E aí E aí [Música] é só estamos no momento em quase 200 pessoas é impressionante a possibilidade que esses meios nos dão de de conversar né mesmo com todas as limitações que que tem eu fico muito chocada de poder falar com vocês nesse nesse momento com tanta gente é muito legal isso dadas as circunstâncias que a gente tá vivendo e Não são para nada de gás né não são para nada boas estão dizer mas dentro desse desse contexto é uma oportunidade que a gente tem de conversar refletir sobre esse tema que eu acho que está
presente na nossa e a nossa militância me mostra ativismo no nosso estudo de todo mundo que que se inscreveu no curso o meu nome então é uma se Brant eu sou gaúcha é sair do Rio Grande do Sul que faz muitos anos já mas morei muitos anos no Rio Grande do Sul Citei agronomia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul depois eu fui para o Nordeste fiquei um tempo entre a Bahia EA Paraíba eu fiquei é fiz um curso de Mestrado em Campina Grande Universidade Federal da Paraíba na época Depois virou Universidade Federal de
Campina Grande e trabalhei vários várias organizações em Guarabira Campina Grande nes mesmo depois voltei para Bahia eu fiquei Sobradinho na verdade na cidade de Remanso eu já tinha morado em no sul da Bahia e depois teve outras experiências em São Paulo depois em Brasília depois em muitos lugares aí a gente já faz algum tempo eu estou trabalhando na fao como oficial de agricultura eu passei um tempo no Chile e faz dois anos que eu tô em Roma e é esse meio tempo aí que eu quis resumir mas que é importante a gente é a gente
também falar sobre isso eu fiz um doutorado na Universidade de Brasília Com um período na Espanha e na época chamava doutorado-sanduíche eu não sei se ainda tem né porque com esse desmonte todos que eles fizeram mas o meu doutorado Foi um momento muito importante onde é o sistema de dizei conseguir sistematizar toda a outro trabalho que já vinha fazendo acompanhando a os grupos de mulheres principalmente em mulheres rurais que estavam trabalhando na construção da agroecologia no Brasil E é mas sobretudo tentando entender o significado que tinha o surgimento dessas mulheres na arena política nacional como
atores com atrizes no caso com atrizes importantes como sujeitos políticos com força como estava acontecendo naquele período eu fiz a minha tese de doutorado Eu terminei em 2009 e eu acompanhei mais ou menos os 78 anos de formação da Ana da articulação Nacional de agroecologia e e foi aí nesse período em que eu fiz o doutorado Que eu também sistematiza promoção de algo mais ordem né O que é que eu pensava que o que que que que significa para mim o feminismo hoje ecofeminismos como a gente vai ver daqui a pouco e eu acho que
foi uma o momento bastante importante porque é permitiu pensar o significado da ação dessas mulheres que que me impressionavam muito pela força pela pelo conteúdo do que elas propunham E propõe até hoje né também como uma Visão teórica do que do que tacos trás do que que faz com que a articulação política das mulheres seja tão difícil e sobretudo das mulheres rurais como é tão difícil que elas consigam é ter essa voz ter a sua importância reconhecida é e que foi de cobra sim o resultado de o trabalho me mostrou esse é também Teoricamente por
quê que isso não acontecia e como era importante esse trabalho que as mulheres estavam fazendo de se auto-organizar e de colocarem a Boca no Trombone né com relação às questões que juntavam feminismo com ecologia dá um pouco risco que eu vou conversar com vocês aqui hoje vou compartilhar com vocês esse percurso teórico prático vamos dizer assim de como é que a gente como é que tinha que o o século feminismos podem nos ajudar a pensar o mundo que a gente vive pessoas que se identificam como ecologistas e femme E como que é possível juntar essas
duas Preocupações e E pensar um pouco mais para frente pensar estrategicamente o mundo que a gente quer algo que a gente quer transformar e eu acho que isso vale a pena e vale a pena pensar juntar essas essas essas preocupações e que e pensar juntas esse para onde a gente vai é por isso que eu aceitei também com muito com muita alegria o convite da Rita porque eu acho que vocês são um público super super interessado é um público só pessoas que Eu sei muitos de vocês estão nessa lida há muitos anos e compartilham essas
preocupações bom eu vou começar aqui então compartilhando uma apresentação de PowerPoint antes de começar então ainda a aula para prometi Dita eu quero ah ah eu quero agradecer a uma pessoa em particular que me ajudou a fazer este linda esta linda apresentação que a minha filha para Marques que foi super gentil e dar um formato novo para os meus velhos Power Point II Oi e eu quero também mandar um beijo para Rossi Cleide para mim estamos assistindo neste momento lá em Fortaleza quietinha no seu isolamento porque ela está O convide e nós estamos aqui todas
numa corrente para ela ficar boa logo tá bom e agora então eu vou começar aqui a a minha apresentação a minha ideia é fazer uma apresentação de aproximadamente uns 40 50 minutos e depois a gente te deixar um tempo para vocês irem fazer duas os comentários as Perguntas e a gente voltar a fazer uma ele retomar esses comentários ou perguntas que vocês quiserem Tá bom então fiquem à vontade então o nosso nenê curso é sobre Eco feminismo a epistemologia é a realização vocês já sabem nós temos os seguintes objetivos a ideia então é contribuir para
o fortalecimento da participação das mulheres do campo das florestas e das águas nos movimentos agroecológicos e feministas E para isso é eu vou procurar passar para vocês uma visão geral sobre conceitos e trajetórias históricas nos feminismos e ecofeminismos a sua pertinência na qualidade das lutas das mulheres rurais na aula de quinta-feira neste mesmo horário a gente vai discutir Então os movimentos agroecológicos brasileiros como se deu o envolvimento das mulheres na construção e a ideia é a partir dessas duas duas visões né do ecofeminismo e dos movimentos Agroecológicos a gente finalizar discutindo as oportunidades e dificuldades
para a integração desses movimentos como a gente se supõe todos nós pessoas que não estamos contentes com a realidade Oi Vivi e que a gente quer realmente transformar para construção de uma outra cidade que não seja patriarcal e não tem a exploração das pessoas e nem nem das pessoas entre si e nem da natureza como é que a gente pode fazer para a luz Dessa discussão melhorar digamos as nossas estratégias para a construção desses movimentos então eu quero começar dizendo que o feminismo ele pode ser visto como uma teoria na escola de pensamento para pensar
