Boa noite pessoal a gente tá na nossa aula de número 195 a gente tá chegando na nossa aula 200 sei nem o que pensar e a gente vai falar sobre o manejo psiquiátrico do transtorno do espectro autista e a ideia de trazer essa aula assim nesse formato eh mais formal mesmo mais teórico foi muito responder a uma pergunta ou a muitas perguntas que a a gente recebe aqui na plataforma em relação ao uso de psicofármacos no transtorno do espectro autista eh vocês vão ver a ao final da da aula que na verdade a gente tem
uma uma limitação muito grande pro uso de psicofármacos Ou pelo menos paraa indicação formal desses psicofármacos no teia Apesar deles serem utilizados em muitas situações e vocês vão entender o porquê né mas a ideia é de que vocês tenham uma clareza né né Eh a respeito da real indicação dos psicofármacos no teia e eh do do que de fato esses psicofármacos podem fazer né qual quais são as perspectivas as expectativas de resposta desses psicofármacos eh no no teia né porque eh eu vejo muito Uma demanda por medicação no transtorno do espectro autista eh do tipo
eh existe ali alguma alguma algum comportamento que tá gerando o problema e a a solução imediatamente pensada né é a uma solução medicamentosa e vocês vão ver que na verdade a gente não tem eh essa essa solução medicamentosa pros grandes elementos pros grandes sintomas aí que caracterizam o transtorno do espectro autista Tá então vamos nós bom vamos começar eh entendendo que a gente vai ter eh os elementos centrais que caracterizam o transtorno do espectro autista são dois o prejuízo na comunicação social e aí dentro desse prejuízo da comunicação social a gente também vai ter dificuldades
na linguagem e os padrões de comportamento restritos e repetitivos e dentro desse grupo que é uma coisa que eu até acho que é meio eh mal posicionado tenho até uma crítica eu falei sobre isso na aula de diagnóstico de teia mas dentro desse grupo dos padrões de comportamento restritos e repe a gente também vai ter as alterações relacionadas à sensibilidade sensorial né Eh então esses elementos são os elementos fundamentais que vão caracterizar o transtorno do espectro autista e que vão se desdobrar em sintomas eh e esses em eh comportamentos característicos que são vistos nos pacientes
em intensidades muito distintas dependendo do ponto do espectro que esse paciente vai est E aí o que eh a informação mais importante talvez da aula é que para esses sintomas para esses sintomas fundamentais que caracterizam o teia nós não temos nenhuma medicação que se mostra eh realmente eficaz ou realmente eh útil né para pro tratamento focado nesses elementos aí fundamentais do teia ah Mariana Mas então eu conheço vários pacientes com teia que usam medicações Então por que que eles usam o que que esses remédios estão fazendo no caso desses pacientes na verdade a gente vai
ter alguns sintomas que a gente vai chamar de sintomas alvo que estes sim alguns deles ou enfim alguns com um pouco mais de evidência alguns com menos evidência mas que vão eh de alguma forma ter a possibilidade de responder aos psicofármacos esse sintomas eles eh são basicamente essa essa relação que eu trouxe aqui para vocês o comportamento agressivo barra a irritabilidade hiperatividade sintomas relacionados a desatenção rituais compulsivos sintomas ansiosos ou ansiedade e inversão do ciclo sono vigília além desses sintomas a gente também vai ter as comorbidades E aí por que que eu quis separar essas
duas coisas coisas porque quando eu falo em sintomas Alvo do teia eu não estou falando de transtornos comórbidos que são muito frequentes também né então assim transtornos de ansiedade transtornos relacionados eh transtornos do espectro obsessivo compulsivo o próprio toque o próprio TDH são transtornos que com muita frequência acontecem em concomitância no paciente com teia nesses casos quando a gente de fato consegue configur dois transtornos mentais o teia e uma outra comorbidade a gente Obrigatoriamente vai tratar esta comorbidade e as regras para tratamento dessa comorbidade vão seguir as regras do tratamento desses transtornos né como um
todo e a gente tem aula na plataforma a respeito do tratamento psiquiátrico do manejo psiquiátrico de basicamente todos esses transtornos que a gente falou aqui quando eu falo de sintomas alvo eu não tô falando das comorbidades eu não tô falando de outros transtornos mentais acompanhando o teia eu tô falando de sintomas que não configuram o transtorno mental mas que com muita frequência acompanham eh o o cotidiano ali do paciente com o que está eh no espectro autista Então esse paciente ele por exemplo não a gente não pode dizer que ele tem TDH entretanto ele tem
eh episódios de hiperatividade ou uma hiperatividade uma atividade aumentada uma inquietação psicomotora eh ou então ele tem eh dentro do contexto do teia manifestações relacionadas a desatenção em alguns contextos que trazem prejuízo para ele então entendam que eu tô falando aqui de manifestações eh isoladas né Eh que podem representar um outro transtorno mental ou não se eles se Essas manifestações representarem forem acanhadas de outras e de fato configurarem um outro transtorno mental a gente está falando de uma comorbidade e essa comorbidade vai ser tratada eh psiquiatricamente ou medicamentos falando da mesma forma como cada um
desses transtornos mentais é tratada mas a gente também vai ter a possibilidade da gente não ter um outro transtorno mental configurado mas ter sintomas isolados que trazem prejuízo para o paciente e nesses casos esses sintomas eles podem responder ao tratamento medicamentoso eh e aí sim eles vão ser considerados sintomas alvo pro tratamento eh medicamentoso em pacientes eh no espectro autista tá bom E esses sintomas né os sintomas alvo então Eh se eles respondem a medicação qual é o nível de evidência que a gente tem para indicar psicofármacos para esses sintomas né como é que a
