[Música] Boa noite pessoal vamos começar a nossa segunda aula do curso né hoje a gente tem a aula aí a respeito da unidade do da nossa disciplina educação escolar indígena e a proposta da nossa aula de hoje é seguir com a nossa discussão pensando um pouco nas questões que a gente começou a discutir na aula anterior né que trata aí dos povos indígenas do direito deles à educação da educação escolar indígena como uma política pública e hoje a nossa proposta é caminhar um pouco nesse sentido caminhar um pouco mais observando especialmente a ideia aí observando
um pouco principalmente essa ideia hoje de dos fundamentos Gerais aí da educação escolar indígena pensando na construção do currículo dessas escolas e também nas características básicas aí da educação escolar indígena que é uma proposta de trazer uma educação que é intercultural que é Comunitária né que tem o envolvimento do grupo que é específico e diferenciada ao longo da aula a gente vai ver um pouco a que se refere cada um desses conceitos cada uma dessas ideias mas a ideia é essa na nessa nossa unidade dois pessoal o que vocês vão usar como referência para leitura
são algumas páginas de um documento que já estava postado lá na unidade um que é o documento chamado de referencial curricular nacional para as escolas indígenas ele tinha sido postado já na unidade um Eu só coloquei agora na unidade dois que é para voltar nesse documento e ler entre as páginas 725 que é a base da nossa aula de hoje uma das né e o outro material paraa Nossa leitura também é um capítulo o primeiro Capítulo de um livro que está na biblioteca virtual aqui da faculdade na minha biblioteca então vocês vão ter que acessar
a minha biblioteca né Para que vocês consigam ter acesso a esse livro é um e-book e esse livro é o livro Histórias e culturas indígenas na educação básica então ele está na nossa biblioteca na biblioteca da faculdade Vocês não precisam ler todo o livro vocês vão ler apenas o primeiro capítulo que é um capítulo chamado diversidade cultural indígena do Brasil Contemporâneo aí tem algumas perguntas Quem são Quanto são e onde estão então é um primeiro capítulo muito eh conceitual que tenta caracterizar quem são esses povos onde eles estão eh como eles vivem né assim no
sentido de quem são eles se são o mesmo povo se são vários se existe diversidade Entre esses grupos Então esse capítulo vai fazer uma discussão muito boa disso eu quero que vocês Leiam Então esse primeiro capítulo aí para que a gente possa ter uma referência acerca da unidade dois Bom vamos lá então Começando aqui a gente começa essa aula retomando aquela discussão anterior que a gente fez acerca de uma ideia de contextualizar a situação indígena né no nosso país como que Esses povos estão sobretudo no que se refere a educação deles como que eles estão
organizados E aí a gente não vai esquecer que esse termo índio que hoje né é utilizado no senso comum para designar aí todos os habitantes da América antes da chegada de Colombo antes da chegada dos europeus é um termo que embora a gente ainda use boa noite boa noite é a segunda aula tá Daniela é a segunda aula a primeira já aconteceu lá no início do MOD ela já tá gravada e tá disponibilizada aí na plataforma de vocês Essa é a segunda aula ao vivo eh se você procurar aí na sua sala virtual você vai
ver o vídeo da primeira aula já tá disponível aí beleza Ah a primeira aula que você tá assistindo ao vivo é isso isso que você diz beleza tá bom eh Então vamos lá vamos seguir bom eu tava dizendo né Essa Ideia do termo índio então ele não não consegue dar conta de toda realidade toda a complexidade que são aí os povos indígenas do Brasil Então mesmo que existam algumas semelhanças entre esses modos de vida o termo índio indígenas povos originários eh é um termo que não vai conseguir pegar toda essa Eh complexidade toda essa diversidade
dos povos indígenas é um termo portanto insuficiente né o que eu tô querendo dizer é que pegar todos os povos que já habitavam o continente americano ou mesmo do território brasileiro e colocar todo mundo sobre essa expressão índio é uma forma de reduzir Esses povos a uma realidade única que não existe porque eles são diversos né agora o próprio termo índio é difícil precisar né O que que ele significa porque ele nasce de um equívoco depois ele começa a ser utilizado ao longo do tempo a gente percebe que outros termos já foram e ainda são
utilizados para designar Esses povos alguns até com carga muito pejorativa como selvagens eh termos como silvícolas aborígenes nativos né povos originários são muitos povos muitos termos melhor dizendo para designar Esses povos então a gente precisa pensar que nenhum desses termos Independente de estarem errados ou corretos politicamente eles não vão dar conta de traduzir tudo que significa tudo que se refere aos povos indígenas então a gente precisa pensar aqui hoje o manual de indicação do Senado Brasileiro né ele instrui que para designar esses indivíduos O correto é usar o termo indígena porque esse termo significa originário
