Tem uma única pessoa que não pode se desenvolver, que é aquela que não quer. Então, se a pessoa tá disposta a aprender, ter mais conhecimento dentro das limitações, talvez ela nunca vai ser alguém estratégica. Quem é leigo? O dashboard, ele faz total diferença. A apresentar projeções através de um DRE para um cliente é muito mais complicado de entendimento para ele do que apresentar um gráfico. Que que eu Observo? A cobrança, ela tem um mito, né? Que ela é agressiva, que ela é desconfortável, que ela é ruim. Então isso acaba bloqueando alguns profissionais de cobrar. >>
Estamos aqui começando mais um H Podcast, o seu podcast negócio dentro do mercado contábil com temas sempre muito bem relevantes para você e não poderia ser diferente hoje, né? Nós vamos falar sobre BPO financeiro. BPO financeiro. Há alguns anos atrás eu Falei que dentro da contabilidade o BP financeiro, ele se tornaria o que é o departamento pessoal hoje, né? Toda empresa contábil precisa ter um departamento pessoal. Se ela não tiver, ela vai ter que terceirizar, porque o cliente tem a necessidade disso. E cada vez mais nós vemos o BP financeiro se tornando mais protagonista das
empresas e se tornando mais conhecido. Mas ainda tem muita coisa ainda para avançar em relação a isso. E Nós temos um fator que me motivou trazer esse tema para vocês, que é ainda a falta de experiência do próprio contador em criar um serviço subípo, em atuar na gestão financeira dos seus clientes, né? Em realmente estruturar isso como um negócio, se tornar realmente referência nesse tema. Mas o que faz a diferença para que você realmente possa virar essa chave? Eh, como é que pensa uma pessoa especializada na área de gestão financeira? Quais são as oportunidades Que
o mercado oferece? Quais são as principais dores que realmente o nosso cliente tem e que você pode aproveitar? Então, essas e outras perguntas a gente vai falar a partir de agora. E pra gente poder falar sobre esse assunto, eu quero convidar a minha amiga Catarine, que mais conhecida como Kat Manique, né? Isso >> que é inclusive o seu Instagram, inclusive já segue no Instagram porque vocês vão ter acesso ali eh as postagens Que ela faz sobre especificamente na parte de gestão de negócio, gestão financeira como todo, né? >> Isso. Isso mesmo. >> Primeiramente, obrigado por
ter vindo. >> Eu que gostaria de agradecer o convite, né? uma honra tá aqui e como é importante, né, a gente trazer pro pessoal esse conteúdo que parece tão eh complementar, como a gente conversou há pouco, né, como complementar ao trabalho de contador, mas que hoje ainda é algo Que tem que ser desmistificado, popularizado e entendido de maneira geral, né? >> Exatamente isso. Então, acho que nós temos uma tarefa bem relevante aí pra gente falar sobre isso e já vamos começar a falar um pouco para entender um pouco sobre a sua carreira, né? como é
que você foi parar na área de gestão financeira? Então, eu sou economista de formação, né, e desde o início lá, desde trabalhei Anos, quase 10 anos na XP Investimentos e a XP Investimentos na época era muito forte a parte de educação, porque vamos lá, vamos falar de 2010, 2009, se hoje a gente já não tem educação financeira voltada para investimentos, tu imagina há 15 anos atrás, né, as pessoas não conheciam investimentos e aí não investiam porque não tinha conhecimento. Então, a pegada da XP na época era muito voltada à educação. Então, por anos, eu trabalhei
lá até eu Entender que eu gostava muito mais de ensinar as pessoas do que propriamente captar clientes para operar na bolsa de valores para comprar e vender ações. E aí foi onde eu migrei pra área de educação através da consultoria. E entendendo um pouquinho as necessidades e as demandas dos clientes de consultoria, o principal barreira que eu enfrentava quando eu ia fazer uma consultoria numa empresa era verificar que a pessoa que está no financeiro Muitas vezes era uma pessoa de muita confiança, né? Pessoas pessoa que tinha anos de empresa, alguém familiar até, né? eh alguém
da família, um tio, um irmão, uma um uma esposa, mas que tinha pouquíssimo conhecimento em gestão financeira, pouquíssimo conhecimento em financeiro. Então, acabava que ia era um financeiro muito operacional, mas zero análise de dados, zero eh estratégia, zero até resultado. Não sabia nem qual era o resultado, basicamente. não saber Se dava lucro, se dava prejuízo, se dava como é que era operação, porque simplesmente pagava conta, recebia conta, pagava conta, recebia conta, não tinha nenhum momento de fazer o fechamento do mês. >> E a gente tá falando um pouco que o financeiro ele sempre atraía sempre
alguém de confiança no caso, né? Porque o que o empresário muitas vezes levava em consideração é colocar alguém que seja de confiança ali, com medo de ser Roubado, por exemplo. >> Sim. É sempre alguém que muitas vezes tem muito, como eu falei, tem muito tempo de casa. Tá? Eu, por exemplo, eu peguei uma empresa em que a a pessoa que fazia gestão financeira, ou seja, o operacional financeiro, quantas a pagar, quantas a receber e tal, era uma pessoa que tinha 16 anos de empresa, né? Começou lá com os pais eh da da sucessão familiar lá
da gestora, começou com os pais, era bem eh começou do zero junto, Né? foi foi subindo, só que ela não tinha nem o segundo grau completo, então era uma pessoa muito honesta, de muita confiança, que que tinha, mas que não sabia, por exemplo, fazer um fluxo de caixa, né? Não sabia, por exemplo, analisar um resultado. E aí quando eu brinco aqui, quando a gente pega esse tipo de pessoa e consegue desenvolver para que ela crie um planejamento, faça com que eh tenha um norte, né? faça com que eles façam um orçamento do próximo Ano. A
gente vê que realmente dá muito resultado, né? Trazer um olhar mais estratégico para dentro de uma empresa, porque faz total diferencial. Por exemplo, esse cliente específico, ele quase triplicou o faturamento simplesmente por ter um olhar estratégico. >> Pessoa que tava no financeira, ela continuou lá, >> continua. A gente treinou, né, moldou e desenvolveu a pessoa para que ela Assumisse eh essa nova responsabilidade mais eu vou até dizer tática, né? não é não nem tanto estratégica, porque daí ela não tem no para fazer a parte estratégica, mas ela conseguiu dentro da metodologia seguir aí fazendo pelo
menos um orçamento anual, previsões, algo que no início não se fazia. >> E já teve caso, por exemplo, de você indicar que aquela pessoa, por exemplo, que está naquela função, ela não tinha Condições de permanecer lá por conta de questão técnica mesmo? >> Na verdade, eu acredito em todas as pessoas, né? Eu costumo dizer que todo mundo pode se desenvolver. tem uma única pessoa que não pode se desenvolver, que é aquela que não quer. Então, se a pessoa tá disposta a aprender, ter mais conhecimento dentro das limitações, né, ela talvez ela nunca vai ser alguém
estratégica que traga números, indicadores, que faça uma, mas se ele Fizer o financeiro operacional bem desenvolvido, eh, ele tem base, a gente tem base dados para que alguém mais estratégico analise. O problema é que muitas vezes daí veio a solução do BPO, a gente encontrava pessoas que não faziam o básico, né, que faziam só mesmo pagar e receber conta. Era basicamente isso. E aí tu tinha que em vez de começar, por exemplo, eu já tive eh eh clientes que eu fui vendi planejamento estratégico, que quando eu cheguei no Cliente eu tive que voltar a fazer
o básico, que é dividir plano de contas, né? Vamos falar assim, ah, dividir um um plano de contas, separar, entender o que que é despesa fixa, variável. entender que se ele crescer, o que que vai aumentar, o que que se mantém a mesma, porque nem a distinção de plano de contas estava bem claro para eles, né? Vamos começar entendendo um pouco eh como que a gente faz uma estrutura para atender esse mercado, né? Então, Primeiramente começando pelos serviços mais elementares, né? O que que uma empresa BP oferece de forma mais elementar hoje para um pequeno
cliente? Então, pro pequeno cliente, ele basicamente oferece toda a programação de um contas a pagar, né, através de um planejamento mesmo que seja mensal e e com base de relatórios semanais pro cliente, né, para que ele não esteja todo dia pagando o incêndio, né, ah, hoje tem dinheiro, amanhã não tem Dinheiro, o que que eu faço? Então, uma programação de pagamentos mesmo, que eu acho que a principal dor do cliente é não saber para onde vai o lucro, é não saber como é que tá sendo resultado do mês dele, então fazer essa programação de pagamentos
eh mensal e atualizá-la ela semanalmente acompanhando, né? A segunda dor do cliente é a questão de inadimplência incrível, por incrível que pareça, né? Às vezes o cliente sabe vender, ele emite o boleto, mas não sabe Cobrar. Então ele não faz acompanhamento da inadimplência dele, ele não sabe quem tá devendo, não tá devendo e isso dá furo no caixa. Então essas duas, esses dois pilares são muito importantes porque ambos eles têm um impacto direto no caixa da empresa, então acaba que influencia às vezes até no dia a dia. >> E aí, por exemplo, o papel do
BPO também é fazer esse processo de cobrança. >> Ele faz a cobrança no sentido ativa, né? não faz cobrança de clientes, não é uma Cobradora, mas como ele faz aqueles perdidos no caso lá que vai para um processo às vezes muitas vezes ali de negativação judicial, etc. Não é essa linha, né? >> Isso não é é fazer o quê? É emitir os boletos de cobrança, né? Emitir muitas vezes as notas fiscais aí dependendo do pacote do cliente, né? O cliente vai tem clientes, por exemplo, que é a contabilidade que emite nota fiscal. Tem gente, tem
