Jujutso é repleto de críticas ao tradicionalismo e também as práticas mais obsoletas do Japão daquele mundo. Isso vai desde toda a questão envolvendo os dogmas do clzenin até como a própria escola enxerga e critica as técnicas mais modernas. Jujutso é muito sobre arte também, até porque ju significa maldição e jutsu vem de arte.
Ou seja, o próprio nome da obra já fala sobre essa questão de criar e colocar um pouco de si usando a energia amaldiçoada. E cada personagem faz isso de sua própria maneira, revelando assim muito da sua própria individualidade. O lance dos velhos da escola jujutsu não gostarem de técnicas mais modernas vem muito da diferença da percepção entre gerações, pois aí vemos muitas vezes uma mescla energia amaldiçoada com objetos modernos, como por exemplo a tecnologia.
O próprio Panda fala que os mais velhos não gostam de técnicas tão complexas e que preferem um tipo de jujutso mais simples e tradicional. E aí você se lembra como os velhos têm dificuldade em mexer com celulares até por aqui. E você entende logo de cara porque que eles não gostam de técnicas mais modernas.
Mas brincadeiras à parte, é um pouco disso aí. E obviamente Hakari e Kirara tem uma das técnicas mais complexas da obra, mais especificamente o Hakari e todo seu lance para atingir um jackpot. Algo que vai muito além do simples que todos estão acostumados, como sei lá, o feitiço chato da Nobara com os pregos.
Essa obsessão por controle e podar a individualidade dos jovens gerou um efeito de rebote bem impactante, principalmente em alguns personagens. E aí que temos a Kirara e o Hakari. Hakari é um aluno do terceiro ano repetente e que detesta se curvar para autoridades que vão o julgar e dizer como ele deve ou não se comportar.
Ele já teve problemas com a escola e até chegou a sair na mão com algumas das pessoas que defendiam esse lado mais tradicional, o fazendo ser suspenso durante o cortejo dos yokishteto lá em Jujutsu Zero. Mas apesar de toda essa rebeldia, Hakari é com certeza um dos maiores alunos da escola Jujutsu quando se trata de potencial e talento latente, sendo comparado com o Yuta e também com alguém que possivelmente poderia continuar o legado de Satoro Gojo. Mas como e por esse cara aí tem toda essa marra de conseguir ser um patamar tão elevado dentro do mundo de jujutsu mesmo sendo um delinquente?
Qual é a técnica dele e também por qual razão ele é o único personagem de jujutsu com um placar só de vitórias no currículo? É sério, esse cara ficou invicto à obra toda. Vamos falar sobre tudo isso e muito mais por aqui hoje.
Então vamos nos apresentar. Salve salve rapaziada, show o Luca aqui mais uma vez e não tem como, né? Eu já fiz da Kirara, então bora adiantar logo do Rakari.
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Agora bora pro vídeo. Hakari é um dos personagens mais intensos de Jujutsu e só no papo breve que ele tem com o Yudi, lá no começo de suas interações, nós já podemos entender bem a essência do personagem. Apostas fazem parte de tudo na vida e isso não é uma mentira do Hakari.
Todo dia ao sair de casa temos chances de viver ou morrer. Todo dia e toda ação envolve chances, riscos e apostas. É claro que isso se refere a um ambiente neutro e não manipulado, diferente de apostas que conhecemos, como betes, que são manipuladas ou cassinos.
Mas o caso de Hakari gira em torno do fogo de se apostar e da grande chance de conquista através disso. Ele coloca muito da sua paixão, ou em inglês o que ele chama de fever, febre, em seu modo de viver. E isso, pelo menos para mim, parece um comportamento muito mais digno do Sukuna do que disse atorojo.
Em um espectro simples, podemos colocar Hakari bem mais pro lado do Sucuna do que do Gojo, principalmente no que tange o uso e as responsabilidades dele como feiticeiro. Hakari é um rebelde. Ele vive o cotidiano pensando em como fazer o seu clube da luta se expandir e tudo para viver a vida que ele quer viver.