a realidade e também como movimento social e como teoria o feminismo ele é uma teoria crítica no sentido de que ele se propõe as o pensamento feminista ele se propõe a é transformar Essa realidade a é um pensamento que é parte da ideia de Que o que nós estamos vivendo não é o melhor dos mundos pelo contrário Há muitos séculos e séculos a gente está vivendo uma estrutura numa estrutura social toda ela construída é com base na exploração de metade da humanidade que são as mulheres então ele é uma teoria crítica ele diz isso que
nós estamos vivendo esse mundo onde nós nascemos e que já se apresenta para nós quando quando a gente nasce desse jeito com essas com essas relações de Poder com Essas Street e esse mundo não é o que a gente quer a gente é quer mudar ele e a gente quer mostrar que a gente quer convencer as outras pessoas de que é necessário fazer essa transformação do por isso ele se coloca com uma teoria crítica não é uma teoria para justificar ao que existe ou não é uma teoria para que as pessoas aceitem melhor esse mundo
é não a gente não aceita esse mundo a gente quer mudar então ele serve também como base para a Existência de um movimento social mas o movimento social não é necessariamente baseado na análise teórica movimento social é porque as pessoas não não estão de acordo com aquilo e elas querem mudar e ela sentem na pele e é necessário fazer alguma coisa para chacoalhar essas estruturas normalmente a gente e se mais o feminismo como movimento social como movimento das mulheres o movimento de libertação das mulheres é o movimento pela igualdade ou movimento Pela diferença para garantir
a diferença que usam seus mulheres e tem muitos movimentos é que a gente reconhece como o feminismo e como teoria às vezes é mais difícil de aceitar como se não fosse uma ciência como se fosse o feminismo fosse apenas Vamos botar bem entre aspas assim uma ideologia né aliás nos últimos anos até criaram essa essa coisa aí de chamar de ideologia de gênero né mas a gente vai ver que não é uma ideologia no sentido de que não é um Uma construção é somente para com baú e nos sintomas e no que aparece na realidade
no ideologia é não é uma pensamento quelude que engana as pessoas que é o que vem associada à ideia de ideologia né algo que te faz que coloca uma nuvem na tua frente tu não enxerga direito né não a teoria a teoria na que a teoria crítica e vem com o feminismo com as com as escolas de pensamento feminista Elas têm justamente como se fosse uma lâmpada para iluminar o Caminho sabe que tá com essa névoa pela frente e a gente fica pensando será que essas coisas acontecem porque a Biologia Será que é porque cérebro
da mulher é menor do que do homem Será que não é mesmo bem e bota aquela aquela lâmpada o corte para gente ver realmente o que que está por trás daquela daquela isso sim ideologia esse quero fazer com que a gente acredita a opressão é uma coisa natural bom as origens dos feminismos né a gente Escutou a minha geração pelo menos a gente escuta sempre essa narrativa ocidental das ondas do feminismo a primeira onda a segunda onda a primeira onda teria sido quando as sufragistas fizeram aquele movimento Mundial pelo direito ao voto né começou na
Inglaterra e depois Estados Unidos depois de uma série de países é que se deu no final do século 19 e início do século 20 e ali então foi a primeira onda do feminismo tá bem Vamos considerar que esse foi um Marco super importante é o sufragista e que era pelo direito a voto mas o direito ao voto não era somente o direito a participar das eleições é muito eu te claro isso aquela onda do feminismo ela também levantava outras questões como por exemplo direito à educação pública as mulheres não tinham a possibilidade de estudar elas
só as mulheres das famílias ricas que tinha o professores particulares que davam aulas De trabalhos manuais ou de leitura de literatura alguma coisa assim para uma que diz para o para enriquecer o espírito dessas mulheres mas no fundo no fundo elas vão ser criadas também para serem esposas e mães mas ali começa a ter uma uma discussão do direito das mulheres a participar do ensino público do direito até propriedade no seu nome do direito à poder trabalhar quando elas eram mulheres casadas por exemplo elas não podiam trabalhar num emprego Qualquer se e não desce a
permissão quando as mulheres se casavam a propriedade que elas tinham por herança por exemplo que vinha da sua própria família no caso daquelas que eram de famílias com alguma recursos obviamente né essa propriedade ela passava para o nome do marido ela não podia manejar isso elas eram consideradas as pessoas Marley e secundárias não eram hospedadas no mesmo nível dos homens né mas as mulheres Trabalhadoras bom sempre existiram na história da humanidade né as mulheres que trabalhavam no comércio as mulheres que eram prostitutas as mulheres que trabalhavam em na restauração em fazer comida ou e cuidar
das Casas dos outros isso ao longo do e sempre existiu mas naquele momento do sufragismo foram as mulheres de classes altas que se que se rebelaram Mas elas também expressavam um desejo e uma uma séria de Justiça de todas as mulheres Depois nos anos 60 a gente conhece toda a história do feminismo que eclodiu junto com os movimentos pacifistas movimento hip movimento contra as armas nucleares que eram movimento que questionavam todo o capitalismo industrial ou os movimentos pelos direitos civis nos Estados Unidos que eram os movimentos dos negros para serem também reconhecidos como cidadãos negros
e negras em igualdade de condições com os brancos Né E aí ocorreu as famosas queimas de sutiã em público Foi um momento em que também se as mulheres trouxeram para o conjunto das sociedades não somente a discussão do trabalho ou da possibilidade de estudar esse mais da própria realização das mulheres da sexualidade o direito a ter a ter até uma vida com Plenitude que não fosse uma vida pré-determinada como esposas e mães como era o que era o modelo do final dos anos 50 depois das Guerras e que foi Acig nada digamos assim o homem
que trabalhava fora de casa e que e que e é trazer o dinheiro para dentro de casa e a mulher que ficava só fazendo a os trabalhos domésticos e cuidando da família né então começa toda essa discussão de que o pessoal também é político e a vida interior a relação entre as pessoas também eram uma coisa ser questionada e que tinha a ver com esse modelo de capitalismo que se implantava mais fortemente naquela época Depois que se chamou terceira onda é o feminismo posso Colonial já uma discussão sobre essas diferenças entre o norte eo Sul
