Olá, vamos para mais uma aula eh agora falando sobre o sistema nervoso autônomo. E aí, claro que dentro desse sistema a gente vai focar mais na parte anatômica, mas não deixando de falar também um pouquinho da questão funcional e farmacológica que envolve o sistema nervoso autônomo. Então, como a gente já viu algumas vezes, o sistema nervoso, ele é subdividido em central e periférico inicialmente, sendo que o sistema nervoso central vai ser composto por encéfalo e medula espinal.
O encéfalo ainda com suas subdivisões em cérebro, cerebelo, tronco encefálico, sendo cérebro subdividido em telencéfalo de enccêéfalo e o tronco em mesencéfalo, ponte bubo, enquanto o sistema nervoso periférico, funcionalmente falando, vai ser subdividido numa divisão aferente eente. Anatomicamente a gente tem nervos e ganglios, né, que compõe a subdivisão do sistema nervoso periférico. Mas funcionalmente falando, a gente diz em divisão aferente eente.
A divisão aferente é aquilo que leva a informação toda da periferia para o sistema nervoso central. Então, toda a informação que vem da periferia pro sistema nervoso central passa pel aquelas vias aferentes e compõe a divisão aferente do sistema nervoso periférico. Já a divisão eente é relacionada com as informações que vêm do central pra periferia e aí são as grandes vias erentes que podem ser somáticas ou autônomas.
A divisão eferente somática é que se relaciona com a a condução de informações para músculo esquelético, ou seja, para músculo de contração voluntária, enquanto o sistema nervoso autônomo também é chamado de visceral e é aquele que leva informação eh pro sistema nervoso, do sistema nervoso central para músculos de contração involuntária, como músculo liso e músculo cardíaco. E aí se subdividem em novas duas classificações que são o sistema nervoso autônomo simpático e parassimpático, tá? Então a gente viu que ele é também chamado de visceral.
Qual é a diferença básica entre o sistema nervoso eh eferente somático e autônomo? O somático, como a gente falou, ele sempre vai inervar músculo esquelético. E esse efeito na musculatura esquelética, ele é sempre estimulatório, tá?
Então, a informação sai da do sistema nervoso central, vai pra periferia inervar no músculo esquelético sempre de maneira estimulatória, enquanto o sistema nervoso autônomo, ou seja, a divisão eh visceral do sistema nervoso eferente, simpática ou parassimpática, podem ter funções, efeitos tanto estimulatórios quanto inibitórios e vão agir em órgãos que não têm controle voluntário. como, por exemplo, as víceras do tubo digestório, as víceras que compõem o sistema circulatório, o sistema respiratório, as glândulas, em menores palavras, músculo liso, glândulas e músculo cardíaco, tá? A gente vai falar de cada uma dessas subdivisões ao longo da aula, ou de maneira independente ou de maneira integrada, dependendo do aspecto que a gente quer ressaltar.
Então, começando com as diferenças anatômicas e onde que se localizam os neurônios preganglionares, ou seja, de onde partem os neurônios que vão para a periferia, seja simpático ou parassimpático. De novo, de onde saem, opa, de onde saem os corpos celulares dos neurônios do sistema nervoso central que vão pra periferia. No caso do sistema nervoso autônomo simpático, esses neurônios, eles sempre vão partir daqui de onde tá vermelhinho, ou da região torácica ou da região lombar da medula espinal, ou seja, a partir de nervos espinhais.
Então, sempre, sempre, sempre, sempre. O que significa que os corpos celulares que vão enervar a musculatura associada à musculatura esquelética eh do sistema nervoso, a da musculatura lisa ou cardíaca ou até mesmo glândulas do sistema nervoso autônomo simpático, sempre sai por nervos espinhais da região torácica ou lombar da medula espinal. Já o parassimpático, a gente vai ter neurônios que partem tanto da região do tronco encefálico, como a gente vê aqui em cima, e aí vai partir de nervos cranianos, quanto da região cervical ou sacral, então as extremidades da medula espinal.
E aí a gente tem a saída por nervos espinhais, tá? Então vejam que a localização do neurônio preganglionar, por que que preganglionar? a gente vai ver que existe um ganglo importante para constituir essa atividade.
