Prezados amigos, sejam todos muito bem-vindos à nossa primeira aula de análise do comportamento, que na verdade será uma análise da biologia do comportamento. Nem é análise do comportamento propriamente dita, só que fundamenta com uma outra ótica e com outros termos absolutamente tudo que vocês vão aprender a partir da segunda aula e da terceira. Serão muitas aulas nesse primeiro mês de análise do comportamento.
Eu espero que vocês não estejam ouvindo os cachorros dos vizinhos como eu estou ouvindo agora. Realmente eu espero, mas em contrapartida eu sei que minha voz tá bem clara, então a gente vai continuar daqui mesmo. Por acaso vocês já perceberam como é engraçado você se preocupar muito com uma coisa que você deveria fazer com um projeto?
Pô, eu deveria prestar um concurso, pô, eu deveria aprender inglês, pô, eu deveria terminar de assistir aquele curso que eu comprei, mano. Maió bom. Eu assisti, sei lá, as 10 primeiras aulas, consegui fazer tanta coisa, por que que eu parei?
Você já por acaso poôde perceber que quanto mais você deseja, quanto mais você se cobra fazendo uma coisa, por mais importante que ela seja, você acaba se afastando dela cada vez mais até chegar ao ponto onde você desiste de uma vez ou cria uma raiva gigantesca de est pensando nisso, já que você não faz. Isso não não é muito curioso. Existe uma base biológica.
Às vezes só a sua vontade, somente a sua vontade, a sua disposição não é o suficiente. Se você não tá fazendo isso, não quer dizer necessariamente que você seja um doente, muito embora você possa ser. Não quer dizer que você é preguiçoso ou vagabundo, muito embora você também possa ser isso.
Em algumas das vezes você é, só que ainda que você seja um preguiçoso e vagabundo, não dá para dizer que você é preguiçoso todo o tempo ou que você é vagabundo todo o tempo. Será que uma pessoa que, ó, quer estudar inglês, o curso já está pago, seja um curso online ou presencial no sei lá, no na FISC, nem sei se a FIS existe ainda, no CN, na cultura inglês, seja lá onde for, essa pessoa tá pagando o curso, você não tá fazendo. Porém, todavia, entretanto, essa pessoa acorda às 4:30 da manhã, faz o café pros filhos, dá banho.
Às vezes ela tem três, dá banho em todo mundo, leva pra escola, aí ela volta para casa, organiza a casa todo dia, faz o almoço, limpa tudo, dá uma rezadinha, ouve a meditação do dia e aí ela, opa, já deu o horário, tem que ir na escola buscar todo mundo de novo, busca, traz de volta. E neste momento, ela teria supostamente um tempo livre do qual ela não usa. E por ela ter esse tempo livre e ela não usa, era para est usando, mas ela não usa para fazer aquilo que ela queria.
Ela vai ficar no Instagram, ela vai falar que ela é vagabunda. Não, eu sou uma vagabunda. Que tá acontecendo comigo?
Será que isso aqui só acontece comigo? Será que eu não vou subir na vida? Não, cara, eu sou preguiçoso.
O que que tá vendo comigo? H, será que essa pessoa é vagabunda mesmo? Não, né?
no quesito inglês. Aí talvez ela seja, ficaria um pouco menos pior se ela dissesse: "Olha, não estou correspondendo a ao inglês do jeito que eu deveria. Desse jeito eu não vou aprender.
Essas afirmações claras e precisas não ligam, não ativam um circuito de mal-estar no corpo e tratam exatamente da verdade. Nessa primeira aula, eu quero que vocês entendam profundamente que a descrição de uma coisa, de um comportamento seu que você não gosta, ou de um comportamento que você deveria ter e não está tendo, de uma insatisfação sua, ela deve ser sempre pensada literalmente e proporcionada. Não existe, não é a mesma atividade cerebral quando essa mulher pensa: "Cara, eu tô muito vagabundo, o que tá acontecendo comigo?
