Como seria sentar que você ganha heidegger para conversar Nossa ia ser doido que que ia dar o pensamento é uma rede na qual a gente participa a gente se coloca nele seja como leitor seja conversando seja escrevendo ninguém pensa sozinho assim como ninguém fala sozinha não existe palavras sem esse sem esse nexo sem isso que vincula um e outro se você fosse escrever um texto e você soubesse que a sua vó ia ler você Escrever de um jeito que o seu melhor amigo e além você escrever de outro que uma pessoa no ônibus sentada do
seu lado você escrever de outro como você escreve um livro que você não sabe quem vai ler [Música] E aí gente vocês estão ouvindo o primeiro imposturas filosóficas do ano de 2023 este que é seu podcast de filosofia que a gente produz no site razões inadequada eu estou aqui com o meu amigo Rafael E aí como é que você tá Descansou bastante preparado descansado tô bem choveu 80% do tempo então então não tive opção tá tudo bem também tô descansada vai ter muita filosofia esse ano vai ser bem legal vai com certeza antes de começar
queria dizer e dar um retorno para vocês do formulário que vocês preencheram no final do ano passado você se lembram dele conformário a gente fez várias perguntas mas três delas aqui a gente vai responder para vocês porque foi de fato uma votação que Está associada Às nossas escolhas de nome de Episódio escolhas irreverentes e também escolhas de ilustração para capa de Episódio e também sobre o melhor episódio ou os episódios que agradaram mais aos ouvintes Então vamos lá Bora [Música] bom para começar os nomes de Episódio favoritos dos semestre em primeiro lugar rolem a pedra
enquanto Eles dormem eu acho que toda vez que a gente provoca o neoliberalismo a gente acaba A gente acaba agradando né o nosso público é bem de capitalista mesmo em segundo lugar tenho certeza que esse vai agradar muito de vocês que estão aí no chat especificamente usa o filosofia recreativamente obrigado Flávia em terceiro lugar tá todo mundo puto e tá certo é isso é isso é representou bem o clima de 2022 no segundo semestre especificamente passando então para a segunda pergunta que eram Quais foram suas capas favoritas este semestre Então As ilustrações que o pessoal
é gostou mais do nosso querido Felipe Franco é isso em primeiro lugar o Episódio 181 filósofos contra a vontade esse episódio foi muito legal de gravar e eu acho incrível a capacidade do Franco de ilustrar uma conversa essa conversa tá muito bem ilustrada né nessa imagem deu muito certo foi impressionante a ilustração Ok Plenamente satisfeito em segundo lugar inusitado inusitado surpreendente mas totalmente justificado Se soa Bem que Mal Tem programa 171 mais Davis maravilhosa ilustração pose clássica dele Incrível essa ilustração uma das melhores Com certeza é eu fiquei contemplado que eu tinha voltado também então
em terceiro lugar rolem a pedra a imagem também Eles dormem então ganhou de melhor nome e em terceiro lugar de melhor imagem agora campeão o quê o episódio foi bicampeão um episódio na segunda categoria aí e a terceira e última categoria do nosso Oscar Filosófico quais foram seus episódios favoritos então o episódio favorito do semestre Esse foi Um empate técnico eu diria então eu vou colocar os três em primeiro lugar Pode ser porque teve diferença de menos de 1% entre eles então os três em primeiro lugar quem tem amigo tem tudo tem Episódio sobre montanha
e elaboreci maravilhoso e também um pouco sobre nós e em primeiro lugar também como alinhar a luta e Vida Episódio sabe O conceito de presença e em primeiro lugar também só que em terceiro tá todo mundo puto e está certo Episódio sobre afeto biopolítica sobre ódio né é isso que é isso foi muito legal espero que vocês estejam contemplados aí nas escolhas da do público e é isso Brincadeiras à parte a gente adora dar nome batizar coisas é uma mania que a gente tem a gente vai continuar esse semestre fazendo isso a gente vai Continuar
dando nome para Episódio vai continuar com o Franco fazendo ilustrações incríveis e agora com relação aos melhores Episódios aí a gente espera continuar fazendo um bom trabalho né e é tão engraçado porque ilustra era tão bem aquilo que a gente quer fazer a gente quer falar de filosofia a gente quer pensar calmamente sobre certos assuntos e a gente quer fazer isso de um jeito engraçado e reverente leve brincalhão e etc as capas E os títulos eu acho que expressam muito bem isso muita gente falou no formulário deu dicas importantes eu sugestões importantes mas muita gente
falou simplesmente continuem fazendo que vocês estão fazendo isso é muito bom de ouvir porque a gente quer fazer exatamente isso a gente quer fazer isso e a gente vai continuar fazendo isso enquanto fizer sentido e é o que a gente tá fazendo agora inclusive Então vamos fazer vamos fazer a gente consegue Fazer isso Graças a vocês que estão ouvindo Graças aos leitores do site Graças aos alunos então pessoas que assinam o site e a gente mês após mês pode continuar pagando as contas continuar pagando tudo internet é câmera luz nossas contas pessoais e as contas
das pessoas que trabalham com a gente a gente pode continuar com isso graças a essas assinaturas então se você ainda não conhece e pensa em ajudar tem vários benefícios caso você ajude Então passa Lá no site vai lá no Cine tem aí na descrição o link e veja como você pode ajudar vamos junto cola no grupo de estudos Cola nos cursos tem aula toda terça tem grupo toda quarta vão esse ano vai ser animal se você gosta do nosso trabalho ajuda a gente pra gente fazendo isso é isso quebramos o recorde da maior introdução de
todas do episódio Mas é isso vamos juntos Bora para o programa [Música] [Aplausos] [Música] tornar-se autor tão antiga quanto a roda a escrita é uma invenção coletiva de função eminentemente social a palavra é uma superfície simbólica na qual se espelha o mundo nas mensagens de texto nas bulas de remédio as listas de mercado em portas de banheiro e também em bancos de ônibus os pensamentos se reinventam em frases que adquirem sentido a partir de sua posição em um complexo sistema que Mistura o meio o conteúdo e a autoria um parágrafo é um Fantástico plexo de
ideias que sobem a superfície do pensamento daquele que lê entre autor e leitor a multiplicidade de relações heterogêneas de que a escrita depende para fazer sentido exerce uma força disruptiva que tem nos arremessados todos escritores e leitores das mais variadas épocas em direção a um campo aberto no qual a relação com o conteúdo Se enriquece a medida que extravasa sua função social quando renuncia a essa função imediatamente social e comunicativa a palavra ganha uma nova vida agendas pela metade diários esquecidos planejamentos confusos rascunhos de poesia notas de terapia pensamentos envergonhados e grandes ideias que foram