gente eh avalia o que que é mais indicado mais provável de dar certo ou não a gente vai ter infelizmente que até o presente momento a gente só tem dois sintomas que eh contam com estudos já eh com com características de qualidade de evidência suficient para serem aprovados para terem os seus tratamentos a ados pelo fda que são a agressividade o comportamento agressivo e a irritabilidade esses dois sintomas eles a gente já tem quantidade suficiente de estudo eh indicando determinadas medicações a gente vai ver quais são mas indicando determinadas medicações para o tratamento eh de
forma sintomática e de forma pontual exclusivamente em populações de indivíduos com teia né é os outros sintomas entretanto apesar da gente ter alguns estudos né Eh tentando investigar o uso de determinados psicofármacos para esses sintomas a gente ainda não tem estudos com qualidade suficiente para que essas substâncias sejam aprovadas pelo FJ para o tratamento né desses sintomas mas mesmo assim esses tratamentos eles são feitos muitas vezes e muitas vezes eles trazem benefício pro paciente e eles acabam sendo feitos a partir da melhor evidência disponível né E qual seria a melhor evidência disponível já que a
gente não tem estudos com uma evidência eh robusta significativa para indicar tratamento para esses sintomas o melhor eh a melhor evidência disponível acaba sendo eh os consensos existentes para o tratamento de transtornos mentais que T esses sintomas como sintomas centrais né Eh e determinados eh determinados protocolos que acabam sendo adaptados a partir dessa experiência Clínica né que foi estruturada dentro desse protocolo e que é extrapolada para pro tratamento desses sintomas nos pacientes com eh com teia né esses sintomas essas medicações elas são usadas dentro da de uma categoria que a gente chama de off Label
ou seja são eh é uma categoria de de de indicações que não não são indicações em bula né porque a gente não tem eh estudo suficiente para indicar essas essas esses tratamentos em bula mas que dentro dos consensos e dentro dos eh resultados disponíveis das evidências ainda disponíveis são medicações que a gente já consegue eh indicar E já consegue observar benefícios em casos específicos pontuais ali no um a um eh no no consultório então é por isso que a gente faz mas de fato nem mesmo para a maior parte dos sintomas alvo a gente tem
grandes evidências aí eh de benefício do tratamento medicamentoso em pacientes com T Então vamos começar com o primeiro eh grupo de sintomas e o grupo de sintomas que de fato tem essa essa evidência eh científica né então a gente vai ter duas substâncias que foram já foram estudadas de forma adequada sim é o adequado sabe assim o em termos de eh exigência de evidência a gente pode dizer que o mínimo já foi feito para essas substâncias mas ainda o ideal seria que a gente tivesse uma quantidade maior de estudos e vocês vão entender porquê então
a gente vai ter duas substâncias que são a risperidona e o aripiprazol que são substâncias ser tidas como eh possíveis né para serem indicadas para o tratamento de comportamento agressivo e irritabilidade em pacientes com T mesmo assim a eficácia dessas substâncias ela foi observada em estudos que foram estudos muito curtos ainda né nos dois casos a gente teve ensaios clínicos de poucas semanas né de até oito semanas ou então e depois dessas semanas com uma extensão para mais 16 semanas no caso da respiridona então mesmo a gente a gente falando né de de ensaios possíveis
de de eh darem pra gente essa evidência a gente tá falando de estudos que ainda sim são curtos né de oito ou de 8 mais 16 semanas mas que mostraram é uma redução significativa do ponto de vista estatístico de sintomas de agressividade de irritabilidade após essas oito semanas com uma manutenção desse efeito nas semanas subsequentes então houve ali nesses dois estudos eh uma eficácia razoável em comparação com Placebo para controle de agressividade e de irritabilidade aí a gente vem a grande Pergunta que a gente ainda não tem resposta no teia né Eh Por quanto tempo
a gente mantém essa medicação porque a princípio então é um paciente com teia que tenha comportamentos eh de de agressividade ou heteroagressividade ou Auto agressividade ou que ten uma irritabilidade muito alta a gente a princípio tem um fármaco né ou tem dois fármacos que são eficazes e podem ser indicados para eh tratar esses sintomas e Minimizar esses sintomas para trazer um benefício uma qualidade de vida pro paciente Ok eh e aí a gente faz essa medicação e o paciente melhora né vamos levar vamos vamos eh partir dessa hipótese ess paciente melhora a partir disso por
quanto tempo a gente mantém essa medicação essa resposta a gente não tem porque aí a gente não tem estudo por um tempo prolongado né usando a medicação interrompendo essa medicação em tempos variáveis pra gente conseguir saber né A partir de quanto tempo é seguro interromper a medicação Por quanto tempo no mínimo a gente deveria manter para manter o benefício E é claro que esses estudos Eles são muito difíceis da gente realizar a princípio é o que a gente desejaria né que existisse Mas eles são muito difíceis da gente fazer Especialmente porque a população de pacientes