Então, o neurônio pré-nganglear, ou seja, antes do ganglio do sistema nervoso autônomo simpático, sempre se projeta das regiões torácica e lombar da mídula espinal, saindo por nervos espinhais. Enquanto o neurônio preganglear do sistema nervoso autônomo parassimpático se projeta ou do tronco encefálico, de onde ele vai sair por nervos cranianos, ou das regiões cervical ou sacral da medula espinal, de onde ele vai sair por nervos espinhais. Bom, daqui essa informação vai para um ganglio antes de chegar no órgão efetor.
E aí a gente vai eh observar onde que se localiza o ganglio, tanto no simpático quanto no parassimpático. No caso do sistema nervoso autônomo simpático, o ganglio e consequentemente o neurônio pós ganglionar se localiza ou no que a gente chama de cadeia eh ganglionar paravertebral ou cadeia ganglionar pré-vertebral. Qual é a diferença?
a cadeia eh eh paravertebral, a cadeia ganglionar paravertebral vai conduzir informações pros órgãos ou da face ou da cavidade torácica, ou seja, mais superior. Enquanto a os gangnglios, os neurônios dos gangnglios pré-vertebrais, que são esses aqui, ó, que estão um pouquinho mais distantes das vértebras, eles vão levar essa informação ou pros órgãos eh da cavidade abdominal ou pérvica, tá? Então, abdômenopélvica.
E aí a gente vai ter a condução dessa informação, então, da região ou torácica ou lombar. Geralmente a informação torácica sai e vai pros ganguos paravertebrais e nervar ou face ou cavidade torácica, enquanto os neurônios presentes na região lombar saem e vão fazer conexão, a primeira conexão na cadeia pré-vertebral para inervar os órgãos da cavidade abdominopélvica. Já o sistema parassimpático tem os seus neurônios pós-ganglionares localizados nos ganglios que estão próximos ou até mesmo dentro do órgão alvo, dentro do órgão de de eh final, né?
Alvo final. Então, por exemplo, ele sai aqui ou da região cervical, lembra que o pré-anglionar sai da região cervical e o pós ganglionar vai e aí ele sai para um ganglio ou um ganglio presente dentro da face, por exemplo, eh, em algum órgão da face, um olho ou no ouvido, ou dentro de um ângulo presente nos órgãos da cavidade abdominal ou nos órgãos da cavidade eh pélvica. E aí o ganglio, ele fica distante da do seu primeiro neurônio, né, da medula espinal, onde eu tenho aqui o primeiro neurônio, aqui o segundo neurônio, esse aqui é o pré-anglear, esse é o pós-ganglionar.
Da mesma forma no simpático, esse aqui é o neurônio préganglionar e esse aqui é o neurônio pós-ganglionar. consequentemente, pelo fato de eh os gangnglios do sistema nervoso simpático se encontrarem próximos da medula. Então aqui, ó, é medula espinhal.
Lembrem-se que o ganglio ele é ou paravertebral ou pré-vertebral, que significa que ele tem uma distância da medula espinal pequena, né? Ele tá próxima linda da medula. Significa que a fibra desse neurônio pré-anglionar é uma fibra curta, enquanto a fibra do neurônio pós-nganglionar, que é a fibra que sai do ganglio em direção ao órgão alvo, é uma fibra longa, porque o ganglio está próximo da medula e não próximo do órgão alvo.
Já no parassimpático é o contrário. Como eu tenho aqui de novo a medula espinhal, só lembrando que aqui é região torácica ou lombar, no caso da via simpática e da via parassimpática cervical sacral. Então, da medula espinal, esse primeiro neurônio, que é o neurônio preganglear, ele precisa percorrer um longo caminho até chegar ao ganglio, que geralmente está dentro do órgão alvo ou muito próximo desse órgão alvo.
E aí fazer a primeira sinapse. Depois dessa primeira sinapse, esse segundo neurônio, que é o neurônio pósganglionar, vai emitir uma nova projeção que vai até o órgão alvo e é curta. Por quê?
Porque agora ele está ou dentro ou próximo do órgão alvo. Então essa fibra aqui é curta, enquanto essa é longa. No caso do parassimpático.