descartadas algo curioso se passa com esses papéis de gaveta em alguns casos geralmente acompanhados de Severo obsessão ele se Transformam em livros um livro é um objeto bastante estranho se não parece é porque a gente se acostumou com ele acreditamos que o livro é por Excelência a forma final da escrita no entanto basta olhar com atenção para perceber que o livro é uma peça que atrapalha toda vestuário da linguagem mesmo os mais funcionais os manuais os normativos os didáticos são bastante esquisitos porque em verdade praticamente não são Lidos e a prateleira vai ficando mais bizarra
conforme avançamos livros que contam histórias romances crônicas contos novelas e ao fazê-lo arrastam os leitores para viver um pouco em seus universos livros que são resultados de pesquisas científicas acadêmicas particulares muito bem lidos por um número bem pequeno de pessoas livros de poesia Nos quais as palavras se esquivam do seu significado dançando no papel livros que prometem grandes respostas Auto-ajuda espiritualidade desenvolvimento pessoal e entregam um pouco mais do que o senso comum livros que fazem grandes perguntas livros de filosofia entusiasmados com respostas Provisórias e novas perguntas [Música] ainda mais estranha do que o próprio livro
é a ideia de autoria porque alguém escreve um livro em nome próprio é fácil responder o porquê de uma Mensagem de texto enviada a um outro e também de uma nota pessoal voltada para si mas um livro vai muito além desses destinos previstos escrever um livro é estabelecer uma conversa com um leitor que não se sabe quem é ali dentro do texto arruma-se a casa para um encontro entre duas grandezas distintas um Eu ou nós e o outro que não tem nome idade nacionalidade tempo identidade gênero sexualidade enfim nada assim sendo escrever é transpor o
Pensamento para superfície nua da linguagem o autor imprime letras No Vazio ali na página de forma um pouco envergonhada as ideias estão inertes que seriam delas sem este outro que as revive mas não pode fazer isso sem inserir nelas os seus próprios pensamentos a partir de sua própria localidade no nexo de relações com o mundo a linguagem é a prova de que ninguém pensa sozinho ninguém inventou a língua Ela se Fez na própria passagem quando muito inventamos uma palavra mas a vida de qualquer vocábulo depende também de uma voz coletiva que limita aqui a colar
vezes o suficiente para lhe dar corpo é por isso que ao escrever tomamos a liberdade de brincar com algo público de valor e neste imóvel e capacidade revolucionária a palavra escrita passeia pela língua dos outros é uma grande responsabilidade o autor porém não é nada assim não é lido assim tornar-se Autor é aceitar o desafio de dar Contorno a multiplicidade que se anuncia no texto que não pode retornar ao mundo sem modular enquanto passa pela cabeça do leitor ele também sua pluralidade tudo que se espera de um bom livro é que ele seja capaz de
direcionar essa multiplicidade para uma perspectiva comum através da qual se possa construir um diálogo nestes termos o livro de filosofia é um desvio particular operado pelo autor em Uma história povoada de esforços coletivos pouco assimiláveis mas perpetuamente em diálogo a filosofia ela mesma se apresenta como essa perspectiva nobre do pensamento que ao longo de milhares de anos tem atraído em sua direção os mais diversos olhares dada a imensa variedade de pensamentos que povoam as páginas é tão difícil quanto Irresistível definir o livro de filosofia tudo que esse autor pode fazer é anotar em palavras arriscadas
o que Neste momento passa em sua cabeça o livro de filosofia é uma ousadia do autor em registrar o seu diálogo com o pensamento produzido em todas as épocas sobre questões [Música] então sabe quando você volta de férias e a professora fala ah escreve aí uma redação contando como foi as férias como foram essas férias eu acho que esse texto ele é um pouco isso a gente tá num processo de tornar-se autor é exatamente Isso é isso eu passei As férias me debatendo com essa ideia eu passei um tempo angustiado com essa ideia que que
é isso porque que por que que de repente eu sinto que a gente precisa escrever a partir de nós mesmos não se desconsiderar uma tradição riquíssima que a gente estuda loucamente mas por quê Porque que né porque que agora parece que a gente precisa falar um pouco em nome próprio né e eu fiquei pensando essa então foi minha Redaçãozinha de fim de férias aí tô voltando voltando desligado obrigado a sensação sabe quando você vai misturando um monte de coisa a gente lê muito né E sabe quando você vai misturando um monte de coisa e não
é mais uma categorização pedagógica de botar Cada Coisa Em Seu Lugar não é mais isso né então poderia que que eu fiz as férias Sei lá eu li um livro do schopenhauer eu li um livro de Sei lá como conversar com o fascista eu li um livro um romance eu li um romance Russo e eu li um livro de história do Brasil uma escravidão lá o dentinho Gomes eu li esses livros e aí eu venho aqui e aí eu começo a falar para você ah o Laurentino Gomes ele escreveu um livro falando de tal período
né escravidão não sei quantos que ela aquele romance o Russo ele é muito bom não sei quando Sei lá eu posso fazer isso isso não é esse autor Definitivamente não e o o o que eu Acho que a gente ficou pensando muito é aquele momento onde a quantidade se transforma em qualidade o que que é ler e continuar lendo sei lá a gente tá eu posso dizer que a gente tá lendo filosofia há 20 anos alguma coisa assim sabe é eu lembro do meu primeiro livrinho de schopenhauer aliás da Martin Claret que eu comprei assim
sabe tipo foi deve ter sido r$ 10 assim em algum momento eu acho que a quantidade se torna qualidade né tem aquele momento de Que a água para de aquecer e ela muda ela muda a vapor eu acho que a gente tá um pouco nisso e a gente tá Tá sentindo o peso e a responsabilidade disso e a gente tá refletindo muito sobre isso eu acho que eu tô na área de ser autor fala do que é começar a escrever sem estar sustentar escondido né sustentado sentar escondido por um filósofo é aquela coisa Tá parecido
mais um pouco diferente é porque a gente vem fazendo Isso né tinham textos lá no rasengadequada de um ano de idade lá em 2012 2013 que eram super ousados nesse sentido e a gente brincava com isso mesmo E com o tempo isso foi acontecendo cada vez menos porque a gente foi fazer faculdade porque a gente foi estudar porque a gente começou a sentir necessidade de estudar filosofia e começar a escrever sobre esses filósofos e fizemos isso até hoje e provavelmente faremos muito ainda né da aula estudar Determinado filósofo entender o que ele disse trazer aqui
