[Música] Salve salve meus amigos, estamos começando o nono episódio do podcast Ciência e Metal e hoje tenho à mesa dois convidados muito especiais aqui, o professor Carlos e a professora Juliana Pardil. E a gente vai falar um pouco sobre química, em especial óleos da Amazônia. Sejam muito bem-vindos. Sintam-se aqui bem recebidos na nossa casa. Muito Obrigado, professor. Obrigado, professor. Obrigado, obrigada. É bom. A gente pode começar aqui falando, eh, dando aqui as credenciar de você, né? Quem são vocês de um por um? Quem começa? Pode começar, fica à vontade. Bom, meu nome é Emerson, né?
Isso é Carlos Emerson, como Luciano bem falou. Eh, eu sou químico industrial, eh, professor da Universidade Federal do Pará. Bom, ah, esse ano são completo 20 anos, Né, aqui na na instituição. 20 anos. 20 anos. E com seu de cabelo ainda. Ainda, né? Tá certo. A genética me favorece um pouquinho. Verdade, professor. E assim, a gente eh inicialmente, acho que em 2016, o projeto vem desde 2009, mais ou menos, na idealização do Parque Ciência e Tecnologia, né, do Pará. E é uma associação entre o governo do estado, governo Federal, a UFRA e a Universidade Federal
do Pará, né, entre outras instituições. Interinstitucional, né? é um projeto bem grande. As duas universidades cederam o espaço para criar um ambiente tecnológico, onde tivesse empresas, onde tivesse eh a solução, né, de algumas problemas do cotidiano, estudos, pesquisa e prestação de serviço junto com a com a indústria mesmo. Perfeito. A gente vai entrar em detalhes adiante, né, J? Quanto tempo, quanto tempo, né, meu amigo? Então, eu sou licenciada em química, sou professora de química, né? Eh, sou atualmente estou como professora da UFPA, mas anteriormente eu estava na Universidade Federal do Amazonas, então ao todo aí
no ensino superior são 10 anos, né? e sou doutora em química, assim como professor Emerson. E nós trabalhamos juntos no Parque de Ciência e Tecnologia, né, no laboratório de óleos Da Amazônia, desenvolvendo pesquisa aqui com as nossas matérias primas. Muito bacana. Eu gostaria de começar a conversa então eh sobre conta um pouquinho sobre o laboratório, os laboratórios, na verdade, né, pelo que me parece que são vários grupos envolvidos nos projetos aí que vocês eh desenvolvem em pesquisas, né? Vocês eh primeiro de tudo, aqui de fora nós temos vocês como referências, né? vocês Produzem conhecimento dentro
da da da universidade. Isso é muito importante paraa sociedade, né? Né? Então, eu gostaria que vocês falassem um pouquinho dos laboratórios que existem por lá e que atividade vocês realizam. Eh, na verdade nós atuamos basicamente em dois laboratórios, né, Júlia? Sim, né? O laboratório de óleos da Amazônia, né? e o laboratório de catálise, mas assim são dois laboratórios, mas é um grupo de Pesquisa, fazemos parte de outros grupos de pesquisa. Hum, basicamente a gente trabalha do óleo desde a parte da da extração, né? A extração boas práticas, a transformação dos subprodutos, né? você tem as
cascas, o aproveitamento das cascas que vão desde a da do carvão ativado até a controle de qualidade do óleo. E o laboratório presta esse essa esse papel, sem falar na parte de extensão, né? Parte de Extensão na comunidade. Isso que é o tripé, né? O que significa essa extensão? A extensão é assim, a universidade ela tem ela ela é é moldada em três pilares, né? ensino, pesquisa e extensão. Perfeito. A extensão é eh, vamos dizer assim, você tem você ultrapassa o muro da universidade, você traz eh o conhecimento da da academia pra sociedade, então, pra
comunidade ao redor, comunidade ao redor. E aí a gente atende muito essa parte da Das eh dos povos originais, do pessoal ribeirinho, olha, a parte extrativista e tal. Legal. Eles participam, né, de de de de forma direta, pode dizer assim. Sim, participam sim. aí, eh, como ocorre, né, levando palestras e cursos para esse para essas comunidades, né, para, por exemplo, comunidades que trabalham com a catação de andiroba para vender paraa indústria, por exemplo. o laboratório vai até lá, né, para otimizar, no caso, ensinar a otimizar Esse processo de extração do óleo, né, o que fazer
com esse óleo, por exemplo, pregar esse óleo, produzir um um sabonete, alguma coisa assim, não é, Emerson? É, é, é porque na verdade a gente a gente tenta preservar a parte da cultura dessa que é muito importante. Sim. Pois é, né? Quem é quem é que eu eu eu fico muito muito eh orgulhoso quando a gente vai nas comunidades e eles trazem as pessoas elas trazem essas essa essa essa riqueza desses detalhes e é Uma cultura incrível. Por exemplo, quem nunca usou olho de andoba na garganta? Sim. Pois é, né? A gente aqui é muito
comum, né? inflamar diante do nosso clima, a variação brusca de temperatura da nossa região. Então, é comum termos esse tipo de de de problemas. Aí a nossa vozinha ou então a nossa mãezinha meleca. Ainda lembram disso, né? A gente tem mais ou menos a mesma faixa etária aqui. Ainda é assim, eu acho. Eh, Copaíba, não é isso? Andirovabaíba. e enfia na garganta, né, do filínio que está dodói para desinflamar. É isso. Exatamente. E essa essa essa essa tradição, essa cultura, ela ela é essa troca entre a universidade e a a as comunidades, é essa riqueza,
né? Muito bacana. É que a gente tenta tenta ver. E aí eu a Julie fala: "Ah, a gente vai lá ensinar, a gente vai dar noções de boas práticas, né?" tem a troca, as boas Práticas, né, e também absorver muito desse conhecimento popular que é tão importante, né? Há uma reciprocidade, né? O conhecimento acadêmico e o empírico ali da das regiões onde essas comunidades vivem e sobrevivem desses materiais. O que seriam essas boas práticas? Então, vamos começar. O óleo, o óleo como qualquer eh substância, ela vai, ela tem um tempo, que a gente chama de
na indústria de tempo de prateleira, né? Então ele vai degradar, ele vai oxidar, ele fica com gosto rançoso. E essas boas práticas vem daí, né? Para tentar fazer com que o óleo e principalmente as sementes elas tenham boas boa qualidade, né? Pro processamento. Bacana. Aquela máxima de uma maçã estraga o cesto inteiro, a maçã ruim é também serve para pras sementes. A banda podre, né? Ah, isso, a banda podre. Aí no caso, né? Eh, ensinar como conservar melhor Essas sementes, né? de que forma eles podem tá fazendo todo esse processo para que o produto, né,
que eles obtém, por exemplo, o Óleo, né, que é o produto final, que depois eles vão vender, por exemplo, lá no ver peso, ten uma qualidade melhor. Então, o o laboratório vai no intuito de levar essas boas práticas para essas comunidades. Essas boas práticas são, desculpa, interromper, Jô, são técnicas, né, que você escrever, posso citar um exemplo Bem bem prático para paraa comunidade dar uma ter uma noção. É muito comum a as comunidades, as pessoas elas elas querem ver o óleo. Então elas, esse óleo, eles são apresentados num frasco transparente. E o óleo ele não
gosta da luz, ele se degrada. É, entendeu? Aí eles aí coloca aí, isso é uma boa prática, né? a parte de selecionar a semente, então uma semente ruim pode avançar o processo de de degradação desse óleo. É eu lembro Que quando materiais como esses aí ficam expostos a à radiação, à luz, eles podem perder certas propriedades. É isso. Isso sim. Vocês podem falar algo sobre sobre isso, Jul? Sim, esses óleos, né? Eh, não só o de andiroba, como o de buriti, o óleo de dendê, né, que é muito conhecido aqui pra gente, todos eles têm
eh biocompostos ali, bioativos, que, por exemplo, quando expostos à luz podem sofrer algum tipo de degradação, né? Por exemplo, o óleo de buriti tem muito Betacaroteno que confere essa cor alaranjada pro óleo, assim como o óleo de dendê, né? E o betacaroteno, ele faz bem pra pele, pra visão, pros cabelos, tem uma infinidade, é bom pr pra desnutrição também, né? Olha, é a é a pró vitamina A, o betacaroteno. E aí se esse óleo, por exemplo, ele não for bem acondicionado, ou então se tiver acondicionado nesses frascos transparentes, né, sendo submetido à radiação, o V,
