lógico Nossa vivência fenomenológica é eminentemente empírica eh Isso quer dizer o quê né quer dizer que esse modo de vivência fenomenológica né é um modo que caracteristicamente se dá na ausência de teorização é um modo pré teórico de nós sermos pré-reflexivo de nós seros né então o fenomenológico a nossa vivência fenomenológica é eminentemente empírica [Música] eh Isso é uma característica básica da vivência fenomenológica né O que faz com que qualquer metodologia fenomenológica né Qualquer abordagem que metodologicamente seja uma abordagem fenomenológica seja ela Gestalt seja ela abordagem rogeriana seja a teoria A fenomenologia especificamente seja eh
a abordagem do Paulo Freire né Qualquer abordagem fenomenológica é uma abordagem metodologicamente empírica porque é uma abordagem que privilegia esse modo de nós sermos que é o modo fenomenológico existencial e que é um modo eminentemente empírico diz empírico quer dizer sem teoria o modo de vivência anteriormente ao modo de sermos da teoria né mas fica uma questão né e a teoria não é importante por isso né A Teoria é extremamente importante né o modo reflexivo de sermos é o modo teórico de nós sermos é extremamente importante né O que a gente tá dizendo apenas é
que em primeiro lugar o modo fenomenológico de nós sermos é um modo pré teórico e por isso é um modo de ser empírico né em segundo lugar Esse é o o modo esse modo pré teórico é o modo ontológico de nós sermos não é é o modo eh mais característico de nós outros enquanto seres humanos esse modo mais característico de sermos nós outros enquanto seres humanos é fenomenológico existencial né e é pré teórico Ou seja é empírico quer dizer com isso a gente não quer dizer que a teoria não é importante A Teoria é importante
apenas é um modo de ser eh eh ontologicamente secundário quer dizer um modo tico de ser com relação ao modo fenomenológico empírico de nós sermos né mas em primeiro lugar a teoria né o modo de sermos da teoria né a teorização é inevitável né porque o modo fenomenológico de nós sermos né Eh teórico pré-reflexivo empírico é um modo de sermos que se dá em momentane medade né nós vivemos momentos do nosso modo fenomenológico por mais importantes que eles sejam eles são momentos né Eh e momentos por quê né fundamentalmente porque a vivência do modo fenomenológico
né a vivência do modo pré-reflexivo do modo ontológico os momentos de vivência do modo fenomenológico existencial de nós sermos né se dá exatamente pela emergência de possibilidades e pelo desdobramento de possibilidades né quer dizer então a possibilidade Primeiro ela só existe em desdobramento não existe eh possibilidade de parada senão não seria possibilidade já que a possibilidade é uma força né então enquanto força ela é uma força em desdobramento né então a vivência do modo fenomenológico é a vivência do desdobramento de uma força que é esse desdobramento do que a gente chama de ação né que
é o que a gente chama de fenomena né E que se desdobra a medida que essa força se desdobra ela perde em força e ela vai se constituindo em coisa né Ela é o modo acontecer que vai se constituindo no modo acontecido de nós seros esse modo acontecido de nós sermos é o modo coisificado de nós sermos é o modo coisa de nós sermos não quer dizer por isso que não é importante apenas é o modo coisa de sermos porque ele não é o modo de sermos de vivência de possibilidade e desdobramento de possibilidade quer
dizer no modo coisa de nós sermos a possibilidade já se desdobrou e já se instalou como coisa né quer dizer quando a possibil se instala como coisa ela constitui como coisas como acontecido né o sujeito e o objeto e com isso ela cria a a a a possibilidade da contradição entre sujeito e objeto né e em particular a contemplação que um sujeito acontecido pode fazer de objetos acontecidos quer dizer essa relação é o que a gente chama de teoria e que só se dá no modo acontecido de nós sermos no modo teórico de nós sermos
no modo que não é empírico de nós sermos né porque o sujeito é acontecido é coisa né se dá depois do desdobramento da possibilidade né e o objeto também a coisa é acontecido e a contemplação do sujeito eh que o sujeito faz de um objeto é a contemplação né que se dá entre o sujeito acontecido e um objeto acontecido essa contemplação que se dá no modo coisa de ser depois do modo de ser do acontecer que é o modo fenomenológico existencial compreensivo e implicativo né Essa essa contemplação que o sujeito faz do objeto é o
que a gente chama de teoria né então ela é extremamente importante ela não é desimportante né porque cada novidade da possibilidade que se desdobra se instala como coisa nova né ou seja se instala como eh uma nova teoria né que eh significa a instalação da novidade de possibilidades que emergiram né quer dizer então a instalação da coisa por assim dizer registra a momentane medade instantânea pré teórica né Eh da possibilidade da novidade da possibilidade que se desdobrou ela não é mais desdobramento de possibilidade mas enquanto teoria ela é o registro né da novidade de possibilidades