Se eu continuar do jeito que eu tô aqui, ladeira abaixo, porque ela queria estudar inglês e não tá conseguindo, não tá fazendo. Ela não sabe por, mas ela não consegue fazer. E tem explicação, eu já vou dar para vocês daqui a pouco.
É completamente diferente a ação elétrica, química e nervosa. Se bem que é quase redundante isso que eu falei, mas fica mais claro assim. De uma pessoa que se xinga quando ela pensa no que ela tem que fazer.
De outra que na mesma circunstância ela pensa: "Olha, eu deveria estar usando esse horário". Hoje é o 15º dia que eu não estou fazendo o que eu deveria. Isso pode me prejudicar.
Eu deveria estar fazendo. O que que eu preciso fazer? Deixa eu tentar.
Vejam, as duas estão condenando a mesma coisa, só que com vocabulário diferente. A primeira, quando ela se xinga e fala que ela é preguiçosa, vagabunda, e se pergunta: "Será que é o, será que é o demônio, né? Será que eu tô com problema cerebral?
Será que é uma doença? " né? No no mesmo momento que ela pensa esse tipo de coisa, esse tipo de vocabulário, de raciocínio, ativa o sistema nervoso simpático e essa pessoa entra em estado de ansiedade imediato.
E se hoje ela pensou que ela é vagabunda porque ela não fez inglês e entrou em ansiedade agora, quando o corpo, quando o organismo entra em ansiedade, o a primeira coisa que ele faz é piorar o pensamento que você já teve que é ruim, ele não responde à realidade. Ele não vai te ajudar a fazer nada. Ele só vai causar ansiedade do jeito, nesse momento que você pensou isso, só porque você pensou desse jeito.
E quando você fica ansiosa por isso, você começa a aglutinar outros pensamentos. que também te deixa ansiosa, né? Só de falar: "Tá vendo ó, meu filho, ele tá batendo no amiguinho dele faz três semanas já, será que não sou eu?
" E você vai fazendo perguntas assim acusatórias que você nem para para pensar se culpado é você ou não. E geralmente não pense em solução. Quando você dispara ansiedade, o aspecto criativo do encéfalo não funciona mais.
Enquanto essa ansiedade não passar sozinha, não tá fazendo nada, ela passa sozinha sempre, mas enquanto ela não passar, você tá pensando muita merda e você tá passando muito mal e você está aglutinando pensamentos ruins. Ou seja, se no primeiro momento do seu raciocínio, da sua memória, você pensa: "Eu deveria estar estudando inglês". E você pensa: "Caramba, eu tô muito vagabunda, será que não tem conserto?
O que que eu tenho que fazer? Será que eu teria que apanhar? O que que será que estão pensando de mim?
Olha lá, meu filho também na escola não tá tendo que olha, eu já não ganho o que eu precisava. Nossa, a minha vida tá facinho você entrar nesses pensamentos, como se você sofresse várias ondas na praça, uma onda forte e quando você vai se restabelecer, vem outra e vem outra e vem outra e vem outra. Isso tudo você provoca com o seu diálogo interno, porque o seu encéfalo corresponde, ou melhor, responde prontamente aquilo que você imaginou, a sua sentença do jeito que você imaginou.
Por que que eu falei tudo isso numa primeira aula da biologia da análise do comportamento? Por o comportamento tão desejado que é estudar inglês, no caso, né? Poderia ser qualquer coisa, rezar o terço, contar uma historinha paraos seus filhos, seja lá o que for, estudar inglês.
Para que isso aconteça, você precisa pensar que isso tem que acontecer, certo? Você não vai só não bulamente um dia acordar assim e se vê já estudando, já tá na quinta página do livro, já respondeu dois exercícios, não vai acontecer. Só que da primeira vez que você pensou, primeiro, provavelmente você só não começou a estudar inglês porque você não soube reforçar esse comportamento.