para vocês não podcast explicar nitinosa tudo isso é linda a gente vai continuar fazendo isso e gosta disso mas essa coisa que era uma brincadeira leve começou a se repetir de um jeito não tão leve que é tipo caramba eu tenho material pra escrever um livro é isso então eu posso lançar e como é que a gente lança isso eu devo lançar isso eu não devo o que que eu falo Será que eu Falo alguma coisa demais todas essas perguntas estão num campo de algo que se e eu sinto que o processo que a gente
está entrando a gente fez 10 anos a gente concluiu determinado as coisas o processo que a gente começa a entrar é um processo de autoria é um processo de se responsabilizar não só pelo aquilo que pensa mas pelaquilo que se escreve num sentido mais mais amplo mas criativo a gente pode chamar assim que já não reporta mais tanto a uma figura Específica um filósofo específico ou a um grupo específico de filósofos Mas a todo um contato que uma vida tem com uma multiplicidade de coisas né para esses escritos a gente tá lendo Literatura e vem
uma ideia você tá conversando com um amigo uma amiga e vem uma ideia e aquilo vai para o livro é outro processo não é um processo de preparo de aula um processo de pesquisa de Mestrado aonde né Você tem um conjunto de livros e tá ali um pouco né ali Fundamental do que você quer dizer fundamental daquilo que a gente quer dizer em algum sentido tá na gente e no mundo tá no nosso contato na nossa relação com esse mundo isso é usado por isso o texto fala dessa Ousadia e angustiante E aí eu sintetizei
essas duas coisas nesse texto para a gente começar o ano pensando mais uma contextualização rápida que é o texto também fala dá uma definição de livro de filosofia Eu achei que ia ser um bom tema para um bom texto para a gente abrir o ano eu escrevi ele isso semana passada porque a gente costuma abrir o ano perguntando o que é filosofia e dessa vez a pergunta se modular um pouquinho que é o que é um livro de filosofia filosofia não é só livro né Filosofia é mais que isso mas existem a filosofia tem uma
relação de corpo a corpo com os livros e que é um livro de filosofia entre esse texto também Tenta dar uma resposta para eles Acho que são são questões pra gente conversar e e talvez começar pelo começo do texto que a a pergunta assim Gelo o que que é a palavra boa porque que por que que a gente escreve um texto Porque que a gente não fica conversando porque que a gente quer escrever um texto Tem muita gente que não escreve textos né você pega da antiguidade tem gente que não escreve texto você pega hoje
tem gente que não escreve textos para não dizer hoje porque não me Vem nenhum na minha cabeça Lacan tem os seminários né A maioria do que se tem de focou são os cursos dele no colégio de France sim então falar né falar é muito forte e a escrita é muito forte o que que é um ao todo o que quer alguém escrever um texto e eu fico pensando o quanto o pôr em palavras é muito interessante né eu Rafael A Gente Tem trabalhado a gente a gente fez várias várias Promessas de ano novo diretrizes o
Crenac o Guima falou muito bem o o Kinect fala Falar é é também muito muito potente o poder em palavras ele ele tem alguma coisa tão mágico Quanto quanto quanto quanto a fala e e e eu e o Rafael a gente a gente colocou algumas diretrizes de ano novo de voltar a escrever a gente né vai escrevendo menos a gente tava escrevendo muito menos E aí a escrita não só escrevendo menos como colocando a escrita em segundo plano é tipo esse curso que a gente deu vamos Transformar em texto colocar no site e tal o
que não é ruim mas bota o lugar Olha o lugar da escrita ela tá nesse lugar e a gente tava pensando muito nisso E aí o Rafael começou o processo de da escrita do que é relacional eu também comecei a ficar com muita vontade de escrever e e tem sido muito Alucinante pra nós O que é botar as coisas em palavras e eu eu eu posso falar pelo pelo meu processo aquele que ele tá menos desenvolvido ainda o que é Para mim ler coisas e aí eu tô lendo coisas bem bem heterogêneas e tentando juntar
coisas heterogêneas eu tô lendo uma definição que eu tava que eu tava dando que eu achei muito engraçado como seria sentar Carl Sagan para conversar Nossa ia ser doido o que que ia dar uma outra definição que eu dei é o que que aconteceria se a gente desse um telescópio para Sartre o que que aconteceu sabe essa pergunta o que que é telescópio Sartre o que que é isso Quando você começa a ler coisas é heterogêneas e tentar botar essas coisas em palavras conjugar essas coisas nesse caso no meu caso seria o que que é
espinosas apaixonado por três pessoas exatamente pensando Mano eu tô afim dela dela E aí ele fica tipo o ato de o meu processo está muito Inicial Eu tô lendo e tô fazendo fechamentos e tô passando fichamentos é basicamente isso que eu tô fazendo ainda Não tem um livro tô fazendo isso mas isso para mim já é alguma coisa assim de outro mundo porque eu vejo certas palavras que se repetem eu vejo certos pensamentos que se repetem eu vejo dois pensamentos que não se batem E aí eu deixo um pensamento bem longe do outro na página
e fala Olha eu vou ter que resolver vocês e vai ser depois agora eu não consigo fazer nada eu vejo um pensamento que eu falo isso eu não estou preparado para escrever é eu jogo lá no Fundo eu falo quando eu chegar no fim eu vou conseguir falar de você eu tenho certas ideias iniciais que eu falo não essa aqui tá de boa só que não começa não tem problema nenhum e parece que as coisas vão se entrelaçando se é isso mesmo exatamente essa palavra elas vão se entrelaçando o texto ele vai ganhando consistência conforme
eu vou entrelaçando e eu fico pensando na palavra que que é usar a palavra para Falar o pensamento a gente eu penso coisas todo mundo que tá lendo pensa coisas e a gente tem a palavra tem pensamentos que não tem palavras sim não tem palavras simplesmente Tem coisas que a gente pensa que a gente ainda não tem palavras Tem coisas que a gente pensa que as palavras que a gente usa a gente não sabe usá-las direito tem coisas que a gente pensa que a gente vai conseguindo traduzir cada vez mais em palavras e a gente
tá nesse processo e Esse processo é demais é isso esse processo é incrível esse processo a gente tem 3.000 anos mais ou menos de documentação de um grande apaixonamento da humanidade por esse processo é eu brinquei no texto é tão antigo quanto a roda Porque de fato a Mesopotâmia aonde a gente tem os primeiros registros de escrita escrita cuneiforme né que é feito com a Cunha né por isso que o neiforme é mais ou menos os registros que a gente tem do uso de roda no Sentido mais funcional como a gente pensa hoje né então
são registros Claro tudo é muito contestava né a gente sabe que historiografia é um campo complexo mas é uma brincadeira que faz a gente pensar mano que função hein a roda faz coisa né e a escrita não e a palavra não a palavra surge né a palavra escrita especificamente surge como uma grande faz uma grande revolução certo a revolução que existe a partir da cultura Mediterrânea então no Egito na Grécia no Oriente Médio tudo isso né o hebreu é tudo isso toda essa é toda essa produção de escrita modificou o mundo mundo pensando texto bíblico