aquele que está ali Anes dos outros essa também é uma designação que os povos indígenas muitos povos indígenas preferem serem chamados assim então a gente acaba preferindo o temo indígena é como se oficialmente na no território nacional a partir da legislação brasileira o termo mais adequado aquele que a gente tem instrução para usar é o termo indígena tá não que a gente não possa usar outros mas o termo indígena hoje tem sido mais Acer bom então como a gente observa existe aí uma diferença ou várias diferenças né nas formas aí na contemporaneidade nos referimos a
essas populações assim como não se usa muito mais o termo índio também não se usa mais o termo muito né o termo tribo embora Como eu disse alguns grupos acabam usando mas tribo também acabou adquirindo um sentido meio pejorativo é um termo que sobreviveu na linguagem cotidiana no entanto esse termo esconde um pouco o desejo aí de apagar as diferenças né dos povos nativos E aí a gente acaba observando que ao longo do tempo também esses termos vê sendo questionados tribo seria uma ideia de um conjunto de índios genéricos né só que quando a gente
observa os nativos eles possuem possuem coletividades específicas que são diferentes né então a gente precisa observar uma uma forma nova de organização de reconhecimento desses povos porque Esses povos eles desejam ser reconhecidos como Pataxós Caiapós crenaques eh enfim eh povos diversos né que a gente percebe que existem no território brasileiro e que na cabeça da maioria dos povos não índios são índios e pronto então isso é uma coisa que precisa ser revista desconsiderar essa diversidade linguística cultural equivale a desconhecer a multiplicidade sociocultural desses povos portanto essa unidade dois ela quer discutir muito isso a gente
precisa parar de olhar os indígenas brasileiros como sendo um bloco coeso de pessoas que compartilha uma dada cultura isso não existe existem povos inclusive que habitam territórios bem próximos que são extremamente diferentes então falando de povos indígenas vamos logo pensar em diversidade né em muitos grupos distintos que se organizam de maneira diversa Esso é um ponto importante um ponto de partida importante pra gente pensar nos povos indígenas do Brasil bom ao longo do tempo pessoal E aí pensando lá no início do processo de colonização a gente observa uma estratégia colonial de querer sempre que possível
adotar medidas posturas comportamentos e falas que fossem desprestigiar os povos nativo do Brasil A ideia era como era dotado a construção de uma imagem depreciativa sobre os indígenas isso justificaria a exploração Por exemplo quando um europeu fala assim Esses povos são selvagens daí já fica subentendido que nessa fala tem uma indicação de que eles precisam os europeus ensinar aos nativos alguma coisa para fazer com que eles deixem de ser selvagens reparem como que a construção de uma imagem depreciativa ela é um projeto né um projeto político um projeto social para fazer com que os indígenas
possam por exemplo ser escravizados serem catequizados de acordo com a religião que eh por vezes né os europeus entendiam como sendo a mais correta e até mesmo serem exterminados nós tivemos pretextos e justificativas que tentavam eh defender os termos dos nativos muito se falou sobre as guerras justas guerras justas eram guerras em que os europeus entendiam que se os nativos se os indígenas brasileiros eh resistissem à escravidão à catequização eles poderiam ser vítimas de violência justa na cabeça do europeu né Então essa tentativa de colocar os indígenas como sendo seres eh Associados à imagem adjetivos
pejorativos foi uma constante em todo o período colonial então nós tivemos isso como projeto começado lá no período colonial que adentra a fase monárquica da história brasileira e permanece no período Republicano Então reparem se a gente for contextualizar historicamente são cé de dominação e de uma postura tentada de menos de depreciação né dos nativos brasileiros e isso acaba fazendo com que esses nativos sejam vistos e até mesmo colocados em lugares subalternos né dentro desse contexto aí do que forma o que é o povo brasileiro então desde a infância as crianças brasileiras convivem com esses estereótipos
com essas e visões estereotipadas sobre o indígena de uma maneira genérica é como se a todas as pessoas que estavam vivendo aqui antes dos europeus chegarem fizessem parte de um único bloco de grupos inferiores selvagens sem diferenças culturais quando na verdade nós tínhamos várias Nações vários grupos vários povos indígenas habitando o território brasileiro né então é uma questão que a gente precisa começar a prestar atenção para que a gente possa ir desconstruindo essa ideia de um indígena visto até na educação básica de forma muito folclórica de forma muito pertencente ao passado isso é quase que
uma missão para nós né professores pedagogos até mesmo os psicopedagogos nós que vamos atuar na educação ou que já atuamos a gente precisa colaborar para mudar essa visão que hoje está infelizmente ainda nas escolas no Imaginário dos professores nos materiais didáticos o indígena ele tem uma uma imagem associada a ele colada a ele muito relacionado a algo que é do passado quando a gente fala sobre indígenas com as crianças ou mesmo quem ainda usa a expressão índio né quando a gente fala isso com as crianças as crianças adolescentes imaginam pessoas que viveram lá no passado
