Olá, amigos e amigas do saber. Neste episódio de hoje, vamos falar sobre ética. Queremos investigar se o que caracteriza uma ação como moralmente correta são as suas consequências ou simples cumprimento do dever por ele próprio, sem nenhuma expectativa quanto aos desdobramentos de nossas ações.
A ideia para este episódio surgiu de uma frase problemática que li esta semana, é que como parte das comemorações dos 80 anos da libertação do campo de concentração de Auschwitz, o CEO de uma grande multinacional alemã fez um pronunciamento em que reafirmava seu compromisso com uma sociedade democrática, sobretudo pelo fato de esta empresa ter feito uso de trabalho forçado na Segunda Guerra. mundial. Agora, o problema foi sua afirmação de que devemos ser tolerantes, porque isso é melhor para a prosperidade econômica.
Tenho certeza que ele não pensou bem na formulação de seu pensamento. Aos ouvidos de todos aqueles que possuem uma educação filosófica básica, colocar um porquê em qualquer imperativo moral suscita grandes problemas. Então, devemos tolerar outras pessoas, costumes, valores e princípios pelas consequências econômicas que isso pode ter em nossa sociedade.
O que aconteceria então se chegássemos à conclusão de que seríamos mais prósperos através do trabalho forçado? Abandonaremos então a tolerância a fim de alcançar aquele verdadeiro valor supremo de toda a empresa no capitalismo, a saber, o lucro? Vamos apresentar neste episódio duas perspectivas éticas para orientar nossa reflexão, a utilitarista e a cantiana.
Veremos que para os utilitaristas o que realmente importa são as consequências de nossas ações. Enquanto que para Emanuel Kant, os desdobramentos de nossos atos não devem ser levados em consideração para decidir o que é correto ou não. E ao final falaremos também sobre alguns problemas da moral religiosa.
Então vamos lá, acompanhe. [Música] Antes de iniciar, eu gostaria, em primeiro lugar, de agradecer a todos os nossos apoiadores. O podcast Filosofia Vermelha é um oferecimento de todos os que contribuem mensalmente com este trabalho através da plataforma Apoia-se.
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Refletir para viver melhor. A filosofia pode nos ajudar a viver de maneira mais satisfatória. Muitos dos problemas pelos quais passamos têm origem em nossos pensamentos, de modo que enxergar a realidade sem erros e ilusões pode nos poupar muito sofrimento.
Nossos tempos precisam de filosofia cada vez mais. Vivemos hoje na chamada sociedade do terapismo, na qual questões meramente existenciais são tratadas como casos patológicos e onde psiquiatras são questionados sobre o sentido da vida. Mas veja, nem todo sofrimento é doença, de modo que, em muitos casos, o auxílio de um filósofo é mais adequado do que o de um médico.
Há doenças que, de fato, provocam dores físicas, mas há dores da alma que não são oriundas de nenhuma enfermidade, mas simplesmente de nossa condição humana. É um erro tratar qualquer sofrimento como patológico. O nosso principal objetivo com este novo curso é apresentar reflexões que lhe ajudem a encarar diversas situações de sua vida de uma outra perspectiva, levando você a um exame profundo, não apenas de sua própria alma, no sentido grego da palavra psiquê, mas também de seu lugar no mundo e de suas relações com os outros.
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Voltemos então ao nosso tema, o agir moral. Vamos falar inicialmente sobre a ética utilitarista, né? Lembrando que nós vamos falar sobre o utilitarismo, depois sobre a moral cantiana e depois faremos alguns comentários sobre a moral religiosa.
Comecemos então pela ética utilitarista e vamos ver se de fato o que caracteriza uma ação como moralmente correta são as suas consequências ou talvez outra coisa. O utilitarismo é a teoria ética de grande parte dos sistemas econômicos e políticos de hoje. Enquanto uma doutrina, o utilitarismo vai tentar orientar a vida em sociedade, fornecendo critérios sobre o que fazer, o que admirar ou então como viver.
E isso tendo sempre em vista a maximização da felicidade. A versão clássica do utilitarismo pode ser resumida em três proposições. Primeiro, as ações devem ser julgadas, certas ou erradas, unicamente em virtude de suas consequências.