ou ou mesmo a aturar ao mesmo né as religiões são Mega antigas hoje ainda em relação com um texto fundamental ou seja o lugar do texto não é qualquer coisa e escrever então não é qualquer coisa certo e aí o que eu brinquei no começo do desse desse texto é Existe a palavra num lugar de Pura função social Então ela é Ela é mais é compreensiva você entender um recado de ou compra tomate limão e sei lá o que é compreensível isso a palavra ali mas tudo bem agora quando você abre a gaveta de uma
poeta que sei lá você encontrou escrito e de repente tem uma lista de feira você vai olhar aquilo de um jeito diferente não mas ou seja as palavras elas elas ao mesmo tempo que elas designam coisas elas são também coisas E ela se e ela se destaca um pouco esse processo de abstração é um enriquecimento absurdo do mundo né porque uma a palavra maçã designa uma maçã mas designa mais do que isso esse a mais que a palavra põe no mundo é algo que a gente tá apaixonado a milhares de anos milhares de anos e
essa e é esse desliga essa esse campo mais retraído da linguagem esse campo do da né que no texto da Brincadeira do papel que fica na gaveta do diário do que eu escrevi para mim mesmo ou né da carta que eu não mandei e que vai virando alguma coisa que ali vai né às vezes vira um livro às vezes vira se transforma em alguma outra coisa e volta para um campo social voltar ao mundo num contato com o outro mas esse contato já não é o da pura comunicação Eu acho que eu pensei um pouco
diferente de você porque quando você falou da palavra funcional eu Pensei a palavra funcional ela é a palavra conhecida né Eu uso o uso funcional da palavra é o uso eu sei eu sei o que que é uma demanda eu sei o que que é compre eu sei o que que é tomate eu sei que o que que é limão então compre tomate e limão eu sei o que que é isso existe um uso então é uma ordem mas existe um uso informativo digamos assim do que eu não sei ainda sei lá vou vou tentar
explicar isso de um ainda funcional mas eu não Sei ainda E aí eu fico pensando a linguagem nascendo o que que é a linguagem nascendo é eu tendo que dizer para você não vai ali porque ali tem um leão não vai ali isso é linguagem né não vai ali tem um leão e vai ali ali tem caça ali tem fruta ali tem o que a gente quer um uso um uso funcional Eu ainda pensei um pouco disso E aí o que eu acho que eu pensei diferente foi existe esse uso do saber do Gostei do
vai ali do não vai ali eu sei o que que a gente tem que Fazer vamos fazer isso e existe um uso que é eu não sei quem quem foi a primeira pessoa que disse eu não sei pois é pois é uma eu não sei uma ótima Pergunta a descrição que seria eu acho que a gente tá pensando diferente porque você está pensando em linguagem Ampla eu tô pensando em linguagem escrita é verdade eu tô restringindo eles porque aí se a gente for traçar a história da linguagem aí a gente vai para falando antropologia E
né É uma questão um pouco mais Ampla assim mais longe muito mais de 3.000 anos e aí nossa aí a gente já teria que vai entrar música talvez eu lembro também eu lembro da da daquele poema muito bom do do manual de Barros né que ele falou tô cansado da palavra que serve para informar exato né E aí acho que acho que a gente volta nessa nessa dentro da questão da palavra no texto que é o que que é achar uma uma uma lista de supermercado na gaveta de uma Poeta eu não sei se ela
comprar e limão e tomate ou talvez ela até começasse assim mas onde será que a Dai o que que será que vai acontecer e eu ia chegar nesse nesse ponto de dizer Existe a palavra que informa né compra isso ali tem um leão e existe essa palavra que abre para um lugar novo que abre para o desconhecido que abre para você não sabe exatamente o que que você vai encontrar por isso que é uma merda certos livros né por isso que tem Livro que é tão chato que que você pega um livro Sei lá eu
tenho essa sensação e eu odeio quando eu tenho essa sensação você pega um livro e tudo que a pessoa tá falando você fala tá ligado ah sei sei isso também Ah beleza legal é uma merda desses livros é um saco né certos livros de autoajuda certos livros de filosofia mano que saco que saco e aí quando você pega e não é só filosofia que eu tô falando né Às vezes você cai você pega Um livro de literatura E você começa a ler e falar mano que que esse cara tá falando ou onde essa mina quer
chegar o que que ela tá fazendo por que que ela tá ela não sabe ele não sabe ele né e você não sabe então esse esse eu acho que essa abertura do do autor tem um pouco a ver com isso desse da palavra cansada de informar e talvez por isso a gente se afaste nesse momento com isso um pouco da pedagogia sim porque a pedagogia é um é um campo do do esforço Incansável do eu vou tentar te explicar isso melhor possível eu sei que você vai entender outra coisa tudo bem mas eu vou tentar
te explicar isso o melhor possível você se dedigno se você não entendeu eu vou dar o exemplo e se talvez a autoria não tenha muito bem isso delimita Com certeza e o campo da autoria né o campo do escrever alguma coisa a partir do que se pensa e se vive eu insisto nesse ponto que é ele tá nesse que você também disse que é ele tá Nesse enriquecimento da palavra porque quando você vai tentar traduzir um pensamento para um texto parece que as palavras já não servem mais tão bem né ah que que você tá
sentindo né bom tô triste bom ok mas que que você tá sentindo mesmo né ah tô triste sei lá meio cinza e aí a palavra começou já no equivou quando isso chega no ponto da literatura ou no ponto alguma coisa aconteceu que as palavras elas precisaram encontrar um caminho novo Para né esse entrelaçamento que você trouxe no começo esse entrelaçamento entre o autor o mundo que ele vive e a própria significação equívoca da palavra que vai se que vai se enriquecendo no processo resulta em alguma coisa muito múltipla né no texto Então o que eu
pensei foi ao escrever eu penso muito isso que é eu legal esse texto sou eu que estou escrevendo eu tô aqui digitando as letras e escolhendo as Palavras que eu tô usando mas o encontro que existe entre o momento que eu tô escrevendo as palavras em si mesmas o que eu tô pensando as coisas que eu li para para conseguir escrever aquilo faz com que eu enquanto autor não seja mais do que um Contorno para algo muito múltiplo no texto Então a gente parte enquanto autores de uma primeira multiplicidade essa multiplicidade de saída que eu