a luz do sol ali, né, na Prateleira, com o tempo ele vai se degradando, tá assim. vai perdendo as propriedades, os princípios ativos ali, né? O o betacaroteno, o tocoferal, que é a vitamina E. Então, ah, o a gente leva essas boas práticas justamente para que o óleo dessas populações, né, tenha uma melhor qualidade e no final tenha um melhor valor agregado também, né, que eles consigam ter melhores condições de venda até pra indústria mesmo desses produtos. no caso é um produto, se torna Um produto de melhor qualidade para ser, desculpa, futuramente industrializado. Ou seja,
eh, esses materiais da Amazônia, posso dizer assim, esses óleos, eles vamos chamar de riqueza, que é riqueza riqueza. Verdade. E a gente mora numa região que é uma mina. Pode ser, posso falar? Bom, perfeito, né? Mas assim, e voltando lá a a a composição desses óleos aí, então, e esses óleos apresentam várias ações, né? Ações farmacológicas, farmacológicas, sim. Eh, cosmética também, né? A maior parte desses olhos e uma um detalhe importante, Luciano, não posso chamar Luciano? Pode me chamar de Luciana. um detalhe importante. É, olha, galera, só para para para constar, eu sou Carlos também
e o professor que eu chamei de Carlos, mas ele é Carlos Emerson. Emerson. Então, eu gostaria aqui de fazer uma correção no flyer que tá lá está a professora Juliana Pardaíil, perfeito, bonitinho. Eu coloquei professor Dr. Carlos Emerson. Foi isso, perdão, Emanuel. Emerson, perdão, professor. Não, que que perfeito. Pois bem, voltando. E aí, a uma uma curiosidade é que esse esses olhos eles são o o mais importante e que você chamou bem atenção, essa essa reciprocidade. E, por exemplo, mais do que a gente falar sobre o óleo, as Características dele, é importante a gente falar
o seguinte, são bioativos da Amazônia, onde nós moramos. E essa e eh esses bioativos, eh, a gente fala muito lá no laboratório, né? Eles são eles são assim, é uma é uma forma da gente manter a floresta em pé. Perfeita. Porque se nós conseguirmos eh extrair dessa floresta bioativos, bioinsumos e agregar um valor para eles, seja um valor pequeno ou não, a floresta Se mantém em pé, né? Legal. E o que eu tô achando muito maravilhoso aqui é que vocês se importam em cuidar, em gerenciar o risco com relação, né, a esses materiais para que
eles nunca faltem. É isso. É a essa essa essa parte do gerencial risco. A gente não não no sentido de vocês estarem ali na naquela linha de frente industrial comercial. Não, mas vocês, eu, eu tô entendendo aqui que vocês estão deixando bem claro A a importância desses povos estarem trabalhando da forma que eles participam, né, na no processo de extração também, né, sem derrubar a mata, né? É isso, porque aí você vai ter o o tem uma história sobre o açaí que é muito legal, mas o açaí é agora virou um ativo muito valioso, todo
mundo, mundo inteiro, né? Conhece o açaí, exporta o açaí e essas comunidades que também boa Parte do açaí também é extrativista, né? Ele vai lá c e assim eles ficam bem ricos na época da da da safra do açaí e depois eles caem. Mas aí vem outra safra que é a safra das oleagenosas. Essas plantas que produzem óleos são chamadas de oleagenosas. Então eles podem, né, fazer essa essa e muitas vezes não não tem essa noção. Por exemplo, vou citar aqui um exemplo. A a a a Juliana lembra, né, Juliana? que a Juliana já tá,
a gente já é longa a data, né? É, a gente Já, a Juliana foi a minha primeira aluna de mestrado. Sim. Orientador. É, lá começou na graduação, na iniciação científica. Podia dizer isso, podia dizer, pode, pode, pode lá na, não, a gente começou lá atrás na iniciação científica, na graduação, aí depois no mestrado ele como meu orientador e também no doutorado. E aí, aí essa longa data a Juliana lembra, tem um óleo e é mais importante é a gente conhecer esses olhos e saber a aplicação deles, né? Sim. A Juliana tinha um óleo que ela
dizia assim, eu não sei se ela lembra, acho que sim. Aí ela dizia: "Professor, já já acabou as análises lá, a gente já pode usar o óleo". E eh por conta das propriedades que a gente conhece. Sim. Me tira uma dúvida aqui diante assim da da oleoteca. Oleoteca. Vocês têm ali uma catologação de de de uma infinidade de óleos, né? Só uma curiosidade, eu eh minha, né? Tem tem aí Vários várias perguntas que eu teria gostaria de fazer. Eu contei com responder. Mas qual é o óleo mais escasso que você tem? Tem tem um um
óleo mais escasso. Na verdade, me corrija se eu tiver errado, né? Todas essas oleaginosas elas têm ali o período de safra, né? Que a gente tem com a a os frutos, né? E tudo mais. Então, eh eh como no caso do açaí, por exemplo, que agora tá na baixa, né, a a plantação, mas assim, o mais escasso que tu dizes Ruim de produzir da de obtenção ou da obçã do processo de extração mesmo dele? Ah, sim. que tem um rendimento baixo. É, olha aqui há uma assim tem uma dificuldade maior assim para para para porque
o processo de extração ele tem, eu acredito, né, que sejam assim diversas etapas até encontrar ali a composição do do do óleo e tal. Ah, mas em relação à extração, né, são a gente tem alguns processos que pode ser com uso de solvente ou por prensagem, certo? Né? Mas assim que tenha uma baixa produção. Eu acho que o o óleo de açaí, né? É o açaí, o açaí é muito época, né? Eh, época. Qual é a diferença por exemplo pro óleo lá da da Copaíba? É, ele tá em abundância o ano todo. É, é que
só a Copaíba ela não é um óleo na verdade, né? É uma resina. É resina, não é óleo. É chamada de óleo resina. que comercializam óleo de coaíba. Que legal trazer isso aqui. Olha, então é porque assim, a gente Trabalha com óleo, a gente fala óleo, óleo é tudo que é isso aqui, ah, isso aqui tá oleos. A cerveja tá oleosa, nada, nada, nada, nada. Mas é assim, tudo que tem esse esse aspecto um pouco mais viscoso, é comum as pessoas chamarem de óleo, mas a composição química é bem diferente, né? Sim, é diferente. É
bem diferente. Aí ele é mais parecido com a resina. Inclusive o óleo de copaíba. Não sei se se se pode. Ele tira ele é tirado do tronco da Árvore, não de uma semente, não. Ele fura e aí ele vem, ele vem mais com a resina. E ele tem uma composição, um uma percentagem pequena que é parecido que são tressos gliceróis, né? Que é o trigliceríde que a gente conhece, né? A diferença do óleo para uma gordura são as composições do tamanho da cadeia carbônica. Eu só comprendi na época do ensino médio que era um composto
orgânico penal. Isso. Pronto. É um Composto orgânico. Resolveu. Resolveu. Resolveu. Ninguém aqui, ninguém aqui vai ser professoral para dar uma aula aqui. Não, imagina. Eu eu eu queria que vocês falassem um pouquinho mais do dos laboratórios, de de como é lá dentro a a a as atividades de vocês, as aulas de vocês dentro do laboratório. Disciplinas, como disciplinas que vocês a Jul a Julie vai dar uma aula porque a ela é uma das melhores que mais d aula. Pessoa que mais dá a Ju, quantos Laboratórios você trabalha? Bom, atualmente eu tô trabal trabalhando, desenvolvendo pesquisa
no laboratório de aulas da Amazônia na UFPA, certo? Eu em conjunto com o professor Emerson e tem mais o professor Adriano, que é o vice-coordenador também. O professor Adriano ele é mais da parte da biotecnologia, é uma equipe bem grande. Tem outros professores também, outros professores trabalhando conjunto, estão convidados a virem aqui, tá? Sim, J, Desculpa. Pois é, a gente tem essa equipe, né? Eh, tem alguns eixos de pesquisa no laboratório, a gente trabalha com aulas vegetais, com os bioprodutos, né, a eh bioinsumos da Amazônia, os resíduos do processo de extração do óleo, justamente para
quê? Para agregar valor a esses materiais. Então, o nosso objetivo no laboratório não é não eh eh só eh é de desenvolver um produto, né? Entregar paraa sociedade, por exemplo, um produto Utilizando os óleos e os bioinsumos, né? Além também da da parte da catálise, que a gente trabalha com catálise também utilizando alguns rejeitos de mineração, né? Produzindo esses catalisadores pra produção de biocombustíveis, né? Eh, e de bioenergia também. Bacana. Certo. E aí nós temos o diversos alunos com diferentes projetos de pesquisa, assim como também tem um um projeto, né, para produção de posso Comentar?