Hakari ama a tal paixão, a febre, pois a paixão é aposta e a aposta é vida. Sendo assim, o objetivo dele é estar no topo, controlando todas as vidas dos outros através de apostas e também de sua paixão. O próprio Uralme cita a Hakari que ele é diferente dos feiticeiros modernos no sentido de que ele não teme o mesmo que os outros.
Ele também cita que a maioria dos feiticeiros têm medo de se perderem em sua ambição e nas próprias maldições e assim deixarem gradualmente de serem humanos. Mas isso não se aplica a Hakari. Ele faz o que ele ama e coloca todo o seu coração naquilo.
Não existe medo, existe só aquele fogo incendiário dele. E isso, mais uma vez é algo que remete muito mais ao sukuna. Ele não teme se perder como uma maldição, desde que esteja tendo o tempo de sua vida ali naquele momento.
E essa mentalidade do Hakari é o que torna ele tão perigoso e diferente dos demais feiticeiros modernos. Isso conversa diretamente com o que já vimos em tramas anteriores, como as lutas do Uta durante a sua aparição na colônia Sendai. O Uta em específico sempre teme em se perder em seu próprio poder e luta constantemente se segurando contra oponentes.
Ele até fala com a Uru, uma feiticeira da era Rean, sobre isso, e ela fala que pretende se deixar levar a partir da reencarnação para transcender em algo novo. Mas o Uta não pensa dessa forma. Ele até tentou convencer ela a continuar humana e lembrando ela que ela pode ter entes queridos, família, filho ou coisa do tipo.
E é só quando o Uta se deixa levar contra sucuna que ele quebra esse limitador de moralidade dele. Quando ele vai lá e usa a técnica do Kenjau no corpo do Satoro Gojo, ele meio que viola aquele cadáver só para continuar lutando tudo com o ideal. É um ideal benevolente, mas ainda assim é uma coisa bem bizarra, algo que transcende a moralidade comum.
Esse é um ato que Sukuna aplaude, dizendo que não esperava que o Uta fosse capaz de passar por essa linha. Tá, mas o que que isso tem a ver com o Hakari? Bom, Hakari não tem esse problema, um senso de humanidade, de responsabilidade, dever com os outros.
O Hakari subverte tudo isso com seu ego e a sua paixão. O fogo dele queima acima disso tudo. Ele nunca vai ter o que a gente tem aqui e já viu sobre a solidão do mais forte ou a sensação de solidão.
Nada disso. O que o Hakari teme é que a sua paixão esfrie, o que é algo bem diferente da solidão e que envolve muito mais uma questão dele ser autossuficiente nesse sentido. Solidão vem da dependência dos outros, mas ele não tem isso.
Kashimo Rajim possuía isso. Aari, por outro lado, vê pessoas de uma forma diferente, muito pela ótica da própria paixão dele. Ele é um cara que valoriza muito o tudo ou nada.
E em jujutsu, isso é literalmente o motor que faz muitas vezes um feiticeiro derrotar alguém ainda mais forte que ele. Jujutsu é uma arte de riscos, contratos e consequências. O próprio Sucukuna já fez apostas que ele não tinha certeza do desfecho dentro da obra e isso se converteu em grandes recompensas futuras, mas claro, sempre com algum risco aí no meio.
No caso do Hakari, ele conseguiu até mesmo apostar completamente a sua vitória contra o Rajime, um cara que era substancialmente superior a ele, tanto em experiência quanto em técnica. Tudo por ser uma aposta de alto risco e alta recompensa. Sim, é narrativamente acurado dizer que o Hakari venceu o Kashimo por sorte, até porque esse é o maior fator para o jackpot e o jackpot foi o maior motivo de sua vitória.
E essa mentalidade também dá para traçar paralelos com outros personagens da obra. O próprio Megumi é um exemplo perfeito do oposto da mentalidade do Hakari. No começo, Megumi não conseguia ter confiança para arriscar e até por isso temos tantas cenas dele ameaçando já lançar uma horaga contra inimigos bem mais fracos do que o esperado.
A mentalidade do Megume não gostava de arriscar. Ele preferia ganhar sacrificando a sua própria vida para assim ter uma vitória garantida. A diferença de mentalidade é que o Megume sabia que tinha uma vitória quase garantida ao sacrificar a própria vida e isso limitava a sua visão para superar seus limites através de riscos que envolviam ele mesmo.