Global a as movimentos de mulheres camponesas e indígenas em várias várias partes do mundo questionando as relações de dominação entre os países e Tec Ah mas eu queria dizer que essa é um pouco uma narrativa ocidental né é a narrativa que a gente assim quando aprendi sobre feminismo é isso que a Gente aprende que existiu esses grandes movimentos e que eles questionaram a sociedade de alguma forma mas existe todo um trabalho de alho que o logia feminista que mostra que existiram muitas outras revoltas femininas com relação ao a sua forma de vida muito anterior ao
sufragista ao final do século 19 por exemplo esse trabalho de arqueologia vem sendo feito até hoje parece inesgotável né mas é isso e eu coloquei aqui com esse tema Protofeminismo digamos assim não dá para mim para gente dizer que era um movimentos feministas porque não existe esse termo mas era um revoltas das mulheres desde na Grécia antiga existem filósofos que o até mesmo filósofos os homens que colocavam essa questão do porque a democracia ateniense não todas as formas de organização social daquela época excluíam as mulheres de excluíam os escravos por exemplo não é existiu pessoas
que se colocavam contra essa Essa visão e depois ao longo da idade média antes da Revolução Industrial muitas outras muitas outras manifestações o conformismo É algumas delas coletivas inclusive né e foram duramente reprimidas mas como a gente sabe a história é feita é contada pelos vencedores e o que foi vencedor nesse caso foi é esse esse modelo de sociedade que a gente vive hoje e que faz questão absoluta de esconder esse passado de Lutas das mulheres ao longo da história e tem um outro feminismo que também não é colocado aí que eu falo eu levanto
essa questão também e logo em seguida né que são esses outros feminismos não brancos não urbanos não etnocentr ados é inclusive nas nossas sociedades pré Americanas né não é dado não existe os dentes de que as sociedades pré-coloniais elas também não tinham é lutas feministas ou lideranças femininas que mudaram de alguma forma a vida das Mulheres nessas sociedades pré-colombianas para pensar só o nosso continente né mas na África na Ásia e na no norte da Europa e muitas e muitas e muitas civilizações que a gente não conhece nada sobre elas o conhece muito pouco né
é existiram lideranças femininas que se colocaram contra a opressão das mulheres Mas elas foram derrotados e muitas vezes pelo fato delas serem derrotados elas foram esquecidas é muito importante a gente Lembrar disso que o feminismo não é só esse que a gente ou Como é bom estar sempre com os olhos e os ouvidos bem atentos e com uma curiosidade intelectual para aberta também a essas outras narrativas e às vezes a gente coloca tudo tudo no mesmo saco né e não é bem assim é mas para para gente seguir adiante então é uma questão importante o
hoje ainda para nós fortemente né é reconhecer que o feminismo ele não Abarca somente a Questão de classe e gênero né não é somente um uma questão de se você é proletária ou você é proprietário ou se você é do coletivo masculina do coletivo feminino existe muitas outras questões e foram a batizadas por essa ativista e autora norte-americana aqui em das Letras lanchou como interseccionalidade Ou seja que não não dá para a gente ver se nenhuma pessoa só pelo fato dela ser homem ou mulher ou dela ser meu diz proprietária ou a camponesa sem-terra Existe
uma série de outras questões e no caso a quem sol ela tava falando exatamente das experiências das mulheres negras né o fato de ser uma mulher negra não é a mesma coisa que ser uma mulher branca a mulher ela ela compartilha com as mulheres brancas algumas algumas opções são aquelas sente são as mesas mas tem outras que ela não compartilha porque são específicas da sua própria experiência e aí a gente pode e multiplicar esse tipo de questão que Dê a interseccionalidade não é só você reconhecer que existe diferentes opções se você é mulher se você
é negra se você é trabalhadora se você é se define como homossexual ou heterossexual bissexual pedra ou se você é é de uma determinada nacionalidade um país que onde há muita muito preconceito contra os imigrantes por exemplos tão uma série de operações que se combinam e que se mistura que você não pode acordar aquele um dia e ter hoje eu sou negra e hoje eu sou Lésbica hoje eu sou uma mulher você é tudo ao mesmo tempo Olá tudo isso é bem mobiliza as pessoas de forma diferente e já tinha da religião permitiu colocada é
isso mobiliza as pessoas de forma diferente e faz com que se constitui também movimentos sociais diferentes aqui algumas fotos para gente se lembrar um dos movimentos sufragistas aqui para vocês terem uma ideia de que também nos países coloniais colonizados né também é Havia movimentos de mulheres é uma ilustração de um de um cartaz na Irlanda é onde dizia uma mulher não é uma pessoa a lei diz que sim quando ela tem que pagar impostos mas a lei diz que não quando ela pede para votar para votar sobre como o seu dinheiro deve ser gasto então
o dinheiro que ela paga os impostos ela paga aquele dinheiro mas ela não pode definir como vai gastar aquele dinheiro que é o que se faz com as eleições né que vocês lembram também No Brasil a o direito ao voto ele foi conquistado somente em 1932 e isso é importante a gente lembrar disso porque às vezes a gente toma esses essas esses fatos como dados né mas esses para chegar a isso houve muita luta houve muita muita luta literalmente ouvir mulheres que morreram ouvir mulheres que foram presas ouvir mulheres que foram e sofreram nos seus
corpos é o resultado de serem Rebeldes de não se conformarem com aquilo que era uma Injustiça para todo mundo né aqui eu mostro também um pequeno gráfico eles só mesmo para gente ter uma ideia está em inglês vocês desculpem porque eu não consegui não tive tempo de traduzir mas hora é uma linha origem horizontal e onde a parte de cima estabelece todos os privilégios né e a parte de baixo ela mostra as opressões as regiões resistências então de acordo com o lugar de acordo com a onde você está onde você vive Qual é o seu
momento histórico né Vão haver várias várias fatores que vão levar aqui você esteja numa posição de privilégio ou esteja em uma posição de operação e tanto é que tipo pode te levar resistência né então por exemplo aqui é uma outra forma de ver também o gráfico da interseccionalidade que a gente viu antes e é se você é heterossexual você tem mais privilégios na nossa sociedade atualmente do que se você é uma pessoa homossexual ou bissexual se você é uma Pessoa jovem e Atrativa bonita para os padrões vigentes você tem vai ter mais privilégios do que