dentro do transtorno do espectro autista ela é uma população muito heterogênea então pra gente conseguir chegar a uma conclusão que possa ser extrapolada para o diagnóstico como um todo é é bastante desafiador porque essa população que recebe esse mesmo diagn ós é uma população que pode diferir de forma muito significativa e muito gritante né De qualquer maneira o que parece que e é atualmente é recomendado né e o que de fato e é Provavelmente tem uma indicação eh mais uma indicação mais sólida seria de uma necessidade de tratamento por um prazo mais longo é claro
que a gente sabe que o t é um transtorno do neurodesenvolvimento então o paciente ele ele vai ter teia por mais que ele mantenha eh ele tenha um desenvolvimento eh significativo das suas do seu funcionamento né e tenha uma melhora nos prejuízos que ele apresenta no na vida diária ele vai se manter com teia e eh provavelmente ele vai precisar de tratamento por um período muito prolongado em relação à medicação a tendência é da gente fazer a medicação e manter essa medicação por alguns meses ali mais ou menos em torno de um um ano e
dependendo do paciente dependendo do caso a gente vai tentar reduzir essa medicação né Por que que a gente vai tentar reduzir porque se a gente eh mantém a medicação por um período de tempo indeterminado é claro que ele esse paciente ele é um paciente que vai est mais sujeito a efeitos colaterais dos antipsicóticos que no caso dos antipsicóticos eles acabam se relacionando muito com eh questões relacionadas a peso aumento de apetite alteração no perfil metabólico do paciente a gente pode ter alteração relacionada à sonolência então quanto mais tempo eu mantenho a medicação mais eu posso
ter eh mas eu tô eu tô sujeita colocando o paciente no risco desses efeitos colaterais especialmente os efeitos colaterais relacionados ao metabolismo desse paciente então é é é prudente né que a gente tente fazer essa medicação pelo menor tempo possível mesmo levando em consideração que a gente provavelmente vai precisar de algum meses para eh que esse paciente não volte a ter os prejuízos Então existe essa esse essa convenção de manter a medicação por um período de tempo em torno de um ano de um ano e tentar reduzir essa medicação dependendo da resposta do paciente né
e e do benefício que ele teve versus eh um possível retorno de sintomas agora existe estudo concreto sobre isso não existe e aí a gente vai ter uma dep muito grande da avaliação clínica e da capacidade de condução de cada psiquiatra e de cada especialista aí nesse caso tá bom quando a gente fala de sintomas de hiperatividade e de desatenção eh a gente voltando né repetindo né dizendo que a gente não tá falando de um paciente com TDH né a gente estaria falando de um paciente com sintomas de desatenção que trazem algum prejuízo para esse
paciente mas que não tem sintomas suficientes pra gente eh fazer dois diagnósticos para esse paciente e a gente também não tem esses então esse esses sintomas então a gente não tem e aprovação do FJ para fazer essa medicação eh nenhuma medicação para esses sintomas mas a gente já tem alguns estudos que são estudos abertos ou são relatos de caso ou são ensaios eh menos que não são cegos né e menos menos controlados digamos assim mostrando alguma eficácia do metilfenidato que é a substância da ritalina do concerta né da ritalina la mas do metilfenidato como uma
uma eh uma possível alternativa aí de tratamento também por um período de tempo não eh não muito prolongado mas pelo menos pelo tempo ali que aquele paciente eh tiver tendo muito juízo a partir da por conta do sintoma de desatenção eh Então a gente tem alguma evidência com o metilfenidato entretanto os pacientes no espectro autista eles tendem a ter uma vulnerabilidade ou uma sensibilidade maior a efeitos colaterais dessas substâncias então a tendência é que a gente comece a tentar essas medicações com dosagens ainda menores do que as usuais muitas vezes esses vão ser pacientes que
vão se manter melhor né com doses menores de medicação e que com doses usuais vão ter efeitos colaterais especialmente relacionados a alteração de apetite inquietação agitação sintomas ansiosos Então são pacientes que a gente tem que ter muito cuidado na na eh nessa prescrição né E nessa indicação de dosagens mais altas e até mesmo usuais do metilfenidato mas a princípio é também uma medicação que pode ser feita de forma pontual para controle de de sintomas tá de sintomas de desatenção E aí sempre a gente tem que est sempre eh avaliando né quando a gente faz uma
prescrição relacionada a controle de sintoma a gente tem que estar o tempo todo avaliando Qual é o benefício de manter essa medicação E qual é o risco de manter essa medicação eh e aí isso é alguma coisa que vai passar por uma avaliação caso a caso né de qual é o prejuízo que o paciente tá tendo de Quais são os efeitos colaterais que o paciente possível ente tá tendo de qual é o possível benefício que ele tá tendo né em relação a a a a resposta terapêutica enfim é algo que a gente precisa a cada
a cada período ali de de de alguns meses reavaliar se a gente deve manter a medicação ou se essa medicação ela já fez já cumpriu o papel que ela deveria cumprir e a gente já deve e reduzir e retirar porque a gente ainda tá numa fase do conhecimento que a gente não tem uma Total certeza né Eh se essa medicação ela deve ser mantida indefinidamente para pacientes no espectro autista as duas outras opções que a gente tem para tratamento do TDH que são a lisdexanfetamina e a atomoxetina elas têm uma eficácia totalmente demonstrada para tratar
o TDH então pacientes que têm eh TDH até mesmo como comorbidade né Eh a gente até Pode considerar o uso dessa substâncias mas dentro do contexto eh do transtorno do espectro autista como um recurso para manejo sintomático da desatenção eh a gente a gente não tem ainda eficácia demonstrada dessas substâncias Então a gente vai dar preferência à escolha nesses casos do metilfenidato tá eh a Sheila perguntou se as dosagens menores são indicadas a todos os medicamentos ou apenas ao metilfenidato de modo geral os pacientes no espectro autista eles tendem a ter uma uma sensibilidade maior