Com o tempo e também graças ao conselho do Gojo, o Megume aprende a ser mais egoísta e a lutar para viver e não só para derrotar seus inimigos. Então ele não dependia mais da sua carta final. A gente ainda vai falar bastante sobre o Megume no arco do jogo do Abate, que é onde ele tem esse grande desenvolvimento de mentalidade.
Mas bom, ainda sobre o arco do Uta na colônia Sendai, outro cara que também se aproxima muito da trama e mentalidade do Hakari é o próprio Ryu Isigori. Sim, o cara que a gente acabou de fazer vídeo aqui no canal. Ryu também é movido por um sentimento que o faz arriscar tudo.
A gula por encontrar pessoas que o satisfaçam em uma batalha. A gula e o fogo do Hakari são sentimentos instintivos que se movem de forma primal e isso é uma mentalidade que dá ainda mais poderes aos fortes. Hakari, mesmo em momentos de total desvantagem, sempre aposta em si mesmo.
E Riu, de maneira semelhante, também luta até o fim para tentar satisfazer seu paladar, que no passado era tão moderado. Esse sentimento do Riu foi tão forte que conseguiu mudar até mesmo a percepção do Yuta sobre lutas, o forçando quase ao seu limite. Tudo pela paixão do Riu.
Sim, uma luta dele e do Hakari também seria fenomenal de se ver. E sobre a Kirara, as interações dele com a personagem são bem sutis, mas também autoexlicativas. Eles são um casal, isso é fato.
Hakari, por ser um cara extremamente passional e intenso, muito provavelmente incentivou Kirara a ser quem ela é e vestir seu novo estilo de vida. Provavelmente a vida deles venha mudar muito durante o advento do cortejo dos Yo-kais, pois é graças à aquela circunstância que ele veio a ser suspenso e eles meio que deixaram a escola de jujutsu. Inclusive, Sean Forellow que apareceu lá no capítulo 10 do Jujutsu com a maquio falando que um idiota do terceiro ano havia sido suspenso, o que já mostra aí um preparo muito bom narrativamente sobre o Hakari aparecer na trama futuramente.
E bom, sem mais enrolação, vamos falar sobre a técnica do Hakari, tim por tim. E aí, meu amigo, pelo amor de Deus, já deixa seu like porque isso aí deu muito trabalho. E vamos começar falando sobre sua técnica inata.
O nome de sua técnica inata é trem privado do amor puro. E essa é uma técnica com tema e que também por padrão tem uma conexão direta com o domínio de Hakari. E bom, Pachinko é um tipo de jogo de azar que é bem parecido com Pinball, além de ser muito popular no Japão, mesmo que a sua legalidade ainda não seja totalmente reconhecida.
O que acaba também conversando um pouco com o tema do Hakari de além de simples apostas, também está ligado com a questão da rebeldia perante as autoridades. Mas ainda sobreko existem inúmeros tipos e variações de máquinas do jogo, cada um com seu formato e temas individuais. No caso do Hakari, a gente tem três marcadores que indicam os possíveis resultados da técnica dele.
E o tema da sua máquina seria basicamente uma história de amor, uma história de romance, com vários personagens diferentes. A técnica amaldiçoada, embída, do domínio, se manifesta com o nome de Trem Privado do Amor, que é um jogo de pachinco inspirado numa série de mangá romântica que tem o mesmo nome, mas só existe dentro do universo de Jujutsu. Ou seja, por mais que ele tenha toda aquela marra de gangster durão dele, canonicamente o Hakari é um fedido, já que ele dedicou toda a sua técnica a um jogo baseado em um mangá.
E confia em mim, isso tem mais implicações no futuro quando eu for falar de outras lutas do Hakari e como elas explicam mais sobre o personagem. A técnica inata ainda permite que o Hakari possa invocar os indicadores de efeito visual do jogo, como as portas que ele vem a utilizar brevemente contra o Yud lá atrás. Agora vamos ao que interessa, a expansão de domínio do Hakari.