Você fala que pode, porque tudo em primeira mão, viu, galera? Eh, por exemplo, um exemplo, né? No que que a gente vai utilizar um óleo, né? a gente na produção de biocurativos, certo? Utilizando ali a as propriedades bioquímicas daquele óleo vegetal para produzir um biocurativo para eh melhorar a melhora do processo de cicatrização, né? Então a gente tem ali como objetivo sempre entregar algum produto pra sociedade. Perfeito. Perfeito. É um trabalho muito bonito, né? Eu gosto. A gente faz, a gente gosta. Olha lá a a participação da química na medicina também. Posso dizer isso? Então
você tem ali um paciente, né, com alguma lesão e aquele que essa tecnologia química que vocês desenvolvem cura, sara, é melhora o processo de de cicatrização. Cicatrização. Tem algum e qual o nome desse material aí, desse óleo? É, assim, especificam vários que tem essa propriedade, porque assim a a parte de escatiriação ela são eh são vários eh como é que eu diria? Eh, processos, etapas, né? São vários mecanismos. Então, desde de da da da um exemplo, a gente vai eh melhorar a umidade da hidratação da pele, porque fica da lesão, proteger para pr a ferida,
casquinha, aquelas. Legal. E vocês produzem muitos artigos por lá, não? Hum. A gente gostaria de produzir Mais, né? Não, mas assim eh eh eh é de se compreender, porque pelo menos eu olhando daqui da da sociedade, eu vejo que é um trabalho muito intenso, tanto que envolve toda essa equipe aí e demanda muito tempo, né, uma um uma pesquisa como quer dizer as pesquisas, né, relacionadas a a esses biomateriais. Isso, ó. A gente trabalha lá desde de de do aproveitamento das das cascas até o óleo em si. Uhum. Né? O óleo ele pode Vir da
polpa da da da outra fruta ou da amêndoa, né? Uhum. E tem alguns, por exemplo, tucumã, ele tá traz tanto da da polpa quanto da da amêndoa. Bacana. Então, os processos são diferentes, né? Amêndoa, para pessoal entender, né? O que que é amenda? Sabe a o caroço da pupunha que a gente não come porque diz que vai ficar burro, né? Aquele carocinho, aquele carocinho branco ali, aquilo é amêndoa e ali tem uma quantidade de óleo muito grande. Então a gente faz essa separação, o óleo da polpa e o óleo da amêndoa, né? do caroço, mas
popularmente falando do propriamente dito ainda tem da semente do carro tudo, né? Nem nem todas nem todas essas essas oleaginosas, ela a gente consegue tirar um óleo que a gente chama de óleo fixo, né? Que é uma propriedade especial. Óleo fixo que você se referem de de que parte é, professor? Da da da tanto faz tanto tanto da da amêndoa Quanto da pola, né? O óleo fixo é porque ele tem uma uma um um um grupo de de substâncias que são mais parecidos da mesma classe, né, que são estressos glicerão presente nas duas regiões. É,
aí a gente chama óleo fixo, por exemplo, óleo de soja, óleo de milho, são óleos fixos, fixos, né, que eles a a evaporação é mais temperaturas maiores e tudo mais. Legal. Isso vocês desenvolvem no só no laboratório de catal de de de de laboratório de óleos da Amazônia. da Amazônia. Qual era o segundo laboratório que o senhor falou lá no Ino de de a de catálise? De catálise que a gente lá atrás a gente a gente começou no laboratório de catálise e oleoquímica lá atrás. Oleuquímica. Mas assim, eles se complementam. Sim, sim, sim. É como
é que como é esse trabalho de vocês? O o da do grupo de pesquisa tem são vários professores, né? Professor Zamian, professor Geraldo, né? né, que da longa Data ele que que ele que começou o laboratório, professor Geraldo Narcisa. É, aí que começou tudo, toda essa parte de olhos. Eu eu eu na minha na no meu mestrado, doutorado, trabalhei com outra coisa, com cerâmica. Eu apareci nessa parte da da dos catalisadores heterogêneos com com minha minha experiência lá com a cerâmica, né, com os pozinhos e tudo mais. E essa essa simbiose é muito legal, Porque
a gente começa com a transformação do óleo, então a gente utiliza catalisadores para um processo, por exemplo, de biocombustível ou outros insumos, né, diferentes, né, mas para sempre com esse com esse intuito. Só que aí a gente se depara com essa com essa nova, vamos dizer assim, essa nova ideia de de prestação de serviço de um laboratório mais mais próximo da comunidade, da sociedade, né? Aí surge o projeto do Parque Ciência e Tecnologia. Aí a gente vai para lá, o laboratório fica, o outro laboratório fica lá na universidade, professor Geraldo, Zamiã, gente, mas é um
grupo de pesquisa só, né? É uma política pública isso. É uma política pública, mas muitos projetos são privados. Aí, então há um a existem as parcerias públicas. Você podem falar um pouquinho dessa parceria, como assim e é uma grande oportunidade que eu acredito que seja para pr pra instituição, né? valoriza o que vocês Produzem de conhecimento ali, que é muito rico. Eu eu penso até que deveria ser melhor divulgada também, né? Tem coisas aqui que eu acabei de ouvir que eu não não tinha noção, né? Eu queria eu queria assim que vocês falassem um pouco
dessa parceria, como é que acontece? Acho que pode explicar o o parque, o parque de ciência e tecnologia, né? tem, é, é muito grande, tem algumas empresas, alguns laboratórios da UFPA, alguns laboratórios fora da UFPA, que são até Privados também, né? E a universidade ela tem um contrato, né, com a a Fundação Guamar, que ela que administra o parque. Ah, tá, né? Então aí a Fundação Guamá, ela vai administrar o parque e ela entra como um facilitador, né? Aí a gente faz a Fundação Guamá, por exemplo. Vamos, vamos lá. Você que esse é um grande
desafio pra ciência, a gente tirar as nossas nossas pesquisas da gaveta e Colocar na ponta, né? O que a gente chama da transferência dessa tecnologia. Esse é o grande desafio, né? Sempre, né? Então, qual que é o passo? A gente faz, a empresa, vamos supor, se interessa por uma das pesquisas, aí ela vai patrocinar ou então ela quer fazer um controle de qualidade, ela quer fazer alguma coisa no na no seu processo. Ela vai lá no laboratório, conversa com a gente, a gente apresenta o plano de ação, vai para vai para pra Fundação Guamar. A
Fundação Guamá dá o OK e a gente presta o serviço. O dinheiro não vai pra gente vai pra Fundação Gamar pra fundação e a gente e e reverte para os para tocar o laboratório de uma forma na verdade vocês que tornam toda essa cadeia aí é eh o processo é é efetivo a partir desse desse conhecimento, né, produzido dentro. É. E ele é o quê? Ele é ele é sistematizado entre entre as empresas, né? E uma coisa que eu gostaria de perguntar, Eh, há sim um investimento adequado hoje em dia na na nos laboratórios de
de de de que vocês desenvolvem essas pesquisas? Eu nem eu nem vou falar da da da parte da política pública do governo federal de uns tempos anteriores. É recente pra gente não entrar no debate leite aqui. Exatamente. Mas assim, é bom sempre frisar que pesquisa em qualquer lugar do mundo, ela ela tem que ter uma mão pesada do governo, mão de ferro, né? É Porque é investimento é mais é mais eh, vamos dizer assim, concentrado no desenvolvimento. Mas assim, fal o que falta na minha opinião, é mais uma um ambiente inovador para que essas Qual
perspectiva, professor? estruturação dos espaços ou, né, nesse sentido, na verdade é um ambiente inovador para que essas essas essa transferência de tecnologia entre a universidade e o o setor privado ou a sociedade, ela seja Convertida, né? Porque, por exemplo, vamos citar uma um um um a gente desenvolve lá no laboratório um um biopolímero biodegradável. Uhum. Ponto. Então, a gente tem um biopolímero, biodegradável e ele fica lá. E aí vai ficar engavetado lá na universidade. Aí uma pergunta que eu faço agora para vocês, quantos quantas tecnologias vocês já não produziram e e e e estão nessa