Ele tá mais inibido, ele tá mais punido do que reforçado. Você não soube fazer isso. Já que você não soube fazer isso e você não fez, ao lembrar que você não fez, você aproveita e dá uma xingadinha ou já suspeita que alguma coisa errada tá acontecendo com você.
Por ter feito isso, você ativou a glândula suprarrenal, que fica, né, como o próprio nome diz aqui em cima dos rins, e você já fez uma hidromassagem no avesso de sensações ruins do seu corpo que comprometeram o seu pensamento. Nesse estado você não vai conseguir se organizar para estudar hoje e nem amanhã. Mas aí e você larga porque você sentiu tão mal que na hora que passa a ansiedade você nem quer mais pensar nisso, não.
Deixa, deixa eu fazer o que eu tenho que fazer, deixa eu cozinhar aqui que eu ganho mais. E você vai e faz, beleza? Mas é mais um dia sem ter feito o seu estudo de inglês.
No dia seguinte você vai e pensa a mesma coisa. No terceiro dia, você pensa a mesma coisa. Daqui a pouco, o seu, todo o seu parque neurológico está entendendo a proposta de estudar inglês como uma coisa terrificante, como o próprio pensamento de, será que eu não poderia estudar inglês hoje?
Você tá disparando uma série de coisas ruins que já foram disparadas antes. E só por reflexo condicionado, por contiguidade, o seu encéfalo já entendeu que, cara, essa mulher aí toda vez que ela começa a entrar nesse assunto dá merda. O seu próprio enccêfalo começa a se inibir de entrar nesse assunto, ele não quer e começa a causar dor.
Então, a sua dor de ter se distanciado do inglês é cada vez maior. E quanto mais você sente dor, mais você pensa que tem que se aproximar e mais se afasta. Isso é muito louco.
Isso é muito louco e tem o jeito certo de fazer isso. Talvez vocês estejam pensando assim: "Caramba, ele ele vai falar da dopamina. Eu tenho certeza que ele vai falar da dopamina.
É claro que eu vou. A dopamina é o neurotransmissor que faz um neurônio conversar com o outro. Aliás, todo neurotransmissor faz isso, né?
Só que ela consegue fazer você ter desejo pela coisa que você quer. E quando você está fazendo aquela coisa que você quer e você está desejoso, você fica mais desejoso ainda de continuar. E ao terminar aquela coisa, se o nível de dopamina for bem regulado por você e tem como fazer, a nossa aula de hoje é para isso, diretamente para isso, você termina a sua atividade de inglês de hoje com vontade de já de fazer de novo e você fica ansioso pelo dia seguinte, caramba, parei naquela matéria, agora tá aquela outra aqui é muito da hora, velho.
É isso que você quer que aconteça. Só que do jeito que você se organizou, na verdade se desorganizou, né? Do jeito que você se desorganizou para estudar inglês, essa liberação de dopamina fica completamente inibida.
Do jeito que você tem pensado o fazer essa obrigação, é quase que a mesma coisa de pegar estrumo e jogar na cara assim: "Eu tenho que estudar em inglês. Bom, então deixa eu ver se fazendo isso aqui, eu estudo em inglês. Não vai estudar, não vai.
Você pode até gerar dopamina com isso, só que dopamina no lugar errado. Existem quatro aspectos ou quatro lugares do seu encéfalo, quatro sistemas. eh, dopaminérgicos, vias dopaminérgicas, que se você se estimular do jeito errado, a dopamina cai no lugar errado e você não consegue de jeito nenhum fazer o que você quer, você se impede.
E eu também estou falando disso. Então, o aspecto mais importante é recordar que a dopamina ela causa prazer, ela causa motivação, ela causa vontade de se mexer, vontade de se mover em prol daquela coisa, desde que você tenha sabido se planejar para aquela coisa. Ou seja, o seu planejamento libera dopamina ou libera dopamina no lugar certo ou libera no lugar errado.