quando os europeus chegaram aqui e não consegu entender que esses indígenas são parte com constituinte presente da formação social do Brasil então essa imagem mais folclórica essa imagem mais de indígenas ligados ao passado isso precisa acabar né de alguma forma Isso precisa ser desfeito e quem vai colaborar para isso acontecer principalmente somos nós pessoas aí profissionais que atuam na na educação ou mesmo no campo da da psicologia da psicopedagogia agora isso é uma coisa extremamente nova no Brasil né porque se a gente observar quando que se começa a pensar nisso é agora sobretudo depois da
lei de 2008 a lei que tem sido muito importante né porque ela que traz essa pelo menos o conhecimento para os professores de que devem ensinar sobre os povos indígenas no Brasil não naquela perspectiva folclórica né Porque nas escolas e provavelmente Vocês tiveram Aram ambientes escolares que assim como eu colaborava para reproduzir Essa visão estereotipada dos nativos a gente usava muito a expressão dia do índio né que hoje inclusive é um pouco questionada mas naquele chamado dia do índio o mais comum na escola era a gente ter as crianças fazendo cocar com algumas alguns materiais
recicláveis ou não colares com eh pedacinhos de macarrão né que dava para perpassar o cordão entre eles crianças fazendo gestos inclusive que são estereotipados e pejorativos pros indígenas batendo a mão na boca emitido um som isso é uma coisa que veio acompanhando a história brasileira por muito tempo a história da educação brasileira recentemente eu tive uma aluna eu tava trabalhando sobre povos indígenas na Educação Básica com essa aluna uma aluna de sétimo ano e essa aluna depois de trabalhar a questão de alguns povos específicos né e tratar das etnias deles os crenaques por exemplo patachos
e anomis ela me chamou na carteira e me perguntou assim mas Professor Como que é o nome daquele grupo indígena que não sabe conversar que não emite som que só fica fazendo falou alguma coisa nesse sentido na concepção dela Essa Ideia de um indígena estereotipado que não sabe falar que só emite grunido ali e era real né então vejam como que eh na trajetória escolar ou não dessa menina ela foi aprendendo que os os nativos São selvagens mesmo né pessoas que carecem aí de uma de um auxílio Cultural de pessoas que não sabem conversar então
isso ainda é muito forte na no Imaginário Popular brasileiro e isso precisa ser mudado essa lei de 2008 dentre outras coisas traz isso como princípio n apresentar uma uma nova forma de observar e de ver as culturas indígenas bom pessoal a gente vai seguindo aqui se vocês quiserem de alguma forma eh compartilhar alguma experiência se vocês quiserem também fazer alguma pergunta sobre a aula fiquem à vontade tá porque eu acho que essa participação na aula às vezes ela é melhor que seja feita no final da aula quando a gente tem uma uma sequência de conteúdos
novos eu acho que por vezes é bom a gente esperar o professor ministrar toda a aula e no final a gente vai lá e pergunta né faz algum questionamento E aí lá naquele momento final oportuno a gente acaba conseguindo conversar e dialogar mas tem algumas perguntas também que eu entendo que são perguntas do do momento que devem ser feitas na hora então se for o caso de algumas questões que vocês eh pode Andres vou responder alguma questão que vocês queiram colocar durante a aula também fiquem à vontade tá enquanto eu falava isso aqui agora Andresa
colocou um questionamento aqui no chat muito importante a gente falou disso na primeira aula e começamos a aula falando disso de novo também ela pergunta aqui por que que se tornou ofensivo para eles o uso do termo índio né veja só como a gente discutiu lá na primeira aula o termo índio andrês é um termo errado né quem chamou os nativos da América de índio foi Colombo pela primeira vez Colombo que Us esse termo porque ele acreditava que ele estava nas índias então índio seria o habitante das Índias aqui não era as índias né o
que eles usavam eh de expressão para falar de índias era se referindo toda a toda a Ásia então na concepção do colômbio ele tinha chegado na Ásia e aí ele chama esses habitantes daqui de índios os moradores da Ásia então só aí já tem um erro né um equívoco tava errado e ao longo da história o próprio europeu colonizador Ele usou muito esse termo índio para se referir a alguém que era selvagem alguém que era ruim né do ponto de vista do desenvolvimento então acaba que o termo adquiriu uma carga pejorativa ofensiva alguns não importam
tem grupos indígenas que não importam de serem chamados assim mas muitos outros já reconhecem que o termo índio não é o melhor termo que indígenas povos originários povos nativos é a melhor opção tá é por isso agora essa tela que vocês estão vendo aí agora é uma tela que tem a pretensão de mostrar para vocês a diversidade dos povos indígenas no Brasil Olha como eles são muitos né observa aí no estado de vocês por exemplo eu tô aqui de Minas Gerais então em Minas Gerais vejam krenak maxacali pataxó xakriabá mas pro sul do Brasil nós