condição por falta de de de incentivo. Posso Falar isso? por falta de de desse ambiente inovador. Eu acho que é um ambiente inovador, porque assim, você pode chegar e dizer assim: "Olha, Juliana, é, vamos investir aqui no teu projeto, né?" Certo? Aqui aqui a gente a gente pode dar inúmeros inúmeras, vamos dizer assim, casos de sucesso que foram eh vamos dizer assim, obtidos de forma sem uma metodologia científica, sem academia, uma tentativa é erro, vem de sucesso e e grande sucesso. A a Por exemplo, a cachaça de jambu Uhum. Maravilhosa. Eu adoro, né? Mas assim,
a a Lady Bear, professor Lady, Lady Be, a a a academia já sabia do conhecimento do Espilantol, que é aquele o nome daquela substância do Jambu, do Jambu, o princípio ativo que dá aquela tremedeira na língua. Isso, já sabia isso lá atrás, mas aquela expertise de jogar dentro de uma de um e e se estrai com álcool, né? E a cachaça eu nem preciso dizer que tem um teor de álcool lá em cima, né? Verdade. E aí precisou se experimentar essa coisa e é recente, né? Mas esse desenvolvimento, essa essa esse ambiente inovador é que
talvez a sociedade precise pra gente pra gente apostar e assim apostar em boas ideias, né? É bons direcionamentos. Por exemplo, a gente tem tem uma captação de recurso que vai bem bem bem do que ao encontro do que eu tô falando. Por exemplo, você tem eh um edital, um projeto, um dinheiro, né, do Governo federal. A empresa ela se interessa, vai concorrer com aquele para aquele edital, mas ela precisa ter um INCT que toque. Uhum. Ou seja, vai ter que ter uma universidade ou algum outro órgão para tocar aquele projeto. Uma coisa é burocrática, né?
Um pouquinho. É um pouquinho. Tudo muito burocrático. É, professor, mas assim, eh, diante desse ambiente propício, Inovador, inovador, todo mundo ganharia, né? A a a a instituição, a universidade, as empresas, a sociedade, né? a produção de conhecimento, ela se intensificaria ainda mais, né? Porque parece que é um uma coisa assim, um processo em cadeia, né? Mais você tá envolvido com a indústria, mais você vai ter que produzir conhecimento, né? Sim, porque a gente tá ali, né? Nós fazemos parte da universidade e como o professor bem falou, a universidade é o tripé, né? Sim. ensino, pesquisa,
extensão. Então, a gente tem que produzir e devolver esse conhecimento, né? Legal, bacana. Bora, bora, bora voltar para tuas aulas. Aul aula porque olha, o nosso tempo voa aqui, a gente ainda não tá nem na metade, mas tem tanta coisa para falar. Bacana assim, quais são essas disciplinas aí que você tá ministrando? as disciplinas. Então, eu sou professora de química inorgânica da Universidade Federal, certo? Então, eu pego as ministro as disciplinas de química inorgânica e de química geral, tá? Aí, química inorgânica, vamos lá. Aí a graduação, né? graduação a nível de graduação. Então, desde as
aulas experimentais, né, pros alunos da graduação, as aulas teóricas no na sala de aula mesmo. E aí a gente tenta, né, fazer essa essa extensão dos alunos de graduação, levando eles pro laboratório também e vai e eh dando falando aí e eh E eh licenciatura e bacharel, né? É isso. É a química, a faculdade de química. Hoje nós temos três cursos, que é a licenciatura em química, o bacharelado em química e a química industrial, certo? E você ministra para as três aulas, pros três, pros três cursos, né, da faculdade de química. Mas a química ela
eh ela atende a toda a universidade, né, a todos os cursos que precisam de química. Se o aluno da licenciatura desejar fazer um Mestrado na pesquisa, ele tem essa liberdade. Será bem-vindo. A gente bem-vinda. Eu sou um exemplo. Eu sou licenciada. É, eu sou da licenciatura em química, então eu sou professora de química, né? Da licenciatura. Profess química e e professora de química. Eu sou professora. A minha graduação é, né? A minha base é a licenciatura em química. Eu sou professora, que eu sou habilitada para dar aula de química, tanto pro Ensino fundamental, médio e
superior, né, com as pós-graduações. E o caminho de volta acho meio complicado, né? O o o aluno lá que é do bacharel vai fazer uma pos na área do ensino. É meio pode. Se ele quiser fazer pode. Ah, eu eu eu acho que essa troca de de de informação é importante. Maravilhosa, né? Não tem como desvincular o ensino da pesquisa. Elas são não tem como complementares, né? Até porque no Laboratório você tem alguma alguns algumas técnicas, alguns passos que eles precisam ser ensinados também. E aí ele vai ser ensinado pelas técnicas. Perfeito, né? Então para
isso que a gente aprende lá. Quais são os programas que tem de pós-graduação lá a nível de mestrado? Ah, tu falas a sigla lá da química mesmo. A gente tem o PPGQ, PGQ, tem a biotecnologia, Biotec, né? meu programa de pós-graduação em biotecnologia. Mas aí no caso só Química, só só química é o PPGQ, né? É o pós-graduação em química. E esses esse outro biologia química eles têm biologia, química, tem física, mat, é mais uma a aplicação dessas ciências, né? No caso é é de ensino essa esse programa. A biotecnologia não, não. Esse esse esse
esse esse último aí da biotecnologia é o mesmo, né? Desculpa. Biotecnologia, PPGQ. Isso aí tem o o programa da de inovação farmacêutica, tem o programa de ciência farmacêutica, São vários programas lá. Uma galerona, farmácia, todos da natureza. Bora lá. numa, né, que núcleo de meio ambiente que trabalha mais com a parte da da da das comunidades. A gente tem tem permeia em várias várias não que participamos em todos a gente a gente contribui com aquilo que eu te falei, né, a a química, né, a gente atende basicamente a toda a universidade, basicamente. Sim, certo? os
cursos de tecnologia, né, que quais São os cursos, as engenharias, né, a que a a UFPA dividido em campos básicos e campos tecnológico, né? O nome lá do do do campo do do campus de vocês, não, aliás, do do do instituto. Ô, meu Deus, ciências exatas. Como é que 100 tem? Foi até falado no último no último episódio aqui sem eu sempre confundo o o nome. Bacana. Legal. Eu eu dou aula na, por exemplo, você é e o que permeia, né? Eu ministro aula na faculdade de de Restauro, né? De conservação e restauro. É um
curso novo esse, né? É novo. É novo. Ele funciona ali na igreja de da Mess. M6, perdão, tá até sendo sendo reformado agora. Passou por uma reforma. Isso. Desculpe, porque me perguntaram desse curso tem pouco tempo, aí eu lembrei, tá? Isso ministrou aula lá. Seu ministrou aula de pro para tu ver só, né? Sexta-feira até Meio-dia. Coitado. Para tu ver só onde onde a gente vai, né? É onde é que a gente lá lá tem uma tem uma tem uma uma parte da da disciplina que é uma parte experimental, onde a gente pega o óleo,
porque a gente esses grandes pintores, eles utilizavam esses olhos para pintar, por isso que a gente chama tinta óleo. Ah, aquele quadro de tintar óleo, eram óleos olhos, óleo etela, uma coisa assim mesmo que eu já ouvi falar. É. E aí eles pintavam. Então a gente faz uma prática lá que com óleo fazendo uma tinta, né? tinta óleo, pigmentos naturais também, pigmentos naturais e tudo mais para atingir a coloração de aí vocês fazem uma reação lá para tu ó, não sei se se tu conheces, ó, já ouviu falar da linhaça? Com certeza já comeu, né?