Vejam, é o tema deste episódio. O que importa são as consequências. Este é o primeiro ponto do utilitarismo, hein?
As ações devem ser julgadas certas ou erradas. em virtude de suas consequências. Segundo ponto, ao avaliar as consequências, a única coisa que importa é a quantidade de felicidade ou infelicidade gerada.
E terceiro ponto, a felicidade de cada pessoa conta como igual. Mas vamos analisar criticamente estes três aspectos do utilitarismo. Vejam o princípio de que as consequências são tudo o que importa.
é um dos principais pontos de objeção ao utilitarismo. E esta crítica vai considerar três aspectos: a justiça, os direitos e também considerações por razões do passado. Então vamos lá.
O primeiro ponto, a justiça. A justiça, em primeiro lugar, porque a versão clássica do utilitarismo leva a situações em que cometer uma injustiça é moralmente justificável. como, por exemplo, condenar uma pessoa inocente para trazer felicidade a um número maior de pessoas.
Agora, o segundo ponto de crítica ao utilitarismo que mencionamos são os direitos. Os direitos pelo fato de mostrar que a violação a alguns direitos individuais básicos também pode ser moralmente justificável se esse ato trouxer felicidade a um número maior de indivíduos. Na idade média era muito comum este tipo de situação.
Devido ao mau tempo ou uma má colheita, buscava-se um culpado. E geralmente este culpado era uma pobre mulher velha e ela era acusada de bruxaria e condenada e queimada em uma fogueira. E com isso a multidão estava satisfeita.
Agora, será que nós poderemos dizer que as consequências desta ação, isso é, o aumento da felicidade da maioria, justifica este ato? e a consideração por razões do passado. O terceiro ponto, isso pelo fato de que o utilitarismo sempre olha para o futuro.
E dessa maneira, promessas que fizemos no passado poderiam ser quebradas se nós acharmos que o não cumprimento dessas promessas trará melhores resultados no por vir. Vejam então que parece problemática também essa ênfase na felicidade como a única coisa que importa. Dizer que algo é bom mesmo que dizer que algo é correto, tá?
É uma diferença. Algo ser bom mesmo que dizer que algo é correto. A amizade, por exemplo, é uma relação avaliada em si mesma e nos traz felicidade porque é boa, não sendo considerada boa porque nos traz felicidade.
Agora, o terceiro princípio do utilitarismo, como formulamos inicialmente, isso é: a felicidade de cada pessoa conta como igual, equivale a dizer que todos devem ser tratados igualmente. Isso mostraria que o utilitarismo nos pede para simplesmente abandonar a amizade e outras formas de relacionamentos especiais que possuímos hoje. que o tratamento e os esforços que dispensamos a nossos amigos e familiares não são os mesmos a quem nos é desconhecido.
Então, tratar todos igualmente estaria dessa forma, em desacordo com o senso comum de que não devemos tratar todos da mesma maneira, porque o mundo não funciona assim. Nós deveríamos, por exemplo, lamentar o falecimento de um completo desconhecido com a mesma intensidade que o faríamos na morte de um amigo. E a gente sabe que na realidade isso não acontece.
Mas não pense que com esta crítica o utilitarismo está acabado, porque novas versões do utilitarismo tentam responder a todas essas objeções. A primeira linha de defesa, por exemplo, afirma que exemplos exagerados que quase nunca acontecem no mundo real são de pouca relevância para refutar o utilitarismo. A segunda linha de defesa afirma que o princípio de utilidade é um guia para escolher regras e não atos individuais.
E essa nova forma de utilitarismo é chamada então de utilitarismo de regras, em contraste com o utilitarismo de atos. Então, dessa maneira, cada ato deve ser pensado a partir de um conjunto de regras e não de consequências para aquele indivíduo no momento do ato. E a terceira linha de defesa vai dizer que o senso comum não é uma fonte segura de avaliação de nossos critérios morais.