clientes que é a gente, tem Clientes que é ele diretamente lá na maquininha dele que já automático já sai com pão fiscal. Então, eh, é emitir os boletos de cobrança e fazer que eu chamo de régua de relacionamento com o cliente, né? Eh, ah, avisar que o boleto tá vencendo, a a depois de um dia dois avisar que tá aí na implant é é ter esse essa cobrança de clientes ativos, né, que no caso é como se você tivesse um contas a receber interno. Então você vai ter a estrutura de um contas a pagar, um
Contas a receber, um faturamento, né, uma estrutura de uma grande empresa, mesmo sendo uma pequena empresa. >> Sempre você vai adotar um sistema de gestão financeira para apoiar essas atividades ou você tem o serviço de BPO sem o sistema? sempre eu vou adotar um algum tipo de sistema. Muitas vezes o cliente não se não se adapta ao sistema que a gente indica, mas a gente tem acredita em adaptar o cliente do cliente, a o Sistema do cliente à nossa necessidade. Eh, por quê? Porque muitas vezes o próprio sistema do cliente que é muito bom operacional
para ele, por exemplo, lá a gente fala de clínicas médicas, clínicas de odontologia próprias, né, >> que precisa fazer agendamento. Por exemplo, ela funciona muito bem no operacional dele, ela não funciona no financeiro, mas muitas vezes ela não funciona no financeiro porque ela não é alimentada corretamente no financeiro, Não porque o sistema não é bom, >> né? Mas claro que ideal é sistemas que já tem integração, que daí são sistemas que a gente indica, mas por exemplo, hoje a gente atende eh indústrias siderúrgicas, eh indústria de alimentos, que ela precisa de um sistema muito mais
complexo na parte operacional. >> Aí nós estamos falando aí um tot, um >> um totus, daí tem alguns outros sistemas regionais que também são bom, são bons assim. E isso não torna um pouco Complexa essa sua atividade de fazer essa gestão financeira, uma vez que para cada sistema você tem processos muito distintos para atender? >> Na verdade, eu sempre digo que quem conhece o financeiro trabalha em qualquer sistema, >> né? Claro que o Totus, vamos dizer que dependendo o recorte do Totos, porque o o Totus de maneira geral é uma marca que foram foi comprando
várias marcas, né? Então, ah, se tá vinculado a data Center, se tá vinculado a alguma outra, ele é um pouco mais moroso de de trabalhar assim, né? Ele acaba tendo mais funcionalidades e acaba demorando mais. Mas, por exemplo, tem sistemas que são simples. Então, assim, o ideal é a gente trazer todo mundo pro sistema que é indicado pela gente. Não é um sistema próprio, mas é um sistema que hoje ele é mais especializado em BPO, né, que é que a gente acaba trabalhando, que é o Conto Azul. Mas eh a gente acaba não se Limitando
a isso, porque hoje eu tenho clientes que t uma resistência muito grande por causa do operacional, que é muito complexo, então a gente acaba não se limitando a direcionar só pelo nosso sistema. e também a questão da integração com as áreas da empresa, né? Você tá falando, por exemplo, de uma indústria, até uma clínica médica, tal, se você tem um sistema que tem uma integração, então você consegue ter um fluxo dentro da empresa que é mais Fluído utilizando o sistema, desde que você utilize as funcionalidades que o sistema oferece, né? >> Sim. A ideia é
sempre tentar ajustar um fluxo de caixa, um DRE, é bem o máximo correto pelo sistema dele, né? se a gente não consegue aí adaptar ao nosso sistema indicado. Mas eh de maneira geral a gente eh vamos lá, outra dor que a gente encontra, né? O cliente como ele não alimenta o sistema direito, ele tem um volume gigantesco de saldo no no Sistema que não é o saldo bancário, né? Então a gente zera operação ali, faz ajuste de caixa, zera os saldos que são necessários e começa a criar funcionalidade eh pelo sistema dele. >> Bom, você
nesses casos, você vai precificar parte desse trabalho de ajuste que vai ser ser feito no caso. >> Sim, a implantação. Daí a gente já cobra um valor à parte, fora o trabalho normal do BPO, né? e a maior parte dos contadores Especialmente que é o público principal, né, do nosso podcast, mas obviamente também eh a gente tem as empresas de BPO, mas falando especificamente dos contadores, eu vejo que eles falam muito sobre isso, né? Inclusive nós temos operação BPO na TAC, né? Nossa empresa contável, então a gente também entende isso na prática de que atender
hoje BPO para comércio e indústria é muito mais complexo do que atender para serviços. >> Sim. E você falou aqui, por exemplo, de Atender empresas ciderúrgicas, você aprendeu atender operações que fogem de utilizar um sistema mais eh comum e familiar, como conta azul, utilizando sistemas próprios, né, desses desses ecossistemas de de segmentos. Eh, é muito mais complexo mesmo ir para para atender esses segmentos quando comparado com a prestação de serviço. Na sua visão estratégica? >> Eu acho que não é mais complexo, eu acho que tem mais volume, né? Porque Normalmente o prestador de serviço trabalha
com contrato, tu tem uma previsão clara até o final do ano, tu pode eh colocar boletos prédeterminados ali. Alguns boletos a gente emite direto via sistema, outros é é emitido eh via banco. Aí depende também em cada cliente, o cliente, né? Mas eh uma indústria ela vai ter muito mais volume do que um prestador de serviço de pagamentos e de recebimentos. Então a precificação é diferenciada. Mas em Termos de, eu sempre digo que quem quem entende a dinâmica do financeiro vai entender para qualquer empresa. Então, basicamente é estruturar um contas a pagar bem direitinho com
programação de pagamentos, é estruturar um contas a receber e criar régua de relacionamento com o cliente. É, é entender eh se tem desencaixe ou encaixe no fluxo de caixa, trabalhando aí datas com fornecedores para que não tenha desencaixe. Mas de maneira geral, e as indústrias no Qual a gente atende, elas funcionam muito bem via BPO, tá? Elas não tm problemas não. A gente acaba tendo, inclusive uma das indústrias é aqui de São Paulo e vive nos indicando clientes porque a gente criou uma dinâmica com eles que funciona muito bem, né? A gente passa programação semanal
e ali já programa pagamentos à medida que vai entrando caixa e tudo tudo OK. E e quando você fala de precificação, que você citou, a precificação, você faz Essa precificação eh por itens que a pessoa vai tendo ou você tem uma tabela fixa, por exemplo, para gerar precificação? Como que você trata isso? >> Então, a gente trata por volume, >> certo? >> Né? Porque vamos dizer que um cliente que fatura R$ 30.000, R$ 1.000, que é prestador de serviço, ele vai ter um volume X de de notas, de fornecedores, de tudo. Agora, uma indústria, ela
já vai que fatura 1 Milhão mensal, por exemplo, como é a uma das indústrias que eu atendo, o volume de pagamentos já é bem diferente, né? Então assim, eu tenho formas de de precificar que é por volume e por serviço. Então hoje a gente tem dividido bem claro que é o contas a receber, né, o contas a pagar e a questão de DRE, eh, vamos lá, o faturamento, falando emissão de nota fiscal, já ele engloba dentro de dos pacotes do conta a receber, do contas a receber, né? Mas hoje eu tenho, Por exemplo, alguns que
vamos, não, até como nós conversamos, não vou falar que é o o BPO, é o BGO, né, que a gente faz só a parte de análise de dados e DRE mensal. Então hoje eu tenho isso bem dividido, né? Hoje eu tenho pacotes que englobam tudo, pacotes que são eh só contas a pagar, contas a a receber, né, divididos e pacotes que daí vão englobar só a parte a mais analítica, que seria o BGO, que é o DRE. >> Boa. Eh, e aí pegando uma um caso que Você acabou de citar, uma empresa, uma empresa que
fatura tipo 1 milhão por mês, eh, um funcionário dedicado 100% a essa empresa nesses casos ou ele atende mais de uma empresa? ele atende mais de uma empresa. Hoje na nossa dinâmica é porque assim, hoje dentro da minha estruturação interna, eu criei a estrutura de uma grande empresa para uma pequena empresa. Então, hoje eu tenho o setor do contas a pagar, onde eu tenho alguns colaboradores focados só em Contas a pagar, o setor de contas a receber, que eu vou ter os colaboradores que atendem só o contas a receber e o setor de fluxo de
caixa e DRE, que é onde ele vai fazer a preparativa ali paraas análises, mais a parte de Bigou, né? Então dentro hoje, claro, vai ser mais de um colaborador que vai atender cada empresa. >> Entendi. >> Mas eh eu consigo que cada colaborador atenda umas 10 a 15 empresas, dependendo Do volume. >> Do volume. Entendi. Então, ou seja, na verdade você criou uma estrutura realmente diferente do que a questão de ser uma pessoa que faz todo o processo de ponta a ponta. >> Eu já trabalhei com uma no início eu trabalhava com uma pessoa que
fazia o processo de ponta a ponta, tá? que é comum, né, as empresas depo financeiro começaram dessa forma. >> É, eu comecei assim, só que eu entendi, Tipo, férias, atestados, sazonalidade, acabava gerando um impacto muito grande pro cliente, né? Porque uma coisa é eu ter uma estrutura separada, onde eu tenho um um uma equipe de especialistas em contas a pagar. A a cat faltou, mas tem o Anderson lá que vai suprir, que já tem lá no no drive as senhas, os acessos, os negócios, que vai conseguir suprir a ausência da CAT. E quando eu tinha
um único colaborador que atendia essas mesmas 10, 15 empresas, o Colaborador faltava, ficava a equipe toda perdida, né? Daí, ah, meu Deus, que que eu tenho que fazer? Basicamente a gente trabalha num formato de programação de de trabalho mesmo para que funcione eh independente da ausência de qualquer colaborador. Então, hoje a gente trabalha com previsões, né, com antecedência, a gente nunca trabalha apagando incêndios, por exemplo, a gente criou uma metodologia onde a gente tá sempre se antecipando a a possíveis Problemas, né? Mas a gente criou, a gente mudou a estrutura do BPO por, por a