Linhaça como faz parte da minha dieta. Pois é, a linhaça ela é muito utilizada nesse processo de tinta óleo porque ela tem uma propriedade Semiseecante muito boa, né? Que é eh aplica ali no pigmento e usa para pintar a tela. Então para você vê só, né? Os óleos eles estão basicamente aí em tudo, tanto na tua dieta, né? Na tua dieta lá na na tela que o cara vai pintar, né? Legal. Na na farmácia. Na farmácia, né? na na produção de nossa química é linda, cara. Eu acho que essa é a sua máxima. A química
é linda. Legal. Meus queridos, tem um momento aqui que se chama cardápio científico e cultural, que eu Preciso, que são, na verdade, dicas, né, que eu faço de de leitura, de eventos e etc. O momento. É, agora eu preciso fazer eh essa essa divulgação aqui. Ah, tá. Que na verdade eu cometi uma grande injustiça no último episódio, que foi ter não ter falado a respeito desse clássico aqui, ó. Tá? O livro do Silvio Salinas. Esse livro aqui eu eu trago no Vini Folha, ó. Eh, da Iduspe, né? seu título é Introdução, a física estatística. E
eu gostaria de eh falar um pouquinho sobre ele. Eu trabalhei com esse livro aqui na no mestrado e na graduação também um pouquinho, né? Hum, que legal. Eh, eu queria destacar, eu trouxe até a minha coline aqui, né? Eh, desse dessa leitura, o capítulo 10, que ele trata do condensado de Bastin, tá? Então essa obra aqui, na verdade, ela tem toda aquela física dura, ela ela descreve matematicamente, né, a Importância da matemática aí, né, sem a sem o texto matemático, a ciência fica um pouquinho fronqueada, né? Então aqui tá toda todo o cálculo que nós
chamamos de física dura desse capítulo 10 que trata do condensado de Bols em Ashtin, tá? E vocês podem ver eh em outras fontes a a questão da experimentação criada pela equipe do do de Cornell, Wiman e Ketelli, tá? que eles renderam o prêmio Nobel em 2001. Eles desenvolveram aquela Aquela armadilha óticomagnética, né, que eles trabalhavam, trabalharam com átomo de rubídeo 85, se eu não me engano. E ali eles conseguiram a transição de fase desse material, né, comprovando a teoria que foi eh elaborada lá em 1925 pelo indiano Bowen, esqueci o primeiro nome dele, e o
Einstein, né, comprovada matematicamente. E a experiência chegou, olha a experiência aí, né? Sim. em 1995, lendendo 1 milhãozinho de dólares Em 2001. Tá legal? Olha aqui, galera. Tá bom? Esse aqui não sai da minha biblioteca. Ver mexe é o capítulo que eu mais gosto porque foi que eu estudei com o professor Maia na época lá na no mestrado. Uma figuraça. Maia, o senhor está convidado para vir aqui a gente tomar uma cervejinha, tá? E o e o cardápio cultural, né? Eh, eu trago essa banda aqui para vocês, ó. Draconi da Suécia, tá? Conheci essa Banda,
na verdade, há pouco tempo, acho que tem uns 3 anos. Essa banda é de 94, tá? O meu diretor vai colocar, vai dar para colocar aí, diretor, tá? vai colocar um trechinho do do de de um clipe maravilhoso. É uma banda de Doom Metal e é um é o meu estilo favorito dentro do universo do Heavy Metal, tá? E estou aguardando o retorno dessa galera no Brasil para conhecer ao vivo, porque eu tenho várias coisas no meu Computador. Vale a audição, tá? Vale conhecer. Muito bacana. E vamos dar continuidade aqui ao nosso segundo tempo. Pode
ser, meus amores. Pode. Vamos, querido. Legal. Olha, eu eu eu queria falar das coisas assim mais eh eh eh eh eh ali dentro presenciais dentro do do do laboratório de vocês. Cara, eu peguei para ler o algumas coisas do do dos do processo do do no laboratório de catálise e não é peginha pegadinha, não É mais uma orientação, né? Eu eu cadê a minha cola? Tá aqui. Eu queria que vocês falassem um pouco lá da da o que é esse esse no processo, diante do processo de extração lá dos olhos, né? Eh, o que é
a a etapa da secagem, da moagem, hidrodestilação. E eu li uma coisa chamada Cleenvager. Clever, não é isso? Centrrif. Ah, isso aqui é fácil. Isso aqui eu vi, eu lembro. centrifugação, né, que tem a ver Com preparo da amostra lá, né? Não é isso? Sim. Separação. Isso. E e e isso aqui eu tô falando aqui, mas eu gostaria de comentar, né? É a questão da cromomo cromatógrafo de gases, gasoso, cromatografia gasosa. Gasosa e o espectro lá, o outro lá espectrômetro de de massa. Que significa cada coisa dessa aí? Rapaz, muita pergunta agora. Muita pergunta. É,
vamos. É porque eu achei bonito. Eu, eu, eu, eu eu obviamente tu achaste Bonito o nome, né? Não, não foi o nome, o processo que eu achei legal que eu vi na internet, né? Quando eu olho da olho óleos da Amazônia, eu fui buscar, cara, é uma mão de obra muito louca. É muito porque olha só, vocês já praticamente responderam esse início todinho lá no no no no programa, que é a parte da secagem, que que eu acho que acredito, desculpa, me corrijam, tem que começa lá na comunidade de que começam a extrair. É Isso,
não? Mais ou menos assim, a gente tem que separar duas coisas. Primeiro que é o desafio que as comunidades têm paraa produção, porque são eh extrativista, basicamente é extrativista, já é uma é é diferente da soja que, que que tá plantada lá, vem uma máquina linda. Esse ponto é muito de perfeito, é extrativista. Então o desafio é muito grande. Vou te vou te contar uma historinha da da comunidade que só a Gente só consegue quando a gente vai lá, né? bota o pé na estrada, na verdade no barco, né? Tem uma uma uma leginosa chama
Muruu, uma palmeira, certo? E ela ela vai te dar uma sementinha e essa semente ela cai. Então o pessoal vai lá tirando, catando aquela semente, vai juntando. Então ela precisa secar, né? Tudo bem. Só que isso tem que ser rápido, porque quando ela ela é produz ela começa a produzir agora no começo do ano, ela cai no começo do ano. Então se Você não não não coleta rápido amarelo e só pode diante desse dessa situação, professor, qual? Quando ela cai, ela não pode ser removida do Só não, porque porque essas oleaginoses, geralmente o processo delas
é assim, elas começam a produzir o óleo já no final no finalzinho do estado de maturação. Olha aí o detalhe. Então você não pode arrancar antes, né? Não pode arrancar, é, digamos assim, ah, vou arrancar o fruto verde, vou esperar Amadurecer. Isso não acontece. É mais difícil. É mais difícil. Aí ele ele produz menos óleo para ser bem didático. Didático. Tipo assim, se eu quiser arrancar, perdeu propriedade. É porque quando você arranca, alguma, alguma é um cacho, por exemplo, é um cacho. Ah, tá certo. Você vai vai ter alguns que estão maduros, outros não. Então
você vai esperar todos eles ficarem mais maduros. Bacana. Aí eles vão caindo. Aí ele cai. A polpa dele você não tira o óleo, você Vai tirar só da amêndola. Na verdade é uma manteiga, né? Diferença de óleo e manteiga é só que é composição. Composição apareceu outra outra outra outro estado da coisa que eu já falaram em óleo resina agora manteiga. É a manteiga. A manteiga na verdade é porque na temperatura ambiente ela é sólida. Maravilhoso. Bacana. E o óleo ele é líquido a temperatura ambiente líquido. É lógico que tem uma uma pequena Diferença na
na composição química dele, mas é não é muito grande. E assim, então as comunidades elas precisam ser rápidas. Por quê? Porque quando vem uma maré alta leva tudo isso e você só vai eles vão para outra praia e você não pega. Aí vai acaba indo lá para para exemplo o Marajó. Lá no Marajó tem muito, sai, sai de um lugar e vai sempre chega lá numa numa, eh, numa praiazinha que tem, vai tá lá, tá sempre murumuru. Você olha Assim ao redor, não tem um pé de murumuru. Olha lá, mas é porque a marete traz