você se você é considerada uma pessoa velha e não Atrativa para esses padrões certo se você é uma pessoa de uma maioria religiosa num determinado lugar você vai ser melhor aceita do que se você faz parte de uma minoria Religiosa e assim sucessivamente então pra mostrar que existe uma série de fatores de opressão e de ao mesmo tempo privilégios né que Nos e aqui nos dividem como sociedade mas ele esses fatores eles são múltiplos um deles é a questão de gênero claramente outro deles Especialmente na nossa sociedade brasileira é o racismo né a cor da
pele ir ao fato de você ser de uma etnia considerada branca ou você ser de uma etnia indígena né Isso é claramente são fatores de privilégios e de operações das nossas sociedades e outras sociedades outras questões você Mais importantes na Europa por exemplo é é muito grave É muito difícil você ser o Imigrante africano o latino-americano diante de todo o eurocentrismo que existe a aqui né bom então vamos entrar um pouquinho assim em algumas questões mais de conceituais O que que está por trás dessa nossa discussão de feminismo né uma das questões é essa análise
dos da existência dos gêneros né que são relações socialmente construídas através De determinantes ideológicos aquele sentido que eu falei no início no sentido de digamos assim disfarçar certas opções para fazer com que elas pareçam naturais né determinantes históricos religiosos étnicos econômicos políticos culturais e é eu coloco aqui com um exemplo né uma foto do Papa Francisco é um Papa hoje em dia muito considerado uma pessoa que tá lutando bastante contra as injustiças mas ele vende uma estrutura religiosa né Profundamente patriarcal e nós vamos entrar nisso daqui a pouco né o ou seja ele exerce um
poder numa estrutura marcada pela desigualdade de gênero onde os homens detêm o poder aqui nós estamos vendo a Cúpula da Igreja Católica né e as mulheres detêm posições subalternas nessa e hierarquia isso é digamos assim é a estrutura Mas o que está por trás é também uma visão de como devem ser os homens e como devem ser as mulheres o que hoje em dia tá se mudando Bastante na igreja católica mas não tanto a ponto de mexer nessa estrutura por exemplo os fatores históricos né isso que a gente comentou como que as se deu a
evolução das sociedades tal forma que os homens sempre foram se mantendo no poder e foram constituindo de dizendo o que deveriam que não deveria O que poderia ser feito pelas mulheres étnicos né são determinadas etnias que estão nessa nessa parede nessa pirâmide na parte de Cima dessa pirâmide que são melhor reconhecidas que as outras políticos culturais né Vamos vejamos essa foto do governo atual do Brasil né onde a estrutura política máxima do país é não conta com mulheres no seu e no seus postos Chaves nós sabemos que tem duas ou três mas que casualmente elas
nem estavam na foto né mas é é um espelho do que é a do que são as estruturas políticas Se nós formos ver esse aqui é um caso até caricatural né Mas Se nós formos ver os encontros da das grandes cúpulas mundiais do G7 dos todas essas compras de grandes dos grandes chefes de estado Nós também como ser duas outras mulheres né não em Se nós formos ver as estatísticas do número de chefes de estado no mundo ou do número de mulheres parlamentares ou do número de ministros e ministras em todos os países nós vamos
ver que a política o mundo da por e ele é dominado pelos homens há muitos E muitos anos décadas séculos né não não é não é um uma uma casualidade isso tudo e depois as outras tem o mundo do trabalho né onde você vai ter hierarquias bem definidas do que estão as profissões de homens o que que são as profissões de mulher né Nós vamos ter por exemplo hoje no ensino brasileiro as mulheres são maioria absoluta no ensino primário as professoras de escolas primárias Ensino Fundamental e os homens são maioria absoluta no ensino Universitário com
raras exceções de alguns cursos mas na média é são os homens são maioria nas profissões e universitárias em quantas mulheres são maioria na e na no ensino fundamental porque isso porque e nós temos aí toda uma formação é formação da subjetividade diz-se que estabelece o que que deve ser o papel do de um homem a papel de uma mulher que ou seja dos gêneros né não é os gêneros não São o resultado da biologia Mas eles são marcados pela biologia no momento em que as crianças nascem o mundo que espera por elas lá fora é
o mundo que já estabeleceu e seria bom e uma menina fizesse o melhor o que seria bom e uma uma bebê cujo sexo foi definido como sendo o sexo feminino né foi foi uma nenê uma bebê que nasceu com corpo feminino o mundo espera que ela seja em determinada forma e um bebê que nasceu com um corpo chamado de corpo Masculino se espera que ele seja de determinada forma Tudo isso vai ser sacramentado pelas leis tudo isso vai ser reiterado pela cultura vai ser marcado todos os dias na forma de ser dessas pessoas de nós
né quando nós nascemos foi assim toda vez que a gente tentou sair desse desse dessa sinuca né a gente é sofreu sansões toda vez e é ou elas podem ser mais fortes ou elas podem ser mais sutis mas sempre nós vamos ter alguma história para contar de Quando a gente tentou se rebelar contra as questões de gênero né e é e sempre que a gente se comportou da forma que era esperado para cada um desses gêneros a gente também recebeu Recompensas igual cachorrinho quando a gente ensina para sentar e depois da o biscoito né É
assim que que a gente é reiterado a nossa o nosso papel social e é muito difícil escapar disso né gente bom então nós vamos jogar que o conceito de gênero ele é baseado vamos em três Grandes três grandes questões né ele ele estabelece uma divisão sexual do trabalho O que é correto para os homens O que é correto das mulheres né o que der e o que deve ser a profissão dos homens a profissão das mulheres aqui por exemplo a dona Edilene está perfeitamente de acordo com o perfil de gênero dela na divisão sexual do
trabalho O que é ser uma faxineira né então ela ela está cumprindo o seu papel social provavelmente a patroa dela que é Alguém que já por exemplo conseguiu um emprego formal no mercado de trabalho e em alguma profissão de trabalho intelectual já não gosta de fazer ou não você pode fazer o trabalho doméstico que seria uma atribuição normal da patroa da dona Edilene Mas jamais do Patrão da dona Edilene e jamais do marido da dona Edilene caso ela tivesse né E a gente tem essa e hierarquiza são não só existe essa divisão sexual do Trabalho
à distância o trabalho também implica essa Questão do que que é público e privado tem que se faz dentro das casas o que que se faz na rua o quê que é o mundo do trabalho e o que que dentro de casa não é chamado de trabalho embora também seja necessário para a reprodução da vida né E aí vem essa hierarquiza são o PIS os trabalhos que estão atribuídos às mulheres eles são desvalorizados ele o quando eles não são simplesmente invisibilizados com meu caso das mulheres rurais por exemplo Esse é o das donas de casa