temos os kangs que são um grupo forte aí na região Sul Rio Grande do Sul Santa Catarina Paraná também Guar terena temos muitos grupos né muitos grupos de povos indígenas e é muito complicado a gente pensar que todos esses povos possuem os mesmos valores crenças e práticas culturais Claro que não cada um desses povos eh representam uma cultura diferente valores diferentes e isso precisa ser observado bom eh aqui turma a Cristina colocou Então acho que Deia ser visto e amplamente estudada a cultura e os costumes tipo minha bisavó era descendente de índio e ela utilizava
fumo como com cinzas para manutenção e higiene da boca minha avó relatava que ela tinha dentes brancos impecáveis Tem coisa que Poderia auxiliar em nosso dia a dia até a questão das introduções tratamentos naturais Com certeza né quando a gente discrimina quando a gente trata com certo desd culturas originárias a gente perde muito tem vários elementos da cultura indígena que poderiam estar sendo praticados hoje no nosso cotidiano que inclusive ajudaria a nossa forma de organização da sociedade um ponto que eu acho extremamente importante de dizer é a maneira como os indígenas tratam a natureza o
meio ambiente se a gente tivesse uma aproximação maior com essas práticas o mundo não estaria pedindo socorro né enchentes aquecimento global poluição nada disso estaria acontecendo não se trata de abrir mão do desenvolvimento não é disso que eu tô falando mas um desenvolvimento consciente ele é possível e necessário e os povos indígenas saberiam muito bem nos instruir em relação a isso sem contar essas práticas ancestrais né como por exemplo você acabou de mencionar aqui seria outro ganho Para nós poder praticar também uma série dessas coisas como até mesmo como herança familiar né herança aí de
ancestralidade as nossas famílias e muitos de nós temos povos indígenas povos afric canos né na nossa árvore genealógica e a gente acaba desmerecendo a colaboração desses povos vejam aí turma logo do lado tem aí também uma uma série de números que mostram a porcentagem aí da superfície do território brasileiro que hoje é ocupada pelas populações indígenas terras que estão regularizadas terras que estão encaminhadas para serem regularizadas no geral vja a superfície Total das terras indígenas com limites já definidos no Brasil corresponde a 13,88 do território nacional um número bom né um número considerável ali eu
diria que é um número considerável 13,88 14% do território brasileiro hoje se encontra com terras indígenas demarcadas Eh claro que poderia ter muito mais né E tem indígenas ainda lutando por esse reconhecimento da Posse deles às terras a tendência é que esse número cresça né cresça ainda mais e tomara que isso aconteça eh Há que se ter em mente que muitas identidades indígenas foram negadas ao longo do tempo por não indígenas interessados nas riquezas das ter dos indígenas e no apagamento de Tais identidades Então veja todos esses povos indígenas que nós estamos vendo aí pode
ser que eles eh seja um número muito pequeno frente às outras identidades e etnias indígenas que já existiram no Brasil porque muitas etnias foram exterminadas muitos grupos indígenas tiveram suas identidades negadas tiveram que se adaptar à cultura dominante europeia portanto falar o português aprender o cristianismo os valores né ditos como valores morais Supremos aí do mundo ocidental então pode ser que a realidade seja muito maior do que essa que a gente tá vendo por aí no entanto a gente tem avançado né então Eh quando a gente pensa assim os fundamentos da educação escolar indígena se
isso tem dado certo ou não a gente observa que as próprias pessoas participantes desses contextos têm reconhecido os avanços aqui a gente tem o parecer do professor Enilton eh e ele diz o seguinte com relação aos fundamentos gerais da educação escolar indígena dou mérito pelo reconhecimento que o Brasil é uma nação constituída por muitos povos e diferente etnias com história saberes culturas e línguas próprias a existência de um grande número de povos indígenas no país a consciência de que Esses povos constituíram ao longo de sua história suas organizações sociais saberes e processos próprios de aprendizagem
o reconhecimento do direito dos povos indígenas a autodeterminação e a capacidade de autonomamente administrarem seus projetos de futuro o reconhecimento dos direitos como cidadão do Brasil a uma educação intercultural específica e diferenciada reparem pessoal que isso é um processo atual né Muito atual e a Stephany tá perguntando se eu conheço não não conheço é um projeto da USP museu de arqueologia etnologia indígena ou não é é geral não é só indígena não conheço mas vou olhar viu vou até deixar aqui já para eu ver de acordo com o link depois eu vou olhar ao final
da aula Obrigado por compartilhar também indígena né Muito bom Você é de São Paulo stepan ou não só conhece o museu mas vou olhar tá vou olhar aqui ao final da aula é de São Paulo meus alunos acad que legal é aberto Então a visitação de alunos de Educação Básica muito bacana muito legal bom demais é a USP é um é um universo né a USP é muito bacana tem muita coisa aí acontecendo São Paulo é um centro muito legal nessa questão da produção do conhecimento não só a USP é Unicamp também né Você tá