E talvez seja este o argumento mais forte em defesa do utilitarismo. Porque, vejam bem, várias críticas ao utilitarismo partem justamente do senso comum. Essas críticas afirmam basicamente que algumas ações que para o utilitarismo são justificáveis estariam em pleno desacordo com o conjunto de crenças do chamado man on the street, né, do do homem comum, o zé da esquina.
Então, a questão é que o senso como, no entanto, ele é determinado culturalmente. E basta lembrar que em determinadas sociedades e épocas era parte do senso comum daquele tight guist que uma pessoa branca se considerasse superior a uma negra, por exemplo. Mesmo hoje, pode ser que o homem comum acredite em absurdos análogos a este, justamente por determinações culturais que só no futuro se tornarão mais claras.
Aristóteles afirmou em sua obra Ética Anicôac mesmo grau de certeza. Discussões éticas não são um assunto que admite tanta precisão quanto aritmética, por exemplo. De modo que as linhas gerais do debate sobre o utilitarismo aqui, as boçadas comprovam mais uma vez esta observação de Aristóteles.
Diversas ações consideradas morais em uma perspectiva utilitarista são também aprovadas pelo senso comum, o qual, no entanto, não estaria disposto a levar às últimas consequências os fundamentos do utilitarismo. É por isso que é altamente questionável se o senso comum deve ser levado em conta para criticar ou estabelecer padrões éticos. Antes de prosseguir com a teoria ética de Emanuel Kant, nós faremos agora a nossa clássica pausa musical, a fim de que você absorva melhor o conteúdo exposto até agora e também revigore a concentração para o restante do episódio.
Você ouvirá um trecho da Sonata número 5 em Dó Menor, Opus 10 número 1, de Ludvig Van Beethoven. Ovve nasceu no ano de 1770 em Bom, na Alemanha e faleceu em 1827 em Viena, na Áustria. Enquanto você aprecia essa música, eu gostaria de pedir mais uma vez que você avalie o nosso podcast com cinco estrelas no Spotify ou em qualquer outra plataforma através da qual você está nos ouvindo.
Isso não dura nem 10 segundos e dessa forma você contribui com este trabalho e nos ajuda a chegar a mais pessoas. [Música] Caso você tem interesse em conhecer melhor as músicas que tocamos aqui nos intervalos dos episódios, basta procurar pela playlist Clássicas Filosofia Vermelha no Spotify. Em nosso perfil, na terceira aba no Spotify, há um link direto para esta playlist.
Voltemos então ao nosso tema, o agir moral. Vamos falar agora sobre Emanuel Kant, para quem as consequências de nossas ações não incidem sobre sua moralidade, o contrário do que o utilitarismo afirma. Nós veremos inicialmente porque apenas nós, humanos, somos agentes morais e depois falaremos sobre o famoso categórico imperativo, através do qual podemos testar a moralidade de determinada ação.
Emanuel Kant afirma que só faz sentido falar em moralidade se pressupormos que somos livres, que podemos escolher nossas ações. É por isso que no reino animal nós não imputamos moralidade à forma como os bichos agem. Imaginemos, por exemplo, duas aranhas copulando.
Após o ato de cópula, a fêmea percebe então que não tem mais necessidade do macho e que também está com fome. Ela então o mata, o desmembra e o come. Nós achamos isso terrível, mas consideramos que é apenas como o mundo animal funciona.
Agora, imaginemos uma cena semelhante, mas com seres humanos. Depois do ato sexual, uma mulher percebe que não precisa mais do homem, o mata, esquarteja e o come. Neste caso, trata-se de um crime e julgamos de forma diferente do caso das aranhas.
Isso se dá porque consideramos que os seres humanos são livres e eles podem escolher como agir, ao contrário dos animais que apenas seguem seus instintos. Em sua obra crítica da razão pura, Emanuel Kant demonstrou que nós não podemos saber se o determinismo é verdadeiro. E esta ignorância, esse não saber, abre a possibilidade para que possamos acreditar que somos livres.
e sua obra seguinte, a crítica da razão prática, vai partir deste resultado. Kant também não concorda com o filósofo escocês David Hum, quando este afirma que a razão é apenas escrava das paixões. E por isso, o filósofo alemão quer demonstrar que a razão é capaz de estabelecer objetivos e nos dar a motivação necessária para alcançá-los.