da mata e tudo mais. Então aí eles só vão poder pegar de novo quando a maré baixar, mas até a natureza participa do processo, né? É. E e e e para você chegar nessa perto dessa dessas árvores, dessas árvores, elas têm muitos espinhos e é muito é muito difícil. E a logística também de você secar e entregar na empresa, na na na quebrar aquela porque ela ela ela tem carp, você Vai ter que quebrar aquilo ali como a nós. É a amêndoa que tá lá dentro é que vai que vai produzir o óleo. Só que
você não pode quebrar antes nem depois. E tem um processo, e a gente trabalhou no projeto ano passado com a uma grande empresa, que o processo da quebra, até o desenvolvimento dessas máquinas é difícil, porque para cada uma delas você tem uma velocidade, você tem uma quebra diferente. Então, as próprias comunidades, as próprias comunidades Elas produzem essa, esses equipamentos em conjunto com essa com essa empresa. É, é fantástico. Tem equipamento assim artesanal, professor? Tem ou a universidade sede se matade artesanal? Olha aí o conhecimento local lá, né? É. E assim, eh, a gente tem que
separar bem, por exemplo, vou vou vou espero que que ninguém me processe. Mas assim, o óleo, por exemplo, da andiroba, que a gente Conhece muito, o óleo de andiroba, quando ele é tirado artesanalmente, ele tem uma qualidade bem elevada e ele, só que você vai extrair muito pouco, né? você extrai pouco. É que a gente chama que a extração com que é o processo você falou, né? A gente vai o óleo ele vai est dentro de uma, de uma pequena cápsula, então a gente ele não vai querer sair de lá facilmente. É a coisa difícil,
uma mão de obra esse trabalho com óleo da Amazônia. Talvez é, Então a gente aquece, né? O processo é mais ou menos, tem que aquecer, tem que esperar secar, né? Então a fruto fica seco, você quebra, você vai raspando artesanalmente. Agora transferir isso para um processo industrial, aí eu desafio. Uma escala maior, juntar to, juntar todas essas sementes em um local só, né, para ficar mais econômico. É um desafio pra indústria, né? Agora assim, o óleo o óleo o óleo extraído de forma Artesanal é espetáculo, né? desde que não tenha tenha as boas práticas e
tudo mais, é um espetáculo. Então, a gente tem que separar bem. O artesanal ele tem o seu valor, o industrial também. Você não vai eh pegar um insumo desse valioso, colocar, por exemplo, num cosmético e trabalhando de forma eh artesanal. Você vai ter que industrializar para ser economicamente viável. É, é, é, professor, desculpa, Minha professores, desculpa a minha. Sim, vão aí, voltando aí, então, essa parte da extração, nós temos algumas eh são diferentes processos. Você citou aí hidrodestilação, clev, são equipamentos que são Então, tudo depende da da manipulação desse desses desses materiais. Juliana, né, tô
falando é muito já. O o Emerson ele é muito, eu deixo porque ele tem uns detalhes assim que prendem, né? Não, mas é normal, mas assim, mas Mais especificamente, né, a nível de laboratório, que a gente faz uma coisa ali em pequena escala, né, que tu falaste da secagem, moagem e tudo mais e depois a caracterização desse material. Eh, os processos são diferentes, como o Emerson falou, por exemplo, para óleos fixos, né, que ele definiu ele definiu óleo de soja, milho, enfim. Eh, o processo a gente pode fazer por prensagem, né, a frio, ou então
por extração para sol, a partir de solvente, Por solvente, né, em pequena escala. E aí o que que a gente vai fazer? a gente precisa pegar aquele fruto ali, né, da aquela oleaginosa. A gente vai separar as partes de interesse, separar a polpa da amêndoa, né, nesse processo. Aí tem que quebrar o caroço, que é muito difícil quebrar esses caroços. Alguns deles são bem duros. Uhum. Bem duros. E aí a gente vai partir pra secagem, né? Esse material tem que tá o máximo possível Livre de umidade para que a gente possa fazer esse processo de
extração, porque a presença de água em excesso pode acelerar o processo de degradação desse óleo. Eh, então a gente seca, é um catalisador, a gente seca esse material. Aí depois de que esse material tá seco, né, e tem que ser numa temperatura controlada essa secagem para que também não ocorra uma torra desse material, a gente vai Triturar, né, essa polpa, esse essa essa amêndoa para depois prensar, né, esse material ou então extrair com solvente, né, processo pra obtenção do óleo fit. Depende, né? Depende, porque às vezes você vai conseguir um bioativo que também tem um
um valor agregado bem bem alto. Bem alta. Verdade. Aí eh tu falaste do Clever, né? É, tem uma diferença que o Clevenger é para extração de óleo essencial que aí é diferente do óleo fixo. Isso que eu ia Pedir para vocês definirem. Óleo fixo é uma praia. Óleo essencial. Perfeito. São substâncias. du obstâncias diferentes. Legal trazer vem os óleos fixos eles têm uma uma composição basicamente de triacoglic aí vai variar conforme o tipo de óleo, o tipo de aginosa, mas basicamente são misturas de trióxiglicó, basicamente isso. E os óleos essenciais não são outras substâncias que
ali permeiam. A Porcentagem de óleo fixo, né, de triacoglicerides nos óleos essenciais já é reduzida, né? É bem reduzida. eles vão ter outros compostos bioativos, né? E os óleos essenciais, eles são muito voláteis em relação aos óleos fixos, por exemplo. E e a gente eles são muito usados em essências, essências, como o próprio nome diz. Ah, por isso que ele vem, é por isso que ele vem desse, desse, desse essencial, né? rapidinho. O o o óleos essenciais Relativa essência tem uma volatilidade. Bora citar três exemplos aqui. O o o do açaí pode ser o açaí
fixo. É fixo. Beleza. Olha, a gente aprende pelo erro, hein? Que mais? Óleo do cupo açu. Tem manteiga. Manteiga do caroço. Mas a gente também pode. Mas a gente também pode tirar óleos essenciais, por exemplo, do cupoçu. Sim. São os processos são diferentes. É a questão lá da extração, né? Tipo de extração é diferente aproveita outras partes. Outras partes. Os óleos essenciais, por exemplo, eles podem ser obtidos através de folhas, de flores, né? De outras partes da planta. Vamos citar um exemplo para para ficar fácil para para quem tá vendo a gente. Maracujá todo mundo
conhece, correto? Perfeito. O maracujá, a gente tira o óleo fixo da semente do maracujá e os óleos essenciais das flores e e das folhas do maracujá. Pronto. Pronto. Sim. Se aproveita tudo. Partes diferentes da planta, né? Sim. Aí, tá vendo só, gente? Olha lá. definir definiram aqui eh diferenciaram aqui e o que é um óleo essencial de um óleo fixo, né? Para mim tudo fazia uma de forma bem simples, né? Aí tu fala da cromatografia gasosa, né? É uma técnica. Pois é, a cromatografia que a gente é uma técnica que a gente usa no laboratório,
é, a gente usa no laboratório essa técnica para caracterizar a composição desses óleos, né? Quais? Por exemplo, os óleos fixos, a gente já falou que eles Têm a composição, eles são majoritariamente constituídos por triglicerides ou triacilogliceridis, né? E a gente utiliza essa técnica para saber quais os triglicerídeos estão presentes naquele óleo, né? Então, o óleo de maracujá tem uma composição X, o a manteiga de poaçu tem uma composição Y, né, de triaciglicol, de triaclicerol, o que vai influenciar justamente na na Na aparência, né? Por exemplo, a manteiga de poaçu é sólida, o óleo de maracujá
ele é líquido, amarelinho, né? Então é a quantidade, né? E o tipo de triglicerídeo que tá presente ali que vai dar essas características. E a gente determina isso por cromatografia. E aí a cromatografia tem gasosa, líquida. Qual é esse equipamento? É soft é é basicamente é manual também a parada mais ou menos é mais ou menos é Porque assim você e a Juliana é mais a praia dela, ela ela ela ela usa com mais frequência. Desculpa, gente, era para ter trazido a imagem aqui porque eu tô eu tô confundindo com uma outra um outro aparelho.
