Olá a todos a gente vai dar início hoje à nossa primeira reunião científica aqui deste ano né e eu queria agradecer muito a presença de todo mundo e eu queria falar que essa é uma reunião extremamente especial porque a gente tá contando com a participação do nosso time m né E a gente vai aprender bastante e um dos focos que a gente tem na nossa unidade eh o controle das infecções né então vai ser bem legal pra Gente reac tudo isso pra gente pensar em processos aí de melhoria né então hoje a gente vai discutir
um pouquinho sobre a prevenção de pneumonia associada à ventilação mecânica e a gente vai ter três palestrantes cada um vai falar um pouquinho do tema aí por 10 a 15 minutos e depois a gente tem uns 15 minutos para discussão caso alguém queira fazer alguma pergunta pode colocar no chat que a gente faz tá e a participação de todos vai ser super bem-vinda eu vou falar o Nome de todos os nossos palestrantes E aí depois que um terminar o outro apresenta depois o outro apresenta depois a gente faz a discussão tudo bem Então a primeira
apresentação vai ser do Diego eh Diego Ferreira da Silva ele é enfermeiro assistencial da u geral adulto do Hospital São Paulo ele tem residência multiprofissional em Neurologia e neurocirurgia pela Unifesp Ele é especialista em enfermagem forense pela Universidade de Jaguariuna e em Estomoterapia pelo Albert Einstein tem MBA em gestão e saúde pela USP ele é mestre em ciências de saúde pela Escola de Enfermagem da USP E é doutorando em ciências de saúde pela Escola de Enfermagem da USP logo em seguida a gente vai ter a apresentação da Giovana Lorenzo rosa que é fisioterap aputa e
preceptora da residência multiprofissional em cuidados intensivos do Hospital São Paulo da Unifesp eh tem especialização em urgência e Emergência pela Unifesp e ela é mestranda aí pelo programa de pós-graduação em medicina translacional da Unifesp E para finalizar a gente vai ter a apresentação da Morgana de Menezes Maia que é cirurgião dentista responsável pelas u gerais do Hospital São Paulo e preceptora da residência multiprofissional da Unifesp Eh doutoranda aí pelo programa de pós-graduação em medicina translacional da Unifesp e membro do comitê inova da Mip né só temos nomes de peso aqui então eu gostaria de agradecer
a participação de todos e a gente vai dar início com a apresentação do Diego Obrigada viu Obrigada Obrigado Dani deixa eu colocar [Música] aqui tá dando para ver tá tá ótimo bom então Eh hoje eu vou falar sobre prevenção de pneumonia associ da ventilação mecânica Pve na UTI eh com foco aí no cuidado da enfermagem Tá então a Dani já me apresentou então eu me chamo Diego e é isso bom durante a aula eu vou falar um pouquinho sobre vou trazer a contextualização da pve vou mostrar alguns dados estatísticos e impacto da pve nas u
as estratégias para prevenção de pave os bandos né da de prevenção de pave e por último eu fecho com uma conclusão em relação a todos esses cuidados bem Eh em relação à definição de pve ela é colocada como a infecção do parenquima pulmonar expostos à ventilação mecânica pelo menos 48 Horas pós a intubação e ela é considerada uma das infecções mais comum pacientes intubados considerado um problema então de saúde pública né porque ela não é só um problema aqui eh Nacional mais de mundial né então é realmente um problema de saúde pública e apesar dos
avanços nas intervenções a epidemiologia e os critérios diagnóstico Ainda são controversos complicando a interpretação no tratamento prevenção e resultados ou seja eh muitas das vezes eh no diagnóstico da da pve ela está muitas vezes associada com alguma outra patologia Ou seja pode estar associado com alguma atelectasia que pode haver uma confusão aí no diagnóstico não só isso mas também pela multiv variedade de microrganismo acaba confundindo aí na interpretação no tratamento na prevenção e etc Eh a pav em relação à estatísticas e impactos da pav ela ela impõe um fardo econômico significativo Então ela traz uma
avaliação de custo recente nos Estados Unidos né Então essa pesquisa nos Estados Unidos mostrou que o custo atribuível ao tratamento da pve gira em torno de 4.000 a 144 né Eh que girando em torno aí de 36 a 44.000 as incidências relatadas variam amplamente de 5 a 40% dependendo dos cenários dos e dos critérios diagnóstico Ou seja está muito relacionado com a instituição se é pública ou privada ou determinadas regiões determinados países também e a pav ela está totalmente associada aí uma duração prolongada da ventilação mecânica e a permanência na UTI Ou seja quando o
paciente ele é acometido por essa patologia ele acaba realmente tendo né ficando mais dias na ventilação mecânica e consequentemente mais dias na UTI com isso gerando mais custo Econômico eh paraa instituição eh falando um pouquinho mais da estatística eh a mortalidade Global varia de 20 a 60% nos Estados Unidos ocorrem de 5 a 10 Episódios de pneumonia relacionado à assistência de saúde a cada 1000 internações por anos e quando a gente fala da incidência a incidência de pneumonia associada a ventilação mecânica foi de dois casos por 1000 dias de uso de ventilador mecânico em relação
à estatística no Brasil no Brasil Estima-se que mais de 90% dos casos de infecções nosocomiais correspondem a à pneumonia em pacientes intubado e em São Paulo Esse estudo mostrou que em 2015 eh indicam que a mediana de incidência de pneumonia associada à ventilação mecânica foi de 9,87 casos por 1000 dias de uso de ventilador ou seja muito maior daqui comparado com os Estados Unidos né né Eh então pensando na estratégia de prevenir né de tratar na realidade de Prevenir pve foi criado um bundle né um conjunto de práticas assistenciais para prevenir a pve então Eh
basicamente os trabalhos né eu coloquei como um alerta aqui que basicamente todos os trabalhos ele tem um um ele foca na prevenção da base da da pve que baseia-se na minimização da exposição à ventilação mecânica e no incentiva a liberação precoce ou seja o que puder evitar que esse paciente seja intubado eh é o é o é é a recomendação adequada e se realmente Esse paciente for intubado ele deve ser o mais precocemente né ser estubado né Lembrando que cada caso é um caso cada paciente é um paciente mas essa é uma das recomendações forte
baseado Praticamente em quase todos os trabalhos aí eu fui fazer uma revisão eh usando essas bases de dados aqui lilx medline beden Celo e sino a qual foi observada a seguinte estratégia de prevenção então a gente a gente pode ver aqui várias estratégias que muitas das vezes nós já Fazemos isso nas nossas utis e que todas elas né Eh o Instituto de improv eh Instituto de healthcare improv ele coloca que nenhuma dessas estratégias a qual eu vem mostrando aqui ela deve ser eh tratada ou dela na verdade ela deve ser usada de forma isolada mas