a efeitos colaterais de qualquer medicação mas no caso do metilfenidato que é um psicoestimulante essa sensibilidade esses efeitos colaterais eles acabam ficando até mais Eh mais visíveis assim né relacionados a uma inquietação uma hiperatividade eh a sintomas ansiosos então a gente tende a ser ainda mais cauteloso mas de modo geral a gente vai tentar sempre e começar com doses um pouco menores do que as doses usualmente feitas para pacientes com outras condições bom quando a gente tá falando em comportamentos ou rituais né compulsivos comportamentos repetidos e sintomas ansiosos que são extremamente frequentes em pacientes com
teia e a gente também por conta de um consenso né usa-se Eh medicações antidepressivas né então a princípio a gente vai eh extrapolar os resultados que os antidepressivos T pro controle de quadros ansiosos de sintomas ansiosos como um todo eh em pacientes que não estão no espectro autista a gente extrapola esse benefício para o tratamento de sintomas ansiosos nos pacientes que estão no espectro autista então eles são muito usados a partir desse dessa eh correspondência Mas a gente não tem estudo demonstrando essa eficácia de forma específica em pacientes com o transtorno do espectro autista então
a gente não tem esses estudos eh feitos com essa população então a gente não pode dizer que essa é uma indicação do antidepressivo acaba sendo uma indicação off Label mas são medicações muito usadas porque de modo geral São medicações muito seguras muito to áveis né são medicações que T um perfil de efeito colateral muito favorável então elas acabam sendo eh usadas mais facilmente A partir dessa extrapolação de resultados com outros transtornos porque o risco relacionados a ela el é um risco muito menor do que riscos com outras substâncias como os antipsicóticos como os psicoestimulantes então
acabam sendo medicações mais utilizadas mas mesmo assim apesar da gente ter bons resultados em muitas em muitas situações a gente ainda não tem estudo demonstrando estudo eh eh consistente demonstrando eficácia dessas medicações especificamente nessa população a gente tem duas outras alternativas que são a buspirona e o Propranolol que são eh que vem sendo estudadas como alternativa sintomática mesmo né para exatamente para esse caso mas nesses nessas situações a gente de fato tem tem uma quantidade ainda menor de estudos então a gente ainda tá numa fase muito de construção de conhecimento a nossa preferência vai ser
eh pelos antidepressivos no caso de de tentar tratar aí a a sintomas ansiosos no paciente com teia tá e a gente vai ter por último a inversão do ciclo sono vigília o que acontece é que eh toda vez que a gente tá falando de de qualquer paciente que tenha alterações do ciclo sono vigília a primeira coisa que a gente precisa fazer é entender o que que tá acontecendo qual é a causa dos problemas de sono antes de começar a tratar ou indicar qualquer tipo de recurso medicamentoso para esse paciente no caso dos pacientes com teia
muitas vezes a gente vai ter eh desconfortos relacionados às alterações do Sono a gente pode ter ter eh sintomas outros sintomas do tipo a própria irritabilidade a própria agressividade que acabam ficando um pouco mais eh um pouco mais proeminentes quando o paciente ele tá eh cansado quando ele tá começando a ficar com sono a gente pode ter eh sintomas relacionados à ansiedade que vão est podem estar eh piorando o sono desse paciente né então a gente vai ter ou a gente pode ter alterações relacionadas ao excesso de estímulos né e e e é um paciente
que é mais sensível a estímulos é de modo geral Então a gente tem que tentar entender se de fato Esse é um paciente que tem uma inversão do ciclo sono vigília né ou se existe algum ajuste ou no ambiente ou relacionado ao tratamento de outras categorias de sintomas que podem ser feitos para melhorar o sono desse paciente de qualquer forma se a gente entende que esse é um paciente que tem realmente uma inversão do ciclo sono vigília a gente vai tentar entrar com a melatonina melatonina é a medicação que apesar de faltarem estudos eh robustos
pra gente indicar a melatonina eh formalmente ela é uma medicação que é bastante usada nesses casos por ser uma medicação usualmente muito bem tolerada e por ser uma medicação que tende a induzir uma melhora considerável do início do Sono especialmente é claro que a gente vai tentar eh Identificar qual vai ser a dose mais adequada da melatonina para esses pacientes a gente tem doses entre 1 e 10 mg que podem ser usadas eh e muitas vezes a gente tem uma resposta satisfatória da mesma forma a gente vai est o tempo todo eh avaliando o o
a o benefício de manter essa medicação um pouco mais ou de testar a retirada dessa medicação né entendendo quando a gente tá falando de um transtorno do neurodesenvolvimento apesar dos sintomas eles começarem lá numa fase muito precoce do neurodesenvolvimento que é uma fase em que o cérebro tá mudando muito a gente não pode esquecer que esse cérebro continua mudando né esse cérebro continua muito plástico então não necessariamente um paciente que tem uma alteração de cicl Son vigília num determinado num determinada fase da vida vai ser um paciente que vai manter esta alteração para sempre Então
