Olá, acadêmico! Estamos na Unidade 1, Tópico 1. Vamos iniciar nossa disciplina percorrendo os principais períodos históricos para apresentar a vocês a evolução existente na teoria da contabilidade.
Essa ciência teve seu início no período primitivo, o qual compreende o período mais longo da história, por volta de 3 milhões de anos atrás – mais precisamente, cerca de 5 a. C. , nos períodos paleolítico e neolítico.
Período Paleolítico: conhecido como o período da idade da pedra lascada, foi quando os grupos humanos começaram a utilizar, no seu dia a dia, utensílios como chifres de animais ou rochas pontiagudas para desenvolver caça e se proteger de outros nômades. Período Neolítico: esse período (nova idade da pedra e idade da pedra polida) começa a favorecer o homem em virtude do clima, que criou condições favoráveis para homens e animais, formação de rios, desertos e florestas tropicais, possibilitando maior contato do homem com a natureza. A relação com a contabilidade: nesse período, ainda não existia escrita e tudo era rudimentar.
Pensando nisso, o homem precisava se orientar, saber onde caçar, onde se esconder e onde encontrar alimento, criando, assim, sua linguagem própria, por meio de desenhos e marcações em grutas e rochas. Desde os povos mais primitivos, a contabilidade já existia em função da necessidade de registrar para controlar, medir e preservar o patrimônio familiar, até mesmo em função de trocar bens para maior satisfação das necessidades pessoais. A sociedade mesopotâmica era dividida em chefes religiosos, sacerdotes, comerciantes ricos, proprietários, a população livre e escravos.
Nesse cenário, a arrecadação de impostos e obras públicas, o trabalho coletivo e o intenso comércio foram importantes fatos para o desenvolvimento da escrita, da matemática, do calendário, das leis e dos padrões monetários de pesos e medidas. Os egípcios deram passos importantes, como o uso do papiro, papel feito de folhas de planta papiro. Nessa evolução, o papel do responsável pela escrituração contábil foi se tornando cada vez mais importante.
Os contadores eram profissionais altamente respeitados. Creta: por ser uma cidade histórica, boa parte do material encontrado é de elementos contábeis. Foram encontradas evidências da existência de tábulas contábeis, peças de mármore nas quais eram publicados os balanços e colocados em praça pública.
As contas de mesma natureza tinham tábuas ligadas por cordões, representando, assim, o que conhecemos hoje como razão contábil. Denota-se, nesse período, a preocupação com a qualidade contábil. Na Ilha de Creta, foram descobertos registros contábeis na forma de cabo de argila.
Por intermédio dos registros contábeis encontrados naquela ilha, verificou-se que seu apogeu agrícola e industrial ocorreu entre 2100 e 1580 a. C. O estado controlava toda a produção por meio dos registros contábeis – é o que nos diz Schmidt (2002, p.
22). Grécia: as atividades comerciais e bancárias eram intensas na Grécia e contribuíram para a melhoria da escrita contábil, que contava com o livro de registro Gramata. Em relação à divulgação das informações, a contabilidade do Estado era gravada em lápides de mármore, expostas em praça, para que todos pudessem ter conhecimento das entradas e saídas de dinheiro.
Roma: na era romana, a contabilidade obteve uma evolução na mesma proporção que a evolução da civilização romana e pode ser considerada como de excelente qualidade, superior a épocas e civilizações antecedentes. Com a queda do império romano, não se perdeu o que se havia conquistado em relação à contabilidade, mas a diminuição da riqueza do Ocidente oportunizou ao mundo árabe a possibilidade de grandes contribuições no campo da contabilidade. Período Lógico Racional: período compreendido entre a Idade Média no Ocidente.
A influência das matemáticas, o fato de a escrita contábil estar atada ao cálculo desde seus primeiros tempos e de ter sido identificado seu ensino nas escolas e matemática. . .
Tudo isso nos faz aceitar a força da mente lógica como geradora do processo de partidas dobradas. Em 1202, Leonardo Fibonacci escreve o livro “Liber Abaci”, que influencia a contabilidade, a matemática e o comércio, contribuindo para o amadurecimento das partidas dobradas. Período da literatura: o grande acontecimento desse período foi a edição do livro do Frei Luca Pacioli em 1494, cujo mérito de suas consequências para a literatura está no fato de ter sido impresso e, dessa forma, proporcionar disseminação do conhecimento com a maior velocidade.
Neste livro, muitos são os aspectos comerciais destacados. São feitos aconselhamentos sobre a gestão, evidências práticas já bem amadurecidas e procedimentos pertinentes. Período pré-científico: ao longo da história contábil, desde a Pré-História até aproximadamente o século 16, a importância sempre foi em relação à escrita contábil, e, como personagem principal, temos a conta.
Nesse sentido, desenvolveu-se o contismo, o estudo da contabilidade tendo como objeto central as contas contábeis. O objetivo das contas é sempre o de registrar uma dívida a receber ou a pagar, sendo conhecido como o processo central do registro do haver e do dever. Período científico na história: o início do século 19 é o momento em que muitas ideias estão claras na contabilidade.
O centro das atenções, agora, passa a ser a informação sobre o movimento patrimonial. Vale lembrar e ressaltar que todas as fases vividas pela contabilidade até esse momento foram de vital importância para que a contabilidade amadurecesse como conhecimento, vindo a se transformar em ciência. Acadêmico, neste tópico, nós vimos sobre a evolução histórica da contabilidade e as principais manifestações e registros para a mensuração do património, prática essa que se mantém até os dias atuais, e é a base dessa ciência registrar para controlar e melhor mensurar.
Desejo a vocês bons estudos e até a próxima!