Planejar-se se xingando é um excelente jeito de se distanciar. Por quê? Você pode chegar a ligar zonas cerebrais de dor fazendo isso.
E isso facilmente explica o que eu tô falando agora. Você ter veneração por um assunto, por um comportamento. Você achar lindo quem faz, você lembrar que você pode fazer, que você tem horário, que você tem dinheiro, que você tem disposição, que você tem o curso.
Só que você não consegue se aproximar desse treco de jeito nenhum. provavelmente ou porque você não se organizou ou porque você se organizou de uma maneira que você jogou dopamina no lugar errado e a gente já vai explorar esses lugares daqui a pouco e aprender do jeito certo. Mário, mas esa aí então beleza.
Dopamina é importante. Eu quero produzir dopamina. Que que eu faço para produzir dopamina?
Existem alimentos que viabilizam isso, como o chocolate, 50% cacau ou mais. O café pode fazer isso. Morangos diariamente, diariamente podem fazer isso.
Só que adianta você produzir dopamina, fabricar e não liberar? Não adianta nada. Adianta liberar no lugar errado?
Não adianta nada. Então, Mário, qual que é o jeito mais seguro de fazer? É o comportamento.
É por isso que este primeiro mês está tratando o comportamento. Mário, você tá falando que o jeito que eu penso uma coisa ou que eu tô fazendo com o meu braço, carregar alguma coisa, pensar, faz a dopamina parar de cair aqui, cair aqui. Aham.
É isso mesmo. É isso mesmo. Não é uma doutrina, não é uma teoria.
está mais do que estabelecido que o que melhor produz alguns hormônios ou até neurotransmissores e convenientemente fazem ele cair no lugar certo para que você consiga fazer ou deixar de fazer aquilo que você quer é o seu comportamento. Você pode emular sintomas de TDAH, de depressão, só porque você tá pensando errado. É depressão, é TDH, não.
Mas temporariamente, quando você tá pensando aquilo, você fica num estado igualzinho. E se você repete esse comportamento, já que você não sabia disso, você repete esse comportamento vários dias seguidos, TDAH você não vai ter, só que você vai conseguir produzir em si uma ansiedade tão galopante, tão alcinante, que você não vai conseguir sair dela depois e vai começar a ter medo de sonhar, ter medo de se dedicar, ter medo de planejar, você vai ver que as coisas não dão certo. E quanto mais ansioso você fica hoje, mais ansioso você vai ficar depois, porque você tá treinando amídala para produzir mais ansiedade, ver problema onde não tem.
Nomear os problemas equivocadamente, como está disposto aqui na lousa, faz você desligar o córtex préfrontal, a sua inteligência, raciocínio, ligar a memória no seu na sua pior função possível e pensar um monte de merda no momento em que você tinha que pensar só que você tinha que estudar inglês. Você traz uma nuvem de outros pensamentos ao mesmo tempo, porque você já inibiu o corte préfrontal e acaba aprendendo através da prática árdua, de um treinamento, um treinamento específico e incansável que você fez de produzir sensações terríveis no momento em que você pensa que você deveria fazer uma coisa que você gosta e assim você vai se afastando dela. Bom, eu não quero ficar redundante, então vamos analisar isso aqui, ó.
Quando, por exemplo, em qualquer momento do seu dia, você pensa, sei lá, você tá mexendo em alguma coisa e aí o o troço cai, aí quebra e você lembra que três dias antes tinha quebrado outra coisa, você pensa: "Isso aqui só acontece comigo". Não é verdade. Qual que é o fato?
O fato é que caiu. Qual que é a realidade? Eu vou ter o trabalho de colocar no lugar de novo.