acho que a gente tem que lembrar que eu acho que é um exercício Nem saudável de lembrar em qualquer filósofo para não ficar idolatrando achando que o cara né Nossa Senhora o cara mega ultra gênio Tem Geniais Mas o que eu quero dizer é a filosofia é um ela mesma um campo muito múltiplo aonde alguém mergulha e escreve coisas e dá Contorno a um grupo de questões né então determinado autor é genial porque né ele conduziu determinado as questões ele entrelaçou coisas às vezes com a própria vida às vezes com uma crônica às vezes Ele
fez isso de um jeito novo às vezes ele fez uma análise social e a gente vê então essa multiplicidade de saída que vai ganhando um Contorno a autoria no fim das contas ela é uma responsabilidade justamente porque você tá lidando com algo e aí está no texto também com algo que não é exatamente só seu com algo que você tá colocando de muita de muitas né que diz respeito a muita coisa e diz respeito a história de uma palavra que Diz respeito a uma situação no mundo que diz respeito a história do pensamento e chega
você quer comentar isso porque chega no em que a multiplicidade de saída é o leitor vamos vamos chegar aí eu eu ia trazer um exemplo que eu acho que eu já trouxe vai que eu tinha eu tinha um professor de física que Eu odiava eu gostava de muitos professores de física e esse odiava porque ele falava de física mecânica então ele falava quantos segundos ia demorar para O carrinho chegar no ponto e aí ele falava Ah para quem é de humanas e não tá entendendo ó pensas que é um carrinho vermelho que tá querendo ir
no shopping e ele tá atrasado e ele e aí ele ele fazia de um jeito tão escroto que ele separava as duas coisas né a física e as humanas e as humanas são bolinhas e a física é os números de verdade e essa separação eu acho ela muito artificial e você falando eu pensei nisso assim como os manuais são estúpidos né quando você Pega um manual de Filosofia e quanto mais simplificado ele é mais estúpido ele é no sentido de falar racionalistas os racionalistas gostam da razão aí Ah beleza empiristas aos empiristas eles ficam com
a Sensações e com que chega do mundo e você fala [ __ ] como é que o impedista não considera razão e como racionalismo considera Então as coisas que chegam no mundo sabe não faz o menor sentido porque não é isso mesmo porque tá errada Mano é uma definição tão Rasa que não faz sentido e aí você você falou de um jeito que eu achei muito bonito porque é óbvio que não é isso é óbvio que sei lá Freud não disse tudo que tinha para ser dito porque freuditava conversando com a psicologia científica Nascente com
os racionalistas com nit com schopenhauer que estava conversando com Hegel que estava conversando com Kant que estava conversando com Nilton que tava conversando com todo mundo tá Conversando com todo mundo e aí quando você coloca desse jeito faz muito mais sentido você pensar no sentido de um diálogo infinito um diálogo infinito é o libines estudando os caracteres chineses para tentar desenvolver uma língua perfeita maravilhoso que tem a ver lábios e China isso tem a ver com isso tem a ver com ele tentando desenvolver uma língua perfeita onde as pessoas não se desentenderiam as pessoas continuam
se desentendendo ele não conseguiu mas é Um diálogo a questão é isso é um diálogo então a gente a gente sabe um pouco desse Campo da categorização infinita e a gente entra na filosofia como um grande infinito diálogo sobre Inúmeras coisas sobre o que é justo sobre o que é injusto sobre que devemos fazer sobre o que não devemos fazer sobre o que é aquelas pontinhos ali no céu o que que é quando nessa terra Redonda se não é tudo isso tudo isso é uma filosofia nascendo e a gente tá no meio desse Diálogo a
gente a gente tá eu e você estamos pessoas que estão ouvindo a gente estão esse diálogo porque Elas abrem um livro e aí a Flávia vai abrir o livro do focou e vai estar no meio de um diálogo quando eu tava tretando com a galera por enquanto eu tava tretando com um estruturalismo então a gente sabe quando você chega no meio do filme A gente chegou no meio do filme sabe quando você chega no meio e o casal tá brigando e você fala [ __ ] merda que que Aconteceu e aí você não sabe você
chegou no meio mas você ficou ouvindo a conversa tanto tempo você escreveu um livro brigando porque você já tem alguma coisa para dizer sobre aquilo né um big brother infinito e a gente escrevendo sobre o diálogo infinito eu lembrei muito Enquanto você falava de uma ideia que eu acho maravilhosa da filosofia histórica que é a ideia de que o Cosmos é ele tem um Logos Logos no grego pode ser discurso pode ser razão mas pode ser Fala e eu gosto muito dessa ideia porque quando chegam para né pensar o que é pensar como a natureza
se expressa por um discurso racional eles falam o pensamento não pertence a gente na verdade a gente isso da Espinosa nós recebe muita influência dos estoques também tem atritos mas recebe muito influência a gente participa desse pensamento que não é só nosso e eu acho que esse tipo de quando a gente começa a se debater com mais com a leitura ou com A escrita a gente percebe isso é tipo como eu participo nisso tá rolando isso e é tipo não é que ah mas é porque né tá lá no livro e as pessoas vão discutir
aquilo que zenão de falaram que dizer não disse tá lá no livro é só por existir no livro não estão falando daqui até hoje vai sair um livro eu tenho certeza que vai ser esse ano vai lançar um livro sobre históricos certeza e isso mostra isso eu acho que isso Mostra que é tipo o pensa Isso é uma rede na qual a gente participa né a gente se coloca nele seja como leitor seja conversando seja escrevendo ninguém pensa sozinho assim como ninguém fala sozinha não existe palavras sem esse sem esse nexo sem isso que vincula
um e outro então é eu acho quando você falava eu tava tava pensando no exemplo dos históricos como né a gente escreve num grande livro é como se né um grande texto estivesse sendo escrito há muito Tempo há muito tempo né e a gente participando dele tanto é que a gente sente o peso de escrever né a angústia de escrever tá mas eu vou escrever sobre desejo e eu não li Lacan ah mas tem outro autor que fala outra coisa E aí você já vem algum amigo e fala nossa tô lendo um livro sobre desejo
que é maravilhoso ele é da china arcaica você fala merda não li não lida China e aí você começa mas é bom mesmo é me fala um pouquinho Mais aí porque talvez eu precise ler que é tipo isso né mais uma né A Coisa Tá rolando para além de você e você vai escolher ali com uma maneira de de participar e de se colocar nessa nessa grande conversa que no caso da filosofia é o pensamento né E aí tem muita felicidade de chegada né Aí tem a multiplicidade de chegada que é a gente pode olhar
ao lado Tosco disso que a gente tentando entender um livro muito difícil e não entendendo nada É muito simplicidade de chegada num desastre constantes isso é o deu ruim né Isso é o deu ruim as vezes a gente só de ajuda é por isso que existem professores existem pessoas que que né produzem inscritos didáticos e aulas mas às vezes tá bom que quando a gente consegue construir E aí veja quando dá bom quando é legal né quando a gente entende o texto perfeitamente tudo que o autor quis dizer isso possível mas eu diria que isso