que se desdobram né então por isso a Teoria é extremamente importante né e é extremamente importante em particular porque a Teoria é a possibilidade da crítica né quer dizer a contínua emergência da teoria né como registro da eh do desdobramento de possibilidades novas da novidade do desdobramento de possibilidades é o que constitui a crítica Só existe possibilidade eh eh eh de crítica na teoria a teoria registra uma novidade que critica a teoria antecedente né quer dizer então a relação entre o empírico e o não empírico é uma relação extremamente importante né em particular porque num
novo momento né esse não empírico que é a teoria vai servir de base para uma nova emergência não teórica né ou seja para uma nova vivência fenomenológica para uma uma nova ação né quer dizer então continuamente né Eh inevitavelmente a vivência fenomenológica migra na direção ou direciona-se né paraa condição de coisa paraa condição de sujeito de objeto e paraa condição de teoria que o sujeito elabora à medida que ele contempla o objeto enquanto acontecido ele próprio sujeito acontecido né então no OB no empirismo fenomenológico né não existe uma uma negação da teoria e não existe
uma negação da importância da teoria né quer dizer para uma perspectiva fenomenológica A Teoria é em primeiro lugar inevitável né em segundo lugar a Teoria é útil né enquanto registro da novidade de possibilidades né o que acontece apenas é que ontologicamente nãoé a vivência fenomenológica que é empírica não teórica né Eh é hierarquicamente superior em termos de valor ao modo teórico de nós sermos até porque é o modo empírico não teórico de sermos fenomenológico existencial que continuamente recria traz a novidade para o modo teórico de nós sermos né quer dizer traz a possibilidade da crítica
né e esse é um aspecto extremamente importante né quer dizer a Teoria é o registro da crítica e é a contínua emergência da da possibilidade de crítica a partir do registro da da novidade de possibilidades que se se desdobram num modo não teórico de nós sermos no modo empírico de nós sermos e ainda é a base da da da possibilidade instalada a instalação da coisa sobre a qual emerge mais uma vez a o desdobramento de novas possibilidades né é um ciclo contínuo entre um modo não teórico de sermos e um modo teórico de sermos né
E esse ciclo garante a vitalidade tanto da emergência da possibilidade da emergência do novo como a possibilidade da CR especificamente a possibilidade da da emergência da teoria e da emergência da crítica do registro da teoria e da emergência da crítica da teoria né quer dizer então eh não existe nenhuma incompatibilidade entre a vivência fenomenológica não teórica e a Teoria no modo acontecido de seros a vivência de possibilidades a vivência fenomenológico existencial da ação o desdobramento de possibilidades ele vai ser sempre empírico vai ser sempre não teórico Porque ele é o modo de ser do ator
que não é o sujeito o sujeito acontece no modo eh acontecido de sermos né então a a a teoria só surge como a contemplação que um sujeito faz de um objeto né quer dizer então o o a teoria só surge no modo acontecido de ser Ou seja no modo de sermos que não é o modo de sermos do ator o modo de ser do ator que não é o modo de ser do sujeito né é o modo de ser da ação e o modo de ser da ação é o modo fenomenológico existencial ideológico o modo
empírico de sermos né que é a ação em função de ser vivência de possibilidades e desdobramento de possibilidades vivência cognitiva de possibilidades e desdobramento de possibilidades processo esse empírico fenomenológico existencial empírico pré teó né Toda a confusão surge né entre teoria e empirismo toda a confusão surge a partir do outro tipo de empirismo que não é o empirismo fenomenológico para o empirismo fenomenológico nenum problema entre teoria e crítica né Eh entre teoria e e vivência fenomenológica né entre teoria e vivência não eh eh teórica né entre teoria e vivência empírica para para o empirismo fenomenológico
sem problemas é um contínuo ciclo mas o empirismo objetivista não reconhece o modo fenomenológico de nós sermos né então ele é um empirismo que todo se dá né na relação entre sujeito e objeto né que se dão paraa fenomenologia no modo acontecido de sermos né o empirismo e objetivista é a contemplação que o sujeito faz de objetos né Eh privilegiando inclusive o Polo objeto dessa dicotomia sujeito e objeto quer dizer o sujeito é como se fosse uma uma uma tela em Branco sobre a qual o objeto se projeta e cabe o sujeito apenas descrever o
objeto no que seria a empiria dele né e descrever o objeto significa não se afastar dessa relação sujeito objeto significa eh descrever o objeto do modo mais fita Digno possível né quer dizer a teoria a abstração né com relação ao objeto seria eh erro epistemológico para o empirismo objetivista não para o empirismo fenomenológico que convive bem com a teoria né mas para o empirismo objetivista A Teoria é erro epistemológico né porque eh eh caracteriza uma abstração um afastamento do sujeito com relação o objeto né E com isso se constituiria em erro epistemológico quer dizer então
por isso o empirismo objetivista não o empirismo fenomenológico né o empirismo objetivista do qual deriva o pragmatismo né Eh assume uma postura de que teoria é erro e com isso assume uma perspectiva de uma postura de preconceito contra a teoria um preconceito anti teórico contra uma teoria que é inevitável né o a Teoria é apenas um modo de ser da gente que é inevitável né