se a gente mantém uma medicação eternamente para paciente sem avaliar se de fato ele ainda precisa usar essa medicação muitas vezes a gente acaba mantendo uma medicação que não é mais necessária que já foi necessária mas que não é mais necessária para esse paciente eh a gente ainda tem outros outras possibilidades aí como por exemplo a própria respiridona Especialmente quando a gente tem pacientes com insônia e e sintomas de irritabilidade ali no no na fase antes do do do do paciente pegar no sono né Eh e a gente também pode ter o uso de alguns
antidepressivos com esse fim né de eh tratar a insônia do paciente em pacientes especialmente aqueles que têm sintomas ansiosos perto da hora eh de dormir entretanto ainda assim a gente precisa de mais estudo para de fato indicar aí categoricamente essas medicações ou qualquer outra medicação mas a medicação que a gente privilegia de modo geral que é a medicação que tem um pouco mais de evidência e um risco menor uma Toler um eh uma tolerância maior né a essa medicação é a melatonina E aí grande moral eha aí a grande moral dessa dessa aula toda eh
é a gente entender que a gente ainda tá numa fase extremamente precoce No que diz respeito ao desenvolvimento de medicações de fármacos para o tratamento do te a gente não sabe se de fato isso vai acontecer né porque quando a gente pensa na etiopatogenia do teia a gente pensa em alterações que acontecem de uma forma muito difusa na nas conexões cerebrais né em em circuitos muito muito diversos alterações que acontecem no início do desenvolvimento cerebral do indivíduo então a gente não tá falando de um circuito específico que tem um uma determinada alteração de funcionamento que
se a gente Altera a maneira como eh um determinado neurotransmissor ele é é liberado numa fenda cená que a gente consegue eh remod ali eh e e e fazer com que todo aquele toda aquela alteração tenha algum algum caminho inverso né É muito difícil a gente conseguir encontrar aí eh uma medicação que consiga eh atingir a a atingir as alterações cerebrais do paciente com peia eh considerando que são alterações extremamente de fusas né Eh então de fato a gente não sabe se isso vai acontecer em algum momento da gente encontrar uma medicação que seja realmente
eficaz eh e que traga benefício estabelecido aí pros pacientes com Transtorno do espectro autista eh mas a gente tem muitas tentativas e atualmente a gente vai ter eh eh algumas tentativas e alguns Alguns estudos aí que vem vem acontecendo com uma maior uma maior eh intensidade né buscando tratar de fato os sintomas centrais do teia que são prejuízo na comunicação e os comportamentos restritos e repetitivos a princípio quando a gente fala de prejuízo na comunicação a gente é essa é a área que a gente tem a menor quantidade de possibilidades né a única possibilidade que
vem aí como algo que Talvez possa ajudar mas que eu acho que tá muito longe ainda de ser o ideal é ainda a risperidona entendendo que quanto mais irritável é o paciente menor é a sua possibilidade de comunicação né então maior é o prejuízo na comunicação social e aí a ideia do uso da respiridona seria uma redução da irritabilidade e um uma melhora um efeito secundário aí na na na comunicação social a partir dessa melhora na irritabilidade mas a gente tá muito distante ainda de realmente conseguir uma medicação que possa atuar de maneira direta nesse
elemento Central quando a gente fala de comportamentos repetitivos e restritos a gente até tem alguns fármacos que são usados com esse fim né Eh que seriam inibidores seletivos da recaptação de serotonina do tipo floxetina fluvoxamina calina Citalopram e escitalopran eh levando em consideração que esses pacientes eles têm uma vulnerabilidade aparentemente maior para efeitos colaterais especialmente para agitação e que a gente vai pensar em doses mais baixas do que as usuais para tratar esses pacientes e a gente vai ter alguns fármacos em estudo e eu separei alguns artigos para vocês eu deixei lá na na na
plataforma de fármacos em estudo eh mas ainda em fase muito Inicial desses estudos mas potenciais fármacos para o tratamento desses elementos centrais aí e do teia que vão ser os antipsicóticos atípicos anticonvulsivantes e a ocitocina tem uma quantidade aí eh maior até de estudos com a ocitocina mas até o presente momento em teoria ela poderia eh fazer sentido né na a prescrição da oxitocina e mas até o momento a gente ainda não teve resultados positivos com essas com essas opções né E aí eu quero fal falar com vocês a respeito eh Apesar de eu não
não fazer não a gente não tem uma aula específica ainda né sobre cann bidol aqui na plataforma até penso em trazer alguns especialistas em can bidol aqui eh mas e aí isso é um assunto que dá pano pra manga né mas o que que é importante porque quando a gente fala de canabidiol eh existe muito uma uma uma vende-se uma ideia de que essa é uma medicação essa é uma substância que ela deve ser usada ou deve ser indicada ou que Obrigatoriamente tem benefício para esses pacientes né ou e para outros pacientes também E aí
é importante a gente ter a a a o o o conhecimento e uma clareza maior do que de fato existe né Eh por aí em termos de estudo em termos de evidência eh pro uso do canabidiol no tratamento do teia eh por quê Porque a gente vai ter sempre muitos relatos de casos de pacientes que tiveram algum benefício ou né de pacientes que melhoraram de alguma forma eh e aí a princípio esses relatos de caso eles deveriam ser usados então para eh indicar tratamentos com o canabidiol só que é claro que esses relatos são uma