Sim, sim. Qual? um um de catálise, um reator, eu acho que é, eu acho que eu tô confundindo com esse, porque o cromatógrafo é assim, ele você vai jogando na substância e ele vai ele vai tipo e eh eh segurando, ele vai ele tem Uma coluna, tempo de retenção que a gente chama aí a gente chama um tempo de retenção. Então as substâncias elas vão elas vão ficando presas. Eu vou falar num linguajar assim mais tranquilo. Então elas vão ficando presas. E aí com o aquecimento elas vão sendo liberadas. Então elas vão ser liberadas em
tempos diferentes. Porque a a a força que ela vai se ligar naquela, vamos dizer assim, naquela coluna coluna ou naquela eh espiral, naquela Peneirinha, que ela vai uma peneira, né? que ela vai se segurar lá, vão ser diferentes e aquilo dali vai caracterizando o comportamento desse de de é dessa dessa dessa dessas moléculas, dessa dessa estrutura a força de ligação. A força de ligação ela vai ter uma fina, hein? A aí ela vai ter uma força de ligação, a outra que é um pouco mais um pouco diferente vai ter uma outra força. Então elas vão
saindo em tempos diferentes. É, e isso depende da Do comprimento da cadeia carbônica daquela molécula, né? Do tamanho da Mas a gente já tá indo mais para quinta agona, né? Não, perfeito. Entendeu? Mas de forma simples. É. É. E aí o que vai diferenciar essas e, por exemplo, cromatografia líquida e da gasosa? É porque a maneira é um gás. A líquida é um líquido que vai ser aprisionado lá e da da espectroscopia. Pois é, da do espectrômetro de massas. É uma técnica diferente. É, não é a Técnica é igual, o detector é que é diferente.
A maneira que você identifica, dispositivo lá é o que você identifica essa essas substâncias são diferentes. Aí no de massa você já pode partir pra identificação de outras substâncias, não só dessas. Ele tem um a dependendo do tipo de detector tem o V, tem um que ele ele é mais utilizado ou ou ou depende do que você o que a gente mais usa lá é o é o é o é o cromatógrafo de massa da V. Eu pensava Que um substituiu o outro, né? Não, a gente acaba usando acoplado do estado, né? Mais o o
acoplado pro pro A técnica é igual, né? Bem parecida. cromatógrafo. É, é tanto que chama CG massa e CG sem ver. Todos os dois são são gasosos. Bacana. Mas enfim, lá no laboratório de vocês, né, como é como é que vocês estudam, calculam a absorbância? São são são na na composição, na propriedade desses materiais. Eh, a outra grandeza dimensional que eu anotei aqui também, a transmitância. Ah, tu tá falando de infravermelho. É, sim. É, tem um estudo porque o meu o meu a minha dissertação é sobre radiação infravermelha. Ah, legal. Que bacana. Mas pula essa
parte, ensinando esse podcast vai var, né? É, a gente então, mas o infravermelho também é uma técnica de caracterização dos óleos que a gente utiliza. É uma Técnica bem poderosa bem utilizada. Poderosa. Como assim? Por exemplo, o infravermelho é uma técnica utilizada para você, porque são do dois tipos de medidas, mas basicamente que a gerometa química faz, né? Aí você faz ou quantitativo ou qualitativo. Quantitativo é você dá a quantidade, quantificar aquela substância qualitativa e que substância que é aquela. Bacana isso, né? O infravermelho ele pode fazer as duas funções, as duas Situações. Isso. Controle,
por exemplo, controle de qualidade do leite que tem uma gordura. Perfeito, né? Ele o o infra é feito por infravermelho. Pode ser feito por infravermelho. Legal. né? Basicamente, só que o mecanismo, os suportes lá são um pouquinho diferentes, mas ele ele faz. Aí a gente algumas substâncias pra gente identificar, ah, será que tem um pedaço? A gente pode fazer por pro infravermelho qualitativo. Uhum. Né? A gente separa, tem outras Técnicas, tem várias outras várias. Mais uma. Eu fiquei curioso de várias e vocês vão ter que voltar. tem uma técnica que é é é muito usada
no óleo e aí fica fica a dica, né, quando vocês forem consumir óleo aí qualquer um é a acidez. A Juliana pode falar melhor, né? A acidez é um lá no laboratório a gente faz algumas caracterizações físicoquímicas para testar a qualidade desse óleo, certo? E isso que o o Emerson tá falando, que a gente chama de Índice de acidez, né? Eh, todo o óleo e gordura, com o passar do tempo e as condições de armazenamento, eles vão sofrendo um processo de degradação e essa degradação vai aumentando a acidez, né, daquele óleo e daquela gordura através
da liberação do que a gente chama de ácidos gráos livres. Isso, certo? E a gente mede no laboratório a quantidade, né, desses ácidos gros livres desses em função de de uma um um do da acidez da da do pH, não é pH, pH é Uma outra coisa. É, a gente faz uma técnica de a gente faz uma neutralização, ácido base ali, uma titulação, não sei se tu conhece, né, a gente chama, é uma titulação que a gente utiliza muito na química. Então é um, ocorre ali uma reação de neutralização ácido base e a gente vai,
o que a gente calcula é quantos miligramas de hidróxido de potássio, né, que a gente chama ou de sódio, que é o KOH ou o NaOH, são consumidos ali para Neutralizar aquela quantidade de de de ácidos grassos livres naquele óleo, né? E aí tem uma determinação da Anvisa, né, que para óleos comestíveis é de até eh quatro até 4% ali, né? Eh, indicada, né? Vai morrer. Não tem nada, não tem nada disso. É 4 mg de KOH, que é o hidróxido de sódio, de potássio, por grama de óleo, né? Então, se a o índice de
acidez tá até 4 mg, né, de KOH por g de óleo, é um óleo seguro para consumo. Existe uma Escala de segurança aí pr para de de consumo. É, é, é, é. Mas, por exemplo, ele ele ele atribui até uma quantidade maior, mas, por exemplo, você aí já são óleos artesanais e tudo mais, não. A Anvisa ela ela ela ela vai te dar para olhos, por exemplo, para para consumo, né? Agora para cosméticos aí você para cosmético aí a gente tem uma variação. Mas assim, você precisa tentar estabelecer até mesmo para cosmético a a fórmula,
né? Ela vai ser Influenciada por esse teor de aço maior ou menor. Então ela vai influenciar. Então você precisa ter um um limite, né? Alguns alguns olhos alguns olos alguns olhos você não consegue baixar. Aí uma coisa boa é você olha atrás do frasco no supermercado. Ah, do azeite, né? do óleo atrás tem acidez menor do que 0,5. Tem uns indicadores lá tem uma tabela quanto vai no supermercado comprar, né? Olha, giro sempre o menor, sempre observa ali acidez menor que 0,5. Sempre escolhe um óleo com um menor índice de acidez. É óleo azeite. Vocês
estão prestando atenção nessa aula, hein? Não vão comprar coisa errada. Olha a saúde de vocês. E p a gente a gente mede acidez também, né? Que é essa reação de neutralização, mas é com água, né? PH é só relativo à água. Então você vai ter uma um uma solução acuosa e aí você vai é diferente. Bacana, cara. O quanto a química ela movimenta a economia, né? O quanto a a química enquanto ciência ela ela ela eu li rapidamente, mas eu nem é para entrar aqui nesse mérito, o impacto da química no PIB do Brasil, do