muito bem servido aí próximo de você de de universidades que fazem essas extensões projetos muito legal ótimo obrigado pela dica aí a dica foi muito bo eh bom pessoal então fora essa questão do reconhecimento que eu tava dizendo para vocês é importante a gente notar que esse reconhecimento ele vem de uma de uma realidade que é recente né como vimos na primeira aula até a década de 90 ali final da década de 80 a proposta ainda era integrar os indígenas brasileiros à cultura dominante então era um projeto político de exclusão das culturas indígenas de não
reconhecimento do valor desses povos para a sociedade Brasileira hoje a proposta é outra hoje a proposta É reconhecer as diversidades as idiossincrasias desses povos para que eles pudessem e possam né de alguma forma realizarem a sua entidade Então hoje a perspectiva é diferente hoje a perspectiva é de pensar os povos indígenas como sendo responsáveis aí pelo seu futuro e é legal perceber que algumas figuras importantes aí do meio da educação escolar indígena como é o caso do professor Enilton né que dá esse parecer eles reconhecem isso que hoje a sociedade brasileira já tem reconhecido de
alguma forma essa proposta né de autodeterminação dos povos indí bom eh aqui tem para mim o ponto mais importante da aula agora a gente vai discutir um pouco como que os indígenas constróem o seu arcabouço de pensamento filosófico a gente vai discutir um pouco agora Quais são os valores indígenas Associados a várias coisas Então veja essas sociedades indígenas cultural e linguisticamente representam uma magnífica soma de experiências Então veja eu tô fal plan de diversidade tô dizendo que os indígenas brasileiros eles são múltiplos não dá pra gente falar que existem povos indígenas brasileiros e todos os
indígenas são iguais não não são experiências históricas e sociais diversificadas eh elaboração de saberes criações de arte de música de conhecimento de filosofias originais tudo isso construído ao longo de milênios pela pesquisa reflexão criatividade inteligência e sensibilidade de seus membros aqui a gente tá conhecendo os povos indígenas como sendo povos capazes de serem protagonistas né da sua história do seu futuro veja os povos indígenas vê elaborando ao longo de sua história complexos sistemas de pensamentos e modulos próprios de produzir armazenar expressar transmitir avaliar e reelaborar os conhecimentos e suas concepções sobre o mundo sobre o
homem e o sobrenatural então reparem que aqui pessoal o que a gente tá percebendo aqui os povos indígenas eles têm valores relacionados à sua própria experiência humana que são valores ricos do ponto de vista da diversidade a maneira como o homem indígena se relaciona com o sobrenatural com a comunidade com o coletivo isso são aspectos que são constituintes das identidades indígenas e isso deve ser reconhecido e valorizado e preservado Boa noite Manuel tudo tranquilo viu ainda dá tempo de muita coisa ainda estamos na metade da ala bom lá boa noite Tudo bom graças a Deus
Beleza então vejam turma a gente tem então essa proposta aí de reconhecer os povos indígenas como sendo responsáveis pela criação da sua própria estrutura social e cultural grupos indígenas não devem se curvar mediante uma cultura dominante não indígena isso não significa que eles não possam aprender a língua portuguesa isso não significa que eles não possam se converter a religiões ocidentais cristãs o catolicismo ou o protestantismo claro que eles podem mas isso tem que ser um processo de escolha né eles têm direito porque eles criam os seus arcabouços teóricos de valores sociais Então essa autonomia no
processo de escolha isso deve ser respeitado a eles resultando em valores concepções e conhecimento científicos e filosóficos próprios elaborados em condições únicas e formulados a partir da pesquisa direções originais Então veja quando o indígena decide o seguinte na minha comunidade é permitido a poligamia ou seja um homem pode se casar com mais de uma mulher ele vai viver com duas três mulheres na minha comunidade as famílias moram de forma coletiva dentro de uma oca ou de uma Maloca moram três quatro famílias isso é uma questão que eles devem decidir porque essas decisões ou esses hábitos
culturais eles são tomados a partir da experiência coletiva de cada um desses grupos Então a gente tem que entender que essa forma de experimentação da realidade social é algo típico das sociedades indígenas ponto que eu acho muito importante Veja uma visão de sociedade que transcende as relações entre humanos e admite diversos seres e forças da natureza com os quais estabelecem relações de cooperação intercâmbio a fim de adquirir e assegurar determinadas qualidades em outras palavras para os povos indígenas não existe só o homem e o homem não existem só os seres humanos nós na concepção indígena
na maioria das sociedades indígenas nós somos uma parte de um todo que precisa viver em harmonia então o ser humano tá aqui a natureza tá aqui os animais estão aqui eles consideram a natureza como sendo algo sobrenatural muitos eles evocam os espíritos da natureza para protegerem os grupos e a si mesmo e eles entendem que qualquer desequilíbrio pode ser prejudicial para todos os elementos Por exemplo quando eu poluo um rio eu tô me envenenando porque a água eu vou utilizá-la para eu beber ou para outros usos quando eu desm eu tô me prejudicando porque eu