evidência muito fraca né da eficácia de uma determinada substância para tratar um transtorno Qualquer que seja aí então no no presente momento o que a gente tem de estudos relacionando o tratamento do canabidiol é o tratamento do teia com o canabidiol são estudos que são ou observacionais ou abertos ou retrospectivos o que que isso significa os estudos observacionais eles são estudos que eh a gente não faz a gente observa um um desfecho de algo que de alguma intervenção que não foi é eh produzida pelo pesquisador né então no estudo observacional eu simplesmente pego populações que
fizeram determinadas escolhas né que agem de uma determinada forma observo o que acontece com elas e eh comparo com uma população que não tem eh que tenha feito uma outra coisa né Ou que tenha tomado um outro caminho e com isso eu vou lá e combino esses resultados é claro que esses estudos Têm alguma validade mas mas para trazer pra gente um resultado e que traga pra gente alguma segurança essa validade é muito baixa por quê Porque a princípio a quantidade de fatores de confundimento que vão diferir um grupo do outro é muito grande e
a gente vai ter muita dificuldade em estabelecer o que que de fato um determinado grupo e eh o que que foi determinante sabe para uma uma melhora talvez observada num grupo e uma não melhora ada em outro grupo é muito difícil a gente fazer isso a gente consegue fazer isso quando a gente faz estudos que são chamados de estudos de intervenção o que que são os estudos de intervenção são estudos em que o pesquisador é ele quem é controla e determina o que que vai ser oferecido para cada um dos grupos de pacientes que vai
ser estudado então nos estudos de intervenção eu consigo controlar exatamente o que que eu tô oferecendo para um grupo e o que que eu tô oferecendo pro outro grupo né E com isso naturalmente eu já consigo ter eh pelo menos algum tipo de uniformidade em relação ao que foi oferecido a substância que foi oferecida em relação à quantidade dosagem frequência né a população que eu tô oferecendo Então são estudos que T uma validade científica para produção de evidência de qualidade muito maior dos estudos de intervenção mas a gente ainda não tem estudos de intervenção em
quantidade suficiente com o uso do cannabidiol uma outra característica eles são estudos abertos o que que são estudos abertos são estudos que eh a gente não tem o cegamento das partes do estudo né então são estudos em que tanto o profissional quanto o paciente sabe o que que tá sendo feito o que que a gente normalmente faz para produzir uma evidência de maior qualidade em termos de estudos para fármacos a gente faz estudos cegos idealmente estudos duplo cegos para que a minha a minha a minha informação né e do que que tá sendo feito ali
se eu tô tomando uma medicação ou se eu tô tomando Placebo para que essa informação não venha a influenciar no resultado da pesquisa essa informação em tese ela pode influenciar o resultado tanto quando ela tá disp pro paciente quanto quando ela tá disponível pro pesquisador então idealmente num estudo e que a gente vai estudar eficácia de uma medicação ninguém sabe o que tá sendo feito né nem o pesquisador que tá oferecendo e medindo os resultados naquele paciente né oferecendo a medicação e nem o paciente que tá tomando então a gente fica ali com uma eh
uma avaliação que é muito mais Imparcial né e o resultado é muito mais Imparcial E aí a gente consegue tirar tirar também esse fator de confundimento essa parcialidade aí das das partes estudadas né o próprio efeito placeo a gente consegue eh eh isolar um pouco esses efeitos né e e ou essas influências essas interferências E com isso ter um resultado mais concreto mais limpo em relação a esses fatores de confundimento de se se de fato a gente tá diante de algum resultado que de de alguma medicação que traz resultado ou que não traz resultado o
outro a outra eh a outra característica de muitos dos Estados dos estudos com canabidiol é que eles são estudos retrospectivos ou seja eles eh analisam situações que já aconteceram né Eh e idealmente pra gente ter um estudo robusto para produzir uma qualidade uma uma evidência de qualidade eh em termos de eficácia de medicação o ideal é que eles sejam esses estudos eles sejam estudos prospectivos ou seja a partir do momento que eu começo o estudo Eu vou observar tudo que vai acontecer daquele momento para frente né então eu não vou eh sofrer influências ou interferências
da própria memória dos pacientes que estão me contando alguma coisa que já aconteceu com eles sabe que é o que acontece nos estudos retrospectivos e obviamente a gente precisa de estudos com uma quantidade maior de participantes Então até o momento a gente não tem eh não tem esses est estudos para para dizer pra gente de fato que existe eficácia ou que não existe eficácia então a gente ainda tem a gente já tem ensaios clínicos eh que já foram iniciados né A partir desses parâmetros considerando esses parâmetros de qualidade mas eles ainda são os ensaios clínicos
que estão em fase preliminar em fase inicial a gente ainda não tem o resultado desses ensaios clínicos para dizer olha realmente existe uma segurança existe uma eficácia em fazer essa sub para esse grupo de pacientes uma outra questão relacionada aos estudos é que existe uma variabilidade muito grande nos preparos do canabidiol Então a gente vai ver que cada estudo usa uma determinada concentração ou uma determinada proporção de CB ou uma concentração do canabidiol uma proporção diferente de cbd versus thc Então como a gente não tem essa essa uniformidade né do que que tá sendo oferecido
pro paciente obviamente a gente já ainda não tem a produção de um protocolo né da mesma forma como a gente tem por exemplo eh quando eu faço uma medicação do tipo quando eu faço floxetina para um paciente eu já tive estudo suficiente para me dizer que eh a floxetina é eficaz e segura de 10 a 80 MG por exemplo né então eu já tenho eu tenho uma faixa terapêutica relacionada Tanto à eficácia quanto à segurança dessa medicação para para que eu tenha essa faixa terapêutica imagina a quantidade de estudos que eu preciso ter para me