gente entender que a mesma pessoa atendendo a, a mesma empresa fazendo tudo gerava muito gargalo. >> Entendi. Interessante. Ó, vai aprendendo aí porque eh isso tem a ver com criar uma operação bem fluída para você ter resultados. Além de um sistema de gestão financeira, você utiliza outros sistemas na gestão do BPO? >> Hoje eu tenho o sistema de gestão financeira, né? E aí tô buscando novas ferramentas aí para para automatizar. Então a parte interna eu uso o Trelo, né, que acaba acompanhando as tarefas ali internamente, né, alguns sistemas também de monitoração de de WhatsApp, mas
tô buscando evoluir nesse sentido também. Até uma das minhas vindas no com foi para isso, para buscar ferramentas novas para otimizar processo, >> trazer inovações, né? E falando sobre o Como você sentiu que houve uma evolução aí em ferramentas especificamente para BP financeiro. >> Eu achei bem interessante, né? Eu achei que tem ferramentas ali que inclusive tô com algumas reuniões agendadas para estudar melhor e entender melhor. Eu achei bem interessante mesmo no sentido, ainda tem alguns gargalos, né? Eu até brinco, por exemplo, a questão time sheets, né? é prestador de serviço, time sheets é mapear
o time sheets de cada Cliente, se aquele cliente tá sendo. E eu e eu falo isso porque eu trabalho muito com agências de marketing, né? Eu tenho na minha carteira bastante agências de marketing, que também um gargalo deles é o time sheets, né? controlar se, por exemplo, eu tô fazendo mais pel aquele cliente que foi contratado e aí saber se aquele cliente dá prejuízo ou não. Então, assim, eh, eu vi de maneira geral que eu achei que era uma deficiência ainda dentro do das Ferramentas, é o time sheets, mas eu vi ferramentas que estão inovando
aí, buscando soluções que acham que que vai inclusive inovar o próprio mercado de BPO. >> Eh, você também se denomina como uma empresa de educação, né? Eh, me conta um pouco eh como que é esse olhar do BPO e migrar esse trabalho paraa educação, mentorias, etc. e tal. >> Então, eh, com a vivência do BPO, eu acho que se eu falei um pouquinho da Minha história da XP, mas se eu for falar da minha história como um todo, eu acho que eu eu sempre tive a ver de educação muito forte. Quando eu estava na faculdade,
eu já pensava em emendar com mestrado para ser professora universitária, por exemplo, né? E aí o destino acabou mudando meus planos. Eu acabei tendo uma perda na família, voltando paraa minha cidade. Voltei de Florianópolis para Criciuma. Mas a vertente de educação sempre foi muito Forte e eu sempre entendi que a gente faz a diferença na vida das pessoas. muitas vezes não é só fazendo por ela, é ensinando ela a fazer, é gerando essa transformação. Então, desde o início, eh, a o propósito da minha empresa veio para é fazer a diferença na vida das pessoas, é
trazer mais clareza financeira para as pessoas, é trazer essa informação, né? Então, eu acredito que isso foi muito natural, né? Entender que eh na consultoria a gente Faz pela pessoa, né? Na mentoria a gente ensina a pessoa a fazer. Então, hoje são formas eh de trabalhar que são complementares também, porque vai ter o cliente que ele quer que você faça por ele, mas vai ter o cliente que ele quer aprender, que ele quer desenvolver aquele setor dentro da empresa dele. E é vendo o mercado como um todo, né, o nosso país ele não é um
país que ele investe muito em educação, né, falando financeiramente, né, não tem muita Educação financeira na escola, não, na própria faculdade, eu sou formada em economia, eh, a gente tem teorias, estuda teorias, estuda contabilidade, estuda várias coisas, estuda matemática financeira, mas assim, não é algo que você vivencia se você não tá muito enraizado nesse meio. E aí o que que eu vi, né, vivenciando nessa minha minha trajetória que as empresas muitas vezes erram por falta de informação. Os gestores que estão lá muitas vezes, Grande maioria das vezes são expertes no negócio dele, né? Ah, desde
varejo, indústria, ele ele sabe muito sobre o negócio dele, mas sabe muito pouco sobre gestão financeira. Então, e como financeiro é estratégico, né? Então, eh, quando a gente traz esse olhar de mentoria, trazer a mentoria pros clientes, é justamente para fazer com que ele desperte pra parte estratégica do financeiro, que não é só pagar e receber boleto, né? Eu eu sempre digo Que eu não vendo pagar e receber boleto, eu vendo segurança financeira, eu vendo o teu mapa financeiro, eu vejo um eu vendo um planejamento que tu se tu desenha, tu consegue atingir teus objetivos
muito mais rápido. Então o pagar e e receber boleto, isso aí é só parte do processo. Então, por entender que o financeiro ele é muito mais estratégico do que operacional, eh, eu trouxe a a mentoria para justamente ensinar os empresários, né, os Empreendedores a ter esse olhar diferenciado em cima do financeiro, porque às vezes as pessoas dizem: "Ah, eu tenho tudo, tá tudo certo, tá tudo lançado, a gente vai entrar na empresa, emergir na empresa, os os números não batem, uma coisa não fecha com a outra, o lucro é irreal, a precificação tá errada, porque
daí baseia a precificação com base no na concorrência e não nas despesas. Então assim, a gente encontra bastante bastante gargalo nesse mercado Ainda. >> Fazendo uma pausa aqui desse episódio para falar sobre o H gestão. O H gestão é uma imersão de dois dias, onde a sua contabilidade vai entender como é que você pode ter crescimento e ao mesmo tempo, aumentar os resultados financeiros. é a maior imersão do mercado contábel que vai fazer a sua contabilidade ter mais dinheiro dentro do seu bolso. É muito simples você participar da próxima edição. Aqui na Descrição do vídeo
eu vou deixar o link para você, só você ir para lá e tem todas as informações. Quando você, por exemplo, apresenta um programa desse, eh, como é que funciona? A pessoa tem acesso ao seu trabalho? Você tem reuniões com essas pessoas? São reuniões em grupo? Como que funciona essa metodologia? Então, a gente trabalha hoje com uma mentoria trimestral e uma semestral, né? Eh, a mentoria ela vai ter acesso a reuniões individuais Comigo. Daí, dependendo, né, se é a trimestral ou semestral vai mudar a quantidade de reuniões. E a gente hoje a gente oferece como bônus
o nosso BPO financeiro por três meses para que a minha equipe acompanhe a equipe da pessoa, caso ou a pessoa tenha equipe interna ou a minha equipe faça isso por três meses para justamente ajudar nesse operacional, que às vezes é a dificuldade do cliente, né? Eh, a teoria tá linda, mas como que eu faço isso? Operacionalmente. Então aí como bônus a gente traz aí pr pra mentoria de 6 meses, 3 meses de acompanhamento com a minha equipe, que daí ele vai o dia a dia mesmo, ah, lançou nota errada, isso aqui não é nesse plano
de contas, vamos ajustar o teu plano de fazer integração do teu banco com o teu sistema, porque teu cliente nem sabe que isso existe muitas vezes, né? E aí, por exemplo, nós estamos com uma clínica odontológica agora que a gente tá fazendo toda essa Parte de integração de conta no sistema para que fazer funcionar, eh, pegar retorno, ajustar retorno no banco com o sistema dela, porque a princípio não tava nada automatizado. Então, trazer também essa automatização, eu sempre digo que a gente traz alguns acompanhamentos ainda de planilha, não vou dizer que não, mas até que
o cliente funcione 100% ali automatizado. Então, pensando numa estrutura de negócio que você desenhou, então vamos lá, pensando No BPU financeiro, então você tem um serviço que é 100% realizado pela sua equipe. Então o contato do cliente quando tem o contato é o contato diretamente com o membro da equipe. >> Sim. >> Para ter acesso a ter o contato com você, então você criou essa camada de mentoria que engloba o BP financeiro, nesse caso que você colocou como bônus, né? E só que a pessoa tem contato com você, ela tem uma reunião Individualizada, ou seja,
ela tem você como sendo também uma advisor do negócio dela. >> Isso é trazer esse olhar mais estratégico mesmo, né? Porque muitas vezes, por exemplo, eu tenho alguns clientes que em duas, três reuniões a gente virou a chave do negócio. Eu tenho uma cliente no ramo de brindes que ela em três reuniões, ela saiu em três meses, né? Foram tr uma reunião por mês. Ela saiu de prejuízo para lucro por Justamente olhar que uma despesa dela estava excedente. Mandei ela buscar um fornecedor diferente porque aquilo lá tava, ela buscou um novo fornecedor e ela reduziu
as despesas com o fornecedor em 20% e isso virou 100% lucro pra empresa dela. >> Mas de certa forma não seria algo óbvio que ela não tava enxergando? >> Não, porque para ela é é vivenciar. Ela vivencia isso todo dia, ela tava acostumada com determinado fornecedor, Ela já não fazia mais orçamentos porque ele era de confiança, ele entregava no prazo e aí ela não buscava outras soluções. Então assim, eh, às vezes do que é óbvio tem que ser dito, como todo mundo fala, né? Então, às vezes eu tô tão imersa ali no dia a dia
da minha operação, porque eu faço muitas vezes operacional, né? E que eu não tenho esse olhar de fora de dizer: "Olha, isso aqui tá meio deslocado, isso aqui tu poderia melhorar esse indicador aqui". E e a Cliente saiu de lucro para prejuí de prejuízo para lucro em três meses. Então para ela assim foi um divisor de águas e até trazendo às vezes aqui, né, uma dica pros contadores, revisitar também a a parte tributária do seu cliente, né, quando às vezes teve um cliente agora que eu troquei de tributação, o cliente vai economizar 240.000 no ano.