E meu irmão, vem comigo porque isso deu trabalho. OK. Para começar, a ativação da expansão do Hakari é absurdamente rápida, sendo o tempo necessário da ativação basicamente 0.
2 segundos. E o acerto garantido do domínio do Hakari não faz muita coisa. Em questão de danos, ele meio que é praticamente inofensivo, mas ele coloca na mente do inimigo todas as regras e informações sobre a técnica dele, bem como o funcionamento do jogo.
A parte engraçada é pensar o que que um cara da era Edo deve achar disso tudo. A mente dele deve fritar com a quantidade de informação e tudo que tá acontecendo ao redor dele. É tipo uma edit de TikTok desenfriada na cabeça do fazendeiro.
Mas enfim, bora falar sobre o objetivo da técnica. O objetivo da expansão de domínio dele aqui é basicamente conseguir um jackpot para dar uma recompensa ao Hakari e aí desligar a expansão. E a chance básica de atingir um jackpot é de 1 sobre 239.
Pois é, o que em porcentagem seria basicamente 0,49%. E sim, parece realmente muito pouco, mas lembra que eu falei que tem três marcadores e eles meio que vão determinar as chances do jackpot? Então, dependendo de quantos marcadores der esse resultado, existem quatro cenários para possíveis combinações dos marcadores.
E são um total de sete marcadores e cada marcador tem um nomezinho e uma historinha baseada lá no mangá. Mas enfim, quanto mais marcadores iguais, maiores as chances de um jackpot, sendo o mais alto os três marcadores completos e dando a Hakari a chance de 80% de um jackpot. Em resumo, é mais ou menos isso aí.
Mesmo assim, não é só isso que determina a probabilidade de um jackpot, não é só o resultado das três marcas. Existem também os chance boosters, que são fatores que aumentam as chances ainda mais de um jackpot, mesmo em casos que o Hakari tenha dado azar e conseguido só um marcador naquela combinação. E esses bônus podem sim ser mais um diferencial para a porcentagem total do Hakari em atingir seu jackpot.
Inclusive, alguns podem garantir que ele atinja o jackpot só nela. Mas beleza, como que isso funciona? Na prática show.
O Hakari vai lá, expande o domínio, faz o usuário ter toda aquela informação no coco dele e aí começa a usar efeitos visuais como gatilhos para suas rolagens. Para isso, ele usa bolas ou portas com cores diferentes. Mas eu não vou falar muito das cores aqui.
Elas são só um indicador do quanto que ele tá perto de atingir um jackpot. Tipo, ele fica lá atacando bola e usando as portas contra seu oponente, apenas como uma forma de ficar buscando um jackpot e ganhando tempo contra ele, como uma forma dele se defender, assim gastando sua energia amaldiçoada no processo. E ele fica nisso aí até que ele atinja um dos resultados que temos dos quatro cenários possíveis das três marcações.
Então, beleza, dá ali o resultado de três marcações. A gente vai ter um dos quatro cenários que vão determinar as chances iniciais do Hakari de obter o jackpot. E aí ele vai continuando até ele tirar um jackpot ou o oponente o derrotar dentro do domínio, o que pelo menos ao meu ver é bem difícil na maioria das vezes.
Isso porque além das portas e das bolas que o Hakari pode usar para se defender e atacar, ele ainda tem mais uma arma que são os contadores. Os contadores são ótimos meios do Hakari conseguir anular consequências de habilidades do oponente dentro do domínio. Então, com esse mecanismo, ele consegue ir lá e se defender de ataques dos inimigos, meio que fazendo como se eles nunca tivessem existido.
E se ele conseguir fazer isso quatro vezes, ele consegue um jackpot garantido. É, eu sei, é ridículo. Mas tá, ele vai fazendo isso, lutando, apostando sua vida entre portas, bolas e tentando evitar as habilidades do oponente ao máximo com seus contadores e eventualmente ele pode conseguir um jackpot.
OK, o que que acontece? Beleza? Após atingir um jackpot, primeiramente ele vai entrar em um dos dois modos que o diagrama mostra, que é o aumento de probabilidade ou rotações mais rápidas.