sim em conjunto né e o conjunto dessas práticas assistenciais ela forma um bando um bando de junto de práticas assistenciais baseado nas melhores evidências Científicas então eh Há uma recomendação forte no uso desses bub eh e aí voltando né pensando aí no na nessa questão da prevenção de pve o Instituto de Health care prov Ele criou um conjunto de medidas que Visa a prevenção da ocorrência de pve a Qual ficou conhecido como bando da pve e ela teve um um um impacto muito importante nas nas instituições hospitalares e aqui fala que depois da implementação dessas
medidas em diversos hospitais obteve-se Uma queda acentuada da incidência desse evento E aí eh esse bundle ele é ratado em diversos trabalhos e eu não poderia deixar de citar o trabalho aqui eh eh Esse trabalho é realizado pela Anvisa a qual ele destaca que as medidas de prevenção de infecção relacionada à assistência à saúde e dentro dessas medidas tem a pve ali a prevenção de pve né Quais são as estratégias Quais são as medidas que a gente deve usar para prevenir pve Então Eh colocando ali item por item eu vou citar aqui quais são essas
estratégias então o primeiro eh baseado nesse guad Line ele coloca que dar preferência por utilizar ventilação mecânica não invasiva então sabe-se que a ventilação mecânica ela deve ser evitada sempre que possível uma vez que o com o uso da intubação o risco de pneumonia aumenta de 6 a 21 vezes e a Anvisa ela destaca aqui né E que embora a ventilação mecânica não invasiva seja Considerado uma alternativa nem sempre ela é aplicável para todos os pacientes e ela coloca nesse quadro as contraindicações absolutas e as contraindicações relativa lembrando né que tem que avaliar cada caso
é um caso o risco e o benefício aí antes de intubar um paciente eh outra estratégia a interrupção diária de sedação e prontidão para estub é algo que a gente já fazemos assim corriqueiramente que é o despertar Diário eh desmame da sedação Então os protocolos guidelines eles vê enfatizando isso eles colocam que os protocolos de desmame da ventilação mecânica invasiva inclui o desmame do sedativo de forma gradual ou seja não de forma repentina quando você desliga a sedação ali de forma repentia corre o risco do paciente se estub não só isso mas tem o risco
de paciente fazer Delírio ficar agitado Então tem que ter esse cuidado e esse procedimento ele Contribui paraa redução do tempo de ventilação mecânica e do tempo de internação na UTI e consequentemente paraa redução do risco de pve a terceira estratégia é dar prefer diena uma intubação orotraqueal então a intubação nasotraqueal ela ela aumenta o risco de sinusite o que pode consequentemente também aumentar o risco de pneumonia Portanto ele recomenda essa intubação orotraqueal a estratégia quatro eh que você deve trocar o circuito somente Quando houver realmente defeitos ou contaminação visível então a troca frequente do circuito
do ventilador ele aumenta o risco de pave e mudanças frequentes no circuito do ventilador ele não contribui paraa diminuição da incidência da pav então Eh Realmente você deve trocar o circuito quando realmente tiver sujidade quando realmente houver necessidade né e não tem nenhuma associação em ficar trocando o circuito eh em relação a evitar pve Pelo contrário Esse estudo aqui mostrou que quanto mais você troca o paciente fica mais sucesiva até infecção a quinta estratégia é evitar transferência intrahospitalar desnecessária e esse trabalho ele destaca aqui que quando você eh faz o transporte do paciente tanto int
hospitalar como extra hospitalar você submete ao paciente a alguns riscos né como por exemplo aspirações de secreções contaminadas Ou seja quando o paciente ele fica ali em Decúbito dorsal quando coloca ele numa maca ou numa cama enfim aumenta o risco então Eh desse paciente ter a 45º então a elevação da cabeceira da cama está associada a um risco reduzido de e quando foram investigar se realmente os enfermeiros estavam eh fazendo uso né da dos bundles que daqueles protocolos que tinha na Instituição viram que mais de 50% dos enfermeiros eles não não estavam de fato eh
aplicando aquele Bundle e após a educação em saúde permanente após melhoria eh auditoria e educação permanente da equipe eh houve uma resposta um resultado significativo em relação à prevenção de pve outro trabalho que foi feito inclusive foi feito no hospital São Paulo no serviço de urgência e emergência no pronto socorro E lá foi identificado que mais de 50% do da equipe de enfermagem ela não aplicava o budle de prevenção de pave eh e não só isso Eh isso teve uma Forte relação uma associação aí com o aumento de pve então eh eh essa recomendação ela
é importante ela é eficaz porque realmente há uma redução significativa quando a gente trabalha com uma educação não só educação eh de forma aguda mas uma educação de forma contínua de forma permanente então ele coloca aqui que práticas educativa desenvolvimento de programas e projetos de auditoria reduz significativamente a incidência da pve e aprimora a Segurança Do Paciente a oitava estratégia ele coloca como tubos endotraqueais revestido de prata e lavagem das mãos então Eh esse trabalho não só esse como outros ele foca aqui que eh tubos endotraqueais com r ento antibacteriano o composto mais estudado é
a prata ele possui uma atividade bactericida e ela é capaz de prevenir a formação de biofilme entretanto quando esses trabalhos foram analisados em relação à permanência na UTI e e redução do tempo de ventilação mecânica não teve um resultado ali tão significativo por isso que as recomendações foram mais em países espanhóis eh em relação à lavagem das mãos eh sabe-se que é crucial a higienização das mãos Então as mãos dos Profissionais de Saúde dos Profissionais de Saúde pode ser um veículo de transmissão de patógeno por isso que é ele é ele é focado e ele
enfatiza como uma das principais recomendações a Higienização das mãos eh monitorar a pressão do balonete então recomenda-se que a pressão do cff entre 18 a 22 ou 25 a 30 tudo isso depende do paciente e ele vem destacando que excessiva pressão pode comprometer a microcirculação da mucosa traqueal né pode causar uma isquemia e e também ele destaca ali contrapondo que uma um um uma pressão de CF insuficiente pode haver dificuldade na ventilação mecânica e não só isso mas também pode haver esse Paciente eh possa que ele possa haver eh ter ação de secreção subglótica né
É aquele sistema fechado ele é o recomendado e E aí esse trabalho ele enfatiza assim que eh já que nesse nesse se a instituição ele não tem né Eh esse esse sistema fechado você deve realmente aspirar esse paciente quando houver realmente necessário né quando realmente necessidade não aspirar esse paciente de forma assim desordenada sem necessidade E a aspiração da secreção subglótica ela é recomendada por quase todas as diretrizes uma vez que estudos mostram uma redução na incidência de pav e outro trabalho eh que o bundle ele enfatiza ele recomenda-se que o uso de antissépticos orais