No caso do simpático é o contrário. Essa aqui é curta e essa aqui é longa, tá? por conta da localização anatômica desses neurônios pré e pós-ganglionares.
farmacologicamente falando, as fibras pré-sinápticas. E aí, independentemente se eu tô falando de simpático ou parassimpático, aqui, tanto para sistema nervoso simpático e sistema nervoso parassimpático, ambas as eh as sinapses dessa sinapse que acontece dentro do ganglio, ou seja, essa sinapse que acontece aqui, ó, na região do gangnglio, que é entre o neurônio pré-nganglionar e o neurônio pós-glionar, ela é mediada pela acetilcolina, que é um neurotransmissor extremamente importante para eh diversas sinapses, diversas comunicações neuronais. Já a fibra pósináptica, ou seja, a comunicação entre esse neurônio e o órgão alvo e a célula do órgão alvo, no caso do sistema nervoso parassimpático, também é mediado pela cetilcolina, ou seja, segue sendo mediado pela cetilcolina, mas a divisão simpática é mediada majoritariamente por adrenalina ou noradrenalina.
Eh, e aí eu não vou fazer essa diferenciação aqui, tá? A gente tem algumas exceções onde a divisão simpática é mediada para acetilcolina, mas eu não vou entrar nas exceções, eu vou falar do do modo geral. E aí esse desenho ele ilustra bem tudo que a gente falou.
Então a divisão simpática, eu tenho um neurônio preganglear que tá na região torácica ou lombar, tá? Então a gente tem ou na região torácica ou na região lombar. Esse neurônio preganglear faz uma sinapse em um ganglio, que é um ganglio que está perto da medula espinal, portanto, a distância é curta, consequentemente, essa fibra pregranglionar é curta.
Essa primeira sinapse é sempre mediada pela acetilcolina, tá? Enquanto esse neurônio seguinte, que é o neurônio pós-glionar, ele vai se localizar num gânglio que tá próximo da medula. Por consequência, a sua fibra pós-glionar até chegar ao órgão efetor, até chegar ao órgão alvo, é uma fibra mais longa.
Então, tem uma fibra longa aqui e curta aqui. No caso do parassimpático, ah, e também é mediado. E agora vai ser mediado pela adrenalina ou noradrenalina.
Essa segunda sinapse. No caso da divisão parassimpática, o neurônio pregangle, ele sempre tá ou na região cervical ou na região sacral, tá? Eh, a primeira sinapse, ela apresenta uma fibra pré-longa.
Por quê? Porque o ganglio do sistema nervoso autônomo parassimpático não está perto, ou seja, ele está longe, distante, né, da medula espinal, tá distante dessa medula espinal. Eh, o que significa que a fibra pré é longa e a fibra pós é mais curta.
Tanto a sinapse do ganglio quanto a sinapse no órgão alvo, ambos são mediados por acetilcolina. OK? Funcionalmente falando, a gente tem diferença.
Sim, nós temos diferenças funcionais também. Quais são as principais diferenças funcionais? O parassimpático, vocês vão observar que de uma maneira geral ele tá associado eh com funções mais da digestão, tá?
Tá? Então, a gente tem aqui, ó, a contração da pupila, estimula salivação, eh, reduz batimento cardíaco e aí por isso que em logo após a alimentação a gente fica mais devagar, fica mais lento, enquanto que o simpático vai ser relacionado ao que a gente chama de função de luta ou fuga. Então, as funções de luta ou fuga se relacionam com situações de emergência na qual o indivíduo se confronta, por exemplo, com um ataque perante o qual deverá exercer grande esforço, seja para lutar ou para fugir.
É o que a gente chama de luta ou fuga. Já a função parassimpática é aquela de repouso e digestão. Então a função parassimpática ela tá mais associada, mais relacionada com a homeostasia do dia a dia, funções de repouso fisiológico, participar das funções digestivas.
E essa ativação ou do simpático ou do parassimpático é uma balança. Então, enquanto o simpático tá mais ativado, o parassimpático tá pouco ativado. E vice-versa, quando o parassimpático se ativa, o simpático fica mais inativado.
Numa situação normal, ou seja, uma pessoa que tá em repouso, em homeostase, não tá nem fazendo exercício, mas também não tá acabando de digerir um alimento, a gente tem esses dois sistemas. se equilibrando na balança. Quando eu tô numa situação que dependa de exercício, de atividade, geralmente a gente ativa o simpático e numa situação de repouso e de gestão, o parassimpático.
Quer ver um exemplo de situações onde isso acontece? Pensem nesse indivíduo que se depara com uma um perigo, tá? uma situação de perigo.