Se o Hakari tiver entrado o jackpot com números ímpares, ele entra no modo de aumento de probabilidade. Agora, se o jackpot vier de um número par, ele entra no outro modo, que é o de rotações rápidas. E cada modo aí tem suas vantagens de como obter um próximo jackpot.
Mas enfim, independente disso tudo, ao entrar em jackpot, o domínio some. Uma musiquinha vai começar a tocar por 4 minutos e 11 segundos. provavelmente deve ser algo relacionado ao mangá.
E durante esse tempo ele recebe basicamente um boost de energia amaldiçoada. É como se ele tivesse acionado um hack de não ter que se preocupar mais com gastar sua energia, porque ele literalmente tem ela de maneira infinita nesse tempo. E como se não bastasse, nesse período, ele tem basicamente todo qualquer ferimento praticamente curados com a energia reversa.
Sim, o Hakari nunca nem precisou aprender a usar energia reversa e mesmo assim ele possui uma velocidade de regeneração acima do Gojo e do Sukuna, ficando aí como o melhor usuário de energia reversa no sentido de velocidade. E meu irmão, o que esse cara consegue regenerar é bizarro. E aí, boa sorte quem tiver enfrentando ele nesse tempo.
Porém, quando sua técnica estiver acabando, ele pode mais uma vez ativar a expansão de domínio e começar tudo de novo. Sim, além disso tudo, ele pode continuar a usar expansão de domínio mesmo tendo acabado de usar, o que o torna um dos únicos feiticeiros capazes de abrir o domínio mais de uma vez por dia além do gojo. Isso também obviamente o previne de efeitos colaterais, como que o vimos no caso da Uru, que após ter usado seu domínio, ela precisa de um tempo para que a sua técnica volte a ter eficácia.
Por causa desse gap de tempo de recuperação, Uru recebeu um ataque do Uriu e foi basicamente derrotada. Algo assim jamais aconteceria com o Hakari, exatamente pelo fato de que assim que ele sai do seu domínio após ter atingido o jackpot, ou seja, quando o jackpot começa, ele não tem esse tempo de recuperação por ele ter literalmente energia infinita à sua disposição. Show.
Consegui explicar mais ou menos a técnica do Hakari, deixei passar alguma coisa? Me fala aí nos comentários, porque realmente, cara, é muita coisa para lembrar. E cara, na moral, que técnica ridícula de forte.
Minha opinião pessoal aqui, eu realmente não sei o que que o GG tava pensando quando inventou esse cara, mas meu Deus, mano, para que tanta regra para um cara que luta, sei lá, três ou quatro vezes só e mal usa todos os recursos? Então, Jesus. Beleza, bora falar sobre algo legal agora que são as lutas do Hakari e o que a gente pode tirar delas.
Bora falar sobre aquela vez que ele enfrentou o Charles Bernard. Charles Bernard é um mangaka frustrado e também um otaco. Sem querer entrar muito na técnica desse personagem e afins, mas ele era um humano normal até que há pouco tempo atrás todo o seu trabalho como mangaka foi arruinado pelos adventos do arco de Shibuya.
Frustrado e sem a tal paixão que o Hakari tanto fala, essa batalha é uma luta entre dois otacos com mentalidades muito diferentes. Akari é otimista contra o futuro, principalmente por confiar em seu próprio potencial e também por sua mentalidade de alto risco. Enquanto Charles é pessimista e não vê mais salvação ou sequer parece acreditar em si verdadeiramente, o Charles precisa lutar e pede para que Hakari diga algo cruel ou faça ele ser alguém odiável.
Tudo para que a motivação do Charles lutar aumente. Ambos são dois otacos fedidos, mas Hakari esconde esse detalhe e xinga a arte do Charles, mais especificamente o seu mangá. A luta se prolonga, rola um monte de poderzinho para lá e para cá e vemos mais da energia monstruosa do Hakari em poder dar socos absurdos, como o caso contraitador lá atrás.
Mas o mais importante aqui é ver como a expansão de domínio do Hakari funciona e como cada indivíduo parece lidar com ela. Nosso primeiro contato com ela é através do Bernard, um cara muito inexperiente que não sabia como lidar com alguém do nível do Hakari. Por isso, a luta acaba sendo extremamente fácil.