como clorexidina 0,122% reduz significativamente a incidência de pve sugerindo que essa medida é eficiente na sua prevenção então mais uma vez reforça aí a utilização do clorexidina como um uma Forte atribuição eh principalmente nós da enfermagem mas como uma uma uma forte atribuição forte atribuição uma forte intervenção para reduzir pve e por último eu concluo que essa esse budle de práticas assistenciais ele no site lá ele vem destacando ali eh eh cada atribuição de cada de cada equipe né então ele vem colocando ali atribuições do líderes das unidades eh Quais são as atribuições dos pacientes
da famílias O que que a família deve Perguntar o que que a família deve questionar em relação ao próprio autocuidado do paciente eh em relação aos gestores hospitais né o Quais as preocupações em relações aos indicadores e por último ele vem destacando ali os recursos né ele vem trazendo vários guias a qual você pode seguir guidelines protocolos e ele também vem destacando ali qual a função da equipe que tá de ali De frente que que tá ali Beira leaton eu coloco ali eh essas mãos todas Ali eu enfatizo a importância da equipe multiprofissional de trabalhar
de forma interdisciplinar e eu enfatizo também a implementação comprimento dos bandos de pve são realmente fundamentais para prevenir pve e é necessário uma vigilância constante educação permanente uma colaboração interdisciplinar para para garantir realmente a Adesão desses protocolos e como vimos aí em todos esses todas as estratégi a enfermagem basicamente ela está atrelada a todas Essas intervenções Então ela exerce um papel vital não apenas no Cuidado direto ao paciente mas também que esses cuidados estejam respaldados realmente em evidências científicas acho que é isso obrigada Obrigada di quer colocar o seu a gente col faz as aulas
depois a gente faz a discussão tá bom Parabéns Diego pela aula Vou compartilhar minha tela agora tá uhum Tá dando para ver vendo sim ótimo então boa noite gente vou dar continuidade aqui a um pouquinho do que o Diego falou né sobre a prevenção de pve em unidade de terapia intensiva e pera que não tá passando op defini eu vou ser bem breve porque o Diego já apresentou brilhantemente até pra gente ter mais tempo Depois de discussão e a gente focar mais nas medidas preventivas mesmo né Então a pneumonia nosocomial hospitalar né faz parte de
uma das iras que são as infecções relacionadas à assistência de saúde ocorre aí eh após as 48 Horas da intubação orotraqueal e a ventilação mecânica e tem uma outra definição que a gente pode definir como precoce ou tardia a precoce com até até três dias né Depois do início da ventilação mecânica ou a tardia após esses quro dias de início da ventilação mecânica eh de incidência a prevalência realmente Os estudos é muito complicado eles darem um valor eh específico porque é muito heterogêneo Então são taxas que variam muito de incidência mas é a complicação que
a gente vê mais prevalente dentro da terapia intensiva com essas taxas que variam entre 9 a 40% das infecções relacion assistência e esses índices de mortalidade também podem variar de 20 a 60% para falar um pouquinho da patogenes e a principal via de infecção então é a patologias de base Então já tem várias Comorbidades associadas eh podem ser pacientes imunossuprimidos podem ser pacientes que estão recorrendo de várias infecções então é um paciente que ele já está mais suscetível né então esse desequilíbrio entre o hospedeiro e o microrganismo vai favorecer ainda mais a colonização a aspiração
e o desenvolvimento da pave eh a principal eh via de contaminação é a colonização de orofaringe onde quando a gente não Tomam os cuidados preventivos que a Gente vai falar ao longo da aula vai ocorrer essa translocação aí de orofaringe paraas nossas vias aéreas inferiores causando a infecção aí relacionada à pave eh além disso a gente pode ter a contaminação do trato gasto intestinal por isso também os bandos preventivos relacionados a conteúdo gástrico profilaxia gástrica decúbito e a presença de Agentes infecciosos também no nosso ambiente geralmente o ambiente da UTI já é um ambiente colonizado
já é Um ambiente proliferado então Eh o ambiente que a gente tá inserido também facilita para que a gente acabe levando um um agente para esse paciente nas superfícies e nos materiais também então Quais são os nossos objetivos centrados na prevenção de pve né redução no tempo de ventilação mecânica redução nas taxas de mortalidade redução no tempo da hospitalização e redução de custos Diego trouxe um artigo bem interessante que Fala sobre os custos né lá nos Estados Unidos então quanto mais tempo de ventilação mecânica Quanto mais tempo de hospitalização quanto mais infectado esse paciente tá
mais vão ser os custos relacionados à assistência desse paciente então o nosso objetivo principal não só quanto a pve mas quanto todas as infecções relacionadas à assistência é prevenir eh o decu então o que que a literatura traz pra gente é realmente a gente Elevar essa cabeceira aí de 30 a 45º pelo menor risco de de broncoaspira ação né a gente vê que a gravidade ela tem menor chance do paciente ter refluxo e consequentemente também vai ter melhora da ventilação mecânica eh isso entra também bastante na profilaxia gástrica porque o alteração de PH lá no
nosso na nosso trato gastrointestinal também pode favorecer a agentes microbianos e consequentemente o paciente com refluxo ou com potencial de branco aspiração vai Acabar desenvolvimento uma pve pela microbiota pressão de cuff então praticamente qualquer UTI que a gente estiver a gente vai encontrar um medidor de cuff Universal que é bem parecido com esse que tá na tela e a gente sabe que a pressão sanguínea da nossa parede traqueal ela varia ali entre 25 e 35 cm é de mercúrio mas a gente faz a transformação para centímetros de água quando a gente vai mensurar a pressão
Desse balonete então a gente vê que a o ideal é a gente manter uma pressão de cff aí entre 20 e 30 cm de água justamente pelo que o Diego falou há pouco né essa imagem aqui Ela traz bem então a gente tem que deixar uma pressão suficiente para vedar a nossa via aérea mas sem eh eh ter uma pressão excessiva que vai poder causar prejuízos né edema isquemia estenose traqueal principalmente nesses pacientes que ficam longo tempo em ventilação mecânica Que acabam eh evoluindo com Traque oala etc então o ideal é a gente manter essa
pressão entre 20 e 30 Eh claro que a gente tem exceções então a anatomia é diferente de diferentes pacientes isso a gente vai individualizar mas o padrão literatura mesmo entre 20 e 30 pela pressão sanguínea ali que a gente exerce tá eh a gente sugere uma mensuração mínima de três vezes por dia a literatura ela não traz muito bem definida Eh o espaçamento de horas né mas aí visando que é mais ou menos três vezes por dia e entre de 8 em 8 horas Seria o mínimo aí de Men mensuração pra gente conseguir manter essa
pressão aí adequada é pra gente evitar que esses microorganismos passem ali a a a barreira e caiam em via via respiratória inferior eh mas também a gente tem que lembrar que o paciente de UTI muitas vezes é altamente manipulado né então tem banho muitas vezes exame o paciente Vai fazer fisioterapia então o paciente vai ser manipulado então a gente sugere que principalmente após grandes manipulações a gente faça uma nova checagem dessa pressão de cuff para evitar que que a gente acabe mantendo essa pressão menor do que o ideal eh mesmo dentro dessas 8 horas ou