Só que eu não sou especialista tributária, mas tava muito gritante ali que ele precisava dar uma modelada diferente no Negócio dele, >> tá? E o contador não tinha visto isso. >> Não tinha visto. Na verdade, a contadora, ela não era especializada em lucro real e aí ela não tinha muito conhecimento sobre isso. >> Só que ele vem de um ramo de transporte transportadora, que o lucro real é essencial, porque senão ele paga imposto em cima de um de uma margem que ele não tem. >> E ele ficou com a contadora? >> Ficou. Eu não costumo
demitir contador, não. Eu quero ser sempre parceira deles. >> Mas >> mas ele ficou sim. E ela disse que ela fez um curso recente, que tava estudando sobre o negócio, mas ela tá, a contadora tá sobre nossa supervisão, assim, a gente tá acompanhando mais de perto. >> Pois é, aí fica um aspecto aí que você precisa considerar, né? Porque olhando já para 2026 e 27, nós estamos falando Da reforma tributária, né? onde com a implementação da reforma tributária, a gente vai ter uma equalização das empresas ao que seria a rotina de uma empresa de lucro
real, onde você vai ter a questão do débito e crédito dentro eh da atividade da empresa. E aí como é que fica, né? Se você tá ali eh viciado no simples acional e as empresas agora elas precisam olhar pro impacto da reforma e entender, né, como isso vai gerar ali eh um uma referência, né, sobre o negócio Dela, sobre produto, preço, etc. e tal, como é que fica, né? É, eh, na verdade o imposto ele é um impacto muito grande em qualquer empresa, né, >> qualquer negócio. Então, >> eh, o problema é que às vezes
ele não é olhado de um de uma maneira mais analítica, se a gente pode melhorar alguma coisa, se tem alguma coisa reduzido. E e o cliente de maneira geral, muitas vezes, eu vou usar essa palavra, mas não levem pro lado Pejorativo, mas ele é ignorante no sentido de ele não ter conhecimento sobre, né? ele contrata alguém para para isso. >> E aí se o contador ele acaba muitas vezes tem um volume grande de clientes e não tem esse olhar em cima de cada cliente, né, mais especializado, aprofundado, acaba passando batido mesmo, né, porque às vezes
o volume dele de clientes é muito grande, ele é um entre, sei lá, 100, 200, >> ou pela questão da própria incapacidade do contador de conseguir eh olhar para aspectos tributários mais complexos. Então ele fica de uma forma muito rasa na visão tributária. E aí o raso é o quê? É fazer simples nacional. >> É. E aí nesse cliente específico o impacto vai ser em R$ 240.000 ano. Então é um impacto muito significativo, né? Então é >> e era uma coisa que o contador poderia vender isso aí, poderia cobrar, né? Obviamente vai cobrar mais o
acidente pelo tipo de serviço que torna-se mais complexo, mas ainda assim o que a gente vai ter um ganho financeiro significativo, né? >> Sim. E isso eh traz ROI pro cliente, né? Traz retorno e ele pode cobrar o a mais porque o vai exceder, né? O que ele vai cobrar. Então, eh a gente sempre tenta trazer esse olhar de de estratégia mesmo pro cliente. >> Nós temos um público aqui que é um Público que quer sair do zero em relação a ter um serviço de bipel financeiro. Por onde começar? >> Por onde começar? Eu sempre
gosto da qualificação, né? Porque eu vou falar de maneira geral, eh, o contador ele tem um trabalho que é muito operacional no sentido, eh, emite guia, traz, alguns trazem esse olhar mais estratégico em cima do da tributação, mas alguns acham que é irrelevante assim, que é o trabalho, que a função dele não é essa, Né? Então, eh, primeiro eu acho que é qualificação, porque ser um BPO financeiro, não, eu volto a falar, não é ser pagador de boleto e recebedor de boleto, é tu trazer um olhar estratégico para dentro da empresa, né? Eu acho que
o meu, o principal diferencial do meu BPO é trazer pro cliente uma clareza nos números que ele não tem. Então, assim, se você quer trazer esse BPO, estude um pouquinho qual que vai Ser o formato, qual vai ser a entrega. Eh, se você quiser se limitar ao prestador de serviço ali do operacional, pagador de boleto e recebedor de boleto, OK, tudo bem, mas tu sabe que tu não vai ter nenhum diferencial competitivo, né? >> E consequentemente também a questão do preço também fica bem achatado, no que já acontece na contabilidade no nível básico de entrega.