tô promovendo um processo de destruição do contexto Onde eu vivo É como se eu tivesse destruindo a minha casa quando eu caço sem a necessidade da alimentação por exemplo a caça esportiva o indígena nunca vai pensar nisso para que que ele vai matar um animal se ele não precisa se alimentar dele né Então essa relação do indígena com a natureza é uma relação muito diferente da nossa relação de povos não indígenas com a natureza na nossa concepção a poluição o desmatamento a poluição do ar poluição dos rios tudo isso aceitável mediante o desejo do desenvolvimento
né P indígena não então esses valores religiosos Associados à natureza eles acreditam muito na ancestralidade também na proteção que os ancestrais podem dar aos povos isso é algo muito das culturas indígenas principalmente do Brasil valores e procedimentos próprios de sociedades Originalmente orais menos marcados por Profundas desigualdades internas mais articuladas pela obrigação da reciprocidade entre os grupos que as inteam duas coisas importantes nesse segundo item aí sociedades marcadas pela oralidade Então são sociedades que em sua em grande parte né Principalmente na sua história aí são sociedades que não escreveram ou que usam pouco a questão da
escrita porque valorizam muito a oralidade daí o valor que se dá aos mais velhos aqueles que viveram mais que sabem mais coisas que tem lembranças né então a oralidade é muito importante nessa sociedad que nós cham chamamos de sociedades ágrafas sociedade ágrafa é aquela que não escreve aquela que transmite os seus saberes pela oralidade e a ideia de serem sociedades com uma desigualdade social menor não tem esse nível muito elevado de desigualdade social entre os povos indígenas Claro que tem diferenciação ali tem lideranças o cacique o Pagé Normalmente eles se pautam pela divisão sexual do
trabalho homens fazem algumas coisas as mulheres fazem outras coisas diferentes Essa é a divisão sexual do trabalho mas são sociedades que não TM níveis de diferença social tão grande quanto a nossa as nossas sociedades apresentam níveis quase que inaceitáveis né de diferença social tô falando de pessoas que não t o que comer morando na mesma cidade de pessoas que não conseguem contar quanto de dinheiro tem guardado por exemplo isso é um nível de desigualdade que não existe entre sociedades indas ali noções próprias culturalmente formuladas portanto variáveis de uma sociedade indígena a outra da pessoa humana
e dos seus atributos capacidades e qualidades Então veja eh Existem algumas práticas indígenas que são práticas muito diferentes daquilo que eh a gente fazia como sociedade europeia por exemplo o que os europeus faziam que inclusive vão causar muita estranheza né nos povos indígenas aliás nos povos europeus por exemplo uma prática comum entre os Tupis era a prática da antropofagia E aí agora eu tô falando de passado tá não de presente mas estô falando de passado a antropofagia consistia no seguinte quando um guerreiro perdia um conflito para os Tupis se esse guerreiro fosse um guerreiro eh
bom na guerra né tivesse destreza coragem habilidade era comum os Tupis pegarem essa pessoa fazerem com que essa pessoa vivesse entre eles por um tempo meio que para se integrar o grupo ali de alguma forma e depois de um tempo vivendo entre eles os Tupis matavam esse guerreiro que foi capturado que era forte foi um bom Guerreiro depois eles matavam esse guerreiro e uma parte dos guerreiros entre os Tupis se alimentava de pedaços do corpo da carne humana desse Guerreiro isso era antropofagia praticada entre os Tupis no momento em que os europeus chegaram aqui na
concepção dos europeus isso era um sinal Claro de barbárie né de barbárie entre os povos nativos então isso justificaria chamado de selvagens né de eh povos primitivos etc e tal mas os europeus também nunca tentaram entender qual que era a lógica por trás disso e os mesmos europeus que criticavam isso por exemplo davam um tiro na cabeça desses dos indígenas ou de outros inimigos estouravam os miolos deles né e deixava para lá eh o que eu tô querendo dizer é que os valores culturais eram muito diferentes e os os europeus eles utilizavam esses valores culturais
indígenas para se referirem a eles como sendo povos atrasados punitivos etc e tal então a gente precisa compreender que os povos indí do passado e do presente tem alguns valores que são próprios deles eh no início desse ano agora eu estive na região da Bahia e visitei uma aldeia pató e uma das questões que me chamou atenção foi uma uma mulher líder do grupo uma das líderes do grupo dizendo que na aldeia dela as mulheres indígenas abandonaram eh o a prática o uso de usarem absorventes descartáveis quando estão menstruadas na elas usam um paninho que
elas organizam lá na aldeia delas para que elas possam lavar esse paninho de novo eh ou lavá-lo após o uso não que isso seja só para ficar utilizando numa espécie de reaproveitamento né de não gerar lixo com os absorventes segundo elas ela né Essa mulher que falou conversou com a gente a crença dela é que o sangue é parte dela e é algo muito sagrado para ser jogado no lixo Então ela prefere que depois do uso do pano aquilo seja lavado e a água leve embora né O que seria uma parte do organismo dela no