Se você lembrar de descrever assim, você passa ileso. Só que se você pensar em isso aqui só acontece comigo, já começa a dar uma certa ansiedade, porque isso aqui é uma janela para você começar a pensar várias outras merdas que você em algum momento pensou também que só acontecia com você. Então você para de fazer o que você tava fazendo.
Ao invés de pegar aquilo que caiu e consertar e colocar no lugar de novo, você começa a lembrar várias outras merdas. E você pode fazer isso aqui também nesse momento, porque você pensa que tinha que estudar inglês. Então você está fazendo o quê?
Treinando zonas cerebrais de dor, de afastamento, que nos próximos dias, se você quiser ficar bem, a melhor coisa que você tem para fazer é esquecer de estudar inglês. Ou melhor, nem pensar nesse assunto. Esquece ele.
Fica fácil através dos meses você se convencer de que você não deve mais. Ou se convenceu e se afastando sem perceber daquela coisa que você deveria. pegue os seus planos agora de fevereiro, março de 2025 e compare com seus planos de 2024.
Talvez sejam completamente diferente. Já desistiu de um monte de coisa. Entre fevereiro do ano passado e hoje você já pensou várias outras coisas interessantes, até mais interessantes do que aquelas.
Já desistiu também, fez dois dias, largou. Só que você quando diz uma coisa dessa, só acontece comigo. Cara, mas que que tá vendo comigo, cara?
Eu sou muito preguiçoso. Eu não, eu não sei, eu não sei explicar. Não, não existe preguiça em análise do comportamento, ou seja, na matéria que eu quero ensinar para vocês, para que vocês comecem a fazer aquilo que vocês desejam, da maneira como vocês desejam.
Termos como preguiçoso, procrastinação, meu filho está desobediente, coisas que não descrevem comportamentos concretos não te aproximam daquilo que você quer fazer. São quase que xingamentos. Isso em análise do comportamento tem o nome de reificação, tá?
O sujeito chega na minha clínica para se tratar e eu pergunto: "O que que aconteceu? Que que tá acontecendo? " Ele fala: "Eu tô tristonho, ele não tá me informando nada.
Eu não penso, será que ele tá com depressão? Será? Eu nem sei que comportamento que ele tá falando.
Quantas vezes por dia ele fica tristonho ao dia inteiro? É só quando ele pensa na mulher que largou dele faz dois dias, ele fica tristonho. Qualquer coisa que ele pensa, deixa ele tristonho.
Eu tenho que saber a frequência, tenho que saber o que que ele tá chamando de tristonho, o que é que ele sente. Isso são comportamentos. pensar também é um comportamento.
Ou seja, se eu quero deixar essa pessoa menos tristonha, eu tenho que saber o que é que ela está fazendo, qual comportamento ainda que mental ela está fazendo para ter o seu corpo, a sua mente, o seu pensamento entristecido. A tristeza não é uma coisa. A preguiça não é uma coisa, não é um comportamento, não é nem um fenômeno, é uma análise, é um apelido que você dá, é um conjunto de sintomas, um conjunto de situações, ponto zip.
Que por que que o cara tá falando que ele é preguiçoso? Porque ele levanta meia hora depois, às vezes porque ele não estuda inglês e porque ele não é todo dia que ele molha as plantas. né?
Aí ele vai falar que ele é preguiçoso e o resto das coisas tá fazendo tudo. Aí que vem uma pesquisa interessante, porque que a pessoa ela quer estudar inglês, ela quer rezar o terço diariamente, ela não consegue de jeito nenhum manter esse rezar o terço, manter esse comportamento. Ela não consegue de jeito nenhum.
Mas como é que ela já mantém tantos outros que são mais difíceis, mais complexos? Ela tá fazendo há anos e nunca parou porque aqueles comportamentos já foram devidamente reforçados. Ela reforçou, só que ela não sabia o que era isso, porque ela não, ela não tinha estudado ainda análise do comportamento.