que não se considera trabalho aquilo que elas fazem que às vezes elas não param de fazer o dia inteiro né que ela vai limpar cozinhar fazer as compras botar o lixo para fora cuidar das crianças cuidar dos idosos cuidados mais velhos etc mas isso ninguém acha que é trabalho e por outro lado tem um terceiro elemento que a formação da subjetividade ou seja o agente é induzido desde pequenininho Achar E é assim que a gente deve ser né É assim que homens e mulheres devem se comportar devem sentir devem-se realizar devem pensar sua vida é
nessa com essa divisão sexual com essa hierarquia e a gente achando que isso é o normal esse sistema bonitinho ajeitadinho bem cheio de nuances ele se chama patriarcado ele é um sistema de dominação dos homens sobre as mulheres se apoiam nas diferenças socialmente construídas e a base para o outras estruturas de Dominação como por exemplo a classe raça etnia e a gente vai explicar isso daqui a pouquinho E é só um exemplo né se você põe no Google como eu botei os melhores chefs do mundo os melhores chefs do mundo não tem nada de gênero
aí certo e o que que me aparece só homens mas e cá entre nós quem é que cozinha e noventa e nove porcento das casas desse mundo de meu Deus Oi oi não é é só para ter uma ideia do que a gente tá chamando de patriarcado então eu quero voltar rapidinho aqui para trás nós estamos chamando de bater acaso isso aqui nós estamos chamando de patriarcado isso aqui nós estamos chamando de patriarcado isso aqui Ah tá e nós estamos dizendo que tudo isso não é fácil de desmontar porque ele é bem bem entrou em
trincadinho a ideologia com as leis com a tradição e Com as subjetividades tá e o que é assim vou começar agora ele tem um falando daqui de uma Zeca feministas o que quiser com feminista eles falavam e a Karen warning ela veio com essa ideia do Marco ou preciso patriarcal e ela disse ela tenta explicar né porque que isso acontece ela diz tem uma lógica de dualismo exclusivismo ou seja homem mulher homem é diferente de mulher homem não tem nada que ver com mulher homem é Razão nem objetividade Cultura a mulher é o corpo a
natureza a sensibilidade e não tem nada a ver uma coisa com a outra o homem EA razão são consideradas superiores é portanto uma mulher que representa a natureza que é mais próxima da natureza ela é inferior ou superior ele tem o direito de subjugar o inferior não somente a mulher mas tudo o que se refere à natureza ou que é similar a ela por exemplo os animais por exemplo Homens de outras raças ou de outras etnias que não homem branco por quê né se nesse raciocínio só quem é capaz de ter razão de ter o
raciocínio lógico de ter objetividade é o homem branco então é isso que ela chama de o Marco opressivo marca digamos se usando como uma matriz uma uma forma de pensar ou precisa patriarcal por isso que a gente diz que o patriarcado não é só uma Uma opressão dos homens sobre as mulheres o pato E é uma forma de explicar todas as opressões de inclui a das mulheres mas também é explica outras não quer dizer como a gente viu lá na interseccionalidade dele que cada uma delas que todas elas sejam iguais a mesma coisa não é
isso cada uma tem a sua especificidade mas o pensamento que está por trás é muito parecido né de que o homem branco é o único que detém essa capacidade de pensar E aí a Val pelo muito que é uma outra é Com feminista um pouco mais tarde ela ela é toma isso de forma parecida agora humanidade e natureza pertence a lógica cisco dentes não há nada em comum entre o meio outra a humanidade é dotada de razão os tampa é superior a natureza que é uma coisa caótica selvagem que não tem lógica né O porém
o que que ela expõe de interessante de novidade ela diz o superior nega a sua dependência com relação ao inferior As coisas e fica o inferior transforma em uma coisa diminui o torna insignificante e homogeniza seja tudo passa a ser uma coisa só bom e isso é o que justifica o seu uso e exploração porque o que é superior ele é Vivo Ele é inteiro ele é ele a o ápice da da capacidade mental né e o inferior a natureza e tudo que está relacionado com a natureza é não não serve para nada mesmo eles
podem ser usados de qualquer maneira então isso também vai ser parte Do que nós vamos chamar das chegar agora que é o que o eco feminismo faz então os feminismos eles vão como a gente falou eles estão teorias críticas e movimentos sociais que se dedicam a desvelar esses mecanismos de coerção estrutural eles mostram como isso acontece aonde é a mente que se dá essa essa essa estrutura de subordinação para que a gente possa desmontá-la obviamente né bom eu não vou entrar aqui muitos nessa questão dos problemas de gênero foi Levantados pela Judith butler também não
no livro que se chama de os problemas problema de gênero né mas que essa ideia de que hoje em dia também é fica um pouco um pouco restrito quando a gente fala só de binarismo de gênero né existe todas todo um conjunto de teorias e de práticas né de pessoas que se colocam contra esta essa necessidade ou essa Deus Essa visão restrita de que só existem dois gêneros não existem uma série Em outras classificações entre elas Inclusive a gênero pessoas que se definem como a sexual de acordo com a orientação sexual uma coisa expressão de
gênero é outra coisa então são coisas que não vai dar tempo da gente discutir agora mas que eu acho que é importante a gente te claro que isso complexifica e enriquece um pouco essa nossa discussão Mas a gente pode entrar nisso no outro momento mas eu quero Então pelo menos chegar até o Zé com feminismos e por Enquanto a gente tava discutindo o que está por trás dos feminismos os o feminismo como teoria né os conceitos que a gente acha que é importante todo mundo te Claro para poder pensar porque o feminismo é importante em
determinado momento se chegou a esse uma outra escola de pensamento que me chamou hoje ecofeminismo discutir ao mesmo tempo essa relação de dominação entre os homens e as mulheres e também entre a humanidade EA natureza existe Henrique usa aquelas aquela discussão que eu apresentei agora a pouco do Marco opressivo dizendo que não é só um arco opressivo de opressivo patriarcal né de gênero e é o mesmo tempo antropocêntrico ou seja a humanidade se acha superior ao meio natural e por isso acha que pode fazer o que bem quer explorar sujar esgotar os recursos né Ele
é etnocêntrico no sentido de que ele é centrado na Europa Estados Unidos a gente chama o mundo ocidental o mundo Branco acidental né Ele é androcêntrico no sentido de que ele é o poder dos homens sobre as mulheres em qualquer uma dessas realidades mas aí a gente vai ter muitas outras Respostas como por exemplo feminismos indígenas feminismos comunitários feminismos que denunciam o colonialismo inclusive o colonialismo do Saber etc então esses esse é consumismo ele vai começar a existir a partir dos anos 70 principalmente na Europa e nos Estados Unidos seguindo todos esses Movimentos da contracultura