sentido de a própria água que é parte da natureza que na concepção deles faz parte do próprio ser humano levasse aquilo e não ficasse num lixo junto com resto de alimento e de de bicho de mosca né uma uma questão que elas usam bem pensando na ideia de eh a relação dela com a natureza espiritualidade bem nesse sentido exatamente foi uma explicação que ela deu é no sentido de mostrar isso é é uma concepção própria né daquele grupo indígena e bastante curioso a formação de crianças e jovens né como um processo integrado isso também é
bem legal uma educação integral que dá conta de tudo apesar de suas inúmeras particularidades uma característica comum a essas sociedades indígenas brasileiras é que cada experiência cognitiva e afetiv carrega múltiplos significados Às vezes a gente tem uma prática entre os indígenas que a gente não entende nada por que que eles estão fazendo aquilo mas tem um significado econômico social às vezes até ritual né cosmológico relacionado à espiritualidade que faz parte desse cotidiano dessas pessoas bom caminhando aqui pro final turma a gente percebe que as características das escolas indígenas elas são múltiplas uma delas é que
é uma Escola Comunitária comunitária porque ela é conduzida pela comunidade indígena Então se a gente tem uma escola indígena cravada dentro de uma aldeia tenha certeza que aquela comunidade ela interfere na forma de organização daquele grupo de acordo com seus projetos suas concepções seus princípios né isso vai se referir tanto ao currículo quanto aos modos de administrar a escola então o que eles vão estudar no currículo a comunidade decide como que a escola vai ser administrada a comunidade também isso se refere tanto ao currículo quanto à forma de administrar porque inclui liberdade de decisão Em
relação ao calendário a pedagogia que vai ser aplicado os objetivos conteúdos os espaços que eles vão usar Então tudo isso mostra que essa escola indígena ela é bastante Comunitária conduzida pela comunidade onde ela est inserida ela também é intercultural ser intercultural significa que ela reconhece e mantém a diversidade cultural e linguística daqueles grupos promove uma situação de comunicação entre experiências socioculturais linguísticas e históricas diferentes não significa né que a comunidade é indígena que a língua estudada ali vai ser só a língua Nativa daquele grupo não vai ter um processo ali de intercâmbio de troca de
práticas culturais que eles carregam também Oi papel 300 tantas páginas eh bom uma outra questão turma importante aqui pra gente pensar é o seguinte as escolas indígenas elas são essencialmente bilíngues ou multilínguas porque quase todas elas além da língua portuguesa elas priorizam a as línguas nativas aqui na apresentação eh acaba que a apresentação tá se sobrepondo mas no arquivo aí para vocês ele tá correto tá essa as tradições culturais elas são passadas em mais de uma língua quase sempre a língua eh Portuguesa que é a língua oficial do país onde eles estão localizados mas sempre
tomando cuidado de manter a língua ancestral as línguas que são tradicionais daqueles grupos portanto a gente pode falar que é uma escola bilíngue né a concepção de escola bilíngue é essa uma escola uma escola que de alguma maneira eh instrui seu os alunos e mais de uma língua bom fora isso é uma escola específica e diferenciada por quê Porque ela concebe e é planejada também como reflexo das aspirações particulares daquele grupo indígeno então ela é específica embora ela tem uma diretriz como esse documento que é o referencial curricular nacional para para as escolas innas embora
ela temha um documento que vai reger todas as escolas indígenas do Brasil existe o espaço para que a comunidade Imprima a sua identidade naquela escola né então ela é específica e diferenciada porque ela traz com ela a ideia de uma escola única né de uma escola que é feita para aquele processo ali e paraa gente terminar aqui tem eh uma representação que é a representação de alunos na escola Capivara e aqui tem um texto que é uma uma espécie de eh relato né de experiência ou de impressão importante aí do Jessen dos Santos que é
um professor banila do Amazonas e aqui diz o seguinte Todo projeto escolar só será escola indigna se for pensado planejado construído e mantido pela vontade livre e consciente da comunidade então repare que é uma escola da comunidade o papel do estado e de outras instituições de apoio deve ser de reconhecimento incentivo e reforço para esse projeto comunitário não se trata apenas de elaborar currículos mas de permitir e oferecer condições necessárias para que a comunidade Gere a sua escola eh complemento do processo educativo próprio de cada comunidade a escola deve se constituir a partir dos seus
interesses e possibilitar sua participação em todos os momentos da definição da proposta curricular do seu funcionamento da Escolha dos professores que vão lecionar do projeto pedagógico vai ser desenvolvido enfim da política educação ial que será adotado perceberam turma que esses textos que a gente apresentou aqui que são percepções de professores indígenas eles sempre ressaltam essa ideia da característica de que as escolas devem ser pensadas pela comunidade e organizadas para a comunidade é como se eles estivessem dizendo o seguinte como os povos indígenas do Brasil são múltiplos diferentes diversos né bastante gênios a escola também deve