No Limite É desinteressante o que acontece o que é interessante nessa multiplicidade de chegada ou seja nessa nesse encontro é a produção de um terreno comum então quando eu leio Marques e entendo tudo que ele disse e tudo se passa igual na vida bom legal você entendeu tudo você explicou a economia mas eu acho que isso não sai dessa interessante como é quase impossível o que acontece é a partir de um determinado encontro com essa multiplicidade que tá no texto né um Marx escrevendo exilado pela décima vez né sobre as condições desfavoráveis dos dos Operários
analisando né pelo materialismo dialético determinado né o 18 de Brumário essa grande multiplicidade que é um autor vivendo naquele tempo pensando naquelas questões encontra o seu tempo encontra você e os seus amigos e a conversa do bar e alguém que alguma coisa que alguém que fala de Marx e que você guardou está vivo isso é rico e nesse encontro é que surge alguma Coisa mais interessante o bom uso do texto não é o exaustivo em que se conhece todas as vírgulas e pontos e aonde até o autor você discorda e aonde você acha que ele
errou e aonde o bom uso do texto É aquele aonde essa multiplicidade de saída no autor e essa multiplicidade de chegada no leitor se encontram se colocam né estabelecem uma comunicação um diálogo aonde alguma coisa se produz alguma coisa a partir daí vai se passa diferente esse campo do Comum eu tô pensando ele que é assim eu posso pensar um campo do pensamento que vai se alterando pouco a pouco e aí você pega sei lá estoicismo antigo estoicismo romano e cristianismo E aí vai se alterando você começa com z não com barco dele afundando e
chega Santo Agostinho E aí a evolução do pensamento permite as coisas se tornarem cada vez mais heterogêneas e cada vez mais nada a ver uma com a outra né E aí você tem uma frase do Agostinho e uma frase do zenão Onde não é mais a mesma coisa né o eco que vai se transformando até realmente um simular quando se tornar outra coisa e você tá falando de um ponto comum e eu tô pensando quase como uma banda tocando onde cada um tá fazendo uma coisa diferente mas que de alguma maneira a um terreno comum
se toca junto então é tipo eu não tô eu não sou eu não sei se eu posso me dizer não marxista nem marxista eu tenho um grande apreço por Marx o pensamento marxista é uma coisa que Explica pra mim muitas coisas do mundo mas eu não estou no século 19 Eu Não Sou um proletário alemão eu não sou eu não estou lá eu não sou proletário alemão de 13 horas de trabalho numa carvoaria sei lá por que que isso em mim tem algo em comum é isso que você tá falando né Tem algo em comum
a escrita como algo em comum é o algo é o eco de alguma coisa que ressoa em você é esse como um que você está pensando sim porque a palavra em si inerte no texto ela diz muito Pouco quando ela é lida que é isso Você pode ler Marx e tentar entender tudo que ele disse ali naquele segue a merda com quem tá no colegial né a palavra inédita quero que você é isso para voltar na prova né Se você repetir a palavra a palavra morta vão te dar certo e não é esse o interesse
o interesse não é isso que a gente tá falando uma interesse maior é falar tá Eu Não Sou um proletário alemão é mas [ __ ] eu tenho condições aqui cara é uma hora dessa Estrutura essa estrutura parece se repetir hoje né nossa olha tem grandes donos de meses de produção hoje mas como é que são esses meses esses meios são digitais né mais estrutura então eu trabalho pra um dono de uma plataforma de Live então eu trabalho para um cara que hospeda o meu servidor no computador dele e aí você que que é isso
Marcos não falou de servidor Marques nem conhecia essa palavra essa palavra foi inventada depois no sentido que a gente usa ela Que que é isso Isso é uma junção Isso é uma colaboração isso é um pensar junto com o texto e eu acho que o grande interesse é esse é esse a palavra ela ganha a vida no leitor então aqui a gente passa para um outro ponto que eu acho que tá no texto que é um autor se dedica exaustivamente para colocar um bom livro no mundo mas depende de leitores cuidadosas interessados e mais do
que mais do que isso vivos né interessados Em reavivar Aquilo em tenta entender aquilo que que faz sentido né na maneira como eu penso na maneira como eu vivo né os autores que escrevem para se obtidos são muito desinteressantes são muito pobres mesmo eu acho e ela acho que aqui tem uma grande prova de riqueza da filosofia você pega Sócrates mano a gente está falando cara até hoje repetindo você vai pegar os comentadores brigando e para em torno do que ele disse puxando para um Lado puxando para o outro porque o que ele ele conseguiu
colocar alguma coisa que tinha relevância tal e que era de uma generosidade e tal que merecia esse trazer para si né vida examinado que é uma vida examinada digna de ser vivida caramba esse é um bom problema a partir daí chegou uma galera para pensar isso porque tem uma certa tem um grande autor na base mas tem um monte de leitores reavivando isso reavivando isso trazendo isso em diálogo construindo isso a ponto De hoje é seus exemplos da banda né o Francis Wolf que é um socrático mesmo um professor de filosofia maravilhoso o exemplo da
banda ele fala que eu Sócrates é como baterista ele é o baterista da banda que tá dando ritmo para todo mundo tocar em cima na filosofia né é um pouco socrático demais é verdade é verdade aqueles que tem um fraco pelo Sócrates vão ficar feliz aqueles que detestam vão ficar triste mas a filosofia tem um certo um bom Baterista né porque você pega o baterista ruim você pega um gato tocando [ __ ] Doutor ele até parece meu esconder essa nota que você pega um cara que erra na batera mano cagou a música cagou você
não pode errar a matéria não ri olha deixa eu falar que faz sentido Gostei da imagem de um só que das Baterias mas é só vou falar isso vamos falar mais nada Franco tá na escuta tá tá tô gostando tá Fazendo sentido Talvez seja uma diferença até razoavelmente simples botada de uma outra maneira que é um pensamento que é pensamento e aí esse pensamento ele é ativo aplicativo incisivo aberto explorador ousado e um pensamento que é puramente vá no mercado compre limão e tomate um pensamento que vá no mercado compre de limão e tomate não
é muito diferente de não deseja a mulher do próximo é muito diferente tipo Faça isso eles falam porque eu quero dizer porque assim que é porque senão vou te dar uma porrada porque Deus disse porque assim que todo mundo faz Sei lá depois vai vinagrete ele vai justificar Ele vai tentar que assim tem que ser e eu acho que o pensamento quando ele questiona ele aí começa a a filosofia que é mas será que é mesmo assim ou será que precisa ser realmente assim ou será que é assim o melhor o porquê que foi configurado