Qualquer comportamento que virou hábito, qualquer comportamento que você tem, ainda que seja uma vez, ainda que hoje você estude inglês e depois não estud nunca mais, você só estudou inglês hoje porque houve reforçamento para que você fizesse, porque essa ideia passou pela cabeça, você tava numa maré boa, porque você tava vendo um seriado e você achou bait interessante, foi pesquisar uma palavra e aí veio outra informação junto no Google Tradutor e p deixa eu ver isso aqui. Caramba. e você ficou brincando com aquilo, mas você pode ter feito um milhão de coisas que te reforçaram a fazer esse comportamento hoje de estudar inglês, mas com certeza não foi isso que você fez, porque se você tivesse feito isso, você não teria estudado.
Em contrapartida, provavelmente é isso que você, meu aluno, está fazendo todos os dias, achando que tá descrevendo o que você tá fazendo. Pois está, você tá se xingando, você está criando, você tá misturando outros problemas que às vezes nem existem ou às vezes existem, mas não tem nada a ver com isso da inglês. Você tá lembrando de um problema no momento em que você estava pensando outro e você mistura os dois.
E a resposta nervosa que você vai ter dessa mistura é uma ansiedade maior. E se você tem uma ansiedade maior hoje, amanhã você não quer pensar nesse assunto de novo. Porque só de começar a pensar nele, só de ver o pedacinho do rabo do do pensamento aparecendo, você já foge dele, porque ele vai causar uma desmotivação grande.
Talvez ele vai deixar o seu ombro duro, vai te deixar com vómito, preocupado, pensando mais merda ainda. Causa tanto mal, tanto mal, que você para de pensar naquela coisa que tá te causando mal. E algumas horas depois você vai lembrar que além de não tá fazendo, você não tá nem pensando mais na coisa, não é?
Muito louco isso aí. Por qual razão você tá sofrendo tudo isso? Porque você tem que estudar inglês e porque você tem que rezar o terço.
Ora, os comportamentos têm que ser muito bem definidos. Ao longo desta aula e das próximas e do exercício que eu vou deixar para vocês em papel, que eu vou pedir para vocês estarem prontos a corresponder com ele, vocês vão aprender a criar com o comportamento, criar dopamina e lançá-la no lugar correto, ao mesmo tempo que vocês já estão aprendendo o que você não deve fazer para tentar produzir um comportamento. Se xingar ou colocar apelidos não é análise.
Ah, mas eu acho que eu tô que eu sou preguiçoso. Você quer dizer que eu não sou, Mário? Não quero nem dizer nem que você é, nem que você não é.
A análise do comportamento, ela não trata de catalogar traços de personalidade, é de apelidar alguém, porque além disso, não ser científico, não, não, não ter fundamento, ser só uma análise humana, não leva a lugar nenhum. Se você quer reforçar um comportamento, você quer, por exemplo, você quer estudar inglês, você não quer deixar de ser preguiçoso, até porque ser, deixar de ser preguiçoso não existe. Mário, você tá dizendo que preguiça não tem cura?
Não, eu estou dizendo que quando você fala que você é preguiçoso, no mesmo momento que você diz isso, você está falando que não está correspondendo com vários comportamentos que você deveria ter, com várias atividades. Se você não eleger uma dessas atividades e se preparar para fazer essa e esse comportamento, provavelmente você não vai fazer, a menos que você seja obrigado, que alguém te bata ou que alguém te dê um dinheiro assim de súbito para você. vai e você vai e faz, depois você para de novo, porque você não soube se reforçar.
Então, na verdade, o que que seria deixar de ser preguiçoso? Começar a cometer os comportamentos que você deveria estar fazendo. Só que a gente pode analisar vários comportamentos ao mesmo tempo?
Não, a gente vai analisar um. Então, eu quero saber o que é que você quer fazer, estudar em inglês ou é rezar o terço? A gente não vai trabalhar os dois ao mesmo tempo.