mostrar que é aquela faixa que é uma faixa adequada para os pacientes quando a gente tem estudos que cada um estudo fala eh usa uma determinada concentração o outro estudo usa uma outra concentração obviamente é muito mais difícil de eu conseguir estabelecer essa esse protocolo né Eh daquilo que é de fato eficaz daquilo que é seguro então o que que a gente vê eh atualmente né eu eu vejo que o uso do canabidiol ele é um uso que eu eu acredito sinceramente que ele vai ser vai ser possível tá eu acho que existe uma existem
evidências que mostram que é é possível que exista uma uma eficácia ali né Eh agora é muito diferente de eu de eu eu eu eu olhar para uma substância e eu falar assim olha eu acho que daqui vai sair alguma coisa que vai ser útil pros pacientes então eu tenho essa informação nesse momento Então a partir dessa informação eu começar a tentar eu é algo possível né tentar fazer medicação tentar fazer o cannabidiol PR os pacientes é uma possibilidade eh mas a gente ainda não tem um protocolo que me respalde de que forma eu vou
fazer o cannabidiol para essas pessoas né então eu não tenho quando existe uma indicação Olha você vai usar eh o cannabidiol nessa concentração nessa proporção o que que me respalda são estudos que não são consistentes não são confiáveis então Eu ainda acho eh relativamente cedo né iniciar a prescrição porque a gente ainda não tem a recomendação de como fazer essa prescrição né Essas recomendações elas ainda são recomendações muito eh muito pobres de evidência né apesar da gente ter ali uma uma uma assim eh aparentemente essa evidência vai surgir né mas é é difícil imagina se
eu olhasse pra floxetina e falasse assim nossa me parece que essa é uma substância que vai ter uma vai vai vai ser boa agora eh eu ainda não tenho estudo suficiente para me dizer o quanto eu faço dessa substância Por quanto tempo de que forma e para que paciente percebe então Eu ainda acho que a gente tá num momento eh Inicial desse uso do cannabidiol justamente porque a gente tá nessa fase de construção de de evidência científica a respeito dessa substância mas é um campo de estudo que eu acho que é muito promissor e quando
a gente fala do transtorno do espectro autista especificamente a gente parece parece ser um campo que tem ali eh Talvez um nos campos que seja mais estudado né é tanto na psiquiatria no caso né em outras especialidades a gente tem eh Campos que já são já tem estudos mais mais robustos com canabidiol do tipo controle da dor epilepsia né mas na psiquiatria Talvez o teia seja aí o o o transtorno mental que é mais estudado para eh saber se ele vai ter ou não benefício do uso do canabidiol Tá mas eu acho que a gente
ainda tá nessa fase inicial aí da construção do conhecimento bom em resumo eh o que eu quero que vocês tenham em que levem da aula de hoje né é que a gente não tem medicação eficaz comprovada para tratar sintoma central do teia os elementos fundamentais do teia eles ainda não são eh contemplados por nenhum fármaco pelo menos nenhum fármaco disponível até o momento eh a risperidona e o aripiprazol eles são aprovados para tratar irritabilidade e agressividade e são os únicos medicamentos que TM este tipo de aprovação né Eh mas a gente tem que ficar atento
tanto a efeito colateral e ganho eh tanto eh com relação ao efeito colateral do tipo ganho de peso sonolência e a gente também tem que avaliar o tempo todo por quanto tempo a gente vai fazer e como que a gente vai fazer essa medicação qual vai ser a duração desse tratamento porque essa informação a gente também ainda não tem essa informação fechada também não sei se a gente vai ter eh em razão da variabilidade do grupo que é muito grande Tá outros fármacos vão ser usados como fármacos para tratar pontualmente sintomas alvo né E esses
fármacos eles são eh tirados ali ali de consensos baseados em Protocolos de tratamento de cada uma dessas patologias e não exatamente retirados de eh pacientes com teia tá então a gente extrapola o resultado de uma área de um transtorno mental para outro transtorno mental e a gente vai ter outros possíveis fármacos úteis mas que ainda estão em estudos em estudo eh em fases iniciais de estudo né tanto compostos a base de cannabidiol e outras substâncias tipo ocitocina e outras ainda ainda menos estudadas né ainda em fase inicial de estudo como a lurasidona que é um
antipsicótico também a bumetanida que é uma medicação ainda eh utilizada para como como diurético para hipertensão arterial mas que talvez tem algum efeito aí especialmente em síntoma central do teia que é o que ela é investigada mas a gente ainda tá numa fase muito Inicial eh o elemento fundamental para tratamento do teia ele ainda é um elemento não medicamentoso e E aí eu convido vocês a assistirem a aula de psicoterapias no teia que também já tá lá na plataforma em que a mabel traz Quais são os principais psicoterapias né os principais eh Campos né de
de de de atuação do tratamento não medicamentoso para o espectro autista Ok queridos deixa eu interromper aqui o compartilhamento dúvidas perguntas me contem gente você atendem vin Deia vocês percebem isso na prática clínica de vocês essa dificuldade de encontrar um fármaco que possa ajudar em alguns sintomas quando isso é necessário de uma inexistência de fármacos para tratarem os sintomas centrais é a Sheila falou a comunidade teia é muito engajada conheço várias mães que utilizam canab eu conheço algumas pessoas que usam também tá E aí eu vou vou dizer o que que eu que que eu