que Assim é o melhor né E aí a filosofia ela chega não com a lista mas com o isso é muito doido e aquilo a gente está no campo da maior esquisitice né o texto ele vai caminhando do mais habitual para o mais esquisito que é uma lista de mercado um sei lá é habitual então todo dia a gente faz lista para ir no mercado sei lá ou um número de telefone ou sei lá mas as coisas mais habituais do mundo quando o cara escreve do livro O libnes no começo do sistema novo da natureza
Lindíssima abertura desse livro que ele fala procuram tal qual Arquimedes um ponto fixo no qual ancorar minha certeza ele tá dizendo eu não sei de nada mano eu não sei eu não sei o que eu vou escrever aqui para vocês e no entanto eu estou escrevendo isso é muito doido esse é esse nesse campo do livro eu já é estranho por excelência que nem eu trouxe no texto né o livro ele veio esquisito é um negócio estranho pensem O que é um livro que você tá lendo né um Sobre a natureza das coisas e ele
cresce o que foi encontrado num mosteiro mofando quase perdido né no século Pense nisso já é esquisito a gente tá lendo esse negócio pense num filme de filosofia que é esse negócio falando primeiro eu não sei ou colocando ou descrevendo o mundo de um jeito que você fale que esse cara tá dizendo não foi não entendo que ele tá dizendo eu não vejo o mundo dessa forma né que processo é esse de estranhamento né de Né e para mim é um enriquecimento é esse enriquecimento propriamente filosófico que de novo retorna essa multiplicidade que aí está
que leva as pessoas a pensarem Esse é o lugar da filosofia o lugar da filosofia não é ter produzido textos Geniais o lugar da filosofia é ter produzido textos que levam as pessoas a pensar as pessoas o leitor toma contacto com aquelas ideias e as coisas começam a se passar de fora de outra maneira E aí ele questiona as Próprias do tal qual como é que é filósofo contra a vontade a gente gravar um episódio então o filósofo tudo vontade e o tudo vontade nasce do contato muitas vezes nem sempre com uma boa filosofia porque
E aí talvez a gente consiga dar um Contorno legal para isso que é o filósofo sabe que não sabe muitas coisas mas ele também sabe algumas coisas ele tem algumas coisas colocadas é ele vai e um bom leitor de filosofia Tá o tempo todo Nesse balanço de a certeza que ele tinha meio que são deixadas para trás a gente se surpreende leitor de filosofia a gente suspende a gente vamos acompanhar esse cara aqui um pouquinho vamos ver onde vai mas ao mesmo tempo novas certezas e novas coisas são colocadas e a gente vê se a
gente gosta se faz sentido se a gente quer continuar por esse caminho se não se a gente preferia um outro a gente vê se a gente quer ser E aí quase caindo em Algo meio time de futebol né a gente vê se a gente quer ser mais Espinosa ou ou histórico ou epicurista etc e aí agora Talvez a pergunta mais estranha de todos que eu o que é tornar-se um autor de filosofia O que é e eu tô evitando até usar a palavra tornar-se filósofo porque eu não sei eu aí vai acho que era meu
meu alarme de estou saindo muito arrogante e começa a suar muito alto na minha cabeça porque né a filosofia tens filósofo tem esse nome eu não gosto Disso então o que é tornar-se um autor de filosofia O que é escrever sobre filosofia bom pode ser explicar coisas Isso é ótimo né um bom comentador um alguém como eu falei um bom professor pô animal é ótimo que alguém faça isso né a gente tem feito isso e é isso é diferente do autor é diferente do autor E aí eu concordo com você que é quando a gente
está num campo de maior didática pedagogia a gente tá mais perto de determinados autores isso que nós aqui Mete ali foco aqui delas aqui quando você começa a falar quero escrever sobre isso eu tenho esse monte de textos que eu escrevi que são meus aqui Estão guardados mas eu escrevi Ah eu lembro eu tava lendo a ética Nossa mas tem uma frase da morte de Ivan Elite nessa anotação aqui se fichamento aqui que não estava falando tem Sartre e tem Carl Sagan e quando você começa a tomar na mão né até situações específicas né nossa
eu lembro que eu escrevi esse esse Pequeno parágrafo aqui no dia que eu perdi o ônibus eu perdi o ônibus e fiquei no ponto e aí eu abri o caderninho e escrevi isso daqui e de repente isso entrou pro texto a partir de um tornar-se autor é um dar voz a uma a essa multiplicidade que já não tá mais reverente já não tá mais circunscrita a um campo definido há um campo do pinozismo é um campo né de uma linha da filosofia ou de uma área da né a própria filosofia ela cruza a área do
tempo Inteiro então tipo já não é muito mais sei lá né já não respeita mas tanto um gênero por exemplo né já já começa a extravasar tudo isso até encontrar um lugar um Contorno próprio até dar um Contorno próprio para isso que que tem tantos elementos né a gente como essa multiplicidade de saída e essa multiplicidade como algo de chegada e o livro como esse pequeno objeto objeto que você entrega é quase uma bomba né focou falava né Eu Quero que o livro seja como uma bomba é um pouco isso a gente entrega isso a
gente reúne isso sabe contar tudo você fala vamos arrumar essa bagunça aí né tá tá uma bagunça na casa você fala vamos arrumar essa bagunça aí você põe tudo no saco sabe quase isso é quase muito mais qualidade mas é um pouco com isso as vezes parece isso às vezes parece isso pera aí deixa eu organizar é sempre a a a Ariana que o fichamento é isso fichamento é o saco Você vê você tá andando na na rua aí você vê um bagulhinho e falar deixa eu colocar isso aqui no bolso eu vou guardar isso
aqui na mochila aí alguém fala alguma coisa na hora hein deixa eu anotar aqui rapidão assim e aí na hora que você senta com você vai abrindo essas coisas colocando as coisas em cima da mesa e fala mano que que é isso que que eu tô pensando como é que eu vou organizar isso e isso vai fazer sentido né então o tornasse autor Eu acho que Isso tira ao mesmo tempo que tem a responsabilidade de ser autor no sentido sabendo da tradição você não tá falando sozinho não fale sozinho porque né O que que você
tá escrevendo Alguém já escreveu amigo Alguém já escreveu Estamos pensando Estamos pensando juntos então tem mais responsabilidade em uma né esse campo comum a linguagem é um negócio público mas tem essa Leveza do eu sou alguma coisa eu tenho uma vida eu penso coisas no banho eu li um livro de Literatura que vai que me trouxe uma grande ideia que vai estar no livro de filosofia eu fui no mercado e comprei limão e tomate é isso gente eu fui no mercado e eu comprei isso e sei lá eu fiz o melhor ou pior vinagrete da