dessas três menstruações por dia pra gente evite que esse paciente a gente ficar atento e fazer uma nova checagem é sempre se atentar também se Isso foi uma perda de pressão somente pela manipulação ou se realmente a gente acabou encontrando um evento do um cuff furado se o cuff tá furado não tem o que fazer gente a gente tem que trocar cânula vai ter que fazer a troca da cânula orotraqueal porque não tem como a gente manter esse c furado com pressão ali então esse paciente vai continuar ali micro aspirando até a gente resolver o
problema falando da aspiração um Pouquinho que também tá inserido lá nos bundles né Eh é um procedimento estéril então a gente recomenda que seja feito da prótese ventilatória né que é o o o ambiente mais estéril que a gente pode ter ali na via aérea vias áreas superiores e cavidade oral eh e sempre manipular o cuff Somente depois de aspirações supraglótica justamente pra gente não ter esse essa essa perda de vedação aí para esses microrganismos descerem pra nossa via em infelizmente Não são todos os serviços que temm as cânulas com aspiração supraglótica é tem bastante
gente que nunca chegou nem a ver então a aqui né uma cânula normal plástica com um balonete e ali bem supr cff a gente vem com esse caninho igual aqui na na canola orotraqueal que ele fica ali fazendo uma ele pode fazer a sucção ali realmente bem acima do cuff então isso ajuda muito a gente a não ter essa aspiração desses Microorganismos que ficam ali em cima e aí qualquer descuido que a gente tenha de perda de pressão de desinsuflar cuff esses esses microrganismos vão Então sempre [Risadas] eh mensurar pressão de cff antes das manipulações
outra coisa que é importante citar que eu acho importante citar que eu sempre tento repassar que era uma prática muito comum eh que era as a a gente acoplar a solução Salina né O cloro de sódio 0.9% ali como uma forma de sugar mais a secreção fluidificar mais a secreção e isso já caiu por terra a gente sabe que a instilação de soro Ali pela cânula ela além ela aumenta o risco de pave primeiro porque quando a gente vai instilar o soro como o Diego disse a gente tem um biofilme ali né então a gente
faz as aspirações o biofilme vai ficando ali Principalmente se o tempo é desse tubo tá maior Então a gente vai quando a gente despreza essa Solução a gente também vai quebrar essa barreira de biofilme e vai diretamente pro nosso paraa Nossa nosso trato respiratório inferior então maior risco de Pado então isso já caiu por terra eh mas ainda existe com frequência algo que a gente tem que se atentar despertar diário também está no nossos bundal né então é a equipe multi al verir leit isso já acontece com bastante frequência Isso é uma prática bem comum
pra gente mas a gente ali como Equipe multi Beira leito todo dia eh fazendo Tentando fazer essa interrupção di área de sedação obviamente que a gente vai ter que individualizar né caso a caso nem todo paciente vai conseguir eh despertar todo dia mas essa variação tem que ser necessária eh Porque quanto mais sed analgésico quanto mais acúmulo sistêmico do fármaco quanto maior recirculação ali desse medicamento eh mais mais tempo ele vai ficar na ventilação mecânica porque mais tempo Ele vai demorar para despertar né Eh vai entar a incidência de Delírio que esse paciente vai ficar
ali fora de consciência por um tempo maior então quando ele voltar a gente tem relação a idade outras patologias Então vai ser maior a incidência de Delírio e esse Essas são Barreiras também pra gente fazer a nossa eh desinvestir de de ventilação mecânica desculpa e aí não poderia deixar de falar sobre mobilização precoce né Eh Muitas das vezes a gente não vê a mobilização precoce como um bundle né Eh mas é uma estratégia que com certeza mesmo que indiretamente vai favorecer com que a gente previna a pneumonia associada da ventilação mecânica então a gente melhora
a força muscular periférica e respiratória a gente reduz o tempo de ventilação mecânica a gente auxilia na manutenção do nível de consciência faz Sedução de Delírio eh reduz as complicações Pulmonares então mesmo que ainda não seja rotineiro isso inserido indiretamente a gente sabe que a prescrição de exercício bem adequada que a mobilização precoce dos nossos pacientes diminuem o tempo de ventilação mecânica então consequentemente a gente vai diminuir os riscos de pava e quando mais precoce a gente conseguir tirar esse paciente da ventilação mecânica Então hoje em dia menos né mas muito se falava sobre Barreiras
né de próteses Ventilatórias serem Barreiras de mobilização Então aqui tem alguns exemplos com os meus filhos que não eh então quando bem indicada quando bem prescrito um exercício eh a gente tem grande Chan de sucesso isso contribui eh com a medida preventiva de pve porque a gente vai tirar esse paciente da ventilação mecânica antes e considerações finais melhor tratamento para pve prevenção gente medidas preventivas bato na tecla igual O Diego a equipe multi é super importante educação continuada é super importante então elaboração e execução dos bandos doos protocolos assistenciais de toda a equipe tá engajada
em identificar esse ess esses processos que podem ser falhos para pra gente eh desenvolver uma infecção relacionada à assistência de saúde e assim a gente vai conseguir diminuir nossos índices com a equipe engajada com os bandos com os protocolos assistenciais Eh a gente juntos conseguimos aí diminuir esses riscos e aqui né um projeto tiras que é um protocolo da instituição que é pra gente evitar aí realmente as infecções relacionadas à assistência de saúde e é isso gente Obrigada qualquer dúvida No final a gente conversa Obrigada foi ótimo Morgana Dani pela pelo convite Eu adorei as
fotos Hein Bom vou compartilhar aqui vocês estão conseguindo ver ouvir sim bom parabéns pela aula que foi super esclarecedor super interessante Obrigada Dani também pelo convite eu vou falar nessa parte final um pouquinho da visão né da odontologia da nossa parte em relação à prevenção da pve a participação dos bundles e eu queria iniciar um pouquinho aqui falando com vocês eh a gente sabe que sempre que A gente fala de prevenção de pneumonia a gente fala de broncoaspiração enfim a gente foca muito na engenio oral e na clorexidina né antissépticos orais desses pacientes e eu
só queria fazer um um pequeno adendo nesse início que eu acho que a prevenção da pne amonia né no nosso caso começa de várias outras formas né de várias outras maneiras Então você perceber que o paciente tem algum sinal de infecção né um sinal flogístico tem algum foco de infecção Algum fator de retenção dentro da boca que Facilite a ele a acumular bactéria biofilme o paciente às vezes tem né Eh um abcesso intraósseo tem uma doença periodontal cálculo dentário então esses cuidados diários que eu acho que fazem eh parte também no nosso caso já desde