da segunda onda do feminismo pacifismo contra o consumismo é digamos a quando se dá o crescimento do ecologismo como movimentos né E eles vem na esteira dessa discussão sobre cultura e natureza é uma das principais questões do ecofeminismo é o próprio modelo de desenvolvimento Global modelo de desenvolvimento capitalista é uma crítica ao modelo de desenvolvimento capitalista dizer olha o que tá Acontecendo é porque existe um um Entroncamento aí de operações um teres é o patriarcado outro é o o capitalismo depois também as feministas comunitárias do Sul Global da América Latina pessoas vão dizer também tem
um tronco e colonialista né tem a ver com essa distribuição entre o que que os países tem que produzir os países do sul tem que ser só exportador de matéria-prima em minérios e e água e comida né e os países do Norte é que ficam com toda a Industrialização mas esse e eles vão discutir que esses modelos de desenvolvimento tem consequências específicas sobre as mulheres eles as mulheres vão ser atingidas especialmente por esse modelo de desenvolvimento né e por outro lado o ecofeminismo vai dizer que também as mulheres querem ter voz elas não vão ficar
sofrendo caladas elas vão se organizar e vão fazer propostas e vão lutar para derrubar esse modelo então nós fazem ao mesmo tempo uma Crítica ao patriarcado e ao capitalismo em particular na sua faceta neoliberal Essa foto é uma foto muito bonitinha lá do México né Eu gosto muito da frase né estamos hasta la madre del capitalismo que não não estamos aguentando mais aqui a Há muitos exemplos no Brasil de como as mulheres se organizaram E denunciaram essas duas coisas ao mesmo tempo né a destruição do ambiente natural o modelo de predador do capitalismo é implantado
No Brasil e a opressão sobre as mulheres especialmente as mulheres dos Campos das Águas da floresta e fizeram essas marchas que Mexeram com o Brasil né é alguns exemplos de dessas lutadoras é o ecofeminismo ele pode se dizer esses basicamente ele tem sem ele é formado por alguns princípios né Faz um paralelismo da forma como é o Como se dá a opressão das mulheres EA exploração da natureza mostra que a feminização da natureza que eu Comentei Antes quando eu falei dos Marcos opressivos patriarcais né Uma das uma das questões desse Marco é a feminização da
natureza se a gente parar para pensar quantos termos a gente conhece que a que quando relaciona com natureza são termos no feminino e quando o relacionam com a o mundo Urbano Industrial com o bom da civilização o que há de bom na civilização são atribuições que correspondem ao masculino É E por outro lado então mas essa ideia de que a natureza é uma coisa ela pode ser usada ela pode ser usada pela humanidade no caso o capitalismo para geração de lucro né isso justifica qualquer coisa porque o capitalismo considera e o lucro é a melhor
forma das nossas sociedade a busca pelo lucro é a melhor forma de as nossas sociedades se organizarem que vai levar a alegria EA felicidade a todos e nós sabemos que isso é pura ideologia né que isso não é verdade a por outro lado O ecofeminismo resgata uma ética ambiental e de cuidados e depois a gente vai também dizer que isso se junta com a economia feminista crítica todos esses sistemas de dominação crítica essas hierarquias crítica Inclusive essa hierarquiza são entre a humanidade a natureza e os Animais os outros seres porque reconhece que nós como humanidade
nós somos Eco dependentes o contrário do que o patriarcado faz que diz que o ser superior não depende do chamado inferior O ecofeminismo vai dizer não nós nós não existimos sem a natureza nós somos natureza portanto nós temos que ter respeito a essa a a esse mundo no qual a gente vive e critica essa Ciência Tecnologia e essa visão de desenvolvimento então única e exclusivamente a serviço da acumulação e do lucro isso não quer dizer que o ecofeminismo seja contra a ciência EA tecnologia todo o contrário mais uma ciência e uma tecnologia que seja a
Favor da vida das pessoas em comunhão com o meio natural Ah e não destruindo isso Existem muitos muitas correntes dentro do ecofeminismo e eu não vou entrar nas diferenças entre elas porque senão a gente não vai ter tempo mas eu queria só chama atenção para dois desses The Sims ecofeminismos os feminismos comunitários e pós-coloniais e o ecofeminismo construtivista tá os feminismos comunitários e pós-coloniais ele surge Da organização das mulheres do chamado Sul Global da América Latina das Comunidades indígenas e uma parte importante da discussão desses feminismos é uma crítica ao colonialismo inclusive o colonialismo do
pensamento ou seja nossa vão me É nesse papel é nós mulheres latino-americanas que vivemos uma realidade específica nós queremos pensar com a nossa própria cabeça nós queremos pensar partir das nossas sociedades Indígenas a partir das nossas cosmovisões das nossas filosofias da nossa das nossas experiências corporificados nós queremos pensar um feminismo a partir dos nossos valores não é a mesma coisa ser latino-americana viver numa realidade Colonial que a gente vive hoje né do que ser uma mulher branca europeia Urbana estudada etc né são realidades muito diferentes então tem a uma reação desse feminismo que se chama
feminismo quer se chamar feminismo Diz nós não e é como nós não estamos corroborando as práticas patriarcais das nossas sociedades originárias nós queremos transformar essas sociedades originárias Mas a partir dos nossos próprios valores e isso é uma um um alerta muito grande para gente pensar também como juntar os vários feminismos né e o feminismo construtivista ou feminismo Ecológico é ele tem uma outra particularidade também que eles se contrapõem a um certo é que O feminismo espiritualista que foi muito importante nos anos 70 nos anos 80 que muitas vezes a maioria das pessoas só conhece esse
ecofeminismo espiritualista né o construtivista o feminismo Ecológico ele levanta que tem uma crítica suporte ao essencialismo do at um espiritualista o que que é o existencialismo existencialismo essa ideia de que se você nasceu o homem ou você nasceu mulher você carrega consigo uma essência Feminina ou Masculina e Nunca vai mudar e quer ser Essência ela ela deve se desenvolver plenamente tão os ecofeminismos espiritualistas eles digamos assim eles elogiam essa Essência feminina e eles querem marcar um mundo onde é essa esse esse existencialismo possa se desenvolver plenamente e os construtivismo ou ecofeminismo construtivista ele discorda disso