minha vida mas eu fui porque o técnico ele vai falar se você botar eu amei irmão tomate na na na nan você vai fazer o autor ele tá falando eu fiz eu fui eu vi eu senti eu fiz e eu tô dizendo E o pior um livro sempre acaba no meio Porque o autor continua vivo e o livro para sempre choram nesse momento nosso amor Morreu escrevemos né antes de escrever sobre democracia enfim pois é pois é o livro é uma fotografia ele fica assim ele tira uma foto de uma multiplicidade que entrega que serve
para alguma coisa que leva para algum outro lugar né porque sei lá se a foto de eu indo ali tendo um monte de leão um leão vai para aquela direção e uma zebra Vai na direção Oposta Então você pega aquilo que o livro escreveu e você leva as pessoas para se aumenta a quantidade de direções no mundo o Rodrigo guim falou no chat que né um autor seria ótimo se os autores se entendessem como provocadores de efeitos múltiplos exatamente assim é isso um livro provoca efeitos múltiplos me lembrou sobre o antiético né quando elas gostarem
escreve a minha platôs eles falam de um certo efeito ruim do antiédico eles eles ficam ele escrevem Um platô de corpo sem órgãos e falar a maior parte do tempo sobre prudência porque porque eles falam mano a gente não queria dizer para vocês fazerem determinadas coisas que vocês fizeram ele baseadas no livro porque é isso eles reconhecem os efeitos né daquele livro e reconhecem que eles precisam delimitar melhor aquele Campo ah espera aí eu preciso falar de novo aqui eu preciso falar de novo isso que não era isso que eu queria dizer e tal então
esse campo De atuação do autor também tá numa multiplicidade né também tá em um em um campo de do livro Como algo que tem uma certa vida como algo que tem vida a partir da da leitura e tudo né mas eu mas além desse disso eu o exemplo que você trouxe do da pessoa que vai ao mercado mas a lista não não tira o fato de que a pessoa que vai fazer a compra né me lembrou o certo é povoado porque o que que eles fizeram de tão diferente na filosofia naquela época eu acho que
uma Das coisas principais a partir do contato apaixonado que eles tiveram qual fenomenologia é escrever sobre a própria vida é escrever então Sara ele tá escrevendo seria nada e de repente ele tá falando de quando ele tomou ácido de que se sentiu ele dizia que ele ele como ele com o tempo se sentindo perseguido por grandes lagostas era um bagulhos ele nunca mais comeu ela gosta a abovoar vai escrever e vai falar da infância falar do primeiro amor falar da Adolescência fala da Revolta dela contra a família burguesa a falar ela vai descrever os pensamentos
da vida dela na maneira mas filosoficamente filosoficamente de alguma forma tá apoiado sobre uma ideia de fenomenologia sobre uma né sobre uma ideia de filosofia então percebe é muito esse movimento de um entendimento da escrita e eu acho que isso tem muito na existência eles não é entendimento da escrita como um modo de fazer Filosofia Também e como alguma coisa muito diferenciada né E esse ponto eu sinto que ele é tão diferente do estoicismo né porque as meditações por exemplo você pega o Marco Aurélio meditações não é o nome muito livra porque o livro não
tem nome porque é um parque Aquarela não publicou um livro chamado meditações meditações é um diário um exemplo ele escrevia coisas ele só sai escrevendo só que as meditações Estoicas eram um exercício de fixação dos dogmas históricos então o Marco Aurélio escrevia para relembrar relembrar o que que é relembrar é fixar ainda melhor os dogmas históicos o que diz o estoicismo então o ato de escrever histórico era o ato de polir era o ato de sedimentar era o ato de separar o joio do trigo as crianças né talvez tenha sido preciso separar o trabalhador da
sua força de trabalho Para a gente entender o que que é um ser humano absolutamente indeterminado né antes o cara que fazia sapato era o cara que fazia sapato e ele tava ele não tinha problemas com ele só tava lá ele aceitava esse destino quando o trabalhador virou a coisa mais genérica do mundo talvez aí tenha sido É talvez aí tenha sido possível você falar de uma existência precede a essência e aí você tem um certo ele falando que de um lugar de som que se vê como garçom e fica né o Certo é ficar
[ __ ] ele fala mano são Isso é uma fé o conceito nasce aí isso é uma fé você não é um garçom você não é nada você não é nada sacudindo o garçom brincadeira não fez isso mas a questão é o autor fala e isso tá no começo de vários livros da n - 1 né Eu não lembro de quem que acha que eu acho que é o gotha ri mas não realmente não tenho certeza o autor fala que ele ainda não sabe o autor fala sem saber exatamente onde ele vai chegar o autor
fala no Limite do saber e do não saber é diferente do mar com Aurélio imperador romano escrevendo sobre o estoicismo isso é isso aquilo é aquilo é diferente hoje a é a possibilidade de modificação de criação de si de transformação de si de um diálogo novo com alguém que você não sabia que te recria e que te aproxima e que te leva para algum lugar diferente dessa escrita nesse caso formativa né de uma escrita formativa talvez a nossa esquisita seja muito mais Deformatar talvez talvez esteja nessa relação de de abertura uma questão também que eu
não queria deixar de falar que que coroa toda estranheza quer escrever é escrever sem saber para quem eu usei algumas metáforas para falar né escrever sobre o vazio isso né a ideia de nudez né a linguagem é uma coisa nua ali Você não sabe quem vai ler Pensa aí é o seguinte se você fosse escrever um texto e você soubesse que a sua vó ia ler você escrever de um jeito que o seu Melhor amigo e além de você escrever de outro que uma pessoa o ônibus sentado do seu lado você escrever de outro como
você escreve um livro que você não sabe quem vai ler acho que essa pergunta disparou um pouco a reflexão e eu ainda não tenho resposta mas estamos nesse processo estamos no processo de escrever livros tudo isso para dizer que estamos no processo de escrever é muito legal a escrita é esse que a gente está dizendo né ler e escrever é algo muito legal e a Gente retoma isso esse ano e a gente relembra o quanto é empolgante o quanto foi empolgante há 10 anos atrás e quando continua sendo empolgante hoje de maneiras diferentes e algumas
coisas semelhantes e é isso gente obrigado quem estava no chat hoje né a gente gravar uma segunda-feira Então se vocês querem participar ao vivo Cola aí na segunda-feira O link tá aí na descrição vem participar desse programa com a Gente ao vivo a gente interage com vocês no chat e ainda fala umas besteira antes depois do programa vocês ajudam a gente a escolher algumas são cortados uns errinhos de gravação que saem mas se é isso estaremos toda segunda-feira na Twitch Cola aí antes de você tá ouvindo esse programa gravado na sexta vai continuar saindo na
sexta bonitinho com música tudo perfeito aí para vocês ouvirem obrigado pela escuta semana que vem a gente tá junto Valeu Gente beijos abraços valeu [Música] [Aplausos]