>> Eu ia dizer é commodity daí, né? Não é diferencial. É, é, ainda hoje, como não Tem muita gente ainda fazendo o BP financeiro, então você ainda consegue eh ter mercado para isso, mas vai comodizar facilmente isso, porque as empresas financeiro estão se estruturando, né? >> Sim. >> Como é sua empresa que é especializada em BP financeiro, vocês não fazem contabilidade? >> Não fizemos contabilidade nenhuma. Eu trabalhamos hoje com mais de 30 contadores diferentes dentro da nossa Carteira, é, contadores de todo o Brasil. E eu não agrego a contabilidade. >> E você vê, por exemplo,
nós estávamos no COM, né? Você eh participou de todo toda a entregue e você vê a quantidade de empresas exclusivamente p financeiro que estavam ali, né? >> Sim. Eh, é por, eu acredito que essa desvinculação da contabilidade é justamente por trazer essa visão mais estratégica e não só o operacional, né? O, hoje a entrega do BPO, ela tem que Ser estratégica, porque senão eu vou, o que que ah, eu boto um estagiário ali fazendo, boto alguém da família, boto, ah, a minha mulher faz entre levar o filho no colégio, buscar o filho no colégio. Mas
não é isso. >> É o que você tem que perguntar para si mesmo em relação à visão de mercado, é por que que o cara vai terceirizar para você se ele pode fazer, se o sistema de gestão financeira que você vai utilizar, o sistema que tá disponível para ele Utilizar também. Ele vai lá, ele implanta o sistema de gestão financeiro. O sistema de gestão financeiro traz uma série de automações, por exemplo, importação e categorização do financeiro traz automático e ele vai ter um nível de trabalho relativamente pequeno, que uma pessoa com baixo nível eh de
capacidade técnica consegue executar aquela função ali e faz o financeiro básico. Então, para que que ele vai contratar a sua empresa de Contabilidade ou sua empresa bíblica financeiro para poder fazer? Então, se você não acrescentar uma camada de gestão para esse cliente, você não tem diferencial. >> É, é trazer realmente essa esse esse horizonte pro cliente, é trazer essa segurança financeira pro cliente, é trazer apuração de resultados para ele, para mostrar, olha, tá estendo lucro ao prejuízo na operação, é trazer realmente esse esse olhar diferenciado, sabe? é Ser diferente. Eu sempre digo que eh eu
eu já ouvi de muitos clientes isso. Ah, eu não contratei você pela pelo por pagar e receber o boleto. Eu contratei você pela sua visão, né, pelo pela a visão que você traz pra gente. Então essa parte eh estratégica, ela é bem importante, né, nessa questão. na sua experiência, atendendo os clientes que você atende, o dashboard, ele é algo relevante pro cliente ou o cliente ele não olha muito para isso? Ele prefere outros níveis de entrega? >> Então vamos lá, né? Falando um pouquinho de sistemas agora, hoje a gente tem sistemas que eles são muito
bom na bons na parte estratificada para trazer dados, para trazer planilhas, por exemplo, Migra pro Excel, são muito bons. E tem outros que são muito bons de dashboard que não são tão bons na parte estratificada. Eh, para quem é leigo, o dashboard ele faz total diferença, né? Eu eu eu percebi que muitas vezes a Apresentar projeções através de um DRE para um cliente é muito mais complicado de entendimento para ele do que apresentar um gráfico. Por quê? Porque, vamos dizer assim, ah, eu trabalho no mercado de marketing. O pessoal é é marketing, não vê números
com tanta frequência, né? Acompanha números ali de engajamento, de outras coisas, mas não números financeiros. Ah, eu tenho clientes na área de são psicólogas que tem empresas de RH. né, mas direcionada Para RH. É, é empresa, é, são pessoas que lidam com pessoas, não são pessoas que lidam com os números o tempo todo. O que parece muito fácil para mim, parece grego para algumas pessoas. Então, a parte de dashboard, eu acho que desmistifica um pouco o financeiro, sabe? Eh, falar financeiro sem finance é mais ou menos isso. Então, trazer dados, trazer gráficos que sejam claros,
visuais, né, de até falando assim de cores diferentes, falando um pouquinho De PNL, né, algumas pessoas elas assimilam melhor o entendimento do financeiro através do dashboard. Eu vejo que hoje ele faz mais diferencial do que planilhas estratificadas e e dados. Bom, e pensando em dashboard especificamente, eh, desenvolve o seu próprio dash usando um Power BI, por exemplo, ou contrata uma empresa, um serviço que tem já disponível de dash quando não tá agregado, por exemplo, a um sistema de gestão financeira, o que é o que seria Suficiente, talvez, como nós temos hoje empresas que só fazem
o serviço mesmo de extração de dados sistemas financeiros e criam ali os seus próprios dash. Então eu acho que hoje a gente tem várias ferramentas, né? O ideal seria um sistema que tem aquele equilíbrio, porque como eu faço, por exemplo, uma planejamento financeiro, quando a gente fala de planejamento financeiro estratégico, a gente vai analisar contas a pagar, contas a receber, tipos de Recebimento. E aí eu preciso de dados estratificados para criar as projeções, por exemplo, porque hoje eh nem é não é uma IA, não é uma ferramenta que cria as projeções para mim. sou eu
que calculo pros clientes as projeções, mas hoje tem outras ferramentas que a gente pode usar, né? Eh, tem o próprio Power BI, mas tem a o a uma própria IA que você pode contratar IA, desenvolver os gráficos. Então, hoje tem várias eh opções eh de ferramentas mesmo que você Pode usar e que pode automatizar mais o processo. Mas mundo ideal é encontrar um sistema que seja extremamente bom em estratificado, extremamente bom em dashboard. a gente ainda não tem ainda um ideal, tem alguns que que são bons, mas ainda eh eu já vi dashes muito bons,
só que o sistema era muito ruim na parte estratificada, então ainda não achei o equilíbrio ideal. Aí >> bom, você falou sobre utilização da IA que você já utiliza hoje dentro da sua Operação? Eu utilizo a dentro da minha operação, né, principalmente para para demandas que antes me demandavam muito tempo operacional, no sentido de ah cálculos, eh a própria a criação de de dashes mesmo, que isso demandava muito tempo e utilizo ela assim nessa, né, nesse formato. Tô eh estudando aí outros formatos para utilizar em outros eh setores também da empresa, tá? não só nessa
parte mais de dados, mas eh eu acredito que além de ser um simples BPO, A ideia também é trazer sempre inovações para os clientes através de uma entrega melhor, mais automatizada, mais rápida, né? Resultados mais satisfatórios. >> Você consegue dar uma mensuração de ganho que você teve utilizando uma IA em relação ao trabalho envolvido pra entrega de um cliente assim? Olha, eu cheguei a ganhar a questão de até 60 70% de redução de tempo. Foi muito significativo. >> Fazendo análises, >> fazendo análises, eh, próprio desenvolvendo apresentações, gráficos, projeções, eu calculo, mas daí eu passo para
lá e desenho cenários. Então, claro que a IA ela tem que ser bem trabalhada, né? vamos dizer assim, a Mia já tá sendo trabalhada faz tempo, mas eh ela sozinha por si só ela não faz, né? Ela precisa do humano ali conduzindo ela para melhor assertividade. Mas hoje eu ganhei bastante otimização de de tempo mesmo. >> E olhando para pras pessoas que você Contrata hoje pra equipe, você vê que eles estão preparados paraa utilização de para pra atividade de modo geral, ainda tá um pouco a quem em relação a isso? >> Eu acho que tá
um pouco a quem, tá? Eu até trouxe a minha colaboradora, uma das minhas colaboradoras aqui pro COM, contratei colaboradores agora o nos últimos tempos aí mais senior, eh, para trazer pessoas mais qualificadas, mas sempre eh isso é premissa da minha Empresa, eh, trabalhar em termos de melhoria, sempre buscando melhoria, tanto de treinamento para as pessoas, quanto melhoria de ferramenta, quanto melhoria de processo. Então, eh, eu sempre digo, a gente não tem nada engessado, a gente tem processos que visam tá melhor sempre. Então, se alguém, se, e isso, eu dou abertura para elas também, né? Se
elas verem alguma situação, alguma tecnologia diferente, algum processo novo que vai trazer Melhoria para dentro, elas são, a gente tem canal super aberto para ter troca, mas a premissa básica da minha empresa é estar em constante melhoria. Bom, eh, aproveitando um pouco esse seu conhecimento, né, financeiro e estratégico e também você falou sobre a questão de inadiplência, cobrança, né, de clientes, etc., eh, uma dor que é muito significativa no mercado contábel é lidar com a própria inadimplência, né? E um fator que a gente vê com muita Frequência dentro do meu trabalho é a incapacidade do
contador de conseguir eh cobrar o próprio cliente. E aí criou-se dentro do mercado um conceito de que o cliente ele não pode ser bloqueado, de que um contrato ele não pode ser suspenso, de que um cliente ele ele pode ficar 3s meses sem pagar enquanto o contador permanece executando as atividades como se nada tivesse acontecendo, que o contador não utiliza uma régua de cobrança, ou seja, eh uma Série de coisas que hoje com o mercado muito mais competitivo, então isso achatou bastante ali a lucratividade do negócio. Porque uma plência, ela vai trazer um efeito muito
significativo nessa questão da da lucratividade do negócio, que hoje é menor do que já foi um dia. O que você diria na sua visão, né, como gestora financeira, na sua experiência toda para esse contador, eh, para esse olhar sobre a própria gestão financeira? Então é que eu o que que eu observo, a cobrança ela tem um mito, né, que ela é agressiva, que ela é desconfortável, que ela é ruim. Então isso acaba bloqueando alguns profissionais de cobrar, porque ele acha assim: "Ah, eu tenho que entender o momento do cliente, eh, eu posso flexibilizar". Ele não