o início na prevenção então tanto assistência Beira leito que a gente consegue promover diariamente a padronização da higiene oral para todos os pacientes os cuidados diário que a Gente tem que ter em relação ao lábio mucos oral né as lesões por dispositivo médico e as reavaliações periódicas que a gente faz esses pacientes enquanto eles estão né intubados dentro da UTI E aí é lógico que eh a maior parte da apresentação em si né do que que a gente vai falar não tem como fugir muito é em relação à microbiota oral e o uso dos antissépticos
orais e a gente sabe que o paciente crítico ele tem uma microbiota eh diferente um pouquinho mais Específica em alguns casos então a gente consegue citar aí casos por exemplo de alguns estafilococos pacientes com clebel pseudomonas e eh a gente sabe que muitos dos da microbiota que a gente encontra na boca desses pacientes são também aqueles patógenos que são responsáveis às vezes por iniciar um quadro da pneumonia associada à ventilação mecânica então quando a gente fala de e encontrar na cavidade oral o Cleb siela eh enterobacter pacientes que Apresentam ponom monas né acinetobacter alguns casos
que apresentam os stafilos áureos também eh resistentes e para para exemplificar aqui para vocês eu trouxe dois estudos né assim para citar mais que a gente sabe né descrito na literatura que a gente tem essa troca do do da microbiota oral né o microbioma oral se torna diferente pelo PH da boca do paciente pela Gama de medicações que ele passa a usar pelas condições que a gente tem dos cuidados orais né então a Gente sabe que existe essa diferença pacientes que predominantemente tinham eh microrganismos Gran positivos e muitas vezes não tão virulentos passam a ter
então uma diferença tanto no perfil microbiano né então eles passam a ter mais organismos Gran negativos dentro da boca quanto eles também TM um aumento do número em si de bactérias que a gente vai encontrar na boca desse paciente então um aumento do número das unidades formadoras de colônia quando a gente Analisa que é o que a gente consegue ver nesses dois estudos aqui que mostram né tanto o perfil microbiano quanto a quantidade em si de microrganismo aumentado E aí eu trouxe para vocês para exemplificar alguns suabes que a gente tem de pacientes da nossa
UTI né do nosso Hospital suab oral que a gente faz pra gente ver qual que é o perfil microbiano que a gente encontra na boca desses pacientes então a gente vê que a gente tem bactérias né tipo Estafilococos né grampositivos e a gente encontra muito também cela pseudomonas acinetobacter e aqui né a gente obteve o suab oral para levar pra cultura e a gente tá falando de uma diluição de 10 a sexta então a gente tá falando aqui da ordem de 300 bilhões de unidades formadoras de colônia 250 bilhões de unidades formadoras de colônia e
o único suab oral que a gente obtém desses pacientes então só pra gente ter noção assim da grandeza em S né da quantidade De microrganismos que a gente encontra na cavidade oral e por que que a gente se preocupa tanto eh com os protocolos de higiene oral com qual substância você vai usar qual estratégia que você vai escolher para tentar controlar eh a contaminação a infecção desses pacientes e sempre que a gente fala do da prevenção da pve né surge uma aquelas dúvidas inevitáveis que seria Será que a gente faz Só remoção mecânica desse biofilme
Será que a descontaminação Química realmente funciona e a clorexidina né se fala tanto sobre não funcionar se fala tanto sobre mortalidade Será que ela deve continuar sendo usadas nos nossos pacientes e durante anos assim mais de 15 anos existem estudos em si que procuram outras estratégias ou alternativas né de outras substâncias que possam ser utilizadas pra gente trocar deixar de usar clorexidine Então a gente tem teste com outras eh outras concentrações e Outras formulações como clorexidina em gel por exemplo a gente tem a ideia né de trocar por probióticos trocar por outras substâncias mais fortes
como o metronid azol tópico ou alguma substância fitoterápica como por exemplo uma solução eh de plantas né de equinácea e até hoje a gente não encontrou uma substância que tenha eh um efeito antimicrobiano maior que é clorexidina então ela se mantém mais ou menos com o mesmo efeito ou com efeito Inferior do que a clorexidina a 012 pode promover pra gente e aí pensando na clorexidina nos últimos 3S anos a gente teve eh grandes publicações em relação a eh mortalidade que poderia ser provocada pelo uso da clorexidina então eu trouxe os três principais artigos que
a gente tem disponíveis em relação a isso pra gente entender um pouquinho mais eh na verdade pra gente refletir pensar um pouquinho sobre o que que eles querem dizer pra gente e o quanto isso Influencia na nossa prática Clínica né então a gente tem esse primeiro artigo do deale que é de 2021 eles analisaram mais quase 3.300 pacientes né em relação à mortalidade que foi um pouquinho menos do que eles previam eh no cálculo amostral do estudo então eles não conseguiram mostrar tanta diferença estatística mas o resultado final que a gente tem desse estudo é
que eles não encontraram né uma diferença estatística significativa do uso da clorexidine em Relação à mortalidade e nem de qualquer evento adverso relacionado à ventilação mecânica o outro estudo que a gente tem do The shepper né que é de um grupo grande que estuda bastante a utilização da clorexidina e outros antissépticos orais foi um estudo retrospectivo com o número grande de pacientes sendo que 11.000 desses pacientes foram expostos né a clorexidina só que eles incluíram pacientes dentro e fora da ventilação mecânica invasiva e eles incluíram Pacientes que estavam em UTI e em outros setores hospitalares
como enfermaria pronto socorro eles não encontraram dentro desse grande grupo da ventilação mecânica invasiva nenhuma diferença nenhuma ação da clorexidina específicamente em relação à mortalidade o que eles encontraram foi que pacientes fora da ventilação mecânica né que não estavam recebendo nenhum tipo de suporte respiratório teve um aumento da mortalidade principalmente os pacientes Que já tinham tido algum evento cardíaco ou que tinham alguma comorbidade cardíaca associada mas os pacientes de ventilação mecânica invasiva eles não encontraram eh um resultado que pudesse dizer de fato que a clorexidina interfere pode atuar na mortalidade E isso gerou eh reflexão
pensamento né dentro da comunidade científica e também gerou algumas hipóteses do por que ela poderia estar relacionada com um possível aumento de mortalidade dos Pacientes e já se teve né a hipótese em si da eh da microaspersão e poderia promover alguma disfunção orgânica que foi eh contestada depois com alguns estudos que mediram concentração de clorexidina pulmonar e a última hipótese que surgiu que não foi nem comprovada e nem eh tirada né do do campo ainda seria que eh qualquer antiséptico oral não necessariamente só a clorexidina poderia eliminar algumas bactérias anaeróbias que são Responsáveis por iniciar