porque ele coloca essa discussão de gênero na na mesa né disse não não é um esse a gente não é assim porque a gente nasceu Não é nossa essência e nós somos ensinadas a ser assim nós fomos criados assim as estruturas econômicas sociais e hierárquicas nos fizeram assim mas a gente quer romper com isso então a gente quer uma outra uma outra forma de ser mulher que não compactua com essa entre "Essência feminina então tem uma discordância grande aí bom aqui eu trouxe para vocês um conjunto de fotos de mulheres que são importantes nessa discussão
eu não vou Entrar em cada uma delas é mas eu quero lembrar vocês que as mulheres como desistir Porto das prestadoras né as mulheres são bem dissipadoras importantes e elas têm pensada nossa realidade de muitas formas diferentes e é bom que seja de formas diferentes por quê o enriquece então eu trago aqui para vocês algumas mulheres algumas são mais é com feministas outras são um só um pouquinho mas elas ajudaram muito a Construir essa discussão que a gente está fazendo hoje tá eu quero chamar atenção Para uma delas em particular é wangari mathai e foi
mais com feminista africana aquele Ana ela já morreu ela ganhou o Prémio Nobel da Paz É porque ela organizava mulheres para plantar árvores e muitas outras coisas e eu acho que a gente sabe tão pouco sobre a África e seria tão importante a gente conhecer mais sobre a vida EA história da wangari mathai por isso é uma que eu Quero chamar atenção aqui nesse momento e outra que eu acho que também vale a pena a gente prestar muita atenção hoje em dia E ai ai o Guerreiro da Espanha que tem nos ajudado muito nessa discussão
do ecofeminismo com ecologia política e com a economia feminista eu acho que é uma pessoa que tem muito a nos a nos ajudar nesse intrincamento de pensamentos e ajudando a dizem trincar também esses pensamentos então eu vou ficar por aqui Assim que eu tô emocionada aqui com essa com essa a primeira aula e uma Porque como você trouxe mulheres importantes e princípios fundamentais né pro ecofeminismo E aí te dizer que nós fizemos lá no Amazonas um seminário minicurso também sobre a com o feminismo e foi muito interessante porque as indígenas participaram né as não indígenas
e elas trouxeram ou os princípios assim ligados a sua natureza a sua constituição Lindíssima Então tu estava falando um pouco dos princípios e eu lembrando dessa oficina que nós fizemos lá e sobre os outros princípios que nós acrescemos né nessa discussão que é tão importante para as mulheres das florestas das águas dos Campos e das cidades também né O que se a gente entende o ecofeminismo como uma relação dialética e dialógica com esse outro que aí tem uma relação de alteridade né de respeito a esse outro também é das mulheres da cidade né então Aula
de Obrigada pela primeira aula maravilhosa nós temos eu não vou ficar falando muito né porque tem algumas questões aqui para ti seria possível mais informar-se sobre a terceira onda né que ser a onda do feminismo acho que eu eu acho um pouco ali da primeira segunda terceira onda né ela narrativa você não se a gente tem como indicar alguns textos desse trabalho Arqueológico feminista Bom e se tu poderia o sobre a feminização da natureza Então as referências de de a teologia feminista Estão muitas são variar é não eu não saberia dar um texto em particular
mas eu acho que que as pessoas têm que ficar atentas a por exemplo eu fiz eu lembro quando eu fiz o doutorado na UnB eu eu tive aula com a professora chama Tânia sua e ela dava um ela dava uma aula um semestre inteiro de estudos feministas o que ela fazia era muito isso trazer para Gente arqueologia do feminismo por exemplo textos que mostravam é e que em determinadas sociedades dos esquimós e a parte do Canadá Groenlândia né que mostravam que essas sociedades em determinado momento não tinha um gêneros não tinha o gênero masculino ou
gênero feminino as crianças eram criadas no mesmo do mesmo hoje numa mesma forma até uma determinada idade em que eles escolhiam o gênero que eles queriam seguir vamos dizer assim então ela ela Coloca assim porque eu tô falando isso quando fala de arqueologia de feminismo porque a ela mostrava isso como um exemplo de estudos que ficam completamente esquecidos abandonados não se fala nisso quando o na antropologia por exemplo vai se falar de estudos de gênero se parte do pressuposto que todas as sociedades tinham gênero masculino e feminino ah e hoje em dia você vai ver
que isso não é você vai atrás de texto que já Falavam disso há muito tempo atrás a mesma coisa por exemplo a Alice apuleio faz estudos até um livro inteiro sobre isso sobre os feminismos antes do feminismo eu não vou lembrar agora o nome do texto mas se essa pessoa me perguntar me mandar o e-mail depois eu procuro e manda a referência certinha porque ela ela vai falando assim desde esse exemplo dos gregos exemplos da Baixa Idade Média quando a gente pensa que era só obscurantismo e ela falando Ali existiu grupos de mulheres ou bom
calibã e a bruxa para gente não falar de outra coisa né é a tem uma outra autora também no mesmo período que a Frederick fala do calibre da bruxa como que as mulheres elas eram perseguidas e mortas né torturadas e tal é o que chega para gente hoje é que era porque elas eram Feiticeiras porque elas eram contra a religião que estava se instalando instalando como religião oficial né mas É muito mais do que isso eram mulheres que eram que eram como líderes espirituais dominavam ciência dominavam a as ervas dominavam as a como lidar com
as forças da natureza né então vamos ver são não é um feminismo no sentido de ter um movimento que o mosquito que quis derrubar o poder estabelecido mas eram poderes como é que diz a rebeldia se que estavam estouradas naquelas sociedades e que se encontra um ninho ao que era a ordem estabelecida do Ponto de vista das das mulheres porque as mulheres reivindicavam aquele saber e aquele poder né então são muitas são muitas histórias sabe que eu não conheço nenhum texto que vai fazer essa arqueologia digamos assim sistematizada né mas é muito importante a gente
ficar com essa minhoquinha na cabeça sabe que nem tudo o que aconteceu na história da humanidade é a como a gente põe ensinar É porque tem coisas que estão aparecendo agora o que certas pesquisas já foram Feitas e foram silenciadas é muito importante a gente ter essa esse desconfiômetro perto basta lembrar da segunda pergunta era sobre a terceira onda né eu falasse um pouquinho mais a terceira onda eu acho que a terceira onde é mais difícil da gente falar justamente porque ele é mais fluida né algumas pessoas identificam a terceira onda como sendo um ficava
