida tanto pelos amigos como no segundo diagnóstico também eu já tava empregada então eu tive eh um acolhimento muito muito humano eh do meu gestor né Muito humano eh dos meus colegas de Trabalho eu em tratamento Ai como você tá tá bem meu gestor eró conseguiu trabalhar e fazer tratamento sim eh se você quiser conversar sobre Tá precisando se precisar de alguma coisa eu tô aqui dá um grita então sempre estavam mandando mensagem perguntando fazer chamada de vídeo quando eu fiz a cirurgia para saber onde
eu se tinha ocorrido tudo bem se estava tudo certo e aí quando eu voltei depois Fi super bem bem acolhida conversaram comigo Normalmente Ó você precisar faltar eh para poder fazer exame para o retorno então eu fui muito muito bem acolhida é isso é muito interessante eh tem a gente falando você falou um pouco de de eh levou água de pouco né Eu acho que tem uma série de coisas que as pessoas podem olhar o que que elas podem fazer e oferecer né Eu sou sempre da comida mando a comida pronta pra pessoa entendeu a
pessoa não ter trabalho exato então é desde você quer que eu faça suas Compras de mercado Você quer que os seus filhos Durmam lá em casa hoje quer que eu pegue as crianças para para elas irem brincar com as minhas você quer que eu limpe a sua casa eh O que que você tá Você tá com vontade de passear onde onde isso eu tô indo no cinema quer ir eu tô indo almoçar fora tá Aim eu tô indo dançar quer vamos nadar Vamos na praia hoje Uhum é fazer convites e entender que como qualquer convite
Às vezes tem uma negativa né não Não dá eh eu conheci uma menina que ela não tinha nenhuma relação com a família e os amigos dela fizeram uma escala para acompanhar ela na nas nas quimioterapias então um cada um dormia um dia da semana aí fizeram vaquinha porque faltou grana e assim eles realmente se organizaram um fazia a compra o outro fazia não sei o qu o outro pagava conta e eles cuidaram dela assim um ano e eles fizeram escala E aí tinha Ai amiga querendo namorar troca com amigo decal e Aquilo virou um grupo
e virou uma família mesmo então assim existem muitas coisas que você pode se oferecer porque às vezes você quando você pergunta o que você quer o que que você tá precisando a pessoa nem sabe difícil alguém eu fico pensando eu virar para alguém e falar você pode ir no mercado para mim eu acho que minha boca cai não sei pedir isso mas talvez se alguém me oferece eu falo gente não tinha pensado nisso cheg cdap né Verdadeo eu tive eu tive um amigo tive não eu tenho um amigo ele é muito querido Conheço ele há
11 anos já que durante o meu primeiro diagnóstico tratamento todo ele que arcou com todas as minhas despesas incluindo aluguel compra tudo ele carc Então foi algo assim que que eu olhei e falei assim Como assim essa pessoa aí é pra vida e até hoje tá na minha vida é um minha paixão e sempre e no segundo diagnóstico a Mesma coisa assim o que você precisar eu tô aqui e isso é muito bom você se sentir não que a pessoa tem que mas você se sentir acolhida mesmo Olha tô aqui o que precisar eu tô
aqui e o não não foi oferecer foi lá Olha já fiz aqui ó já fiz tá pago Não não calma não precisa se preocupar com isso tá tá tudo certo e isso aí foi bem bem difença tem gente que surge do nada né é uma pessoa que você não esperava e de repente ela Oferece uma coisa incrível euv também relatos disso De onde eu menos esperava apareceu uma pessoa incrível e fez de tudo assim mas a gente tá falando até agora do Círculo íntimo né agora com as redes sociais tá cada vez mais comum a
gente fica sabendo do diagnóstico pelas redes que Claro é um tiro de canhão no sentido que você avisa de uma vez só não tem que passar pela reação de cada familiar chorando e você tendo que consolar cada um é de uma vez só e tá Longe você não precisa lidar cada um li com seus bichos eh mas ao mesmo tempo você tá atingindo pessoas que não são do seu círculo íntimo Como que você vê e eh como que você acompanha esse fenômeno é bom é ruim pode ser bom pode ser ruim ai Bom e ruim