ser assim a escola também deve ser pensada de forma a abarcar toda a diversidade que os povos indígenas possuem e apresentam Então por mais que exista um documento que de alguma maneira V regir vá direcionar como os projetos políticos pedagógicos serão construídos existe uma questão própria da identidade indígena local que deve se sobrepor eles devem de alguma forma aprender e respeitar que a escola é a escola daquela comunidade isso que faz da escola indígena ser uma Escola Comunitária né a proposta é essa de pensar um ambiente em que a escola é Comunitária em que a
escola pode se guiar a partir daquelas referências do próprio grupo aqui tem as referências eh aqui deixa eu voltar uma aqui tem as referências do que foi utilizado paraa aula de hoje né eu coloquei aqui as referências para vocês essas referências tem aí o referencial curricular nacional para educação das escolas indígenas e o livro que é o livro que vocês vão acessar aí da biblioteca prestem muita atenção que esses documentos maiores que foram postados aí não precisam ser lidos todos né tem as páginas que vocês vão ler por exemplo o referencial curricular Nacional são algumas
páginas só a partir da página 17 Então não precisa preocupar não é o livro todo e esse livro eh histórias e culturas indígenas e educação básica tá na biblioteca da faculdade na Biblioteca Virtual então vocês vão conseguir acessá-lo aí e pra gente finalizar agora de fato eu queria terminar aqui com essa reflexão do Aílton kenac que é uma das maiores lideranças indígenas do Brasil hoje que ocuparam o meio acadêmico a mídia né ele de fato é muito importante recentemente Se não me engano ele até ocupou uma cadeira na na Academia Brasileira de Letras acho que
ele é o primeiro homem indígena que conseguir esse feito então vija no mundo todo onde ainda existem povos tradicionais na África na Ásia norte da Europa e norteamérica não importa o quanto estejamos afastados dos grandes centros urbanos temos que responder a Tantas perguntas que incluem desde escola saúde administração de terras negócios com terceiros basta essa lista para para exemplificar o quanto estamos todos sendo intimados a criar novas respostas para um grande número de perguntas que nem são tão novas assim essa frase pessoal ela mostra muito o seguinte o indígena ele é parte da sociedade atual
seja brasileira europeia asiática africana o indígena ele é parte do presente ele é parte constituinte da sociedade brasileira então a gente precisa pensar essas pessoas dessa maneira e não como parte do passado bom pessoal era isso né essa aula eu queria terminar ela aqui eh obrigado Manuel Obrigado queria terminar a aula aqui abrindo esse espaço para vocês caro vocês Caso vocês queiram perguntar alguma coisa a gente vai ter esse momento agora Se quiserem perguntar se quiserem compartilhar alguma coisa fiquem à vontade a gente ainda tem um tempo aqui cerca de 10 minutos né fica à
vontade pode falar Olá gente boa noite é mais assim compartilhar com vocês mesmo deve ter uns 4 meses atrás né foi foi eu e um pessoal da minha região que a gente foi lá pra cidade de Itueta onde que já faz parte do Sul né de Minas perto ali do Vale do Rio Doce mais ou menos naquela região né Depois de patinga aqueles pedacinho ali a gente visitou uma das tribo dos crenac né a gente pediu eh autorização né que tem que pedir aí uma conhecida nossa que mora lá nessa cidade pegou né autorização falou
quantas pessoas que estava indo né as pessoas que estavam indo e assim foi uma experiência muito bacana né a gente passou o dia com o pessoal lá assim a gente foi muito bem recebido né em questão assim café da manhã almoço até o um pouco assim de conhecer mais a cultura então assim foi uma experiência muito bacana que eu tive que legal Gislene muito bom essas experiências são muito enriquecedoras né os crenaques são povos muito importantes aqui da região de Minas Gerais essa experiência de conseguir visitar uma aldeia Isso é muito bom né já fiz
isso algumas vezes e é muito enriquecedor porque a gente acaba tendo contato com esse universo cultural deles que é muito diferente do nosso Então os valores que eles dão pras coisas pros Bens Materiais pra espiritualidade como que eles vem tudo isso é um processo que o aprendizado disso enriquece muito os nossos nosso conhecimento né sobre o mundo então de Fato muito importante muito legal essa experiência aí parabéns pela experiência é isso aí pessoal então a gente vai ficando por aqui terminando essa segunda aula o curso ainda tem uma aula a gente ainda faz a terceira
aula um pouco mais para frente mas seguindo nessa ideia aí de pensar um pouco os povos indígenas e como que a educação deles pode se organizar né a partir das diretrizes aí que o estado brasileiro eh cria e direciona Eu que agradeço stepan muito obrigado obrigado todo mundo aí pessoal tô a disposição de vocês precisando de alguma coisa me chamem e se não tivermos nenhum tipo de contato até lá até a terceira aula então um abraço para vocês boa noite muito obrigado viu fiquem com Deus aí até mais m [Música]