entende que a empresa dele é é uma empresa que tem que ter fins lucrativos, que tem que ter eh fluxo de entrada, né? Aí que o fluxo de entrada Não pode ser interrompido porque o cara simplesmente não quer pagar ou sei lá, dá outras prioridades. Então assim, eu acho que a dica que fica primeiro é a primeira coisa que você tem que fazer é criar um fluxo de relacionamento com o cliente, porque o cliente que ele tá mais apertado, ele vai pagar quem fala com ele, quem conversa com ele. E se o contador só fala
com ele para mit guia e não faz nenhum tipo de cobrança, nenhuma conversa e aí ele precisa criar um setor Porque é muito desconfortável pro contador ir lá e cobrar o cliente, porque ele é o quem atende o cliente. Então ele terceirizar isso com alguma empresa ou ele mesmo criar um setor específico de cobrança dentro da empresa dele que pode ser a gestora financeira dele. Por exemplo, hoje eu tenho meus clientes, eu não cobro meus clientes, quem cobra é determinada área da minha empresa. Só que quando chegou um ponto que aquela área não funciona, ela
vem e Conversa comigo. Daí eu opa, então eu vou bloquear o atendimento, eu vou suspender, eu vou chamar o cliente para conversar, eu vou tentar entender e flexibilizar. Ah, ele não consegue pagar o valor do do fim mensal ali numa única vez. Não, vamos dividir em duas vezes no mês, então, para ajustar o fluxo de caixa dele. Eu, como sou financeiro, eu também tenho que entender o fluxo de caixa dele. E aí eu faço esse ajuste. Mas eh, eu não tenho clientes que não Que ficam inadimplentes. Por quê? Porque eu crio o processo de régua
de relacionamento com o cliente, cobrança, conversa até chegar à suspensão. Claro que para chegar a suspensão ele vai ter um prazo aí sem pagamento para eu suspender. Eu não, eu não suspendo serviço se ele não pagou há 15 dias, por exemplo, mas eu tenho essa régua desenhada lá internamente dentro do meu escritório. >> E é importante porque às vezes eh é Fluxo, né? né? Às vezes tu precisa de fluxo e daí um outro cliente que tá meio apertado que atrasa, impacta porque aquele lá tá sei lá meses sem pagar e aí aquele lá aí tu
tem que flexibilizar, não consegue flexibilizar às vezes para um cliente bom porque tem um cliente que não tá pagando e que não tá sendo cobrado, não tá sendo nada, não tá sendo suspenso serviço. Então assim, eh, eu acho que a a primeira e principal dica é crie essa régua de relacionamento Com o cliente, de cobrança. a a essa régua criada com o relacionamento entendido, o cliente que às vezes passa desapercebido ou que não paga por alguma dificuldade, ele vai querer pagar, ele vai no mínimo conversar com você para acertar da melhor forma possível. >> É,
é, precisa estabelecer eh como que o contador ele tem definido o seu posicionamento em relação aos seus clientes, né? Porque senão eles se coloca numa situação onde o cliente faz O que quer. >> Sim. que isso não tá certo, porque no final das contas ele não tá fazendo bem nem pro cliente e nem tá fazendo bem pro negócio dele, né? E pensando nessa questão própria de cobrança, eh, quando o contador ele faz esse papel de cobrar o cliente, ele se sente desconfortável nesse papel, é muito melhor que ele tenha uma outra pessoa que faça esse
papel e que ele dê a essa pessoa autonomia de bloqueio. Porque se o Cliente tiver procurá-lo, ele vai dizer o seguinte: "Olha, eu não tenho autonomia sobre essa questão financeira. Existe regras aqui que eu não tenho como quebrar essas regras porque foram estabelecidas em relação ao nosso negócio. Então, ou seja, o bloqueio vai acontecer independente da minha vontade. Então, não adianta a gente ter essa conversa porque eu não tenho autonomia de ir lá e mudar uma regra que foi estabelecida dentro do nosso negócio. Então, ele acaba de certa forma tirando essa esse papel de ele
ficar negociando com o cliente. Porque se a pessoa, por exemplo, tem muita proximidade com o cliente, até no nível de amizade, e o cliente, por exemplo, que é amigo do contador deixa de pagar, o contador muitas vezes ele fica numa situação desconfortável, de bloquear, constrangido. >> Então, quando ele tira essa autonomia financeira dele, isso resolve grande Parte dos problemas que lá atrás foram elementos que eu apliquei na minha empresa contábel. É claro que hoje a nossa empresa do tamanho que é, eu nem olho para tudo isso, eu nem tenho essa relacionamento com o cliente, mas
lá atrás, durante muito tempo, eu mantinha o relacionamento próximo com o meu cliente, só que eu percebia que eu não era a pessoa preparada para fazer esse processo de cobrança, porque ele sabia que quando ele precisasse de alguém para Dar a canetada e abrir mão, né, de uma regra, ele podia mencionar. E aí, por fato de ter uma proximidade comigo, era mais fácil ele quebrar essa regra. E aí quando eu comecei a estabelecer condições de que eu não tenho mais autonomia para quebrar essas regras, isso mudou o meu jogo, porque eu acabei me sujeitando a
uma regra do meu próprio negócio. E aí é o cliente, é o relacionamento diretamente com essa pessoa e acaba tirando esse stress, por Exemplo, que me gerava um desconforto. >> É, eu tenho uma regra lá no escritório, quem vende não cobra. Boa. >> Então assim, se eu tô tendo relacionamento com o cliente, não sou eu que vou cobrar do cliente. Até por, e essa regra eu aplico pros clientes, porque muitos clientes acabam fazendo BPO com a gente e ele fica assim: "Ah, deixa que esse cliente eu cobro, deixa que esse cliente eu converso com ele
porque ele é meu amigo." Eu falei: "Não, Quem vende não cobra". Não foi tu que negociou com ele, não foi tu que vendeu? Então, a gente no escritório através de uma empresa, uma terceirização que vai dar mais credibilidade pro teu negócio, inclusive vai lá e vai entrar em contato com ele para pedir a previsão de pagamento. Não é uma cobrança agressiva, como eu falei, a gente trabalha com clientes ativos e a ideia é continuar, esses clientes continuarem sendo clientes dos nossos clientes, né? Não é Uma cobrança agressiva, é uma cobrança super eh legal, super tranquila,
super eh respeitosa, no sentido mesmo, ah, eu não recebi, tá em aberto, tô mando comprovante, né? Só que isso já gera assim um divisor de águas no sentido, né? Só não paga mesmo aquele que às vezes tá com muita dificuldade, aquele que tá com problema pontual, mas de maneira geral nossos clientes tm uma inadiplência muito baixa. >> É. E e não não deixar que o problema do Cliente se torne seu problema, né? Sim. >> E o a pessoa que faz o PP financeiro, ela tá lidando com os números do cliente. Então, quando o cliente, por
exemplo, pega, faz uma retirada para uso pessoal que ele vai fazer, obviamente, o próprio eh gestor, ele vai ver isso dentro do bipel financeiro e aí consequentemente o cliente tá fazendo as retiradas dele, só que ele não paga o valor que é um valor ínfimo perto dos valores que ele tá fazendo a retirada, Por exemplo, entendeu? É, então assim, até teve uma situação de um escritório de contabilidade mesmo que que nos procurou para nós assessorarmos eles nesse sentido, que foi assim, o eles eles cometeram um erro tributário para um cliente, só que o erro tributário
equivaleria, sei lá, a R$ 10.000 e o cliente tava cobrando R$ 180.000, que era o valor de todo o imposto daquele ano. Só que o imposto era devido, só que ele pagou 10.000 1000 a mais >> que seria juros e multa, por exemplo, >> que seria os juros e multa. E aí a a a o escritório de contabilidade veio conversar com a gente porque o cliente simplesmente parou de pagar honorários porque ele queria o ressarcimento dos 180.000. Daí eu falei: "Não, mas esa aí o 180, o 170.000 era devido, o que não era devido era
os 10. Então a gente precisa ressarcir os R$ 10.000 para ele, não 180. E isso gerou uma situação que a contadora não conseguia mais dar volta, Sabe? porque ela tava com esse problema, com esse cliente pontual, que o cliente simplesmente parou de pagar e falou: "Não, não vou pagar até chegar nos 180.000". Mas pera aí, não é assim, né? Ele teria que pagar imposto de qualquer forma. O imposto dele não foi eh gratuito aquele ano porque teve um erro tributário. Então, a gente se def se confronta com esse tipo de problema também. >> É, aí
até pegando o exemplo que você Acabou de dar, a gente pode até fazer um racional para você que tá nos assistindo poder entender como é que funciona isso, né? Então, vamos lá. Vou imaginar, por exemplo, que eh determinado cliente por algum fator você deixou de processar o faturamento dele. Então, beleza, deixou de processar o faturamento dele, consequentemente ele não pagou imposto. E esse cliente não pagou imposto também por uma questão de descontrole, ou ele Não verificou que aquela parcela não tava sendo tributada, ou ele simplesmente ignorou e tudo mais, porque achou que ter empresa é
ter de graça, né, uma ONG e não paga imposto. Enfim, por alguma razão também o cliente não viu isso, só que aí em determinado momento você identificou isso. Então acho que a primeira coisa que você tem que entender é o seguinte, a partir daquele momento que foi identificado, você vai ter que apurar esse imposto que Não foi pago e vai ter que apurar qual foi o valor do o valor de juros e multa concernente a esse valor que não foi pago. a partir daquele dia que você notifica o cliente, eh, independente do cliente ter ou