A gente vai trabalhar de que modo você se prepara para fazer um comportamento. Aí quando você aprende isso, você faz isoladamente para um, isoladamente pro outro, com o com as explicações que eu tô te dando e com o material que você vai usar. O fato de você não ter focado no comportamento que você quer, mas talvez ter usado termos, né, reificações, ah, é preguiça, é má disposição, é não sei o quê, não sei o quê.
fez você entender que o seu problema é a preguiça e não, olha que engraçado, você se convence que você é preguiçoso, ao invés de se convencer que você tinha que apostar todas as suas fichas naquele comportamento que você quer. Então, quando você tá começando a pensar no comportamento que você quer, você lembra que você é preguiçoso. Isso aqui já ativa uma zona cerebral que tira completamente o foco disso aqui e faz você virar aqui é o comportamento.
tá vislumbrando ele. Quando você lembra que você é preguiçoso, você vira sua cara para cá e começa a ver, olha, tá vendo? Você tá querendo fazer isso, né?
Mas olha o tanto de coisa que você não fez. E isso faz você ter um uma kumixu moicutico na hora de fazer o comportamento, que fica desesperado porque você não sabe qual você faz primeiro. Aí você até elege um: "Nossa, então hoje eu vou varrer a casa.
É verdade. Não vou deixar pra minha esposa. Hoje quem vai varrer a casa sou eu.
Aí você pensa assim, sem nem perceber. Eu tô descrevendo comportamentos que acontecem em flash na mente e vocês estão reconhecendo o que eu tô falando. Tenho certeza.
Então é verdade, eu tenho que varrer, vou varrer. Aí vem o pensamento que diz assim: "Só que, cara, isso aqui vai curar a minha preguiça, vai deixar de ser um vadiio como eu sou? Qual que é o qual que é o benefício de varrer a casa?
" Tá, tem um benefício, mas isso aqui é duradouro. E por que que eu vou pensar em fazer isso sendo que sequer eu rezei? Sequer eu lavei a minha roupa, sequer eu fui no banco hoje pagar a conta.
Aí você lembra de outras que você não fez e pum, de novo, você ativa aquela zona cerebral que te impede de fazer aquilo que você estava pensando. Ou seja, você vai pensando no que você tem que fazer. Em princípio, você tá fazendo o que eu digo para você que é certo, só que você fica se distraindo várias e várias vezes consecutivas, transformando o ato de se preparar para fazer o que você quer em um verdadeiro inferno.
Você pode passar 30 dias fazendo isso aqui, não todos os dias. Por que não todos os dias, Mário? Porque você faz isso num dia, faz isso no segundo, no terceiro, para nem passar por isso aqui, você já arruma outra coisa prazerosa para fazer ficar no Instagram.
É porque você ama? É porque o Instagram tá maravilhoso. Não é porque fazer isso é mais confortável e te dá sensação de estar fazendo alguma coisa do que ficar parado num canto pensando que você tinha para fazer e desesperado, pensando em várias ao mesmo tempo e sem fazer nenhuma.
Até eu concordo. Olhar uma bunda balançando no Instagram causa mais sensação de estar fazendo alguma coisa do que pensar em varrer a casa. Porque você treinou de fato o seu encéfalo a disparar muitos pensamentos ao mesmo tempo.
E esse é o problema das reificações. Sou preguiçoso, tinha que fazer tanta coisa. Meu Deus, olha a quantidade de coisa que eu tenho para fazer.
Não, esse tipo de coisa às vezes você se xinga para ver se você acorda, né? Vou me xingar para Não, não funciona. Porque você não reforça o seu pensamento, não reforça o comportamento, nem mesmo o ato de de pensar sobre o que você tem que fazer.
Ah, você tem alguma pergunta por agora? Eu não sei se aqui noy existe espaço para perguntas, mas o que vocês colocarem eu já vou respondendo, se é que tem. Se não, deixo paraa nossa live, tá?