a metabolização da Via Nitrato nitrito e óxido nítrico então isso poderia promover algum tipo de disfunção orgânica levar o paciente at ter um prognóstico um pouquinho pior mas é uma hipótese a gente não tem nada comprovado ainda e traz algumas dúvidas algumas questões no sentido que a gente sabe que o paciente naturalmente já altera todo micro toda microbiota oral né o microbioma o PH do paciente fica alterado ele usa uma gama muito grande De medicações e antimicrobianos durante a internação na UTI então será né que o antisséptico oral seria suficiente seria o responsável por eliminar
de vez essas bactérias influenciar Essa Via fica uma dúvida que ainda não foi muito provada emina na literatura pra gente e não tinha como deixar de falar também de um artigo importante que saiu no final do ano passado que fala sobre a escovação mecânica né então entra na parte da remoção Mecânica do biofilme na boca Desses pacientes foi uma metanálise e eles incluíram só pacientes em ventilação mecânica invasiva tiveram né a amostra final de um pouquinho mais de 2700 pacientes e eles tiveram como resultado que é escovação mecânica ela promoveu um menor tempo de ventilação
mecânica invasiva nesses pacientes e uma menor permanência da UTI também nesses pacientes que também evoluíram com melhor prognóstico né uma menor mortalidade E aí h de considerar algumas Coisas porque na metanálise eles consideram estudos que eh que fizeram né esses ensaios clínicos sem usar clorexidina então só usando alguma solução fisiológica algo assim para considerar ou utilizaram clorexidina de diferentes concentrações Então a gente tem esses testes realizados com clorexidina a 012 a 02 aquosa clorexidina em gel A 2% então são muitas variáveis diferentes que se torna Talvez um pouquinho difícil da gente avaliar e Pensar de
de associar a escovação e mecânica né Essa remoção mecânica com a ação dessa descontaminação química que a gente sabe que são pequenas diferenças mas que na no Fato né assim no dia a dia a gente pode ter alguma alteração desses resultados além do que a escovação mecânica diária todas as vezes desses pacientes Depende muito do treinamento da equipe né E de você fazer uma auditoria para ver se de fato tem aderência para ver se de fato tá Funcionando e depende dos recursos que aquela instituição vai ter tanto os recursos materiais em relação aos as substâncias
materiais que você vai utilizar quanto a recursos humanos em si que é se você tem equipe disponível para isso se você tem uma equipe que está disponível para o treinamento e etc questões nesse sentido eu aproveito para mencionar que existem né algumas outras alternativas que são testadas na literatura em Relação a diminuição né da colonização da orofaringe e consequentemente prevenção da pav uma delas é a terapia fotodinâmica antimicrobiana que é o que a gente chama de apdt a gente tem um estudo Clínico em andamento aqui na nossa UTI geral né da Unifesp que utiliza dessa
estratégia para tentar diminuir colonização desses pacientes colonização oral para quem não tem muita familiaridade Nunca viu falar a PDT ela combina três eh três variáveis que seria O oxigênio disponível né no ambiente a utilização de algum aparelho com luz visível e a utilização de um foto Sens izador que seria um corante capaz de ter essa fotorreatividade dentro das células basicamente você vai corar as células dos microorganismos né com esse fotossensibilizador e quando você ativa a luz em cima desses microorganismos que foram curados Você tem uma reação que vai promover uma formação grande das espécies reativas
de oxigênio né do Eros E aí eles vão agir de duas formas diferentes ou eles vão causar um dano na membrana celular desses microrganismos causando a morte deles ou eles vão ir na ativar o material genético desses microrganismos e impedir a proliferação dele pelo tecido em si e você tem dois caminhos né que são validados na literatura para usar que seria o azul de metileno com a luz vermelha que é o que a gente chama do espectro de 660 e a utilização que é o que a gente Faz na nossa UTI que seria uma solução
de curcumina que é ativada com uma luz azul e aí tem um tempo específico de ação mas é a ideia né que essa estratégia possibilite uma diminuição S ainda maior do que a gente tem dos microrganismos orais então Diminuir a quantidade de ufcs e também né como eh junto né nesse trabalho identificar Quais são os principais agentes que a gente encontra na boca desses pacientes e quais são os capazes de ter essa Redução nas colônias de microrganismos é importante a gente falar também né em relação aos protocolos institucionais a gente sabe que existem há anos
os bandos de prevenção e a higiene oral tá incluída na grande maioria dos bandos né né em várias instituições mas eu acho bastante importante também a gente ter um protocolo institucional voltado pra higiene oral dos pacientes em ventilação mecânica fora da ventilação mecânica e Adequado pros pacientes que são edêntulos né não tem dente nenhum pacientes que têm alguns dentes pacientes que TM dentes em piores condições e a importância da gente ter um protocolo bem definido e bem detalhado para promover né Eh informação fácil para toda a equipe pra gente conseguir explicar e exemplificar como que
é uma uma higiene oral eh de qualidade uma higiene oral que realmente vai funcionar que vai remover esse Biofilme que vá ter uma descontaminação das mucosas sendo que esses protocolos têm que ser revisados sempre que possível então assim o ideal é que pelo menos a ano a ano sejam revisados em relação às últimas coisas que saem na literatura as informações que a gente tem disponível e que seja feita uma auditoria também para saber se tem aderência desses protocolos se esse protocolo tá sendo realizado da maneira correta e a a gente tem algumas Estratégias ferramentas para
poder analisar isso também então acho bom pontuar que a gente tem alguns índices e indicadores que facilitam a gente a avaliar como que tá a higiene oral desses pacientes nas unidades nas instituições que a gente trabalha então a gente tem só para citar os dois principais o índice de higine oral do paciente crítico e o indicador Boy que é o que a gente usa na nossa u que vão permitir que a gente tenha Então os Resultados eh numéricos né de uma forma um pouquinho mais expressiva tanto num segmento de longo prazo pra gente acompanhar Como
tá a evolução daquela daquela unidade daquela instituição e acompanhamentos mais curtos pra gente analisar eh separadamente se a gente tem algum ponto a melhorar em alguma das unidades em algum setor que unidades estão conseguindo manter a qualidade do atendimento e a gente conseguir trabalhar com os pontos negativos e Positivos que a gente encontra nessa auditoria eh trazendo aqui também né A o o projeto tiras fazendo uma propaganda que é o projeto de contra né as infecções relacionadas à assistência e a gente tem um vídeo específico da higi oral para UTI né a gente fala tanto