país, do mundo, mas eu tô trazendo do pro país. É muito a indústria química no Brasil ela é bem ela tem um impacto bem relevante, né? Se eu não me engano são 11% referente a do do ao PIB industrial. Eu é, eu não tenho aqui os valores. Eu queria uma outra entrevista só para falarmos de econoquímica. Econoquímica. Boa. E o retorno, a química dá um retorno muito grande. A indústria química nacional, ela representa, se eu não me engano, cerca de 11% do PIB industrial. Isso e de 3 a 4% do PIB total. Total. É muita
coisa, né? Eu penso que as empresas poderiam olhar com um carinho ainda mais especial, né? Pros laboratórios, pras com certeza. Investimentos, né? Investimentos, é, os financiamentos aí, porque eh as melhores cabeças estão lá onde vocês é e é na Universidade que a gente produz ciência, né? conhecimento parte dali e a gente tem que devolver esse retorno pra sociedade, né? Esse conhecimento pra sociedade. E retorna, retorna e retorna e o que há de mais precioso, que é o conhecimento em si. É, e uma coisa que é importante que a questão financeira, sim, né? A química emprega
muita gente. Com certeza. ajudeu aqui o olha vamos vamos vamos vamos vamos vamos vamos vamos vamos Vamos vamos vamos vamos vamos vamos vamos vamos vamos vamos vamos vamos contribuir aí vamos vamos vamos nossos alunos estão precisando de empregos alunos estão precisando de empregedade indústrias privadas né que olha só aqui tem química no nosso podcast né na rua tem tudo tem tudo é químic tudo mas também tudo é física, matemática a gente pensar dessa por a gente vai falando ali de ciência são são irmãs Assim juntas, gêmeas, vários várias várias várias eh eh técnicas que nós
usamos lá são técnicas de física, por exemplo, índice de de de refração. Somos parentes, mano. É o infravermelho, né? Infelmia. Vocês desenvolvem muita coisa, a gente utiliza. Quem desenvolve são vocês, né? vocês desenvolvem, a gente aplica. Troca, não, não, assim, trocamos informações, né? Trocamos informações e eh como eu dizia aí um um um um grande Educador, temos conhecimentos diferentes, né? Estamos no mesmo degrau, né? A gente se complementa, a gente se une. É isso, é isso. Bacana. Eh, eu eu tô confesso que eu tô emocionado de vocês aqui, tá? Foi uma foi um bate-papo assim
descontraído. Ah, né? Eh, nossa, tem muita coisa, gente. Eu não trouxe nem meu computador, né? Eu confesso que eu decorei muita coisa, ainda trouxe cola, né? Mas assim, paraa magnitude, para Para pro tema que nós temos hoje aqui, eu eh vai ser necessário um retorno, né? Uma volta. Já fica aqui esse convite. Ah, estamos à disposição. E e eu gostaria de parabenizar a Ju, né? Ju tenho muito orgulho da Juliana. Juliana tem uma história muito bonita. É muito linda, Juliana Petita, assim, pequeninina. Professor, muito obrigado pela pelas informações. Eu que te agradeço pelo convite. Eu
fiquei muito feliz quando J, olha, vou levar outra Força aí, pô. Tô diante de uma constelação aqui, cara, né? É, obrigado pela pela doação, pela aula, Ju, de coração, professor, de coração. Obrigado pela vinda de vocês aqui. Eh, eu tô muito feliz. Eh, eu gost eu sempre peço ao final do programa para que os entrevistados deixem assim uma mensagem pro nosso público que está nos assistindo, pro nosso país, pro para todas as pessoas e pros jovens que desejam ingressar nesse curso de de de Química, né, e dar continuidade aos projetos que vocês lá foram em
Brião, né, deram o pontapé inicial na universidade. E eu eu queria que vocês deixassem uma mensagem para todos aí, Ju, começa lá. Ai, uma mensagem. Anda aí. Eu sempre eu sempre levanto a bandeira da educação, né? Porque eh eu sou professora, né? Então, para mim educação é o o é o que vai fazer com que a gente alavanque, sabe? com que a gente tenha mais Desenvolvimento, com que a gente traga mais investimento. A a educação liberta, né? Educação é libertadora. E assim, para quem quer ingressar na química, né, cara, é um um curso assim que
eu só posso falar bem do curso. Não é um curso fácil, assim como qualquer outro curso de graduação. Exige muito empenho, muita dedicação. Perfeito. E vale a pena, eh, para quem gosta da área, seja para ser professor, seja para Ser pesquisador ali para est no laboratório, sabe? Eh, é, é, é muito interessante. E a gente tem várias possibilidades dentro da química, né, no ensino de química, nas pesquisas, nos laboratórios, né, seja com biocombustível, seja com bioprodutos da Amazônia, seja com microalgas, que é o que a gente, o professor Adriano tem essa linha de pesquisa com
a gente lá no laboratório também. Enfim, então só incentivo, né, para quem tem a afinidade Com a química e as ciências exatas, né, porque é um curso que tem muita física, muita matemática e eh assim só só sucesso para quem para quem gosta. Professor Emerson, assim, eu eu eu gostaria de A mensagem que eu deixo é simples, vamos conhecer o que a gente tem, sim, né? a Amazônia que a gente tem, esses bioativos que nós temos, essa potencialidade e fica aqui, a gente tá no ano da COP 30, né, que seremos, vamos dizer assim, uma
vitrine, tanto para coisas boas quanto não, né, para outras outras. E é importante que a gente comece a realmente olhar a floresta, seus insumos de maneira respeitosa e respeitando também as as comunidades que nela vivem, porque sem essas comunidades a mata vem abaixo, né? sem sem o fortalecimento dessas comunidades, a gente conhecer esses olhos, o óleo de Eu adoraria, passaria aqui a noite inteira falando, mas o o a tarde, né, eh o óleo de buriti, de babaçu, enfim, uma infinidade. Então a gente tem que conhecer o que a gente tem, a riqueza que a gente
tem, né? Valorizar esses produtos. Quando você chegar no mercado, valorizar esse óleo, saber para que usa, saber onde é produzido, como é produzido, tentar procurar saber essas coisas, sim. E também, né, com base nesse conhecimento, Ter a consciência da preservação, né, a preservação da floresta, porque é na floresta, né, que tão, como o Emerson falou, é a nossa maior riqueza que a gente tem aqui e e o pessoal lá fora já sabe disso, né? é que perfeito, o pessoal vem de fora para cá para pegar os nossos produtos e enquanto nós, né, enquanto sociedade, a
gente ainda não tem a consciência, né, da do do quanto esses produtos são importantes, eh, tanto em todos os aspectos, né, Comercialmente, na indústria, para pra nossa saúde, enfim. E aí, como falou, a gente tem uma oportunidade agora para tá fazendo essa divulgação. Maravilhoso. Fiquei muito feliz, mais feliz. Gratidão, professores. Muito obrigado por tudo e voltem logo. Venham aqui. Muita coisa aqui pr pra gente falar ainda, mas o nosso tempo é bem limitado. Vou colocar vou colocar na minha playlist essa a banda Dracônia Dracônia do metal. Obrigado, galera, até A próxima. Valeu, [Música]