acho que temos desafios gigantescos aí porque é o que você falou né assim Nem todo mundo tá preparado para acolher para né dar dar uma boa notícia para não se incomodar para não falar bobagem então Acho que Sim a decisão de se expor pensando em causa né pensando que sim falar de câncer de mama contar o que você tá sentindo contar pras pessoas que né de repente não é aquilo que a gente imagina tem outra carinha tal super importante quanto mais pacientes tiverem falando da sua experiência a gente vai desmistificando agora essa paciente tem que
estar muito preparada para ela realmente né não se expor de mais ou se expor de menos ou se entender direitinho Porque sim Existem os haters também no mundo do Câncer né também falando bobagem muito então precisa tomar esse cuidado Sem dúvida nenhuma sabe o quanto você se expõe o como você se expõe o quanto você quer contar e se você tá ali na chuva Bora sabe e criar suas acho que suas próprias né Acho que escudinhos ali para para se proteger assim sabe porque eu sei de histórias de paciente que às vezes dá um tempo
da rede social vai olhar o inbox tá se você Morreu Que bacana entendeu assim cadê você que você morreu o que aconteceu ela morreu sabe rola desse jeito porque ela tá simplesmente saco cheio que tá tentando dar um tempo ó Leia pra gente caminhando aqui pro final e eu li que você falou que o seu ciclo de amizades mudou depois você teve câncer de mama sim quem entrou nesse ciclo e foi Fundamental e te trouxe outras experiências outras vivências como é que se relacionar com outras mulheres que Tão ou que já passaram pelo mesmo que
você eh no começo a gente fica em busca com sede de informação sobre o tratamento com para saber como é o protocolo de das outras meninas começou com as cinco meninas que infelizmente faleceram E aí a gente entrou num grupo aí eu conheci o h guia e aí o meu ciclo de amizade tá ali dentro porque às vezes você vai conversar sobre Ah não temu mamilo a questão de ter um novo Relacionamento você vai conversar com quem com quem já passou com quem passa olha como foi para você ah foi isso tal tal então É
é mais fácil chegar em uma paciente que passou pel pela situação que tá ali ou em tratamento ou já passou também pelo tratamento porque ela vai entender exatamente onde você quer chegar o que ela vai entender o que você o que você está sentindo porque é diferente você conversar com uma amiga que já teve câncer de mama claro e com Uma pessoa que não porque a pessoa não vai entender não vai entender e como é difícil você se despir depois do câncer de mama porque você se olhar no espelho eu acompanhei uma menina desde Abril
até agora que ela teve o diagnóstico de câncer de mama então para você ver o quanto é importante Às vezes você tá ali mulher salvando mulher e exatamente então Eh nesses oit 8 anos quase nove eu tive três meninas acolhidas minhas muitas Procuraram mas três que eu acolhi desde o início que receberam o diagnóstico de câncer de mama né duas estão em tratamento a outra agora vai vai começar agora o tratamento então você vê são três vidas às vezes não tá claro pras pessoas O que é rede de apoio exato e eu gosto muito né
do conceito do que a gente começou aqui eu acho que começa de quem tá muito pertinho e Vai Abrindo né assim e vai olhando mesmo ao seu redor Quem são as outras pessoas porque às Vezes são as amigas da igreja né às vezes é a turma da natação e a gente tem colocado muito a ONG né então o onco nessa história como mais um possível local onde você Pode também passar a contar com pessoas que vão passar a fazer parte da sua rede de apoio Inclusive a própria ONG mesmo né pensando como uma retaguarda de
você buscar uma orientação de você conhecer outras pacientes de você se encontrar e escolher ser uma voluntária sabe então Acho que isso é legal também as pessoas entenderem mas não deixar de sabe de olhar mesmo né fazendo aí né o circul ampliando que tem muitas pessoas que às vezes não tá diretamente no seu radar né mas tá aqui atrás e vale a pena de repente você puxar e a pessoa pode te surpreender Como você mesma falou até porque na lógica de investimento se você precisa muito é melhor diversificar né porque se você esperar tudo da