eu faço particularmente na minha prática né Eu não me sinto ainda segura PR prescrição do canab né por conta de todos esses motivos aqui que eu trouxe que eu trouxe para vocês e por não existir ainda esse protocolo de tratamento e não existir estudo que me dê esse protocolo de tratamento então a princípio não é uma coisa que eu faça mas eu sei que é alguma coisa muito difundida acho que mais difundida do que deveria até assim eh no sentido de é é muito difundido como se fosse alguma coisa muito muito Milagrosa muito eficaz e
não é exatamente assim que funciona eu vejo eh eh Resultado positivo para alguns pacientes e não vejo Resultado positivo para outros pacientes que optam por fazer uso então quando um paciente chega para mim com essa vontade Olha eu gostaria de tentar Car BOL eu explico o o o o cenário para ele porque acho que é importante que ele saiba e se mesmo assim ele fala não mas eu quero tentar mesmo assim eu sempre indico para alguém que tá na Vanguarda desse estudo né então eu tenho eu conheço pessoas que fazem parte de grupos de estudo
de cannabidiol então grupo de estudos que tão ali eh nesse momento produzindo esse conhecimento e aí eu acho que já que né a gente vai eh é um paciente que quer tentar o uso do canabidiol por exemplo eh que seja eh a partir apesar da essa evidência não não eh não existir de forma concreta ainda né mas que seja a partir de alguém que esteja ali estudando ativamente esse tema Então eu acho que dentro das das possibilidades de garantia de segurança eu acho que essa acaba sendo a a maior garantia que a gente tem atualmente
E aí eu sempre faço esse direcionamento e esse encaminhamento e eu tenho alguns pacientes eh que já fizeram uso e que fazem uso alguns tiveram benefício alguns não tiveram benefício eh não prescrito por mim né Mas eh alguns com benefício alguns sem benefício e eu recebo exatamente desse grupo de estudo né essa essa essa fala né olha a gente vai tentar eh isso é possível isso é possível de ser tentado tenho certeza de que vai dar certo ainda não mas dentro daquilo que é razoável de ser tentado a gente vai tentar por aqui e a
gente vai avaliar o resultado Enfim então existe ali um um um caráter experimental nisso tudo né Eh mas sim eu conheço algumas pessoas também né mas eu eu acho que é importante que o paciente tenha essa clareza né de é óbvio que ele pode optar por por usar e por tentar até mesmo que fosse um tratamento totalmente experimental paciente tem todo o direito de de de optar por fazer mas ele tem que saber o que que que que ele tá fazendo qual é a escolha que ele tá fazendo Tá eh a Socorro falou que percebe
um uso por tempo indeterminado de risperidona eu também percebo Socorro assim infelizmente acho que eu vejo muito pacientes com teia eh sem nenhuma avaliação mais mais pormenorizada mais profunda já receberam uma prescrição de risperidona né Eh sem muito critério e uma manutenção dessa respiridona eternamente sem a gente saber se realmente essa respiridona tem que ser mantida ou não sem Se tentar ali eh eh reduzir essa medicação né E aí a gente acaba submetendo o paciente há um risco de eh um risco que pode assim o o a gente tem sempre risco e benefício né muitas
vezes se o benefício ele tá sendo muito alto se se aquela medicação é necessária pro paciente de fato muitas vezes esse benefício ele vai compensar o risco mesmo que esse risco seja um risco considerável né agora se esse benefício não existe o risco ele fica muito caro pro paciente pagar Então a gente tem que estar o tempo todo avaliando se o benefício existe né então é é isso que eu acho que acaba sendo eh importante né Eh nessa avaliação de Por quanto tempo a gente vai manter uma medicação especialmente a risco peridona que é um
antipsicótico e Em que momento a gente vai testar reduzir ou tirar essa medicação eh O que é interessante que crianças nível três ficam visivelmente mais calmas Mas como você falou apenas com evidência prescrição é segura a Sheila falou atendo também adultos com diagnóstico tardio de teia sim todos apresentavam sintomas depressivos antes do diagnóstico Muito provavelmente por terem passado a vida toda se sentindo inadequados junto com o diagnóstico vem uma sensação de alívio e com a condução adequada do tratamento os sintomas desaparecem é isso então assim por exemplo esse paciente ele provavelmente não tem um episódio
depressivo né Eh ele vai ter ali sintomas depressivos relacionados provavelmente é o contexto dele de fato é muito é muito frustrante pro paciente que tem tiia nível um eh não se sentir compreendido ao longo da vida inteira sentir que tem alguma coisa distinta ali mas que ele não consegue explicar muito bem e que ninguém consegue entender muito bem né então Eh é muito frequente especialmente nesse grupo de pacientes nessa ponta do espectro a gente ter sintoma depressivo e às vezes até episódios depressivos mesmo eh e que eh a a a compreensão do paciente né Eh
o diagnóstico e e até o entendimento do paciente a respeito do próprio funcionamento Isso é uma é um é é uma redução de estressor assim muito significativa para paciente e que pode por si só trazer um resultado uma melhora pro paciente muito significativo acho que foi hein foi pessoal dúvidas ok ok então Se tiverem mais dúvidas podem mandar pra gente ou no Insta ou lá no na na aula a gente vai colocar essa aula em tratamento dentro do eh do grupo de transtornos do neurodesenvolvimento tem ali eh manejo né tratamento e ali tem aula tanto
de manejo eh psicoterápico e agora vai ter aula de tratamento psiquiátrico tá bom que bom gente que bom vocês gostaram até a próxima um beijo