com a chegada do pós-modernismo a essa discussão dos gêneros essa discussão de que não existe Mais gênero que todo mundo é um devenir é um fazer se constante é de tão deixa desistir o sujeito político mulher isso G e o homem a né E que se mistura tudo outros falam que a terceira onda é justamente esse momento pós-colonial quando aparecem essas teorias e se contrapõe ao feminismo oficial que existia tentam aquilo que a gente chamava de feminismo é mesmo Branco europeu Urbano né então não é muito Claro que constitui Exatamente Essa terceira onda mas eu
acho que e coisa que hoje a gente se fala de quarta onda quarta onda teria começado com o movimento New nade menu na Argentina que explodiu em 2015 ou seja cinco anos atrás e que depois tomou o mundo com as greves feministas a é importante que teve na na Espanha em 2017 e outros movimentos até o ano passado por exemplo essa onda que aconteceu com a E com a a essa esse Flash Mob da chilenas do estuprador o violador acho que no Brasil o estuprador é tu né É você não lembro mas este flashmob que
foi feito absolutamente no mundo inteiro né colocando a questão da violência contra as mulheres como um tema Pub com tema cotidiano não tinha eu acho que não tem ninguém nesse mundo que não tenha visto em algum momento alguma dessas apresentações estuprador no teu caminho do coletivo las tesis né então eu acho Que esse é um momento também que a juventude tomou as ruas a juventude feminista é Juventude feministas no sentido a Cindy as pessoas que nunca participaram de nenhum movimento foi uma uma coisa bastante espontânea bastante que teve uma teve um chamado o básico de
algumas pessoas pela rede mas e ganhou as ruas de uma forma formidável Espetacular ET questionou também isso será que para ser feminista precisa ter toda né é rezar Toda a cartilha do feminismo ou basta simplesmente está de saco cheio de tanto o de ovário cheio de tanta cantada na rua de tanta violência de tanta a cantada não com uma coisa menor mas como um princípio de depressão né de coisificação das mulheres então é eu acho que é isso segundo terceira onda quarta onda eu não saberia dizer sabe eu acho que a Olá tudo isso é
um pouco que que tem acontecido digamos assim que o mais o Mais é o que a gente tem consciência sobre a primeira onde a segunda as outras a gente ainda tá com as esticando ele não eu acho que agora sim vem por exemplo se a gente fizer um exercício super rápido de xingamentos de homens e mulheres né a mulher é vaca galinha que mais ela quando você quer dizer que ela é maldosa é uma raposa quando ela é né é todas essas cores coisas e quando você quer se referir aos homens você vai usar o
outro aí ó tá vindo do monte de cobra Piranha víbora né É mas quando você quer se referir aos homens eles são sempre os os homens e ao lado produtivo da natureza é um esse trabalha como um cavalo esse ou é um garanhão né é o lado assim poderoso Então mas tem toda uma outra feminização da tem toda uma naturalização das mulheres também do corpo das mulheres pelo fato de nós somos capazes uma parte das mulheres é capaz de engravidar e parir e nutrir os filhos com o leite né Então esse é um é uma
é uma naturalização do corpo da mulher e a que venha acompanhada dessa dessa ela veja como ele funciona a gente fala se eu falar que o corpo da mulher e diz valorizado a gente não ele é ele é sacralizado É mas o sacralizado é aquela aquele saco essa aquela forma de colocar numa numa redoma né ele é ele é ele é sacralizado porque ele é fraco porque ele é digamos assim ele precisa ser cuidado ele Precisa ser protegido naquela função de reprodução né mas o resto todo ele pode ser dominado Oprimido explorado e pedra isso
o corpo das mulheres então dentro da Da Lógica patriarcal é digamos que faz parte do que se considera humanidade né porque o corpo das outras mulheres por exemplo das mulheres negras a vida toda e se ele foi visto como para porte de trabalho e não a água não precisa nada né ele estava ali para ser uma máquina de trabalho Para a sociedade Branca Então é isso eu acho que ele tem essa naturalização é também tudo isso que vem dos Sentimentos do corpo da os hormônios são uma festa né para naturalizar o feminino então tudo que
a gente faz tá relacionada com os hormônios a gente tá menstruada você está para menstruar a gente tá com raiva e tá na menopausa a gente é adolescente que tá muito louca né Por causa dos hormônios eles não tem problema nenhum com os hormônios né então é como se Fosse a como se eles fossem um corpo desde desmaterializado os homens o coletivo homens né só nós somos relacionadas com a natureza a partir de qual autoral de quais autores e aquelas correntes do ecofeminismo Alegria do trabalho as né É mais ou menos eu Eu segui a
lista pulei Porque ela foi orientadora do doutorado e ele veio bastante trabalho que ela tinha na época mas depois também a gente foi ampliando porque toda essa questão do Feminismo eu posso Colonial comunitário foi uma elaboração que a gente fez a partir do grupo é que dá o curso de do curso de Mestrado em agroecologia e o na universidade internacional da Andaluzia na Espanha onde eu sou professora junto com a Irene Garcia e junto com o Davi Perez Meira e tem também a Marta a Marta Soler que é uma professora que vocês patimini o grupo
e depois ela ela ficou encarregada de um outro módulo Mas ela Tá sempre participando com a gente com as nossas pesquisas então então foi a partir desse grupo que a gente viu que era interessante atualizar um pouco mais as classificações que a lista pulei eu tinha feito é porque é já existia muito Muitas outras coisas que estavam nos preocupando e que inclusive eram trazidas pelas próprias alunas do curso de Mestrado E desde 2011 a gente tem esse módulo de é que o feminismo e gênero no curso Então no curso a gente Fala também além das
feministas comunitárias pós-coloniais a gente tem introduzido por exemplo as feministas e feministas ciganas e são muito importantes na Europa a pistas africanas atuais as feministas islâmicas porque eu não trouxe aqui agora porque eu acho que ela também uma realidade um pouco mais distante da nossa mas é importante é saber que em todas essas categorias sociais existem pensadoras existem mulheres que estão se Colocando a partir dessa Perspectiva da realidade que elas vivem e que então e é o feminismo para elas naquele naquele contexto e naquela realidade e então é um pouco isso a gente vai buscando
a da América Latina tem muitas coisas Tem coisas bem legais que dá para gente ir recomendar também tem um livro muito importante que faz um recorrido sobre os feminismos comunitários eu posso preparar um pouco também é uma bibliografia que a gente tenha Sobre isso aí [Música] E aí [Aplausos]