Logo depois temos a luta contra o Kashimo, Rajim. E cara, te contar que o Hakari é um safado e já começa a luta com o jackpot da luta anterior contra o Charles. Tá bom?
Então é, eu duvido muito que o Hakali fosse ter qualquer chance contra o Kashimo. Se ele fosse com tudo daquele jeito, sem os efeitos do seu jackpot anterior. Ele já começa a luta com uma vantagem, mas aqui o tema da luta é bem diferente.
O tema da luta é uma aposta até a morte. Kashimo tinha chance de vencer Hakari e tinha até um bom plano de que ele poderia ir ganhando a luta só pelo tempo, esperando o tempo da música acabar para ele vencer. E ao meu ver, com isso ele venceria sim, mas para ele isso é como os perdedores pensam.
E com isso ele decide apostar firme em tentar matar o imortal do seu próprio jeito. O Kashimo possui a tal febre que o Hakari tanto fala: A vontade, o desejo de superar seus próprios limites para vencer e não simplesmente vencer de uma maneira segura e sem riscos. O especial dessa luta é ver como ambos se entendem de sua forma e ambos lutam com suas próprias paixões em jogo.
Hakari lutando com tudo em seu jackpot enquanto Kashimo procura meios de contornar a imortalidade de sua própria maneira. É interessante ver como as estratégias do Kashimo são muito boas e fazem sentido e como ele possuía sim muita chance de matar o imortal mesmo durante o jackpot. Isso porque existem meios de counterar a reversão, como explodir a cabeça inteira, por exemplo.
E também o outro fato dele ter envenenado Hakari com o gás ao usar a eletricidade debaixo d'água foi uma ótima maneira de tentar contornar a energia reversa, pois é um efeito automático e que tecnicamente não detectaria manualmente esse tipo de substância e efeitos, o que sim é uma ótima aposta, mas acaba não dando certo. E por fim, mesmo depois de tudo isso, o Hakari só se salvou graças a um voto vinculativo feito no último instante, que só foi possível graças ao fato dele ter energia infinita nos últimos segundos do seu jackpot. Então é, o cara deu muita, mas muita sorte.
Foram tipo umas quatro ou cinco variáveis a favor dele nessa luta, desde ele já começar com o jackpot ativo até a escolha do próprio Rajime de não ir pelo caminho mais fácil para ganhar, fazendo essa ser uma das minhas lutas favoritas da obra. E agora vamos para a última luta que vimos em jujutsu do Hakari, que é dele contra Uralume. Essa aí foi uma luta que durou mais de 20 capítulos, se eu não me engano.
É sério, a luta foi do capítulo 237 até o 268. E dentro disso temos muita coisa interessante de se entender. Primeiramente, Hakari só tá lutando contra o Uralumme pelo motivo lá de trás, que foi a promessa que ele fez ao Kashimo quando o derrotou, de que ele poderia sim enfrentar Sukuna sem interferências.
Então, para garantir isso, o principal objetivo do Hakari era de não necessariamente derrotar a Uraume, mas sim impedir que o Uraum interfira na batalha do Kashimo e Sukuna. Mesmo assim, Hakari também admitiu após a luta lá no capítulo 269 que não estava conseguindo derrotar a Ura e que a estrela congelada era uma adversária difícil demais para ele. E aí que vem o grande ponto.
A luta do Khimo e do Sukuna durou sei lá um minuto e desde então a Hakari ficou lutando direto contra o Uralum por capítulos e capítulos. E aqui vem a outra coisa importante. Essa luta é uma luta extremamente incompatível.
A primeira vista eu achava que a Urum tinha tudo para vencer o Hakari. Ualme ataca de média a longa distância, podendo assim ficar muito longe dos ataques de corpo a corpo do Hakari, que o estilo de luta consiste basicamente só em porradaria de perto. O Hakari nem de longe é um feiticeiro tão versátil em combate como o Ryu, que é bom tanto a curta, média ou longa distância.
Hakari é um cara da porradaria franca e que precisa chegar perto. Por isso, na primeira vez que eu vi essa luta, eu pensei que a Ura teria muita chance para conseguir atacar e manter distância, tendo assim uma ampla vantagem. Além disso, eu também pensei que ele conseguiria burlar a imortalidade graças ao congelamento, o que na minha cabeça fazia bastante sentido.