O que que vai acontecer com a pupila desse indivíduo? Ou seja, com os olhos desse indivíduo? A gente vai ter dilatação da pupila para possibilitar uma maior entrada de luz e essa maior entrada de luz visualizar melhor o cenário.
Isso é o que a gente chama de midríase. Então, uma dilatação da pupila, fazendo com que haja uma maior captação, uma maior entrada de de luz. O coração é fácil, coração dispara.
Então a gente fica com aumento na frequência cardíaca e aumento na força de contração desse coração. As arteríolas de região de pele e mucosa contraem e é por isso que a gente fica branco, né? Então a gente naquele momento de susto a gente fica inicialmente branco, porque essas arteríolas, esses vasinhos que estão na região de pele, mucosa, das víceras abdominais, eu não preciso de energia para essa região.
Essa região precisa canalizar a energia para onde realmente é importante, que é quem? o músculo esquelético. Então, em pele, mucosa, víceras abdominais, a gente tem contração do vaso sanguíneo, que significa que eu levo menos sangue para aquela região.
Já no músculo esquelético, contrário, eu tenho dilatação do vaso sanguíneo, canalizando mais eh eh recurso para o músculo esquelético. O pulmão, a gente aumenta a frequência respiratória. Então, o pulmão faz broncodilatação, que é para aumentar a captação de ar pela pelos brônquios.
O fígado quebra energia, ou seja, libera glicose na forma eh a partir do glicogênio e a partir de uma glicenólise, ou seja, produção de glicogênio. E o músculo esquelete, o músculo esquelético ganha força de contração e também quebra o seu glicogênio para liberar eh energia. Então a gente vê no final que todos esses eventos, desde o olho passando pelo coração, pelas arterílas, pelo pulmão, pelo fígado, músculo esquelético, eles preparam o corpo para a ação, para entrar em atividade, tá?
Então, resumindo, tudo que a gente falou sobre essa aula, simpático, sistema nervoso simpático, a gente tem os nossos neurônios preganglionários, ou seja, de onde se originam a de onde se origina a informação que vai para o sistema nervoso eh simpático, sempre da região ou torácica ou lombar, sendo que esse neurônio sai da medula e imediatamente entra em contato com um ganglio ou paravertebral No caso, principalmente dos neurônios que saem da torácica, início da lombar, e aqueles que saem mais do final da lombar, vão pros gangnglios prévertebrais. Nesses gangnglios pré-vertebrais, eu tenho um segundo neurônio que vai se comunicar com esse primeiro através de uma eh sinapse mediada pela cetilcolina. E aí essa célula, esse segundo neurônio, agora parte do ganglio até o órgão alvo, onde ele vai se comunicar com o órgão alvo por uma sinapse de adrenalina.
Pelo posicionamento dos gangnglios, a fibra préganglionar do simpático é curta, porque o ganglio tá perto da medula e a pósganglionar é longa. No caso do parassimpático, a gente tem essa informação partindo ou do tronco encefálico, que aí vai sair pelos nervos cranianos, ou da região cervical da medula, nervos espinhais, ou da região sacral da medula, que também sai pelos nervos espinhais. Nesse caso, o ganglio não está localizado próximo do órgão de origem, né?
Próximo da medula espinal, ele tá próximo do órgão alvo. O que significa que a primeira comunicação entre o neurônio pré-nganglear e o pós-ganglionar acontece de maneira distante da medula por mediação de acetilcolina. E a segunda, eh, esse segundo neurônio que é o pó ganglionar, se projeta do ganglio que está próximo do órgão até de fato o órgão ou a célula alvo.
E aí faz essa mediação da conversa também por acetilcolina. Só lembrando que o fato do posicionamento do ganglo estar longe da medula e próximo do órgão alvo faz com que as fibras pré-nganglionares sejam longas e as pós-ganglionares sejam curtas. No caso do parassimpático, funcionalmente a gente vai ver que eles enervam o mesmo, praticamente o mesmo conjunto de órgãos, né?
Com a diferença que geralmente o simpático tá relacionado com função de atividade física, luta ou fuga, exercício, enquanto parassimpático com funções de eh repouso, digestão, tecido eh sistemas que estão envolvidos aí com o processo digestivo digestivo. OK? Então, espero que tenha ficado claro para vocês.
Até uma próxima.