Kant afirma que duas características fundamentais de uma ação moral são as intenções e os motivos que determinam a vontade do agente. As consequências de uma ação são irrelevantes para apreciação da moralidade daquela ação. De modo que a perspectiva utilitarista, por exemplo, partiria de um erro fundamental na visão de Kante.
O valor moral de uma ação depende unicamente daquelas características pelas quais somos responsáveis. E essas seriam as nossas máximas e os nossos princípios. As máximas são os princípios intencionais pelos quais guiamos nossas ações.
E os princípios são as razões que temos para adotar estes princípios. Um princípio intencional só pode se tornar uma lei moral. No entanto, se for universal, e uma lei só pode ter validade se for universal se servir para todo mundo e não apenas para mim.
Então, a universalidade ou a moralidade de uma máxima deve então ter a seguinte forma: eu nunca devo proceder de outra forma, como se eu também quisesse que a minha máxima se tornasse uma lei geral. Então, vejam só o que isso quer dizer. quer dizer que eu devo agir de tal modo que eu queira que todos também ajam assim como eu.
Eu não posso abrir uma exceção para mim mesmo. Um exemplo clássico deste princípio se encontra na questão da mentira. Imagine que uma pessoa bata a sua porta fugindo de um assassino.
Aí você dá abrigo a essa pessoa e ela lhe pede para não contar ao assassino que está escondida. ali, porque se ela for encontrada, o assassino a matará. Então, vejam, você está escondendo um fugitivo e esse fugitivo lhe pede: "Olha, se o assassino bater na porta da sua casa e perguntar se eu estou aqui, por favor, diga a ele que eu não estou, porque se ele souber que eu estou aqui, ele vai entrar, vai invadir e vai me matar".
Então, o que fazer neste caso? A maioria de nós diria que nós devemos contar uma mentira. a um assassino para salvar uma vida, mas não para Kant.
Este é um exemplo polêmico do pensamento moral de Kante. Ele afirma que nós devemos agir tendo como motivo unicamente aquilo que é certo, porque as consequências de nossos atos não nos pertencem, não estão sobrole. Nós não devemos nunca mentir, porque se a mentira fosse universalizada, ninguém jamais esperaria que os outros dissessem a verdade e as próprias mentiras perderiam sua efetividade.
Não faria mais sentido mentir. Contar uma mentira para alcançar os meus fins significa abrir uma exceção para mim mesmo, o que é a pedra de toque da moralidade. Então, mentir é errado em qualquer circunstância, segundo o Kante.
Agora, o agir moral, além disso, não deve visar nenhum prêmio, nenhum resultado. Por isso, é importante salientar duas coisas em relação ao pensamento moral de Kante. Deus não pode ser o legislador moral ou aquele que nos dá as regras.
O sujeito deve produzir suas próprias leis de acordo com a razão, o que nós chamamos de autonomia. Se outra pessoa cria as regras para nós, isso é chamado de heteronomia, que é o contrário da autonomia. E outra questão importante diz respeito à espera de uma recompensa.
Segundo Kant, é imoral agir de forma certa, tendo como motivação uma recompensa, como ir para o céu, por exemplo. A única motivação para o agir moral deve ser a própria moralidade. Se uma pessoa religiosa, portanto, age moralmente apenas para ganhar um pedaço de terra no paraíso, esta pessoa não está agindo moralmente.
Outro filósofo que desenvolve mais esta questão sobre religião e ética é o inglês Bernard Williams. Vejam, uma das principais complexidades da discussão moral reside no problema de sua fundamentação. Em um mundo relativista como o nosso hoje, o mundo líquido e pós-moderno, é cada vez mais difícil generalizar perspectivas baseadas em crenças específicas.
Se uma moral é fundamentada em uma religião particular, mas um outro grupo não compartilha dessa crença dessa religião, essa doutrina da religião não tem relevância alguma para a outra comunidade. As doutrinas morais religiosas vêm se tornando, por essa razão, cada vez mais localizadas, perdendo o caráter absoluto que possuíam séculos atrás. Nós podemos categorizar as diversas perspectivas morais de maneira bem ampla e simplificada em dois grandes grupos.