não aquela condição de fazer o pagamento, você já notificou o cliente e você já disse que existe um erro, então você assume os juros mulutas daquele período. Se o cliente optar por fazer o parcelamento, Aí é uma situação complementar de forma de pagamento que o cliente vai optar. Mas o seu erro, ele tem que ser estancado naquela situação, naquele momento que você identificou e que você notificou o cliente. Então, quanto antes você notificar aquele cliente, você vai evitar de colocar esse problema para debaixo do tapete que só vai aumentar com o tempo, entendeu? E a
multa só vai aumentar depois de um certo momento, não tem mais a multa, né? que a multa tem o Limite, o teto, mas você vai ter o juros que vai acontecer todos os meses e tal. Então, ou seja, é você entrar no acordo com aquele cliente para que ele faça o pagamento, faça o parcelamento daquele valor e tudo mais e tal. Só que às vezes o cliente por ignorância ou até mesmo por se colocar numa condição de ignorante nesse caso, ele quer trazer a responsabilidade sobre o valor que seria o valor do próprio imposto sobre
a contabilidade. E aí você precisa se posicionar e desenhar pro cliente falar: "Pera aí, aqui a gente não processou isso aqui, houve o erro da nossa parte, tudo bem e tal, nós estamos assumindo isso aqui, só que esse imposto é devido, entendeu? Ah, mas você ti podia ter mandado na época. Não, tudo bem. Não mandei na época, tudo bem, mas tô mandando agora. Ele é devido. Você tem que pagar o imposto. Eu não posso pagar o imposto por você. Você tá querendo que eu pague o imposto por Você pelo fato de eu ter cometido um
erro. Se você não confia no meu trabalho, você quer pegar e cancelar o contrato, enfim, é um direito que você tem tudo mais. Mas o que eu vou pagar é o ônus relativo a esse débito de juros e multa. E ponto. >> É, esse cliente específico, ele mudou a tributação dele e com a mudança de tributação, em vez de o cliente se creditar de 17% de CMS, ele se creditava de 12. E aí um auxiliar lá da Contabilidade, ele esqueceu de fazer essa mudança e o cliente continuou se creditando de de 17. Então, pro cliente
foi bom, mas para ele ele acabou pagando 5% a mais de imposto ali, eh, por um determinado período. E isso é, como eu falei, gerou um prejuízo para ele de R$ 10.000. Só que ele eh se colocou numa forma com com o cliente que o cliente teria que pagar todo 180.000 de imposto gerado naquele período. Só que não faz sentido nenhum, né? E aí ela nos pediu Ajuda justamente para equalizar, conversar com o cliente, mostrar que não, trazer análise financeira pro cliente, mostrando ali, né, sendo alguém de fora para que intermedia aquela situação que já
tava um pouco acalorada também. Então foi algo assim, é que às vezes dependendo do cliente, ele também usa isso como uma oportunidade. >> Total. Sim. É. E assim, a gente tem que entender que nós estamos falando de um trabalho técnico. E todo trabalho Técnico, quer seja um trabalho financeiro, quer seja um trabalho contábel, que seja um trabalho até médico, ele tá passivo de ter erros >> e a gente vai, obviamente, mitigar o máximo os erros que nós podemos ter inerentes à nossa profissão. Porém, quando existe erros, você precisa ter uma forma correta de lidar com
esses erros. Nunca esconder o erro, nunca eh eh jogar o erro para debaixo do tapete, porque eu já passei por isso anos e anos Lá atrás e as coisas só vão piorar. E isso é fato. Só que você também precisa também ter um posicionamento com o cliente. você já vai conversar com o cliente numa condição que você por estar errado, você já se coloca numa condição de rebaixamento e do outro lado você tem alguém que percebe isso e de uma forma eh eh até vamos colocar errada da parte dele, que aproveitar-se dessa situação, >> oportunista
e tudo mais, >> então você vai se dar muito mal, né, nessa nessa negociação. Tá entend que agora nesse momento de você comunicar o erro e de você acertar o que vai ser feito, é um processo de negociação, tal qual é o processo de uma venda. >> Então, ou seja, você precisa saber conduzir isso aí. >> E a primeira coisa, talvez, é você, beleza, errei, errei, respira, tá bom, gente, errei, entendeu? não ficar se culpando, porque você fica se culpando e Você começa a se sujeitar e você começa a fazer as coisas de graça pro
cliente e o cliente começa a trazer compensações que vai além da compensação do erro financeiro. Às vezes eu vou falar uma coisa que é duro dizer às vezes pro profissional, às vezes é melhor que o cliente vai embora >> e que você acerte com esse cliente depois que ele foi embora e tudo mais, ressarça o valor para ele, vai faz um parcelamento, paga o valor para ele e Tudo mais, ele vai embora da sua base, porque esse cara muitas vezes ele vai usar esse erro tanto a seu favor que ele só vai prejudicar a relação.
>> É que tu não pode, eu ia dizer, tu não pode ser refém do cliente, né? Exatamente. Ele te coloca numa situação de refém. Por quê? Porque houve um erro. E assim, não existe contabilidade que cresce, que não erre. É claro que quando você consegue eh criar processos ajustados, você traz uma camada de Tecnologia, você tem pessoas mais preparadas, você tem uma estrutura de compliance interna onde você consegue ter mitigação de risco, etc. e tal, você diminui absurdamente os erros. Então, olhando pra nossa empresa contábil, os nossos erros operacionais são muito pequenos, mas muito pequenos
mesmo comparado com a nossa receita. Só que existe eventualmente alguma coisa que faltou de entregar a guia, existe alguma coisa que foi atrasada, a gente não Discute com o cliente, entendeu? Erros grosseiros a gente não comete. Por quê? Por uma questão também de experiência, a gente tem um cuidado muito maior quando se trata de coisas muito mais relevantes. Então, muitas vezes o erro acontece o quê? Você pega um cliente muito relevante, que tem uma operação extremamente complexa, às vezes uma empresa de lucro real, mas uma empresa industrial, uma empresa que precisa ter um olhar muito
mais de perto e deixa na Mão de uma pessoa que é muito muito básica ali, júnior, né? Então, seja, a pessoa não tem nív de senioridade para atender aquele tipo de cliente, a pessoa acaba passando ali ou você também não tem métodos de validação. Então você, então não importa o que você presta de serviço, se é o serviço de contabilidade, serviço de bipel financeiro, precisa tomar muito cuidado, porque pensa, você também tem o o erro, o risco de você pagar uma guia Errada de um cliente >> e muitas vezes você não conseguir recuperar. >> É
guia errada, é atraso que justifica juros, né? Então, eh, tem que estar muito atento. Só que, eh, e a gente trabalha com humano, ser humano, ele vai errar em algum momento. O importante é criar processo para que aquilo não ocorra mais, >> né? Eh, e minimizar o máximo, né? Através da mitigação de risco, eh, criar Processos, ferramentas, mas a gente tem que entender que a postura tem que ser rei, sim, né? Vou corrigir o erro, vou ressarcir você do prejuízo e não vou errar mais, né? Mas não pode, como você falou, né? Botar para debaixo
da par do tapete ali o problema. >> É, eu vou contar uma história que aconteceu anos e anos atrás, quando a gente não tinha tecnologia para controlar isso, né? Eh, nós fazíamos as Guias de cada imposto de cliente manualmente, né? Sim, não existia tecnologia que fazia isso. Então, na verdade, a gente apurava o faturamento do cliente, jogava isso numa planilha e a planilha dava qual era o valor a ser pago do imposto. Só que nós mandamos uma guia para um cliente pagar do imposto dele com o nome da empresa, correto, mas com o CNPJ da
empresa errada. O CNPJ foi trocado por um outro cliente da nossa base. Só que, beleza, tecnicamente Simples de você resolver. Então aquele cliente, por exemplo, vai pegar o imposto que foi pago na no CNPJ dele, que foi pra conta dele. Não tinha como eh mudar isso aí, porque foi naquele CNPJ. E consequentemente ele faz uma compensação, a gente faz uma conta ali de compensação ali e comunica o erro pros dois clientes e no final das contas um paga o imposto do outro e dá para você ajustar isso aí. Só que aquele cliente que foi recolhido,
ele tava com Débito tributário, ele não tava pagando imposto. Então ele não ia pagar aquele imposto que foi pago do CDPJ dele. No final das contas, o que aconteceu? No final das contas, aquele imposto que foi pago foi perdido, porque não tinha como fazer essa volta para aquele cliente. E aí que nós tínhamos que fazer naquela época? Aí nesse caso nós tínhamos que pagar aquele imposto lá, porque eu não tinha como obrigar aquele cara que já não tava pagando imposto a pagar aquele Imposto, entendeu? lá na frente, quando esse cara foi fazer uma compensação ali
de imposto com parcelamento e tudo mais, eu consegui resserci uma parte daquele valor, mas o escritório teve que arcar com isso. Isso foi por causa de quê? Foi por causa de um erro de processo, um erro, né, na hora da digitação ali do CNPJ ali do próprio cliente. O que que a gente tem que entender? Eh, que hoje a tecnologia ela nos ajuda a mitigar esses riscos, Né? Porque quando você tem um processo bem definido e tem uma tecnologia muito bem eh adequada, utilizada, você não vai ter esse tipo de problema, porque hoje é impossível