dos pacientes em ventilação mecânica quanto fora mas só para trazer né Essa questão da educação permanente a gente tem a exemplificação em vídeo que torna muito Mais fácil a gente passar pra equipe a gente fazer esse treinamento ou retreinamento então a gente tem disponível no nosso site no canal do YouTube E aí só pra gente fechar né as considerações pra gente partir pra discussão em si é alguns pontos que eu considero mais importante do que a gente falou a importância da gente ter então a equipe da UD donto né dentro da equipe multiprofissional ter o
diagnóstico Remoção dos focos de infecção poder fazer essa auditoria participar dos protocolos institucionais em relação à hig oral a clorexidina ainda é preconizada pela Anvisa e outros órgãos internacionais e a gente não tem de fato um resultado que traga que ela pode interferir ou não na mortalidade desses pacientes de acordo com os últimos estudos a remoção Mecânica do biofilme então pela escovação ela é uma aliada Nossa na Prevenção de pneumonia associada à ventilação ela vai ajudar a gente a diminuir a infecção desses pacientes eu acho que no futuro é importante que a gente continue buscando
qualquer tipo de alternativa seja substância ou a maneira de se realizar a higiene oral em si pra gente poder substituir ou adequar o uso da clorexidina dependendo do do cenário que a gente tiver e a importância da gente ter né os protocolos institucionais bem delineados e uma Educação permanente retreinamento da equipe e a gente tá sempre em contato e com a educação e e e tudo que envolve em si dentro da equipe no dia a dia na prática Clínica acho que eu consegui falar né trazer mais ou menos o que eu pretendia e obrigada pela
oportunidade Obrigada foi ótimo todo mundo não quer entrar pra gente discutir um pouquinho já tá Aqui Parabéns todos vocês foi ótimo e eu agradeço vocêes terem falado do projeto tiras Porque eu deveria ter falado isso no começo e eu não falei eu esqueci né mas só para ficar claro a nossa unidade tem este projeto que é um projeto multi né E tem esse foco em reduzir aí as infecções né E essa aula tem tudo a ver né a gente tem duas perguntas no chat a primeira era sobre aspiração supraglótica Quem fez foi Kellen eh ela
pergunta sobre aspiração super glótica Tenho dificuldade na eh nas vezes que eu tentei quando não vem alguma dica você maisis supr glótica que você diz é na aspiração de via superior mesmo ou com o dispositivo que tem a própria aspiração supraglótica Kellen dispositivo olha Geralmente se não vem é porque não tem secreção porque eh quando a gente tem na aspiração deárea superior ou no fundo de cavidade realmente é mais difícil da gente conseguir alcançar Eh áreas mais G saais né até pela maleabilidade da sonda por anatomia tudo isso quando você tem a sua disposição dispositivo
que já faz essa sucção então primeiro você tem que descartar por exemplo uma obstrução no aspirador alguma outra coisa assim eh mas na teoria ele tá exatamente em cima ali da do do do balonete do cuff no no seu dispositivo então se você colocou no seu aspirador né no seu vácuo e realmente não veio secreção Muito provavelmente é Porque não tem nenhum acúmulo ali e a não ser que que venha por exemplo um lote com algum tipo de defeito enfim porque na teoria não tem não teria nenhum motivo para não vir porque o dispositivo é
realmente feito para isso isso se o Diego tiver mais experiência e quiser Completar com alguma coisa relacionada a isso mas eu acredito que que seja descartando as causas externas né que eu citei acredito que seja porque o paciente realmente não tenha nenhum Tipo de acúmulo anormal ali é eu eu também Ô Gi eu eu concordo com o que você disse na realidade eu só ia também só implementar em relação eh Às vezes o posicionamento do paciente também pode estar inadequado ou a cabeça muito fletida enfim e isso de uma certa forma pode dificultar ali na
durante a a aspiração do paciente e eu eu acredito que eh eu ia focar na na no posicionamento do paciente na técnica mesmo né saber se a técnica realmente Que você tá fazendo é adequada e o posicionamento do paciente é como você mesmo disse né se não tem muito segredo né então se você aspirou ali e se não veio é porque realmente de fato não tem secreção né ainda mais ali em região supraglótica né porque às vezes o posicionamento de cabeça até se paciente tá lateralizado Às vezes tem um pouco de tração traqueal ali isso
pode est eh meio que obstruindo ali a a A ah esqueci o nome a a passagem né tem o tem o sugador externo mas ali é como se fosse um um buraquinho ali então para sugar então às vezes até o posicionamento Pode ser que este ali obstruindo aquela passagem a kin também tá perguntando nesse mesmo contexto que às vezes quando aspira vem pouca quantidade de secreção que fica lá no circuito eh da sonda de aspiração se isso é Prejudicial pro paciente ou não porque ela diz que a gente é acostumada a lavar a sonda né
aí vocês tem alguma coisa a comentar sobre isso sim né gente um uma extensão suja é um foco de colonização de bactérias né então por mais que a gente vá lá se a gente for fazer uma aspiração no circuito aberto a gente conecte Nossa sonda estéreo esteja com a nossa luva estéreo a gente vai conectar no num num dispositivo sujo nada me garante de que De alguma forma algum microrganismo não vai desprender mesmo que o váo seja contrário né então é o ideal é que a gente mantenha todas essas conexões paralelas lavadas realmente né limpas
porque o qualquer acúmulo de idade vai ser um foco de de colonização a mesma coisa os serviços que usam como padronização o circuito de aspiração fechada O track care né Eh a gente vai ter menos chances de contaminar o paciente porque o circuito já está Fechado sim só que a gente aspirou uma secreção ap purulen então um paciente que já tá infectado e a gente não fez a lavagem da extensão do do próprio tracc quando a gente colocar de novo aquilo ali também vai tá cheio de bactéria colonizada então aumenta ainda mais o nosso risco
então o ideal é que a gente faça sim a lavagem para que a gente não tenha esses esses microrganismos eh colonizando ali nesses dispositivos tem uma pergunta aqui pra Morgana que é o perfil de resistência bacteriana oral obtido na ute se mantém cronicamente quando o paciente volta para casa eh a gente não tem tanta informação na literatura disponível especificamente sobre a microbiota oral né o tempo em si que levaria para retornar ao normal ou quanto tempo o paciente fica mas pelos relatos que a gente tem né de Estudos em Literatura e pelo que a gente
observa dos pacientes ele se mantém sim durante Um tempo mas quando o paciente retorna às atividades normais né alimentação normal eh o ambiente em si que ele tá Diminui sim primeiro diminui em relação à unidade formadora de colônia né quantidade de bactéria e depois o perfil microbiano retorna Então a gente tem prevalência maior de Gran positivo mas é eu acho que depende muito por exemplo se é um paciente que vai embora eh com algum dispositivo de suporte respiratório se é um paciente que foi TR Customizado e vai embora para ser decul se tem disfagia eu