Primeiro, aquelas doutrinas que recorrem a livros sagrados como fundamento. E segundo, aquelas doutrinas que não inserem Deus na discussão, buscando fundamentar a moral de forma imanente neste mundo. A moral religiosa parece simples, porque ela vai dizer basicamente que Deus é o legislador moral, aquele que nos dá as regras para as nossas ações e que nós devemos apenas obedecer aos mandamentos divinos.
Agora, essa perspectiva apresenta inúmeras dificuldades. Os religiosos costumam afirmar que se Deus não for acrescentado à discussão moral, então nada fundamenta a moralidade. Portanto, nenhuma outra perspectiva, a não ser a deles, pode ser universalizada.
Então, essa argumentação consiste em explicar a finalidade do ser humano por meio de estruturas transcendentais. Isso é o que o homem deve fazer e como deve ser neste mundo. Porque já que o homem é criado por Deus, então Deus teria certas expectativas em relação à sua criatura.
Agora surge aqui um primeiro problema. Quais características de Deus justificam o nosso dever de satisfazer as suas expectativas? Seria o poder de Deus?
Isso é discutível porque, por analogia, nós temos exemplos de pais humanos e reis governantes que não devem ser obedecidos. Então isso não constitui critério adequado, né? A questão do poder.
Agora, seria então pelo infinito poder ou por ter criado tudo que existe? Mas vejam, poder ou domínio infinito não parece mais dignos de obediência do que simplesmente poder. Agora, seria então pelo fato de Deus ser bom?
Não, também não, porque essa qualificação de bom já envolve uma valoração. E essa valoração deveria ser, na verdade, a conclusão e não a premissa do apelo a Deus. Essas objeções têm sido utilizadas por diversos filósofos contra a ideia puralmente dedutiva e a priori de que devemos cultivar um determinado tipo de vida por sermos criaturas de Deus.
E Bernard Williams afirma que mesmo que Deus exista, isso não faz nenhuma diferença na reflexão moral. Porque vejam, os motivos para obedecer a Deus, para cumprir seus mandamentos, são morais ou não. Mas se o indivíduo já está munido de motivações morais, a inserção de Deus nada acrescenta e se suas motivações não são morais, então elas não podem levar adequadamente à moralidade, porque serão motivos de prudência, que em sua forma mais simplificada é como nos sermões de padres e pastores e configuram-se num tipo de convencimento moral de baculum, como a ameaça do inferno, por exemplo.
Esse termo que eu citei agora, adulum, vem do latim e significa apelo ao porrete. Isso é quando você diz que alguém deve fazer alguma coisa, que alguém deve concordar com seu argumento, porque senão as consequências serão desagradáveis. Como, por exemplo, eu vou te dar uma bofetada ou você vai para o inferno depois que morrer.
Então, nenhuma ação moral motivada por prudência pode ser uma ação moral genuína. Ação moral deve ser motivada pelo que é moralmente certo e nada mais. Qualquer apelo a Deus nesse encadeamento, nada acrescenta, ou se o faz, acrescenta os dados errados.
O problema da moralidade religiosa, segundo o Bernard Williams, não reside no fato de a moralidade ser inescapavelmente pura, mas sim no fato de a religião ser incuravelmente ininteligível. Então, qual a sua opinião sobre as perspectivas utilitarista e a cantiana? Você acha que uma ação deve ser considerada moralmente correta devido às suas consequências, como afirma o utilitarismo?
Ou você concorda com Kant, o qual afirma que o dever deve ser cumprido tendo em vista apenas a si próprio? No caso específico com que abrimos este episódio, você concorda com o CEO desta grande empresa e acha que nós devemos ser tolerantes? Por que isso promove prosperidade econômica?
Ou pelo contrário, nós devemos ser tolerantes, mesmo que isso não seja o melhor para a economia. E lembrando mais uma vez, inscreva-se em nosso curso Filosofia para a Vida, refletir para Viver Melhor. O link está na descrição deste episódio e também em nosso site www.
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com. Um grande abraço e até o próximo.