É só congelar o Hakari que meio que acabou. Parecia uma luta relativamente fácil, ao meu ver, para Uralum, mas a verdade é bem diferente. Em seu modo jackpot, é muito difícil de impedir o Hakari e o Raum apanha bastante antes de começar a lutar sério.
Depois disso, nós vemos muito pouco da batalha com muita coisa acontecendo no offscreen, mas dá para ver que o Ural não se segurou nem um pouco na liberação das técnicas de gelo. O cenário inteiro tá congelado. E o tema dessa luta é muito claro sobre o tal fogo do Hakari contra o gelo de Uraume.
É uma luta que representa bem a questão sobre até onde vai a paixão do Hakari e se ele esfriaria perante Uraume. O tema vai desde a paixão do Hakari até a lealdade de Ura por Sukuna. E a resposta desse combate é apenas uma inconclusão.
Ambas as vontades são equivalentes e faz essa ser uma batalha extremamente incompatível, sendo encerrada apenas pela derrota do próprio Suukuna, o que daí uma vitória também pro Hakari, já que ele conseguiu sim segurar o Ralum o tempo inteiro e era esse o seu objetivo. Seria bem legal vermos mais de como foi a prática dessa luta para entendermos como o Hakari counterou devidamente o Realme. Mas acredito que ele tenha usado muito bem a sua expansão para evitar os ataques com os contadores e ele foi ganhando com aproximação e velocidade também graças à energia infinita após sair do domínio já em Jackpot.
E bom, só para finalizar o domínio e o conceito do Hakari, a gente tem uma última informação que eu achei muito interessante de colocar no vídeo, que é o gesto de mão do Hakari é o Vitarca mudra, onde varca significa raciocínio ou deliberação. E se trata basicamente da discussão e transmissão dos ensinamentos de Buda. E na expansão de domínio do Hakari, a gente tem exatamente isso, a transmissão de ensinamento de todas as regras do seu domínio diretamente passados para a mente do adversário.
Não tem muita simbologia além disso, ao meu ver. Mas pelo menos na minha opinião, é muito interessante e profundo como o Hakari consegue ser tão otimista e continuar seguindo em frente com uma visão tão simples e clara da sociedade. Uma filosofia que consiste que tudo na vida é baseado em aposta e se você ama apostar, você basicamente ama viver e está ciente dos riscos e das consequências que existem na vida.
Você saber quando parar de apostar indica bom senso, indica maturidade, indica você entender os seus limites e a situação. E requer sim um certo grau de consciência para entender isso e ser pleno diante de todo o resto. E talvez esse seja o aspecto que eu mais goste da maturidade do Hakari.
Toda a técnica do Hakari circunda no inimigo eliminar ele antes dele atingir o jackpot. E a técnica consiste em fazer ele inevitavelmente conseguir chegar nesse estágio em algum momento. Se depender da técnica dele, ele vai entrar em jackpot.
A casa sempre ganha o jogo. O lance é como o derrotar antes disso e evitar que a febre dele continue. E bom, sobre o Hakari, eu acho que é isso, rapaziada.
Muito obrigado por ficarem até aqui. Algumas palavrinhas para vocês antes do vídeo acabar. Eu tô planejando muita coisa ainda.
Vai ter muito vídeo novo quando eu voltar para casa, inclusive dois especiais, tá bom? E bom, cada um dos especiais vai ser referente a um dos animes que eu tô falando bastante nos últimos tempos, que é Tokyo Go e Jujuts. Então já saibam que tem muita coisa boa vindo aí.
E quando a gente fala de especial, eu me refiro a vídeos de mais de uma hora, beleza? Então são coisas grandes. Também tô pensando em fazer um novo quadro falando sobre opiniões, não sobre análises complexas, mas sim minhas opiniões sobre alguns personagens e aspectos narrativos.
Então digam aí embaixo o que que vocês acham disso, beleza? Muito obrigado por todo mundo que contribui com o canal. A gente se vê na próxima e valeu.