sua mãe Tadinha ela pode te dar muitas coisas Mas ela não tem como conversar sobre câncer de mama porque ela nunca teve isso ela não pode te dar né os seus amigos que podem te dar as suas amigas que podem conversar sobre câncer de mama talvez não consigam te distrair da forma que a galera do sertanejo universitário te ajudava então assim se você pede em lugares diferentes para graus de aproximação diferentes é maior chance de você tá de barriguinha cheia no final do dia se isca aqui se isca ali Você tem Tudo que você precisa
agora a receita da frustração é quando a gente espera de uma pessoa só do seu irmão da sua melhor amiga da sua mãe da sua filha do seu marido porque ninguém vai conseguir dar tudo que você precisa né exato É a rede de apoio sustentável boa porque aí cada um vem com uma coisa e aí eh eu queria encerrar essa conversa falando um pouquinho dessa humanidade que ela tem falado tanto eu vou errar e tudo mais quando você é rede De apoio de uma pessoa que tá passando por qualquer situação delicada Pode ser que ela
exploda em alguns momentos ela vai explodir com você porque é você que tá ali perto né E aí é difícil colocar limite numa pessoa que tá passando por uma situação que é muito delicada como é que a gente cuida da gente enquanto a gente cuida de alguém é eu acho que esse papel do cuidador e principalmente se foi o cuidador familiar a gente vem discutindo muito e Tentando inclusive desmistificar que que o ideal seria até que a gente conseguisse separar assim a aqui tá Agora a filha agora tá a cuidadora pelo menos sabe tentar tornar
não viver isso realmente de forma automática e perceber que agora eu tô sofrendo porque eu tô de filha agora eu tô vestindo minha camiseta de cuidadora e vou lá te ajudar eu vou para aqui meu com você sabe quanto mais esses dois papéis tiverem não sendo vividos De Forma inconsciente menos dolorido fica por qu porque tá tudo misturado né Porque assim vai ter mesmo impacto dar raiva porque eu não tô conseguindo ir na minha academia porque eu tô perdendo horário de trabalho porque eu tô com a minha vida inteira de bagunçada porque eu tô cuidando
de você né então de novo eu acho que se eu consigo ter isso um pouco mais claro Olha isso aqui é meu pedacinho de filha né Isso aqui é meu pedacinho de cuidadora tá pesado né Misturou tudo porque tá doendo porque a filha que tá doendo que tá sobrecarregada tem mais clareza dessa sobrecarga do cuidador sabe E aí sim também aprender a pedir ajuda também é aprender a dizer não também é reunir a família e fala bom gente vamos vamos ver quem pode cuidar do quê Porque só para mim tá pesado vai ficando mais leve
mas a frasezinha né que quem cuida Tem que se cuidar ela é real mesmo é reconhecer os limites né ninguém é Super Homem Ninguém vai conseguir fazer tudo e você vai criar uma situação muito pior para todos envolvidos se você Assumir mais do que você dá conta né de novo né F tem tá falar a verdade né não é fácil falar mas acho que fazer mesmo esse exercício de falar vamos junto vamos pensar junto tá difícil para mim né Para você também tá muito mais difícil mas eu tô aqui para te ajudar né para que
a gente tente resolver da melhor maneira possível não e todas nós queremos sobreviver quem tá Cuidando e quem tá sendo cuidado exato exato e não tá fácil para todo mundo a gente cansa de ouvir falar né o câncer é a doença que tá como se como todo mundo tivesse passa se sentir doente também ela vai contaminando mesmo até por conta do sofrimento da angústia do medo né desses altos e baixos dessa rotina que é completamente invadida e modificada então mexe sim com todo mundo né então quanto mais D para conversar melhor mais consciência mais autoconsciência
né Meninas muito obrigada foi um prazer recebê-las mais uma vez obrigada Leia que gentileza a sua compartilhar essa experiência para enriquecer aqui a gente saber como prestar apoio e também como ser cuidada a gente deu alguns exemplos aqui ao longo da da conversa e espero que seja útil pras pessoas obrigada gente muito bom obrigada muito bom [Música] adorei h