acho que vai depender vai ser mais individualizado o que a gente pode dizer é que a gente Pelo menos durante 30 a 40 dias a gente sabe que esse padrão dos dos microrganismos orais se mantém sim obrigada eh a gente não tem mais perguntas no chat mas eu queria fazer fazer uma pergunta que é meio que um desafio porque a gente não tem tempo para vocês todos Responderem mas eh eu só queria que cada um falasse de uma forma bem breve porque realmente nosso tempo tá tá curto mas é que eu queria muito ouvir Apesar
de que a palestra de vocês foi sobre isso né mas olhando pra realidade nosso Hospital né que infelizmente a gente ainda tem muita infecção relacionada à saúde né Eh o que que a gente faz de bom agora O que que a gente precisaria melhorar para diminuir nosso serviço na Perspectiva da enfermagem da físio e da Odonto porque Um dos objetivos também dessa reunião é a gente melhorar cada vez mais é uma pergunta desafio por causa do tempo começ com Diego ótimo Nossa que desafio eh Bom vamos lá eh é que é a gente tá eu
acho que o hospital São Paulo a gente eh a gente meio que é acostumado a ou é doutrinado ou a sempre trabalhar com tantos desafios ali que a gente às vezes acaba se perdendo eh em relação a a ter tudo o Que que eu faço com tudo né com tudo isso porque é sempre a gente trabalha sempre com tão pouco né Com tão pouco recurso tanto humanos recursos humanos recursos físicos e mas enfim eu acho que com o que a gente tem hoje eh eu acredito que eh eu pensaria ali na enfermagem em si principal
eu acredito que o que poderia trazer uma melhora significativa seria trabalhar com uma educação permanente e auditoria da equipe sabe eu acho que eh Falta muito Ainda eh principalmente pensando na Perspectiva da enfermagem eh eh os enfermeiros ali eu acho que se empoderar no sentido de de se apropriar realmente do Cuidado sabe porque eu vejo muitas das vezes ali meus colegas de fato não se apropriando do Cuidado ou colocando ali de lado tipo isso é meu Isso é seu sabe e e realmente não tipo a gente é uma equipe e vamos se apropriar realmente do
Cuidado sabe se apropriar do cuidado quando eu falo do cuidado é Não sentido de pegar as atribuições do fío né mas por exemplo aspirar um paciente eh mobilizar esse paciente eu acho que isso acabe a a nós né então eu acho que eh falta eu vejo eh essa questão de de se apropriar realmente do cuidado de de se apropriar realmente do que é nosso mesmo da enfermagem e eu acho que uma educação permanente de fato ali que esteja mais presente de trabalhar com com os técnicos de enfermagem de Trabalhar de trabalhar ali com com os
cuidados ver se realmente aqueles cuidados que você prescreveu foram realment realizado Eu acho que isso de uma certa forma ia trazer uma melhoria pros pacientes ass ser muito grande eu concordo muito com o que o Diego falou eh eu acho que dentro da UTI não não ninguém tá disputando nada né E a gente tem que tá lá em prol do bem-estar do paciente então cada um tem suas atribuições sim mas a gente é uma Equipe Então a gente tem que se conversar a gente tem que se alinhar a gente tem que se ajudar não é
roubar atribuições não é fazer birra bater o pé falar não vou fazer então é a gente conversar é a gente entender o nosso papel como centro de cuidado do doente então eu acho que o nosso maior foco eu acho é comunicação Dani se eu pudesse resumir o que eu quero dizer é assim comunicação e educação continuada então assim a gente Sempre reforçar o nosso papel ali dentro a importância da equipe multti engajada no paciente a gente se ajudar porque a gente sabe que a pobreza de recursos técnicos e humanos que a gente tem dentro do
nosso serviço eh e mesmo assim a gente prestar um serviço de excelência que é o que todos nós estamos engajados em fazer então comunicação e educação continuada a gente reforçar a importância dessas medidas porque às vezes existe uma exaustão tão grande de De de várias coisas somatizadas e que a gente acaba eh comendo bola no no umas coisas pequenas mas que quando a gente vai botar na ponta do lápis vai fazer toda a diferença na nossa assistência e no Cuidado do paciente e nos desfechos desse paciente morena bom Concordo com eles eu acho que começando
pelo lado né positivo em si do que eu acho que a gente tem eu acho que em relação a presença em si da odontologia dentro do espaço né de uma Forma mais próxima um pouco Eu acho que já é um grande ganho porque a gente sabe que em muitos setores isso não acontece dentro do próprio hospital e em outros hospitais inclusive hospitais de excelência a gente sabe que não tem né uma proximidade assim da equipe multi em relação à Odontologia especificamente e eu acho que isso possibilita muito a gente em relação às reavaliações dos pacientes
a auditoria né a gente saber como que os pacientes estão a higiene Oral né ter essa avaliação constante e eu acho que se eu pudesse pontuar pra gente né duas coisas que poderiam ser melhores mas que eu acho que a gente tem melhorado uma coisa nos últimos tempos que é em relação à comunicação também porque eu acho que às vezes é difícil da gente passar pra equipe isso ser passado adiante né mas eu acho que a gente procura estratégias por exemplo as plaquinhas de higiene oral a participação das visitas multti Eu acho Que isso a
gente tem conseguido trabalhar de alguma forma e em relação a recursos mesmo porque a gente sabe que tem alguns dispositivos que ajudariam principalmente a equipe de enfermag né um suab com aspiração para ser conectado eh na na bomba de vácuo uma escova de dente com aspiração que são às vezes instrumentos que poderiam auxiliar em relação à higiene oral em si que a gente sabe que em outros lugares funciona muito bem mas são essas Coisas gente a gente já está adiantado na nossa hora eu queria agradecer todos vocês e eu só queria agradecer né em nome
de todos vocês Infelizmente a gente sabe que e a prevenção Ela depende todo o time multi a gente não conseguiu aqui colocar todo mundo por causa que é uma discussão de uma hora mas com certeza a fono ia contribuir a farmácia a todo mundo né e eh eu só queria finalizar com essa palavra mesmo comunicação que é tudo e a gente tá lá pelo doente né E se A gente não tivesse um time multi forte que se doa pelo outro a gente não ia conseguir ser o serviço de excelência que a gente é né e
a gente faz até milagre né porque o nosso recurso humano tá bem difícil tá muito escasso né mas eu queria agradecer todos vocês em nome de todo o nosso time né e falar que nós somos bons Mas a gente pode melhorar muito e esses encontros eles estão aqui para perpetuar a educação continuada e é sempre bom a gente falar no tema pra Gente pensar nele melhor pra gente melhorar sempre os nossos doentes né Afinal a gente demora muito para salvar os nossos doentes para perder depois eles por infecção né então obrigado Obrigada e a gente
segue aí conversando todo mundo tá aqui parabenizando falando quando crescer quer apresentaro a vocês tá bom obrigada obrigada morg Diego Parabéns pela aula pela parceria gente boa noite Obrigada obgada tchau gente Obrigada viu