eu gerar um imposto errado de um cliente nessa nesse tipo de erro que eu acabei de citar, mas no passado existia muito disso. Então hoje a gente tem muito mais elementos para poder evitar esse tipo de situação, mas ainda assim a gente depende muito do fator humano, né, para poder evitar esses Erros. E e o humano ele pode muitas vezes errar e às vezes a própria tecnologia também pode ter algum gap que pode dar problema também. >> É verdade. Assim, hoje é criar processos, eu sempre digo, né? e buscar também evoluir, porque hoje tem cada
vez mais ferramentas com maior tecnologia, tem IAS que podem complementar serviço, tem questão de eh algumas eh questões que tu pode colocar no sistema ali de antes. Eu eu eu brinco lá no escritório Que eu digo é o double check, assim, a gente tem um processo lá que e o pessoal do do DRE eh dá uma averiguada no serviço do contas a pagar receber e o pessoal do Contas a Pagar a receber dá uma averiguada no DRE, sabe por quê? Porque a gente faz a conferência dupla. Então, quando o pessoal que faz DRE vê que
tem alguma coisa muito diferente do padrão, fora do normal, que não é azionalidade do cliente, ele vai dizer: "Opa, vamos lá entender que que foi eh o Formador dessa despesa, né? É um problema? Foi algo lançado errado? Foi alguma coisa, uma imperícia dentro do sistema ou não? Foi uma questão de um pagamento mesmo? E ao mesmo tempo o pessoal do contas a pagar e DRE, que sabe o fluxo normal do cliente, o DRE passa por eles e eles olham, opa, mas não foi isso que eu vi de resultado esse mês, né? Então assim, a gente
tem um processo lá de double check, assim, onde um acaba Checando o serviço do outro e ninguém tá acima de ninguém, são todo mundo é par, mas eh um setor fiscaliza o trabalho do outro, assim para que a gente minimize o máximo erro antes de chegar no cliente. >> E pra gente poder ir para pra parte final, eu quero trazer um pouco de visão de futuro em relação à área de BP financeiro, né? Eh, você acredita que vai ter um crescimento muito grande, que esse mercado não vai ter muito crescimento? Como é que você Vê
essa questão hoje do seu serviço dentro do mercado? >> Então, eu acredito que o mercado de bipou financeiro é algo que vai crescer bastante nos próximos anos, assim, porque primeiro que a gente tá, a gente desmistificou, tá desmistificando um pouco esse mercado, né? Como eu falei, às vezes, ah, é alguém da de confiança, alguém da família, mas cada vez mais, eu sempre digo, quando a gente não evolui, a gente fica obsoleto e perde mercado, Né? Então hoje dentro de qualquer segmento, né, seja marketing, seja serviços, contabilidade, advocacia, se eu não, se eu não evoluiro, ele
tá cada vez mais se tornando algo estratégico dentro das empresas, mesmo nas pequenas empresas que antigamente não tinha esse olhar de estratégia, né? Então, cada vez mais. E e aí quando a gente tá falando de um movimento de gerações, por exemplo, porque dentro da minha carteira tem muito sucessão Familiar, muito jovem empreendedor, né? Não que os mais velhos não fazem parte da composição da carteira, mas hoje cada vez mais as pessoas sabem que elas não sabem tudo, né? Porque antigamente assim, ah, eu cresci assim, fazendo isso do mesmo jeito sempre e consegui sucesso, mas hoje
as pessoas sabem que se eu continuar do mesmo jeito, eu não vou conseguir mais o mesmo sucesso, né? Eu vou ter que inovar. Então, assim, dentro dessa perspectiva, eu acredito Que o BPO ele vai crescer muito, porque hoje ainda ele é um mercado muito pequeno, né? Se a gente for falar do mundo de empresários que a gente tem no Brasil, inúmeros mesmo, a quantidade de empresários e a quantidade de empresas de BPO e referências no BPO ainda é muito pequeno, né? A gente ainda tem poucas referências que a gente pode buscar, poucas tecnologias, ainda é
muito muito um mercado muito pequeno perto do que a gente pode se tornar. Então assim, eu acredito que seja um mercado, um dos mercados mais promissores agora pro pro pros próximos anos. Boa. E eu queria eh finalizar eh trazendo um pouco mais sobre você, né? Eh, você mora, >> eu moro em Crisilumma, em Santa Catarina, >> terra da Thomson Reiters. >> É terra da Thomson Reiters, antiga Domínio Sistemas. Então, mas é terra da Thomson Reiters. E hoje a Gente tem um atendimento em nível não só regional, em nível nacional. Então atendo os clientes aqui de
São Paulo, Minas, eh justamente porque talvez tá um pouco mais difundido essa questão do BPO em grandes centros, né? Vamos dizer, eh, a gente trouxe lá há 8 anos, há 7 anos atrás, o BPO, a gente veio estudar, veio aqui para São Paulo, entendeu o mercado, eh, levou lá paraa nossa região, né? e entendemos aí que seria um mercado em expansão lá já 7, 8 anos atrás, quando Eu enfrentava as dificuldades da consultoria, das pessoas que estão lá no operacional, não serem pessoas qualificadas, então eu já entendi que era um gargalo lá atrás. >> E
aí com isso, hoje a gente tá ampliando o atendimento para território nacional. Aí queremos nos tornar uma referência. >> Um sonho pessoal seu profissional. Um sonho pessoal, eu acho que é transformar vidas, n? Eu acho que é levar educação financeira para o máximo Pessoa de pessoas que puder, transformando a vida de pessoas em empresas. >> E um desejo de ordem pessoal que não seja profissional. >> Ai, eu desejo ter bastante saúde para ver meus filhos crescerem. Eu brinco dizendo que eles eles vão se vão para fora fazer faculdade, eu vou junto. Eu brinco assim com
eles, mas eu quero ter bastante saúde. Eu tenho o Henrique de 11 anos e é a Isis que tem nove. Então Assim, e eu quero ter bastante saúde para acompanhar eles por muito tempo. >> E um segredo para você conseguir conciliar todo esse desafio, né, sendo mulher, eh, tendo seus filhos, tendo os negócios, tudo mais, conseguir conciliar tudo isso. >> Eu acho que é dois segredos. O primeiro é ter o teu propósito muito forte alinhado com a tua família, né? Acho que é muito importante eles saberem por que tu faz isso, por que que tu
tá abdicando Aí de momentos com eles, né? Eh, ao mesmo tempo que eu tô aqui, eu tô conectada com eles lá. Então, hoje a tecnologia facilita muito isso, né? Hoje quem deu o primeiro bom dia pro meu filho fui eu. Então, assim, isso facilita bastante. E ter uma parceria forte, né? ter uma rede de apoio no qual você possa eh buscar negócios, eh buscar eh tá como eu tô ponte aérea aqui em São Paulo direto, mas que tu possa ter alguém que dê o suporte lá para que Conduz a casa em ordem aí enquanto tá
fora. >> E uma última pergunta, né, para quem quer se desenvolver, ter ali e resultados profissionais, a questão do desenvolvimento pessoal, né, do desenvolvimento profissional, o investir em si mesmo. você é uma pessoa que investe muito, participa de programas de mastermind, você faz muito curso, tá sempre vindo aqui para São Paulo, ou seja, é um investimento alto que você Faz em você mesma, né? Eh, qual recomendação você dá para essas pessoas que ainda não olharam para essa questão do desenvolvimento? >> Olha, eu acredito que eu virei a minha chave quando eu vim um evento aqui
em São Paulo na o ano passado, sabe? Eh, eu sempre busquei me qualificar muito, então sou uma pessoa que eu tenho várias formações, eu tenho certificação, eu tenho cursos, eh, né, tenho certificação dentro de investimentos mesmo, tenho CPA, a CPA20, tenho a questão da ANCOR, que é para assessoria de bolsa de valores ali, mas eu acho que virei uma chave em termos de perspectiva, né? Quando eu vim um evento aqui em São Paulo que eu vi a ambiência e isso conta bastante, tá? um ambiente no qual você se coloca, com as pessoas no qual você
quer estar, eh, olhar para aquilo e imaginar que você pode estar lá também. Quando eu virei essa chave na minha cabeça, eu acho que eu foquei 100% o meu Foco pro meu desenvolvimento e eu sempre busquei desenvolvimento da equipe, tá? Isso aí sempre foi premissa, como eu falei, a inovação é melhoria de processo, isso aí eu sempre busquei, mas quando eu virei essa chave pro meu pessoal, pensando que a CAT não é só a Kate eh CEO da Naves Consultoria, mas ela é a Ktia que pode virar uma mentora, que é a Ktat consultora, que
é a Ktat mãe de família. Então quando eu trouxe isso mais pro meu pessoal, eu acho que Eu fiz a total virada de chave. Então eu eu costumei eh e e sabe que vira um vício, né? Tu vem a o primeiro evento, tu convive com pessoas diferentes, tu eleva tuas expectativas, tu tu sai mais qualificado, mais motivado, mais eh mais feliz de maneira geral, porque eu sou uma pessoa que eu acho que se eu não eu tô meio estagnada, eu fico eu não gosto de ser morna, eu não gosto de ser meia boca, eu não
gosto de de nada mal feito. Então isso virou meio que constante Assim. E aí tu vai buscando outras pessoas e essas pessoas te conectam com outras pessoas que vai tendo o teu mindset, né? Vai transformando isso. Isso é muito importante. >> É isso aí. É, eu quero agradecer você ter vindo para cá, né, aproveitando a sua viagem para São Paulo e conseguindo conciliar a nossa agenda pra gente poder fazer esse nosso bate-papo. Já tava pendente aí e desejar para você muito sucesso. >> Ai, obrigada. Eu que agradeço. É uma honra estar aqui, né? e eh
vejo a sua carreira aí, acompanho de perto. Eh, ela é muito transformadora e inspiradora também. >> Obrigado. >> E é isso aí, só é uma parceria que só tá se iniciando. >> Com certeza. Tamo junto. É isso aí, pessoal. Quero agradecer. Não esquece de deixar o seu like, compartilhar esse nosso conteúdo e é importante você Investir sempre no seu conhecimento. E aqui no H Podcast a gente realmente quer trazer para você algo que seja de valor para você. Muito obrigado e até o próximo conteúdo.